AMÁLGAMA DENTAL
CORROSÃO
Benéfica em termos de incidência de cárie
TRITURAÇÃO
O objetivo da trituração é promover um maior contato entre a liga e o mercúrio.
O tempo ideal é o mínimo para a formação de uma massa prateada e brilhante, e
máxima plasticidade numa dada proporção mercúrio/liga.
Pode ser manual ou mecânica (amalgamadores).
INSERÇÃO
Deve ser inserido em pequenas porções com o auxílio do porta amálgama.
CONDENSAÇÃO
“É juntar intimamente as partículas de liga e adaptar o material a todas as paredes da cavidade
preparada, removendo tanto quanto possível, o excesso de mercúrio da mistura”.
Visa o preenchimento da cavidade e a perfeita adaptação do amálgama com as
paredes e ângulos. Realizada por um condensador de amálgama.
A matriz deve situa-se intra-sulcular, impedindo que o material extravase.
Responsável:
Adaptação marginal
Microinfiltração
Porosidades ↔ Consistência da mistura
Resistência final
Creep – fratura de margens
Deve ocorrer até 3,5 min após a amalgamação com risco de aumento da porosidade –
cristalização
Em amálgamas extensos deve-se utilizar ligas de presa lenta
TIPOS DE CONDENSADORES
Manuais
Mecânicos
O aspecto ideal do amálgama ao sair do amalgamador deve ser de massa plástica e
não de folha seca
LOCAL DE INCIDÊNCIA DE CÁRIE
Região próximo-cervical (local de maior porosidade, maior dificuldade de
condensação).
BRUNIDURA OU PRÉ-ESCULTURA
Enérgica – Afloramento de Hg – Brunidor em bola nº 29
Diminuir a porosidade superficial, menor Hg nas margens (condensação em excesso),
melhor adaptação
Vertentes de cúspide interna juntando com o limite cavossuperficial
ESCULTURA
Sulcos rasos e funcionais – volume de amálgama – mínimo 2mm
Sulcos profundos – falta de resistência de bordas – valamento
Lâmina do esculpidor de Hollemback deve estar paralela a inclinação cuspídea
Margem cavossuperficial nítida e sem bisel, deixar um excesso de material na margem
cavossuperficial para esculpir. Isso evita fratura marginal.
Não deixar “valamento” marginal, pois certamente haverá reincidência de cárie.
O tempo de trabalho para escultura varia de 3 a 15 minutos
PÓS-ESCULTURA
Realizada com leve pressão em movimentos circulares
Tem como objetivo dar brilho e lisura superficial
ACABAMENTO E POLIMENTO
O polimento não deve ser feito antes de 48hrs
Após a condensação, escultura.
Elimina as porosidades
Reduz o depósito de placa e prolonga a vida da restauração
APLICAÇÕES
Classes I e II
Reconstrução de dentes decíduos
Preenchimento interno
CONTAMINAÇÃO MERCURIAL – PRECAUÇÕES
Não aquecer Hg ou amálgama
Polimento intermitente e com refrigeração
Remoção de restaurações com brocas novas e com refrigeração
Preferencialmente com isolamento absoluto
Manipulação com luvas
Cápsulas rosqueáveis ou hermeticamente fechadas
Restos de Hg armazenados em recipiente com fixador radiográfico
Ventilação adequada no ambiente de trabalho
Cuidado – Hg volatiza a temperatura ambiente (28 graus)
LIMITES BIOLÓGICOS MÁXIMOS DE Hg
Vapor no ar 0,05 mg Hg/m2
Urina – 0,15 mg Hg/Litro...
CONDENSAÇÃO
Começar pelos ângulos internos com o condensador de menor diâmetro, aplicando
poucas quantidades – parte ativa do condensador, ângulo de 90
Condensação lateral ou de pré-escultura – ângulo de 45 graus em relação à vertente
interna de cúspide
Inclinação da vertente interna das cúspides vestibular e linguais
Retirar o excesso de mercúrio nas vertentes internas com a ponta do Hollemback 6
Em seguida, tirar excesso de mercúrio com a gaze
Brunidor de Bennett nº 33
Não ter prisma de esmalte desapoiado, não coincidir a interface da restauração com as
áreas de contato oclusal
CONDENSAÇÃO E ESCULTURA – CAVIDADE CLASSE II
Seleção de Matriz
Adaptação da Matriz ao Dente
Colocação da cunha
A matriz deve estar firme
A cunha deve estar firme
A condensação é feita primeiramente nas caixas proximais
A matriz deve ficar de 0,5 a 1,0mm acima do cavossuperficial proximal
Retirar o excesso de amálgama da matriz que envolve a caixa proximal com a ponta da
sonda exploradora
Utilizar o brunidor 29 para alisar a restauração do centro para as proximais,
respeitando as vertentes internas das cúspides
TIPOS DE FALHAS
Manchamento
Corrosão
Fratura de corpo e bordo
Cáries secundárias
Danos pulpares
Degradação marginal
Alterações dimensionais do material
CAUSAS DAS FALHAS
Indicação incorreta do material
Carga mastigatória intensa (bruxismo)
Profundidade do preparo insuficiente
Proporção liga metálica/mercúrio incorreta
Trituração inadequada
Condensação insuficiente
Brunidura acentuada
Polimento exagerado
Forramento excessivo
Ausência de cunha e de matriz
Anatomia/escultura inadequada
Falta de polimento
Excessos marginais
Contorno, altura e contatos incorretos