AO MM JUIZO DA 5 VARA DO TRABALHO DE ARACAJU, ESTADO DO
SERGIPE .
ATSum: 0001072-24.2023.5.20.0005
BMN ALIMENTOS , já qualificada na inicial vem, respeitosamente, à presença de
Vossa Excelência, por sua procuradora signatária, apresentar CONTESTAÇÃO à
Reclamatória Trabalhista que lhe move TATIANE DE LIMA SANTOS CRUZ,
igualmente já qualificado nos autos supra epigrafados, pelas razões de fato e de Direito
a seguir expostas:
1. DA INICIAL
A Reclamante alega que iniciou a trabalhar para a Reclamada em 09/12/2022, com
jornada diária das 17h às 23h (terça a quinta) com intervalo de 1 hora e 10 as 23 hrs
com intervalo de 2 horas , remuneração mensal de R$1400,00 (hum mil e quatrocentos
reais)e R$ 100,00 (cem reais )a titulo de passagens, mas não teve o contrato registrado
em CTPS, nem recebeu horas extras ou o salário da categoria, vindo a ocorrer a rescisão
em 09/02/2023, sem pagamento de verbas rescisórias e FGTS.
No entanto, totalmente inverídicas as informações, conforme se passa a demonstrar.
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2. PRELIMINARMENTE
2.1 Impugnação ao valor da causa
O Reclamante atribuiu um valor da causa arbitrário, irreal e infundado, de R$ 14.507,52
já que pleiteia valores que nunca lhe foram devidos.
Tal conduta é tipificada como a de Litigância de má-fé (art. 14, I, II e III do CPC), eis
que ausentes a lealdade processual, a boa-fé e a exposição dos fatos conforme a
verdade, norteadores de qualquer pretensão feita em juízo, e que devem ser coibidas ex
officio pelo magistrado.
Nossa Jurisprudência tem decidido:
"Valor da Causa.
Fixação pelo Juiz - O valor não poderá ser lançado
aleatoriamente pela parte.Deverá refletir aquilo que
economicamente se pleiteia.Não existe valor para
simples alçada ou custas.Ainda que não impugnado o
valor, pode e deve o juiz intervir de ofício (Calmon de
Passos) para corrigir defeitos de estimativa, pois que
envolve matéria de ordem pública não sujeita à
vontade das partes" (TRT SP 02890187513 - Ac 4ª T.
4603/91 - Rel. Juiz Francisco Antonio de Oliveira - DJ,
12-4-911, in Boletim do TRT da 2ª R., n. 9/91, p. 121).
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Insta salientar que o valor da causa extrapola e é muito superior o capital social da
empresa que é de R$10.000,00 ( dez mil reais )
Pelo exposto, requer-se a V.Exa, que acolha a presente impugnação ao valor da causa, e
fixe um valor da causa correto e justo, como forma de corrigir e impedir prejuízos à
Reclamada.
3 – MÉRITO
3.1 – Da inexistência de relação de emprego
A inicial contém muitas inverdade e que são infirmadas pelos próprios documentos a ela
acostados, sendo óbvia esta conclusão a partir da sua correta leitura, corno se pretende
demonstrar nesta peça.
A reclamante somente laborou na empresa no período de 01 de julho de 2014 sendo
demitida em 21 de abril de 2015 , conforme ficha de empregados, em anexo.
No ano de 2022 ano de pandemia a referida empresa cujo encontrava-se com
dificuldades financeiras fez uma troca de gestão e remanejamento funcionários , e
passou a contratar trabalhadores autônomos cujo trabalhavam por dia e recebiam pela
diária parte em mãos e outra parte em depósitos .
A Contestante e autônoma e somente laborava na empresa quando era requisitada
e recebia por dia de trabalho percebendo de R$ 50,00 a R$ 100,00 por diária ,
nesse caso em tela poderia contratar a reclamante por dia como também qualquer
outro funcionário e a reclamante somente quando esta era requisitada, podendo
até chamar outra pessoa em seu lugar.
Ao contrário do alegado pela Reclamante, NUNCA houve relação de emprego
entre as partes, mais sim uma relação autônoma de trabalho .
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Em momento algum houve o ânimo entre as litigantes de contratarem qualquer relação
empregatícia e sim, de estabelecendo uma relação autônoma de trablho ,buscando
conjugar os esforços para o desenvolvimento das atividades, inexistindo qualquer
subordinação entre elas.
Não basta a alegação de vínculo de emprego, mas é necessária a presença dos requisitos
caracterizadores retratados nos art. 2º e 3º, da CLT, entre os quais está a subordinação.
