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Eletrocardiograma: Potencial de Ação e Análise

O documento descreve os principais conceitos do potencial de ação e do eletrocardiograma. O potencial de ação nas células cardíacas envolve as fases de despolarização e repolarização, mediadas por canais iônicos. O ECG registra estas variações de potencial através de derivações pré-cordiais e periféricas, permitindo analisar a condução elétrica cardíaca.

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Karen Souza
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Eletrocardiograma: Potencial de Ação e Análise

O documento descreve os principais conceitos do potencial de ação e do eletrocardiograma. O potencial de ação nas células cardíacas envolve as fases de despolarização e repolarização, mediadas por canais iônicos. O ECG registra estas variações de potencial através de derivações pré-cordiais e periféricas, permitindo analisar a condução elétrica cardíaca.

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Eletrocardiograma

➢ C ap ac id ad e d e d e s p o l a riz a ç ão é fe it a p e l a
Pote ncial de ação → e q ua ç ão d e ne r ns t
➢ C a r ac t e r í st ic as d a s c e l u l a r d e p o t e nc i a l d e
ação
 Nó sinusal → canais de e ntrada
e spo ntâne a de sódio
 Fei xe de co nd ução → c anais de e ntrad a
e spo ntâne a de sódio ; canai s vo ltagem
depe nde nte s
 Musculo cardíaco → canais vo ltagem
depe nde nte

➢ O e st i m ul o i n ic i a no nó sino atrial
( d e se m b o c ad u r a d a v i a c a va s up e ri o r) e
s e p ro p ag a p e l o s 3 fe ix e s q ue e l e
o r ig i n a ;
➢ E ss e e s t im ul o c h e g a no nó á t r i o
v e nt r ic u l a r e d e p o i s v a i p a ra o f e ix e d e
hiss ➢ O pote ncial de ação inclui as fase s
 Aq ui o corre uma lent ific ação do de despolariz ação e de repo lariz ação .
i mp ulso – um ret ardo d a p assage m
elétrica ➢ A fase de de spo lariz ação, ou fase
 No mome nto que o i mpu lso c heg a 0 (zero ), co nsiste na e ntrada ráp ida de
no át rio ocorre a cont ração do íons de sód io ele vando o pote nci al
átrio dire ito e e squerdo e l é t r i c o d a c é l u l a d e —9 0 m V p a r a + 2 0
mV.
➢ F e i xe d e h i s s  fase 0 corresponde a onda R (ou
 Se ho uver qualquer p roblema na
complexo QRS) de uma célula
c o n d u ç ã o p e l o f e i xe d e h i s s p o d e miocárdico
ocorrer uma arrit mi a c ard íac a.
 O f e i xe d e h i s s s ã o t r ê s r a m o s , d o i s
➢ A repo lariza ção inclui a fase 1
( saída de ío ns de potássio ),
do lado e squerdo e um do lado
direito. ➢ a fase 2 (sa ída de potássio e
C é l ul a m io c á r d i c a e ntrada de ío ns de cálcio no intrace lular )
➢ F u nc io n a p o r p o l a r id ad e d e me m b r an a → fase de p lat ô
 Co nt ração mec ânic a c ard íac a
➢ C o nc e nt r aç ã o d e só d io m a io r fo r a d a  o ECG, a fase 2 corresponde ao
c é l ul a e d o p o t á ss io d e n t ro d a c é l u l a → segmento ST, que normalmente é
I S S O N A C E L U LA E M RE P O U S O isoelétrico.
➢ a fase 3 ( saída de pot ássio). A
saída de po tássio ce ssa quando o
pote nci al e létrico c ai p ara —9 0 mV
 A fase 3 corresponde à onda T do
ECG.

