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Comparação de Produtividade: CAD vs BIM

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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMIÁRIDO – UFERSA


CENTRO MULTIDISCIPLINAR DE ANGICOS drive
CURSO DE BACHARELADO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA
Trabalho de Conclusão de Curso (2019).

ANÁLISE COMPARATIVA DE PRODUTIVIDADE ENTRE OS


SISTEMAS CAD E BIM NA ELABORAÇÃO DE PROJETOS
ARQUITETÔNICOS
João Pedro Silva1, Rogério Taygra Vasconcelos Fernandes2

Resumo: Considerando que a busca por trabalhos rápidos e de alta eficiência domina o mercado de projetos e
obras, decidiu-se por pesquisar a efetividade dos dois softwares que dominam a produção de projetos
arquitetônicos, o AutoCAD e o Revit, com o propósito de confrontar os resultados da reprodução de projetos
realizados pelos dois programas. Para tal, tornou-se necessário especificar os usos e recursos dos sistemas,
analisar o custo-tempo para realização do projeto em cada ferramenta e identificar vantagens, desvantagens,
conhecimento e difusão dos mesmos no mercado de trabalho. Realiza-se, então uma pesquisa bibliográfica que
vem posteriormente trazer o embasamento teórico necessário para uma pesquisa quantitativa na reprodução de
projetos e qualitativa a partir de questionamentos direcionados a usuários de ambos os softwares. Assim feito,
verifica-se que o Revit apresenta uma vantagem significativa quando se trata de reprodução de projetos
conseguindo demandar 50% menos tempo em relação ao AutoCAD e demonstra a boa recepção que o sistema
BIM tem no mercado recente apesar da falta de incentivo tanto em universidades quanto no mercado mais
antigo bem como o conhecimento sobre decretos do meio, o que impõe a constatação de que é preciso
modernizar-se para manter o auto padrão e ter respaldo no mercado competitivo e exigente.

Palavras-chave: AutoCAD. Revit. Projeto Arquitetônico.

1. INTRODUÇÃO

Em um mundo com economia cada vez mais globalizada e competitiva, com a velocidade e a complexidade
das evoluções tecnológicas e aumento nas exigências comerciais, as formas de atuação empresarial e profissional
em todos os setores têm se modificado sensivelmente. O mercado da construção civil, inserido em contextos cada
vez mais competitivos, está sendo estimulado a se desenvolver, o que inclui o processo de desenvolvimento e
representação gráfica de projetos. Esta etapa apresenta relação direta com a competitividade das empresas,
devendo a mesma se dar de maneira estruturada e eficiente, aliado com princípios de produtividade [1].
A representação gráfica de elementos da engenharia vem evoluindo ao longo das décadas, motivado
principalmente pelas demandas de mercado e difusão da tecnologia. Originalmente, este processo era realizado
por meio do desenho técnico tradicional à mão, o que foi modificado no início da década de 80 por meio do
desenvolvimento e popularização de ferramentas computacionais de auxílio ao desenho designado Computer
Aided Design (Desenho Assistido por Computador) – CAD. Esta evolução do método de desenho propiciou mais
qualidade e eficiência nos projetos de engenharia, uma vez que reduzia a necessidade de habilidades manuais e
possibilitava a produzir modelos gráficos com mais agilidade [2].
Ainda que o CAD tenha representado uma revolução tanto do ponto de vista técnico como em termos de
produtividade, o mesmo ainda é passível de falhas e inconsistências, limitações que vem estimulando o
desenvolvimento e adoção de novas ferramentas e métodos de representação gráfica nos últimos anos [3].
O projeto de uma construção deve ser composto por um conjunto de peças gráficas complementares, devendo
este conjunto se comunicar de forma harmoniosa, coesa, coerente e principalmente proporcionar eficiência às
diversas áreas envolvidas, o que não é possível de ser integralmente realizado por meio da sobreposição dos
projetos bidimensionais [4]. Diante desta nova demanda, vem ocorrendo a reinvenção dos mecanismos de projetos
virtuais com o objetivo de melhorar a eficiência, a qualidade, o prazo, a demonstração aos clientes, os
planejamentos e os custos, originando o método de projeto denominado por Modelagem de Informação da
Construção ou Building Information Modelling - BIM [5]. Em resposta a modernização no processo de
modelagem/projeto da indústria da arquitetura, engenharia e construção – AEC – o Governo Federal publicou o
decreto 9.377, de 17 de maio de 2018, o qual institui a Estratégia Nacional de Disseminação do Building
Information Modelling no Brasil - Estratégia BIM BR, com a finalidade de promover um ambiente adequado ao
investimento em BIM e sua difusão no País [6].
Inseridos nesse decreto existem diferentes estratégias de como difundir essa metodologia, tendo como ponto
principal, a obrigatoriedade do uso dos mecanismos de BIM a partir do ano de 2021 em projetos para construção
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de obras públicas. Acredita-se que estas medidas trarão benefícios como o aumento do lucro e consequentemente
do PIB parcial sobre a área de construção civil. Estima-se que caso metade da cadeia de construção (em
faturamento) adote esta ferramenta até 2028, o PIB deste setor ganhará um aumento de 7 pontos percentuais [7].
Considerando que o tema ainda é uma novidade no país, e diante da certa carência de estudos que comparem
o desempenho na execução de projetos entre os métodos anteriormente mencionados, a presente pesquisa teve
como objetivo comparar a produtividade dos métodos CAD e BIM no processo de projeto gráfico de uma
residência unifamiliar. Adicionalmente, realizou-se uma pesquisa de opinião entre os usuários dos dois sistemas
afim de identificar as vantagens e desvantagens de cada um dos métodos.

