UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
CURSO DE AGRONOMIA
Produtividade da mandioca em resposta ao espaçamento e adubação
de cobertura potássica no Brejo Paraibano
RODRIGO MARINHO DA COSTA
Areia-PB
Novembro de 2018
Produtividade da mandioca em resposta ao espaçamento e adubação
de cobertura potássica no Brejo Paraibano
RODRIGO MARINHO DA COSTA
Trabalho de Conclusão de Curso
apresentado à Universidade Federal da
Paraíba, Centro de Ciências Agrárias,
Campus II, como parte das exigências
para obtenção do título de Engenheiro
Agrônomo.
Orientador: Prof. Dr. Fabio Mielezrski
Areia-PB
Novembro de 2018
Catalogação na publicação
Seção de Catalogação e Classificação
C838p Costa, Rodrigo Marinho da.
Produtividade da mandioca em resposta ao
espaçamento e
adubação de cobertura potássica no Brejo Paraibano /
Rodrigo Marinho da Costa. - Areia, 2018.
33 f. : il.
Orientação: Fabio Mielezrski.
Monografia (Graduação) - UFPB/CCA
1. Cultivo. 2. Manejo nutricional. 3. Manihot
esculenta. I. Mielezrski, Fabio. II. Título.
UFPB/CCA-AREIA
RODRIGO MARINHO DA COSTA
Produtividade da mandioca em resposta ao espaçamento e adubação
de cobertura potássica no Brejo Paraibano
Aprovado em _____ de ________________ de 2018
BANCA EXAMINADORA
________________________________________________
Prof. Dr. Fabio Mielezrski
(Orientador)
________________________________________________
Eng. Agrônomo Kennedy Santos Gonzaga
(1º Examinador)
________________________________________________
Eng. Agrônomo Eduardo Vieira Rodrigues
(2º Examinador)
EPÍGRAFE
“Diz-se que, antes de um rio entrar no mar, ele treme de medo. Olha
para trás, para toda jornada que percorreu, para os cumes, as
montanhas, para o longo caminho sinuoso que trilhou através de
florestas e povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto, que
entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não
há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar.
Voltar é impossível na existência. O rio precisa se arriscar e entrar
no oceano. E somente quando ele entra no oceano é que o medo
desaparece, porque apenas então o rio saberá que não se trata de
desaparecer no oceano, mas de tornar-se oceano.”
(Osho)
DEDICATÓRIA
Aos meus pais, que são a base para todas as minhas conquistas.
A meu irmão, companheiro de toda vida.
Dedico
AGRADECIMENTOS
Aos meus pais Adauto Avelino Costa Filho e Francisca Maria da Silva Costa, e a meu
irmão Rodolfo Marinho da Costa que sempre me acompanharam, me incentivaram, me
aconselharam e me amaram. E que por todos esses anos foram exemplo de
simplicidade, caráter, de conduta e honestidade;
Ao meu orientador Fábio Mielezrski, que me acolheu e depositou grande confiança
apesar de todas as dificuldades e com isso deu inicio a uma nova fase na minha
graduação contribuindo para o meu desenvolvimento;
Aos meus avós paternos Adauto Avelino e Genilda Amorim, os quais contribuíram e
contribuem para minha educação, que me deram diversas oportunidades de
conhecimento e me tornaram um homem mais sábio e generoso.
Aos meus avós maternos Waldemar Marinho (in memoriam) e Maria Salomé (in
memoriam), meu Avô ex-combatente da segunda guerra mundial, a qual me orgulha
muito e minha Avó, eterna protetora da nossa família, contribuíram muito na minha
personalidade.
Aos que de algum modo contribuíram com esta pesquisa, em especial para Matheus
Borba, Eduardo Vieira, Sidney Saymon, Kadson José Normand, Rielder Rolin, Rodolfo
Felix, Renan Nogueira, Rayan Reges que não se opuseram em contribuir para a
realização desta pesquisa;
Aos amigos que tive o prazer de conhecer e pretendo levar por toda vida, em especial
para: José Marcelino, Neto Roque, Raphael Gomes, Matheus Borba, José Carlos,
Rodolfo Felix, José Normad, Murilo Xavier, Kennedy Gonzaga, Rayan Reges, Geovane
Melo, José Carlos, Igor Oliveira, Iego Borges, Sidney Saymon, Eduardo Vieira, Alisson
Velozo os quais tive a imensa alegria de compartilhar momentos inesquecíveis;
Aos amigos e parceiros UBER, em especial Para: Wagner Morais, Victor do vale,
Edson jr, Rodolfo Marinho, Ivan Medeiros, Fabio Lima, Danylo Patresi, Fagner Marcio,
os quais contribuíram para o meu crescimento pessoal e do grupo;
Minha eterna gratidão.
