RELATÓRIO DE APURAÇÃO PRÉVIA
CONSELHO CONSULTIVO DO CONDOMÍNIO NOVE – SETOR TOTAL VILLE (QUADRA 206)
Trata-se de relatório de apuração prévia com o objetivo de averiguar fatos relacionados à
gerência da empresa SEVEN CORPORAÇÕES LTDA junto ao Condomínio da Qd. 206 (Setor
Total Ville – Condomínio Nove).
A partir de notícias de supostas práticas irregulares, de supostas inconsistências nas
prestações de contas já realizadas e aprovadas, e, de suposta administração não
conveniente ao Condomínio, detectou-se a ocorrência de condutas que, aparentemente,
afrontam o ordenamento jurídico brasileiro e aos bons costumes, não servindo, portanto,
aos condôminos desta Quadra.
A partir das análises feitas e documentação averiguada, este Conselho Consultivo emite,
em unanimidade, parecer favorável à destituição da empresa SEVEN CORPORAÇÕES LTDA
do cargo de síndica deste Condomínio e, consequente, encaminhamento de todo este
acervo probatório para providências pelas correspondentes autoridades públicas e quem
mais de direito possa interessar.
É o parecer.
Santa Maria/DF, 21 de outubro de 2023.
SECRETÁRIO EXECUTIVO DO CONDOMÍNIO (TIAGO MACHADO DA SILVA)
Em meados de setembro, a empresa Síndica, por meio do sr. Marcos Paulo, requereu a este
Conselho a dispensa do funcionário Tiago Machado da Silva dos quadros de empregados da Quadra 206.
A empresa síndica justificou que desejava oferecer um emprego de gerente administrativo e
operacional ao funcionário nos quadros da Seven Corporações Ltda.
Este Conselho negou a dispensa do funcionário Tiago Machado. Depois da negativa de dispensa,
em 15 de setembro de 2023, este Conselho foi informado que o profissional Tiago Machado da Silva
teria uma nova função, agora, como coordenador administrativo e operacional do condomínio.
Em 03 de outubro de 2023, este Conselho tomou conhecimento que o funcionário Tiago Machado
da Silva, na verdade, tinha sido remanejado para a Qd. 101, para cobrir o afastamento médico e
posterior licença maternidade da gerente administrativa Thatielle Sousa, contratada e registrada pela
Qd. 101.
Apurou-se, assim, que o funcionário da Qd. 206, contratado e pago pela Qd. 206, estaria
cumprindo afastamento médico e posterior licença-maternidade de funcionária da Qd. 101.
Imediatamente à constatação, em 04 de outubro de 2023, este Conselho requereu a reintegração
do funcionário Tiago Machado da Silva, ao posto de secretário executivo da Quadra 206.
A empresa Seven falsamente tentou manchar a boa reputação do profissional dizendo que o
funcionário Tiago Machado havia concordado com um fantasioso desligamento deste Condomínio para
ser empregado em uma inexistente função de coordenador administrativo nos quadros da Seven
Corporações Ltda.
O funcionário Tiago Machado foi indagado por este Conselho e comprovou que jamais aceitou o
novo emprego oferecido pela Seven Corporações Ltda.
A empresa Seven afirmou que cancelaria uma inexistente dispensa do funcionário junto ao
Condomínio, bem como o dispensaria do emprego junto à Seven Corporações já registrado em Carteira.
Em 05 de outubro de 2023 o profissional Tiago Machado da Silva foi reintegrado aos quadros de
funcionários da Qd. 206. Informe-se que o funcionário Tiago Machado, desde sua reintegração, vem
sendo vítima de assédio moral, com funções restritas de atendimento aos condôminos num sistema de
“chat” oferecido pela empresa síndica, assim como lhe foram retirados todos os acessos aos sistemas e
arquivos do Condomínio.
Em 11 de outubro de 2023, este Conselho e o funcionário foram surpreendidos com uma falsa
anotação em carteira de trabalho com a inclusão de contratação retroativa no cargo de gerente
administrativo da empresa Seven. A anotação com a inclusão do novo emprego ocorreu em 11 de
outubro de 2023, ou seja, 06 (seis) dias depois de exigida a reintegração do funcionário ao quadro de
funcionários da Qd. 206.
Este Conselho solicitou toda documentação de registro trabalhista DOS FUNCIONÁRIOS
CONTRATADOS PELO CONDOMÍNIO, COM SEUS RESPECTIVOS CARGOS E ATUALIZAÇÕES, por
documento oficial, havendo recusa da empresa em fornecer toda documentação no prazo dado
(16/10/2023).
