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Estrutura e Competências do CNMP

O documento descreve as noções gerais sobre o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), incluindo sua composição, competências e funções do Corregedor Nacional. O CNMP é responsável pelo controle administrativo e financeiro do Ministério Público e pelo recebimento de reclamações contra seus membros. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal também é resumida.

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Estrutura e Competências do CNMP

O documento descreve as noções gerais sobre o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), incluindo sua composição, competências e funções do Corregedor Nacional. O CNMP é responsável pelo controle administrativo e financeiro do Ministério Público e pelo recebimento de reclamações contra seus membros. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal também é resumida.

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NORTE LEGAL

LEGISLAÇÃO: RESOLUÇÕES N° 20/2007, 23/2007, 82/2012, 118/2014, 164/2017, 174/2017, 179/2017,


181/2017, CNMP
ABRAGÊNCIA: ARTS. 1° AO 8°

NOÇÕES GERAIS SOBRE O CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO

CNMP NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL

PGR (Preside);
4 membros MPU (indicados pelos membros);
3 membros MPEs (indicados pelos membros);
14 MEMBROS;
2 JUÍZES (1 indicado pelo STF; 1 pelo STJ);
COMPOSIÇÃO
2 ADVOGADOS (indicados pelo CF OAB);
2 CIDADÃOS (1 indicado pela CD; 1 pelo SF).

APROVADOS pela MAIORIA ABSOLUTA do SENADO FEDERAL;


NOMEADOS pelo PRESIDENTE DA REPÚBLICA;

CONTROLE DA ATUAÇÃO ADMINISTRATIVA e FINANCEIRA do MINISTÉRIO PÚBLICO; e do


CUMPRIMENTO DOS DEVERES FUNCIONAIS DE SEUS MEMBROS, cabendo lhe:

I - ZELAR pela AUTONOMIA FUNCIONAL e ADMINISTRATIVA do MINISTÉRIO PÚBLICO, podendo


EXPEDIR ATOS REGULAMENTARES, no âmbito de sua competência, ou RECOMENDAR
PROVIDÊNCIAS;
II - zelar pela observância do art. 37 e apreciar, DE OFÍCIO ou MEDIANTE PROVOCAÇÃO, a
LEGALIDADE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS praticados por membros ou órgãos do Ministério
COMPETÊNCIA Público da União e dos Estados, PODENDO DESCONSTITUÍ-LOS, REVÊ-LOS ou FIXAR PRAZO para
que se adotem as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, sem prejuízo da
competência dos Tribunais de Contas;
III - RECEBER e CONHECER das RECLAMAÇÕES CONTRA MEMBROS ou óRGÃOS DO MINISTÉRIO
PÚBLICO DA UNIÃO ou dos ESTADOS, inclusive contra seus SERVIÇOS AUXILIARES, sem prejuízo
da competência disciplinar e correicional da instituição, PODENDO AVOCAR PROCESSOS
DISCIPLINARES EM CURSO, DETERMINAR A REMOÇÃO ou a DISPONIBILIDADE e aplicar OUTRAS
SANÇÕES ADMINISTRATIVAS, assegurada ampla defesa; (2019)
IV - REVER, DE OFÍCIO ou MEDIANTE PROVOCAÇÃO, os processos disciplinares de membros do
Ministério Público da União ou dos Estados julgados há MENOS DE UM ANO;
V - elaborar RELATÓRIO ANUAL, propondo as providências que julgar necessárias sobre a situação
do Ministério Público no País e as atividades do Conselho, o qual deve integrar a mensagem prevista
no art. 84, XI.

I - RECEBER RECLAMAÇÕES e DENÚNCIAS, de qualquer interessado, relativas aos MEMBROS DO


MINISTÉRIO PÚBLICO e dos seus SERVIÇOS AUXILIARES;
CORREGEDOR
II - exercer FUNÇÕES EXECUTIVAS do Conselho, de INSPEÇÃO e CORREIÇÃO GERAL;
NACIONAL
III - REQUISITAR e DESIGNAR MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO, delegando-lhes atribuições, e
REQUISITAR SERVIDORES de órgãos do Ministério Público.

▪ O Presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil oficiará junto ao Conselho.

▪ Leis da União e dos Estados criarão ouvidorias do Ministério Público, competentes para receber reclamações e
denúncias de qualquer interessado contra membros ou órgãos do Ministério Público, inclusive contra seus serviços
auxiliares, representando diretamente ao Conselho Nacional do Ministério Público.

#Jurisprudência Correlata

▪ O CNMP não possui competência para realizar controle de constitucionalidade de lei. (Info 781, STF). Esse mesmo
raciocínio se aplica para outros órgãos administrativos, como o Tribunal de Contas, Banco Central, o CADE, as
Agências Reguladoras, o CNJ, o CNMP, o CARF. Todos eles também estão impedidos de realizar controle de
constitucionalidade. (2021)

▪ Resolução do CNMP pode ser objeto de ADI, pois consiste em ato normativo de caráter geral e abstrato, editado pelo
Conselho no exercício de sua competência constitucional, razão pela qual constitui ATO NORMATIVO PRIMÁRIO,
sujeito a controle de constitucionalidade, por ação direta, no STF. (2018)

▪ A competência para julgar mandados de segurança impetrados contra o CNJ e o CNMP é do STF (art. 102, I, “r”, da
CF/88).
CUIDADO: O mandado de segurança NÃO será cabível quando o interessado provoca o CNJ ou o CNMP, mas tais
órgãos recusam-se a tomar alguma providência. Nessas hipóteses, a decisão do CNJ ou CNMP foi “NEGATIVA”. O STF
não tem competência para processar e julgar ações decorrentes de decisões negativas do CNMP e do CNJ, pois se o
conteúdo da decisão foi “negativo”, ele não decidiu nada. Se não decidiu nada, não praticou nenhum ato. Se não
praticou nenhum ato, não existe ato do CNJ/CNMP a ser atacado no STF. (Info 784, STF + STF, 2020)

▪ Compete ao CNMP dirimir conflitos de atribuições entre membros do MPF e de Ministérios Públicos estaduais. (Info
985, STF, 2020)

▪ CNMP não tem competência para examinar a decisão do Conselho Superior do MP Estadual que homologa ou não
TAC, pois essa discussão envolve a atividade-fim do órgão, o que não deve ser submetido à fiscalização do CNMP.
(Info 686, STF)

▪ O CNMP não possui competência para rever processos disciplinares instaurados e julgados contra servidores do
Ministério Público pela Corregedoria local. A competência revisora conferida ao CNMP limita-se aos processos
disciplinares instaurados contra os membros do Ministério Público da União ou dos Estados (inciso IV do § 2º do art.
130-A da CF), não sendo possível a revisão de processo disciplinar contra servidores. (Info 677, STF)

# Resumindo:

PAD contra SERVIDOR do MP pode tramitar originariamente no SIM, se CNMP receber


CNMP? reclamação.

PAD contra MEMBRO do MP pode tramitar originariamente no SIM, se CNMP receber


CNMP? reclamação.

CNMP pode rever PAD contra SERVIDOR do MP julgado pela NÃO.


corregedoria local?

CNMP pode rever PAD contra MEMBRO do MP julgado pela SIM.


corregedoria local?

▪ É constitucional a Resolução 27/2008, do CNMP, que proíbe que os servidores do Ministério Público exerçam
advocacia. (Info 978, STF, 2020)

▪ O ato de vitaliciamento tem natureza de ato administrativo, e, assim, se sujeita ao controle de legalidade do CNMP.
O CNMP pode, de ofício, reformar decisão do Colégio de Procuradores do MP e negar o vitaliciamento de Promotor,
determinando a sua exoneração. Isso por força do art. 130-A, § 2º, II, da CF/88, que estabelece competir ao CNMP zelar
pela observância do art. 37 e apreciar, de ofício ou mediante provocação, a legalidade dos atos administrativos
praticados por membros ou órgãos do ministério público da união e dos estados, podendo desconstituí-los, revê-los
ou fixar prazo para que se adotem as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, [...] (Info 842, STF)

Essa resolução regulamenta o art. 9º da LC nº 75/93 e o OMISSÃO ou FATO ILÍCITO ocorrido no exercício da
art. 80 da Lei nº 8.625/93, disciplinando, no âmbito do atividade policial;
Ministério Público, o CONTROLE EXTERNO DA V - PROMOVER a AÇÃO PENAL por ABUSO DE PODER.
ATIVIDADE POLICIAL.
Art. 80, Lei nº 8.625/93. Aplicam-se aos Ministérios
Art. 9º, LC nº 75/93. O Ministério Público da União Públicos dos Estados, subsidiariamente, as normas da
exercerá o controle externo da atividade policial por Lei Orgânica do Ministério Público da União.
meio de MEDIDAS JUDICIAIS e EXTRAJUDICIAIS
podendo:
#Interdisciplinariedade #Direito Constitucional
I - ter LIVRE INGRESSO em ESTABELECIMENTOS
POLICIAIS ou PRISIONAIS;
II - ter ACESSO a QUAISQUER DOCUMENTOS relativos Art. 129, CF/88. São FUNÇÕES INSTITUCIONAIS do
à ATIVIDADE-FIM POLICIAL; Ministério Público: [...]
III - REPRESENTAR à autoridade competente pela VII - EXERCER O CONTROLE EXTERNO DA ATIVIDADE
adoção de providências para SANAR a OMISSÃO POLICIAL, na forma da lei complementar mencionada
indevida, ou para PREVENIR ou CORRIGIR no artigo anterior;
ILEGALIDADE ou ABUSO DE PODER;
IV - REQUISITAR à autoridade competente para
INSTAURAÇÃO DE INQUÉRITO POLICIAL sobre a
NATUREZA JURÍDICA Exercido por
PODER-DEVER institucional
DO CONTROLE DIFUSO qualquer
do MP, com previsão membro do MP.
EXTERNO DA
ATIVIDADE POLICIAL
constitucional.
Exercido por
membro com
▪ POLÍCIA FEDERAL;
CONCENTRADO atribuições
▪ POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL; específicas de
▪ POLÍCIA FERROVIÁRIA FEDERAL; controle.
POLICIAS SUJEITAS
AO CONTROLE ▪ POLÍCIAS CIVIS;
EXTERNO ▪ POLÍCIAS MILITARES e CORPOS DE
BOMBEIROS MILITARES;
RESOLUÇÃO N° 20, CNMP
▪ POLÍCIAS PENAIS federal, estaduais
e distrital. (EC nº 104/2019)
Atualizado até 31.01.2022
ATIVIDADES ▪ ATIVIDADE-FIM; e
POLICIAIS SUJEITAS ▪ ATIVIDADES-MEIO (essencialmente
AO CONTROLE ligadas à eficiente execução das Art. 1º Estão sujeitos ao controle externo do Ministério
EXTERNO ATIVIDADE-FIM). Público, na forma do art. 129, inciso VII, da Constituição
Federal, da legislação em vigor e da presente Resolução,
FORMAS DE ▪ MEDIDAS JUDICIAIS; e os ORGANISMOS POLICIAIS RELACIONADOS NO ART. 144
EXERCER O
CONTROLE EXTERNO
▪ MEDIDAS EXTRAJUDICIAIS. DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, bem como as POLÍCIAS
LEGISLATIVAS ou QUALQUER OUTRO ÓRGÃO ou
Ex.: situação INSTITUIÇÃO, CIVIL ou MILITAR, à qual seja atribuída
jurídica do parcela de PODER DE POLÍCIA, relacionada com a
PREVENTIVO
preso; IPL’s;
SEGURANÇA PÚBLICA e PERSECUÇÃO CRIMINAL.
etc.

Quando já
Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito
ocorreu ilícito
praticado pela e responsabilidade de todos, é exercida para a
polícia. preservação da ordem pública e da incolumidade das
Ex.: Requisitar pessoas e do patrimônio, através dos seguintes
REPRESSIVO
IPL/IPM junto às órgãos:
corregedorias;
ou abrir I - POLÍCIA FEDERAL;
procedimento II - POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL;
MODALIDADES DE administrativo.
CONTROLE III - POLÍCIA FERROVIÁRIA FEDERAL;
Atividade
ministerial IV - POLÍCIAS CIVIS;
corriqueira.
ORDINÁRIO V - POLÍCIAS MILITARES e CORPOS DE BOMBEIROS
Ex.: Visitas MILITARES.
periódicas às
delegacias. VI - POLÍCIAS PENAIS federal, estaduais e distrital. (EC
nº 104/2019)
Quando da
verificação
concreta de um Art. 2º O controle externo da atividade policial pelo
ato ilícito por
EXTRAORDINÁRIO
autoridade
Ministério Público tem como OBJETIVO MANTER A
policial no REGULARIDADE e a ADEQUAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS
exercício das empregados na execução da atividade policial, bem como
funções. a INTEGRAÇÃO das FUNÇÕES do MINISTÉRIO PÚBLICO e
das POLÍCIAS voltada para a persecução penal e o +
interesse público, atentando, especialmente, para: DIVERSOS ÓRGÃOS LOCAIS
I – o respeito aos direitos fundamentais assegurados na
Constituição Federal e nas leis;
Art. 4º Incumbe aos órgãos do Ministério Público, quando
II – a preservação da ordem pública, da incolumidade das
do exercício ou do resultado da atividade de controle
pessoas e do patrimônio público;
externo:
III – a prevenção da criminalidade;
I – REALIZAR VISITAS ORDINÁRIAS nos MESES DE ABRIL
IV – a finalidade, a celeridade, o aperfeiçoamento e a
ou MAIO e OUTUBRO ou NOVEMBRO e, QUANDO
indisponibilidade da persecução penal;
NECESSÁRIAS, a QUALQUER TEMPO, VISITAS
V – a prevenção ou a correção de irregularidades,
EXTRAORDINÁRIAS, em REPARTIÇÕES POLICIAIS, CIVIS
ilegalidades ou de abuso de poder relacionados à
e MILITARES, ÓRGÃOS DE PERÍCIA TÉCNICA e
atividade de investigação criminal;
AQUARTELAMENTOS MILITARES existentes em sua área
VI – a superação de falhas na produção probatória,
de atribuição;
inclusive técnicas, para fins de investigação criminal;
VII – a probidade administrativa no exercício da atividade
policial. VISITAS
VISITAS ORDINÁRIAS
EXTRAORDINÁRIAS

Art. 3º O controle externo da atividade policial será ABRIL ou MAIO


exercido: QUALQUER TEMPO
OUTUBRO ou
I - na forma de CONTROLE DIFUSO, por TODOS OS
NOVEMBRO
MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO COM ATRIBUIÇÃO
CRIMINAL, quando do exame dos procedimentos que lhes
forem atribuídos; II – EXAMINAR, em quaisquer dos órgãos referidos no
II - em sede de CONTROLE CONCENTRADO, através de inciso anterior, AUTOS DE INQUÉRITO POLICIAL,
MEMBROS COM ATRIBUIÇÕES ESPECÍFICAS para o INQUÉRITO POLICIAL MILITAR, AUTOS DE PRISÃO EM
controle externo da atividade policial, conforme FLAGRANTE ou QUALQUER OUTRO EXPEDIENTE ou
disciplinado no âmbito de cada Ministério Público. DOCUMENTO de natureza persecutória penal, AINDA
QUE CONCLUSOS À AUTORIDADE, deles podendo extrair
Parágrafo único. As ATRIBUIÇÕES DE CONTROLE cópia ou tomar apontamentos, fiscalizando seu
EXTERNO concentrado da atividade policial civil ou andamento e regularidade;
militar estaduais PODERÃO SER CUMULADAS entre UM III – FISCALIZAR a DESTINAÇÃO DE ARMAS, VALORES,
ÓRGÃO MINISTERIAL CENTRAL, de COORDENAÇÃO SUBSTÂNCIAS ENTORPECENTES, VEÍCULOS e OBJETOS
GERAL, e DIVERSOS ÓRGÃOS MINISTERIAIS LOCAIS. APREENDIDOS;
IV – FISCALIZAR o CUMPRIMENTO DOS MANDADOS DE
PRISÃO, das requisições e demais medidas
CONTROLE EXTERNO DA ATIVIDADE POLICIAL
determinadas pelo Ministério Público e pelo Poder
CONTROLE Judiciário, inclusive no que se refere aos prazos;
CONTROLE DIFUSO
CONCENTRADO V – verificar as cópias dos boletins de ocorrência ou
sindicâncias que não geraram instauração de Inquérito
todos os membros do Policial e a motivação do despacho da autoridade policial,
membros com
Ministério Público com podendo requisitar a instauração do inquérito, se julgar
atribuições específicas
atribuição criminal necessário;
VI – comunicar à autoridade responsável pela repartição
Atribuições poderão ser
ou unidade militar, bem como à respectiva corregedoria
cumuladas entre:
- ou autoridade superior, para as devidas providências, no
1 ÓRGÃO CENTRAL (de
caso de constatação de irregularidades no trato de
COORDENAÇÃO GERAL)
questões relativas à atividade de investigação penal que § 2º O Ministério Público PODERÁ INSTAURAR
importem em falta funcional ou disciplinar; PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO visando sanar as
VII – solicitar, se necessária, a prestação de auxílio ou deficiências ou irregularidades detectadas no exercício
colaboração das corregedorias dos órgãos policiais, do controle externo da atividade policial, bem como
para fins de cumprimento do controle externo; apurar as responsabilidades decorrentes do
VIII – FISCALIZAR CUMPRIMENTO das medidas de descumprimento injustificado das requisições
QUEBRA DE SIGILO DE COMUNICAÇÕES, na forma da lei, pertinentes.
inclusive através do órgão responsável pela execução da
medida; § 3º Decorrendo do exercício de controle externo
IX – EXPEDIR RECOMENDAÇÕES, visando à melhoria dos REPERCUSSÃO do fato na ÁREA CÍVEL e, desde que não
serviços policiais, bem como o respeito aos interesses, possua o órgão do Ministério Público encarregado desse
direitos e bens cuja defesa seja de responsabilidade do controle atribuição também para a instauração de
Ministério Público, FIXANDO PRAZO razoável para a inquérito civil público ou ajuizamento de ação civil por
adoção das providências cabíveis. improbidade administrativa, incumbe a este
ENCAMINHAR CÓPIAS dos documentos ou PEÇAS de que
dispõe AO ÓRGÃO DA INSTITUIÇÃO COM A REFERIDA
#Jurisprudência Correlata
ATRIBUIÇÃO.

