Plano Municipalde Saneamento Basico Prognostico
Plano Municipalde Saneamento Basico Prognostico
BÁSICO
PMSB
DO MUNICÍPIO DE TRÊS PONTAS - MG
1
TERCEIRA ETAPA
PROGNÓSTICO
JULHO DE 2015
2
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO
2. METODOLOGIA ADOTADA
3. PROJEÇÃO POPULACIONAL
3.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS
3.2 MÉTODOS DE ESTIMATIVA POPULACIONAL
3.3 POPULAÇÃO NO MUNICÍPIO
3.4 PROJEÇÃO POPULACIONAL PARA O MUNICÍPIO
7. ANEXOS
8. RELATÓRIO FOTOGRÁFICO
4
1. INTRODUÇÃO
O ato de planejar consiste, portanto, em partir desse estado presente do objeto para definir o
estado futuro desejado.
Para melhor visualização da estrutura definida para o PMSB de Três Pontas, dividida em
produtos que abordam, cada um, temas específicos, foi elaborado o FLUXOGRAMA apresentado a
seguir:
5
DIAGNÓSTICO PROJEÇÕES
D
I ESTUDO
A POPULACIONAL
G
N P2
O
S
T DEMANDAS DEMANDAS
I
C
O
CENÁRIOS
P
R
O
G TENDENCIAL POSSÍVEL IDEAL
N
Ó
P3
S
T UNIVERSALIZAÇÃO
I
C
O
ESCOLHA DO CENÁRIO
C
O
N MECANISMOS DE CONTROLE
T P5
R
O
L
E
6
2. METODOLOGIA ADOTADA
Projeção Populacional
As projeções populacionais têm como principal propósito subsidiar os planejadores, tanto das
esferas públicas quanto dos setores privados, na delimitação de cenários futuros de atuação e na
formulação de políticas de curto, médio e longo prazo.
A projeção populacional foi a base para a construção dos cenários alternativos de metas e
demandas do Plano Municipal de Saneamento Básico de Três Pontas. Foram adotadas projeções
existentes de órgãos oficiais ou de estudos correlatos de prestadores de serviço.
A projeção abrangeu toda a área de planejamento das ações e foi desenvolvida para um
horizonte de 20 anos, no período compreendido entre 2015 e 2035, devendo ocorrer a primeira
revisão e atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico de Três Pontas em 2019.
8
3. PROJEÇÃO POPULACIONAL
9
População Urbana da População Rural
Ano
Sede (hab) (hab)
1991 33.631 12.201
2000 40.670 10.354
2007 43.966 8.155
2010 46.280 7.580
Fonte: IBGE – Dados dos Censos Demográficos
Em 2007, houve apenas contagem da população, não sendo os dados tão precisos e
confiáveis como naqueles anos em que foi realizado censo demográfico.
Para os anos em que houve censo, ou seja, 1991, 2000 e 2010 a população de Três Pontas
foi de 33.631, 40.670 e 46.280 habitantes, respectivamente. As taxas geométricas anuais de
crescimento foram de 2,13% para o período de 1991/2000, 1,72% para o período de 2000/2007 e
1,12% para o período de 2007/2010.
Os últimos dados censitários no Brasil têm indicado uma tendência geral de redução nas
taxas anuais de crescimento populacional. O município de Três Pontas não foge a esta tendência,
sendo observada uma taxa declinante no crescimento populacional.
Para os anos de 1991, 2000, 2007 e 2010 a população rural de Três Pontas foi de 12.201,
10.354, 8.155 e 7.580 habitantes, respectivamente. O êxodo rural é irreversível e crescente no
município. A mecanização agrícola e a abertura de crédito para construção de unidades
habitacionais, através dos programas do governo, são os principais fatores que trazem o homem do
campo para a cidade. Porém optou-se pela inclusão da zona rural nos cenários normativos
escolhidos para este plano uma vez que as normas previstas são de universalização dos quatro
serviços hora abordados. Outro fato que induziu a inclusão da zona rural neste trabalho foi o
atendimento as reinvindicações da população que foram expostas nas diversas reuniões
participativas realizadas durante a elaboração deste plano.
No que diz respeito à população devem ser considerados dois itens fundamentais, quais
sejam, a população atual e a evolução desta mesma população ao longo do alcance do plano.
O alcance do Plano foi definido para 20 anos e a seguir está demonstrada a estimativa da
evolução da população urbana de Três Pontas, ao longo deste tempo previsto.
Para a estimativa da população foram utilizados quatro diferentes métodos algébricos de
projeção: as projeções, aritmética e geométrica e os métodos da taxa decrescente de crescimento e
do crescimento logístico. Os dois últimos impõem a necessidade de populações de no mínimo três
períodos distintos, sendo que o último impõe ainda que os dados sejam eqüidistantes no tempo.
Esse motivo somado à necessidade de se ter anos mais espaçados entre si levou à escolha dos
anos de 1991, 2000 e 2010.
10
Projeção Aritmética
O coeficiente Ka de crescimento é calculado da seguinte forma:
P P0 46.280 33.631
Ka 2 665,73
t2 t0 2010 1991
Projeção Geométrica
Cálculo do coeficiente e da população:
ln P2 ln P0 ln 46.280 ln 33.631
Kg 0,017
t2 t0 2010 1991
K g ( t t0 )
Pt P0 e 33.631 e 0,017(t 1991)
Crescimento Logístico
Verificação do atendimento ao pressuposto para utilização da equação do crescimento logístico:
Dados censitários eqüidistantes no tempo: OK (espaçamento entre os dados de 09 e 10
anos);
P0 < P1 < P2: 33.631 hab < 40.670 hab < 46.280 hab – OK;
P0.P2 < P12: 33.631 . 46.280 < 40.6702 →[Link] < [Link] – OK.
Equação da projeção:
11
Ps 57.124
Pt Kl ( t t0 )
1 c e 1 0,699 e 0,055(t 1991)
Projeções Populacionais
População
Ano
Aritmética Geométrica Decrescente Logística
2000 39623 39122 40835 40023
2001 40288 39785 41484 40670
2002 40954 40459 42108 41302
2003 41620 41144 42707 41919
2004 42286 41842 43281 42521
2005 42951 42551 43833 43107
2006 43617 43272 44363 43676
2007 44283 44005 44872 44230
2008 44949 44751 45361 44767
2009 45614 45509 45830 45288
2010 46280 46280 46280 45792
2011 46946 47064 46712 46280
2012 47611 47862 47128 46752
2013 48277 48673 47526 47207
2014 48943 49498 47909 47647
2015 49609 50336 48276 48071
2016 50274 51189 48629 48479
2017 50940 52057 48968 48872
2018 51606 52939 49293 49251
2019 52272 53836 49605 49614
2020 52937 54748 49905 49963
2021 53603 55676 50193 50298
2022 54269 56619 50469 50620
2023 54935 57579 50734 50928
2024 55600 58554 50989 51223
2025 56266 59547 51234 51506
2026 56932 60556 51469 51777
2027 57598 61582 51694 52036
2028 58263 62625 51911 52283
2029 58929 63686 52119 52520
2030 59595 64766 52318 52746
2031 60260 65863 52510 52961
2032 60926 66979 52694 53167
2033 61592 68114 52870 53364
2034 62258 69268 53040 53551
2035 62923 70442 53203 53730
12
O gráfico a seguir apresenta as diferentes projeções de população.
Pelo gráfico e pela tabela, observam-se os seguintes pontos, específicos para esse conjunto
de dados:
Visualmente nota-se que os métodos logísticos e taxa decrescente de crescimento não se
ajustam bem à tendência crescente apresentada pelas populações utilizadas na projeção.
A projeção geométrica conduz a valores estimados futuros bastante elevados, que poderão
ou não vir a ser verdadeiros, mas que se afastam bastante das demais projeções.
A projeção aritmética ficou visualmente na média das demais projeções, apresentando
valores compatíveis com as populações medidas e índices de crescimento com tendência a
estabilizar em torno e 1,2% dentro de uma taxa compatível com cidades do mesmo porte sendo,
portanto, a considerada neste Plano.
É apresentada no Quadro que segue a projeção populacional urbana a ser usada no Plano
Municipal de Saneamento Básico de Três Pontas – Projeção Aritmética.
13
Projeção Populacional
Ano População (hab) Ano População (hab)
2000 39623 2018 51606
2001 40288 2019 52272
2002 40954 2020 52937
2003 41620 2021 53603
2004 42286 2022 54269
2005 42951 20223 54935
2006 43617 2024 55600
2007 44283 2025 56266
2008 44949 2026 56932
2009 45614 2027 57598
2010 46280 2028 58263
2011 46946 2029 58929
2012 47611 2030 59595
2013 48277 2031 60260
2014 48943 2032 60926
2015 49609 2033 61592
2016 50274 2034 62258
2017 50940 2035 62923
ANO POPULAÇÃO
2015 6365
2016 6121
2017 5877
2018 5634
2019 5391
2020 5148
2021 4904
2022 4661
2023 4418
2024 4175
2025 3932
2026 3688
2027 3445
2028 3202
2029 2959
2030 2716
2031 2472
2032 2229
2033 1986
2034 1743
2035 1500
PROJEÇÃO ARITMÉTICA
15
_Definição das variáveis
As variáveis utilizadas para os serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário e
limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos são ilustradas na figura a seguir.
A variável unidade territorial aparece nos quatro serviços relacionados acima. É de suma
importância a definição do território para as ações de saneamento básico, na medida em que este
incorpora, a uma porção da superfície terrestre, o elemento humano e as relações sociais, políticas,
econômicas e culturais que estabelecem. O elemento humano não pode ser ignorado quando da
proposição de intervenções nas áreas, porque se assim o for, haverá comprometimento da
efetividade, eficiência e eficácia das ações. A natureza do acesso aos serviços e soluções de
saneamento básico deve ser vista sob a perspectiva das pessoas e dos lugares.