Situação documentada pelos comprovantes anexos:
1. Msg (reintegração do Tiago);
2. Msg (reintegração do Tiago);
3. Msg (reintegração do Tiago);
4. Msg (reintegração do Tiago);
5. Msg (reintegração do Tiago);
6. Msg (reintegração do Tiago);
7. Msg (reintegração do Tiago);
8. Msg (reintegração do Tiago);
9. Doc. de reintegração do Tiago;
10. Doc. de rescisão do Tiago;
11. Anotação em CTPS do Tiago.
COORDENADOR ADMINISTRATIVO E OPERACIONAL DA SEVEN CORPORAÇÕES
(JEFFERSON ALVES PEREIRA)
Quando do remanejamento NÃO AUTORIZADO do funcionário Tiago Machado da Silva, a empresa
Seven colocou no posto de secretário executivo desta Quadra, o profissional JEFFERSON ALVES PEREIRA.
Chegou ao nosso conhecimento que o funcionário Jefferson estava trabalhando como secretário
executivo da Qd. 206, sem qualquer qualificação comprovada para a função e beneficiado pelo programa
de assistência social denominado SEGURO DESEMPREGO.
A empresa Seven foi questionada acerca da situação funcional do prestador de serviços e limitou-
se a informar que o profissional Jefferson era o novo coordenador administrativo e operacional da Seven
e que cumpriria suas funções neste Condomínio ainda que contra a vontade deste Conselho.
Até a presente data não temos qualquer informação detalhada acerca da situação do funcionário
Jefferson Alves.
Este Conselho solicitou toda documentação de registro trabalhista DOS FUNCIONÁRIOS
CONTRATADOS PELO CONDOMÍNIO, COM SEUS RESPECTIVOS CARGOS E ATUALIZAÇÕES, por
documento oficial, havendo recusa da empresa em fornecer toda documentação no prazo dado
(16/10/2023).
Situação documentada pelos comprovantes anexos.
13. Ofício de apresentação do Jefferson.
DEPARTAMENTO JURÍDICO DA SEVEN CORPORAÇÕES LTDA (ASSEJUR)
Quando da eleição da empresa Seven, em maio de 2021, foi informado a este Condomínio,
conforme aprovação pelos condôminos em assembleia, que a síndica profissional teria corpo jurídico
próprio e que o condomínio, por ter “adquirido” o pacote gerencial, teria custos mais acessíveis com a
assessoria jurídica devendo desembolsar a quantia mensal de R$2.200,00 (dois mil e duzentos reais)
para pagamento de honorários advocatícios pela assessoria jurídica.
Em diversas oportunidades, este Conselho solicitou informações sobre o advogado do Condomínio
e sempre obteve como resposta que a assessoria jurídica prestada pela ASSEJUR cumpria todos os
requisitos legais e o advogado responsável era o advogado GEORGE MARIANO DA SILVA.
Em 03 de outubro de 2023, este Conselho tomou conhecimento de que a “ASSEJUR” é
completamente ilegal.
A ASSEJUR é um “departamento” da Seven Corporações Ltda que presta serviços jurídicos ao
Condomínio.
Em apuração mais detida, constatou-se que a ASSEJUR tem o mesmo CNPJ da empresa Seven
Corporações, inclusive, emite nota fiscal, com mesmo número de CNPJ da Seven, e tem logotipo própria.
Pois bem, assessoria jurídica somente pode ser prestada por advogados e/ou escritórios de
advocacia inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil.
Somente profissionais habilitados podem prestar assessoria jurídica; somente profissionais
habilitados negociam e recebem honorários advocatícios.
A ASSEJUR faz cobranças extrajudiciais; confecciona pareceres jurídicos; analisa processos judiciais;
cobra e recebe honorários advocatícios; emite boletos para recebimento de honorários de sucumbência;
firma acordos extrajudiciais de dívidas condominiais; presta atendimento jurídico no chat da empresa
Seven, dentre outras práticas proibidas por lei.
Concluiu-se, assim, que a ASSEJUR é um departamento ilegalmente instalado e em funcionamento
pela Seven Corporações Ltda.
Referida ilegalidade já foi noticiada às autoridades policiais, assim como ao Tribunal de Ética e
Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil.
Irregularidades verificadas nos documentos anexos a este relatório e entregues para apuração
pelas autoridades policiais (boletim de ocorrência de n.º 7.359/2023-0) e informação repassada ao
Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/DF.
