Trabalho de
Fundamentos e
Atendimento
Pré-Hospitalar
Alunos: Ana Beatriz Ferreira da Silva, Clara Maria, Kaline
Menezes, Leandro Henrique, Maria Clara, Yasmin Menezes
Prof(a): Fabiane Santos
Curso: Segurança do Trabalho V
Turno:Matutino
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O LEIGO EM
PRIMEIROS
SOCORROS: UMA
REVISÃO
INTEGRATIVA
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Sumário
1.Introdução..................................................4
2.Metodologia...............................................4
3.Resultados e Discussões.............................5
4.Considerações Finais..................................8
5.Referências.................................................9
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1.Introdução
O aumento da população trouxe consigo uma série de desafios sociais, entre os
quais se destaca o crescente número de acidentes em todas as esferas da
sociedade. Esses eventos, muitas vezes considerados inevitáveis, têm um impacto
significativo, resultando em lesões, sequelas e, em casos extremos, perda de vidas.
A Organização Mundial de Saúde define acidentes como acontecimentos não
intencionais que podem causar danos físicos ou perturbações reconhecíveis,
levando a consequências temporárias ou permanentes, e até mesmo à morte. Nesse
contexto, a prestação de primeiros socorros desempenha um papel crucial.
É vital compreender a importância de agir de forma adequada, sem agravar ainda
mais a situação da vítima, enquanto se busca assistência médica especializada. No
entanto, a falta de conhecimento e habilidades por parte da população muitas
vezes resulta em reações inadequadas diante de acidentes, incluindo pânico,
manipulação incorreta da vítima e chamados desnecessários para serviços de
emergência. É fundamental, portanto, investir na capacitação da comunidade em
noções básicas de suporte à vida. O conhecimento simples desses procedimentos
pode reduzir o sofrimento, evitar complicações futuras e, em muitos casos, salvar
vidas.
Além disso, a educação em saúde se mostra essencial para a prevenção de lesões,
porém enfrenta desafios na implementação efetiva, seja pela falta de prioridade
dada pelos serviços de saúde ou pela compreensão limitada dos profissionais sobre
seu papel. A capacitação da população não só complementa as ações educativas dos
profissionais da saúde, mas também está alinhada com iniciativas governamentais,
como a Política Nacional de Redução da Morbimortalidade por Acidentes e
Violências do Ministério da Saúde.
Ao promover o ensino de práticas básicas de suporte à vida, é possível não apenas
mitigar danos imediatos, mas também fortalecer a rede de cuidados de saúde de
forma mais abrangente e preventiva.
2.Metodologia
Este estudo se fundamenta em uma pesquisa bibliográfica conduzida por meio da
Revisão Integrativa, uma abordagem específica na área da saúde que busca
consolidar informações para aprofundar o entendimento de um tema, permitindo
uma análise abrangente da literatura. Desenvolvida em consonância com os
princípios da Prática Baseada em Evidências (PBE), essa metodologia pressupõe
um rigoroso processo de síntese da realidade investigada.
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A questão central deste estudo foi: qual é a produção científica acerca do
conhecimento da população sobre primeiros socorros, no período de 2004 a 2015,
na literatura internacional e especializada?
A pesquisa foi conduzida em fevereiro de 2016, utilizando artigos online acessados
na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), que engloba fontes como LILACS, IBECS,
MEDLINE, Biblioteca Cochrane e SCIELO, abarcando o campo das Ciências da Saúde
em geral.
As buscas na LILACS e BDENF-Enfermagem usaram termos de saúde do
Descritores em Ciência da Saúde (DESC) como População, Primeiros Socorros e
Conhecimento. A amostra incluiu textos completos, entre 2008 e 2015, em
português e inglês, sobre primeiros socorros, ensino, prevenção de acidentes,
queimaduras, atitude, educação em saúde, em humanos (adultos, idosos, feminino
e masculino) de Brasil e Portugal. Foram excluídos artigos anteriores a 2008 e sem
texto completo.
Essa busca rendeu 13 artigos na BVS; 4 foram selecionados após a leitura (um
excluído por duplicidade). Esses 4 artigos formaram a revisão integrativa,
organizados por base de dados.
Um formulário adaptado de um instrumento validado foi usado para coletar dados
essenciais sobre os artigos, facilitando a análise que envolveu tradução, leitura,
preenchimento e análise para identificar temas centrais e embasar a discussão.
3.Resultados e Discussões
Os artigos selecionados entre 2004 e 2015 tiveram distribuição anual peculiar:
2007 a 2009 e 2013 a 2014 registraram uma publicação anual. Foram veiculados
em diferentes periódicos, como a Revista de Enfermagem do Centro Oeste Mineiro,
Revista da Escola de Enfermagem da USP, Revista Brasileira Queimaduras e a
Revista Eletrônica de Enfermagem. Os principais autores possuíam formação
acadêmica em Enfermagem. Quanto à origem dos estudos, 75% foram realizados
no Brasil. Em termos de delineamento metodológico, houve diversidade: um
estudo foi transversal, outro observacional, um terceiro uma Revisão Integrativa da
Literatura e um último de natureza Quantitativa (ver Quadro 1).
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Quanto aos objetivos dos estudos mencionados, destaca-se que três dos quatro
artigos analisados tiveram como objetivo principal investigar e compreender o
nível de conhecimento da população sobre os primeiros socorros, enquanto o
quarto artigo concentrou-se na educação em saúde nesse contexto específico.
Através dessas pesquisas, foi possível identificar dois eixos fundamentais: o
conhecimento efetivo sobre primeiros socorros e a educação em saúde associada a
esses procedimentos. O foco foi avaliar tanto o conhecimento geral sobre primeiros
socorros quanto a implementação de ações educativas relacionadas a esse tema
para a população.