2. PROJETAÇÃO

Os projetos construtivos existem desde o surgimento do homem e a sua necessidade de abrigo, mesmo que
sendo muito diferente do que é hoje, a idealização é a mesma: planejar, projetar, e construir seguindo tal
pensamento. Devido às mudanças, estes projetos tornaram-se cada vez mais apresentáveis e palpáveis deixando
de existir apenas na mente do idealizador. Após sair do imaginário, os projetos passaram a ser representados por
desenhos manuais em papéis e acompanharam a linha evolucionária, deixando de ser manuais e mudam para
impressão [8].
Em razão dessas mudanças, muitos problemas foram superados, uns com mais facilidade que outros, mas ainda
assim ocorriam erros de projeto, os quais demandavam maior previsão a fim de evitar o gasto excessivo e perda
de tempo na execução.
O desenho eletrônico possibilitou diversos melhoramentos no processo de representação gráfica, tais como
economia de tempo, flexibilidade de escalas de representação, virtualização da área de trabalho e portabilidade.
Porém, também promoveu uma variação de métodos de trabalho e representação adotadas. Cada projetista imprime
parte do seu estilo de projetar e essa livre organização pode causar falhas de comunicação entre os projetistas e
erros de execução dos projetos. O objetivo do desenho técnico é a representação em linguagem gráfica das
diretrizes e especificações de um projeto, assim, faz-se necessário que esta representação seja compreendida por
todos os envolvidos na sua realização. Para tanto é de suma importância a padronização dos desenhos técnicos
entre a equipe de projetistas das diversas áreas. Portanto, compatibilizar é uma maneira de incorporar todas as
disciplinas que envolvem um projeto [9]. O processo se dá após a conclusão de todas as partes envolvidas, sanando
conflitos e interferências através de sobreposição manual ou por meio de tecnologias que aceleram a verificação
[10].
Assim, o sistema BIM surge como uma maneira eficiente de integrar todas informações, não somente a
representação gráfica, mas também informações como técnicas de manutenção, custos de operação, rastreio de
materiais e técnicas de construção, relacionadas com o objeto arquitetônico de forma organizada e com a
possibilidade de acompanhamento, em tempo real, por todos os evolvidos no projeto, imprimindo cada vez mais
eficiência e qualidade no produto final.

2.1 Sistema CAD

Com o avanço tecnológico ocorrido na segunda metade do século XX, várias exigências e deficiências do
mercado conseguiram ser atendidas com o desenvolvimento de softwares, sendo assim, trabalhos antes exercidos
inteiramente por meio manual passaram a dispor de ajuda ou foram substituídos por meios eletrônicos. Um dos
principais exemplos a serem citados nessa situação são os sistemas CAD, que transformaram a indústria da
projeção [11].
Tal sistema alcançou destaque principalmente devido a praticidade, a maneira mais rápida de produção,
produzindo melhores projetos, com as informações de desenho sendo armazenadas em formato digital e seus
componentes tendo variação de tamanhos com precisão [12].
Apesar da relevante evolução oriunda do emprego do CAD, a forma de projetar e
construir não apresentou mudanças significativas. Ao passo que apenas as ferramentas
de desenho foram transferidas para o computador, diminuindo erros, tempo e
proporcionando maior facilidade de trabalho. Em suma, o processo ficou mais fácil,
contudo o resultado final se manteve para fins representativos, somente. [8]
Avaliando a questão de falhas deste sistema, o mesmo é criticado devido as limitações apresentadas por
desenhos. Por tratar-se de desenhos bidimensionais, necessita-se da criação de algumas vistas para detalhamento
e representação de um projeto tridimensional que forneça o entendimento correto ao executor. Em contrapartida,
com a criação excessiva de vistas pode-se vir a criar um projeto muito pesado visualmente e ainda podendo gerar
erros com a vista bidimensional [13].

2.2. AutoCAD

Apesar de ter sua história começando a ser escrita no início dos anos 60, o mesmo veio a comercialização
apenas no princípio dos anos 80 junto ao lançamento do computador pessoal da empresa IBM, o qual tornou

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acessível a computação em desktop. No ano de 1982, John Walker fundou a Autodesk e um ano após esse feito,
em 1983, lançou o AutoCAD, o que causou revolução na formulação de projetos da década e conseguintes [14].
Atendendo a demanda necessária no seu tempo de lançamento, ganhou apreciadores e adeptos facilmente,
otimizou o tempo de profissionais e, de algumas décadas passadas até o início do século atual, foi tratado como
único no quesito de reprodução de gráfica computadorizada. Por ser um software pioneiro no mercado projetista,
reinou durante muitos anos e foi apreciado com unanimidade nas empresas e/ou escritórios de engenheiros e
arquitetos, se tornou a grande invenção para a indústria AEC no século XX e perdurou até o início do século XXI.
A contribuição desta ferramenta é notória assim como seu domínio na área de projeção. É o alicerce principal da
área, o qual perdura e sustenta dando amplitude o surgimento de mais softwares com o avanço tecnológico
progressivo [8].
No entanto, devido ao seu sistema ser baseado na disposição do sistema geométrico 2D chegou a causar
embaralhamento de idealização do virtual para o real no início de sua trajetória enquanto era difundido ao comércio
de projeção [15].
Pelos processos citados anteriormente que apresentam certos problemas em alguns casos como: falhas,
inconsistências, inseguranças e produções repetitivas, fazem com o que haja perda considerável de informações
valiosas do projeto realizado [3].

