Apontamentos Conceitos Basicos Multimedia
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Aplicações Informáticas B
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Conceitos Básicos de Multimédia
1. Conceito de Multimédia
De uma forma genérica, o conceito de multimédia pode ser definido como a utilização de
diversificados meios para a divulgação da mensagem.
Hoje em dia, a designação multimédia é utilizada frequentemente em variados contextos, como,
por exemplo, tecnologia multimédia, placa multimédia, rede multimédia, serviço multimédia,
produto multimédia, resultando uma dificuldade acrescida na definição do conceito de
multimédia.
Através do estudo etimológico da palavra multimédia, conclui-se que esta é composta por duas
partes, multi e media, ambas resultantes de palavras latinas. Multi tem origem na palavra
multus, significando múltiplo ou numeroso. Media é o plural da palavra medium e significa meio
ou centro. Tendo em atenção a origem da palavra multimédia e o significado de cada uma das
suas partes, pode-se afirmar que significa múltiplos meios.
Podemos, então, definir multimédia como a utilização diversificada de meios, entre o emissor e
o receptor, para a divulgação da mensagem. Nesta definição são considerados como produtos
multimédia os jornais, as revistas, os livros e as emissões de televisão. No entanto, no âmbito
das tecnologias de informação e comunicação, define-se multimédia ou multimédia digital
como a utilização diversificada de meios, tais como texto, gráficos, imagens, vídeo e áudio, que
vão ser processados por computador e, depois, podem ser armazenados e transmitidos.
Segundo vários autores, podem existir diversas definições do conceito multimédia de acordo
com o âmbito em que estas estão inseridas.
"Multimédia não pode ser experimentada sem a tecnologia, pois é a tecnologia que cria a
experiência multimédia não se limita à mensagem, mas é igualmente uma função do meio, isto é,
da tecnologia.”
Gonzalez, 2000
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2. Tipos de Media
Os textos, os gráficos, as imagens, os vídeos, as animações e o áudio são tipos de media que
servem de base à criação de sistemas e aplicações multimédia. Estes podem ser classificados
através de várias propriedades.
2.1.1 Estáticos
Imagem
As imagens e os gráficos estão para as aplicações multimédia como as fotografias e os
desenhos estão para as revistas, os jornais e os livros. As imagens e os gráficos podem ser
considerados, respectivamente, do tipo bitmap e do tipo vectorial quando são utilizados em
aplicações multimédia num sistema informático. Estes podem ser obtidos por captura,
através da utilização de um scanner ou de uma câmara digital, ou, ainda, serem gerados no
computador através da utilização de programas adequados.
Texto
O texto constitui a forma mais utilizada de divulgar informação em diversos meios e
formatos. O texto em formato digital pode ser criado através de editores de texto, como, por
exemplo, o Bloco de notas do Windows®, dando origem a conteúdos não formatados
denominados plain text. De outra forma, pode ser criado através de processadores de texto,
como, por exemplo, o Microsoft® Word, dando origem a conteúdos formatados
denominados rich text.
2.1.2 Dinâmicos
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Áudio
O áudio corresponde à reprodução electrónica do som nos formatos analógico ou digital. O
formato analógico corresponde ao áudio gravado nas cassetes ou discos de vinil. O digital
corresponde a um formato compatível com o processamento realizado pelos computadores.
O formato digital pode ser obtido por digitalização a partir de fontes sonoras, resultando em
ficheiros que, mesmo compactados, ocupam um espaço considerável e apresentam perdas
de qualidade do sinal capturado. Esta digitalização é obtida através da conversão do sinal
analógico em digital.
O formato digital pode, também, ser obtido directamente, utilizando um sintetizador MIDI da
placa de som. Desta forma, os ficheiros apenas guardam a informação do áudio a ser
reproduzido, resultando ficheiros mais pequenos e de qualidade superior. O MIDI (Musical
Instrument Digital Interface) é um padrão internacional, que define as notas pro- duzidas por
diferentes sintetizadores de forma que estas sejam iguais às dos respectivos instrumentos
musicais. Permite também a ligação ao computador de diversos equipamentos musicais
concebidos para o efeito.
Vídeo
O vídeo corresponde ao movimento sequencial de um conjunto de imagens, também
conhecidas por fotogramas ou frames. O número de frames apresentadas por segundo
designa-se por frame rate.
Tal como no áudio, também o vídeo pode ser representado no formato analógico ou digital.