A reclamante junta conversas isoladas , de whatssap somente em poucos dias e dias
isolados com gestores, mas tais conversas não provam uma subordinação , porque a
empresa a época do final de 2022 a inicio de 2023 mau funcionou e sequer abriu as
portas devido ao período pós pandemia.
É imprescindível ao contrato empregatício a existência de um estado de dependência
jurídica entre as partes: poder de comando e direção do empregador e a consequente
obrigação do empregado de submeter-se às ordens recebidas. A falta de qualquer um
dos elementos dispostos na CLT veta o reconhecimento do vínculo empregador X
empregado.
Disto, tem-se que a autonomia, portanto, é o diferenciador preponderante entre a
prestação de serviços subordinada e a prestação autônoma de serviços, como
brilhantemente expõe Maurício Godinho Delgado, em sua obra “Curso de Direito do
Trabalho”, publicado pela LTr em 2006, pág. 583/584:
Autonomia laborativa consiste na preservação pelo
trabalhador, da direção cotidiana sobre sua prestação
de serviços; subordinação laborativa, ao contrário,
consiste na concentração, no tomador de serviços, da
direção cotidiana sobre a prestação laboral efetuada
pelo trabalhador. No plano concreto, nem sempre é
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muito clara a diferenciação existente entre autonomia e
subordinação. É que dificilmente existe contrato de
prestação de serviços em que o tomador não estabeleça
um mínimo de diretrizes e avaliações básicas à
prestação efetuada, embora não dirija nem fiscalize o
cotidiano dessa prestação. Esse mínimo de diretrizes e
avaliações básicas, que se manifestam principalmente
no instante da pactuação e da entrega do serviço
(embora possa haver uma ou outra conferência tópica
ao longo da prestação realizada) não descaracteriza a
autonomia. Esta será compatível, porém, com uma
intensidade e repetição de ordens pelo tomador ao
longo do cotidiano da prestação laboral. Havendo
ordens cotidianas pelo tomador, sobre o modo de
concretização do trabalho pelo obreiro, desaparece a
noção de autonomia, emergindo, ao revés, a noção e
realidade da subordinação.
Partindo destas premissas evidencia-se a total falta de fundamento à ação.
A Reclamante era quem determinava a sua agenda, e poderia ir a empresa , a esta não
havia controle de horário/jornada da Autora, pois ela tinha total liberdade para fazer o
trabalho quando, como e SE quisesse, recebendo remuneração conforme a sua própria
produção e quando tivesse alguma demanda, já que a empresa trata-se de uma galeteria
e seu horário de funcionamento e demanda era nos finais de semana.
Frisa-se que estas circunstâncias revelam, apenas, uma modalidade operacional ou de
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organização do trabalho utilizada para otimizar a relação e não se incompatibilizam com
a autonomia ostentada pela Reclamante, longe de caracterizar a subordinação típica da
relação de emprego.
A reclamante junta em sua CTPS a data de admissão de forma incompleta pois somente
mostra a admissão de um vinculo anterior mas não denota a parte da demissão e tais
dados já pulam para um segundo vinculo de empregada domestica SILVIA POOTVS
SOARES.
O que na realidade temos e uma expectativa de possível contratação mas que não foi
efetivada por problemas financeiros da empresa e estava prestes a encerrar as suas
atividades , como forma de se equilibrar começou a contratar parceiros autônomos para
trabalhar por dia conforme o que ocorreu com a reclamante .
As provas juntadas pela reclamante são carentes e não há uma devida comprovação
concreta sobre uma relação de emprego, posto que uma relação de emprego há
requisitos cujo devem ser comprovados e no caso em tela o ônus da prova e do
reclamante e tais provas juntadas não denotam a relação de um vínculo empregatício.
A liberdade com que a autora desempenhava suas atividades e os benefícios por ela
auferidos com o regime de colaboração evidenciam que os serviços eram prestados por
conta própria, e não em proveito da Contestante
Não há outra leitura da realidade fática retratada nos autos, a não ser a de que a
Reclamante prestou serviços de forma autônoma, não tendo a relação havida entre as
partes se revestido dos requisitos do artigo 3ª da CLT, caracterizadores do vínculo de
natureza empregatícia.
Assim, a única conclusão que emerge é a de que a relação havida entre as partes se
pautou efetivamente sob os moldes de verdadeira parceria na prestação de serviços,
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conjugando esforços e recursos, acarretando a total improcedência da ação, o que desde
já requer.
3.2 Das verbas rescisórias, 13º, férias e FGTS
Razão não socorre à Autora também quanto ao pedido de INSS, FGTS, férias, 13º e
demais verbas rescisórias eis que, não havendo o principal – vínculo de emprego – não
há que se falar em seus consectários.
