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Ética e Improbidade no Serviço Público

O documento descreve os princípios éticos que devem nortear a conduta dos servidores públicos, como ser honesto, justo e respeitar o patrimônio público. Também apresenta exemplos de atos de improbidade, como fraudar o controle de ponto. Por fim, ressalta que a função pública deve ser exercida com dignidade e moralidade.
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Ética e Improbidade no Serviço Público

O documento descreve os princípios éticos que devem nortear a conduta dos servidores públicos, como ser honesto, justo e respeitar o patrimônio público. Também apresenta exemplos de atos de improbidade, como fraudar o controle de ponto. Por fim, ressalta que a função pública deve ser exercida com dignidade e moralidade.
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emanuelle cardoso - [email protected] - CPF: 182.104.

257-30
DECRETO Nº 1.171/ 1994

A ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO

A Ética caracteriza-se por ser um conjunto de princípios que norteia


as ações humanas na sociedade. Ser ético é ser solidário, honesto e
justo. É respeitar seus semelhantes, o patrimônio público e o bem estar
da sociedade. Agir de acordo com a ética pública compreende prestar
bem seus deveres como servidor público, ser imparcial, agir dentro da
legalidade, ser assíduo e frequente ao serviço, prestar suas funções
com zelo e eficiência e economicidade. Além disso, é dever de todo
servidor público tratar bem os usuários dos serviços públicos.

O DEVER DOS SEGUIDORES PÚBLICOS

O Decreto nº 1.171 de 22 de junho de 1994, em seu Inciso II


estabelece: “O servidor público não poderá jamais desprezar o
elemento ético de sua conduta. Assim, não terá que decidir somente
entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o
inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o
honesto e o desonesto, consoante as regras contidas no art. 37, caput, e
§ 4°, da Constituição Federal.” Condutas desonestas, injustas e
inoportunas que visem a atender interesses próprios e não o bem estar
da sociedade, que causem lesão ao erário, qualquer ação ou omissão,
dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio, apropriação,
malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidade
pode ser considerado formas de improbidade administrativa.

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VEJA ALGUNS EXEMPLOS DE ATOS IMPROBOS:

Um exemplo de ato de improbidade é a fraude do controle de


ponto, ainda que não seja realizado por meio de controle eletrônico. A
legislação vigente determina que fraudar o ponto é ato passível de
sindicância e abertura de processo administrativo disciplinar (PAD) que
pode acarretar na demissão do servidor público a bem da
Administração por improbidade administrativa. Isso também não afasta
o servidor de responder nas esferas civil e penal. Podem caracterizar o
descumprimento do dever de observar as normas legais e
regulamentares (art. 116, III, da Lei nº 8.112/1990) ou, até mesmo, em
casos mais graves, ato de improbidade administrativa (art. 132, IV, da Lei
nº 8.112/1990).

O servidor tem uma jornada a cumprir e que deve registrar


corretamente os seus ingressos e saídas da repartição. Muitas vezes
essas regras são negligenciadas. Condutas vedadas: servidor que
registra o seu ingresso no órgão e se ausenta do ambiente de trabalho
sem justificativa plausível; servidor que pede a um colega para registrar
o ponto eletrônico ou assinar a folha de ponto por ele; servidor que
utiliza intervalo de almoço diferente daquele informado na folha de
ponto / registro no sistema.

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FICA A DICA

Não é legal, nem ético registrar no sistema de ponto entradas e/ou


saídas diferentes das que ocorreram de fato.

ÉTICA É DEVER

A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção


entre o bem e o mal, devendo ser acrescida da ideia de que o fim é
sempre o bem comum. O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na
conduta do servidor público, é que poderá consolidar a moralidade do
ato administrativo.

O servidor que trabalha em harmonia, respeitando seus colegas e


cada concidadão, colabora e de todos pode receber colaboração, pois
sua atividade pública é a grande oportunidade para o crescimento e o
engrandecimento da Nação.

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TERMOS TÉCNICOS

Decreto Nº 1.171, de 22 de junho de 1994


Aprova o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder
Executivo Federal

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o


art. 84, incisos IV e VI, e ainda tendo em vista o disposto no art. 37 da
Constituição, bem como nos arts. 116 e 117 da Lei n° 8.112, de 11 de
dezembro de 1990, e nos arts. 10, 11 e 12 da Lei n° 8.429, de 2 de junho de
1992,

DECRETA: Art. 1° Fica aprovado o Código de Ética Profissional do Servidor


Público Civil do Poder Executivo Federal, que com este baixa.
Art. 2° Os órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta e
indireta implementarão, em sessenta dias, as providências necessárias
à plena vigência do Código de Ética, inclusive mediante a constituição
da respectiva Comissão de Ética, integrada por três servidores ou
empregados titulares de cargo efetivo ou emprego permanente.
Parágrafo único. A constituição da Comissão de Ética será comunicada
à Secretaria da Administração Federal da Presidência da República, com
a indicação dos respectivos membros titulares e suplentes.
Art. 3° Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 22 de junho de 1994, 173° da Independência e 106° da República.

