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Santos Juninos - Vida

O documento descreve os santos celebrados no mês de junho, principalmente Santo Antônio, São João e São Pedro. Contém informações biográficas sobre cada um, incluindo datas comemorativas e tradições populares.
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Santos Juninos - Vida

O documento descreve os santos celebrados no mês de junho, principalmente Santo Antônio, São João e São Pedro. Contém informações biográficas sobre cada um, incluindo datas comemorativas e tradições populares.
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Os Santos juninos

Na tradição religiosa popular, no mês de junho, celebramos os santos: Antônio de Pádua (ou de
Lisboa), João Batista, Pedro e Paulo. Embora não tenha tradição junina, mas celebramos no mesmo dia 29,
dia São Paulo. O costume popular de acender fogueiras nesses dias, especialmente na véspera dos dias
festivos, dia 12, dia 23 e dia 28, como também as comidas de milho, canjica, pamonha, milho cozido, milho
assado, faz do mês de junho um mês bastante rico culturalmente. Esses santos são chamados popularmente,
de “os santos juninos”.
Esses três santos católicos, lembram a todos nós que o caminho da santidade envolve a vida e a
cultura dos povos. Ao celebrar a vida deles tomamos consciência de que “trazemos” a sua história para junto
de nós. De fato, quando a Igreja venera ou nos apresenta esses personagens da história, que se destacaram
por uma vida exemplar, de seguimento a Jesus Cristo e de vivência da fé, lembra que esse é o caminho para
todos os batizados e batizadas. E ainda, o caminho da santidade é um caminho de alegria, de vivência do
bom humor.
Antes de assumir sua forma cristã, as festas juninas tiveram origem pagã no hemisfério norte, onde
se festejava, em junho, o solstício de verão, para comemorar o início das colheitas. Com a expansão do
cristianismo, elas foram ganhando novo significado e nova roupagem, tornando-se celebração da festa de
São João, chamada de festa joanina (de João) e, posteriormente, junina (de Junho). Nela, Santo Antônio e
São Pedro passaram a ser também celebrados.
Santo Antônio
- É comemorado no dia 13 de junho.
- Nasceu em 1191, na cidade de Lisboa. Seu nome de batismo era Fernando Martins Bulhões.
- Mudou o nome para Antônio devido à vida religiosa. Essa mudança ocorreu quando estava no Eremitério
de Santo Antão dos Olivais de Coimbra. Foi primeiramente religioso agostiniano e, depois, tornou-se
franciscano. Chegou a conhecer São Francisco de Assis e com ele conviveu por um tempo. São Francisco o
nomeou responsável pela formação dos frades, diante de sua grande capacidade intelectual e seu
conhecimento teológico.
- A igreja de Santo Antônio, localizada em frente a Catedral da Sé de Lisboa, possui uma cripta (ambiente
subterrâneo). O cômodo, chamado de “Quarto de Santo António”, fazia parte da casa dos pais do Santo.
- Na Igreja de Santo Antônio, em Lisboa, foi preservada uma imagem que resistiu ao Terremoto na região, no
ano de 1755.
- É conhecido como Santo Antônio de Pádua, pois viveu a maior parte de sua vida por lá. Além disso, faleceu
e foi sepultado, em Arcella, perto de Pádua, em 13 de junho de 1231. O seu corpo está na igreja de Santa
Maria Mater Domini (também chamada de Basílica de Santo Antônio).
Foi canonizado pelo Papa Gregório IX em tempo recorde, um ano após sua morte, no ano de 1232, e
declarado doutor da Igreja em 1946.
- A língua de Santo Antônio permanece em ótimo estado de conservação e em exposição dentro de um
relicário até a atualidade, em Pádua. A tradição afirma que isso ocorreu devido à sua fama de excelente
pregador do Evangelho.
- No dia 15 de fevereiro é celebrada em Pádua a “festa da língua”, que recorda a data em que a língua de
Santo Antônio foi colocada no relicário.
- Há diversas histórias sobre por que Santo Antônio se tornou o santo casamenteiro, mas uma delas conta que