2.3. Sistema BIM

Com o surgimento datado da década de 80 o sistema BIM também ganhou popularidade um pouco mais
devagar do que o sistema CAD, o BIM surgiu com os softwares Allplan e ArchiCAD, mas não obtiveram êxito.
Seu conhecimento passou a ser maior com o surgimento software Revit durante a década de 90, tida como uma
das ferramentas referencias no conceito BIM [16, 17].
A modelagem BIM é associada à interoperabilidade e compartilhamento de informação. Permite representar,
de maneira consistente e coordenada, todas as informações e etapas de um edifício: do estudo preliminar à
demolição [18]. Esse sistema apresenta potencial significativo para renovar os cursos tomados nos últimos anos
pelo mercado da indústria da AEC, sendo diferenciado nos quesitos de planejamento, projeto, execução e
finalização de edificações.
O impacto da tecnologia BIM é mais perceptível na fase em que se conceitua o projeto, pois consegue extrair
significativa interação e avaliação melhorada para as decisões tomadas no começo do projeto. Na continuidade do
esquema, os impactos abordam os níveis de construção, os detalhamentos, especificações e estimativas de custos,
e por fim, a integração dos serviços de engenharia dando suporte a novas informações de trabalho e integração
colaborativa [22].
O BIM é reconhecido como uma tecnologia de gerenciamento que oferece soluções integradas à indústria da
construção civil, melhorando a satisfação do cliente em tempo, custo, segurança, qualidade e funcionalidade dos
projetos [23].
Como pontos vantajosos para o sistema BIM:
• Possibilita visualização de conflitos e falhas que ocorreriam durante execução da obra;
• Melhora o controle do cronograma e prazos;
• Permite melhor controle do executor e projetista com o trabalho realizado;
• Economia proporcionada pelos recorrentes erros corrigidos com antecedência;
• Confiabilidade no projeto;
• Compatibilização de projetos.
Como desvantagens:
• Custo elevado para aquisição de software;
• Desconfiança do mercado mais antigo;
• Pouca difusão nas universidades [19].
Ao contrário do sistema CAD, que contém elementos denominado blocos, a
ferramenta BIM apresenta objetos, usualmente, caracterizados como famílias. Esses
objetos armazenam informações técnicas particulares dos materiais de construção. A
partir disto, a ferramenta tem capacidade de não somente fornecer cortes e elevações,
tabelas de esquadrias, acabamentos, áreas, mas também estimativas de cálculo e
custos da obra. Com isso, é possível acompanhar minunciosamente o andamento de
um projeto desde a fase preliminar, até a representação final com modelagem 3D. [4]
Buscando espaço no mercado competitivo, o sistema BIM tem essas vantagens para solucionar problemas
recorrentes a algum tempo na área de projetos e acrescentando mais algumas qualidades as quais procuram trazer,
principalmente economia financeira e de tempo, dois dos principais interesses de quem trabalha na indústria AEC.
Portanto, a ferramenta BIM, quando trabalhada em sincronia com as partes relacionadas do projeto
(proprietário, arquiteto, engenheiro e construtor), costuma reduzir erros e omissões de projeto e modificações em
obra, acarretando em um processo de entrega mais eficiente e confiável, que reduz o prazo e propicia um
empreendimento menos oneroso [3].

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3
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2.4. Revit

Tendo a fundação de seu desenvolvimento ocorrido por volta de 1997 por uma equipe de estudantes do Instituto
de Tecnologia de Massachussets (MIT) em união com ex-funcionários da empresa de softwares Parametric
Technologies Corporation (PTC), o software Revit trouxe como diferencial ser o primeiro do mercado a trabalhar
com modelagem de construções paramétricas. Tal modelagem refere-se à relação entre todos os elementos em um
projeto que permite a coordenação e o gerenciamento de alterações que o Revit oferece. [20]
Em uma boa fase de crescimento, o Revit, vem se popularizando e ganhando notoriedade no desenvolvimento
de projetos. Por todo dinamismo dado a projeção, esse software mais recente vem ganhando mais adeptos com o
passar dos anos [21]. Traz como grande vantagem a introdução do conceito BIM, que é uma tecnologia de
modelagem e um conjunto associado de processos para produzir, comunicar e analisar modelos de construção [15].
Implementado no conceito acima o Revit, vence a barreira do 3D, o que antes era umas de suas maiores
vantagens, e chega atingir o 7D, um conceito muito confiável, o qual aumenta a confiabilidade do projeto. Além
das 3 primeiras dimensões já conhecidas, com o 4D se ganha o conhecimento da sustentabilidade, gerenciamento
e o consumo da edificação. O 5D é programado para receber informações de custo e quantitativos de serviços,
permitindo assim a geração de orçamentos. Compete ao 6D fornecer informações referentes a validade dos
matérias, ciclos de manutenções, e consumos de projetos realizados pelo Revit MEP. Por fim, temos o 7D que é
referente ao tempo de execução dos elementos da edificação, que pode ser retirado como cronograma da obra,
fornecendo ritmo de produção e gerenciamento [5].

