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Home / Training / Manuals / Colposcopia e tratamento da neoplasia intra-epitelial cervical:
Manual para principiantes / Capítulo 14: Descontaminação, limpeza, desinfecção de alto nível e
esterilização dos instrumentos usados no diagnóstico e tratamento da neoplasia cervical
Colposcopia e tratamento da neoplasia intra-epitelial cervical: Manual para principiantes, J.W.
Sellors & R. Sankaranarayanan
Capítulo 14: Descontaminação, limpeza, desinfecção de alto nível e esterilização dos
instrumentos usados no diagnóstico e tratamento da neoplasia cervical
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A descontaminação se refere às medidas adotadas para assegurar que a manipulação de um
instrumento médico seja inócua, ao reduzir a contaminação por microorganismos. Este passo
permite a inativação do vírus da hepatitis B e HIV.
A limpeza assegura a remoção do material biológico dos instrumentos.
A destruição de todos os microorganismos, inclusive os esporos bacterianos em um instrumento
é denominada de esterilização.
Quando não se dispõe do equipamento de esterilização ou não se pode esterilizar o instrumento,
usa-se a desinfecção de alto nível (DAN). Exceto pelos esporos bacterianos, a DAN destrói todas
as formas microbianas.
A execução rigorosa dos procedimentos anteriores de acordo com um manual é útil para garantir
a qualidade da utilização segura dos instrumentos reutilizáveis.
Os passos básicos incluídos na utilização segura de instrumentos reutilizáveis para a colposcopia
e para tratamento da neoplasia intraepitelial cervical (NIC) são resumidos neste capítulo. Um
bom conhecimento e compreensão dos passos do processo de desinfecção de alto nível
(DAN)/esterilização são essenciais, visto que assegura que os instrumentos usados não
contenham agentes infecciosos. Qualquer falta de cumprimento deste processo pode levar à
contaminação dos instrumentos esterilizados e prejuízo à paciente. O processo para reutilizar os
instrumentos começa com descontaminação e prossegue com a limpeza, esterilização/DAN,
armazenamento e manipulação. Um programa de garantia de qualidade ajuda a assegurar que os
instrumentos sejam processados de modo adequado para que possam ser reutilizados.
Há três passos básicos para a reutilização dos instrumentos usados em procedimentos clínicos e
cirúrgicos: descontaminação, limpeza e esterilização/DAN. Estes são tratados brevemente e são
descritos os métodos usados para esterilizar diferentes instrumentos.
Descontaminação
A descontaminação consiste de uma série de passos para tornar inócua a manipulação de um
instrumento ou dispositivo médico ao reduzir sua contaminação com microorganismos ou outras
substâncias nocivas. Em geral, esses procedimentos são realizados pelo pessoal de enfermagem,
técnico ou de limpeza, e a descontaminação protege esses profissionais da infecção inadvertida.
Se esses procedimentos são realizados de modo adequado, a descontaminação dos instrumentos
fica assegurada antes da manipulação para a limpeza. Este passo inativa a maioria dos
microorganismos, como o vírus da hepatite B e HIV. Outro processamento é necessário para
assegurar que o objeto esteja limpo e depois esterilizado.
Limpeza
A limpeza é um passo crucial dar tornar os instrumentos inócuos e descontaminados. A limpeza
manual enérgica com água corrente e sabão líquido ou detergente elimina o material biológico
como sangue, secreções orgânicas e resíduos teciduais. Os instrumentos devem ser limpos o
quanto antes depois do uso. Quando se deixa material biológico, este pode atuar como um meio
propício para proliferação de microorganismos residuais, protegendo-os dos efeitos da
desinfecção e esterilização.