Dessa forma, no Plano Municipal de Saneamento Básico de Três Pontas a unidade territorial
foi considerada como uma variável para a construção dos diversos cenários. Em um primeiro
momento foi considerada como unidade territorial apenas a área urbana de Três Pontas. Outra
visão considerada foi a zona rural incluída nos cenários, tendo em vista a busca da universalização
do serviço. É plenamente coerente com a realidade do município esta hipótese tendo em vista que o
SAAE não atende a zona rural no tocante ao abastecimento de água potável e tampouco à coleta de
esgoto e a perspectiva de atendimento no horizonte do PMSB deverá ser arduamente perseguida.
Outras variáveis utilizadas na definição dos cenários são específicas aos quatro serviços em
questão e influenciaram na construção dos cenários alternativos de metas e demandas. São elas:
- para o serviço de abastecimento de água, o aumento do volume de captação; o controle do uso
de defensivos agrícolas e os tratamentos alternativos para a zona rural.
- para o serviço de esgotamento sanitário, a retirada de esgoto dos córregos e o tratamento de
esgotos.
- para o serviço de limpeza urbana, a cobertura e eficiência da coleta; a cobertura da coleta
seletiva e a disposição dos resíduos.
- para o serviço de drenagem urbana, a cobertura de microdrenagem; domicílios acometidos
por inundações e o uso do solo.
16
Ainda em relação às variáveis que compõem os cenários alternativos de cada um dos
serviços de saneamento vale ressaltar que não há necessidade de serem as mesmas extraídas
através de índices obtidos a partir da base de dados do SNIS/Autarquia/Prefeitura e mesmo de
outras fontes de referência, visto que, os índices de atendimento/cobertura na área urbana de Três
Pontas são de grau elevado e não requerem acréscimos percentuais ao longo da vigência do plano.
As variáveis adotadas no PMSB de Três Pontas dizem sim respeito aos problemas detectados
no produto 2 (Diagnóstico) e são aqui propostas ações para saná-los no decurso da vigência deste
plano.
VARIÁVEL
1
VARIÁVEL
2
VARIÁVEL 3
VARIÁVEL 4
Horizonte do PMSB
De acordo com o Termo de Referência (TR) do Plano Municipal de Saneamento Básico de
Três Pontas, o planejamento das ações será para um horizonte de 20 anos. Contudo, as demandas
e respectivas ações necessárias para atendimento às metas serão estratificadas em horizontes
parciais, conforme apresentado a seguir e ilustrado pela figura:
_ Curto prazo: até 4 anos;
_ Médio prazo: entre 4 e 8 anos;
_ Longo prazo: entre 8 e 20 anos.
Fica mantido o inicio deste Plano em 2015, o que acarretará a sua primeira revisão em 2019.
18
esta vazão futura de 212 l/s. A Estação de Tratamento de Água 1 – ETA 1 opera atualmente 100 l/s
e a ETA 2 80 l/s.
O SAAE possui recursos próprios para elaboração do projeto de duplicação do Sistema Sete
Cachoeiras e melhorias do sistema existente. Sendo assim, prevê-se que em curto espaço de tempo
o projeto viabilizará a busca de recursos para sua execução. Será composto de:
-Diagnósticos e estudos de alternativas necessários;
-Levantamentos topográficos e geotécnicos;
-Projeto básico e executivo, ampliação das unidades de captação, adutora e estações elevatórias de
água bruta do Subsistema Sete Cachoeiras da atual vazão de 80l/s para 200l/s;
-Projeto básico de ampliação da capacidade da estação de tratamento de água de 80l/s para 200l/s,
englobando todas as adequações necessárias para seu funcionamento. A princípio contempla-se
um projeto de reestruturação na ETA existente, permitindo um aumento da capacidade nominal de
80l/s para 100l/s e um projeto de uma nova ETA, em paralelo a ETA existente ,com capacidade
nominal de 100l/s;
-Projeto básico da unidade de tratamento de resíduos (UTR) da estação de tratamento de água,
para ETA de 200l/s.
De acordo com estudos preliminares, estima-se um valor de aprox. R$20.000.000,00 para
execução de toda a obra de duplicação do Sistema Sete Cachoeiras e melhorias no sistema
existente.
Dessa forma, uma das variáveis utilizadas na construção dos cenários do serviço de
abastecimento de água é o aumento do volume de água produzido com a estruturação do sistema
para tal fim.
_ Defensivos agrícolas:
A economia do município de Três Pontas está diretamente ligada a atividades rurais, com
predominância da cultura do café. Mas o plantio é diversificado e vemos o cultivo de soja, milho,
alface e outros. São atividades que demandam uso de agrotóxicos, defensivos e outros produtos
considerados poluentes.
As fontes de abastecimento público de água são protegidas com mata nativa a montante da
captação respeitando o limite de segurança de um raio de no mínimo 30m de distância. O SAAE em
parceria com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente realizam constantes trabalhos de
preservação das nascentes. Mas a continuidade dos trabalhos de preservação das áreas
envolvendo as captações de água para abastecimento público é de fundamental importância.
Dessa forma, uma das variáveis utilizadas na construção dos cenários do serviço de
abastecimento de água é a discussão desse tema, visando preservar a qualidade da água e do solo
no município.
_ Tratamentos alternativos:
O abastecimento de água na zona rural de Três Pontas ocorre primordialmente através de
captação direta em minas sem qualquer tipo de tratamento. Na prática observa-se a instalação de
uma tubulação geralmente de mangueira plástica que liga, por gravidade, as nascentes até as
moradias dotadas de pequenos reservatórios localizados nas suas proximidades. Destes
reservatórios a água se distribui para os diversos pontos de consumo. Como tratamento primário
ocorre somente a filtração para água de consumo humano (filtros). Raramente detecta-se um
tratamento por cloração com a assistência do SAAE. Constata-se a utilização de poços e bicas em
algumas localidades.
19
A Secretaria Municipal da Saúde, através da sua Vigilância Sanitária, orienta a população
residente na zona rural quanto aos cuidados básicos com a água a ser consumida e quanto ao uso
da mesma na limpeza de alimentos, principalmente frutas e hortaliças. Orienta também quanto ao
tratamento da água por cloração, mas o resultado destes trabalhos não têm sido satisfatório.
Constata-se que mesmo nos equipamentos urbanos existentes na zona rural, ou seja, nas escolas,
nos postos de saúde não existe um tratamento adequado para a água consumida pela população.
O SAAE não atua na zona rural de Três Pontas, ou seja, a zona rural não está inserida no
sistema de abastecimento de água da cidade, por questões óbvias de operação e custos. Entretanto
pode disponibilizar soluções e orientações aos moradores da zona rural, quanto ao uso adequado
da água para consumo.
Dessa forma, uma das variáveis utilizadas na construção dos cenários do serviço de
abastecimento de água é o tratamento da água na zona rural do município.
Inserir cenários
Defensivos Controle efetivo do uso Controle regular do uso Controle deficiente do uso
agrícolas
C1 C2 C3 C4
21
_ Percentual de aumento de volume produzido
Percentual de aumento de volume de água produzido que se propõe atingir neste cenário.
Percentual que se propõe atingir em relação ao tratamento alternativo de água para consumo
na zona rural.
22
A variável “Unidade Territorial” está focada na implantação do tratamento alternativo na zona
rural. Neste cenário busca-se atingir 80% da área do município a ser coberta por este benefício num
curto espaço de tempo.
O Cenário 2 pode ser considerado a situação mais factível, onde a maior parte dos
investimentos se dá em médio prazo.
Neste cenário pressupõe-se uma intensificação dos estudos e projetos a curto/médio prazo e
a implantação dos mesmos em médio prazo, de forma intensa, buscando a totalidade dos resultados
esperados dentro do horizonte deste plano.
Percentual de aumento de volume de água produzido que se propõe atingir neste cenário.
Percentual de aumento de volume de água produzido que se propõe atingir neste cenário.
Da mesma forma que o cenário anterior, o Cenário 3 tem as ações focadas em curto e médio
prazo. No Cenário 3 prevê-se também ações que deverão seguir diretrizes de estudos e projetos a
serem elaborados em um curto período de tempo. Os investimentos iniciais deverão ter como
objetivo o planejamento das ações a serem tomadas. Em médio prazo seriam implantadas as
24
medidas necessárias para solução dos problemas dentro das variáveis “Volume Produzido” e
“Defensivos Agrícolas”, tendo em vista que a abrangência deste cenário se resume a população
urbana.
Percentual de aumento de volume de água produzido que se propõe atingir neste cenário.
Diferentemente dos cenários anteriores, o Cenário 4 tem as ações focadas em longo prazo.
As demandas são realizadas visando apenas a população urbana de Três Pontas, ou seja,
desconsidera-se o atendimento a população rural. É um cenário tendencial, ou seja com tendência
de continuísmo da situação atual.
A comparação entre os cenários tem como objetivo apresentar o reflexo das diferentes metas
estabelecidas nas demandas futuras do sistema de abastecimento de água, no controle do uso de
defensivos agrícolas e na implantação de tratamentos alternativos na zona rural de Três Pontas, ao
longo dos anos.
25
Primeiramente, com relação a demandas futuras que estão diretamente relacionadas ao
aumento do volume de água produzido, verifica-se que foram traçadas três hipóteses, sendo que o
Cenário 1 propõe a elevação do volume de captação com implantação de medidas em curto prazo,
de cunho bastante otimista; os Cenários 2 e 3 propõem medidas em médio prazo constituindo uma
evolução moderada e o Cenário 4 propõe a implantação de medidas em longo prazo, tratando-se de
situação bastante pessimista.
Com relação ao controle do uso de defensivos agrícolas verifica-se que foram traçadas três
hipóteses, sendo que o Cenário 1 propõe o controle efetivo do uso num curto espaço de tempo, os
Cenários 2 e 3 propõem o controle regular do uso a médio prazo e o Cenário 4 propõe medidas de
controle a longo prazo, constituindo um controle deficiente de uso.