3. NORMAS TÉCNICAS

As normas regem todas as ações feitas com segurança e qualidade no Brasil, com os projetos não é diferente e
tais ações são distintas para os projetos em CAD e BIM. Apesar de não possuir uma norma oficial específica para
o sistema CAD, os projetos feitos no mesmo devem obedecer às normas de representação gráfica sobretudo a
ABNT NBR 6492: Representação de projetos de arquitetura do ano de 1994.
Quando se trata do conceito BIM, em 2009 foi criado, no Brasil por meio de atitude do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a Comissão de Estudo Especial de Modelagem de
Informação da Construção, a ABNT/CEE-134, a qual tomou por responsabilidade de desenvolver normas técnicas
relacionadas ao BIM. Tomando como ponto de partida e base os seguintes pontos:
• A tradução da ISO 12006-2, norma de padrão internacional referente a projetos BIM;
• Desenvolvimento de um sistema de classificação para a construção e;
• Desenvolvimento de diretrizes para criação de componentes BIM [24].

A norma completa é a ABNT NBR 15965, intitulada por Sistema de Classificação da Informação da
Construção e é subdividida em sete aspectos:
• Parte 1: Terminologia e estrutura;
• Parte 2: Características dos objetos da construção;
• Parte 3: Processos da Construção;
• Parte 4: Recursos da construção;
• Parte 5: Resultados da construção;
• Parte 6: Unidades da construção;
• Parte 7: Informação da construção.

A versão completa da norma foi validada a partir de 2-16, ABNT NBR 15965-7:2015, tendo as partes 1, 2 e 3
já sido publicadas e correspondem respectivamente, aos códigos ABNT NBR 15965-1:2011, ABNT NBR 15965-
2:2012 e ABNT NBR 15965-3:2014. [8]

4. MATERIAL E MÉTODOS

4.1 Desenho Metodológico

Para comparação de desempenho entre o processo de projeto no método CAD e método BIM, incialmente se
definiu o projeto padrão para reprodução. Selecionado o projeto, o mesmo foi disponibilizado para 10 voluntários
com experiência comprovada no uso das ferramentas requeridas. Cada voluntário reproduziu o projeto em ambas
as metodologias, e registraram o tempo gasto em cada fase. Concluída a etapa de reprodução, aplicou-se
questionário semiestruturado, tanto para os voluntários do projeto, como para outros usuários dos sistemas CAD
e BIM. A figura abaixo apresenta as etapas aplicadas no estudo.

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4
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4.2 Seleção do Projeto Padrão

Como modelo para o projeto padrão do presente estudo optou-se por uma edificação do tipo residência
unifamiliar, composta apenas por um pavimento (Figura 1). A escolha se deu em razão deste tipo de edificação ser
considerado o mais comum no Brasil, atendendo a população de baixa-média classe financeira. Conjuntamente,
considerou-se a clareza nas informações e qualidade gráfica, afim de evitar erros de projeto decorrentes da
dificuldade na interpretação.

Figura 1: Planta baixa residência unifamiliar. Melo (2018)

4.3 Reprodução dos Projetos e Registro de Tempo

Os voluntários participantes do estudo (10 no total) receberam o projeto padrão em meio digital acompanhado
de arquivos pré-configurados (templates), juntamente com as instruções e instruções para que cronometrassem o
tempo gasto para elaboração de cada um dos elementos gráficos do projeto, a saber: Planta Baixa; Cortes;
Elevações e Finalizações. Na etapa de Finalizações, considerou-se o tempo gasto para adição de cotas, inserção de
textos, inserção de blocos/famílias, construção da prancha e impressão. Para reprodução na metodologia CAD se
utilizou o software AutoCAD, e para a metodologia BIM se utilizou o software REVIT, ambos da empresa
Autodesk (licença educacional).

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4.4 Aplicação de Questionário

Aplicou-se questionário do tipo semiestruturado com auxílio da ferramenta online Formulários Google
composto por 12 questões, sendo 11 objetivas e 1 subjetiva. As questões objetivas foram do tipo múltipla escolha,
e buscaram identificar a opinião e grau de satisfação dos usuários com as metodologias CAD e BIM, enquanto a
questão subjetiva foi do tipo aberta, e possibilitou que os usuários se expressassem livremente, de forma a colher
possíveis sugestões e críticas para ambas as metodologias. Questionário disponível em apêndices.