▪ O Ministério Público, no exercício do controle externo Art. 5º Aos órgãos do Ministério Público, no exercício
da atividade policial, pode ter acesso a ordens de das funções de controle externo da atividade policial,
missão policial (OMP). caberá:
CUIDADO: OMPs lançadas em face de atuação como
I – ter LIVRE INGRESSO EM ESTABELECIMENTOS ou
polícia investigativa, decorrente de cooperação
UNIDADES POLICIAIS, CIVIS ou AQUARTELAMENTOS
internacional exclusiva da Polícia Federal, e sobre a
MILITARES, bem como CASAS PRISIONAIS, CADEIAS
qual haja acordo de sigilo, o acesso do Ministério
PÚBLICAS ou QUAISQUER OUTROS
Público não será vedado, mas realizado a posteriori.
ESTABELECIMENTOS onde se encontrem pessoas
(Info 587, STJ)
custodiadas, detidas ou presas, a qualquer título, sem
prejuízo das atribuições previstas na Lei de Execução
▪ O controle externo da atividade policial exercido pelo Penal que forem afetadas a outros membros do
MPF não lhe garante o acesso irrestrito a todos os Ministério Público;
relatórios de inteligência produzidos pela Diretoria de
II – ter ACESSO a QUAISQUER DOCUMENTOS,
Inteligência do Departamento de Polícia Federal, mas
informatizados ou não, relativos à ATIVIDADE FIM
somente aos de natureza persecutório-penal
policial civil e militar, INCLUINDO AS DE POLÍCIA
(conforme permite o art. 9º da LC n. 75/93). (Info 587,
TÉCNICA DESEMPENHADAS POR OUTROS ÓRGÃOS,
STJ)
em especial
OBS.: O controle e a fiscalização externos da atividade
a) ao registro de mandados de prisão
de inteligência do Sistema Brasileiro de Inteligência
Nacional serão exercidos pelo Congresso Nacional b) ao registro de fianças;
(art. 6º da Lei nº 9.883/99). c) ao registro de armas, valores, substâncias
entorpecentes, veículos e outros objetos
§ 1º Incumbe, ainda, aos órgãos do Ministério Público, apreendidos;
havendo fundada necessidade e conveniência, d) ao registro de ocorrências policiais,
INSTAURAR PROCEDIMENTO INVESTIGATÓRIO referente representações de ofendidos e notitia criminis;
a ilícito penal ocorrido no exercício da atividade policial. e) ao registro de inquéritos policiais;
f) ao registro de termos circunstanciados; Art. 5o Nos crimes de ação pública o inquérito policial
g) ao registro de cartas precatórias; será iniciado:

h) ao registro de diligências requisitadas pelo I - de ofício;


Ministério Público ou pela autoridade judicial; II - mediante REQUISIÇÃO da autoridade judiciária ou
i) aos registros e guias de encaminhamento de do MINISTÉRIO PÚBLICO, ou a requerimento do
documentos ou objetos à perícia; ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-
lo.
j) aos registros de autorizações judiciais para
quebra de sigilo fiscal, bancário e de
comunicações;
l) aos relatórios e soluções de sindicâncias findas. Art. 16, CPP. O Ministério Público não poderá requerer
a devolução do inquérito à autoridade policial, senão
III – ACOMPANHAR, quando necessária ou solicitada, a
para novas diligências, imprescindíveis ao
CONDUÇÃO DA INVESTIGAÇÃO policial civil ou militar;
oferecimento da denúncia.
IV – REQUISITAR à autoridade competente a
INSTAURAÇÃO DE INQUÉRITO policial ou inquérito Art. 6º Nas visitas de que trata o artigo 4º, inciso I (visitas
policial militar sobre a omissão ou fato ilícito ocorrido ordinárias e extraordinárias em repartição policial,
no exercício da atividade policial, ressalvada a militar, etc), desta Resolução, o órgão do Ministério
hipótese em que os elementos colhidos sejam Público LAVRARÁ RELATÓRIO respectivo, a ser ENVIADO
suficientes ao ajuizamento de ação penal; À VALIDAÇÃO DA CORREGEDORIA GERAL da respectiva
unidade do Ministério Público, mediante sistema
V – REQUISITAR INFORMAÇÕES, a serem prestadas
informatizado disponível no sítio do CNMP, ATÉ O DIA 5
pela autoridade, ACERCA DE INQUÉRITO POLICIAL
DO MÊS SUBSEQUENTE À VISITA, consignando todas as
NÃO CONCLUÍDO NO PRAZO LEGAL, bem assim
constatações e ocorrências, bem como eventuais
REQUISITAR sua IMEDIATA REMESSA ao Ministério
deficiências, irregularidades ou ilegalidades e as
Público ou Poder Judiciário, no estado em que se
medidas requisitadas para saná-las, sem prejuízo de
encontre;
que, conforme estabelecido em atos normativos
VI – RECEBER REPRESENTAÇÃO ou PETIÇÃO de próprios, cópias sejam enviadas para outros órgãos com
qualquer pessoa ou entidade, por desrespeito aos atuação no controle externo da atividade policial, para
direitos assegurados na Constituição Federal e nas conhecimento e providências cabíveis no seu âmbito de
leis, relacionados com o exercício da atividade policial; atuação.

VII – ter ACESSO AO PRESO, em QUALQUER § 1º O relatório será elaborado mediante o preenchimento
MOMENTO; de formulário, a ser aprovado pela Comissão do Sistema
Prisional, Controle Externo da Atividade Policial e
VIII – ter ACESSO aos RELATÓRIOS E LAUDOS
PERICIAIS, AINDA QUE PROVISÓRIOS, incluindo Segurança Pública, o qual será disponibilizado no sítio
eletrônico do CNMP. (relatório de conteúdo não
documentos e objetos sujeitos à perícia, guardando,
exaustivo)
quanto ao conteúdo de documentos, o sigilo legal ou
judicial que lhes sejam atribuídos, ou quando
§ 2º O preenchimento do formulário deverá indicar as
necessário à salvaguarda do procedimento
alterações, inclusões e exclusões procedidas após a
investigatório.
última remessa de dados, especialmente aquelas
resultantes de iniciativa implementada pelo membro do
#Interdisciplinariedade #Processo Penal Ministério Público.
§ 3º Visitas com objeto e finalidade específicos poderão
ser realizadas conforme necessidade ou definição de Brasília, 28 de maio de 2007.
cada Ministério Público ou da Comissão do Sistema ANTONIO FERNANDO BARROS E SILVA DE SOUZA Presidente
Prisional, Controle Externo da Atividade Policial e do Conselho Nacional do Ministério Público
Segurança Pública, e com o preenchimento, no que for
cabível, do formulário referido no § 1º.

§ 4º CABERÁ ÀS CORREGEDORIAS GERAIS, além do


CONTROLE PERIÓDICO DAS VISITAS REALIZADAS em
cada unidade, o ENVIO DOS RELATÓRIOS VALIDADOS à
Comissão do Sistema Prisional, CONTROLE EXTERNO DA
ATIVIDADE POLICIAL E SEGURANÇA PÚBLICA, ATÉ O DIA
5 (CINCO) DO MÊS SUBSEQUENTE À VISITA, mediante
acesso ao mesmo sistema informatizado.

§ 5º Cópias dos relatórios poderão, conforme


estabelecido em atos normativos próprios, ser
encaminhadas para órgãos de coordenação dos ramos
do Ministério Público com atuação no controle externo da
atividade policial, para conhecimento e adoção das
providências cabíveis no seu âmbito de atuação.

§ 6º O formulário referido no § 1º não terá conteúdo


exaustivo, cabendo ao órgão responsável pelo exercício
do controle externo verificar e certificar outras
informações, ocorrências e providências referentes à
unidade visitada, na forma do artigo 4º desta Resolução.

§ 7º A autoridade diretora ou chefe de repartição policial


poderá ser previamente notificada da data ou período da
visita, bem como dos procedimentos e ações que serão
efetivadas, com vistas a disponibilizar e organizar a
documentação a ser averiguada.

§ 8º A Comissão do Sistema Prisional, Controle Externo


da Atividade Policial e Segurança Pública encaminhará à
Corregedoria Nacional relatório semestral acerca do
atendimento desta Resolução.

Art. 7º Os Ministérios Públicos dos Estados e da União


deverão adequar os procedimentos de controle externo
da atividade policial, expedindo os atos necessários ao
cumprimento da presente Resolução, no prazo de 90 dias
a contar de sua entrada em vigor.

Art. 8º Esta Resolução entra em vigor na data de sua


publicação.
Aspectos gerais sobre inquérito civil e investigações pelo Ministério Público

Ministério Público tem 3 poderes instrutórios

PODER DE INTIMAÇÃO PARA PODER DE REQUISIÇÃO DE


PODER DE VISTORIAS E INSPEÇÕES
DEPOIMENTO DOCUMENTOS E INFORMAÇÕES

Pode requisitar a qualquer entidade


PÚBLICA ou PRIVADA.
Independentemente da intervenção
▪ Acesso amplo às repartições do Poder Judiciário.
Caso seja descumprida a requisição,
públicas de uma forma geral. ACUSADO ou TESTEMUNHA ou constitui o crime de desobediência
INVESTIGADO VÍTIMA
previsto no art. 10 da Lei 7347 (LACP).
▪ Para vistoria em entidades de NÃO cabe condução
coercitiva É POSSÍVEL
direito privado, precisa de mandado condução coercitiva CUIDADO: MP não pode ter acesso às
judicial, inviolabilidade de domicílio. (Info 906, STF)
informações protegidas por sigilo
constitucional, exceto quando se
tratar de contas públicas. (Vide
tabela abaixo)

#Interdisciplinariedade #Constitucional #Quebra de dados bancários

SIGILO BANCÁRIO

A jurisprudência dos Tribunais Superiores estabeleceram que alguns órgãos podem requisitar informações bancárias
sem autorização judicial, conforme tabela a seguir:

ÓRGÃO NECESSIDADE DE AUTORIZAÇÃO JUDICIAL

POLÍCIA PRECISA de autorização judicial.

PRECISA de autorização judicial (STJ, 2011)

MP Exceção: É lícita a requisição pelo MP de informações bancárias de contas de titularidade


de órgãos e entidades públicas, com o fim de proteger o patrimônio público, não se podendo
falar em quebra ilegal de sigilo bancário. (STJ, 2015)

PRECISA de autorização judicial. (STF, 2012)


TCU Exceção: O envio de informações ao TCU relativas a operações de crédito originárias de
recursos públicos não é coberto pelo sigilo bancário. (STF, 2015)

NÃO PRECISA de autorização judicial.


RECEITA FEDERAL Art. 6º da LC 105/2001. O repasse das informações dos bancos para o Fisco não
pode ser definido como sendo "quebra de sigilo bancário".
FISCO ESTADUAL, NÃO PRECISA de autorização judicial, desde que regulamentem, no âmbito de suas esferas
DISTRITAL, MUNICIPAL de competência, o art. 6º da LC 105/2001, de forma análoga ao Decreto Federal 3.724/2001.

NÃO PRECISA de autorização judicial (seja ela federal ou estadual/distrital).


CPI Art. 4º, § 1º da LC 105/2001.
Prevalece que CPI municipal não pode.

Tabela adaptada do Dizer o Direito.

Art. 6º, LC nº 75/93. Compete ao Ministério Público da


RESOLUÇÃO N° 23, CNMP União:
VII - promover o INQUÉRITO CIVIL e a AÇÃO CIVIL
Atualizado até 31.01.2022 PÚBLICA para:
a) a proteção dos direitos constitucionais;
b) a proteção do patrimônio público e social, do
Art. 129, CF/88. São FUNÇÕES INSTITUCIONAIS do meio ambiente, dos bens e direitos de valor
Ministério Público: [...] artístico, estético, histórico, turístico e
III - promover o INQUÉRITO CIVIL e a AÇÃO CIVIL paisagístico;
PÚBLICA, para a proteção do patrimônio público e c) a proteção dos interesses individuais
social, do meio ambiente e de outros interesses indisponíveis, difusos e coletivos, relativos às
difusos e coletivos; comunidades indígenas, à família, à criança, ao
VI - EXPEDIR NOTIFICAÇÕES nos procedimentos adolescente, ao idoso, às minorias étnicas e ao
administrativos de sua competência, requisitando consumidor;
informações e documentos para instruí-los, na forma d) outros interesses individuais indisponíveis,
da lei complementar respectiva; homogêneos, sociais, difusos e coletivos;

Art. 130-A, CF/88. [...] § 2º Compete ao Conselho Art. 7º, LC nº 75/93. Incumbe ao Ministério Público da
Nacional do Ministério Público o CONTROLE da União, sempre que necessário ao exercício de suas
atuação ADMINISTRATIVA e FINANCEIRA do funções institucionais:
Ministério Público e do cumprimento dos deveres
I - instaurar INQUÉRITO CIVIL e outros procedimentos
funcionais de seus membros, cabendo lhe:
administrativos correlatos;
I - ZELAR pela autonomia funcional e administrativa do
Ministério Público, podendo expedir atos Art. 26, Lei nº 8.625/93. No exercício de suas funções, o
regulamentares, no âmbito de sua competência, ou Ministério Público poderá:
recomendar providências; I - INSTAURAR INQUÉRITOS CIVIS e OUTRAS MEDIDAS
e PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS pertinentes e,
para instruí-los:
Essa Resolução regulamenta os artigos 6º, inciso VII, e a) expedir notificações para colher depoimento
7º, inciso I, da Lei Complementar nº 75/93 e os artigos ou esclarecimentos e, em caso de não
25, inciso IV, e 26, inciso I, da Lei nº 8.625/93, comparecimento injustificado, requisitar
disciplinando, no âmbito do Ministério Público, a condução coercitiva, inclusive pela Polícia Civil
instauração e tramitação do inquérito civil.
ou Militar, ressalvadas as prerrogativas MP TEM 3 dentro da expressão “processo
previstas em lei; PODERES administrativo”.
INSTRUTÓRIOS
b) requisitar informações, exames periciais e
documentos de autoridades federais, estaduais e Poder de requisição de documentos e

municipais, bem como dos órgãos e entidades da informações: a qualquer entidade pública

administração direta, indireta ou fundacional, de ou privada, sob pena de crime do art. 10 da

qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do LACP (Desobediência)


Distrito Federal e dos Municípios;
Restrição: MP não pode ter acesso às
c) promover inspeções e diligências informações protegidas por sigilo
investigatórias junto às autoridades, órgãos e constitucional, que dependem do PJ. MP
entidades a que se refere a alínea anterior; não pode quebrar diretamente o sigilo
bancário e fiscal, pois embora não estejam
expressos, eles decorrem da garantia da
DOUTRINA E JURISPRUDÊNCIA SOBRE O INQUÉRITO CIVIL
privacidade e intimidade.

Algumas leis estaduais preveem Recurso Exceção: contas públicas não são
Administrativo contra IC abusivo . protegidas por sigilo nenhum. Nesses
MEDIDAS
casos, MP pode requisitar diretamente (ex:
CABÍVEIS CONTRA
MS para trancamento de IC abusivo. conta corrente da prefeitura).
INSTAURAÇÃO DE
IC
PGJ nomeará outro membro do MP para
propor ACP. Não nomeia o mesmo para
INSTAURAÇÃO DE
preservar sua independência funcional.
IC NAS RELAÇÕES
OBSTA A DECADÊNCIA Esse nomeado agirá por delegação, de
DE CONSUMO
forma que estará obrigado a promover a
REJEIÇÃO À
ACP. Ele não atuará em nome próprio, mas
DENUNCIAÇÃO Dar causa a IC, imputando prática de crime, PROMOÇÃO DE
sim como longa manus do PGJ. Qualquer
CALUNIOSA (ART. sabendo-o inocente. ARQUIVAMENTO
legitimado pode propor o arquivamento.
339 DO CP)

Poder de vistorias e inspeções: acesso às


repartições PÚBLICAS de uma forma geral.

OBS. Para vistoria em entidades de direito


privado, precisa de mandado judicial,
inviolabilidade de domicílio.

Poder de intimação para depoimento: sob


pena de condução coercitiva, PRAZOS
independentemente do PJ.

90 DIAS prorrogável por igual prazo,


OBS1. Acusado pode ficar calado (Princípio
uma única vez.
do nemo tenetur se detegere). CONCLUSÃO DO PP
90 DIAS + 90 DIAS
OBS2. Testemunhas? Mentir para
promotor é crime de falso testemunho? Há
controvérsia. Há quem entenda que sim,
1 ANO, prorrogável pelo mesmo prazo e Parágrafo único. O inquérito civil NÃO É CONDIÇÃO DE
quantas vezes forem necessárias.
PROCEDIBILIDADE para o ajuizamento das ações a cargo
CONCLUSÃO DO IC do Ministério Público, nem para a realização das demais
medidas de sua atribuição própria.
EVIDÊNCIA QUE
FATOS:
Art. 2º O inquérito civil PODERÁ SER INSTAURADO:
- NÃO CONFIGUREM
Prazo máximo de 30 DIAS, para I – DE OFÍCIO;
LESÃO AOS
indeferir pedido de instauração de IC.
INTERESSES|DIREITOS II – em face de REQUERIMENTO ou REPRESENTAÇÃO
formulada por qualquer pessoa ou comunicação de
- JÁ FORAM OBJETO
outro órgão do Ministério Público, ou qualquer
DE INVESTIGAÇÃO OU autoridade, DESDE QUE FORNEÇA, por qualquer meio
ACP legalmente permitido, INFORMAÇÕES sobre o FATO e
- JÁ FORAM
seu PROVÁVEL AUTOR, bem como a QUALIFICAÇÃO
SOLUCIONADOS,
MÍNIMA que permita sua identificação e localização;

III – por DESIGNAÇÃO DO PROCURADOR-GERAL DE


DECISÃO DO CONFLITO JUSTIÇA, do CONSELHO SUPERIOR DO MINISTÉRIO
DE ATRIBUIÇÃO PÚBLICO, CÂMARAS DE COORDENAÇÃO E REVISÃO e
30 DIAS.
DEMAIS ÓRGÃOS SUPERIORES da Instituição, nos
casos cabíveis.
RECURSO 10 DIAS
ADMINISTRATIVO
§ 1º O Ministério Público atuará, INDEPENDENTEMENTE
DE PROVOCAÇÃO, em caso de conhecimento, por
REMESSA DAS
qualquer forma, de fatos que, em tese, constituam lesão
RAZÕES DO RECURSO
3 DIAS aos interesses ou direitos mencionados no artigo 1º desta
AO CSMP OU CCR
Resolução, DEVENDO CIENTIFICAR o MEMBRO DO
MINISTÉRIO PÚBLICO QUE POSSUA ATRIBUIÇÃO para
tomar as providências respectivas, no caso de não a
PEDIDO DE
possuir.
RECONSIDERAÇÃO EM
10 DIAS
ATRIBUIÇÃO § 2º No caso do inciso II, em sendo as INFORMAÇÕES
ORIGINÁRIA DO PGJ VERBAIS, o Ministério Público REDUZIRÁ A TERMO as
declarações. Da mesma forma, a FALTA DE
FORMALIDADE NÃO IMPLICA INDEFERIMENTO DO
PEDIDO de instauração de inquérito civil, salvo se, desde
logo, mostrar-se improcedente a notícia, atendendo-se,
CAPÍTULO I - DOS REQUISITOS PARA na hipótese, o disposto no artigo 5º desta Resolução.
INSTAURAÇÃO
§ 3º O conhecimento por MANIFESTAÇÃO ANÔNIMA,
Art. 1º O inquérito civil, de NATUREZA UNILATERAL e JUSTIFICADA, NÃO IMPLICARÁ AUSÊNCIA DE
FACULTATIVA, será instaurado para apurar fato que PROVIDÊNCIAS, desde que obedecidos os mesmos
possa autorizar a tutela dos interesses ou direitos a requisitos para as representações em geral, constantes
cargo do Ministério Público nos termos da legislação no artigo 2º, inciso II, desta Resolução.
aplicável, servindo como preparação para o exercício das
atribuições inerentes às suas funções institucionais. FALTA DE FORMALIDADE MANIFESTAÇÃO ANÔNIMA
EM REGRA, NÃO IMPLICA EM REGRA, NÃO IMPLICARÁ 90 DIAS (+90)
INDEFERIMENTO DO AUSÊNCIA DE
PEDIDO PROVIDÊNCIAS
CONVERSÃO EM
ARQUIVAMENTO AJUIZAR ACP
INQUÉRITO CIVIL
§ 4º O Ministério Público, de posse de informações
previstas nos artigos 6º e 7º da Lei n° 7.347/85 que
possam autorizar a tutela dos interesses ou direitos Art. 3º CABERÁ AO MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO
mencionados no artigo 1º desta Resolução, PODERÁ investido da atribuição para propositura da ação civil
COMPLEMENTÁ-LAS ANTES DE INSTAURAR O pública a responsabilidade pela INSTAURAÇÃO DE
INQUÉRITO CIVIL, visando apurar elementos para INQUÉRITO CIVIL.
identificação dos investigados ou do objeto, instaurando
procedimento preparatório. Parágrafo único. Eventual CONFLITO NEGATIVO ou
POSITIVO de atribuição será suscitado,
fundamentadamente, NOS PRÓPRIOS AUTOS ou em
#Lei 7.347/85 #ACP
PETIÇÃO DIRIGIDA AO ÓRGÃO COM ATRIBUIÇÃO NO
RESPECTIVO RAMO, que decidirá a questão no PRAZO DE
30 DIAS.
Art. 6º Qualquer pessoa poderá e o servidor público
deverá provocar a iniciativa do Ministério Público,
ministrando-lhe informações sobre fatos que CAPÍTULO II - DA INSTAURAÇÃO DO INQUÉRITO CIVIL
constituam objeto da ação civil e indicando-lhe os
elementos de convicção. Art. 4º O INQUÉRITO CIVIL será INSTAURADO POR
PORTARIA, numerada em ordem crescente, renovada
Art. 7º Se, no exercício de suas funções, os juízes e anualmente, devidamente registrada em sistema
tribunais tiverem conhecimento de fatos que possam informatizado de controle e autuada, CONTENDO: (2021)
ensejar a propositura da ação civil, remeterão peças I – o FUNDAMENTO LEGAL que autoriza a ação do
ao Ministério Público para as providências cabíveis. Ministério Público e a DESCRIÇÃO DO FATO objeto do
inquérito civil;
II – o NOME e a QUALIFICAÇÃO possível da pessoa
§ 5º O procedimento preparatório deverá ser autuado jurídica e/ou física A QUEM O FATO É ATRIBUÍDO;
com numeração seqüencial à do inquérito civil e III – o NOME e a QUALIFICAÇÃO possível do AUTOR DA
registrado em sistema próprio, mantendo-se a REPRESENTAÇÃO, se for o caso;
numeração quando de eventual conversão. IV – a DATA e o LOCAL da instauração e a determinação de
diligências iniciais;
§ 6º O PROCEDIMENTO PREPARATÓRIO deverá ser V – a DESIGNAÇÃO DO SECRETÁRIO, mediante termo de
concluído no PRAZO DE 90 DIAS, PRORROGÁVEL por compromisso, quando couber;
IGUAL PRAZO, UMA ÚNICA VEZ, em caso de motivo VI - a DETERMINAÇÃO DE REMESSA DE CÓPIA para
justificável. publicação. (2021)

§ 7º VENCIDO ESTE PRAZO, o membro do Ministério Parágrafo único. Se, no curso do inquérito civil, NOVOS
Público promoverá seu ARQUIVAMENTO, ajuizará a FATOS indicarem necessidade de investigação de objeto
respectiva AÇÃO CIVIL PÚBLICA ou o converterá em diverso do que estiver sendo investigado, o membro do
INQUÉRITO CIVIL. Ministério Público PODERÁ ADITAR a portaria inicial ou
determinar a extração de peças para instauração de
PROCEDIMENTO PREPARATÓRIO outro inquérito civil, respeitadas as normas incidentes
quanto à divisão de atribuições.
Algumas leis estaduais improbidade
preveem Recurso administrativa .
Medidas cabíveis Administrativo contra inquérito
contra instauração abusivo. Crime,
de inquérito civil contravenção
Mandado de segurança para Só crime
(diminuição de Crime ou
trancamento de inquérito (contravenção é
pena), infração contravenção.
ATÍPICO).
abusivo. disciplinar ou ato
ímprobo.

