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Amálgama Dental: Processos e Cuidados

O documento descreve o processo de amálgama dental, incluindo trituração, inserção, condensação e escultura. A condensação visa preencher a cavidade e adaptar perfeitamente o amálgama, enquanto a escultura dá forma funcional aos dentes. Falhas na amálgama podem ocorrer devido a fatores como indicação incorreta do material, carga mastigatória intensa ou técnica deficiente.

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Gabriel Monteiro
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Amálgama Dental: Processos e Cuidados

O documento descreve o processo de amálgama dental, incluindo trituração, inserção, condensação e escultura. A condensação visa preencher a cavidade e adaptar perfeitamente o amálgama, enquanto a escultura dá forma funcional aos dentes. Falhas na amálgama podem ocorrer devido a fatores como indicação incorreta do material, carga mastigatória intensa ou técnica deficiente.

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AMÁLGAMA DENTAL

CORROSÃO

Benéfica em termos de incidência de cárie

TRITURAÇÃO

 O objetivo da trituração é promover um maior contato entre a liga e o mercúrio.


 O tempo ideal é o mínimo para a formação de uma massa prateada e brilhante, e
máxima plasticidade numa dada proporção mercúrio/liga.
 Pode ser manual ou mecânica (amalgamadores).

INSERÇÃO

 Deve ser inserido em pequenas porções com o auxílio do porta amálgama.

CONDENSAÇÃO

“É juntar intimamente as partículas de liga e adaptar o material a todas as paredes da cavidade


preparada, removendo tanto quanto possível, o excesso de mercúrio da mistura”.

 Visa o preenchimento da cavidade e a perfeita adaptação do amálgama com as


paredes e ângulos. Realizada por um condensador de amálgama.
 A matriz deve situa-se intra-sulcular, impedindo que o material extravase.
 Responsável:
 Adaptação marginal
 Microinfiltração
 Porosidades ↔ Consistência da mistura
 Resistência final
 Creep – fratura de margens

 Deve ocorrer até 3,5 min após a amalgamação com risco de aumento da porosidade –
cristalização
 Em amálgamas extensos deve-se utilizar ligas de presa lenta

TIPOS DE CONDENSADORES

 Manuais
 Mecânicos

 O aspecto ideal do amálgama ao sair do amalgamador deve ser de massa plástica e


não de folha seca

LOCAL DE INCIDÊNCIA DE CÁRIE

 Região próximo-cervical (local de maior porosidade, maior dificuldade de


condensação).

BRUNIDURA OU PRÉ-ESCULTURA

 Enérgica – Afloramento de Hg – Brunidor em bola nº 29


 Diminuir a porosidade superficial, menor Hg nas margens (condensação em excesso),
melhor adaptação
 Vertentes de cúspide interna juntando com o limite cavossuperficial
ESCULTURA

 Sulcos rasos e funcionais – volume de amálgama – mínimo 2mm


 Sulcos profundos – falta de resistência de bordas – valamento
 Lâmina do esculpidor de Hollemback deve estar paralela a inclinação cuspídea
 Margem cavossuperficial nítida e sem bisel, deixar um excesso de material na margem
cavossuperficial para esculpir. Isso evita fratura marginal.
 Não deixar “valamento” marginal, pois certamente haverá reincidência de cárie.
 O tempo de trabalho para escultura varia de 3 a 15 minutos

PÓS-ESCULTURA

 Realizada com leve pressão em movimentos circulares


 Tem como objetivo dar brilho e lisura superficial

ACABAMENTO E POLIMENTO

 O polimento não deve ser feito antes de 48hrs


 Após a condensação, escultura.
 Elimina as porosidades
 Reduz o depósito de placa e prolonga a vida da restauração

APLICAÇÕES

 Classes I e II
 Reconstrução de dentes decíduos
 Preenchimento interno

CONTAMINAÇÃO MERCURIAL – PRECAUÇÕES

 Não aquecer Hg ou amálgama


 Polimento intermitente e com refrigeração
 Remoção de restaurações com brocas novas e com refrigeração
 Preferencialmente com isolamento absoluto
 Manipulação com luvas
 Cápsulas rosqueáveis ou hermeticamente fechadas
 Restos de Hg armazenados em recipiente com fixador radiográfico
 Ventilação adequada no ambiente de trabalho
 Cuidado – Hg volatiza a temperatura ambiente (28 graus)

LIMITES BIOLÓGICOS MÁXIMOS DE Hg

 Vapor no ar 0,05 mg Hg/m2


 Urina – 0,15 mg Hg/Litro...

CONDENSAÇÃO

 Começar pelos ângulos internos com o condensador de menor diâmetro, aplicando


poucas quantidades – parte ativa do condensador, ângulo de 90
 Condensação lateral ou de pré-escultura – ângulo de 45 graus em relação à vertente
interna de cúspide
 Inclinação da vertente interna das cúspides vestibular e linguais
 Retirar o excesso de mercúrio nas vertentes internas com a ponta do Hollemback 6
 Em seguida, tirar excesso de mercúrio com a gaze
 Brunidor de Bennett nº 33
 Não ter prisma de esmalte desapoiado, não coincidir a interface da restauração com as
áreas de contato oclusal

CONDENSAÇÃO E ESCULTURA – CAVIDADE CLASSE II

 Seleção de Matriz
 Adaptação da Matriz ao Dente
 Colocação da cunha
 A matriz deve estar firme
 A cunha deve estar firme
 A condensação é feita primeiramente nas caixas proximais
 A matriz deve ficar de 0,5 a 1,0mm acima do cavossuperficial proximal
 Retirar o excesso de amálgama da matriz que envolve a caixa proximal com a ponta da
sonda exploradora
 Utilizar o brunidor 29 para alisar a restauração do centro para as proximais,
respeitando as vertentes internas das cúspides

TIPOS DE FALHAS

 Manchamento
 Corrosão
 Fratura de corpo e bordo
 Cáries secundárias
 Danos pulpares
 Degradação marginal
 Alterações dimensionais do material

CAUSAS DAS FALHAS

 Indicação incorreta do material


 Carga mastigatória intensa (bruxismo)
 Profundidade do preparo insuficiente
 Proporção liga metálica/mercúrio incorreta
 Trituração inadequada
 Condensação insuficiente
 Brunidura acentuada
 Polimento exagerado
 Forramento excessivo
 Ausência de cunha e de matriz
 Anatomia/escultura inadequada
 Falta de polimento
 Excessos marginais
 Contorno, altura e contatos incorretos

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