O formato analógico corresponde, por exemplo, ao vídeo criado por uma câmara de vídeo
analógica ou ao sinal da emissão de um canal de televisão analógico. Por outro lado, o
formato digital corresponde, por exemplo, ao vídeo criado por uma câmara de vídeo digital
ou ao sinal da emissão de um canal de televisão digital.
Animação
A animação corresponde ao movimento sequencial de um conjunto de gráficos, no formato
digital, que vão sofrendo alterações ao longo do tempo.
Actualmente, a animação é maioritariamente produzida no computador, através de software
específico.
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Quanto à origem dos media, ou seja, a forma como estes foram criados, podem-se classificar em
capturados e sintetizados.
[Link]
Os tipos de media capturados são aqueles que resultam de uma recolha exterior para o
computador, através da utilização de hardware específico, como, por exemplo, os
scanners, as câmaras digitais e os microfones, e de software específico.
[Link]
Os tipos de media sintetizados são aqueles que são produzidos pelo próprio computador
através da utilização de hardware e software específicos.
3.1. Online
3.2. Offline
4. Linearidade e não-linearidade
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6. Tecnologias multimédia
6.1. Representação digital
Através da representação digital é possível a utilização de programas para armazenar,
modificar, combinar e apresentar todos os tipos de media. É também possível realizar a
transmissão dos dados por meio de redes informáticas ou armazená-los em suportes, tais
como CD e DVD.
Numa representação digital, os dados assumem um conjunto de valores discretos, ou
descontínuos, processados em intervalos de tempo discretos.
A figura 2.1. mostra o exemplo de um sinal que assume uma gama de valores contínuos no
tempo. Este tipo de sinal é designado por sinal analógico, enquanto que os sinais que um
computador processa são designados por sinais digitais.
Os sinais digitais que circulam nos circuitos electrónicos de um computador são constituídos
apenas por dois níveis de tensão eléctrica. Ao nível mais baixo é associado o valor lógico zero
(0) e ao nível mais alto o valor lógico um (1).
Baseado no sistema de numeração binária, isto é, que utiliza apenas dois dígitos (O e 1), é
possível conceber todo o funcionamento dos circuitos digitais. Nestes circuitos, o bit é a
unidade mínima de informação de um sinal, podendo assumir o valor O ou 1.
Se os sinais que circulam num computador ou os gerados por um teclado são digitais, o sinal
que um microfone produz é analógico. Assim, para obter este sinal no computador há
necessidade de digitalizá-lo, ou seja, convertê-lo para uma sequência de bits. A digitalização
de um sinal analógico é composta pelas fases de amostragem, quantização e codificação.
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[Link]
O sinal amostrado da figura 2.3. é um sinal obtido por uma modelação designada modulação
PAM (Pulse-Amplitude Modulation).
[Link]ção
Depois de amostrado o sinal analógico, sob a forma de amostras ou impulsos PAM, é preciso
quantizar ou quantificar a infinidade de valores que a amplitude do sinal apresenta (fig. 2.3.).
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O circuito electrónico que efectua esta conversão designa-se por conversor analógico-digital
(A/D ou do inglês ADC).
Quantizar um sinal PAM significa atribuir-lhe um determinado valor numa gama de níveis
que o conversor A/D apresenta. Assim, por exemplo, um sinal com uma amplitude de 8,3 V
poderia ser quantizado para um valor inteiro acima ou abaixo dele. Devido a este
arredondamento, origina-se um erro de quantização resultante da diferença de amplitude
entre o sinal quantizado e o valor real.
[Link]ção
Os valores das amplitudes dos impulsos PAM, depois de quantizados, precisam de ser
codificados para poderem ser representados por uma sequência de bits com valor O ou 1.
Uma das formas de codificar o sinal é através da modulação PCM (Pulse-Code Modulation),
utilizando um impulso de amplitude fixa, duração constante e valores lógicos O ou 1.
O quadro 1 apresenta os valores da quantização e da codificação do sinal analógico e o sinal
digital obtido do exemplo simples representado nas figuras 2.1., 2.2. e 2.3. Neste caso, para a
codificação dos valores quantizados foram utilizados apenas quatro bits.
Quadro 1
6.2.1 Hardware
Dispositivos de entrada
Os dispositivos de entrada permitem a comunicação no sentido do utilizador para o
computador. No quadro seguinte, são apresentados os principais dispositivos de entrada
através dos quais o utilizador pode controlar ou mesmo interagir com a execução de
aplicações multimédia.