No âmbito do projeto, vale ressaltar que 64 dos 67 participantes (96%)
manifestaram interesse efetivo no tema, destacando áreas de interesse que
englobam uma gama diversificada de tópicos, como queimaduras, paradas
cardiorrespiratórias, afogamentos, acidentes de trânsito, entre outros, refletindo a
amplitude de preocupações e curiosidades na área dos primeiros socorros.
A escolha da abordagem de Paulo Freire, a problematização, para as oficinas
educativas demonstrou-se eficaz ao promover a interação e a troca de dúvidas e
conhecimentos entre os participantes. Essa metodologia permitiu resgatar e
fortalecer o aprendizado, enfatizando a importância da igualdade na participação
do educador e do educando, em contraposição aos métodos educativos
convencionais baseados na simples transmissão de conteúdo.
Análises estatísticas detalhadas revelaram uma diferença altamente significativa
entre os erros identificados no pré e no pós-teste (p< 0,001). Foi observado um
aumento substancial na porcentagem de respostas corretas na maioria das
questões do pós-teste, sobretudo em áreas onde o desempenho prévio era mais
fraco. Estes resultados sugerem que as atividades de educação em saúde foram
eficazes ao incentivar os participantes a desenvolver um pensamento crítico e
reflexivo, reforçando achados de outros estudos similares.
A educação em saúde foi identificada como um meio essencial de intercâmbio de
conhecimentos entre a população e os profissionais da saúde. Seu objetivo é
capacitar o indivíduo como agente transformador de sua própria realidade diante
de problemas complexos que abrangem não apenas o aspecto biológico, mas
também os contextos sociais envolvidos.
No que diz respeito à relevância dos acidentes na morbimortalidade brasileira, os
estudos sugerem que o ensino sobre prevenção e primeiros socorros para o
público leigo pode ser eficaz e adequado, pelo menos em teoria. No entanto, é
notável que a teoria nem sempre se converte em prática, revelando uma lacuna
entre o reconhecimento da importância e a efetiva participação em treinamentos
específicos.
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Resultados de diferentes estudos evidenciam que a aplicação de medidas de
Suporte Básico de Vida por leigos treinados tem um impacto positivo, reduzindo a
taxa de mortalidade e morbidade. Por exemplo, indivíduos que receberam
ressuscitação cardiorrespiratória (CPR) de leigos treinados apresentam quatro
vezes mais chances de sobreviver por 30 dias do que aqueles que não receberam
tal suporte.
Cerca de 95,6% da amostra demonstrou interesse em participar de formações em
Suporte Básico de Vida, sugerindo uma demanda considerável por treinamentos
futuros. Essa disposição para a aprendizagem está alinhada com dados de
pesquisas anteriores, indicando uma preferência por treinamentos em locais
acessíveis, como associações culturais ou locais de trabalho, a fim de facilitar a
participação dos interessados.
A necessidade de iniciar o treinamento em Suporte Básico de Vida desde a idade
escolar foi ressaltada pelos estudos, enfatizando a importância de capacitar as
crianças desde cedo. Além disso, a continuidade e a atualização dos treinamentos
foram apontadas como cruciais para melhorar os conhecimentos e a confiança dos
participantes.
Em conclusão, os estudos destacam a relevância do treinamento da população leiga
em Suporte Básico de Vida, evidenciando a importância desses conhecimentos na
redução das taxas de mortalidade e morbidade em situações de emergência fora do
ambiente hospitalar. Essas pesquisas sublinham a necessidade contínua de
educação e treinamento para equipar a população com habilidades essenciais de
resposta a emergências.
4.Considerações Finais
O conhecimento dos primeiros socorros pela população é crucial para evitar danos
e salvar vidas. A educação em saúde é vital para os profissionais, especialmente os
enfermeiros. Porém, a falta de materiais de referência sugere desatenção dos
profissionais de saúde aos benefícios do treinamento da comunidade, o que reduz
danos e tempo de internação.
Quando capacitada, a população compartilha esses conhecimentos, beneficiando
também quem convive com eles. Com avanços digitais na literatura, há acesso
global a estudos por meio de bases de dados. No entanto, a falta de estudos
nacionais destaca barreiras no acesso à informação, apontando para a necessidade
de superá-las.
Apesar do interesse da população, o acesso aos treinamentos muitas vezes é
limitado pelos horários de trabalho, o que reforça a importância das empresas
apoiarem essas capacitações.
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Em resumo, a capacitação em primeiros socorros pode reduzir significativamente
as taxas de mortalidade e morbidade em situações fora do ambiente hospitalar.
5.Referências
● http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/21048.
pdf?PHPSESSID=2010012008183564.
● http://www.cprguidelines.eu/2010/.
● http://www.fen.ufg.br/revista/v10/n3/ v10n3a15.htm
● Antoniolli L, Bazzan JS, Rosso LHD, Amestoy SC, Echevarría-Guanilo
ME. Conhecimento da população sobre os primeiros socorros frente
à ocorrência de queimaduras: uma revisão integrativa. Rev. bras.
Queimaduras. 2014;13(4):251-9.
● Martins CBG. Acidentes na infância e adolescência: uma revisão
bibliográfica. Rev. Bras Enferm. 2006;59(3):344-8.
● Mendes KDS, Silveira RCCP, Galvão CM. Revisão integrativa: método
de pesquisa para a incorporação de evidências na saúde e na
enfermagem. Texto contexto - enferm. [online]. 2008;17(4):758-64.