uma moça que não tinha dinheiro para pagar o dote ajoelhou diante da imagem dele e recebeu o seu auxílio.É
invocado como “santo casamenteiro”, pois segundo a sua biografia, uma moça não dispunha do dote para
casar-se e, confiante, recorreu a Santo Antônio. Das mãos da imagem do Santo teria caído um papel com um
recado a um prestamista (pessoa que empresta dinheiro a juros) da cidade, pedindo-lhe que entregasse à
moça as moedas de prata correspondentes ao peso do papel.O prestamista obedeceu e pôs o papel num dos
pratos da balança, colocando no outros as moedas. Os pratos só se equilibraram quando havia moedas
suficientes para pagar o dote.
- Outra tradição muito difundida é a dos "pães de Santo Antônio", que nasceu a partir do costume do Santo
de dar aos pobres e doentes pães do convento onde morava. Conta-se que os doentes eram curados depois de
comer o pão. Certa vez, no convento onde ele vivia, distribuiu todos os pães para os pobres. Quando o frade
padeiro foi buscá-los para a refeição, levou um grande susto, pois não havia nenhum pão no cesto. Ao contar
o fato para Santo Antônio, este o mandou voltar e verificar se os pães realmente não estavam lá. O frade
ficou surpreso, pois encontrou o cesto cheio de pães.
Santo Antônio: O que o Senhor faz em nós com a nossa cooperação é maior que tudo o que faz sem
nós.
São João
É comemorado no dia 24 de junho
Considerado o último dos profetas, elo entre o antigo e o novo, dele a Liturgia da Igreja afirma: “Ainda no
seio materno, ele exultou com a chegada do Salvador da humanidade e seu nascimento trouxe grande
alegria” (MISSAL ROMANO. Prefácio da Natividade de São João Batista).
Já São João Batista é o primo de Jesus e filho de Isabel e Zacarias, primos de Nossa Senhora. Na Bíblia,
conhecemos João antes mesmo dele nascer, quando Nossa Senhora visitou a sua prima Isabel, que estava
grávida de João. Nasceu na região montanhosa de Judá (Lc 1, 39), perto de Jerusalém, e seu nascimento foi
anunciado a seu pai pelo anjo Gabriel no templo (Lc 1,13).
Em sua vida adulta, João foi quem anunciou a chegada de Jesus. Ele batizava no Rio Jordão, por isso ficou
conhecido como João Batista.
Viveu recluso em um deserto da Judeia e depois começou a pregar as margens do Rio Jordão, batizando
muitas pessoas, quando do início de seu ministério público.
São João Batista, cujo nome João significa ‘Deus dá a graça’, foi o precursor de Jesus. Ele se alegrou com a
chegada do Messias, ainda no ventre de sua mãe, Isabel, quando esta recebeu a visita de Maria em sua casa
(Lc 1,39-43). Ele foi o único profeta a anunciar a chegada do Messias e a mostrá-lo no meio do povo. Ele
batizou no Rio Jordão o próprio autor do batismo. Foi ele quem apontou Jesus, proclamando-o Cordeiro de
Deus, que tira o pecado do mundo (Jo 1,29). No dia 24 de junho, celebramos seu nascimento. Ele é o único
dos Santos que tem o dia do nascimento e o dia da morte celebrados, pois os demais santos têm apenas o dia
da morte rememorado.
Foi canonizado pelo próprio Jesus, ainda em vida, sendo chamado de “maior dentre os homens nascidos de
mulher” (Mt 11,11). Morreu entre os anos 30 ou 32, decapitado pelo Rei Herodes.
É de longe o santo mais conhecido e reverenciado neste mês. No Brasil, seu culto é bastante difundido na
região Nordeste, sendo dia 24 de junho feriado regional. A fama do santo no mês de junho é tão grande, que
em alguns lugares a festa é conhecida como joanina, em referência a São João.
Outro exemplo da fama do santo são as fogueiras, típicas da festa, a tradição foi trazida do continente
europeu e representava o aviso a Maria do nascimento de João, filho de sua prima Isabel.
Os fogos de artifício, por sua vez, representam para alguns o despertar de João. Em Portugal, o uso das
bombas e rojões serve para espantar os maus espíritos. É invocado como padroeiro dos casados e dos
doentes.
São João Batista: No dia seguinte, João viu Jesus aproximando-se e disse: "Vejam! É o Cordeiro de
Deus, que tira o pecado do mundo!

