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Capitulo I

Este documento discute os conceitos de contabilidade geral e contabilidade analítica. A contabilidade geral fornece informações financeiras globais para partes externas, enquanto a contabilidade analítica fornece informações internas mais detalhadas para tomada de decisões. A contabilidade analítica é necessária porque a geral não fornece informações suficientes sobre custos de produtos e departamentos.

Enviado por

Alice Soares
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Capitulo I

Este documento discute os conceitos de contabilidade geral e contabilidade analítica. A contabilidade geral fornece informações financeiras globais para partes externas, enquanto a contabilidade analítica fornece informações internas mais detalhadas para tomada de decisões. A contabilidade analítica é necessária porque a geral não fornece informações suficientes sobre custos de produtos e departamentos.

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Licenciatura em Ciências Empresariais

Ano Lectivo: 2017/2018


Docente: Rui Silva
Da Contabilidade Geral à Contabilidade de Gestão/Analítica

2
Complexidade e Instabilidade – duas palavras
que caracterizam a situação da empresa
na sociedade moderna.
O sistema contabilístico no seu conjunto deve
permitir responder de forma clara e rápida a
quatro questões:

 Qual é a situação da empresa?


 Porque é que é assim?
 Como melhorar?
 Como repartir eficaz e equitativamente os
resultados após a carga fiscal?
3
 No desenvolvimento da sua actividade, as empresas
estabelecem relações internas e externas;
 Estas relações traduzem-se em fluxos de bens e
serviços, aos quais correspondem, em geral, fluxos
monetários de sentido inverso;

 Assim, existe a necessidade da empresa organizar a


informação sobre os factos relativos à sua actividade,
de modo a torná-la acessível para todos os
stakeholders, para que, deste modo, estes possam
sustentar as decisões em dados concretos;

4
▪ No passado:
• Surgiu com a necessidade de preencher deficiências de
memória;
• Utilizada como meio de prova entre partes discordantes;
• Papel de natureza jurídico.

▪ No presente:
• Fonte de informação;
• Regista factos patrimoniais existentes;
• Fornece a posição devedora/credora da empresa;
• Dá-nos a composição e o valor do património;
• Demonstra a origem e a causa dos encargos e réditos;
• Expõe a natureza e importância dos resultados;
• …
5
▪ Funções:

▪ Registo dos factos patrimoniais que alteram o património


(através do tratamento contabilístico dado aos documentos);
▪ Controlo da actividade económica da empresa (através de
cálculos de rentabilidade, solvabilidade e autonomia);
▪ Avaliação dos bens produzidos ou armazenados (com a ajuda
da contabilidade interna);
▪ Análise dos resultados obtidos (através dos mapas fornecidos
pela contabilidade);
▪ Previsão futura da situação económico-financeira (através de
elementos necessários para a orçamentação).

6
Aquela que dá a conhecer a situação económico-
financeira global da organização e a sua situação
perante o exterior (endividamento, responsabilidades,
etc.);
Este tipo de contabilidade proporciona o relato
financeiro para o exterior, incluindo a preparação e
apresentação das demonstrações financeira;
Os principais utilizadores são entidades externas.

7
8
9
10
•Regista as operações (internas) realizadas no seio da
organização;
•Também é conhecida por contabilidade de custos e
contabilidade analítica de exploração;
•Visa, essencialmente, a mensuração, acumulação e
controlo de custos, para determinar o gasto dos
produtos/serviços;
•Permite um controlo mais directo e pormenorizado da
actividade, sendo, por isso, um importante
instrumento de gestão;

11
• Contabilidade voltada para o interior da
empresa;
• Informação com a periodicidade desejável;
• Informações mais detalhadas e por períodos mais
curtos;
• Estudo analítico das operações internas
relacionadas com o processo de produção;

12
• Instrumento de controlo de gestão e de
preparação das decisões;
• Conhecimento dos custos/gastos de
funcionamento das actividades das empresas
como dos seus produtos;
• Avaliação de alguns elementos do balanço;
• Informação complementar à proporcionada pela
Contabilidade Geral ou Financeira;

13
• O objeto da Contabilidade Analítica são os
custos,proveitos e resultados das organizações;
• Dá-nos informações mais específicas ao contrário
da Contabilidade Geral que nos dá informações
mais gerais/globais de acordo com as
necessidades de gestão da empresa.

14
Contribui, nomeadamente, para:
• Decidir quando comprar, deter ou vender um investimento financeiro
(acções, quotas, obrigações, …);
• Determinar os deveres da gestão ou a sua responsabilidade;
• Determinar a capacidade de contratação e a política de remunerações;
• Decidir sobre um financiamento ou sobre um fornecimento;
• Regulamentar o desenvolvimento da actividade da organização;
• Regulamentar a política de impostos;
• Decidir sobre a possibilidade de se requerer uma insolvência.

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16
17
As DF
fornecem
- Activos
informação
sobre: - Passivos Balanço
- Capital Próprio

ANEXO
- Rendimentos
- Gastos
DR
- Outras alterações
no capital próprio DACP
- Fluxos de caixa
DFC
Conjunto
completo de DF
18
19
Mas será a informação obtida com a Contabilidade Geral
suficiente para responder às questões anteriores?