Porém, de bom alvitre firmar que é inverídica a informação de que nunca gozou de
períodos de descanso, fundamento que se acresce à necessária improcedência da ação.
3.3 Das multas dos artigos 447 e 467 da CLT
Improcede, ainda, o pedido da aplicação das multas acima mencionadas, uma vez não
há qualquer verba a ser paga ao Reclamante, nem relação de emprego a ser revisada.
3.4 Dos documentos
A Demandada impugna todos os documentos carreados na exordial, principalmente os
que não estejam em conformidade com o art. 830 da CLT, ou os relativos a terceiros e
os preparados unilateralmente.
3.5 Da Correção Monetária
Como amplamente fundamentado, nenhuma verba ou valor é devido ao Reclamante.
Inexistindo o principal, não há que se falar nos acessórios, diante do que, improcede o
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pedido quanto à correção monetária das verbas que entenda serem devidas.
Novamente pelo princípio da eventualidade, caso esta MM. Vara entenda que a
Reclamante faz jus a algum valor, o que não se espera, requer seja observado como
índice a ser utilizado nos cálculos, O MÊS EM QUE A VERBA PASSOU A SER
LEGALMENTE EXIGÍVEL, entendendo-se esta como a época própria do pagamento
da verba, conforme se depreende da Lei 8.177/91, em seu artigo 39, que expressamente
dispõe:
Art. 39. Os débitos trabalhistas de qualquer natureza,
quando não satisfeitos pelo empregador nas épocas próprias
assim definidas em lei, acordo ou convenção coletiva,
sentença normativa ou cláusula contratual sofrerão juros de
mora equivalente à trd acumulada no período compreendido
ENTRE A DATA DE VENCIMENTO DA OBRIGAÇÃO E
O SEU EFETIVO PAGAMENTO.
Este tem sido o entendimento do Tribunal do Trabalho desta região:
CORREÇÃO MONETÁRIA. ÉPOCA PRÓPRIA.
Incide a correção monetária dos débitos trabalhistas a
partir do momento em que a prestação for legalmente
exigível, o que no caso de salário, em regra, é o décimo
dia subsequente ao mês (DL 75/66) e desde o advento
da Lei 7.855/89, a partir do quinto dia útil seguinte ao
mês em que nasce a obrigação. Contudo, a época
própria para atualização monetária desloca-se para o
mês da prestação de labor comprovado ajuste expresso
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tácito ou expresso (CLT, artigos 443 e 444) de que o
empregador realiza o pagamento do salário no mesmo
mês. (TRT-PR-AP- 00076/93, Ac. 3ª T 07431/993, Rel.
Juiz João Oreste Dalazen) in DJ/Pr de 23/07/03, pág.
21.
3.6 Dos recolhimentos fiscais e previdenciários
Caso este MM. Juízo entenda pela condenação em algum dos pedidos da inicial, requer
seja autorizado o desconto na parcela deferida e que couber ao Autor, do recolhimento
fiscal e previdenciário atinente, conforme preceitua o art. 46 da Lei 8.541/92 de
24.12.92, Lei 8.212 de 24.06.91 em seu art. 43 caput e parágrafo único e art. 44 cm a
redação dada pela Lei 8.620 de 05.01.93:
DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS.
COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. É
perfeitamente cabível nesta Especializada, a
determinação dos descontos previdenciários. Nesse
sentido, além do Provimento 03/84 da Corregedoria-
Geral da Justiça do Trabalho, temos o art. 44 da Lei
8.2113 de 24/07/91, que determina o recolhimento das
contribuições devidas à Seguridade Social,
incontinenti. Revista conhecida e provida. (TST - RR –
3882/90.8, Ac. 3ª T 0008/93, Rel. Min. Roberto Dalla
Manna) in DJU de 22/10/93, pág. 22383
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DEDUÇÕES TRIBUTÁRIAS E PREVIDENCIÁRIAS.
COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO –
As deduções relativas ao Imposto de Renda e à
contribuição previdenciária decorrem de lei, sendo,
pois, da competência da Justiça do trabalho tal
determinação. Além de terem respaldo no Provimento
nº 03/84 da Corregedoria desta Justiça Especializada,
têm previsão legal expressa na Lei 8.212 e na Lei 7.713,
respectivamente. Revista provida, no particular. (TST
– RR – 68.982/93.9, Ac. 2ª T 3408/93, Rel. Min. Hylo
Gurgel, Recorrente Frigodiniz S/A Comércio e
Indústria, Recorrido Ildeu Camargo) in DJU de
19/11/93, pág. 24755.