No que diz respeito à unidade territorial observa-se que os Cenários 1 e 2 abrangem toda a
população do município, ou seja, a população urbana e rural. Já os Cenários 3 e 4 se restringem à
população urbana.
A adoção do Cenário 1 seria, sem sombra de dúvidas, uma condição a ser perseguida para a
universalização do abastecimento de água em quantidade e qualidade adequadas à população de
Três Pontas, entretanto, no que pese o desejo e necessidade de ações que busquem este objetivo,
o intervalo de tempo para implementação das ações necessárias em curto prazo é pouco
sustentável, tendo em vista que as etapas de estudos e planejamentos seriam atropeladas por um
desejo maior de realizar as ações.
Ainda que factíveis do ponto de vista de engenharia, a implementação das metas em curto
prazo (conforme Cenário 1) esbarram nos aspectos financeiros, que vão além da vontade dos
gestores e prestações e anseios da sociedade.
Por outro lado, o Cenário 4 seria aquele com menores investimentos a curto e médio prazo,
postergando a universalização do abastecimento de água e, portanto, na contramão das políticas
atuais do país. Além disso, a exclusão da população rural no horizonte do plano não é desejável,
apesar da fragilidade financeira da maior parte dos municípios.
27
_ Volume de reservação existente (m³): 6.704
_ Consumo per capita (L/[Link]): 150 **
_ Taxa de ocupação (hab/economia): 2,57
_ Relação economia/ligação: 0,92
_ Relação rede/economia: 11,45
_ Relação rede/ligação: 10,60
_ Relação rede/habitante: 4,45
_ Índice de hidrometração: 100%
_ Índice de substituição de hidrômetros (%): 0
_ Índice de substituição de rede (%): 0
_ Taxa de ocupação Rural (hab/economia): 3,57
** Conforme orientação revisada do órgão prestador de serviço – SAAE - o consumo per capita
diário para projeções de consumo será 150 L/[Link] e não 178 L/[Link] como constou no Produto
2 deste PMSB - Diagnóstico.
_ Tratamento do esgoto:
29
Não existe tratamento de esgoto na cidade de Três Pontas. Os efluentes são coletados e
direcionados para os cursos d’água que cortam o Município. Os córregos e mananciais do Município
pertencem à bacia hidrográfica do Rio Verde, que é uma sub-bacia do Rio Grande.
O destino final do esgoto coletado no município de Três Pontas é o lago de Furnas, onde
alias, deságuam também os principais cursos d’água coletores de esgoto das cidades lindeiras ao
lago. Portanto, este é um problema regional a ser encarado de maneira global envolvendo as três
esferas de governo, os comitês de bacias e através dos programas governamentais ligados ao
saneamento básico.
O Município possui um Projeto para construção de uma ETE que prevê o tratamento de todo
o esgoto sanitário gerado na cidade. Este projeto já foi objeto de contrato de repasse de recursos
entre o Ministério de Cidade e o Município. Porém expirou em 11/09/2013. Houve uma atualização
dos valores da Planilha Orçamentária que faz parte deste projeto e foi feita nova solicitação de
recursos ao Ministério da Cidade. Estima-se um valor aproximado para construção da ETE de
R$20.000.000,00. Lembrando que o SAAE dispõe de terreno próprio para construção da estação,
situado a aproximadamente 3km da malha urbana.
Atualizando o diagnóstico realizado recentemente, relativo aos serviços de saneamento
básico no município de Três Pontas, acrescentamos que o SAAE realizou as obras de coleta
(interceptores) e tratamento de esgoto no Quilombo Nossa Senhora do Rosário que atende a uma
população de 1.500 habitantes.
Retirada de
Curto prazo Médio prazo Longo prazo
esgoto dos
córregos
Inserir cenários
Tratamento
Curto prazo Médio prazo Longo prazo
do esgoto
C1 C2 C3
30
Assim como no serviço de abastecimento de água, neste item o Cenário 1 também é
considerado como a situação idealizada, onde seriam alavancados investimentos em curtíssimo
prazo.
Há que se ressaltar que o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Três Pontas já adquiriu
terreno para a implantação de ETEs e possui projeto de engenharia elaborado para este fim.
Percentual de retirada de esgoto dos córregos que se propõe atingir, neste cenário, ao longo
do período de vigência do plano, através de implantação de emissários na zona urbana e de
construção de fossas na zona rural.
O Cenário 2 pode ser considerado a situação mais factível, onde a maior parte dos
investimentos se dá em médio prazo.
As demandas são realizadas visando apenas a população urbana de Três Pontas, ou seja,
desconsidera-se o atendimento a população rural, dentro do horizonte do Plano.
Neste cenário propõe-se uma intensificação dos estudos e projetos a curto/médio prazo,
ressaltando que os projetos existentes deverão ser reavaliados e/ou atualizados. Em médio prazo
ocorreria a implantação dos mesmos, de forma intensa, buscando a totalidade dos resultados
esperados dentro do horizonte deste plano.
Percentual de retirada de esgoto dos córregos que se propõe atingir ao longo do período de
vigência do plano, através de implantação de emissários na zona urbana.
Da mesma forma que no cenário anterior, as demandas são realizadas visando apenas a
população urbana de Três Pontas, ou seja, desconsidera-se o atendimento a população rural,
dentro do horizonte do Plano.
Percentual de retirada de esgoto dos córregos que se propõe atingir ao longo do período de
vigência do plano, através de implantação de emissários na zona urbana.
Diferentemente dos dois cenários anteriores, o Cenário 3 tem as ações focadas em longo
prazo. As demandas são realizadas visando apenas a população urbana de Três Pontas, ou seja,
desconsidera-se o atendimento a população rural. É um cenário pessimista uma vez que adia
demasiadamente a implantação de obras imprescindíveis para a retirada do esgoto dos córregos,
para o seu devido tratamento e consequentemente para a melhoria da qualidade da água que tem
como destino o Lago de Furnas.
33
4.3.3 Análise Comparativa dos Cenários do Serviço de Esgotamento Sanitário
Como puderam ser observados, os três cenários abordados são uma tentativa de se
quantificar as demandas pelo serviço de esgotamento sanitário segundo os horizontes de
planejamento (curto, médio e longo prazos).
Atenta-se que o cenário 1 considera toda a população do município de Três Pontas, ou seja,
população urbana e rural, enquanto que os cenários 2 e 3 referem-se a população urbana do
município.
Para o Cenário 1 foi considerado um crescimento elevado em curto prazo, o que exige
investimentos imediatos no setor. O cenário 2 focou nas ações em curto e médio prazos, enquanto
no Cenário 3 há um prolongamento das ações para longo prazo.
Diante dos três cenários estudados, a adoção do Cenário 1 como sendo a condição a ser
perseguida no planejamento das ações seria a mais ideal. Contudo, o intervalo de tempo proposto
para implementação das obras e ações é extremamente curto, exigindo esforços que fogem um
pouco da realidade atual do município de Três Pontas e da conjectura nacional do saneamento
básico, haja vista o exposto no Plano Nacional de Saneamento Básico - Plansab.
Por outro lado, o Cenário 3 ilustra uma realidade bastante pessimista de investimentos,
sendo a universalização do serviço de esgotamento sanitário atingida apenas em longo prazo.
Torna-se, portanto, um cenário não condizente com as necessidades reais da população.
Já no Cenário 2 objetivou-se apresentar metas moderadas, mais condizentes com a
realidade local, contudo apenas para a população urbana do município.
Por fim, de posse do exposto, as metas estabelecidas no Cenário 2 passam a ser as mais
plausíveis de se alcançar, tendo em vista a sustentabilidade do sistema.
Entende-se que o atendimento a zona rural é de extrema importância. Porém, diante da
precariedade da situação relativa a tratamento do esgoto gerado na área urbana e dos autos custos
estimados para as obras que se fazem necessárias no setor, ações voltadas para a área rural
deverão ser realizadas em longo prazo, pós-horizonte do plano, atentando para a forte tendência
existente de êxodo rural, no município.
Entretanto, ações de caráter educativo podem e devem ser realizadas pelo poder público na
zona rural a qualquer tempo. São medidas que demandam baixos custos e que obtêm enormes
resultados no que diz respeito à saúde da população ali residente e aos cuidados com o meio
ambiente. Soluções e orientações quanto ao destino adequado do esgoto produzido devem ser
levadas aos moradores da zona rural juntamente com um trabalho eficiente de conscientização da
importância da preservação dos recursos hídricos e da sua própria qualidade de vida para que
estas melhores soluções sejam concretizadas por eles.
Para as projeções relativas ao Sistema de Coleta de Esgoto em Três Pontas foram utilizados
os dados técnicos fornecidos pelo SAAE, relacionados a seguir:
_ Índice atual de atendimento pela rede coletora do sistema público (%): 100
34
_ Índice atual de tratamento pelo sistema público: (%):100
_ Índice de atendimento do sistema altenativo (%): 0
_ Número de ligações de esgoto: 19.294
_ Número de economias de esgoto: 19.294
_ Extensão de rede coletora (metros): 221055
_ Índice de não atendimento pelo sistema público (%): o
_ Capacidade instalada de tratamento (L/s): 0
_ Coeficiente de retorno – C: 0,8
_ Geração per capita de esgoto Consumo per capita (L/[Link]): 120
_ Taxa de infiltração – qi (L/s.m): 0,0002
_ Taxa de ocupação (hab/economia): 2,57
_ Relação economia/ligação: 0,92
_ Relação rede/economia: 11,45
_ Relação rede/ligação: 10,6
_ Relação rede/habitante: 4,45
_ Taxa de ocupação Rural (hab/unid. residencial): 3,57
4.4 CENÁRIOS PARA O SERVIÇO DE LIMPEZA URBANA E MANEJO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS
35
No atual sistema municipal de limpeza urbana de Três Pontas o serviço de coleta domiciliar /
comercial regular é prestado à população residente na sede do município (índice de cobertura de
100%), na vila de Pontalete, no povoado denominado Quilombo Nossa Senhora do Rosário e na
Escola Agrícola. No centro da cidade e nos bairros mais antigos, melhor dotados de infra-estrutura
urbana, a coleta regular é diária, de segunda a sábado, com início às 6:00 horas e término às 15:30
horas. Nos bairros novos e nos que estão em fase de ocupação, a coleta é feita em dias alternados,
três ou duas vezes por semana.
