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Tipos e Regras dos Agentes Públicos

O documento resume as principais noções sobre agentes públicos no Brasil, dividindo-os em agentes políticos, servidores públicos e particulares em colaboração. Detalha o ingresso na administração pública, que depende basicamente de aprovação em concurso público, com exceções como cargos em comissão. Também explica o estágio probatório e a aquisição da estabilidade após a aprovação nesse período.

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Giovana Vieira
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Tipos e Regras dos Agentes Públicos

O documento resume as principais noções sobre agentes públicos no Brasil, dividindo-os em agentes políticos, servidores públicos e particulares em colaboração. Detalha o ingresso na administração pública, que depende basicamente de aprovação em concurso público, com exceções como cargos em comissão. Também explica o estágio probatório e a aquisição da estabilidade após a aprovação nesse período.

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AGENTES PÚBLICOS

1) Noção básica
- Agentes políticos: são os agentes públicos que titularizam mandatos
(eletivos ou não), aqui não existe um vínculo de natureza profissional.
Exemplos: Presidente, vereadores, deputados, ministros, secretários.
- Servidores Públicos: são os agentes públicos que mantém com o
Estado um vínculo de natureza profissional. Esse vínculo varia de
acordo com a modalidade de servidores.
- Funcionários públicos: são os servidores que, em regra,
ingressam na administração através de concurso público, para a
titularização de um cargo público, em caráter efetivo ou
permanente, submetendo-se a um regime profissional
estatutário.
- Empregados públicos: são os servidores que ingressam através
de concurso para a titularização de um emprego público,
submetendo-se a um regime profissional celetista.
- Temporários: são os servidores que ingressam sem concurso
para a titularização de uma função, por prazo certo e
determinável – art. 37, inciso IX da CF.

- Particulares em colaboração: são os agentes públicos que não


integram a estrutura da administração, mas que colaboram com o
poder público. Exemplos: aqueles que prestam serviços como jurados,
aqueles que prestam serviço militar obrigatório, aqueles que prestam
serviço para a justiça eleitoral.
2) Destinatários
- art. 37, caput da CF;

3) Ingresso
a. Quem tem legitimidade: art. 37, inciso I da CF – brasileiros e
estrangeiros que preencham os requisitos estabelecidos em Lei.
b. Objeto: art. 37, inciso da CF – conjunto de atribuições e
responsabilidades conferidos a um servidor submetido a um
regime estatutário (funcionário público), submetido a um regime
celetista (empregado público) ou submetido a um regime
profissional híbrido (servidor temporário).
c. Fases:
i. Regra geral: art. 37, inciso II da CF – a investidura 1 em
cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em
concurso público de provas ou provas e títulos, de acordo
com a natureza e complexidade do cargo, na forma da Lei.
A exceção são os cargos em comissão que são de livre
nomeação e exoneração.
1) Concurso Público
- Concretização do princípio da publicidade ao
delimitar que o concurso seja público.

1
“Passar a titularizar um cargo”. Investidura é sinônimo de provimento. Tipos de investidura: a)
originária: é aquela em que o individuo está ingressando na administração pública (não há vínculo
anterior); b) derivada: o individuo já está dentro da administração (possui vínculo anterior). Há também
investidura: a) horizontal (não há progressão na carreira) ou b) vertical (há progressão na carreira, por
antiguidade ou merecimento, por exemplo).
Vide Súmula Vinculante 43.
- Todas as decisões tomadas pela comissão do
concurso devem ser transparentes e motivadas, o que
permiti o judiciário a realizar o controle de legalidade.
- Quais provas e quais títulos? Deve haver
compatibilidade com a natureza do cargo – princípio da
razoabilidade.

