Branding e Moda: Gestão de Marcas Estratégica
Branding e Moda: Gestão de Marcas Estratégica
Introdução
Nessa aula vamos analisar o branding enquanto processo de gestão de marcas e como
elemento diferenciador de mercado. Entenderemos o posicionamento da marca perante seus
clientes, através de vivência e afetividade, a fim de desenvolver fidelidade. Podemos dividir o
trabalho do branding em duas etapas: uma analítica (de identificação, sistematização e
diagnóstico) e outra de expressão, de desenho da marca.
É possível também posicionar o branding como uma evolução do marketing juntamente aos
programas de identidade visual das empresas, tendo como responsabilidade primária a gestão
e a organização do planejamento estratégico da marca, da mesma forma que sua identidade é
formada pela necessidade e expectativa dos clientes. Tudo isso através de um conceito que
tem como base as relações humanas e suas experiências.
Bons estudos!
Conceito de branding
Podemos entender então branding, ou gestão de marcas, como um programa que gerencia e
visa à convergência entre as diversas áreas relacionadas a uma marca, com o objetivo de
agregar valor ao produto/serviço, fazendo, assim que ele se diferencie no mercado.
Entendemos então que branding, ou gestão de marcas, é um programa que gerencia e visa à
convergência entre as diferentes áreas conexas a uma marca, com o objetivo de adicionar
valor ao produto/serviço para que se diferencie no mercado. Martins (2000) observa que:
“Não basta ter um nome para ser uma marca. É preciso que o nome tenha um sentido,
compromisso e associações validadas pelos consumidores” (MARTINS, 2000, p 152.).
Para uma marca nova entrar no mercado, ela deve ser diferente e gerar uma experiência
única. As marcas têm valores tangíveis e intangíveis. Logotipo, símbolo, embalagens e
comunicação são tangíveis. Experimentação, reputação, crença e confiança são intangíveis.
Estima: Qual o nível de relação afetiva que foi estabelecido entre os consumidores e a
marca?
Assim, uma marca pode possuir elementos que se diferenciam não apenas por seus produtos e
serviços, mas também como experiência, já que os consumidores devem ter a consciência da
existência da marca e se conectar aos valores que a empresa lhes proporciona
Identidade X Imagem
Uma das características mais marcantes de uma empresa é sua imagem, à qual associamos sua
identidade visual, ou seja, as marcas ajudam as empresas a ultrapassar as fronteiras
geográficas e culturais. Dessa maneira, as marcas globais se transformam em um poderoso
ativo para seu país de origem, ajudando nas exportações de produtos e serviços a diversos
mercados externos.
Assim, obtemos os seguintes significados para direcionarmos uma marca perante o público,
significados estes que podemos classificá-los como: Atributos; Benefícios, Valores, Cultura,
Personalidade e Usuário.
Personalidade: se a marca fosse uma pessoa, animal ou objeto, o que lhe viria à
mente?
O INPI avalia como marca um nome, um símbolo ou uma figura empregada para identificar
empresas, entidades, produtos ou serviços, que podem ser classificados como:
Descritivos: marca que identifica no próprio nome sua destinação. Exemplo: Banco 24
horas.
Associativos: marca cujo nome designa sua destinação. Exemplo: Massa da Culinária
Italiana.
Geográficas: marca que traz uma localização geográfica em seu nome. Exemplo:
Central Shopping Brás.
O valor do uso das mercadorias é o que motiva profundamente os consumidores, aquilo que
se visa em primeiro lugar é o standing, a posição, a conformidade, a diferença social. Os
objetos não passam de expoentes de classe, significantes e descriminantes sociais funcionam
como signos de mobilidade e de aspiração social. (LIPOVETSKY, 2007, p. 125)
Introdução
Vamos entender que uma boa estratégia é aquela cuja mensagem o consumidor consegue
entender – ou seja, o conceito que a empresa quer transmitir fica claro, por meio de sua
identificação junto ao público-alvo. Ao propor uma visão de futuro, a marca conseguirá se
destacar utilizando recursos de produtividade, flexibilidade, capacidade de inovação e logística
- todas essas ações associadas a responsabilidade social, aproximando os consumidores da
marca.
