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7- Espirometria
Anatomia Humana (Universidade do Estado do Amazonas)
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PROVA DE FUNÇÃO PULMONAR
espirometria
VOLUMES PULMONARES
Definição
Volume Corrente (VC) = volume de ar inspirado ou
ESPIROMETRIA expirado em um ciclo respiratório (VC ≈ 500ml)
Volume de Reserva Inspiratório (VRI) =
quantidade máxima de ar que pode ser inspirada a
partir do final de uma inspiração basal (VRI ≈
Spirare ou spiro Metrum ou metria 3000ml)
= =
“respirar” “medida” Volume de Reserva Expiratória (VRE) = quantidade
de ar que pode ser expirado além de uma expiração
basal (VRE ≈ 1100ml)
Espirometria é o exame utilizado para medir a
quantidade de ar que uma pessoa é capaz de inspirar Volume Residual (VR) = volume de ar retido nos
ou expirar a cada vez que respira, ou seja, a pulmões mesmo após uma expiração máxima (VR ≈
quantidade de ar que um indivíduo é capaz de colocar 1200ml)
para dentro e para fora dos pulmões e a velocidade
com que o faz (análise dos fluxos)
CAPACIDADES PULMONARES
Deve ser parte integrante da avaliação de
pacientes com sintomas respiratórios ou doença Capacidade Inspiratória (CI) = volume máximo de
respiratória conhecida ar que pode ser inspirado a partir do final de uma
expiração basal (VC 500 + VRI 3000 = 3500ml)
Não mede VR (volume residual), CRF (capacidade
residual funcional) e CPT (capacidade pulmonar total) Capacidade Residual Funcional (CRF) = volume de
ar que permanece nos pulmões após uma expiração
basal (VRE 1100 + VR 1200 = 2300ml)
FUNÇÕES
Auxilia na prevenção Capacidade Pulmonar Total (CPT) = quantidade de
Permite o diagnóstico ar contida nos pulmões após uma inspiração máxima
(VRI 3000 + VC 500 + VRE 1100 + VR 1200 =
Quantifica os distúrbios ventilatórios 5800ml)
Capacidade Vital (CV) = volume máximo de ar que
Conceitos para o entendimento pode ser expirado após uma inspiração máxima (VRI
3000 + VC 500 + VRE 1100 = 4600ml)
A entrada e saída de ar pelos pulmões ocorre com
a soma de três fatores, que propiciam a diferença de
pressão para que o ar alcance as vias aéreas
Esses fatores são:
Ar atmosférico
Contração do diafragma
↓ pressão do sistema respiratório (pressão -)
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OBS.: A espirometria só pode medir volumes e
capacidades pulmonares que entram e saem dos Indicações
pulmões, e não aqueles que persistem nos pulmões DIAGNÓSTICO
após uma expiração forçada, por isso não mede VR,
CRF e CPT. Dispneia, tosse crônica ou sibilância (> que 3
semanas)
Achados anormais em exame de tórax
(hiperinsuflação ou deformidades torácicas)
Achados laboratoriais anormais (↓O2, ↑CO2 ou
Policitemia)
Achados radiológicos de doenças difusas ou com
possível envolvimento de VA
MONITORIZAÇÃO
Avaliar a consequência/evolução de uma doença
na função pulmonar
Principais Medidas Avaliar determinadas pessoas em risco de doença
pulmonar
Capacidade Vital (CV)
Avaliação da resposta terapêutica
Capacidade Vital Forçada (CVF) = volume
máximo de ar que pode ser expirado com Avaliação da incapacidade (distúrbios severos)
esforço máximo após uma inspiração máxima Avaliar prognóstico (pré e pós-transplante
e o mais rapidamente possível pulmonar)
Capacidade Vital Lenta (CVL) = volume
máximo de ar que pode ser expirado após uma Avaliar risco pré-operatório
inspiração máxima, sem a exigência do
esforço rápido e intenso
Contra-indicações
Pico de Fluxo Expiratório (PFE) (l/seg) =
representa o fluxo máximo de ar obtido logo após o Hemoptise
início da manobra de CVF -> indica se o esforço inicial Angina recente
foi adequado Descolamento de retina
Volume Expiratório Forçado no 1° segundo (VEF1) Crise hipertensiva
= é o volume de ar (litros) expirado no primeiro Edema pulmonar
segundo da manobra de CVF Aneurisma de aorta torácica
O normal é expirarmos mais de 80% da nossa
capacidade vital no primeiro segundo Pneumotórax
IAM recente
Relação VEF1/ CVF = razão entre volume Tromboembolismo Pulmonar
expiratório forçado no 1° segundo e capacidade vital Aneurisma cerebral
forçada
Cirurgia ocular recente
Normal ≥ 0,70 ou 70%
Náusea ou vômitos
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OBS.: sempre devemos demonstrar, estimular
Questionário Respiratório vigorosamente para o paciente e observar como está
1) Grau de dispneia sendo feito o exame através das 4 fases
Grau 0: dispnéia ocorre com atividades
muito intensas
Grau I (leve): a falta de ar ocorre para Curvas da espirometria
subir ladeiras muito inclinadas ou mais de
3 lances de escada
Grau II (moderada): ocorre em
atividades como subir um andar e
caminhar depressa no plano
Grau III (acentuada): ocorre com
atividades leves como tomar banho ou
andar uma quadra em passo regular
Grau IV (muito acentuada): a falta de ar
acontece em repouso ou para se vestir
2) Diagnóstico de doença pulmonar ou cardíaca
3) Tabagismo (anos/maços/dia)
CURVA FLUXO-VOLUME