SUMÁRIO
RESUMO ................................................................................................................................... 10
ABSTRACT .................................................................................. Erro! Indicador não definido.i
1. INTRODUÇÃO ..........................................................................Erro! Indicador não definido.
2. REVISÃO DE LITERATURA ..................................................Erro! Indicador não definido.
2.1 Cultura da Mandioca ........................................................ Erro! Indicador não definido.
2.2 Fenologia.......................................................................... Erro! Indicador não definido.
2.3 Espaçamento ..................................................................................................................... 4
2.4 Manejo da Adubação Potássica na Mandioca ................................................................... 5
3. MATERIAL E MÉTODOS ................................................................................................... 7
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO............................................................................................ 9
5. CONCLUSÃO ....................................................................................................................... 12
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................... 14
LISTA DE TABELAS
Tabela 1. Descrição dos tratamentos de acordo com os espaçamentos e adubação de
cobertura de potássio. ................................................................................................................... 7
Tabela 2. Características químicas do solo, na camada de 0 a 20 cm antes da
instalação do experimento ........................................................................................................... 8
Tabela 3. Características químicas do solo, na camada de 0 a 20 cm antes da
adubação potássica de cobertura.................................................................................................. 9
COSTA, M. R. Produtividade da mandioca em resposta ao espaçamento e
adubação potássica de cobertura no Brejo Paraibano. 33p. Monografia (Graduação
em Agronomia) – Universidade Federal da Paraíba, Areia, 2018.
RESUMO
A mandioca (Manihot esculenta Crantz) é uma cultura de grande importância no Brasil,
principalmente por fazer parte da base da alimentação de boa parte da população
nacional. Assim, estudos sobre as combinações da distribuição espacial de plantas com
o manejo nutricional adequado, tornam-se essenciais para a obtenção de bons resultados
agronômicos para essa cultura. Nesse contexto, o presente trabalho objetivou analisar o
desempenho produtivo da mandioca sob diferentes espaçamentos e a presença e
ausência de adubação potássica de cobertura. O experimento foi conduzido na Fazenda
Experimental Chã do Jardim, pertencente a Universidade Federal da Paraíba e
localizada no município de Areia, Paraíba. Utilizou-se a variedade SRT 1105 roxinha,
sendo empregado delineamento de blocos ao acaso, com fatorial 3 x 2 (três
espaçamentos com e sem adubação potássica em cobertura) em quatro repetições. As
avaliações do desenvolvimento vegetativo da cultura foram feitas no momento da
colheita utilizando-se 5 plantas da área útil da parcela para a mensuração da altura de
planta (cm) e diâmetro do caule (cm). Para as raízes foram analisados o comprimento
(cm), diâmetro (cm), peso individual (Kg) e a produtividade (t ha-1). Os dados foram
submetidos a análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey a 5% de
probabilidade através do programa estatístico Sisvar. Observou-se efeito significativo a
5%, pelo Teste F, do espaçamento sob a altura de plantas (AP). Para a interação
espaçamento versus Potássio, encontrou-se efeito significativo a 5% também para a
altura de plantas (AP). Para as demais variáveis não se observou efeito significativo de
nenhuma das fontes de variação. A aplicação de Potássio aos 180 dias e os
espaçamentos de 0,7;10 e 1,3m não promoveram incremento de produtividade para a
Variedade Roxinha, assim como não influenciaram as outras variáveis analisadas.
Palavras-chave: Cultivo; Manejo nutricional; Manihot esculenta.
COSTA, M. R. Productivity of cassava in response to the spacing and fertilization
of potassium cover in Brejo Paraibano. 33p. Monography (Undergraduate in
Agronomy) – Paraiba Federal University, Areia, 2018.
Advisor: Dr. Fabio Mielezrski.
ABSTRACT
Manihot (Manihot esculenta Crantz) is a crop of great importance in Brazil, mainly
because it is part of the food base of a large part of the national population. Thus,
studies on the combinations of the spatial distribution of plants with the appropriate
nutritional management, are essential to obtain good agronomic results for this crop. In
this context, the present work aimed to analyze the productive performance of cassava
under different spacings and the presence and absence of potash fertilization. The
experiment was conducted at the Chã do Jardim Experimental Farm, belonging to the
Federal University of Paraíba and located in the city of Areia, Paraíba. The variety SRT
1105 roxinha was used, using a randomized block design, with a factorial 3 x 2 (three
spacings with and without potassium fertilization in the cover) in four replications.
Evaluations of the vegetative development of the crop were made at the time of harvest
using 5 plants of the plot area for the measurement of plant height (cm) and stem
diameter (cm). For the roots the length (cm), diameter (cm), individual weight (kg) and
yield (t.ha-1) were analyzed. The data were submitted to analysis of variance and the
means were compared by the Tukey test at 5% probability using the statistical program
Sisvar. Significant effect was observed at 5%, by Test F, of spacing under plant height
(AP). For the spacing versus potash interaction, a significant effect was also observed at
5% for plant height (AP). For the other variables, no significant effect of any of the
sources of variation was observed. The application of Potassium at 180 days did not
promote productivity increase for the Roxinha Variety, nor did it influence the other
variables analyzed.
Keywords: Cultivation; Nutritional management; Manihot esculenta.
1. INTRODUÇÃO
A espécie Manihot esculenta CRANTZ, conhecida popularmente como
mandioca, macaxeira ou aipim é pertencente à família Euphorbiaceae e tem sua origem
no continente americano, sendo bem distribuída nas regiões tropicais do mundo. A
maioria dos cultivos está concentrada no seguimento dos pequenos produtores, que se
caracterizam pelo uso de poucos insumos no manejo da cultura. Constitui-se de uma
excelente base nutricional para produtores e consumidores, por apresentar raízes ricas
em carboidratos, proteínas e fibras (ROCA et al.,1991; ALBUQUERQUE et al., 1993;
JUNIOR et al., 2017).
