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Inclusão de LIBRAS em Cursos Técnicos de Saúde

Este documento propõe a inclusão da Língua Brasileira de Sinais (Libras) como disciplina eletiva nos cursos técnicos de saúde para promover a inclusão e o atendimento adequado à população surda. O projeto visa fazer um levantamento bibliográfico sobre a importância da Libras e verificar a melhor forma de implementá-la no currículo para atender as necessidades dos surdos e cumprir a legislação pertinente. A metodologia inclui pesquisa em publicações científicas usando palavras-ch

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darlison.silva
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Tópicos abordados

  • Comunicação,
  • Qualidade de Vida,
  • Inclusão de Surdos,
  • Referencial Teórico,
  • Acessibilidade à Informação,
  • Artigos Científicos,
  • Critérios de Inclusão,
  • Integração Social,
  • Legislação,
  • Autonomia
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Inclusão de LIBRAS em Cursos Técnicos de Saúde

Este documento propõe a inclusão da Língua Brasileira de Sinais (Libras) como disciplina eletiva nos cursos técnicos de saúde para promover a inclusão e o atendimento adequado à população surda. O projeto visa fazer um levantamento bibliográfico sobre a importância da Libras e verificar a melhor forma de implementá-la no currículo para atender as necessidades dos surdos e cumprir a legislação pertinente. A metodologia inclui pesquisa em publicações científicas usando palavras-ch

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  • Qualidade de Vida,
  • Inclusão de Surdos,
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  • Artigos Científicos,
  • Critérios de Inclusão,
  • Integração Social,
  • Legislação,
  • Autonomia

SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE PERNAMBUCO


SECRETARIA EXECUTIVA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL
GERÊNCIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO RECIFE NORTE
ESCOLA TÉCNICA ESTADUAL ALMIRANTE SOARES DUTRA

PRÉ-PROJETO INTEGRADOR
Título do Projeto:
A INCLUSÃO DA LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS (LIBRAS) COMO COMPONENTE CURRICULAR
ELETIVO NOS CURSOS TÉCNICOS DE SAÚDE
Eixo Temático:
Multidisciplinar: Educação
Curso Técnico:
Análises Clínicas
Membros do Grupo de Trabalho: (nomes completos, sem abreviar, em ordem alfabética)
1. Fernanda Felizardo de Souza
2. Gaby Carvalho Alves
3. Jerlândia Silva do Nascimento
4. Nívea Carolina Santana da Silva
Educador Orientador da Turma:
Priscila Marcelino
Orientador Técnico do Projeto:
Priscila Marcelino
Introdução: (deve constar breve apresentação, objetivo geral, objetivos específicos e justificativa)
Breve Apresentação:
A Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015, que institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com
Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), foi criada com o objetivo garantir e promover
equidade e condições dignas à parcela social em condições de deficiência, além de assegurar o
exercício dos direitos e liberdades fundamentais destes cidadãos, assegurando sua inclusão social
(BRASIL, 2015).
O estabelecimento dessa Lei possibilita que todos os cidadãos, a despeito de suas
especificidades, disponham de acessibilidade à informação, ao conhecimento e à comunicação. Desta
forma, a formação escolar e as demais instituições educacionais são de fundamental importância, uma
vez que promovem, além da educação, um espaço de troca social e cultural, possibilitando a inserção
de todos nas várias camadas civis (VASCONCELOS, 2017).
Ultrapassando as barreiras educacionais, a inclusão é um segmento dos movimentos político e
social. Neste contexto, este Projeto Integrador aborda a reflexão sobre a aplicação curricular da
Língua de Brasileira de Sinais (LIBRAS) em formações técnicas de saúde, uma vez que a
acessibilidade da comunidade surda aos serviços básicos no Brasil é precária, resultando em danos à
qualidade do atendimento prestado, na autonomia e no autocuidado, sendo, assim, fundamental a
existência de profissionais que conheçam e saibam a LIBRAS ao ofertar um serviço básico
(ARAGÃO et al., 2015; OLIVEIRA et al., 2012).

