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Funcionamento da Injeção Eletrônica em Carros

Este documento explica o funcionamento do sistema de injeção eletrônica nos veículos, incluindo seus componentes e tipos. A injeção eletrônica controla a entrada de combustível e ar no motor para melhorar o desempenho e reduzir emissões.

Enviado por

Hermínio Pinto
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Funcionamento da Injeção Eletrônica em Carros

Este documento explica o funcionamento do sistema de injeção eletrônica nos veículos, incluindo seus componentes e tipos. A injeção eletrônica controla a entrada de combustível e ar no motor para melhorar o desempenho e reduzir emissões.

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Entenda como funciona a injeção eletrônica dos carros

A injeção eletrônica foi desenvolvida para substituir o antigo carburador e logo se tornou um
mecanismo obrigatório nos veículos lançados no Brasil, em função dos programas de controle
de emissões veiculares. Ainda assim, muitas pessoas têm dúvidas ou sabem muito pouco sobre
o seu funcionamento. Você sabia que existem diferentes tipos de injeção eletrônica?

Para prestar um bom serviço aos seus clientes, é fundamental conhecer o funcionamento
desse sistema e suas duas versões (analógica e digital). Afinal, a injeção eletrônica é
responsável por controlar várias atividades do motor, como a entrada de combustível e a
pressão de ar.

Para ajudá-lo, preparamos este post com tudo o que você precisa entender sobre o
funcionamento desse sistema e os tipos de injeção eletrônica. Acompanhe!

Entenda qual a função da injeção eletrônica

O sistema de injeção eletrônica é responsável por enviar o combustível, de maneira


controlada, ao motor do veículo. Esse equilíbrio é garantido por meio de um chip eletrônico
que analisa o funcionamento do motor, ajustando a alimentação, com o objetivo de obter um
melhor desempenho e eficiência.

Seu principal objetivo é reduzir as emissões de gases poluentes. Como o chip controla a
entrada de combustível e de ar no motor, de acordo com as faixas de rotação, a combustão é
mais eficaz. Assim, o veículo ganha maior eficiência energética e, por consequência, tem seu
nível de emissões reduzido.

Além do aspecto ambiental, a injeção eletrônica também controla o tempo de ignição, a


marcha lenta e, em alguns modelos de veículos, as válvulas.
Confira quais são os componentes da injeção eletrônica

Podemos classificar os componentes do sistema de injeção eletrônica em três grandes grupos,


que são os sensores, os atuadores e a central de informações.

De modo resumido, os sensores identificam a condição do veículo, enquanto os atuadores


fazem as correções necessárias para garantir o melhor desempenho possível. Confira a seguir
como cada um deles funciona.

Sensores

São componentes que analisam o funcionamento do motor e transferem as informações para


uma central, ou unidade de comando. Distribuídos em pontos estratégicos do motor, eles
verificam pressão, temperatura, velocidade e a proporção dos reagentes na queima do
combustível.

Em caso de pane em um dos sensores, o módulo de injeção eletrônica tem uma memória que
armazena e registra o problema. O veículo permanecerá funcionando, mas de forma diferente
da programação ideal. Ou seja, podem ocorrer falhas na injeção de combustível e o automóvel
elevar seu consumo, ou ter a potência reduzida.

Um indicativo de problemas é a luz da injeção acesa no painel.

Central de informações

Apesar de classificarmos os componentes por grupos, a central de informações, também


chamada de unidade de comando, é um elemento único do sistema de injeção eletrônica. Ela é
responsável por gerenciar o funcionamento do motor, a partir das informações enviadas pelos
sensores.

Além de controlar a injeção de combustível, a central de informações armazena dados


essenciais sobre os parâmetros de fábrica do veículo.

Atuadores

São componentes que respondem diretamente pela alimentação e queima do combustível no


motor. Eles trabalham de acordo com os comandos enviados pela central de informações.

Alguns exemplos de atuadores são os injetores de combustível, bomba de combustível, bobina


de faíscas, motor de passo e a ventoinha de arrefecimento. São esses elementos que corrigem
o ponto de ignição e o comando das válvulas, além de fazerem a adaptação da marcha lenta.

Conheça as vantagens do sistema de injeção eletrônica

Não foi à toa que a injeção eletrônica se tornou um item obrigatório nos carros: o sistema
apresenta vantagens únicas em relação ao carburador.

