Servidor Público- Definição
Segundo as disposições constitucionais em vigor, servidores públicos são todos aqueles
que mantêm vínculo de trabalho profissional com os órgãos e entidades
governamentais, integrados em cargos ou empregos de qualquer delas: União, estados,
Distrito Federal, municípios e suas respectivas autarquias, fundações, empresas
públicas e sociedades de economia mista.
Trata-se de designação genérica e abrangente, introduzida pela Constituição Federal
de 1988, uma vez que, até a promulgação da carta hoje em vigor, prevalecia a
denominação de funcionário público para identificação dos titulares de cargos na
administração direta, considerando-se equiparados a eles os ocupantes de cargos nas
autarquias, aos quais se estendia o regime estatutário.
A partir da Constituição de 1988, desaparece o conceito de funcionário público,
passando-se adotar a designação ampla de servidores públicos, distinguindo-se, no
gênero, uma espécie: os servidores públicos civis, que receberam tratamento nos
artigos 39 a 41.
Desta forma, servidor público civil é unicamente o servidor da administração direta, de
autarquia ou de fundação publica, ocupante de cargo público.
A relação jurídica que interliga o Poder Público e os titulares de cargos públicos é de
natureza estatutária, institucional, valendo dizer que, ressalvadas as disposições
constitucionais impeditivas, o Estado detém o poder de alterar legislativamente o regime
de direitos e obrigações recíprocos, existentes à época do ingresso no serviço público.
Em resumo, servidor público civil:
• É TITULAR DE CARGO PÚBLICO
• MANTEM RELAÇÃO ESTATUTÁRIA
• INTEGRA O QUADRO DA ADMINISTRAÇÃO DIRETA, AUTARQUIA OU
FUNDAÇÃO PÚBLICA.
Distinção entre cargo, emprego e função
A Constituição Federal, ao tratar da administração pública, refere-se em seu art. 37,
inciso I, a cargos, empregos e funções públicas, declarando-os acessíveis aos
brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei.
Estas três formas de desempenho podem ser definidas da seguinte forma:
CARGO PÚBLICO: conjunto de atribuições, expressando unidades de competência
cometida a um agente, criado por lei, com denominação própria e número certo,
retribuído por pessoa jurídica de direito público, (administração direta, autarquia e
fundação pública), submetendo-se o seu titular ao regime estatutário ou institucional.
EMPREGO PÚBLICO: conjunto de encargos de trabalho preenchidos por agentes
contratados para desempenha-los sob o regime da Legislação Trabalhista.
FUNÇÃO PÚBLICA: encargos de natureza pública exercidos por particulares, sem que
os mesmos percam essa qualidade. Podemos citar como exemplos de funções públicas
as atividades de jurado, membros de mesa receptora ou apuradora de votos em
eleições, as serventias da Justiça não oficializadas (servidores notariais e de registro
exercidos em caráter privado por delegação do Poder Público), entre outras. Tipos de
servidores públicos
Existem 3 grupos de trabalhadores ligados ao governo. Confira:
Servidor temporário
Os servidores temporários possuem contrato por tempo limitado. Geralmente, os
servidores que são contratados de forma temporária são professores e profissionais da
saúde.
Eles não possuem estabilidade e, em alguns órgãos, também não recebem 13° salário
e 1/3 de acréscimo no pagamento das férias.
Servidor estatutário, efetivo ou de carreira
Essa categoria de servidor é admitida com aprovação em concurso e está alocada em
órgãos de direito público localizados nos estados, DF, municípios e União, bem como
autarquias e fundações. A vantagem desse regime é a estabilidade.
Exemplos de cargos efetivos: assessor de juiz de direito, professor, policial, juiz, etc.
Servidor comissionado
Os servidores comissionados são pessoas indicadas por autoridades políticas. A função
deles é assessorar, chefiar e administrar. Esses cargos também são chamados de
‘cargos de confiança’.
