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Folhas

Este relatório apresenta os principais tipos de folhas encontrados em plantas, incluindo folhas simples, compostas e recompostas. Descreve detalhadamente cada tipo de folha, com exemplos e ilustrações. O relatório foi apresentado como requisito parcial para o curso de licenciatura em ciências biológicas.

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Folhas

Este relatório apresenta os principais tipos de folhas encontrados em plantas, incluindo folhas simples, compostas e recompostas. Descreve detalhadamente cada tipo de folha, com exemplos e ilustrações. O relatório foi apresentado como requisito parcial para o curso de licenciatura em ciências biológicas.

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA

CAMPUS I - CAMPINA GRANDE


CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE
DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA
CURSO LICENCIATURA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

DAVI MENEZES DE FREITAS


TÚLIO WILLIAM DA SILVA GONÇALVES
BÁRBARA CATARINE LINHARES AZEVEDO

RELATÓRIO DE MORFOLOGIA VEGETAL


Aula de folhas

CAMPINA GRANDE
2023
BÁRBARA CATARINE LINHARES AZEVEDO
DAVI MENEZES DE FREITAS
TÚLIO WILLIAM DA SILVA GONÇALVES

RELATÓRIO DE MORFOLOGIA VEGETAL


Aula de folhas

Relatório de morfologia vegetal, referente à


aula de folhas apresentado ao curso de
licenciatura em ciências biológicas, do
Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da
Universidade Estadual da Paraíba, como
requisito parcial à obtenção do título de
licenciado em ciências biológicas.

ORIENTADOR: Prof Dra. Ana Paula


Stechhahn Lacchia Caetano

CAMPINA GRANDE
2023
INTRODUÇÃO

As folhas foram um grande marco e um divisor de águas no desenvolvimento das


traqueófitas. Surgido nas pteridófitas, as folhas são estruturas dos mais variados tipos de
classificação. É uma característica evolutiva de suma importância nas plantas vasculares
originadas de gemas no caule. Segundo (LORENZI, 2008), as folhas, em grande parte,
compõem sistema fotossintetizante e apresentam variáveis formas de aumentar o seu grau de
absorção solar. Em diversas plantas existem outras estruturas que estão expostas ao sol e que
também contam com a presença de cloroplastos. Mas, por mais que as plantas tenham essa
capacidade, as folhas são o principal órgão nessa especialidade. Lá se encontra a maior
quantidade de clorofila e cloroplastos em grande parte do reino vegetal
As folhas são também os órgãos responsáveis também por realizar a maioria das trocas
gasosas, pois possuem uma imensa quantidade de estômatos, estrutura celular que permite
também a fotossíntese, já que transporta o gás carbônico. São órgãos também extremamente
adaptativos, podendo mudar sua forma e função a depender da situação onde se encontram.
Podem servir como reserva de nutrientes, proteção de gemas, se modificarem em outras
estruturas foliares, como os espinhos. Ainda que as folhas tenham como função principal a
fotossíntese, é normal que algumas folhas sejam transformadas em estruturas que não fazem a
fotossíntese. Bem como as gavinhas, catáfilos e brácteas (H. LORENZI & [Link]ÇALVES,
2007).
O padrão da disposição das folhas em um caule é chamada “filotaxia”. Este padrão e a
forma que ele ocorre é amplamente estudado e interessa pesquisadores que trabalham na área
da botânica. Uma vez que, a forma a qual as folhas estão dispersas numa planta pode ser útil
na identificação taxonômica. Nas angiospermas, as folhas continuam desempenhando papéis
cruciais e apresentam uma diversidade notável. Em comparação com outras plantas, as
angiospermas desenvolveram características específicas relacionadas às folhas, como a
presença de nervuras reticuladas e a estrutura das flores Assim como em outras plantas, as
folhas das angiospermas são altamente adaptativas. Elas podem modificar sua forma para
otimizar a captura de luz, controlar a perda de água por meio dos estômatos e servir como
local de armazenamento de nutrientes (JAMES, 2018).
1. TIPOS DE FOLHA

FOLHA SIMPLES, COMPLETA.

Figura 1.1 – “Hibiscus rosa-sinensis.”