4.5 Análise e Interpretação dos Resultados

A análise de produtividade considerou o prazo de desenvolvimento dos projetos e processos a partir dos dois
métodos estudados. O prazo demandado para o desenvolvimento de cada etapa do projeto foi registrado em
planilha eletrônica, considerado intervalos de tempo de 0,5 horas. Os resultados foram tabulados em planilhas
eletrônicas, a partir dos quais foram desenvolvidos gráficos e tabelas com informações comparativas sintetizadas.

5. RESULTADOS

5.1. Resultados Teste de Reprodução

Referindo-se ao AutoCAD o tempo médio total gasto foi de 9,65 horas. Por tratar-se de média admitiu-se que
o tempo fosse fracionado em porções menores, sendo o tempo menor 9 horas e o maior 10 horas, o que nos dá um
desvio padrão baixo. Entrando detalhadamente em cada quesito, na planta o tempo médio gasto foi de 3,25 horas,
sendo o menor tempo 2,5 e o maior 4 horas, os cortes obtiveram a mesma média de tempo gasto, 3,25 horas, sendo
sua discrepância menor, com os valores variando de 3 a 3,5 horas. As elevações tiveram um tempo médio de 1,3
horas, variando entre 1 e 1,5 horas e as finalizações demandaram um pouco mais com 1,85 de média e tempo
mínimo de 1,5 horas e tempo máximo de 2,5 horas.

Tabela 1. Valores de tempo, em horas, gasto no uso


da reprodução do projeto no AutoCAD. (Autoria própria)
AutoCAD

VOLUNTÁRIOS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

PLANTA 3,50 3,00 3,50 4,00 3,00 3,50 3,00 2,50 3,50 3,00

CORTES 3,50 3,50 3,00 3,00 3,50 3,00 3,50 3,50 3,00 3,00

ELEVAÇÕES 1,50 1,00 1,50 1,50 1,00 1,00 1,50 1,50 1,50 1,00

FINALIZAÇÕES 1,50 2,00 2,00 1,50 2,00 1,50 2,00 1,50 2,00 2,50

TOTAL 10,00 9,50 10,00 10,00 9,50 9,00 10,00 9,00 10,00 9,50
Nota: O tempo foi dado em função das frações de horas gastas
Desvio Padrão: 0,3905
Coeficiente de variação: 0,0405

Partindo então para o tempo despendido no Revit, pode-se notar uma discrepante diferença, onde o tempo foi
reduzido mais do que pela metade em sua média, no qual obteve-se um tempo médio total gasto de 4,5 horas,
sendo o tempo maior gasto 5,5 horas e o menor 3,5 horas. Na reprodução da planta, o tempo demandado foi menor
do que no software anterior, tendo média de 1,8 horas variando entre 1,5 e 2,5 horas. Os cortes e elevações, devido
à realização automática, não tiveram tempo contabilizado. As finalizações obtiveram um tempo maior de atividade
do que no AutoCAD, sendo sua média 2,65 horas, tendo discrepância de 2 a 3 horas.

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6
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Tabela 2. Valores de tempo, em horas, gasto no uso
da reprodução do projeto no Revit. (Autoria própria)
Revit

Voluntários 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

PLANTA 2,00 1,50 2,00 2,50 1,50 2,00 2,50 1,50 1,00 1,50

CORTES 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00

ELEVAÇÕES 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00

FINALIZAÇÕES 3,00 2,00 2,50 2,50 2,50 3,00 3,00 2,50 3,00 2,50

TOTAL 5,00 3,50 4,50 5,00 4,00 5,00 5,50 4,00 4,00 4,00
Nota: O tempo foi dado em função das frações de horas gastas
Desvio Padrão: 0,6103
Coeficiente de variação: 0,1371

Figura 2. Tempo gasto de projeto no AutoCAD Figura 3. Tempo gasto de projeto no Revit

Fazendo uso de gráficos no entendimento do tempo gasto do projeto no AutoCAD, pode-se notar que a duração
maior ocorreu na criação da planta e do corte, as quais somadas totalizam 68% do período total ou 7,5 horas. As
elevações demandaram curto período de tempo sendo 13% ou 1,3 horas e as finalizações 19% ou 1,85 horas.
Considerando esses dados percebe-se que o tempo gasto para projetar uma planta e um corte no AutoCAD poderia
ser gasto fazendo duas plantas no Revit, economia de tempo e trabalho.
Considerando a média dos voluntários, o Revit demandou 40% do período total ou 1,8 horas para realização
da planta e 60% ou 2,65 horas para a realização das finalizações, não tendo tempo gasto nem na realização de
cortes e elevações. Esse tempo gasto maior nas finalizações do Revit se dá pelo trabalho um pouco maior para
encontrar famílias e na edição de pranchas para a impressão.
Pode-se ver que o ganho de tempo do Revit se deu, principalmente nas três primeiras etapas, que são a
realização da planta, do corte e das elevações, gastando aproximadamente 56% do tempo para realização da planta
e com ajuda do software, produziu-se de forma automática os cortes e elevações. Já o AutoCAD por ser preciso
fazer cada parte citada antes manualmente gastou-se tanto tempo a mais, além de que no Revit cada elemento
colocado já corresponde a uma parede ou seja qual o material esteja selecionado, mas no AutoCAD isso não é
verdade considerando que é um sistema baseado em linhas necessitando de três ou quatro linhas para a finalização
de uma parede. Em contrapartida, as finalizações foram mais custosas no Revit, já o AutoCAD conseguiu ganho
nesse quesito pela maior facilidade para encontrar e posicionar blocos como também na preparação de pranchas e
impressão.

