PLANEJAMENTO PREVIDENCIÁRIO
PARA CATEGORIAS ESPECÍFICAS
Profa. Taís Rodrigues dos Santos
Especialista em Direito Previdenciário
Francisca Ferreira da Silva - 03716129771
ATENDIMENTO AO CLIENTE
1 – PRIMEIRA ENTREVISTA COM O CLIENTE
2 – CONTAGEM DE TEMPO E CONTRIBUIÇÃO
3- AVALIAÇÃO DE SEUS DIREITOS E APRESENTAÇÃO AO
CLIENTE
4- A DECISÃO DA MELHOR CAMINHO À SEGUIRA SEGUIR
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O CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS
- PRINCIPAIS CUIDADOS NO FECHAMENTO DO CONTRATO
- VINCULAÇÃO DOS SERVIÇOS PREVIDENCIÁRIOS PARA TODAS
AS ESPÉCIES DE BENEFÍCIOS
- OS SERVIÇOS NECESSÁRIOS (BUSCA DE DOCUMENTOS,
RETIFICAÇÃO DE CNIS...)
- A COBRANÇA DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS
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BASE FUNDAMENTAL
•Todo trabalhador que se sujeitou a trabalho em atividades
prejudiciais à saúde ou à integridade física tem direito a obter a
aposentadoria antecipadamente;
• Sujeição a agentes físicos, químicos e biológicos ou associação dos
agentes;
• Trabalho sob condições agressivas à saúde ou à integridade física;
• Informação de utilização de EPI e comprovação de sua eficácia pode
descaracterizar o tempo como especial;
• Enquadramento por categoria até 28/04/95;
• Exposição permanente a partir da Lei 9.032/95;
• Aplicação da lei ao tempo do exercício do trabalho;
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Conceito de atividade
penosa
Conceito subjetivo, pois não está definido em lei.
Em geral, são consideradas aquelas que exigem
vigilância e atenção acima do comum, esforço físico
intenso, confinamento ou isolamento, esforço repetitivo
ou muito intenso (como levantamento de cargas),
posturas incômodas e/ou fatigantes, Contato com
substâncias ou situações repugnantes e cadáveres, ….
REGULAMENTO DA APOSENTADORIA ESPECIAL:
DECRETO 53.831/1964
2.4.4 Transporte Rodoviário: Motorneiros e condutores
de bondes. Motoristas e cobradores de ônibus.
Motoristas e ajudantesFrancisca
de caminhão.
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ATIVIDADE PENOSA
“Pode ser considerada penosa a atividade produtora de
desgaste no organismo, de ordem física ou psicológica, em
razão de repetição dos movimentos, condições agravantes,
pressões e tensões próximas do indivíduo. Dirigir veículo
coletivo ou de transporte pesado, habitual e permanente,
em logradouros com tráfego intenso, é exemplo de
desconforto causador de penosidade”.
MARTINEZ, Wladimir Novaes.
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CONCEITO DE ATIVIDADE INSALUBRE
Aquelas que, por sua natureza, condições ou
métodos de trabalho, exponham os empregados a
agentes nocivos à saúde, acima dos limites de
tolerância fixados em razão da natureza e da
atividade do agente e do tempo de exposição aos
seus efeitos (Art. 198, CLT)
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INSALUBRIDADE - AGENTES FÍSICOS
Aqueles que podem trazer ou ocasionar danos à saúde ou à
integridade física do trabalhador nos ambientes de trabalho,
em função da sua intensidade ou exposição:
✔ os ruídos;
✔ Vibrações;
✔ Calor;
✔ pressões anormais;
✔ radiações ionizantes;
✔ Etc.
