4ª
Etapa
Módulo
III
Problema
2
ROTEIRO
DE
APOIO
PATOLOGIA
Profa.
Dra.
Fernanda
Giudice
17/11/2020
DOENÇAS
PULMONARES
OBSTRUTIVAS
• EnFdades
clinicopatológicas
que
têm
em
comum
obstrução
crônica
ao
fluxo
aéreo,
em
qualquer
nível
da
árvore
respiratória
• Clinicamente,
manifestam-‐se
com
dificuldade
respiratória,
sobretudo
na
fase
expiratória
Aumento
da
resistência
ao
fluxo
aéreo
obstrução
parcial
ou
completa
em
qualquer
nível
da
traqueia
e
brônquios
maiores
até
os
bronquíolos
terminais
e
respiratórios
Tabagismo
Estados
pós-‐ Poluição
infecciosos
indoor
FATORES
DE
RISCO
Agentes
Poluição
ocupacionais
outdoor
Doença
Pulmonar
Obstru<va
Crônica
(DPOC)
muitos
pacientes
apresentam
caracterísFcas
sobrepostas
de
lesões
tanto
em
nível
acinar
(enfisema)
quanto
em
nível
brônquico
(bronquite),
quase
certamente
porque
um
gaFlho
extrínseco
–
o
cigarro
–
é
comum
a
ambas
Por
que
é
importante
entender
DPOC?
• Segundo
esFmaFvas
da
OMS
– DPOC
está
projetada
para
ser
a
5ª
enFdade
em
termos
de
impacto
de
doença
mundial
em
2020
• Nos
países
desenvolvidos,
a
DPOC:
– 5ª
causa
de
morte,
sendo
responsável
por
3,8%
dos
óbitos
• Nos
países
de
baixa
renda,
a
DPOC:
– 6ª
causa
de
morte,
sendo
responsável
por
4,9%
de
todas
as
mortes
• No
Brasil,
DPOC:
– 6ª
maior
causa
de
morte
– responsável
por
¼
de
todas
as
hospitalizações
no
setor
público
por
problemas
respiratórios
Porção
condutora
Epitélio
Respiratório
Traqueia
à
Brônquio
Primário
(Principais)
à
Brônquio
Lobar
à
Brônquio
segmentar*
*ramos
menores
o
epitélio
pode
ser
cilíndrico
simples
ciliado
Bronquíolo
à
Bronquíolo
terminal
• epitélio,
nas
porções
iniciais,
é
cilíndrico
simples
ciliado,
passando
a
cúbico
simples,
ciliado
ou
não,
na
porção
final
• células
caliciformes
diminuem
em
número,
podendo
mesmo
faltar
completamente
Bronquíolo
respiratório
• estrutura
semelhante
à
do
bronquíolo
terminal,
exceto
pela
existência
de
numerosas
expansões
saculiformes
consFtuídas
por
alvéolos,
onde
ocorrem
trocas
de
gases
Ducto
alveolar
• há
muito
mais
perfurações
em
sua
parede
em
comparação
com
o
bronquíolo
respiratório
• as
desconFnuidades
da
parede
comunicam
o
lúmen
do
duto
alveolar
com
os
alvéolos
hmp://mol.icb.usp.br/index.php/18-‐20-‐sistema-‐respiratorio/
Bronquite
Crônica
• Definição:
– tosse
persistente
com
produção
excessiva
de
escarro
(muco)
na
maioria
dos
dia
de
um
período
de,
no
mínimo,
3
meses
em
pelo
menos
2
anos
consecuFvos,
na
ausência
de
qualquer
outra
causa
idenFficável
• Tosse
e
expectoração
– Manhã
– meses
de
inverno
Patogenia
• Irritação
de
longa
duração
por
substâncias
inaladas
– fumaça
de
tabaco,
dióxido
de
enxofre,
dióxido
de
nitrogênio,
pó
de
grãos,
algodão
e
sílica
inflamação
das
vias
respiratórias
e
do
parênquima
pulmonar
• Neutrófilos
à
proteases
(elastase,
por
ex.)
– hipersecreção
de
muco
• hipertrofia
das
glândulas
submucosas
na
traqueia
e
nos
brônquios
o superprodução
de
escarro
+
• aumento
acentuado
das
células
caliciformes
das
peq.