 Qual é a situação da empresa?


 Porque é que é assim?
 Como melhorar?
 Como repartir eficaz e equitativamente os resultados após
a carga fiscal?

20
 AlgumasInsuficiências da informação dada
pela Contabilidade Geral:
 Ênfase nas relações externas;
 Informação contabilística à posteriori, global e
sintética;
 Não analisa as condições internas de
exploração;
 Não apura os custos e os resultados dos
produtos fabricados, nem a sua repartição por
produtos e/ou serviços;
 Não permite o planeamento e controlo das
actividades;
21
 Insuficiente para dar toda a informação de
gestão;
 Objectivo Fundamental: Relações com
Terceiros;
 Releva o património e as suas variações;
 Permite apurar o Resultado do Exercício;

Torna-se então necessária a existência de uma Contabilidade


mais específica que permita a obtenção de informação de
apoio à gestão e à tomada de decisão:
CONTABILIDADE ANALÍTICA
22
Porquê essa necessidade?
 A Contabilidade Geral não responde a
questões básicas para a gestão:
 Qual o contributo de cada sector para o
resultado?
 Qual o custo de cada produto fabricado?
 Qual o custo das matérias incorporadas e das
operações de transformação?
 Quais os gastos de cada departamento?
 Deve-se criar um serviço ou recorrer à
subcontratação (Outsourcing)?

23
Depois do plano do SNC surge a Contabilidade
Analítica.
No entanto as contas dessa classe não surgem
num plano padrão tal como o SNC.
Qual a explicação para tal facto?

Razão principal:
O facto da diversidade das características
de cada empresa.

24
Quanto ao apuramento de resultados a CG apura os
resultados gerais (globais) e a CA apura os resultados por
produtos,regiões,mercados, atividades, entre outros.

CG: Apura resultados de períodos mais longos (Ex:Anuais)


CA: Apura resultados de períodos mais curtos (Ex:Mensais)

A CG elabora a demonstração de resultados por naturezas


a CA elabora a demonstração de resultados por funções.

25
EXEMPLO 1:

26
EXEMPLO 1:

27
EXEMPLO 1:

28
EXEMPLO 1:

29
EXEMPLO 1:

30
EXEMPLO 1:

31
EXEMPLO 2:

O Ex.2 servirá de passagem do Cap.1 para o Cap.2.


Aqui vão encontrar, de uma forma interessante,
outro exemplo da aplicabilidade da CA.

Questão inicial:
Qual é o custo de um copo de sumo de laranja
vendido no Bar da ESTGF?

32
EXEMPLO 2 :

Dados:

Gastos:
Matéria-prima:
 Concentrado de laranja (1litro)=4€

 Água (8 litros)= 0,5€

 1 copo plástico=0,1€

 Mão de obra direta (salário do funcionário)=600€

Gastos Gerais de Fabrico:


 Mão de obra indireta (salário do funcionário)=600€

 Gastos energéticos da máquina=1€/dia

33
EXEMPLO 2 :

Dados:

 A mão de obra indireta utilizada para a produção do sumo=0,01€


 Os encargos sociais sobre a mão de obra =35% dos ordenados e
salários;
 O tempo de mão de obra utilizado na produção do sumo de
laranja = 5 minutos
 1 tambor de sumo = 8l de sumo e cada copo terá
aproximadamente 0,265l.

34
EXEMPLO 2 :

Resolução:

1º Passo: Calcular o valor das MPS de 8 litros = 30 copos

Concentrado:4€
Água: 0,5€
Copo: 0,1€ x 30 = 3€

35
EXEMPLO 2 :

Resolução:

2º Passo: Calcular a mão de obra direta

Encargos Sociais: 600€ x 35%=210€


Os salários + encargos sociais=Mão de obra direta
Então:
600€ + 210€=810€
Horas e dias de trabalho=22d x 8h/dia=176h/mês
Se 810€ estão para 176h/mês
???€ estão para 0,083h (tempo que demora a produzir 1
tambor de sumo).
A MOD de 1 tambor= (810 x 0,083) / 176h = 0,38€

36
EXEMPLO 2 :

Resolução:

3º Passo: Imputação dos gastos de Energia


Energia: 1€/dia

O bar está aberto 8h por dia:


24h ---- 1€
8h ------X
X=0,33€

1T -----0,083h (5min/60) Então 96T------0,33€


X -------8H 1T--------X
X=96T X=0,003€ de energia por
cada tambor produzido

37
EXEMPLO 2 :

Então quanto custa à empresa a produção de 1


copo de sumo de laranja:
Designação Quantidade Valor
Matérias-Primas: --------------------- ---------------------
- Concentrado 1 litro 4€
- Água 8 litros 0,5€
- Copos 30 unidades 3€
Mão Obra Direta 1 tambor 0,38€
G.G. Fabrico:
-M. Obra Indireta 1 tambor 0,01€
-Energia 1Tambor 0,003€ *
Custo total 30 copos 7,893€
Custo Unitário 7,893/30=0,26€
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