Esterilização ou desinfecção de alto nível (DAN)
A esterilização é definida como o processo de destruir todos os microorganismos em um
instrumento mediante a exposição a agentes físicos ou químicos. Este processo elimina todas as
formas de vida microbiana, inclusive os esporos bacterianos. Na prática, considera-se que a
esterilidade foi obtida se a probabilidade de um microorganismo sobreviver é menor de um em
um milhão. O processo de esterilização é fundamental para a reutilização inócua dos
instrumentos usados na atenção clínica.
Quando não existe equipamento de esterilização disponível, ou o instrumento não pode ser
esterilizado, usa-se a DAN. A desinfecção implica na redução da carga microbiana de um
instrumento, mas não na sua eliminação completa. O grau desta redução depende do processo de
desinfecção usado e a resistência das formas microbianas presentes. Na prática, contudo, a DAN
destrói todas as formas de vida microbiana exceto os esporos bacterianos.
Método de descontaminação
Imediatamente depois do uso, coloque os instrumentos e demais acessórios, como luvas, em um
grande balde de plástico limpo com solução de cloro a 0,5% durante 10 minutos. A solução de
cloro de 0,5% é preparada com a adição de uma parte de alvejante doméstico concentrado
(solução de hipoclorito de sódio, com cloro a 5%) em nove partes de água.
A fórmula geral para fazer uma solução diluída a partir de um preparado comercial de uma
determinada concentração é a seguinte: partes totais de água = [% concentrado / % diluído] – 1.
Por exemplo, para fazer uma solução diluída de cloro a 5%, a partir de alvejante doméstico
líquido concentrado a 5% = [5,0% / 0,5%] –1 = 10 – 1 = 9 partes de água; portanto adicione uma
parte de alvejante concentrado a nove partes de água.
Se for usado cloro em pó seco, disponível comercialmente, use a seguinte fórmula para calcular a
quantidade (em gramas) de pó seco necessário para fazer a solução de cloro a 0,5%: Gramas/litro
= [% diluído / % concentrado] x 1.000. Por exemplo, para fazer uma solução de cloro diluído a
0,5% a partir de pó seco de hipoclorito de cálcio a 35% = [0,5 % / 35 %] x 1.000 = 14,2 g.
Assim, adicione 14,2 g de pó seco a 1 litro de água ou 142 g a 10 litros de água. Os instrumentos
não devem ser deixados no alvejante diluído por mais de 10 minutos e devem ser limpos em
água fervida imediatamente depois da descontaminação para evitar a descoloração e a corrosão
do metal.
Método de limpeza
A limpeza manual minuciosa dos instrumentos com água e detergente para eliminar todo o
material orgânico, depois da descontaminação na solução de cloro a 0,5% durante 10 minutos é
crítica antes da esterilização ou DAN. Deve-se usar uma escova para esfregar os instrumentos e
remover a matéria orgânica. Os instrumentos devem ser limpos o quanto antes depois do uso,
para que o material orgânico não seque e fique aderido aos instrumentos, criando um meio
propício para proliferação de microorganismos. A pessoa que faz a limpeza deve usar luvas
protetoras para lavar os instrumentos.
Quem faz a limpeza deve usar óculos ou óculos protetores para proteger os olhos da água
contaminada. Deve-se prestar atenção especial aos instrumentos com dentes (por exemplo, saca-
bocados de biopsia), articulações e parafusos (por exemplo, espéculos vaginais), aos quais o
material biológico pode se aderir. Depois da limpeza, enxágüe bem os instrumentos com água
fervida para retirar os resíduos detergentes.
Métodos de esterilização
Os Instrumentos que são considerados “críticos” (instrumentos que são introduzidos nos tecidos
corporais estéreis ou no sistema vascular –, ver quadro 14.1, por exemplo, saca-bocados de
biopsia, instrumentos cirúrgicos, ponta do eletrocautério, espéculos vaginais) requerem
esterilização antes de serem reutilizados. Dois métodos de esterilização são descritos neste
manual.
quadro 14.1: Classificação de Spau...