Na vila de Pontalete, no Quilombo Nossa Senhora do Rosário e na Escola Agrícola, a coleta é
realizada duas vezes por semana, todas as terças-feiras e quintas-feiras.
Em Três Pontas acontecem duas feiras hortifrutigranjeiras, sendo uma aos sábados, no
período da manhã, próximo ao prédio da prefeitura e outra aos domingos, no bairro Padre Vitor. Os
resíduos gerados nestes locais são coletados pela Prefeitura no encerramento da atividade.
Constata-se que o número de lixeiras existentes nos logradouros públicos da cidade é
insuficiente. Andando pelas praças, tanto pelas centrais como pelas periféricas; observando as
principais vias de acesso onde o trânsito de pedestres é intenso, encontramos poucas unidades
instaladas e às vezes em locais inadequados como é o caso de uma lixeira que se encontra sobre o
córrego dos Bambus, fixada na grade de proteção da ponte. O estado de conservação das lixeiras
existentes também é precário e acabam se transformando em focos de contaminação de doenças,
tendo em vista a sujeira que permanece nas mesmas, mesmo após da retirada do lixo.
Atualizando o diagnóstico acrescentamos que se encontra em fase de conclusão a
construção de um barracão com 300 m2 para armazenamento temporário dos pneus inservíveis
coletados em Três Pontas. O barracão está situado em terreno pertencente ao patrimônio público,
próximo às instalações da Secretaria de Meio Ambiente.
Fora das áreas urbanas municipais, a coleta de resíduos sólidos é insipiente. Algumas
propriedades rurais para obterem o certificado de regularidade ambiental fornecido pelo município
se propuseram a encaminhar os resíduos sólidos gerados nas mesmas para o aterro controlado
municipal. Porém não é feito qualquer tipo de controle deste encaminhamento.
Observa-se nas margens de algumas estradas vicinais a disposição de lixo das comunidades
próximas para ser recolhido pela prefeitura. Mas a grande massa de resíduos sólidos gerados na
área rural é incinerado ou disposto na natureza. Existem situações em que valas são abertas em
propriedades rurais para disposição de todo tipo de resíduo sólido, inclusive animais mortos e em
certos casos, próximas de cursos d’água e nascentes.
36
A Prefeitura implantou, em 2001, um projeto piloto de Coleta Seletiva, com a criação da
Associação Trespontana de Catadores de Materiais Recicláveis – ATREMAR. Desde a implantação
deste projeto de Coleta Seletiva, o poder público municipal vem dando apoio operacional à
realização dos trabalhos dessa entidade.
Uma parcela dos resíduos sólidos recicláveis de origem domiciliar e comercial gerados em Três
Pontas é coletada pela ATREMAR e por catadores autônomos. Outra parte, que se encontra
misturada aos resíduos orgânicos é coletada pela Prefeitura municipal e disposta no atual aterro
controlado. Não existe mapa com indicação da área de abrangência da coleta seletiva feita pela
ATREMAR. Hoje, trabalham na ATREMAR 12 catadores.
A ATREMAR faz um controle mensal da quantidade de resíduos comercializados, por tipo. As
planilhas com a somatória dos dados do ano de 2012 e de janeiro a agosto de 2013 fazem parte do
Diagnóstico.
Os recicláveis coletados por catadores autônomos são vendidos para proprietários de depósitos
situados em pontos diversos da cidade, onde são triados, acondicionados e/ou prensados e
revendidos. As condições destes depósitos são de um modo geral, precárias, o que acarreta
problemas sanitários e ambientais para a população que reside no entorno dos mesmos.
O poder público municipal construiu recentemente um galpão para sede da ATREMAR com
recursos oriundos da FUNASA. Este galpão conta com mais de 1.200 m2 de construção e é dotado
de infraestrutura adequada ao fim a que se destina. Localiza-se no Distrito Industrial, parte baixa da
área urbana, o que facilita o transporte dos resíduos coletados pelos catadores. Nesta sede,
recentemente construída, foram instalados equipamentos para pesagem e prensa dos materiais
recicláveis. Também foi adquirido um caminhão para auxiliar na coleta seletiva. Os equipamentos
citados e o caminhão foram adquiridos também com recursos oriundos da FUNASA. Neste galpão,
além das atividades já desenvolvidas pela ATREMAR, haverá o recebimento de óleo de cozinha
para reaproveitamento. Existe uma expectativa de que, com estas novas instalações e com os novos
equipamentos para operacionalização da coleta dos materiais recicláveis, a entidade agregue maior
número de catadores ampliando assim a área de abrangência da coleta seletiva.
Encontram-se atualmente cadastradas na Secretaria Municipal de Assistência Social de Três
Pontas 34 famílias de catadores de materiais recicláveis.
37
mesmo, objetivando o inicio da sua operação. Neste sentido estão sendo executados serviços
diversos em atendimento as solicitações da SUPRAM-Varginha, a saber:
- Limpeza das canaletas de drenagem pluvial;
- Desobstrução da caixa central coletora de chorume da plataforma 1;
- Limpeza da via de acesso e contorno da plataforma;
- Ocupação antecipada da sede administrativa;
- Confecção dos drenos de gases com pneus conforme PCA;
- Aquisição de brita e matacão para os drenos de líquidos percolados;
- Adequação do Projeto de dreno dos líquidos percolados face às alterações de projeto
- Recuperação da manta da vala de enterramento de animais mortos.
. Outras providências estão previstas como a limpeza geral da área e a definição da equipe
de funcionários que trabalharão na operação do aterro sanitário após a concessão da Licença de
Operação, pela SUPRAM.
Cobertura e Cobertura 100% com total Cobertura 100% com total Cobertura 100% com total eficiência
eficiência em curto prazo eficiência em médio prazo em longo prazo
eficiência da
coleta
Inserir cenários
Cobertura da Cobertura 100% em curto Cobertura 100% em médio Cobertura 100% em longo
coleta seletiva prazo prazo prazo
C1 C2 C3
4
Assim como nos serviços já descritos, ou seja, de abastecimento de água e esgoto sanitário,
neste item o Cenário 1 também é considerado como a situação idealizada, onde seriam
alavancados investimentos em curtíssimo prazo para a adequação dos serviços inerentes a limpeza
urbana e manejo de resíduos sólidos.
39
_ disposição final dos resíduos
No Cenário 1 espera-se alcançar os objetivos almejados para a limpeza urbana, coleta dos
resíduos na zona rural e destinação adequada aos mesmos no horizonte de curto prazo. É sem
dúvida a situação ideal, mas uma meta ambiciosa uma vez que demandaria elaboração e
implantação de programas de forma imediata e disponibilidade de recursos, também em curto
espaço de tempo.
Há de se acrescentar que este cenário envolve a população residente na zona rural do
município, de grande extensão territorial, o que poderia chegar a inviabilizar um resultado final e
eficaz, em tão curto espaço de tempo.
As demandas são realizadas visando apenas a população urbana de Três Pontas, ou seja,
desconsidera-se o atendimento a população rural, dentro do horizonte do Plano.
Neste cenário propõe-se uma a elaboração e implantação dos programas necessários para
maior eficiência e abrangência dos serviços de limpeza urbana, inclusive a extensão do programa
de coleta seletiva já implantada. No que diz respeito à operação do aterro sanitário, propõe-se que
aconteça em curto prazo, com total atendimento ao disposto no Plano de Controle Ambiental _ PCA.
Percentual de disposição adequada dos resíduos sólidos gerados na área urbana ao longo
do horizonte do plano.
Por fim, o Cenário 3 do serviço de limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos é aquele
onde prevaleceria a morosidade das ações, resultando, portanto, em implantação e/ou
intensificação de programas em longo prazo.
Da mesma forma que no cenário anterior, as demandas são realizadas visando apenas à
população urbana de Três Pontas, ou seja, desconsidera-se o atendimento a população rural,
dentro do horizonte do Plano.
41
É a situação onde prevaleceria a morosidade das ações onde os resultados almejados
aconteceriam em longo prazo.
Percentual de disposição adequada dos resíduos sólidos gerados na área urbana ao longo
do horizonte do plano.
Diferentemente dos dois cenários anteriores, o Cenário 3 tem as ações focadas em longo
prazo. As demandas são realizadas visando apenas à população urbana de Três Pontas, ou seja,
desconsidera-se o atendimento a população rural. É um cenário pessimista que adia
demasiadamente o alcance das melhorias necessárias no quadro do serviço de limpeza urbana de
Três Pontas. Há de se considerar também que a extensão da coleta seletiva em longo prazo não é
42
de forma alguma desejável tendo em vista que a retirada dos resíduos recicláveis do aterro sanitário
contribui significativamente para o aumento de sua vida útil.
4.4.3 Análise Comparativa dos Cenários do Serviço de Limpeza Urbana e Manejo dos Resíduos Sólidos
A comparação entre os cenários tem como objetivo apresentar o reflexo das diferentes metas
estabelecidas visando à melhoria dos serviços inerentes a limpeza urbana e manejo de resíduos
sólidos segundo os horizontes de planejamento (curto, médio e longo prazos).
Atenta-se que o cenário 1 considera toda a população do município de Três Pontas, ou seja,
população urbana e rural, enquanto que os cenários 2 e 3 referem-se a população urbana do
município.
