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Qualidade de Argamassas Colantes em SP

Este documento descreve o Programa Setorial da Qualidade de Argamassas Colantes, gerenciado pela SINAPROCIM e TESIS. O programa avalia a qualidade de argamassas colantes tipo I e II de acordo com normas técnicas, visando garantir desempenho satisfatório e isonomia competitiva entre fabricantes. O documento detalha os objetivos, produtos-alvo, principais problemas causados por produtos não conformes e estimativas de mercado coberto pelo programa.
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Qualidade de Argamassas Colantes em SP

Este documento descreve o Programa Setorial da Qualidade de Argamassas Colantes, gerenciado pela SINAPROCIM e TESIS. O programa avalia a qualidade de argamassas colantes tipo I e II de acordo com normas técnicas, visando garantir desempenho satisfatório e isonomia competitiva entre fabricantes. O documento detalha os objetivos, produtos-alvo, principais problemas causados por produtos não conformes e estimativas de mercado coberto pelo programa.
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Entidades Setoriais Nacionais Mantenedoras

SINAPROCIM – Sindicato Nacional da Indústria de Produtos


de Cimento
SINPROCIM - Sindicato da Indústria de Produtos de Cimento
do Estado de São Paulo
Endereço: Av. Paulista, 1313 - 10º andar - sala 1070 - São Paulo – SP / Telefone: (11) 3289-4100

E-mail: tecnologia@[Link] / Site: [Link]/

Entidade Gestora Técnica

TESIS – Tecnologia e Qualidade de Sistemas em Engenharia Ltda.


Rua Guaipá, 486 – CEP: 05089-000 – São Paulo – SP/ fone (11) 2137-9666 / site: [Link] / e-mail: tesistpq@[Link]

Programa Setorial da Qualidade de Argamassas Colantes

Texto de Referência

Emissão

Outubro/2023

Texto de Referência
TEXTO DE REFERÊNCIA DO PSQ

PROGRAMA SETORIAL DA QUALIDADE DE ARGAMASSAS COLANTES


Data de atualização: 27/10/2023

GERENTE: Anderson Augusto de Oliveira

SINAPROCIM – Sindicato Nacional da Indústria de Produtos de Cimento


ENTIDADES: SINPROCIM - Sindicato da Indústria de Produtos de Cimento do Estado de São
Paulo

Endereço: Av. Paulista, 1313 - 10º andar - sala 1070


01311-923 - São Paulo – SP
CONTATO: Telefone: (11) 3289-4100
E-mail: tecnologia@[Link]
Site: http:/[Link]

OBJETIVOS:

O Programa tem por principal objetivo elaborar mecanismos específicos que garantam que as
argamassas colantes colocadas à disposição dos usuários da construção civil apresentem
desempenho satisfatório, atendendo às necessidades dos usuários e promovendo a isonomia
competitiva entre fabricantes, visando:
 atingir e manter a qualidade, segundo especificações técnicas dos produtos, em adequação
com as necessidades dos usuários;
 prover de confiança os participantes do Programa, de que a qualidade pretendida está sendo
atingida e mantida;
 prover de confiança os compradores, de que a qualidade pretendida está sendo alcançada;
 fornecer informações que permitam o combate a não conformidade sistemática.

DIRETRIZES BÁSICAS DO PROGRAMA SETORIAL DA QUALIDADE:

a) Produtos avaliados pelo Programa Setorial da Qualidade

O Programa Setorial da Qualidade avalia as argamassas colantes industrializadas, que são uma
mistura de cimento, areia e aditivos químicos que, quando misturados com água, formam uma
massa viscosa, plástica e aderente, empregada no assentamento de placas cerâmicas para
revestimento de pisos e paredes.