A produção mundial de mandioca correspondeu a 270,3 milhões de tonelada no
ano de 2014, permanecendo a Nigéria com a maior produção de 54,8 milhões de
toneladas. O Brasil situa-se na quarta colocação na produção mundial, com 23,3
milhões de toneladas, em área plantada de 1,38 milhões de hectares e produtividade
média de 17 t ha-1. O Estado do Pará é o maior produtor brasileiro, com safra estimada
de 5,2 milhões de toneladas seguida do Paraná com 2,8 milhões de toneladas e Bahia
com 1,8 milhões de toneladas. No Estado da Paraíba, a cultura adquire caráter comercial
nas grandes cidades, no entanto, no sertão é considerada uma cultura-chave na base da
agricultura familiar (RODRIGUEZ et al., 2002; IBGE, 2017; CONAB, 2017).
O cultivo solteiro, assim como no consorciado, as plantas devem ser arranjadas
de forma que a distribuição espacial seja a mais favorável possível. Com o acréscimo na
densidade de plantas e redução do espaçamento entre linhas de plantio, é possível
otimizar a eficiência da interceptação de luz pelo aumento do índice foliar mesmo nos
estádios fenológicos iniciais, melhorando o aproveitamento de água e nutrientes,
reduzindo a competição intra e interespecífica, aumentando a matéria seca e a produção
de raiz (BIANCHI et al., 2010; COX e CHERNEY, 2011).
De maneira correta, a adubação leva em consideração aspectos como a fonte,
doses e épocas de aplicação, assim como as exigências da cultura. No entanto, tomando-
se como base a utilização do potássio (K+) na agricultura, suas perdas por lixiviação e
efeitos da salinização nos solos, deve-se considerar o manejo mais adequado,
principalmente nos solos tropicais (NIEBES et al., 1993; YAMADA e ROBERTS,
2005).
Estudos mostram que o K+ é o segundo macronutriente mais requerido pelas plantas,
como ocorre na maioria das espécies olerícolas. Este nutriente é vital para a
fotossíntese, porém, quando em deficiência no vegetal, provoca redução da taxa
fotossintética e aumento na respiração, resultando na diminuição da síntese,
translocação e acúmulo de carboidratos, assim como o uso eficiente da água pela planta
(MARSCHNER,1995; FILGUEIRA, 2005; NOVAIS et al., 2007).
Assim, estes manejos adequados de adubação, disponibilizando a quantidade
nutricional exigida pela cultura nas fases que mais necessitam, torna importante
estratégia para o desenvolvimento de uma agricultura mais produtiva e sustentável
(FAGERIA e BALIGAR, 2005).
Diante do exposto o objetivo deste trabalho foi estudar as combinações do
espaçamento das plantas no dossel com manejo nutricional buscando maximizar a
produtividade econômica da cultivar.
2. REVISÃO DE LITERATURA
2.1. CULTURA DA MANDIOCA
A mandioca (Manihot esculenta Crantz) é uma planta dicotiledônea da família
Euphorbiaceae, e dentro do gênero Manihot forma a única espécie cultivada
(CARVALHO e GUERRA, 2002). Sua origem é da América do sul, resultado da
hibridação entre duas espécies selvagens nativas da Amazônia (LÉOTARD et al., 2009;
ALLEM et al., 2001).
A mandioca é cultivada em todas as regiões brasileiras nas mais diferentes
condições edafo-climáticas. Apresenta uma grande importância socioeconômica devido
às suas raízes tuberosas e feculentas, ricas em amido, tornando-a a principal fonte de
carboidratos e de subsistência para populações de países tropicais (SOUZA et al., 2006;
SRIROTH et al., 2010).
A raiz da cultura pode ser comercializada in natura, denominada de mandioca de
mesa, e para a indústria, como matéria-prima para alimentos embutidos, embalagens,
colas, mineração, têxtil, produtos farmacêuticos e especialmente na produção de farinha
e fécula que, junto com seus produtos derivados, tem uso essencialmente alimentar e
têm grande competitividade no mercado para alimentação humana (CARDOSO, 2003;
CEPLAC, 2012).
A mandioca também pode ser utilizada na alimentação animal, onde as folhas e
ramos são produtos para a formação de silagem e feno, ou, podendo ainda ser fornecidas
frescas. Devido ao grande conteúdo de amido presente em suas raízes, a mandioca pode
ainda ser usada para a produção de biocombustível (CARDOSO e GAMEIRO, 2006;
FUKUDA e OTSUBO, 2018).