(a) A esterilização a vapor saturado de alta pressão
A esterilização a vapor saturado de alta pressão com o uso de autoclaves é recomendada para a
esterilização. Instrumentos a descoberto devem ser expostos durante 20 minutos a temperaturas
entre 121 oC e 132 oC, a uma pressão de 106 kPa (15 lb/polegada2). Deve-se seguir as
instruções do fabricante, visto que as pressões adequadas podem variar ligeiramente dependendo
da marca da autoclave. Os pacotes pequenos com instrumentos embrulhados devem ser expostos
durante 30 minutos. O material usado como envoltório deve ser poroso o suficiente para permitir
que o vapor atravesse. Os instrumentos estéreis envoltos têm um período máximo de
armazenamento de até 7 dias, caso sejam conservados secos e intatos. Uma vez abertos, os
instrumentos devem ser colocados em um recipiente estéril. Autoclaves pequenas são ideais para
o uso em consultórios.
(b) esterilização química
A esterilização química pela imersão em glutaraldeído a 2-4% por 8 a 10 horas ou em
formaldeído a 8% por 24 horas é uma opção à esterilização a vapor. Ela requer a manipulação
especial com luvas e, assim, os instrumentos esterilizados devem ser enxaguados com a água
estéril antes do uso, já que esses produtos químicos deixam resíduos nos instrumentos. O
glutaraldeído é muito caro, enquanto o formaldeído é mais irritante para a pele, pulmões e olhos.
A esterilização a vapor é preferida à esterilização química.
Métodos de desinfecção de alto nível (DAN)
Dois métodos de DAN são aqui descritos:
(a) A água corrente simples, fervente, em um recipiente limpo oferece uma forma barata e
facilmente acessível de DAN. O tempo de contato para os instrumentos deve ser de, pelo menos,
20 minutos depois de iniciada a fervura. A água do recipiente deve ser trocada diariamente e o
recipiente lavado todos os dias e mantido seco.
(b) De modo alternativo, a DAN pode ser feita ao imergir os instrumentos em uma das seguintes
soluções durante 20-30 minutos:
Solução de cloro a 0,1%: Se for usada água fervida para fazer a solução, pode-se usar cloro a
0,1% para a DAN. Caso contrário, deve-se usar a solução a 0,5%. O tempo de contato necessário
é de 20 minutos. A solução é muito corrosiva para o aço inoxidável. Depois da desinfecção, os
instrumentos devem ser enxaguados bem com a água fervida e depois deixados secar ao ar livre
ou secos com um pano estéril antes do uso. O período máximo de armazenamento da solução
preparada é de uma semana.
Solução de peróxido de hidrogênio a 6%: Pode-se preparar com a adição de uma parte de uma
solução a 30% com quatro partes de água fervida; o tempo de contato é de 30 minutos. Depois da
desinfecção, os instrumentos devem ser enxaguados bem com água fervida e depois deixados
secar ao ar livre ou secos com um pano estéril antes do uso. No entanto, esta solução danifica as
superfícies externas das borrachas e plásticos e corrói os instrumentos de cobre, zinco e bronze
depois do uso prolongado.
Glutaraldeído a 2%: Deve-se preparar de acordo com as instruções do fabricante; a solução
ativada a 2% em um recipiente coberto tem um período máximo de armazenamento de duas
semanas. O tempo de contato é de 20 minutos. Como o glutaraldeído forma resíduos nos
instrumentos, que são tóxicos para tecidos, os instrumentos devem ser enxaguados bem com a
água estéril e secos com um pano estéril antes do uso.