As argamassas colantes são classificadas segundo a norma brasileira de especificação, ABNT


NBR 14081-1 - Argamassa colante industrializada para assentamento de placas cerâmicas. Parte
1: Requisitos, em três categorias principais, cujas definições estão resumidas a seguir:

 Argamassa colante industrializada tipo I (ACI): “argamassa colante industrializada com


características de resistência às solicitações mecânicas e termo higrométricas típicas de
revestimentos internos, com exceção daqueles aplicados em saunas, churrasqueiras, estufas e
outros revestimentos especiais.”
 Argamassa colante industrializada tipo II (ACII): “argamassa colante industrializada com
características de adesividade que permitem absorver os esforços existentes em revestimentos
de pisos e paredes internos e externos sujeitos a ciclos de variação termo higrométrica e à ação
do vento.”
 Argamassa colante industrializada tipo III (ACIII): “argamassa colante industrializada que
apresenta aderência superior em relação às argamassas dos tipos I e II.”

Além destas categorias ainda existe para cada uma os tipos E e/ou D (ACI E/D, ACII E/D e ACIII
E/D) com tempo em aberto estendido (maior intervalo de tempo para o qual uma placa cerâmica
pode ser assentada sobre a pasta de argamassa colante, a qual proporcionará, após um período
de cura, resistência à tração simples ou direta) e/ou deslizamento reduzido, respectivamente.

A Figura 1 ilustra a presença da argamassa colante no revestimento cerâmico de paredes.

Figura 1 – Representação esquemática da camada de argamassa colante aplicada entre a parede e


uma placa cerâmica

b) Produtos-alvo do Programa

Atualmente o Programa Setorial da Qualidade de Argamassas Colantes verifica a qualidade dos


seguintes produtos fabricados e comercializados tanto por empresas que participam como por
empresas que não participam do Programa:

− Argamassa colante industrializada tipo I – ACI: “argamassa colante industrializada com


características de resistência às solicitações mecânicas e termo higrométricas típicas de
revestimentos internos, com exceção daqueles aplicados em saunas, churrasqueiras, estufas e
outros revestimentos especiais.”
− Argamassa colante industrializada tipo II – ACII: “argamassa colante industrializada com
características de adesividade que permitem absorver os esforços existentes em revestimentos
de pisos e paredes internos e externos sujeitos a ciclos de variação termo higrométrica e à
ação do vento.”
As avaliações de desempenho realizadas nas argamassas colantes ACI e ACII no âmbito do
Programa Setorial são realizadas estrita e exclusivamente de acordo com a norma ABNT
NBR 14081 (conforme abordado nos itens 3 e 4 do presente documento). Dessa forma,
ressalta-se que as avaliações realizadas pelo Programa nos produtos-alvo não contemplam
usos diversos que possam ser indicados nas embalagens como por exemplo, aplicações em
assentamento de granitos, ardósias e etc. Argamassas colantes destinadas ao
assentamento de placas cerâmicas com absorção de água abaixo de 3%, tais como
porcelanatos e outros tipos de placas cerâmicas de baixa absorção de água não são escopo
do Programa Setorial, pois a norma de referência não se aplica a essas utilizações.

É importante ressaltar que, para uma empresa ser considerada em conformidade é necessário que
todas as marcas de argamassas do tipo ACI e do tipo ACII produzidas em todas as unidades fabris
da empresa estejam em conformidade com a especificações normativas e documentos de
referência do Programa.

De acordo com estimativas do setor, atualizadas pelo SINAPROCIM em fevereiro em 2023, em


relação ao volume total de argamassas colantes para assentamento de placas cerâmicas, segundo
a ABNT NBR 14081-1:2012 (ou seja, argamassas colantes ACI, ACII e ACIII), o percentual de
argamassas colantes ACI, é igual a 70% do mercado nacional, já o percentual de argamassas
colantes tipo ACII representa 25% do mercado nacional (Figura 2).