De acordo com dados da Foodand Agriculture Organization (FAO), em 2014, a
produção mundial de mandioca foi aproximadamente 270 milhões e 300 mil toneladas
ocupando uma área de 17 milhões e 200 mil hectares, sendo que no Brasil, a produção
em 2017 foi de aproximadamente 20 milhões e 606 mil toneladas numa área de 1
milhão e 407 mil hectares. Este montante de produção faz com que o Brasil seja um dos
principais produtores mundiais da cultura, perdendo em termos de produção apenas para
a Nigéria e Tailândia. No campo nacional, o estado do Pará detém a maior produção
(ton/ha) (20,6%) de mandioca, seguido do Paraná (14,8%), Bahia (10,1%), Maranhão
(6,4%) e São Paulo (5,5%). O estado da Paraíba participa com 146.141 mil toneladas
(0,7%) (IBGE, 2017).
Visando a produção de raízes tuberosas, o cultivo da mandioca normalmente não
se prolonga por mais de dois anos, porém a planta é considerada perene, podendo atingir
até 5 metros (ALVES, 2006). Por ser bem adaptada e rustica, a mandioca se desenvolve
bem em condições avessas, a mesma apresenta um ciclo longo, baixa exigência
nutricional e de manejo, uso eficiente da água, sistema radicular profundo e período de
repouso vegetativo em situação de estresse (SOUZA et al., 2006; PERPÉTUO, 2006).
De acordo com as características citadas acima, a forma de cultivo da mandioca
é relativamente fácil e se concentra normalmente no seguimento de pequenos
produtores com baixo uso de insumos e em solos degradados. No entanto, a falta de
aporte tecnológico é uma das causas do baixo potencial produtivo, e da qualidade do
produto na cultura da mandioca principalmente na região Nordeste (CARVALHO et al.,
2007; PEREIRA et al., 2012).
2.2 FENOLOGIA
A mandioca possui cinco fases fisiológicas de desenvolvimento. A primeira fase
consiste na brotação das manivas plantadas, e ocorre geralmente com sete dias após o
plantio, com condições favoráveis. Nesta fase também ocorre o aparecimento das
primeiras raízes. A segunda fase é a da formação do sistema radicular e a transformação
das raízes adventícias em raízes fibrosas, parte dessas raízes irão se transformar em
raízes de armazenamento, esta fase tem duração em média de 75 dias. A terceira fase se
da pelo desenvolvimento da parte aérea da espécie, onde cada cultivar expressa suas
próprias características, esta fase dura entre 80 a 90 dias. Na quarta fase há o
engrossamento das raízes de reserva, pois neste momento acontece uma elevada
translocação de substâncias de reserva até as raízes, e uma divisão dos fotoassimilados
entre folhas e raízes. Finalmente, na quinta fase a planta entra em dormência e finaliza
sua atividade vegetativa, nesta fase há a perda natural de folhas e a migração de amido
para as raízes de armazenamento. A mandioca tem o término do seu ciclo em 12 meses,
podendo retomar o crescimento vegetativo logo após esse tempo (TERNES, 2002;
ALVES, 2006).
2.3 ESPAÇAMENTO
Entre as técnicas associadas às práticas culturais, o espaçamento entre plantas é
um método simples e fundamental para o incremento da produtividade das culturas. Um
correto manejo populacional na área proporciona que a cultura trabalhada expresse seu
máximo potencial, com o melhor aproveitamento dos fatores edafoclimáticos e menor
competição entre plantas por elementos essenciais como água, luz e nutrientes (ENYI,
1973; AGUIAR, 2003; SALES, 2011).
A densidade populacional de uma cultura normalmente é caracterizada por meio
do espaçamento recomendado, no caso da cultura da mandioca, pelo número de manivas
plantadas por unidade de área (DINIZ, 2000).
A mandioca tem sido cultivada em diferentes arranjos de plantas, de acordo com
Mattos e Gomes (2000), os espaçamentos recomendados são de 1,0 m x 0,50 e 1,0 m x
0,60 para fileiras simples e 2,00 m x 0,50 x 0,50 para fileiras duplas. Quando o produto
de interesse é a parte aérea recomenda-se o adensamento, empregando-se 1,00 x 0,40 ou
0,80 x 0,40 m. Para Lorenzi e Dias (1993), o espaçamento pode oscilar de 1,2 m x 0,8 m
a 0,8 m x 0,5 m. As populações ideais para a cultura ficam em torno de 10.000 a 25.000
plantas ha-1 aproximadamente (MATTOS et al., 1973; AGUIAR, 2003).
Devido à importância do espaçamento e da densidade de plantio, vários estudos
têm sido conduzidos com a cultura da mandioca. Enyi (1973) constatou maior
produtividade com o adensamento da cultura. Conceição e Sampaio (1979) não
observaram diferenças significativas com os espaçamentos entre plantas de 0,5 m, 0,6 m
e 0,7 m utilizados em seu estudo. O espaçamento de 1,0 m entre as linhas proporcionou
maiores produções de raízes frescas (TAKAHASHI, 1998). Távora et al. (1982)
obtiveram em seu estudo a máxima produtividade de raízes com 15.000 plantas ha-1.
Para Rojas et al. (2007) o espaçamento de 2,0 x 0,8 m permitiu obter o mais alto
desempenho de raízes comerciais. A densidade de plantio de 13.594 plantas ha-1
utilizada no estudo foi a ideal para o rendimento de raízes comerciais (SILVA, 2013).