Garantia da qualidade
A execução rigorosa da descontaminação, limpeza e esterilização ou DAN dos instrumentos, de
acordo com o manual contribui para a garantia da qualidade dos procedimentos. O manual deve
ser de fácil acesso no consultório para consulta rápida. O processo de garantia da qualidade
consiste em auditorias regulares, análise, ajustes de sistemas e educação. As auditorias devem
consistir da revisão dos métodos usados de esterilização, acessórios esterilizados, duração e
temperatura de exposição, identificação do responsável pela esterilização e exame e inspeção
periódicos do equipamento usado na esterilização. A freqüência de infecções pélvicas depois dos
procedimentos clínicos neste contexto (ou seja, triagem, detecção precoce e tratamento da pré-
neoplasia cervical) é um bom indicador da qualidade do processo de esterilização implantado.
Classificação de Spaulding do instrumental médico (modificada)
De acordo com o modo de uso, Spaulding classificou o instrumental médico como “crítico”,
“semicrítico”, ou “não-crítico” (quadro 14.1). Esta classificação serve para guiar o
processamento de reutilização.
A desinfecção de nível intermédio acarreta a destruição do Mycobacterium tuberculosis,
bactérias vegetativas, maioria dos vírus (HIV, vírus da hepatite B e vírus do herpes simples) e a
maioria dos fungos (Candida, Aspergillus), mas não destrói esporos bacterianos. A desinfecção
de baixo nível destrói a maioria das bactérias, alguns vírus e fungos, mas não o Mycobacterium
tuberculosis ou esporos bacterianos. O álcool etílico ou isopropílico a 60-90% ou soluções à base
de iodo, como iodo povidona a 10%, agem como desinfetantes de nível intermédio ou baixo.
Diferentemente das soluções à base de iodo, o álcool não deixa resíduos nos instrumentos. Um
guia para o processamento de instrumentos e materiais usados na triagem da neoplasia cervical,
colposcopia e tratamento da NIC se encontra no quadro 14. 2.
quadro 14.1: Classificação de Spau...
quadro 14.2: Guia para processamen...
Descontaminação de superfícies no consultório de triagem
As mesas de procedimentos, carrinhos, equipamento (colposcópio, equipamento de criocirurgia,
gerador eletrocirúrgico, aspirador de vapor, lâmpada de halogênio etc.) no consultório de triagem
podem ser contaminados com secreções orgânicas, como secreções vaginais, corrimentos
purulentos, sangue etc. A mesa de procedimentos deve ser descontaminada depois de cada
procedimento, mas as outras superfícies devem ser descontaminadas diariamente com a limpeza
com solução de cloro a 0,5%, álcool etílico ou isopropílico a 60-90% ou outros desinfetantes
químicos como soluções à base de iodo. O chão do consultório de triagem também deve ser
descontaminado diariamente.
25 avenue Tony Garnier CS 90627 69366, LYON CEDEX 07 France - Tel: +33 (0)4 72 73 84 85
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Meio Ambiente | On 6 meses ago
Descontaminação
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Descontaminação – Definição
A descontaminação é o processo de limpeza dos instrumentos cirúrgicos para remover a proteína
aderente antes da esterilização em autoclave.
A descontaminação é definida como a remoção ou redução de contaminantes radioativos
residuais (às vezes em combinação com outros materiais perigosos) de superfícies de
equipamentos (por exemplo, sistemas de tubulação, tanques e componentes) ou de estruturas (por
exemplo, pisos, paredes e tetos) por meio de métodos mecânicos. , química ou outras técnicas
para atingir um objetivo declarado ou condição final.
A descontaminação é tornar (um objeto ou área) seguro para pessoas desprotegidas, removendo,
neutralizando ou destruindo qualquer substância nociva, como material radioativo ou gás
venenoso.
Descontaminação – O que é
A descontaminação é um processo pelo qual o material perigoso é removido do ambiente,
edifícios, objetos ou pessoas. A natureza do perigo pode ser biológica, química ou radiológica.
Normalmente, o material representará uma ameaça direta aos seres humanos, mas em alguns
casos a ameaça pode ser indireta ou econômica – por exemplo, pragas de insetos ou doenças de
plantas ou animais. Às vezes, o processo de descontaminação envolve a remoção física do
material em questão, enquanto em outras ele pode ser neutralizado ou tornado inofensivo por
meios químicos.