A injeção eletrônica permite que o motor trabalhe sempre em condições ideais, adequando o
consumo de combustível e tornando o processo de combustão muito mais eficiente e
econômico, na comparação com os sistemas baseados no uso de carburadores.

Com o aumento da eficiência, o veículo passa a consumir menos combustível, se tornando


mais econômico e, consequentemente, reduzindo a quantidade de emissões.
Outra vantagem é que a injeção eletrônica não apresenta problemas na partida do veículo,
algo comum aos motores carburados, principalmente em dias frios. O sistema dispensa o
afogador e, com isso, as partidas são mais rápidas.

Saiba quais são os tipos de injeção eletrônica

O sistema de injeção eletrônica pode ser analógico, mais simples, ou digital, que permite
atualizações de software. Conheça na sequência as características de cada um deles.

Injeção eletrônica digital

Esses sistemas contam com uma central de processamento similar a um computador. A leitura
de dados e a resposta são procedimentos automatizados, realizados por meio de um software.
Uma das principais vantagens é a possibilidade de emissão de relatórios detalhados sobre as
condições do motor, por meio do uso de um scanner automotivo.

Outro diferencial é o fato de que a programação pode ser atualizada, por meio da instalação
das novas versões disponíveis do software original. Isso normalmente é feito durante a revisão
do veículo e contribui para a otimização do seu desempenho.

Injeção eletrônica analógica

Já o modelo analógico apresenta menor complexidade. Nesse caso, os sensores emitem sinais
eletrônicos que geram respostas diretas, automaticamente. Para tanto, basta uma linha de
comando para que os impulsos elétricos passem.

A identificação de problemas, na injeção analógica, costuma ser mais simples, pois existe
algum sinal evidente da causa da falha, como a queima de uma placa. Por outro lado, esse
sistema não possibilita a emissão de relatórios detalhados, como ocorre no caso dos digitais.

Sistemas de alimentação

Além das diferenças básicas entre os sistemas analógico e digital, é importante destacar que
existem vários modelos e fabricantes distintos, além de diferenças proporcionadas pelo
desenvolvimento tecnológico.

Em relação ao número de válvulas injetoras, existem basicamente dois tipos de veículos:

 single point, ou seja, com uma válvula única injetora de combustível;

 multipoint, com mais de uma válvula injetora de combustível.

Atualmente, a maioria dos veículos apresenta o sistema de alimentação multipoint, que possui
vários pontos onde é injetado o combustível. Nesse caso, existe um bico injetor para cada
cilindro.

Cada um dos bicos é preso ao cabeçote e conectado ao duto que vai para a válvula de
admissão. Quando o combustível é injetado, já ocorre a mistura com o ar, que entra pelo duto
e segue para a câmara de combustão.

No passado, as primeiras injeções eletrônicas eram do tipo monoponto (ou single point), com
somente um bico injetor. Esse dispositivo era posicionado como um carburador, no centro do
coletor de admissão, e fazia a distribuição do combustível para todos os cilindros do veículo.
Embora essa tecnologia tenha evoluído, quem trabalha com manutenção automotiva precisa
conhecer tais características. Afinal, ainda existem muitos veículos com esse sistema de válvula
única de injeção em circulação e, para prestar um serviço eficiente ao cliente, é fundamental
entender o funcionamento de todas as versões existentes.

Fique por dentro dos cuidados para a manutenção do sistema de injeção

Nem sempre é fácil identificar problemas com o funcionamento da injeção eletrônica. Em


muitos casos, o carro continua operando de maneira praticamente normal. O principal sinal de
alerta é a luz de injeção eletrônica acesa no painel do veículo. Quando isso acontece, é
importante procurar ajuda imediatamente, pois o mau funcionamento poderá danificar outros
componentes.

Assim, é fundamental que você oriente os seus clientes sobre esse cuidado. Problemas no
sistema de injeção eletrônica são comuns e podem ser causados por vários motivos, como
acúmulo de impurezas, uso de combustíveis fora da especificação estabelecida pela Agência
Nacional de Petróleo (ANP), problemas no catalisador ou mesmo por falhas na leitura da
sonda lambda, localizada junto ao coletor de escape do carro.

