DIÁLISE
MINEIROS - GO
2022
TERAPIA DIALÍTICA
▪ Para repor a perda de função renal não
endócrina, mais especificamente a
insuficiência renal .
▪ Também usada para tratar algumas
intoxicações
TÉCNICAS
▪ Hemodiálise intermitente
▪ Hemofiltração
▪ Hemodiálise contínua
▪ Hemodiafiltração
▪ Diálise peritoneal
GENERALIDADES
▪ Todos os métodos removem solutos em excesso e removem líquidos
do sangue através de diálise e filtração e utilizando uma membrana
permeável
▪ Terapia renal de substituição não corrige a deficiência de
eritropoetina e vitamina D
▪ A difusão de solutos ocorre através de um gradiente de
concentração entre os compartimentos líquidos (transporte por
difusão)
▪ Água - > Gradiente de pressão hidrostática arrastando
solutos(transporte convectivo)
▪ Os dois processos(difusão e convecção) são utilizados em
associação)
GENERALIDADES
▪ Hemoperfusão -> Técnica mais rara para remover toxinas,
utiliza uma material adsorvente (resina ou carvão)
▪ Hemodiálise e Hemofiltração – podem ser intermitente ou
contínua.
▪ Terapias contínuas - > Utilizados na IRA, melhor tolerabilidade
devido a ser mais lenta a remoção de líquidos e solutos
▪ TRS , todas exceto diálise peritoneal necessitam de acesso
vascular
ESCOLHA DO MÉTODO
▪ A escolha do método leva em consideração
múltiplos fatores, por exemplo:
Remoção de água e/ou solutos
IRA ou IRC ou Intoxicação
Disponibilidade de acesso vascular
Estabilidade hemodinâmica
Disponibilidade
Experiência do serviço
Preferência do paciente
CONTRA-INDICAÇÕES
INDICAÇÕES
ASSISTÊNCIA AO PACIENTE
EQUIPE MULTIDISCIPLINAR
▪ Equipe multidisciplinar para
acompanhamento a longo prazo
Nefrologista
Psiquiatria
Assist social
Nutricionista
Enfermeira
Equipe de Tx renal
ASSISTÊNCIA
▪ Preparação do paciente candidato a TRS deve iniciar em
período anterior ao estágio terminal
▪ Deverá realizar avaliação psicossocial
▪ Paciente em TRS encontra-se socialmente e
emocionalmente vulnerável
ASSISTÊNCIA
Paciente renal:
Interrompe a rotina de trabalho, escola, lazer .
Apresenta sentimentos de raiva, frustração, tensão, culpa
A doença altera a imagem corporal: paciente é submetido
a cirurgias, coloção de CDL, FAV, catéter peritoneal,
apresenta marcas de agulha, sofre efeitos de doença
óssea, dilatação de FAV
Redução da função sexual.
Alguns pacientes com revolta e com frustração não
cooperam com tratamento.
ASSISTÊNCIA
▪ Prognóstico melhor para ajuste a longo prazo
incluem as seguintes características:
Adaptabilidade
Independência
Autocontrole
Tolerância a frustrações
Otimismo
E AINDA
▪ Contribui para estabilidade emocional
Apoio familiar
Suporte consistente da equipe de tratamento.
Participação do paciente e família na tomada de
decisões .
HEMODIÁLISE
▪ Princípio básico
Sangue é bombeado para o dialisador que possui
fibras capilares ocas por onde passa o sangue , por
fora dessas fibras existem o espaço onde circula a
solução cristaloide do dialisado. As paredes das
fibras capilares são constituidas com material
permeavel .
O fluxo dialisato passa pelo dialisador em fluxo
contrario ao do sangue.
HEMODIÁLISE
HEMODIÁLISE
▪ O gradiente de concentração de solutos entre o sangue
e o dialisato faz com que o soluto passe para o dialisado
(por exemplo – Ureia e creatinina)
▪ E solutos no dialisado passe para o sangue , por exemplo
Bicarbonato
HEMODIÁLISE
▪ Na, Cl, K, Mg, Ca, entram em equilíbrio.
▪ Compartimento sanguíneo – pressão
positiva.
▪ Compartimento do dialisato – pressão
negativa para impedir filtração de dialisato
para a corrente sanguínea e remover o
excesso de líquido do paciente
HEMODIÁLISE
▪ Após o sangue passar pelo dialisador , este
retorna ao paciente.
▪ Paciente via de regra, encontra-se
anticoagulado durante a diálise .
▪ Algumas vezes pode-se realizar
anticoagulação regional (citrato) ou apenas
enxague com solução salina a cada 15-15 ou
30-30 minutos para limpar o circuito de
sangue.
HEMODIÁLISE - OBJETIVOS
▪ A curto prazo – correção de desequilíbrio
hidro-eletrolíticos .
▪ A longo prazo:
recuperar o estado funcional, o conforto e pressão
arterial.
Evitar a uremia e suas complicações
Aumentar a sobrevida.
PRESCRIÇÃO DE HEMODIÁLISE
SEMANAL
▪ A dose ótima varia de paciente para paciente,
avaliar caso a caso.
▪ Em média 3 x semana de 3-5 horas, em média 4
horas. O SUS já libera a realização de 4 x semana.
▪ Adequação - > avaliar ureia pré e pós.
▪ Alvo a ser atingido na remoção é de 65% ou KTV >
1,2.
PRESCRIÇÃO DE HEMODIÁLISE
SEMANAL
▪ Fatores de incremento na dose de
hemodiálise semanal.
➢ maior tempo
➢ Maior superfície de troca no dialisador.
