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Tratamento da Depressão com TCC

Este trabalho aborda o tratamento da depressão pela perspectiva da terapia cognitivo-comportamental, enfatizando a complexidade de lidar com as manifestações emocionais e fisiológicas desta condição. O documento discute as origens dos quadros depressivos segundo a TCC e formas de intervenção, destacando a importância de diagnósticos precisos para distinguir doenças somáticas de sintomas psicossomáticos.
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Tratamento da Depressão com TCC

Este trabalho aborda o tratamento da depressão pela perspectiva da terapia cognitivo-comportamental, enfatizando a complexidade de lidar com as manifestações emocionais e fisiológicas desta condição. O documento discute as origens dos quadros depressivos segundo a TCC e formas de intervenção, destacando a importância de diagnósticos precisos para distinguir doenças somáticas de sintomas psicossomáticos.
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FACULDADE VENDA NOVA DO IMIGRANTE

CRISTIANO AUGUSTO

TRATAMENTO DA DEPRESSÃO NA PERSPECTIVA DA OBORDAGEM COGNITO


COMPORTAMENTAL.

BRASÍLIA
2024
FACULDADE VENDA NOVA DO IMIGRANTE

CRISTIANO AUGUSTO

TRATAMENTO DA DEPRESSÃO NA PERSPECTIVA DA OBORDAGEM COGNITO


COMPORTAMENTAL.

Trabalho de conclusão de curso


apresentado como requisito
parcial à obtenção do título
especialista em Terapia Cognitivo
Comportamental.

BRASÍLIA
2024

Cristiano87000@[Link]
TRATAMENTO DA DEPRESSÃO NA PERSPECTIVA DA OBORDAGEM COGNITO
COMPORTAMENTAL.

Cristiano Augusto,

Declaro que sou autor(a)¹ deste Trabalho de Conclusão de Curso. Declaro também que o mesmo
foi por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja parcial ou
integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente
referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas por
mim realizadas para fins de produção deste trabalho.
Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e
administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de plágio ou violação aos
direitos autorais. (Consulte a 3ª Cláusula, § 4º, do Contrato de Prestação de Serviços). “Deixar este texto
no trabalho”.

RESUMO- Este trabalho enfatiza a complexibilidade de lidar com as desordens emocionais ou


psiquiátricas que afetam o funcionamento da parte fisiológica do corpo relacionadas a Depressão e busca
transparecer as formas de intervenção mais eficazes no tratamento desta condição atraves da TCC,
assim como esclarecer os instrumentos e abordagens mais adequados para cada situação relacionada
ao paciente que sofre de Depressão através das manifestações fisiológicas que o prejudicam. O tipo de
pesquisa realizada foi uma revisão bibliográfica, que se trata de um estudo qualitativo e descritivo
relacionado aos meios interventivos do tratamento a depressão.

PALAVRAS-CHAVE: Depressão. Intervenção. Tratamento. Dor. Psicossomatizaçã[Link]

Cristiano87000@[Link]
1 INTRODUÇÃO

A depressão, caracterizada também como um distúrbio afetivo é uma doença


com uma vasta quantidade de sintomas e formas de manifestações, que afetam mente
e corpo, que consequentemente reagem fisiologicamente e mentalmente. Foi
evidenciado que duas grandes barreiras interrompem o tratamento da depressão, que é
a própria resistência do indivíduo para aceitar a intervenção, ou seja, a descrença na
eficácia de ajuda profissional e a banalização da depressão, tendo seus sintomas
taxados como algo comum ou tentativa de chamar a atenção.
Os quadros depressivos são complexos e estão relacionados desde alterações
químicas no cérebro a fatores externos vivenciados por quem sofre da doença. A
Depressão tem diversas origens,e tais origens podem ser identificadas pela TCC com
prtecisão. A importância da evolução da psicologia em meio a demanda e necessária
para formas de intervenção precisas para a subjetividade de cada indivíduo,alem do
que abordagen cognitiva comportantal teve origem em análise com pacientes
depressivos.
Como lidar com as desordens emocionais ou psiquiátricas da depressão pela
perspectiva da TCC? Estas desordens merecem uma atenção necessária, pois são as
respostas e forma do corpo de se comunicar com o ser humano. Assim como também
podem ser facilmente confundidas com doenças somente fisiológicas, criando uma
barreira. Muitas vezes,as a Depressão pode desenvolver cogniçoes negativas e
distorções,alem de crenças disfuncionais,que podem ser identificadas pela TCC.

