MATEMÁTICA I
CONTINUIDADE E LIMITES
INFINITOS
Profa. Dra. Amanda L. P. M. Perticarrari
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•Continuidade de Funções
Definição
Tipos de Descontinuidade
Parte 1 Propriedades
•Limites Infinitos
Definição
Assíntotas: horizontal e vertical
Parte 2 Limites Fundamentais
CONTINUIDADE DE FUNÇÕES
• No cotidiano, para descrever um fato que ocorre
ou ocorreu sem interrupção, geralmente, usamos
o termo Contínuo.
o Ex.: medicamento de uso contínuo.
• Na matemática, usamos a expressão Contínua
para funções e neste caso a noção é um pouco
diferente da usada no cotidiano.
CONTINUIDADE DE FUNÇÕES
Uma função 𝑦 = 𝑓(𝑥) é dita contínua num ponto
𝑎 se, e somente se, satisfaz às três condições
simultaneamente:
∃𝑓 𝑎 ∃ lim 𝑓 𝑥 lim 𝑓 𝑥 = 𝑓 𝑎
𝑥→𝑎 𝑥→𝑎
• Se uma função não satisfaz todas as condições
acima no ponto 𝑎, a função é dita descontínua
(no ponto 𝑎) e 𝑎 é um ponto de descontinuidade
da função.
CONTINUIDADE DE FUNÇÕES
Intuitivamente, dizemos que uma função é
descontínua num ponto 𝑎 se o seu gráfico tiver
“salto, degrau ou ruptura” ao passar pelo ponto
(𝑎 , 𝑓(𝑎)).
Essa função não é contínua, Essa função não é contí-
pois ∄𝑓 𝑎 nua, pois ∄ lim 𝑓 𝑥
𝑥→𝑎
TIPOS DE DESCONTINUIDADE
a) Descontinuidade removível: as descontinuidades
são criadas a partir da remoção de 𝑓(𝑎).
b) Salto: o gráfico “salta” ao c) Descontinuidade
infinita: quando
passar a. 𝑥→𝑎⇒𝑓 𝑥 →∞
PROPRIEDADES DE FUNÇÕES CONTÍNUAS
Se f e g são funções contínuas em a, então:
i) (𝑓 + 𝑔)(𝑥) = 𝑓(𝑥) + 𝑔(𝑥) é contínua em 𝑎.
ii) (𝑓 − 𝑔)(𝑥) = 𝑓(𝑥) − 𝑔(𝑥) é contínua em 𝑎.
iii) (𝑓 ∙ 𝑔)(𝑥) = 𝑓(𝑥) ∙ 𝑔(𝑥) é contínua em 𝑎.
𝑓 𝑓(𝑥)
iv) (𝑥) = , 𝑔(𝑎) ≠ 0, é contínua em 𝑎.
𝑔 𝑔(𝑥)
PROPRIEDADES DE FUNÇÕES CONTÍNUAS
Observação 1: as afirmações são verdadeiras:
• A função potência 𝑦 = 𝑥 𝑛 é contínua ∀𝑥 ∈ ℕ.
• A função polinomial 𝑃𝑛 𝑥 é contínua ∀𝑥 ∈ ℝ.
• A função 𝑦 = 𝑏
𝑥
∀𝑥 ∈ ℝ, se 𝑏 é ímpar
é contínua: ቊ
𝑥 > 0, se 𝑏 é par
PROPRIEDADES DE FUNÇÕES CONTÍNUAS
Observação 1 (continuação): As afirmações são
verdadeiras:
• As funções seno, cosseno são contínuas ∀𝑥 ∈ ℝ.
• A função Exponencial é contínua ∀𝑥 ∈ ℝ.
• A função Logarítmica é contínua quando 𝑥 > 0.
• A função Racional (na forma irredutível!) é
contínua em ℝ − {𝑥0 } , onde xo é o conjunto das
raízes do denominador.
PROPRIEDADES DE FUNÇÕES CONTÍNUAS
Observação 2: Para calcular o limite das funções
elementares contínuas, quando x tende ao ponto 𝑎,
basta substituir 𝒙 por 𝒂 na expressão 𝒇(𝒙),
respeitando 𝐷𝑓 .
EXERCÍCIO
Considere a função:
𝑥 2 − 1, −1 < 𝑥 < 0
2𝑥, 0<𝑥<1
𝑓 𝑥 = 3, 𝑥=1
−𝑥 + 3, 1<𝑥<2
1, 2<𝑥≤3
a) Faça o esboço do gráfico da função.
b) Determine o domínio e a imagem de f(x)?
c) Estude os pontos de descontinuidade da função.
d) Qual o novo valor de 𝑦 para remover a descontinuidade em 1?
b) Qual o novo valor de 𝑦 para remover a descontinuidade em 2?
•Continuidade de Funções
Definição
Tipos de Descontinuidade
Parte 1 Propriedades
•Limites Infinitos
Definição
Assíntotas: horizontal e vertical
Parte 2 Limites Fundamentais
LIMITES INFINITOS
Considere as funções com comportamento
ilimitado quando 𝑥 tende a 𝑎.
