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Revisao 2

O texto discute a conceituação do termo ideologia ao longo da história, mencionando duas perspectivas: uma ampla associada à cultura da época e outra negativa relacionada à racionalização das classes dominantes. A literatura pode exercer papel ideológico ou de resistência às ideologias dominantes.
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Revisao 2

O texto discute a conceituação do termo ideologia ao longo da história, mencionando duas perspectivas: uma ampla associada à cultura da época e outra negativa relacionada à racionalização das classes dominantes. A literatura pode exercer papel ideológico ou de resistência às ideologias dominantes.
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LEGENDA

Exercício Caminho do Conhecimento - Etapa 4 (21586) Resposta correta na questão


RAYANE THAYNARA # Resposta correta - Questão Anulada
Atividade finalizada em 05/01/2024 15:29:55 (1550003 / 1)
SANTOS
X Resposta selecionada pelo Aluno

Disciplina:
PRÁTICA PEDAGÓGICA INTERDISCIPLINAR: TEORIA LITERÁRIA [858949] - Avaliação com 8 questões, com o peso total de 3,33 pontos [capítulos
- 2]

Turma:
Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em Letras-Português - Grupo: FPD-FEV2022 - SGegu0A100523 [91546]

Aluno(a):
91303443 - RAYANE THAYNARA SANTOS - Respondeu 4 questões corretas, obtendo um total de 1,67 pontos como nota

“[...] inventamos horrores para nos ajudar a suportar horrores verdadeiros. Contando com a
infinita criatividade do ser humano, nos apoderamos dos elementos mais polêmicos e
[359298_1319 destrutivos e tentamos transformá-los em ferramentas – para desmantelar estes mesmos
49]
Questão elementos.” (KING, Stephen. Dança macabra: o fenômeno do horror no cinema, na literatura
001 e na televisão dissecado pelo mestre do gênero. Tradução de Louisa Ibañez. Rio de Janeiro:
Objetiva, 2007, p. 24)
Considerando o trecho acima do ficcionista Stephen King assinale a alternativa correta.
O comentário do ficcionista critica a Literatura que trabalha temas polêmicos e destrutivos
porque pode influenciar negativamente os leitores.
O comentário do ficcionista lembra-nos que das funções da literatura é permitir através das
experiências negativas expurgar sentimentos e emoções e assim nos permitir desconstruir
no real os problemas nela postos.
O comentário do ficcionista lembra-nos que os horrores da literatura são apenas uma forma
de entretenimento que nos ajuda a expurgar sentimentos e emoções.
O comentário do ficcionista lembra-nos que das funções da literatura é permitir através das
X experiências negativas expurgar sentimentos e emoções e assim nos ajudam a enfrentar
nossos problemas pessoais.
O comentário do ficcionista rememora a função educativa da literatura que ao trabalhar
temas polêmicos, nos ensina a evitar discussões.

Pincel Atômico - 05/01/2024 15:31:29 1/5


Texto 1
Ainda quando se defende a existência de "uma escrituralidade literária", herdeira, em certo
sentido, do conceito de "literariedade", utilizado pelos formalistas russos, a questão da
especificidade do discurso literário esbarra em entraves complicados e quase sempre obriga
o estudioso a trilhar caminhos que podem desviá-lo do seu objeto de análise. Isso explica,
por exemplo, a possibilidade de haver excelentes teóricos da literatura que sejam incapazes
de ser leitores "desarmados" de literatura; que possam deixar de lado a teoria e "entrar no
texto", confundir-se com personagens que transitam no palco literário. Se, de fato, parece
ser problemático definir literatura pelo que ela é – e sua existência está comprovada por uma
tradição e pela multiplicidade de obras que mantêm viva essa tradição –, talvez seja mais
prudente concordar com a existência de um "estatuto do literário" que, por vezes, se vale de
critérios externos ao texto mais do que de uma observação minuciosa de sua produção.
[359297_1329
92] Disponível em: <http://www.pucminas.br>. Acesso em: 28 jul. 2014 (adaptado).
Questão
002
Texto 2: Desencanto
Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente... Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca,
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca. Eu faço versos como quem morre.
(BANDEIRA, M. A cinza das horas. 1917)
A partir dos textos citados, assinale a opção que apresenta a relação entre a especificidade
da linguagem literária e a crítica literária.
A crítica literária, por não apontar caminhos precisos do processo de leitura do texto, é
ineficaz para a fruição e interpretação do poema de Manuel Bandeira.
Os critérios de classificação propostos pela crítica e pelos teóricos da literatura permitem ao
leitor uma fruição mais prazerosa do poema de Manuel Bandeira.
Para facilitar a leitura e permitir fruição estética mais intensa ao leitor, os críticos literários
mostram a morfologia do texto e as armadilhas que constituem a sua estrutura
A partir de leituras críticas do poema de Manual Bandeira, é possível fruí-lo melhor, pois a
crítica literária não deixa nada descoberto.
Para que possa fruir esteticamente o poema de Manuel Bandeira, é necessário que o leitor
X
articule sua experiência de mundo com seus conhecimentos sobre a literatura.

