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Potenciação e Radiciação no Vestibular

O documento discute conceitos matemáticos como potenciação, radiciação e equações de 1o e 2o graus. Estes temas são cobrados em diversas provas como o Enem e vestibulares de universidades públicas e privadas, sendo fundamentais para a resolução de questões.

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lu9585
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Potenciação e Radiciação no Vestibular

O documento discute conceitos matemáticos como potenciação, radiciação e equações de 1o e 2o graus. Estes temas são cobrados em diversas provas como o Enem e vestibulares de universidades públicas e privadas, sendo fundamentais para a resolução de questões.

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MATEMÁTICA

ÁLGEBRA
MATEMÁTICA
e suas tecnologias

TEORiA
DE AULA
INCIDÊNCIA DO TEMA NAS PRINCIPAIS PROVAS

O Enem exigirá dos candidatos conceitos Potenciação e radiciação, por serem assun-
básicos de potenciação e radiciação. En- tos básicos, dificilmente serão cobrados
contraremos também situações problemas diretamente. Já para equações do 1.º e 2.º
que precisam de equações do 1.º e 2.º graus graus, podemos encontrar alguma questão,
para serem resolvidas. na primeira fase, exigindo uma leitura mais
atenta.

Potenciação e radiciação, são cobrados em Esta prova possui questões dissertativas Encontraremos propriedades de potencia-
questões de variações de grandezas físicas. com alto grau de dificuldade. Portanto, de- ção e radiciação em questões tanto de Ma-
Teoria dos conjuntos é cobrada com descri- vemos somar os conteúdos deste livro com temática como de Física e Química. Não é
ção no enunciado. Equações são assuntos os próximos para resolver os exercícios. difícil encontrar alguma questão em ambas
básicos que necessitam de outros tópicos as fases da Vunesp, exigindo do candidato
para que tenham uma aplicação. a produção de equações do 1.º e 2.º graus.

Dentro dos temas abordados neste livro, Esta prova exigirá de seu candidato alta A PUC-Camp exige do candidato uma O vestibular da Santa Casa aborda as
os equacionamentos do 1.º e 2.º graus habilidade em potenciação. A leitura de um firme análise das propriedades básicas de propriedades de potenciação e radiciação,
possuem maior incidência nesse vestibular. texto aliada a um raciocínio lógico-mate- potenciação e radiciação, quando explora dentro dos exercícios de Exatas. Realizar
mático será fundamental para resolver pro- questões de exponenciais e logaritmos. equacionamentos do 1.º ou 2.º graus é
blemas clássicos de equações do 1.º grau. imprescindível nas questões objetivas.

UFMG
Apresenta questões bem elaboradas, que A UFPR possui um vestibular com questões Esse vestibular exige pontos específicos
alinham os conteúdos deste livro com os dissertativas e objetivas, com alto grau de do candidato, pois possui uma quantidade
próximos e outras áreas de Exatas. dificuldade. O candidato deve resolver com menor de questões. Assim, a resolução de
proeza questões de equação do 1.º grau. equações do 1.º e 2.º graus e os outros
temas abordados neste livro são funda-
mentais.

Tanto no exame de qualificação, quanto O processo seletivo da Unigranrio possui O processo seletivo para Medicina da Sou-
no exame discursivo, ocorrem questões de questões mais diretas, diferentemente za Marques possui questões contextualiza-
equações do 1.º e 2.º graus. Conceitos de do Enem. Assim, a álgebra possui grande das, e os conteúdos abordados neste livro
potenciação e radiciação estarão, em gran- incidência nessa prova e o candidato deve são essenciais para suas resoluções.
de parte, das questões de Exatas. estar muito bem esclarecido em relação a
VOLUME 1  MATEMÁTICA e suas tecnologias

todos os temas.

6
(–3)³ = (–3) ∙ (–3) ∙ (–3) = –27
(–3)4 = (–3) ∙ (–3) ∙ (–3) ∙ (–3) = 81
A
 tenção: Observe que, se a base for um número real ne-
gativo, e o expoente for um número natural ímpar, o re-
POTENCIAÇÃO E sultado será negativo; no entanto, se o expoente for um
número natural par, o resultado será positivo.
RADICIAÇÃO
()
​ 2 ​  ​, no qual a base é um núme-
3
§ Cálculo do valor de ​ __
3
ro racional:

() ()()()
​  2 ​  ​ = ​ __
​ 2 ​  ​∙ ​ __
​  2 ​  ​∙ ​ __ ​  8  ​
​ 2 ​  ​ = ___
3
​ __
3 3 3 3 27

MT
No caso em que n < 2, deve-se definir:
AULAS
1E2 § b0 = 1, para b ≠ 0;
§ b1 = b.
COMPETÊNCIA(s) HABILIDADE(s) Algebricamente, sendo x ∈ ℝ, a potenciação pode ser es-
1e2 1, 3, 4, 7, 10 e 11 crita da seguinte forma:
x = x¹    x ∙ x = x²    x ∙ x ∙ x = x³

1.2. Potenciação com expoente


1. Potenciação inteiro negativo
Dada uma base b real não nula e um expoente n ∈ ℤ,
define-se:
​ 1n ​
b–n = __
b
Assim, quando o expoente for um número inteiro negativo,
pode-se inverter a base a fim de tornar o expoente positivo
multimídia: vídeo e efetuar as operações como foi visto anteriormente.
Fonte: Youtube
Modelo
Introdução à potenciação
​ 1  ​ = __
§ 3–2 = __ ​ 1 ​
32 9
1.1. Potenciação com expoente natural
() () ( ) ​  1 2 ​ = ___ ​ 25 ​
​  1  ​ = ___
–2
​ 2 ​  ​ = ____
§ ​__
5 __2 4
___ 4
Representa-se por bn, sendo b (denominado base) um ​ ​   ​  ​ ​   ​
5 25
número real e n (denominado expoente) um número
natural maior que 2, o produto de n fatores iguais a b, o § 10–2 = ___ ​  1  ​ = ___​  1  ​= 0,01
102 100
seguinte produto:

​ 1x ​, sendo x ∈ ℝ e não nulo


§ x–1 = __
VOLUME 1  MATEMÁTICA e suas tecnologias

bn = b ∙ b ∙ b ∙ ... ∙ b
n fatores
1.3. Potenciação com expoente racional
Modelo Dado um número real a e um número racional _​  m_
n , sendo
m ∈ ℤ e n ∈ ℤ* (n ≠ 0), deve-se definir a potenciação de
§ Cálculo do valor de 25, no qual a base é um núme-
​ m
base a e expoente __n ​ da seguinte forma:
ro natural:
25 = 2 ∙ 2 ∙ 2 ∙ 2 ∙ 2 = 32 a = n​dXXX
am ​

§ Cálculo do valor de (–3)3 e (–3)4, no qual a base é um Como é possível observar, quando há um expoente racio-
número inteiro negativo: ​ m
nal na forma da fração __ n ​, pode-se reescrever a potên-

7
​  x  ​  ​​ = ____
​  x 3 ​ = ___
​  3x 3 ​
( )
3 3
§ ​​ __
3
cia como uma raiz n-ésima de am. Serão definidas
yz (yz) y z
as propriedades das raízes n-ésimas aritméticas no
próximo capítulo.
Potência de uma potência
1.4. Propriedades Quando se tem uma potência em que sua base apresen-
ta outra potência, mantém-se a base e multiplicam-se
De modo geral, sendo a e b números reais, e m e n núme- os expoentes:
ros inteiros, valem as seguintes propriedades:
P5: (am)n = am ∙ n
Produto de potências de mesma base § (52)3 = 52 ∙ 3 = 56
Quando se tem o produto entre duas potências de mesma
§ (2 ∙ 32)4 = 24 ∙ (32)4 = 24 ∙ 32 ∙ 4 = 24 ∙ 38
base, somam-se os expoentes e conserva-se a base:
§ (x2 ∙ y5)3 = (x2)3 ∙ (y5)3 = x2 ∙ 3 · y5 ∙ 3 = x6 ∙ y15
P1: am ∙ an = am+n
Note que devido à propriedade comutativa da multiplica-
§ 23 ∙ 25 = 23+5 = 28 n m
ção, resulta que (am) = (an) .

() ​ 1  ​ = __
​ 1 ​
5
​ 1 ​  ​ ∙ 23 = 2–5 ∙ 23 = 2–5+3 = 2–2 = __
§ ​__ n n
Atenção: Observe que (am) ≠ am . No caso de (am) , a base
n
2 22 4 n
do expoente n é am, e, no caso de am , a base do expoente n
§ 16 ∙ 32 = 24 ∙ 25 = 24+5 = 29 é m, e mn é o expoente da base a. Veja um exemplo:
§ x2 · ​__
x()
​ 1 ​  ​= x2 ∙ x–1 = x1 = x (2²)³ = (2²) ∙ (2²) ∙ (2²) = 4 ∙ 4 ∙ 4 = 64
22³ = 22 ∙ 2 ∙ 2 = 28 = 256
Quociente de potências de mesma base
Quando se tem o quociente entre duas potências de mes- 1.4.1. Resumo das propriedades
ma base, subtraem-se os expoentes e conserva-se a base:
Sendo a e b números reais, e m e n números inteiros,
​ an ​= am–n, se a ≠ 0
m
P2: __ segue que:
a

​ 5  ​= 57–3 = 54 § P1: am ∙ an = am+n


7
§ __
53
​ an ​= am – n, se a ≠ 0
m
§ P2: __
() () () ()
__1 9 __1 5 __1 9–5 __1 4
§ ​3​   ​  ​ : ​3​   ​  ​ = ​3​   ​  ​ = ​3​   ​  ​
a
§ P3: (a ∙ b)m = am ∙ bm
​ x  ​= x4
7
§ __
§ P4: ​ __​  a ​  ​ = __
() ​ am ​, se b ≠ 0
m m
x3
b b
Potência de um produto § P5: (am)n = am ∙ n
A potência de um produto pode ser escrita como um pro-
duto de potências: 1.5. Número na forma de potência
P3: (a ∙ b) = a ∙ b m m m
Nas expressões numéricas em que é possível escrever to-
das as potências com uma base comum, é possível utilizar
VOLUME 1  MATEMÁTICA e suas tecnologias

§ (2 ∙ 5)³ = 2³ ∙ 5³ = 8 ∙ 125 = 1 000 as propriedades de potenciação descritas. Observe alguns


§ (x ∙ y)² = x² ∙ y² exemplos utilizando a base 2:
Também é possível escrever alguns números racionais na
forma de uma potência com base inteira:
Potência de um quociente
A potência de um quociente pode ser escrita como um quo- ​ 5  ​ = __
§ 0,5 = ___ ​ 1 ​= 2–1
ciente de potências: 10 2

​  a ​  ​ = __
​ am ​, se b ≠ 0 ​ 25  ​ = __
§ 0,25 = ___ ​ 1 ​= 2–2
()
m m
P4: ​__ 100 4
b b
​ 125  ​ = __
​ 1 ​= 2–3
()
​ 2 ​  ​ = __
​ 22 ​ = __
​ 4 ​ § 0,125 = ____
2 2
§ ​__ 1.000 8
3 3 9

8
Veja como se pode simplificar o cálculo de uma expressão 1.6. Potências e notação científica
numérica envolvendo potências de mesma base:
Como foi visto, potências do tipo bn podem ser utilizadas

[_____________
​  1 ​  )​ ∙ 16 ]​
4 ∙ (​ __ para simplificar um produto de n termos iguais a b. Quando
–2
3 –1
8 se trata de grandezas muito grandes ou muito pequenas,
    ​
​  1  ​  ​( )
2
0,58 ∙ ​ ___ podem-se utilizar potências de base 10 para representar
32 esses números. Esse tipo de representação é denominada
Escrevendo cada fator como uma potência de base 2, notação científica.
segue que:
Observe a fórmula da notação científica:
[ (2 ) ∙ (2 ) ∙ (2 ) ]​
2 –3 –2
________________
4 3 –1
m ∙ 10e
  
​     ​
(2–1)8 ∙ (2–5)2
na qual m é denominado mantissa, um número racional
Utilizando, agora, as propriedades da potenciação, pode-se maior do que 1 ou igual a 1 e menor que 10, enquanto que
realizar as simplificações: e é denominado a ordem de grandeza, expoente da base 10.

