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Prática de Pêndulo Simples na UFRPE

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Pedro Melo
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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO

UNIDADE ACADÊMICA DO CABO DE SANTO AGOSTINHO


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Prática 2: PÊNDULO SIMPLES
Professor responsável pelo roteiro e prática: José Holanda da Silva Júnior
Nomes dos estudantes:
1°..................................................................................................................................................
2°..................................................................................................................................................
3°..................................................................................................................................................
Cursos:.............................................;.................................................;.........................................
Turma:................................................................... Data:............................................................

Objetivos
- Verificar as leis do pêndulo.
- Determinar a aceleração da gravidade local.

Material
- Pêndulo com massas aferidas;
- Cronômetro.

Fundamentos
Pêndulo simples é o sistema constituído por uma massa puntiforme, presa à extremidade
de um fio inextensível e de massa desprezível, capaz de se mover, sem atrito, em um plano
vertical, em torno de um eixo situado em sua outra extremidade, como mostra a Figura 1.
Pela própria definição, vemos que o pêndulo simples é uma concepção ideal. O que
montaremos é aproximadamente um pêndulo simples.

Figura 1. Pêndulo simples.


Quando afastado da posição de equilíbrio e solto, o pêndulo oscila sob a ação da
gravidade. O movimento é oscilatório e periódico. Em uma posição qualquer, afastada de um
ângulo θ da posição de equilíbrio, as forças aplicadas à massa são: mg (peso) e T (tração no

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fio). Decompondo o peso conforme indica a Figura 1, obtemos as componentes mgcosθ e
mgsenθ. A resultante da tração e mgcosθ produzem a aceleração centrípeta. A outra
componente, mgsenθ, é a força restauradora que age sobre m. Ela não é proporcional à
elongação θ e sim a senθ:
F = −mgsenθ. (1)
Para que o movimento seja harmônico simples é necessário que a força restauradora seja
proporcional ao deslocamento, e dirigida ao sentido oposto. Podemos substituir senθ por θ,
π
caso θ seja pequeno. Esta aproximação é válida para 0 < ( ) rad (0 < 15°) . Dá Figura 1
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podemos ver que ̅̅̅̅
AB = θL, ou θ = ̅̅̅̅
AB/L, logo,
̅̅̅̅/L).
F = −mg(AB (2)
Assim, no caso de pequenas oscilações, a força restauradora é proporcional e de sentido
oposto à elongação medida sobre o arco considerado retilíneo. Note que esta é, exatamente, a
característica do movimento harmônico simples. Como m, g e L são constantes, podemos
expressá-las por
k = mg/L. (3)
Temos então:
F = −kx. (4)
Sabendo que o período T, de um movimento harmônico simples é dado por:

T = 2π√m/k. (5)
Substituindo o valor de k, Equação (3), na equação acima, temos:

T = 2π√L/g. (5)
que é a equação do período do pêndulo simples, para pequenas amplitudes. Vemos daí que o
período de um pêndulo simples depende apenas do comprimento do pêndulo e do valor da
aceleração da gravidade.
DETERMINAÇÃO EXPERIMENTAL DA ACELERAÇÃO DA GRAVIDADE, g:
Elevando-se ao quadrado a Equação (6), obtemos:
T2 = 4π2(L/g) (7)
ou seja,
T2 = (4π2/g)L. (8)
A equação acima é do tipo y = kx, então, fazendo-se o gráfico de T2 versus L, deveremos
obter uma reta cujo coeficiente angular é dado por:
g = 4π2/(T2/L). (9)
Do gráfico de T2 versus L podemos obter ∆T2/∆L e assim determinar a aceleração da
gravidade g.

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Observações:
Período de um pêndulo é o intervalo de tempo gasto pelo pêndulo para realizar uma
oscilação completa. Representá-lo-emos pela letra T.
Elongação de um pêndulo, em um instante, é o ângulo que, no instante considerado, o
pêndulo forma com a vertical (posição de equilíbrio).
Amplitude de um pêndulo é sua elongação máxima.