FOTO: Túlio Gonçalves

São chamadas folhas simples, aquelas que possuem limbo único, não dividido em folíolos.
No caso da folha completa, se chama assim por possuir todas as estruturas que compõem a
folha: bainha, limbo e pecíolo (VIDAL & VIDAL, 2003).

FOLHA COMPOSTA
Figura 1.2 – “Spathodea campanulata”
FOTO: Túlio Gonçalves

São chamadas folhas compostas aquelas que possuem seu limbo dividido em unidades
laminares menores, semelhantes a folhas simples, chamada de “folíolos”. Cada folíolo possui
uma espécie de haste semelhante ao pecíolo formado na base, porém nesse caso, é chamada
de peciólulo. As folhas compostas podem ser classificadas em dois tipos: pinadas e palmadas.
(VIDAL & VIDAL, 2000).

FOLHA RECOMPOSTA

Figura 1.3 – “Jacaranda cuspidifolia”


FOTO: Túlio Gonçalves

Ocorre possuem dois níveis de pínulas. Quando os folíolos em si são compostos, também
se dividindo em unidades menores, chamadas “foliólulos”. Esse arranjo cria uma estrutura
ramificada, semelhante a uma pena, daí o termo "bipenadas". Este tipo de folha é comumente
observado em algumas plantas, como algumas variedades de acácias. (LORENZI, 2008)

FOLHA COMPOSTA TRIFOLIOLADA


Figura 1.3 – “Desmodium sp.”
FOTO: Túlio Gonçalves

Uma folha composta trifoliada é caracterizada por ter três folíolos ligados ao mesmo
pecíolo. Cada folíolo representa uma unidade foliar separada, mas todos estão conectados à
mesma estrutura de suporte. Essas folhas são comuns em plantas como o trevo, em que cada
folíolo contribui para a estrutura geral da folha. A disposição trifoliada é uma adaptação que
permite uma eficiente captura de luz solar e é uma característica distintiva de várias espécies
vegetais (JAMES, 2018).

FOLHA DIGITADA
Figura 1.4 – “Cannabis sativa L.”
FOTO: Túlio Gonçalves

Folhas palmadas ou digitadas são aquelas que se distribuem a partir de um ponto central,
assemelhando-se aos dedos de uma mão aberta. Esse arranjo é característico em plantas como
os bordos (Acer), onde as nervuras das folhas se estendem radialmente a partir de um ponto
central, conferindo-lhes uma aparência semelhante à palma da mão. Esse padrão foliar é
distintivo e observado em várias espécies vegetais. (VIDAL & VIDAL, 2000)

FOLHA COM LÍGULA

Figura 1.5 – Folha com Lígula


FOTO POR: D. MENEZES

Foto de um desenho representando a estrutura “ligula” em uma planta gramínea.

Lígula é o tipo de apêndice quase sempre membranoso de natureza estipular que se acha
principalmente entre o limbo e a bainha como no “capim pé de galinha”. (VIDAL & VIDAL,
2000). A lígula é uma estrutura encontrada em certas plantas, especialmente em gramíneas, e
é comumente descrita como um apêndice membranoso de natureza estipular. Ela está
localizada na região onde a lâmina da folha se encontra com a bainha foliar. A ligula pode
assumir diferentes formas e tamanhos, dependendo da espécie de planta. A principal função
da lígula nas gramíneas é proporcionar uma barreira protetora entre a bainha e a lâmina da
folha.

FOLHA COM BAINHA


A bainha é a parte basiliar e alargada da folha que abraça o caule, ex tinhorão. (VIDAL &
VIDAL, 2000). Outra espécie bem conhecida que possui bainha é o Arroz, Oryza sativa.
A bainha é uma parte da folha de uma planta que envolve e abraça o caule, proporcionando
suporte e fixação à planta. Ela é localizada na base da folha, onde a lâmina foliar se estreita e
se transforma em uma estrutura cilíndrica e tubular que circunda o caule.

Figura 1.6 – Aglaonema commutatum Figura 1.7 – Zamioculcas zamifolia


FOTO POR: D. MENEZES FOTO POR: D. MENEZES

Fotos de uma Aglaonema commutatum e uma Zamioculcas zamifolia, ambas possuem bainha.