(22 ∙ 26 ∙ 212)–1 (22+6+12)–1 _____ (220)–1 Caso deseje escrever o número 2 500 000 (dois milhões
___________
​  –8 –10 ​ = _______ ​  –8+(–10) ​ = ​  –18 ​
2 ∙2 2 2 e quinhentos mil) de forma mais concisa:
=2 –20–(–18)
= 2 = ​   ​
–2 1
__
4 2 .500. 000 = 2,5 ∙ 1.000. 000 = 2,5 ∙ 106

CONEXÃO ENTRE DISCIPLINAS

Imagine um grande prédio em construção, com todos os seus elementos e estruturas, fundações, vigas e tijolos.
Fazendo uma analogia com a construção de um prédio, a potenciação e a radiciação são a base para a construção
dos conhecimentos algébricos.
Você poderá utilizar os conhecimentos aprendidos de potenciação na disciplina de Física, no uso da notação científica,
e na área de Geografia, mais especificamente na área de cartografia, uma vez que trabalhar com potências facilita a
mudança de escalas.

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2. Radiciação
Chama-se radical a raiz enésima de um número real a, sendo α um número maior ou igual a zero, quando n é um natural par; ou
sendo α um número real, quando n é um natural ímpar.
__
​ a ​, em que a [ R+ e n [ N, com n ≥ 2, é chamado de radical.
n

9
Modelos ___
Para obter a igualdade, é possível fazer:
____ ___ __
7
√ −3 ​ √
​ 16 ​    ​
5
√ 2 ​    ​ ​  1  ​ ​
___
36 __ √ 10
___
10 : 2 5
____
​ √ 210 ​= ​ √ 210 : 2 ​= ​√ 25 ​
__

O termo radical também é representado pelo símbolo √ ​ 0 ​.


___ n:p
___
​ am ​ =​ √am:p ​, para todo a [
n
De modo geral, segue que √
2.1. Propriedades R+ e n [ N, com n ≥ 2, sendo p um número diferente de
zero e divisor comum de m e n.
2.1.1. Primeira propriedade Essa propriedade comumente é usada para simplificar al-
Observe um radical com índice ímpar: guns radicais.
____
Modelos
3
​√ 125 ​= 5 e 125 = 53
____ __ __ ____ __
8 8:4
​√ 74 ​ = ​ √ 74 : 4 ​= ​√ 7 ​
3 2
​√ 125 ​= ​√ 53 ​= 5
3

___ __ ____ __
10 10 : 5
​ √ 32 ​= ​ √ 25 ​ = ​ √ 25 : 5 ​ = ​√ 2 ​
10 2
Agora, veja um radical com índice par:
____
2
​√ 121 ​= 11 e 121 = 112 2.1.3. Terceira propriedade
____ ___
2
​√ 121 ​= ​√ 112 ​= 11
2 _____ ___ __
3 3 3
___
Observe as expressões ​√27 ∙ 8 ​e ​√27 ​· ​√ 8 ​ .
De modo geral, vale a igualdade √​ an ​ = a, para todo a [
n

R+ e n [ N, com n ≥ 2.

Modelos
__ __ __
6 6 8 8 ____ __ __

​ 42 ​ √ 7  ​
= 4    ​ √ 7  ​= 7
= 7    ​ De modo geral, segue que: √
​ a ∙ b ​= √​n a ​ · √​ b ​, para todo a
n n

[ R+, b [ R+ e n [ N, com n ≥ 2.
Atenção: Essa propriedade é válida somente para a
maior do que zero ou igual a zero.
____ Modelos
​√(-2)4 ​, a expressão não equiva-
4
Caso ocorra, por ____
exemplo,___ _____ __ ___
lerá a – 2, pois ​√(-2)  ​= ​√16 ​ = 2.
4 4 4 ​√4 ∙ 10  ​= √
​ 4 ​∙ √
​ 10 ​
__ _______ ___
____
Se, porém, o índice for ímpar, a propriedade √​ an ​ = a
√ ​  1  ​∙ 100 ​= 4​ ___ √
​  1  ​ ​ ∙ ​√100 ​
n
​ ___
4 4

continuará válida. Veja: 10 10


____
​√ (-1)3 ​= –1
3
2.1.4. Quarta propriedade
___ ___


3
√ __
Dessa forma, para uma expressão com radicais, é preciso ​ ​ 27 ​
​  27 ​ ​ e ____
Observe as expressões ​ ___ 3
 ​
8 3​√ 8 ​
impor a condição de existência:

§ Se o índice for ímpar (n é ímpar), o radicando poderá


ser
__qualquer número real: ​
n n
√ x  ​= x, x ∈ R
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§ Se o índice for par (n é par), o radicando deverá ser um


número
__ real não negativo:
n n __ __
​ x  ​= x, x ≥ 0 (condição de existência)
√ n
​ ​ __a ​ ​ ,
De modo geral, segue que n​ __​  a ​  ​ = n___ √

b √​ b ​
2.1.2. Segunda propriedade para todo a [ R+, b [​  R​+*​​  e n ∈ N, com n ≥ 2.
Pode-se representar o número 2 por meio de diferentes radicais:
5
__ Modelos ___ ___
2 = ​√ 25 ​
10
2 =​ √ 210 ​
___ √ 7
√ __
​ ​ 30 ​
​ 30 ​ ​​ = ____
​​ ___

​  ​7
 ​
______ __
_____

3
5
__
10
___
​√ 0,001 ​ = ​ _____
3 3 ​√ 1 ​  ​ = ___
​  1  ​  ​ = ______
​  _____ ​ 1  ​
Então: ​√25 ​= ​√210 ​ 1.000 3​√ 1.000 ​ 10

10
2.3. Racionalização de denominadores
O processo de racionalização do denominador consiste em
multiplicar a fração dada pelo número 1, escrito como fra-
ção, de modo que o produto nos denominadores seja um
número racional.

multimídia: vídeo ___ ​  1  ​· 1 = ___


​  1  ​ = ___
dXX
​ ​ 2 ​ ​ = ______
​  1  ​ · ___
dXX dXX d
​  1 · ​ 2 ​ ​ = ____
​  ​ 2 ​  ​ = ___
​ ​ 2 ​ ​
XX

Fonte: Youtube
d 2 ​ ​dXX
​ XX 2 ​ ​dXX2 ​ ​dXX 2 ​ ​dXX 2 ​ ​  dXX
2 ​· d​ XX 22 ​ 2
Uma Mente Brilhante
Observe que, depois da racionalização, escreve-se de outra
forma o número dado, agora com denominador racional.
dXX
2.2. Potenciação e radiciação ​ ​ 2 ​ ​é mais simples do que calcular ___
Calcular ___ ​  1  ​ .
2 d
​ XX
2 ​
com radicais Acompanhe a racionalização dos denominadores de alguns
números agrupados nas situações a seguir:
Veja uma potenciação com radicais:
__ __ __ __ __ _________ __
(​ 5​√ 2 ​  )4​ = 5​√ 2 ​· 5​√ 2 ​· 5​√ 2 ​· 5​√ 2 ​= 5​√ 2 ∙ 2 ∙ 2 ∙ 2 ​ = 5​√ 24 ​ Modelo 1
​  2  ​ .
§ Racionalização do denominador de ____
De modo geral, para efetuar a potenciação com um __
ra- 3​dXX
8 ​
dical,
__ eleva-se o radicando ao expoente dado: (
​ √ a ​  )​n =​
m
​ __ __
dXX 2​√ 8 ​ √
m n
√a  ​, em que a ≥ 0, m é um número natural maior que 1, ​  2  ​ = ____
____ ​ ​ 8 ​ ​ = ____
​  2  ​ · ___ ​  ​ ​ 8 ​ ​
 ​ = ___
3​dXX
8 ​ 3​dXX8 ​ ​dXX 8 ​ 3 ∙ 8 12
e n é um número inteiro. __ __
​  3  ​ .
§ Racionalização do denominador de 4___
m
Atenção: Repare que, se____
a < 0, então ( √ a ​  )n​ ≠ √ an ​. Por exem-
m

__ ___
4 4 4
( 4 ​ = √34 = 3, ( √−3 )4 não existe.
plo, se a = −3, tem-se: √−3) d
​ XX3 ​
d 3 3​4dXX
4 XX
d 3
4 XX
​ ​4 3  ​ ​ = ____
​  4 3  ​ ​ = ____
​ 3​ 3 ​ ​ = ​4dXX
3

Modelo 1 ​ 4 3  ​ = ___


___ ​ 4 3  ​ · ___ 33 ​
​d 3 ​ ​d 3 ​ ​d 3  ​ ​d 3  ​
XX XX XX
3 XX4 3
__ __
​( ​√5 ​  )3​ = √
​ 53 ​
__ 5 __ Modelo 2
​( 2 ​√ 3 ​  )​ = 25 · ​√ 35 ​ = 32 · 3 · 3​dXX
3 3
32 ​= 96 3​dXX
32 ​
​  3  ​ .
§ Racionalização do denominador de ______
2 d
​ XX
3 ​+ 1
​( 6​dXXXXX
4 – x ​ )​ = 6 · d​ (4 – x)  ​ = 36 · (4 – x) = 144 – 36x,
2 XXXXXX2
Como nesse denominador há uma adição em que pelo me-
com x ≤ 4
nos uma parcela é um número irracional, utiliza-se o produto
2
(​ d​ XX5 ​ + 3 )​ = (​ d​ XX5 ​)2​ + 2 · d​ XX5 ​ · 3 + 32 = 5 + 6​dXX5 ​+ 9 = 14 + 6​dXX5 ​ da soma pela diferença para racionalizar o denominador.

Para entender o procedimento da radiciação com radicais, 3


compare as expressões:

​d ​d 729 ​ ​ = 2​dXX
2 XXXXX
3 XXXX
9 ​= 3 e 6​dXXXX
729 ​= 3

Como as duas expressões são iguais a 3, então: ​  2  ​ .


§ Racionalização do denominador de _______
d 2 ​+ d​ XX
​ XX 5 ​
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​d​d729 ​ ​ = 6​dXXXX
2 3XXXXX
XXXX 729 ​= 3 Nesse denominador, há uma adição de dois números
irracionais. Para racionalizá-lo, multiplica-se a fração
De modo geral, para efetuar a radiciação com radicais, po- por:
de-se fazer ​mdXXX
​ XX
n
d a ​, em que a ≥ 0 e m e n são núme-
a ​ ​ = m​ · dn XX
ros naturais maiores que 1.

