MOTILIDADE DO TGI
Mastigação e deglutição:
Reduz os alimentos a partículas pequenas e as misturam com muco das glândulas salivares, lubrificando-as
(aumenta a superfície e evita lesões no TGI)
Orientada pelo córtex
55 músculos
Reflexo mastigatório
Presença do alimento
V par: músculos mastigatórios
o Inibição do músculo mastigatório: queda da mandíbula
o Reflexo de estiramento do músculo da mandíbula: contração de rebote
VII par: lábios e bochechas
XII par: língua
X par: véu palatino
DEGLUTIÇÃO: fase oral, faríngea e esofágica
1. Fase oral ou voluntária:
A língua separa parte do bolo alimentar (BA) e comprime contra o palato duro, para cima e para trás da
boca, forçando o BA contra a faringe, onde estímulos tácteis iniciam o reflexo da deglutição
córtex cerebral
2. Fase faríngea:
O palato mole é empurrado para cima para fechar a parte posterior da cavidade nasal, evitando o refluxo
do alimento
Fechamento das cordas vocais, da epiglote, levantamento da faringe e abertura do esfíncter esofágico
superior
Logo após a passagem, do BA, abrem-se as cordas vocais, a epiglote relaxa e o EES se fecha
Involuntária, tronco cerebral, bulbo (centro da deglutição)
pares cranianos da deglutição: V, VII, IX, X XII
V/IX/X/XII: Informação sensorial
Centro da deglutição: bulbo
Elevação do véu palatino: receptores da presença de alimento, distensão da faringe
3. Fase esofágica:
Continuação da deglutição, uma onda peristáltica começa logo abaixo do EES que destaca-se até o
esfíncter esofágico inferior (EEI), relaxando-o e permitindo a entrada do BA no estômago (relaxamento
receptivo)
ESTÁGIO ESOFÁGICO DA DEGLUTIÇÃO
Peristaltismo primaria: 8 a 10s
o Presença do bolo alimentar no esôfago desencadeando o movimento peristáltico
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Peristaltismo secundário: acontece somente no esôfago quando sobra algum resto de alimento, mecanismo
protetor do refluxo
Nervos glossofaríngeo e vago
Relaxamento do Esfíncter esofágico inferior (EEI)
o Durante a deglutição
Relaxamento transitório do EEI
o Em alguns momentos do dia sem que esteja ocorrendo a deglutição (pós-prandial)
o Eructação
o Aumento = refluxo
Relaxamento gástrico receptivo
o Quando o alimento entra no estômago ocorre um relaxamento do fundo do estômago (mais do que
digestão » armazenamento)
ESTÔMAGO
Reflexo vago-vagal por distensão do fundo gástrico: relaxamento receptivo
Função de armazenamento para acomodar maiores volumes
Mistura/propulsão » digestão das proteínas
Células de Cajal na grande curvatura » movimento: fundo, corpo, antro
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Movimentos propulsivos » empurrar para o duodeno (piloro aberto)
Movimento de mistura » fecha o piloro e continua o movimento de mistura no estômago
Quando sai do estômago » quimo
REGULAÇÃO DO ESVAZIAMENTO GÁSTRICO
Fatores Gástricos
o Volume Gástrico
Dilatação da parede estomacal desencadeia reflexos mioentéricos locais que acentuam a
atividade da bomba pilórica e, ao mesmo tempo, inibem o piloro
o Gastrina
Intensifica a intensidade da bomba pilórica
Fatores Duodenais (+++)
o Grau de distensão do duodeno
o Irritação da mucosa duodenal
o Grau de acidez do quimo
o Grau de osmolaridade do quimo
o O duodeno define o esvaziamento gástrico
A intensidade do esvaziamento gástrico é limitada a quantidade de quimo que o intestino delgado pode processar
Fatores hormonais
o CCK
Podem inibir o esvaziamento gástrico quando quantidades excessivas de quimo,
especialmente quimo ácido ou gorduroso, entram no duodeno, provenientes do estômago
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o GLP1
o GIP
o Secretina
MOVIMENTOS DO INTESTINO DELGADO
Contrações de Mistura (segmentação)
o Máximo 12/minuto
A frequência máxima das contrações é determinada pela frequência de ondas lentas
o Mistura com as enzimas digestivas (bile, enzima pancreática...)
