ATENÇÃO - Exemplos de testes
I – Testes de cores e palavras → TESTE DE STROOP
Problemas neurológicos e cerebrais:
- Leitura de palavras → H. E
- Identificação de cores → H. D
Contexto: Clínico, educacional, neuropsicologia
Idade: A partir dos 25 anos ( a partir dos 15 também pode ser permitido)
Aplicação: Individual
II - D2-R
Problemas neurológicos e cerebrais:
- Atenção seletiva e a capacidade de concentração
- Velocidade de processamento da informação, a precisão e aspetos qualitativos
relacionados com o desempenho
Contexto: Clínico, recrutamento e seleção, educacional, orientação escolar e
profissional, neuropsicologia
Idade: < 18
Aplicação: Individual ou grupo
III – BMM – Bateria Multifatorial de Memória
- Memória de curto prazo e memória de trabalho
Contexto: Clínico, recrutamento e seleção, educacional, orientação escolar e
profissional
Idade: < 16 e escolaridade igual ou superior ao ensino superior
Aplicação: Individual
Perceção e Memória
FIGURA COMPLEXA DE REY
Atividade percetiva e Memória Visual
Contexto: Clinico, recrutamento e seleção, educacional, orientação escolas e
profissional
Aplicação: Individual
FIGURA B 4 AOS 8 ANOS FIGURA A > 5 ANOS
Desenvolvido por Rey-Osterrieth em 1992
- Padronizado por Osterrieth em 1945 → dados normatizados a partir de uma amostra
de 230 crianças e jovens (4-15 anos) e 60 adultos (16-60 anos)
- Adaptação para a população portuguesa por António Menezes Rocha e Maria Helena
Coelho
Figura A – N=220 entre 5 e 15 anos
Figura B – N= 80 entre 5 e 8 anos
Teste neuropsicológico não verbal
- Estrutura bidimensional complexa e abstrata
- Disfunção neuropsicológica pode ser avaliada pelo nível de desempenho do desenho,
incluindo atenção e concentração, coordenação motora fina, perceção visuoespacial,
memoria não verbal, planeamento e, organização e orientação espacial
O que avalia?
- Organização percetivo-motora, a atenção e a memória visual imediata
- Permite observar o modo como o sujeito perceciona e reproduz, de forma não verbal, os
dados apresentados e, o que foi conservado espontaneamente pela memória
Aplicação: Individual
Tempo: 5-25 minutos
Propriedades das Figuras:
- Ausência de significado evidente
- Concretização gráfica simples
- Estrutura global relativamente complexa “de forma a exigir uma atividade analítica e
de organização”
Procedimentos
- Cópia
- Evocação/Memória Imediata → Imediatamente a seguir à cópia (máx. 3 minutos)
- Reconhecimento → Imediatamente a seguir à cópia (máx. 3 minutos)
Também se pode avaliar a memória diferida 20 a 30 minutos após a cópia
Material → Manual, Lâminas da prova, Papel Branco, Lápis de cor, Lápis Preto ,
Cronómetro
Aplicação → Ambiente físico confortável, temperatura adequada, Silêncio, Sem
distratores (visuais ou sonoros), Sempre e unicamente na presença de avaliador
Instrução
“Tem aqui um desenho; vai copiá-lo nesta folha; não é necessário fazer uma cópia
rigorosa; é preciso, no entanto, ter atenção às proporções e sobretudo não esquecer nada.
Não é necessário trabalhar à pressa. Comece com este lápis”
Cotação
1. Construção – Tipo de Reprodução
2. Riqueza e exatidão da prova
Correta – Bem situada 2 pontos
Mal situada 1 ponto
Deformada/ Incompleta, mas reconhecível – Bem situada 1 ponto
Mal situada ½ ponto
Irreconhecível/Ausente: – 0 pontos
Pontuação Máxima: 36 pontos
Figura fracionada em 18 elementos
Cada elemento pode ser cotado de 0-2 pontos
3. Tempo de realização da prova – atribuídas pontuações e percentis
Os diferentes tipos de cópia
I - Construção sobre a armação
Característico do adulto e, a partir dos 11/12 anos
II – Detalhes englobados na armação
Surge por volta dos 6 anos, aumentando até aos 12. Tipo complementar, não
predominante.
III – Contorno Geral
Tendência para diminuir a partir dos 6 anos, sendo um tipo complementar, não.
predominante.
IV – Justaposição de detalhes
Predomina dos 5 aos 11/12 anos.