Modelo 2
​dXXX
3
d 2 ​ ​ = 3​ · 2dXX
​ XX 2 ​= 6​dXX
2 ​
dXX
​  ​ 6 ​  ​ .
dd Racionalização do denominador de ______
XXXXXXX
d d ​d 103 ​ ​ = ____
6 XXX
XXXXX XXXXX XXXX dXXX
​ 1.000
​ 3​ _____ ​  1.000
 ​ ​ ​ = 2​ · 3 _____ 103 ​ ​ = ____
 ​ ​ = 6​ ​ ___ ​  ​ ​ 10 ​
 ​ 4 – d​ XX
5 ​
64 64 26
​dXX
6
2  ​
6 2

11
__ ______ __ __
II. Incorreta. 5​√8 ​= 5​√22 ∙ 2 ​= 5​√22 ​· √
​ 2 ​ =
__ __
= 10​√2 ​< 11​√2 ​
III. Correta. Tem-se:
__
(6​√3 ​)2 = 36 · 3 = 108
O produto da soma pela diferença de a e b é: 2. Analise as seguintes expressões:
___
__
(a + b) · (a – b) = a2 – b2 3​√12 ​
I. ____
​   ​= 3​√2 ​
2 __
__ -1
​√3 ​
___
2.4. Potência com expoente fracionário √
II. (2​ 3 ​) = ​   ​
6
​  ​
__1 __
O expoente de uma potência pode ser um número em for- 2
III. (24) = 2​√2 ​
ma de fração.
A(s) alternativa(s) verdadeira(s) é(são):
Observe o exemplo a seguir: a) I.
___
51/2 = (​​√51/2 ​​)2 : 1.ª propriedade dos radicais b) II.
___ c) III.
(​​√51/2 ​​)2 = d​ XXX
51/2 ​· d​ XXX
51/2 ​= d​ XXXXXX
51/2 + 1/2 ​: propriedade do d) I e II.
produto de potências de mesma base e) I e III.
d 51/2 + 1/2 ​= d​ XX
​ XXXXXX 51 ​= d​ XX
5 ​
Resolução: Alternativa B
Portanto: 51/2 = d​ XX
5 ​. ___ __
__
3·2·√
3​√12 ​ ________ ​ 3 ​
5 ​, então 53/2 = (51/2)3 = (​ d​ XX
Se 51/2 = d​ XX 5 ​  )3​ = d​ 5XX3 ​ I. Incorreta. ____
​   ​ = ​   ​ = 3​√ 3 ​
2 2 __ __
__
Da mesma forma, é possível escrever outras potências de √ 1
____ ​√__
___ ​√ 3 ​
3 ​ ___
II. Correta. (2​ 3 ​) = ​ 
-1 __  ​ · ​   ​ = ​   ​
2​√3 ​ √ ​ 3 ​ 6
expoente fracionário como um radical. ​  ​
__1
2 ​  ​
4
__

III. Incorreta. (24) = 2 = 22 = 4 2

2 = ​ 2  ​
5/3 dXX5
3

____

[ ] d[ ] √( ) d
XXXX XXX 3. Assinale a alternativa correta:
​  1 ​  ​ ​= 3​ ​__
​  13 ​  ​ ​ = 3​ __
​  1  ​ ​ = __
​ 1 ​
2
​  1 ​  ​ = 3​ ​__
2/3 2
​__
8 8 2 26 4 __ __
____ ​ 4 ​+ √
a) √ ​ 5 ​ < 3
(0,3)2/7 = 7​d(0,3)
XXXXX2
 ​ = 7​​√0,09 ​​ __ __ __ __
__
De modo geral, pode-se dizer que a = √​ a  ​ para todo a m/n n m b) (​√3 ​+ √ 2 2 = (​√ 3 ​)2 + (​ ​√2 ​  )2​ = 3 + 2 = 5
​  ​)
[ R+, m [ Z e n [ N, com n ≥ 2. __
c) ___ ​  9__ ​= 6​√3 ​
​√3 ​
__
Aplicação do conteúdo ​  __ 4  ​= √
d) ______ ​ 5 ​+ 1
(​ ​√5 ​− 1 )​
___
1. Examine as afirmações a seguir: ​ 16 ​= ±4
e) √
__ __ __
I. A subtração
__
​( 2​√8 ​ – 3​√2 ​  )3​__equivale a 2​√2 ​.
Resolução: Alternativa D
II. 5​√8 ​__é maior do que 11​√2 ​.
__ __
III. (6​√3 ​)2 é igual a 108. ​ 5 ​ > 3
​ 4 ​+ √
a) Incorreta, pois √
As afirmativas corretas são: __ __
b) Incorreta, pois (​ ​√3 ​+ √
​ 2 ​  )2​ =
VOLUME 1  MATEMÁTICA e suas tecnologias

a) I e II apenas.
__ __ __ __ __
b) I e III apenas. = (​ ​√3 ​  )2​ + 2 √ ​ 2 ​+ (​ ​√2 ​  )2 = 5 + 2 √
​ 3 ​∙ √ ​ 6 ​.
c) II e III apenas. __ __
__
d) I, II e III. ​√3 ​ 9​√3 ​
c) Incorreta, pois ___​  9__ ​ = ___
​  9__ ​ ∙ ___
​  __ ​ = ____
​   ​ = 3​√ ​.
3
​√3 ​ ​√3 ​ __​√3 ​ 3
Resolução: Alternativa B __

​ 5 ​+ 1 √
I. Correta. Desenvolvendo a subtração: ​  __4  ​ · ______
d) Correta, pois ______ ​  __  ​= ​ 5 ​+ 1 .
__ __ __ __ (​ √​ 5 ​– 1 )​ √​ 5 ​+ 1
(2 √ 2 3 = (2​√23 ​– 3​√ ​)
​ 8 ​– 3​√ ​) 2 3= ___
__ __ e) Incorreta, pois √
​ 16 ​= 4.
= (2​√22 · 2  ​– 3​√ ​2 )3 =
__ __ __ __ __
= (2​√22  ​· √
​ 2 ​– 3​√ ​)
2 3 = (4​√2 ​– 3​√2 ​)3 = 4. Analisando os números reais,
__ 3
__ ___
= (​ ​√2 ​  )​ = 2​√ ​2 x=√
​ 2,7... ​

12
____
y = [​ ​√0,25 ​+ (163/4)-1 ]-1​ c) Verdadeiro.

____ ________
__ ​  5 ​ – 2 < 0 = -- __
x + z < 0 : __ 1 ​< 0.
3
√ ()
3
​  5 ​  ​  ​​
z = ​√(23)2 ​ – ​​ ​ √56 ​· ​__
3 3 -2

6 d) Verdadeiro.
é FALSO afirmar que: x + y + z ∉ (ℝ – ℚ), pois a soma de três números
racionais será sempre um número racional.
​ 3 ​
a) _​ zy ​< – __ ___ ___ ___
2
5. O valor da expressão √
​ 50 ​– √
​ 18 ​+ √
​ 98 ​ é:
b) x – y < __ ​ 1 ​ ____
5 a) √
​ 130 ​
__
c) x + z < 0 b) –5​__√2 ​
c) 9​√2 ​
___
d) x + y + z ∉ ( ℝ – ℚ)
d) 5​√13 ​
__
Resolução: Alternativa A e) 15​√2 ​
_____ ___
___
x=√
9 √ 9 3
___ -1

​ 25 ​ ​ = __
​ 7 ​ ​ = ​ ___
​ 2,7... ​= ​ 2 + __ ​ 5 ​
Resolução: Alternativa B
___ ___ ___
[ ]
____ -1
​√50 ​– √ ​ 98 ​ =
​ 18 ​– √
y = ​ ​√0,25 ​  + (​ ​√163 ​  )​ ​ ⇒
4

__ _____ __ __ __

( √ √( ) ) = 5​√2 ​– 3​√2 ​– 7​√2 ​ =


-1 -1
​  1 ​  ​+ 4​ ​ ​ ___ (
1  ​  ​ ​ ​ ⇒ y = ​ __
​ 1 ​ + __ )
​ 1 ​ ​
3
⇒ y = ​ ​ __
4 16 2 8 __
-1 = –5​√2 ​
5
( )
⇒ y= ​ ​   ​ ​ ⇒ y = __
__
8
​ 8 ​
5
________ ________
____ __
√ () √ ( )
z = ​√(2 )  ​– ​ ​ √5  ​∙ ​  ​ __5 ​  ​  ​ = 26/3 – ​ 56/3 ∙​ __
​ 6 ​  ​  ​⇒
3 -2 2
3 32 6
6 5
_____


​  36 ​ ​​= 4 – 6 = –2
⇒ 22 – ​​ 52 · ___
25

a) Falso. ​

​ 3 ​ : - __
__z ​< – __
y ​ 5 ​= – __
​  2 ​= –2 · __ ​ 5 ​ e – __
​ 5 ​> – __
​ 3 ​. multimídia: site
2 __8
​   ​ 8 4 4 2
5
b) Verdadeiro. [Link]
x – y < __ ​ 5 ​ – __
​ 1 ​ : __ ​ 8 ​ < __
​ 1  ​ = ___
​  1  ​ < __
​ 1 ​. bra-exponents-radicals
5 3 5 5 15 5

VOLUME 1  MATEMÁTICA e suas tecnologias

13
DIAGRAMA DE IDEIAS

EXPOENTE
(QUANTIDADE DE VEZES (EXPOENTE)
QUE A BASE É MULTIPLI-
n
POTENCIAÇÃO
CADA POR ELA MESMA)
a a• a• a• a•... •a
n VEZES
BASE
(NÚMERO A SER (BASE)
MULTIPLICADO)

"RAIZ" VEM DO
(ÍNDICE) LATIM RADIX, QUE
QUER DIZER "LADO".
n QUANDO ALGUÉM
RADICIAÇÃO
OPERAÇÃO INVERSA
DA POTENCIAÇÃO a DIZ "RAIZ
QUADRADA DE 9",
ESTÁ PENSANDO EM
"QUAL É O LADO
(RADICANDO) DO QUADRADO
DE ÁREA 9?".