Figura 2 – Percentual dos tipos de argamassas colantes (ACI, ACII e ACIII), segundo a ABNT NBR
14081-1:2012, em relação ao volume total nacional (ref.: outubro/23)

Considerando este valor, estima-se que 90% do volume total de comercialização das argamassas
colantes ACI refere-se a produtos de empresas participantes, 5% são de marcas de empresas não
participantes acompanhadas pelo Programa e 5% de marcas não avaliadas pelo Programa. Essa
mesma estimativa de distribuição percentual também se aplica às argamassas colantes ACII
(Figura 3).
Figura 3 – Abrangência do Programa em volume nacional de comercialização de argamassas colantes
do tipo ACI e ACII (ref.: outubro/23)

c) Principais problemas ocasionados pelo uso de produtos que não atendem às normas
técnicas

Logo após a aplicação da argamassa colante sobre pisos ou paredes, a sua superfície tende a
secar devido à evaporação natural da água para o meio ambiente, formando uma película quase
seca na superfície que prejudica a colagem da placa cerâmica e, consequentemente a aderência.
Uma argamassa com reduzido tempo em aberto perderá água mais rapidamente para o meio
ambiente, resultando nos principais problemas que determinam danos ao usuário:

a) Descolamento: a argamassa colante deve possuir em sua composição, aditivos que ajudam na
retenção da água da argamassa enquanto fresca, aumentando com isso o tempo em aberto, ou
seja, indiretamente o tempo que o pedreiro tem para trabalhar com a argamassa colante até
que a mesma comece a perder a sua característica de colagem. A redução da quantidade
desses aditivos na composição da argamassa, que visam principalmente o lucro por parte do
fabricante, acelera o processo de secagem da sua superfície após aplicada em paredes ou
pisos. Essa secagem reduz a capacidade de colagem da argamassa, resultando no principal
problema patológico verificado nos revestimentos cerâmicos, o descolamento das placas
cerâmicas ilustrado nas imagens da Figura 4.

(a) Descolamento em revestimentos internos (b) Descolamento em revestimentos externos


(c) Descolamento em pisos internos
Figura 4 – Exemplos de descolamento de revestimento cerâmico

b) Problemas de habitabilidade: o descolamento das placas seja em paredes ou em pisos,


ocasiona problema de habitabilidade ao usuário da edificação, no que se refere não apenas à
estética, mas também à saúde, pois o revestimento cerâmico interno é aplicado em ambientes
úmidos e o descolamento da placa cerâmica acarreta a absorção da umidade diretamente pela
parede, com a consequente proliferação de fungos devido a esta umidade.

c) Gastos financeiros: a reposição de placas cerâmicas que descolaram devido à baixa


qualidade da argamassa colante exigirá gasto não só com a argamassa colante, mas com os
azulejos e a mão de obra para colocação. Por vezes, em não se encontrando azulejos da
mesma especificação para reposição, poderá ser necessária a troca de todo o revestimento das
paredes ou o convívio com o prejuízo estético da diferença entre os azulejos, ou na pior das
hipóteses, com o prejuízo à saúde da convivência em ambientes úmidos sem a presença do
revestimento impermeável, quando o usuário não tem condições financeiras para proceder à
reposição das peças. Em adição, no caso de fachadas, as patologias do revestimento cerâmico
visíveis a todos provoca a desvalorização do imóvel.

Portanto, as ilusórias vantagens de custo do produto de baixa qualidade são injustificáveis diante
dos graves inconvenientes à durabilidade e qualidade das construções.

HISTÓRICO E SITUAÇÃO ATUAL:

a) Ações de apoio à normalização: publicação de normas técnicas referentes aos produtos-


alvo do Programa, estudos e programas interlaboratoriais realizados – principais
acontecimentos anuais até o momento

2001 Iniciado o acompanhamento do setor através de auditorias da qualidade em revenda,


Setembro de 60 marcas de argamassas colantes industrializadas do tipo ACI, para a verificação
da conformidade com a norma de especificação.

2002 Apresentados os resultados do primeiro diagnóstico, com o objetivo de indicar os


Março principais problemas do setor, no que se refere à conformidade das argamassas
colantes com os requisitos especificados na norma brasileira, bem como problemas
relacionados com métodos de ensaio e representatividade dos referidos requisitos.

