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Intestino: Causas de Doenças Comuns

Intestino, Sete metros de encrenca Alergias, artrites, dores de cabeça, problemas de pele, tumores - esses e vários outros problemas de saúde que afligem as pessoas na nossa civilização industrializada estão relacionados ao mau funcionamento do intestino

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Gustavo Mantega
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Intestino: Causas de Doenças Comuns

Intestino, Sete metros de encrenca Alergias, artrites, dores de cabeça, problemas de pele, tumores - esses e vários outros problemas de saúde que afligem as pessoas na nossa civilização industrializada estão relacionados ao mau funcionamento do intestino

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Intestino, Sete metros de encrenca

Alergias, artrites, dores de cabeça, problemas de pele, tumores - esses e vários


outros problemas de saúde que afligem as pessoas na nossa civilização
industrializada estão relacionados ao mau funcionamento do intestino

O intestino representa a terceira etapa que os alimentos ingeridos nas refeições devem
atravessar em sua viagem dentro de nós. Eles passam primeiramente pela boca, onde
devem ser bem mastigados e misturados à saliva, depois pelo estômago, onde acontece
boa parte da digestão, e finalmente por esse longo tubo onde a digestão se completa – o
intestino. Neles são absorvidos os nutrientes e aquilo que resta do bolo fecal é tornado
semissólido para poder ser eliminado. Como conseqüência desse processo, pelo menos
três vezes ao dia transitam no intestino os alimentos e as bebidas que consumimos nas
refeições principais.

Na primeira metade do século 20, Sir Arbuthnot Lane, cirurgião do rei da Inglaterra, se
especializou na amputação de trechos doentes do intestino e em costurar as pontas que
sobraram para fazer com que o órgão recobrasse sua capacidade de funcionamento. Ele
observou um curioso fenômeno: alguns meses depois de passar por intervenções no
cólon, alguns pacientes se curavam de doenças que não tinham, aparentemente,
nenhuma ligação com o órgão operado. Entre eles, um rapaz sarou de uma grave
forma de artrite e uma mulher se curou completamente do bócio que a fazia sofrer.

Essas e outras experiências convenceram o cirurgião Lane de que a intoxicação intestinal


– sobretudo a do cólon – podia contribuir para o adoecimento de outras partes do
organismo que pareciam não ter relação com os intestinos.

Ainda hoje, a medicina oficial declara não ter descoberto a causa de muitas doenças que
afligem a humanidade, entre elas o câncer, tumores, doenças autoimunes, vários
problemas da pele (psoríase, etc.), alergias ambientais e alergias e intolerâncias
alimentares, as quais são cada vez mais numerosas.

Por que ainda não se descobriram as causas desses males? Segundo o médico e escritor
norte-americano Bernard Jensen, porque, ao examinar casos de intoxicação orgânica, a
medicina leva em consideração apenas os venenos que podem chegar do meio externo
(fungos, substâncias químicas, gases, etc.) e não avalia aqueles que podem ser
criados no intestino e se difundir para o resto do organismo, prejudicando a boa
saúde de outras áreas dele. Essa falha é surpreendente. Até poucos anos atrás, a
limpeza intestinal era considerada muito importante, e a purga mensal, bem como
os periódicos enemas dos quais as pessoas mais velhas certamente se recordarão,
era um sinal evidente disso.

O intestino, com sua notável área de contato com os produtos da digestão (cerca de 300
metros quadrados de superfície!), representa um dos “órgãos” mais influentes do corpo.
Ele executa importantes funções digestivas, promove a absorção dos nutrientes e
colabora com os rins, a pele e os pulmões nos processos de eliminação de detritos.
As últimas partes do intestino – o cólon (ou intestino grosso) e o reto – são certamente as
mais relevantes. Nessas áreas, graças às enzimas e à flora bacteriana, a digestão se
completa e substâncias fundamentais são absorvidas: a água, os aminoácidos
(constituintes das proteínas) e muitos dos produtos medicinais que usamos.

O que acontece quando as paredes do cólon não são sadias? Acontece algo muito
perigoso para a boa saúde: a mucosa se inflama e perde sua impermeabilidade, ou
seja, permite que substâncias tóxicas, alguns parasitas e fragmentos de alimento
não bem digeridos a atravessem e entrem nos líquidos orgânicos (o sangue e a
linfa).