Bons Estudos!
Podemos entender o branding como uma forma de comunicação da marca, que, por
conseguinte, faz parte da criação dos produtos de uma coleção. Empresas empregam
estratégias para assegurar o seu sucesso; sem isso, elas simplesmente copiariam o
desempenho passado e se tornariam vulneráveis às mudanças no clima de negócios. Em uma
economia movida à informática e telecomunicações, a globalização induz a empresa a adotar
táticas para o negócio, transformando-se em uma categoria fundamental para a sobrevivência
e a competitividade de qualquer empreendimento.
Novas oportunidades.
Visão de futuro é uma imagem viva de um futuro audacioso e desejável, relacionado com a
máxima satisfação dos clientes internos e externos. Visão é também, uma ideia unificadora
que auxilia as pessoas a juntarem forças para alcançar objetivos comuns.
De que modo a visão representa os interesses dos nossos clientes e os nossos valores?
Do que gostamos que as pessoas falem de nós como resultado de nosso trabalho?
Uma visão ampla do negócio focaliza os benefícios que os produtos ou serviços proporcionam
e ajuda a identificar os principais concorrentes; permitindo uma definição mais precisa do que
a empresa pretende no futuro. Com essa estratégia, os dirigentes podem decidir quais são os
problemas internos e externos que devem ser resolvidos e quais as prioridades a serem
tomadas.
Designers do mundo todo são aficionados na hora de criar as suas coleções, buscando de uma
maneira própria as inspirações que farão parte de seu novo projeto, sendo que se encaixam
em quatro categorias, quando elaboram suas criações em relação ao seu público-alvo, são
elas:
Líderes: são os mais conceituados, famosos que querem se estabelecer não apenas por
serem criativos, mas também por terem um exemplo de negócio comercial.
Intérpretes: têm uma relação muito próxima com todas as áreas de comunicação da
empresa, direcionando a marca de acordo com como seus clientes enxergam suas
mensagens de moda.
Assim, a criação de marca, tem um propósito, e a empresa busca apresentar a visão, a missão,
e suas estratégias no momento de lançamento do produto.
Delimitação de público-alvo
Uma das características mais acentuadas de uma empresa é sua imagem, a qual associamos à
sua identidade visual, ou seja, a marca. As marcas ajudam as empresas a transpassar as
fronteiras geográficas e culturais, sendo que, as marcas completas se transformam em um
poderoso ativo para seu país de origem, ajudando nas exportações de produtos e serviços a
diversos mercados externos.
Logo, a conduta dessa sociedade passa a ser administrada também pelo poder que a moda
implanta nas pessoas, despertando o desejo de consumo pelas novidades que cada estação
apresenta ao trazer as tendências globais e midiáticas da atualidade.
Mas quando o homem passou a consumir? Até mesmo as crianças em tenra idade já
despertam sinais de gosto e desejos, aceitando apenas aquilo que as agrada ou interessa.
Diversos fatores influenciam o consumo, desde os hábitos do comprador, a relação entre a
oferta e a demanda do mercado, a concorrência, entre outros. Uma das dimensões principais
do consumo é a cultura. Costumes e rotinas, associações e memórias, entre outras
características culturais podem ser determinantes para a decisão de compra do público-alvo. E
são importantes para as empresas levarem em consideração na hora de criar suas estratégias e
estabelecer um posicionamento.
