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Mobilidade IP: Comparação e Operação MIPv4 e MIPv6

Este documento apresenta um resumo sobre mobilidade IP. Discute os protocolos Mobile IPv4 e Mobile IPv6, comparando suas operações e melhorias. Apresenta também os conceitos de endereço home, care-of-address e home agent na mobilidade de dispositivos.

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momed sujai
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Mobilidade IP: Comparação e Operação MIPv4 e MIPv6

Este documento apresenta um resumo sobre mobilidade IP. Discute os protocolos Mobile IPv4 e Mobile IPv6, comparando suas operações e melhorias. Apresenta também os conceitos de endereço home, care-of-address e home agent na mobilidade de dispositivos.

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Aiuba João Momade Omar

Momed Sujai Caimo

Ndaikeza Fabrice

Mobilidade IP

Universidade Rovuma

Campus de Nacala-Porto

2021
Aiuba João Momade Omar

Momed Sujai Caimo

Ndaikeza Fabrice

Mobilidade IP

Trabalho de pesquisa de carácter avaliativo na


cadeira de Redes IP Avançadas no curso de
Licenciatura em Informática-Redes a ser entregue ao
departamento de Turismo. Lecionada pelo decente:
Celestino Rapouso

Universidade Rovuma

Campus de Nacala-Porto

2021

2
Índice
1. Introdução................................................................................................................................. 5

2. Mobilidade IP ........................................................................................................................... 6

2.1. IP Móvel ........................................................................................................................... 6

2.2. Operação Básica ............................................................................................................... 7

2.3. Comparação entre Mobile IPv4 e Mobile IPv6 ................................................................ 9

2.4. Mobilidade de Fluxo para o MIPv6 .................................................................................. 9

3. Conclusão ............................................................................................................................... 11

4. Referencias ............................................................................................................................. 12

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AR Access Router
CN Correspondent Node

CoA Care-of-Address

DHCP Dynamic Host Configuration Protocol

FA Foreign Agent

FID Flow Identifier

HA Home Agent

HNP Home Network Prefix

HoA Home Address

IETF Internet Engineering Task Force IP Internet Protocol

IPv4 Internet Protocol version 4

IPv6 Internet Protocol version 6

LMA Local Mobility Anchor

4
1. Introdução
O presente trabalho ira debruçar sobre Mobilidade IP, tende o crescimento da demanda por
mobilidade e conectividade, número de endereços IP se tornando escassos e necessidade de
interconectar várias tecnologias wireless (IEEE 802.11, GPRS, HiperLan). O MIP permite que o
nó móvel tenha 2 endereços IP: Home Address e Care-Of Address.

O presente trabalho apresenta a seguinte estrutura de elaboração de um trabalho de pesquisa, de


acordo com as regras de elaboração, introdução, objectivos, desenvolvimento, conclusão e
referências bibliográficas.

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2. Mobilidade IP
2.1.IP Móvel
O protocolo Mobile IPv4 (MIPv4) foi padronizado em 2002 pela comunidade do IETF, visando
prover mobilidade a versão do protocolo mais usada atualmente. Essa solução não possui nenhuma
implementação comercial, mas é um marco importante para as propostas que a seguiram. Para
entender melhor o funcionamento do protocolo e de suas extensões, deve-se primeiro conhecer as
entidades que pertencem à arquitetura (que são comuns para as demais):

 Mobile Node (MN) – Refere-se a qualquer dispositivo móvel capaz de mudar de ponto de
acesso enquanto se move pela rede. O termo terminal também é usado para representar o
MN. O mesmo pode configurar dois tipos de endereço:
 Home Address (HoA) – Este é o endereço IP permanente e global, definido na
rede de origem (Home Network - HN) do MN. As aplicações são capazes apenas
de identificar o HoA, dado que por mais que o MN se movimente, este endereço, a
princípio, irá permanecer inalterado.
 Care-of-Address (CoA) – Este é o endereço IP temporário, ou seja, a medida que
o MN se movimenta, o mesmo adquire um endereço válido na rede visitada
(Foreign Network - FN).
 Home Agent (HA) – Esta é a entidade da arquitetura responsável pela associação
entre o HoA e o CoA de cada MN. Para isso, o HA mantém uma tabela que
possibilita, ao interceptar os pacotes, saber para qual endereço temporário do MN
a mensagem deve ser enviada, pois o mesmo está registrado junto ao HA. Com
isso, o pacote que possui como destino o HoA, é interceptado pelo HA que adiciona
mais um cabeçalho IP, o chamado CoA ou o endereço temporário, para que a
comunicação seja realizada com sucesso e o pacote chegue ao seu destino
corretamente. Esse procedimento é denominado de tunelamento IP.
 Correspondent Node (CN) – É um nó (fixo ou móvel) na rede em que o Mobile
Node se comunica.
 Foreign Agent (FA) – Esta entidade é introduzida ao MIPv4 pelas limitações de
espaço dos endereços IPv4. A sua função é ser um roteador configurado como
gateway padrão para o MN em uma rede estrangeira (FN). O FA permite configurar