Comparando os três cenários propostos acredita-se que o Cenário 2 é o mais factível por
propor ações em curto e médio prazos, situação mais condizente com a realidade do município.
Para o Cenário 1 foi considerado um alcance de resultados em curto espaço de tempo o que
poderia comprometer a qualidade, eficiência e permanência dos mesmos. No Cenário 3 há um
demasiado prolongamento das ações, indesejável tendo em vista a urgência em dar o destino
correto os resíduos sólidos, sendo no aterro sanitário ou na sua reutilização (reciclagem).
4.4.4 Avaliação Conclusiva dos Cenários do Serviço de Limpeza Urbana e Manejo dos Resíduos Sólidos
4.5 CENÁRIOS PARA O SERVIÇO DE DRENAGEM URBANA E MANEJO DAS ÁGUAS PLUVIAIS
_ Cobertura de microdrenagem:
O sistema de drenagem das águas de chuva na cidade de Três Pontas é composto, em regra,
por escoamento superficial, em sarjetas de concreto, nos pontos mais elevados, onde a
concentração de água é menor. Nos pontos mais baixos, observa-se a existência de bocas de lobo
44
e tubos de concreto para captação e condução das águas acumuladas até os córregos que cortam a
malha urbana. Grandes trechos destes córregos encontram-se canalizados.
A Prefeitura Municipal não possui cadastro do sistema de drenagem existente na área central
e nos bairros mais antigos.
O sistema apresenta problemas em pontos isolados, a serem solucionados. São eles:
O trecho do Córrego dos Bambus, na Avenida Oswaldo Cruz, compreendido entre a Avenida
Ipiranga e a Rua Boa Esperança, no bairro Peret é o principal problema de drenagem que a cidade
apresenta. Nos dias de verão, com fortes chuvas, o córrego canalizado transborda, causando
muitos transtornos.
Ao longo do córrego Candongas, mais precisamente nos cruzamentos da Avenida Maria da
Conceição Queiroz, que margeia o córrego e as Ruas José Delphino e Regina Célia Vicentini
também há transbordamento de água, nos dias de fortes chuvas.
A enchente acontece também na Rua Dr. Carvalho de Mendonça, no bairro Santa Inez, com
transbordamento do Córrego das Lavadeiras.
45
_ Uso do solo:
Cobertura de Solução dos problemas Solução dos problemas Solução dos problemas elencados em
elencados em curto prazo elencados em longo prazo longo prazo
micro
drenagem
Domicílios
acometidos Solução dos problemas Solução dos problemas Solução dos problemas elencados em
elencados em curto prazo elencados em médio prazo longo prazo
por
inundações
Legislação em curto prazo Legislação em longo prazo
Legislação em curto prazo
Uso do solo
C1 C2 C3
4
46
A seguir serão apresentadas as principais considerações para os três cenários definidos.
Neste item, o Cenário 1 também é considerado como a situação idealizada, onde seriam
realizados estudos e alavancados investimentos em curtíssimo prazo para solucionar os problemas
diagnosticados no sistema de drenagem pluvial existente na malha urbana e também na zona rural,
principalmente os pertencentes ao sistema viário ( estradas rurais).
Observando o quadro acima, conclui-se que as ações do Cenário 1 são focadas no horizonte
de curto prazo. Sendo assim, o que se propõe é que nos primeiros quatro anos de vigência do
PMSB fossem realizados estudos, projetos e implantadas obras para prevenção e correção dos
problemas advindos da drenagem das águas de chuva.
47
_ uso do solo
No Cenário 2 foram estabelecidas metas a curto, médio e longo prazos. Alguns estudos
podem e devem ser realizados nos quatro primeiros anos de vigência deste plano. Algumas ações
devem ser priorizadas e realizadas em médio prazo. Já outras em longo prazo uma vez que os
problemas a serem solucionados são em grande número, conforme relatado no Diagnóstico.
As demandas são realizadas visando à população urbana e rural de Três Pontas, ou seja,
busca-se a universalização deste serviço com abrangência de toda a área do município.
Em médio prazo, propõe-se neste cenário, a aplicação de recursos públicos em obras que
venham a solucionar ou minimizar os problemas causados pelas enchentes que ocorrem nos pontos
anteriormente descritos no Diagnóstico, priorizadas pelo fato de domicílios e pontos comerciais
serem acometidos pelas inundações.
_ uso do solo
O Cenário 2 é sem dúvida o mais factível. Propõe ações relacionadas à legislação municipal
e estudos técnicos em curto prazo. Destaca-se a elaboração do Plano de Drenagem Urbana que
deverá, entre outras questões afins, abordar o assunto relativo à permeabilidade do solo urbano, de
relevante importância e prioridade para a cidade de Três Pontas. Propõe a execução de obras
prioritárias, como as que venham a prevenir e evitar enchentes, em médio prazo e a execução das
49
demais obras para solução dos problemas elencados no Diagnóstico, em longo prazo. Isso porque
estudos e projetos têm que ser elaborados, o que demanda tempo e porque a concretização destas
ações requer disponibilidade financeira do município, o que, em longo prazo se torna mais real.
Por fim, o Cenário 3 do serviço de drenagem urbana e manejo das águas pluviais é aquele
onde prevaleceria a morosidade das ações, resultando, portanto, em medidas a serem tomadas em
longo prazo, para solução e prevenção de problemas consequentes do escoamento das águas de
chuva.
Da mesma forma que no cenário anterior, as demandas são realizadas visando à população
urbana e rural de Três Pontas, ou seja, busca-se a universalização deste serviço com abrangência
de toda a área do município.
50
_ uso do solo
CURTO MÉDIO LONGO PRAZO
PRAZO PRAZO
ANO 2015 2018 2022 2026 2030 2034
0% 0% 0% 99% 99 % 99 %
USO DO SOLO
O
O Cenário 3 tem as ações focadas em longo prazo. É um cenário pessimista que adia
demasiadamente o estudo e execução das obras necessárias para a solução dos problemas de
drenagem existentes, que causam tantos transtornos à população, nos dias de fortes chuvas. Há de
se acrescentar que as medidas legais visando à permeabilidade do solo e o cuidado com as Áreas
de Preservação e Zonas de Proteção são de cunho imediato, e se assim não for, poderá agravar
ainda mais os problemas já existentes.
4.5.3 Análise Comparativa dos Cenários para a Drenagem Urbana e o Manejo de Águas Pluviais
A comparação entre os cenários propostos torna-se importante uma vez que vem mostrar o
efeito e a viabilidade das metas aqui estabelecidas nas demandas do sistema de drenagem urbana
e Manejo de Águas Pluviais, ao longo do horizonte deste plano.
Com relação à redução do número de domicílios acometidos por inundações observa-se que
foram traçadas três hipóteses, sendo que o Cenário 1 propõe medidas a serem concretizadas num
curto espaço de tempo, o Cenários 2 propõe medidas a serem efetivadas a médio prazo e o Cenário
3 propõe medidas visando a erradicação de inundações a longo prazo.
Quanto à questão relativa ao adequado uso do solo verifica-se que foram traçadas duas
hipóteses, sendo que o Cenário 1 e 2 propõem medidas para que isso ocorra de forma rápida, ou
seja, em curto espaço de tempo e o Cenário 3 propõe medidas a longo prazo, situação bastante
pessimista e não desejável diante do quadro existente.
No que diz respeito à unidade territorial observa-se que os três Cenários abrangem toda a
população do município, ou seja, a população urbana e rural.
4.5.4 Avaliação Conclusiva dos Cenários para a Drenagem Urbana e o Manejo de Águas Pluviais
51
A adoção do Cenário 1 seria, sem sombra de dúvidas, uma situação altamente desejada
pelos gestores e também pela população trespontana. Num curto espaço de tempo seriam
implementadas ações que viriam a solucionar os problemas de drenagem diagnosticados e
considerados de maior relevância. Entretanto trata-se de uma condição nada sustentável uma vez
que o município de Três Pontas não dispõe de estudos e nem tão pouco de projetos para execução
das obras necessárias. Demandaria tempo a elaboração dos projetos e respectivos dos orçamentos
que são imprescindíveis para a busca de recursos financeiros. É sabido que obras de drenagem são
as que apresentam os maiores custos, se comparadas às demais obras de infraestrutura urbana e
que os municípios nem sempre possuem recursos disponíveis, principalmente para investimentos
imediatos. A busca de recursos em outras esferas governamentais é quase uma constante e o
município de Três Pontas não foge a regra.
Sendo assim, o Cenário 2 passa a ser o mais provável de se alcançar. Propõe ações
preventivas, focadas em maior controle do uso do solo e proteção de Áreas de Preservação em
curto prazo. São ações de aprimoramento da legislação vigente e criação de novas normas que
venham a garantir o direito de se viver bem e em harmonia com o meio ambiente. Em médio prazo,
as ações seriam no sentido de elaborar projetos, buscar recursos e viabilizar a execução das obras
necessárias para redução do número de domicílios acometidos por inundações. Três Pontas possui
um relevo que não apresenta fortes declividades ou extensas áreas planas. Cortam sua área urbana
cursos d’água de pequeno porte. Trata-se de uma condição favorável no que diz respeito à
drenagem pluvial, tanto que, se comparada a muitos municípios, a cidade apresenta problemas
pontuais de inundações e em número reduzido. Em longo prazo, propõe-se a execução das demais
obras necessárias para solucionar os problemas elencados no Diagnóstico. Isso porque estudos e
projetos têm que ser elaborados para as diversas situações diagnosticadas e a realização destas
ações requer disponibilidade financeira do município ou a busca por recursos em outras esferas de
governo, o que, em longo prazo se torna mais real.
DRENAGEM URBANA
CENÁRIOS
Cenário Tendencial (3): considera a manutenção das condições atuais, prevalecendo
a morosidade das ações propostas no PMSB.