5.2. Resultados Questionário

A pesquisa de cunho qualitativo foi respondida por 20 voluntários. Os questionamentos foram respondidos por
10 pessoas, 50% do todo, que cursam ensino superior em engenharia (Engenharia Civil ou Ciência e Tecnologia),
8 engenheiros formados, 40% do todo, 1, 5% do todo, projetista e 1, 5% do todo, arquiteto e urbanista.
Nos questionamentos referentes ao grau de dificuldade que os usuários apresentaram na aprendizagem de cada
software, observou-se que nenhuma das ferramentas foi de difícil aprendizado, já que poucos afirmaram sentir
dificuldade e nenhum voluntário optou por muita dificuldade. As respostas estão dispostas nas figuras 4 e 5

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7
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0% 5% 0%
10%
15% 20%
Nenhuma Nenhuma
Pouca Pouca
Relativa 35% Relativa
Senti Senti
35%
Muita 45% Muita 35%

Figura 4. Dificuldade na aprendizagem do Figura 5. Dificuldade na aprendizagem do Revit


AutoCAD (Autoria Própria) (Autoria Própria)

75% dos respondentes, acreditam que em um futuro próximo o Revit ocupará totalmente o lugar
do AutoCAD, mas outros 25% não concordam, justificando ainda que por serem da mesma empresa acredita-se
que existirá uma utilidade melhor na apresentação de projetos com o sistema BIM.

25%
Sim
Não

15, 75%

Figura 6. Ocupação do Revit sobre o AutoCAD (Autoria Própria)

Em relação a escolha do melhor software para apresentação do projeto, tendo em vista a alta qualidade
apresentada no 3D do Revit se entende o porquê da preferência, 95% dos votos, pelo mesmo em relação ao
AutoCAD, 0% dos votos, já que o mesmo foi construído com base no sistema geométrico 2D e apesar de
implementar depois a vista 3D, a mesma ainda é precária em relação ao seu concorrente. No tempo despendido
para realização de trabalhos, os usuários também escolheram o Revit, devido ao seu ganho, principalmente, no
momento dos cortes, como foi visto no teste de reprodução do projeto.

Figura 7. Melhor software para apresentação do Figura 8. Ganho produtivo maior em relação ao
projeto (Autoria Própria) tempo despendido (Autoria Própria)

Tratando se de mudanças após o projeto ser finalizado, os resultados tiveram um pouco mais de dispersão
apesar de o Revit manter o domínio como preferência, 60% dos votos, entende-se que isto ocorreu devido a
facilidade de mudar apenas em uma parte do projeto e as outras modificarem junto a mesma, apesar de que o
AutoCAD também foi lembrado tendo, 30% dos votos, sendo apenas 10% indiferente. Outro ponto abordado, foi

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8
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o de qualidade de impressão, foi um pouco mais equilibrado, sendo que o AutoCAD tomou vantagem nesse com
50% das escolhas, deixando 25% dos respondentes com o Revit e outros 25% indiferentes para/com está escolha.

Figura 9. Mudanças após finalização do projeto Figura 10. Qualidade na impressão


(Autoria Própria) (Autoria Própria)

Quanto as qualidades que mais atraiam aos voluntários em cada software, podendo escolher mais de uma,
notou-se que no AutoCAD, figura 11, a preferência, 11 votos, deu-se por ser mais compatível com outros
softwares, seguido da maior difusão no mercado e o melhor controle de linhas, 8 votos. Enquanto no Revit, as
características preferíveis foram a compatibilização de projetos (estrutural, hidráulico e elétrico) junto com a
realização automática de cortes, 18 votos, sendo seguido pela tabela de quantitativos, 14 votos.

Figura 11. Qualidades referentes ao AutoCAD Figura 12. Qualidades referentes ao Revit
(Autoria Própria) (Autoria Própria)

O questionamento quanto o maior obstáculo para que o Revit seja adotado com maior frequência em projetos
arquitetônicos, apresentou boa diversidade de respostas, tendo uma leve superioridade na falta de difusão no
mercado, 8 votos, e na falta de incentivo nas universidades, 6 votos, das demais opções.

Figura 13. Principal obstáculo para afirmação do Revit (Autoria Própria)

Tratando se do conhecimento sobre o decreto nº 9.377, se necessita de um olhar cauteloso, pois a pesquisa foi
disponibilizada para pessoas envolvidas na área de reprodução de projetos, mas 55% dos respondentes afirmaram
não possuir conhecimento deste decreto.

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Figura 14. Conhecimento sobre o decreto nº 9.377 (Autoria Própria)

O último questionamento tratava-se de um espaço em aberto onde os respondentes poderiam deixar sua opinião
sobre o embate deste assunto, foram deixadas mensagens como: “Tendo em vista a obrigatoriedade do uso da
plataforma BIM na elaboração de projetos em um futuro tão próximo, é de extrema importância que as
universidades se atualizem e passem a prever o ensino do software Revit como obrigatório e não como uma
atividade extracurricular”, “Os programas são do mesmo criador, sendo assim não acredito que um substituirá o
outro, o que creio é que o sistema BIM será a realidade das apresentações de projetos para os clientes justamente
por transformar linhas em algo bem real”, “Devido os alunos de Revit em sua maioria já terem aprendido
AutoCAD, a aprendizagem do Revit é facilitada” e “A compatibilização de projetos e o levantamento de
quantitativo com extrema precisão são benefícios inigualáveis”.