9=3 9
1 1 1
1 1 1 3
1 1 1
VOLUME 1  MATEMÁTICA e suas tecnologias

14
Observe a seguinte igualdade:
1+x=3

EQUAÇÕES DO Essa igualdade leva o nome de sentença matemática


aberta ou equação, pois pode ser verdadeira ou falsa, de-
PRIMEIRO GRAU pendendo do valor atribuído à variável x. Nesse caso, se o
valor de x for 3, a sentença será falsa. Por outro lado, se o
E PROBLEMAS valor atribuído for 2, a sentença será verdadeira. Como x =
CLÁSSICOS 2 torna a sentença verdadeira, afirma-se que o número 2 é
a raiz da equação.
O conjunto dos valores que tornam uma equação verdadei-
ra é chamado de conjunto solução. No exemplo dado, o

MT AULAS conjunto solução S é:


3E4 S = {2}

COMPETÊNCIA(s) HABILIDADE(s)
5 19, 21, 22 e 23

1. Equações
multimídia: site
A primeira referência conhecida que trata das equações
está relacionada ao chamado Papiro de Rhind (também
conhecido como Papiro de Ahmes), um dos documentos [Link]
egípcios mais antigos sobre Matemática, escrito no ano de cc-6th-equations-and-inequalities
1650 a.C.
A álgebra começa a ser pesquisada a partir do século IX, Modelos
com a obra de Al-Khwarizmi (738-850 d.C), que trata do 1. 2x + 4 = 6, para x [ R
estudo das equações com uma ou mais incógnitas em uma
O único valor real que torna a equação verdadeira é x = 1,
resolução de problema. Em sua interpretação, quando é
logo S = {1}.
possível representar em linguagem simbólica, na forma de
uma equação, o resultado é a equação como uma conse- 2. x² = 4, para x [ R
quência da situação-problema. Al-Khwarizmi, um dos maio- Os valores reais que tornam a equação verdadeira são
res matemáticos árabes, resolvia as equações de um modo x = 2 ou x = –2, logo S = {–2, 2}.
semelhante ao atual: tudo, até mesmo os números, era re- 3. 0x + 1 = 1, para x [ R
presentado por palavras. O livro Al-jabr wa’l mugãbalah tra-
Nesse caso, nota-se que independentemente do valor de x,
zia explicações minuciosas sobre a resolução de equações.
a equação é verdadeira, logo S = R.
Diofante, por sua vez, foi um matemático grego que viveu
4. x² = –1, para x [ R
no século III. Ele se dedicou à álgebra e aplicou a ideia de
VOLUME 1  MATEMÁTICA e suas tecnologias

representar um número desconhecido por uma letra; as- Nesse caso, nota-se que não há valor real de x que torne a
sim, influenciou decisivamente outros matemáticos. equação verdadeira, logo S = Ø.
Para descobrir os valores que compõem o conjunto solu-
A equação de 1.º grau é definida como “uma sentença
ção, é possível manipular a equação utilizando algumas
aberta que exprime uma igualdade entre duas expres-
propriedades com o intuito de isolar a variável (incógnita)
sões numéricas”.
em um dos membros da equação.
A palavra “equação” deriva do latim equatione, que significa
“equacionar”, “igualar”. As expressões numéricas, separa- P1: Se um mesmo número for somado ou subtraído
das pelo sinal de igualdade, chamam-se “membros”; cada de ambos os membros de uma igualdade, a igualdade
membro é composto por “termos”; e esse termo, que multi- permanecerá verdadeira.
plica as letras, chama-se “coeficiente de termo”.

15
Modelos Modelos:
1. x – 4 = 10 1. __ ​  x ​= 6
x – 4 + 4 = 10 + 4 4
x = 14 ​  x ​ · 4 = 6 · 4
__
4
x = 24
Logo, S = {14}
Logo, S = {24}
2. 3 + x = 1
3+x–3=1–3 2. –2x = 6
x = –2
​​  6  ​​
​​ –2x ​​ = ___
___
–2 –2
Logo, S = {–2} x = –3

P2: Se ambos os membros de uma igualdade forem


Logo, S = {–3}
multiplicados ou divididos por um mesmo número, a
igualdade permanecerá verdadeira.

CONEXÃO ENTRE DISCIPLINAS

A equação do primeiro grau é a mais simples das equações estudadas no Ensino Médio, mas não é menos importan-
te do que as outras. As famosas fórmulas da disciplina de Física, como Q = m · c · Dq, que equaciona a quantidade
de calor, e a equação horária do movimento retilíneo uniforme, s = S0 + vt, são equações do primeiro grau.
Aprender a manipular as equações do primeiro grau fará com que você aumente seus horizontes tanto em
Matemática quanto em Física.

2. Equações de primeiro grau 5x – 15 = –2x + 2


Somando 2x em ambos os membros para isolar a incógnita:
Uma equação do primeiro grau pode ser representada na
forma ax + b = 0, com a i 0, a partir de manipulações 5x – 15 + 2x = –2x + 2 + 2x ä 7x – 15 = 2
algébricas descritas anteriormente. Uma vez escrita nessa Somando 15 em ambos os membros e finalmente
forma, é possível encontrar facilmente o conjunto solução dividindo por 7:
subtraindo o termo independente b de ambos os membros
e, em seguida, dividindo-os por a. 7x – 15 + 15 = 2 + 15 ä 7x = 17
VOLUME 1  MATEMÁTICA e suas tecnologias

Em uma equação de primeiro grau, ocorrem apenas ope- ​ 7x = ___


__ ​ 17 à x = ___ ​ 17 ​
7 7 7
rações de soma, subtração, multiplicação e divisão. Assim,
é possível reduzir uma equação de primeiro grau à forma
​ 17 ​  ​ .
Logo, S = ​___
7 { }
ax + b = 0, realizando apenas essas quatro operações. __x __5
2. Resolver ​  ​= ​  ​
4 2
Observe alguns exemplos de como manipular as equações Para cancelar o denominador 4 da fração __ ​ x ​, ambos os
com o intuito de isolar a incógnita: 4
membros devem ser multiplicados por 4:
1. Resolver 5(x – 3) = –2(x – 1) ​ 5 ​ · 4
​  x ​ · 4 = __
__ ​ 20 ​= 10
x = ___
4 2 2
Deve-se aplicar a propriedade distributiva, com o objetivo
de eliminar os parênteses, respeitando a regra de sinais: Logo, S = {10}.

16
3. Resolver ___ ​ 3​
​  x ​= __ Nesse caso, deve-se ter também mais de uma equação.
–4 2
Um conjunto de equações determina um sistema de
De modo semelhante ao exemplo anterior, ambos os
equações. Existem principalmente dois métodos para
membros da igualdade devem ser multiplicados por –4:
resolver tais sistemas: o método da substituição e o
___ ​ 3 ​ · (–4)
​  x  ​ · (–4) = __ método da adição.
–4 2
​ –12
x = ____ ​= –6
2 2.1.1. Método da substituição
Logo, S = {–6}.
Esse método consiste em obter, a partir de uma das equações,
Outra maneira de resolver equações desse tipo é realizan- uma incógnita em função das demais. Depois, substitui-se
do o produto cruzado: esse resultado nas outras equações. Observe um exemplo:

__​  a ​ = __​  c ​ à a · d = b · c Considere as seguintes equações:


b d

​  x  ​ = __
___ ​ 3 ​ à 2x = 3(–4)
–4 2 Primeiramente, escolhe-se uma das equações e isola-se
2x = –12 à x = ____ ​ –12
 ​= –6 qualquer uma das incógnitas. Por exemplo, a incógnita x
2
na equação (I) é isolada:
​ x + 2​= __
4. Resolver _____ ​ 5​
6 3
(I) x + 3y = 11 ä x = 11 – 3y
Realizando o produto cruzado, tem-se:
Em seguida, o valor encontrado para x na equação é subs-
3(x + 2) = 6 · 5 à 3x + 6 = 30 tituído na equação (II):
3x = 30 – 6
(II) 2x + y = 7
3x = 24
​ 24 ​= 8
x = ___ 2(11 – 3y) + y = 7
3
22 – 6y + y = 7
Logo, S = {8}.
–5y = –15
12 – ​
x + 1 = ​ __x ​
5.​Resolver  ​ ______
3 2 ​ –15 ​= 3
y = ____
–5
Em somas ou subtrações de frações, primeiramente é pre-
Logo, y = 3.
ciso encontrar o mínimo múltiplo comum entre os deno-
minadores. Assim, todos os denominadores são reduzidos Com esse resultado, é possível substituir o valor de y em
a um denominador comum, permitindo, então, cancelá-lo: quaisquer das equações. Utilizando a equação (I):
mmc(1,2,3) = 6 (I) x + 3y = 11
2 · (12 – x) + 6 · 1 ____
______________
  
​​   ​ = ​  3 · ​ x x + 3(3) = 11
6 6
x + 9 = 11
Multiplicando ambos os membros por 6, os denominado-
x=2
res são cancelados. Efetuando as operações no restante da
igualdade, tem-se: Assim, a solução do sistema de equações é S = {(2; 3)}
VOLUME 1  MATEMÁTICA e suas tecnologias

24 – 2x + 6 = 3x à 30 = 3x + 2x ⇔ 30 = 5x 2.1.2. Método da adição


Esse método consiste em igualar os coeficientes de uma
​ 30 ​= 6
x = ___
5 das incógnitas em ambas as equações de modo que, ao so-
Logo, S = {6}. má-las, esses coeficientes se anulem, diminuindo a quanti-
dade de incógnitas. Veja o exemplo:

2.1. Resolvendo sistemas de duas Considere o mesmo sistema de equações do exemplo


anterior:
equações de primeiro grau
Em problemas envolvendo equações de primeiro grau, é
possível ter mais de uma incógnita a ser calculada.

17
Se a equação (I) for multiplicada por −2, será obtido o Observe que a escolha do fator –2 para multiplicar a equa-
seguinte sistema: ção teve como finalidade igualar o valor absoluto dos
coeficientes da incógnita x nas duas equações.
Agora, a partir do valor de y, basta substituir em qualquer
das equações. Em (I), tem-se:

Somando a equação (I) e (II), tem-se: (I) x + 3y = 11


x + 3(3) = 11
x + 9 = 11
x=2

Assim, a solução do sistema de equações é S = {(2; 3)}.

VIVENCIANDO

Nos restaurantes por quilo, ou self-service, ocorre um exemplo de aplicação de uma equação de primeiro grau. Três
informações são indicadas no leitor da balança: 1) o peso da comida; 2) o valor por quilo da comida; 3) o valor a
ser pago. Com duas das três informações, é possível verificar a terceira informação desconhecida por meio de uma
equação do primeiro grau:

Peso da comida = x gramas


Valor do kg da comida = R$ 30,00 / kg
Valor a ser pago: R$ 12,00

Valor a ser pago = Peso da comida multiplicado pelo valor do quilo da comida
R$12,00 = x kg ∙ 30 R$/kg
12 = x ∙ 30
​​ 12 ​​
x = ___
30
x = 0,4 kg ou 400 g

§ “diferença entre o triplo desse número e 4”: 3x – 4


Aplicação do conteúdo
Logo:
A resolução de um problema matemático consiste em trans-
VOLUME 1  MATEMÁTICA e suas tecnologias

2x + 6 = 3x – 4
formá-lo em linguagem matemática, como uma equação,
utilizando os dados fornecidos para chegar a uma conclu- 6 + 4 = 3x – 2x
são, com base no pedido no enunciado. Por meio de alguns 10 = x
exemplos, será demonstrado como problemas envolvendo
equações de primeiro grau são enunciados. Portanto, o número pedido é 10.

1. Dado um número x, a soma do dobro desse número 2. Um executivo distribui seus rendimentos mensais da
com 6 equivale à diferença entre o triplo desse número seguinte maneira: ​ 1 __ ​para o plano de saúde, ​ 1
__ ​para a
e 4. Qual é esse número? 1 8 4
poupança, ​  __ ​para a alimentação e a moradia e os R$
6
Resolução: 6.600,00 restantes para o lazer. Quanto o executivo
§ “soma do dobro desse número com 6”: 2x + 6 poupa a cada mês?