ITAMAR FRANCO
Romildo Canhim

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Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo
Federal

CAPÍTULO I
Seção I
Das Regras Deontológicas

I - A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos princípios


morais são primados maiores que devem nortear o servidor público,
seja no exercício do cargo ou função, ou fora dele, já que refletirá o
exercício da vocação do próprio poder estatal. Seus atos,
comportamentos e atitudes serão direcionados para a preservação da
honra e da tradição dos serviços públicos.
II - O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de
sua conduta. Assim, não terá que decidir somente entre o legal e o ilegal,
o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno e o
inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o desonesto,
consoante as regras contidas no art. 37, caput, e § 4°, da Constituição
Federal. III - A moralidade da Administração Pública não se limita à
distinção entre o bem e o mal, devendo ser acrescida da ideia de que o
fim é sempre o bem comum. O equilíbrio entre a legalidade e a
finalidade, na conduta do servidor público, é que poderá consolidar a
moralidade do ato administrativo.
IV - A remuneração do servidor público é custeada pelos tributos pagos
direta ou indiretamente por todos, até por ele próprio, e por isso se
exige, como contrapartida, que a moralidade administrativa se integre
no Direito, como elemento indissociável de sua aplicação e de sua
finalidade, erigindo-se, como conseqüência em fator de legalidade.

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V - O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a comunidade
deve ser entendido como acréscimo ao seu próprio bem-estar, já que,
como cidadão, integrante da sociedade, o êxito desse trabalho pode ser
considerado como seu maior patrimônio.
VI - A função pública deve ser tida como exercício profissional e,
portanto, se integra na vida particular de cada servidor público. Assim,
os fatos e atos verificados na conduta do dia-a-dia em sua vida privada
poderão acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida funcional.
VII - Salvo os casos de segurança nacional, investigações policiais ou
interesse superior do Estado e da Administração Pública, a serem
preservados em processo previamente declarado sigiloso, nos termos
da lei, a publicidade de qualquer ato administrativo constitui requisito
de eficácia e moralidade, ensejando sua omissão comprometimento
ético contra o bem comum, imputável a quem a negar.
VIII - Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor não pode omiti-la ou
falseá-la, ainda que contrária aos interesses da própria pessoa
interessada ou da Administração Pública. Nenhum Estado pode crescer
ou estabilizar-se sobre o poder corretivo do hábito do erro, da opressão,
ou da mentira, que sempre aniquilam até mesmo a dignidade humana
quanto mais a de uma Nação.
IX - A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo dedicados ao serviço
público caracterizam o esforço pela disciplina. Tratar mal uma pessoa
que paga seus tributos direta ou indiretamente significa causar-lhe
dano moral. Da mesma forma, causar dano a qualquer bem
pertencente ao patrimônio público, deteriorando-o, por descuido ou má
vontade, não constitui apenas uma ofensa ao equipamento e às
instalações ou ao Estado, mas a todos os homens de boa vontade que
dedicaram sua inteligência, seu tempo, suas esperanças e seus
esforços para construí-los.

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X - Deixar o servidor público qualquer pessoa à espera de solução que
compete ao setor em que exerça suas funções, permitindo a formação
de longas filas, ou qualquer outra espécie de atraso na prestação do
serviço, não caracteriza apenas atitude contra a ética ou ato de
desumanidade, mas principalmente grave dano moral aos usuários dos
serviços públicos.
XI - 0 servidor deve prestar toda a sua atenção às ordens legais de seus
superiores, velando atentamente por seu cumprimento, e, assim,
evitando a conduta negligente Os repetidos erros, o descaso e o
acúmulo de desvios tornam-se, às vezes, difíceis de corrigir e
caracterizam até mesmo imprudência no desempenho da função
pública.
XII - Toda ausência injustificada do servidor de seu local de trabalho é
fator de desmoralização do serviço público, o que quase sempre
conduz à desordem nas relações humanas.
XIII - 0 servidor que trabalha em harmonia com a estrutura
organizacional, respeitando seus colegas e cada concidadão, colabora e
de todos pode receber colaboração, pois sua atividade pública é a
grande oportunidade para o crescimento e o engrandecimento da
Nação.

Seção II
Dos Principais Deveres do Servidor Público

XIV - São deveres fundamentais do servidor público:

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a) desempenhar, a tempo, as atribuições do cargo, função ou emprego
público de que seja titular;
b) exercer suas atribuições com rapidez, perfeição e rendimento, pondo
fim ou procurando prioritariamente resolver situações
procrastinatórias, principalmente diante de filas ou de qualquer outra
espécie de atraso na prestação dos serviços pelo setor em que exerça
suas atribuições, com o fim de evitar dano moral ao usuário;
c) ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a integridade do seu
caráter, escolhendo sempre, quando estiver diante de duas opções, a
melhor e a mais vantajosa para o bem comum;
d) jamais retardar qualquer prestação de contas, condição essencial da
gestão dos bens, direitos e serviços da coletividade a seu cargo;
e) tratar cuidadosamente os usuários dos serviços, aperfeiçoando o
processo de comunicação e contato com o público;
f) ter consciência de que seu trabalho é regido por princípios éticos que
se materializam na adequada prestação dos serviços públicos;
g) ser cortês, ter urbanidade, disponibilidade e atenção, respeitando a
capacidade e as limitações individuais de todos os usuários do serviço
público, sem qualquer espécie de preconceito ou distinção de raça,
sexo, nacionalidade, cor, idade, religião, cunho político e posição social,
abstendo-se, dessa forma, de causar-lhes dano moral;
h) ter respeito à hierarquia, porém sem nenhum temor de representar
contra qualquer comprometimento indevido da estrutura em que se
funda o Poder Estatal;