Cenário Desejável (2): considera a adequação do serviço em curto e médio prazo,
com a elaboração do plano municipal de drenagem e estudos inerentes ao impacto da
impermeabilização do solo e no tocante a inundações. As soluções dos problemas nos
diversos pontos de micro drenagem elencados no diagnóstico viriam em longo prazo.
Cenário Otimista (1): considera a adequação do serviço em curto prazo. É um
cenário ideal onde a cobertura de micro drenagem, o combate às inundações e o
estudo de uso do solo ocorreriam quase que imediatamente.
52
5. ALTERNATIVAS PARA OS COMPONENTES DO SISTEMA DE SANEAMENTO
Não cabe a este Plano apresentar alternativas de concepção detalhadas para cada serviço,
mas sim compatibilizar as disponibilidades e necessidades desses serviços para a população,
associando alternativas de intervenção e estabelecendo a concepção macro e geral dos sistemas.
No que tange aos serviços prestados pela Prefeitura Municipal (Limpeza Urbana e
Drenagem) não foi possível a apresentação de dados financeiros relativos a custos. A
Administração Municipal não conta com orçamentos individualizados para tais serviços, ou seja, a
LOA não contempla dotações especificas para coleta de resíduos domiciliares, limpeza urbana,
aterro sanitário e serviços de drenagem urbana. O município também não arrecada receitas próprias
para cobrir os gastos com estes serviços. Portanto a análise financeira, a sustentabilidade, a
universalização, a qualidade e eficiência na prestação destes serviços ficam prejudicadas pela total
ausência de dados. Sendo assim a apresentação da projeção de dados financeiros para resíduos
sólidos e drenagem, neste momento, não se torna possível.
• Abastecimento de água
- Integração das infraestruturas e serviços com a gestão eficiente dos recursos hídricos;
- Fornecer água de qualidade e em quantidade para toda a população;
- Criar condições para que a fixação das tarifas obedeça a critérios econômicos sadios e a objetivos
sociais justos;
- Aferição na qualidade de água;
- Disciplinar o uso de agrotóxicos no município;
- Estabelecer sistemas alternativos de abastecimento na zona rural;
- Cadastramento das nascentes na zona urbana e zona rural do município visando à revitalização
das mesmas;
-Promover educação ambiental junto à população urbana e rural visando à preservação do meio
ambiente.
• Esgotamento Sanitário
- Garantir que toda a população destine corretamente os dejetos domésticos;
- Garantir que não haverá despejo irregular de efluentes nos corpos hídricos;
- Fiscalizar a destinação do esgoto das residências e indústrias;
- Implantar Estação de Tratamento de Esgoto nas áreas urbanas;
- Retirar o esgoto dos cursos d’água;
-Promover educação ambiental junto à população urbana e rural para evitar poluição dos cursos
d’agua;
-Programa de conscientização da população rural quanto ao uso de instalações sanitárias e fossas.
54
- Implantação de programas educativos visando o incentivo e a conscientização da população
residente na zona rural para separação dos materiais recicláveis;
- Conscientização da importância da destinação correta de embalagens de produtos tóxicos.
Diante do exposto, o Município possui algumas alternativas institucionais para o exercício das
atividades de planejamento, prestação de serviços, regulação, fiscalização e controle social,
definindo órgãos municipais competentes para criação ou reformulação do existente, devendo-se
considerar as possibilidades de cooperação regional. Assim sendo, a prestação dos serviços pode
se dar:
1- Diretamente – Por Órgão da Administração Direta ou por Autarquia Empresa Pública ou
Sociedade de Economia Mista que integre sua administração indireta, de acordo com os artigos 8º e
9º, II, da Lei 11.445/07 e artigo 38, I, do Decreto 7.217/10.
2- De forma contratada, conforme artigo 38, II, do Decreto 7.217/10, podendo ser:
56
_ – Através de concessão ou permissão precedida de licitação;
_ – Por meio de Contrato de programa autorizado por
contrato de consórcio público ou por convênio de Cooperação (Lei11.107/05).
A prestação dos serviços pode ainda ser realizada, diante dos termos da lei do titular
mediante autorização a usuários organizados em cooperativas ou associações no regime do art.
10, § 1º, da Lei 11.445/07. Segundo Artigo 38, III, do Decreto 7.217/10, este modelo de
administração é limitado para determinados condomínios e localidades de pequeno porte.
57
serviços de limpeza urbana e disposição final de resíduos sólidos ocorrem sob a tutela do SAAE e
Secretaria de Obras. Os serviços ligados à drenagem esta vinculada à Secretaria de Obras.
Cumpre destacar a atuação do SAAE na questão dos resíduos sólidos, visto que na forma da
lei cabe ao SAAE tão somente prestar serviços inerentes a água e esgoto.
A Política Municipal de Saneamento norteará esta e as demais questões inerentes à
prestação dos serviços de saneamento definindo as competências e atribuições dos órgãos
envolvidos.
58
o presente trabalho serão entregues em AutoCad. No entanto, posteriormente sugere-se que
componham o banco de dados do SIMSB.
O Sistema de Informações Municipal de Saneamento Básico (SIMSB) deverá ter sua estrutura
organizacional e a forma de funcionamento estabelecidas em regulamento, devendo ter por
finalidade:
- Coletar, avaliar e sistematizar dados relativos às condições da prestação dos serviços públicos de
saneamento básico, de modo a constituir um banco de dados;
- Subsidiar o Conselho Gestor de Saneamento Básico na definição e acompanhamento de
indicadores de desempenho dos serviços públicos de saneamento;
- Disponibilizar estatísticas, indicadores e outras informações relevantes para a caracterização da
demanda e da oferta de serviços públicos de saneamento básico;
- Alimentar o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).
ÁGUA ESGOTO
RETROALIMENTAÇÃO
BASE DE DADOS
SISTEMA DE BASE DE
MAPAS (Autocad) INFORMAÇÕES DADOS
PLANILHAS MUNICIPAL DE
TEXTOS SANEAMENTO MUNICIPAL
TOPOGRAFIAS BÁSICO (SIMSB)
DO PMSB
RETROALIMENTAÇÃO
RESÍDUOS
DRENAGEM
SISTEMA
NACIONAL DE
INFORMAÇÕES
SOBRE
SANEAMENTO
(SNIS)
59
5.2.2 Estimativa de demandas por serviços de saneamento básico para o período do Plano
A produção atual de água tratada pelo SAAE atinge 180l/s através da ETA 1 e ETA 2. O
incremento necessário de 51,61l/s a ser requerido no ano de 2034 - último do PMSB - será
amplamente superado com a duplicação prevista do sistema sete cachoeiras que aumentará a
produção em 100l/s bem superior à demanda prevista para o horizonte do plano.
60
Tabela de Evolução do Número de Economias e Ligações de Água.
61
Tabela de Evolução da Rede de Abastecimento de Água.
Período Anos População Economias Ligações Incremento Extensão de Incremento Substituição/ Extensão de
do (hab) (un) (un) de Rede de Rede Reforço (m) Rede
Plano Ligações Existente(m) Vegetativo Existente(m)
(anos) (m)
1 2015 49609 19294 20858 0 221055 0 0 221055
62
Tabela de Evolução da Necessidade de Reservação de Água.
Período Anos População Vazão Vazão Volume Total de Reservação Déficit de % Sobre Ampliação
do (hab) Média máxima Reservação Existente Reservação Volume de
Plano diária horária Requerido (m³) (m³) Requerido Reservação
(anos) (L/s) (l/s)
1 2015 49609 86,13 184,56 2355 6704 -4349 284,67 0
63
Estimativa da necessidade de atendimento da população rural.
Período Anos População Rural Índice População Número de Índice de Incremento de Incremento de
do não atendida pelo a ser famílias a atendimento atendimento atendimento
Plano sistema público Atendida serem conforme cenário acumulado
(anos) (hab) atendidas adotado
1 2015 6365 100 6365 1728 0 0 100
2 2016 6121 100 6121 1715 0 0 100
3 2017 5877 95 5877 1646 5 5 95
4 2018 5634 80 5634 1578 15 20 80
5 2019 5391 75 5391 1510 5 25 75
6 2010 5148 70 5148 1442 5 30 70
7 2021 4904 60 4904 1373 10 40 60
8 2022 4661 50 4661 1305 10 50 50
9 2023 4418 45 4418 1237 5 55 45
10 2024 4175 40 4175 1169 5 60 40
11 2025 3932 35 3932 1101 5 65 35
12 2026 3688 30 3688 1033 5 70 30
13 2027 3445 28 3445 964 2 72 28
14 2028 3202 25 3202 896 5 75 25
15 2029 2959 23 2959 828 2 77 23
16 2030 2716 20 2716 760 3 80 20
17 2031 2472 15 2472 692 5 85 15
18 2032 2229 10 2229 624 5 90 10
19 2033 1986 5 1986 556 5 95 5
20 2034 1743 1 1743 488 4 99 1
A população rural que tende a decrescer ao longo do horizonte do plano como parte do
processo de êxodo rural, diante da necessidade oriunda da Lei do Saneamento, deverá ser atendida
por serviço público a partir de 2017 com crescimento de atendimento paulatino ao longo do tempo,
através de implantação de serviços alternativos para abastecimento adequado e de qualidade para
os moradores da zona rural de Três Pontas.
64
Estimativa de evolução das vazões de contribuição sanitária.
Período Anos População Índice de População Contribuição Vazão de Vazão Capacidade de Déficit de
do abast. c atendimento Atendida média infiltração média tratamento tratamento
Plano água (l/s) (l/s)
(anos) (hab)
1 2015 49609 100 49609 68,90 44,15 113,55 0 113,55
65
Estimativa de geração de resíduos.
66
Estimativa de evolução da coleta seletiva (Cenário 2)
O ritmo da coleta seletiva executado pela ATREMAR sofre ao longo do tempo sensíveis
variações no seu resultado. Isto se dá pela dificuldade de recrutamento de catadores uma vez que,
tendo oportunidade, preferem trabalhar na apanha de café (mão de obra temporária) ou trabalhar na
construção civil, por exemplo. Os únicos dados catalogados no município são oriundos da
ATREMAR, visto que quanto aos catadores autônomos não existem dados concretos e confiáveis.