Cristiano87000@[Link]
Os objetivos específicos deste trabalho são: compreender a origem dos quadros
depressivos na visão da TCC,na qual a base é focada nas cognições,quem influenciam
e controlam os coportamentos, favorecendo a atuação do psicólogo no tratamento e
distinguir doenças fisiológicas de sintomas de origem psicossomáticas através de
avaliações e diagnósticos precisos. Os objetivos gerais incluem demonstrar como a
depressão se manifesta, analisar e investigar os possíveis gatilhos e origens da
depressão na visão da terapia cognitivo comportamental.
O tipo de pesquisa realizado foi uma revisão bibliográfica, que se tratou de um
estudo qualitativo e descritivo dos últimos 24 anos relacionado aos meios interventivos
do tratamento a depressão com base em dados Scielo, livros de autores como, Frazao,
Fukushima, Tavares e Teodoro, assim como trabalhos acadêmicos, entre eles, o de
Lopes, Centro Universitário de Brasília – UniCEUB. As especificações utilizadas foram:
depressão, impacto fisiológico do depressivo, Intervenção em pacientes depressivos e
tratamento.

Cristiano87000@[Link]
COMPREENSÃO DAS ORIGENS DOS QUADROS DEPRESSIVOS NA
PERPECTIVA DA TCC.

Com base nos dados e estudos relacionados aos primeiros indícios de


depressão, Hipócrates, no Ocidente, foi o primeiro a notar alguns sintomas e
sistematiza-los. Características essas que eram nomeadas como melancolia, na qual
incluíam apatia, indiferença, preguiça e falta de disposição. É importante também
elencar que a exposição a um meio externo estressor por exemplo, também pode
desencadear a Depressão, assim como uma experiência traumática ou uma perda de
grande importância.
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) teve sua origem pelos experimentos
realizados por Aaron T. Beck no final da década de 1960 e início dos anos de 1970.
Beck foi um psicanalista que realizava testes com pacientes depressivos, e pôde
observar que relatavam pensamentos negativos distorcidos. Beck observava os
pensamentos que não condiziam com a realizade. Estudando a depressão, Beck
analisou um padrão de cognições negativas e distorcidas, crenças disfuncionais e
pensamentos que não condiziam com a realidade nos pacientes observados. Assim
sendo, desenvolveu um tratamento de curta duração denominado de Terapia Cognitiva
(CIZIL; BELUCO, 2019).
A TCC é uma abordagem que se baseia nas cognições e sua relação com o
emoções e comportamentos,sendo assim o comportamento seu maior objeto de estudo
que é colocado em [Link] objetivo inclui modificação de crenças disfuncionais e
pensamentos distorcidos alem de proporcinar autonomia para que o paciênte seja seu
proprio terapeuta. De acordo com Powel ( apud VERAS,2019,pág 4)´´ A TCC é uma
terapia psicológica pautada em evidências e que busca tornar o cliente seu próprio
terapeuta. O tratamento da TCC para transtornos depressivos leva em média 6 a 12
sessões, porém, dependendo do grau de comprometimento e do tipo de transtorno
essa média pode variar. ``

Os traumas de vida também são fatorem com forte potencial para o


desenvolvimento da depressão. A palavra “trauma” vem do grego, e significa “ferida”.

Cristiano87000@[Link]
Na psicologia, o trauma é definido como uma experiência que que rompe radicalmente
com os componentes do psiquismo, causando desequilíbrio na forma de funcionamento
e compressão das coisas. Freud (1893/1996 apud MENOSSO,2020) enfatiza que nas
neuroses traumáticas, a causa não será necessariamente o dano físico, mas o afeto de
susto, o qual é nomeado pelo autor como “trauma psíquico”. Aborda, ainda, que
qualquer experiência que evoque efeitos aflitivos tais como susto, 13 vergonha,
angústia ou dor física possui potencial para atuar como um trauma, e o fato de se tornar
ou não da ordem traumática, dependerá da suscetibilidade do sujeito afetado.
Em outros casos, o trauma, juntamente com o fator predisposição genética
funcionam de gatilho para a depressão, sendo assim múltiplos fatores que
desencadeiam o transtorno. O trauma pode se desenvolver após o momento da
experiência, mas pode ocorrer um retardo até de fato desenvolver também um
transtorno. Em casos de vivencias traumáticas na infância, a depressão pode
apresentar seus sintomas, anos após o ocorrido, por algum gatilho, que foi
desenterrado em seu subconsciente.
O trauma pode ser superado ou pode se manifestar de formas diferentes,
mantendo assim um quadro depressivo, sendo assim, o trauma se adapta na forma de
se manifestar. Rudge (2009) também aborda a questão da repetição, referindo que a
mesma pode ter duas faces, sendo por vezes, simplesmente uma manutenção da
experiência traumática como algo que não se esgota, nem modifica e, portanto, não se
tornando passado. A repetição pode, ainda, favorecer que a angústia seja atualizada a
cada vez que o fato desencadeador for revisado, proporcionando ao sujeito uma
espécie de “preparo” para que possa resistir a possíveis traumas futuros (MEZAN, 1982
apud MENOSSO, 2020, p. 15)
Eventos estressantes também levam a depressão, e estes são inúmeros. As
relações afetivas não saudáveis e abusivas ou maçantes, relações de família mal
resolvidas ou acompanhadas de conflitos ou brigas e desentendimentos. Assim como o
próprio trabalho, caso seja vivenciado em um ambiente hostil e estressante, com
atividades maçantes e em excesso, sob pressão e angustia. O acúmulo de eventos de
vida estressantes, entre os quais se incluem, além de mortes, separações e doenças
graves, início em um trabalho novo e mudanças nas condições de trabalho, parece
predispor uma pessoa a episódios de depressão (BLAZER, 2000 apud JARDIM, 2011,