6. CONCLUSÕES

Verificou-se que o Revit é mais eficiente do que o AutoCAD na reprodução do projeto utilizado, conseguindo
cumprir o objetivo duas vezes mais rápido que este último. Observou-se também que os dois programas são de
fácil aprendizado. Sobretudo quando se tratou do obstáculo para que o Revit seja mais utilizado, duas opções foram
citadas com maior relevância, a falta de incentivo nas universidades e a falta difusão no mercado.
Mais da metade do grupo pesquisado não tinha conhecimento do decreto anunciado em 2018 e que começará
a ser implantado em 2021, o que é uma porcentagem relativamente alta para um grupo do qual é diretamente
atingido ao assunto.
Sendo assim, este trabalho alcançou os objetivos que se propôs em relação a comparação direta das
metodologias CAD e BIM na reprodução de um projeto arquitetônico e a avaliação de qualidades e informações
de usuários dos programas. Desse modo, surgem sugestões para trabalhos futuros, indo mais a fundo na pesquisa
de comparação se tratando de projetos hidráulicos, elétricos, estruturas e não apenas arquitetônicos, assim como a
pesquisa sobre a utilização da tecnologia BIM nos últimos anos nas universidades.

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] Durante, F. K. O uso da metodologia BIM (Building Information Modeling) para gerenciamento de
projetos: Gerente BIM, Londrina, PR: UEL, 2013 (Trabalho de Conclusão de Curso).
[2] Schodek, D.; Bechthold. M.; Griggs, J. K.; Kao, K.; Steinberg, M. Digital Design and Manufacturing:
CAD/CAN Applications in INC. New Jersey: John Willey & Sons, 2007.
[3] EASTMAN, C. M.; LISTON, K.; SACKS, R.; TEICHOLZ, P. Manual de BIM: um guia de modelagem da
informação da construção para arquitetos, engenheiros, gerentes, construtores e incorporadores. Tradução
de C. G. Ayres Filho et al.; Revisão Técnica de E. T. Santos. Porto Alegre: Bookman, 2013.
[4] ARAÚJO, C. M. de. Simulação de modelos de edifícios utilizando a tecnologia BIM. 2016. 185 f.
Dissertação (Mestrado) – Universidade São Judas Tadeu, São Paulo, 2016.
[5] GOMES, Yassonarley Christianny de Paiva. Utilização da metodologia BIM (Building Information
Modeling) para a elaboração de um projeto 5D. 2018. 63f. Trabalho Final de Graduação – Universidade Federal
Rural do Semi-Árido, Mossoró, 2018.
[6] BRASIL Decreto n. 9.377, de 17 de maio de 2018 [Artigo] // Institui a Estratégia Nacional de Disseminação
do Building Information Modelling. - Brasília: [s.n.], maio de 2018. - p.3
[7] CAMPESTRINI. Governo federal exigirá o uso de BIM a partir de 2021. Disponível em:
https://www.campestrini.com.br/single-post/2018/06/22/Governo-Federal-exigir%C3%A1-o-uso-de-BIM-a-
partir-de-2021 Acesso em: 5 de fevereiro de 2019
[8] NUNES, G. H.; LEÃO, M. Estudo comparativo de ferramentas de projeto entre a CAD tradicional e a
modelagem BIM. Revista de Engenharia Civil, Braga, 55, 47-61, julho 2018
[9] MELHADO, S. B. Coordenação de projetos de edificações. São Paulo: O Nome da Rosa, 2005.
[10] MANZIONE, L. Proposição de uma Estrutura Conceitual de Gestão do Processo de Projeto
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Colaborativo com o uso do BIM. São Paulo, SP: USP, 2013 (Tese de Doutorado).
[11] Florio, W. Contribuições do Building Information Modeling no processo de projeto em arquitetura.
In: Encontro de Tecnologia de Informação e Comunicação na Construção Civil. Porto Alegre, 2007.
[12] BOZDOC, Marian. History of CAD. 2003. Disponível em: http://www.mbdesign.net/mbinfo/CAD-
Intro.htm. Acesso em: 27 fevereiro 2012.
[13] MILIOLI, Larissa. O uso de sistemas CAD e de prototipagem rápida no projeto de arquitetura:
benefícios e desafios. 2012. Dissertação (Mestre em Arquitetura e Urbanismo) - Faculdade de Arquitetura e
Urbanismo, Universidade de Brasília, Brasília.
[14]Belluomini, Nayra. A evolução do CAD. Disponível em: http://blogs.autodesk.com/por-dentro-da-autodesk-
brasil/2017/01/02/a-evolucao-do-cad/ Acesso em: 5 de fevereiro de 2019
[15] AYRES FILHO, C.; Scheer, S. Diferentes abordagens do uso do CAD no processo de projeto
arquitetônico. In: Workshop Brasileiro de Gestão do Processo de Projetos na Construção de Edifícios. Curitiba,
2007.
[16] Hilgenberg, F. B.; Almeida, B. L.; Scheer, S.; Ayres Filho, C. Uso de BIM pelos profissionais de
arquitetura em Curitiba. In: Revista Gestão e Tecnologia de Projetos. São Paulo, SP: USP, 2012.
[17] Costa, E. N. Avaliação da metodologia BIM para a compatibilização de projetos. Ouro Preto, MG: UFOP,
2013 (Dissertação de Mestrado).
[18] Leão, M. Aulas. Tecnologias BIM na gestão de empreendimentos na construção civil. Sinop: FACET -
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[19] FARR, E. R. P.; PIROOZFAR, P. A. E.; ROBINSON, D. BIM as a generic configurator for facilitation of
customization in the AEC industry. In: Automation in Construction, Elsevier, 2014.
[20] TAKIM, R.; HARRIS, M.; NAWAWI, A. H. Building Information Modeling (BIM): A new paradigm for
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Behadvioral Sciences, Elsevier, 2013.
[21] SILVA, J. L. Da; COMPARIM, L. L. Estudo de caso: análise comparativa do orçamento e planejamento
de uma residência unifamiliar utilizando as ferramentas autocad e revit. 2016. 89f. Trabalho de Conclusçao
de Curso – Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Pato Branco, 2016.
[22] Sobre os relacionamentos da modelagem paramétrica. Autodesk, 2019. Disponível em:
https://knowledge.autodesk.com/pt-br/support/revit-products/getting-
started/caas/CloudHelp/cloudhelp/2018/PTB/Revit-GetStarted/files/GUID-71F2C8EE-2A90-4076-A6C7-
702082566DDF-htm.html. Acesso em: 16 de março de 2019.
[23] TERRA. O desenvolvimento do modelo BIM no Brasil. Disponível em:
https://www.terra.com.br/noticias/dino/o-desenvolvimento-do-modelo-bim-
nobrasil,3a857c8d2d65d205ae14b1e95525b4e0st957qob.html Acesso em: 11 de fevereiro de 2019
[24] CATELANI, Wilton Silva; SANTOS, Eduardo Toledo. Normas brasileiras sobre BIM. Concreto e
Construções, São Paulo, ano 44, n. 84, p.55-59, out./dez. 2016. Trimestral