A escolha do arranjo de plantas mais adequado à cultura vai depender de fatores
como a variedade escolhida e seu tipo de crescimento, a qualidade do solo e a finalidade
do plantio (ENYI, 1973; COCK et al., 1977). A densidade de plantio tem influência nas
características e componentes de produção da cultura da mandioca, como a altura da
planta, diâmetro do caule e dossel, número de folhas e produtividade (ROJAS et al.,
2007).
Segundo Cock et al. (1977) acima da população ótima, ou seja, a que
proporciona a maior produtividade, o tamanho das raízes tendem a diminuir. Para
Oliveira (1995) a densidade populacional interfere no comprimento das raízes, quanto
menos denso o plantio, mais raízes curtas serão produzidas.
Em solos de baixa qualidade nutricional, as plantas de mandioca apresentam
baixo desenvolvimento vegetativo e tamanho reduzido das raízes tuberosas, sendo
viável o aumento da população para o incremento da produtividade. No entanto, em
solos de boa qualidade, as plantas convergem para um alto desenvolvimento,
permitindo-se o uso de espaçamentos mais amplos no campo (TORO e ATLEE, 1984).
2.4 MANEJO DA ADUBAÇÃO POTÁSSICA NA MANDIOCA
Devido às suas características rústicas, e o baixo aporte tecnológico utilizado em
seu cultivo, a cultura da mandioca normalmente apresenta uma baixa produtividade. De
acordo com o IBGE (2017), o Brasil datou uma produtividade de menos de 15t ha -1, e a
região nordeste menos de 10t ha-1. Para Nguyen et al. (2002) disponibilizar
adequadamente os nutrientes necessários para as plantas, pode promover o aumento da
produtividade e da qualidade das raízes.
Os elementos considerados como essenciais são aqueles indispensáveis para o
completo desenvolvimento e reprodução da maioria das plantas. Eles podem ser
classificados em elementos orgânicos (carbono, hidrogênio e oxigênio) e elementos
minerais, nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e enxofre, designados como
macronutrientes e boro, cloro, cobre, ferro, manganês, molibdênio, zinco e níquel,
designados de micronutrientes (MALAVOLTA, 2006; KIRKBY, 2012). Uma vez
insuficientes ou em demasia, podem interferir na produção de compostos orgânicos
secundários, promovendo distúrbios metabólicos nos vegetais (FREITAS et al., 2011;
De acordo com Malavolta (1980) o potássio é o segundo nutriente mais
demandado pelos vegetais, ficando atrás somente do nitrogênio. Apesar de não
participar de nenhum constituinte orgânico, e, consequentemente, não ter função
estrutural, o elemento K, é bastante exigido pelos vegetais que produzem amido, açúcar
e fibras (EPSTEIN e BLOOM, 2006).
As principais funções do potássio nas plantas são a ativação enzimática, pois,
mais de 50 enzimas dependem do K para atuarem normalmente; ativação da catálise
biológica (enzima que desencadeia o metabolismo do nitrogênio e a síntese de
proteínas); osmorregulação (expansão celular e abertura e fechamento dos estômatos) e
promoção da síntese do açúcar e seu armazenamento nos tecidos (MARCHNER, 1986;
MALAVOLTA e CROCOMO, 1982; FIGUEIREDO, 2008; NASCIMENTO et al.,
2008).
O potássio, depois do fósforo, é o nutriente mais consumido como adubo pela
agricultura brasileira (MALAVOLTA, 1976; MALAVOLTA, 1980). Sua principal
forma nos solos é a mineral, e está disponível às plantas dependentemente de reservas
do solo (minerais primários e secundários), e uso de fertilizantes, uma vez que, os solos
brasileiros são bastante intemperizados e de baixa CTC, favorecendo a lixiviação deste
nutriente para longe da zona pilífera das plantas (PRAJAPATI e MODI, 2012; SOUSA,
2014).
É na forma de cátion trocável (K+) e na solução do solo que o potássio se
encontra disponível às plantas no solo, movimentando-se por meio da água, por curtas
distâncias (LOPES, 1998).
A ausência deste mineral acarreta redução de assimilação de CO 2,
funcionamento irregular dos estômatos e diminuição da taxa fotossintética (CECÍLIO e
GRANGEIRO, 2004). Devido a grande mobilidade do elemento nas plantas, sua
deficiência é observada inicialmente nas folhas velhas, tendo como sintomas a
diminuição da planta e da área foliar, e o surgimento da clorose, seguida da necrose nas
pontas e margens das folhas (EPSTEIN e BLOOM, 2006; LEBOTA, 2009).
Vários estudos têm avaliado a exigência nutricional da mandioca por potássio.
Sousa (2014) concluiu que a ausência de K afetou a produtividade e a qualidade das
raízes da cultura da mandioca e que o uso de fontes de potássio em doses crescentes
favoreceu o aumento de amido e consequentemente a produtividade de raízes
comerciais, dados semelhantes foram vistos por Uchôa et al. (2014) e por Gonçalves
(2018). Segundo Rós (2012) a adubação de K em solos com teores acima de 120 mg de
K kg-1 de solo não proporcionou aumento na produtividade de raízes.