Cristiano87000@[Link]
p. 87)
O rompimento de relações e seus desgastes, assim como a falta de uma rede de
apoio ou suporte são questões que tornam mais propenso a solidão, e a solidão é outro
fator que também pode dar origem a depressão. O consumo de álcool e drogas
também está associado, pois são utilizados como válvulas de escape para amenizar
uma dor, porém, o efeito é inverso após o consumo e isso pode potencializar a
depressão. Segundo Virginia Moreira e Virginia Callou (2006) o problema da depressão,
crescente em nossos dias, pode ser explicado, entre outras formas, em termos da
estrutura individualizada, característica da cultura ocidental contemporânea.
Por fim, é importante ressaltar que as doenças crônicas também são potenciais
para o desenvolvimento da depressão, sendo assim, pessoas que sofrem de doenças
fatais ou de longa duração, como o câncer por exemplo, sofrem por terem poucas
perspectivas de vida ou por terem que conviver com os sintomas da doença
continuamente. Existem também doenças que podem levar a ferimentos na cabeça que
podem ocasionar desequilíbrio na química do cérebro, facilitando também a depressão.

DESTINÇÃO DE DOENÇAS FISIOLÓGICAS E DE DORES DE ORIGEM


PSICOSSOMÁTICA.
Através dos estudos e informações elencadas sobre a depressão, foi possível
observar a semelhança dos sintomas da depressão com outras enfermidades de
origem fisiológica, que consequentemente causam uma barreira em distingui-las. Falta
de apetite, dor de cabeça, apatia, tontura ou pressão no peito por exemplo são
automaticamente percebidas como anomalias relacionadas ao corpo em que
geralmente o método interventivo é iniciado com o uso de remédios como analgésicos
ou antibióticos.
Um dos primeiros meios de separação destes dois fatores é a procura por um
clinico geral especializado no sintoma sofrido pelo indivíduo, que caso não tenha um
diagnóstico ou uma resposta a causa da dor, que busque auxilio psicológico para definir
a causa verídica. Esse filtro é importante pela facilidade da depressão em ser
confundida. Estresse por exemplo pode gerar sintomas depressivos em pessoas
predispostas. “Apesar da depressão ter causas desconhecidas, atores genéticos,
psicológicos, ambientais, anatomopatológicos e bioquímicos estão envolvidos na sua

Cristiano87000@[Link]
gênese e evolução, estando presentes em graus variáveis em cada indivíduo com
depressão. ” (LAFER B, ALMEIDA OP, FRÁGUAS R JR., MIGUEL EC (2000, PÁG. 15).