FOLHA COMPOSTA PINADA


Uma folha composta pinada é um tipo de folha composta em que os folíolos estão
organizados ao longo do eixo central do pecíolo, de maneira semelhante às folhas de uma
pena (daí o termo "pinada"). Cada folíolo representa uma "pena" na estrutura geral da folha.
Terminada por um par de folíolos (VIDAL & VIDAL, 2000).

Figura 1.8 – Chloroleucon tortum Figura 1.9 – Folha composta pinada


FOTO POR:D. MENEZES FOTO POR:D. MENEZES
Foto do bonsai uma planta que possui folhas compostas pinadas,Chloroleucon tortum,
também conhecida como tataré, jacaré, piteco, jurema, angico-branco ou ainda
vinhático-de-espinho, é uma espécie de legume da família Fabaceae.

FOLHA COM ÓCREA


Ócrea é o conjunto de duas estípulas axilares membranosas e concrescentes totalmente por
ambos os bordos circundando caule como uma bainha e ultrapassando o ponto aparente de
inserção da folha exemplo erva de bicho. (VIDAL & VIDAL, 2000). A ócrea é composta por
duas estípulas axilares, que são estruturas foliares modificadas, localizadas na base do pecíolo
de uma folha. A ócrea envolve o caule da planta, circundando-o como uma bainha e sua
principal função é proteger a região onde a folha se insere no caule e, possivelmente,
desempenhar um papel na regulação do fluxo de água, proteção contra predadores e
adaptação ao ambiente.

Figura 2.0 – Folha com Ócrea


FOTO POR: D. MENEZES

Imagem de um desenho representando a estrutura chamada ócrea, abaixo do caule e acima da


folha.

FOLHA IMPARIPINADA
Possui um folíolo terminal, exemplo roseira, espatódea. (VIDAL & VIDAL, 2000). Isso
significa que existem vários folíolos ligados a um único pecíolo, mas o número total de
folíolos é ímpar. A presença de um folíolo terminal significa que, dos folíolos presentes, um
está localizado no final do pecíolo.
Figura 2.1 – Pteris vittata
FOTO POR: D. MENEZES

Imagem da planta Pteris vittata, da família pteridaceae, possui um rizoma rasteiro e um estipe
de até 12 cm, possui folhas imparipinadas, possuindo apenas um folíolo terminal.

FOLHA COM PECÍOLOS


O pecíolo é a região da base da folha que não possui limbo podendo ou não listar em uma
bainha desenvolvida na base deste, bem como também estípulas, que são folhas reduzidas e
sempre em número de dois que podem estar presentes ou não na base de uma folha comum.
(H. LORENZI & [Link]ÇALVES, 2007). O pecíolo é uma estrutura fundamental na anatomia
da folha das plantas vasculares. Ele é a região da folha que conecta o limbo (a parte laminar
da folha) ao caule da planta. O pecíolo é uma parte importante na absorção de luz solar, no
transporte de nutrientes e água, e na sustentação da folha.

Figura 2.2 – Desenho da Hibiscus Rosa- sinesis


FOTO POR: D MENEZES
FOLHA COM ESTÍPULAS
Estipula é cada um dos apêndices em geral laminados e em um número de dois que se
formam de cada lado da base foliar. (VIDAL & VIDAL, 2000). Essas estruturas podem
variar significativamente em forma, tamanho e textura, dependendo da espécie de
planta. As estípulas são partes importantes da morfologia das folhas e podem
desempenhar várias funções, como proteção,regulação e armazenamento de água e
nutrientes. “Amoreira branca”, ou Morus alba e Hibiscus Rosa- sinesis ou “Brinco de
princesa” são exemplos de espécies que possuem estípulas. Imagem da planta conhecida
como “Amoreira branca”, ou Morus alba, planta que possui estípulas.

Figura 2.3 – Morus alba


FOTO POR: D MENEZES

FOLHA COM ESTÍPELAS


Estruturas não tão conhecidas, apenas encontradas no livro botânica organografia vidal &
vidal durante a pesquisa. Estípulas ou estípelulas são as estípulas dos folículos exemplo
carrapicho. (VIDAL & VIDAL, 2000)

Figura 2.4 – Folha com estípelas


FOTO POR: D. MENEZES
Imagem representativa da planta Desmodium, ou comumente conhecida como carrapicho.
REFERÊNCIAS

Lorenzi, H. (2008). “Árvores Brasileiras: Manual de Identificação e Cultivo de Plantas


Arbóreas Nativas do Brasil.” Instituto Plantarum.