Os riscos biológicos incluem patógenos microbianos, como bactérias, vírus e parasitas.
Os procedimentos de descontaminação empregados dependerão tanto da natureza do
contaminante quanto do que deve ser descontaminado. Pequenos objetos, como instrumentos
cirúrgicos, podem ser descontaminados por aquecimento — por exemplo, em autoclave.
A descontaminação de salas e edifícios geralmente envolve o uso de desinfetantes poderosos:
agentes oxidantes fortes, como cloro, dióxido de cloro ou peróxido de hidrogênio, ou produtos
químicos orgânicos tóxicos, como formaldeído ou fenol. Após os ataques de antraz nos EUA em
2001, as instalações que poderiam ter abrigado esporos de antraz foram descontaminadas com
gás dióxido de cloro, um biocida altamente eficaz.
Material perigoso é removido do meio ambiente
durante o processo de descontaminação
Lidar com solo contendo patógenos humanos é mais problemático. Durante a Segunda Guerra
Mundial, esporos de antraz foram liberados na Ilha Gruinard – uma pequena ilha na costa
noroeste da Escócia – em um experimento para monitorar os efeitos de uma potencial arma
biológica. Como resultado, a ilha permaneceu fechada ao público por quase 50 anos.
Em 1986, a ilha foi descontaminada usando grandes quantidades de uma solução de formaldeído
na água do mar. A ilha foi finalmente declarada segura em 1990.
Às vezes, o processo de descontaminação envolve
o manuseio físico de um material perigoso
Devido à sua toxicidade e corrosividade, os desinfetantes fortes não podem ser usados para
descontaminar as pessoas.
A descontaminação humana geralmente envolve a remoção e descarte seguro da roupa, seguida
da lavagem da pele exposta com um desinfetante suave, como uma solução aquosa a 0,5% de
hipoclorito de sódio ou cálcio. Se, no entanto, o agente for infeccioso ou contagioso, as pessoas
expostas a ele podem ser obrigadas a ficar em quarentena para evitar a propagação da doença.
Os desinfetantes podem ser usados para
descontaminar diferentes superfícies
Onde o perigo é de natureza química, os edifícios podem ser descontaminados usando produtos
químicos que tornem o agente perigoso relativamente inofensivo. Tal como acontece com os
perigos biológicos, os produtos químicos orgânicos tóxicos podem frequentemente ser
decompostos usando agentes oxidantes fortes.
Uma solução suave de hipoclorito pode ser aplicada na pele para descontaminar as pessoas
expostas a essas toxinas; no caso de exposição humana, é importante que o produto químico seja
removido o mais rápido possível.
No caso de metais pesados tóxicos, a remoção física da substância por meio de lavagem
completa e descarte seguro de águas residuais pode ser mais apropriada. Em caso de ingestão de
metais pesados, agentes quelantes podem ser empregados. Essas substâncias se ligam e prendem
os íons metálicos, tornando-os inativos e removendo-os do sistema.
Os métodos de descontaminação para áreas contaminadas
com elementos radioativos geralmente incluem
remoção física e descarte seguro
A descontaminação de solos contendo metais tóxicos, geralmente como resultado da poluição
industrial, pode ser dividida em métodos in situ e ex situ.
Os métodos in-situ podem envolver métodos eletrocinéticos e eletroacústicos, onde os íons
metálicos no solo úmido são mobilizados por um potencial elétrico, auxiliado pela vibração para
aumentar a porosidade, de modo que eles migrem através de um gradiente hidráulico e possam
ser bombeados por meio de um bem. Outro método é a fitoextração, na qual plantas que podem
absorver o metal, embora permaneçam relativamente inalteradas por ele, são usadas para
removê-lo do solo. Os métodos ex-situ envolvem a remoção do solo a granel, tratando-o
quimicamente ou por lavagem e devolvendo o solo limpo ao local.