2) Nomeação
- Aprovado em concurso tem direito a nomeação?
Depende da forma que o individuo foi aprovado. Se o
candidato foi aprovado dentro do número de vagas
previsto no edital, terá direito subjetivo a nomeação (a
administração será obrigada a nomear) – RE
598099/MS, dentro do prazo de validade do concurso
(que segundo a CF é de até 2 anos, podendo ser
prorrogado uma vez por igual período).
- Candidato aprovado além do número de vagas
previsto no edital: não terá direito subjetivo a
nomeação, aqui há apenas uma expectativa de direito.
Vide súmula 15 do STF.
3) Posse
- Lei 8.112/90 – art. 7º.
- Candidato nomeado, tem direito a posse? Súmula 16
do STF – funcionário nomeado tem direito a posse,
atendidas as exigências estabelecidas em Lei (art. 13 e
14 da Lei 8.112/90).
- Vide súmula vinculante nº 44.
ii. Extensão:
- Candidatos da lista geral.
- Candidatos portadores de necessidades especiais: serão
reservadas vagas, e eles concorrerão entre si, atendidos os
requisitos do edital. Art. 5º da lei 8.112/90 c/c STJ –
mínimo de 5% a 20%.
- Súmula 377 do STJ: Candidatos portadores de
visão unilateral poderão se inscrever a essas vagas.
- Súmula 552 do STJ: candidatos portadores de
surdez unilateral não poderão se inscrever a essas
vagas.
- Candidatos afrodescendentes: serão reservadas vagas, e
eles concorrerão entre si, atendidos os requisitos do edital.
20% das vagas serão reservadas.
iii. Exceções:
1) Art. 37, inciso II, parte final: cargos em comissão, os
quais são de livre nomeação.
- Independe de aprovação em concurso público.
- Súmula vinculante 13: súmula ante nepotismo.
- Vedação de nomeações cruzadas.
- A criação de cargos comissionados não pode
ocorrer para viabilizar exercício de atividades
comuns, só poderá se verificar para situações de
chefia, direção e assessoramento, na forma prevista
no art. 37, inciso V da CF.

2) Funções: tem como objetivo atender situações


emergenciais de manifesto interesse público.

- Independe de aprovação em concurso público.

- Servidor temporário.

3) Quinto constitucional: 1/5 das vagas dos tribunais


serão preenchidos por membros do MP e por advogados
que preencham os requisitos.

4) Ministros e conselheiros dos tribunais de contas.

4) Exercício
- Efetivo exercício das atribuições: prazo de 15 dias contados da posse
(art. 15 lei 8.112/90). Consequência de não entrar em exercício: será
exonerado do cargo.
- Exoneração: é uma hipótese de vacância do cargo público.
Difere-se da demissão, que é pena. A exoneração pode ser de
ofício ou a pedido. A demissão pressupõe uma irregularidade, e
por isso sempre é de ofício.
- A partir do efetivo exercício, começa a se contar o tempo do estágio
probatório.

5) Estágio Probatório

- É o período de experiência pelo qual passa o servidor.

- O objetivo é apurar a eficiência do servidor em vista das atribuições do


cargo.

- Conteúdo: Lei 8.112/90 (art. 20) – itens de natureza prática:

1) assiduidade;

2) produtividade;

3) disciplina;

4) respeito a hierarquia/subordinação;

5) capacidade de iniciativa.

- Reprovação do servidor durante esse período:

- Poderá ser por exoneração (ex.: quando o servidor não produz


conforme o esperado) ou demissão.

- Em ambas será aberto processo administrativo, assegurado o


contraditório e a ampla defesa.

- Súmula nº 21 do STF.

- Extinção do cargo durante esse período

- Haverá exoneração, pois ainda não adquiriu estabilidade.

- Súmula nº 22 do STF.

- Aprovação

- A aprovação no estágio probatório, em regra, gera a


estabilidade. Há uma exceção: excepcionalmente a aprovação no
estágio probatório gera vitaliciedade.

- Estabilidade é a garantia atribuída ao servidor que lhe assegura


a permanência no serviço. Aqui o estágio tem duração de 3 anos.
- Vitaliciedade é a garantia dada ao servidor que lhe assegura a
permanência no cargo. Aqui o estágio probatório dura 2 anos.

6) Estabilidade
- Estabilidade é a garantia atribuída ao servidor, que lhe
assegura a permanência no serviço.
- É aplicável a todas as carreiras que não possuem vitaliciedade
(critério residual).
- Requisitos para a aquisição (art. 41, caput e § 4º da CF):
a) aprovado em concurso público;
- aqueles que titularizam funções, empregos
públicos e cargos em comissão, em regra, não
possuem estabilidade.
b) cargo permanente ou efetivo
- Súmula 390 do TST – estende a estabilidade para
aqueles que titularizam emprego público na
administração direta, autarquias e fundações
(ficaram de fora os das empresas públicas e
sociedades de economia mista).
c) aprovação em estágio probatório
- estágio probatório de cargos que tem vitaliciedade:
2 anos.
- ministros e conselheiros dos tribunais de contas:
não possuem estágio probatório. A mesma situação
é daqueles que passam titularizar cargos pelo 1/5
constitucional.
- nos demais cargos: 3 anos.

d) aprovação em avaliação de desempenho

- § 4º do art. 41 (desdobramento do princípio da


eficiência).