Tais substâncias nocivas, difundindo-se no organismo inteiro, podem gerar os sintomas


mais diversos. A relação inclui enxaquecas e hemicranias crônicas, alergias, acnes,
psoríase e outras doenças da pele, distúrbios da próstata, diverticulite, graves
prisões de ventre, prolapsos intestinais, artrites, reumatismos, problemas
cardíacos, asma, problemas respiratórios, nódulos das mamas, perda de vitalidade,
cansaço, depressão, falta de concentração, agressividade, ataques de pânico,
infecção, inflamações, poliartrite, problemas dos cabelos, parasitoses intestinais
que produzem o bruxismo (ranger de dentes noturno) e muitos outros distúrbios.

Examinemos algumas condições responsáveis por fazer do nosso intestino o ponto inicial
de tantas disfunções e doenças que, num primeiro momento, ninguém iria associar a esse
órgão. Fundamentalmente, até mesmo numa pessoa sadia é possível se encontrar uma
ou mais das seguintes anomalias:

1. Incrustações fecais
2. Disbiose intestinal
3. SII (síndrome do intestino irritável)
4. Síndrome de hiperpermeabilidade intestinal
5. Glúten e doença celíaca

1 As incrustações fecais
“Metade das pessoas que declaram gozar de boa saúde carrega continuamente dentro de
si, desde a infância, vários quilos de substâncias que nunca foram eliminadas”,
afirma o professor médico Arnold Ehret. “Para essas pessoas, uma boa evacuação ao
dia não tem nenhum significado.”

Quando pensamos na farinha de trigo, sentimos gratidão, imaginando que com ela se
mata a fome da humanidade desde os primórdios da história. É preciso, porém, deixar
claro que a farinha usada nos tempos passados era integral, e as donas de casa que
tentaram fazer com ela massa para pão sabem muito bem quanto é difícil trabalhá-la sem
misturá-la com farinha branca normal.

Mas a farinha branca, infelizmente, apresenta um grave inconveniente, perigoso e


pouco conhecido: ela cola! Isso é fácil de verificar cozinhando a fogo baixo farinha
branca e água: cria-se uma cola tão boa que até hoje é usada para encadernar livros
antigos.
Com o passar dos anos, os alimentos que contêm farinha branca deixam uma camada
sobre as paredes do intestino, especialmente sobre a parte final deles, o intestino grosso
ou cólon. Essa pátina, acumulando-se mais e mais a cada dia, pode se tornar tão
espessa que no espaço central do intestino (o chamado lúmen) fica difícil passar
um lápis.

Uma das maiores causas dos problemas intestinais, especialmente os do cólon, é essa
pátina que, ao longo dos anos, se torna uma verdadeira incrustação, parecida, nas
palavras do doutor Jensen, aos pneus de um automóvel! Claro, essas incrustações não
são as únicas responsáveis. A elas deve-se acrescentar a vida sedentária, a poluição
ambiental, o uso de medicamentos não naturais, uma alimentação não balanceada,
demasiado rica em açúcares, alimentos refinados e aditivos químicos e, ao mesmo
tempo, pobre de elementos importantes como fibras, vitaminas e sais minerais.

A tudo isso é preciso acrescentar o estresse, que determina uma alteração das
paredes intestinais, provocando contrações excessivas ou insuficientes. Essa
condição não apenas causa um acúmulo de escórias e um aumento das
incrustações fecais antes descritas, mas pode influenciar a flora bacteriana,
tornando mais lentos e menos eficazes os processos biológicos próprios do
intestino.

2 A disbiose intestinal
No cólon existe uma notável flora intestinal, passível de modificações que a tornam muito
perigosa para a saúde. Quando a flora é equilibrada e útil ao organismo, ocorre uma
condição de saúde que tem o nome de eubiose. Ao contrário, quando essa flora está
desequilibrada (condição, infelizmente, muito difundida na atualidade), toma o nome de
disbiose, e suas conseqüências podem ser nefastas.