A cultura da mandioca responde de diferentes formas em função da adubação
com potássio, tendo como principais fatores as condições de cultivo e cultivar
trabalhada, onde a quantidade de aplicação de K possui bastante variação, valores entre
40 e 160 kg ha-1 de K2O (TAKAHASHI, 1999; LORENZI, 2002; SOUZA, 2003).
3. MATERIAL E MÉTODOS
O presente trabalho foi realizado na área experimental “chã de jardim”,
pertencente ao Centro de Ciências Agrarias (CCA), da Universidade Federal da Paraíba
(UFPB), em Areia-PB, em condições de campo com predominância de Latossolo
vermelho amarelo. A região é caracterizada como microclima, e de acordo com a
classificação climática de Köppen-Geiger, corresponde ao tipo As’, quente e úmido,
com chuvas de outono e inverno, onde a precipitação anual varia de 1400 a 1600 mm, e
estiagem em torno de cinco meses (PEEL et al., 2007).
A cultivar utilizada no experimento correspondeu a SRT 1105 roxinha, onde foi
coletada aos 12 meses após o plantio, utilizando-se manivas-semente do terço médio das
hastes de mandioca, cortadas com o auxílio de uma serra para permitir um corte
alinhado e de qualidade, descartando-se as partes vegetativas que apresentaram danos.
Foi utilizado o delineamento de blocos ao acaso, com fatorial 3 x 2 (três espaçamentos
com e sem adubação potássica em cobertura) em quatro blocos (Tabela 1).
Tabela1. Descrição dos tratamentos de acordo com os espaçamentos e adubação de
cobertura de potássio.
Tratamentos Espaçamentos (metros) Potássio (40kg.ha-1)
T1 0,7 x 0,8 com aplicação
T2 1,0 x 0,65 com aplicação
T3 1,3 x 0,5 com aplicação
T4 0,7 x 0,8 sem aplicação
T5 1,0 x 0,65 sem aplicação
T6 1,3 x 0,5 sem aplicação
A área de plantio foi preparada por meio de aração e gradagem niveladora, com
o intuito de facilitar o desenvolvimento radicular da cultura. As parcelas foram
compostas por 4 fileiras de 5 metros para os tratamentos, correspondendo a uma média
de 15 mil plantas ha-1, variando espaçamento entre linhas e entre plantas. As manivas
tinham entre 15 e 20 cm de comprimento e foram dispostas horizontalmente em sulcos
com 10 cm de profundidade, plantas no dia 4 de maio de 2017. Aos 20 dias após o
plantio (DAP), foi efetuada capina manual e repetida sempre que necessário, para o
máximo controle das plantas daninhas da área. Antes do plantio foram realizadas
coletas e análise química do solo na camada de 0-20 cm (Tabela 2).
Tabela 2. Características químicas do solo, na camada de 0 a 20 cm antes da
instalação do experimento. Areia-PB, 2017.
pH P K+ Na+ H++Al+3 Al+3 Ca+2 Mg+2 SB CTC M.O
------------------------------- cmolc/dm³ -----------------------
1:2,5 - mg/dm³ - g/kg
-------------
4,8 2,40 28,40 0,05 5,49 0,10 0,81 0,30 1,23 6,72 36,72
Foi feito uma calagem aplicando 2000 kg.ha-1 de calcário dolomítico para
elevar o pH de 4,8 que apresentou acidez elevada para a cultura, segundo o livro de
recomendação do estado de Minas Gerais. A adubação mineral de NPK foi realizada
seguindo o livro de recomendação de adubação do estado de Pernambuco (SILVA, et
al., 1998), com as fontes Ureia (45% de N), Cloreto de potássio (60% de K2O) e
Superfosfato Simples (18% de P2O5) e as dosagens respectivas para as fontes citadas
foram de 46 kg.há-1; 66 kg.ha-1 e 455 kg.há-1 para uma população média de 15 mil
plantas.há-1, buscando atingir os níveis satisfatórios iniciais para cultura
Aos 180 dias após o plantio, fase na qual é destacada por iniciar a intensa
translocação de fotoassimilados das folhas para as raízes (ALVES, et al., 1990), foi
realizado uma nova coleta e analise do solo, a fim de identificar os níveis nutricionais
ali presente para testar a adubação potássica de cobertura, aplicando novamente a
fonte de cloreto de potássio na dose de 66 kg.ha-1 ,disponibilizando 40 Kg.ha-1 de K2O
nos tratamentos T1, T2 e T3, buscando obter resultados maiores no rendimento
produtivo da cultivar, . (Tabela 3).
Tabela 3. Características químicas do solo, na camada de 0 a 20 cm antes da
adubação potássica de cobertura. Areia-PB, 2017.
H++Al+ Mg+
pH P K+ Na+ 3 Al+3 Ca+2 2 SB CTC M.O
------------------------------- cmolc/dm³ -----------------------
1:2,5 - mg/dm³ - g/kg
-------------
10,8
6,2 1,10 37,06 0,05 4,69 0,00 3,98 2,01 6,14 37,85
2
As avaliações do desenvolvimento vegetativo da cultura foram feitas no momento
da colheita em 5 plantas da área útil da parcela (que foram consideradas das duas linhas
centrais de cada parcela), obtendo-se resultados médios na área útil, sendo os
parâmetros avaliados: altura de planta (cm) utilizando uma trena medindo-se da base
da planta até o meristema apical e diâmetro do caule (cm) utilizando um paquímetro a
2 cm da base do caule. Após foi realizada a colheita e avaliados comprimento (cm),
diâmetro (cm), peso individual (Kg) e a produtividade em Kg.ha-1 de cada tratamento.
