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A Historia Do Body Piercing

O documento descreve a história do body piercing, desde suas origens há 5000 anos em tribos indígenas até seu renascimento na moda nos anos 1970. O piercing foi usado por muitas culturas para ritos de passagem ou status. Embora tenha caído em desuso no século XX, ressurgiu na contracultura punk dos anos 1990.

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A Historia Do Body Piercing

O documento descreve a história do body piercing, desde suas origens há 5000 anos em tribos indígenas até seu renascimento na moda nos anos 1970. O piercing foi usado por muitas culturas para ritos de passagem ou status. Embora tenha caído em desuso no século XX, ressurgiu na contracultura punk dos anos 1990.

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HISTÓRIA DA PERFURAÇÃO
CORPORAL

A história do BodyPiercing é extremante


linda e importante para que você entenda
como tudo começou.
As tribos indígenas sempre fizeram uso dos
adornos corporais. Muitas vezes, a
inserção dos adornos, representa
um rito de passagem ou um
grau de evolução.

Embora o cultivo do
piercing como adorno
corporal seja moda na
sociedade
contemporânea, esta
prática de transformar
o corpo físico,
perfurando-o, com o
objetivo de inserir
fragmentos metálicos
assépticos, é uma
tradição há pelo
menos 5000 anos na
história da
humanidade.
Historicamente ele tinha uma conotação similar a da
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tatuagem, no sentido de exprimir escolhas individuais, de


traduzir um rito sagrado, ou de conferir status nobre à
determinadas pessoas. No mundo contemporâneo ele
também adquiriu outro sentido, mais estético, menos
existencial, tornando- se mais um item fashion.
Entre os habitantes da Nova-Guiné eles têm a finalidade de
conceder a quem os usa as qualidades do animal do qual
estes enfeites são extraídos. Eles adornam especialmente o
nariz e também estão presentes na arte corporal. Os Kayapós
também recorrem aos piercings para furar as orelhas dos
bebês e enfeitar o lábio inferior das
crianças. Seu líder se destaca dos
demais membros ao exibir,
nos eventos privados,
um objeto de
quartzo nos
lábios.
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A história deste adorno tem início com as primeiras

comunidades e clãs das raças ancestrais. Ele

estava presente nas tribos de todo o planeta, nas

castas indianas, entre os faraós egípcios e

legionários romanos. Nos séculos XVIII e XIX este

hábito se disseminou entre os aristocratas, porém

foi relegado à obscuridade no século XX. A partir

de 1970, porém, eclodiu mais uma vez

através dos ícones da moda londrina e

dos criadores artísticos que

frequentam o circuito alternativo.

Seu retorno atinge o ápice nos

anos 90 com o movimento

punk, que utilizava os

adornos corporais

como forma de

expressar sua

rebeldia.
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O piercing historicamente mais usado é o inserido no lóbulo


da orelha; normalmente ela conferia a quem o usava o
status da fortuna; hoje é o meio mais comum de exibir um
objeto de adorno precioso. Os romanos acreditavam que
este artefato lhe proporcionaria vastos recursos financeiros e
sensualidade.
No nariz o piercing passou a ser usado há pelo menos 4000
anos, no Oriente Médio, depois se disseminou pelas terras
indianas no século XVI. Aí o nostril, como era conhecido, foi
absorvido pelos mais ilustres. Desta forma este adorno
ganhou conotações de status social. Nas décadas de 60 e
70 este enfeite foi importado pelos hippies para o Ocidente;
nos anos 80 e 90 foi rapidamente assumido pelos punks
e outras tribos. Ainda hoje preserva sua
popularidade.
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O piercing utilizado na língua era muito


comum entre Astecas e Maias,
distinguindo os sacerdotes dos
templos. Eles acreditavam que,
através desta prática, poderiam
interagir melhor com as
divindades. Atualmente os
jovens modernos
continuam a adotá-lo,
mesmo que seu
sentido original
tenha se perdido.
Estes mesmos
povos cultivavam o
uso destes enfeites
na boca e nos
lábios, considerados
órgãos repletos de
poder e
sensualidade. Por
esta razão eles
optavam por objetos
de ouro puro.
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São igualmente comuns os piercings