São Pedro
Sua festa é celebrada em 29 de junho.
São Pedro, que tinha como primeiro nome Simão, era natural de Betsaida, irmão do Apóstolo André. Era
pescador, foi o primeiro apóstolo(Lc 6,14). Ele foi chamado por Jesus, deixando o seu barco na praia para
acompanhá-lo. Foi São Pedro que professou a fé em Jesus Cristo quando disse: “Tu és o Messias, o filho do
Deus vivo”.
Considerado Príncipe dos Apóstolos, foi o primeiro Papa, reinando por 37 anos, o papado mais longo da
história, e junto com São Paulo, fundou a Santa Sé de Roma, atual sede da Igreja. Nasceu possivelmente no
final do I século a.C. na região de Betsaida, na Palestina. Seu nome original era Simão, sendo modificado
depois por Jesus (Jo 1,42), para indicar que ele seria a “pedra” sobre a qual Jesus instituiria a sua Igreja (Mt
16,18).
Antes de ser discípulo de Jesus, exercia a função de pescador, possivelmente nas proximidades do Mar da
Galileia. E é exercendo sua função que o apóstolo conhece Jesus, que o convida a “avançar para as águas
mais profundas” e ser “pescador de homens” (Lc 5,1-11).
Depois da morte de Jesus, foi preso em Jerusalém, mas após ser libertado milagrosamente, foi para Roma,
local onde presidiu a comunidade dos apóstolos e toda a Igreja até ser expulso pelo imperador Cláudio,
voltando assim a Jerusalém, onde ocorreu o primeiro Concílio da história da Igreja.
Dezessete anos depois, Pedro vai à Antioquia para depois voltar a Roma, local em que seria martirizado no
Circo de Nero Pedro foi morto e crucificado de cabeça para baixo, local onde atualmente encontra-se a Praça
de São Pedro, no ano de 64 d.C. a mando do imperador Nero. Suas relíquias ósseas encontram-se três
andares abaixo do altar mor da Basílica de São Pedro, no Vaticano, e são visitadas anualmente por milhares
de devotos.
Recebe especial veneração pelos nordestinos, que confiam a ele suas chuvas. Segundo a tradição, é
obrigação dos viúvos e das viúvas acender uma fogueira na porta de casa durante a noite do dia 29.
O dia de São Pedro também representa o fim do principal período festivo dos municípios do interior do
Nordeste. Em alguns locais é conhecido como “chaveiro dos céus”. É padroeiro dos viúvos, dos pescadores e
do Papa.
São Paulo
Sua festa é celebrada em 29 de junho.
Paulo, cujo nome antes da conversão era Saulo ou Saul, era natural de Tarso. Recebeu educação esmerada
“aos pés de Gamaliel”, um dos grandes mestres da Lei na época. Tornou-se fariseu zeloso, a ponto de
perseguir e aprisionar os cristãos, sendo responsável pela morte de muitos deles.
Incansável comunicador do Evangelho, mártir convertido ao cristianismo e apóstolo dos gentios, São Paulo é
o autor do primeiro texto do Segundo Testamento, a Primeira Carta aos Tessalonicenses, e um apaixonado
por Jesus Cristo. Uma de suas frases mais conhecidas testemunha a vida de conversão e entrega ao anúncio
do Evangelho: “Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé” (2Tm 4,6-7).
Nascido nos primeiros anos da Era Cristã, em Tarso, na Cilícia, onde hoje é a Turquia, Paulo foi educado em
duas culturas (grega e judaica); falava a língua grega e a aramaica, e em Jerusalém recebeu formação nas
Sagradas Escrituras e nos métodos da tradição dos rabinos, tornando-se fervoroso defensor da lei antiga. Até
sua conversão, em 32 d.C., era chamado de Saulo e trabalhava para o Império Romano, perseguindo os
cristãos, tendo como ofício a fabricação de tendas.
O relato de sua conversão é narrado no capítulo 9 dos Atos dos Apóstolos. Paulo havia presenciado a morte
de Estêvão, que morreu apedrejado defendendo a fé cristã. Depois disso, passou a perseguir ainda mais os
seguidores de Jesus. Durante uma viagem a Damasco atrás de seguidores do cristianismo, teve uma visão, na
qual fez a experiência com Jesus Cristo, que, em espírito, lhe perguntava: “Saulo, Saulo, por que me
persegues?”. Ficou cego imediatamente e foi levado para a cidade, onde, dias depois, um discípulo de Jesus,
chamado Ananias, foi enviado por Deus para curá-lo. A partir de então, ele se tornaria o Apóstolo dos
Gentios, ou seja, aquele enviado para disseminar o Evangelho para o povo não judeu.
Paulo fez muito pela difusão do cristianismo, realizando três grandes expedições missionárias que tiveram a
duração de 25 anos.
Suas epístolas destacam o tratamento que o apóstolo tinha para com seus amigos e companheiros de missão,
o discurso sobre fé, esperança e caridade e o caminho que percorreu pregando o cristianismo e convertendo
os pagãos. Preso várias vezes, resistiu a torturas, injúrias e apedrejamentos, realizando conversões até nas
celas onde ficava.
No ano de 67, quando estava preso em Roma, foi condenado pelo imperador Nero por seguir uma religião
ilegal e morto por decapitação, já que era cidadão romano e, por isso, não lhe era permitido ser crucificado.
Converteu-se à fé cristã no caminho de Damasco, quando o próprio Senhor Ressuscitado lhe apareceu e o
chamou para o apostolado. Recebeu o batismo do Espírito Santo e preparou-se para o ministério.
Tornou-se um grande missionário e doutrinador, fundando muitas comunidades. De perseguidor passou a
perseguido, sofreu muito pela fé e foi coroado com o martírio, sofrendo morte por decapitação. Escreveu
treze Epístolas e ficou conhecido como o “Apóstolo dos gentios”.
São Pedro e São Paulo: São Pedro primeiro papa, São Paulo perseguidor e posteriormente grande
anunciador da palavra de Deus.

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