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DATAS LIMITES PARA ENQUADRAMENTO
Até 28/04/1995 De 28/04/1995 a De 06/03/1997 a De 07/05/99 até
05/03/1997 06/05/1999 hoje
•Físicos •Físicos •Físicos •Físicos
•Químicos •Químicos •Químicos •Químicos
•Biológicos •Biológicos •Biológicos •Biológicos
•Categoria
Profissional Decretos nº Decreto nº Decreto nº
Decreto 53.831/64 e 2.172/97 3.048/99
53.831/64 e 83.080/79 Anexo IV
83.080/79 anexo I
(I e II)
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TEMPO X REGULAMENTOS
Período Laborado Regulamento aplicado Meios de Prova
De 05/09/1960 Dec. nº 53.831/64 Informação idônea do empregador através de
(LOPS) até (Quadro Anexo) e Dec. formulários – enquadramento ficto – Exceção:
28/04/1995 nº 83.080/79 (Anexos I ruído.
A partir de e II) – aplicação Comprovação efetiva exposição ao agente nocivo –
29/04/1995(Lei simultânea – norma fim do enquadramento por categoria profissional –
9.032) mais benéfica. Formulários SB40, DSS8030, DIRBEN8030. Exceção:
ruído.
A partir de Dec. nº 2.172/97
06/03/1997 (Anexo IV) Laudo Técnico Pericial para preenchimento de
A partir de Dec. nº 3.048/99 formulário para qualquer agente nocivo.
07/05/1999 (Anexo IV)
A partir de Comprovação através de PPP baseado em Laudo
01/01/2004 Técnico.
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RECONHECIMENTO DO TEMPO DE ATIVIDADE ESPECIAL PARA FINS
PREVIDENCIÁRIOS
1) Concessão da APOSENTADORIA ESPECIAL aos 15,
20 ou 25 anos de atividade;
2) Concessão e/ou Revisão da APOSENTADORIA POR
TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO mediante a utilização do
tempo especial convertido para tempo comum, com o
acréscimo do multiplicador correspondente (ex.: 25
anos x 1,4);
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EXIGÊNCIAS DE NÍVEL DE RUÍDO PARA ENSEJAR APOSENTADORIA ESPECIAL
- Até 05.03.1997 (Decreto 53.831/64 ................. SUPERIOR A 80 dB
até a Edição do Decreto 2.172/97)
..................SUPERIOR A 90 dB
- Após 05.03.1997 até 17.11.2003
- A partir do Decreto 4.882 de ...................SUPERIOR A 85 dB
18.11.2003
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EXIGÊNCIAS DE NÍVEL DE RUÍDO PARA ENSEJAR APOSENTADORIA ESPECIAL
QUADRO A QUE SE REFERE O ART. 2º DO DECRETO Nº
53.831, DE 25 DE MARÇO DE 1964
REGULAMENTO GERAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL
1.1.6
RUÍDO
Operações em locais com ruído excessivo capas de ser nocivo à saúde.
Trepidações sujeitos aos efeitos de ruídos industriais excessivos - caldereiros,
operadores de máquinas pneumáticas, de motores - turbinas e outros.
Insalubre
25 anos
Jornada normal ou especial fixada em lei em locais com ruídos acima de 80
decibéis. Decreto número 1.232, de 22 de junho de 1962. Portaria Ministerial
262, de 6-8-62 e Art. 187 da CLT.
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ÓLEOS MINERAIS
—
Anexo n° 13 - AGENTES QUÍMICOS, em seu item 1. Relação das atividades e operações,
envolvendo agentes químicos
HIDROCARBONETOS E OUTROS COMPOSTOS DE CARBONO
QUADRO A QUE SE REFERE O ART. 2º DO DECRETO Nº 53.831, DE 25 DE MARÇO DE 1964 =
I – Hidrocarbonetos – Insalubre – 25 anos(Jornada normal. Art. 187 CLT. Portaria
Ministerial 262, de 6-8-62.
REGULAMENTO GERAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL
1.2.11
TÓXICOS ORGÂNICOS
Operações executadas com derivados tóxicos do carbono - Nomenclatura Internacional.