Os dados foram submetidos a uma análise de variância e as médias comparadas
pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade, através do programa estatístico Sisvar.
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Na Tabela 1 estão apresentados os resumos da análise de variância para as
características avaliadas, assim como os seus respectivos coeficientes de variação.
Observou-se efeito significativo a 5% de probabilidade, pelo Teste F, do espaçamento
sob a altura de plantas (AP). Para a interação espaçamento versus Potássio, encontrou-se
efeito significativo a 5% também para a altura de plantas (AP). Para as demais variáveis
não se observou efeito significativo de nenhuma das fontes de variação.
Tabela 1. Resumo das análises de variâncias, referentes aos dados de Diâmetro de Raiz (DR),
Comprimento de Raiz (CR), Produtividade de Raiz (PR), Diâmetro de Caule (DC) e
Altura de Plantas (AP) de plantas de mandioca Variedade Roxinha. Areia, Paraíba,
2018.
FV GL QM
DR CR PR DC AP
E 2 0.439ns 32.817 ns
73.368 ns
0.085 ns
1190.680*
K 1 0.001ns 2.968 ns
70.646 ns
0.0012 ns
387.347ns
ExK 2 0.154ns 1.978ns 48.192ns 0.055ns 1252.347*
Bloco 2 0.068 65.124 223.149 0.016ns 90.263
Resíduo 10 0.365 9.112 52.200163 0.037 168.263
CV(%) 12.50 12.71 35.22 10.13 10.61
Média 4.83 23.75 20.51 1.90 122.30
Espaçamento (E); Potássio (K); Coeficiente de variação (C.V.%); Grau de liberdade (GL).ns e *: não
significativo e significativo a 5% de probabilidade pelo teste F.
O diâmetro de caule variou de 1,77 a 2,12 cm (Tabela 2), sendo as melhores
médias verificadas no espaçamento de 1,3 x 0,5 m e com adubação potássica, embora
estatisticamente as médias fossem iguais. Resultados diferentes foram relatados por
Silva et al. (2017), que para a cv. Aciolina observaram efeito significativo de diferentes
doses de K sob essa variável, para esse mesmo trabalho, o diâmetro de caule variou de
2,709 cm a 2,936 cm. Soares et al. (2017), para a variedade Roxinha cultivada em
espaçamento 1,0 x 0,6 m, alcançaram valores de diâmetro de caule similares a esse
trabalho, com média de 2,0 centímetros.
Plantas com um bom diâmetro de caule são mais resistentes às condições de
variação climática, possuindo também um menor potencial de tombamento pela ação de
ventos fortes, ademais, caules mais grossos tem um bom potencial de produção de
novas manivas, que normalmente são cultivadas em campo se apresentarem diâmetro
superior a 1 cm (LAGO et al., 2011). Deve-se considerar que a depender do
espaçamento, poderá ocorrer um arranjo entre plantas diferentes e estas podem
sombrear umas as outras. Em trabalhos com Pião-Manso, outra euforbiácea, Schock et
al. (2013) observaram que plantas cultivadas em luminosidade reduzida apresentam
também caules menos espessos.
Tabela 2. Médias de Diâmetro de Caule (DC) e Altura de Plantas (AP) de mandioca Variedade
Roxinha. Areia, Paraíba, 2018.
DC (cm) AP (cm)
Espaçamento Potássio
Com Sem Com Sem
0,7 x 0,8 1.80aA 1.80aA 111.67abA 101.67bA
1,0 x 0,65 1.77aA 1.98aA 105.00bB 147.50aA
1,3 x 0,5 2.12aA 1.95aA 136.33aA 131.67aA
Médias seguidas de mesma letra minúscula e maiúscula não diferem entre si na coluna e linha
respectivamente pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade.
Os tratamentos em que se fez adição de adubação potássica aos 180 dias
diferiram estatisticamente entre si para a altura de plantas (Tabela 2), sendo a melhor
média dessa variável encontrada no espaçamento de 1,3 x 0,5 m, todavia, para esse
mesmo espaçamento, não se observaram diferenças entre o uso ou não de
suplementação. Para o espaçamento de 1,0 x 0,65 m, observou-se que sem a
suplementação, a altura das plantas de mandioca apresentou maiores resultados.
Rós (2013) verificou resposta positiva da altura de plantas de mandioca com o
incremento de doses de potássio aplicadas no solo, resultado que o autor atribuiu ao fato
de que essa cultura tem sua produção aérea de matéria verde melhorada à medida que
existe uma maior disponibilidade de potássio no solo.
O diâmetro de raiz não apresentou diferença para os três espaçamentos
empregados (Tabela 3). O diâmetro da raiz da mandioca apresenta uma importância
crucial do ponto de vista produtivo, visto que, essa variável junto com a massa fresca
das raízes, são os componentes que determinam de fato a produção final dessa cultura
(Figueiredo et al., 2014).