Dispositivos de saída
Os dispositivos de saída permitem a comunicação no sentido do computador para o
utilizador. No quadro seguinte, são apresentados os principais dispositivos de saída
relacionados com a reprodução das aplicações multimédia.
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Dispositivos de entrada/saída
Os dispositivos de entrada/saída permitem a comunicação em ambos os sentidos, do
computador para o utilizador e vice-versa. No quadro seguinte, são apresentados os
principais dispositivos de entrada/saída que permitem ao utilizador interagir com as
aplicações multimédia.
Image
Designação Descrição
m
As placas de som são dispositivos que suportam áudio digital e MIDI,
permitindo aumentar, de forma considerável, a capacidade de um
computador, capturar e reproduzir sons com qualidade. Estas permitem
Placas de som ligar ao computador vários dispositivos como o microfone, os altifalantes,
a unidade de leitura do CD áudio e a aparelhagem hi-fi.
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Image
Designação Descrição
m
Os touch screens são ecrãs que, para além de nos apresentarem
informação, são sensíveis ao toque do dedo ou de outros dispositivos
Touch screens
adequados, substituindo o rato. São de fácil utilização e resposta rápida,
sendo utilizados em quiosques multimédia e postos de vendas.
As placas de captura de TV são dispositivos que permitem fazer a
sintonia do sinal TV e normalmente também do sinal rádio. Para além
disso, permitem converter o sinal analógico recebido em sinal digital, de
Placas de forma a este poder ser processado pelo computador. De acordo com a
captura de TV qualidade das placas e do software utilizado, podem permitir realizar
operações como a visualização de vários canais no monitor em
simultâneo, a gravação de programas e a captura de imagens.
São unidades internas ou externas que permitem a leitura e a escrita de
Unidades de dados em dispositivos de armazenamento dos tipos magnético,
entrada/saída semicondutor e ótico.
Dispositivos de armazenamento
Magnéticos
Discos rígidos
Os discos rígidos (HD - Hard Disk), assim designados por serem constituídos por material
metálico, utilizam a electromagnetização das partículas para a
gravação e a leitura dos dados.
Estes dispositivos permitem armazenar grandes quantidades de
informação, que depois é acedida aleatoriamente.
Os discos rígidos podem ser designados por internos ou externos,
conforme estão instalados dentro ou fora do computador. A vantagem
dos discos externos é permitir transportá-los de forma mais fácil para
outros computadores.
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Bandas magnéticas
Semicondutores
Cartões de memória
Pen drives
Óticos
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Para gravação
No quadro seguinte são apresentados os principais formatos de CD, de acordo com as
várias possibilidades de gravação.
Formato Descrição
Os CD-R surgiram em 1990, procurando solucionar a necessidade de os utilizadores
CD-R gravarem os seus próprios CD. Permitem gravar dados apenas uma vez. Estes CD
(Compact Disk – têm uma capacidade de gravação de 650 MB ou 700 MB.
Recordable)
Os CD-RW surgiram em 1995, permitindo a gravação e a regravação dos dados.
CD-RW
Estes CD têm uma capacidade de gravação de 650 MB ou 700 MB.
(Compact Disk –
Rewritable)
A designação dos Mini-CD é devida à dimensão do seu diâmetro de 8 cm, ao
Mini-CD contrário dos CD, cujo diâmetro é de 12 cm. Estes discos têm uma capacidade de
gravação de 180 MB e com formatos R ou RW.
Formatos
No quadro seguinte são apresentados os principais formatos de CD organizados de acordo
com o tipo de informação que pode conter.
Tipo de
Formato
informação
CD-Digital Audio
CD-Text
Áudio
Enhanced Music CD
Super Audio CD
CD-Rom XA
Photo CD
Vídeo e dados Video CD
Super Vídeo CD
CD Multissessão
Áudio:
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CD-Digital Audio
O formato CD-Digital Audio (CD-DA) surgiu em 1982 e foi o primeiro formato de CD
indicado para a gravação de áudio com muita qualidade. Este, quando surgiu,
revolucionou a forma de gravação que, até à época, era realizada no formato analógico em
discos de vinil e fitas magnéticas.
Os sinais analógicos, ao serem gravados nestes CD, eram convertidos em sinais digitais.
Para a divulgação deste formato de CD contribuíram, na época, de forma determinante, as
seguintes características: qualidade superior do audiodigital gravado, tamanho dos discos
de 12 cm de diâmetro e capacidade para 74 minutos de música.
O formato CD-Digital Audio é um formato cujos ficheiros podem ser reproduzidos em
qualquer leitor de CD.