Vidal, J., & Vidal, M. (2000). Botânica e Organografia. UFV

Common questions

Com tecnologia de IA

The ligule, found predominantly in grasses, acts as a protective barrier against pathogens and debris while aiding in regulating water loss. The ocrea, a featured part of some polygonaceous plants, similarly provides protection at the base of the petiole, safeguarding younger growth. These specialized leaf structures assist plants in adapting to their environments by enhancing defense mechanisms and promoting efficient resource use .

Imparipinnate leaf arrangements, with an odd number of leaflets ending in a terminal leaflet, provide more flexibility in optimizing light capture, potentially aiding the plant in less uniform light conditions. Paripinnate leaf arrangements, symmetrical and evenly balanced without a terminal leaflet, might better withstand mechanical stress due to a uniform weight distribution, offering an advantage in open or exposed environments. Both configurations demonstrate unique interactions with their environments, showing how leaf arrangements adapt to maximize efficiency in resource utilization and stress resistance .

Leaf sheaths, which are found at the base of some plant leaves, hug the stem thereby offering structural support; they also aid in nutrient and water transport. Stipules, on the other hand, are appendages that protect young buds and may also help in water regulation . These structures enhance the plant's ability to adapt to its environment by providing additional layers of protection and support, which can be crucial for survival in harsh conditions .

Pinnately compound leaves have leaflets arranged along either side of a central axis, resembling a feather, which allows for even distribution across a larger surface area, optimizing light capture. Palmately compound leaves have leaflets radiating from a single point, like fingers on a hand, which can maximize light interception from different angles. These structural differences allow pinnately compound leaves to efficiently adapt to environments with even light distribution while palmately compound leaves can better adapt to environments with variable light conditions .

Imparipinnate leaves, characterized by a terminal leaflet, provide additional photosynthetic area which may enhance light capture efficiency, especially in partially shaded environments. This contrasts with paripinnate leaves, which lack this terminal leaflet and may be more prone to structural limitations in certain environmental niches. The terminal leaflet's presence in imparipinnate leaves can confer an adaptive advantage by optimizing light capture in complex canopy conditions and offering a more diversified structural framework .

Phyllotaxy, the arrangement of leaves on a stem, is critical for plant identification and taxonomy because it provides distinctive patterns that can be used as taxonomic markers. The study of these patterns helps botanists classify plants, understanding evolutionary relationships within and across families. Accurate categorization based on phyllotaxy aids in understanding ecological adaptations and evolutionary pathways of different plant species .

Leaf modifications such as tendrils and spines showcase the adaptive versatility by highlighting how leaves can diversify their functions beyond photosynthesis and gas exchange. Tendrils aid in climbing and support, allowing plants to reach sunlight efficiently. Spines provide protection from herbivores and reduce water loss by minimizing surface area. These adaptations highlight plants' ability to modify their leaf structures for enhanced survival in specific ecological niches .

Leaf sheaths function as conduits for water and nutrient transport from the stem to the leaves, aiding in maintaining structural integrity and supporting growth. Estípulas, serving as protective gear for buds and young shoots, also manage water retention and nutrient storage temporarily, adapting the plant's physiological processes to varying environmental conditions by guarding essential growth zones .

Simple leaves have a single, undivided lamina, making them more suited for capturing light in uniform environments. Compound leaves, however, consist of multiple leaflets, allowing better adaptability in variable conditions by effectively managing light capture and gas exchange. The structural complexity of compound leaves aids in maximizing photosynthetic efficiency and minimizing damage from winds or herbivores .

Pinnate leaves, with their single level of division in leaflets, balance structural support and light capture well in open environments. Bipinnate leaves, having further divided leaflets, increase surface area without significantly increasing weight, enhancing adaptability to environments requiring efficient light use while also helping with wind resistance. This structural diversity allows these plants to maintain high photosynthetic efficiency across variable ecological conditions .

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