O vestuário, por exemplo, é uma parte da cultura material da moda que demonstra seus
valores simbólicos e míticos. Para Sant’Anna (2007), “a moda situa-se no campo do imaterial,
entretanto sua materialidade e expressividade dão-se através do vestuário”. A moda e o
vestuário significam e expressam valores que os consumidores anseiam em comprar e
anunciar. Quando falamos de moda, estamos imergidos em um sistema de preferências, de
modificação de gosto individual ou coletivo. Listamos alguns tipos de consumidores que se
encontram no mercado:
Experimentadores: jovens impulsivos, que gastam parte de sua renda com produtos
que satisfaçam seus desejos imediatos.
Lutadores: preocupam-se com a aceitação dos outros e buscam ter estilo. Têm poucos
recursos econômicos, mas amam aqueles que imitam os de luxo.
Sobreviventes: são pessoas mais velhas e passivas, que não distinguem mudanças com
bons olhos e são fiéis às suas marcas favoritas.
A maior parte da sociedade identifica, em primeiro lugar, a moda como campo reservado aos
costumes e adornos; assim, a primeira associação de ideias feitas usualmente relaciona a
moda com os movimentos cíclicos do vestuário feminino. Mas a moda não se encontra restrita
ao campo do vestuário. Arquitetura, indústria automobilística, decoração de interiores,
música, gerenciamento de negócios, entre outros, são afetados fortemente por ela. A moda é
um ampliador social, portanto, o comportamento orientado pela moda é fenômeno do
comportamento humano generalizado e está presente no seu intercâmbio com o mundo. Este
processo de racionalização se dá para relevar o consumo e dar prestígio à moda, tirando-a do
seu estigma de futilidade.
Assim, entendemos que:
Desta forma, os processos de divulgação de uma marca estão diretamente relacionados aos
conhecimentos que o público tem de um determinado produto, que possa despertar nele o
desejo de consumir um modelo específico.
No que diz respeito ao nível prático, mostraremos na videoaula porque o consumidor quer
mais do que uma roupa em seu aspecto material – quer se identificar com a mensagem que
este produto pode emitir. Acredita-se que poderá orientar tanto os produtores de moda como
trabalhos de propaganda, os quais são responsáveis por atribuir o significado a esses produtos.
Aula 03: Marca como organização
Introdução
Nesta aula de Comunicação de Moda, iremos lidar com a consciência de marca, como utilizar
uma das ferramentas de marketing, o Storytelling, que tem como objetivo a aproximação com
o público-alvo. Além disso, como a técnica de comunicação, ao utilizar o tom de voz, pode
cativar e passar uma mensagem correta para os clientes, sobre o produto ou serviço que se
pretende evidenciar.
Vamos adentrar esse maravilhoso universo das sensações e emoções pois, como sabemos, a
moda interage através da nossa imaginação. Mas o que fazemos dessa imaginação? Como a
colocamos em prática? Quais os veículos midiáticos que usamos? Vamos juntos descobrir a
relevância que o branding transmite para uma empresa.
Consciência de marca
Podemos entender como a consciência de uma marca consegue passar para seus
consumidores o conceito da coleção e os valores que ela quer transmitir, através das
mensagens que são divulgadas em suas estratégias de comunicação; logo, temos que ficar
atentos a esses sinais. Afinal, como elementos expressivos, os produtos da moda também
provocam vários sentimentos, que agradam ou desagradam os usuários ou observadores.
Sabemos que o vestuário é uma parte da cultura material da empresa que expressa seus
valores e conceitos. Para Sant’Anna (2007), “a moda situa-se no campo do imaterial,
entretanto sua materialidade e expressividade dão-se através do vestuário” (SANT’ANNA,
2007). A moda e o vestuário, ou outros produtos materiais da moda, compõem então uma
linguagem de moda, que comunica a consciência da marca.
Linguagem de moda é o sistema através do qual o homem informa suas ideias e pretensões,
seja através da fala ou da escrita ou de outros sinais convencionais. No dia a dia, o homem
utiliza a linguagem verbal e não verbal. Isso expande a importância dos produtos da moda,
porque esses são elementos de uma linguagem, propondo os textos pessoais e culturais como
registros históricos do percurso de um indivíduo, ou de uma cultura. Uma das maneiras de a
marca comunicar-se com seus clientes é através das vitrinas apresentadas em suas lojas físicas,
que são a consciência da marca.