Quando os ficheiros de áudio estão num formato diferente do CD-DA, por exemplo, MP3,
MPSpro, WAV, VQF, WMA e AIF, estes são automaticamente convertidos no formato CD-
DA antes de serem gravados num CD de áudio. A conversão do formato dos ficheiros pode
atrasar o processo de gravação.
CD-Text
O formato CD-Text é utilizado para armazenar nos CD texto e áudio. Este texto pode
consistir em informação relacionada com os títulos e os intérpretes das músicas.
Actualmente, a maior parte das unidades de leitura CD-DA, existentes no mercado, não
suportam o formato CD-Text. Estas unidades podem reproduzi-los como se fossem CD
de áudio, ignorando o texto. Para que isto não aconteça, é necessário utilizar uma
unidade de leitura CD-DA modificada.
Para criar um CD-Text, o gravador de CD tem de suportar este formato e gravá-lo no
modo de gravação DAO (Disc At Once - disco de uma vez), gravando uma ou várias pistas
do CD numa só operação e fechando-o depois.
Enhanced Music CD
O formato Enhanced Music CD permite criar CD com áudio e dados segundo uma
nova concepção. Neste formato as pistas de áudio vão ser gravadas no início do CD e
as pistas de dados no fim.
Estes discos são mais indicados como suporte multimédia do que os discos CD-DA,
que apenas suportam áudio.
No formato Enhanced Music CD, as unidades de leitura CD-DA apenas lêem o áudio e
ignoram os dados e as unidades de leitura CD-ROM XA lêem o áudio e os dados.
Super Audio CD
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O formato Super Audio CD (SACD) resultou de mais uma parceria entre a Sony e a
Philips. Este formato reúne boas características de um padrão de som digital, porque
aperfeiçoa a frequência de amostragem e o nível de quantização do sinal, melhorando a
gravação e a reprodução dos sinais digitais.
Para além da qualidade sonora, também a quantidade de informação aumentou em
relação aos outros CD.
Vídeo e dados:
CD-ROM XA
O formato CD-ROM XA (Compact Disc - Read Only Memory Extended Architecture) é
uma melhoria introduzida pela Sony, Philips e Microsoft em 1988, permitindo a
intercalação (interleaving) de dados de áudio, texto e imagem num disco Ótico
multimédia. Os leitores do formato CD-ROM XA podem ser utilizados como periféricos
do computador.
Photo-CD
O formato Photo-CD constitui a base para a criação de um suporte alternativo às
fotografias e aos slides convencionais, tornando possível o seu armazenamento no
formato digital em discos CD-R.
Os CD, neste formato, podem ser lidos em unidades de leitura Photo-CD e visualizados
na televisão ou em unidades de leitura CD-ROM, CD-ROM XA e visualizados no monitor
do computador.
Video CD
O formato Video CD (VCD) foi criado em 1993 pela Philips e JVC, de forma a permitir
armazenar filmes que pudessem posteriormente ser reproduzidos em computador. Este
formato de CD é na realidade do tipo CD-ROM XA e pode comportar 74 minutos de
áudio e de vídeo digitais, utilizando a compressão MPEG-1.
Super Video CD
O formato Super Video CD (SVCD) foi concebido para ser o sucessor tecnológico do
formato Video CD, no entanto, ao nível técnico está mais próximo do DVD do que do CD.
Os CD gravados no formato Super Video CD contêm sequências de vídeo MPEG-2 e,
utilizando a qualidade mais elevada, podem conter cerca de 35 minutos de filme num
disco-padrão com 74 minutos de capacidade de armazenamento.
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CD Multissessão
O formato CD Multissessão tornou possível superar os inconvenientes do formato Disc
At Once utilizado inicialmente pelos CD-R. Nestes, os dados eram gravados de uma só
vez e numa única pista. Para concluir a gravação, o CD era fechado e não se podia
acrescentar ou alterar dados ao seu conteúdo. Com o formato CD Multissessão, os CD
passaram a poder ser gravados em várias sessões e em momentos definidos pelos
utilizadores, até o disco ficar preenchido. Em cada sessão de gravação, a tabela de
conteúdo do CD (table of contents ou TOC) é actualizada para incluir as novas
informações. Para que um CD Multissessão seja tratado pelo computador como uma
unidade semelhante a uma das unidades internas, é necessário que o leitor de CD seja
do tipo multissessão. Se o leitor de CD não for multissessão, somente os dados
gravados na primeira sessão de gravação serão vistos e todos os demais serão
ignorados.