@Krennayara – MED UFMT


que registram o pote ncial e létrico e m re lação
– Repolarização rápida, quando ocorre uma
a um po nto de referê nci a te órico zero.
corrente maior de fluxo de K +
 V1 está localizado no 4º espaço
 Período refrat ário abso lto → te m intercostal, imediatamente a direita do
muito sódio de nt ro da célula e por esterno;
isso não é cap az de co nt rair
 V2 está localizado no 4º espaço
novame nte caso chegue um
e stimulo intercostal, imediatamente a esquerda do
 Bo mba sód io e potássio → jog a esterno;
sódio pra fora e puxa potássio pra  V3 é colocado entre V2 e V4;
de ntro  V4 é colocado no 5º espaço intercostal, na
➢ assim permanece ( fase 4 o u linha médio-clavicular esquerda;
r e p o u s o ) a t é o p r ó xi m o p o t e n c i a l d e a ç ã o .  V5 é colocado também no 5º espaço
intercostal na linha axilar anterior;
 V6 é colocado também no 5º espaço
intercostal na linha axilar média.

Po sic io name nto dos e let rodo s


➢ Deri vaçõe s periféricas


➢ DII LONGO é o me lhor p ara di ag no stic ar
arritmia
Unid ade s d a malha do eletroc ardiograma
➢ Deri vaçõe s preco rdi ai s
Unidade de Ashman
➔ ____→0, 04
SEGUNDOS
➔ I → 0,1 mV
 Este registro é
gravado em um p ape l
próp rio a uma ve loci dade
de 25 mm/s.

 O p ape l de ECG é formado por peq ueno s


➢ Deri vaçõe s P recordi ai s: são as deri vaçõe s q uadrado s de 1 mm. Cad a q uadrado
V1, V2, V3, V4, V5 e V6. peq ue no corre spo nde a duração de 0,04
segundo s o u 4 0 mi li ssegundo s ( ms) e
➢ S ã o c o l o c a d o s 6 e l é t r o d o s e xp l o r a d o r e s
amplitude de 0,1 milivo lt s (mV). Um
e m 6 po nto s no t órax anterior ( veja figura),
q uadrado grande é formado por 5
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quadrado s peque nos e co rre spo nde a
d uração de 0, 2 seg undo s ( 0,04 x 5)
I n t e r v al o P R

➢ D ura um quadrado quando o u 5


q uadradi nhos → 200ms o u 0,2 seg undo s
➢ P R é uma linha isoe létrica porque o s
pote nciais gerado s por e st as est rut uras
são pe que no s de mai s para produzir
volt age m detectável na superfície do
➢ Linha horizontal representa o tempo (1 mm = corpo co m a amp lifi cação no rmal.
0,04s) e a altura representa a amplitude ou
voltagem (esta relação depende da ➢ O segmento PR é a parte isoelétrica do ECG que vai desde
calibragem utilizada). o fim da onda P e o início do complexo QRS. O
comprimento do segmento PR corresponde ao tempo
entre o fim da ativação atrial e o começo da activação
Ondas do ECG ventricular.

➢ O intervalo PR inclui a onda P e o segmento PR,


Onda P corresponde ao tempo entre o início da activação atrial e
o início da activação ventricular
➢ A t iv a ç ão d o s át r io s → c o n t ra ç ão d e l e s ➢ Onda P + intervalo PR
➢ G e r al m e nt e o át r io d ir e i t o é at i v ad o ➢ Grande parte do segmento PR é determinada pela
a n t e s , se nd o e l a o so m at ó r io d a condução no nodo AV, pelo que o prolongamento do
contração dos dois. intervalo PR se deve, na maioria dos casos, bloqueios no

➢ A onda P é geralmente arredondada e nodo AV.

achada.

➢ Duração : a duração normal da onda P é


menor que 120 ms (ou 3 quadrados
pequenos).--> 3mm
➢ Amplitude : a altura ou amplitude da
onda P é ≤ 3mm
➢ A medição da onda deve ser feita a
onde ela é maior, mais ampla → ➢
geralmente DII ou V1
➢ Algumas condições clínicas podem
alterar a largura ou amplitude da onda P . I n t e r v al o QR S
O co mp le xo QRS do ECG rep rese nt a a
 No caso de aumento da massa
do átrio direito pode resultar no activação ou despo lariz ação dos
aumento da amplitude. vent rículos. Corre spo nde a fase 0 do
 No aumento do átrio esquerdo, pote ncial de acção de cada cé lula
pode resultar em alargamento mioc árdi ca individualme nte.
da onda