#Interdisciplinariedade #Consumidor
CAPÍTULO III - DO INDEFERIMENTO DE
REQUERIMENTO DE INSTAURAÇÃO DO INQUÉRITO
Art. 26, CDC. [...] § 2° Obstam a decadência: CIVIL
III - a instauração de inquérito civil, até seu
encerramento. Art. 5º Em caso de EVIDÊNCIA de que os FATOS
NARRADOS NA REPRESENTAÇÃO NÃO CONFIGUREM
LESÃO AOS INTERESSES OU DIREITOS mencionados no
artigo 1º desta Resolução ou se o fato já tiver sido objeto
#Interdisciplinariedade #Penal
de investigação ou de ação civil pública ou se os fatos
Denunciação caluniosa apresentados já se encontrarem solucionados, o
membro do Ministério Público, no PRAZO MÁXIMO DE 30
DIAS, INDEFERIRÁ o pedido de instauração de inquérito
Art. 339. DAR CAUSA à instauração de inquérito civil, em decisão fundamentada, da qual se dará CIÊNCIA
policial, de procedimento investigatório criminal, de PESSOAL ao representante e ao representado.
processo judicial, de processo administrativo
disciplinar, de INQUÉRITO CIVIL ou de ação de § 1º Do indeferimento CABERÁ RECURSO
improbidade administrativa contra alguém, ADMINISTRATIVO, com as respectivas razões, no prazo
imputando-lhe crime, infração ético-disciplinar ou ato de 10 DIAS.
ímprobo de que o sabe inocente: (2020)
§ 2º As RAZÕES DE RECURSO serão protocoladas junto
ao órgão que indeferiu o pedido, devendo ser remetidas,
CASO NÃO HAJA RECONSIDERAÇÃO, no PRAZO DE 3
#CUIDADO #NÃOCONFUNDA
DIAS, juntamente com a representação e com a decisão
COMUNICAÇÃO impugnada, ao CONSELHO SUPERIOR DO MINISTÉRIO
DENUNCIAÇÃO FALSA
CALUNIOSA DE CRIME OU
CALÚNIA PÚBLICO ou à CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO
CONTRAVENÇÃO (Art. 138) respectiva para apreciação.
(Art. 339)
(Art. 340)
DAR CAUSA À Provocar a Caluniar alguém, § 3º Do recurso serão notificados os interessados para,
INSTAURAÇÃO de AÇÃO de IMPUTANDO-LHE querendo, oferecer CONTRARAZÕES.
inquérito policial, autoridade. falsamente fato
de procedimento
investigatório Obs.: Não envolve § 4º Expirado o prazo do artigo 5º, § 1º, desta Resolução,
criminal, de necessariamente os autos serão ARQUIVADOS na própria origem,
processo judicial, autoridade aqui, é
registrando-se no sistema respectivo, mesmo sem
de processo a imputação direta
administrativo para o ofendido. manifestação do representante.
disciplinar, de
inquérito civil ou
de ação de
§ 5º Na hipótese de atribuição originária do Procurador- § 5º QUALQUER PESSOA PODERÁ, durante a tramitação
Geral, caberá pedido de reconsideração no prazo e na do inquérito civil, APRESENTAR AO MINISTÉRIO PÚBLICO
forma do parágrafo primeiro. DOCUMENTOS ou SUBSÍDIOS para melhor apuração dos
fatos.
CAPÍTULO IV - DA INSTRUÇÃO
§ 6º Os órgãos da Procuradoria-Geral, em suas
respectivas atribuições, prestarão apoio administrativo e
Art. 6º A instrução do inquérito civil será presidida por operacional para a realização dos atos do inquérito civil.
membro do Ministério Público a quem for conferida essa
atribuição, nos termos da lei. § 7º O Ministério Público poderá deprecar diretamente a
qualquer órgão de execução a realização de diligências
§ 1º O membro do Ministério Público poderá designar necessárias para a investigação.
servidor do Ministério Público para secretariar o
inquérito civil. § 8° As notificações, requisições, intimações ou outras
correspondências expedidas por órgãos do Ministério
§ 2º Para o esclarecimento do fato objeto de investigação, Público da União ou pelos órgãos do Ministério Público
deverão ser colhidas todas as provas permitidas pelo dos Estados, destinadas a instruir inquérito civil ou
ordenamento jurídico, com a juntada das peças em procedimento preparatório observarão o disposto no
ordem cronológica de apresentação, devidamente artigo 8°, § 4°, da Lei Complementar n° 75/93, no artigo 26,
numeradas em ordem crescente. § 1°, da Lei n° 8.625/93 e, no que couber, no disposto na
legislação estadual, devendo serem encaminhadas no
#Jurisprudência Correlata prazo de 10 DIAS pelo respectivo PROCURADOR-GERAL,
não cabendo a este a valoração do contido no expediente,
podendo deixar de encaminhar aqueles que não
É possível compartilhar as provas colhidas em sede de contenham os requisitos legais ou que não empreguem o
investigação criminal para serem utilizadas, como tratamento protocolar devido ao destinatário.
prova emprestada, em inquérito civil público e em
outras ações decorrentes do fato investigado. Esse
Art. 8º, LC 75/93. [...] § 4º As correspondências,
empréstimo é permitido mesmo que as provas tenham
notificações, requisições e intimações do Ministério
sido obtidas por meio do afastamento ("quebra")
Público quando tiverem como destinatário o
judicial dos sigilos financeiro, fiscal e telefônico. (Info
Presidente da República, o Vice-Presidente da
815, STF)
República, membro do Congresso Nacional, Ministro
do Supremo Tribunal Federal, Ministro de Estado,
Súmula 591, STJ: É permitida a “prova emprestada” no Ministro de Tribunal Superior, Ministro do Tribunal de
processo administrativo disciplinar, desde que Contas da União ou chefe de missão diplomática de
devidamente autorizada pelo juízo competente e caráter permanente serão encaminhadas e levadas a
respeitados o contraditório e a ampla defesa. efeito pelo Procurador-Geral da República ou outro
órgão do Ministério Público a quem essa atribuição
seja delegada, cabendo às autoridades mencionadas
§ 3º Todas as diligências serão documentadas mediante
fixar data, hora e local em que puderem ser ouvidas, se
termo ou auto circunstanciado.
for o caso.

§ 4º As declarações e os depoimentos sob compromisso


serão tomados por termo pelo membro do Ministério Art. 26. No exercício de suas funções, o Ministério
Público, assinado pelos presentes ou, em caso de recusa, Público poderá: I - instaurar inquéritos civis e outras
na aposição da assinatura por duas testemunhas. medidas e procedimentos administrativos pertinentes
e, para instruí-los:
a) expedir notificações para colher depoimento ou haja sigilo legal ou em que a publicidade possa acarretar
esclarecimentos e, em caso de não comparecimento prejuízo às investigações, casos em que a decretação do
injustificado, requisitar condução coercitiva, inclusive sigilo legal deverá ser motivada.
pela Polícia Civil ou Militar, ressalvadas as
prerrogativas previstas em lei; SIGILO DO INQUÉRITO CIVIL
b) requisitar informações, exames periciais e
REGRA EXCEÇÕES
documentos de autoridades federais, estaduais e
municipais, bem como dos órgãos e entidades da SIGILO LEGAL
administração direta, indireta ou fundacional, de ou
qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do PRINCÍPIO DA
PUBLICIDADE PUBLICIDADE PODE
Distrito Federal e dos Municípios;
ACARRETAR PREJUÍZO ÀS
c) promover inspeções e diligências investigatórias INVESTIGAÇÕES
junto às autoridades, órgãos e entidades a que se
refere a alínea anterior; § 1º Nos requerimentos que objetivam a obtenção de
II - requisitar informações e documentos a entidades certidões ou extração de cópia de documentos
privadas, para instruir procedimentos ou processo em constantes nos autos sobre o inquérito civil, os
que oficie; [...] interessados deverão fazer constar esclarecimentos
§ 1º As notificações e requisições previstas neste relativos aos fins e razões do pedido, nos termos da Lei nº
artigo, quando tiverem como destinatários o 9.051/95.
Governador do Estado, os membros do Poder
Legislativo e os desembargadores, serão § 2º A PUBLICIDADE CONSISTIRÁ:
encaminhadas pelo Procurador-Geral de Justiça. I - na DIVULGAÇÃO OFICIAL, com o exclusivo fim de
conhecimento público mediante publicação de extratos
na imprensa oficial;
§ 9º Aplica-se o disposto no parágrafo anterior em
II - na DIVULGAÇÃO EM MEIOS CIBERNÉTICOS ou
relação aos atos dirigidos aos Conselheiros do Conselho
ELETRÔNICOS, dela devendo constar as portarias de
Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério
instauração e extratos dos atos de conclusão;
Público.
III - na EXPEDIÇÃO DE CERTIDÃO e na EXTRAÇÃO DE
CÓPIAS sobre os fatos investigados, mediante
§ 10 Todos os ofícios requisitórios de informações ao
requerimento fundamentado e por deferimento do
inquérito civil e ao procedimento preparatório deverão
presidente do inquérito civil;
ser fundamentados e acompanhados de cópia da portaria
IV - na PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÕES AO PÚBLICO EM
que instaurou o procedimento ou da indicação precisa do
GERAL, a critério do presidente do inquérito civil;
endereço eletrônico oficial em que tal peça esteja
V - (Suprimido, 2014)
disponibilizada.

§ 3º As despesas decorrentes da extração de cópias


§ 11. O DEFENSOR constituído nos autos PODERÁ
correrão por conta de quem as requereu.
ASSISTIR o INVESTIGADO DURANTE A APURAÇÃO de
infrações, SOB PENA DE NULIDADE ABSOLUTA do seu
§ 4º A restrição à publicidade deverá ser decretada em
depoimento e, subsequentemente, de todos os
decisão motivada, para fins do interesse público, e
elementos investigatórios e probatórios dele
poderá ser, conforme o caso, limitada a determinadas
decorrentes ou derivados, direta ou indiretamente,
pessoas, provas, informações, dados, períodos ou fases,
podendo, inclusive, no curso da respectiva apuração,
cessando quando extinta a causa que a motivou.
apresentar razões e quesitos.
§ 5º Os documentos resguardados por sigilo legal
Art. 7º APLICA-SE AO INQUÉRITO CIVIL o PRINCÍPIO DA
deverão ser autuados em apenso.
PUBLICIDADE dos atos, com exceção dos casos em que
PRAZO PARA CONCLUSÃO DO INQUÉRITO CIVIL
§ 6º O DEFENSOR PODERÁ, MESMO SEM PROCURAÇÃO,
EXAMINAR AUTOS DE INVESTIGAÇÕES FINDAS ou EM 1 ANO (PRORROGÁVEL INÚMERAS VEZES)
ANDAMENTO, ainda que conclusos à autoridade, podendo
copiar peças e tomar apontamentos, em meio físico ou § 1º CADA MINISTÉRIO PÚBLICO, no âmbito de sua
digital. competência administrativa, PODERÁ ESTABELECER
PRAZO INFERIOR, bem como limitar a prorrogação
§ 7º Nos autos sujeitos a sigilo, deve o advogado mediante ato administrativo do Órgão da Administração
apresentar procuração para o exercício dos direitos de Superior competente.
que trata o § 6º.
§ 2º Suspende-se o curso do prazo dos procedimentos
§ 8º O PRESIDENTE DO INQUÉRITO CIVIL PODERÁ em trâmite nos dias compreendidos entre 20 de
DELIMITAR, de modo fundamentado, o ACESSO DO dezembro e 20 de janeiro, inclusive, excetuados os
DEFENSOR à IDENTIFICAÇÃO DO(S) prazos previstos nos artigos 8°, §1°, e 9°, §1°, da Lei n°
REPRESENTANTE(S) e aos ELEMENTOS DE PROVA 7347/85 e nos artigos 5°, §2°, 6°, §8°, art. 9°-A e art. 10, §1°,
relacionados a diligências em andamento e ainda não desta Resolução.
documentados nos autos, quando houver risco de
comprometimento da eficiência, da eficácia ou da § 3º Ressalvadas as férias individuais e os feriados
finalidade das diligências. instituídos por lei, os membros do Ministério Público
exercerão suas atribuições durante o período previsto no
§ 9º O ACESSO ÀS UNIDADES DO MINISTÉRIO PÚBLICO parágrafo anterior.
para informações a respeito de publicações na impressa
oficial é GARANTIDO A TODOS OS CIDADÃOS, na forma do § 4º Ressalvadas situações urgentes devidamente
que determina a Resolução CNMP nº 205, de 18 de justificadas, durante a suspensão do prazo, não se
dezembro de 2019, que instituiu a Política Nacional de realizarão audiências.
Atendimento ao Público no âmbito do Ministério Público
Brasileiro. (2021) Art. 9º-A Após a instauração do inquérito civil ou do
procedimento preparatório, quando o membro que o
Art. 8º Em cumprimento ao princípio da publicidade das preside concluir ser atribuição de outro Ministério
investigações, o MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO Público, este deverá submeter sua decisão ao referendo
PODERÁ PRESTAR INFORMAÇÕES, INCLUSIVE AOS do órgão de revisão competente, no prazo de 3 DIAS.
MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, a respeito das
providências adotadas para apuração de fatos em tese
CAPÍTULO V - DO ARQUIVAMENTO
ilícitos, ABSTENDO-SE, CONTUDO DE EXTERNAR OU
ANTECIPAR JUÍZOS DE VALOR a respeito de apurações
ainda não concluídas. Art. 10. Esgotadas todas as possibilidades de diligências,
o membro do Ministério Público, caso se convença da
Art. 9º O INQUÉRITO CIVIL DEVERÁ SER CONCLUÍDO NO inexistência de fundamento para a propositura de ação
PRAZO DE 1 ANO, PRORROGÁVEL pelo mesmo prazo e civil pública, PROMOVERÁ, fundamentadamente, o
QUANTAS VEZES FOREM NECESSÁRIAS, por decisão ARQUIVAMENTO DO INQUÉRITO CIVIL ou do
fundamentada de seu presidente, à vista da PROCEDIMENTO PREPARATÓRIO.
imprescindibilidade da realização ou conclusão de
diligências, dando-se ciência ao Conselho Superior do § 1º Os autos do inquérito civil ou do procedimento
Ministério Público, à Câmara de Coordenação e Revisão preparatório, juntamente com a promoção de
ou à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. arquivamento, deverão ser REMETIDOS AO ÓRGÃO DE
REVISÃO COMPETENTE, no PRAZO DE 3 DIAS, contado da
comprovação da efetiva cientificação pessoal dos
interessados, através de publicação na imprensa oficial, será instaurado novo inquérito civil, sem prejuízo das
quando não localizados os que devem ser cientificados. provas já colhidas.
(2021)
Parágrafo único. O desarquivamento de inquérito civil
§ 2º A promoção de arquivamento será submetida a para a investigação de fato novo, não sendo caso de
exame e deliberação do órgão de revisão competente, na ajuizamento de ação civil pública, implicará novo
forma do seu Regimento Interno. arquivamento e remessa ao órgão competente, na forma
do art. 10, desta Resolução.
§ 3º Até a sessão do Conselho Superior do Ministério
Público ou da Câmara de Coordenação e Revisão Art. 13. O disposto acerca de arquivamento de inquérito
respectiva, para que seja homologada ou rejeitada a civil ou procedimento preparatório também se aplica à
promoção de arquivamento, poderão as pessoas co- hipótese em que estiver sendo investigado mais de um
legitimadas apresentar razões escritas ou documentos, fato lesivo e a ação civil pública proposta somente se
que serão juntados aos autos do inquérito ou do relacionar a um ou a algum deles.
procedimento preparatório.
CAPÍTULO VI - DO COMPROMISSO DE AJUSTAMENTO
§ 4º Deixando o órgão de revisão competente de DE CONDUTA
homologar a promoção de arquivamento, tomará uma
das seguintes providências:
I – converterá o julgamento em diligência para a Art. 14. O MINISTÉRIO PÚBLICO PODERÁ FIRMAR
realização de atos imprescindíveis à sua decisão, COMPROMISSO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA, nos
especificando-os e remetendo os autos ao membro do casos previstos em lei, com o responsável pela ameaça
ou lesão aos interesses ou direitos mencionados no
Ministério Público que determinou seu arquivamento, e,
no caso de recusa fundamentada, ao órgão competente artigo 1º desta Resolução, visando à reparação do dano, à
para designar o membro que irá atuar; adequação da conduta às exigências legais ou
II – deliberará pelo prosseguimento do inquérito civil ou normativas e, ainda, à compensação e/ou à indenização
do procedimento preparatório, indicando os pelos danos que não possam ser recuperados.
fundamentos de fato e de direito de sua decisão, adotando
as providências relativas à designação, em qualquer CAPÍTULO VII - DAS RECOMENDAÇÕES
hipótese, de outro membro do Ministério Público para
atuação. Art. 15. (Revogado)

§ 5º Será pública a sessão do órgão revisor, salvo no caso


CAPÍTULO VIII DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
de haver sido decretado o sigilo.

Art. 11. Não oficiará nos autos do inquérito civil, do Art. 16. Cada Ministério Público deverá adequar seus atos
procedimento preparatório ou da ação civil pública o normativos referentes a inquérito civil e a procedimento
órgão responsável pela promoção de arquivamento não preparatório de investigação cível aos termos da
homologada pelo Conselho Superior do Ministério presente Resolução, no prazo de noventa dias, a contar
Público ou pela Câmara de Coordenação e Revisão, de sua entrada em vigor.
ressalvada a hipótese do art. 10, § 4º, I, desta Resolução.
Art. 17. Esta Resolução entrará em vigor na data de sua
Art. 12. O DESARQUIVAMENTO do inquérito civil, diante de publicação.
NOVAS PROVAS ou para investigar FATO NOVO
relevante, poderá ocorrer no PRAZO MÁXIMO DE 6 Brasília, 17 de setembro de 2007.
MESES após o arquivamento. Transcorrido esse lapso, ANTONIO FERNANDO BARROS E SILVA DE SOUZA
Presidente do Conselho Nacional do Ministério Público
#PARA REVISAR

Prazos

PROCEDIMENTO
90 DIAS (+ 90, UMA ÚNICA VEZ)
PREPARATÓRIO

CONCLUSÃO DO INQUÉRITO
1 ANO (PRORROGÁVEL INÚMERAS VEZES)
CIVIL

EVIDÊNCIA DE QUE OS FATOS


NARRADOS NA REPRESENTAÇÃO Do indeferimento CABERÁ RECURSO ADMINISTRATIVO, com as
NÃO CONFIGUREM LESÃO AOS respectivas razões, no prazo de 10 DIAS.
INTERESSES OU DIREITOS PRAZO MÁXIMO
DE 30 DIAS,
OU
INDEFERIRÁ o
FATO JÁ TIVER SIDO OBJETO DE
INVESTIGAÇÃO OU DE AÇÃO CIVIL pedido de
RAZÕES DE RECURSO serão remetidas, CASO NÃO HAJA
PÚBLICA instauração de
RECONSIDERAÇÃO, no PRAZO DE 3 DIAS, ao CONSELHO
OU inquérito civil
SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO ou à CÂMARA DE
FATOS APRESENTADOS JÁ SE COORDENAÇÃO E REVISÃO.
ENCONTRAREM SOLUCIONADOS

CONFLITO (POSITIVO OU
DECISÃO em 30 DIAS.
NEGATIVO) DE ATRIBUIÇÃO

ATRIBUIÇÃO ORIGINÁRIA
PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO em 10 DIAS.
DO PGJ
RESOLUÇÃO N° 82, CNMP Art. 27, Lei nº 8.625/93. [...] Parágrafo único. No
exercício das atribuições a que se refere este artigo,
cabe ao Ministério Público, entre outras providências:
Atualizado até 31.01.2022
[...]
IV - promover AUDIÊNCIAS PÚBLICAS e emitir
relatórios, anual ou especiais, e recomendações
Art. 130-A, CF/88. [...] § 2º Compete ao Conselho
dirigidas aos órgãos e entidades mencionadas no
Nacional do Ministério Público o controle da atuação
caput deste artigo, requisitando ao destinatário sua
administrativa e financeira do Ministério Público e do
divulgação adequada e imediata, assim como resposta
cumprimento dos deveres funcionais de seus
por escrito.
membros, cabendo lhe:
II - zelar pela observância do art. 37 e apreciar, de
ofício ou mediante provocação, a legalidade dos atos Art. 1º Compete aos Órgãos do Ministério Público, nos
limites de suas respectivas atribuições, promover
administrativos praticados por membros ou órgãos do
AUDIÊNCIAS PÚBLICAS para auxiliar nos procedimentos
Ministério Público da União e dos Estados, podendo
sob sua responsabilidade, na identificação de demandas
desconstituí-los, revê-los ou fixar prazo para que se
adotem as providências necessárias ao exato sociais que exijam a instauração de procedimento, para
cumprimento da lei, sem prejuízo da competência dos elaboração e execução de Planos de Ação e Projetos
Estratégicos Institucionais ou para prestação de contas
Tribunais de Contas;
de atividades desenvolvidas.