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APOSENTADORIA ESPECIAL APÓS REFORMA DA PREVIDÊNCIA
EXIGE IDADE MÍNIMA - passa a exigir a idade mínima de 55, 58 ou 60 anos, de
acordo com a nocividade da atividade desenvolvida:
- Nocividade mínima (exige 25 anos), passa a exigir 60 anos de idade mínima e 25
anos de contribuição.
- Nocividade máxima, (exige 15 anos), passa a exigir 55 anos de idade mínima e 15
anos de contribuição.
- Nocividade média, (exige 20 anos), passa a exigir 58 anos de idade mínima e 20
anos de contribuição.
- IMPOSSIBILIDADE DE CONVERSÃO
- O cálculo da aposentadoria especial entra na regra geral com 60% da média
salarial não mais de 100% como anteriormente a EC 103/19.
- EXCLUSÃO DA PERICULOSIDADE
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TEMPO ESPECIAL E OS AFASTAMENTOS LEGAIS
DECRETO N. 3.048/99
Art. 65, parágrafo único: É computado como tempo de trabalho exercido sob
condições especiais:
-os períodos de descanso determinados pela legislação trabalhista, inclusive férias;
- os de afastamento decorrentes de gozo de benefícios de auxílio-doença ou
aposentadoria por invalidez acidentários;
- bem como os de percepção de salário-maternidade, desde que, à data do
afastamento, o segurado estivesse exposto aos fatores de risco.
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IRDR – TRF4 – TEMA 08 - Tese Fixada:
O PERÍODO DE AUXÍLIO-DOENÇA DE NATUREZA PREVIDENCIÁRIA,
INDEPENDENTE DE COMPROVAÇÃO DA RELAÇÃO DA MOLÉSTIA
COM A ATIVIDADE PROFISSIONAL DO SEGURADO, DEVE SER
CONSIDERADO COMO TEMPO ESPECIAL QUANDO TRABALHADOR
EXERCIA ATIVIDADE ESPECIAL ANTES DO AFASTAMENTO.
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NOVIDADE : Justiça decide que auxílio-doença conta como tempo
especial na aposentadoria do INSS em 26/07/2019 – TEMA 998 DO
STJ - REsp.1.759.098 e REsp 1.723.181
Napoleão Maia Filho, entendeu que o parágrafo 6º do artigo 57 da Lei 8.213/1991 determinou
expressamente que o direito ao benefício previdenciário da aposentadoria especial será
financiado com os recursos provenientes da contribuição de que trata o artigo 22, II, da Lei
8.212/1991, cujas alíquotas são acrescidas conforme a atividade exercida pelo segurado a serviço
da empresa, as quais são recolhidas independentemente de estar ou não o trabalhador
recebendo benefício.
"Nota-se que o custeio do tempo de contribuição especial se dá por intermédio de fonte que não
é diretamente relacionada à natureza dada ao benefício por incapacidade concedido ao
segurado, mas sim quanto ao grau preponderante de risco existente no local de trabalho deste, o
que importa concluir que, estando ou não afastado por benefício motivado por acidente do
trabalho, o segurado exposto a condições nocivas à sua saúde promove a ocorrência do fato
gerador da contribuição previdenciária destinada ao custeio do benefício de aposentadoria
especial" Francisca Ferreira da Silva - 03716129771
RECONHECIMENTO DO TEMPO ESPECIAL
HABITUALIDADE E PERMANÊNCIA
“A habitualidade e permanência do tempo de trabalho em
condições especiais prejudiciais à saúde ou à integridade física
referidas no artigo 57, § 3º, da Lei 8.213/91 não pressupõem a
submissão contínua ao agente nocivo durante toda a jornada de
trabalho. Não se interpreta como ocasional, eventual ou
intermitente a exposição ínsita ao desenvolvimento das
atividades cometidas ao trabalhador, integrada à sua rotina de
trabalho.” (TRF/4, EINF n. 2007.71.00.046688-7, Terceira Seção, DE
7.11.2011) 19
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