Assim, ao desenvolver uma consciência de marca, a empresa consegue se destacar junto aos
seus consumidores demonstrando agilidade de resposta aos seus desejos e interesses na
construção de uma nova coleção.
Tom de voz
Entende-se o homem como ser social, numa base de influência de regras, em que a regra
principal é fazer parte do grupo, daí transcorrendo as práticas sobre o consumo baseadas em
pressão social.
Como ser emocional, num alicerce que pode ser tanto consciente como inconsciente, daí
decorrendo as práticas sobre o consumo baseado na excitação, supondo-se que níveis não-
racionais dominam o comportamento.
Como ser racional (ou inteligente), o homem exerce sobre o consumo sua razão e intelecto, na
comparação de lucros e perdas, nos processos de custo-benefício.
A estratégia de comunicar seus produtos em sintonia com os anseios dos consumidores leva as
empresas a buscarem diariamente novas formas de se comunicar, sempre inovando para se
manterem competitivas. Ferramentas e estratégias de mídias atuais são itens utilizados
frequentemente, para não só entender melhor os clientes, mas também para causar
informações relevantes para os consumidores a qualquer hora, quando eles necessitarem.
Considerando a interação entre marketing e moda, Posner (2015) analisa como é feita a
comunicação para as marcas de moda:
Grande parte da cobertura dos meios de comunicação é dedicada a informar cada aspecto do
mundo da moda: editoriais de moda, elaborados em estilo belíssimo, exibem as criações de
visuais estonteantes das novas coleções da estação, e as revistas ostentam inúmeros anúncios
em papel couché brilhante, que divulgam uma variedade de roupas, acessórios e perfumes. A
indústria da moda abraçou a moda digital, usando-a para aumentar a percepção do produto e
as conexões entre as marcas, as etiquetas e os clientes. (POSNER, 2015, p. 5)
Achar um tom de voz na comunicação coerente com a cultura e a missão da marca é uma das
formas cada vez mais utilizadas para criar uma reciprocidade e aprofundar conexões com a
audiência que se pretende atingir. O tom de voz na comunicação é a significação de um
conjunto de estilos, valores e até mesmo palavras e frases que podem ser comuns com os
clientes para que uma marca consiga divulgar sua originalidade e seu posicionamento no
mercado. Hoje em dia, os clientes não olham apenas os produtos e preços, eles observam a
marca como um todo. Isso estabelece que, para conquistar novos clientes e fidelizá-los, é
imprescindível se apresentar ao público com um tom de voz que lhes agrade e acrescente
significados à marca.
Storytelling
Vamos conversar agora sobre essa ferramenta interessante para organizar uma marca, que
é o storytelling – criar uma narrativa – podendo, então, contar uma história envolvendo seus
clientes de maneira que se sintam mais atraídos por um roteiro muito bem elaborado, com
uma narrativa que os envolve, utilizando recursos audiovisuais, de modo persuasivo e que
ajuda a vender seus produtos, agregando mais valor à sua marca.
1. Reúna dados sobre sua marca: Antes de começar uma história, o primeiro passo para
fazer storytelling é agregar o máximo de informações sobre sua empresa. Quanto
mais informações você tiver e quanto mais consistentes forem essas informações,
melhor será seu storytelling.
2. Foco na ação: É como vai utilizar as informações captadas. As histórias precisam ser
dinâmicas, e mostrar ação. E não somente apenas contar sob o ponto de vista de um
personagem, pois uma empresa é um time, que deve se sentir parte de uma história
atraente.
3. Concentre-se nos elementos mais relevantes: É saber o que falar para os clientes,
afinal, independentemente do recurso escolhido para comunicar a mensagem - texto,
vídeo ou áudio – seja prático e foque nos pontos importantes para sua narrativa.