§ 1º As audiências públicas serão realizadas na forma de


Essa Resolução Dispõe sobre as AUDIÊNCIAS REUNIÕES ORGANIZADAS, ABERTAS A QUALQUER
PÚBLICAS no âmbito do Ministério Público da União e CIDADÃO, REPRESENTANTES DOS SETORES PÚBLICO,
dos Estados. PRIVADO, DA SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA e da
COMUNIDADE, para discussão de situações das quais
Art. 6º, LC nº 75/93. Compete ao Ministério Público da
decorra ou possa decorrer lesão a interesses difusos,
União:
coletivos e individuais homogêneos, e terão por
XIV - promover outras ações necessárias ao exercício finalidade coletar, junto à sociedade e ao Poder Público,
de suas funções institucionais, em defesa da ordem elementos que embasem a decisão do órgão do
jurídica, do regime democrático e dos interesses Ministério Público quanto à matéria objeto da convocação
sociais e individuais indisponíveis, especialmente ou para prestar contas de atividades desenvolvidas.
quanto:
a) ao Estado de Direito e às instituições § 2° O MINISTÉRIO PÚBLICO PODERÁ RECEBER AUXÍLIO
democráticas; DE ENTIDADES PÚBLICAS para custear a realização das
b) à ordem econômica e financeira; audiências referidas no caput deste artigo, mediante
TERMO DE COOPERAÇÃO ou PROCEDIMENTO
c) à ordem social;
ESPECÍFICO, com a devida prestação de contas.
d) ao patrimônio cultural brasileiro;
e) à manifestação de pensamento, de criação, de TERMO DE COOPERAÇÃO
expressão ou de informação; (AUXÍLIO FINANCEIRO)
f) à probidade administrativa; ENTIDADES PÚBLICAS ENTIDADES PRIVADAS
g) ao meio ambiente; SIM NÃO
§ 3º As audiências públicas poderão ser realizadas
também no âmbito das Câmaras de Coordenação e Art. 5º Se o objeto da audiência pública consistir em fato
Revisão e dos Centros de Apoio Operacional, no âmbito de que possa ensejar PROVIDÊNCIAS POR PARTE DE MAIS
suas atribuições, sem prejuízo da observância das DE UM MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO, aquele que
demais disposições desta Resolução. teve a iniciativa do ato COMUNICARÁ sua realização aos
demais membros, com ANTECEDÊNCIA MÍNIMA de 3
§ 4º A audiência pública será autuada e registrada DIAS ÚTEIS, podendo a audiência pública ser realizada
segundo o sistema adotado por cada ramo ou unidade do em conjunto. (2020)
Ministério Público.
Art. 6º Ao final dos trabalhos que motivaram a audiência
Art. 2º As audiências públicas serão precedidas da pública, o representante do Ministério Público deverá
expedição de edital de convocação do qual constará, no produzir um relatório, o qual poderá ser substituído pela
mínimo, a data, o horário e o local da reunião, bem como o ata prevista no artigo 4º, no caso de não haver
objetivo e a forma de cadastramento dos expositores, providências imediatas a serem adotadas. (2020)
além da forma de participação dos presentes.
Art. 7º As deliberações, opiniões, sugestões, críticas ou
Art. 3º Ao EDITAL DE CONVOCAÇÃO será dada a informações emitidas na audiência pública ou em
publicidade possível, sendo facultada a sua publicação no decorrência desta terão CARÁTER CONSULTIVO e NÃO-
Diário Oficial do Estado e nos perfis institucionais do VINCULANTE, destinando-se a subsidiar a atuação do
Órgão Ministerial nas redes sociais e obrigatória a Ministério Público, zelar pelo princípio da eficiência e
publicação no sítio eletrônico, bem como a afixação na assegurar a participação popular na condução dos
sede da unidade do Ministério Público, com interesses públicos.
ANTECEDÊNCIA MÍNIMA DE 3 DIAS ÚTEIS, salvo em
situações urgentes, devidamente motivadas no ato Art. 8º Cada unidade do Ministério Público debaterá, no
convocatório. (2020) âmbito de seu planejamento estratégico, a necessidade
de realização de audiências públicas, podendo definir
Art. 4º Da audiência será lavrada ATA metas correlatas.
CIRCUNSTANCIADA, no prazo de 30 DIAS, a contar de sua
realização, devendo constar o encaminhamento que será Art. 9° Esta Resolução entra em vigor na data de sua
dado ao tema, se for o caso. publicação.

§ 1º (Revogado, 2020) Brasília (DF), 29 de fevereiro de 2012.

§ 2º A ata, por extrato, será publicada no sítio eletrônico ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS Presidente do
do respectivo Ministério Público. (2020) Conselho Nacional do Ministério Público

§ 3º A ata poderá ser elaborada de FORMA SINTÉTICA nos


casos em que a audiência pública for GRAVADA EM
IMAGEM E EM ÁUDIO, em MEIO DIGITAL ou ANALÓGICO.

#PARA FIXAR

Afixação na sede da unidade do Ministério Público, com ANTECEDÊNCIA


EDITAL DE CONVOCAÇÃO MÍNIMA DE 3 DIAS ÚTEIS, salvo em situações urgentes, devidamente
motivadas no ato convocatório. (2020)

ATA CIRCUNSTANCIADA Lavrada no prazo de 30 DIAS, a contar de sua realização da audiência.


FATO que possa ensejar PROVIDÊNCIAS
Aquele que teve a iniciativa COMUNICARÁ sua realização aos demais, com
POR PARTE DE MAIS DE UM MEMBRO DO
ANTECEDÊNCIA MÍNIMA de 3 DIAS ÚTEIS. (2020)
MINISTÉRIO PÚBLICO
litigiosidade, à satisfação social, ao empoderamento
RESOLUÇÃO N° 118, CNMP social e ao estímulo de soluções consensuais, serão
observados:
I – a FORMAÇÃO e o TREINAMENTO DE MEMBROS e, no que
Atualizado até 31.01.2022 for cabível, de servidores;
II – o ACOMPANHAMENTO ESTATÍSTICO específico que
considere o resultado da atuação institucional na
Art. 130-A, CF/88. [...] § 2º Compete ao Conselho resolução das controvérsias e conflitos para cuja
Nacional do Ministério Público o controle da atuação resolução possam contribuir seus membros e servidores;
administrativa e financeira do Ministério Público e do III – a REVISÃO PERIÓDICA e o APERFEIÇOAMENTO da
cumprimento dos deveres funcionais de seus Política Nacional e dos seus respectivos programas;
membros, cabendo lhe: IV – a VALORIZAÇÃO DO PROTAGONISMO INSTITUCIONAL
na obtenção de resultados socialmente relevantes que
I zelar pela autonomia funcional e administrativa do
promovam a justiça de modo célere e efetivo.
Ministério Público, podendo expedir atos
regulamentares, no âmbito de sua competência, ou
Art. 3º O Conselho Nacional do Ministério Público, com as
recomendar providências;
unidades e ramos dos Ministérios Públicos, promoverá a
organização dos mecanismos mencionados no art. 1º.

Dispõe sobre a Política Nacional de Incentivo à CAPÍTULO II - DAS ATRIBUIÇÕES DO CONSELHO


Autocomposição no âmbito do Ministério Público e dá NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO E DO MINISTÉRIO
outras providências. PÚBLICO BRASILEIRO

CAPÍTULO I - DA POLÍTICA NACIONAL DE INCENTIVO Art. 4º Compete ao Conselho Nacional do Ministério


À AUTOCOMPOSIÇÃO NO ÂMBITO DO MINISTÉRIO Público fomentar e implementar, com a participação de
PÚBLICO todas as unidades e ramos do Ministério Público, os
programas e ações de incentivo à autocomposição.
Art. 1º Fica instituída a POLÍTICA NACIONAL DE INCENTIVO
Art. 5º O CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO
À AUTOCOMPOSIÇÃO NO ÂMBITO DO MINISTÉRIO
tem, entre outras FUNÇÕES, o OBJETIVO de AVALIAR,
PÚBLICO, com o objetivo de assegurar a promoção da
DEBATER e PROPOR MEDIDAS ADMINISTRATIVAS,
justiça e a máxima efetividade dos direitos e interesses
REFORMAS NORMATIVAS e PROJETOS QUE INCENTIVEM
que envolvem a atuação da Instituição.
A RESOLUÇÃO AUTOCOMPOSITIVA EXTRAJUDICIAL ou
JUDICIAL CONSENSUAL de conflitos e controvérsias no
Parágrafo único. Ao Ministério Público brasileiro incumbe
âmbito do Ministério Público.
implementar e adotar MECANISMOS DE
AUTOCOMPOSIÇÃO, como a NEGOCIAÇÃO, a MEDIAÇÃO, a
Art. 6º Para consecução dos objetivos supracitados, o
CONCILIAÇÃO, o PROCESSO RESTAURATIVO e as
CNMP PODERÁ:
CONVENÇÕES PROCESSUAIS, bem assim prestar
I – Propor e promover a realização de seminários,
atendimento e orientação ao cidadão sobre tais
congressos e outros eventos;
mecanismos.
II – Promover a articulação e integração com outros
projetos e políticas nesta temática, desenvolvidos pelos
Art. 2º Na implementação da Política Nacional descrita no
Poderes Executivo, Judiciário, Legislativo e pelas
artigo 1º, com vista à boa qualidade dos serviços, à
instituições que compõem o sistema de Justiça;
disseminação da cultura de pacificação, à redução da
III – Mapear as boas práticas nesta temática e incentivar a § 1º A criação dos Núcleos a que se refere o inciso VII deste
sua difusão; artigo e sua composição deverão ser informadas ao
IV – Realizar pesquisas sobre negociação, mediação, Conselho Nacional do Ministério Público.
conciliação, convenções processuais, processos
restaurativos e outros mecanismos autocompositivos; § 2º As unidades e os ramos do Ministério Público poderão
V – Promover publicações sobre negociação, mediação, incluir, a seu critério, representantes da Ouvidoria, do
conciliação, convenções processuais, processos Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional ou de
restaurativos e outros mecanismos autocompositivos. outros órgãos auxiliares na composição dos Núcleos
Permanentes de Incentivo à Autocomposição. (2020)
Art. 7º Compete às unidades e ramos do Ministério Público
brasileiro, no âmbito de suas atuações: § 3º É vedada a participação dos órgãos mencionados no §
I – o desenvolvimento da Política Nacional de Incentivo à 2º em atividades dos Núcleos Permanentes de Incentivo à
autocomposição no âmbito do Ministério Público; Autocomposição que constituam atos típicos de órgãos de
II – a implementação, a manutenção e o aperfeiçoamento execução. (2020)
das ações voltadas ao cumprimento da política e suas
metas; CAPÍTULO III - DAS PRÁTICAS AUTOCOMPOSITIVAS
III – a promoção da capacitação, treinamento e atualização NO ÂMBITO DO MINISTÉRIO PÚBLICO
permanente de membros e servidores nos mecanismos
autocompositivos de tratamento adequado dos conflitos,
controvérsias e problemas;
IV – a realização de convênios e parcerias para atender Seção I - Da Negociação
aos fins desta Resolução;
V – a inclusão, no conteúdo dos concursos de ingresso na Art. 8º A NEGOCIAÇÃO é RECOMENDADA para as
carreira do Ministério Público e de servidores, dos meios controvérsias ou conflitos em que o MINISTÉRIO PÚBLICO
autocompositivos de conflitos e controvérsias; possa atuar como PARTE na defesa de direitos e
VI – a manutenção de cadastro de mediadores e interesses da sociedade, em razão de sua CONDIÇÃO DE
facilitadores voluntários, que atuem no Ministério Público, REPRESENTANTE ADEQUADO E LEGITIMADO COLETIVO
na aplicação dos mecanismos de autocomposição dos UNIVERSAL (art. 129, III, da CR/1988);
conflitos.
VII – a criação de Núcleos Permanentes de Incentivo à Parágrafo único. A NEGOCIAÇÃO é RECOMENDADA,
Autocomposição, compostos por membros, cuja ainda, para a solução de problemas referentes à
coordenação será atribuída, preferencialmente, aos formulação de CONVÊNIOS, REDES DE TRABALHO e
profissionais atuantes na área, com as seguintes PARCERIAS entre entes públicos e privados, bem como
atribuições, entre outras: entre os próprios membros do Ministério Público.
a) propor à Administração Superior da respectiva
unidade ou ramo do Ministério Público ações voltadas
NEGOCIAÇÃO MEDIAÇÃO
ao cumprimento da Política Nacional de Incentivo à
autocomposição no âmbito do Ministério Público; Ministério Público possa
Solucionar controvérsias
b) atuar na interlocução com outros Ministérios atuar como parte na defesa
que envolvam relações
Públicos e com parceiros; de direitos e interesses da
jurídicas nas quais é
c) propor à Administração Superior da respectiva sociedade, em razão de sua
importante a direta e
unidade ou ramo do Ministério Público a realização de condição de representante
voluntária ação de ambas as
adequado e legitimado
convênios e parcerias para atender aos fins desta partes divergentes
coletivo universal.
Resolução;
d) estimular programas de negociação e mediação
comunitária, escolar e sanitária, dentre outras.
Seção II - Da Mediação
Art. 11. A CONCILIAÇÃO é recomendada para
Art. 9º A MEDIAÇÃO é recomendada para solucionar controvérsias ou conflitos que envolvam direitos ou
controvérsias ou conflitos que envolvam relações interesses nas áreas de atuação do Ministério Público
jurídicas nas quais é importante a DIRETA E VOLUNTÁRIA como órgão interveniente e nos quais sejam
AÇÃO DE AMBAS AS PARTES DIVERGENTES. NECESSÁRIAS INTERVENÇÕES propondo soluções para a
resolução das controvérsias ou dos conflitos.
Parágrafo único. Recomenda-se que a MEDIAÇÃO
COMUNITÁRIA e a ESCOLAR que envolvam a atuação do MEDIAÇÃO CONCILIAÇÃO
Ministério Público sejam regidas pela MÁXIMA
INFORMALIDADE POSSÍVEL. Direta e voluntária ação
Necessária atuação do MP
de ambas as partes
como órgão interveniente
Art. 10. No âmbito do Ministério Público: divergentes
I – a mediação poderá ser promovida como mecanismo de
PREVENÇÃO ou RESOLUÇÃO DE CONFLITO e Art. 12. A conciliação será empreendida naquelas
controvérsias que ainda não tenham sido judicializados; situações em que seja necessária a intervenção do
II – as TÉCNICAS do mecanismo de mediação também membro do Ministério Público, servidor ou voluntário, no
PODEM SER UTILIZADAS na atuação em casos de sentido de propor soluções para a resolução de conflitos
CONFLITOS JUDICIALIZADOS; ou de controvérsias, sendo aplicáveis as mesmas normas
III – as técnicas do mecanismo de mediação podem ser atinentes à mediação.
utilizadas na atuação em geral, visando ao
aprimoramento da comunicação e dos relacionamentos.
Seção IV - Das Práticas Restaurativas
§1º Ao final da mediação, havendo acordo entre os
envolvidos, este poderá ser REFERENDADO pelo órgão do Art. 13. As PRÁTICAS RESTAURATIVAS são
MINISTÉRIO PÚBLICO ou levado ao JUDICIÁRIO com RECOMENDADAS nas situações para as quais seja
pedido de HOMOLOGAÇÃO. VIÁVEL A BUSCA DA REPARAÇÃO dos efeitos da infração
por intermédio da harmonização entre o (s) seu (s) autor
(es) e a (s) vítima (s), com o OBJETIVO de RESTAURAR O
ACORDO
CONVÍVIO SOCIAL e a EFETIVA PACIFICAÇÃO DOS
MINISTÉRIO PÚBLICO JUDICIÁRIO RELACIONAMENTOS.

REFERENDA HOMOLOGA Art. 14. Nas práticas restaurativas desenvolvidas pelo


Ministério Público, o infrator, a vítima e quaisquer outras
§2º A CONFIDENCIALIDADE é RECOMENDADA quando as pessoas ou setores, públicos ou privados, da comunidade
circunstâncias assim exigirem, para a PRESERVAÇÃO DA afetada, com a ajuda de um facilitador, participam
INTIMIDADE dos interessados, ocasião em que deve ser conjuntamente de encontros, visando à formulação de um
mantido sigilo sobre todas as informações obtidas em plano restaurativo para a REPARAÇÃO OU MINORAÇÃO
todas as etapas da mediação, inclusive nas sessões DO DANO, a REINTEGRAÇÃO DO INFRATOR e a
privadas, se houver, salvo autorização expressa dos HARMONIZAÇÃO SOCIAL.
envolvidos, VIOLAÇÃO À ORDEM PÚBLICA ou às LEIS
VIGENTES, NÃO PODENDO O MEMBRO ou SERVIDOR que
Seção V - Das Convenções Processuais
participar da mediação ser TESTEMUNHA do caso, NEM
ATUAR COMO ADVOGADO dos envolvidos, EM QUALQUER
HIPÓTESE. Art. 15. As CONVENÇÕES PROCESSUAIS são
RECOMENDADAS toda vez que o PROCEDIMENTO DEVA
SER ADAPTADO ou FLEXIBILIZADO para permitir a
Seção III - Da Conciliação adequada e efetiva tutela jurisdicional aos interesses
materiais subjacentes, bem assim para RESGUARDAR
ÂMBITO DE PROTEÇÃO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS
PROCESSUAIS.

Art. 16. Segundo a lei processual, PODERÁ o MEMBRO DO


MINISTÉRIO PÚBLICO, EM QUALQUER FASE DA
INVESTIGAÇÃO ou DURANTE O PROCESSO, CELEBRAR
ACORDOS visando CONSTITUIR, MODIFICAR ou
EXTINGUIR SITUAÇÕES JURÍDICAS PROCESSUAIS.

Art. 17. As CONVENÇÕES PROCESSUAIS DEVEM SER


CELEBRADAS DE MANEIRA DIALOGAL e COLABORATIVA,
com o objetivo de restaurar o convívio social e a efetiva
pacificação dos relacionamentos por intermédio da
harmonização entre os envolvidos, PODENDO SER
DOCUMENTADAS COMO CLÁUSULAS DE TERMO DE
AJUSTAMENTO DE CONDUTA.

CAPÍTULO - IV DA ATUAÇÃO DOS NEGOCIADORES,


CONCILIADORES E MEDIADORES

Art. 18. Os membros e servidores do Ministério Público


serão capacitados pelas Escolas do Ministério Público,
diretamente ou em parceria com a Escola Nacional de
Mediação e de Conciliação (ENAM), da Secretaria de
Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça, ou com
outras escolas credenciadas junto ao Poder Judiciário ou
ao Ministério Público, para que realizem sessões de
negociação, conciliação, mediação e práticas
restaurativas, podendo fazêlo por meio de parcerias com
outras instituições especializadas.