- Estabilidade atípica:

- é conferida em prazo certo e determinado a quem não foi


aprovado em concurso público, e é atribuída na forma da
Lei Federal 13.848/19, para os dirigentes de agências
reguladoras.
- dirigentes de agencias reguladoras tem indicação pela
presidência da república, governadores e prefeitos, a qual é
ratificada pelo Senado Federal (art. 52 da CF).

- esse instituto assegura a autonomia das agências


reguladoras.

- Extinção do cargo do servidor dotado de estabilidade:

- art. 41, § 3º da CF.

- Se o cargo for extinto, o servidor é colocado em


disponibilidade remunerada, com vencimentos
proporcionais ao tempo de serviço, até retornar a
atividade.

- Hipóteses de perda do cargo pelo servidor estável

a) sentença judicial com trânsito em julgado

b) processo administrativo assegurado o contraditório e a


ampla defesa.

c) servidor que não se revela eficiente no


cargo/insuficiência de desempenho.

d) art. 169 da CF (LC 101/1000 – lei de responsabilidade


fiscal) – perda do cargo por excesso de despesas.

1) diminuição de pelo menos 20% com as despesas


com cargos em comissão.

2) exoneração dos servidores não estáveis.

- Vide art. 41, § 1º, inciso III da CF (norma de eficácia


limitada).

7) Remuneração

- Sistemas:

1) vencimento (salário base do servidor + vantagens que ele


vai conquistando ao longo do tempo, sejam permanentes
ou temporárias)
2) subsídio (remuneração paga em parcela única) - art. 39,
§ 4º da CF e art. 144, § 9º da CF.

- Teto remuneratório

- art. 37, XI da CF.

- o teto é o que ganham os ministros do STF.

- a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos,


funções e empregos públicos da administração direta,
autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos
Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos
demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra
espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou
não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra
natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em
espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, . no
âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos
membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos
Defensores Públicos.

- Exceções: art. 37, § 9º e 11.

- § 9º - O disposto no inciso XI aplica-se às


empresas públicas e às sociedades de economia
mista, e suas subsidiárias, que receberem recursos
da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos
Municípios para pagamento de despesas de pessoal
ou de custeio em geral. Ou seja, o teto só se aplica
a elas se dependerem de recursos públicos para
custeio de despesas de pessoal.

- § 11. Não serão computadas, para efeito dos


limites remuneratórios de que trata o inciso XI do
caput deste artigo, as parcelas de caráter
indenizatório previstas em lei.

- Subtetos
- art. 37, XI.

- Modalidades de subteto:

- Estadual: 1) servidores lotados no executivo não


poderão receber além do que ganha o governador; 2)
servidores lotados no legislativo não poderão receber
além do que ganha os deputados estaduais; 3)
servidores lotados no judiciário não poderão receber
além do ganha os desembargadores do TJ;

- Municipal: servidores municipais não poderão


receber além do que ganha o prefeito.

- Revisão

- art. 37, X da CF.

- Equiparação

- art. 37, XII e XIII da CF.

- Súmula vinculante 37.

- Redução

- art. 37, XV da CF.

- vedação da redução salarial. Ao menos que essa


remuneração esteja sendo percebida de forma
inconstitucional (acima do teto e dos subtetos).

- Piso

- art. 7º, IV c/c art. 39, § 3º da CF.

- súmula vinculante nº 16.

- Natureza da remuneração

- Lei 8.112/90 – art. 48.

- A remuneração dos servidores tem natureza alimentar.

8) Acumulação
- Regra geral: proibição de acumulação remunerada de cargos,
empregos e funções (art. 37, XVI e XVII).

- Exceções: é permitido quando houver compatibilidade de


horários, e nas hipóteses do art. XVI.

- as hipóteses excepcionais autorizadoras de acumulação de


cargos públicos previstas na CF, sujeitam-se unicamente a
existência de compatibilidade de horários, verificada a cada caso
concreto, ainda que haja norma infraconstitucional que limite a
jornada de trabalho.

- Art. 38, III da CF – vide.