V – Detalhes sob o fundo confuso
Mais frequente por volta dos 4 anos Ex: Traçado de linhas com destaque de alguns
elementos
VI – Redução a um esquema familiar
Surge geralmente entre os 4 e os 5 anos, tendendo a desaparecer até aos 6. Ex: partir do
círculo para desenhar uma cara, ignorando o resto dos elementos
VII – Garatujas
Traçados em que não é possível reconhecer quaisquer elementos do modelo.
Memória
1. Pausa – não excedendo 3 minutos
2. Sem limite de tempo
3. Convite ao sujeito a desenhar de memória, numa segunda folha a figura
Aspetos qualitativos importantes
A avaliação qualitativa permite dar relevância a aspetos importantes, nomeadamente, de
natureza clínica:
1. Troca de posição do modelo pelo sujeito – esquema rudimentar
2. Preenchimento de superfícies ou engrossar de linhas – tensão, desorganização
mental, agressividade
3. Tempo – muito curto ou longo : Impulsividade, excesso de cautela, medo de falhar
4. Postura – Linguagem não verbal
Apesar de ser um estímulo abstracto, ter em atenção questões culturais, níveis de
escolaridade, apetência/gosto pelo desenho livre
Avaliação da inteligência
Inteligência – dimensão clássica e nuclear da avaliação psicológica
“A inteligência permanece como um conceito muito genérico, ambíguo, e de difícil
definição”
Definições de inteligência
Galton – “Força ou poder mental”
Spearman – “Capacidade de apreender relações”
Boring – “Inteligência é aquilo que os testes de inteligência medem”
Wechsler – “Agregado ou capacidade global de atuar finalizadamente, pensar
racionalmente e proceder com eficácia em relação ao meio”
Evolução do estudo da medida de inteligência
Pode sintetizar se em 4 períodos:
1. Estudos pioneiros (Fechner, 1860 e a psicofísica; Weber,1795-1878; Galton, 1822-
1911)
2. Movimento dos testes até à 2ª Grande Guerra
3. Da 2ª Grande Guerra até aos anos 70
4. Dos anos 70 até à actualidade
Tendências de evolução
Em cada um dos períodos anteriores encontram-se tendências de evolução:
- Diversificação das técnicas
- Ampliação dos campos de aplicação
- Desenvolvimentos conceptuais e metodológicos
- Emergência de polémicas em torno dos testes e das suas aplicações e implicações
Teorias da Inteligência
Habitualmente, as teorias da inteligência agrupam se em 3 grandes correntes:
- Teorias factoriais (1)
- Teorias desenvolvimentistas (2)
- Teorias cognitivas (3)
(1) A inteligência como entidade simples ou complexa de fatores, traços ou aptidões
mentais componentes da mente humana
I - Defensores do fator g – existência de um fator geral (seguidores da linha de
SPEARMAN)
Teoria bi-fatorial de spearman
Preconizava a existência de um factor geral (g) e de um factor específico (s) de menor
importância e associado à especificidade da tarefa
II - Defensores de modelos multi-factoriais – existência de diversas aptidões distintas
e independentes – THURSTONE e GUILFORD
Thrustone – propôs 7 fatores/aptidões
Compreensão verbal, Fluência verbal, Aptidão numérica, Velocidade perceptiva, Aptidão
espacial, Memória, Raciocínio, Dedução, Indução *
Para avaliar estas aptidões contrui se a bateria PMA – Primary Mental Abilities
Guilford – Numa versão mais recente do seu modelo, atendendo a combinação de
operações mentais, conteúdos de tarefas e produtos possíveis do trabalho mental, chega à
proposta de 150 aptidões diferentes
Autores numa posição mais conciliatória entre fator gerla/fatores de grupo:
Vernon (1965) – Modelo hierárquico onde após um factor geral surgem 2 factores de
grande grupo (v:ed ou factor verbal-educativo; e k:m ou factor perceptivo-mecânico).
Descendo na hierarquia surgem os factores de pequeno grupo (próximos dos de
Thurstone) e os factores específicos
Cattell (1971) – A inteligência subdivide-se em:
inteligência fluída (capacidade mental mais básica e ligada ao raciocínio)
inteligência cristalizada (ligada à aprendizagem e conhecimentos adquiridos). Também
afirma a importante de um factor geral na descrição da inteligência
(2) Abordagem que incide no estudo das estruturas ou esquemas mentais de
funcionamento
Piaget – desenvolvimento cognitivo, com 4 estádios:
1. Sensório motor (0-2 anos)
2. Pré-Operatório (2-7 anos)
3. Operatório concreto (7-12 anos)
4. Operatório formal (12-16 anos)
Evolução desde níveis mais sensoriais e percetivos da inteligência até níveis de raciocínio
mais abstrato
(3) Introduz na análise da inteligência o seu próprio processamento ou o estudo do seu
próprio exercício. Ênfase no próprio ato inteligente assumido; no processamento de
informação em si
2 tipologias de estudos:
Correlatos fisiológicos da inteligência (ex. estudo dos tempos de reacção)
Correlatos cognitivos da inteligência (ex. estudo das componentes cognitivas
requeridas na resolução de tarefas cognitivas: codificação, inferência...