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APÊNDICES

Quadro 1. Questionário aplicado no estudo.

PERGUNTAS ALTERNATIVAS
Qual grau de dificuldade você teve para aprender a o 1
utilizar o software AutoCAD? (Considere: 1 - o 2
Nenhuma dificuldade; 2 - Pouca dificuldade; 3 - o 3
Relativa dificuldade; 4 - Senti dificuldade; 5 - o 4
Muita dificuldade) o 5

Qual grau de dificuldade você teve para aprender a o 1


utilizar o software Revit? (Considere: 1 - Nenhuma o 2
dificuldade; 2 - Pouca dificuldade; 3 - Relativa o 3
dificuldade; 4 - Senti dificuldade; 5 - Muita o 4
dificuldade) o 5

Você acredita que em um futuro próximo o Revit o Sim


ocupará totalmente o lugar do AutoCAD? o Não

Qual dos softwares você considera ser melhor para o AutoCAD


apresentação/entendimento da obra para com o Revit
clientes/executores? o Indiferente

Em sua percepção existe um ganho produtivo o AutoCAD


maior em relação ao tempo despendido para o Revit
criação de um projeto em qual dos softwares? o Indiferente

Em relação a uma mudança que precise ser feita o AutoCAD


após a finalização do projeto, em qual ferramenta o Revit
você considera ser mais prática a realização dessa o Indiferente
mudança?
Em relação a qualidade gráfica na impressão qual o AutoCAD
você analisa ser de melhor qualidade? o Revit
o Indiferente

Quais as vantagens, para você, o AutoCAD □ Melhor controle de linhas


apresenta em relação ao Revit? □ Maior difusão no mercado
□ Compatibilidade dos softwares
□ Outro:

Quais as vantagens, para você, o Revit apresenta □ Realização automática de cortes/vistas


em relação ao AutoCAD? □ Compatibilização de projetos (estrutural,
hidráulico e elétrico)
□ Tabela de quantitativos
□ Outro:

Na sua opinião, qual o principal obstáculo para que o Falta de incentivo nas universidades
o Revit seja adotado com maior frequência em o Custo de aquisição do software
projetos arquitetônicos? o Dificuldade no uso
o Falta de difusão no mercado
o Outro:

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CONTINUAÇÃO
Você, como engenheiro/projetista, sabia que a o Sim
partir de 2021 começara a ser implantado um o Não
projeto de lei que ao seu fim tem como objetivo
que todos os projetos de obras públicas sejam com
formato de tecnologia BIM?
Espaço reservado para opiniões e
questionamentos, sinta-se à vontade.

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ANEXOS

Figura 15 – Prancha 01

Fonte: Adaptado, Melo (2018)

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Figura 16- Prancha 02

Fonte: Adaptado, Melo (2018)

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