Resíduos nos injetores, velas ou cabo de vela também são causas frequentes de falhas no
sistema de injeção. Impurezas nos bicos injetores podem fazer com que o motor trabalhe de
maneira irregular, desencadeando problemas mais graves.

Além da luz do painel acesa, dentre as falhas mais comuns que indicam problemas na injeção,
estão:

 elevação do consumo de combustíveis;

 perda da potência do veículo;

 dificuldade para dar partida;

 problemas com a marcha lenta.

Entenda como solucionar o problema do seu cliente

Uma vez que exista suspeita de problemas no sistema de injeção, é importante utilizar um
scanner automotivo para identificar exatamente em que local houve a pane e quais os
procedimentos necessários para solucioná-la. É importante também conhecer os
códigos fornecidos na leitura e saber quais os procedimentos indicados para cada um deles.

Atenção! Nunca substitua uma peça sem fazer a leitura com o scanner (que inclusive pode
ser usado em veículos movidos a diesel), pois esse procedimento poderá mascarar o real
problema apresentado pelo veículo. Em muitos casos, o próprio sistema corrige a falha, mas é
essencial saber qual foi o motivo, evitando que o problema se repita.

Depois que a pane for solucionada, vale a pena também orientar o cliente sobre alguns
cuidados que podem minimizar o risco de novos problemas. Um deles é o uso de combustíveis
aditivados, que oferecem melhor performance e atuam na limpeza e na conservação dos
componentes por onde passam.

Além disso, é importante orientar o motorista para que sempre abasteça em locais confiáveis
e, em caso de dúvidas, solicite testes que atestem a qualidade do produto. Afinal,
combustíveis adulterados são uma das principais causas de falhas no sistema de injeção.
Apesar de o scanner automotivo ser fundamental para o diagnóstico correto, em alguns casos,
como explicamos, a leitura não é possível. Quando se trata de um sistema analógico, é preciso
observar os componentes para fazer a correção da melhor maneira. Por essa razão, é muito
importante conhecer os dois tipos de injeção eletrônica e saber como agir em cada caso.

Gostou da leitura? Continue em nosso blog para entender melhor as diferenças entre injeção
eletrônica analógica e digital e como fazer a manutenção de cada uma delas!

SISTEMAS DE INJEÇÃO GASOLINA


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Sistemas de Injeção Gasolina

Um motor de combustão interna necessita de dois compostos principais para funcionar, combustível
e ar. Será analisada de forma sucinta, o sistema responsável por levar o combustível para a câmara
de combustão de um motor a gasolina e as principais alterações que o mesmo sofreu ao longo do
tempo, fruto da evolução tecnológica e necessidade de reduzir emissões.

Independentemente do sistema que introduz o combustível no cilindro, um motor de combustão


interna possui 8 fases de funcionamento principais e o sistema de combustível tem que ser capaz de
responder de forma adequada a cada uma delas.

o Arranque a frio;
o Ralenti;
o Carga parcial;
o Aceleração;
o Desaceleração;
o Carga máxima;
o Compensação de altitude;
o Compensação de temperatura.

Sistemas de alimentação de combustível

Os sistemas de alimentação de combustível podem ser divididos em três grupos principais:


carburadores, sistemas de injeção indireta e sistemas de injeção direta.

Quando os primeiros sistemas a carburador apareceram, eram sistemas totalmente mecânicos e com
pouca flexibilidade para compensar factores externos. Posteriormente, foram munidos com
mecanismos de compensação como o arranque a frio, compensação de altitude ou temperatura.
Atualmente, não são produzidas viaturas com este tipo de tecnologia.
Na Figura 1, está esquematizado o principio básico de funcionamento de um carburador. O
combustivel é levado do depósito para um compartimento do carburador, chamado de cuba. O ar
admitido, chega a uma zona de passagem mais estreita (venturi) que provoca um aumento de
velocidade e consequante redução de pressão naquele local. É esta diminuição de pressão que puxa a
gasolina que se encontra na cuba para a admissão. A borboleta de admissão limita a passagem de ar
para o motor, quanto mais aberta, maior a passagem de ar, menor a pressão e mais combustivel é
admitido para o motor.

Figura 1 - Principio de
funcionamento de carburador.