nos mamilos, simbolizando vigor e
energia, antigamente sinais de
passagem para o estágio da
masculinidade entre os aborígenes
americanos, e moda feminina adotada pelas
vitorianas inglesas em 1890; e os de umbigo,
outrora valorizados no Antigo Egito, acessíveis
somente aos faraós e seus familiares, e
atualmente os mais usados em todo o
Planeta.
Os piercings podem ser produzidos com os
mais diversos metais, tais como Titânio
ou Aço Cirúrgico, por provocarem
menos reações orgânicas e,
portanto, uma menor incidência
de alergias ou inflamações.
Apesar do que indica a
história deste artefato e
mesmo a crença
moderna, o ouro não é
o material mais
indicado, pois em
algumas pessoas
pode produzir
respostas
alérgicas.
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Alguns fatos importantes na história

Otzi é a múmia mais antiga já encontrada, e


ele viveu por volta de 3.300 aC, cerca de 2.000
anos antes de King Tut, outra múmia que
também tinha as orelhas furadas. Otzi tinha
perfurações da orelha de cerca de 7-11mm.
Além do Antigo Egito, as perfurações
também faziam sucesso na Roma
Antiga. No antigo Egito homens e
mulheres apresentavam
orelhas furadas, e plugs.
Pessoas usavam grandes
tampões, medidores e
brincos estilo aro, na
época era um estilo muito
popular. Os povos
indígenas da América
também usavam
tampões, como os maias
e astecas. Homens incas
usavam ouro e prata
para representar
nobreza. Outras culturas
usavam prata, marfim, e
até mesmo velas de
âmbar.
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Os piercings no nariz foram originalmente trazidos para áreas


como a Índia pelos imperadores Mughal e as mulheres usavam
em sua narina esquerda. Na cultura indiana, eles acreditam
que o lado esquerdo do corpo é feminino e um piercing no
nariz vai diminuir a dor no corpo de uma mulher quando ela
está menstruada ou em trabalho de parto. Em certas áreas do
Norte de África e no Oriente Médio ainda é costume para os
noivos dar a sua noiva um piercing de nariz de ouro no
casamento. O tamanho do brinco pode indicar a classe do
noivo, um brinco grande com várias pedras pode indicar um
noivo com muitas posses e que é capaz de sustentar a
família. Além disso, se o casal se
divorciar a mulher pode
vender o brinco para
ajudar em seu
sustento.
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A perfuração do septo é comum entre culturas tribais. O


septo fica localizado bem debaixo do nariz, entre as duas
narinas. Os povos antigos como os astecas, incas e maias
também perfuravam seus septos para evocar os deuses.
Pessoas na Índia e no Nepal também perfuravam pois
acreditavam que isso iria prevenir infecções do nariz. Os
Aborigines na Autrália também foram conhecidos por
perfurar o septo para achatar o nariz e torná-lo mais bonito.
A maioria das pessoas associam os pratos grandes nos lábios
com tribos africanas, mas apenas duas tribos participam na
prática. Cada tribo tem sua própria razão para perfurar os
seus lábios; os Dogons perfuram como um símbolo da
criação do mundo e para honrar sua deusa
Noomi.
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Este “piercing labial” também pode ser parte de um


ritual de casamento e mulheres Makololo acreditam
que tais pratos no lábio são lindos. Similar aos
piercings de nariz na Índia, um marido normalmente
dá a uma mulher seu prato de lábio e os pratos
representam um grande dote.
Os antigos Astecas e maias utilizavam piercings na
língua em seus rituais de sacrifício de sangue. Os
povos antigos perfuravam a língua para criar estados
alterados de consciência e melhorar o fluxo
sanguíneo. Na década de 1980 o piercing ganhou
uma atitude mais rock’n roll graças a uma loja de
perfuração de LA, e foi apontado como uma
maneira de chocar os mais conservadores e
melhorar no sexo oral.
Atualmente os piercings no umbigo são
comuns, mas no Antigo Egito era
exclusividade do Faraó. Qualquer
outra pessoa que fosse descoberta
usando o adereço poderia ser
executada. No início dos anos
90, ícones da moda como
Christy Turlington, Madonna
e Naomi Campbell
ostentavam as pedras
no umbigo. Mas no
início o piercing era
tabu.
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Anéis nos mamilos começaram como um