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A de spolarização do s ve ntrículo s
tradicionalmente se considera < 120 ms a duração normal
do QRS.
O c o m p l e xo Q R S é f o r m a d o p o r v á r i a s o n d a s
po sit ivas e neg ati vas repre se nt ad as por QRS. Po nto J →
➢ O nd a Q: é a pri meira o nd a neg ativa do ➢ É o que ta de slocado pra cima no
c o m p l e xo . S e s ó e xi s t e u m a o n d a n e g a t i v a supra de sni velame nto e p /bai xo no
( se m onda R), se de scre ve co mo comp le xo i nfra de sni ve lame nto
QS;
➢ O po nto J marca o fi nal do comp le xo
➢ Onda R: é a pri meira o nd a positiva do QRS e o início do seg me nto ST.
c o m p l e xo Q R S . S e n ã o e xi s t e o n d a n e g a t i v a Co rre sponde a fase 1 do pote ncial de
( s e m Q n e m S ) , o c o m p l e xo é d e s c r i t o c o m ação, e m que ocorre saída rápida de
o nda R; pot ássio da célula.
➢ Onda S: é a primeira o nda neg ativa ap ós a ➢ Inicio do intervalo QT
o nda R;
I n t e r v al o QT
➢ Se existe uma o nd a posit iva ap ós a ond a S, ➢ É medido de sde o início do comple xo QRS
será de scrit a co mo o nd a R’; até ao fi nal da o nd a T.
➢ As o ndas alt as são repre sent adas co m letra ➢ Este intervalo corre sponde às fases 0, 1, 2 e
maiú scula e ondas me nore s por letras 3 do potencial de ação. Na pre sença da o nda
minú sculas. U, e sta não deve ser incluída na medi ção.
 Só o nd a neg ati va que geralme nte é ➢ O intervalo QT é afet ado pe la fre quê ncia
i n f a r t o d o m i o c á r d i o e xc e t o a V R ( q s ) cardíaca.
 q RR’SS’ → Geralme nte bloque io de  É mais lo ngo quando a frequê ncia é
ramo baixa
 R que não cre sce nas p recordiais é  Mais curto quando a frequência é alt a.
uma zona elet ric ame nte i nat iva, po de  Por isso o intervalo QT deve se r
ser um infarto → d uas de rivaçõe s corrigido pe la fre quê ncia cardíaca
inativas co nsidera parte inativa
e letric ame nte – i sque mia.

Note que de acordo co m a derivação preco rdial


ocorre uma difere nça de o nda que é no rmal e
que de ve aco ntece.

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Frequê ncia cardíaca
 Fc = 1 500/ nú mero q uadrad i nhos

Q T c → I N TE R V A L O C O R R I G I D O

S e g me nt o S T
 Ent re as duas o ndas R -R te nho 20
➢ Não é me nsurável em duração, apenas
quadradinhos
p a r a c i m a o u p a r a b a i xo
 FC=1 500/20
➢ Alteração acima de 1, 5 mm e m 2 o u mais
 FC= 75 bpm
derivaçõe s co ntíg uas (derivações que
co ntinuam vi v2) deve m ser valoriz adas

O supra de snive lamento Ei xo elét rico


P ara de finir o ei xo elétrico do
➢ Infarto do miocárdio
coração, de senhe a ro sa do s ve nto s
➢ Pericardite
e o lha se a onda e st á po sitiva o u
➢ Bradic ardi a por vagoto mi a
negat iva p ara identificar a o nda e stá o vetor
e e m qual deri vação est á o ei xo elétri co –
O i nfra de snive lame nto
i nterp retar as de rivações peri féric as
➢ I sq ue mi a miocárdic a aVF → difásico o ei xo gera lmente é
➢ Taquicardia perpe ndicular a e le
Geralme nte o e i xo está localiz ado no
quadrando infe rior direito
ONDA T
O bedece a me sma po larid ade d a maior
de fle xão do e letrocardiog rama
T r a ça d o s e l e t ro c a rd io g ra m a
Te m 2 fase s → te m q ue ser assi métric a. Atividade elét rica se m p ulso
➢ -Asce nde nte lento ➢ O traçado do ECG existe mas não
➢ - De scendente ráp ido te m p ulso
➢ Tod a o nd a T si métric a é pato lógic a A s s is t o l i a
➢ O nd a T assi métric a não q uer dizer
livre de doe nça
Se mpre po siti va e m DII  Chec ar c abo s, g anho, de rivaçõe s
 Linha isoelét rica
Se mpre neg ativa e m aVR
 P arada cardíaca
Po laridade variáve l e m DIII, aVL e aVF
Po sitiva ou iso difásicas e m DI → FASE
B AV T
po siti va e neg ati va te m o mesmo t amanho
 Blo queio Atrio ve ntricular total ou de
ri tmo terceiro grau
Sinusal → P -QRS-T  Não te m p -qrs-t

