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Denúncia de Homicídio em Bons Momentos

José de Souza e Maria da Silva foram denunciados por homicídio qualificado contra João dos Santos. O juiz decidiu pronunciar os réus e submeter o caso a julgamento popular, considerando que há provas suficientes da materialidade do crime e indícios de autoria. O julgamento irá decidir sobre a condenação ou absolvição dos réus.
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Denúncia de Homicídio em Bons Momentos

José de Souza e Maria da Silva foram denunciados por homicídio qualificado contra João dos Santos. O juiz decidiu pronunciar os réus e submeter o caso a julgamento popular, considerando que há provas suficientes da materialidade do crime e indícios de autoria. O julgamento irá decidir sobre a condenação ou absolvição dos réus.
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PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE CANTIGAS

COMARCA DE BONS MOMENTOS


1°Vara do Tribunal do Júri

Ação Penal:XXXXXXX-XX.XXXX.X.XX.XXXX
Parte Autora: Ministério Público
Parte Ré: José de Souza e Maria da Silva Vítima(s):
João dos Santos Vistos

etc.

O Promotor de Justiça, Gabriel Fialho de Azevedo Cunha, denunciou

JOSÉ DE SOUZA no art. 121, §2°, I e IV, c/c art. 29 e art. 61, II, “h”, todos do CP e MARIA
DA SILVA no art.121, §2°, I e IV, c/c art. 29 e art. 61, II, alíneas “e” e “h”, todos do CP. Pois no
dia 10 de março de 2022, por volta das 16h20, nesta comarca, foram desferidos 2 tiros contra
JOÃO DOS SANTOS causando-lhe a morte.
A denúncia descreveu que JOSÉ matou de forma dolosa, à emboscada, por dirigir-se a

residência da vítima e surpreendê-la com a efetuação dos disparos contra o ofendido.

Discorreu que JOSÉ usou de recurso que dificultou a defesa de João, surpreendido no
corredor da residência com a efetuação do disparo, sem que pudesse supor a agressão.
Relatou que JOSÉ foi contratado mediante paga ou promessa de recompensa por MARIA
DA SILVA para realizar a execução da vítima.
Aduz a acusação que JOSÉ foi contratado por MARIA, assim entende que, JOSÉ
concorreu para o crime com MARIA para sua execução, mediante paga ou promessa de
pagamento.
Ainda denuncia JOSÉ por matar dolosamente JOÃO, entendendo assim, que o crime foi

cometido contra maior de 60 anos. a denúncia discorreu que MARIA agiu em concurso
aos crimes imputados a JOSÉ acima descritos, presentes na denúncia (fls. x), Em princípio,
MARIA contratou JOSÉ para execução do crime e ajudou-o na prática do crime, assim
compreende, em tese, que há presença de concorrência de crimes, e agiram em concurso.
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1°Vara do Tribunal do Júri

Além da concorrência de crimes imputada a MARIA, a parte autora entendeu que ao


MARIA contratar JOSÉ para executar o crime imputado, MARIA concorreu para matar de forma
dolosa seu cônjuge.
Por isso, pede a condenação (fls. x).
Recebida a denúncia em 18-5-2023, foi citado e apresentou Defesa Escrita, por
intermédio de seus Advogados Renan Silva, Gabrielle de Aguiar e Jamilly Salgado.

As teses alegadas em resposta à acusação pela defesa de José e Maria se confunde com o
mérito e será valorada diante do conselho de sentença.

Ressalta-se que, não cabe a este juízo analisar eventuais teses defensivas nesta fase
(cometido o crime por motivo de relevante valor social ou moral);(sua confissão perante
autoridade) e (legitimidade defesa) competindo apenas fixar o máximo de acusação passível de
quesitação para os jurados. As teses defensivas serão quesitadas caso sejam apresentadas em
plenário.
Preliminarmente, salienta-se que nesta fase processual, o juízo é de probabilidade e não
de certeza. Portanto, concorrendo a materialidade e indícios suficientes de autoria, deve a causa
ser submetida a julgamento (art. 413 do CPP).

É o relatório.

FUNDAMENTO E DECIDO

No que pertence à materialidade, o laudo de exame necroscópico (fls. y) presente nos


autos, conclui-se que JOÃO DOS SANTOS veio a óbito devido “Perda aguda de sangue por
múltiplas hemorragias internas”, e o exame pericial de balística (fls. y) que consta nos autos,
demonstra presente digitais do acusado na possível arma usada para execução do crime, dessa
maneira, entendo presença e suficiência de provas no que concerne à materialidade.

Na senda dos indícios de autoria, reputo-os presentes e suficientes.

Acerca das qualificadoras, por ora, devem ser mantidas para valoração do Conselho de
Sentença. Explica-se.
Infere-se que, em tese, JOSÉ agiu mediante paga ou promessa de recompensa, por nos
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autos do Inquérito policial nº xxxxxxx-xx.xxxx.x.xx.xxxx (fls. y) constar que, JOSÉ foi


contrato para execução do crime, e agiu de forma que frustrou qualquer defesa por parte da vítima,
deduzindo-se que MARIA facilitou a execução, assim, em tese, surpreendendo o ofendido.
Deduz-se, em princípio, que MARIA agiu em concurso para a prática do crime, assim,
agiu mediante paga ou promessa de recompensa, e impossibilitou a defesa da vítima.
No que discerne as circunstâncias agravantes e atenuantes alegadas pelas partes, compõe
capitulação para fins de balizamento e deverá, se o caso, ser sustentada em plenário, nos termos
do artigo 476 do CPP.

A absolvição sumária e a impronúncia, diante do princípio norteador da fase do

iudicium accusationis, só têm lugar quando demonstrado, estreme de dúvidas, ser caso de
exclusão do crime ou da pena, ou ainda quando os indícios de autoria ou materialidade delitiva
forem categoricamente insuficientes para a caracterização da justa causa. No presente caso não
se vislumbra a ocorrência de qualquer dessas hipóteses no que pertine ao réu supramencionado.
Posto isso, com esteio no art. 413, do CPP, pronuncio JOSÉ DE SOUZA no art.
121, §2°, I e IV, c/c art. 29 e art. 61, II, “h”, todos do CP e MARIA DA SILVA no art.121, §2°, I
e IV, c/c art. 29 e art. 61, II, alíneas “e” e “h”, todos do CP.

Diante disso, passo a circunscrever a causa de pedir.

Segundo consta, no dia 10 de março de 2022, por volta das 16h, Comarca de Bons
momentos, neste estado, JOÃO DOS SANTOS foi atingido com tiros, os quais lhe causaram a
morte, como consta nos autos.
Deduz-se, em tese, que JOSÉ DE SOUZA é o autor dos tiros contra JOÃO DOS
SANTOS
Infere-se, in these, que MARIA DA SILVA é partícipe para prática do crime contra
JOÃO.
ATUALIZEM-SE OS ANTECEDENTES, do acusado de

forma circunstanciada
Preclusas as vias recursais, abra-se vista às partes para se manifestarem na fase própria,
nada requerido, venham conclusos para observar o que determina o art. 423 do CPP.
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Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Cumpra-se.

Bons Momentos, 23 de maio de 2023.

Nicolas Barbosa da Costa

Juiz de Direito

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