Tendências de evolução na história recente da psicometria cognitiva:
Ampliação do domínio da avaliação da inteligência
Acentuação da fundamentação teórica das medidas
Mudança da ênfase na avaliação do desempenho para a ênfase no diagnóstico cognitivo
Passagem da avaliação estática para a avaliação dinâmica
Estas tendências na psicometria cognitiva remetem para:
1. Relevância e inovação das técnicas propostas nas últimas décadas
2. Questionamento do valor e das potencialidades dos instrumentos tradicionais de
medida da inteligência
Medidas da inteligência
Existem 3 tipos básicos de medidas ou testes de inteligência:
1. Medidas sensório-motoras (1)
2. Medidas compósitas (2)
3. Medidas purificadas (3)
(1) Sensório-Motoras
Estudos de Galton: Hereditariedade de determinados traços psicológicos, como o
“génio”
Estudos de Cattell: Seguidor de Galton; utiliza pela primeira vez a expressão “testes
mentais”
Estudos de Galton e cattell
Conceberam medidas sensório motoras e psicofisiológicas de percepção, atenção e
memória, nomeadamente:
- Dinamometria (força do pulso)
-Velocidade de movimento (deslocação rápida da mão entre duas extremidades
separadas por 50 cm)
- Discriminação sensorial diversa (diferenciar áreas, pesos, tamanhos, cores ou sons em
diferentes níveis de proximidade sensorial)
- Tempos de reacção a estímulos
- Memória imediata de letras
(2) Compósitas
1. Estudos Binet e escala de Binet e Simon:
Componentes essenciais da inteligência: raciocínio, julgamento e compreensão.
Emergência dos conceitos “idade mental”, “idade de base” e “idade cronológica”
Échelle Métrique de l’Intelligence
constituída por 30 itens organizados por grau crescente de dificuldade associada à idade
destinada à avaliação de crianças entre os 3 e os 12 anos de idade
2. Estudos e escalas de Wechsler:
A inteligência corresponde a uma heterogeneidade de funções
Avaliação de inteligência de crianças em idade pré-escolas
Wechsler Preschool and Primary Scale of Intelligence – WPPSI (1967)
WPPSI – R: aferição para Portugal
Bateria de 12 testes concebida para a medida da inteligência geral, de aplicação
individual, subdividida em duas partes – Verbal e de Realização. Nos estudos de aferição
portugueses destina-se a crianças entre os 3 anos e os 6 anos e 6 meses
Avaliação de inteligência de crianças
Forma II da Wechsler-Bellevue (1939) – forneceu a maior parte dos subtestes e itens
Wechsler Intelligence Scale for Children – WISC (1949)
WISC – R (1974)
WISC – III (1991) – aferição para Portugal
Bateria de 13 testes concebida para a medida da inteligência geral, de aplicação
individual, subdividida em duas subescalas – Verbal e de Realização. Destina-se a ser
aplicada a crianças e jovens com idades compreendidas entre os 6 e os 16 anos, normais
ou com diferentes tipos de problemas
Avaliação de inteligência em adultos
WAIS – R
WAIS – III (1997) – aferição para Portugal
Bateria de 11 testes que se destina a ser aplicada a adolescentes e adultos com idades
compreendidas entre os 16 e os 89 anos.