Por ocasião do diagnóstico a administração levantou dados inerentes aos catadores autônomos
porém de antemão se sabia serem estimados. Trabalhou-se nesta tabela com dados atuais e oficiais
da coleta realizada pela ATREMAR retratando a necessidade de um olhar profundo das autoridades
no sentido de incentivar o crescimento da coleta seletiva, o maior envolvimento da população
inclusive da zona rural na separação dos resíduos sólidos domiciliares, o cadastramento dos
autônomos e, enfim incremento da eficiência da coleta resultando em maior vida útil do aterro.
67
Estimativa de volumes de resíduos domiciliares para destinação final em aterro sanitário.
Observa-se o volume final de resíduos em aterro sanitário de quase 410 mil metros cúbicos, o
que exigirá um acréscimo de área para sua destinação. É um processo que envolve licenciamento
ambiental, elaboração de novos projetos e elevado investimento. A área atual onde se localiza o
empreendimento atenderá parcialmente o horizonte do plano. Grande parte do terreno foi ocupado
pelo aterro controlado, desde o inicio deste século. Ainda conta-se com uma área interna ao terreno
passível de ser utilizada mediante novo projeto para uma nova plataforma de disposição dos
resíduos a serem gerados em futuro próximo. O município conta com uma área anexa ao
empreendimento que poderá também ser utilizada para expansão do aterro sanitário, quando da
real necessidade, fruto do esgotamento da capacidade do atual terreno.
68
Plano), além do volume de 290 mil m3 já dispostos no aterro controlado, no período 2002-2015, de
acordo com a estimativa de geração de resíduos naquele período (2002-2015), constante no PCA.
Portanto a capacidade volumétrica disponível no empreendimento é de aproximadamente 903
mil – 290 mil = 613 mil m3, capaz de atender com folga a estimativa do período do horizonte do
Plano, que é de quase 410 mil m3.
Todavia como a plataforma atual de disposição dos resíduos está em fase final de sua
capacidade volumétrica torna-se necessário, em curto prazo, a elaboração de projeto para nova
plataforma.
5.2.3 Alternativas para o atendimento das demandas dos 4 eixos dos serviços
As demandas explicitadas nas tabelas inclusas no item anterior(5.2.2) deverão ser atendidas
mediante envolvimento dos diversos entes que tenham algum tipo de relacionamento com a área de
saneamento básico. Em Três Pontas alguns órgãos já existem e outros tendem a ser criados para
suprir a necessidade de gestão eficiente do sistema como um todo. A seguir se relaciona os órgãos
envolvidos nesta área do município de Três Pontas:
69
I - ÓRGÃOS COLEGIADOS DE ACONSELHAMENTO E FISCALIZAÇÃO
1. Conselhos Municipais (saneamento, meio ambiente, educação, habitação, saúde);
II - ÓRGÃOS DE ASSISTÊNCIA IMEDIATA
1. Secretaria Municipal de Transportes e Obras e SAAE;
III - ÓRGÃOS DE ASSESSORAMENTO
1. Procuradoria Geral do Município;
IV - ÓRGÃO DE ADMINISTRAÇÃO GERAL
1. Secretaria Municipal de Administração e Secretaria Municipal da Fazenda;
V - ÓRGÃO DE ADMINISTRAÇÃO SETORIAL
1. Secretaria Municipal da Educação;
2. Secretaria Municipal da Saúde;
3. Secretaria Municipal de Assistência Social;
4. Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
70
5.2.4 Definição das responsabilidades dos serviços de saneamento básico tratados no PMSB para atendimento
das carências de acordo com a lei 11.445/07
O Ministério das Cidades (2009) define saneamento básico como um conceito amplo, sendo
difícil resumir sua abrangência. Importante, não existe cidade se não existir água disponível
73
regularmente, capaz de atender as necessidades básicas do ser humano, para controle e prevenção
de doenças, para a garantia do conforto e para o desenvolvimento sócio econômico. Portanto, ao
consolidar-se um novo paradigma para o campo do saneamento, baseado em princípios não só de
universalidade, mas de integralidade e equidade deve a sociedade civil organizada ter garantias e
obrigações de participação. O conceito de saneamento básico evoluiu, passando a abranger um
maior número de componentes do saneamento ambiental. O Termo saneamento básico até pouco
tempo utilizado no sentido restrito para denominar rede de água e esgoto, ganhou um significado
mais amplo com a lei federal nº 11.445/07, envolvendo ações de saneamento que tem uma relação
mais intensa e cotidiana com a vida das pessoas, na busca pela salubridade ambiental, passando a
denominar os sistemas e serviços que integram o abastecimento de água, o esgotamento sanitário,
limpeza pública e manejo dos resíduos sólidos, drenagem e manejo de águas pluviais.
Para se determinar a viabilidade financeira das alternativas, as seguintes diretrizes devem
ser observadas:
1.º - A definição objetiva do significado de serviço adequado de abastecimento de água e de
esgotamento sanitário (que nessa condição, resulta na formulação de requisitos de qualidade e
desempenho a serem atendidos);
2.º - O diagnóstico dos sistemas e serviços atuais em face de tais requisitos;
3.º - A identificação das desconformidades entre o estado atual e aquele que deveria vigorar
caso os mesmos fossem cumpridos;
4.º - As proposições de medidas de desenvolvimento, melhoria e expansão que levem ao seu
cumprimento;
5.º - O estudo econômico-financeiro e político-institucional de viabilização de tais medidas;
6.º - As escolhas das modalidades institucionais mais adequadas para a prestação dos
serviços;
7.º - A implementação de um marco regulatório para essa prestação e do correspondente
sistema de regulação; e
8.º - A elaboração de documentos técnicos, jurídicos, administrativos e financeiros
necessários à realização das mudanças institucionais a serem implantadas.
O titular dos serviços formulará a respectiva política pública de saneamento básico, devendo,
para tanto:
I - elaborar os planos de saneamento básico, observada a cooperação das associações
representativas e da ampla participação da população e de associações representativas de vários
segmentos da sociedade, como previsto no art. 2o , inciso II, da Lei no 10.257, de 10 de julho de
2001;
II - prestar diretamente os serviços ou autorizar a sua delegação;
III - definir o ente responsável pela sua regulação e fiscalização, bem como os procedimentos
de sua atuação;
IV - adotar parâmetros para a garantia do atendimento essencial à saúde pública;
V - fixar os direitos e os deveres dos usuários;
VI - estabelecer mecanismos de participação e controle social; e
VII - estabelecer sistema de informações sobre os serviços, articulado com o Sistema
Nacional de Informações em Saneamento – SINISA.
Cabe ao Titular planejar os serviços de saneamento básico, estipulando a forma de operação,
regulação, fiscalização e gestão. O Plano de Saneamento destaca-se pela maneira pela qual todos
os titulares dos serviços da federação deverão cumprir sua obrigação de prestação de serviços
públicos de saneamento conforme designa a Constituição Federal em seu Artigo 175: “A prestação
dos serviços de saneamento pode ser realizada diretamente pelo Poder Público ou sob regime de
concessão ou permissão a outra entidade, a qual poderá ser uma entidade governamental, uma
empresa privada ou uma entidade mista governamental / privada”.
74
Em realidade, a prestação do serviço público raramente considera o contexto político-
institucional maior, tal como caracterizado pela Lei Federal n.º 8.987/95, por meio das relações de
direitos e deveres entre os agentes relevantes. Pode-se dizer que o cumprimento, pelo Poder
Público Municipal, das responsabilidades oriundas da descentralização do Saneamento Básico no
país, buscada pelo governo federal quando da promulgação da lei federal 11.445/2007 – Lei de
Diretrizes Nacionais sobre Saneamento Básico, somente é finalizada após a uma sequencia de atos
que se ensejam nas seguintes providências:
• Ter uma Política Municipal de Saneamento Básico;
• Elaboração do PMAE;
• Obter, com base no PMAE, um Estudo de Viabilidade Econômico-Financeiro (EVEF);
• Escolher qual a melhor maneira de prestação de serviços que se encaixa na realidade do
município;
• Pormenorizar ao máximo a maneira que o prestador de serviços deve cumprir as metas
estabelecidas.
Conforme estruturado neste prognostico através dos estudos envolvendo cenários diversos
para cada componente do saneamento básico em Três Pontas, existem investimentos a serem feitos
nos cenários ideais e factíveis com prazos definidos que visam o atendimento do objetivo decorrente
da lei de saneamento. Em termos financeiros surge a necessidade de ampliar a disponibilidade de
água tratada para a população e a construção da ETE como investimentos de grande vulto. A
questão da universalização dos serviços atingindo a zona rural e a expansão do aterro sanitário
também exigirá recursos, além de estudos técnicos especializados. Somente tais estudos com a
apresentação de planilhas orçamentárias com custos de projetos e obras permitirão vislumbrar a
opção por alternativas de gestão e mesmo por possibilidades de captação de recursos para
investimento, sem se esquecer da própria auto sustentabilidade dos diversos sistemas.
Observa-se que a regulação exigirá mudança no status da prestação dos serviços, haja vista
que as normas sobre a prestação dos serviços, elencadas no art. 23 da LNSB, são ditadas
atualmente pelo SAAE e Secretarias Municipais, devendo as mesmas ser revistas e definidas pela
agência reguladora. Isto implicará em alteração de vários padrões e parâmetros da prestação dos
serviços, tais como prazos para atendimento a ligações de água e esgoto, condições de
atendimento aos usuários, requisitos para solicitação dos serviços, entre outros. Também haverá
impactos em relação às tarifas, pois deverão ser fixadas com base em metodologias tarifárias, na
análise de eficiência da prestação dos serviços e no cumprimento dos investimentos definidos no
Plano Municipal de Saneamento Básico. Cabe ressaltar que há diferenças na forma de regular uma
Sociedade de Economia Mista e um Departamento ou Autarquia, haja vista estes últimos não
possuírem contratos de prestação dos serviços. Ademais, os prazos de adaptação destes
prestadores à regulação tendem a ser mais extensos, porém convergindo no longo prazo para o
mesmo formato de regulação em relação aos demais prestadores de serviços.