Propulsão
o Peristaltismo 3 a 5 horas entre o piloro e ileocecal
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CONTROLE DO PERISTALTISMO NO INTESTINO DELGADO
Reflexo gastroentérico
o Quando o alimento chega ao estômago desencadeia um reflexo via sistema nervoso entérico para
aumentar a motilidade
Reflexo gastroileal
o Mensagem para a válvula ileocecal abrir e permitir passagem do conteúdo que está do delgado
Hormônios excitatórios: gastrina, colecistocinina, insulina, motilina, serotonina
Hormônios inibitório: secretina e glucagon
DOIS REFLEXOS IMPORTANTES
Gastro-colico
Ileo-Gastrico
Mais exacerbado nas crianças
Função da Válvula ileocecal e esfíncter ileocecal
Evitar o refluxo de conteúdos fecais do cólon para o intestino delgado
É fechada quando a pressão aumentada no intestino grosso empurra os conteúdos contra a abertura da
válvula
A parede do íleo alguns centímetros acima da válvula ileocecal tem uma musculatura circular espessa
denominada esfíncter ileocecal
Esse esfíncter normalmente permanece levemente contraído e retarda o esvaziamento de conteúdos ileais
no ceco
Quando o ceco se distende, a contração do esfíncter ileocecal se intensifica e a peristalse ileal é inibida
MOTILIDADE COLÔNICA
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Cólon:
o Absorção de água e eletrólitos
Cólon absortivo: ascendente e transverso
o Armazenamento do material fecal até o momento da eliminação
o Cólon de armazenamento: descendente, sigmoide e reto
Quimo » Quilo
Motilidade do Cólon e Defecação
o Movimento de haustrações (não propulsiona)
Contrações lentas, fracas e alta amplitude
Ceco e cólon ascendente
Ocorrem a cada 30 minutos
Reabsorção de H2O e eletrólitos
8-15 horas entre válvula ileocecal e reto
o Movimentos peristálticos » empurrar para o lado esquerdo
o Cólon esquerdo » movimento segmentar ou de massa » empurra para o ceco
MOVIMENTOS DE MASSA
Anel constritivo (transverso) em resposta a distensão ou irritação, segue-se contração distal como unidade
(desaparecem as haustrações)
Do ceco ao sigmoide
Ocorrem 1-3 vezes ao dia, duram de 10 a 30 minutos, quando forçam as fezes para o reto, surge a vontade
de evacuar
REFLEXO GASTROCÓLICO E DUODENOCÓLICO
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O surgimento de movimentos de massa depois das refeições é facilitado por reflexos gastrocólicos e
duodenocólicos
Esses reflexos resultam da distensão do estômago e do duodeno
FISIOLOGIA DA DEFECAÇÃO
Fibras sensitivas que percebem a entrada das fezes com a distensão retal
Sinais aferentes são propagados pelo plexo mioentérico para dar início a ondas peristálticas no cólon
descendente, sigmoide e no reto
À medida que a onda peristáltica se aproxima do ânus, o esfíncter anal interno relaxa-se por sinais inibidores
do plexo mioentérico, se o esfíncter externo estiver relaxado conscientemente e voluntariamente, a
defecação ocorre
Esfíncter anal interno: músculo liso » sistema nervoso entérico e SNA
Esfíncter anal externo: músculo estriado » inervação do córtex
o Controlado por fibras nervosas no nervo pudendo
Em repouso: o esfíncter interno está fechado
O reflexo de defecação parassimpático, envolve os segmentos sacrais da medula espinhal
o Esses sinais parassimpáticos intensificam as ondas peristálticas, relaxam o esfíncter anal interno
Quando o reto distende » movimento reflexo do SNE para contração do reto e relaxamento do
esfíncter anal interno » percepção pelo córtex e contração ou relaxamento do esfíncter anal externo
Reflexo inibitório reto-anal: SNE, fraco (nervo pudendo)
Relaxamento do EAI: reflexo de defecação parassimpático (nervos pélvicos), SNA
Contrações colônicas e relaxamento do EAI, possível regulação consciente
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