vias
aéreas
o plug
mucoso
o importante
para
a
obstrução
crônica
das
vias
áreas
• Células
Epiteliais
à
células
do
revesFmento
brônquico
– fonte
de
mediadores
inflamatórios
• recrutamento
e
adesão
de
neutrófilos
– metaplasia
escamosa
• Macrófagos
à
– TNF-‐alfa,
IL-‐8,
LTB4
• quimiotaxia
de
neutrófilos
• Linfócitos
à
predominam
T
CD8+
– lesão
do
parênquima
pulmonar
– recrutamento
de
neutrófilos
Alterações
Microscópicas
Brônquio
Pathogenic triad in COPD: oxidative stress, protease–antiprotease imbalance, and inflammation
FISCHER; PAVLISKO; VOYNOW, 2011
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3157944/figure/f1-copd-6-413/
Índice de Reid – espessura das glândulas/parede
Normal:
0,4
/
Bronquite
crônica:
>
0,5
Thorax
1960
A38740
SC
Alterações
Microscópicas
Bronquíolo
Seção
da
parede
de
bronquíolo
com
acúmulo
luminal
de
muco,
hiperplasia
das
células
caliciformes,
espessamento
da
membrana
basal
(seta),
e
dispersas
células
inflamatórias
mononucleares
Pathogenic triad in COPD: oxidative stress, protease–antiprotease imbalance, and inflammation
FISCHER; PAVLISKO; VOYNOW, 2011
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3157944/figure/f1-copd-6-413/
Alcian-‐Blue
Curso
Clínico
• Início:
tosse
persistente
com
produção
de
escarro
• Evolução
à
geralmente
com
o
tabagismo
conpnuo
– hipercapnia,
hipoxemia
e
cianose
-‐
inchados
azuis
• hipercapnia
é
o
aumento
do
gás
carbônico
no
sangue
arterial
que
pode
ser
provocada
por
uma
hipovenFlação
alveolar
– severa:
Cor
pulmonale
• hipoxia
pulmonar
à
vasoconstrição
Enfisema
• Definição:
– aumento
irreversível
dos
espaços
aéreos
distalmente
ao
bronquíolo
terminal
(ácinos
pulmonares),
acompanhado
por
destruição
de
suas
paredes
sem
fibrose
óbvia
• Existe
uma
níFda
associação
entre
o
hábito
intenso
de
fumar
cigarros
e
o
enfisema
Enfisema
Tipos
Centroacinar
Panacinar
Parasseptal
Irregular
Classificação:
distribuição
anatômica
no
lóbulo*
*Conjunto
de
3
a
5
bronquíolos
terminais
e
seus
respec<vos
ácinos
Enfisema
Centroacinar
ou
Centrolobular
• Frequentemente
associado
ao
hábito
de
fumar
+
bronquite
crônica
• Porção
central
do
ácino
pulmonar,
junto
ao
bronquíolo
respiratório,
mostra-‐se
acomeFda,
poupando-‐se
os
alvéolos
mais
distais
As
paredes
dos
espaços
enfisematosos
frequentemente
contêm
grandes
quanFdades
de
um
pigmento
preto
Enfisema
Panacinar
ou
Panlobular
• Geralmente
relacionado
com
a
deficiência
de
alfa1-‐anFtripsina
• Todo
o
ácino
está
aumentado,
tornando
dircil
a
disFnção
entre
alvéolos
e
ductos
alveolares
Patogenia
Inflamação
crônica
leve
em
todas
as
vias
aéreas,
parênquima
e
vasculatura
pulmonar
macrófagos,
linfócitos
T
e
neutrófilos
estão
aumentados
em
várias
partes
do
pulmão
leucotrieno
B4,
IL-‐8,
TNF
e
outros
à
capazes
de
danificar
as
estruturas
pulmonares
ou
manter
uma
inflamação
neutrorlica
Hipótese
desequilíbrio
de
protease-‐an<protease
• Pacientes
com
deficiência
genéFca
da
anFprotease
α1-‐anFtripsina:
– tendência
>
de
desenvolver
enfisema
pulmonar
1.
Neutrófilos
à
sequestrados
em
capilares
periféricos,
incluindo
os
do
pulmão,
e
alguns
têm
acesso
aos
espaços
alveolares
2.
Qualquer
espmulo
que
aumente
o
número
de
leucócitos
no
pulmão
ou
a
liberação
de
seus
grânulos
contendo
protease
aumenta
a
aFvidade
proteolíFca
3.
Baixos
níveis
séricos
de
α1-‐anFtripsina
à
a
destruição
do
tecido
elásFco
não
é
reprimida,
resultando
em
enfisema
Enfisema
resulta
do
efeito
destru<vo
de
uma
elevada
a<vidade
de
protease
em
indivíduos
com
baixa
a<vidade
an<protease
Tabagismo
desempenha
um
papel
essencial
na
perpetuação
do
desequilíbrio
de
oxidantes-‐
anFoxidantes
na
patogenia
do
enfisema
• pulmão
à
anFoxidantes
à
lesão
oxidaFva
em
um
mínimo
à
fumaça
do
tabaco
à
espécies
reaFvas
de
oxigênio
em
abundância
à
depletam
mecanismos
anFoxidantes
à
dano
Fssular
Resultados
da
Agressão
Pulmonar
Manifestações
clínicas
à
mínimo
1/3
do
parênquima
pulmonar
lesado
1. Dispneia
6. Superdistensão
é
severa
2. Perda
de
peso
7. Respira
por
lábios
franzidos
3. Tórax
em
barril
8. HipervenFlação
4. Senta-‐se
inclinado
para
frente
em
uma
• permanecem
bem
oxigenados
–
posição
encurvada
sopradores
rosados
5. Prolongamento
óbvio
da
expiração
9. Capacidade
de
difusão
é
baixa
Alterações
Microscópicas
hmp://anatpat.unicamp.br/lamresp10.html
hmp://anatpat.unicamp.br/lamresp2.html
• Pacientes
com
predomínio
de
enfisema
panacinar
à
pink
puffer:
– dispneia
acentuada
– aumento
da
frequência
respiratória
• Pacientes
com
predomínio
de
bronquite
crônica
associada
a
enfisema
centroacinar
à
blue
bloaters:
– tosse
– Hipóxia
– cianose
– hipercapnia
– expectoração
produFva
– infecções
bacterianas
de
repeFção