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Regulamento de Creditação da UAlg

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Diário da República, 2.ª série — N.

º 5 — 8 de janeiro de 2019 1009

2 — As UC são estruturas coerentes sob o ponto de vista científico 2 — Os presentes Estatutos são submetidos ao reitor para homologa-
e tecnológico, dotadas de recursos humanos e técnicos destinados a ção, entrando em vigor no dia seguinte ao da sua publicação do Diário
cumprir os objetivos do IVAR, e podem corresponder a grupos de da República.
investigação científica, núcleos laboratoriais ou equipas de projetos 3 — É revogado o Despacho n.º 14 295/2015, publicado no Diário
especiais. da República, 2.ª série, n.º 236, de 2 de dezembro, que aprovou o Regu-
3 — As UC são criadas por decisão da comissão coordenadora cien- lamento do Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos
tífica, sob proposta do diretor ou de um dos seus membros, baseada nos da Universidade dos Açores.
seguintes fundamentos:
Proposta provada, nos termos da alínea c) do artigo 105.º dos Esta-
a) A necessidade da sua criação; tutos da UAc, em reunião da Comissão Coordenadora Científica de 15
b) Os seus objetivos específicos; de outubro de 2018.
c) Os recursos humanos, técnicos e financeiros existentes para o seu 311925236
desenvolvimento.

4 — As UC são extintas por decisão da comissão coordenadora cien-


tífica, sob proposta do diretor devidamente fundamentada. UNIVERSIDADE DO ALGARVE
5 — As UC reúnem por convocatória do diretor ou do respetivo
coordenador com a antecedência julgada necessária e sem demais for- Aviso n.º 525/2019
malismos.
Por despacho do Reitor da Universidade do Algarve torna-se público
Artigo 28.º que, nos termos conjugados do disposto nos artigos 97.º a 101.º do Có-
Coordenador das unidades científicas digo do Procedimento Administrativo, e do n.º 3 do artigo 110.º da Lei
n.º 62/2007 de 10 de setembro, que aprova o Regime Jurídico das Ins-
1 — As UC são coordenadas por um membro integrado do IVAR, tituições de Ensino Superior (RJIES), submete-se a consulta pública do
nomeado pelo diretor. projeto de alteração ao Regulamento Geral de Avaliação de Desempenho
2 — O mandato dos coordenadores a que se refere o número anterior do Pessoal Docente da Universidade do Algarve, alterado e republicado
é coincidente com o do diretor. no Diário da República, 2.ª série n.º 93, de 15 de maio de 2013, com
vista à recolha de contributos e sugestões, procedendo-se, para o efeito,
Artigo 29.º à publicação do aviso na 2.ª série do Diário da República e à divulgação
Competência do coordenador de unidades científica no sítio da internet https://www.ualg.pt/pt/content/documentos-ualg, de-
vendo os interessados apresentar as sugestões ou comentários por escrito,
Compete a cada coordenador de UC: no prazo de 30 dias a contar da data da publicação do aviso no Diário da
a) Dirigir, orientar e coordenar as atividades científicas da UC; República, para o Reitor da Universidade do Algarve, Campus da Penha,
8005-139 Faro, ou por correio eletrónico para [email protected].
b) Convocar e dirigir as reuniões da UC, exceto quando são iniciativa
do diretor; 18 de dezembro de 2018. — O Reitor, Paulo Manuel Roque Águas.
