Direitos e Deveres do Perito Judicial
Direitos e Deveres do Perito Judicial
DESCRIÇÃO
A perícia judicial, os direitos e deveres do perito e o laudo pericial.
PROPÓSITO
Compreender a perícia, os direitos e deveres do perito e o laudo pericial será de extrema
relevância para que o operador do Direito saiba como enfrentar a atividade pericial, bem como
acompanhar todas as suas etapas, desde a formulação de quesitos até o pedido de
esclarecimentos do laudo produzido pelo perito.
PREPARAÇÃO
Antes de iniciar o conteúdo deste tema, tenha à mão o Código de Processo Civil para consulta
de todos os dispositivos legais que serão mencionados.
OBJETIVOS
MÓDULO 1
MÓDULO 2
MÓDULO 3
INTRODUÇÃO
Neste tema, trabalharemos os principais aspectos sobre prova pericial, direitos e deveres do
perito judicial e laudo pericial. Toda a análise será pautada com base nos dispositivos legais
pertinentes, que constam no Código de Processo Civil de 2015. A prova pericial está prevista
nos arts. 464 a 480 do CPC.
O estudo da figura do perito judicial tem especial relevância no âmbito do sistema processual
civil brasileiro. No Brasil, é comum a falsa percepção de que os litigantes não possuem
ingerência sobre o trabalho do perito no processo judicial.
Considerando que sejam leigos no assunto e que o tema objeto de sua controvérsia envolva
assunto extremamente técnico e científico, há a sensação de que todos estão à mercê das
conclusões do laudo pericial, pouco podendo contribuir ou questionar o que foi decidido pelo
perito. Mas não é bem assim!
Um advogado que domina o assunto (prova pericial) tem grandes chances de extrair do laudo
pericial o melhor conteúdo para o seu cliente, assim como um magistrado atento ao tema
consegue proferir uma decisão judicial mais justa e bem fundamentada, elucidando os fatos
controversos de maneira correta.
É sob essa perspectiva que devemos estudar os principais aspectos relativos ao trabalho do
perito judicial.
MÓDULO 1
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Há casos em que a apuração de determinados fatos litigiosos exige conhecimento técnico ou
científico que o magistrado não possui. Nessas situações, conta-se com o auxílio de um perito
— especialista em determinada área de conhecimento: Engenharia, Medicina, Contabilidade,
Agronomia etc. —, que será responsável por elaborar um laudo pericial com suas conclusões
acerca do referido fato, contribuindo para que o juiz forme sua convicção e julgue a demanda.
Segundo o art. 464 do CPC, há três espécies de provas realizadas pelo perito:
EXAME
O exame é um ato de inspeção sobre bem móvel, pessoa ou semovente, a fim de atestar
algum fato ou alguma circunstância relevante para a lide, por exemplo: exame de DNA em ação
de investigação de paternidade e inspeção de obra de arte ou documento.
VISTORIA
É igualmente um ato de inspeção, mas voltado somente para bens imóveis, por exemplo:
vistoria de um imóvel rural para apurar exatamente sua localização e área no âmbito de uma
ação de usucapião.
AVALIAÇÃO
É a perícia voltada para apuração do valor de determinado bem, móvel ou imóvel, ou direito,
por exemplo: estimação do valor de um bem do devedor em uma execução judicial ou do de
cujus em uma ação de inventário.
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Em síntese, o magistrado será assistido por perito quando a prova do fato depender de
conhecimento técnico ou científico — art. 156 do CPC. Considerando, contudo, tratar-se de
prova complexa, demorada e onerosa, a prova pericial possui certas limitações para sua
realização. O art. 464 trata das hipóteses em que tal prova pode ser indeferida. Veja a seguir.
HIPÓTESE 1
HIPÓTESE 2
HIPÓTESE 3
HIPÓTESE 4
HIPÓTESE 1
Inicialmente, o juiz indeferirá a perícia quando a prova do fato não depender de conhecimento
especial de técnico (art. 464, §1º, I, do CPC). Ou seja, trata-se da hipótese em que o
magistrado — na condição de pessoa comum, com cultura média — tem condições de apurar
os fatos e julgar a causa sem depender do conhecimento especial de um perito. Exemplo:
cálculos aritméticos.
HIPÓTESE 2
Haverá, igualmente, o indeferimento da prova pericial quando for desnecessária em razão das
outras provas produzidas (art. 464, §1º, II, do CPC). Isto é, não será necessária perícia quando
houver outras provas constantes nos autos, a exemplo da documental, suficientes para
apuração da verdade e formação da convicção do juiz.
HIPÓTESE 3
O próprio art. 472 do CPC prevê circunstância semelhante ao art. 464, §1º, II do CPC, ao
dispor que o juiz pode dispensar a prova pericial quando as partes, na inicial e na contestação,
apresentarem, sobre as questões de fato, pareceres técnicos ou documentos elucidativos que
considerar suficientes.
