REFLEXÃO CRÍTICA INDIVIDUAL
Identificação da Ação
Ação de formação: “Como Intervir nas Perturbações do Espetro do Autismo”
Registo de acreditação: CCPFC/ACC-114061/22
Duração: 25 horas
Modalidade: Curso de formação
Período de realização: 2 a 17 de maio de 2022
Local: e-learning
Formadores: Eduarda Correia
Identificação do(a) Formando(a)
Nome: André Tavares da Costa Gonçalves de Araújo
Agrupamento de Escolas João Villaret
Grupo de recrutamento: 220
Motivação/Interesse
(Breve apresentação dos motivos que o/a levaram à frequência da ação)
Um dos motivos que me levou à frequência da ação acima mencionada foi aquele de sentir que precisava de aprender
mais a respeito da problemática do autismo e das características das suas perturbações, incluindo, as disfunções
motoras. Tendo tido já alguns alunos, ao longo dos anos, com esta condição, julguei que poderia ser útil saber
identificar comportamentos típicos de crianças e jovens com PEA, bem como conhecer formas apropriadas de interagir
e de trabalhar com os mesmos.
Acrescento que o facto de ter de expor, numa das sessões da formação, casos de determinados alunos com PEA que tive
no passado me obrigou a refletir acerca de como consegui ou não, à época, lidar com eles. Dessa reflexão, retirei
algumas considerações que procurei confrontar com as aprendizagens feitas no correr da formação.
Percurso formativo
(Avaliação do funcionamento da ação relativamente às metodologias, estratégias e recursos utilizados, dificuldades
sentidas e aprendizagens realizadas)
Quanto à metodologia adotada, creio que foi muito adequada. Se, por um lado, é certo que a abordagem foi
fundamentalmente expositiva, por outro, fui assistindo ao modo como a formadora, nas múltiplas sessões que
dinamizou, foi incentivando os formandos a apresentar as suas ideias, dúvidas ou, até mesmo, as suas experiências
pessoais. Esta última situação revelar-se-ia uma estratégia muito positiva, a meu ver, posto que o relato das
experiências de certos formandos não só se juntaria àquele das próprias da formadora, narradas por si, mas também
proporcionaria uma troca de conselhos certamente benfazeja.
Além disso, numa das sessões, houve também a possibilidade de trabalhar em pequenos grupos, aspeto que, creio,
implica sempre uma aprendizagem comum e partilhada por meio de um processo ativo. Lembrando isto, posso até
afirmar que, felizmente, muitas das minhas dúvidas em relação a certos pormenores referentes à temática em apreço
foram desfeitas com o auxílio dessa partilha de experiências e comentários, precisamente.
Finalmente, evidencio como a formadora nos deixou algumas sugestões de leituras no concernente à temática da
formação. Igualmente, recordo que encaminhou, para os formandos, alguns materiais de apoio consultados durante as
sessões síncronas, vislumbrando que pudessem ser vantajosos para os formandos.
Impactos/Mudança de práticas
(Reflexão sobre os impactos das aprendizagens realizadas na prática pedagógica em contexto de aula, em eventuais
mudanças/reformulações e no desenvolvimento profissional)
Creio que as aprendizagens que fui realizando, no decurso da formação, terão impacto no futuro, na minha prática
pedagógica, quer ao nível didático (preparação de atividades e construção de materiais), quer quando estiver em
contacto com alunos com PEA. Com efeito, neste momento, não só estou mais consciente das diferentes características
comportamentais deste tipo de alunos, mas também de formas de intervir, por exemplo, apoiando-os.
A montante disto, foi seminal entender quando e como se revela o autismo e que pode haver diferenças, a nível
cognitivo, psicológico e comportamental, no masculino e no feminino, aspeto que, de resto, eu desconhecia em
absoluto. Paralelamente, estou convencido que outra importante conclusão que retirei desta formação se entrelaça
com a imprescindibilidade no tocante a saber identificar os interesses dos alunos com PEA e ir ao encontro desses
interesses. Num outro patamar, foi ainda novidade para mim a maneira como os sistemas aumentativos de
comunicação (SAAC) podem ser usados para compensar certas perturbações orais e escritas, potenciando a
comunicação e a linguagem das crianças com PEA, muitas vezes, existentes com fragilidades.
Dito isto, penso que o impacto mais forte desta formação na minha prática pedagógica terá sido no âmbito das
estratégias de intervenção e promoção, por parte do/da Educador/a ou Professor/a, das aprendizagens em contexto de
sala de aula, de ensino regular, as quais foram enumeradas pela formadora. De entre elas, destaco, por exemplo, a
importância da estruturação do ambiente em sala de aula, a priorização e organização das atividades, um incentivar da
intencionalidade comunicativa, o recurso ao suporte visual, um sistema de condicionamento de comportamentos
através do estímulo e da recompensa, o reforço positivo e a criação de pausas para descanso.
Tendo isto em mente, sinto que, num futuro contacto em alunos com PEA, estarei em melhores condições de saber
como apresentar-lhes os conteúdos de uma maneira mais adequada, pela demonstração e recorrendo a diversos
materiais e formas de avaliação adaptadas, as quais foram esmiuçadas também pela nossa formadora. Neste ponto,
cabe-me justificar, aliás, como foi significativo o enquadramento dos vários casos de crianças e jovens com PEA (e, em
particular, aqueles que têm sido acompanhados pela formadora, na esfera da sua prática profissional), nas medidas dos
DL n.ºs 54 e 55/2018.
Conclusão
(Avaliação final da ação, tais como a calendarização, a relevância dos conteúdos e metodologia de trabalho; sugestões
para futuras ações, entre outras…)
A ação de formação foi muito pertinente quanto aos conteúdos abordados. A metodologia de trabalho foi adequada,
ainda que a calendarização pudesse ter sido ligeiramente mais intercalada. O horário, ao final da tarde, foi totalmente
ajustado, assim como a duração de cada sessão síncrona.
Sugiro, como futuras ações, ou uma eventual continuação desta formação, talvez seguindo uma abordagem mais prática
(dedicada, por exemplo, à construção de materiais didáticos próprios para alunos com a problemática de PEA) e
visionando-se alguns casos específicos de crianças e jovens com PEA, assim como a intervenção técnico-pedagógica
junto destes. Também seria interessante optar por um debruçar mais intenso sobre as comorbilidades associadas à
problemática da PEA.