Objetivo Geral: Implantar o ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras) como disciplina eletiva
nas escolas técnicas de saúde.
Objetivos Específicos:
- Fazer um levantamento bibliográfico quanto às Leis pertinentes à Língua Brasileira de Sinais no
contexto educacional;
- Mostrar a importância da LIBRAS enquanto ferramenta de inclusão para os profissionais em formação
em cursos técnicos de saúde; e
- Verificar a melhor forma de atender as necessidades do público surdo em sua interação, a partir da
implementação da LIBRAS no currículo.
Justificativa:
A escassez de instituições e profissionais aptos ao atendimento a minorias acarreta no em desigualdade e fere a
integridade da Pessoa com Deficiência Auditiva, suprimindo seus direitos e gerando frustrações, agravando
problemas de saúde ou até mesmo dificultando suas atividades na sociedade (RODRIGUES; DAMIÃO, 2014),
ferindo também a Lei nº 10.436, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais e dá outras providências,
estabelece que a LIBRAS deve ser garantida, por parte do poder público em geral e empresas concessionárias
de serviços públicos, de modo a apoiar seu o uso e difusão (BRASIL, 2002). Assim, a introdução da Libras no
currículo favorece e colabora com o desenvolvimento humanizado e inclusivo dos estudantes de saúde, sendo
uma importante ferramenta de política pública.
Referencial Teórico
O processo comunicativo é essencial para criação de laços e relações interpessoais, uma vez que ele
possibilita interações e trocas. Em setores que oferecem serviços de saúde, a comunicação é uma ferramenta
importante para o estabelecimento de uma relação profissional-paciente, fornecendo qualidade e assistência
adequada. No contexto da pessoa surda, percebe-se um nível alto de desistência na busca por serviços de saúde,
principalmente, por conta da dificuldade em se comunicar com os profissionais da área e do preconceito
vivenciado durante o processo, ou seja, tal afastamento entre profissionais e pessoas surdas impacta diretamente
na integridade física e mental do indivíduo (LOPES; VIANNA; SILVA, 2017).
A inserção da LIBRAS em cursos técnicos de saúde possibilita a formação de pessoas aptas ao
atendimento ao público de forma geral, sem exclusão ou discriminação, desfazendo as barreiras comunicativas
existentes por anos no País, na tentativa de evitar o comprometimento da autonomia e independência da pessoa
surda. O Brasil, ao longo dos anos, tem possibilitado a inclusão de pessoas surdas em sua legislação, buscando
gerar oportunidades e respeito às diferenças e implementado e aperfeiçoando as legislações nacionais (LOPES;
VIANNA; SILVA, 2017; SOUZA; SANTOS, 2019).
A instauração da Lei de nº 10.436 de 2002, que determina questões sobre a LIBRAS, estabelecendo-a
como meio legal de comunicação e expressão, que a mesma tenha assegurado o apoio quanto a sua aplicação
prática e a sua propagação via poder público e empresas concessionárias de serviços públicos, além de
apresentar garantias quanto ao atendimento e tratamento adequado aos portadores de deficiência auditiva em
instituições públicas e empresas concessionárias de serviços públicos de assistência à saúde (BRASIL, 2002).
A inserção da LIBRAS no âmbito do ensino-aprendizagem se torna obrigatória em cursos de Instituições
de Ensino Superior (IES), que formam professores e fonoaudiólogos, e de Instituições de Educação Básica, com
foco no Ensino Médio, sejam estes estabelecimentos públicos ou privados, podendo ser optativa nos demais
cursos de educação superior e da educação profissional, conforme Brasil (2005).
Isso significa que o ensino de Libras só é obrigatório pela legislação para o curso de saúde de
fonoaudiologia, sendo, ademais, incluso para os cursos de licenciatura, ou seja, não há obrigatoriedade para o
desenvolvimento de programas educativos para outros cursos de saúde que interagem com o público, como
medicina, enfermagem, ou técnico em saúde, limitando e segregando essa importante parcela da população
(SOUZA; PORROZZI, 2009).
Souza e Porrozzi (2009) ressaltam a necessidade de considerar a surdez enquanto condição heterogênea, i.
e., que possui variáveis formas, onde cada paciente surdo apresentará características e contextos diferentes
quanto à comunicação, seja ele oralizado ou não. Logo, a inserção da disciplina de Libras em cursos técnicos
que formam profissionais de saúde torna possível a inclusão, autonomia e, até mesmo, um atendimento de
qualidade a pacientes surdos, favorecendo o atendimento de forma integral e contribuindo para a visibilidade da
população surda na atenção à saúde.
Materiais e Métodos
A metodologia adotada será através da análise bibliográfica, feita a partir do levantamento de referências
teóricas já analisadas e publicadas por meios escritos e eletrônicos, com a finalidade de identificar as
informações acerca da temática, os procedimentos metodológicos para executá-la e os mecanismos adequados
ao seu desenvolvimento (FONSECA, 2002).
Fundamentada na abordagem qualitativa, que, visa compreender, descrever e elucidar os fenômenos
sociais de formas distintas, através da análise de documentos ou traços semelhantes de experiências e
integrações, viabilizando uma descrição direta dos dados encontrados. Além disso, esse método favorece a
compreensão das necessidades sociais a serem investigadas, gerando sugestões para novos estudos (FLICK,
2009).
A pesquisa será desenvolvida a partir do levantamento em publicações científicas das bases de relevância
técnica: Scielo, Capes (Web of Science e Scopus) e BDTD (Biblioteca Digital Brasileira de Teses e
Dissertações), além da Legislação, plataformas de universidades e artigos publicados em eventos científicos.
Com base nos elementos levantados, serão analisadas as publicações que focam na aplicação da LIBRAS
enquanto disciplina em cursos técnico ou superior. Buscar-se-á identificar a sua importância e como sua
proposta favorece a inclusão e a sociedade em geral.
 Critérios de Inclusão e Exclusão
Serão incluídos na pesquisa os trabalhos e artigos que estejam relacionados a LIBRAS enquanto
disciplina nos ambientes de ensino técnico e superior apenas na área de saúde, as vantagens e
desvantagens, o funcionamento do processo de implementação, que estejam em Português ou Inglês e
disponíveis, gratuitamente, para leitura completa do texto; e serão excluídos os trabalhos que abordam
outros tópicos dessa temática, ou trabalhos repetidos, que estejam em outra língua que não as
supramencionadas, ou, ainda, disponíveis apenas para leitura parcial, só do resumo ou pago.
 Coleta de Dados
Será realizada uma pesquisa nas plataformas científicas sobre a temática, utilizando as palavras-chave:
“LIBRAS como disciplina do Ensino Técnico”, “LIBRAS como disciplina optativa” “Importância da
LIBRAS” e “Inclusão de surdos na sociedade”, em seguida, serão selecionados os artigos que
apresentem maior relevância, utilizando os critérios de inclusão e exclusão propostos, conforme o seu
título. Após separar esses trabalhos, serão lidos os resumos, para analisar qual se enquadra na pesquisa.
Em seguida, serão lidos: introdução, objetivos, referencial teórico e resultados, a fim de identificar se os
objetivos foram alcançados e se há relação com a proposta deste trabalho.
Resultados Esperados
Espera-se estimular a acessibilidade e inclusão da pessoa surda nos diversos âmbitos sociais, garantindo seus
direitos e melhorando a qualidade de vida dessa comunidade. Espera-se, também, favorecer e colaborar com o
desenvolvimento humanizado e inclusivo dos estudantes e profissionais de saúde, além de enriquecê-los
culturalmente, destacando-os no ambiente de trabalho a partir de um atendimento diferenciado e inclusivo,
sendo uma importante ferramenta de política pública.
Cronograma
Procedimentos Set Out Nov Dez Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
22 22 22 22 2023 23 23 23 23 23 23 23 23 23
Definição do Tema X X