HIPÓTESE 4
O juiz deve indeferir a perícia quando a verificação for impraticável (art. 464, §1º, III, do CPC).
Por verificação impraticável, pode-se compreender situações em que a fonte da prova não
existe mais (vestígios e sinais desapareceram), revele-se inacessível, ou quando a verificação
probatória exigir recursos não disponíveis na Ciência (DIDIER JR. et al., 2016).
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A) Realizável.
B) Irrealizável.
GABARITO
Imagine uma ação civil pública ajuizada contra réus que desmataram determinada
propriedade rural, mas que, passado algum tempo, durante a fase instrutória, toda a
mata já tenha sido restabelecida naturalmente. Nesse caso, a prova pericial (inspeção do
local) se demonstrará:
GABARITO
Apontam-se, em regra, dois momentos processuais para que a parte requeira a produção de
prova pericial.
PRIMEIRO MOMENTO
Na fase postulatória, especificamente na petição inicial (art. 319, VI, do CPC) ou na
contestação (art. 336 do CPC), ocasião em que a parte poderá formular o pedido pela
produção da prova pericial de forma genérica.
SEGUNDO MOMENTO
Na fase de saneamento, ocasião em que a parte deve ratificar o pedido formulado
anteriormente quando for intimada para especificar as provas que pretende produzir.
Ato contínuo, caso admitida a perícia, o juiz observará o disposto no art. 465 do CPC
(nomeação do perito, fixação de prazo para entrega do laudo etc.), e, se possível,
estabelecerá, desde logo, calendário para a realização da prova pericial (art. 357, §8º, do
CPC).
O art. 465 do CPC/15 prevê que “o juiz nomeará perito especializado no objeto da perícia e
fixará de imediato o prazo para a entrega do laudo”.
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Embora a prova pericial seja aquela realizada somente por quem tenha conhecimento técnico e
científico acerca de determinada área do saber, preferiu o legislador registrar que o perito deve
ser “especializado no objeto da perícia”.
ATENÇÃO
Na falta de especialização, vale lembrar, a perícia pode ser considerada inválida!
Sobre o procedimento de nomeação pelo magistrado, algumas observações são cabíveis. Veja:
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No art. 145, §1º, do CPC/73, o juiz escolhia os peritos de forma livre, sendo necessário apenas
que fossem peritos de nível universitário e que estivessem devidamente inscritos no órgão de
classe competente. Atualmente, no art. 156, §1º, do CPC/15, por outro lado, exige-se que o
perito nomeado seja não apenas profissional legal habilitado, mas que também esteja inscrito
em cadastro mantido pelo Tribunal ao qual o juiz esteja vinculado.
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Para a formação do referido cadastro dos peritos, deve o Tribunal realizar consulta pública,
por meio de divulgação na rede mundial de computadores ou nos jornais de grande circulação,
além de consulta direta a universidades, a conselhos de classe, ao Ministério Público, à
Defensoria Pública e à Ordem dos Advogados do Brasil, para a indicação de profissionais ou
de órgãos técnicos interessados (art. 156, §2º, do CPC/15).
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Ato contínuo, uma vez indicados e devidamente selecionados, o Tribunal realizará avaliações
e reavaliações periódicas para manutenção do cadastro, considerando a formação
profissional, a atualização do conhecimento e a experiência dos peritos interessados (art. 156,
§3º, do CPC/15).
RELEMBRANDO
O cadastro do perito, vale lembrar, tem o intuito de garantir a habilitação técnica e a idoneidade
moral e profissional do perito. Contudo, nada impede que o magistrado selecione os peritos
cadastrados de sua confiança para integrar a lista de experts existentes na vara ou secretaria
(DIDIER JR. et al., 2016) (art. 157, §2º, do CPC/15).
Excepcionalmente, a escolha do perito pelo juiz será totalmente livre. Isso só ocorrerá na
localidade onde o perito não estiver inscrito no cadastro disponibilizado pelo Tribunal. De todo
modo, deverá a escolha recair sobre profissional ou órgão técnico ou científico
comprovadamente detentor do conhecimento necessário à realização da perícia (art. 156, §5º,
do CPC).
PERÍCIA CONSENSUAL
Apesar das previsões mencionadas, é possível que as partes consensualmente escolham um
perito — que pode ser estranho à lista de peritos cadastrados no Tribunal — e o indiquem
mediante requerimento formulado perante o juízo (art. 471, caput, do CPC).
Trata-se da denominada “perícia consensual”, que substitui, para todos os efeitos, a prova
pericial que seria realizada por perito nomeado pelo juiz (art. 471, §3º, do CPC). Ou seja, não
há distinção entre perícia consensual e perícia judicial, ambas possuem o mesmo valor perante
o órgão jurisdicional.
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REQUISITO I
Serem partes plenamente capazes (inciso I).
REQUISITO II
A causa versar sobre direito que admita autocomposição (Inciso II).
ATENÇÃO
No entanto, é preciso registrar que, havendo defeito que comprometa a validade do negócio
processual celebrado pelas partes, o juiz poderá deixar de homologar o referido negócio. Afinal,
tais negócios estão sempre sujeitos à análise judicial (art. 190, parágrafo único).
Além disso, na condição de destinatário da prova, o juiz tem poderes para realizar, de ofício,
uma segunda perícia. Você sabe em qual caso?
VERIFICAR
Caso compreenda que a matéria não restou suficientemente esclarecida (art. 480).
Nada impede, contudo, que juiz e partes, de comum acordo, ajustem calendário para a prática
dos atos processuais ligados à perícia (art. 191 do CPC).
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ATENÇÃO
O expert presta depoimento oral, não havendo a elaboração de laudo pericial. É preciso que
tenha formação acadêmica na área objeto de seu depoimento, podendo valer-se, durante a
arguição, de qualquer recurso de transmissão de sons e imagens com o fim de esclarecer os
pontos controvertidos da causa (art. 464, §4º, do CPC).
PERÍCIA COMPLEXA E PERÍCIA PREVISTA
NO ART. 478 DO CPC
Caso a perícia seja complexa, abrangendo mais de uma área de conhecimento especializado,
o juiz poderá nomear mais de um perito, e a parte, indicar mais de um assistente técnico,
conforme o art. 475 do CPC. Nessa hipótese, não há a elaboração de mais de um laudo e
diversas perícias sobre o mesmo objeto, mas tão somente um laudo pericial e uma perícia
considerada única.
Cada perito nomeado ficará responsável pela área que possui conhecimento técnico e
científico, ocorrendo a reunião, ao final, das conclusões de cada um para a elaboração do
laudo pericial. Vale ressaltar, ainda, que a perícia complexa deve ser autorizada pelo
magistrado em situações excepcionais, apenas quando for realmente necessária,
considerando tratar-se de prova de alto custo e que afeta a celeridade do processo judicial.
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EXEMPLO
Avaliação de sequelas de lesões pessoais que tenham afetado funções psíquicas e motoras de
uma vítima, exigindo laudo de psiquiatra e de ortopedista.
EXEMPLO
PRORROGAÇÃO
DO PRAZO
REQUISIÇÃO DE DOCUMENTOS
EXISTENTES
EM REPARTIÇÕES PÚBLICAS
PRORROGAÇÃO DO PRAZO
O §3º do art. 478 do CPC estabelece que, nos exames periciais que tiverem por objeto a
autenticidade da letra e da firma, o perito poderá requisitar, para fins de comparação,
documentos existentes em repartições públicas.
Complementa o dispositivo legal, que, na falta de tais documentos, o perito poderá requerer ao
juiz que a pessoa a quem atribuir-se a autoria do documento escreva em folha de papel, por
cópia ou sob ditado, dizeres diferentes para fins de comparação.
VOCÊ SABIA
De acordo com o art. 98, §1º, VI, do CPC, caso seja concedida gratuidade de justiça, a parte
estará dispensada do adiantamento e pagamento dos honorários periciais. Nessa hipótese, o
magistrado fará uso dos órgãos e das repartições oficiais para produção da perícia, que
deverão colaborar com o Poder Judiciário, dando preferência, no prazo estabelecido, aos casos
dos beneficiários de gratuidade de justiça (art. 478, §1º, do CPC).
Essa medida facilita a produção da prova pericial e a torna menos custosa. Você sabe por quê?
VERIFICAR
Essa medida permite a nomeação de peritos e assistentes técnicos que residam e trabalhem
próximos ao local da perícia, sendo necessário, no entanto, que o perito esteja inscrito no
cadastro do Tribunal a que o juízo destinatário da carta esteja vinculado (DIDIER JR. et al.,
2016).
Assista ao vídeo com o professor Luis Felipe Salomão Filho sobre o Papel da perícia judicial.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
C) O juiz pode substituir a prova pericial pela prova técnica simplificada, quando o ponto
controvertido for de menor complexidade.
E) Quando a perícia tiver por objeto a autenticidade da letra e da firma, o perito poderá
requisitar, para efeito de comparação, documentos existentes em repartições públicas.
D) O juiz pode indeferir a prova pericial quando a fonte de prova não existir mais.
E) O juiz não pode indeferir a prova pericial, ainda que haja outras provas nos autos suficientes
para a apuração da verdade.
GABARITO
A letra D é a afirmativa a ser marcada, pois o art. 475 do CPC não limita o número de peritos
na hipótese de perícia complexa, podendo ser mais de dois.
MÓDULO 2
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Entre os auxiliares de Justiça que exercem a função pública está o perito. Por exercer encargo
que apoia os órgãos do Poder Judiciário durante o trâmite do processo, o perito assume
deveres de agente público, devendo atuar, conforme determina o art. 37 da Constituição
Federal, sempre com:
IMPESSOALIDADE
MORALIDADE
LEGALIDADE
EFICIÊNCIA
RELEMBRANDO
O perito tem a função de assistir o magistrado quando a prova do fato depender de seu
conhecimento técnico e científico (art. 156 do CPC), assim como tem o dever de colaborar com
o Poder Judiciário para o descobrimento da verdade (art. 378 do CPC).
Deve, além disso, exercer seu encargo com rigor técnico, eficiência, cuidado, cumprindo
sempre os prazos designados pelo juiz, comunicando previamente partes e assistentes
técnicos da data e do local de realização das diligências, bem como elaborando laudo pericial,
respondendo quesitos e até comparecendo a audiências de instrução e julgamento, se
necessário, para prestar esclarecimentos.
VERIFICAR
A função principal é registrar suas impressões técnicas e científicas sobre os fatos controversos
no laudo pericial, documento escrito em que deve o expert expor o objeto da perícia, fazer sua
análise técnica ou científica, indicar o método utilizado e responder os quesitos apresentados
(art. 473 do CPC).
ATENÇÃO
Não é função do perito emitir opiniões pessoais que excedam o exame técnico ou científico do
objeto da perícia (art. 473, §2º, do CPC), como é o caso de quando emite opinião jurídica sobre
o fato examinado.
Deve o perito cumprir escrupulosamente o encargo que lhe foi atribuído, independentemente
de termo de compromisso (art. 466 do CPC), bem como cumprir com seu ofício no prazo que
lhe for designar o juiz, empregando toda sua diligência (art. 157 do CPC).
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A testemunha relata fatos que foram objeto de percepção sensorial, em uma visão leiga
(MARINONI; ARENHART, 2001).
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O perito examina tais fatos tecnicamente e emite juízo a respeito com base em seus
conhecimentos técnicos e científicos.
Feita essa breve introdução sobre as funções do perito — sem intenção alguma de exaurir o
assunto —, passaremos a analisar, a seguir, com mais profundidade, recusa, escusa e
substituição dos peritos.
ESCUSA
Há situações em que o perito pode se escusar do encargo, sendo necessário, no entanto, que
apresente “motivo legítimo”, como determina o art. 157, caput, do CPC. Por motivo legítimo,
compreendem-se, usualmente, as hipóteses que ensejam seu impedimento e sua suspeição
(arts. 144 e 145 do CPC), que se aplicam ao perito considerando sua condição de auxiliar de
Justiça (art. 148, II, do CPC).
Na suspeição, há hipóteses de suspeita de parcialidade.
Ressalva importante é a possibilidade, embora não prevista em lei, de que o perito alegue
outros motivos, que não impedimento e suspeição, para escusar-se do encargo.
EXEMPLO
RECUSA
A arguição de suspeição ou impedimento também poderá ser feita pelas partes, que podem
requerer a recusa do perito em petição fundamentada e devidamente instruída, na primeira
oportunidade em que lhe couber nos autos (arts. 148, §1º, e art.467, ambos do CPC), ou,
ainda, quando tiverem conhecimento do vício.
Ainda que não requerido no prazo determinado e tendo a perícia já sido realizada, poderá o
magistrado ponderar a situação de parcialidade do expert e determinar, de ofício, a realização
de segunda perícia.
Uma vez acolhido o incidente, o perito suspeito ou impedido será afastado, bem como
condenado ao pagamento de custas processuais, em caso de impedimento ou manifesta
suspeição, nos termos do art. 146, §5º, do CPC (aplicado por analogia). Além disso, outro
perito será nomeado.
ATENÇÃO
A responsabilidade do perito pelos prejuízos causados à parte ocorrerá por meio de ação
autônoma indenizatória, ao passo que a inabilitação será aplicada pelo magistrado no âmbito
do mesmo processo em que prestadas as informações inverídicas, especificamente no
momento de prolação da sentença.
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EXEMPLO
No que diz respeito às demais sanções previstas em lei, a que se refere o art. 158 do CPC,
tem-se como exemplo as previstas no âmbito penal, ou seja, a falsa perícia disposta no art.
342 do CP.
SUBSTITUIÇÃO DO PERITO
Por fim, conforme prevê o art. 468 do CPC, pode o perito ser substituído em duas hipóteses:
I
II
II
Sem motivo legítimo, deixar de cumprir o encargo no prazo que lhe foi assinado. Na hipótese
do inciso II, ou seja, não entregue o laudo no prazo fixado, há duas medidas de caráter
cumulativo a serem adotadas pelo juiz:
Possível imposição de multa ao perito, cujo valor será fixado considerando-se o valor da
causa e o prejuízo decorrente do atraso no processo (art. 468, §1º, do CPC).
É possível, no entanto, que outros motivos relevantes sejam suficientes para ensejar a
substituição do perito pelo magistrado.
EXEMPLO
Uma vez substituído, o perito deve restituir os valores recebidos pelo trabalho não realizado no
prazo de 15 dias (primeira parte do art. 468, §2º, do CPC). Caso não restitua, pode ficar
impedido de atuar como perito judicial no prazo de cinco anos (segunda parte do art. 468, §2º,
do CPC), bem como pode a parte que tiver adiantado os honorários promover execução de
título judicial contra o perito, na forma do art. 513 do CPC, com fundamento na decisão que
determinar a devolução do numerário, de acordo com o art. 468, §3º, do CPC.
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Como visto, comumente o juiz nomeará perito especializado no objeto da perícia e fixará de
imediato prazo para entrega do laudo (art. 465, caput, do CPC). Ato contínuo, dentro de 15
dias contados da intimação da decisão de nomeação, incumbe às partes:
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A título de esclarecimento, os quesitos são perguntas formuladas pelas partes (ou pelo
juiz) ao perito, visando ao esclarecimento dos fatos objeto da perícia. Já os assistentes
técnicos são auxiliares das partes, por elas indicados, que possuem a tarefa de fiscalizar
o trabalho do perito e emitir parecer técnico para refutar ou apoiar o laudo pericial. Como
auxiliares e pessoas de confiança das partes, os assistentes técnicos não estão sujeitos
às hipóteses de impedimento ou suspeição (art. 466, §1º, do CPC).
PRIMEIRA
Segundo entendimento do Superior Tribunal de Justiça, o prazo de 15 dias de que dispõem as
partes não é preclusivo, podendo ambas formular quesitos e indicar assistentes técnicos
posteriormente, desde que não iniciada a realização da perícia (STJ, 1ª Turma, REsp
639.257/MT, rel. Min. Luiz Fux., j. 13.12.05, DJ de 13.02.2006).
SEGUNDA
Em que pese o prazo fixado pelo juiz para entrega do laudo, pode o perito requerer a extensão
do referido prazo, desde que o faça de maneira devidamente fundamentada.
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É por essa razão que se autoriza o magistrado a indeferir quesitos impertinentes — ou seja,
quesitos que não contribuem para o esclarecimento da questão fática submetida à perícia — e
formular quesitos que entender necessários ao esclarecimento da controvérsia, conforme o art.
470 do CPC. Sustenta parcela da doutrina que a atividade do juiz de formular quesitos é
subsidiária, devendo-se, primeiro, oportunizar às partes o direito de indicar seus quesitos.
Retornando ao procedimento, cumprido o disposto no art. 465, §1º, do CPC e ciente de sua
nomeação, confira o que o perito apresentará em cinco dias:
VERIFICAR
Proposta de honorários.
Seus contatos profissionais, em especial o endereço eletrônico, para onde serão dirigidas
as intimações pessoais (art. 465, §2º, incisos I, II e III do CPC, respectivamente).
Findo o prazo de manifestação das partes, o juiz arbitrará o valor dos honorários periciais e
intimará as partes para depositar os honorários na forma do art. 95 (segunda parte do art. 465,
§3º, do CPC).
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Você sabe como esse depósito, nos termos do art. 95 do CPC, ocorre?
VERIFICAR
Se apenas uma parte requerer a produção da prova pericial, ela deve adiantar o valor dos
honorários periciais; caso, no entanto, a prova pericial tenha sido determinada de ofício pelo
juiz ou requerido por ambas as partes, o valor será rateado.
Geralmente, o perito apenas recebe os honorários após a apresentação do laudo pericial, mas
é possível — e comum — que o juiz autorize o recebimento de até 50% dos honorários
arbitrados no início dos trabalhos e o restante ao final, depois de entregue o laudo e prestados
os esclarecimentos necessários (art. 465, §4º, do CPC). Na hipótese de a perícia ser
inconclusiva ou deficiente, o juiz poderá reduzir os honorários periciais inicialmente arbitrados,
segundo o art. 465, §5º, do CPC.
ATENÇÃO
A ausência da intimação a que se refere o art. 474 do CPC (intimação das partes quanto à data
e ao local para o início da produção da prova), no entanto, só acarretará a nulidade da perícia
na hipótese de prejuízo gerado às partes.
Por fim, ainda quanto aos deveres do perito, o art. 466 do CPC estabelece que o perito deve
cumprir escrupulosamente o encargo que lhe foi cometido, independentemente de termo de
compromisso. Ou seja, não é necessária a assinatura de qualquer termo para que surja o
dever do perito de cumprir fielmente seu encargo, bastando, na realidade, sua mera
nomeação e aceitação.
Dever semelhante ao do art. 466 é o previsto no art. 157 do CPC, que estabelece o dever do
perito de cumprir seu ofício no prazo que lhe designar o magistrado, empregando toda sua
diligência.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
B) As partes poderão apresentar quesitos suplementares durante a diligência que poderão ser
respondidos pelo perito previamente ou na audiência de instrução e julgamento.
C) Após ser substituído, o perito tem a obrigação de restituir os valores recebidos pelo trabalho
não realizado, sob pena de ficar impedido de atuar como perito judicial pelo prazo de cinco
anos.
D) O perito, para o desempenho de sua função, pode solicitar documentos que estejam em
poder da parte, de terceiros ou em repartições públicas, faculdade que não se estende aos
assistentes técnicos.
E) O perito deve assegurar aos assistentes das partes o acesso e o acompanhamento das
diligências e dos exames que realizar, com prévia comunicação, comprovada nos autos, com
antecedência mínima de cinco dias.
C) O juiz somente poderá autorizar o pagamento dos honorários arbitrados a favor do perito ao
final do trabalho, depois de entregue o laudo e prestados todos os esclarecimentos
necessários.
GABARITO
A letra D é a afirmativa a ser marcada, tendo em vista que a faculdade de solicitar documentos
que estejam em poder da parte, de terceiros ou em repartições públicas estende-se aos
assistentes técnicos, nos termos do art. 473, §3º, do CPC.
A letra C é a afirmativa a ser marcada, tendo em vista que, nos termos do art. 465, §4º do CPC,
o juiz pode autorizar o recebimento de até 50% dos honorários arbitrados no início dos
trabalhos a favor do perito e o restante ao final, depois de entregue o laudo e prestados os
esclarecimentos necessários.
MÓDULO 3
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Ou, ainda, trata-se do documento escrito no qual o perito faz sua análise, bem como emite sua
opinião e suas conclusões em relação ao objeto da perícia e responde a todos os quesitos
formulados (ALVIM, 2012).
Conforme prevê o art. 473 do CPC, o laudo pericial é composto pelos seguintes elementos:
I
II
III
IV
II
III
IV
Resposta conclusiva a todos os quesitos apresentados pelo juiz, pelas partes e pelo órgão do
Ministério Público.
O art. 473 do CPC é inovador, pois, diferentemente do CPC/73, detalha o conteúdo e a forma
do laudo pericial. O lado positivo da fixação desse dispositivo legal é que, a partir da criação de
elementos obrigatórios do laudo, permite-se mais controle e fiscalização das partes e do juiz
sobre o trabalho do perito.
Ainda quanto ao inciso III, nota-se uma evidente influência da experiência norte-americana
sobre a doutrina, que aponta quatro requisitos para garantir a confiabilidade do método
(NEVES, 2017):
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(NASSER, 2016)
Não pode o perito ultrapassar os limites de sua designação, bem como emitir opiniões pessoais
que excedam o exame técnico ou científico do objeto da perícia (art. 473, §2º, do CPC). Assim
como o magistrado precisa respeitar o princípio da adstrição, segundo o art. 492 do CPC,
quando prolata decisão, deve o perito elaborar laudo adstrito ao objeto da perícia.
ATENÇÃO
Não cabe ao perito examinar questões de fato desconexas do objeto da perícia, fora dos limites
de sua designação, assim como não cabe emitir opiniões pessoais que vão além do exame
técnico ou científico que lhe foi incumbido — a exemplo do que ocorre quando emite opinião
jurídica sobre o caso concreto.
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A permissão para o emprego de todos meios necessários a que se refere o §3º do art. 473 não
autoriza o perito a fazer uso do poder de polícia na hipótese de resistência oferecida, motivo
pelo qual deve sempre requerer auxílio do magistrado nesses casos.
EXEMPLO
Testemunha que resiste a comparecer em audiência ou terceiro que não entrega documento
em sua posse.
Como estabelece a segunda parte do §3º do art. 473 do CPC, o laudo pode ser instruído com
planilhas, mapas, plantas, desenhos, fotografias ou outros elementos necessários ao
esclarecimento do objeto da perícia. O uso de tais recursos objetiva a elaboração de um laudo
pericial de fácil leitura, acessibilidade e compreensão dos sujeitos processuais.
Assista ao vídeo com o professor Luis Felipe Salomão Filho sobre Requisitos do laudo pericial.
ENTREGA DO LAUDO PERICIAL E
MANIFESTAÇÃO DAS PARTES
Como visto, o perito terá prazo fixado para entrega do laudo pericial. Caso, no entanto, por
motivo justificado, não possa entregá-lo dentro do prazo, poderá o magistrado conceder-lhe,
uma única vez, prorrogação correspondente à metade do prazo fixado inicialmente (art. 476 do
CPC).
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Com efeito, o magistrado deverá analisar o caso concreto para decidir se a justificativa indicada
pelo perito para prorrogação do prazo é plausível. Uma vez entendido que o motivo é
justificado, o magistrado concederá a dilação do prazo, mas deverá fazê-lo por meio de decisão
judicial devidamente fundamentada.
ATENÇÃO
Além de respeitar o prazo designado pelo juiz, o laudo pericial deverá ser protocolado pelo
perito com antecedência mínima de 20 dias antes da audiência de instrução e julgamento
(art. 477 do CPC). O prazo de 20 dias tem por objetivo permitir todo o trâmite previsto nos
parágrafos do art. 477, principalmente eventual requerimento das partes para que o perito
compareça à audiência de instrução e julgamento para prestar esclarecimentos, conforme art.
477, §3º, do CPC.
No entanto, os 20 dias estipulados pelo legislador não parecem tempo suficiente para todas as
manifestações previstas antes da audiência, podendo o magistrado, portanto, revisar e
flexibilizar tal prazo.
Após o protocolo do laudo, as partes serão intimadas para, querendo, manifestarem-se sobre o
laudo do perito em 15 dias, assim como os assistentes técnicos, no mesmo prazo, de cada
uma das partes, poderão apresentar seus respectivos pareceres técnicos (art. 477, §1º, do
CPC).
Ato contínuo, o perito do juízo tem o dever de, no prazo de 15 dias, esclarecer:
PONTO I
Sobre o qual exista divergência ou dúvida de qualquer das partes, do juiz ou do órgão do
Ministério Público.
PONTO II
Divergente apresentado no parecer do assistente técnico da parte (art. 477, §2º, do CPC).
Caso ainda haja necessidade de mais esclarecimentos, a parte requererá ao juiz que mande
intimar o perito ou o assistente técnico a comparecer à audiência de instrução e julgamento,
formulando, desde logo, as perguntas, sob forma de quesitos (art. 477, §3º, do CPC). Ambos,
registre-se, perito e assistentes, serão intimados por meio eletrônico, com pelo menos 10 dias
de antecedência em relação à audiência, de acordo com o art. 477, §4º, do CPC.
Os pedidos de esclarecimento previstos nos §2º e §3º do art. 477 pressupõem a entrega de um
laudo e não se confundem com quesitos suplementares previstos no art. 469 do CPC. Tais
pedidos visam propiciar às partes e ao órgão jurisdicional melhor compreensão do laudo e/ou
dos pareceres apresentados (MARINONI et al., 2017).
SEGUNDA PERÍCIA
Na hipótese de a perícia não ter esclarecido suficientemente a matéria controversa, o juiz
determinará — de ofício, a requerimento das partes ou do Ministério Público — a realização de
uma nova perícia, conforme o art. 480 do CPC. Considerando o tempo despendido e as
despesas que envolvem uma segunda perícia, o juiz deve optar por sua realização apenas em
situações excepcionais, quando persistirem as incertezas quanto ao thema probandum.
EXEMPLO
Embora seja necessária moderação e cautela do juiz quanto ao uso de uma segunda perícia,
há certos resultados que realmente o obrigam a realizar tal prova. É o caso do perito que
apresenta um laudo pericial incoerente, inconclusivo ou inconvincente, não cumprindo a
prova técnica, o papel que lhe cabe na pesquisa da verdade em torno das alegações fáticas
das partes (THEODORO JÚNIOR, 2017).
Isto é, não traz à referida prova a segurança necessária para subsidiar a decisão judicial.
Contudo, vale lembrar que a segunda perícia só ocorrerá caso não se consiga consertar os
defeitos constantes no laudo da primeira perícia, em atenção à economia processual.
A decisão do juiz que determina a realização da segunda perícia é interlocutória não agravável
por instrumento, mas poderá ser suscitada em sede de apelação ou de contrarrazões (art.
1.009, §1º, e art. 1.015, ambos do CPC).
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A segunda perícia tem por objeto os mesmos fatos sobre os quais recaiu a primeira e destina-
se a corrigir as omissões ou inexatidões dos resultados a que a primeira perícia conduziu (art.
480, §1º, do CPC).