WAIS – III – R: aferição para Portugal
Bateria de 14 testes que se destina a ser aplicada a adolescentes e adultos com idades
compreendidas entre os 16 e os 89 anos
(3) Purificadas
Matrizes Progressivas de Raven
Os itens são figuras geométricas onde falta uma parte e para a qual existem 6 – 8
alternativas de escolha; dificuldade crescente - São medidas de factor g
Existem 3 versões:
Matrizes Progressivas Coloridas (crianças dos 4-10 anos; 36 itens)
Matrizes Progressivas - versão estandardizada (60 itens repartidos por 5 séries de 12 itens
cada)
Matrizes Progressivas Avançadas (sujeitos adultos e mais desenvolvidos
intelectualmente; 36 itens)
* Compreensão verbal – capacidade de compreensão de ideias expressas por palavras
Fluência verbal - capacidade de produzir rapidamente palavras
Aptidão numérica – capacidade de lidar com números e efectuar rapidamente operações
aritméticas simples
Velocidade perceptiva – capacidade de rapidamente e com acuidade, visualizar pequenas
diferenças ou semelhanças entre um grupo de figuras
Aptidão espacial – capacidade de visualização de objectos num espaço bi ou tri-
dimensional
Memória – capacidade de evocar estímulos anteriormente apresentados
Raciocínio – capacidade de resolver problemas lógicos
A dedução e a indução referem-se aos processos
Escalas de Avaliação da inteligência
Estudos de Binet:
- O interesse de Binet pelas diferenças individuais
- A importância das escalas de Binet no desenvolvimento de escalas posteriores
Sumários das escalas e respetivas revisões:
Escalas por idades, com padrões de desempenho por idades
1905 - Escala de Binet-Simon
Desenvolvida com o objectivo de identificar crianças com deficiência mental
Constituída por 30 itens de dificuldade crescente
Apesar de pouco elaborada e simples, permitiu uma classificação muito mais objectiva
daquela que era possível fazer antes da sua elaboração
Exemplos de itens:
1. Coordenação visual – grau de coordenação do movimento de cabeça e dos olhos
seguindo um fósforo aceso que se move lentamente em frente dos olhos do
paciente
16. Dizer as diferenças entre dois objectos comuns: madeira e vidro, mosca e
borboleta.
30. Dar definições e diferenças de pares em termos abstractos – triste e maçado, por
exemplo.
1908 - Escala de Binet-Simon (1ª revisão)
✓ Decorreu do reconhecimento das limitações da 1ª escala
✓ Constituída por 59 itens agrupados por idades (dos 3 aos 13 anos)
✓ Normas mais válidas, baseadas numa amostra maior e mais representativa de crianças
de cada idade
✓ Os itens incluídos para cada grupo etário deveriam no seu todo constituir unidades de
medida mais sensíveis e discriminativas desses grupos etários
Introduz o conceito de Idade Mental (1º índice de medida de inteligência)
“Índice que revela o nível de desenvolvimento mental de um indivíduo, correspondente
ao nível de desenvolvimento mental dos indivíduos médios da sua idade cronológica”
Nesta escala calcula-se da seguinte forma: Atribui-se ao sujeito a idade em que acerta
todas as questões. A este nível base soma-se um ano por cada 5 questões acertadas nos
níveis acima. A soma corresponde à idade mental
Idade Mental = Idade Cronológica Criança normal
Idade Mental > Idade Cronológica Criança avançada
Idade Mental < Idade Cronológica Criança atrasada
Exemplos dos 1ºs e últimos itens da Escala por grupos etários: ´
Para os 3 anos
1. Apontar o nariz, olhos e boca
5. Dizer o apelido
Para os 8 anos
1. Ler uma passagem e evocar dois pontos
6. Dizer as diferenças entre dois objectos
Para os 13 anos
1. Fazer o desenho obtido com um corte de um triângulo num papel dobrado em 2
partes, depois dobrado em 4
3. Dizer as diferenças entre pares de termos abstractos: orgulho e pretensão
1911 – 2ª Revisão da escala de Binet
✓ O elevado interesse despertado pela escala de 1908 levou a um elevado nº de
aplicações e, consequentemente, a críticas e sugestões de revisão
✓ A maioria das críticas e revisões referia-se aos níveis de idade em que os itens eram
colocados: excessiva simplicidade dos níveis mais baixos e excessiva dificuldade dos
níveis mais altos
Tipos de modificações:
✓ Alguns testes passaram a ser aplicados a outros níveis etários (ex. todos os testes dos
12 anos passaram para os 15 anos)
✓ Deixam de figurar os níveis de 11, 13 e 14 anos
✓ Algumas questões da escala de 1908 foram eliminadas, devido à sua dependência em
relação a aspectos como a aprendizagem escolar
✓ Composta por 54 itens
✓ Nº de itens idêntico para todos os níveis de idade – 5 - excepto para o nível dos 4