[359298_1319
53]
Questão
003

Disponível em: https://tirasarmandinho.tumblr.com/ acesso em 06/-7/2021


Assinale qual das funções da literatura proposta por Umberto Eco se coaduna à afirmação
que é feita tirinha de Armandinho.
A prática literária mantém em exercício também a nossa língua individual” (ECO, 2003, p.
11).
“A língua mantém em exercício, antes de tudo, a língua como patrimônio coletivo” (ECO,
2003, p. 10).

Pincel Atômico - 05/01/2024 15:31:29 2/5


“As obras literárias nos convidam à liberdade de interpretação, pois propõem um discurso
com muitos planos de leitura e nos colocam diante das ambiguidades e da linguagem da
vida” (ECO, 2003, p. 12).

“A função dos contos ‘imodificáveis’ [isto é, a Literatura] é precisamente esta: contra


qualquer desejo de mudar o destino, eles nos fazem tocar com a impossibilidade de mudá-lo
[...]. Creio que esta educação ao Fado e à morte é uma das funções principais da literatura”
(ECO, 2003, p. 21).
“O mundo da literatura é tal que nos inspira confiança de que algumas proposições não
X podem ser postas em dúvida; que ele nos oferece, portanto, um modelo tanto quanto se
quiser, de verdade (ECO, 2003, p. 14).

(ENADE - 2017)
TEXTO 1
A conceituação do termo ideologia tem sido marcada por transformações ao longo da
história. Criado pelo pensador francês Desturt de Tracy (1754 - 1836), o termo ideologia, na
explicação de Alfredo Bosi, apresenta dois sentidos: "Há uma concepção ampla e flexível de
ideologia que se confunde um pouco com a cultura da época, o estilo, em que a ideologia
entra como um componente difuso na cultura. E há um sentido que foi desenvolvido
principalmente por Marx e Engels no livro A Ideologia Alemã, que precede O Capital, em que
apalavra ideologia tem um sentido negativo — isto é, a ideologia é a racionalização que as
classes dominantes fazem do conhecimento da sociedade. A literatura e, por extensão,
outras formas de expressão cultural podem oferecer ao leitor textos comprometidos
ideologicamente com um grupo social ou uma ideia ou exercer o papel de uma contra
ideologia, criando uma literatura de resistência, explica Bosi. (BOSI, A. Entrevista. Poesia
[359299_1319
56] como resistência à ideologia dominante. Revista Aduspm, nº 58, 2015)
Questão
004
TEXTO 2
Os mendigos assaltaram o depósito do lixão. Puseram nos sacos sobejos de valor. Foram
pelas Cadeiras alegres, mas sem abrir a boca, o vento era frio e os dentes de sorrir doíam.
Lá nos viadutos fizeram a partilha. Quero a boneca pra minha neta. Que nada, ela é minha!
Sem conversa o chefe saltou sobre o da boneca e dividiu sua cara ao meio com uma
giletada. O sangue quente nos dentes...Todos sacaram suas giletes e retocaram uns aos
outros. O velho barrigudo segurava a torneira da jugular. A netinha aproveitou para tomar a
boneca e correr, os cabelos espetando o vento, um olho aberto e outro fechado, sorriso de
brinquedo. Sãs e salvas, as duas moram no sinal. A boneca, olho fechado, olho aberto, mão
estendida recebe as moedas. O sujeito do outro lado da rua tem planos para a menina.
(PONTES, C.G. O sorriso de brinquedo. In: FERNANDES, R. (org). Contos cruéis: as
narrativas mais violentas da literatura brasileira contemporânea. São Paulo: Geração
Editorial, 2006 – adaptado)
Considerando os textos apresentados, conclui-se que a narrativa do texto 2 evidencia
uma perspectiva contra ideológica, alicerçada pelo discurso entrecruzado de narrador e
personagens que lutam pela boneca.
uma perspectiva ideológica e contra ideológica, marcada pela defesa dos sujeitos
marginalizados e pelo emprego de uma linguagem neutra na abordagem da violência.
uma perspectiva ideológica, assinalada pela construção de um discurso panfletário a favor
das camadas populares, que sofrem violência social.
uma perspectiva ideológica, identificada pelo interesse do narrador em combater a violência
contra crianças por meio da criação literária.
uma perspectiva contra ideológica, manifestada pela elaboração de um discurso narrativo
X sensível à violência que atinge sujeitos em situação de marginalidade e vulnerabilidade
social.