6
um endereço privado na sua rede de alcance. A Figura 1.1 demostra como o
processo de registro é feito pelo MN por meio do FA. Dessa forma, por mais que o
MN use um endereço privado, o FA registra junto ao HA um endereço global
(roteável na internet). (Filho, 2015)

Figura 1.1 - Processo de Handshake entre o MN e o HA em uma rede visitante.

2.2. Operação Básica


Como o MIPv4 é uma solução mais didática, será focado neste tópico uma visão geral sobre o
funcionamento do MIPv6. Um cenário típico para representar como funciona o protocolo ocorre
quando um nó móvel não está em sua rede de origem e está se comunicando com um nó
correspondente. O primeiro questionamento que se faz é: Como manter as conexões ativas
enquanto o nó móvel muda seu ponto de conexão? Para que isso aconteça, é necessário entender
que as aplicações precisam de um endereço estável para as comunicações. Assim, um endereço
HoA é atribuído ao MN em sua rede origem.

Quando o MN se movimenta e entra na cobertura de outra rede (rede visitante), é atribuído ao MN


um novo endereço IP, chamado de CoA. Contudo, as aplicações continuam utilizando o HoA para
se comunicar, como exemplificado na Figura 1.2.

Para que a comunicação ocorra entre o MN e o CN é fundamental a existência do HA para


gerenciar a mobilidade do MN e permitir que os pacotes sejam encaminhados para os seus destinos
de forma correta. Caso o CN envie algum pacote para o MN (o pacote 1 da Figura 2), o endereço
de origem desse pacote será o endereço IPv6 do CN e o endereço de destino será o HoA do MN.
O HA terá então, a capacidade de interceptar esse pacote e inserir um cabeçalho IPv6 externo

7
contendo como endereço de origem o endereço IP do HA e como endereço de destino o CoA do
MN (o pacote 2 da Figura 1.2).

Esta técnica é chamada de tunelamento reverso, pois dá a ideia de criar um túnel IPv6 entre o HA
e o MN. O HA só é capaz de inserir esse cabeçalho por possuir uma tabela (Binding Cache - BC)
de associação do HoA com o seu atual CoA. Assim, quando o MN receber esse pacote, ele será
capaz de remover este cabeçalho que foi adicionado pelo HA e a aplicação irá receber o cabeçalho
mais interno, aquele que contém o HoA e o endereço do CN.

Caso o MN deseje responder ao CN, o pacote é enviado com os cabeçalhos IPv6 interno e externo,
o qual será novamente é interceptado pelo HA (o pacote 3 da Figura 2). Esse, por sua vez, retira o
cabeçalho externo que contém como origem o endereço CoA e como destino o endereço do HA,
para manter somente o cabeçalho interno, com o endereço de destino o CN (o pacote 4 da Figura
2).

Dessa forma, o CN também só irá utilizar o endereço HoA do MN para se comunicar. Uma forma
de otimizar essa comunicação, caso o CN também já tenha suporte ao protocolo IPV6, é realizar a
comunicação sem a interceptação do HA. Essa técnica é denominada de roteamento direto (ou
Route Optimization) e busca diminuir a latência e o tráfego na rede do HA, visto que o MN passa
a se comunicar de forma direta com o CN. (Filho, 2015)

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Figura 1.2 - Operação Básica de Tunelamento Reverso usando MIPv6.