anos (4 testes); aplicável dos 3 anos ao nível adulto
✓ Método proposto para o apuramento da idade mental: foi modificado de modo a
incluir fracções de ano no cálculo da idade mental. Como em cada idade o número de
testes é habitualmente 5, cada questão vale dois décimos de ano (5 testes correctos x 0.2
= 1, ou seja, 1 ano)
Exemplo de cálculo da idade mental:
Se uma criança acertar todos os 5 testes dos 6 anos, dois testes do 7 e um dos 8
Testes dos 6 anos corresponde a 6 anos
2 testes dos 7 aos 2 x 0.2 = 0.4
1 teste dos 8 anos 1 x 0.2 = 0.2
Ser-lhe-ia atribuída a idade mental de 6,6 anos
1916 - Revisão Stanford da Escala de Binet-Simon (realizada por Terman, passando a
designar-se por Escala de Inteligência Stanford-Binet)
✓ Revisão realizada por Terman, passando a designar-se por Escala de Inteligência
Stanford-Binet
✓ Revisão motivada pela preocupação em existir um instrumento adequadamente
aferido e adaptado para os Estados Unidos
✓ Recebeu forte aceitação pelos psicólogos, pelo que foi a escala mais utilizada até ao
aparecimento da revisão de 1937
✓ Composta por 90 itens (54 são adaptados da Escala de Binet de 1911, 5 são das
escalas anteriores, 4 de outros testes americanos e 27 são itens novos)
✓ Os itens abrangem os 3 aos 19 anos, «adulto médio» e «adulto superior» (mas não há
testes para os níveis dos 11 anos e dos 13 anos, devido ao facto dos autores não terem
conseguido organizar questões susceptíveis de revelar diferenças de 1 ano nesses
estádios de desenvolvimento mental)
✓ Nesta versão foi aplicado pela 1ª vez o QI de Stern
O limite inferior corresponde a um QI abaixo de 70 – debilidade mental; o limite
superior situa-se acima de 140 – génio ou «quase» génio
Críticas:
1. Aferições apenas com crianças brancas e americanas, residentes na Califórnia
(implicações na validade)
2. Revelou-se inadequada para avaliar o QI em adultos
3. A idade mental mais elevada possível era de 19 anos e 6 meses, o que fazia com que
limite superior teórico do QI fosse 122 (falta de revisão nos níveis superiores)
4. Os itens verbais e abstractos têm demasiado peso, o que penalizava as crianças com
dificuldades ao nível da aquisição e desenvolvimento da língua
5. Defeitos em alguns processos de aplicação e de apuramento das medidas (penalizava
a sua objectividade e possibilidade de comparação interexaminadores)
1912: Stern lança a noção de QI (2º grande índice de medida de inteligência)
O Quociente de Inteligência (QI) de um indivíduo “significa o seu índice de
desenvolvimento mental ou grau de inteligência”
Corresponde à razão entre a idade mental (IM) e a idade cronológica (IC), multiplicada
por 100
QI = IM x 100 IC
Quando o desenvolvimento mental se processa ao mesmo ritmo do crescimento físico,
o quociente esperado é 100 (QI normal)
1937 – Revisão da Stanford-Binet de 1916 (Terman & Merrill)
✓ Apresenta 2 formas equivalentes: M (Merrill) e L (Terman), cada uma com 129 itens
✓ Inclui mais níveis de idade: dos 2 anos ao terceiro nível de «adulto superior» (maior
aplicabilidade); inclui testes para os 11 e 13 anos
✓ De natureza predominantemente verbal, mas inclui mais itens de realização e
materiais não verbais
✓ Permite o reteste 3 dias depois
✓ O processo de cálculo do QI é idêntico ao da escala de 1916
Críticas:
1. Flutuação dos valores de desvio padrão nos vários grupos etários (varia com a idade
remete para erros de amostragem)
2. Aferição feita só com americanos de raça branca, embora a amostra seja maior
3. Constituída por itens heterogéneos nas diferentes idades (não são da mesma natureza)
4. Coeficientes de precisão mais elevados nos resultados de indivíduos mais velhos do
que nos mais jovens (menor estabilidade dos resultados nestes últimos)
5. A cotação faz-se em termos de “tudo ou nada”
6. O limite superior teórico dos QI fixado em 152 e a idade mental em 22 anos e 10
meses
1952 – 1ª adaptação da Stanford-Binet por Cesselin
✓ 1ª adaptação da Escala de Stanford-Binet realizada por Cesselin, para a Bélgica
1960 – Revisão de 1960 da Stanford-Binet (realizada por Terman & Merrill)
✓Última versão da Escala de Stanford-Binet.
✓Forma única (Forma L-M) resultante da fusão dos melhores itens das duas formas
paralelas M e L de 1937
✓Aferição com 4500 sujeitos dos 2 anos e meio aos 18 anos
✓Introdução das idades cronológicas de 17 e 18 anos
✓Introdução de um novo índice de medida de inteligência: o QI de desvio (média 100 e
desvio padrão 16 fixos)
✓Foi igualmente alvo de algumas críticas
✓Pouco utilizada dado o aparecimento das Escalas de Inteligência de Wechsler