Sendo um componente de funcionamento maioritariamente mecânico e o facto de estar sempre


dependente do meio envolvente, torna-se um sistema pouco preciso e que fornece a mistura de forma
pouco consistente quando comparado com sistemas de injeção mais evoluídos. A pressão de
admissão e atomização da mistura é muito reduzida, pelo que a potência produzida é limitada. Não
permite pré ou pós injeções e as emissões e poluentes são muito elevados.

Devido a estas limitações houve a necessidade de alterar o sistema de admissão de combustível, para
sistemas mais versáteis e eficientes, os sistemas de injeção a gasolina.
Os sistemas de injeção a gasolina podem ser divididos em três sistemas principais, conforme é
apresentado na Figura 2.

Fi
gura 2 - Sistemas de Injeção a gasolina (Monoponto / Multiponto / Injeção Direta)

A principal diferença entre os três sistemas em termos de configuração é a localização dos injetores.
Da esquerda para a direita, é apresentado o seguinte:

1. Sistema de injeção indireta monoponto - Como o nome indica o combustível é injetado apenas
num local, no coletor de admissão e é depois levado pelo ar admitido para cada um dos cilindros.
Pressão de funcionamento característica: 0,5 a 1,0 bar.
2. Sistema de injeção indireta multiponto - Possui um injetor para cada cilindro, situado na porta
de admissão antes da válvula. Pressão de funcionamento característica máxima de 6,0 bar.

Para além do referido anteriormente, os sistemas de injeção indireta evoluíram de forma a reduzir a
emissão de poluentes como o monóxido de carbono (CO), hidrocarbonetos (HC) e óxido de
nitrogénio (NOx). Com o aparecimento destes sistemas, surgiu também o catalisador de três vias,
sensor lambda e eletrónica de controlo.

3. Sistema de injeção direta – Possui um injetor para cada cilindro e a injeção é realizada
diretamente na câmara de combustão. Pressão de funcionamento característica máxima de 350 bar.

O fato do combustível ser injetado diretamente no cilindro, faz com que a temperatura da mistura
arrefeça. Com menos temperatura dentro da câmara de combustão, torna-se possível aumentar a
relação de compressão do motor, aumentando assim o rendimento energético do mesmo.

Mais uma vez, esta evolução surgiu devido à necessidade de reduzir emissões, neste caso de dióxido
de carbono (CO2). Uma característica destes sistemas, é o seu funcionamento com relação
ar/combustível (A/F) variável, dependente da carga e regime do motor. O funcionamento
característico de um motor a gasolina de injeção direta (GDI), está esquematizado na Figura 3.

Figura 3 - Modos de funcionamento GDI

Conforme é possível analisar na Figura 3, em situações de binário e regimes reduzidos a médios, o


motor funciona com carga estratificada.

O que é a carga estratificada? Em carga estratificada, a mistura não é regular ou homogenia ao


longo da câmara de combustão, sendo mais rica junto à vela e progressivamente mais pobre ao longo
da câmara de combustão. Em situações de funcionamento com carga estratificada, o motor funciona
com valores de lambda (λ) entre 1,6 e 3,0. Devido a esta característica, a combustão ocorre
sobretudo junto à vela, uma vez que na envolvente se encontra principalmente ar fresco admitido e
gases provenientes da válvula de recirculação de gases de escape (EGR) que funcionam como
barreira isoladora, aumentando a eficiência térmica do motor uma vez que é dissipado menos calor
pelas paredes do cilindro.

A média carga e rotação o motor opera com mistura pobre homogenia, o λ é de aproximadamente
1,55 ao longo de toda a câmara de combustão.

Por fim, a regimes e carga elevada o motor funciona com mistura homogenia estequiométrica, com
λ=1.

O modo de funcionamento é controlado pela unidade de comando do motor, tendo em conta


parâmetros como solicitação de binário, potência, análise de gases de escape e leituras de sensores
de todos os outros sistemas.

Atualmente, o correcto funcionamento de uma viatura está dependente dos vários sistemas que a
constituem e que comunicam entre si. A análise de avarias não pode ser realizada de forma isolada, a
viatura deve ser diagnosticada como um todo e não restringir o problema ao sistema que manifesta
anomalia direta e evidente. A LD Auto recomenda, que realize as suas intervenções num
profissional de confiança e tecnologicamente capaz, com equipamentos de diagnóstico eletrónico e
bancos de ensaio para teste de componentes que cumpram os requisitos impostos pelos fabricantes.

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