1. Defina reabilitação vestibular e suas principais indicações.
O que ela busca
alcançar?
A reabilitação vestibular atua no auxílio do tratamento das deficiências vestibulares (N sei
se posso falar assim), podendo ser centrais ou periféricas. Suas indicações são: Disfunção
vestibular unilateral ou bilaterais descompensadas, Cinetose, Migrânea, Doença de Meniére
no período inter crises, traumas labirínticos, disfunções vestibulares crônicas e centrais,
instabilidade postural ou distúrbios do equilíbrio – síndrome multissensorial do idosos
A reabilitação visa acelerar ou estimular os mecanismos naturais da compensação
vestibular, por meio de dois mecanismos, a substituição e a habituação.
2. Como se dá o processo de compensação central quando ocorre uma lesão
vestibular?
A compensação central ocorre por meio da plasticidade neural, pela qual o sistema nervoso
central se adapta a uma lesão vestibular, buscando minimizar os efeitos da perda de função
vestibular.
O processo de compensação central envolve principalmente o cérebro e outros centros
nervosos superiores, e ocorre em várias etapas:
1. Reconhecimento da Lesão: O SNC percebe a lesão vestibular e reconhece a
discrepância entre as informações sensoriais provenientes da orelha interna afetada e as
informações dos outros sistemas sensoriais, como a visão e a propriocepção.
2. Reorganização Neural: O cérebro inicia um processo de reorganização neural para se
adaptar à nova situação. Isso pode envolver mudanças na forma como os neurônios
processam as informações vestibulares e integram essas informações com as provenientes
de outras fontes sensoriais.
3. Habituação e Adaptação: O paciente é exposto gradualmente a movimentos que
desencadeiam tontura ou vertigem, em um processo conhecido como habituação. Ao longo
do tempo, o cérebro se adapta a esses estímulos, reduzindo a intensidade e a frequência
dos sintomas.
4. Aprimoramento de Outros Sistemas Sensoriais: O sistema nervoso central intensifica a
utilização de informações provenientes de outros sistemas sensoriais, como a visão e a
propriocepção, para compensar a deficiência vestibular. O cérebro aprende a confiar mais
nessas informações para manter o equilíbrio e a orientação espacial.
5. Aprendizado Motor: O paciente passa por um processo de aprendizado motor para
aprimorar as habilidades de equilíbrio e coordenação em resposta às novas condições
sensoriais.
3. Quais são os mecanismos que o SNC possui para promover a compensação?
Descreva cada um deles e sua participação no reequilíbrio.
A compensação no contexto da reabilitação vestibular refere-se aos mecanismos pelos
quais o Sistema Nervoso Central (SNC) adapta e ajusta suas respostas para minimizar os
efeitos de uma disfunção vestibular. A compensação visa restaurar ou melhorar a função
equilibradora e a estabilidade postural. Aqui estão alguns dos mecanismos de
compensação utilizados pelo SNC:
1. **Adaptação Vestibular:**
- **Descrição:** O SNC pode ajustar gradativamente sua resposta a estímulos
vestibulares alterados. Isso envolve uma adaptação progressiva às informações sensoriais
anômalas, permitindo que o paciente se acostume a estímulos que inicialmente
desencadeiam vertigem ou instabilidade.
- **Participação no Reequilíbrio:** A adaptação vestibular contribui para a redução dos
sintomas, como vertigem, à medida que o SNC aprende a interpretar e processar de
maneira mais eficiente as informações vestibulares prejudicadas.
2. **Substituição Visual:**
- **Descrição:** O SNC pode depender mais fortemente de informações visuais para
compensar a perda ou disfunção vestibular. Isso envolve aumentar a dependência dos
sinais visuais para orientação e equilíbrio.
- **Participação no Reequilíbrio:** Ao aumentar a utilização das informações visuais, o
paciente pode melhorar a estabilidade postural e a capacidade de realizar atividades
diárias, minimizando a influência dos déficits vestibulares.
3. **Aumento da Dependência Somatossensorial:**
- **Descrição:** Aumento da dependência dos sinais provenientes dos receptores
somatossensoriais, como proprioceptores nas articulações e músculos, para fornecer
informações sobre a posição e movimento do corpo.
- **Participação no Reequilíbrio:** O aumento da dependência somatossensorial ajuda a
compensar a perda de informações vestibulares, melhorando a percepção da posição do
corpo no espaço e contribuindo para o equilíbrio.
4. **Reorganização Neural (Neuroplasticidade):**
- **Descrição:** O SNC possui a capacidade de reorganizar suas conexões neurais em
resposta a mudanças nas entradas sensoriais. A neuroplasticidade permite a adaptação do
cérebro para otimizar o processamento de informações vestibulares prejudicadas.
- **Participação no Reequilíbrio:** A reorganização neural é fundamental para a
aprendizagem e a adaptação contínua às novas condições vestibulares, facilitando a
melhoria do equilíbrio ao longo do tempo.
5. **Substituição Multissensorial:**
- **Descrição:** O SNC pode integrar informações provenientes de múltiplos sistemas
sensoriais, como visão, propriocepção e vestibular, para criar uma representação mais
precisa da posição e movimento do corpo.
- **Participação no Reequilíbrio:** A substituição multissensorial ajuda a compensar as
deficiências em um sistema sensorial específico, otimizando a capacidade do paciente de
manter o equilíbrio e realizar atividades motoras.
6. **Reconstrução de Estratégias de Controle Postural:**
- **Descrição:** O SNC pode desenvolver novas estratégias de controle postural,
ajustando os padrões de ativação muscular e coordenação motora para compensar a
disfunção vestibular.
- **Participação no Reequilíbrio:** A reconstrução de estratégias de controle postural
contribui para a melhoria da estabilidade postural e a minimização de movimentos
anormais.
A eficácia desses mecanismos de compensação pode variar entre os indivíduos e depende
de fatores como a natureza e a gravidade da disfunção vestibular, a idade do paciente, a
prontidão neural para a neuroplasticidade, entre outros. A reabilitação vestibular visa facilitar
e otimizar esses mecanismos de compensação para promover a adaptação do paciente às
alterações vestibulares e melhorar sua qualidade de vida.
4. Como devemos estruturar um atendimento personalizado e quais são seus
objetivos essenciais?
Em um atendimento personalizado, é importante ser feito uma boa anamnese, para
identificação das principais queixas, aplicação de protocolos para percepção funcional e
emocional e também observação dos dados etiológicos e exames diagnósticos.
Esses itens são importantes para entender as principais limitações daquele paciente e
conseguir realizar um atendimento específico na queixa.
Os objetivos principais da reabilitação são:
1. Melhora da estabilidade do olhar (RVO)
2. Aumento da estabilidade postural estática e dinâmica (RVE)
5. Qual é a relevância de se programar um atendimento personalizado?
Conseguir programar quais serão os melhores exercícios para a reabilitação daquele
paciente, vendo suas individualidades, expectativas e vivências do indivíduo.
6. Descreva as possíveis orientações e recomendações que podem/devem ser dadas
ao paciente e sua família para iniciar ou ao longo do processo terapêutico?
As orientações principais envolvem mudança de hábitos e questões nutricionais, sendo
elas:
- Boa alimentação, não negligenciando o café da manhã, e com ingesta de 3 em 3h.
- Evitar consumo de carboidratos e gordura (açúcar refinado, mel)
- Evitar ou reduzir o consumo de álcool e fumo
- Reduzir consumo de café, para no máximo 3 xícaras por dia
- Evitar medicamentos labirinto tóxicos
- Evitar automedicação
- Estimular exercícios, de no mínimo 30min/dia
- Realização dos exercícios propostos em casa, na frequência e intensidade indicada
7. Determine cada categoria de estimulação fundamental para compor um programa
de reabilitação vestibular e como deve ser planejado essa intervenção em termos das
estratégias selecionadas, variação dos estímulos e grau de complexidade das
tarefas?
Um programa de reabilitação vestibular abrangente geralmente incorpora diferentes
categorias de estimulação para atingir diversos aspectos do sistema vestibular. As principais
categorias de estimulação incluem:
[Link] do RVO
- Estratégias Selecionadas: Exercícios que envolvem movimentos oculares controlados,
como rastreamento visual, fixação de alvos específicos e movimentos de olhos conjugados.
- Variação dos Estímulos: Modificação da velocidade, direção e amplitude dos
movimentos visuais.
- Grau de Complexidade: Aumento progressivo da dificuldade, incluindo a introdução de
ambientes visuais desafiadores, como padrões complexos ou ambientes virtuais.
2. Estimulação Somatossensorial:
- Estratégias Selecionadas: Exercícios que desafiam o sistema somatossensorial,
incluindo mudanças de posição, movimentos corporais e manipulação de superfícies
instáveis.
- Variação dos Estímulos: Modificação da base de suporte, uso de superfícies instáveis e
incorporação de movimentos coordenados do corpo.
- Grau de Complexidade: Progressão gradual de atividades mais simples para tarefas
mais complexas que desafiam a integração sensorial.
3. -Estimulação Vestibular:
- Estratégias Selecionadas: Exercícios que envolvem movimentos da cabeça e do corpo
para estimular os canais semicirculares e os otólitos.
- Variação dos Estímulos: Modificação da frequência, amplitude e direção dos movimentos
da cabeça.
- Grau de Complexidade: Aumento progressivo da complexidade dos movimentos,
começando com exercícios simples de olhos abertos até movimentos mais complexos de
olhos fechados.
4. Estimulação Cognitiva:
- Estratégias Selecionadas: Atividades que exigem atenção, concentração e
processamento cognitivo durante a realização de tarefas motoras.
- Variação dos Estímulos: Introdução de estímulos cognitivos, como resolução de
problemas, tarefas de memória ou multitarefa.
- Grau de Complexidade: Aumento progressivo da carga cognitiva à medida que o
paciente se adapta às atividades físicas e cognitivas simultâneas.
5. Estimulação do Sistema Nervoso Central (SNC):
- Estratégias Selecionadas: Exercícios que visam a adaptação do SNC aos estímulos
vestibulares, incluindo habituação e dessensibilização.
- Variação dos Estímulos: Graduação da intensidade e duração dos estímulos
vestibulares.
- Grau de Complexidade: Adaptação progressiva à exposição a estímulos vestibulares
desencadeadores de sintomas, com o objetivo de reduzir a resposta exacerbada.
8. Em relação aos protocolos, quais devem compor um planejamento terapêutico e
monitoramento dos resultados?
Perguntar para Ste
09. Descreva as escalas, questionários e testes usados para avaliação, planejamento
e monitoramento da reabilitação vestibular – objetivos de cada um, formas de
pontuação e aplicação e interpretação.
Para avaliação, planejamento e monitoramento, utilizamos medidas de mensuração da
capacidade funcional do equilíbrio estático e dinâmico, além de instrumentos voltados para
o impacto emocional e qualidade de vida. Entre os testes não instrumentalizados estão
1. Romberg sensibilizado: Feito em 4 posições que se alteram em:
- Olho aberto em superfície estável
- Olho fechado em superfície estável
- Olho aberto em superfície instável
- Olho fechado em superfície instável
Neste teste, é necessário se manter em pé de 15 a 30s em cada posição e usa-se o critério
passou/falhou. Seu objetivo é avaliar o equilíbrio estático, observando também o sistema
proprioceptivo, identificando alterações no controle postural.
2. Teste sentar e levantar 5 vezes
- Utilizada uma cadeira com encosto reto e estável
- O paciente deve se sentar e levantar o mais rápido possível, com os braços
cruzados
- A tarefa deve ser cronometrada para observação da normalidade
Se considera risco de queda se o indivíduo demorar mais de 15 segundos
para realização da atividade
Neste teste, podemos avaliar a força e resistência muscular, equilíbrio e mobilidade
funcional
3. Timed up and go test
- Utiliza-se uma cadeira, de preferência sem apoio.
- Paciente deve sair da cadeira, andar até um ponto em específico e voltar
para a posição inicial.
- A tarefa é feita de três maneiras, a simples, a motora associada (em que uma
bolinha deve ser passada de uma mão para a outra enquanto anda) e
cognitiva associada (nomeação de objetos, frutas, nomes, lugares, etc)
- Essa atividade melhora a velocidade da marcha
Já nas escalas, teremos três principais, sendo elas:
1. Escala de Berg
- Nesta escala, composta por 14 itens, avaliamos diversas tarefas. Essas vão
desde permanecer em pé sem apoio, até virar para olhar para trás
- A pontuação vai de 0 (incapaz de tentar realizar a atividade) a 4 (realiza a
atividade adequadamente sem ajuda).
- É considerado risco para queda quando o indivíduo pontua menos de 45
pontos.
- Também existe uma versão pediátrica, com os mesmos tipos de “prova”
2. Escala ABC
- Quantifica o nível de confiança na execução de atividades específicas do dia
a dia sem perder o equilíbrio ou se considerar instável
- É composta por 16 perguntas que vão de 0 a 100
- As perguntas vão de Andar pela casa até Ficar na ponta dos pés para pegar
um objeto acima da cabeça.
- Os resultados abaixo de 50% são considerados baixo nível funcional do
paciente.
3. DHI
- Composto por 25 perguntas, com avaliação focada na qualidade de vida e
perspectiva emocional
- Perguntas como, Você se sente frustrado com o seu problema?
- As respostas podem variar em Sim, Às vezes e Nunca
- O prejuízo severo é considerado quando a pontuação é maior que 54 pontos.
4. Escala visual analógica
- Instrumento utilizado para diversas áreas, como zumbido
- Fácil interpretação
- Pontuação de 0 a 10, sendo que 0 é ausência de prejuízo e 10 máximo de
prejuízo
10. Discorra sobe os protocolos de exercício apresentado em aula, destacando suas
principais características e aplicações na RV.
n entendi
11. Como deverá ser programada a sequência de evolução dos exercícios propostos?
Quais aspectos devemos obedecer?
A programação da sequência de evolução dos exercícios em um programa de reabilitação
deve ser cuidadosamente planejada, levando em consideração as características
específicas do paciente, o estágio da recuperação, as metas terapêuticas e as limitações
individuais.
- Estabeleça metas específicas e mensuráveis em colaboração com o paciente. Essas
metas devem refletir os objetivos da reabilitação, como melhoria do equilíbrio, aumento da
força, redução da dor ou retorno a atividades específicas.
- Inicie com exercícios de baixa intensidade e complexidade, progredindo gradualmente à
medida que o paciente demonstra melhora. Essa progressão deve ser personalizada e
adaptada às capacidades individuais.
- Observe a resposta do paciente à dor. É fundamental evitar exercícios que possam
causar desconforto excessivo e ajustar a intensidade com base na tolerância do paciente.
- Programe os exercícios de forma lógica, começando por atividades mais simples e
avançando para tarefas mais complexas à medida que a capacidade do paciente melhora.
Considere a progressão dos sistemas sensoriais, como visual, proprioceptivo e vestibular,
especialmente em casos de reabilitação vestibular.
- Integre exercícios que simulem tarefas funcionais e atividades da vida diária do paciente.
Isso contribui para uma reabilitação mais prática e transferível para o ambiente cotidiano.
- Combine exercícios que visem a estabilização e mobilidade, dependendo das
necessidades do paciente. Por exemplo, em lesões articulares, pode ser necessário focar
mais na mobilidade, enquanto em distúrbios vestibulares, a estabilização pode ser uma
ênfase.
- Incentive a participação ativa do paciente na reabilitação, promovendo exercícios que
eles possam realizar de forma independente em casa, contribuindo para a continuidade do
tratamento.
- Mantenha uma comunicação aberta e regular com o paciente para avaliar sua
experiência, ajustar o plano de tratamento conforme necessário e garantir o alinhamento
contínuo com suas metas e expectativas.
A individualização da programação, a atenção às respostas do paciente e a adaptação
contínua são princípios-chave ao planejar a sequência de evolução dos exercícios em um
programa de reabilitação. O trabalho em conjunto entre o profissional de saúde e o paciente
é fundamental para otimizar os resultados da reabilitação.
12. As atividades propostas deverão ser praticada com que periodicidade para
alcançar os objetivos propostos?
A terapêutica deve ter duração de 4 a 12 semanas, sendo que os exercícios são passados
1x na semana pela fonoaudióloga responsável, e a sua periodicidade deverá ser de 12 a 20
minutos, todos os dias. Conforme melhora do caso, a periodicidade vai diminuindo.
13. Qual a contribuição das atividades com recursos auxiliares, como a realidade
virtual, para a evolução clínica do paciente?
As atividades com recursos auxiliares, como a realidade virtual, podem auxiliar no âmbito de
melhorar a adesão do paciente ao tratamento, engajamento e motivação. As atividades com
recursos auxiliares, como a realidade virtual (RV), têm mostrado uma contribuição
significativa para a evolução clínica de pacientes em diversas áreas da saúde, incluindo a
reabilitação. Algumas das contribuições mais importantes incluem:
Engajamento e Motivação:
- A realidade virtual pode tornar as sessões de reabilitação mais envolventes e atraentes
para os pacientes. A natureza interativa e imersiva dos ambientes virtuais pode aumentar a
motivação, incentivando os pacientes a participarem ativamente do processo de
reabilitação.
Estímulo Sensorial e Cognitivo:
- As atividades de realidade virtual podem oferecer estímulos sensoriais e cognitivos
adicionais. Por exemplo, em pacientes com distúrbios vestibulares, ambientes virtuais
podem ser projetados para fornecer estímulos visuais específicos que desafiam e ajudam
na adaptação do sistema vestibular.
Feedback Imediato e Personalizado:
- Muitas aplicações de realidade virtual fornecem feedback imediato sobre o desempenho
do paciente. Esse feedback em tempo real permite ajustes instantâneos na execução do
exercício, otimizando a eficácia do treinamento.
Variedade e Personalização de Atividades:
- A realidade virtual oferece uma ampla gama de atividades e cenários, permitindo a
personalização do tratamento de acordo com as necessidades específicas de cada
paciente. Isso é especialmente benéfico para a reabilitação vestibular, por exemplo, onde a
exposição a diferentes estímulos visuais e de movimento é crucial.
Melhora na Adesão ao Tratamento:
- A natureza interativa e envolvente da realidade virtual pode melhorar a adesão ao
tratamento, pois os pacientes são mais propensos a realizar atividades quando percebem
que são desafiadores, interessantes e relevantes para seus objetivos de reabilitação.
Facilitação da Integração Sensorial e Motor:
- A realidade virtual pode ser usada para projetar cenários que estimulam a integração
sensorial e motor, auxiliando na adaptação do sistema nervoso central a diferentes
estímulos e na melhoria da coordenação e equilíbrio.
Redução do Medo e da Ansiedade:
- Em algumas situações, como na reabilitação de pacientes com medo de quedas, a
realidade virtual pode proporcionar um ambiente controlado e seguro para a prática de
atividades desafiadoras, contribuindo para a redução do medo e da ansiedade.
Estímulo à Neuroplasticidade:
- A exposição a ambientes virtuais desafiadores pode estimular a neuroplasticidade,
promovendo adaptações no sistema nervoso central que facilitam a recuperação funcional.
É importante observar que, embora a realidade virtual ofereça benefícios significativos, ela
não substitui abordagens convencionais de reabilitação. A integração dessas tecnologias
deve ser feita de forma complementar, considerando as necessidades individuais de cada
paciente e a orientação de profissionais de saúde especializados.
14. Quando podemos determinar a alta do paciente submetido à RV?
A determinação da alta de um paciente submetido à reabilitação vestibular (RV), é um
processo que deve ser avaliado de forma abrangente e cuidadosa. A decisão de alta não é
apenas baseada no tempo decorrido desde o início da reabilitação, mas também na
avaliação contínua do progresso do paciente em relação às metas estabelecidas.
Aqui estão alguns aspectos que podem ser considerados ao determinar a alta de um
paciente após a reabilitação vestibular, incluindo a aplicação de tecnologias como a
realidade virtual:
1. Alcance das Metas Terapêuticas:
- Avalie se o paciente atingiu as metas terapêuticas estabelecidas no início da
reabilitação. Essas metas podem incluir a redução dos sintomas vestibulares, a melhoria do
equilíbrio, a capacidade de realizar atividades específicas, entre outros.
2. Estabilidade dos Sintomas:
- Verifique se os sintomas vestibulares do paciente estão estáveis e se houve uma
redução significativa ou resolução dos sintomas, indicando uma adaptação positiva ao
tratamento.
3. Melhoria nas Funções Vestibulares:
- Considere se houve uma melhoria nas funções vestibulares, como a capacidade do
paciente de realizar movimentos de cabeça, alterações posturais e tarefas relacionadas ao
equilíbrio, sem desencadear sintomas vestibulares excessivos.
4. Feedback do Paciente:
- Leve em consideração o feedback do paciente sobre seu próprio progresso, conforto e
satisfação com a reabilitação vestibular. A percepção do paciente é importante para avaliar
o impacto funcional da reabilitação em sua vida diária.
5. Adaptação às Atividades Cotidianas:
- Avalie se o paciente conseguiu adaptar-se e reintegrar-se às atividades diárias e sociais
sem dificuldades significativas relacionadas ao equilíbrio ou aos sintomas vestibulares.
6. Capacidade de Autogerenciamento:
- Verifique se o paciente adquiriu habilidades e estratégias que permitam o
autogerenciamento de sintomas, caso ocorram, e se está apto a continuar praticando
exercícios em casa, se necessário.
7. Avaliação Objetiva:
- Realize avaliações objetivas, como testes clínicos específicos, testes de equilíbrio, e, se
aplicável, utilize ferramentas tecnológicas, como avaliações de movimentos oculares em
ambientes virtuais, para medir o progresso de forma mais precisa.
8. Orientações para a Manutenção dos Ganhos:
- Forneça orientações claras ao paciente sobre como manter e continuar aprimorando os
ganhos obtidos durante a reabilitação vestibular. Isso pode incluir a prática regular de
exercícios específicos em casa.
É importante que a alta seja uma transição suave, com uma abordagem gradual para
garantir que o paciente se sinta confiante em sua capacidade de gerenciar sua saúde
vestibular no longo prazo.