Uma alimentação pouco inteligente (muitos açúcares e proteínas, combinações


erradas de alimentos, pouca ou nenhuma mastigação), refeições ingeridas de modo
apressado e uso de laxantes, antiácidos, antibióticos, etc. criam um produto da
digestão (um “bolo”) rico de proteínas mal digeridas e outros elementos anômalos
que predispõem ao desenvolvimento de várias substâncias tóxicas e bactérias da
putrefação, ambas muito danosas. Tudo isso, infelizmente, contribui para o forte
aumento estatístico das patologias graves do cólon, como diverticulites, pólipos,
retocolites ulcerosas e tumores.

3 SII (síndrome do intestino irritável)


A SII (síndrome do intestino irritável) é uma patologia que faz o intestino “espremer” o
alimento ingerido de modo excessivamente débil ou forte, fazendo com que o trânsito
desse alimento seja demasiado lento ou veloz.

Às vezes, a SII é provocada pela ansiedade ou pelo estresse. No entanto, muitas


outras vezes, os testes que determinam a permeabilidade e a motilidade intestinal
revelam a presença de fungos, parasitas e/ou bactérias patogênicas. Os micróbios
mais comumente encontrados em situações do gênero são o Blastocystis hominis e as
várias espécies de cândida.

Se se permite que a SII prossiga no tempo sem o devido tratamento, ela pode dar origem
a desordens muito sérias, como a infecção por cândida, a sensibilidade química múltipla,
a síndrome da fadiga crônica, muitas doenças autoimunes e até mesmo o câncer.
Vale notar que raras vezes os tratamentos médicos conseguem eliminar a SII. Para seu
tratamento efetivo, são mais adequados os remédios naturais. Eles devem ser dirigidos à
remoção das causas, à melhora das funções gastrointestinais e à cura da mucosa
intestinal.

4 Síndrome de hiperpermeabilidade intestinal

Diversos problemas de saúde surgem por conta do mau funcionamento do intestino,


muitas vezes causado pelo estado precário de suas paredes, que perderam a necessária
impermeabilidade. Essa patologia é chamada de “perda de impermeabilidade da
mucosa intestinal”. Há fortes suspeitas de que essa perda é a causa básica de
várias patologias, entre as quais doença celíaca, infecção por cândida, doença de
Crohn, infestação por giárdias, eczema atópico, problemas digestivos, fadiga
crônica, alergias alimentares, intolerâncias alimentares, asma, dores de cabeça e
artrite.

A patologia acontece quando, nas paredes do intestino, os espaços entre as células se


ampliam a ponto de possibilitar a passagem e a subseqüente entrada de substâncias
tóxicas na corrente sanguínea. Essa condição anômala permite às gorduras e aos
dejetos que não puderam ser absorvidos (bactérias, fungos, parasitas com suas
toxinas, proteínas não digeridas) “gotejar para fora” e entrar na corrente sanguínea.

Considerando-se a vasta superfície da mucosa intestinal e sua grande capacidade de


absorção, pode-se compreender quanto é importante que ela permaneça perfeitamente
impermeável, para evitar que as substâncias tóxicas possam ser lançadas nos líquidos
externos (sangue e linfa) e distribuídas no corpo todo, criando múltiplas disfunções e
doenças.

Dessa distribuição de venenos deriva uma série de distúrbios de caráter geral que, à
primeira vista, parecem não ter nenhuma relação com o intestino: dores de cabeça,
nervosismo, ansiedade, depressão, mau hálito, rinites, acne, dermatites, eczemas,
fadiga crônica, envelhecimento da pele, dores nas articulações, artroses, etc. Essa
invasão provoca também uma forte baixa das defesas orgânicas, pois no intestino existem
entre 100 e 200 “placas de Peyer” (aglomerados de nódulos linfáticos localizados
principalmente na mucosa do íleo, que têm a mesma atividade das tonsilas: produzir
substâncias que protegem a mucosa contra a ação de micróbios), essenciais para a
manutenção do nosso potencial imunológico. Isso, obviamente, abre as portas a várias
alergias e intolerâncias alimentares.