Pesquisa de X
Viabilidade do
Tema
Realização do X X
Escopo do Projeto
Revisão X X X
Bibliográfica
Discussão Teórica X X

Coleta de Dados X X

Análise e X X
Interpretação
Elaboração do X
sumário provisório
Redação do X X X
Projeto Integrador

Revisão da X X
Redação
Entrega do Projeto X
Integrador
Apresentação do X
Projeto Integrador
Local e Data
Recife – 2023
Referências
ARAGÃO, J. S. et al. Um estudo da validade de conteúdo de sinais, sintomas e doenças/agravos em
saúde expressos em LIBRAS. Rev. Latino-Am. Enfermagem, v. 23, n. 6, p. 1014-1023, 2015.

BRASIL. Casa Civil. Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002. Dispõe sobre a Língua Brasileira de
Sinais - Libras e dá outras providências. Brasília: Subchefia para Assuntos Jurídicos, 2002.

BRASIL. Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005. Regulamenta a Lei no 10.436, de 24 de


abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais – Libras, e o art. 18 da Lei nº 10.098, de
19 de dezembro de 2000. Coordenação de Estudos Legislativos – CEDI, 2005.

BRASIL. Secretaria Geral. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão
da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Brasília: Subchefia para Assuntos
Jurídicos, 2015.

FLICK, U. Desenho da pesquisa qualitativa. Porto Alegre: Artmed, 2009.

FONSECA, J. Metodologia da Pesquisa Científica. Fortaleza: UEC, 2002.

LOPES, R. M.; VIANNA, N. G; SILVA, E. M. Comunicação do surdo com profissionais de saúde na


busca da integralidade. Rev. Saúde e Pesqui., v. 10, n. 2, p. 213-221, 2017. DOI:
[Link]

OLIVEIRA, Y. C. A. et al.A língua brasileira de sinais na formação dos profissionais de Enfermagem,


Fisioterapia e Odontologia no estado da Paraíba, Brasil. Interface (Botucatu): comunicação, saúde,
educação. v. 16, n. 43, p. 995-1008, 2012.

RODRIGUES, S. C. M.; DAMIÃO, G. C. Ambiente Virtual: auxílio ao atendimento de enfermagem


para surdos com base no protocolo de Atenção Básica. Rev. Esc. Enferm. USP, v. 48, n. 4, p. 731-
738, 2014.

SOUZA, J. C. S; SANTOS, M. C. Libras na educação: limites e possibilidades. Revista Educação


Pública, v. 19, nº 13, p. 1-4, 2019.

SOUZA, M. T.; PORROZZI, R. Ensino de Libras para os profissionais de saúde: uma necessidade
premente. Rev. Práxis., v. 2, n. 1, p. 43-46. DOI: [Link]

VASCONCELOS, T. A. S. et al. A comunicação entre ouvintes e pessoas surdas através da LIBRAS


nos espaços públicos. Revista Semiárido De Visu, Petrolina, PE, v. 4, n. 2, p. 70-76, 2017.

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