Pode ela ser realizada pelo mesmo perito ou por um novo, fica a critério do juiz — embora
parcela da doutrina critique a possibilidade de o juiz nomear o mesmo perito para a realização
da nova perícia, em razão de seu fracasso na produção da primeira. Na segunda perícia,
poderão as partes apresentar novas manifestações e os assistentes técnicos, novos pareceres
técnicos, em observância ao princípio do contraditório.
Por fim, a segunda perícia rege-se pelas disposições estabelecidas para a primeira (art.480,
§2º, do CPC), mas não a substitui, cabendo ao juiz apreciar o valor de uma e de outra para
formar seu convencimento (art. 480, §3º, do CPC).
O art. 371 do CPC, por sua vez, estabelece que o juiz apreciará a prova constante dos autos,
independentemente do sujeito que a tiver promovido, e indicará na decisão as razões da
formação de seu convencimento. A leitura conjunta do referido dispositivo legal e do art. 479
reforça a liberdade do juiz de valorar o conjunto probatório para tomar sua decisão, não
estando adstrito às conclusões da prova pericial.
ATENÇÃO
Pode o juiz formar seu convencimento com base em outras provas que constem nos autos, que
não a prova pericial, mas deverá justificar racionalmente, e de modo devidamente
fundamentado, os motivos que o levaram a ignorar a prova pericial e considerar as outras
provas produzidas.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
B) O laudo pericial deverá ser protocolado pelo perito com antecedência mínima de 10 dias
antes da audiência de instrução e julgamento.
C) As partes serão intimadas para, querendo, manifestarem-se sobre o laudo do perito do juízo
no prazo comum de 15 (quinze) dias, podendo o assistente técnico de cada uma das partes,
em igual prazo, apresentar seu respectivo parecer.
D) Caso ainda haja necessidade de mais esclarecimentos, a parte requererá ao juiz que mande
intimar o perito ou o assistente técnico a comparecer à audiência de conciliação.
E) O perito ou o assistente técnico será intimado pessoalmente com pelo menos 10 (dez) dias
de antecedência da audiência de instrução e julgamento.
A) É vedado ao perito ultrapassar os limites de sua designação, bem como emitir opiniões
pessoais que excedam o exame técnico ou científico do objeto da perícia.
C) A segunda perícia não substitui a primeira, cabendo ao juiz apreciar o valor de uma e de
outra.
Letra C é a correta, pois, nos termos do art. 477, §1º, do CPC, possuem as partes o direito a se
manifestar após o laudo pericial.
Letra D é a afirmativa a ser marcada, tendo em vista que o juiz não está vinculado às
conclusões do laudo pericial, devendo, na sentença, indicar os motivos pelos quais considerou
ou não o referido laudo (art. 479 do CPC).
CONCLUSÃO
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Vimos que o magistrado será assistido por perito quando a prova do fato depender de
conhecimento técnico ou científico. A prova pericial pode ser determinada de ofício ou a
requerimento da parte. A escolha do perito pode ser feita pelo magistrado, unilateralmente, ou
pelas partes de forma consensual.
O perito pode escusar-se do cargo, desde que apresente motivo legítimo, assim como pode ser
recusado pelas partes que alegam sua suspeição ou seu impedimento em petição
fundamentada e substituído nos casos previstos no art. 468 do CPC.
Nomeado o perito e fixado o prazo de entrega do laudo, as partes podem arguir impedimento
ou suspeição do perito, indicar assistentes técnicos e apresentar quesitos. Ciente da sua
nomeação, o perito apresentará sua proposta de honorários, seu currículo e seus contatos
profissionais.
Por fim, o juiz apreciará a prova pericial, indicando, na sentença, os motivos que o levaram a
considerar ou não as conclusões do laudo.
AVALIAÇÃO DO TEMA:
REFERÊNCIAS
ALVIM, J. E. C. Manual do Novo Código de Processo Civil: Do processo de conhecimento.
Vol. II. Curitiba: Juruá, 2012.
DIDIER JR., F.; BRAGA, S. P.; OLIVEIRA, R. A. Curso de Direito Processual Civil. Vol. II.
Salvador: JusPodivm, 2016.
NASSER, P. M. Art. 473. In: CABRAL, A. P.; CRAMER, R. (coords.). Comentários ao novo
Código de Processo Civil. 2. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2016.
THEODORO JÚNIOR, H. Curso de Direito Processual Civil. Vol. 1. 58. ed. rev., atual. e ampl.
Rio de Janeiro: Forense, 2017.
EXPLORE+
Pesquise pelo título Ensaio sobre a prova pericial no Código de Processo Civil de 2015, de
Bruno Vinícius da Rós Bodart.
Pesquise pelo título Prova Pericial no CPC/2015, de Paulo Henrique dos Santos Lucon.
CONTEUDISTA
Felipe Varela Mello
CURRÍCULO LATTES