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Uso de Forca

O documento descreve vários modelos para o uso diferenciado da força por policiais, incluindo os modelos FLETC, GILIESPIE, CANADENSE e outros. O documento propõe um modelo básico com seis níveis representados por cores para orientar policiais sobre qual nível de força é apropriado em diferentes situações.

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Uso de Forca

O documento descreve vários modelos para o uso diferenciado da força por policiais, incluindo os modelos FLETC, GILIESPIE, CANADENSE e outros. O documento propõe um modelo básico com seis níveis representados por cores para orientar policiais sobre qual nível de força é apropriado em diferentes situações.

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Mas, o que é um modelo?

Um modelo é um esquema que contém linhas gerais sobre determinado assunto, sobre determinadas
ações, sobre determinados procedimentos e que pode, quando utilizado, orientar a execução de algo.

Os modelos de uso diferenciado da força surgiram para orientar o policial sobre a ação a ser tomada a
partir das reações da pessoa flagrada cometendo um delito, ou até mesmo em atitude suspeita quando
questionada.

Alguns países e estudiosos sobre o assunto criaram diversos modelos que explicam e exemplificam a
escala de gradação necessária à utilização da força.

Cada modelo criado possui um nome que geralmente está associado ao nome do autor que o
apresentou ou à sua origem, como se vê a seguir:

Modelo FLETC: Aplicado pelo Centro de Treinamento da Polícia Federal de Glynco (Federal Law
Enforcement Training Center), Georgia, Estados Unidos da América (EUA).

Modelo GILIESPIE: Apresentado no livro Police – Use of Force – A Line Officer’s Guide, 1998.

Modelo REMSBERG: Apresentado no livro: The Tactical Edge – Surviving High – Risk Patrol – 1999.

Modelo CANADENSE: Utilizado pela polícia canadense.

Modelo NASHVILLE: Utilizado pela Polícia Metropolitana de Nashville, EUA.

Modelo PHOENIX: Utilizado pelo Departamento de Polícia de Phoenix, EUA.


A seguir você estudará, especificamente, cada um deles.

AULA 3 – ANÁLISE COMPARATIVA DOS MODELOS APRESENTADOS

Em essência, os modelos estudados são semelhantes entre si. Eles relacionam o uso diferenciado da
força pelo órgão de segurança pública à atitude demonstrada pela pessoa em atitudes suspeitas.

Alguns, como os modelos “FLETC” e “GILIESPIE”, colocam uma avaliação de risco como parte integrante
do gráfico, e outros não. Dos modelos estudados, três são interessantes para serem utilizados pelos
órgãos de segurança pública, por terem um conteúdo mais completo e reproduzirem bem a realidade
operacional da Força de Segurança Pública: modelos “FLETC”, “GILIESPIE” e “CANADENSE”. Considera-se,
porém, o modelo “CANADENSE”, o mais indicado, por apresentar facilidade de aprendizagem e riqueza
de conteúdo de forma gráfica.

A adoção de um modelo é perfeitamente viável. Servirá para orientar os agentes de segurança pública
em seu dia a dia operacional, dando-lhes um parâmetro mais perceptivo sobre quando, onde, como e
porque fazer o uso da força. Além do mais, uma vez utilizada a força, fornece-se um bom fundamento
para a avaliação e acompanhamento do processo por parte da organização de segurança pública,
facilitando o planejamento, treinamento, supervisão e a revisão sobre o assunto.

Violência:

A divulgação ampla do modelo escolhido é o segredo para o sucesso de seu emprego. Na prática, o uso
de um modelo é realizado por meio da distribuição de cartões plastificados para agentes de segurança
pública, de cartazes colocados em locais de reuniões, em salas de aula, durante o treinamento de
abordagens, estudos de casos, entre outros.

AULA 4 – PROPOSTA DE UM MODELO BÁSICO DO USO DIFERENCIADO DA FORÇA

Sabendo que um “modelo de uso da força” é um recurso visual, destinado a auxiliar na conceituação,
planejamento, treinamento e comunicação dos critérios sobre o uso da força pelos policiais, deve-se
seguir um modelo:
Figura 6 - Modelo básico do uso diferenciado da força.

O modelo apresentado é um gráfico em forma de trapézio com degraus em seis níveis, representados
por cores. De um lado (esquerdo) há a percepção do agente de segurança pública em relação à atitude
do suspeito. Do outro lado (direito), as respostas (reações) de forças possíveis em relação à atitude do
suspeito.

A seta, que é dupla, descreve o processo de avaliação e seleção de alternativas. De acordo com a atitude
do suspeito, haverá uma reação do agente de segurança pública, na respectiva camada. Os níveis são
crescentes de baixo para cima.

É importante relembrar que o uso efetivo da força depende da compreensão sobre as relações de causa
e efeito entre agente de segurança pública e o suspeito, o que gera uma avaliação prática e consequente
resposta. Observam-se as ações da pessoa em atitudes suspeitas dentro de um contexto de
confrontação, e o agente de segurança pública escolhe o nível mais adequado de força a ser usado ou
não.

Na prática, sua resposta como agente de segurança pública será orientada pelo procedimento do
suspeito. Ele decide o que quer de você, e, com suas próprias ações ou pelo modo como se comporta,
esse suspeito justificará a utilização de certo nível de força pelo órgão de segurança pública. Você deve
empregar apenas a força necessária para controlá-lo.

Da base para o topo, cada nível representa um aumento na intensidade de força. Isso é, a escala se move
daquelas opções que são mais reversíveis para aquelas que são menos reversíveis; daquelas que
oferecem menor certeza de controle para aquelas que oferecem maior certeza. Assim, quanto mais você
sobe na escala de nível, maior será a necessidade de se justificar posteriormente

Uma vez que existam resistências e agressões em variadas formas e graus de intensidade, o agente de
segurança pública terá que adequar sua reação à intensidade da agressão,estabelecendo formas de
comandar e direcionar o suspeito provendo seu controle. Em contato com um suspeito que está
atentando contra sua vida, é claro que você não terá que progredir nível por nível sua escala de força até
você alcançar alguma forma de fazê-lo parar. O ideal é que você fale antes e use a força somente se sua
habilidade de negociar falhar. Existem, entretanto, circunstâncias em que você não poderá dizer nada
além de: “Pare!”.
Você pode mentalmente percorrer toda a escala de força em menos de um segundo e escolher a
resposta que lhe parecer mais adequada ao tipo de ameaça que enfrenta. Se sua manobra falha ou as
circunstâncias mudam, você pode aumentar seu poder, ampliando o nível de força de um modo
consciente, ao invés de agir com raiva ou medo. Essa avaliação entre as opções para a abordagem ajuda
você a manter seu equilíbrio tático.

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