CAPÍTULO V DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 19. Caberá ao Conselho Nacional do Ministério Público


compilar informações sobre a resolução autocompositiva
de conflitos.

Art. 20. Esta Resolução entra em vigor na data de sua


publicação.

Brasília/DF, 1º de dezembro de 2014.


RODRIGO JANOT MONTEIRO DE BARROS Presidente do
Conselho Nacional do Ministério Público
RESOLUÇÃO N° 164, CNMP assim, alcançar sua plena eficácia, a RECOMENDAÇÃO
NÃO TEM CARÁTER COERCITIVO.

Atualizado até 31.01.2022

#Interdisciplinariedade #Defensoria Pública

Art. 130-A, CF/88. [...] § 2º Compete ao Conselho


Nacional do Ministério Público o controle da atuação Esta função atribuída ao MP se assemelha ao que no
administrativa e financeira do Ministério Público e do direito comparado denomina FUNÇÃO OMBUDSMAN
cumprimento dos deveres funcionais de seus ou DEFENSOR do povo e conta com recomendação,
membros, cabendo lhe: como um de seus principais instrumentos.
I zelar pela autonomia funcional e administrativa do
Ministério Público, podendo expedir atos Função de Ombudsman segundo a AIDEF: instituição
regulamentares, no âmbito de sua competência, ou pública (criada normalmente pela Constituição e
recomendar providências; regulada por lei do Parlamento) dotada de autonomia,
cuja finalidade principal é proteger os direitos
humanos dos cidadãos frente à Administração Pública
Art. 6°, LC 75/93. [...] XX - expedir recomendações,
do país respectivo.
visando à melhoria dos serviços públicos e de
relevância pública, bem como ao respeito, aos
interesses, direitos e bens cuja defesa lhe cabe
promover, fixando prazo razoável para a adoção das Art. 2º A recomendação rege-se, entre outros, pelos
providências cabíveis. seguintes PRINCÍPIOS:

I – MOTIVAÇÃO;

Essa resolução dispõe sobre a POLÍTICA NACIONAL II – FORMALIDADE e SOLENIDADE;


DE INCENTIVO À AUTOCOMPOSIÇÃO no âmbito do
III – CELERIDADE e IMPLEMENTAÇÃO TEMPESTIVA
Ministério Público e dá outras providências.
das MEDIDAS RECOMENDADAS;

Art. 1º A RECOMENDAÇÃO é instrumento de ATUAÇÃO IV – PUBLICIDADE, MORALIDADE, EFICIÊNCIA,


EXTRAJUDICIAL do Ministério Público por intermédio do IMPESSOALIDADE e LEGALIDADE;
qual este expõe, em ATO FORMAL, razões fáticas e
V – MÁXIMA AMPLITUDE do objeto e das medidas
jurídicas sobre determinada questão, com o OBJETIVO DE
recomendadas;
PERSUADIR O DESTINATÁRIO A PRATICAR OU DEIXAR DE
PRATICAR DETERMINADOS ATOS em benefício da VI – GARANTIA DE ACESSO À JUSTIÇA;
melhoria dos serviços públicos e de relevância pública ou
do respeito aos interesses, direitos e bens defendidos VII – MÁXIMA UTILIDADE e EFETIVIDADE;
pela instituição, atuando, assim, como instrumento de
VIII – CARÁTER NÃO-VINCULATIVO das medidas
PREVENÇÃO DE RESPONSABILIDADES ou CORREÇÃO DE
recomendadas;
CONDUTAS.
IX – CARÁTER PREVENTIVO ou CORRETIVO;
Parágrafo único. Por depender do convencimento
X – RESOLUTIVIDADE;
decorrente de sua fundamentação para ser atendida e,
XI – SEGURANÇA JURÍDICA;
X – a PONDERAÇÃO e a PROPORCIONALIDADE nos quando não for observado o tratamento protocolar devido
casos de tensão entre direitos fundamentais. ao destinatário.

Art. 5º Não poderá ser expedida recomendação que tenha


Art. 3º O Ministério Público, DE OFÍCIO ou MEDIANTE como destinatária(s) a(s) mesma(s) parte(s) e objeto o(s)
PROVOCAÇÃO, nos autos de inquérito civil, de mesmo(s) pedido(s) de ação judicial, ressalvadas as
procedimento administrativo ou procedimento situações excepcionais, justificadas pelas circunstâncias
preparatório, poderá EXPEDIR RECOMENDAÇÃO de fato e de direito e pela natureza do bem tutelado,
objetivando o respeito e a efetividade dos direitos e devidamente motivadas, e desde que não contrarie
interesses que lhe incumba defender e, sendo o caso, a decisão judicial.
edição ou alteração de normas.
Art. 6º Sendo CABÍVEL A RECOMENDAÇÃO, esta deve ser
§ 1º PRELIMINARMENTE à expedição da recomendação à manejada ANTERIOR e PREFERENCIALMENTE À AÇÃO
autoridade pública, serão REQUISITADAS INFORMAÇÕES JUDICIAL.
ao órgão destinatário sobre a situação jurídica e o caso
concreto a ela afetos, exceto em caso de impossibilidade Art. 7º A RECOMENDAÇÃO deve ser DEVIDAMENTE
devidamente motivada. FUNDAMENTADA, mediante a exposição dos argumentos
fáticos e jurídicos que justificam a sua expedição.
§ 2º Em casos que reclamam URGÊNCIA, o Ministério
Público poderá, DE OFÍCIO, EXPEDIR RECOMENDAÇÃO, Art. 8º A recomendação CONTERÁ a indicação de PRAZO
procedendo, posteriormente, à instauração do respectivo RAZOÁVEL para a adoção das providências cabíveis,
procedimento. indicando-as de forma clara e objetiva. (não é facultado –
“conterá”)
Art. 4º A recomendação pode ser dirigida, de maneira
PREVENTIVA ou CORRETIVA, PRELIMINAR ou DEFINITIVA, Parágrafo único. O atendimento da recomendação será
a qualquer pessoa, física ou jurídica, de direito público ou apurado nos autos do inquérito civil, procedimento
privado, que tenha condições de fazer ou deixar de fazer administrativo ou preparatório em que foi expedida.
alguma coisa para salvaguardar interesses, direitos e
bens de que é incumbido o Ministério Público. Art. 9º O ÓRGÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO PODERÁ
REQUISITAR ao destinatário a ADEQUADA e IMEDIATA
§ 1º A recomendação será dirigida a quem tem poder, DIVULGAÇÃO DA RECOMENDAÇÃO EXPEDIDA, incluindo
atribuição ou competência para a adoção das medidas sua afixação em local de fácil acesso ao público, se
recomendadas, ou responsabilidade pela reparação ou necessária à efetividade da recomendação.
prevenção do dano.
Art. 10. O ÓRGÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO PODERÁ
§ 2º Quando DENTRE OS DESTINATÁRIOS DA REQUISITAR, em PRAZO RAZOÁVEL, RESPOSTA POR
RECOMENDAÇÃO FIGURAR AUTORIDADE PARA AS QUAIS ESCRITO sobre o atendimento ou não da recomendação,
A LEI ESTABELECE CABER AO PROCURADOR-GERAL O bem como instar os destinatários a respondê-la de modo
ENCAMINHAMENTO DE CORRESPONDÊNCIA OU fundamentado.
NOTIFICAÇÃO, caberá a este, ou ao órgão do Ministério
Público a quem esta atribuição tiver sido delegada, Parágrafo único. Havendo resposta fundamentada de não
encaminhar a recomendação expedida pelo promotor ou atendimento, ainda que não requisitada, impõe-se ao
procurador natural, no PRAZO DE 10 DIAS, NÃO CABENDO órgão do Ministério Público que expediu a recomendação
À CHEFIA INSTITUCIONAL A VALORAÇÃO DO CONTEÚDO apreciá-la fundamentadamente.
DA RECOMENDAÇÃO, ressalvada a possibilidade de,
fundamentadamente, negar encaminhamento à que tiver Art. 11. Na hipótese de DESATENDIMENTO À
sido expedida por órgão ministerial sem atribuição, que RECOMENDAÇÃO, de FALTA DE RESPOSTA ou de
afrontar a lei ou o disposto nesta resolução ou, ainda,
RESPOSTA CONSIDERADA INCONSISTENTE, o órgão do
MINISTÉRIO PÚBLICO ADOTARÁ AS MEDIDAS CABÍVEIS à
obtenção do resultado pretendido com a expedição da
recomendação.

§ 1º No intuito de EVITAR A JUDICIALIZAÇÃO e fornecer ao


destinatário todas as informações úteis à formação de seu
convencimento quanto ao atendimento da recomendação,
PODERÁ O ÓRGÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO, ao expedir a
recomendação, INDICAR AS MEDIDAS QUE ENTENDE
CABÍVEIS, em tese, no caso de desatendimento da
recomendação, desde que incluídas em sua esfera de
atribuições.

§ 2º Na hipótese do parágrafo anterior, o órgão ministerial


NÃO ADOTARÁ AS MEDIDAS INDICADAS ANTES de
TRANSCORRIDO O PRAZO FIXADO PARA RESPOSTA,
exceto se fato novo determinar a urgência dessa adoção.

§ 3º A efetiva adoção das medidas indicadas na


recomendação como cabíveis em tese pressupõe a
apreciação fundamentada da resposta de que trata o
parágrafo único do artigo anterior.

Art. 12. As Escolas do Ministério Público e seus Centros de


Estudos promoverão cursos de aperfeiçoamento sobre
técnicas de elaboração de recomendações.

Art. 13. Fica revogado o art. 15 da Resolução CNMP nº 23, de


17 de setembro de 2007.

Art. 14. Esta Resolução entrará em vigor na data de sua


publicação.

Brasília-DF, 28 de março de 2017.


RODRIGO JANOT MONTEIRO DE BARROS Presidente do
Conselho Nacional do Ministério Público
RESOLUÇÃO N° 174, CNMP Art. 1º A NOTÍCIA DE FATO é QUALQUER DEMANDA
DIRIGIDA aos ÓRGÃOS DA ATIVIDADE-FIM DO
MINISTÉRIO PÚBLICO, submetida à apreciação das
Atualizado até 31.01.2022 Procuradorias e Promotorias de Justiça, conforme as
atribuições das respectivas áreas de atuação, podendo
ser FORMULADA PRESENCIALMENTE ou NÃO,
Art. 130-A, CF/88. [...] § 2º Compete ao Conselho entendendo-se como tal a realização de atendimentos,
Nacional do Ministério Público o controle da atuação bem como a entrada de notícias, documentos,
administrativa e financeira do Ministério Público e do requerimentos ou representações.
cumprimento dos deveres funcionais de seus
membros, cabendo lhe: Art. 2º A Notícia de Fato DEVERÁ ser REGISTRADA EM
SISTEMA INFORMATIZADO de controle e DISTRIBUÍDA
I zelar pela autonomia funcional e administrativa do
LIVRE e ALEATORIAMENTE entre os órgãos ministeriais
Ministério Público, podendo expedir atos
com atribuição para apreciá-la.
regulamentares, no âmbito de sua competência, ou
recomendar providências;
§ 1º Quando o FATO NOTICIADO for OBJETO DE
PROCEDIMENTO EM CURSO, a Notícia de Fato será
Art. 129, CF/88. São funções institucionais do DISTRIBUÍDA por PREVENÇÃO.
Ministério Público:
§ 2º Se aquele a quem for encaminhada a Notícia de Fato
III - promover o inquérito civil e a ação civil pública,
entender que a atribuição para apreciá-la é de outro
para a proteção do patrimônio público e social, do meio
órgão do Ministério Público promoverá a sua remessa a
ambiente e de outros interesses difusos e coletivos;
este.
VI - expedir notificações nos procedimentos
administrativos de sua competência, requisitando § 3º Na hipótese do parágrafo anterior, a remessa se dará
informações e documentos para instruí-los, na forma independentemente de homologação pelo Conselho
da lei complementar respectiva; Superior ou pela Câmara de Coordenação e Revisão se a
ausência de atribuição for manifesta ou, ainda, se estiver
Art. 6°, LC 75/93. [...] XX - expedir recomendações, fundada em jurisprudência consolidada ou orientação
visando à melhoria dos serviços públicos e de desses órgãos.
relevância pública, bem como ao respeito, aos
interesses, direitos e bens cuja defesa lhe cabe § 4º Poderão ser criados mecanismos de triagem,
promover, fixando prazo razoável para a adoção das autuação, seleção e tratamento das notícias de fato com
providências cabíveis. vistas a favorecer a tramitação futura de procedimentos
decorrentes, consoante critérios para racionalização de
recursos e máxima efetividade e resolutividade da
atuação finalística, observadas as diretrizes do
Essa resolução disciplina, no âmbito do Ministério Planejamento Estratégico de cada ramo do Ministério
Público, a instauração e a tramitação da NOTÍCIA DE Público.
FATO e do PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO.
Art. 3º A Notícia de Fato será apreciada no PRAZO DE 30
DIAS, a contar do seu recebimento, PRORROGÁVEL UMA
VEZ, fundamentadamente, por ATÉ 90 DIAS.
CAPÍTULO I - DA NOTÍCIA DE FATO
PRAZO PARA APRECIAR NOTÍCIA DE FATO § 5º A Notícia de Fato também poderá ser ARQUIVADA
quando seu OBJETO PUDER SER SOLUCIONADO EM
30 DIAS (+ ATÉ 90, UMA VEZ) ATUAÇÃO MAIS AMPLA E MAIS RESOLUTIVA, mediante
ações, projetos e programas alinhados ao Planejamento
Parágrafo único. No prazo do caput, o membro do Estratégico de cada ramo, com vistas à concretização da
Ministério Público poderá colher informações unidade institucional.
preliminares imprescindíveis para deliberar sobre a
instauração do procedimento próprio, sendo VEDADA a Art. 5º NÃO HAVENDO RECURSO, a Notícia de Fato será
EXPEDIÇÃO DE REQUISIÇÕES. ARQUIVADA no órgão que a apreciou, registrando-se no
sistema respectivo, em ordem cronológica, ficando a
documentação à disposição dos órgãos correcionais.
Art. 4º A Notícia de Fato será ARQUIVADA quando:

I – o FATO NARRADO JÁ TIVER SIDO OBJETO DE Art. 6º Na hipótese de notícia de NATUREZA CRIMINAL,
INVESTIGAÇÃO ou de AÇÃO JUDICIAL ou já se além da providência prevista no parágrafo único do art.
encontrar SOLUCIONADO; 3°, o membro do Ministério Público deverá observar as
normas pertinentes do Conselho Nacional do Ministério
II – a LESÃO AO BEM JURÍDICO tutelado for Público e da legislação vigente.
MANIFESTAMENTE INSIGNIFICANTE, nos termos de
JURISPRUDÊNCIA CONSOLIDADA ou ORIENTAÇÃO DO Art. 7º O membro do Ministério Público, verificando que o
CONSELHO SUPERIOR ou de CÂMARA DE fato requer apuração ou acompanhamento ou vencido o
COORDENAÇÃO e REVISÃO; prazo do caput do art. 3º (30 + até 90), instaurará o
procedimento próprio.
III – for DESPROVIDA DE ELEMENTOS DE PROVA ou de
INFORMAÇÃO MÍNIMOS para o início de uma apuração,
e o NOTICIANTE NÃO ATENDER À INTIMAÇÃO PARA CAPÍTULO II - DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO
COMPLEMENTÁ-LA.
Art. 8° O PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO é o
§ 1º O NOTICIANTE será cientificado da DECISÃO DE instrumento próprio da atividade-fim DESTINADO A:
ARQUIVAMENTO preferencialmente por correio I – ACOMPANHAR o CUMPRIMENTO das cláusulas de
eletrônico, cabendo RECURSO no PRAZO DE 10 DIAS. TERMO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA celebrado;
II – ACOMPANHAR e FISCALIZAR, de forma continuada,
§ 2º A cientificação é facultativa no caso de a Notícia de POLÍTICAS PÚBLICAS ou INSTITUIÇÕES;
Fato ter sido encaminhada ao Ministério Público em face III – APURAR FATO que enseje a tutela de interesses
de dever de ofício. individuais indisponíveis;
IV – EMBASAR OUTRAS ATIVIDADES NÃO SUJEITAS A
§ 3º O recurso será protocolado na secretaria do órgão INQUÉRITO CIVIL.
que a arquivou e juntado à Notícia de Fato, que deverá ser
remetida, no PRAZO DE 3 DIAS, ao CONSELHO SUPERIOR Parágrafo único. O PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO
DO MINISTÉRIO PÚBLICO ou à CÂMARA DE NÃO TEM CARÁTER DE INVESTIGAÇÃO CÍVEL ou
COORDENAÇÃO E REVISÃO respectiva para apreciação, CRIMINAL de determinada pessoa, em função de um
caso não haja reconsideração. ilícito específico.

§ 4º Será INDEFERIDA a instauração de Notícia de Fato Art. 9º O PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO SERÁ


quando o FATO NARRADO NÃO CONFIGURAR LESÃO ou INSTAURADO por PORTARIA SUCINTA, com delimitação
AMEAÇA DE LESÃO aos interesses ou direitos tutelados de seu objeto, aplicando-se, no que couber, o PRINCÍPIO
pelo Ministério Público ou for INCOMPREENSÍVEL. DA PUBLICIDADE dos atos, previsto para o inquérito civil.
Art. 10. Se no curso do procedimento administrativo arquivamento, da qual caberá recurso ao Conselho
SURGIREM FATOS que demandem APURAÇÃO CRIMINAL Superior do Ministério Público ou à Câmara de
ou sejam voltados para a TUTELA DOS INTERESSES OU Coordenação e Revisão, no PRAZO DE 10 DIAS.
DIREITOS DIFUSOS, COLETIVOS OU INDIVIDUAIS
HOMOGÊNEOS, o membro do Ministério Público DEVERÁ § 1º A cientificação será realizada, preferencialmente, por
INSTAURAR O PROCEDIMENTO DE INVESTIGAÇÃO correio eletrônico.
PERTINENTE ou ENCAMINHAR A NOTÍCIA do fato e os
elementos de informação a QUEM TIVER ATRIBUIÇÃO. § 2º A cientificação é facultativa no caso de o
procedimento administrativo ter sido instaurado em face
Art. 11. O PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO deverá ser de dever de ofício.
CONCLUÍDO no PRAZO DE 1 ANO, podendo ser
SUCESSIVAMENTE PRORROGADO pelo MESMO § 3º O RECURSO será PROTOCOLADO NA SECRETARIA
PERÍODO, desde que haja decisão fundamentada, à vista DO ÓRGÃO QUE ARQUIVOU o procedimento e juntado aos
da imprescindibilidade da realização de outros atos. respectivos autos extrajudiciais, que deverão ser
remetidos, no prazo de 3 dias, ao Conselho Superior do
PRAZO PARA CONCLUSÃO DO PROCEDIMENTO Ministério Público ou à Câmara de Coordenação e
ADMINISTRATIVO Revisão respectiva, para apreciação, caso não haja
reconsideração.
1 ANO (PRORROGÁVEL SUCESSIVAMENTE)
§ 4º não havendo recurso, os autos serão ARQUIVADOS
Art. 12. O procedimento administrativo previsto nos no órgão que a apreciou, registrando-se no sistema
incisos I, II e IV do art. 8º deverá ser arquivado no próprio respectivo.
órgão de execução, com comunicação ao Conselho
Superior do Ministério Público ou à Câmara de Art. 14. Esta resolução entra em vigor na data de sua
Coordenação e Revisão respectiva, sem necessidade de publicação.
remessa dos autos para homologação do arquivamento.
Brasília-DF, 4 de julho de 2017.
Art. 13. No caso de procedimento administrativo relativo a
direitos individuais indisponíveis, previsto no inciso III do JOSÉ BONIFÁCIO BORGES DE ANDRADA Presidente do
art. 8°, o noticiante será cientificado da decisão de Conselho Nacional do Ministério Público em exercício

#PARA FIXAR

NOTÍCIA DE FATO SERÁ APRECIADA


30 (+ ATÉ 90, UMA VEZ)
PRAZO DE 30 DIAS, A

10 DIAS

RECURSO DA DECISÃO DE
ARQUIVAMENTO CASO NÃO HAJA RECONSIDERAÇÃO: O recurso e a Notícia de Fatodeverão
ser remetidas, no PRAZO DE 3 DIAS, ao CONSELHO SUPERIOR DO
MINISTÉRIO PÚBLICO ou à CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO.
RESOLUÇÃO N° 179, CNMP

NOÇÕES GERAIS SOBRE TERMO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA

NATUREZA JURÍDICA do 1a Corrente: TRANSAÇÃO (Prevalece)


TAC 2a Corrente: reconhecimento jurídico do pedido.