acessório masculino na Roma Antiga.
Homens perfuravam seus mamilos
como um ato de Licenciado para
camaradagem e pensavam que as
argolas simbolizavam a sua
vitalidade sexual. Até o século
14, a rainha Isabella na França
criou vestidos com decotes
que caiam até o umbigo
de uma mulher. Às vezes,
quando as mulheres
usavam os vestidos
elas escolhiam
brincos de mamilos
que combinavam
com suas roupas.
No início de 1900
piercings nos
mamilos voltaram a
moda como um
meio de estimular
sexualmente os
mamilos e os
médicos
recomendavam o
uso do piercing para
tornar a
amamentação mais
fácil.
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Precursores da Perfuração Corporal na Atualidade

Jim Ward, com o apoio de Doug Malloy, começou o


Gauntlet em 1975 em Los Angeles. Na época, foi o
primeiro estúdio de bodypiercing não só nos Estados
Unidos, mas no mundo. Com o Gauntlet, Jim passou de
um pequeno fabricante de jóias que trabalhava sozinho
em um pequeno varejo da Gauntlet para uma loja em
Los Angeles para estúdios em San Francisco, Nova
York, Seattle e até uma franquia em Paris. Em
1977, com a contribuição de Doug e Fakir
Musafar, Jim iniciou o Piercing Fans
International Quarterly, a primeira e
altamente influente publicação
dedicada aos piercings. Jim
também é pessoalmente
responsável pelo
desenvolvimento de muitas
das ferramentas,
técnicas e designs
de jóias que ainda
estão em uso
hoje.
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Gauntlet teve um fim trágico por meio da duplicidade e


da ganância dignas da melhor novela - tudo narrado nas
incríveis memórias de Jim Ward, RunningtheGauntlet.
Embora eu possa falar sobre sua vida e contribuição
para os piercings, Jim é muito melhor em contar a história
sozinho. O livro de Jim é uma leitura essencial para quem
deseja entender como o piercing moderno chegou ao
lugar que ocupa atualmente.
A indústria de piercings evoluiu para um gigante que Jim
nunca poderia ter sonhado que se tornaria. Vários anos
atrás, foi decidido que o aniversário de Jim Ward seria
comemorado como o Dia Internacional dos
Piercings Corporais.
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Richard “Doug malloy” Simonton nascido em 29


de Abril de 1915 nos Estados Unidos da América,
foi um empresário, homem de negócios de
Hollywood e um pioneiro no body piercing.
Na década de 70 não era fácil estar
envolvido com a cultura do body piercing
e, tão pouco, rompendo com a
heteronormatividade, por isso a
adoção de um outro nome, para
preservar sua privacidade. A sua
família teve muitos problemas com
o seu envolvimento com o
piercing e pela não
heterossexualidade. Foi ele que
encontrou os entusiastas do
piercing e os uniu (incluindo
Jim Ward e Fakir Musafar).
Doug Malloy publicou o
primeiro livro sobre o
body piercing
moderno, intitulado
como Diary of a
piercing freak (1975) e
financiou, também nos
anos 70, a abertura da
Gauntlet, loja pioneira
do piercing na América
do Norte que tinha
como cliente a
comunidade gay S&M.
Doug Malloy faleceu em
1979 por problemas
cardíacos, mas deixou
um legado vivo. Como o
próprio BPA aponta, sem
ele, a indústria do
piercing seria bastante
diferente hoje.
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Patrick Bartholomew (nascido em 10

de junho de 1947) abriu a London

PiercingClinic na década de 1980 e, junto

com seu amigo e mentor, Sr. Sebastian, foi

responsável por criar muitas das técnicas ainda

em uso pelos piercers britânicos hoje.