- Pena: art. 132, XII da Lei 8.112/90

- Regime sumário: art. 133 da Lei 8.112/90

9) Greve

a) Fundamento: art. 37, VII da CF.

b) Limite: no que couber, aplica-se as regras da Lei 7.783/89.

c) Reflexo: proibição de greve em caráter absoluto dentro da


administração pública, ainda mais quando se tratar de serviços
de caráter essencial.

d) destinatários: os servidores públicos em geral. Cuidado com o


art. 412, § 3º, IV da CF que proíbe que servidores públicos
militares entrem de greve. Servidores públicos civis integrantes
de carreiras da segurança pública também não podem entrar de
greve (art. 144 da CF).

- Vide RE 693456.

- Prazo: Lei 7.783/89 – art. 13 – observação do prazo mínimo de


72 horas entre a decisão tomada pela categoria em assembleia e
a efetiva paralisação.

10) Aposentadoria

- Art. 40 da CF.

a) natureza jurídica: natureza contributiva.


b) critério: tempo de contribuição.

c) extensão: art. 40, § 9º da CF.

d) destinatários: art. 40, caput – os servidores que sejam titulares


de cargos públicos em caráter efetivo ou permanente. Art. 40, §
13 da, se aposentam pelo regime geral da previdência.

e) modalidades de aposentadoria: art. 40, § 1º da CF – rol


exemplificativo.

- Aposentadoria por invalidez – agora se chama


incapacidade permanente para o trabalho.

- Aposentadoria Compulsória – tem como fato gerador o


atingimento da idade máxima constitucional. Hoje a idade
limite é de 75 anos.

- Aposentadoria Voluntária – o servidor toma a iniciativa


de se aposentar, caso preenchidos os requisitos.

- Homens: 10 anos de serviço público + 5 anos no


cargo + 65 anos de idade + 25 anos de contribuição.

- Mulheres: 10 anos de serviço público + 5 anos no


cargo + 62 anos de idade + 25 anos de contribuição.

- Abono permanência (abate teto): art. 40, § 19 da


CF – pode permanecer até a data limite de idade.
São aqueles que já preencheram os requisitos da
aposentadoria voluntária.

f) aposentadorias especiais: art. 40, § 4º da CF.

- Só podem existir através de Lei Complementar;

- Súmula Vinculante 33 do STF – aplicam-se ao servidor


no que couber as regras do regime geral de previdência
sobre aposentadorias especiais de que trate o art. 40, § 4º
da CF.

- Privilegiados pela aposentadoria especial:

a) Servidores portadores de necessidades especiais.


b) Atividades de risco – art. 144 da CF.

c) Atividades prejudiciais à saúde – agentes


químicos, físicos e biológicos.

c) Professores.

- Guardas Municipais – não tem direito a aposentadoria


especial – MI 6961 – STF, MI 6953 – STF.

g) Teto de aposentadoria para os inativos:

- é o mesmo que o dos servidores em atividade.

h) Acumulação

- Art. 40, § 6º da CF.

i) acumulação de vencimento e provento

- Art. 37, § 10 da CF.

- Regra geral: é proibido a acumulação de vencimento com


provento.

- Exceções: cargos acumuláveis na forma da constituição.

11) Regime disciplinar dos servidores (Lei 8.112/90)

a) Deveres – art. 116.

b) Proibições – art. 117.

c) Responsabilidade – art. 121 a 126.

- Extensão: esfera administrativa, civil e penal (art. 121).

- Cumulação e independência (art. 125).

- Exceção: art. 126.

- Perfil (art. 122) – sempre subjetiva (dolo ou culpa).

- Extensão aos herdeiros no limite da herança (art. 122,


parágrafo 3)

d) Penalidades (art. 127)


- Advertência, suspensão, demissão, cassação de aposentadoria, destituição
de cargo em comissão.

- As sanções precisam ser motivadas para possibilitar o contraditório (art.


128).

- Súmula 650 do STF.

e) Prescrição (art. 142)

- Demissão: 5 anos

- Cassação: 2 anos

- Advertência: 180 dias

- Contados a partir do conhecimento pelo administrador.

- Súmula 635 do STJ.

f) instrumentos para aplicação de penalidades

- sindicância (art. 145) – no máximo irregularidades com penalidade de


suspensão por 30 dias e advertência. Prazo de 30 dias prorrogáveis.

- processo administrativo disciplinar (art. 146) – qualquer tipo de


irregularidades.

- Abertura do PAD – é feito através de portaria;

- Inquérito administrativo – etapa de produção de provas;

- Julgamento

- Súmula 592 do STJ.

g) Pedido de revisão

- art. 164

- não tem prazo

- Não há que se falar em reformatio in pejus (art. 182)

h) processo sumário

- art.133 a 139.

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