Alguns dos métodos acima também são eficazes para substâncias radioativas. Não há, no
entanto, nenhuma maneira prática de tornar um elemento radioativo não radioativo; portanto, os
métodos de descontaminação devem se concentrar na remoção física e no descarte seguro do
elemento. A radioatividade é facilmente detectada e, quando a contaminação consiste em
partículas relativamente grandes, elas podem ser removidas individualmente. Caso contrário,
para solo contaminado, fitoextração e técnicas eletrocinéticas às vezes são eficazes.
A descontaminação de humanos expostos a materiais radioativos novamente normalmente
envolve a remoção de roupas e lavagem completa, combinada com o descarte seguro de roupas e
águas residuais.
No entanto, quando materiais radioativos foram ingeridos, agentes quelantes podem ajudar a
remover o elemento radioativo; isso pode não ser uma opção se for uma forma radioativa de um
elemento essencial.
Em alguns casos, meios químicos podem ser usados para ajudar a prevenir a absorção de um
elemento radioativo no sistema. Por exemplo, no caso de vazamento de iodo radioativo de um
reator nuclear, comprimidos de iodeto de potássio podem ser distribuídos aos residentes
próximos; estes fornecem uma fonte de iodo não radioativo, reduzindo a quantidade do elemento
radioativo que é absorvido.
Descontaminação – Métodos
Descontaminação
A descontaminação refere-se aos esforços para proteger a propriedade e as pessoas que foram
expostas a agentes químicos, nucleares ou biológicos.
A intenção da descontaminação é dupla. O primeiro objetivo é tornar o indivíduo livre do
contaminante ou, se a remoção completa do agente for impossível, reduzir a concentração do
contaminante a um nível seguro para a sobrevivência. O segundo objetivo é tornar a propriedade
segura para habitação.
A descontaminação humana pode envolver a remoção de um contaminante da pele.
Normalmente essa descontaminação deve ser feita rapidamente, pois o contaminante pode ser
absorvido pela pele onde pode causar danos internos. Em um ambiente como casa, laboratório ou
fábrica, instalações de descontaminação permanente podem estar presentes.
Por exemplo, banheiros equipados com torneiras de água acionadas pelo braço e sabonete anti-
séptico permitem a rápida remoção de derramamentos pessoais.
A descontaminação também é possível “no campo”, graças aos kits de descontaminação pessoal
de resposta a emergências, que podem ser transportados com trabalhadores ou soldados.
A descontaminação é uma combinação de processos que remove ou destrói a contaminação de
modo que os agentes infecciosos ou outros contaminantes não possam atingir um local suscetível
em quantidades suficientes para iniciar a infecção ou outra resposta prejudicial.
Os vários níveis de descontaminação são descritos abaixo:
Limpeza física
A limpeza é um processo que remove fisicamente a contaminação, incluindo alguns
microorganismos e, se houver sujeira, é uma etapa essencial antes que a desinfecção ou
esterilização efetiva possa ser realizada.
A limpeza não destrói necessariamente todos os microorganismos, mesmo que a superfície
pareça mais limpa. A limpeza de equipamentos e superfícies de trabalho é melhor feita com
detergente e água morna. Também é importante garantir que o produto de limpeza utilizado não
danifique equipamentos e superfícies de trabalho.
Ultrasonicação
A ultrasonicação é um método de limpeza à base de líquido recomendado para alguns
equipamentos e depende da cavitação (rápida formação e colapso de minúsculas bolhas em um
líquido). Este método é usado rotineiramente nos setores de saúde, laboratório, arte corporal e
beleza, mas é apropriado sempre que for necessária a limpeza de itens reutilizáveis
contaminados.
Os itens tratados devem ser submersíveis e a ultrasonicação é realizada em um tanque com
tampa e pode até limpar aberturas e reentrâncias.