4) Sintomas -> tosse, catarro ou chiados
5) Medidas antropométricas -> peso / estatura / A curva fluxo-volume mostra que o fluxo é máximo
IMC logo no início da expiração (PFE), havendo redução
6) Idade e Sexo
dos fluxos à medida que o volume pulmonar se
aproxima do VR
Realização do Exame Observar:
1) Pico adequado
A manobra para o teste é feita a partir da CV
2) Ausência de artefatos
Solicita-se ao paciente que inspire profundamente 3) Término não abrupto
até encher plenamente os pulmões (CPT) e, em 4) Curva fechada
seguida realize uma expiração forte e rápida
(manobras forçadas) ou lenta (manobras lentas),
soprando todo ar contido nos pulmões até o maior
tempo possível (VR)
A expiração deve ser mantida até o paciente
não suportar mais ou até atingir os critérios
mínimos de aceitação propostos pelo
Consenso Brasileiro de Espirometria da SBPT
FASES DO EXAME
1) Inspiração máxima
2) Apneia (máximo de 2 segundos)
3) Expiração máxima e rápida (CVF) ou lenta (CVL)
4) Continuar a expiração por mais de 6 segundos ou
fazer um platô de pelo menos 1 segundo
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4) Número de testes
Máximo 8 tentativas
3 curvas aceitáveis
2 curvas reprodutíveis
ARTEFATOS AUSENTES
Tosse no 1° segundo ou no decorrer da manobra
Vazamento no sistema
Obstrução de peça bucal
Manobra de valsalva
Curva volume-tempo Ruído glótico
1) Início abrupto
2) Duração: 6s ou platô no último segundo DIFERENTES CURVAS
CRITÉRIOS DE ACEITAÇÃO DAS CURVAS
1) Início
Deve ser abrupto
VEF1 não deve diferir mais do que 150 ml
CVF não deve diferir mais do que 150 ml
PFE não pode ter diferença > que 500ml
(> medida)
OBS.: esses valores serão verificados nas
curvas e na planilha de valores
a) Curva aceitável
b) Esforço inicial insuficiente
2) Duração c) Idem à b)
A expiração forçada deve ter, no mínimo, 6 d) Idem à b) e c)
segundos ou atingir pelo menos 1 segundo de e) Interrupção precoce
platô no final da expiração f) Tosse
g) Interrupção e retomada
OBS.: < tempo em crianças, adultos jovens e h) Variante normal ("joelho")
pacientes com FP
CRITÉRIOS DE ACEITAÇÃO DOS EXAMES
3) Três critérios para aceitação do final do teste Critérios de reprodutibilidade
I. O paciente interrompe o teste por 1) Selecione pelo menos 3 curvas aceitáveis
desconforto, tosse ou vertigem 2) ≠ entre os dois melhores valores para CVF
II. Platô evidente na curva volume-tempo por <150 ml
pelo menos 1s, após tempo expiratório de 6s 3) ≠ entre os dois melhores valores para VEF1 <
III. Indivíduos com obstrução grave podem 150 ml
continuar a expiração por mais de 15s ou 4) ≠ entre os dois melhores valores para PFE <
restrição grave o tempo da manobra pode ser 500ml
inferior a 6s
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SELEÇÃO DAS CURVAS PARA INTERPRETAÇÃO GRAVIDADE
Dados de todas as manobras aceitáveis devem ser OBSTRUÇÃO VEF1 %
examinados
> PFE Leve > 60
> CVF Moderado 59 – 41
> VEF1 Grave ≤ 40
OBS.: Os valores não precisam ser analisados em
apenas uma curva. PADRÕES ESPIROMÉTRICOS
PADRÃO CVF VEF1 VEF1/CVF
NORMAL Normal Normal Normal
Interpretação do Exame RESTRITIVO ↓↓ ↓ Normal
PASSO A PASSO OBSTRUTIVO Normal ou ↓ ↓↓ ↓
1) Analise a curva fluxo-volume (lembre-se das
curvas inaceitáveis) CRITÉRIOS PARA RESPOSTA AO BRONCODILATADOR
2) Analise a relação VEF1/CVF
Normal ≥ 0,70 ou 70% Variação de 200 mL no VEF1
3) Analise o VEF1 isoladamente (% do previsto) E
Normal ≥ 80% do previsto
7% do previsto
4) Analise a CVF isoladamente (% do previsto)
Normal ≥ 80% do previsto
Resumo
RESULTADOS
Normal Análise da curva fluxo-volume = OK
Distúrbio ventilatório obstrutivo
Geralmente observado em pacientes com Relação VEF1/CVF
DPOC ou asma
VEF1 reduzido e uma relação VEF1 /CVF baixa Espirometria normal
combinados com uma grande CPT indicam CVF normal
doença obstrutiva das grandes vias aéreas e VEF1 normal
brônquios
NORMAL
Distúrbio ventilatório restritivo Espirometria restritiva
VEF1 e a CVF estão reduzidos, assim como a CVF ↓
CPT
VEF1 ↓
A relação VEF1 /CVF geralmente está normal
ou aumentada
Distúrbio ventilatório inespecífico DIMINUÍDA Espirometria obstrutiva
Geralmente em pacientes obesos CVF normal ou ↓
Nesse caso, não é possível chegar numa VEF1 ↓
conclusão, devendo realizar outro tipo de
exame (avaliar resposta ao BD)
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EXEMPLO 1
Distúrbio ventilatório obstrutivo leve, com resposta ao broncodilatador
(VEF1 variou 200 ml e 7%)
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EXEMPLO 2
Distúrbio ventilatório obstrutivo grave, sem resposta ao broncodilatador
(VEF1 variou 160 ml e 9%)
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EXEMPLO 3
Distúrbio ventilatório obstrutivo leve, com resposta ao broncodilatador
(VEF1 variou 740 ml e 17%)
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EXEMPLO 4
Distúrbio ventilatório restritivo
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