c) Assegurar a elaboração dos planos e relatórios de atividades anuais 311925552
e plurianuais, em colaboração com o diretor;
d) Propor ao diretor a participação em projetos de investigação, presta- Regulamento n.º 31/2019
ções de serviços ou noutras atividades nas áreas de competência da UC;
e) Colaborar com o diretor na gestão dos meios financeiros colocados Considerando os termos da quinta alteração ao Decreto-Lei n.º 74/2006,
à disposição da UC; de 24 de março, introduzida pelo Decreto-Lei n.º 65/2018, de 16 de
f) Zelar pela conservação e gestão dos meios materiais e das infra- agosto, que o republica;
estruturas afetos à UC; Considerando que, nos termos do artigo 45.º-A do referido Decreto-
g) Gerir os meios humanos e técnicos afetos à UC; -Lei n.º 74/2006, de 24 de março, na alteração e republicação acima
h) Dar conhecimento ao diretor de todas as decisões da UC com referidas, compete ao órgão legal e estatutariamente competente dos
implicações na gestão e funcionamento do IVAR. estabelecimentos de ensino superior aprovar e publicar no Diário da
República e no respetivo sítio da Internet o regulamento relativo aos
procedimentos a adotar para efeitos de creditação;
SECÇÃO VIII Considerando que o conceito de creditação, no âmbito do ensino su-
perior, traduz o ato de reconhecimento, através da atribuição de créditos
Outras estruturas ECTS, de formação anterior do mesmo nível ou de experiência profis-
sional relevante para a aprendizagem numa determinada área científica;
Artigo 30.º Tendo presente a necessidade de adequar o regulamento às novas
disposições legais em vigor e atualizar os procedimentos existentes,
Serviços de Apoio tendo presente a experiência adquirida ao longo destes anos, na atri-
1 — O IVAR pode integrar serviços de apoio que se revelem neces- buição de creditações.
sários para o seu funcionamento, adequados à sua natureza, dimensão Sendo previsível que a realização de audiência dos interessados possa
e funções específicas. comprometer processos de acreditação em curso, e atento ao interesse pú-
2 — O IVAR pode, ainda, beneficiar do apoio dos serviços jurídico, blico relevante em garantir a aplicação dos procedimentos estabelecidos no
administrativo e/ou financeiro da UAc. presente Regulamento, superiormente decidiu-se, nos termos da alínea a) do
n.º 3 do artigo 100.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado
pelo Decreto-Lei n.º 4/2015, de 7 de janeiro, dispensar a consulta pública.
Ao abrigo do disposto na alínea o) do n.º 1 do artigo 92.º da Lei
CAPÍTULO IV n.º 62/2007, de 10 de setembro, e alínea r) do n.º 1 do artigo 33.º dos
Estatutos da Universidade do Algarve, homologados pelo Despacho
Disposições finais Normativo n.º 65/2008, publicados no Diário da República, 2.ª série
n.º 246, de 22 de dezembro de 2008, por despacho reitoral 107/2018 de
Artigo 31.º 23 de novembro de 2018 é aprovada a primeira alteração ao Regulamento
Regimentos de creditação de formação anterior e de experiência profissional da
Universidade do Algarve (UAlg), anexa ao presente despacho.
Todos os órgãos colegiais disporão de um Regimento, a aprovar pelos
mesmos no respeito, nomeadamente, pelo disposto nos artigos 21.º a
35.º do Código do Procedimento Administrativo, o qual disciplina a Regulamento de creditação de formação anterior
sua organização e funcionamento interno. e de experiência profissional
da Universidade do Algarve (UAlg)
Artigo 32.º
Artigo Único
Entrada em vigor
O presente regulamento revoga e substitui integralmente o Regula-
1 — Conforme disposto no n.º 7 do artigo 137.º dos Estatutos da mento de creditação de formação anterior e de experiência profissional da
UAc, os presentes Estatutos são considerados urgentes para efeitos do Universidade do Algarve n.º 546/2014 publicado no Diário da República
disposto no n.º 3 do artigo 110.º do RJIES. 2.ª série n.º 239, de 11 de dezembro de 2014.
1010 Diário da República, 2.ª série — N.º 5 — 8 de janeiro de 2019

CAPÍTULO I 3 — O conjunto dos créditos atribuídos ao abrigo das alíneas d) a h)


do número anterior não pode exceder dois terços do total dos créditos
Disposições introdutórias do ciclo de estudos.