2.3.Comparação entre Mobile IPv4 e Mobile IPv6


De modo resumido, com a introdução do Mobile IPv6 (MIPv6), ocorreram algumas melhorias em
relação ao MIPv4 que podem ser citadas:

 Com o surgimento do MIPv6, tornou-se desnecessária a existência do FA, tendo a sua


funcionalidade incorporada no MN.
 Como no MIPv4 todos os pacotes do MN, ao visitar uma rede estrangeira, deveriam passar
também pelo HA na sua Home Network, o MIPv6 introduziu uma otimização de rotas
(Route Optimization) capazes de diminuir o tráfego entre o HA e o MN, permitindo a
comunicação direta entre o CN e o MN.
 Diminuição do overhead comparado ao MIPv4, pois os pacotes que são enviados ao MN
são enviados usando um cabeçalho de roteamento IPv6 ao invés do encapsulamento IP.
 O MIPv6 não usa mais ARP (Address Resolution Protocol). Em seu lugar, utiliza o IPv6
Neighbor Discovery para aumentar a robustez do protocolo.
 Mensagens broadcast usadas em redes MIPv4, retornam respostas de vários Home Agents
para o MN ser capaz de associar o seu HA, ao contrário do mecanismo usado no MIPv6
chamado Dynamic Home Agent Address Discovery, que retorna apenas uma mensagem
ao MN. (Filho, 2015)

2.4. Mobilidade de Fluxo para o MIPv6


O protocolo MIPv6 por si só não possui todas as funcionalidades suficientes para prover por
completo a mobilidade de fluxo de dados. Assim, foram propostas algumas soluções para garantir
essa mobilidade. A primeira, padronizada pelo RFC 5648, possibilita que MN registre múltiplos
CoA e crie múltiplas entradas na Binding Cache, possibilitando que um mesmo dispositivo móvel
registre mais de um endereço IP temporário junto ao HA.

Dessa forma, o HA passa a ter mais de uma entrada do mesmo dispositivo em sua Binding Cache.
Em seguida, o RFC 6088 foi proposto com a possibilidade do MN associar um ou mais fluxos IP
para um específico CoA. Dessa forma, o MN é capaz de instruir o HA (ou o CN) sobre como rotear
os pacotes que chegam. A última extensão proposta para integrar essa solução foi o RFC 6089, que
9
basicamente define um formato binário de seletor de tráfego IP para ser usado em conjunto com as
outras extensões para identificar um fluxo IP de acordo com diferentes critérios como os endereços
de origem/destino, a classe de tráfego, porta de origem/destino, entre outros. (Filho, 2015)

Figura 1.3 - Mobilidade de Fluxo em MIPv6

A Figura 1.3 demostra um cenário que caracteriza a mobilidade de fluxo baseado no terminal. Neste
cenário, um dispositivo móvel que possui mais de uma interface de rede está conectado em duas
redes diferentes ao mesmo tempo, se comunicando com CN’s diferentes. Com o passar do tempo,
outra solução passou a ser discutida pelo IETF para evitar que o próprio terminal tenha a
responsabilidade de gerenciar a mobilidade, deixando a cargo da rede realizar as sinalizações de
movimentação e configurações dos fluxos IP.

Dessa forma, surgiu o Proxy Mobile IPv6, provendo uma solução com menor consumo de bateria
do dispositivo (devido à menor quantidade de mensagens de sinalização) e com uma configuração
de fluxos IP baseado nas condições das redes disponíveis (e não somente em configurações do
usuário, por exemplo). (Filho, 2015)

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3. Conclusão
Com término do trabalho concluímos que os protocolos de mobilidade citados apresentam as
principais soluções propostas pelo IETF para o problema de execução de handover entre diferentes
tecnologias de rede.

Apesar dessas soluções apresentarem abordagens distintas, em ambas é necessário que operadoras
e fabricantes de dispositivos móveis realizem investimentos para a implantação de cenários de
mobilidade transparente para os usuários. Enquanto a abordagem baseada no cliente necessita de
modificações na pilha do protocolo do kernel do terminal e um esforço para padronizar um
gerenciador de conexões, a abordagem baseada na rede impõe modificações e melhorias na
arquitetura da rede das operadoras e a padronização da mobilidade de fluxos para o PMIPv6 que
ainda está sendo discutida pelo grupo de trabalho NETEXT do IETF.

Dessa forma, o uso desses tipos de arquitetura de rede exige um grande esforço para consolidar
uma solução, criando outros novos desafios como a gestão de interferências entre diferentes redes,
a reconfiguração dinâmica dos fluxos IP e a adaptação das tecnologias e dos cenários existentes
atualmente para funcionarem com essas soluções. Portanto Mobilidade IP bons resultados para o
avanço da tecnologia de gerência de mobilidade.

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4. Referencias
Filho, F. A. (2015). Gerenciamento de Mobilidade de Fluxos. Manaus.

Perkins, C., IP Mobility Support for IPv4, RFC 3344, https://www.ietf.org/rfc/rfc3344.txt

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