3.7 Do abatimento / compensação
Na inacreditável hipótese de qualquer condenação, requer a compensação / abatimento
dos valores pagos pela Contestante e confessados e /ou reconhecidos pelo Reclamante.
3.8 Da condenação da Autora à pena por litigância de má-fé
Não resta dúvida de que a presente ação se trata de mera aventura jurídica, a qual a
Autora se atira livremente, na tentativa de vir a receber verbas às quais tem ciência
plena, já recebeu ou não faz jus.
Mesmo ciente do cumprimento escorreito do contratado, falta com a verdade,
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ingressando com ação embasada em falsas afirmações, apenas com o intuito de receber
além daquilo que lhe era devido.
Tal conduta é clara característica de má-fé e da ilicitude, que não podem de forma
alguma ser sancionadas por esta Justiça Laboral, de modo que a ação deve ser julgada
totalmente improcedente!!!
Pela utilização do Pode Judiciário na tentativa de auferir enriquecimento ilícito,
desvirtuando/ocultando provas e faltando com a verdade e lealdade processual, requer
seja reconhecida a litigância de má-fé, nos termos do artigo 80 e incisos I, II, III, V, do
Novo Código de Processo Civil, condenando a Autora ao pagamento da multa prevista
no art. 81 do mesmo diploma legal ates citado. No mesmo ínterim, já foram prolatadas
decisões pelos Tribunais Pátrios:
LITIGANTE DE MÁ-FÉ - Art. 17, II, CPC - Revela-se
litigante de má-fé o Reclamante, devidamente assistido
por advogado, sabendo ler e escrever, que afirma não
haver recebido férias, aviso prévio, guias para
levantamento do FGTS e guias de Seguro-desemprego
e, ante os documentos comprobatórios em contrário,
persiste em querer recebê-las mais uma vez, sem
qualquer outra justificativa que a mera vontade
própria, onerando o Estado com recurso desprovido de
sustentação jurídica. Incidência do art. 17, inciso II, do
CPC. Punição que se mantém, por litigância de má-fé.
(TRT 10ª R. - RO 5.185/96 - 2ª T. - Rel. Juiz Braz
Henriques de Oliveira - DJU 07.07.1997)
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LITIG NCIA DE MÁ-FÉ. CARACTERIZAÇÃO -Se o
reclamante pede em juízo parcela que sabe que não é
devida, age de má-fé, não sendo justificativa o fato de o
advogado ter assinado petição que estava na
"memória" do computador com tal postulação. A se
admitir tal assertiva, abrir-se-á precedente perigoso,
vindo todos a juízo fazer petições padronizadas, sem
qualquer critério, causando transtornos aos
empregadores e o caos da Justiça do Trabalho, já
assoberbada de processos. Se a culpa é do procurador,
deverá ele, no foro próprio (inclusive no foro íntimo)
ressarcir o seu cliente dos prejuízos que lhe causou, por
força da Lei nº 8.906/94.(Ac.TRT 3ª Reg. RO/9725/96,
publ. MG 21.02.1997, Rel. Juiz Bolívar Viegas Peixoto)
Além disso, requer a condenação da Reclamante na obrigação de indenizar a
Contestante em montante equivalente ao dobro das verbas cobradas indevidamente na
presente ação, sob pena de execução.
4– DA CONCLUSÃO E REQUERIMENTO
Em face de todo o exposto, conclui-se dos fatos e do Direito que não há nenhuma razão
ao deferimento da presente ação, pois inexiste qualquer sombra de verossimilhança
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entre a realidade do contrato aqui narrada e a inicial. Destarte, não tendo logrado êxito a
Autora em fazer prova de suas alegações, deve ter julgada TOTALMENTE
IMPROCEDENTE a sua Reclamatória, isentando a Reclamada de toda e qualquer
condenação, inclusive custas e honorários advocatícios, requerendo, pois, seja acolhida
a defesa em todos os seus termos, por ser de DIREITO e merecida JUSTIÇA!
Ex positis, requer:
a) seja julgada TOTALMENTE IMPROCEDENTE a presente Demanda, com
fixação de honorários à procuradora signatária em 15% sobre o valor da
atribuído à causa;
b) seja deferida a produção de todas as provas em direito admitidas, e em especial,
o depoimento pessoal da Autora, sob pena de confissão, a juntada de novos
documentos, pericial e oitiva de testemunhas.
Pelo indeferimento do pedido.
ARACAJU , 25 de JANEIRO de 2024
Erica Santos Eustaquio
OAB/SE 6899
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