18
Resolução: Multiplicando ambos os lados da equação por –1, tem-se:
Quando o problema menciona “​ __1 ​para o plano de saúde”, –2x = –18 à 2x = 18 ⇒ x = 9
8
entende-se que ele destina __ ​ 1 ​ do valor total que recebe Portanto, nessa chácara há 9 galinhas.
8
para o plano de saúde. Como o valor que ele recebe ao todo
4. Em uma escola de música, o salário mensal de
não é conhecido, ele é denominado x. Assim, é possível escre- um professor é de R$ 800,00. Além disso, ele ganha
ver que, para o pagamento do plano de saúde, ele destina __ ​ 1 ​ R$ 20,00 por mês por cada aluno inscrito em suas au-
8
​​ 1 ​​∙ x = __
de x, ou seja, __ ​ x ​. las. Para receber R$ 2.400,00 por mês, quantos alunos
8 8 devem estar matriculados em suas aulas?
Assim, se todos os valores que ele destina a cada atividade
Resolução:
forem somados, teremos o valor total de x:
Considerando x a quantidade de alunos matriculados e
​  x ​ + __
__ ​  x ​ + __
​  x ​+ 6 600 = x multiplicando o valor recebido por cada aluno matricula-
8 4 6
do (R$ 20,00) pela quantidade de alunos matriculados,
mmc(4,6,8) = 24 obtém-se o valor recebido pelo professor por cada aluno
inscrito em suas aulas.
Somando ao valor fixo de R$ 800,00, chega-se ao salário
⇒13x + 158 400 = 24x ⇒ final do professor. Como ele deve receber mensalmente
R$ 2.400,00, tem-se a seguinte equação:
⇒158 400 = 24x – 13x ⇒
20 · x + 800 = 2 400
⇒158 400 = 11x⇒
Resolvendo a equação:
​​ 158 400
⇒ x = _______  ​​ = 14 400 20 · x = 2 400 – 800
11
Dessa forma, como o valor total recebido mensalmente 20 · x = 1 600
pelo executivo foi denominado x, segue que o valor P des-
​ 1.600
x = _____ ​= 80
tinado à poupança corresponde a __ ​ 1 ​ de x: 20
4
Assim, deve haver 80 alunos matriculados.
​ 1 ​x = __
P = __ ​ 14.400
​ x ​ = ______
 ​= 3 600
4 4 4
3. Problemas clássicos
Portanto, o executivo poupa R$3 600,00 ao mês.
Alguns problemas são comuns no vestibular, e não há fór-
mula para resolvê-los. No entanto, analisando a resolução
3. Em uma chácara, há galinhas e vacas, totalizando 14 de alguns deles, é possível utilizar os mesmos métodos
cabeças e 38 pés. Calcule o número de galinhas. para problemas semelhantes. Observe os exemplos:
Resolução: § Uma torneira enche um tanque em 16 horas, e outra, em 12
Sendo x o número de galinhas e y o número de vacas, horas. Estando o tanque vazio e abrindo simultaneamente
e considerando que cada vaca e cada galinha possuem as duas torneiras, em quanto tempo encherão o tanque?
uma cabeça, cada galinha possui dois pés, e cada vaca, § Um trabalhador em uma fazenda consegue arar todo
quatro. Tem-se: o campo em 16 horas. Um outro trabalhador consegue
arar o mesmo campo em 12 horas. Em quanto tempo
VOLUME 1  MATEMÁTICA e suas tecnologias

os dois trabalhadores conseguem arar um campo idên-


tico trabalhando ao mesmo tempo?
Como o objetivo é obter o número de galinhas (x), pelo Note que os dois problemas, apesar de tratarem de temas
método da adição é possível eliminar a outra incógnita (y). distintos, possuem semelhanças. Com efeito, a resolução
Assim, a equação (I) deve ser multiplicada por –4, e ambas de ambos é idêntica. Assim, se soubermos resolver um de-
as equações devem ser somadas: les, também saberemos resolver o outro.
Devido a essa similaridade entre questões, serão apre-
sentados alguns problemas e suas resoluções para que
os métodos de resolução possam ser aplicados em outras
situações que podem aparecer no vestibular.

19
3.1. O problema das torneiras Depois de pagar R$ 3,00 de estacionamento, resulta que:

Uma torneira enche um tanque em 16 horas, e outra, em 12 ​ x – 30


_____ ​ x – 30
 ​– 1 – 3 = 2 ⇒ _____  ​= 6 ⇒ x = 222
32 32
horas. Estando o tanque vazio e abrindo simultaneamente as
duas torneiras, em quanto tempo encherão o tanque? Solução aritmética
Observando a situação-problema do fim ao começo, tem-se:
Análise
Nessa situação-problema, não é possível aplicar a regra de
três, uma vez que as capacidades de trabalho das torneiras
são diferentes. O caminho, nesse caso, é identificar as fra-
ções do trabalho que as respectivas torneiras realizam em
uma unidade de tempo. Assim, é preciso verificar a parte 54

do tanque que cada torneira enche em 1 hora.

§ Se a primeira torneira enche o tanque todo em 16


​ 1  ​do tanque.
horas, então em 1 hora ela encherá ___
16
§ Se a segunda torneira enche o tanque todo em 12
Resposta: Juliana tinha no início R$ 222,00.
​ 1  ​do tanque.
horas, então em 1 hora ela encherá ___
12
Solução 3.3. O problema das idades
Sendo x horas o tempo que as duas torneiras gastarão Eric diz a Douglas: “Hoje eu tenho o dobro da idade que
para encher o tanque juntas, em uma hora elas encherão tu tinhas quando eu tinha a idade que tu tens. Quando tu
tiveres a idade que eu tenho, a soma das nossas idades
do tanque.
será 90 anos”. Descubra a idade atual de cada um.
Assim,
Análise
​ 6 ​h = __
Veja: __ ​ 6 ​· 60 min = ___
​ 360
 ​min = 51 __ ​ 3 ​ min Uma bom auxílio para resolver os problemas de idade é
7 7 7 7
construir uma tabela contendo as idades dos personagens
Resposta: 6 __ ​ 6 ​horas ou 6 horas e 51 __
​ 3 ​ minutos. envolvidos, no presente e/ou no passado e/ou no futuro e, em
7 7
seguida, montar equações considerando que a diferença en-
3.2. O problema das lojas tre idades não muda: “Se, quando Douglas nasceu, Eric tinha
x anos, Eric sempre será x anos mais velho do que Douglas no
Juliana foi ao shopping center e entrou em 5 lojas. Em cada
presente, no passado ou no futuro”.
uma, gastou R$ 1,00 a mais do que a metade do que tinha
ao entrar. Ao sair do shopping center, pagou R$ 3,00 de
Solução
estacionamento e ficou com R$ 2,00. Quanto Juliana tinha
antes de entrar na primeira loja? Considerando os dados do problema, é possível construir
a seguinte tabela.
Solução algébrica
Passado Presente Futuro
Sendo x reais a quantia inicial de Juliana, tem-se:
Eric y 2x 90 – 2x
VOLUME 1  MATEMÁTICA e suas tecnologias

Entrou Douglas x y 2x
Loja Gastou Saiu com...
com...

1 x x  ​+ 1
​  __ x  ​– 1
​  __ Acompanhe passo a passo a construção da tabela:
2 2
1. Eric disse: “Hoje eu tenho o dobro da idade que tu tinhas
2 ​  x____
–  ​
2 ​ x____
–  ​
2+1 ​  x____
–  ​
2–1
2 4 4 [...]”. Daí, Eric, no presente, tem 2x anos, e Douglas, x anos,
3 ​  x____
–  ​
6 ​ x____
–  ​
6+1 ​  x____
–  ​
6–1 no passado.
4 8 8
2. Eric disse: “[...] quando eu tinha a idade que tu tens”.
4 ​  x_____
– 14
 ​ ​  x_____
– 14
 ​+ 1 ​ x_____
– 14
 ​– 1
8 16 16 Então, Eric tinha y anos no passado (quando Douglas tinha
5 ​  x_____
– 30
 ​ ​  x_____
– 30
 ​+ 1 ​ x_____
– 30
 ​– 1
x anos), sendo y anos também a idade de Douglas hoje,
16 32 32 no presente.

20
3. Eric disse: “Quando tu tiveres a idade que eu tenho [...]”.
Então, no futuro, a idade de Douglas será 2x (a mesma de
Eric no presente).
⇒5x2 – 37x + 60 = 0 ⇒
4. Eric disse: “[...] a soma das nossas idades será 90 anos”. ⇒ x = 5 ou x = 2,4 (não convém)
Então, como no futuro a idade de Douglas será 2x, a de
Dessa forma, o primeiro, o segundo e o terceiro tratores gas-
Eric será o que está faltando para completar os 90 anos, ou
tam, respectivamente, x – 2 = 3h, x – 3 = 2h e x = 5h. En-
seja, a idade de Eric será (90 – 2x) anos.
tão, se os três gastarem y horas para fazer o serviço juntos,
Considerando que, em qualquer tempo, a diferença entre em uma hora eles farão:
as idades será sempre a mesma:
​ 1y ​ = __
__ ​ 1 ​ + __
​ 1 ​ + __ ​ 31 ​
​ 1 ​ = ___
I. y – x = 2x – y ⇒ 2y = 3x 2 3 5 30
Aqui, recorre-se ao artifício do problema da proporção para ​ 30 ​ horas.
Resposta: ___
31
evitar as frações.
2y = 3x = 6k ⇔ y = 3k
x = 2k 3.5. O problema da água e do vinho
II. y – x = (90 – 2x) – 2x ⇒ y + 3x = 90 Um barril contém 30 litros de água, e o outro, 20 litros
de vinho. Simultaneamente, x litros de cada barril são tro-
⇒ 3k + 6k = 90 ⇒ k = 10
x = 20 cados. Essa operação se repete várias vezes e é possível
⇒ y = 30 comprovar que a quantidade de vinho em cada barril se
mantém constante depois da primeira operação. Determi-
Logo, hoje Eric tem 2x = 40 anos, e Douglas, y = 30 anos. ne quantos litros (x) são trocados em cada operação.

3.4. O problema dos tratores Solução


Para arar um campo, o primeiro trator gasta 2 horas a De início, tem-se:
menos do que o terceiro e uma hora a mais do que o água = 30 L
No 1.º barril:
segundo. Se o primeiro e o segundo tratores trabalha- vinho = 0
rem juntos, a operação pode ser feita em 1 hora e 12 água = 0
minutos. Quanto tempo gastariam os 3 tratores, juntos, No 2.º barril:
vinho = 20 L
para arar um campo idêntico?
Depois da primeira troca, tem-se:
Análise água = (30 – x) L
Se, para efetuar um trabalho, gastam-se 3 horas, em uma No 1.º barril: vinho = x L
​ 1 ​desse trabalho. Assim, se, para efetuar um
hora faz-se __ ​  x  ​
fração de vinho = ___
3 30
trabalho, gastam-se x horas, em uma hora faz-se __ ​ 1x ​ des- água = x L
se trabalho.
No 2.º barril: vinho = (20 – x) L
​ 20 – ​
fração de vinho = _____ x
Solução 20
Se o terceiro trator gasta sozinho x horas, tem-se: ( parte
​ Lembre-se: fração = ____
​   ​  ​
todo )
1. Tempo gasto pelo primeiro trator : (x – 2) horas
A partir da primeira troca, as quantidades de vinho perma-
VOLUME 1  MATEMÁTICA e suas tecnologias

2. Tempo gasto pelo segundo trator : tempo gasto pelo necem inalteradas em cada barril. Então, as quantidades
primeiro trator, menos 1 hora : (x – 3) horas. de vinho trocadas são iguais:
Observe: Se o primeiro trator gasta uma hora a mais do Vinho que sai do 1.º barril = Vinho que sai do 2.º barril. As-
que o segundo, então o segundo gasta uma hora a menos sim, obtém-se:
do que o primeiro.