Procedimento
1- Anote a massa dos corpos
m1 :
m2 :
2- Inicie as atividades com o pêndulo de comprimento L = 10 cm.
3- Desloque o corpo da posição de equilíbrio (deslocamento angular igual a 15°) e determine
o tempo necessário para o pêndulo executar 10 (dez) oscilações completas. Para minimizar os
erros, é recomendável que o operador seja o mesmo que larga o pêndulo para oscilar. Repita
3 (três) vezes e determine o T médio (em s). Use somente uma massa (m1), como indicado na
Tabela 1.
Observação: O tempo de reação humano é de alguns décimos de segundos. Embora
você possa cronometrar até os centésimos de segundos, só faz sentido você anotar o
tempo obtido manualmente, até os décimos de segundo.
4- Repita a experiência para os comprimentos 12,5 cm e 15 cm. Complete a Tabela 1.
5- Mantenha o comprimento de 10 cm e estude a influência da massa e da amplitude sobre o
período. Proceda como indicado na Tabela 2.
Tabela 1: Resultados experimentais para o pêndulo simples.
L (cm) θ (°) m (g) 10 T (s) T (s) T2 (s2)
L1 = 10 θ1 = 15 m1 = 10T1 = 10T1 = 10T1 = T1 = T21 =
L2 = 12,5 θ1 = 15 m1 = 10T2 = 10T2 = 10T2 = T2 = T22 =
L3 = 15 θ1 = 15 m1 = 10T3 = 10T3 = 10T3 = T3 = T23 =

Tabela 2: Resultados experimentais para o estudo da influência da massa e da amplitude


sobre o período do pêndulo simples.
L (cm) θ (°) m (g) 10 T (s) T (s)
L = 10 θ1 = 15 m1 = 10T1,1 = 10T1,1 = 10T1,1 = T1,1 =

L = 10 θ2 = 10 m1 = 10T1,2 = 10T1,2 = 10T1,2 = T1,2 =


L = 10 θ1 = 15 m2 = 10T2,1 = 10T2,1 = 10T2,1 = T2,1 =

L = 10 θ2 = 10 m2 = 10T2,2 = 10T2,2 = 10T2,2 = T2,2 =

O índice duplo significa que o primeiro refere-se à massa e o segundo ao ângulo.

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1- Trace o gráfico de T em função de L (para os dados experimentais de Tabela 1).

2- Trace o gráfico T2 em função de L (para os dados experimentais da Tabela 1).

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2.5 Questionário
1- Dos resultados experimentais é possível concluir-se que os períodos independem das
massas? Justifique.

2- Dos resultados experimentais o que se pode concluir sobre os períodos quando a amplitude
passa de 10° para 15°? Justifique.

3- Qual a representação gráfica que se obtém quando se representa T x L? Justifique.

4- Idem para T2 x L? Explique.

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5- Determine o valor de “g” a partir do gráfico T2 x L.

6- Qual o peso de um objeto de massa 9 Kg no local onde foi realizada a experiência?

7- Compare o valor médio de T obtido experimentalmente para L = 10 cm com o seu valor


calculado pela fórmula T = 2π√L/g (use g = 9,8 cm/s2). Comente.

8- Discuta as transformações de energia que ocorrem durante o período do pêndulo.

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9- Chama-se “pêndulo que bate o segundo” aquele que passa por sua posição de equilíbrio,
uma vez em cada segundo. Qual o período deste pêndulo?

10- Determine o comprimento do “Pêndulo que bate o segundo” utilizando o gráfico T2 x L.

Relatório

- A realização da prática e entrega do relatório vale 0,5 pontos a mais na primeira avaliação.
- Cada relatório deverá conter:
- Identificação do aluno, turma e professor;
- Objetivos;
- Material;
- Introdução teórica original (não pode ser cópia de livro, de outro estudante ou da internet);
- Procedimento com resultados, tabelas e gráficos;
- Questionário com perguntas e respostas;
- Conclusão;
- Bibliografia consultada (apenas consulta).
- O relatório poderá ser feito à mão, entretanto o estudante deve fazer um esforço para produzi-lo
no computador.
- Uma boa apresentação também é importante.
- Só será aceito o relatório se o estudante tiver realmente realizado à prática.
- Não haverá aula de reposição.
- Relatórios iguais ou parcialmente iguais não terão direito à pontuação extra.

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