75
6. ARTICULAÇÃO COM OUTROS SETORES CORRELACIONADOS
6.2 SAÚDE
A saúde é definida como o estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não
apenas a ausência de doença. Ao se analisar este conceito amplo de saúde pode-se concluir,
apenas observando alguns dados, que o Brasil é um país em estado grave de saúde e que os
investimentos em saúde e saneamento no Brasil têm sido muito abaixo do mínimo recomendado
pela OMS. Pode-se afirmar que se condições de saneamento no Brasil fossem mais adequadas,
haveria uma substancial melhoria no quadro de saúde da população. Além disso, o país
economizaria com a construção e manutenção de hospitais e com a compra de medicamentos.
Diversas doenças infecciosas e parasitárias tem no meio ambiente uma fase de seu ciclo de
transmissão, como por exemplo, uma doença de veiculação hídrica, com transmissão feco-oral. A
76
implantação de um sistema de saneamento, neste caso, significaria interferir no meio ambiente, de
maneira a interromper o ciclo de transmissão da doença. O controle de transmissão das doenças,
além da intervenção em saneamento e dos cuidados médicos, completa-se quando é promovida a
educação sanitária, adotando-se hábitos higiênicos como: utilização e manutenção adequadas das
instalações sanitárias; melhoria da higiene pessoal, doméstica e de alimentos. Uma série de
doenças pode ser associada à água, seja em decorrência de sua contaminação por excretas
humanas ou de outros animais, seja pela presença de substâncias químicas nocivas à saúde
humana.
Os problemas ambientais e de saúde coletiva decorrentes da precariedade da oferta dos
serviços de saneamento básico é, antes de tudo, resultante de processos fundamentalmente
políticos e sociais.
Na perspectiva da saúde coletiva, para a qual os problemas de saúde da população resultam
da forma como se organiza a sociedade, em suas múltiplas dimensões, os programas de promoção
da saúde relacionados com os problemas ambientais devem ser movimentos politicamente
agressivos na perspectiva de uma equidade social, política e econômica. É claro que as baixas
coberturas dos serviços de saneamento no Brasil implicam desdobramentos nefastos para a saúde
das pessoas, principalmente aquelas de mais baixa renda, além das consequências negativas ao
meio ambiente, considerando as inúmeras possibilidades de agravo ao equilíbrio dos ecossistemas.
A indissociabilidade entre saneamento básico, qualidade de água e saúde coletiva, nos remete a
uma reflexão sobre a forma como este tema é tratado no Brasil e a aparente imobilidade da
sociedade em reivindicar um direito que, inclusive, é garantido em nossa Constituição, que é o de
prover a todos os cidadãos direito ao acesso à saúde em todos os seus aspectos.
Em Três Pontas observa-se uma amostragem do relatado em termos nacionais, ou seja, ao
se buscar as causas das doenças frequentes verifica-se uma inter-relação com o saneamento
básico. Consumo de água não tratada na zona rural, esgotos lançados in natura em cursos d’água,
lixo mal estocado e uso de agrotóxicos sem controle são alguns fatores que interferem na saúde da
população local. Há que se destacar também a ocorrência de inúmeros registros de casos de
dengue no município, culminando com a forte incidência da doença verificada no ano de 2014.
Ocorre que persiste a falta de preocupação continuada com as condições que desencadeiam a
epidemia e ainda se verifica expressivo volume de entulhos no interior das casas e lotes vagos.
Vemos, pois intrínseca correlação do saneamento com a saúde da população, mas os resultados a
serem perseguidos dependem das politicas administrativas para esta área de governo.
77
Os inseticidas possuem ação de combate a insetos, larvas e formigas, pertencendo a grupos
químicos distintos, dentre eles os organofosforados, os organoclorados. Os herbicidas combatem
ervas daninhas. Nas últimas duas décadas, este grupo tem tido sua utilização crescente na
agricultura, sendo Três Pontas um dos municípios que mais empregam tais produtos mormente na
cultura cafeeira, carro chefe da economia local. A utilização de agrotóxicos na agricultura ocasiona
o contato, direto ou indireto, do homem com esses materiais. Diretamente, devido ao contato com
estas substâncias e/ou produtos em ambientes por estes contaminados. E, indiretamente, através
da contaminação da biota de áreas próximas a plantações agrícolas, que acaba por desequilibrar os
ecossistemas locais, trazendo uma série de injúrias aos habitantes dessas regiões. As formas de
exposição responsáveis pelos impactos destes agentes sobre o homem são, razoavelmente,
conhecidas. Os processos, através dos quais as populações humanas estão expostas, entretanto,
constituem-se, ainda hoje, verdadeiros mistérios, dada a multiplicidade de fatores que estão
envolvidos.
Os efeitos nocivos do uso de agrotóxicos para a saúde humana têm sido diversos. Tem sido
detectada a presença dessas substâncias em amostras de sangue humano, no leite materno e
resíduos presentes em alimentos consumidos pela população em geral, apontando a possibilidade
de ocorrência de anomalias congênitas, de câncer, de doenças mentais, de disfunções na
reprodutividade humana. A utilização dos agrotóxicos no meio rural tem trazido uma série de
consequências, tanto para o ambiente, como para a saúde do trabalhador rural. Em geral, essas
consequências são condicionadas por fatores intrinsecamente relacionados, tais como: o uso
inadequado dessas substâncias, a pressão exercida pela indústria e o comércio para esta
utilização, a alta toxicidade de certos produtos e a precariedade dos mecanismos de vigilância. Por
78
outro lado, observa-se que as informações sobre saúde e segurança destes produtos são de difícil
apropriação por parte daqueles que os utilizam, uma vez que fazem uso de linguagem técnica
pouco acessível.
Sendo assim, para se contrapor à falta de informação por parte dos setores diretamente
envolvidos, devem os órgãos municipais e os conselhos representativos da sociedade trespontana
buscar implantar uma politica de conscientização visando o uso de equipamentos de proteção
individual (EPI's) no momento do preparo e utilização dos agroquímicos, mesmo não sendo
adequados à realidade e ao clima brasileiros. Uma orientação pertinente aos riscos inerentes a
esta atividade precisa ser incutida no setor agrícola municipal suscitando o pleno conhecimento do
perigo, onde o trabalhador acrescenta ao risco inerente ao processo de trabalho o seu próprio risco,
como forma de minimizar ou simplesmente negar o outro, numa estratégia de ideologia defensiva .
Outra estratégia a ser adotada seria a vigilância incessante por parte do SAAE acerca de
análise química da água fornecida à população bem como das águas dos mananciais e nascentes
responsáveis por abastecer os corpos hídricos de onde é captada a água para suprir a necessidade
da população. Além disto, a regulamentação do uso dos agrotóxicos prevista no Plano Diretor de
2006, quando levada a termo, virá a suprir enorme lacuna neste aspecto de suprema importância
para a saúde e sobrevivência do ser humano.
79
6.3 MEIO AMBIENTE
80
Também a impermeabilização do solo com o advento de empreendimentos imobiliários causa
impactos no meio ambiente.
Cite-se ainda o assoreamento dos leitos dos córregos pela supressão de matas ciliares.
6.4 HABITAÇÃO
6.5 EDUCAÇÃO
Estudo brasileiro recente indica que a falta de saneamento básico nas cidades pode afetar a
economia nacional e impactar o aprendizado de crianças e jovens. A pesquisa sugere que a queda
na eficiência de estudantes é causada por doenças provocadas pela ausência de saneamento,
como as infecções gastrointestinais, que levam a diarreia e vômito – resultantes do consumo de
água contaminada. Segundo o relatório "Benefícios econômicos da expansão do saneamento
brasileiro", essa deficiência de infraestrutura influencia a posição do país nos principais índices de
desenvolvimento, como a pesquisa aponta que a universalização do saneamento reduziria em 6,8%
o atraso escolar, com reflexos no ganho de produtividade do trabalho e aumento na remuneração
futura.
"A partir do momento que a pessoa fica doente, ela se afasta do estudo. Isso tem consequência
para a sociedade: se ela estuda menos, seu desempenho no mercado de trabalho será pior e sua
remuneração poderá ser inferior em comparação com a dos demais".
82
De acordo com o relatório, alunos sem acesso à coleta de esgoto e água tratada sofrem um
atraso escolar maior em comparação com estudantes com as mesmas condições socioeconômicas,
mas que moram em locais onde há saneamento.
A cidade de Três Pontas conta com uma rede de ensino bastante abrangente, atendendo a
todo o município. Conta inclusive com instituição de ensino superior. A implantação de ensino
inerente ao saneamento básico e proteção da natureza cairia muito bem para garantir o futuro da
população local, porém ainda é uma meta a ser atingida.
O CODEMA – Conselho de Defesa do Meio Ambiente, trabalha com voluntários de diversas
áreas da sociedade e dos poderes públicos e vem buscando criar uma nova mentalidade em termos
de defesa do meio ambiente e, por conseguinte criar uma nova mentalidade em relação à educação
ambiental aliada aos pilares do saneamento básico.
A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) tem o papel de fomentar o desenvolvimento de
ações de Educação em Saúde Ambiental.
Reconhece a Educação em Saúde Ambiental como uma área de conhecimento técnico que
contribui efetivamente na formação e o desenvolvimento da consciência crítica do cidadão,
estimulando a participação, o controle social e sustentabilidade socioambiental, utilizando entre
outras estratégias a mobilização social, a comunicação educativa/informativa e a formação
permanente.
84