FACULTATIVIDADE Inexiste direito público subjetivo à TAC. Faculdade de propor E aceitar/recusa.

OBJETO Geralmente a execução de fazer/não fazer.

Art. 130-A, CF/88. [...] § 2º Compete ao Conselho


Nacional do Ministério Público o controle da atuação
administrativa e financeira do Ministério Público e do RESOLUÇÃO N° 179, CNMP
cumprimento dos deveres funcionais de seus
membros, cabendo lhe:
Atualizado até 31.01.2022
I zelar pela autonomia funcional e administrativa do
Ministério Público, podendo expedir atos
Art. 1º O COMPROMISSO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA
regulamentares, no âmbito de sua competência, ou
é instrumento de garantia dos direitos e interesses
recomendar providências;
difusos e coletivos, individuais homogêneos e outros
direitos de cuja defesa está incumbido o Ministério
Art. 129, CF/88. São FUNÇÕES INSTITUCIONAIS do Público, com NATUREZA DE NEGÓCIO JURÍDICO que tem
Ministério Público: por finalidade a adequação da conduta às exigências
III - PROMOVER O INQUÉRITO CIVIL e A AÇÃO CIVIL legais e constitucionais, com EFICÁCIA DE TÍTULO
EXECUTIVO EXTRAJUDICIAL A PARTIR DA CELEBRAÇÃO.
PÚBLICA, para a proteção do patrimônio público e
social, do meio ambiente e de outros interesses
§ 1º NÃO SENDO O TITULAR DOS DIREITOS concretizados
difusos e coletivos;
no compromisso de ajustamento de conduta, NÃO PODE O
ÓRGÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO FAZER CONCESSÕES
Art. 5°, Lei 7347/85. [...] § 6° Os órgãos públicos que impliquem RENÚNCIA aos DIREITOS ou INTERESSES
legitimados poderão tomar dos interessados DIFUSOS, COLETIVOS e INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS,
COMPROMISSO DE AJUSTAMENTO DE SUA CONDUTA CINGINDO-SE A NEGOCIAÇÃO À INTERPRETAÇÃO DO
às exigências legais, mediante cominações, que terá DIREITO para o caso concreto, à especificação das
eficácia de TÍTULO EXECUTIVO EXTRAJUDICIAL. obrigações adequadas e necessárias, em especial o
modo, tempo e lugar de cumprimento, bem como à
MITIGAÇÃO, à COMPENSAÇÃO e à INDENIZAÇÃO DOS
DANOS QUE NÃO POSSAM SER RECUPERADOS.
Essa Resolução regulamenta o § 6º do art. 5º da Lei nº
7.347/1985, disciplinando, no âmbito do Ministério
§ 2º É CABÍVEL o COMPROMISSO DE AJUSTAMENTO DE
Público, a TOMADA DO COMPROMISSO DE
CONDUTA nas hipóteses configuradoras de
AJUSTAMENTO DE CONDUTA.
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA, SEM PREJUÍZO DO § 5º As negociações para a celebração do acordo a que
RESSARCIMENTO AO ERÁRIO e da APLICAÇÃO DE UMA se refere o caput deste artigo ocorrerão entre o
OU ALGUMAS DAS SANÇÕES PREVISTAS EM LEI, de Ministério Público, de um lado, e, de outro, o
acordo com a conduta ou o ato praticado. investigado ou demandado e o seu defensor.
§ 6º O acordo a que se refere o caput deste artigo
#Interdisciplinariedade #Lei de Improbidade poderá contemplar a adoção de mecanismos e
procedimentos internos de integridade, de auditoria e
(2021)
de incentivo à denúncia de irregularidades e a
aplicação efetiva de códigos de ética e de conduta no
Art. 17-B, Lei 8429. O Ministério Público poderá, âmbito da pessoa jurídica, se for o caso, bem como de
conforme as circunstâncias do caso concreto, outras medidas em favor do interesse público e de
celebrar ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO CIVIL, desde boas práticas administrativas.
que dele advenham, ao menos, os seguintes § 7º Em caso de descumprimento do acordo a que se
resultados: refere o caput deste artigo, o investigado ou o
I - o integral ressarcimento do dano; demandado ficará impedido de celebrar novo acordo
pelo prazo de 5 anos, contado do conhecimento pelo
II - a reversão à pessoa jurídica lesada da vantagem
Ministério Público do efetivo descumprimento.
indevida obtida, ainda que oriunda de agentes
privados.
§ 3º A CELEBRAÇÃO DO COMPROMISSO DE
§ 1º A celebração do acordo a que se refere
AJUSTAMENTO DE CONDUTA com o Ministério Público
o caput deste artigo dependerá, cumulativamente:
NÃO AFASTA, necessariamente, a EVENTUAL
I - da oitiva do ente federativo lesado, em momento RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA ou PENAL pelo
anterior ou posterior à propositura da ação; mesmo fato, NEM IMPORTA, automaticamente, no
II - de aprovação, no prazo de até 60 dias, pelo órgão do RECONHECIMENTO DE RESPONSABILIDADE para outros
Ministério Público competente para apreciar as fins que não os estabelecidos expressamente no
promoções de arquivamento de inquéritos civis, se compromisso.
anterior ao ajuizamento da ação;
III - de homologação judicial, independentemente de o #Jurisprudência Correlata
acordo ocorrer antes ou depois do ajuizamento da
ação de improbidade administrativa.
A assinatura do termo de ajustamento de conduta com
§ 2º Em qualquer caso, a celebração do acordo a que se
órgão ambiental não impede a instauração de ação
refere o caput deste artigo considerará a
penal. Isso porque vigora em nosso ordenamento
personalidade do agente, a natureza, as
jurídico o princípio da independência das instâncias
circunstâncias, a gravidade e a repercussão social do
penal e administrativa. (Info 625, STJ)
ato de improbidade, bem como as vantagens, para o
interesse público, da rápida solução do caso.
§ 4º Caberá ao órgão do Ministério Público com atribuição
§ 3º Para fins de apuração do valor do dano a ser
para a celebração do compromisso de ajustamento de
ressarcido, deverá ser realizada a oitiva do Tribunal de
conduta decidir quanto à necessidade, conveniência e
Contas competente, que se manifestará, com
oportunidade de reuniões ou audiências públicas com a
indicação dos parâmetros utilizados, no prazo de 90
participação dos titulares dos direitos, entidades que os
dias.
representem ou demais interessados.
§ 4º O acordo a que se refere o caput deste artigo
poderá ser celebrado no curso da investigação de Art. 2º No exercício de suas atribuições, poderá o órgão do
apuração do ilícito, no curso da ação de improbidade ou Ministério Público tomar compromisso de ajustamento de
no momento da execução da sentença condenatória.
conduta para a adoção de MEDIDAS PROVISÓRIAS ou § 1º Quando o COMPROMISSÁRIO for PESSOA FÍSICA, o
DEFINITIVAS, PARCIAIS ou TOTAIS. compromisso de ajustamento de conduta PODERÁ SER
FIRMADO POR PROCURADOR COM PODERES ESPECIAIS
Parágrafo único. Na hipótese de adoção de medida outorgados por instrumento de mandato, público ou
provisória ou parcial, a investigação deverá continuar em particular, sendo que neste último caso com
relação aos demais aspectos da questão, ressalvada reconhecimento de firma.
situação excepcional que enseje arquivamento
fundamentado. § 2º Quando o COMPROMISSÁRIO FOR PESSOA JURÍDICA,
o compromisso de ajustamento de conduta DEVERÁ SER
Art. 3º O compromisso de ajustamento de conduta será FIRMADO POR QUEM TIVER POR LEI, REGULAMENTO,
tomado em QUALQUER FASE DA INVESTIGAÇÃO, nos DISPOSIÇÃO ESTATUTÁRIA ou CONTRATUAL, PODERES
autos de INQUÉRITO CIVIL ou PROCEDIMENTO DE REPRESENTAÇÃO EXTRAJUDICIAL daquela, ou por
CORRELATO, ou NO CURSO DA AÇÃO JUDICIAL, devendo procurador com poderes especiais outorgados pelo
conter OBRIGAÇÕES CERTAS, LÍQUIDAS e EXIGÍVEIS, representante.
salvo peculiaridades do caso concreto, e ser assinado
pelo órgão do Ministério Público e pelo compromissário. § 3º Tratando-se de EMPRESA PERTENCENTE A GRUPO
ECONÔMICO, DEVERÁ ASSINAR O REPRESENTANTE
LEGAL da PESSOA JURÍDICA CONTROLADORA à qual
#Jurisprudência Correlata
esteja vinculada, sendo ADMISSÍVEL A REPRESENTAÇÃO
POR PROCURADOR COM PODERES ESPECIAIS
▪ O cumprimento de TAC deve ser regido pelo Código outorgados pelo representante.
Florestal vigente à época da celebração do acordo.
Uma vez celebrado, e cumpridas as formalidades LEGITIMIDADE PARA FIRMAR ACORDO
legais, o TAC constitui ato jurídico perfeito, imunizado COMPROMISSÁRIO
COMPROMISSÁRIO PESSOA JURÍDICA
contra alterações legislativas posteriores que PESSOA FÍSICA
enfraqueçam as obrigações ambientais nele
COMUM GRUPO ECONÔMICO
estabelecidas. Deve, assim, ser cabal e fielmente
implementado, vedado ao juiz recusar sua execução, DEVERÁ SER DEVERÁ ASSINAR O
FIRMADO POR QUEM REPRESENTANTE
pois do contrário desrespeitaria a garantia da PODERÁ SER
TIVER POR LEI, LEGAL da PESSOA
irretroatividade da lei nova, prevista no art. 6º da FIRMADO POR
REGULAMENTO, JURÍDICA
LINDB. (Info 679, STJ) PROCURADOR CONTROLADORA
DISPOSIÇÃO
COM PODERES
ESTATUTÁRIA ou OBS.: ADMISSÍVEL A
ESPECIAIS
CONTRATUAL, REPRESENTAÇÃO
▪ É possível a celebração de acordo num processo de PODERES DE POR PROCURADOR
índole objetiva, como a ADPF, desde que fique REPRESENTAÇÃO COM PODERES
EXTRAJUDICIAL ESPECIAIS
demonstrado que há no feito um conflito intersubjetivo
subjacente (implícito), que comporta solução por meio
de autocomposição. Na homologação deste acordo, o
STF não irá chancelar ou legitimar nenhuma das teses
#Jurisprudência Correlata
jurídicas defendidas pelas partes no processo. O STF
irá apenas homologar as disposições patrimoniais que
forem combinadas e que estiverem dentro do âmbito A associação privada autora de uma ação civil pública
da disponibilidade das partes. A homologação estará pode fazer transação com o réu e pedir a extinção do
apenas resolvendo um incidente processual, com processo, nos termos do art. 487, III, “b”, do CPC.
vistas a conferir maior efetividade à prestação O art. 5º, § 6º da Lei nº 7.347/85 (Lei da ACP prevê que
jurisdicional. (Info 892, STF) os órgãos públicos podem fazer acordos nas ações
civis públicas em curso, não mencionando as Art. 13. Havendo condenação em dinheiro, a
associações privadas. indenização pelo dano causado reverterá a um fundo
Apesar disso, a ausência de disposição expressa gerido por um Conselho Federal ou por Conselhos
sobre associações privadas não afasta a viabilidade do Estaduais de que participarão necessariamente o
acordo. Isso porque a existência de previsão explícita Ministério Público e representantes da comunidade,
unicamente quanto aos entes públicos diz respeito ao sendo seus recursos DESTINADOS À
fato de que somente podem fazer o que a lei determina, RECONSTITUIÇÃO DOS BENS LESADOS.
ao passo que aos entes privados é dado fazer tudo que
a lei não proíbe. (Info 892, STF) § 1º Nas hipóteses do caput, também é ADMISSÍVEL a
DESTINAÇÃO DOS REFERIDOS RECURSOS a PROJETOS
§ 4º Na fase de negociação e assinatura do compromisso DE PREVENÇÃO ou REPARAÇÃO DE DANOS de BENS
de ajustamento de conduta, PODERÃO os JURÍDICOS DA MESMA NATUREZA, ao APOIO A
compromissários ser ACOMPANHADOS ou ENTIDADES CUJA FINALIDADE INSTITUCIONAL INCLUA A
REPRESENTADOS por seus ADVOGADOS, devendo-se PROTEÇÃO AOS DIREITOS ou INTERESSES DIFUSOS, a
juntar aos autos instrumento de mandato. DEPÓSITO EM CONTAS JUDICIAIS ou, ainda, poderão
receber destinação específica que tenha a mesma
finalidade dos fundos previstos em lei ou esteja em
conformidade com a natureza e a dimensão do dano.
§ 5º É facultado ao órgão do Ministério Público colher
assinatura, como testemunhas, das pessoas que tenham § 2º Os valores referentes às medidas compensatórias
acompanhado a negociação ou de terceiros interessados. decorrentes de danos irreversíveis aos direitos ou
interesses difusos deverão ser, preferencialmente,
§ 6º PODERÁ o compromisso de ajustamento de conduta revertidos em proveito da região ou pessoas impactadas.
SER FIRMADO EM CONJUNTO POR ÓRGÃOS DE RAMOS
DIVERSOS DO MINISTÉRIO PÚBLICO ou por este e OUTROS Art. 6º Atentando às peculiaridades do respectivo ramo do
ÓRGÃOS PÚBLICOS LEGITIMADOS, bem como contar com Ministério Público, cada Conselho Superior disciplinará
a participação de ASSOCIAÇÃO CIVIL, ENTES ou GRUPOS os mecanismos de fiscalização do cumprimento do
REPRESENTATIVOS ou TERCEIROS INTERESSADOS. compromisso de ajustamento de conduta tomado pelos
órgãos de execução e a revisão pelo Órgão Superior do
Art. 4º O compromisso de ajustamento de conduta arquivamento do inquérito civil ou do procedimento no
DEVERÁ PREVER MULTA DIÁRIA ou OUTRAS ESPÉCIES qual foi tomado o compromisso, observadas as regras
DE COMINAÇÃO para o caso de descumprimento das gerais desta resolução.
obrigações nos prazos assumidos, admitindo-se, EM
CASOS EXCEPCIONAIS e DEVIDAMENTE § 1º Os mecanismos de fiscalização referidos no caput não
FUNDAMENTADOS, a previsão de que esta COMINAÇÃO se aplicam ao compromisso de ajustamento de conduta
SEJA FIXADA JUDICIALMENTE, se necessária à execução levado à homologação do Poder Judiciário.
do compromisso.
§ 2º A regulamentação do Conselho Superior deve
Art. 5º As INDENIZAÇÕES PECUNIÁRIAS referentes a compreender, no mínimo, a exigência de ciência formal do
danos a direitos ou interesses difusos e coletivos, quando conteúdo integral do compromisso de ajustamento de
não for possível a reconstituição específica do bem conduta ao Órgão Superior em prazo não superior a três
lesado, e as LIQUIDAÇÕES DE MULTAS deverão ser dias da promoção de arquivamento do inquérito civil ou
DESTINADAS A FUNDOS FEDERAIS, ESTADUAIS e procedimento correlato em que foi celebrado.
MUNICIPAIS que tenham o mesmo escopo do fundo
previsto no art. 13 da Lei nº 7.347/1985.
#Jurisprudência Correlata
Art. 8º No mesmo prazo mencionado no artigo anterior, o
O CNMP não tem competência para examinar a decisão Órgão Superior providenciará o encaminhamento ao
do Conselho Superior do Ministério Público Estadual Conselho Nacional do Ministério Público de cópia
que homologa ou não Termo de Ajustamento de eletrônica do inteiro teor do compromisso de ajustamento
Conduta (TAC), considerando que essa discussão de conduta para alimentação do Portal de Direitos
envolve a atividade-fim do órgão, aspecto que não Coletivos, conforme disposto na Resolução Conjunta
deve ser submetido à fiscalização do CNMP. (Info 686, CNJ/CNMP nº 2, de 21 de junho de 2011, que institui os
STF) cadastros nacionais de informações de ações coletivas,
inquéritos e termos de ajustamento de conduta.

Art. 9º O órgão do Ministério Público que tomou o


Art. 7º O Órgão Superior de que trata o art. 6º dará compromisso de ajustamento de conduta deverá
PUBLICIDADE ao extrato do compromisso de ajustamento diligenciar para FISCALIZAR o seu efetivo cumprimento,
de conduta em Diário Oficial próprio ou não, no site da valendo-se, sempre que necessário e possível, de
instituição, ou por qualquer outro meio eficiente e técnicos especializados.
acessível, conforme as peculiaridades de cada ramo do
Ministério Público, no PRAZO MÁXIMO DE 15 DIAS, a qual Parágrafo único. Poderão ser previstas no próprio
deverá conter: compromisso de ajustamento de conduta obrigações
I – a indicação do inquérito civil ou procedimento em que consubstanciadas na periódica prestação de informações
tomado o compromisso; sobre a execução do acordo pelo compromissário.
II – a indicação do órgão de execução;
III – a área de tutela dos direitos ou interesses difusos, Art. 10. As diligências de fiscalização mencionadas no
coletivos e individuais homogêneos em que foi firmado o artigo anterior serão providenciadas nos próprios autos
compromisso de ajustamento de conduta e sua em que celebrado o compromisso de ajustamento de
abrangência territorial, quando for o caso; conduta, quando realizadas antes do respectivo
IV – a indicação das partes compromissárias, seus CPF ou arquivamento, ou em procedimento administrativo de
CNPJ, e o endereço de domicílio ou sede; acompanhamento especificamente instaurado para tal
V – o objeto específico do compromisso de ajustamento de fim.
conduta;
VI – indicação do endereço eletrônico em que se possa Art. 11. DESCUMPRIDO O COMPROMISSO de ajustamento
acessar o inteiro teor do compromisso de ajustamento de de conduta, INTEGRAL ou PARCIALMENTE, deverá o órgão
conduta ou local em que seja possível obter cópia de execução do Ministério Público com atribuição para
impressa integral. fiscalizar o seu cumprimento promover, no PRAZO
MÁXIMO DE 60 DIAS, ou ASSIM QUE POSSÍVEL, NOS
§ 1º Ressalvadas situações excepcionais devidamente CASOS DE URGÊNCIA, a EXECUÇÃO JUDICIAL DO
justificadas, a publicação no site da Instituição RESPECTIVO TÍTULO EXECUTIVO EXTRAJUDICIAL com
disponibilizará acesso ao inteiro teor do compromisso de relação às cláusulas em que se constatar a mora ou
ajustamento de conduta ou indicará o banco de dados inadimplência.
público em que pode ser acessado.
Parágrafo único. O PRAZO de que trata este artigo
§ 2º A disciplina deste artigo não impede a divulgação PODERÁ SER EXCEDIDO SE O COMPROMISSÁRIO, instado
imediata do compromisso de ajustamento de conduta pelo órgão do Ministério Público, JUSTIFICAR
celebrado nem o fornecimento de cópias aos SATISFATORIAMENTE o descumprimento ou REAFIRMAR
interessados, consoante os critérios de oportunidade, SUA DISPOSIÇÃO PARA O CUMPRIMENTO, casos em que
conveniência e efetividade formulados pelo membro do ficará a critério do órgão ministerial decidir pelo imediato
Ministério Público. ajuizamento da execução, por sua repactuação ou pelo
acompanhamento das providências adotadas pelo
compromissário até o efetivo cumprimento do
compromisso de ajustamento de conduta, sem prejuízo da
possibilidade de execução da multa, quando cabível e
necessário.

Art. 12. O MINISTÉRIO PÚBLICO TEM LEGITIMIDADE para


EXECUTAR COMPROMISSO DE AJUSTAMENTO de conduta
FIRMADO POR OUTRO ÓRGÃO PÚBLICO, no caso de sua
OMISSÃO frente ao descumprimento das obrigações
assumidas, sem prejuízo da adoção de outras
providências de natureza civil ou criminal que se
mostrarem pertinentes, inclusive em face da inércia do
órgão público compromitente.

Art. 13. Cada ramo do Ministério Público adequará seus


atos normativos que tratem sobre o compromisso de
ajustamento de conduta aos termos da presente
Resolução no prazo de 180 dias, a contar de sua entrada
em vigor.