5. Faça uma relação de sua história com as pessoas: Ao escolher os principais casos
sobre a sua marca, não inclua somente os momentos bons, conte também sobre os
desacertos, os caminhos pelos quais eles levaram a jornada da marca e como esse
cenário mudou.
6. Empregue a emoção para se aproximar do público: A emoção é um dos métodos mais
competentes para um storytelling de sucesso. Por meio delas criamos vinculações com
as pessoas e, inclusive, com as marcas.
8. Inclua continuação na sua história: Uma narrativa de storytelling deve ter início, meio
e fim. Essa separação é uma forma de dirigir a sucessão dos fatos e garantir
uma continuação lógica para a história.
9. Crie narrativas visuais: Leve o storytelling para mais perto das pessoas, pois o objetivo
é fazer o público visualizar a história em suas mentes.
Por fim, as imagens entram como forma direta de mostrar a história exatamente como você
imaginou, com as cores, elementos e movimentos através de desenhos, infográficos, vídeos,
entre outros meios. Desta maneira, aplicamos o storytelling no processo de divulgação de uma
empresa, relacionando-o diretamente com as emoções do público da marca.
Referências
CAETANO, J.; CRUZ, R. Marketing e Comunicação em Moda. Uma nova Realidade. Lisboa:
Escolar Editora: 2011.
COSTA E SILVA, A. Branding & design: identidade no varejo. Rio de Janeiro: Rio Books, 2002.
FEAGHALI, M.; DWYER, D. As engrenagens da moda. Rio de Janeiro: Editora SENAC, 2001.
FIORANI, M. Padrões de corpo e moda. Dissertação de Mestrado. SENAC – São Paulo, 2007.
Disponível em: [Link]
moda-senac. Acesso em: 09 dez. 2021.
MARTINS, J. R. Branding: um manual para você criar, gerenciar e avaliar marcas. São Paulo:
Negócio Editora, 2000.
POSNER, H. Marketing de moda: livro digital. Trad. Márcia Longarço. São Paulo: Gustavo Gilli,
2015.
SOLOMON, M. O comportamento do consumidor: comprando, possuindo e sendo. Trad. Lene
Belon Ribeiro. 5. Ed., Porto Alegre: Bookman, 2002.
SANT"ANNA, Mara Rúbia. Teoria de moda: sociedade, imagem e consumo. Barueri: Estação
das Letras, 2007.
STRUNCK, G. Como criar identidades visuais para marca de sucesso. Rio de Janeiro: Rio Books,
2001.
TONIN, G.; SILVA, R. D-. de Oliveira. O uso do marketing digital no campo das marcas de moda.
Anais do 13º Colóquio de de Moda, UNESP Bauru, 2017. Disponível
em: [Link]
co_5/co_5_O_USO_DO_MARKETING_DIGITAL_NO.pdf Acesso em: 11 mai. 2022.
Nesta aula, iremos aprender a identificar a importância das mídias sociais no novo marketing
de relacionamento, as ações de merchandising que impactam nas vendas dos produtos, como
trabalha uma assessoria de marketing e a relação que uma marca tem que estabelecer com
seus clientes internos e externos. Vamos identificar os paradigmas e paradoxos da teoria da
comunicação de massa e sua ligação com a moda.
Afinal, seguir determinada moda, ou forma de se vestir, significa adotar individualmente sinais
exteriores que contestam ou se enquadram no sistema de normas contratuais previamente
determinadas.
Bons estudos!
A mídia se destaca como instrumento fundamental nesse quesito. Na atualidade, ela tem uma
extensão capital e central nos vários campos da sociedade moderna. A política, o esporte, a
escola e a economia são atravessadas e apontadas pela autoridade dos meios de comunicação
de massa. Devido aos avanços tecnológicos que fazem com que as informações sejam levadas
de forma rápida e real, o domínio da mídia cresce de forma acentuada.