4 — A atribuição de créditos ao abrigo das alíneas g) e h) do n.º 2 pode
Artigo 1.º ser total ou parcialmente condicionada à realização de procedimentos
de avaliação de conhecimentos específicos, nos termos do artigo 11.º
Conceitos do presente regulamento.
Para efeitos do disposto no presente regulamento, entende-se por: 5 — Nos ciclos de estudos conducentes aos graus de mestre e de
doutor, os limites à creditação fixados pelos números anteriores referem
a) «Créditos» os créditos segundo o ECTS — European Credit Trans- -se, respetivamente, ao curso de mestrado mencionado na alínea a) do
fer and Accumulation System (sistema europeu de transferência e acu- n.º 1 do artigo 20.º e ao curso de doutoramento mencionado no n.º 3 do
mulação de créditos) e nos termos do Decreto-Lei n.º 42/2005, de 22 de artigo 31.º, ambos Decreto-Lei n.º 74/2006, de 24 de março, alterado
fevereiro, alterado pelo Decreto-Lei n.º 107/2008 de 25 de junho; pelo Decreto-Lei n.º 65/2018, de 16 de agosto.
b) «Escala de classificação portuguesa» aquela a que se refere o ar- 6 — Quando o pedido de creditação ocorra no ato de candidatura a
tigo 15.º do Decreto-Lei n.º 42/2005, de 22 de fevereiro, alterado pelo ingresso num determinado ciclo de estudos a creditação:
Decreto-Lei n.º 107/2008 de 25 de junho;
c) «CTEsP» os cursos de técnico superior profissional, regulados pelo i) Não é condição suficiente para o ingresso no ciclo de estudos;
Decreto-Lei n.º 74/2006, de 24 de março, com as alterações introduzidas ii) Só produz efeitos após a admissão no ciclo de estudos e nesse
pelo Decreto-Lei n.º 65/2018, de 16 de agosto; mesmo ciclo.
d) «Mudança» de par instituição/curso é o ato pelo qual um estudante Artigo 4.º
se matrícula e ou inscreve em par instituição/ curso diferente daquele(s)
em que, em anos letivos anteriores, realizou uma inscrição; Formações não passíveis de creditação e nulidade das creditações
e) «Reingresso» o ato pelo qual um estudante, após uma interrupção 1 — Não é passível de creditação:
dos estudos num par instituição/curso de ensino superior, se matricula a) O ensino ministrado em ciclos de estudos conferentes ou não de
na mesma instituição e se inscreve no mesmo curso ou em curso que grau académico cujo funcionamento não foi autorizado nos termos da lei;
lhe tenha sucedido. b) O ensino ministrado em ciclos de estudos conferentes ou não
f) «Mesmo curso» os cursos com idêntica designação e conduzindo de grau académico fora da localidade e instalações a que se reporta a
à atribuição do mesmo grau ou os cursos com designações diferentes, acreditação e ou o registo.