Os limpadores ultrassônicos devem ser limpos duas vezes ao dia como requisito mínimo e
mantidos limpos e secos durante a noite.
A escolha dos agentes de limpeza deve ser recomendada pelo fabricante e deve refletir o uso
planejado.
Desinfecção
Isso visa reduzir o número de microrganismos presentes a um nível que provavelmente não
causará infecção. Para fins práticos, a desinfecção pode destruir ou inativar muitos ou todos os
microrganismos patogênicos, mas não os esporos.
É importante perceber que o sucesso da desinfecção depende muito do número de
microorganismos inicialmente presentes. Portanto, a limpeza física é um pré-requisito importante
para uma desinfecção eficaz.
Antissepsia
Este termo é aplicado a um processo de desinfecção de tecidos. Somente agentes desinfetantes
que não sejam tóxicos para os tecidos podem ser usados como agentes antissépticos.
Esterilização
Em contraste com a desinfecção, este é um termo absoluto que denota a destruição de todos os
microrganismos, incluindo esporos.
Desinfecção e esterilização por calor
O tratamento térmico é o meio de rotina mais eficaz para destruir a infecciosidade de todos os
microorganismos, incluindo o BBV, e envolve principalmente o uso de autoclaves
(esterilizadores a vapor sob pressão).
Os fornos de ebulição e calor seco atingem temperaturas elevadas que podem matar
microorganismos, mas podem não ter o nível necessário de fornecimento de calor e controle de
tratamento oferecido pelos esterilizadores a vapor e, portanto, são menos confiáveis.
Também há evidências de que os sistemas de calor seco e fervura raramente recebem
manutenção ou não são submetidos a testes periódicos, necessários para garantir que estejam
atingindo as condições de esterilização de forma consistente.
Fonte: www.oxfordreference.com/www.dictionary.com/www.wisegeek.com/www.epa.gov/
www.sciencedirect.com/www.hse.gov.uk
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Fabiane Breda
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Descontaminação
Os técnicos envolvidos no atendimento a acidentes com produtos químicos podem se contaminar
de diversas maneiras:
através de contato com vapores, gases, névoas ou material particulado;
por respingos do produto;
através de contato direto com poças de produto;
através de contato com solo contaminado e;
quando da manipulação de instrumentos ou equipamentos contaminados. Roupas de proteção e
respiradores ajudam a prevenir a contaminação do usuário. Boas práticas de trabalho ajudam a
reduzir a contaminação de roupas, instrumentos e equipamentos. No entanto, mesmo seguindo
estas regras de segurança poderá ocorrer a contaminação.
Descontaminação é um processo que consiste na remoção física dos contaminantes ou na
alteração de sua natureza química para substâncias inócuas.
Linha de descontaminação
Basicamente existem três procedimentos distintos de descontaminação que podem ser realizados:
para produtos com baixa toxicidade;
para produtos com média toxicidade;
para produtos com alta toxicidade. O procedimento de descontaminação mais comum é aquele
utilizado para produtos com baixa toxicidade, sendo que este poderá ser realizado quando do
retorno dos trabalhos de campo. Para os demais produtos, a descontaminação deverá ser iniciada
ainda no local da ocorrência, podendo ou não, ser dada a continuidade quando do retorno da
operação. O procedimento de descontaminação para produtos com alta toxicidade pode requerer
até a destruição total das roupas e equipamentos utilizado.
Descontaminação de Maquinas em área contaminada- Cidade dos Meninos – RJ
Vale ressaltar que no processo de descontaminação o mais importante é a minuciosidade e não a
velocidade.
A descontaminação, na sua etapa de campo, deverá estar posicionada entre a zona quente e a
zona fria, constituindo assim a zona morna. Todos os técnicos que deixam a zona quente o
devem fazer passando pela linha de descontaminação.
Posicionamento da descontaminação em relação ao local da ocorrência
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