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i) resistir a todas as pressões de superiores hierárquicos, de
contratantes, interessados e outros que visem obter quaisquer favores,
benesses ou vantagens indevidas em decorrência de ações morais,
ilegais ou aéticas e denunciá-las;
j) zelar, no exercício do direito de greve, pelas exigências específicas da
defesa da vida e da segurança coletiva;
l) ser assíduo e freqüente ao serviço, na certeza de que sua ausência
provoca danos ao trabalho ordenado, refletindo negativamente em
todo o sistema;
m) comunicar imediatamente a seus superiores todo e qualquer ato ou
fato contrário ao interesse público, exigindo as providências cabíveis;
n) manter limpo e em perfeita ordem o local de trabalho, seguindo os
métodos mais adequados à sua organização e distribuição;
o) participar dos movimentos e estudos que se relacionem com a
melhoria do exercício de suas funções, tendo por escopo a realização
do bem comum;
p) apresentar-se ao trabalho com vestimentas adequadas ao exercício
da função;
q) manter-se atualizado com as instruções, as normas de serviço e a
legislação pertinentes ao órgão onde exerce suas funções;
r) cumprir, de acordo com as normas do serviço e as instruções
superiores, as tarefas de seu cargo ou função, tanto quanto possível,
com critério, segurança e rapidez, mantendo tudo sempre em boa
ordem.
s) facilitar a fiscalização de todos atos ou serviços por quem de direito;
t) exercer, com estrita moderação, as prerrogativas funcionais que lhe
sejam atribuídas, abstendo-se de fazê-lo contrariamente aos legítimos
interesses dos usuários do serviço público e dos jurisdicionados
administrativos;

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v) divulgar e informar a todos os integrantes da sua classe sobre a
existência deste Código de Ética, estimulando o seu integral
cumprimento.

Seção III
Das Vedações ao Servidor Público
XV - E vedado ao servidor público;

a) o uso do cargo ou função, facilidades, amizades, tempo, posição e


influências, para obter qualquer favorecimento, para si ou para outrem;
b) prejudicar deliberadamente a reputação de outros servidores ou de
cidadãos que deles dependam;
c) ser, em função de seu espírito de solidariedade, conivente com erro
ou infração a este Código de Ética ou ao Código de Ética de sua
profissão;
d) usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o exercício regular de
direito por qualquer pessoa, causando-lhe dano moral ou material;
e) deixar de utilizar os avanços técnicos e científicos ao seu alcance ou
do seu conhecimento para atendimento do seu mister;
f) permitir que perseguições, simpatias, antipatias, caprichos, paixões
ou interesses de ordem pessoal interfiram no trato com o público, com
os jurisdicionados administrativos ou com colegas hierarquicamente
superiores ou inferiores;
g) pleitear, solicitar, provocar, sugerir ou receber qualquer tipo de ajuda
financeira, gratificação, prêmio, comissão, doação ou vantagem de
qualquer espécie, para si, familiares ou qualquer pessoa, para o
cumprimento da sua missão ou para influenciar outro servidor para o
mesmo fim;

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h) alterar ou deturpar o teor de documentos que deva encaminhar para
providências;
i) iludir ou tentar iludir qualquer pessoa que necessite do atendimento
em serviços públicos; j) desviar servidor público para atendimento a
interesse particular;
l) retirar da repartição pública, sem estar legalmente autorizado,
qualquer documento, livro ou bem pertencente ao patrimônio público;
m) fazer uso de informações privilegiadas obtidas no âmbito interno de
seu serviço, em benefício próprio, de parentes, de amigos ou de
terceiros;
n) apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele habitualmente;
o) dar o seu concurso a qualquer instituição que atente contra a moral,
a honestidade ou a dignidade da pessoa humana;
p) exercer atividade profissional ética ou ligar o seu nome a
empreendimentos de cunho duvidoso.

CAPÍTULO II
Das Comissões de Ética

XVI - Em todos os órgãos e entidades da Administração Pública Federal


direta, indireta autárquica e fundacional, ou em qualquer órgão ou
entidade que exerça atribuições delegadas pelo poder público, deverá
ser criada uma Comissão de Ética, encarregada de orientar e
aconselhar sobre a ética profissional do servidor, no tratamento com as
pessoas e com o patrimônio público, competindo-lhe conhecer
concretamente de imputação ou de procedimento susceptível de
censura.