Do ponto de vista pós-colheita, essa variável é um dos determinantes para a
definição de que tipos de mercado essas raízes podem adentrar. Raízes mais finas são
mais propensas à comercialização na forma minimamente processada, principalmente
em supermercados, visto que estes possuem um público que preza mais pela praticidade
e essa configuração de raiz é de mais fácil manuseio e com pedaços mais padronizados.
Já as raízes de maior diâmetro, são mais indicadas para comercialização inteira in
natura, congeladas ou pré-cozidas (Andrade et al., 2014).
Os resultados aqui obtidos foram superiores aos verificados por Andrade et al.
(2014), no Semiárido de Pernambuco, que em trabalho com a Cultivar Recife em
espaçamento de 1,0 x 0,6 metros obtiveram diâmetro médio de raízes de
aproximadamente 3 centímetros aos 10 meses após o plantio. Resultados inferiores
também foram reportados por Albuquerque et al. (2012a), que para a Cultivar
Cacauzinha em espaçamento de 1,0 x 0,5 encontraram médias entre 0 e 3,17 cm a
depender do manejo de plantas daninhas. Em estudo de Rós e São João (2016),
mandioca em monocultivo e consorciada com batata doce, apresentaram diâmetro de
raiz superiores aos desse estudo, com média de 5,2 centímetros.
Tabela 3. Médias de Diâmetro de Raiz (DR), Comprimento de Raiz (CR) e Produtividade (PR)
de plantas de mandioca Variedade Roxinha. Areia, Paraíba, 2018.
DR (cm) CR (cm) PR (t ha-1)
Espaçamento Potássio
Com Sem Com Sem Com Sem
0,7 x 0,8 4.71aA 4.55aA 26.20aA 26.03aA 23.15aA 23.57aA
1,0 x 0,65 4.82aA 4.64aA 21.18aA 21.70aA 16.13aA 17.09aA
1,3 x 0,5 4.95aA 5.14aA 22.67aA 24.74aA 16.32aA 26.82aA
Médias seguidas de mesma letra minúscula e maiúscula não diferem entre si na coluna e linha
respectivamente pelo teste de tukey a 5% de probabilidade.
Para o comprimento de raízes, em médias absolutas, o espaçamento de 0,7 x 0,8
metros apresentou maiores valores absolutos (Tabela 3). Albuquerque et al. (2012b)
registram comprimento de raiz de 23,51 cm para a Cultivar Cacauzinha conduzida em
fileira dupla com espaçamento 2,0 x 0,5 x 0,5 m e consorciada com feijão. Vitor et al.
(2014), em estudo com a IAC 12 em espaçamento de 0,84 x 0,55 m, obtiveram médias
de comprimento de raiz superiores a esse trabalho, com valores de 29,87 cm com
colheita realizada aos 14 meses.
A produtividade média variou de 16,3 a 25,82 toneladas por hectare (Tabela 3).
Rós (2013) ao trabalha com as respostas produtivas da variedade de mandioca IAC 576-
70 sob a aplicação de doses de cobertura de 0, 20, 40 e 60 kg de K2O, observou que a
produtividade da variedade trabalhada não foi incrementada pela adubação potássica. O
referido autor associou esses resultados aos teores pré-existentes de K no solo, maiores
que 3,0 mmolc dm-3, e que associados a textura do solo de cultivo, predominante
arenoso, levaria a uma elevada percentagem de lixiviação desse nutriente, levando a não
resposta da cultura a esse tipo de adubação.
Fidalski (1999) também constatou em estudos no noroeste do Paraná, que
perante a adubação com diferentes dosagens de N, P, K e calcário, a mandioca somente
respondeu satisfatoriamente à adubação fosfatada. No aspecto produtivo, a calagem, a
adubação nitrogenada e potássica não provocou incrementos na produção de raízes de
mandioca, bem como a adubação potássica não contribuiu para elevar os teores de K no
solo segundo esse mesmo autor.
De forma geral a produtividade se mostrou satisfatória, principalmente no
espaçamento de 0,7 x 0,8 metros e no de 1,3 x 0,5 m sem adubação suplementar com K.
Os resultados observados foram superiores aos de Alves Filho et al. (2015), que ao
trabalhar com a cultivar Roxinha em espaçamento de 1,0 x 1,0 m e sob adubação de
NPK na dose de 100 kg/ha alcançaram uma produtividade de 22,7 toneladas ha-1. Lima
et al. (2018) para a mandioca IAC 12, obtiveram média de produtividade de 19
toneladas por hectare, para tanto utilizaram espaçamento de 0,9 x 0,6 m e doses de
160kg de P2O5 ha-1.
5. CONCLUSÃO
A aplicação de Potássio aos 180 dias não promoveu incremento de produtividade
para a Variedade Roxinha, assim como não influenciou as demais variáveis analisadas.
O uso dos espaçamentos de 0,7; 1,0 e 1,3 na população média de 15 mil plantas
ha-1 não apresentam diferenças na produtividade para as condições locais em que o
experimento foi realizado.
É importante que seja realização de novos estudos sobre o manejo do
espaçamento para cultura da mandioca no Brejo da Paraíba.
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