➢ Maior fluxo de sangue
Acesso vascular - cateter
➢ Obtém–se o acesso atraves de inserção de CDL,
permcath ou cirurgia-FAV
➢ Cateter temporário, enquanto-se aguarda uma
fístula artério-venisa ficar pronta
➢ Desvantagem de CDL temporário -> Risco de
infecção, baixa eficiência na Remoção de ureia
Acesso vascular - cateter
➢ Sítios de inserção: veia jugular, veia femoral, veia
subclávia
➢ Tempo de utilização de CDL: por 2 a 6 semanas - >
requer cuidados.
➢ Permcath (cateter tunelizado) -> viável mesmo em
longo período: em 1 ano, 50% deles ainda estão em
funcionamento. São úteis naqueles que não tem
possibilidade de manter FAV.
Acesso vascular - FAV
▪ Sítio de eleição para hemodiálise crônica.
Mais duradoura, menor risco de infecção
Desvantagens - > trombose, infecção, aneurisma,
pseudo aneurisma.
Tempo de maturação – 30 – 45 dias, ou mais.
Programar a confecção ainda no ambulatório
antes da fase dialítica.
Veias cefálica, basílica, pode ser proximal, distal.
*prótese
COMPLICAÇÕES
Prognóstico
▪ Mortalidade anual 20%(No Brasil elevou-se de 17
para 19 %).
▪ Pior em DM e menor em GN
▪ Causas de morte – DCV , infecção, abandono de
tratamento.
▪ Negros tem sobrevida melhor.
▪ Ouros fatores de mortalidade não relacionados à
hemodiálise - > Coomorbidades
(hiperparatiroidismo , DM, ICC, Ico, AVC, Idade,
desnutrição e encaminhamento tardio para HD.
TERAPIA RENAL SUBSTITUTIVA
- Métodos contínuos - Métodos intermitentes
- SCUF, CVVHD, CVVHDF, CVVH - HD, HDF, UF, HF, SLED(EXTENDIDA)
TERAPIAS CONTÍNUAS
▪ Terapias que filtram o sangue sem interrupção.
Principal vantagem –
Removem grande volume líquido.
Processo lento, evitando-se a hipotensão (intercorrência
comum na hemodiálise convencional).
Indicado em pacientes críticos instáveis ou que
estejam recebendo grande volume de líquidos.
Exemplo, naqueles que estejam com disfunção
múltiplas de órgãos, com choque que recbem
alimentação parenteral ou drogas vasoativas.
TERAPIA CONTÍNUA
TERAPIA CONTÍNUA
TERAPIA CONTÍNUA
TERAPIA CONTÍNUA
TERAPIAS CONTÍNUAS
▪ Hemofiltração contínua.
o Água e solutos filtrados por convecção.
o Paciente recebe solução hidroeletrolítica
fisiologicamente equilibrada.
o Diálise pode ser adicionada(hemodiafiltração)
o Acesso pode ser veno-venoso ou artério-
venoso(este último, a própria pressão impulsiona
o sangue, dispensa a bomba)
o Trabalha com baixas velocidades.
o Necessitam de anticoagulação contínua.
SLED
▪ “Quando comparadas com as terapias intermitentes, os métodos
contínuos proporcionam maior estabilidade hemodinâmica, sendo
preferíveis em pacientes hemodinamicamente instáveis. 12 Entretanto,
a necessidade de anticoagulação contínua, enfermagem especializada
e seu alto custo os tornam indisponíveis em vários centros. 13
▪ Como resultado, surgiu a Hemodiálise Estendida (também chamada de
Hemodiálise Prolongada ou SLED - Sustained Low Efficiency Dialysis)”.
▪ Braz. J. Nephrol. 35 (2) • Jun 2013
▪ Tempo de Duração (6-18 horas, em média, 8 horas).
▪ Fluxo de sangue 100 a 200 ml/min e fluxo de banho de 100 a 300
ml/min
DIALISE PERITONEAL
▪ Nesse método, o próprio peritônio exerce a função de
membrana permeável natural por onde se equilibra água e
solutos.
▪ Menor estresse fisiológico, não necessita acesso vascular,
pode ser feito em casa, maior flexibilidade, requer
envolvimento e compromisso do paciente , equilíbrio mis
lento do que HD.
▪ O dialisato é infundido, permanece um certo período e
depois é drenado.
▪ A técnica mais utilizada é a da bolsa dupla.
DIALISE PERITONEAL
▪ CAPD - Diálise peritoneal ambulatorial contínua.
▪ Método mais comum de diálise peritoneal, não
necessita de máquina.
Em adultos infunde 2 – 3 litros, crianças 30 – 40
ml/kg, tempo de troca leva aproximadamente 30
minutos
4 - 5 x dia, permanece 4 - 6 horas na cavidade. A noite o
tempo pode se estender um pouco mais.
DIALISE PERITONEAL
▪ CCPD - > Período diurno longo – 12 a 15 horas, 3 – 6
trocas noturnas vi máquina cicladora.
▪ Maior liberdade durante o dia, menor mobilidade à
noite.
DIALISE PERITONEAL
▪ DPI, diálise peritoneal intermitente , pode ser manual ou
automática , é útil no tratamento da IRA. Infunde 2-3
litros , permanece 30 a 40 minutos , então é drenado.
▪ Múltiplas trocas, de 12 a 48 horas, em média 24 horas,
pode ser usado cicladora.
DIALISE PERITONEAL
▪ Acesso : cateter intraperitoneal macio de
silicone.
▪ Implante em centro cirúrgico é mais seguro.
▪ Após o implante, aguarda o tempo de
cicatrização.
▪ Cateter descartável semi-rígido de implante no
leito está em desuso pelo risco de complicações,
desconforto.
DIALISE PERITONEAL