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XVII - (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007).
XVIII - À Comissão de Ética incumbe fornecer, aos organismos
encarregados da execução do quadro de carreira dos servidores, os
registros sobre sua conduta ética, para o efeito de instruir e
fundamentar promoções e para todos os demais procedimentos
próprios da carreira do servidor público.
XIX - (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007).
XX - (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007).
XXI - (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007).
XXII - A pena aplicável ao servidor público pela Comissão de Ética é a de
censura e sua fundamentação constará do respectivo parecer,
assinado por todos os seus integrantes, com ciência do faltoso.
XXIII - (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007).
XXIV - Para fins de apuração do comprometimento ético, entende-se
por servidor público todo aquele que, por força de lei, contrato ou de
qualquer ato jurídico, preste serviços de natureza permanente,
temporária ou excepcional, ainda que sem retribuição financeira, desde
que ligado direta ou indiretamente a qualquer órgão do poder estatal,
como as autarquias, as fundações públicas, as entidades paraestatais,
as empresas públicas e as sociedades de economia mista, ou em
qualquer setor onde prevaleça o interesse do Estado.
XXV – (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007)·.

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DECRETO Nº 6.029, DE 1º DE FEVEREIRO DE 2007
Vide Resolução nº 10, de 29 de setembro de 2008

Institui Sistema de Gestão da Ética do Poder Executivo Federal, e dá


outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art.


84, inciso VI, alínea “a”, da Constituição,

DECRETA:

Art. 1o Fica instituído o Sistema de Gestão da Ética do Poder Executivo


Federal com a finalidade de promover atividades que dispõem sobre a
conduta ética no âmbito do Executivo Federal, competindo-lhe:
I - integrar os órgãos, programas e ações relacionadas com a ética
pública;
II - contribuir para a implementação de políticas públicas tendo a
transparência e o acesso à informação como instrumentos
fundamentais para o exercício de gestão da ética pública;
III - promover, com apoio dos segmentos pertinentes, a
compatibilização e interação de normas, procedimentos técnicos e de
gestão relativos à ética pública;
IV - articular ações com vistas a estabelecer e efetivar procedimentos
de incentivo e incremento ao desempenho institucional na gestão da
ética pública do Estado brasileiro.

Art. 2o Integram o Sistema de Gestão da Ética do Poder Executivo


Federal:

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I - a Comissão de Ética Pública - CEP, instituída pelo Decreto de 26 de
maio de 1999;
II - as Comissões de Ética de que trata o Decreto no 1.171, de 22 de junho
de 1994; e
III - as demais Comissões de Ética e equivalentes nas entidades e órgãos
do Poder Executivo Federal.

Art. 3º A CEP será integrada por sete brasileiros que preencham os


requisitos de idoneidade moral, reputação ilibada e notória experiência
em administração pública, designados pelo Presidente da República,
para mandatos de três anos, não coincidentes, permitida uma única
recondução.
§ 1o A atuação no âmbito da CEP não enseja qualquer remuneração para
seus membros e os trabalhos nela desenvolvidos são considerados
prestação de relevante serviço público.
§ 2o O Presidente terá o voto de qualidade nas deliberações da
Comissão.
§ 3o Os mandatos dos primeiros membros serão de um, dois e três anos,
estabelecidos no decreto de designação.

Art. 4o À CEP compete:

I - atuar como instância consultiva do Presidente da República e


Ministros de Estado em matéria de ética pública;
II - administrar a aplicação do Código de Conduta da Alta Administração
Federal, devendo:

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a) submeter ao Presidente da República medidas para seu
aprimoramento;
b) dirimir dúvidas a respeito de interpretação de suas normas,
deliberando sobre casos omissos;
c) apurar, mediante denúncia, ou de ofício, condutas em desacordo
com as normas nele previstas, quando praticadas pelas autoridades a
ele submetidas;

III - dirimir dúvidas de interpretação sobre as normas do Código de Ética


Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal de que
trata o Decreto no 1.171, de 1994; IV - coordenar, avaliar e supervisionar o
Sistema de Gestão da Ética Pública do Poder Executivo Federal;
V - aprovar o seu regimento interno; e
VI - escolher o seu Presidente. Parágrafo único. A CEP contará com uma
Secretaria-Executiva, vinculada à Casa Civil da Presidência da
República, à qual competirá prestar o apoio técnico e administrativo aos
trabalhos da Comissão.

Art. 5o Cada Comissão de Ética de que trata o Decreto no 1171, de 1994,


será integrada por três membros titulares e três suplentes, escolhidos
entre servidores e empregados do seu quadro permanente, e
designados pelo dirigente máximo da respectiva entidade ou órgão,
para mandatos não coincidentes de três anos.

Art. 6o É dever do titular de entidade ou órgão da Administração Pública


Federal, direta e indireta:
I - assegurar as condições de trabalho para que as Comissões de Ética
cumpram suas funções, inclusive para que do exercício das atribuições
de seus integrantes não lhes resulte qualquer prejuízo ou dano;

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II - conduzir em seu âmbito a avaliação da gestão da ética conforme
processo coordenado pela Comissão de Ética Pública.