mas da mesma área científica, tendo objetivos semelhantes, ministrando
uma formação científica similar e conduzindo: 2 — São nulas as creditações:
i) À atribuição do mesmo grau; a) Realizadas ao abrigo das alíneas a) e d), do n.º 2, do artigo 3.º,
ii) À atribuição de um grau diferente, quando tal resulte de um pro- quando as instituições estrangeiras em que a formação foi ministrada
cesso de modificação ou adequação entre um ciclo de estudos conducente não sejam reconhecidas pelas autoridades competentes do Estado res-
ao grau de bacharel e um ciclo de estudos conducente ao grau de licen- petivo como fazendo parte do seu sistema de ensino superior, como
ciado, ou entre um ciclo de estudos conducente ao grau de licenciado e estabelecido pelo artigo I.1 da Convenção sobre o Reconhecimento
um ciclo de estudos integrado de mestrado. das Qualificações Relativas ao Ensino Superior na Região Europa,
aprovada, para ratificação, pela Resolução da Assembleia da República
Artigo 2.º n.º 25/2000, de 30 de março;
Regime jurídico b) Que excedam os limites fixados nos n.os 2 e 3, do artigo 3.º
O presente regulamento visa desenvolver e complementar o regime Artigo 5.º
jurídico aplicável ao processo de creditação, definindo os procedimentos
que permitem a sua aplicação à UAlg. Princípios gerais de creditação
1 — No processo de creditação deve ser garantida a observância pelo
Artigo 3.º cumprimento dos seguintes princípios:
Âmbito de aplicação a) Em qualquer das situações referidas no n.º 2 do artigo 3.º, e sem
1 — O presente regulamento estabelece as normas relativas aos pro- prejuízo das disposições referidas nos artigos 16.º e 17.º da Portaria
cessos de creditação, definindo os respetivos procedimentos, tendo em n.º 181-D/2015, de 19 de junho a creditação pretende reconhecer o nível
vista o prosseguimento de estudos para obtenção de grau académico dos conhecimentos e da sua adequação às áreas científicas do ciclo de
ou diploma na UAlg. estudos em que o estudante se inscreve para prosseguimento de estudos;
2 — Tendo em vista o prosseguimento de estudos para a obtenção de b) A creditação tem em consideração o número dos créditos e a área
grau ou diploma, a UAlg, através das suas Unidades Orgânicas pode: científica em que foram obtidos, pelo que os procedimentos de creditação
devem garantir, sempre que possível, que a formação creditada é do
a) Creditar a formação realizada no âmbito de outros ciclos de estudos mesmo nível do ciclo de estudos em que o estudante se inscreve;
superiores conferentes de grau em estabelecimentos de ensino superior c) Em qualquer dos casos, a mesma formação não pode ser creditada
nacionais ou estrangeiros, quer a obtida no quadro decorrente do Processo duas vezes no mesmo ciclo de estudos;
de Bolonha, quer a obtida anteriormente; d) Não podem ser creditadas partes de unidades curriculares.
b) Creditar a formação realizada no âmbito de cursos de técnico
superior profissional, até ao limite de 50 % do total dos créditos do 2 — A limitação prevista na alínea c) do número anterior não se aplica
ciclo de estudos; quando estejam em causa creditações decorrentes de reestruturação de
c) Creditar as unidades curriculares realizadas com aproveitamento, curso, alteração de planos de estudos, mudança de ramo, mudança de
nos termos do artigo 46.º-A do Decreto-Lei n.º 74/2006 de 24 de março campi ou de regime de funcionamento de curso.
e respetivas alterações, até ao limite de 50 % do total dos créditos do
ciclo de estudos; Artigo 6.º
d) Creditar a formação realizada no âmbito de cursos não conferentes
de grau académico em estabelecimentos de ensino superior nacionais Taxas
ou estrangeiros, até ao limite de 50 % do total dos créditos do ciclo de 1 — Pela apresentação de um pedido de creditação é devida uma taxa,
estudos; não reembolsável, cujo valor está fixado na Tabela de Emolumentos,
e) Creditar a formação realizada no âmbito de cursos de especiali- aprovada pelo Conselho de Gestão.
zação tecnológica; até ao limite de um terço do total dos créditos do 2 — Os processos de creditação apenas são remetidos às respetivas
ciclo de estudos; unidades orgânicas para apreciação, após o pagamento da taxa esti-
f) Atribuir créditos por outra formação não abrangida pelas alíne- pulada.
as anteriores, até ao limite de um terço do total dos créditos do ciclo
de estudos; Artigo 7.º
g) Creditar experiência profissional até ao limite de 50 % do total dos Comissões de creditação
créditos de cursos técnicos superiores profissionais nas situações em que
o estudante detenha mais que cinco anos de experiência profissional 1 — Em cada unidade orgânica é constituída uma comissão de cre-
devidamente comprovada; ditação por cada curso, com a seguinte composição:
h) Atribuir créditos pela experiência profissional devidamente compro- a) Nos planos de estudos do 1.º ciclo, o diretor de curso, que preside,
vada até ao limite de um terço do total dos créditos do ciclo de estudos. propõe outros dois docentes do curso;
Diário da República, 2.ª série — N.º 5 — 8 de janeiro de 2019 1011

b) Nos planos de estudos do 2.º ciclo, o diretor de curso, que preside, Artigo 10.º
propõe outros dois membros da comissão coordenadora do mestrado; Reapreciações
c) Nos planos de estudos do 3.º ciclo, o diretor de curso, que preside,
propõe outros dois membros da comissão coordenadora do doutora- 1 — Nos casos em que o requerente discorde da creditação concedida,
mento; pode pedir a reapreciação do processo, uma única vez, nos dez dias úteis
d) Nos cursos de técnico superior profissional, o diretor de curso, que se seguem à data da receção da comunicação da decisão, junto dos
que preside, propõe outros dois docentes ligados à organização ou Serviços Académicos.
docência do curso. 2 — Podem ser excecionalmente autorizados pedidos de reapreciação
apresentados fora do prazo referido no número anterior, por motivos
2 — As comissões de creditação são nomeadas pelos Conselhos Cien- devidamente fundamentados, mediante pagamento de um emolumento
tíficos ou Técnico-Científicos das unidades orgânicas respetivas, sob adicional.
proposta do diretor de curso e têm um mandato de dois anos.
3 — As comissões de creditação são responsáveis pela condução dos CAPÍTULO II
processos de creditação, sendo a aprovação da creditação, da compe-
tência do Conselho Científico ou Técnico-Científico. Creditação de experiência profissional e formação
4 — As deliberações das comissões de creditação devem ser regista- realizadas fora do Sistema do Ensino Superior
das em ata, integrando a fundamentação da proposta de creditação e as
assinaturas de todos os docentes presentes na reunião. Podem ser anexos Artigo 11.º
à ata pareceres dos docentes responsáveis pelas unidades curriculares,
quando tal tenha sido solicitado pela Comissão. Regras aplicáveis à creditação
5 — Os boletins de atribuição de creditações são assinados pelo Di- 1 — No processo de creditação de experiência profissional, a atribui-
retor de Curso e pelo Presidente do Conselho Científico ou Presidente ção do número de créditos ECTS deve resultar de uma avaliação em
do Conselho Técnico-Científico. que sejam considerados os conhecimentos do candidato, o seu nível e
adequação às áreas científicas do ciclo de estudos, a sua atualidade, as
Artigo 8.º competências demonstradas e a duração da experiência profissional.
Atribuição de classificações 2 — Para que possa ser creditada a experiência profissional nos cursos
técnicos superiores profissionais, o candidato tem de deter mais de cinco
1 — Quando se trate de unidades curriculares realizadas em estabe- anos de experiência profissional devidamente comprovada.
lecimentos de ensino superior portugueses, a classificação das unidades 3 — Sem prejuízo de outros processos considerados mais adequados,
curriculares creditadas é a classificação atribuída pelo estabelecimento podem ser utilizados, na creditação identificada nos números anteriores,
de ensino superior onde foram realizadas, através da respetiva classi- os (ou alguns dos) seguintes métodos e componentes de avaliação,
ficação ECTS. atendendo ao perfil de cada candidato, aos objetivos do ciclo de estudos
2 — Quando se trate de unidades curriculares realizadas em estabe- e respetivas áreas científicas que o compõem:
lecimentos de ensino superior estrangeiros, a classificação das unidades
curriculares creditadas: a) Avaliação de portefólio apresentado pelo candidato, designa-
damente, documentação, objetos e trabalhos que evidenciem ou de-
a) É a classificação atribuída pelo estabelecimento de ensino superior monstrem o domínio de conhecimentos e competências passíveis de
estrangeiro, quando este adote a escala de classificação portuguesa, creditação;
considerando a correspondente classificação ECTS; b) Avaliação através de entrevista, devendo ficar registado sumaria-
b) É a classificação resultante da conversão proporcional da clas- mente, por escrito, o desempenho do(a) candidato(a);
sificação obtida para a escala de classificação portuguesa, quando o c) Avaliação baseada na realização de um projeto, de um trabalho, ou
estabelecimento de ensino superior estrangeiro adote uma escala di- de um conjunto de trabalhos;
ferente desta. d) Avaliação baseada na demonstração e observação em laboratório
ou em outros contextos práticos;
3 — No caso a que se refere o número anterior, e com fundamento em e) Avaliação por exame escrito;
manifestas diferenças de distribuição estatística entre as classificações f) Avaliação baseada numa combinação dos vários métodos de avalia-
atribuídas pela instituição de ensino superior estrangeira e a instituição ção anteriores com outros previamente definidos pelo órgão competente
de ensino superior portuguesa: da Unidade Orgânica.
a) O Conselho Científico ou Conselho Técnico-Científico, por pro-
posta da comissão de creditação, pode atribuir uma classificação superior 4 — Qualquer que seja o método de avaliação utilizado deve garantir
ou inferior à resultante da aplicação das regras gerais; o cumprimento dos seguintes princípios:
b) O estudante pode requerer ao Conselho Científico ou Conselho a) Adequabilidade da experiência profissional aos objetivos de
Técnico-Científico a atribuição de uma classificação superior à resultante aprendizagem e competências a adquirir no ciclo de estudos a que se
da aplicação das regras gerais. candidata;
b) Suficiência, no sentido da abrangência e nível (profundidade),
4 — Como instrumento para a aplicação do disposto no número incluindo conhecimentos fundamentais e demonstração da capacidade
anterior podem ser utilizadas, se existirem, as classificações na escala de reflexão crítica;
europeia de comparabilidade de classificações. c) Atualidade dos conhecimentos demonstrados.
5 — A atribuição de créditos num dado ciclo de estudos, quando resul-
tante de experiência profissional reconhecida, não carece de atribuição 5 — O número máximo de créditos a atribuir deve respeitar os va-
de classificação quantitativa e é atribuída a classificação de Aprovado, lores constantes das alíneas g) e h) do n.º 2 do artigo 3.º do presente
não aproveitando, nesse caso, para o cálculo da classificação final do regulamento.
ciclo de estudos, exceto se tiver sido adotado algum método de avaliação Artigo 12.º
da creditação que permita a atribuição de classificação quantitativa.
6 — No caso previsto no número anterior em que apenas seja atri- Instrução do pedido
buída a classificação de Aprovado, os candidatos podem obter uma 1 — O pedido de creditação de competências adquiridas ao longo
classificação quantitativa nas unidades curriculares, devendo para o da vida deve ser formalizado online ou presencialmente nos Serviços
efeito inscrever-se nas referidas unidades curriculares e submeter-se Académicos, instruído com os seguintes documentos:
à avaliação.
7 — Na certificação a emitir pela Universidade do Algarve consta a a) Formulário próprio devidamente preenchido;
designação das unidades curriculares obtidas por creditação. b) Um portefólio organizado pelo interessado e que contenha os
seguintes elementos:
Artigo 9.º i) Curriculum vitae, elaborado de acordo com modelo europeu, a que
deve ser anexa uma descrição exaustiva de cada uma das funções e tarefas
Prescrição e aproveitamento Escolar
profissionais exercidas, relevantes para o processo em causa;
A formação e ou experiência profissional creditada que tenha sido ii) Cópias das declarações comprovativas emitidas pelas entidades
realizada pelo estudante antes do ingresso no ciclo de estudos não é empregadoras, com identificação das funções, cargos e período de exe-
contabilizada para efeitos de cálculo da prescrição ou para definição cução dos mesmos;
do aproveitamento escolar. iii) Cópias dos certificados de habilitações;
1012 Diário da República, 2.ª série — N.º 5 — 8 de janeiro de 2019

iv) Cópias dos certificados ou outros comprovativos de formação 2 — Os Serviços Académicos não aceitam pedidos que não estejam
realizada no passado, abarcando a formação realizada em contextos instruídos com os documentos indicados nas alíneas do ponto anterior.
formais ou não-formais; 3 — Caso o candidato pretenda em simultâneo a creditação de for-
v) Outros elementos considerados pertinentes para a apreciação do mação realizada no ensino superior e a creditação de experiência pro-
processo (cartas de referência, documentos escritos, projetos realizados fissional e formação realizada fora do ensino superior, deve solicitá-la
ou participação em projetos, estudos publicados, referências profissionais num único momento, junto dos Serviços Académicos da Universidade
concretas, etc.). do Algarve, decorrendo um único processo.
4 — Os Serviços Académicos podem exigir a apresentação dos
2 — Os Serviços Académicos não aceitam pedidos que não sejam originais dos documentos, ou a entrega de cópias autenticadas, para
instruídos com os documentos indicados nas alíneas do ponto anterior. confirmação da informação apresentada nas cópias dos documentos,
3 — Os Serviços Académicos podem exigir a apresentação dos origi- sendo que no caso de documentos estrangeiros pode ser solicitada a
nais dos documentos, ou a entrega de cópias autenticadas, para confir- autenticação por cartório notarial ou pela representação diplomática/
mação da informação apresentada nas cópias dos documentos. consular portuguesa, no país de origem dos documentos ou por aposição
4 — O processo é remetido pelos Serviços Académicos para os Con- da Apostilha de Haia.
selhos Científicos e Técnico-Científicos das unidades orgânicas res- 5 — O processo é remetido pelos Serviços Académicos para os Con-
ponsáveis pelo ciclo de estudos em que o candidato pretende ingressar selhos Científicos e Técnico-Científicos das unidades orgânicas res-
ou frequentar, nos dez dias úteis seguintes à data de pagamento da taxa ponsáveis pelo ciclo de estudos em que o candidato pretende ingressar
ou frequentar, nos dez dias úteis seguintes à data de pagamento da taxa
respeitante ao pedido de creditação. respeitante ao pedido de creditação.
Artigo 13.º Artigo 15.º
Apreciação dos processos de creditação Apreciação dos processos de creditação
1 — As comissões de creditação analisam os portefólios dos can- 1 — Nos casos em que o processo do candidato contemple apenas a
didatos, fazem uma apreciação das competências evidenciadas pelos creditação de formação realizada no âmbito de outros ciclos de estudos
candidatos e comunicam a sua decisão ao Conselho Científico ou ao superiores conferentes de grau em estabelecimentos de ensino superior,
Conselho Técnico-Científico, no prazo de quinze dias úteis após receção nacionais ou estrangeiros, as comissões de creditação têm dez dias
do processo. úteis para apreciar o processo e comunicar a sua decisão ao Conselho
2 — Caso a comissão de creditação considere necessária a realização Científico ou ao Conselho Técnico-Científico.
de métodos de avaliação adicionais, deve convocar o candidato para o 2 — Nos casos em que o processo do candidato contemple, adicional-
efeito, com uma antecedência mínima de cinco dias úteis. mente, a creditação de experiência profissional e formação obtida fora do
3 — No caso previsto no número anterior, o processo deve ser con- ensino superior, o prazo máximo para apreciar o processo e comunicar a
cluído e comunicada a decisão aos Conselhos Científico ou Técnico- sua decisão ao Conselho Científico ou ao Conselho Técnico-Científico
-Científico, no prazo máximo de trinta dias úteis, para apreciação pelo é de vinte dias úteis.
referido órgão. 3 — Para a atribuição de créditos, as comissões de creditação têm
4 — Os boletins de atribuição de creditações, assinados pelo Diretor em consideração os princípios definidos no artigo 5.º, do presente re-
de Curso e pelo Presidente do Conselho Científico ou Presidente do gulamento.