Documentos comprobatórios anexos:
14. Boletim de ocorrência policial n.º 7.359/2023-0;
15. Nota fiscal ASSEJUR;
16. Nota fiscal ASSEJUR;
17. Recibo ASSEJUR;
18. Recibo ASSEJUR;
19. Recibo ASSEJUR;
20. Recibo ASSEJUR;
21. Representação ao TED/OAB;
22. Boletos de cobrança de honorários de sucumbência;
23. Termos de acordo em que fixados honorários de sucumbência.
ADVOGADO GEORGE MARIANO DA SILVA
Quando da análise dos livros contábeis da secretaria deste Condomínio, em 04 de outubro de
2023, verificou-se que todas as assinaturas do advogado George Mariano da Silva são grosseiramente
divergentes.
Constatou-se, também, que foram feitas citações do nome e número de OAB do advogado sem
qualquer assinatura, seja eletrônica, seja manuscrita.
As divergências nas assinaturas do profissional foram apontadas e noticiadas às autoridades
policiais e à Ordem dos Advogados do Brasil.
Divergências verificadas nos documentos anexos a este relatório e entregues para apuração pelas
autoridades policiais (boletim de ocorrência de n.º 7.359/2023-0).
Documentos anexos:
14. Boletim de ocorrência de n.º 7.359/2023-0;
24. Imagem da assinatura do advogado George Mariano da Silva;
25. Imagem da assinatura do advogado George Mariano da Silva;
26. Imagem da assinatura do advogado George Mariano da Silva;
27. Imagem da assinatura do advogado George Mariano da Silva;
28. Imagem da assinatura do advogado George Mariano da Silva.
COBRANÇA DE HONORÁRIOS DE CONDÔMINOS AGRACIADOS COM GRATUIDADE DE
JUSTIÇA
Este Conselho tomou conhecimento de que o sr. Marcos Paulo (usando de pseudônimo “Paulo”),
que não é advogado, cobrou honorários e condicionou o fim de um processo de execução ao pagamento
de honorários de um condômino agraciado judicialmente com a gratuidade de justiça.
No fim de agosto/início de setembro, foi determinada, judicialmente, a avaliação e penhora de
uma unidade com débitos superiores a R$9.000,00 (nove mil reais).
O condômino executado conseguiu os recursos necessários para saldar o débito e procurou a
administração do condomínio para tanto.
O sr. Marcos Paulo tomou para si a negociação, atualizando valores devidos com estipulação e
cobrança de honorários.
O sr. Marcos Paulo foi alertado pelo advogado que assinou o processo sobre a proibição de se
cobrar honorários do executado pois ele era beneficiário da gratuidade de justiça, além de não ser
advogado e não poder realizar esse tipo de negociação.
O sr. Marcos Paulo, inclusive, afirmou veementemente que a extinção do processo ocorreria num
prazo de 10 (dez) dias úteis. Fomos certificados que resultados, prazos e trâmites processuais não
podem ser garantidos por advogados, imagina por quem não é advogado.
O advogado responsável pelo processo de execução do condômino, imediatamente intercedeu e
avisou ao sr. Marcos que não poderia haver aquela cobrança de honorários.
O sr. Marcos Paulo respondeu ao advogado dizendo que “sabia que não poderia cobrar honorários,
mas não ia perder a oportunidade”.
O advogado do processo comunicou ao sr. Marcos Paulo que aquela conduta seria levada para
apuração pelas autoridades competentes e assim nos comprovou que o fez.
Os fatos aqui apurados podem ser comprovados nos autos do processo n.º 0711202-
62.2022.8.07.0010 e boletim de ocorrência policial de n.º 6.519/2023-1, registrado em 12 de setembro
de 2023, com anexos integrantes da ocorrência.