Para gravação
No quadro seguinte são apresentados os vários formatos de DVD, de acordo com as
possibilidades de gravação que permitem aos utilizadores.
Formato Descrição
Permitem a gravação de dados apenas uma vez. Estes DVD podem ter as
DVD-R, +R
capacidades de 4,7 GB (Single Layer) e 8,5 GB (Double Layer) no caso dos Single-
(Digital Versatile Disk
sided e as capacidades de 9,4 GB (Single Layer) e 17 GB (Double Layer) no caso
Recordable)
dos Dual-sided.
Permitem a gravação e regravação de dados e podem ser utilizados para fazer
DVD-RW, +RW cópias de segurança dos dados em computadores pessoais. Estes DVD podem ter
(Digital Versatile Disk as capacidades de 4,7 GB (Single Layer) e 8,5 GB (Double Layer) no caso dos
Rewritable)
Single sided e as capacidades de 9,4 GB (Single Layer) e 17 GB (Double Layer) no
caso dos Dual-sided.
Permitem a gravação e regravação de dados de forma semelhante aos DVD-RW,
mas mais rapidamente do que estes. Estes DVD têm o disco protegido por uma
DVD-RAM estrutura de plástico semelhante às utilizadas nas disquetes. Os primeiros discos
DVD-RAM têm capacidades de 2,6 GB (Single-sided) ou 5,2 GB (Double-sided). Os
discos DVD-RAM, versão 2, têm capacidades de 4,7 GB (Single-sided) ou 9,4 GB
(Double-sided).
A designação dos Mini-DVD é devida à dimensão do seu diâmetro de 8 cm, ao
contrário dos DVD, cujo diâmetro é de 12 cm. Existem em dois formatos
principais, Single Layer Single Side e Dual Layer Single Side, com capacidades,
respectivamente, de aproximadamente 40 minutos de filme (1,46 GB] e de
Mini-DVD aproximadamente 75 minutos de filme (2,66 GB).
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O tamanho destes DVD tornou-os mais adequados para determinados fins, como,
por exemplo, no envio por correio de material multimédia relacionado com
apresentações e vídeos. Tem aproximadamente o dobro
da capacidade de um CD-ROM, sendo, porém, mais leve.
Formatos
Vídeo e dados:
DVD Vídeo
O formato DVD Video surgiu nos Estados Unidos em 1997 e tornou-se um formato bem
sucedido. Este formato é o mais indicado para o armazenamento de filmes completos de
longa-metragem com alta qualidade de vídeo e audio surround. Proporciona alguma
interactividade ao permitir que os utilizadores mudem entre cenas através de menus,
visualizem cenas de diferentes ângulos e seleccionem diferentes desfechos para o filme.
Este formato possibilita a utilização de DVD de duas camadas para filmes mais longos,
permitindo a reprodução contínua de um filme ou o armazenamento de um filme com
duas versões.
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DVD-ROM
O formato DVD-ROM surgiu para substituir o formato CD-ROM, tendo mais capacidade
de armazenamento do que este e servindo de suporte aos formatos DVD Vídeo e DVD
Áudio. Este formato é indicado para guardar diversas aplicações multimédia e jogos com
mais realismo.
As unidades de leitura de DVD-ROM permitem ler CD com os formatos CD-DA e CD-ROM
e, actualmente, substituem as unidades de leitura dos CD-ROM nos computadores. Estas
unidades, quando equipadas com dois lasers, podem, também, efectuar a leitura dos
formatos CD-R e CD-RW.
DVD hybrid
O formato DVD hybrid permite ter em cada um dos lados de um DVD um formato
diferente como DVD-ROM de um lado e DVD-RAM do outro. Estes DVD permitem o seu
funcionamento dos dois lados.
Blue-ray
O formato Blue-ray é assim designado por utilizar uma tecnologia baseada num laser
azul- violeta. Esta tecnologia utiliza um disco com 12 cm de diâmetro, tal como os CD e
DVD comuns. Mas, por outro lado, utiliza um laser com um comprimento de onda
menor do que o dos CD e DVD. Desta forma, aumenta a precisão e permite focar pontos
mais pequenos e mais próximos na superfície do disco, conduzindo a um aumento na
capacidade de armazenamento dos discos.
Os CD e os DVD podem ser lidos nas unidades de leitura e escrita deste tipo de discos.
Os discos neste formato podem ter a capacidade para armazenar 27 GB ou 54 GB,
conforme tenham uma ou duas camadas de gravação.