Art. 7o Compete às Comissões de Ética de que tratam os incisos II e III do


art. 2o:
I - atuar como instância consultiva de dirigentes e servidores no âmbito
de seu respectivo órgão ou entidade;
II - aplicar o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do
Poder Executivo Federal, aprovado pelo Decreto 1.171, de 1994, devendo:
a) submeter à Comissão de Ética Pública propostas para seu
aperfeiçoamento;
b) dirimir dúvidas a respeito da interpretação de suas normas e
deliberar sobre casos omissos;
c) apurar, mediante denúncia ou de ofício, conduta em desacordo com
as normas éticas pertinentes; e
d) recomendar, acompanhar e avaliar, no âmbito do órgão ou entidade
a que estiver vinculada, o desenvolvimento de ações objetivando a
disseminação, capacitação e treinamento sobre as normas de ética e
disciplina;

III - representar a respectiva entidade ou órgão na Rede de Ética do


Poder Executivo Federal a que se refere o art. 9o; e
IV - supervisionar a observância do Código de Conduta da Alta
Administração Federal e comunicar à CEP situações que possam
configurar descumprimento de suas normas.

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§ 1o Cada Comissão de Ética contará com uma Secretaria-Executiva,
vinculada administrativamente à instância máxima da entidade ou
órgão, para cumprir plano de trabalho por ela aprovado e prover o apoio
técnico e material necessário ao cumprimento das suas atribuições.
§ 2o As Secretarias-Executivas das Comissões de Ética serão chefiadas
por servidor ou empregado do quadro permanente da entidade ou
órgão, ocupante de cargo de direção compatível com sua estrutura,
alocado sem aumento de despesas.

Art. 8o Compete às instâncias superiores dos órgãos e entidades do


Poder Executivo Federal, abrangendo a administração direta e indireta:
I - observar e fazer observar as normas de ética e disciplina;
II - constituir Comissão de Ética;
III - garantir os recursos humanos, materiais e financeiros para que a
Comissão cumpra com suas atribuições; e
IV - atender com prioridade às solicitações da CEP.

Art. 9o Fica constituída a Rede de Ética do Poder Executivo Federal,


integrada pelos representantes das Comissões de Ética de que tratam
os incisos I, II e III do art. 2o, com o objetivo de promover a cooperação
técnica e a avaliação em gestão da ética.

Parágrafo único. Os integrantes da Rede de Ética se reunirão sob a


coordenação da Comissão de Ética Pública, pelo menos uma vez por
ano, em fórum específico, para avaliar o programa e as ações para a
promoção da ética na administração pública.

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Art. 10. Os trabalhos da CEP e das demais Comissões de Ética devem ser
desenvolvidos com celeridade e observância dos seguintes princípios:

I - proteção à honra e à imagem da pessoa investigada;


II - proteção à identidade do denunciante, que deverá ser mantida sob
reserva, se este assim o desejar; e
III - independência e imparcialidade dos seus membros na apuração dos
fatos, com as garantias asseguradas neste Decreto.

Art. 11. Qualquer cidadão, agente público, pessoa jurídica de direito


privado, associação ou entidade de classe poderá provocar a atuação
da CEP ou de Comissão de Ética, visando à apuração de infração ética
imputada a agente público, órgão ou setor específico de ente estatal.

Parágrafo único. Entende-se por agente público, para os fins deste


Decreto, todo aquele que, por força de lei, contrato ou qualquer ato
jurídico, preste serviços de natureza permanente, temporária,
excepcional ou eventual, ainda que sem retribuição financeira, a órgão
ou entidade da administração pública federal, direta e indireta.

Art. 12. O processo de apuração de prática de ato em desrespeito ao


preceituado no Código de Conduta da Alta Administração Federal e no
Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo
Federal será instaurado, de ofício ou em razão de denúncia
fundamentada, respeitando-se, sempre, as garantias do contraditório e
da ampla defesa, pela Comissão de Ética Pública ou Comissões de Ética
de que tratam o incisos II e III do art. 2º, conforme o caso, que notificará
o investigado para manifestar se, por escrito, no prazo de dez dias.

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§ 1o O investigado poderá produzir prova documental necessária à sua
defesa.

§ 2o As Comissões de Ética poderão requisitar os documentos que


entenderem necessários à instrução probatória e, também, promover
diligências e solicitar parecer de especialista.

§ 3o Na hipótese de serem juntados aos autos da investigação, após a


manifestação referida no caput deste artigo, novos elementos de prova,
o investigado será notificado para nova manifestação, no prazo de dez
dias.

§ 4o Concluída a instrução processual, as Comissões de Ética proferirão


decisão conclusiva e fundamentada.

§ 5o Se a conclusão for pela existência de falta ética, além das


providências previstas no Código de Conduta da Alta Administração
Federal e no Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do
Poder Executivo Federal, as Comissões de Ética tomarão as seguintes
providências, no que couber:
I - encaminhamento de sugestão de exoneração de cargo ou função de
confiança à autoridade hierarquicamente superior ou devolução ao
órgão de origem, conforme o caso;

II -- encaminhamento, conforme o caso, para a Controladoria-Geral da


União ou unidade específica do Sistema de Correição do Poder
Executivo Federal de que trata o Decreto n o 5.480, de 30 de junho de
2005, para exame de eventuais transgressões disciplinares; e

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III - recomendação de abertura de procedimento administrativo, se a
gravidade da conduta assim o exigir.

Art. 13. Será mantido com a chancela de “reservado”, até que esteja
concluído, qualquer procedimento instaurado para apuração de prática
em desrespeito às normas éticas.