Documentos anexos:
29. Decisão que concedeu gratuidade (processo n.º 0711202-62.2022.8.07.0010);
30. Boletim de ocorrência policial de n.º 6.519/2023-1;
31. Anexo do boletim de ocorrência policial n.º 6.519/2023-1;
32. Anexo do boletim de ocorrência policial n.º 6.519/2023-1;
33. Anexo do boletim de ocorrência policial n.º 6.519/2023-1;
34. Anexo do boletim de ocorrência policial n.º 6.519/2023-1;
35. Anexo do boletim de ocorrência policial n.º 6.519/2023-1;
36. Anexo do boletim de ocorrência policial n.º 6.519/2023-1;
37. Anexo do boletim de ocorrência policial n.º 6.519/2023-1;
38. Anexo do boletim de ocorrência policial n.º 6.519/2023-1;
39. Anexo do boletim de ocorrência policial n.º 6.519/2023-1;
40. Anexo do boletim de ocorrência policial n.º 6.519/2023-1;
41. Anexo do boletim de ocorrência policial n.º 6.519/2023-1;
42. Anexo do boletim de ocorrência policial n.º 6.519/2023-1;
43. Anexo do boletim de ocorrência policial n.º 6.519/2023-1;
44. Anexo do boletim de ocorrência policial n.º 6.519/2023-1;
45. Anexo do boletim de ocorrência policial n.º 6.519/2023-1;
46. Anexo do boletim de ocorrência policial n.º 6.519/2023-1;
47. Anexo do boletim de ocorrência policial n.º 6.519/2023-1;
48. Anexo do boletim de ocorrência policial n.º 6.519/2023-1;
49. Anexo do boletim de ocorrência policial n.º 6.519/2023-1;
50. Anexo do boletim de ocorrência policial n.º 6.519/2023-1;
51. Anexo do boletim de ocorrência policial n.º 6.519/2023-1;
52. Anexo do boletim de ocorrência policial n.º 6.519/2023-1;
53. Anexo do boletim de ocorrência policial n.º 6.519/2023-1;
54. Anexo do boletim de ocorrência policial n.º 6.519/2023-1;
55. Anexo do boletim de ocorrência policial n.º 6.519/2023-1;
56. Anexo do boletim de ocorrência policial n.º 6.519/2023-1;
57. Anexo do boletim de ocorrência policial n.º 6.519/2023-1;
58. Anexo do boletim de ocorrência policial n.º 6.519/2023-1;
59. Anexo do boletim de ocorrência policial n.º 6.519/2023-1.
RECEBIMENTO DE VALORES DE DÍVIDAS CONDOMINIAIS POR ADVOGADO
As dívidas condominiais de uma unidade habitacional desta Quadra foram cobradas judicialmente,
em uma ação de execução.
Neste processo foi marcada uma audiência de conciliação.
Em audiência de conciliação, condômino e o Condomínio, representado pelo sr. Marcos Paulo,
fizeram um acordo em que o morador poderia pagar o total devido de forma parcelada.
Referido parcelamento NÃO CONSIDEROU a atualização monetária, muito menos a incidência dos
juros legais, ou seja, o sr. Marcos Paulo concedeu um desconto não autorizado em assembleia e, ainda,
combinou que o pagamento de entrada do acordo fosse feito em favor do advogado que fez a audiência.
Frisando, o advogado que fez a audiência recebeu em sua conta bancária pessoal, valor superior a
R$2.000,00 (dois mil reais) e até a presente data não temos a informação acerca do repasse dessa
quantia ao Condomínio.
Referida situação pode ser verificada nos autos do processo n.º 0704641-85.2023.8.07.0010.
Documentos anexos:
60. Ata de audiência de conciliação em que fixado acordo com entrada em favor do advogado;
61. Comprovante de pagamento efetuado em favor do advogado.
NOTEBOOK DO CONDOMÍNIO
Foi noticiado a este Conselho que o computador denominado Notebook Acer, cor prata, modelo
A515-52-56A8, número de série NXHDAAL0029496FCC9501, SND84261844495, foi apreendido pela
Polícia Civil do Distrito Federal para ser periciado.
Quando indagado acerca deste bem ao sr. Marcos Paulo, em 03 de outubro de 2023, foi dito a este
Conselho que o notebook tinha sido enviado para formatação e reparo.
O Boletim de Ocorrência policial em que constante a informação de apreensão do notebook para
perícia tem como data de registro o dia 12 de setembro de 2023.
Em 14 de setembro de 2023, o sr. Marcos Paulo foi informado pelo profissional que estava com a
posse do notebook que o bem havia sido apreendido e ainda assim omitiu a informação para este
Conselho.
Ou seja, em meados de setembro de 2023 o notebook do Condomínio foi apreendido para perícia
e em 03 de outubro de 2023 o sr. Marcos Paulo falou em reunião gravada por este Conselho que o
computador havia sido enviado para formatação e reparo.
Em 04 de outubro de 2023, depois de indagado sobre o paradeiro do bem, a empresa síndica
notificou determinado profissional requisitando a entrega do notebook na secretaria deste Condomínio.