(
3. 1h e 12 minutos = ​ 1 + ___ ) ​ 6 ​ h
​ 12 ​  ​h = __
​  x  ​· x = ​ ​ _____
___
30 20 (
20 – ​ x ​· x
)
60 5
Uma vez que x é diferente de zero, tem-se:
​  1  ​
4. Em uma hora de trabalho, o primeiro trator realiza ____
x –2
​  1  ​, e os dois, juntos, fazem
do serviço, o segundo faz ____
__ ​ 20 – ​x ⇒ x = 12
​  x  ​ = _____
x–3 3 2
__ ​ 5 ​. Assim:
​  1 ​ = __ Resposta: 12 litros
​ 6 ​ 6
__
5
21
DIAGRAMA DE IDEIAS

EQUAÇÕES DO 1.º GRAU

• X É UMA INCÓGNITA
CONHECIMENTOS
PRÉVIOS: 1+x=3 • TODA EQUAÇÃO TEM UM
CONJUNTO SOLUÇÃO.
• OPERAÇÕES BÁSICAS 1.º MEMBRO 2.º MEMBRO
• FRAÇÕES
• 2 É A RAIZ QUE TORNA A
IGUALDADE ENTRE
• DISTRIBUTIVAS
EQUAÇÃO UMA SEN-
OS MEMBROS
TENÇA VERDADEIRA.

• DAS TORNEIRAS VOLUME VERSUS TEMPO


PROBLEMAS • DAS LOJAS DECRÉSCIMOS SUCESSIVOS
CLÁSSICOS • DAS IDADES ORGANIZAÇÃO DE TABELAS: IDADE VERSUS TEMPO
• DA ÁGUA E DO VINHO MISTURA
• DOS TRATORES EXECUÇÃO DE TRABALHO VERSUS TEMPO

EXIGE UMA ORGANIZAÇÃO NÃO POSSUEM UMA


LEITURA ATENTA NAS SOLUÇÕES FÓRMULA PRONTA
VOLUME 1  MATEMÁTICA e suas tecnologias

22
se tem D < 0, o radical é negativo, e seu resultado para
números reais não pode ser definido.

Modelos
EQUAÇÕES DO 1. Encontre o conjunto solução da equação.
x² – 5x + 6 = 0
SEGUNDO GRAU Determinando os parâmetros, segue:
a=1
b = –5
c=6

MT
Calcula-se primeiramente o discriminante:
AULAS
5E6 D = b2 – 4ac = (–5)2 – 4 · 1 · 6 = 1
Como D > 0, a equação apresentará duas raízes reais dis-
COMPETÊNCIA(s) HABILIDADE(s) tintas: x1 e x2:
5 19, 21, 22 e 23 –b ± d​ XXXXXXX
b2 ​ –(–5) ± d​ XX
– 4ac ​= ​ _________1 ​ 5 ± 1
​ ____________
x =    ​ = _____
​   ​ =
2a 2·1 2

{ ​ 5 + ​
1= 3
1. Equações do segundo grau x1 = _____
     
=  
  
​​ 2  ​  ​
Uma equação de segundo grau pode ser escrita na forma ​ 5 – ​
x2 = ____ 1= 2
2 ​
ax² + bx + c = 0, com a i 0 e a, b e c parâmetros reais.
As equações desse tipo podem apresentar até duas solu- Logo, o conjunto solução é S = {2, 3}.
ções distintas, ou seja, podem existir dois valores reais de
2. Encontre o conjunto solução da equação.
x que satisfaçam a igualdade. É por meio da fórmula de
Bhaskara que as soluções devem ser encontradas: 25 + x² – 10x = 0
Determinando os parâmetros, segue:
– b ± d​ XXXXXXX
x = ____________
b2 – 4ac ​
​      ​ a=1
2a
b = –10
Sendo a, b e c os coeficientes de uma equação do tipo ax² c = 25
+ bx + c = 0, com a i 0, as duas soluções (denominadas Note que os parâmetros a e b são, respectivamente, os
raízes) x1 e x2 são dadas, então, por: coeficientes de x² e x, e c é o termo independente, não
_______ sendo necessariamente o primeiro, segundo e terceiro
–b + d​ XXXXXXX
b2 ​ e
– 4ac ​ √ 2 – 4ac ​
​ ____________
x1 =   ​​ –b – ​ b  ​​
____________
x2 =   termos da equação.
2a 2a
O termo b2 – 4ac, denominado discriminante, é represen- Identificando o discriminante:
tado pela letra grega delta maiúscula (D). O valor numérico D = b2 – 4ac = (–10)2 – 4 · 1 · 25 = 0
do discriminante indica a quantidade de raízes reais distin-
Como D = 0, a equação apresentará apenas uma raiz real.
VOLUME 1  MATEMÁTICA e suas tecnologias

tas da equação: _______ __


–b±√ ​ b ​​
2 –(–10) ± √
​ 0 ​ 10 ± 0
– 4ac ​ = __________
§ Se D > 0 (discriminante positivo), a equação possui ​​ ____________
x =    ​​   ​​ = ​ ______
 ​ = 5
2a 2(1) 2
duas raízes reais diferentes.

§ Se D = 0 (discriminante nulo), a equação possui ape- Logo, o conjunto solução é S = {5}.


nas uma raiz real dupla.
3. Encontrar o conjunto solução da equação x² + x + 1 = 0.
§ Se D < 0 (discriminante negativo), a equação não Determinando os parâmetros, segue:
possui raízes reais.
a=1
Para solucionar uma equação do segundo grau, é neces- b=1
sário calcular a raiz quadrada do discriminante. Quando c=1

23
Calculando o discriminante: 1.1. Condições para o
D = b2 – 4ac = (1)2 – 4(1)(1) = –3 número de raízes reais
O valor numérico do discriminante indica o número de
Como D < 0, a equação não apresenta raízes reais, portan- raízes reais de uma equação de segundo grau. Assim, é
to não é necessário calcular as raízes. possível, caso haja um coeficiente desconhecido, verificar
O conjunto solução é S = Ø. sob quais condições esse parâmetro oferece duas, uma
ou nenhuma raiz real.

VIVENCIANDO

Imagine as seguintes situações: um designer de interiores precisa verificar se os móveis de uma casa estão bem dis-
postos dentro de cada cômodo e um pedreiro precisa confirmar a metragem de uma parede antes de levantá-la. Com
efeito, em todos os momentos em que um cálculo de área for exigido, a equação de segundo grau será a ferramenta
essencial para a resolução do problema.

a=m
Aplicação do conteúdo b = –1
1. Qual deve ser o valor real do parâmetro k para que c=1
a equação 2x² + 4x + k = 0 forneça apenas uma solu- Para que a equação apresente duas raízes reais, o discrimi-
ção real?
nante deve ser positivo:
Resolução:
D = b2 – 4ac > 0
Determinando os parâmetros, segue:
(–1)² – 4 · m · 1 > 0
a=2
b=4 1 – 4m > 0
c=k –4m > –1
Como a equação deve fornecer apenas uma raiz real, o dis-
​ 1 ​
m < __
criminante deve ser nulo: 4
D = b2 – 4ac = 0 ​ 1 ​, a equação apresen-
Logo, se o valor de m for menor que __
4
4² – 4 · 2 · k = 0 tará duas soluções reais distintas.
16 – 8k = 0 Para que a equação não apresente raízes reais, o discrimi-
nante deve ser negativo:
VOLUME 1  MATEMÁTICA e suas tecnologias

–8k = –16
​​ –16 ​​ = 2
k = ____ D = b2 – 4ac < 0
–8
Logo, se ocorrer k = 2 na equação 2x² + 4x + k = 0, haverá (– 1)² – 4 · m · 1 < 0
apenas uma raiz real. Veja que não é preciso calcular a raiz. 1 – 4m < 0
2. Quais os valores de m para que a equação mx² – x + 1 = 0 – 4m < –1
apresente duas raízes reais distintas? E para quais valores
não apresenta raízes reais? ​ 1 ​
m > __
4
Resolução: ​ 1 ​, a equação
Dessa forma, se o valor de m for maior que __
4
Determinando os parâmetros, segue: não apresentará raiz real.

24
1.2. Equações de segundo grau Assim, as raízes são x1 = 0 e x2 = __ ​ 5 ​, ou seja,
4
incompletas
Quando uma equação do segundo grau ax² + bx + c = 0
S = ​ 0, __
4 { }
​ 5 ​  .​

apresenta b = 0 ou c = 0, mesmo sendo possível utilizar 1.3. Soma e produto das raízes de
a fórmula de Bhaskara, existem modos mais eficientes de
encontrar as raízes.
uma equação de segundo grau
Considerando uma equação do segundo grau com
1.2.1. Caso b = 0 ax² + bx + c = 0, com a i 0, as duas soluções x1 e
Uma equação do tipo ax² + c = 0 pode ser resolvida sem x2 são dadas por:
a utilização da fórmula de Bhaskara. Observe um exemplo: _______ _______
√ 2 – 4ac ​ √ 2 – 4ac ​
​​ – b + ​ b ​​ 
x1 = ____________
   ​​ – b – ​ b ​​.
e x2 = ____________
  
§ Calcule as soluções da equação 2x² – 8 = 0. 2a 2a
Isolando o termo x² em um membro da equação: Sendo S a soma das raízes:
__ __
2x² = 8 _ √ –b – ​√ ​​.
​ ∆ ​ + ________∆​ ä
​​  b +  ​​
S = x1 + x2 = ________
2a 2a
x² = 4 __ __
√ b–√
Como existem dois valores para x, que, quando elevados à ​​ –b + ​ ∆ ​– ​​.
_______________
ä S =    ​ ∆​ ä
2a
segunda potência, resultam no valor 4, as raízes da equa-
ção são x1 = 2 e x2 = –2. Assim, S = {–2, 2}. ä S = – ___ ​ 2b ​= – __a​ b ​.
2a
§ Calcule as soluções da equação x² + 5 = 0.
Logo: S = – __a​ b ​ ä –S = __a​ b ​ .
Isolando o termo x²:
x² = –5 Sendo P o produto das raízes:
__ __
Note que não existe um valor que, elevado ao quadrado, (–b + √​ ∆ ​) (–b –​√∆ ​)
P = x1 · x2 = _______
​​   ​​ · ______
​​   ​​ ä
resulte em um número negativo. Assim, S = Ø. 2a 2a
__ __
(–b)2 – (​√∆ ​)2 b_____
√∆ ​
 ​​ = ​  – 2 ​ ä
2

1.2.2. Caso c = 0 ä P = __________


​​ 
4a2 4a
Caso o termo independente seja nulo, haverá uma equa- b2 – (b2 – 4ac) ___
ção do tipo ax² + bx = 0. Essas equações podem ser resol- ​   ​ = ​ 4ac2 ​ = __a​  c ​
ä P = ___________
4a2 4a
vidas fatorando a expressão:
Logo: P = __a​ c ​ .
ax² + bx = 0 à x (ax + b) = 0
Para um produto ser nulo, um dos fatores deve ser nulo: Substituindo em ax² + bx + c = 0, considerando o coe-
ficiente dominante igual a 1, segue:
x=0
ou x² – Sx + P = 0

​ –b
ax + b = 0 à x = ___
a ​​
Assim, o coeficiente do termo do 1.º grau será a soma das
raízes com o sinal trocado, e o termo independente será o
​ –b
Assim, as raízes são x1 = 0 e x2 = ___
a ​ .
VOLUME 1  MATEMÁTICA e suas tecnologias

produto das raízes.