De acordo com Menosso (2020) “na depressão, o sujeito se desinteressa do


mundo externo em função de um acontecimento real ou traumático, passando a ser
acometido por um constante e intenso sofrimento psíquico. ” Esse desinteresse é
acompanhado de sintomas característicos da depressão, como a indisposição, fraqueza
ou mal-estar, que precisam ser identificados através do diagnostico por meio de uma
avaliação psicológica.
As perturbações depressivas ocorrem por diferentes ângulos e motivos, sendo
estes relacionados a fatores como a influência do meio ou estilo de vida, a genética,
relacionada a predisposição e também ao nível e tempo que a depressão está
instalada, sem o suporte relacionado ao tratamento. “O que une todas as variantes é o
sintoma de humor deprimido, vazio ou irritável, acompanhado por alterações cognitivas
e somáticas que afetam significativamente a capacidade de funcionamento do
indivíduo”. (JULIANA,2015, p. 4) .
Existem também as perturbações de humor, que são caracterizadas por uma
alteração significativa e persistente no estado emocional. Essas perturbações trazem
sintomas que afetam significativamente a vida das pessoas, tanto no social, quanto no
pessoal e profissional, e dependendo da gravidade, pode levar a um estado de
hospitalização. “ No que diz respeito ao diagnóstico de perturbação de humor, este é
realizado pelo médico ou um profissional de saúde mental. O processo de diagnóstico
geralmente envolve entrevista com o paciente e/ou as pessoas próximas do mesmo
(por exemplo, um cônjuge ou familiares) ”. (JULIANA,2015, p. 5)
A distinção da Depressão não se dá somente em relação as doenças
fisiológicas, mas também a momentos de tristeza comuns em determinados momentos
da vida, por um luto ou um sofrimento afetivo por exemplo. “ Distinguir mudanças de
humor consideradas normais, com graus de alteração menos graves, mas clinicamente
significativos, de depressão pode não ser fácil, dado que nesta patologia os sintomas
ocorrem num continuum de gravidade entre o normal, a tristeza que todos sentimos, e o
patológico” (SAMPAIO et al, 2014).
De acordo com Juliana (2015, p. 12) “ a depressão pode ser típica, quando os

Cristiano87000@[Link]
sintomas permitem logo o seu reconhecimento, ou atípica, quando não é tão evidente.
Por ser uma doença tratável, com possibilidade de resultados relativamente rápidos,
quando o plano terapêutico é adequado”. A depressão pode se manifestar de maneira
pouco perceptível, tanto para quem sofre quanto para quem convive com essa pessoa,
dificultando sua identificação. E mesmo com a avaliação clínica de um médico
identificando não haver anomalias, muitas vezes os sintomas depressivos são
vivenciados como não compreendidos por quem sofre, fazendo com que a dor não
tenha sentido.
Além deste tipo de diferenciação, a outra questão, que é identificar os tipos de
depressão existentes e a relevância e gravidade de cada uma delas, para início
imediato do tratamento mais adequado de cada uma. “ No episódio depressivo grave, o
paciente fica angustiado ou agitado. Tem perda da autoestima, sentimentos de
inutilidade ou culpa; o suicídio é um risco marcante; tem também a síndrome somática
onde os sintomas estão presentes com maior gravidade. ” (CID 10,1997).
A família é um dos mais fortes aliados do paciente para identificar os sintomas de
depressão, pois é uma rede de apoio que está à frente de todos. Cabe a ela filtrar e
identificar os possíveis sintomas dela, que são muitos e destacar e mensurar o que de
fato é depressão. “ É na família que o doente busca compreensão, ajuda e consolação.
Reconhecer todas as fases da doença permite a família auxiliar melhor o paciente
durante os momentos de crise” (MICHELLE; SIMONE; ELEUZA, 2011, p. 128)
É possível ainda que a depressão já esteja enquadrada em outros casos,
fazendo já parte de outro transtorno ou síndrome, dificultando a identificação de ambas.
Por isso é tão necessário o diagnostico como filtro desta questão. “ Além da depressão
que surge nos casos orgânicos, da que aparece em certos esquizofrênicos, e em
alguns alcoólatras, o pensamento psiquiátrico estabelece uma dicotomia que põe, de
um lado, o deprimido endógeno e, do outro, o neurótico deprimido. ” (COSER,2003, p.
86)
As características da depressão também são diferentes, dependendo nível de
desenvolvimento humano do indivíduo, sendo ele criança ou adulto por exemplo.
Estudos relacionados a depressão infantil demonstram que uma criança com sintomas
depressivos pode apresentar alterações no funcionamento psicossocial e emocional. A
família também pode ter efeito que gere tendência no agravamento da depressão. “ Um

Cristiano87000@[Link]
ambiente familiar caracterizado por condutas parentais inadequadas, ou a
psicopatologia de um dos pais pode ajudar no aparecimento de problemas depressivos.
” (CRUVINEL; BORUCHOVITCH, 2009, p. 88)
Sendo assim, foi evidenciado que a depressão se instala devido a muitos fatores
e se manifesta de acordo com a condição do indivíduo que sofre dela. O manejo para
sua identificação deve ser preciso e o acompanhamento profissional deve ser o mais
adequado possível, possibilitando um filtro para determinar a origem da dor, seja ela
psíquica ou de origem orgânica. A depressão pode tanto vir acompanhada de outras
doenças como ser a causa delas, portanto a necessidade de identifica-la no início é
importante.
IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO NO TRATAMENTO
A DEPRESSÃO.