São requisitos básicos para investidura em cargo público:
I - a nacionalidade brasileira;
II - o gozo dos direitos políticos;
III - a quitação com as obrigações militares e eleitorais;
IV - o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo;
V - a idade mínima de dezoito anos;
VI - aptidão física e mental.
§ 3º São privativos de brasileiro nato os cargos:
I - de Presidente e Vice-Presidente da República;
II - de Presidente da Câmara dos Deputados;
III - de Presidente do Senado Federal;
IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal;
V - da carreira diplomática;
VI - de oficial das Forças Armadas.
VII - de Ministro de Estado da Defesa
Art. 8o São formas de provimento de cargo público:
I - nomeação;
II - promoção;
III - (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
IV - (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
V - readaptação;
VI - reversão;
VII - aproveitamento;
VIII - reintegração;
IX - recondução.
Da Vacância
Art. 33. A vacância do cargo público decorrerá de:
I - exoneração;
II - demissão;
III - promoção;
IV - (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
V- (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
VI - readaptação;
VII - aposentadoria;
VIII - posse em outro cargo inacumulável;
IX - falecimento.
Art. 34. A exoneração de cargo efetivo dar-se-á a pedido do servidor, ou de ofício.
Parágrafo único. A exoneração de ofício dar-se-á:
I - quando não satisfeitas as condições do estágio probatório;
II - quando, tendo tomado posse, o servidor não entrar em exercício no prazo
estabelecido.
Art. 35. A exoneração de cargo em comissão e a dispensa de função de confiança
dar-se-á: (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
I - a juízo da autoridade competente;
II - a pedido do próprio servidor.
Parágrafo único. (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Da Estabilidade
Art. 21. O servidor habilitado em concurso público e empossado em cargo de
provimento efetivo adquirirá estabilidade no serviço público ao completar 3 (dois) anos
de efetivo exercício.
Art. 22. O servidor estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial
transitada em julgado ou de processo administrativo disciplinar no qual lhe seja
assegurada ampla defesa.
DOS DEVERES DO SERVIDOR PÚBLICO
1) Exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo;
2) Ser leal às instituições a que servir;
3) Observar as normas legais e regulamentares;
4) Cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais;
5) Atender com presteza:
5.1) ao público em geral, prestadas as informações requeridas, ressalvadas as
protegidas por sigilo;
5.2) à expedição de certidões requeridas para a defesa de direito ou esclarecimento de
situações de interesse pessoal;
5.3) às requisições para a defesa da Fazenda Pública.
6) levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciência
em razão do cargo;
7) zelar pela economia do material e pela conservação do patrimônio público;
8) guardar sigilo sobre assunto da repartição;
9) manter conduta compatível com a moralidade administrativa;
10) ser assíduo e pontual ao serviço;
11) tratar com urbanidade as pessoas;
12) representar contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder.
DAS PROIBIÇÕES
1) ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do chefe
imediato;
2) retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer documento ou
objeto da repartição;
3) recusar fé a documentos públicos;
4) opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo ou execução
de serviço;
5) promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição;
6) cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o
desempenho de atribuição que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado;
7) coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a associação profissional ou
sindical, ou a partido político;
8) manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança, cônjuge,
companheiro ou parente até o segundo grau civil;
9) valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da
dignidade da função pública;
10) participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não
personificada, exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou
comanditário. EXCEÇÕES:
participação nos conselhos de administração e fiscal de empresas ou entidades em que
a União detenha, direta ou indiretamente, participação no capital social ou em sociedade
cooperativa constituída para prestar serviços a seus membros; e gozo de licença para
o trato de interesses particulares, observada a legislação sobre conflito de interesses.
11) atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quando
se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau,
e de cônjuge ou companheiro;
12) receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, em razão
de suas atribuições;
13) aceitar comissão, emprego ou pensão de estado estrangeiro;
14) praticar usura sob qualquer de suas formas;
15) proceder de forma desidiosa;
16) utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades
particulares;
17) cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa, exceto em
situações de emergência e transitórias;
18) exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou
função e com o horário de trabalho;
19) recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado.