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Presidência da República

Casa Civil
Secretaria de Administração
Diretoria de Gestão de Pessoas
Coordenação – Geral de Documentação e Informação
Coordenação de Biblioteca
9 FORÇAS ARMADAS
RIO GRANDE DO SUL. 10 DE OUTUBRO DE 1965.
EM BAGÊ, AO VISITAR O QUARTEL-GENE-
RAL DE III DIVISÃO DE CAVALARIA.

Expresso, antes de tudo, o meu contentamento por visitar o


Quartel General da Terceira Divisão de Cavalaria, em Bagé, de
onde descortino suas guarnições e a linha da fronteira.
Sinto, aqui, o espírito militar de seus oficiais, chefiados pelo
General Antônio Jorge Corrêa, um dos chefes do Exército de
grande valor profissional. O contato que, agora, estabeleço, além
de me trazer recordações destes lugares e do meu tempo de oficial
de Estado-Maior, me faz compreender a determinação da oficia-
lidade em defender a Revolução, sobretudo pelo devotamento aos
trabalhos da profissão e em se conservar coesa em torno dos
comandos legais.
O General Justino Alves Bastos, com a segurança de chefia
que o caracteriza, tem razão quando destaca, entre os fatores da
eficiência do III Exército, o efetivo exercício do comando e o fato
de seus chefes estarem voltados para as organizações militares,
com atitudes nítidas, e corresponderem à confiança de seus subor-
dinados .
O Comandante Supremo das Forças Armadas tem dado o
exemplo de posições definidas, nada ambíguas, nem imprevisíveis.
E tem contado, da parte dos Ministros Militares, com o conselho
e a compreensão, a unidade nas soluções e o leal cumprimento
das decisões presidenciais.
O vosso Ministro, General Costa e Silva, por exemplo, recen-
temente, falando em uma solenidade a numerosos oficiais, expres-
sou, de maneira decisiva, o caminho a percorrer e, com os seus

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sentimentos de experimentado soldado e o valor de grande Chefe,
demonstrou a nobreza e a lealdade, não só para comigo, mas, tam-
bém, em relação a seus eminentes camaradas Almirante Paulo
Bosísio e Brigadeiro Eduardo Gomes.
Há preocupações, nos meios militares, quanto ao destino do
Brasil. Eu, também, as tenho, e não procuro transformá-las em
fonte de agitação e, muito menos, em um motivo para protelar
decisões.
Para se combater o perigo comunista, não se pode vestir a
Nação com a camisa de força do nazismo, maltratando os brasi-
leiros através de um regime em que alguns civis desejam segurar
no copo da espada dos militares para, ditatorialmente, passar a
lâmina nos patrícios que contrariam as suas ambições.
A proposta para a realização de eleições em onze Estados, foi
uma resultante de vários e ponderáveis motivos de ordem política
e nacional. O Governo nela se empenhou livre de injunções e
conscientemente. É injusta a apreciação de que o Presidente
tomou uma atitude omissa e irresponsável de lavar as mãos, dei-
xando o País entregue a rumos aleatórios.
Não vos falo assim por mera inspiração intelectual, envolvida
em um ultrapassado espírito liberal ou colocado no vazio de formas
democráticas. Não. Eu me coloco face aos destinos do Brasil,
um grande País que não merece um outro Estado Novo, nem o
arremedo de uma República Popular frustrado a 31 de março de
1964.
Eu não arredo de minhas responsabilidades o exame de outros
fatores iniludíveis que determinam, também, a conduta do Governo.
Se contemos legítimas preocupações de combate à volta funesta
da subversão e da corrupção, e tomamos uma a uma como elemento
de nossa própria orientação, não podemos, absolutamente, deixar à
solta as tentativas de restauração, de homens, meios e regime
afastados pela Revolução. O Governo, inexoravelmente, as com-
baterá, e assim afirma como imperativo da própria segurança na-
cional .
Nestes termos, na presença honrosa dos Comandos do Quinto
Distrito Naval, do Terceiro Exército e da Quinta Zona Aérea, e

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por intermédio da valorosa Terceira Divisão de Cavalaria, estou
falando às Forças Armadas do Brasil.
Eu vos agradeço a oportunidade do convívio que me propor-
cionastes. Levo daqui mais ânimo para o cumprimento de minha
missão e para bem corresponder aos vossos compromissos militares.

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