Com base nos estudos realizados, foi observado que a depressão é uma
doença que pode ter seus efeitos reduzidos através de diversos métodos interventivos.
A psicologia dispõe de muitos instrumentos e abordagens no seu tratamento. É preciso
levar em conta também os aspectos psicológicos, sociais e biológicos do paciente ao
iniciar o seu tratamento. Além disso, antidepressivos também podem ajudar na
evolução do tratamento, juntamente ao auxilio terapêutico.
De acordo com Gomes (1999, p. 18) “ as intervenções psicoterápicas podem ser
de diferentes formatos, como psicoterapia de apoio, psicodinâmica breve, terapia
interpessoal, comportamental, cognitiva comportamental, de grupo, de casais e de
família. ” O tratamento da depressão deve ser levado em um contexto geral, em todas
as suas dimensões. Além disso, no caso da terapia, ela deve ser manuseada com o
paciente, e não para o paciente, sendo um trabalho composto, além de mudanças para
melhor qualidade de vida e terapia farmacológica.
Em quadros mais leves de depressão, geralmente o tratamento é realizado por
meio de terapias, exercícios, mudanças em estilos de vida, hábitos e tarefas sugeridas
pelo terapeuta. Porem em casos de depressões mais agudas, os antidepressivos
também são utilizados juntamente ao tratamento. Os antidepressivos produzem, em
média, uma melhora dos sintomas depressivos de 60% a 70%, no prazo de um mês,
enquanto a taxa de placebo é em torno de 30%. “ O modo mais eficiente de tratar a

Cristiano87000@[Link]
depressão tem sido relacionado com uso de tricíclicos ou inibidores seletivos de
receptação da serotonina ” (GOMES, 1999, p.19)
Entre as abordagens com forte potencial ao tratamento, é possível citar a
Gestalt, pois se caracteriza por uma abordagem de matriz existencial fenomenológica
orientada para o insight que objetiva a tomada de consciência. “ Em resumo, a
Depressão ou o transtorno depressivo do ponto de vista da Gestal-Terapia apresenta
uma configuração em que o ajustamento criativo está comprometido, de forma que, o
ajustamento depressivo torna-se preponderante. ” (ETAPECHUSK; LUCIANA, 2017, p.
8).
A terapia cognitiva comportamental também é um forte aliada no combate a
depressão. Sua abordagem se baseia no conceito de que a depressão podia ser
compreendida como sendo decorrente das próprias cognições e esquemas cognitivos
disfuncionais. Além disso, a TCC busca trabalhar o foco nos pensamentos automáticos
e esquemas depressogênicos, foco no estilo da pessoa relacionar-se com outros e
mudança de comportamentos a fim de obter melhor enfrentamento da situação
problema. A TCC é uma abordagem bem ativa busca focar brevemente na melhoria dos
sintomas e mudanças de pensamentos. (BITENCOURT, et al ,2008).
O alivio de sintomas é um dos principais objetivos da TCC, por isso há um
grande foco no comportamento. A abordagem também conta com atividades de casa e
outros meios de tratar a depressão. O terapeuta foca em planejar atividades de reforço
para o paciente e também interação social. Ocorre o monitoramento e agendamento
destas atividades, para corrigir distorções e manter o ritmo delas, promovendo sua
eficácia. “ A depressão é conceituada nesse modelo como um círculo vicioso de
retraimento gradual do paciente ante as atividades positivas e a perda exponencial do
reforçamento. ” (BITENCOURT; ABREU; IRISMAR; SUDAK, 2008, p. 75)
A abordagem psicanalítica também foca no desaparecimento ou redução de
sintomas, porem com outros instrumentos. Ela é de longa duração, e foca em questões
ligadas ao passado e infância também. Outra característica são os conceitos
abordados, como o “inconsciente” na qual se recalca uma pulsão para que não se torne
consciente e a “ transferência” em que o paciente atribui características afetuosas do
passado ao terapeuta. “O inconsciente só é conhecido como algo consciente depois de
passar por tradução. (CORDEIRO; MENDES, 2014, p. 7) ”