Observe um exemplo:
Modelo
§ Calcule as raízes da equação 4x² – 5x = 0.
Supondo x1 > x2
Fatorando o primeiro membro da equação:
4x² – 5x = 0 à x(4x – 5) = 0
Para o produto ser nulo, é preciso ter:
x1 = 2
§ Se x2 – 3x + 2 = 0, então ​  
​ ​  ​
x2 = 1 ​ {
x=0
ou
​ 5 ​
4x – 5 = 0 à x = __
4
x1 = 4
§ Se x2 – x – 12 = 0, então ​​   

x2 = –3
 ​​​
​ {
25
CONEXÃO ENTRE DISCIPLINAS

Equações do segundo grau estão intimamente relacionadas às funções do segundo grau estudadas na disciplina
de Física. Um exemplo é a equação horária do espaço s = s0 + v0t + __​​ 1 ​​ at2, para t0 = 0, chamada de “sorvetão”. A
2
resolução desse tipo de problema se torna mais fácil com a aplicação da fórmula de Bhaskara.

1.4. Equações biquadradas Essa equação pode ser resolvida por meio da fórmula de
Bhaskara, resultando em y1 = 4 e y2 = 9.
Quando uma equação do quarto grau possui a forma:
Contudo, como x² = y, segue que:
ax4 + bx² +c = 0 (sendo a i 0)
§ x² = 4, logo x1 = 2 e x2 = –2.
ela é denominada equação biquadrada. Note que a
equação de quarto grau possui somente variáveis com expo- § x² = 9, logo x3 = 3 e x4 = –3.
ente par. Observe alguns exemplos de equação biquadrada:
Assim, o conjunto solução é S = {–2, –3, 2, 3}.
x4 + 2x2 – 1 = 0
2. Encontre o conjunto solução da equação biquadrada
2x4 – 8 = 0
x4 + x2 – 2 = 0.
x4 – 4x2 = 0
Contudo, casos como: Substituindo x² por y, tem-se:
x4 + 2x3 – x2 + 7 = 0 y² + y – 2 = 0
5x4 – 2x2 + x – 1 = 0 Resolvendo a equação de segundo grau, resulta y1 = 1 e
y2 = –2.
não são equações biquadradas, pois possuem coeficientes
não nulos em variáveis de grau ímpar. Retornando à variável x, chega-se a:
Esses casos particulares de equações incompletas de quar- § x² = 1, logo x1 = 1 e x2 = –1.
to grau podem ser resolvidos por meio de uma substituição
de variável realizada de modo a reduzir a equação de quar- § x² = –2 (não há valores reais de x que satisfaçam
to grau a uma de segundo grau. essa igualdade)

Considere a equação ax4 + bx² + c = 0, com a i 0. Subs- Assim, o conjunto solução é S = {–1, 1}.
tituindo x² por y, resulta: 3. Encontre as raízes da equação x4 – 16 = 0.
x4 = (x²)² = (y)² = y² Realizando a substituição x² = y, tem-se:
Logo, a equação na variável y é:
y² – 16 = 0
ay² + by + c = 0
y² = 16
Como já visto, essa equação possui as raízes:
y = ± 4, ou seja, y1 = 4 e y2 = –4.
dXXXXXXX dXXXXXXX
​ –b + ​ b ​ e
– 4ac ​ ​ –b – ​ b ​
– 4ac ​.
2 2
y1 = ____________ y2 = ____________
VOLUME 1  MATEMÁTICA e suas tecnologias

      Como x² = y, retornando a equação à variável x, segue que:


2a 2a
_
No entanto, como x² = y, segue que x = ± √
​​ y ​​ , logo: § x² = 4, logo x1 = 2 e x2 = –2.
__ __
x1 = √
​​ y1 ​​​ x2 = – √
​​ y1 ​​ § x² = –4 (não há valores reais de x que satisfaçam essa
__ __
x3 = √
​​​ y2 ​​​ x4 = – √
​​ y2 ​​ ​ igualdade)
Assim, o conjunto solução é S = {–2, 2}.
Modelos
1. Resolva a equação x4 – 13x² + 36 = 0.
Substituindo x² por y, tem-se:
y² – 13y + 36 = 0

26
DIAGRAMA DE IDEIAS

EQUAÇÕES DO 2.º GRAU

CONHECIMENTOS
PRÉVIOS:
• FATORAÇÃO ax² + bx + c = 0 x= - b +- b² - 4ac
• PRODUTO NOTÁVEL com a ≠ 0 2a
• POTENCIAÇÃO
E RADICIAÇÃO

DISCRIMINANTE

0 há 2 raízes reais e distintas

= b² - 4ac Se =0 há 2 raízes reais e iguais

0 não há raízes reais

VOLUME 1  MATEMÁTICA e suas tecnologias

27
A representação por extensão pode ser aplicada para con-
juntos infinitos ou finitos, mesmo que o número de ele-
mentos seja muito grande. Veja:

§ Conjunto dos números ímpares positivos:


TEORIA DOS B = {1, 3, 5,...} é conjunto infinito

CONJUNTOS § Conjunto dos números pares positivos menores


que 400:
C = {2, 4, 6,..., 398} é conjunto finito
Também é possível representar um conjunto por meio de
uma figura chamada diagrama de Euler-Venn.

MT AULAS
7E8
Por exemplo, um conjunto A = {0, 2, 4, 6, 8} pode ser repre-
sentado pelo seguinte diagrama:

COMPETÊNCIA(s) HABILIDADE(s)
1, 5 e 6 1, 2, 5, 21, 22, 23 e 25

1. Teoria dos conjuntos


Os conceitos de conjunto, elemento e pertinência de Nos casos em que é dada uma propriedade característica
elemento ao conjunto são definidos como primitivos, dos elementos de um conjunto, afirma-se que o conjunto
isto é, são aceitos sem definição. está representado por compreensão. Observe:
Não obstante, a noção de conjunto pode ser compreendi-
da intuitivamente como um agrupamento de elementos.
Observe os exemplos a seguir:
§ conjunto dos números naturais menores que 10;
§ conjunto das letras do alfabeto;
1.1. Relações de pertinência
§ conjunto dos números pares; Quando o objetivo é indicar que um determinado elemento
x faz parte de um conjunto A, afirma-se que o elemento x
§ conjunto dos dias de uma semana;
pertence ao conjunto A, relação que é simbolizada da
§ conjunto dos números primos; seguinte maneira:
§ conjunto dos números inteiros negativos;
x [A
§ conjunto dos polígonos regulares.
É possível representar um conjunto nomeando seus elemen- Do mesmo modo, se o objetivo é indicar que um elemento
tos um a um e organizando-os entre chaves e separados por x não pertence a um conjunto A, a representação é:
vírgulas. Nesse modelo, o conjunto está representado por
extensão. Por exemplo, pode-se representar o conjunto A x ÓA
VOLUME 1  MATEMÁTICA e suas tecnologias

dos números naturais menores que 10 da seguinte maneira:


As relações de pertinência [ e Ó relacionam um ele-
A = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9}
mento a um conjunto.
Assim, está indicado que os elementos 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6,
Considere o conjunto A = {1, 2, 3, 4, 5}. É possível realizar
7, 8 e 9 pertencem ao conjunto A.
as seguintes afirmações:
Atenção: As chaves são utilizadas para representar con-
juntos. Ou seja, a e {a} são diferentes: § 1 [A
(Lê-se: o elemento 1 pertence ao conjunto A)

§ 6 ÓA
(Lê-se: o elemento 6 não pertence ao conjunto A)

28
1.2. Relações de inclusão É possível, em alguns casos, tratar conjuntos como elemen-
tos de um outro conjunto. Veja:
Para relacionar dois conjuntos, são utilizadas as relações
de inclusão. Se todo elemento de um conjunto B perten- A = {1, 2, 3, {3}}
ce a outro conjunto A, afirma-se que o conjunto B está
contido no conjunto A. Essa relação é simbolizada da se- Nesse caso, o conjunto A é formado pelos algarismos 1,
guinte maneira: 2 e 3 e por um conjunto que contém o algarismo 3. Dessa
forma, é possível escrever:
B ,A
{3} [ {1, 2, 3, {3}}
Caso algum elemento de B não pertença ao conjunto A, O conjunto unitário {3} é tratado como sendo um elemen-
o conjunto B não estará contido em A. Essa relação é to do conjunto A.
simbolizada da seguinte maneira:

B ÷A
1.3. Igualdade de conjuntos
Dois conjuntos são iguais quando possuem os mesmos
As relações de inclusão , e ÷ relacionam dois conjuntos. elementos. Caso dois conjuntos A e B sejam iguais, a indi-
cação será A = B.
Considerando os conjuntos A e B representados pelo dia-
grama de Venn, tem-se: A negação da igualdade é indicada por A i B (A é dife-
rente de B). Isso quer dizer que um desses conjuntos possui
pelo menos um elemento que não pertence ao outro.
Observe que, se A , B e B , A, então A = B.

1.4. Conjunto universo


Em diversas situações, é importante estabelecer o con-
junto U, ao qual pertencem os elementos de todos os
conjuntos considerados. Esse conjunto é denominado
conjunto universo.
Por exemplo, ao tratar da população humana, o conjunto
universo é constituído de todos os seres humanos.
Para descrever um conjunto A por meio de uma proprieda-
de característica p de seus elementos, é preciso mencionar,
de modo explícito ou não, o conjunto universo U no qual
Atenção: As relações de pertinência sempre relacionam se está trabalhando:
um elemento a um conjunto, e as relações de inclusão rela-
cionam dois conjuntos. Observe os exemplos: A = {x [ U | x tem a propriedade p}

§ 1 , {1, 2, 3} ou

Errado – a relação de inclusão “,” relaciona dois con- A = {x | x tem a propriedade p},
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juntos, e 1 é um elemento.
quando a intenção é se referir a U de modo implícito.
§ {1} , {1, 2, 3}
Correto – o conjunto formado pelo número 1 está conti- [Link] unitário
do no conjunto {1, 2, 3}. O conjunto que possui um único elemento é chamado de
conjunto unitário.
§ {2} [ {1, 2, 3}
Considere, por exemplo, o conjunto P = { x | x é um número
Errado – o elemento {2} não pertence ao conjunto {1, 2, 3}.
primo par e positivo}.
§ 2 [ {1, 2, 3} O único número primo par e positivo é 2. Assim, P é um
Correto – o elemento 2 pertence ao conjunto {1, 2, 3}. conjunto unitário e é possível escrever P = {2}.

29
1.6. Conjunto vazio Observe que o elemento 4 pertence a A, mas não pertence
a B. A indicação é:
O conjunto que não possui elementos é chamado de con-
A ÷ B (A não está contido em B)
junto vazio. Observe:
B À A (B não contém A)
Se A for o conjunto dos números primos menores que 2,
esse conjunto não possuirá elemento, pois não há número O símbolo ÷ significa “não está contido”, e À significa
primo menor que 2. “não contém”.
O conjunto vazio é representado por { } ou Ø. Um conjunto A é subconjunto do conjunto B quando todo
Note que, como o símbolo Ø já representa um conjunto, elemento de A também pertence a B.
para representar um conjunto vazio é possível escrever { }
ou Ø, mas não {Ø}. Lembre-se:
Se A , B e B , A, então A = B.
1.7. Subconjuntos
Os símbolos ,, ., ÷ e À são aplicados para relacio-
Os conjuntos A e B são também representados por diagrama: nar conjuntos.
Para todo conjunto A, tem-se A , A. Para todo con-
junto A, tem-se Ø , A, em que Ø representa o con-
junto vazio.