§ 1o Concluída a investigação e após a deliberação da CEP ou da


Comissão de Ética do órgão ou entidade, os autos do procedimento
deixarão de ser reservados.

§ 2o Na hipótese de os autos estarem instruídos com documento


acobertado por sigilo legal, o acesso a esse tipo de documento somente
será permitido a quem detiver igual direito perante o órgão ou entidade
originariamente encarregado da sua guarda.

§ 3o Para resguardar o sigilo de documentos que assim devam ser


mantidos, as Comissões de Ética, depois de concluído o processo de
investigação, providenciarão para que tais documentos sejam
desentranhados dos autos, lacrados e acautelados.

Art. 14. A qualquer pessoa que esteja sendo investigada é assegurado o


direito de saber o que lhe está sendo imputado, de conhecer o teor da
acusação e de ter vista dos autos, no recinto das Comissões de Ética,
mesmo que ainda não tenha sido notificada da existência do
procedimento investigatório.

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Parágrafo único. O direito assegurado neste artigo inclui o de obter
cópia dos autos e de certidão do seu teor.
Art. 15. Todo ato de posse, investidura em função pública ou celebração
de contrato de trabalho, dos agentes públicos referidos no parágrafo
único do art. 11, deverá ser acompanhado da prestação de compromisso
solene de acatamento e observância das
regras estabelecidas pelo Código de Conduta da Alta Administração
Federal, pelo Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do
Poder Executivo Federal e pelo Código de Ética do órgão ou entidade,
conforme o caso.

Parágrafo único . A posse em cargo ou função pública que submeta a


autoridade às normas do Código de Conduta da Alta Administração
Federal deve ser precedida de consulta da autoridade à Comissão de
Ética Pública, acerca de situação que possa suscitar conflito de
interesses.

Art. 16. As Comissões de Ética não poderão escusar-se de proferir


decisão sobre matéria de sua competência alegando omissão do
Código de Conduta da Alta Administração Federal, do Código de Ética
Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal ou do
Código de Ética do órgão ou entidade, que, se existente, será suprida
pela analogia e invocação aos princípios da legalidade, impessoalidade,
moralidade, publicidade e eficiência.

§ 1o Havendo dúvida quanto à legalidade, a Comissão de Ética


competente deverá ouvir previamente a área jurídica do órgão ou
entidade.

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§ 2o Cumpre à CEP responder a consultas sobre aspectos éticos que lhe
forem dirigidas pelas demais Comissões de Ética e pelos órgãos e
entidades que integram o Executivo Federal, bem como pelos cidadãos
e servidores que venham a ser indicados para ocupar cargo ou função
abrangida pelo Código de Conduta da Alta Administração Federal.

Art. 17. As Comissões de Ética, sempre que constatarem a possível


ocorrência de ilícitos penais, civis, de improbidade administrativa ou de
infração disciplinar, encaminharão cópia dos autos às autoridades
competentes para apuração de tais fatos, sem prejuízo das medidas de
sua competência.

Art. 18. As decisões das Comissões de Ética, na análise de qualquer fato


ou ato submetido à sua apreciação ou por ela levantado, serão
resumidas em ementa e, com a omissão dos nomes dos investigados,
divulgadas no sítio do próprio órgão, bem como remetidas à Comissão
de Ética Pública.

Art. 19. Os trabalhos nas Comissões de Ética de que tratam os incisos II e


III do art. 2o são considerados relevantes e têm prioridade sobre as
atribuições próprias dos cargos dos seus membros, quando estes não
atuarem com exclusividade na Comissão.

Art. 20. Os órgãos e entidades da Administração Pública Federal darão


tratamento prioritário às solicitações de documentos necessários à
instrução dos procedimentos de investigação instaurados pelas
Comissões de Ética .

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§ 1o Na hipótese de haver inobservância do dever funcional previsto no
caput, a Comissão de Ética adotará as providências previstas no inciso
III do § 5o do art. 12.
§ 2o As autoridades competentes não poderão alegar sigilo para deixar
de prestar informação solicitada pelas Comissões de Ética.

Art. 21. A infração de natureza ética cometida por membro de Comissão


de Ética de que tratam os incisos II e III do art. 2o será apurada pela
Comissão de Ética Pública.

Art. 22. A Comissão de Ética Pública manterá banco de dados de


sanções aplicadas pelas Comissões de Ética de que tratam os incisos II e
III do art. 2o e de suas próprias sanções, para fins de consulta pelos
órgãos ou entidades da administração pública federal, em casos de
nomeação para cargo em comissão ou de alta relevância pública.

Parágrafo único. O banco de dados referido neste artigo engloba as


sanções aplicadas a qualquer dos agentes públicos mencionados no
parágrafo único do art. 11 deste Decreto.

Art. 23. Os representantes das Comissões de Ética de que tratam os


incisos II e III do art. 2o atuarão como elementos de ligação com a CEP,
que disporá em Resolução própria sobre as atividades que deverão
desenvolver para o cumprimento desse mister.