Fazendo referência à moda, as formas pelas quais a mídia pode agir na opinião pública estão
relacionadas à padronização de princípios de valoração e referenciais do belo, do in e
do out em determinada coleção, por exemplo; no agendamento industrial da moda – quando
há uma mobilização por parte de todas as categorias de mídia e se dá a cobertura intensa dos
desfiles de moda semestrais; como também nas revistas femininas que apresentam dicas de
tendências para determinada estação ou mesmo, e mais concretamente, na seleção proposital
de elementos do vestuário para editoriais de moda com modelos e/ou celebridades que
surgirão – ou já estão presentes – nas vitrines e serão comercializados em períodos
posteriores. Figura
1 | Campanha de marketing em um centro comercial. Fonte: Freepik.
Uma das ferramentas mais utilizadas, principalmente no setor de moda e confecção, é uma
boa assessoria de imprensa para poder colocar seus produtos e sua marca em evidência nos
principais eventos relacionados à sua área de atuação, seja como patrocinador ou apoiador.
Outra forma bastante interessante de divulgação de sua marca ou produto é o método
conhecido como merchandising, que é o conjunto de técnicas responsáveis pela apresentação
de produtos e/ou serviços realizando uma aceleração e rotatividade dos produtos no ponto de
vendas. Ao desenvolver corretamente uma ação de merchandising, as seguintes vantagens
competitivas poderão ser obtidas: aumento da média geral de vendas e da compra por
impulso; desenvolvimento da fidelidade dos consumidores; atração de novos clientes – que é o
mais importante nessa estratégica de marketing – e, consequentemente, aumento nos lucros.
Marketing Direto: procedimento pelo qual as companhias colocam uma relação direta
e duradoura com seus consumidores.
Existem outros tantos instrumentos para se aplicar na comunicação de uma marca de moda,
os quais vamos deixar citados aqui para que se possa pesquisar mais a respeito e eventos,
publicidade e propaganda, patrocínios, feiras e exposições, visual, merchandising, entre
outros.
Assim, entendemos que mídia é uma arma poderosa nas mãos daqueles que controlam o fluxo
de informações. Como agente formador de opiniões e criador-reprodutor de cultura, a mídia
interfere, forma e transforma a realidade, as motivações, os modos de pensar e de agir do
homem.
O marketing do século XXI ainda possui o mesmo objetivo principal de antes, o que mudou
foram as suas ferramentas e a maneira com a qual é praticado. A tendência é que se modifique
constantemente, em decorrência das melhorias tecnológicas. Como consequência, os
marqueteiros de moda encaram maiores desafios e oportunidades do que nunca, procurando
acompanhar as novas tendências e os novos mercados. As vertentes que possuem maior
impacto nesse novo cenário são a globalização, as mídias sociais, a ética e a responsabilidade
social.
Com o aumento das mídias digitais e da comunicação móvel, esse relacionamento tornou-se
mais eficaz, transformando-se em uma passagem de mão dupla, na qual os consumidores
rebatem essas mensagens, fornecendo feedbacks para essas marcas.
A tumultuada inquietação por adquirir a qualquer preço; a ansiedade para ser bem-visto e
aceito no meio social, acompanhar as tendências de uma moda exigente e para estar bem-
informado sobre os temas sem profundidade de cada momento desequilibram o indivíduo
emocionalmente, levando-o aos abismos da perda de identidade, à desestruturação pessoal, à
confusão de valores. Contudo, cada vez mais as mídias sociais estão interagindo diretamente
com os consumidores. É uma tecnologia que veio para ficar e as empresas deverão se adaptar
a essa nova realidade se pretendem continuar atuando na área de moda e comunicação.