3
• Seja 𝑦 = 𝑓(𝑥) uma função definida por: 𝑦 =
𝑥−2 2
descontínua em 𝑥 = 2. Qual o comportamento de
𝑦 = 𝑓(𝑥) na vizinhança de 2?
2
𝑥
LIMITES INFINITOS
3
Para 𝑓(𝑥) = temos que
𝑥−2 2
lim+ 𝑓 𝑥 = ∞
𝑥→2
pois
𝑥 3 2,5 2,33 2,25 2,1 2,01 2,001
𝑦 3 12 27 48 300 30.000 3.000.000
Analogamente, lim− 𝑓 𝑥 = ∞, pois
𝑥→2
𝑥 1 1,5 1,66 1,75 1,9 1,99 1,999
𝑦 3 12 27 48 300 30.000 3.000.000
DEFINIÇÃO DE LIMITES INFINITOS
Se o limite de uma função cresce (ou decresce)
ilimitadamente, quando 𝑥 se aproxima de um
valor 𝑎, dizemos que o limite é infinito (ou menos
infinito).
• Notação:
lim 𝑓 𝑥 = ∞ ou lim 𝑓 𝑥 = −∞.
𝑥→𝑎 𝑥→𝑎
• Assim, temos uma descontinuidade infinita.
ASSÍNTOTA VERTICAL
A reta vertical 𝑥 = 𝑎 é chamada assíntota
vertical do gráfico de uma função 𝑦 = 𝑓(𝑥), se 𝑦 →
± ∞ quando 𝑥 → 𝑎− ou 𝑥 → 𝑎+ .
𝑦 𝑦
𝒂 𝒂
𝑥 𝑥
𝑦 𝑦
𝒂 𝒂
𝑥 𝑥
LIMITES INFINITOS
2𝑥 2
• Seja 𝑦 = 𝑓(𝑥) uma função definida por 𝑦 =
𝑥 2 +1
𝑦
Note que, neste caso, temos uma assíntota
horizontal em 𝑦 = 2, assim:
2𝑥
lim 2 =2
𝑛→−∞ 𝑥 + 1
ASSÍNTOTA HORIZONTAL
A reta horizontal 𝑦 = 𝐿 é chamada assíntota
horizontal do gráfico de uma função 𝑦 = 𝑓(𝑥), se
𝑦 → 𝐿 quando 𝑥 → ∞ ou 𝑥 → −∞.
𝑳 𝑳
𝑳 𝑳
LIMITES INFINITOS
Seja 𝑦 = 𝑓 𝑥 .
• Se 𝑦 → 0 , quando 𝑥 → 𝑎, então:
1
lim = ±∞.
𝑥→𝑎 𝑓 𝑥
• Exemplo. Seja 𝑓 𝑥 = 𝑥 e 𝑎 = 0 com 𝑥 ∈ ℝ+
lim+ 𝑥 = 𝑓 0 = 0
𝑥→0
Assim,
1 1
lim+ = lim+ =∞
𝑥→0 𝑓 𝑥 𝑥→0 𝑥
LIMITES INFINITOS
Seja 𝑦 = 𝑓 𝑥 .
• Se 𝑦 → 0 , quando 𝑥 → 𝑎, então:
1
lim = ±∞.
𝑥→𝑎 𝑓 𝑥
• Se 𝑛 ∈ ℕ∗ , então:
1
i) lim+ 𝑛 =∞
𝑥→0 𝑥
1 ∞ para 𝑛 par
ii) lim− 𝑛 = ቊ −∞ para 𝑛 ímpar
𝑥→0 𝑥
LIMITES INFINITOS
São considerados limites infinitos no infinito
qualquer um dos 4 casos:
• 𝑦 → ∞ quando 𝑥 → ∞
• 𝑦 → ∞ quando 𝑥 → −∞
• 𝑦 → −∞ quando 𝑥 → −∞
• 𝑦 → −∞ quando 𝑥 → ∞
LIMITES INFINITOS
Teorema.
• Se 𝑛 ∈ ℕ∗ , então:
𝑘
lim 𝑛 = 0, 𝑘 ∈ ℝ.
𝑥→±∞ 𝑥
• Se 𝑛 ∈ ℕ∗ , então:
i) lim 𝑥 𝑛 = ∞
𝑥→∞
∞ para 𝑛 par
ii) lim 𝑥𝑛 = ቊ −∞ para 𝑛 ímpar
𝑥→−∞
LIMITES FUNDAMENTAIS
𝑦
sen 𝑥
LF1. lim =1
𝑥→0 𝑥
𝑥
𝑘 𝑥
LF2. lim 1 + = 𝑒𝑘
𝑥→±∞ 𝑥
1 𝑥
• se 𝑘 = 1, lim 1+ =𝑒
𝑥→±∞ 𝑥
𝑎𝑥 −1
LF3. lim = ln 𝑎
𝑥→0 𝑥
𝑒 𝑥 −1
• se 𝑎 = 𝑒, lim =1
𝑥→0 𝑥
LISTA DE EXERCÍCIOS