É importante esclarecer que qualquer bem do Condomínio somente poderia ser entregue em
empréstimo, a qualquer título ou justificativa, se houvesse autorização em assembleia ou, no mínimo,
por este Conselho.
Esclareça-se que JAMAIS houve qualquer autorização para empréstimo do computador do
Condomínio para quem quer que fosse.
Situação comprovada pelos documentos anexos.
Documentos anexos:
62. Mensagem informando que o computador do condomínio foi apreendido;
63. Notificação enviada pelo condomínio;
30. Boletim de ocorrência policial de n.º 6.519/2023-1.
GERENTE THATIELLE SOUSA NASCIMENTO
A Thatiele assinava o livro como gerente aqui. Entretanto ela não era presente aqui é para piorar
ela é registrada pela Qd. 101, então como uma pessoa que é registrada lá assinava uma prestação de
contas aqui? Ela era contratada pela Seven também? Cadê esse registro?
A função gerencial abrangia todas as tarefas exercidas por um secretário executivo, além de fazer
compras de materiais, abrir ordens de serviços; fazer as escalas de limpezas; fazer cronogramas; instruir
os funcionários; atender os moradores; resolver conflitos entre os condôminos etc.
Em assembleias virtuais, nesses últimos meses, é possível apontar uma única vez que ela
participou? Nessa última assembleia para aprovação de previsão orçamentária ela estava presente? Se
ela é a gerente do condomínio e representa a empresa era interessante a presença dela nas assembleias
de previsões orçamentárias.
Isso mostra a ausência de um gerente, isso mostra que a função gerencial era exercida por outro
funcionário (Tiago Machado).
Esse valor salarial era recebido pela Seven por quê? Mesmo sendo ausente o exercício da função
dela, por que o depósito não era feito da conta da funcionária?
Se ela é funcionária da Seven, o repasse foi feito a ela? Já que ela assinava os livros como gerente,
tinha conhecimento do valor a ser recebido pelo exercício da função? Ela é gerente da Seven
(registrada), assim como falsamente foi colocado na carteira do funcionário Tiago Machado? Se sim,
cadê o contrato em carteira dela como gerente administrativa da Seven e a data de início de seu
exercício na função?
Cadê o extrato de pagamento mensal da empresa que deveria ser enviado para a funcionária pelo
cargo de gerente? Se o valor é depositado na conta da Seven esse valor tem que ser repassado a
funcionária em seu exercício, que, vale lembrar novamente, é um exercício fantasma, visto que ela não
trabalhava no condomínio nem de forma integral e nem esporádica.
Levando em consideração o salário em balancete, no valor de R$ 3.300,00 (três mil e trezentos
reais), para o exercício da função de gerência e colocando em média um ano de repasse ou não a
funcionária, a funcionária declarou o ganho patrimonial médio de R$ 39.600,00 (trinta e nove mil e
seiscentos reais) no ano de 2022?
Documentos anexos:
64. Thatielle Sousa Nascimento assinando como gerente da Qd. 206;
65. Nota fiscal de pagamento para gerenciamento administrativo e operacional.
CESSÃO DE MÃO DE OBRAS PELO SISTEMA SIMPLES
A empresa síndica foi demandada em uma ação judicial para efetuar o pagamento de valores
celebrados contratualmente com a empresa DF Service.
O condomínio, representado pela empresa síndica, deixou de pagar valores contratualmente
acertados sob a alegação de que a empresa DF Service não podia ceder mão de obra (intermediar a
prestação de serviços de secretária Aline Paixão) por ser optante do regime tributário do Simples
Nacional.
Em consulta à situação cadastral do CNPJ da empresa Seven Corporações Ltda., apurou-se que a
síndica profissional NÃO PODE CEDER MÃO DE OBRA, seja com o suporte de coordenador/gerente
administrativo, seja como atendentes de chat, por também ser optante do sistema SIMPLES NACIONAL.
Resta-nos lembrar que a empresa síndica disponibiliza serviço de atendimentos aos condôminos
por meio das funcionárias Sara Gabrielle, Débora Leite, assim como atribuiu a coordenação operacional
e administrativa ao empregado de nome Jefferson Alves.
Empresas optantes do sistema SIMPLES são legalmente IMPEDIDAS de ofertar cessão de mão de
obras. A empresa Seven Corporações Ltda não pode oferecer os serviços de atendimento ao condômino
como o faz pelas empregadas Sara e Débora, bem como não pode oferecer os serviços de coordenação
administrativo e operacional pelo empregado Jefferson Alves.