Art. 14. As Escolas do Ministério Público ou seus Centros


de Estudos promoverão cursos de aperfeiçoamento sobre
técnicas de negociação e mediação voltados para a
qualificação de Membros e servidores com vistas ao
aperfeiçoamento da teoria e prática do compromisso de
ajustamento de conduta.

Art. 15. Esta Resolução entra em vigor na data de sua


publicação.

Brasília-DF, 26 de julho de 2017.


II - REQUISITAR informações, exames, perícias e
RESOLUÇÃO N° 181, CNMP documentos de autoridades da Administração Pública
direta ou indireta;
III - REQUISITAR da Administração Pública serviços
Atualizado até 31.01.2022
temporários de seus servidores e meios materiais
necessários para a realização de atividades
específicas;
Art. 130-A, CF/88. [...] § 2º Compete ao Conselho IV - REQUISITAR informações e documentos a
Nacional do Ministério Público o controle da atuação entidades privadas;
administrativa e financeira do Ministério Público e do
V - realizar inspeções e diligências investigatórias;
cumprimento dos deveres funcionais de seus
membros, cabendo lhe: VI - ter livre acesso a qualquer local público ou
privado, respeitadas as normas constitucionais
I zelar pela autonomia funcional e administrativa do
pertinentes à inviolabilidade do domicílio;
Ministério Público, podendo expedir atos
regulamentares, no âmbito de sua competência, ou VII - expedir notificações e intimações necessárias
recomendar providências; aos procedimentos e inquéritos que instaurar;
VIII - ter ACESSO INCONDICIONAL a qualquer banco de
dados de caráter público ou relativo a serviço de
Art. 129, CF/88. São FUNÇÕES INSTITUCIONAIS do
relevância pública;
Ministério Público:
IX - REQUISITAR o auxílio de força policial.
I - promover, privativamente, a ação penal pública, na
forma da lei;
II - zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos e CAPÍTULO I - DA DEFINIÇÃO E FINALIDADE
dos serviços de relevância pública aos direitos
assegurados nesta Constituição, promovendo as Art. 1º O PROCEDIMENTO INVESTIGATÓRIO CRIMINAL é
medidas necessárias a sua garantia; INSTRUMENTO SUMÁRIO e DESBUROCRATIZADO de
VIII - REQUISITAR DILIGÊNCIAS INVESTIGATÓRIAS e a NATUREZA ADMINISTRATIVA e INVESTIGATÓRIA,
INSTAURAÇÃO DE INQUÉRITO POLICIAL, indicados os INSTAURADO e PRESIDIDO pelo MEMBRO DO MINISTÉRIO
fundamentos jurídicos de suas manifestações PÚBLICO COM ATRIBUIÇÃO CRIMINAL, e terá como
processuais; FINALIDADE APURAR a ocorrência de INFRAÇÕES
IX - exercer outras funções que lhe forem conferidas, PENAIS DE INICIATIVA PÚBLICA, servindo como
desde que compatíveis com sua finalidade, sendo-lhe preparação e embasamento para o juízo de propositura,
vedada a representação judicial e a consultoria ou não, da respectiva ação penal.
jurídica de entidades públicas.

§ 1º O procedimento investigatório criminal NÃO É


Art. 8º, LC 75/93. Para o exercício de suas atribuições, CONDIÇÃO DE PROCEDIBILIDADE ou PRESSUPOSTO
o Ministério Público da União poderá, nos PROCESSUAL para o ajuizamento de AÇÃO PENAL e NÃO
procedimentos de sua competência: EXCLUI a possibilidade de formalização de investigação
I - NOTIFICAR TESTEMUNHAS e REQUISITAR sua por outros ÓRGÃOS LEGITIMADOS DA ADMINISTRAÇÃO
CONDUÇÃO COERCITIVA, no caso de ausência PÚBLICA.
injustificada;
§ 2º A regulamentação do procedimento investigatório
criminal prevista nesta Resolução não se aplica às
autoridades abrangidas pela previsão do art. 33, matéria, a exemplo de grupos específicos criados para
parágrafo único, da Lei Complementar nº 35, de 14 de apoio e assessoramento e de forças-tarefas devidamente
março de 1979. designadas pelo procurador-geral competente, e as
relativas à conexão e à continência.
Art. 2º Em poder de QUAISQUER PEÇAS DE
INFORMAÇÃO, o membro do MINISTÉRIO PÚBLICO § 4º O MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO, no exercício de
PODERÁ: suas atribuições criminais, DEVERÁ DAR ANDAMENTO, no
PRAZO DE 30 DIAS a contar de seu recebimento, às
I – PROMOVER A AÇÃO PENAL cabível; representações, requerimentos, petições e peças de
informação que lhe sejam encaminhadas, podendo este
II – INSTAURAR PROCEDIMENTO INVESTIGATÓRIO
prazo ser PRORROGADO, fundamentadamente, por ATÉ
CRIMINAL;
90 DIAS, nos casos em que sejam NECESSÁRIAS
III – ENCAMINHAR AS PEÇAS PARA O JUIZADO DILIGÊNCIAS PRELIMINARES.
ESPECIAL CRIMINAL, caso a infração seja de menor
potencial ofensivo; Art. 4º O procedimento investigatório criminal será
INSTAURADO por PORTARIA FUNDAMENTADA,
IV – PROMOVER fundamentadamente o respectivo devidamente registrada e autuada, com a indicação dos
ARQUIVAMENTO; fatos a serem investigados e deverá conter, sempre que
possível, o nome e a qualificação do autor da
V – REQUISITAR A INSTAURAÇÃO DE INQUÉRITO
representação e a determinação das diligências iniciais.
POLICIAL, indicando, sempre que possível, as
diligências necessárias à elucidação dos fatos, sem
Parágrafo único. Se, durante a instrução do procedimento
prejuízo daquelas que vierem a ser realizadas por
investigatório criminal, for constatada a necessidade de
iniciativa da autoridade policial competente.
investigação de OUTROS FATOS, o membro do Ministério
Público PODERÁ ADITAR a portaria inicial ou determinar a
Art. 3.º O procedimento investigatório criminal PODERÁ extração de peças para instauração de outro
SER INSTAURADO DE OFÍCIO, por membro do Ministério procedimento.
Público, no âmbito de suas atribuições criminais, ao tomar
conhecimento de infração penal de iniciativa pública, POR Art. 5º Da instauração do procedimento investigatório
QUALQUER MEIO, AINDA QUE INFORMAL, ou MEDIANTE criminal far-se-á comunicação imediata e,
PROVOCAÇÃO. preferencialmente, eletrônica ao Órgão Superior
competente, sendo dispensada tal comunicação em caso
§ 1º O procedimento investigatório criminal deverá de registro em sistema eletrônico.
tramitar, comunicar seus atos e transmitir suas peças,
preferencialmente, por meio eletrônico.
CAPÍTULO II - DAS INVESTIGAÇÕES CONJUNTAS
§ 2º A distribuição de peças de informação deverá
observar as regras internas previstas no sistema de Art. 6º O procedimento investigatório criminal PODERÁ
divisão de serviços. ser instaurado de forma CONJUNTA, por meio de FORÇA
TAREFA ou por GRUPO DE ATUAÇÃO ESPECIAL composto
§ 3º No caso de instauração de ofício, o procedimento por membros do Ministério Público, cabendo sua
investigatório criminal será distribuído livremente entre presidência àquele que o ato de instauração designar.
os membros da instituição que tenham atribuições para
apreciá-lo, incluído aquele que determinou a sua § 1º PODERÁ também ser instaurado procedimento
instauração, observados os critérios fixados pelos órgãos investigatório criminal, por meio de ATUAÇÃO CONJUNTA
especializados de cada Ministério Público e respeitadas entre MINISTÉRIOS PÚBLICOS DOS ESTADOS, da UNIÃO e
as regras de competência temporária em razão da de OUTROS PAÍSES.
§ 2º O arquivamento do procedimento investigatório O STF declarou que a expressão “para o
deverá ser objeto de controle e eventual revisão em cada interrogatório”, prevista no art. 260 do CPP, não foi
Ministério Público, cuja apreciação se limitará ao âmbito recepcionada pela Constituição Federal. (Info 906,
de atribuição do respectivo Ministério Público. STF)
Art. 260, CPP. Se o acusado não atender à intimação
§ 3º Nas hipóteses de investigações que se refiram a para o interrogatório, reconhecimento ou qualquer
temas que abranjam atribuições de mais de um órgão de outro ato que, sem ele, não possa ser realizado, a
execução do Ministério Público, os procedimentos autoridade poderá mandar conduzi-lo à sua presença.
investigatórios deverão ser objeto de arquivamento e
controle respectivo com observância das regras de ACUSADO ou INVESTIGADO TESTEMUNHA ou VÍTIMA
atribuição de cada órgão de execução.
NÃO cabe condução É POSSÍVEL condução
coercitiva coercitiva
CAPÍTULO III - DA INSTRUÇÃO
§ 1º Nenhuma autoridade pública ou agente de pessoa
Art. 7º O MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO, observadas jurídica no exercício de função pública poderá opor ao
as hipóteses de reserva constitucional de jurisdição e sem Ministério Público, sob qualquer pretexto, a exceção de
prejuízo de outras providências inerentes a sua atribuição sigilo, sem prejuízo da subsistência do caráter sigiloso da
funcional, PODERÁ: informação, do registro, do dado ou do documento que lhe
I – FAZER ou DETERMINAR VISTORIAS, INSPEÇÕES e seja fornecido, ressalvadas as hipóteses de reserva
QUAISQUER OUTRAS DILIGÊNCIAS, INCLUSIVE EM constitucional de jurisdição.
ORGANIZAÇÕES MILITARES;
II – REQUISITAR INFORMAÇÕES, EXAMES, PERÍCIAS e § 2º As respostas às requisições realizadas pelo
DOCUMENTOS de autoridades, órgãos e entidades da Ministério Público deverão ser encaminhadas, sempre
Administração Pública direta e indireta, da União, dos que determinado, em meio informatizado e apresentadas
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; em arquivos que possibilitem a migração de informações
III – REQUISITAR INFORMAÇÕES e DOCUMENTOS de para os autos do processo sem redigitação.
entidades privadas, inclusive de natureza cadastral;
IV – NOTIFICAR TESTEMUNHAS e VÍTIMAS e REQUISITAR § 3º As REQUISIÇÕES do Ministério Público serão feitas
sua CONDUÇÃO COERCITIVA, nos casos de ausência fixando-se prazo razoável de até 10 DIAS ÚTEIS para
injustificada, ressalvadas as prerrogativas legais; atendimento, PRORROGÁVEL mediante solicitação
V – ACOMPANHAR BUSCAS E APREENSÕES deferidas justificada.
pela autoridade judiciária;
VI – ACOMPANHAR CUMPRIMENTO DE MANDADOS DE § 4º RESSALVADAS AS HIPÓTESES DE URGÊNCIA, as
PRISÃO PREVENTIVA ou temporária deferidas pela NOTIFICAÇÕES PARA COMPARECIMENTO devem ser
autoridade judiciária; efetivadas com ANTECEDÊNCIA MÍNIMA DE 48 HORAS,
VII – EXPEDIR NOTIFICAÇÕES e INTIMAÇÕES necessárias; respeitadas, em qualquer caso, as prerrogativas legais
VIII – REALIZAR OITIVAS para colheita de informações e pertinentes.
esclarecimentos;
IX – ter ACESSO INCONDICIONAL a QUALQUER BANCO DE § 5º A NOTIFICAÇÃO deverá mencionar o FATO
DADOS de CARÁTER PÚBLICO ou relativo A SERVIÇO DE INVESTIGADO, SALVO NA HIPÓTESE DE DECRETAÇÃO DE
RELEVÂNCIA PÚBLICA; SIGILO, e a FACULDADE DO NOTIFICADO de se fazer
X – REQUISITAR auxílio de FORÇA POLICIAL. ACOMPANHAR POR DEFENSOR.

§ 6º As correspondências, notificações, requisições e


#Interdisciplinariedade #Processo Penal
intimações do Ministério Público quando tiverem como
DESTINATÁRIO o PRESIDENTE DA REPÚBLICA, o VICE-
PRESIDENTE da República, MEMBRO DO CONGRESSO
NACIONAL, MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, fiscalizar atividades cujos ilícitos possam também
MINISTRO DE ESTADO, MINISTRO DE TRIBUNAL caracterizar delito.
SUPERIOR, MINISTRO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA
UNIÃO ou CHEFE DE MISSÃO DIPLOMÁTICA de caráter § 3º A requisição referida no parágrafo anterior deverá ser
permanente serão encaminhadas e levadas a efeito pelo comunicada ao seu destinatário pelo meio mais expedito
PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA ou outro órgão do possível, e a oitiva deverá ser realizada, sempre que
Ministério Público a quem essa atribuição seja delegada. possível, no local em que se encontrar a pessoa a ser
ouvida.
§ 7º As notificações e requisições previstas neste artigo,
quando tiverem como DESTINATÁRIOS o GOVERNADOR § 4º O funcionário público, no cumprimento das diligências
DO ESTADO, os MEMBROS DO PODER LEGISLATIVO e os de que trata este artigo, após a oitiva da testemunha ou
DESEMBARGADORES, serão encaminhadas pelo informante, deverá imediatamente elaborar relatório
PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA ou outro órgão do legível, sucinto e objetivo sobre o teor do depoimento, no
Ministério Público a quem essa atribuição seja delegada. qual deverão ser consignados a data e hora aproximada
do crime, onde ele foi praticado, as suas circunstâncias,
§ 8º As autoridades referidas nos §§ 6º e 7º poderão FIXAR quem o praticou e os motivos que o levaram a praticar,
DATA, HORA e LOCAL em que puderem ser OUVIDAS, se bem ainda identificadas eventuais vítimas e outras
for o caso. testemunhas do fato, sendo dispensável a confecção do
referido relatório quando o depoimento for colhido
§ 9º O membro do Ministério Público será responsável mediante gravação audiovisual.
pelo uso indevido das informações e documentos que
requisitar, inclusive nas hipóteses legais de sigilo e de § 5º O Ministério Público, sempre que possível, deverá
documentos assim classificados. fornecer formulário para preenchimento pelo servidor
público dos dados objetivos e sucintos que deverão
Art. 8º A COLHEITA DE INFORMAÇÕES e DEPOIMENTOS constar do relatório.
deverá ser feita preferencialmente de forma ORAL,
mediante a GRAVAÇÃO AUDIOVISUAL, com o fim de obter § 6º O funcionário público que cumpriu a requisição deverá
maior fidelidade das informações prestadas. assinar o relatório e, se possível, também o deverá fazer a
testemunha ou informante.
§ 1º SOMENTE em casos EXCEPCIONAIS e
IMPRESCINDÍVEIS deverá ser feita a TRANSCRIÇÃO dos § 7º O interrogatório de suspeitos e a oitiva das pessoas
depoimentos colhidos na fase investigatória. referidas nos §§ 6º e 7º do art. 7º deverão necessariamente
ser realizados pelo membro do Ministério Público.
#Jurisprudência Correlata #Interdisciplinariedade
§ 8º As testemunhas, informantes e suspeitos ouvidos na
#Processo Penal fase de investigação serão informados do dever de
comunicar ao Ministério Público qualquer mudança de
endereço, telefone ou e-mail.
É válida a sentença proferida de forma oral na
audiência e registrada em meio audiovisual, ainda que
Art. 9º O autor do fato investigado poderá apresentar,
não haja a sua transcrição. (Info 641, STJ)
querendo, as informações que considerar adequadas,
FACULTADO o ACOMPANHAMENTO POR DEFENSOR.
§ 2º O membro do Ministério Público poderá requisitar o
cumprimento das diligências de oitiva de testemunhas ou
Súmula vinculante 5: A falta de defesa técnica por
informantes a servidores da instituição, policiais civis,
advogado no processo administrativo disciplinar não
militares ou federais, guardas municipais ou a qualquer
ofende a Constituição.
outro servidor público que tenha como atribuições
§ 4º O presidente do procedimento investigatório criminal
#Interdisciplinariedade
poderá delimitar o acesso do defensor aos elementos de
PROCESSO prova relacionados a diligências em andamento e ainda
PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO não documentados nos autos, quando houver risco de
INVESTIGATÓRIO PAD DURANTE comprometimento da eficiência, da eficácia ou da
CRIMINAL NO MP EXECUÇÃO finalidade das diligências.
PENAL (LEP)

PRECISA DE
Art. 10. As diligências serão documentadas em autos de
NÃO PRECISA DE NÃO PRECISA DE ADVOGADO modo sucinto e circunstanciado.
ADVOGADO ADVOGADO
(STF, 2010)
Art. 11. As INQUIRIÇÕES que devam ser realizadas FORA
DOS LIMITES TERRITORIAIS da unidade em que se realizar
§ 1º O DEFENSOR PODERÁ EXAMINAR, mesmo sem a investigação serão feitas, sempre que possível, por meio
procuração, autos de procedimento de investigação de VIDEOCONFERÊNCIA, podendo ainda ser deprecadas
criminal, findos ou em andamento, ainda que conclusos ao ao respectivo órgão do Ministério Público local.
presidente, podendo copiar peças e tomar apontamentos,
em meio físico ou digital. § 1º Nos casos referidos no caput deste artigo, o membro
do Ministério Público poderá optar por realizar
§ 2º Para os fins do parágrafo anterior, o DEFENSOR diretamente a inquirição com a prévia ciência ao órgão
DEVERÁ APRESENTAR PROCURAÇÃO, quando decretado ministerial local, que deverá tomar as providências
o SIGILO DAS INVESTIGAÇÕES, no todo ou em parte. necessárias para viabilizar a diligência e colaborar com o
cumprimento dos atos para a sua realização.
Sumula Vinculante 14: É direito do defensor, no
interesse do representado, ter acesso amplo aos § 2º A deprecação e a ciência referidas neste artigo
elementos de prova que, já documentados em poderão ser feitas por qualquer meio hábil de
procedimento investigatório realizado por órgão com comunicação.
competência de polícia judiciária, digam respeito ao
exercício do direito de defesa. § 3º O disposto neste artigo não obsta a requisição de
informações, documentos, vistorias, perícias a órgãos ou
organizações militares sediados em localidade diversa
#Jurisprudência Correlata #Interdisciplinariedade daquela em que lotado o membro do Ministério Público.
#Processo Penal
Art. 12. A pedido da pessoa interessada, será fornecida
comprovação escrita de comparecimento.

Não viola a SV 14 quando se nega que o investigado Art. 13. O procedimento investigatório criminal deverá ser
tenha acesso a peças que digam respeito a dados
CONCLUÍDO no PRAZO DE 90 DIAS, permitidas, por igual
sigilosos de terceiros e que não estejam relacionados
período, PRORROGAÇÕES SUCESSIVAS, por decisão
com o seu direito de defesa. (Info 964, STF)
fundamentada do membro do Ministério Público
responsável pela sua condução.
§ 3º O órgão de execução que presidir a investigação
velará para que o defensor constituído nos autos assista o § 1º Cada unidade do Ministério Público manterá, para
investigado durante a apuração de infrações, de forma a conhecimento dos órgãos superiores, controle
evitar a alegação de nulidade do interrogatório e, atualizado, preferencialmente por meio eletrônico, do
subsequentemente, de todos os elementos probatórios andamento de seus procedimentos investigatórios
dele decorrentes ou derivados, nos termos da Lei nº 8.906, criminais, observado o nível de sigilo e confidencialidade
de 4 de julho de 1994 (Estatuto da OAB).
que a investigação exigir, nos termos do art. 15 desta uso preferencial de meio eletrônico, desde que realizados
Resolução. de forma fundamentada pelas pessoas referidas no inciso
I, pelos seus procuradores com poderes específicos ou
§ 2º O controle referido no parágrafo anterior poderá ter por advogado, independentemente de fundamentação,
nível de acesso restrito ao Procurador-Geral da ressalvada a limitação de acesso aos autos sigilosos a
República, ao Procurador-Geral de Justiça, ao defensor que não possua procuração ou não comprove
Procurador-Geral de Justiça Militar e ao respectivo atuar na defesa do investigado;
Corregedor-Geral, mediante justificativa lançada nos III – no deferimento de PEDIDOS DE VISTA, realizados de
autos. forma fundamentada pelas pessoas referidas no inciso I
ou pelo defensor do investigado, pelo PRAZO DE 5 DIAS ou
CAPÍTULO IV - DA PERSECUÇÃO PATRIMONIAL outro que assinalar fundamentadamente o presidente do
procedimento investigatório criminal, com atenção à
restrição de acesso às diligências cujo sigilo tenha sido
Art. 14. A PERSECUÇÃO PATRIMONIAL voltada à determinado na forma do § 4º do art. 9º desta Resolução;
localização de qualquer benefício derivado ou obtido, IV – na prestação de informações ao público em geral, a
direta ou indiretamente, da infração penal, ou de bens ou critério do presidente do procedimento investigatório
valores lícitos equivalentes, com vistas à propositura de criminal, observados o princípio da presunção de
medidas cautelares reais, confisco definitivo e inocência e as hipóteses legais de sigilo.
identificação do beneficiário econômico final da conduta,
será realizada em ANEXO AUTÔNOMO DO Art. 16. O PRESIDENTE DO PROCEDIMENTO investigatório
PROCEDIMENTO INVESTIGATÓRIO CRIMINAL. criminal PODERÁ DECRETAR o SIGILO das investigações,
no todo ou em parte, por decisão fundamentada, quando a
§ 1º Proposta a ação penal, a instrução do procedimento elucidação do fato ou interesse público exigir, GARANTIDO
tratado no caput poderá prosseguir até que ultimadas as O ACESSO AOS AUTOS AO INVESTIGADO E AO SEU
diligências de persecução patrimonial. DEFENSOR, desde que munido de PROCURAÇÃO ou de
MEIOS QUE COMPROVEM ATUAR NA DEFESA DO
§ 2° Caso a investigação sobre a materialidade e autoria da INVESTIGADO, cabendo a ambos preservar o sigilo sob
infração penal já esteja concluída, sem que tenha sido pena de responsabilização.
iniciada a investigação tratada neste capítulo,
procedimento investigatório específico poderá ser Paragrafo único. Em caso de pedido da parte interessada
instaurado com o objetivo principal de realizar a para a expedição de certidão a respeito da existência de
persecução patrimonial. procedimentos investigatórios criminais, é VEDADO fazer
constar qualquer REFERÊNCIA ou ANOTAÇÃO sobre
CAPÍTULO V - PUBLICIDADE INVESTIGAÇÃO SIGILOSA.