2002 Realizados cinco estudos interlaboratoriais em que foram estabelecidos novos


a procedimentos de uniformização de métodos de ensaio.
2004
Os procedimentos foram elaborados com base nos textos normativos em vigor na
época, entretanto, sem contrariá-los, apenas detalhando-os e complementando-os.
Ao longo de todas as etapas verificou-se uma melhor reprodutibilidade e repetitividade
dos resultados obtidos pelos laboratórios participantes.

2004 Publicação da norma ABNT NBR 14081:2004 – Argamassa colante industrializada


Dezembro para assentamento de placas cerâmicas.

2008 Realização do primeiro diagnóstico das argamassas colantes do tipo ACII, com o
a objetivo de analisar a qualidade dessas argamassas disponíveis aos consumidores e
2009 subsidiar um plano de ação no âmbito do Programa.

2009 Instalada a Comissão de Estudos de Argamassa Colante (ABNT/CB-18), cuja


Julho coordenação foi conduzida pelo SINAPROCIM e a secretaria pela TESIS.

2009 Conclusão do estudo interlaboratorial, composto por cinco etapas, para verificar a
Novembro confiabilidade metrológica do ensaio vigente de deslizamento. Os resultados obtidos
foram apresentados à Comissão de Estudos de Argamassa Colante (ABNT/CB-18) e
auxiliaram na revisão normativa.

2011 Iniciado o acompanhamento das argamassas colantes ACII, para uso exclusivo no
Janeiro assentamento de revestimentos cerâmicos. Iniciou-se então a execução do ensaio de
resistência de aderência à tração com cura em estufa, para a formação de histórico
dos produtos avaliados.

2011 Conclusão da revisão da ABNT NBR 14081:2004 e liberação do documento para


Novembro consulta pública. No projeto revisado foi excluído o requisito deslizamento, que passa
a ser tratado como propriedade opcional.

2012 Publicação das cinco partes referentes à ABNT NBR 14081:2012 – Argamassa
Abril colante industrializada para assentamento de placas cerâmicas.

2014 Finalização dos estudos relativos ao método de ensaio de resistência de aderência à


tração na cura em estufa, concluindo-se pela necessidade de alteração da tipologia do
substrato padrão utilizado exclusivamente nesse ensaio.
Substituíram-se os substratos de 2 cm de espessura em concreto armado por
substratos com 4 cm de espessura em concreto não armado.

2014 Reativada a Comissão de Estudo de Argamassa Colante (CE 18:406.04) para um


Outubro projeto de emenda ser apresentado e aprovado pelos participantes.

2015 Publicação da emenda da ABNT NBR 14081-2 – Argamassa colante industrializada


Abril para assentamento de placas cerâmicas – Parte 2: Execução do substrato-padrão e
aplicação da argamassa para ensaios.
2016 Início das discussões setoriais relativas à revisão e ampliação do escopo da ABNT
NBR 14081 para a incorporação de novos requisitos e avaliação de argamassas
colantes para o assentamento de revestimentos especiais.

2017 Realização de estudo interlaboratorial para verificar a influência da qualidade dos


substratos-padrão em concreto não armado, com dimensões de (25 x 50 x 4) cm,
fornecidos no mercado nacional.

2018 Finalização do estudo interlaboratorial. A partir dos resultados obtidos, verificou-se a


necessidade de aprofundar os estudos de novos requisitos que possibilitem a
diferenciação entre um substrato-padrão adequado e um substrato-padrão inadequado
para a realização dos ensaios de determinação da resistência de aderência à tração
sob as condições de cura em estufa.
2019/2021 Desenvolvimento de novo estudo interlaboratorial para subsidiar tecnicamente a
próxima revisão da ABNT NBR 14081.

Publicação das Fichas de Avaliação de Desempenho (FAD) no sítio eletrônico do


SiNAT do PBQP-H: FAD nº 49 e FAD nº 51 - Parede estrutural em alvenaria de blocos
de concreto de 14cmx19cmx39cm (Classe B) e revestimento cerâmico assentado com
argamassa colante (Tipo ACI) em uma das faces, com emboço e sem emboço,
respectivamente. As FAD apresentam os resultados das avaliações realizadas nos
sistemas de vedação vertical interna analisados, comprovando atendimento às
exigências da Norma de Desempenho (ABNT NBR 15575-4) aplicáveis.

2022 Finalização do estudo interlaboratorial com a emissão do Relatório Técnico nº 251


(1054/RT251). O objetivo de verificar se o substrato de 4 cm seria adequado para a
realização de todos os ensaios de desempenho das argamassas colantes da norma
ABNT NBR 14081 foi alcançado. O estudo concluiu que é possível tecnicamente a
unificação do substrato-padrão de 4 cm para os ensaios previstos na norma ABNT
NBR 14081 para as argamassas ACI e ACII, pois não houve influência nos resultados
dos ensaios de tempo em aberto e resistência de aderência à tração sob condições de
cura submersa das argamassas quando comparados os valores obtidos com o
substrato de 2 e 4 cm de espessura. Para o ensaio de resistência de aderência à
tração sob condições de cura em estufa, o substrato de 4 cm de espessura
proporcionou menor variação entre os resultados, menor volume de resultados
descartados e consequentemente indicou maior repetibilidade e reprodutibilidade dos
resultados. Verificou-se também que a substituição das placas cerâmicas BIIa pelas
placas BIIb não alterou significativamente o desempenho das argamassas nos ensaios
de resistência de aderência à tração, porém afetou a repetibilidade para o ensaio de
determinação da resistência de aderência sob condições de cura em estufa, indicando
que há necessidade de aprofundamento dos estudos para uma substituição da placa
cerâmica BIIa para BIIb nos ensaios de resistência de aderência.

2022/2023 Realização de estudo diagnóstico das argamassas colantes do tipo ACIII, com o
objetivo de analisar a qualidade dessas argamassas disponíveis aos consumidores e
subsidiar um plano de ação no âmbito do Programa para futura inclusão dessa
argamassa como produto-alvo.
b) Atividades de avaliação de conformidade: quantidade de amostras auditadas e
quantidade de ensaios realizados pelo Programa

O Programa Setorial da Qualidade atualmente avalia a conformidade das argamassas colantes


produzidas por 19 empresas participantes do Programa, distribuídas em 71 unidades fabris, uma
delas em período de inserção junto ao Programa. Também são avaliadas marcas de empresas que
não participam do Programa (11 marcas de ACI e 13 marcas de ACII). Além disso, nesse momento
5 empresas estão em período de credenciamento junto ao Programa

As empresas participantes do Programa ou em credenciamento podem ser auditadas tanto em


fábrica quanto em revendas de materiais de construção, enquanto as marcas acompanhadas são
auditadas em revendas de todo o país. As auditorias ocorrem ao menos uma vez por quadrimestre
por produto para as argamassas colantes de empresas participantes, em credenciamento e marcas
acompanhadas.

Os ensaios no âmbito do Programa estão sendo realizados pelo laboratório do SENAI – Escola
“Orlando Laviero Ferraiuolo” (São Paulo/SP), acreditado pelo CGCRE (Coordenação Geral de
Acreditação do INMETRO) para a realização dos ensaios de argamassas colantes. Entretanto, o
Programa tem realizado avaliações e testes em outros laboratórios de argamassas, com a
finalidade de integrá-los como prestadores de serviços. A integração de novos laboratórios, entre
outros benefícios para o setor em geral, aumentará a capacidade atual para demandas futuras para
a ampliação dos produtos-alvo.

Os ensaios de argamassas colantes do Programa Setorial da Qualidade são realizados seguindo-


se um fluxograma que considera a criticidade de cada requisito e o com o histórico de resultados
da empresa participante para definição da periodicidade das avaliações. Para as argamassas
colantes ACI e ACII são verificados os seguintes requisitos da norma ABNT NBR 14081-1:2012 e
da Portaria INMETRO nº 248 de 17/07/08, para as empresas participantes do Programa:

− Argamassas do tipo ACI:


 Tempo em aberto 15 minutos.
 Resistência de aderência à tração – cura normal.
 Resistência de aderência à tração – cura submersa.
 Marcação das embalagens.
 Massa dos sacos de argamassa.

− Argamassas do tipo ACII:


 Tempo em aberto 20 minutos.
 Resistência de aderência à tração – cura normal.
 Resistência de aderência à tração – cura submersa.
 Resistência de aderência à tração – cura em estufa.
 Marcação das embalagens.
 Massa dos sacos de argamassa.
Nas Figuras 5 a 7, a seguir, apresenta-se a evolução do Programa no que se refere à quantidade
de auditorias, amostras coletadas e ensaios realizados, a partir de 2012 até outubro de 2023.

Figura 5 – Quantidade total acumulada de auditorias realizadas no âmbito do Programa

Figura 6 – Quantidade total acumulada de amostras coletadas no âmbito do Programa


Figura 7 – Quantidade total acumulada de ensaios realizados no âmbito do Programa

c) Ações de combate à não conformidade

Quadrimestralmente, conforme os resultados obtidos para as amostras analisadas no período, são


divulgadas as relações de empresas qualificadas, não qualificadas e não conformes. A primeira
relação de empresas qualificadas e a primeira relação de empresas não conformes do Programa,
para as argamassas colantes ACI, foram publicadas em março/05 e janeiro/06, respectivamente.

Além da divulgação dos resultados, periodicamente o SINAPROCIM/SINPROCIM encaminha uma


carta de advertência para empresas não participantes com marcas acompanhadas, informando-as
das ações do Programa e da obrigatoriedade do cumprimento da norma brasileira ABNT NBR
14081-1:2012, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor.

Em 2012, SINAPROCIM/SINPROCIM iniciaram as ações jurídicas para combate à não


conformidade. A TESIS tem elaborado relatórios de avaliação de conformidade de argamassas
colantes apontadas como não conformes nos relatórios setoriais, por solicitação do
SINAPROCIM/SINPROCIM. Em agosto/12 foi assinado o primeiro Termo de Ajustamento de
Conduta (TAC) entre fabricante não conforme e o Ministério Público.

Destaca-se que todas as 13 marcas de argamassa tipo ACI consideradas não conformes no
Relatório Setorial nº 024 (emitido em novembro/2011) deixaram de ser apontadas como não
conformes a partir do Relatório Setorial nº 042 (emitido em agosto/2018), em virtude da adequação
das propriedades fundamentais das argamassas por parte das empresas fabricantes.

O Programa promove ainda ações regionais, para a divulgação dos resultados obtidos e
conscientização dos fabricantes de argamassa colante industrializada para a melhoria e
manutenção da qualidade de seus produtos, tendo em vista as necessidades do usuário final, as
exigências do Código de Defesa do Consumidor e a Meta Mobilizadora do Setor.
AÇÕES DESENVOLVIDAS NO ÂMBITO DO PROGRAMA:

a) Ações de apoio à normalização

Atualmente no âmbito do Programa estão ocorrendo discussões a respeito das conclusões obtidas
no estudo interlaboratorial concluído em 2022 e suas contribuições para uma futura revisão da
ABNT NBR 14081 – Argamassa colante industrializada para assentamento de placas cerâmicas no
que diz respeito aos procedimentos de ensaio das argamassas colantes.