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 P arece q ue tem doi s coraçõe s batendo,  estímulos atriais não chegarem aos
ri tmo atrial e vent ric ular desco mp assado ventrículos.
 Faz as set inhas pra c i ma e p ara baixa e
 acontece um alargamento progressivo do
observa se não ho uve r me sma
intervalo PR seguido de uma supressão de um
frequência ent re elas sig nifica que o
bati me nto e stá desco mp assado. complexo QRS (fenômeno de Wenckebach).
 Indicação de marcap asso  Sendo assim, conseguimos ver um
“prenúncio” de que o bloqueio vai
acontecer, mas há obrigatoriamente
presença de complexo QRS no próximo
ciclo.

B i g e m i n i sm o
 É q uando você tem um bati me nto no rmal
seguido por uma extrassístole 
 Pode re sult ar na re sult ar na diminuição da
pre ssão pro redução do débito cardíaco

B l o q u e io AV 2 g r a u Mo b it z W e nc k e b a c h II
 Ve m regular, p arece sinusal – ai peg a e
bloqueia
 Não é reg ular, t a faltando ;
 o intervalo PR está aumentado, porém de
modo fixo. Ou seja, em todos os ciclos ele
vai se apresentar com o mesmo tamanho,
associado à supressão de um complexo
QRS (bloqueio). O complexo QRS poderá
estar alargado (maior que 120 ms).

B r ad i c a r d i a
 Riti mo mais le nti fic ado -bai xa fre que ncia
c ard íac a, abai xo de 50
B l o q u e io AV 2 g r a u Mo b it z W e nc k e b a c h I  Pode ser sinusal
 O p vai se dist anciando do qrs até ter um
bati me nto atri al no cond uzi do → até o
mo mento que não te m qrs

@Krennayara – MED UFMT

F i b r il a çã o ve n t r ic ul a r
Est a e m p arada – não te m co ntração
vent ricular e fetiva.
E x t ra s sí st o l e s u p ra - v e nt r ic ul a r

 Ve m de ci ma do ve ntríc ulo – logo te m


que ser de se ncadeada por uma o nda
p arecida com a P
 O lha o nde q uebra o riti mo

Enquanto t a fibrilando tem que da choque



F l ut t e r at r i al
 Serrialhdo de linha de base org aniz ado
E x t ra s sí st o l e v e nt r ic ul a r  O qrs regular
 Quant as serrilhado s são nece ssário s p ara
causar uma co ntração vent ricular

N ã o t e m Te m a o n d a T c o m o d e s e n c a d e a n t e

P a u s a a t r i al

F i b r il a çã o a t r i al
 Serrilhado de linha de base
 Não te m co mo fazer a freq uê nci a pelo
eletro
 Fibrilação pode se r co m bradicardia o u
co m t aquicardia;  Nó sinusal e squece de bater
 É benigna se fo r po ucas durante o e letro

@Krennayara – MED UFMT


T aq u ic a rd i a v e nt r ic ul a r mo n o mó r f ic a
R i t im o s i n us al no r m al

 Quando co nseguimo s i dent ific ar um qrs


ALARGADO co m t aquicardia, mas te m a
me sma forma
 Me sma morfo logi a na me sma deri vação
 Pode ser co m p ulso ou co m p ulso

T aq u ic a rd i a s i n u s al

T aq u ic a rd i a v e nt r ic ul a r p o l i mo r f ic a
 É quando o bati me nto do coração est a
acima de 1 00, est resse  Te m uma org aniz ação -aume nt a e
diminui
T aq u ic a rd i a s u p ra ve n t r ic ul a r
 QRS e streito e geralmente não consegue
ide ntificar o nda T
 São be m reg ulare s

W o l f – P a rk i ns o n w h it e

@Krennayara – MED UFMT


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