Art. 24. As normas do Código de Conduta da Alta Administração Federal,


do Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder
Executivo Federal e do Código de Ética do órgão ou entidade aplicam-
se, no que couber, às autoridades e agentes públicos neles referidos,
mesmo quando em gozo de licença.

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Art. 25. Ficam revogados os incisos XVII, XIX, XX, XXI, XXIII e XXV do
Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo
Federal, aprovado pelo Decreto no 1.171, de 22 de junho de 1994, os arts.
2o e 3o do Decreto de 26 de maio de 1999, que cria a Comissão de Ética
Pública, e os Decretos de 30 de agosto de 2000 e de 18 de maio de 2001,
que dispõem sobre a Comissão de Ética Pública.

Art. 26. Este Decreto entra em vigor na data da sua publicação.

Brasília, 1º de fevereiro de 2007; 186o da Independência e 119o da


República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Dilma Rousseff

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RESOLUÇÕES 1 A 10 DA COMISSÃO DE ÉTICA PÚBLICA DA
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA.

A Comissão de Ética Pública, com fundamento no art. 2º, inciso V, do


Decreto de 26 de maio de 1999, e considerando que:

a) de acordo com o art. 9º do Código de Conduta da Alta Administração


Federal, é vedada a aceitação de presentes por autoridades públicas a
ele submetidas;
b) a aplicação da mencionada norma e de suas exceções requer
orientação de caráter prático às referidas autoridades,
Resolve adotar a presente Resolução de caráter interpretativo:
Presentes
1. A proibição de que trata o Código de Conduta se refere ao
recebimento de presentes de qualquer valor, em razão do cargo que
ocupa a autoridade, quando o ofertante for pessoa, empresa ou
entidade que:
I – esteja sujeita à jurisdição regulatória do órgão a que pertença a
autoridade;
II – tenha interesse pessoal, profissional ou empresarial em decisão que
possa ser tomada pela autoridade, individualmente ou de caráter
coletivo, em razão do cargo;
III – mantenha relação comercial com o órgão a que pertença a
autoridade; ou

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IV – represente interesse de terceiros, como procurador ou preposto, de
pessoas, empresas ou entidades compreendidas nos incisos I, II e III.
2. É permitida a aceitação de presentes:
I – em razão de laços de parentesco ou amizade, desde que o seu custo
seja arcado pelo próprio ofertante, e não por pessoa, empresa ou
entidade que se enquadre em qualquer das hipóteses previstas no item
anterior;
II – quando ofertados por autoridades estrangeiras, nos casos
protocolares em que houver reciprocidade ou em razão do exercício de
funções diplomáticas.
3. Não sendo viável a recusa ou a devolução imediata de presente cuja
aceitação é vedada, a autoridade deverá adotar uma das seguintes
providências, em razão da natureza do bem:
3. Não sendo viável a recusa ou a devolução imediata de presente cuja
aceitação é vedada, a autoridade deverá adotar uma das seguintes
providências:(Redação dada pela Resolução nº 6, de 25.7.2001)
I – tratando-se de bem de valor histórico, cultural ou artístico, destiná-lo
ao acervo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-
IPHAN para que este lhe dê o destino legal adequado;
II – nos demais casos, promover a sua doação a entidade de caráter
assistencial ou filantrópico reconhecida como de utilidade pública,
desde que, tratando-se de bem não perecível, esta se comprometa a
aplicar o bem ou o produto da sua alienação em suas atividades fim.

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II - promover a sua doação a entidade de caráter assistencial ou
filantrópico reconhecida como de utilidade pública, desde que,
tratando-se de bem não perecível, se comprometa a aplicar o bem ou o
produto da sua alienação em suas atividades fim; ou(Redação dada pela
Resolução nº 6, de 25.7.2001)
III - determinar a incorporação ao patrimônio da entidade ou do órgão
público onde exerce a função.(Incluído pela Resolução nº 6, de
25.7.2001)"
4. Não caracteriza presente, para os fins desta Resolução:
I – prêmio em dinheiro ou bens concedido à autoridade por entidade
acadêmica, científica ou cultural, em reconhecimento por sua
contribuição de caráter intelectual;
II – prêmio concedido em razão de concurso de acesso público a
trabalho de natureza acadêmica, científica, tecnológica ou cultural;
III – bolsa de estudos vinculada ao aperfeiçoamento profissional ou
técnico da autoridade, desde que o patrocinador não tenha interesse
em decisão que possa ser tomada pela autoridade, em razão do cargo
que ocupa.
Brindes
5. É permitida a aceitação de brindes, como tal entendidos aqueles:
I –que não tenham valor comercial ou sejam distribuídos por entidade
de qualquer natureza a título de cortesia, propaganda, divulgação
habitual ou por ocasião de eventos ou datas comemorativas de caráter
histórico ou cultural, desde que não ultrapassem o valor unitário de R$
100,00 (cem reais);
II – cuja periodicidade de distribuição não seja inferior a 12 (doze) meses;
e