O Programa manterá o acompanhamento de discussões normativas que venham a ocorrer e que


sejam de interesse do setor.

b) Atividades de avaliação de conformidade

 Possibilitar às empresas do mercado o acesso às informações sobre o Programa, como


estabelece o documento de Condições para o credenciamento de empresas junto ao Programa
Setorial da Qualidade de Argamassas Colantes.
 Agenda com reuniões técnicas setoriais regulares em 2023. Caso necessário, serão agendadas
reuniões extraordinárias. As reuniões serão realizadas remotamente e oportunamente em
modelo hibrido.
 Atualização permanente das informações contidas na página do PBQP-H.
 Acompanhamento das metas estabelecidas pelo setor junto ao PBQP-H.
 Manutenção do suporte ao combate jurídico à não conformidade, incluindo o atendimento
permanente a demandas do Ministério Público oriundas de ações já instauradas.
 Manutenção das atividades regulares de avaliação das argamassas colantes ACI e ACII
comercializadas no Brasil e emissão dos documentos regulares no âmbito do PSQ, quais
sejam: Relatórios Setoriais, Relatórios de Auditoria, Atestados de Qualificação, atas das
reuniões setoriais, etc.
 Manutenção do suporte técnico aos participantes do Programa no que se refere ao
esclarecimento de dúvidas sobre o PSQ e sobre os métodos de ensaio.

INDICADOR DE CONFORMIDADE:

Apresenta-se na Figura 8, a seguir, a evolução do indicador de conformidade para o setor de


argamassas colantes, que considera o volume de produção de argamassas colantes tipo ACI e
ACII que está em conformidade com as normas brasileiras. Além disso, o cálculo do indicador
considera a conformidade de empresas participantes e não participantes do Programa Setorial da
Qualidade.

Ressalta-se que, no período de análise dos relatórios setoriais nº 44, 45 e 46 os resultados das
argamassas colantes tipo ACII não foram considerados para a qualificação das empresas e para o
cálculo do indicador de conformidade do setor.
Figura 8 – Evolução do indicador de conformidade do setor

O cálculo do indicador de conformidade do setor referente ao período do Relatório Setorial nº 055 é


dado pela seguinte equação:

onde:

IC: Indicador de conformidade do setor = 88,10%


Pp1: % da produção nacional relativo às empresas participantes (ACI) = 90,0%
Pr1: % da produção nacional correspondente às marcas acompanhadas (ACI) = 5,0%
Ppc1: % da produção de empresas participantes em conformidade (ACI) = 98,8%
Prc1: % da produção de marcas acompanhadas em conformidade (ACI) = 50,0%
PpnACI: % da produção nacional relativa à argamassa (ACI) = 70,0%
Pp2: % da produção nacional relativo às empresas participantes (ACII) = 90,0%
Pr2: % da produção nacional correspondente às marcas acompanhadas (ACII) = 5,0%
Ppc2: % produção de empresas participantes em conformidade (ACII) = 85,4%
Prc2: % produção de marcas acompanhadas em conformidade (ACII) = 36,4%
PpnACII: % da produção nacional relativa à argamassa (ACII) = 25,0%
PARCERIAS:

 ABNT: agilização do processo de aprovação das normas elaboradas.


 ANAMACO: divulgação para revendas dos fabricantes em conformidade e em não
conformidade com as normas técnicas.
 BNDES, Banco do Brasil e Bancos Privados: Exercício do poder de concessão de
financiamentos para indústrias e para construtores.
 CAIXA: Exercício do poder de compra do Estado e do poder de concessão de financiamentos
para construtores.
 CDHU: Exercício do poder de compra do Estado.
 COHABs e secretarias municipais de habitação: Exercício do poder de compra do município
 CBIC – Câmara Brasileira da Indústria da Construção: orientação, divulgação e uso do
exercício do poder de compra dos construtores. Identificação de eventuais problemas de
qualidade do produto.
 SDE/Ministério da Justiça/Ministérios Públicos/PROCONs: Ações legais de combate a não
conformidade em defesa do mercado consumidor.
 SINDUSCONs: exercício do poder de compra dos construtores. Identificação de eventuais
problemas de qualidade do produto.

DOCUMENTOS DIVERSOS:

 Relatório Setorial
 Como Participar - Condições para o credenciamento de empresas junto ao Programa Setorial
da Qualidade de Argamassas Colantes
 Fundamentos PSQ - Fundamentos Técnicos do Programa Setorial da Qualidade de
Argamassas Colantes
 Classificação das Empresas
 Acesso aos documentos relacionados:
[Link]

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