Conselho Técnico-Científico, acompanhados das atas assinadas pelas 4 — Os boletins de atribuição de creditações, assinados pelo Diretor
comissões de creditação e pareceres anexos (quando existam), devem de Curso e pelo Presidente do Conselho Científico ou Presidente do
ser enviados aos Serviços Académicos no prazo de cinco dias úteis após Conselho Técnico-Científico, acompanhados das atas assinadas pelas
a apreciação do Conselho Científico ou Conselho Técnico-Científico. comissões de creditação e pareceres anexos (quando existam), devem
5 — A decisão sobre o pedido de creditação é comunicada ao can- ser enviados aos Serviços Académicos no prazo de cinco dias úteis após
didato, pelos Serviços Académicos, no prazo de cinco dias úteis, após apreciação do Conselho Científico ou Conselho Técnico-Científico.
a receção do processo. 5 — A decisão sobre o pedido de creditação é comunicada ao can-
didato, pelos Serviços Académicos, no prazo de cinco dias úteis, após
6 — Ao candidato são concedidos dez dias úteis, contados a partir da a receção do processo.
data em que recebe a comunicação sobre a creditação ou sobre a decisão 6 — Ao candidato são concedidos dez dias úteis, contados a partir da
de reapreciação, para alterar a inscrição e/ou prescindir de creditações, data em que recebe a comunicação sobre a creditação ou sobre a decisão
referentes ao ciclo de estudos em que se encontra inscrito. de reapreciação, para alterar a inscrição e prescindir de creditações,
referentes ao ciclo de estudos em que se encontra inscrito.

CAPÍTULO III
CAPÍTULO IV
Creditação de formação realizada no âmbito
do Sistema de Ensino Disposições finais
Superior, Português ou Estrangeiro Artigo 16.º
Artigo 14.º Casos omissos e dúvidas de interpretação
Instrução do pedido Os casos omissos e as dúvidas de interpretação resultantes da aplicação
do presente regulamento são resolvidas por despacho reitoral.
1 — O pedido de creditação da formação realizada deve ser forma-
lizado online ou presencialmente nos Serviços Académicos, instruído Artigo 17.º
com os seguintes documentos:
Entrada em vigor
a) Formulário próprio devidamente preenchido;
b) Cópia de certidão de aprovação de unidades curriculares, dispen- O presente regulamento entra em vigor após publicação no Diário
da República.
sado para alunos da UAlg, cuja informação curricular é anexada ao
pedido pelos Serviços, oficiosamente; 23.11.2018. — O Reitor, Paulo Águas.
c) Programas e cargas horárias autenticados de unidades curriculares, 311889784
quando a formação tiver sido realizada em instituição de ensino superior
diferente da Universidade do Algarve;
d) Cópias simples dos programas e cargas horárias das unidades
curriculares (ficha de unidade curricular), realizadas na própria unidade Serviços Académicos
orgânica ou em unidade orgânica da Universidade do Algarve diferente
daquela para a qual é feito o pedido, tratando-se de aluno ou alumni Despacho n.º 342/2019
da UAlg; Por despacho de 11 de dezembro de 2018, do Vice-reitor, Professor
e) Programas e cargas horárias de unidades curriculares, devidamente
traduzidos, quando a formação tiver sido realizada em instituição de Doutor Saul Neves de Jesus, exarado por delegação de competência do
ensino superior estrangeira. (As traduções são dispensadas para docu- Reitor da Universidade do Algarve, nos termos do n.º 11 do Despacho
mentos em castelhano, francês e inglês); n.º 565/2018, publicado no D.R., n.º 8 de 11 de janeiro foram nomea-
f) Outros documentos julgados pertinentes para a apreciação das dos os seguintes professores para fazerem parte do júri das provas de
candidaturas. agregação no ramo do conhecimento de Ciências do Mar, da Terra e

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