Cristiano87000@[Link]
Além de tais métodos, é de extrema importância que a rede de apoio do
depressivo esteja presente para auxiliar no direcionamento dos métodos interventivos
para acompanhar com segurança o processo. Um estilo de vida mais saudável e
adequado ao depressivo também são benéficos ao tratamento.
A terapia de resolução de problemas é outra forma interventiva no tratamento a
depressão. Este método é um processo que faz emergir uma grande quantidade de
respostas alternativas para lidar com uma situação problema as quais possibilitam a
escolha de respostas mais adequadas e a redução das emoções negativas. Utiliza
várias técnicas e métodos em pacientes deprimidos. “Entre alguns utilizados em grupo,
encontrou-se: racionalização de autoconceitos negativos; estimulação de
funcionamento como um suporte social; aumento de atividades que causam prazer;
comunicação assertiva; solução de problemas e planejamento sobre como manipular os
sintomas depressivos ” (VALADÃO; JOSÉ, 2001, p. 224)
A terapia interpessoal também é eficaz no tratamento a depressão, e se trata de
uma abordagem breve que também e utilizada no tratamento de outros transtornos
psiquiátricos. A TIP faz conexões entre o início da sintomatologia depressiva e
problemas interpessoais atuais, como um foco pragmático do tratamento. “O terapeuta
interpessoal tenta intervir mais na formação dos sintomas e na disfunção social
associada com a depressão do que em aspectos da personalidade do paciente”
(FEIJÓ, 2004, p. 125).
Segundo Feijó (2004, p. 125) “ a educação sobre a depressão é feita através da
discussão explícita do diagnóstico, incluindo a constelação de sintomas que definem a
depressão e sobre o que o paciente espera do tratamento e as metas reais do mesmo
”. Todos os métodos interventivos citados ajudam não só na questão da melhoria dos
quadros depressivos, mas também contribuem em perceber os fatores estressores,
origens, alterações físicas e pensamentos negativos que fazem parte dos sintomas da
depressão. O principal intuito é evitar o agravamento da doença e diminuir os sintomas,
prevenindo também o risco de evolução da depressão consequentemente o suicídio.

O artigo deverá conter no mínimo 08 e máximo 16, a contar do Resumo até as


referências. Artigos fora do limite de páginas serão recusados. As páginas deverão ser

Cristiano87000@[Link]
de tamanho A4, com ambas margens 2,5cm ou 3cm margem superior e esquerda, e
2cm para margens direita e inferior. O corpo do artigo deverá ser formatado em coluna
única, os parágrafos iniciam com recuo de 1,25 cm da margem com fonte Arial,
tamanho 12, cor preta. Todo texto do desenvolvimento deve ser digitado com
espaçamento de 1,5 entre as linhas. Usar um espaço após cada título e subtítulo,
figuras, quadros e tabelas, quando houver.

A introdução é basicamente seu Projeto resumido e escrito de uma forma


corrida. Por isso, tenha em mãos o seu Projeto finalizado, pois usará quase todos os
elementos que você fez aqui na introdução.
Poderá optar por:
Artigo de Revisão Bibliográfica: Parte de uma publicação que resume, analisa
e discute informações já publicadas.
Artigo original: Parte de uma publicação que apresenta temas ou abordagens
originais.
1º e 2º parágrafo: apresentação do tema dentro de um contexto.
3º parágrafo: delimitação do tema, apresentado através do problema de pesquisa
do seu TCC.
4º parágrafo: apresente possíveis respostas para o problema de pesquisa
levantado, ou seja, as hipóteses.
5º parágrafo: em poucas palavras, fale sobre o objetivo geral do trabalho e
também dos específicos. Eles são ingredientes fundamentais para o trabalho.
6º parágrafo: apresente a relevância do seu trabalho acadêmico, identificando a
importância dele para a sociedade ou comunidade científica. Isso é o que chamamos
de justificativa.
7º parágrafo: descreva, em poucas palavras, qual metodologia foi utilizada. Foi
pesquisa bibliográfica ou de campo? Você deve especificar o procedimento de forma
concisa.
8º parágrafo: apresente a estrutura do trabalho, ou seja, como ele está dividido em
capítulos. Lembre-se de falar, resumidamente, sobre o que se trata cada capitulo. 1

1
Disponível em: <[Link] Acesso em 15 de maio
de 2018.

Cristiano87000@[Link]
Esse modelo foi baseado na NBR 6022.