5 Glúten e doença celíaca

O glúten é uma proteína que, infelizmente, está cada dia mais presente na nossa
alimentação. Ao contrário da crença comum que o associa sobretudo ao pão e ao
macarrão, o glúten existe também em vários outros cereais (trigo, cevada, farro, centeio,
sorgo) e, obviamente, em todos os seus derivados. Às vezes o glúten é utilizado para
tornar mais densos cremes e pudins, no presunto cozido e em embutidos como salames,
mortadelas, salsicha e inclusive em alguns medicamentos.
Com o passar dos anos, especialistas em agricultura selecionaram cereais com conteúdo
cada vez maior de glúten. Do farro com pouquíssimo glúten, como aquele usado na
Europa na época dos antigos romanos, passou-se ao trigo, que contém muito glúten.

A grande utilização atual do glúten advém do fato de que essa substância torna as
massas mais macias e elásticas – uma grande vantagem na panificação, pois assim o
pão fica mole e não se esfarela quando cortado em fatias.

Arroz, milho e trigo-sarraceno não contêm glúten. Ainda não foi bem definida a sua
quantidade na aveia e no cereal quinoa. Mas o seitan (produto de linha macrobiótica)
contém 100% de glúten!

Esse é o motivo pelo qual se prescreve uma “dieta branca” aos que sofrem de
gastroenterites, de doenças do aparelho digestivo ou de fenômenos de infecção
generalizada. Essa dieta se baseia em arroz cozido e água de arroz.

São relativamente comuns as alergias ao glúten, nas quais a resposta imunológica


é similar àquela que acontece nas demais doenças alérgicas de origem alimentar,
com o aparecimento de vários sintomas. Às vezes, essas alergias podem
desembocar numa moléstia autoimune extremamente grave, a doença celíaca.
Nessa patologia, o sistema imunológico cria anticorpos contra o glúten e pode
destruir as vilosidades intestinais e/ou gerar caquexia (estado de magreza extrema),
e inclusive levar à morte.

Que podemos fazer?


Os laxantes – infelizmente, hoje bastante usados – constituem apenas um benefício
momentâneo. A longo prazo, eles tendem a danificar a mucosa intestinal. Para
limpar o intestino de forma radical, podem-se fazer algumas sessões (no máximo
quatro ou cinco) de lavagens intestinais (hidrocoloterapia,
http://www.hidrocolon.com.br/index.php) e outros tratamentos ainda mais
completos. Mas eles exigem acompanhamento médico.

Para manter limpo o intestino, convém retomar o velho, sábio e salutar hábito de tomar
um purgante uma vez ao mês e quando se volta das férias.

Um dos primeiros sinais de que nosso intestino está carregado de impurezas é o


aparecimento de cravos, espinhas, furúnculos e outras inflamações na pele.

Se procurarmos eliminar essas inflamações com o uso de pomadas, corremos o


risco de bloquear essa “descarga” e fazer com que o corpo acumule as impurezas
em algum outro órgão ainda mais importante do que a pele. Criam-se assim os
pressupostos para problemas bem mais graves.
Uma dieta para sair da encrenca
Uma alimentação correta e saudável é fundamental para corrigir patologias intestinais e
manter esse órgão em equilíbrio. A dieta abaixo pode ajudar na recuperação da eubiose
intestinal.

CAFÉ DA MANHÃ: fruta fresca da estação. Uma maçã, alguns figos ou ameixas secas,
colocadas de molho num pouco d’água na noite anterior. Beber muita água. Iogurte e
coalhada naturais. Evitar os alimentos em que haja mistura de farinhas e açúcar, pois ela
acidifica o organismo.

ALMOÇO: comer apenas um prato; melhor arroz do que macarrão e pão branco;
verduras e legumes crus à vontade. Algumas azeitonas pretas.

JANTAR: comer apenas um prato, sempre com verdura crua. Alternar: frango, peixe,
ovos, queijos de cabra ou ovelha, iogurte ou coalhada. Melhor evitar carnes vermelhas.
Atenção aos alimentos à base de soja, pois quase sempre fazem parte dos OGMs
(organismos geneticamente modificados).

FRUTAS: melhor quando estão maduras e da estação, mas sempre longe das
refeições principais.

DOCES: reduzir ao máximo; devem ser evitados depois das refeições.

ELIMINAR: café com leite, leite e laticínios de vaca. Salames, mortadelas, embutidos
e laticínios de vaca. Carnes vermelhas. Bebidas com gás, sucos de fruta
conservados. Pão branco e mole; melhor o pão integral, ou biscoitos integrais de boa
marca.

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