Art. 15. Os atos e peças do procedimento investigatório CAPÍTULO VI - DOS DIREITOS DAS VÍTIMAS
criminal são PÚBLICOS, nos termos desta Resolução,
salvo disposição legal em contrário ou por razões de Art. 17. O membro do Ministério Público que preside o
interesse público ou conveniência da investigação. procedimento investigatório criminal esclarecerá a vítima
sobre seus direitos materiais e processuais, devendo
Parágrafo único. A publicidade consistirá: tomar todas as medidas necessárias para a preservação
I – na expedição de certidão, mediante requerimento do dos seus direitos, a reparação dos eventuais danos por ela
investigado, da vítima ou seu representante legal, do sofridos e a preservação da intimidade, vida privada,
Poder Judiciário, do Ministério Público ou de terceiro honra e imagem.
diretamente interessado;
II – no deferimento de pedidos de extração de cópias, com § 1º O membro do MINISTÉRIO PÚBLICO VELARÁ pela
atenção ao disposto no § 1º do art. 3º desta Resolução e ao
SEGURANÇA DE VÍTIMAS e TESTEMUNHAS que sofrerem
AMEAÇA ou que, de modo concreto, estejam SUSCETÍVEIS § 8º Nas investigações que apurem notícia de violência
A SOFRER INTIMIDAÇÃO por parte de acusados, de manifestada por agentes públicos em desfavor de
parentes deste ou pessoas a seu mando, PODENDO, VÍTIMAS NEGRAS, em atenção ao disposto no art. 53 da Lei
inclusive, REQUISITAR PROTEÇÃO POLICIAL em seu nº 12.288/2010 (Estatuto da Igualdade Racial), o MEMBRO
favor. DO MINISTÉRIO PÚBLICO DEVE LEVAR EM
CONSIDERAÇÃO, para além da configuração típico-penal,
§ 2º O MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO QUE PRESIDE o EVENTUAL HIPÓTESE DE VIOLÊNCIA SISTÊMICA,
procedimento investigatório criminal, no curso da ESTRUTURAL, PSICOLÓGICA, MORAL, ENTRE OUTRAS,
investigação ou mesmo após o ajuizamento da ação penal, para fins dos encaminhamentos previstos no presente
DEVERÁ PROVIDENCIAR o ENCAMINHAMENTO da VÍTIMA artigo. (2019)
ou de TESTEMUNHAS, caso presentes os pressupostos
legais, para INCLUSÃO EM PROGRAMA DE PROTEÇÃO DE CAPÍTULO VII - DO ACORDO DE NÃO-PERSECUÇÃO
ASSISTÊNCIA A VÍTIMAS E A TESTEMUNHAS AMEAÇADAS PENAL
ou em PROGRAMA DE PROTEÇÃO A CRIANÇAS E
ADOLESCENTES AMEAÇADOS, conforme o caso.
A Resolução é anterior ao Pacote Anticrime, que
§ 3º Em caso de medidas de proteção ao investigado, as instituiu o Acordo de Não Persecução Penal no CPP.
vítimas e testemunhas, o membro do Ministério Público Vide quadro comparativo ao final deste Capítulo.
observará a TRAMITAÇÃO PRIORITÁRIA do feito, bem
como providenciará, se o caso, a oitiva antecipada dessas
pessoas ou pedirá a antecipação dessa oitiva em juízo.
Art. 18. NÃO SENDO O CASO DE ARQUIVAMENTO, o
§ 4º O MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO QUE PRESIDE o MINISTÉRIO PÚBLICO PODERÁ propor ao investigado
procedimento investigatório criminal PROVIDENCIARÁ o ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO PENAL quando,
ENCAMINHAMENTO da vítima e outras pessoas atingidas cominada PENA MÍNIMA INFERIOR A 4 ANOS e o crime
pela prática do fato criminoso apurado À REDE DE NÃO FOR COMETIDO COM VIOLÊNCIA ou GRAVE
ASSISTÊNCIA, para ATENDIMENTO MULTIDISCIPLINAR, AMEAÇA a pessoa, o investigado tiver CONFESSADO
especialmente nas áreas psicossocial, de assistência formal e circunstanciadamente a sua prática,
jurídica e de saúde, a expensas do ofensor ou do Estado. mediante as seguintes CONDIÇÕES, ajustadas
CUMULATIVA OU ALTERNATIVAMENTE:
§ 5º Nos procedimentos de acolhimento, oitiva e atenção à
I – REPARAR O DANO ou RESTITUIR A COISA à vítima,
vítima, o membro do Ministério Público diligenciará para
salvo impossibilidade de fazê-lo;
que a ela seja assegurada a possibilidade de prestar
declarações e informações em geral, eventualmente II – RENUNCIAR VOLUNTARIAMENTE A BENS e
sugerir diligências, indicar meios de prova e deduzir DIREITOS, indicados pelo Ministério Público como
alegações, que deverão ser avaliadas instrumentos, PRODUTO ou PROVEITO DO CRIME;
fundamentadamente pelo Ministério Público. (2019)
III – PRESTAR SERVIÇO À COMUNIDADE ou a
§ 6º Os PROCEDIMENTOS previstos nesse artigo ENTIDADES PÚBLICAS por PERÍODO
PODERÃO SER ESTENDIDOS AOS FAMILIARES DA VÍTIMA. CORRESPONDENTE À PENA MÍNIMA COMINADA AO
(2019) DELITO, DIMINUÍDA DE UM A DOIS TERÇOS, em local a
ser indicado pelo Ministério Público;
§ 7º O MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DEVERÁ
IV – PAGAR PRESTAÇÃO PECUNIÁRIA, a ser estipulada
diligenciar para a COMUNICAÇÃO DA VÍTIMA ou, na
nos termos do art. 45 do Código Penal, a entidade
ausência desta, dos seus RESPECTIVOS FAMILIARES
pública ou de interesse social a ser indicada pelo
sobre o OFERECIMENTO DE AÇÃO PENAL. (2019)
Ministério Público, devendo a prestação ser destinada
preferencialmente àquelas entidades que tenham
como função proteger bens jurídicos iguais ou IV – o AGUARDO para o cumprimento do acordo POSSA
semelhantes aos aparentemente lesados pelo delito; ACARRETAR a PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO
V – cumprir OUTRA CONDIÇÃO ESTIPULADA PELO PUNITIVA estatal;
MINISTÉRIO PÚBLICO, desde que proporcional e V – o delito for HEDIONDO ou EQUIPARADO e nos casos
compatível com a infração penal aparentemente de incidência da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006;
praticada.
VI – a celebração do acordo NÃO atender ao que seja
NECESSÁRIO e SUFICIENTE para a REPROVAÇÃO e
PREVENÇÃO DO CRIME.
#Jurisprudência Correlata (2021)

§ 2º A CONFISSÃO DETALHADA dos fatos e as TRATATIVAS


O Judiciário não pode impor ao Ministério Público a
DO ACORDO serão registrados pelos meios ou recursos
obrigação de ofertar acordo de não persecução penal
de GRAVAÇÃO AUDIOVISUAL, destinados a obter maior
(ANPP).
fidelidade das informações, e o investigado deve estar
Não se tratando de manifesta inadmissibilidade do
sempre acompanhado de seu defensor.
ANPP, a defesa pode requerer o reexame de sua
negativa, nos termos do art. 28-A, § 14, do CPP, não
§ 3º O acordo será formalizado nos autos, com a
sendo legítimo, em regra, que o Judiciário controle o
qualificação completa do investigado e estipulará de
ato de recusa, quanto ao mérito, a fim de impedir a
modo claro as suas condições, eventuais valores a serem
remessa ao órgão superior no MP. Isso porque a
restituídos e as datas para cumprimento, e será FIRMADO
redação do art. 28-A, § 14, do CPP determina a iniciativa
pelo MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO, pelo
da defesa para requerer a sua aplicação. (Info 1017,
INVESTIGADO e seu DEFENSOR.
STF, 2021)

Diferente do procedimento investigatório, no acordo


de não persecução penal, a presença do defensor é
§ 1º NÃO SE ADMITIRÁ a proposta nos casos em que:
obrigatória.
I – for CABÍVEL A TRANSAÇÃO PENAL, nos termos da
lei; § 4º Realizado o acordo, a VÍTIMA SERÁ COMUNICADA por
qualquer meio idôneo, e os autos serão submetidos à
II – o DANO CAUSADO FOR SUPERIOR A VINTE
apreciação judicial.
SALÁRIOS MÍNIMOS ou a PARÂMETRO ECONÔMICO
DIVERSO definido pelo respectivo órgão de revisão,
§ 5º Se o JUIZ CONSIDERAR o acordo CABÍVEL e as
nos termos da regulamentação local;
condições adequadas e suficientes, DEVOLVERÁ OS
III – o investigado incorra em alguma das hipóteses AUTOS AO MINISTÉRIO PÚBLICO para sua
previstas no art. 76, § 2º, da Lei nº 9.099/95 (TER SIDO implementação.
CONDENADO, POR CRIME, À PENA PRIVATIVA DE
LIBERDADE, por sentença definitiva; ter sido § 6º Se o JUIZ CONSIDERAR INCABÍVEL o acordo, bem
BENEFICIADO ANTERIORMENTE, no prazo de CINCO como inadequadas ou insuficientes as condições
ANOS, pela TRANSAÇÃO PENAL; NÃO INDICAREM OS celebradas, fará REMESSA DOS AUTOS AO
ANTECEDENTES, a CONDUTA SOCIAL e a PROCURADOR-GERAL ou ÓRGÃO SUPERIOR INTERNO
PERSONALIDADE do agente, bem como os MOTIVOS E responsável por sua apreciação, nos termos da legislação
AS CIRCUNSTÂNCIAS, ser necessária e suficiente a vigente, que poderá adotar as seguintes providências:
adoção da medida); I – OFERECER DENÚNCIA ou DESIGNAR OUTRO MEMBRO
para oferecê-la;
II – COMPLEMENTAR AS INVESTIGAÇÕES ou DESIGNAR
OUTRO MEMBRO para complementá-la;
III – REFORMULAR A PROPOSTA DE ACORDO de não O EVENTUAL NÃO OFERECIMENTO DE SUSPENSÃO
persecução, para apreciação do investigado; CONDICIONAL DO PROCESSO.
IV – MANTER O ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO, que
VINCULARÁ TODA A INSTITUIÇÃO. § 11 CUMPRIDO INTEGRALMENTE o acordo, o Ministério
Público promoverá o ARQUIVAMENTO DA INVESTIGAÇÃO,
JUIZ CONSIDERA nos termos desta Resolução.
JUIZ CONSIDERA CABÍVEL
INCABÍVEL
§ 12 As disposições deste Capítulo NÃO SE APLICAM aos
Remete ao PGR/PGJ ou DELITOS COMETIDOS POR MILITARES que afetem a
Órgáo Superior para:
hierarquia e a disciplina.
I – oferecer denúncia ou
designar outro membro para § 13 Para AFERIÇÃO DA PENA MÍNIMA cominada ao delito,
oferecê-la;
a que se refere o caput, SERÃO CONSIDERADAS as causas
II – complementar as
de AUMENTO e DIMINUIÇÃO aplicáveis ao caso concreto.
investigações ou designar
Devolve os autos ao MP outro membro para
complementá-la; ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO PENAL
III – reformular a proposta de
acordo de não persecução, RESOLUÇÃO 181 CPP
para apreciação do
investigado; REQUISITOS:
REQUISITOS:
IV – manter o acordo de não PENA MÍNIMA INFERIOR A 4
persecução, que vinculará PENA MÍNIMA INFERIOR A 4 ANOS;
toda a instituição. ANOS;
NÃO SER CASO DE
NÃO FOR COMETIDO COM ARQUIVAMENTO;
§ 7º O ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO PODERÁ ser VIOLÊNCIA ou GRAVE
AMEAÇA; Investigado CONFESSADO
CELEBRADO na MESMA OPORTUNIDADE DA AUDIÊNCIA formal e
DE CUSTÓDIA. O investigado tiver circunstancialmente; e
CONFESSADO formal e
circunstanciadamente SEM VIOLÊNCIA ou GRAVE
§ 8º É dever do investigado comunicar ao Ministério AMEAÇA
Público eventual mudança de endereço, número de
CONDIÇÕES: CONDIÇÕES:
telefone ou e-mail, e comprovar mensalmente o I – reparar o dano ou restituir
cumprimento das condições, independentemente de a coisa à vítima, salvo impos I - reparar o dano ou restituir a
sibilidade de fazê-lo; coisa à vítima, exceto na
notificação ou aviso prévio, devendo ele, quando for o II – renunciar voluntariamen impossibilidade de fazê-lo;
caso, por iniciativa própria, apresentar imediatamente e te a bens e direitos, indicados
pelo Ministério Público como II - renunciar voluntariamente a
de forma documentada eventual justificativa para o não bens e direitos indicados pelo
instrumentos, produto ou pro
cumprimento do acordo. veito do crime; Ministério Público como
III – prestar serviço à instrumentos, produto ou
proveito do crime;
§ 9º DESCUMPRIDAS QUAISQUER DAS CONDIÇÕES comunidade ou a entidades
públicas por período III - prestar serviço à
estipuladas no acordo ou NÃO OBSERVADOS OS
correspondente à pena mínima comunidade ou a entidades
DEVERES do parágrafo anterior, no prazo e nas condições cominada ao delito, diminuída de públicas por período
estabelecidas, o MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO um a dois terços, em local a ser correspondente à pena mínima
DEVERÁ, se for o caso, IMEDIATAMENTE OFERECER indicado pelo Ministério Público; cominada ao delito diminuída de
DENÚNCIA. IV – pagar prestação pecuniária, um a dois terços, em local a ser
a ser estipulada nos termos do indicado pelo juízo da execução,
art. 45 do CP, a entidade pública na forma do art. 46 do Código
§ 10 O DESCUMPRIMENTO DO ACORDO de não persecução Penal;
ou de interesse social a ser
pelo investigado também PODERÁ ser utilizado pelo indicada pelo MP, devendo a IV - pagar prestação pecuniária,
membro do Ministério Público como JUSTIFICATIVA PARA prestação ser destinada a ser estipulada nos termos
preferencialmente àquelas do art. 45 do Código Penal, a
entidades que tenham como entidade pública ou de interesse ARQUIVAMENTO dos autos ou das peças de informação,
função proteger bens jurídicos social, a ser indicada pelo juízo
fazendo-o fundamentadamente.
iguais ou semelhantes aos da execução, que tenha,
aparentemente lesados pelo preferencialmente, como
delito; função proteger bens jurídicos § 1º A promoção de arquivamento será apresentada ao
V – cumprir outra condição iguais ou semelhantes aos juízo competente, nos moldes do art. 28 do Código de
aparentemente lesados pelo
estipulada pelo ministério Processo Penal, ou ao órgão superior interno responsável
delito; ou
público, desde que proporcional por sua apreciação, nos termos da legislação vigente.
e compatível com a infração V - cumprir, por prazo
penal aparentemente praticada. determinado, outra condição
indicada pelo Ministério Público, § 2º Na hipótese de arquivamento do procedimento
desde que proporcional e investigatório criminal, ou do inquérito policial, quando
compatível com a infração penal amparado em acordo de não persecução penal, nos
imputada.
termos do artigo anterior, a promoção de arquivamento
NÃO CABÍVEL nos casos em NÃO CABÍVEL: será necessariamente apresentada ao juízo competente,
que: I - se for cabível transação nos moldes do art. 28 do Código de Processo Penal.
I – for cabível a transação penal, penal de competência dos
nos termos da lei; Juizados Especiais Criminais,
§ 3º Na hipótese de ARQUIVAMENTO do PROCEDIMENTO
nos termos da lei;
II – o dano causado for superior INVESTIGATÓRIO CRIMINAL, ou do INQUÉRITO POLICIAL,
a vinte salários mínimos ou a II - se o investigado for
o MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DEVERÁ
parâmetro econômico diverso reincidente ou se houver
definido pelo respectivo órgão elementos probatórios que DILIGENCIAR PARA A COMUNICAÇÃO DA VÍTIMA a
de revisão, nos termos da indiquem conduta criminal respeito do seu pronunciamento. (2019)
regulamentação local; habitual, reiterada ou
profissional, exceto se
III – o investigado incorra em § 4º Na hipótese do parágrafo anterior, admite-se, por
insignificantes as infrações
alguma das hipóteses previstas opção do ofendido, o uso de meio eletrônico para
penais pretéritas;
no art. 76, § 2º, da Lei nº
III - ter sido o agente comunicação. (2019)
9.099/95;
beneficiado nos 5 (cinco) anos
IV – o aguardo para o
cumprimento do acordo possa
anteriores ao cometimento da Art. 20. Se houver NOTÍCIA DA EXISTÊNCIA DE NOVOS
infração, em acordo de não
acarretar a prescrição da ELEMENTOS DE INFORMAÇÃO, PODERÁ o membro do
persecução penal, transação
pretensão punitiva estatal; Ministério Público requerer o DESARQUIVAMENTO dos
penal ou suspensão condicional
V – o delito for hediondo ou do processo; e autos, providenciando-se a comunicação a que se refere o
equiparado e nos casos de art. 5º desta Resolução.
IV - nos crimes praticados no
incidência da Lei nº 11.340/06;
âmbito de violência doméstica
VI – a celebração do acordo não ou familiar, ou praticados
atender ao que seja necessário contra a mulher por razões da CAPÍTULO VII - DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E
e suficiente para a reprovação e condição de sexo feminino, em TRANSITÓRIAS
prevenção do crime. favor do agressor.

Da decisão que RECUSAR a Art. 21. No procedimento investigatório criminal serão


- homologação de ANPP cabe observados os direitos e as garantias individuais
RESE. consagrados na Constituição da República Federativa do
Brasil, bem como as prerrogativas funcionais do
investigado, aplicando-se, no que couber, as normas do
Código de Processo Penal e a legislação especial
CAPÍTULO VII - DA CONCLUSÃO E DO ARQUIVAMENTO
pertinente.

Art. 19. Se o membro do Ministério Público responsável Parágrafo único (Revogado)


pelo procedimento investigatório criminal se convencer
da INEXISTÊNCIA DE FUNDAMENTO para a propositura de Art. 22. Os órgãos do Ministério Público deverão promover
ação penal pública, nos termos do art. 17, promoverá o a adequação dos procedimentos de investigação em curso
aos termos da presente Resolução, no prazo de 90 dias a Art. 24. Fica revogada a Resolução CNMP nº 13, de 2 de
partir de sua entrada em vigor outubro de 2006. Brasília-DF, 7 de agosto de 2017.

Art. 23. Esta Resolução entra em vigor na data de sua RODRIGO JANOT MONTEIRO DE BARROS
publicação. Presidente do Conselho Nacional do Ministério Público

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