2. Operações
2.1. União de conjuntos
Considere os conjuntos A = {0, 2, 4, 6} e B = {0, 1, 2, 3, 4}.
Agora, considere um conjunto C, formado pelos elementos
A = {1, 3, 7} e B = {1, 2, 3, 5, 6, 7, 8} que pertencem a A, a B ou a ambos:
É possível notar que qualquer elemento de A também per-
tence a B. Nesse caso, afirma-se que A está contido em B
ou A é subconjunto de B.
A indicação é: A , B (A está contido em B). O conjunto C é denominado união de A e B.
Esse símbolo significa “está contido”. A união de dois conjuntos A e B é o conjunto formado por
Também é possível dizer que B contém A. todos os elementos que pertencem a A ou a B.

A indicação é: B . A (B contém A) A união de A e B é indicada por A < B (A união B).


O símbolo < significa "união" ou "reunião".
Esse símbolo significa “contém”.

Caso exista ao menos um elemento de A que não pertença 2.1.1. Propriedades da união
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a B, afirma-se que A não está contido em B ou que B não


contém A. Exemplo: P1 A < A = A (idempotente)
P2 A < Ø = A (elemento neutro em relação
A = {1, 2, 3, 4, 5} e B = {1, 2, 6}
à união)
P3 A < B = B < A (comutativa)
P4 (A < B) < C = A < (B < C) (associativa)

Modelos
1. Determine a união dos conjuntos A = {0, 2} e B = {x [ N
| x é impar e 0 < x < 6}.

30
A união dos conjuntos A e B é: Modelo
1. Em cada caso a seguir, determine A > B e crie a repre-
sentação em diagrama.
a) A = {0, 1, 2} e B = {0, 1, 2, 3, 4}
Por diagrama, tem-se: b) A = {0, 2} e B = {1, 3, 5}
Do enunciado:
a)
ä

Em diagrama:
Observe que os conjuntos A e B não possuem elementos
comuns.
2. Determine a união dos conjuntos A = {1, 2, 3, 4} e B =
{3, 4, 5, 6}.
A união entre os conjuntos A e B pode ser representada
pelo diagrama de Venn da seguinte maneira:

b)

Assim, A < B = {1, 2, 3, 4, 5, 6}.

2.2. Interseção de conjuntos


Note que não há elementos em comum entre A e B. Devido
Sejam os conjuntos A = {0, 2, 4, 6} e B = {0, 1, 2, 3, 4}. a isso, a interseção desses conjuntos é vazia. Quando
Observe como determinar um conjunto C formado pelos A > B = Ø, os conjuntos A e B são denominados disjuntos.
elementos que são comuns a A e a B, ou seja, os elementos
que pertencem a A e também pertencem a B. 2.3. Diferença de conjuntos
Considere os conjuntos A = {1, 2, 3, 4, 5} e B = {2, 4, 6, 8}.
Agora, considere um conjunto C formado pelos elemen-
tos que pertencem a A, mas que não pertencem a B:
O conjunto C é denominado interseção de A e B.
A interseção de dois conjuntos A e B é o conjunto
formado pelos elementos que são comuns a A e a B. O conjunto C é a diferença de A e B.
A interseção de A e B é designada por A > B (A inter B). A diferença de dois conjuntos A e B é o conjunto dos ele-
A > B = {x | x [ A e x [ B} mentos que pertencem a A, mas que não pertencem a B.
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O símbolo > significa interseção. A diferença de A e B é indicada por A – B (A menos B).


A – B = {x | x [ A e x Ó B}
2.2.1 Propriedades da interseção Em diagrama:
amarelo
P1 A > A = A (idempotente)
P2 A > U = A (elemento neutro em relação
à interseção)
P3 A > B = B > A (comutativa)
P4 (A > B) > C = A > (B > C) (associativa)

31
Se B , A, a diferença A – B denomina-se complementar à (equivalente) ' (existe ao menos um)
de B em relação a A e é indicada por C​ AB.​ ` (e) (não existe)
~ (ou) 5 (igual)
C​ AB​= A – B . (maior que) Þ (diferente)
, (menor que) < (aproximadamente)
Por exemplo, se B = {2, 3} e A = {0, 1, 2, 3, 4}, então C​ AB​ =
A – B = {0, 1, 4}.
Em diagrama: 4. Número de elementos em
um conjunto A: n(A)
O número de elementos contidos no conjunto A é repre-
sentado por n(A). Observe:
A = {x | x representa os dias de uma semana} ä n(A) = 7

Lembre-se:
O complementar de B em relação a A é o que falta para o
conjunto B ficar igual ao conjunto A. Assim, o complementar § Conjunto unitário
de B em relação a A só está definido se, e somente se, B , A. A = {x | x é dia da semana que começa com a letra D}
A = {domingo} ä n(A) = 1
Aplicação do conteúdo § Conjunto vazio
1. Se A = {4, 5, 6, 7}, B = {5, 6} e E = {5, 6, 8}, determine: A = {x | x é dia da semana que começa com a letra M}
a) C​  ​
B
A A = { } ou Ø ä n(A) = 0
b) B–E
§ Conjuntos finitos e infinitos
Resolução:
A = {2, 3, 4} ä n(A) = 3 ä A é finito
a) C​ AB​= A – B = {4, 5, 6, 7} – {5, 6}
C​ AB​= {4, 7} B = {2, 3, 4,...} ä B é infinito

§ Conjuntos iguais
A = {1, 2, 3} e B = {1, 2, 2, 3, 3} e
C = {x | x [ N e 1 ø x ø 3}
A = B = C, em todos os casos, n(A) = n(B) = n(C) = 3.

b) B – E = {5, 6} – {5, 6, 8} 5. Conjuntos disjuntos


B–E=Ø
Dois conjuntos A e B, não vazios, são disjuntos se não pos-
suírem elementos comuns.
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Veja: A > B = Ø

3. Principais símbolos lógicos 6. Resumo


| (tal que) [ (pertence) 6.1. Pertinência e inclusão
ù (interseção) Ó (não pertence)
ø (união) . (contém) § de elemento para conjunto
? (qualquer que seja) À (não contém)
'! (existe um único) , (está contido) [ Ó
ä (implicar) ÷ (não está contido) (pertence) e (não pertence)

32
§ de subconjunto para conjunto
Lembre-se
, ÷ 1. O conjunto vazio está contido em qualquer conjun-
(está contido) e (não está contido) to A, isto é, Ø , A, ?A.
2. Qualquer conjunto é subconjunto de si mesmo, isto
§ de conjunto para subconjunto é, A , A, ?A.
3. Chama-se subconjunto próprio de um conjunto
. À A qualquer subconjunto de A que seja diferente de
(contém) e (não contém) A. Simbolicamente, B é subconjunto próprio de A se
B ⊂ A e B ∙ A.
A é subconjunto de B.
A , B lê-se: “A está contido em B”.
Aplicação do conteúdo
A é parte de B.
1. Quantos subconjuntos possui o conjunto A = {a, b, c}?
Modelo Resolução:
Sendo A = {1, {1}, 2, 3}, de acordo com as afirmações: Em primeiro lugar, registre todos os subconjuntos de A:
§ 1 [ A (verdadeiro) Ø; {a}; {b}; {c}; {a, b}; {a, c}; {b, c}; {a, b, c}.
§ {1} [ A (verdadeiro)
Há, portanto, 8 subconjuntos. Analisando o que acontece
§ {1} , A (verdadeiro)
com os elementos, em relação aos subconjuntos, é possível
§ Ø [ A (falso)
dizer que cada um deles pode ou não aparecer. Então, para
§ Ø Ó A (verdadeiro) o elemento a, há duas possibilidades quanto à sua presen-
§ 2 , A (falso) ça no subconjunto (aparecer ou não aparecer). O mesmo
§ 2 [ A (verdadeiro) acontece com os elementos b e c. Assim, segundo o prin-
§ {2} ÷ A (falso) cípio fundamental da contagem ou princípio multiplicativo
na análise combinatória, tem-se:

7. Números de subconjuntos
Um conjunto A é subconjunto de um conjunto B se, e so-
mente se, todo elemento de A pertence também a B.
Com a notação A , B indicamos que “A é subconjunto de
B” ou “A é parte de B” ou “A está contido em B”. 2. Quantos subconjuntos possui um conjunto A com
n elementos?
A negação de A , B é indicada por A ÷ B, que se lê: “A
Resolução:
não está contido em B” ou “B não contém A”.
Conforme explicado no exemplo anterior, cada elemento de
A indicação simbólica é: A , B à (?x, x [ A ä x [ B).
A pode ou não estar presente num determinado subconjun-
to C, devido ao fato de A ter n elementos. Dessa forma:
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Portanto: n.° de subconjuntos = 2 · 2 · 2 ... 2


n vezes
Com isso: n° de subconjuntos = 2n

Modelos 8. Conjuntos das partes


§ {1, 2} , {1, 2, 3, 4}
de um conjunto
§ {5} , {5, 6}
Considere o conjunto A = {1, 2, 3}, que tem os seguintes
§ {1, 2, 3} ÷ {4, 5, 6} subconjuntos:

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§ o conjunto vazio; Modelo
§ os conjuntos de um elemento: {1}, {2} e {3}; Determine quantos elementos tem o conjunto das partes
§ os conjuntos com dois elementos {1, 2}, {1, 3} e {2, 3}; do conjunto A, sabendo que A tem 4 elementos.
§ o próprio conjunto A. Se o conjunto A tem 4 elementos, ou seja, n = 4, então
P(A) tem 24 elementos, isto é, P(A) tem 16 elementos.
É denominado conjunto das partes do conjunto A o conjunto
P(A) formado por todos os subconjuntos do conjunto A:
Número de subconjuntos (conjuntos das partes)
P(A) = {Ø, {1}, {2}, {3}, {1, 2}, {1, 3}, {2, 3}, {1, 2, 3}}
Se um conjunto A possui n elementos, então A possui
Observe que o conjunto vazio, o conjunto A e os demais 2n subconjuntos, que podem ser representados por:
subconjuntos de A são elementos do conjunto P(A). n(P(A)) = 2n(A)

É correto, por exemplo, afirmar que {3} [ P(A), mas é in-


correto afirmar que {3} , P(A).
9. Números de elementos da união
8.1. Número de elementos O número de elementos da união de A e B, dado por
do conjunto das partes n(A < B), é calculado por:
Observe o quadro: n(A < B) = n(A) + n(B) – n(A > B)

Número de Modelo
Conjunto Conjunto
elementos Potência
A P(A)
P(A)
Ø {Ø} 1 20

{b} {Ø, {b}} 2 21

{Ø, {b1}, {b2},


{b1, b2} 4 22
{b1, b2}}

{b1, b2, ..., bn,} {Ø, {b1}, {b2}, ..., 8 4


2n 2n
n elementos {b1, b2, ...,bn}}

Para a união de três conjuntos, tem-se:


De modo geral, é possível afirmar que:
n ( A < B < C ) = n(A) + n(B) + n(C) -- n (A > B) --
Se A tem n elementos, então P(A) tem 2n elementos. n (B > C) -- n (A > C) + n (A > C > B).

DIAGRAMA DE IDEIAS

• A É UM CONJUNTO
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A • 0 • 2
• 0, 2, 4 E 6 SÃO ELEMENTOS A, ISTO É, PERTENCEM A A

• 4 • 6
• 8
• O ELEMENTO 8 NÃO PERTENCE AO CONJUNTO A

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