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III – que sejam de caráter geral e, portanto, não se destinem a agraciar
exclusivamente uma determinada autoridade.
6. Se o valor do brinde ultrapassar a R$ 100,00 (cem reais), será ele
tratado como presente, aplicando-se-lhe a norma prevista no item 3
acima.
7. Havendo dúvida se o brinde tem valor comercial de até R$ 100,00
(cem reais), a autoridade determinará sua avaliação junto ao comércio ,
podendo ainda, se julgar conveniente, dar-lhe desde logo o tratamento
de presente.
Divulgação e solução de dúvidas
8. A autoridade deverá transmitir a seus subordinados as normas
constantes desta Resolução, de modo a que tenham ampla divulgação
no ambiente de trabalho.
9. A incorporação de presentes ao patrimônio histórico cultural e
artístico, assim como a sua doação a entidade de caráter assistencial ou
filantrópico reconhecida como de utilidade pública, deverá constar da
respectiva agenda de trabalho ou de registro específico da autoridade,
para fins de eventual controle.
10. Dúvidas específicas a respeito da implementação das normas sobre
presentes e brindes poderão ser submetidas à Comissão de Ética
Pública, conforme o previsto no art. 19 do Código de Conduta.
Brasília, 23 de novembro de 2000

João Geraldo Piquet Carneiro


Presidente da Comissão

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Ethics Commissions are integral to maintaining ethical standards by acting as assessors and adjudicators of ethical behavior within public service . They ensure that all actions comply with ethical norms by investigating alleged violations, providing guidance on ethical dilemmas, and maintaining a database of sanctions for reference by other administrative entities . These commissions play a pivotal role in fostering an organizational culture where ethical conduct is paramount .

The document suggests that avoiding unethical delays in service provision involves promptness and efficiency in fulfilling duties, as delays cause moral harm to public users . Public servants are urged to promptly resolve issues and directly address service backlogs to prevent undue hardship. The onus is on the officials to uphold their duties vigilantly and ensure that their actions do not lead to service obstructions . This approach reflects a commitment to upholding the highest standards of public service, reducing administrative inefficiencies, and maintaining public morale and trust .

The ethical guidelines are underpinned by philosophies of deontology and utilitarianism. The emphasis on duty, adhering to rules irrespective of consequences, aligns with deontological ethics . Simultaneously, focusing on actions that enhance the well-being of society reflects utilitarian principles . These philosophical underpinnings manifest in the requirement for public servants to act ethically in every aspect, accentuating duty towards public welfare and ensuring the greatest good for the community .

Public service actions have profound ethical implications on society as they directly influence public trust and welfare. Actions that embrace ethical norms, such as transparency, accountability, and respect for lawful and fair procedures, build trust and ensure equitable services . Conversely, unethical actions, including negligence and corruption, not only damage public trust but also harm societal welfare by misappropriating resources meant for the public good . Ethical conduct in public service is thus essential for upholding both the dignity of the service and the integrity of the state .

Ethical violations by public servants are managed through Commissions of Ethics, which are tasked with overseeing adherence to ethical norms . These commissions are expected to operate with independence and impartiality, ensuring confidentiality for the complainant and protecting the identity of the accused during investigations . They can initiate proceedings on their own or based on substantiated reports, always observing the principles of fair trial and defense . If violations are confirmed, cases are escalated to competent authorities for further action, without hindrance due to alleged privileges of confidentiality .

Moral integrity in public administration is integrated with legality by ensuring that actions taken under the law also serve the public interest and the common good . The idea is that lawfulness alone is insufficient if it does not align with ethical principles aimed at public welfare. This moral dimension complements legal compliance, emphasizing that all administrative acts should meet both ethical requirements and legal standards .

Public servants are expected to adhere to high ethical standards by performing their duties impartially, legally, and diligently, and by respecting public assets and the well-being of society . They must be honest, fair, and equitable, ensuring proper conduct and decision-making—choosing honesty over dishonesty, legality over illegality, and prioritizing the common good over personal gain . Additionally, they are required to respect norms, avoid any form of administrative improbity, resolve tasks with efficiency, and maintain respect for hierarchical structures without yielding to undue pressures .

The document outlines that high-level public officials are governed by the same stringent ethical standards and that any misconduct is subject to investigation by the Commission of Ethics . The procedure includes maintaining confidentiality for the accused and allowing comprehensive defenses. Importantly, ethical misconduct cases involving high-level officials are not isolated from judicial or administrative consequences, as the Commission can escalate severe infractions to the appropriate legal authorities . The ethical guidelines require rigorous scrutiny and transparency to uphold public confidence .

The ethical principles focus on transparency and accountability, which are fundamental to enhancing public trust in administration. By promoting actions that are not merely legal but also morally sound, the document encourages behaviors that prioritize public welfare, fairness, and truthfulness . The emphasis on transparency, such as the requirement for public servants to be truthful and avoid omitting facts even if they are uncomfortable , aims to reassure the public that the administrative processes are fair and oriented towards the common good. Moreover, the proactive establishment of commissions to oversee ethical adherence signals a commitment to uphold integrity in public service .

The document mandates that public officials must refrain from accepting gifts or benefits from entities under their regulatory jurisdiction or from those with interest in their official decisions, which may lead to conflicts of interest . Officials are also required to consult with the Ethics Commission beforehand in situations that could pose potential conflicts of interest . A strict interpretation and proactive guidance on such matters help prevent situations where personal interests could improperly influence official duties .

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