Situação documentada pelos comprovantes anexos.
Documentos anexos:
66. Comprovante de inscrição no SIMPLES NACIONAL.
67. Explicação da empresa Seven sobre prestação de serviços para o condomínio.
FALTA DE AUTORIZAÇÃO PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE GESTÃO CONDOMINIAL
Em pesquisa de situação cadastral da inscrição da empresa SEVEN CORPORAÇÕES LTDA. junto ao
Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas, apurou-se que a síndica profissional deste Condomínio não tem
a delimitação legal para atuar como gestora de condomínios edilícios.
A empresa Seven não pode, inicialmente, prestar a atividade de gestão/administração de
condomínios por inexistir inscrição autorização nos quadros da CNAE.
“Somente com a indicação de uma CNAE na Ficha Cadastral de Pessoa Jurídica (FCPJ) junto à
Receita Federal é possível obter o CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica)1.”
“O que é CNAE? CNAE, sigla de Classificação Nacional de Atividades Econômicas, é um
procedimento que busca padronizar, em todo o território nacional, os códigos de atividades econômicas
e os critérios de enquadramento usados pelos mais diversos órgãos da administração tributária do
Brasil. Ou seja, serve para delimitar quais operações você pode fazer e de qual segmento sua empresa
faz parte. A CNAE é aplicada a todos os agentes econômicos que se encaixam na produção de bens e
serviços. Isso inclui empresas e organismos públicos ou privados, estabelecimentos agrícolas, instituições
sem fins lucrativos e até mesmo agentes autônomos (pessoa física).”2
Situação documentada pelos comprovantes anexos.
Documentos anexos:
68. Lista de autorizações CNAE.
1
Disponível em [Link] Acesso em 19 de outubro de 2023.
2
Disponível em [Link] Acesso em 19 de outubro de 2023.
CONCESSÃO DE DESCONTOS NÃO AUTORIZADOS PARA CONDÔMINOS COM PROCESSOS
DE EXECUÇÃO AJUIZADOS
Este conselho tomou conhecimento de que a gestora deste Condomínio, SEVEN CORPORAÇÕES, na
pessoa do sr. Marcos Paulo, sem autorização legal ou assemblear, concedia descontos em dívidas
condominiais, longos parcelamentos e abatimento/congelamento de juros dos débitos, principalmente,
em valores cobrados em processos de execução.
Em análise, por amostragem, de processos de execução de débitos condominiais, este Conselho
apurou que foram dados descontos não autorizados em dívidas condominiais judicialmente cobradas;
houve congelamento de valores devidos (o débito era parcelado em considerável número de prestações
sem qualquer incidência de correção monetária e juros legais); e parcelamentos superiores a 12 (doze)
meses sem qualquer autorização legal ou assemblear.
É claramente verificável que as concessões de descontos, não incidência de correção monetária
e/ou juros legais beneficiavam apenas alguns condôminos.
A concessão destas benesses não autorizadas pode ser verificada nos acordos anexos a este
relatório, que foram determinantes para os pedidos de extinção, por exemplo, dos processos de
execução de nºs 0711197-40.2022.8.07.0010; 0711207-84.2022.8.07.0010; e 0704641-
85.2023.8.07.0010.
Documentos anexos:
69. Acordo processo n.º 0711197-40.2022.8.07.0010;
70. Acordo processo n.º 0711207-84.2022.8.07.0010;
71. Acordo processo n.º 0704641-85.2023.8.07.0010.
INADIMPLENTES VOTANTES
Este conselho tomou conhecimento na data de 14/10/2023, que um proprietário(a), vem cobrando
ao financeiro da empresa SEVEN um boleto de novembro de 2021 que não foi pago, contudo o
proprietário(a) mantem suas taxas condominiais em dia, tal solicitação perpetua de 01/06/2023 até o
presente, onde a empresa encaminha um boleto sem validação do banco BRB, no qual não consegue
efetuar o pagamento, todavia o proprietário(a) mesmo com a pendencia, continua votando nas
deliberações que são de interesse da administradora SEVEN.
Situação documentada pelos comprovantes anexos.
Documentos anexos:
72. Lista de presença com assinatura de votantes inadimplentes;
73. Situação de inadimplência confirmada por condômino votante.
Brasília, DF 21 de Outubro de 2023
Samuel Mesquita Tatiana Pinheiro André Clemente
Conselho Consultivo Conselho Consultivo Conselho Consultivo e Fiscal