Quando falamos sobre Marketing de Relacionamento, temos que identificar nosso target, ou
seja, quem queremos atender/atingir, qual é o nosso alvo principal. Desta forma, identifica-se
os consumidores e seus perfis descritivos. Com características qualificativas e quantificativas
mais precisas, é possível posicioná-lo melhor.
(...) o corpo é considerado o primeiro veículo de comunicação e expressão utilizado pelo ser
humano para a produção, reflexão e análise do conhecimento (...) diferentes culturas
entenderam e utilizaram o corpo como meio de produção de linguagem. (SOLOMON,2002, p.
75)
Mas o que seria um estilo de vida? Basicamente, é como uma pessoa vive, representando a
sua autoimagem. Determina formas de um consumidor gastar seus recursos disponíveis, bem
como o reflexo em suas decisões de compra, de seus valores, gosto e preferências.
Lipovetsky (2007) informa que “há quem defenda que a moda foi derrubada pelos estilos e
quem diga que os consumidores se movem agora no interior de um autêntico supermercado
de tendências” (LIPOVETSKY, 2007). Portanto, tudo é tendência e o consumidor adquire e usa
o que preferir.
Para entendermos melhor os paradigmas e paradoxos da moda, podemos nos balizar nas
teorias de adoção da moda, que se conduzem pelos seguintes aspectos:
Trickle-down: Podemos chamar essa teoria de gotejamento, que prevê a existência de
uma elite de adoção da moda, uma competição de classes por símbolos; é competição
por igualdade social entre classes. Seguindo o caminho de cima para baixo podemos
identificar o início através do uso que as Celebridades fazem dessa informação,
passando pelos Formadores de Opinião, depois seus Seguidores, surgindo depois
as Primeiras Cópias em lojas, divulgando as tendências em suas vitrinas, e finalizando
em um Consumo de Massa com cópias simplificadas no mercado popular.
Para Solomon (2002), a chamada moda de rua, “antes de ser adotada pela classe média,
deverá ser legitimada pela classe alta que incorpora o novo estilo aos seus hábitos de vestir”.
Os simbolismos agregados aos produtos estão apoiados tanto em aspectos funcionais como
em aspectos afetivos e subjetivos. Os consumidores buscam produtos compatíveis com suas
expectativas e desejos, e que, ao mesmo tempo, sejam congruentes com sua autoimagem.
De maneira sistemática ou não, nos estudos e nos negócios da moda, há o interesse pela
prospecção de tendências, as quais possam indicar o que está acontecendo e antecipar o que
irá influenciar o modo de vestir e o comportamento das pessoas. Em torno disso, há diferentes
interesses que, de maneira direta ou indireta, implicam retorno ou lucro financeiro.
Branding promove uma mensagem. Design leva a mensagem até a casa do usuário e
gera uma experiência e fidelidade.
Design e marketing são estratégias para colocar a marca na mente dos consumidores.
Estudo de caso
Nesse estudo de caso criaremos uma situação complexa, uma problemática da realidade na
qual você deve trabalhar os conhecimentos desenvolvidos na aula.
A empresa na qual você trabalha, decidiu atualizar a identidade visual de sua marca, buscando
se reposicionar no mercado em que atua. Você deverá determinar quais as ferramentas
de branding e como divulgará essa novidade para sua clientela e parceiros.
Bom trabalho.
______
Reflita
Toda empresa deve ficar atenta e buscar sempre novidades em sua área de atuação, assim, o
profissional responsável pela divulgação da marca deverá consecutivamente estar focado e
informado das novidades do setor e preparado para enfrentar novos desafios, pensando
sempre em alternativas inovadoras e criativas.
Portanto, você percebeu que temos que incorporar os clássicos 4Ps – Ponto / Preço /
Promoção / Produto – com três elementos intangíveis e relacionados a serviços (pessoa /
processo e prova física)
Percebeu o quanto é importante planejar suas ações estratégicas para que possa cumprir o
cronograma estabelecido previamente e, assim, atender a demanda de cada departamento
envolvido no processo.
Resumo visual