2 DESENVOLVIMENTO

Parte principal do artigo, que contém a exposição ordenada e pormenorizada do


assunto tratado. O elemento textual chamado desenvolvimento é a parte principal do
artigo científico, caracterizado pelo aprofundamento e análise pormenorizada dos
aspectos conceituais mais importantes do assunto. É onde são amplamente debatidas
as ideias e teorias que sustentam o tema (fundamentação teórica), apresentados os
procedimentos metodológicos e análise dos resultados em pesquisas de campo, relatos
de casos, dentre outros. Divide-se em seções e subseções, conforme a ABNT NBR
6024.
Deve-se conter no mínimo 06 citações (Todas as obras citadas no artigo
acadêmico devem estar referenciadas na bibliografia). Em caso de artigo utilizados
como referências, deve-se escolher trabalhos recentes, dos últimos 10 anos. Autores
clássicos podem ser citados, sem restrição de ano da obra. Demais referências como
livros e outros, não é exigido serem dos últimos 10 anos.
1. Descrever sucintamente o tipo de pesquisa a ser abordada
(bibliográfica, documental, de campo, etc. )
2. Delimitação e descrição (se necessário) dos instrumentos e fontes
escolhidos para a coleta de dados: entrevistas, formulários, questionários,
legislação doutrina, jurisprudência, etc.
3. Indicar o procedimento para a coleta de dados, que deverá acompanhar o
tipo de pesquisa selecionado, isto é:
a) para pesquisa bibliográfica: indicar proposta de seleção das leituras
(seletiva, crítica ou reflexiva, analítica);
b) para a pesquisa de campo (original): indicar o procedimento da
observação: entrevista, questionário, análise documental, entre outros.

Cristiano87000@[Link]
2.1 Ilustrações

É opcional. Qualquer que seja o tipo de ilustração, esta deve ser precedida de
sua palavra designativa (desenho, esquema, fluxograma, fotografia, gráfico, mapa,
organograma, planta, quadro, retrato, figura, imagem, entre outros), seguida de seu
número de ordem de ocorrência no texto, em algarismos arábicos, de travessão e do
respectivo título.
Imediatamente após a ilustração, deve-se indicar a fonte consultada (elemento
obrigatório, mesmo que seja produção do próprio autor) conforme a ABNT NBR 10520,
legenda, notas e outras informações necessárias à sua compreensão (se houver). A
ilustração deve ser citada no texto e inserida o mais próximo possível do trecho a que
se refere.
Tipo, número de ordem, título, fonte, legenda e notas devem acompanhar as
margens da ilustração.

Exemplo:

Mapa 1 - Fronteiras do Brasil

Fonte: IBGE (2016)

Cristiano87000@[Link]
2.2 Sigla

A sigla, quando mencionada pela primeira vez no texto, deve ser indicada entre
parênteses, precedida do nome completo.
EXEMPLO: Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)

2.3 Tabelas

São opcionais. Devem ser citadas no texto, inseridas o mais próximo possível do
trecho a que se referem, e padronizadas conforme as Normas de apresentação tabular
do IBGE. Deve-se indicar a fonte consultada (elemento obrigatório, mesmo que seja
produção do próprio autor), de acordo com a ABNT NBR 10520.

2.4 Paginação

Não é obrigatória. Se for enumerar, deve-se começar a partir do RESUMO,


contando-se a partir da folha de rosto na margem superior direta.

2.5 Citações

Citação direta

Quando se transcreve textualmente parte da obra do autor consultado. O texto


deverá vir entre aspas duplas. Além do autor e data também deverá ser indicada a
página da consulta.
Especificar no texto a(s) página(s), volume(s), tomo(s) ou seção(ões) da fonte
consultada, nas citações diretas. Este(s) deve(m) seguir a data, separado(s) por
vírgula e precedido(s) pelo termo, que o(s) caracteriza, de forma abreviada.
Exemplos:

1. Oliveira e Leonardos (1943, p. 146) dizem que a "[...] relação da série

São Roque com os granitos porfiróides pequenos é muito clara."

Cristiano87000@[Link]
2. Meyer parte de uma passagem da crônica de “14 de maio”, de A
Semana: “Houve sol, e grande sol, naquele domingo de 1888, em que
o Senado votou a lei, que a regente sancionou [...] (ASSIS, 1994, v. 3,
p. 583).

Citações diretas de até três linhas

Devem estar contidas entre aspas duplas. As aspas simples são utilizadas
para indicar citação no interior da citação.

Exemplos:

i. Barbour (1971, p. 35) descreve: “O estudo da morfologia dos


terrenos [...] ativos [...]” ou “Não se mova, faça de conta que
está morta.” (CLARAC; BONNIN, 1985, p. 72).

[Link] Sá (1995, p. 27): “[...] por meio da mesma ‘arte de


conversação’ que abrange tão extensa e significativa parte da
nossa existência cotidiana [...]”

Citações diretas com mais de três linhas

Devem ser destacadas com recuo de 4 cm da margem esquerda, com letra


menor que a do texto utilizado e sem as aspas (fonte 10) espaçamento simples. No
caso de documentos datilografados, deve-se observar apenas o recuo.
Exemplo:

A teleconferência permite ao indivíduo participar de um encontro nacional


ou regional sem a necessidade de deixar seu local de origem. Tipos
comuns de teleconferência incluem o uso da televisão, telefone, e
computador. Através de áudio-conferência, utilizando a companhia local de
telefone, um sinal de áudio pode ser emitido em um salão de qualquer
dimensão. (NICHOLS, 1993, p. 181).