Além de pioneiro na cena piercing, também

realizou algumas das primeiras

escarificações e modificações

cirúrgicas do país. Ele foi o primeiro

piercer a usar titânio em

joalheria no Reino Unido.

Patrick faleceu em 12 de

janeiro de 2015 após

uma longa

batalha contra

o câncer.
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André Meyer, expedicionário de culturas


contemporâneas e tribais.
Nascido em maio de 1969 em Porto Alegre,
cidadão do mundo. De skater, metal punk,
hard rocker e harleybiker para ethnotechno,
surfista, caçador de sonhos, alquimista musical,
decorador corporal, designer de jóias e adornos,
produtor de freak shows, miss tattoos, fetish
parties, comerciante de vivências e
experiências. Estudou e morou em
Londres no início dos anos
1990, abandonando a moda
no Brasil e se aventurando
no mundo do Body Piercing
e da música eletrônica.
Viajou por mais de trinta
países documentando
adornos corporais,
comportamento e
espiritualidade. Fez
instalações no Museu da
Imagem e do Som (MIS)
de São Paulo, foi
premiado como
designer de jóias, o que
incentivou a exportação
de suas criações.
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E é muito importante que a gente cuide com carinho de

nossa história e da história das pessoas que trabalharam

muito antes de nós.

A história da Perfuração Corporal é linda e muito

extensa. Sempre que possível, pesquise e estude sobre

ela, pois cada local do corpo que você for adornar vai

ter uma história diferente e muita ancestralidade e sem

dúvidas, cada um dos seu clientes

vai adorar saber o que

significa cada uma

delas.
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Qual piercing você vive atualmente?


E qual piercing você quer viver daqui 1, 2 ou 3 anos?
Você consegue responder essa pergunta? Pode até
parecer ser simples de responder, mas não é!
O Body Piercing é uma atividade com diversas essências e
vem evoluindo de muitas vertentes.
Eu particularmente, já passei por vários momentos, fui várias
Body Piercings em minha carreira ao longo de 9 anos.
Hoje quem sou como profissional reflete todas outras
experiências que vivo. Sempre em constante movimento,
evoluindo e me transformando.

Sua evolução reflete em seu trabalho!


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Muitas vezes, paro para pensar em algumas

perfurações que eu já realizei. O que na época era

muito prazeroso, porém, hoje além de não ser mais

prazeroso, consigo ver que também não é mais

correto.

Isso é evoluir.

Você enxergar o seu erro e não o fazer

novamente.

Enquanto seres humanos, é normal

que erremos em algum

momento, mas também

deve ser natural que

possamos evoluir e

nos melhorar

sempre.
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O piercing na atualidade

Atualmente, o piercing ocupa um lugar privilegiado na


sociedade. O piercing é para todos.
As técnicas evoluíram.
Passamos a olhar o piercing com novos olhos.
Atualmente, temos jóias de materiais
biocompativeis.
Conhecimento sobre biossegurança.
Mais certeza de como trabalhar para
realizar um procedimento seguro, tanto
para nos profissionais, quanto para
nossos clientes.
E se o princípio da vida é a
evolução, porque vamos ficar
estagnados sem evoluir?
Comece devagar.
Mas comece o seu processo
evolutivo.
Se hoje você não usa luva
cirúrgica, comece usar
amanhã.
Se hoje você trabalha com
jóias banhadas, troque-as
por jóias biocompatíveis.
Se hoje você atende em uma
sala bem pequena, trabalhe
para conquistar uma sala
maior.
Se hoje você se considera
uma boa profissional, estude
para ser uma profissional
excelente amanhã.
No final das contas, evoluir é
necessário e essencial para
você se tornar uma
profissional renomada e isso
também vai refletir na mulher
incrível que você é.

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