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Sistemas de ficheiros
Conforme o que foi descrito atrás, os discos Óticos assumem diversos formatos para o
armazenamento de diferentes tipos de informação digital.
Estes formatos dos CD e dos DVD são descritos em documentos denominados livros e
constituem normas internacionais.
Em relação aos CD, os livros são identificados pela cor da capa e designam-se por: Yellow
Book, Green Book, Red Book, Orange Book, White Book e Blue Book (quadro seguinte).
Livro Descrição
Especificação física para o disco Ótico CD e em particular para o CD-DA. Constitui uma
Red Book norma internacional designada por ISO/IEC 60908. Foi reformulada de forma a incluir o
CD-Graphics e CD-Text.
Especificação do CD-ROM e da sua extensão CD-ROM XA. Constitui uma norma
Yellow Book internacional designada por ISO/IEC 10149.
Especificação para o CD-i (CD-interactive), que esteve na origem do desenvolvimento de
Green Book aplicações interactivas para o DVD Vídeo.
Orange Book Especificações para os CD graváveis e regraváveis em multissessão.
Especificação para o Video CD que é compatível com a norma ISO 9660.
White Book Foi expandida de forma a incluir os discos Super Video CD.
Blue Book Especificação para o Enhanced CD.
Em relação aos DVD, os livros são identificados por uma letra maiúscula e designam-se por
A, B, C, D, E e F (quadro seguinte). Para cada formato o livro descreve o processo físico de
gravação, a organização lógica dos ficheiros e outras especificações.
Liv
Formato Sistema de ficheiros
ro
A DVD-ROM UDF ou ISO 9660
B DVD UDF
Video
C DVD UDF
Audio
D DVD-R UDF ou ISO 9660
E DVD-RAM UDF ou ISO 9660
F DVD-RW UDF ou ISO 9660
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Extensão Joliet
A extensão Joliet foi desenvolvida pela Microsoft para ultrapassar as limitações da norma
ISO 9660 e dar resposta às especificações dos sistemas operativos mais recentes,
mantendo a compatibilidade com o sistema operativo MS-DOS.
Das limitações apresentadas pelos sistemas de ficheiros ISO 9660, as especificações da
extensão Joliet permitem, entre outras:
• a utilização de nomes longos, até 64 caracteres Unicode, incluindo o espaço;
• a expansão da árvore de directórios acima dos 8 níveis.
Extensão El Torito
A extensão El Torito é uma especificação para a criação de um CD de arranque de um
computador. Desta forma, evita-se a utilização de uma disquete ou de um disco rígido se o
BIOS do computador estiver configurado para fazer arrancar o sistema operativo a partir
de um CD.
Ao criar um CD de arranque utilizando a extensão El Torito, nos primeiros 1,44 ou 2,88 MB
vai ser criada uma imagem de uma disquete de arranque. Esta imagem é lida pelo BIOS
como se se tratasse, de facto, de uma disquete de arranque.
ISO 13346
A ISO 13346 é uma norma internacional criada em 1995, que sofreu várias revisões até à
actualidade. Esta define o volume e a estrutura de ficheiros dos suportes de
armazenamento que utilizam um funcionamento não sequencial para a transferência de
informação. Esta norma é equivalente ao Standard ECMA-167 (European Computer
Manufactures Association Standard number 167), 2.ª edição.
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UDF
O UDF (Universal Disk Format) é um formato definido pela OSTA (Optical Storage
Technology Association) com base nos standards ISO 13346 e ECMA-167 e constitui o
sucessor do formato ISO 9660, apesar de poderem coexistir.
O UDF é um formato utilizado em todos os DVD e nos CD-R e CD-RW. Tem por base
standards abertos, permitindo a troca de informação entre sistemas operativos e entre
suportes de armazenamento de informação.
Este formato permite a gravação de dados num CD de forma semelhante à gravação numa
unidade de disco rígido ou numa unidade de disquetes, suportando um grande número
de funções avançadas, como nomes de ficheiros longos, árvores de directórios longas,
ficheiros pequenos, ficheiros grandes e acesso a listas de controlo.
Mount-rainier
O formato Mount-rainier (Packet Writing Format) permite, de uma forma fácil e rápida,
gravar, regravar e criar backups de dados para um CD. Permite a inclusão de dados de um
modo real com drag-and-drop e a formatação on-the-fly na criação do CD, diminuindo a
duração do processo de formatação de um CD.
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