Pincel Atômico - 05/01/2024 15:31:29 3/5


(Quadrix - 2018 - SESC-DF - Professor - Português)
De fato, antes procurava―se mostrar que o valor e o significado de uma obra dependiam
de ela exprimir ou não certo aspecto da realidade, e que este aspecto constituía o que ela
tinha de essencial. Depois, chegou―se à posição oposta, procurando―se mostrar que a
matéria de uma obra é secundária, e que a sua importância deriva das operações formais
postas em jogo, conferindo―lhe uma peculiaridade que a torna de fato independente de
quaisquer condicionamentos, sobretudo social, considerado inoperante como elemento de
compreensão. Hoje sabemos que a integridade da obra não permite adotar nenhuma dessas
[359297_1330 visões dissociadas; e que só a podemos entender fundindo texto e contexto numa
09]
Questão interpretação dialeticamente íntegra, em que tanto o velho ponto de vista que explicava
005 pelos fatores externos, quanto o outro, norteado pela convicção de que a estrutura é
virtualmente independente, se combinam como momentos necessários do processo
interpretativo. Sabemos, ainda, que o externo (no caso, o social) importa, não como causa,
nem como significado, mas como elemento que desempenha um certo papel na constituição
da estrutura, tornando―se, portanto, interno.
Antonio Candido. Crítica e sociologia. In: Literatura e sociedade. Rio de Janeiro: Ouro sobre
azul, 2010, p. 13 e 14.
A respeito das duas correntes teóricas de interpretação da obra literária apresentadas no
texto acima, assinale a alternativa correta.
De acordo com o texto, o essencial em uma obra literária é a expressão de determinado
aspecto concreto da realidade, independentemente de fatores estéticos.
O texto defende a ideia de que a corrente crítica que privilegia a centralidade da matéria
social na obra de arte está ultrapassada e deve ser substituída pela perspectiva crítica
atenta aos jogos de linguagem.
Infere―se do texto que a abordagem crítica exigida pela obra de arte é aquela que
X
considera o trabalho estético de internalização dos dados externos na estrutura da obra.
A fusão de texto e contexto no processo interpretativo da obra significa, necessariamente, o
apagamento do contexto em favor das dimensões estéticas do texto.
Uma interpretação dialeticamente íntegra implica na neutralidade do crítico, que não deve
assumir nem uma perspectiva sociológica nem uma abordagem esteticista.

(UECE-CEV - 2018 - SECULT-CE - Analista de Cultura - Letras)


Concebendo a Literatura como uma forma de apreensão do real, podemos dizer que esta
[359297_1329 capacidade de apreender o real chama-se literariedade. Assim, a literatura tem esta
90]
Questão propriedade devido a dois fatores: a linguagem, enquanto aquilo que nos capacita dizer o
006 que dizemos; e a ideia ou ideologia, entendida como a apreensão do real que há naquilo que
dizemos. Assinale a opção que faz digressão ao conceito de Literatura e aos fatores da
literariedade.
O termo literariedade nasceu com os críticos conhecidos como formalistas. O destino desse
X termo se dirigiu à Linguística, ciência da linguagem humana, não como crítica da escrita,
mas como crítica literária.
Pode-se assegurar que linguagem e ideologia são duas faces da mesma moeda, pois se a
linguagem é aquilo que nos capacita dizer o que dizemos, seu dizer não se dá sobre um
vazio semântico, o que ele diz é ideológico, e sua capacidade de dizer manifesta a
linguagem.
Sendo a Literatura uma forma de apreensão do real, é ideológica, pois a sua mimese passa
por um código ideológico. Os dois fundamentos – linguagem e ideologia – caracterizam a
escrita do texto de arte literária.
Segundo Eco, a Literatura não tem função na sociedade, portanto, não tem serventia
pragmática para além da estética.
A Literatura fala do mundo através de uma imagem do mundo. Segundo Sartre (1973), só
apreendemos o real se sairmos do real, pela imaginação.

Pincel Atômico - 05/01/2024 15:31:29 4/5


[359297_1319
45]
Questão Sobre o conceito de Literatura é correto afirmar:
007

O conceito de Literatura depende exclusivamente do autor consultado.


X A Literatura é todo texto escrito independente do gênero textual.
A Literatura é uma disciplina que se estuda na escola e no curso de Letras.
O conceito de Literatura é sempre contingencial.
O conceito de Literatura é algo fixo, universal e imutável.

[359297_1319
51]
Questão São características do texto literário e que integram sua literariedade:
008

A ficcionalidade, a significação única e a construção intertextual e autorreflexiva.


A factualidade, a plurissignificação e a construção intertextual e autorreflexiva.
A ficcionalidade, a plurissignificação e a construção intertextual e autorreflexiva.
X A ficcionalidade, a plurissignificação e a construção original e genial.

Pincel Atômico - 05/01/2024 15:31:29 5/5

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