Devem ser indicadas as supressões, interpolações, comentários, ênfase ou


destaques, do seguinte modo:
a) supressões: [...]

Cristiano87000@[Link]
b) interpolações, acréscimos ou comentários: [ ]

c) ênfase ou destaque: grifo ou negrito ou itálico.

Quando se tratar de dados obtidos por informação verbal (palestras, debates,


comunicações etc.), indicar, entre parênteses, a expressão informação verbal,
mencionando-se os dados disponíveis, em nota de rodapé.
Para enfatizar trechos da citação, deve-se destacá-los indicando esta
alteração com a expressão grifo nosso entre parênteses, após a chamada da
citação, ou grifo do autor, caso o destaque já faça parte da obra consultada.
Exemplos:

1. “[...] para que não tenha lugar a produção de degenerados, quer physicos
quer moraes, misérias, verdadeiras ameaças à sociedade.” (SOUTO, 1916, p. 46,
grifo nosso).
2. “[...] b) desejo de criar uma literatura independente, diversa, de vez que,
aparecendo o classicismo como manifestação de passado colonial [...]” (CANDIDO,
1993, v. 2, p. 12, grifo do autor).

Citação de texto traduzido pelo autor

Quando a citação incluir texto traduzido pelo autor, deve-se incluir, após a
chamada da citação, a expressão tradução nossa, entre parênteses.
Exemplo:

“Ao fazê-lo pode estar envolto em culpa, perversão, ódio de si mesmo


[...] pode julgar-se pecador e identificar-se com seu pecado.” (RAHNER,
1962, v. 4, p. 463, tradução nossa).

Citações indiretas

O autor faz uma descrição usando suas próprias palavras se baseando na


informação de um autor consultado interpretando o que foi lido, sem alterar em
profundidade o que foi lido. Não é obrigatório indicar o número da página onde foi
lida a citação, mas o autor e ano de publicação, sim. Citações de diversos

Cristiano87000@[Link]
documentos da mesma autoria, publicados em anos diferentes e mencionados
simultaneamente, têm as suas datas separadas por vírgula.
Exemplo:
- Duas análises, a de Lemos (1978) e a de Yahn (1983), apontam para o
baixo impacto dos periódicos de radiologia e agricultura respectivamente, […]

3 CONCLUSÃO

A conclusão é um fechamento do trabalho estudado, respondendo às hipóteses


enunciadas e aos objetivos do estudo, apresentados na Introdução, onde não se
permite que nesta seção sejam incluídos dados novos, que já não tenham sido
apresentados anteriormente.
O aluno deverá utilizar esse modelo para o TCC.

4 REFERÊNCIAS

CIZIL, M.; BELUCO, A. As contribuições da terapia cognitivo comportamental no tratamento da depressão. Revista
UNINGÁ, v. 56, p. 10, 2019.

BITENCOURT; Vania. Terapia cognitivo-comportamental da depressão. Salvador – BH:


Rev Bras Psiquiatr. 2008.

COSER, Orlando. A depressão em suas diversas formas clínicas. Rio de Janeiro:


Editora FIOCRUZ,2003.

ETAPECHUSK, Jéssica. Depressão sob o olhar gestáltico. Amazônia-RO: o Instituto de


Ensino Superior da Amazônia,2018.

GOMES, Fábio. Tratamento da depressão. Fortaleza: Rev Bras Psiquiatr,1999.

JARDIN, Silvia. Depressão e trabalho: ruptura de laço social. São Paulo: Rev. bras.
Saúde ocup. ,2011.

JULIANA, Sofia. Epidemiologia, etiopatogenia, diagnóstico e tratamento farmacológico


da depressão em Portugal. Porto: Universidade Fernando Pessoa Faculdade de
Ciências da Saúde, 2015.

MENOSSO, Luana. Traumas e sintomas depressivos: um olhar psicanalítico. Caxias do

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Barbacena: Revista de saúde mental e subjetividade UNIPAC,2006.

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Barbacena, Brasil: Universidade Presidente Antônio Carlos,2006.

MEDICINANET. Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas


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Acesso em 04 nov. 2021.
PEREIRA, Michelle. et al Depressão: família e seu papel no tratamento do paciente.
Brasília: Faculdade Anhanguera de Brasília,2012.

SCIELO, 2000. O diagnóstico de depressão. Disponível em:


[Link] Acesso
em: 20 out. 2021.

VALADÃO, Nágela, GILBERTO, José. Treinamento em solução de problemas:


intervenção em mulheres com depressão. São Paulo: Rev Esc Enferm USP,m

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