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Circulo Transmoderno

O documento discute temas como colonialidade, descolonialidade, pensamento pós-colonial e decolonial, sistemas-mundo, filosofia da libertação e multiculturalismo. Aborda como a expansão colonial europeia estruturou um sistema-mundo capitalista e como a colonialidade continua afetando várias dimensões sociais mesmo após a descolonização política. Defende uma perspectiva transmoderna e decolonial que valorize saberes não eurocêntricos.

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Circulo Transmoderno

O documento discute temas como colonialidade, descolonialidade, pensamento pós-colonial e decolonial, sistemas-mundo, filosofia da libertação e multiculturalismo. Aborda como a expansão colonial europeia estruturou um sistema-mundo capitalista e como a colonialidade continua afetando várias dimensões sociais mesmo após a descolonização política. Defende uma perspectiva transmoderna e decolonial que valorize saberes não eurocêntricos.

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Círculo Transmoderno

Descolonizar, Decolonizar e o pensamento de fronteira

Docente: Raimunda Nonata Machado

Discentes: Amanda, Dayanne, Geilson, Kaila,


Kalynne e Laura
colonialidade
● Expansão colonial europeia → SISTEMA-MUNDO CAPITALISTA

“Privilégio das relações econômicas sobre as relações sociais”

● Às Américas chegou um homem heterossexual/ branco/ patriarcal/ cristão/ militar/


capitalista/ europeu.
● Hierarquias globais;
● Matriz de poder colonial que afeta todas as dimensões da existência social, tais como a
sexualidade, a autoridade, a subjectividade e o trabalho (Quijano, 2000).
● Com a descolonização jurídico-política saímos de um período de “colonialismo global”
para entrar num período de “colonialidade global”.
● A colonialidade permite-nos compreender a continuidade das formas coloniais de
dominação após o fim das administrações coloniais
colonialidade

Colonialidade global
→ EUA (FMI, BM…)

Colonialismo →
situações coloniais a
partir de uma
administração. Colonialidade →
situações coloniais
atuais
Descoberta do Brasil, 1922
Oscar Pereira da Silva
Acervo do Museu Paulista (São
Paulo, SP)
colonialidade

Resumindo, parte do mito eurocêntrico é que


vivemos numa chamada era “pós”-colonial e que o
mundo e, em especial, os centros metropolitanos,
não necessitam de descolonização. Segundo esta
definição convencional, a colonialidade é reduzida
à presença de administrações coloniais.
Em contraposição a todas as formas de colonialidade, começamos a
experimentar uma virada epistemológica na produção de conhecimentos
e na aceitação/diálogos com saberes outros para além daqueles de
origem acadêmica e especialmente eurocêntrica.

PENSAMENTO PÓS-COLONIAL, DESCOLONIAL E DECOLONIAL


PENSAMENTO PÓS- COLONIAL

Tempo histórico posterior aos processos de É uma perspectiva conceitual que busca analisar
descolonização do chamado como determinados lugares e pessoas são
“Terceiro-mundo”, a partir da metade do construídos como subalternos em relação aos
século XX. que são tidos como superiores e desenvolvidos.
PENSAMENTO PÓS-COLONIAL
Ainda ao tempo histórico,refere-se à ideia de independência, libertação e emancipação das
sociedades exploradas pelo imperialismo e neocolonialismo - especialmente nos continentes
asiáticos e africanos.
Autores precursores: Franz Fanon, Aimé Césaire, Albert Memmi

Grupo de Estudos Subalternos


Ranajit Guha (1970)
Partha Chatterjee, Gayatri Spivak (1980)

Grupo Latino-americano dos Estudos Subalternos (1992)


Walter Mignolo aproveita também alguns elementos das teorias pós-coloniais
para realizar uma crítica dos legados coloniais na América Latina: afirma que as
teorias pós-coloniais têm seu lócus de enunciação nas heranças coloniais do
império britânico e que é preciso, por isso, buscar uma categorização crítica do
ocidentalismo que tenha seu lócus na América Latina.
DESCOLONIALIDADE E DECOLONIALIDADE
A diferença entre decolonialidade e descolonialidade é que o decolonial seria
a contraposição à “colonialidade”, enquanto o descolonial seria uma
contraposição ao “colonialismo”. O termo descolonização é utilizado para se
referir ao processo histórico de ascensão dos Estados-nação após terem fim as
administrações coloniais. A decolonialidade refere-se ao processo que busca
transcender historicamente a colonialidade.
DECOLONIALIDADE
O conceito de decolonialidade surge como uma proposta para enfrentar a colonialidade e o
pensamento moderno, principalmente através dos estudos do grupo M/C
(Modernidade/Colonialidade) compostos por estudiosos como Aníbal Quijano (2005),
Catherine Walsh, Edgard Lander (2005), Enrique Dussel (2000), Nelson Maldonado-Torres
(2017) e Walter Mignolo.

Esse termo foi sugerido pela pesquisadora Catherine Walsh e outros autores utilizam a palavra
“decolonial” para fazer referência a ela.

Esse conceito diz respeito a um projeto de transgressão histórica da colonialidade. A partir da


noção de que não é possível desfazer ou reverter a estrutura de poder colonial, o objetivo dele é
encontrar meios para desafiá-la continuamente e romper com ela.
colonialidade e descolonialidade

“Como seria o sistema-mundo se deslocássemos o locus da enunciação, transferindo-o


do homem europeu para as mulheres indígenas das Américas, como, por exemplo,
Rigoberta Menchu da Guatemala ou Domitilia da Bolívia?”( GROSFOGUEL, 2008, Pág.
121 e 122).
modernidade
● Conceito eurocêntrico
● Analisar o conceito de modernidade a partir de diferentes perspectivas .
modernidade
● Conceito eurocêntrico
● Analisar o conceito de modernidade a partir de diferentes perspectivas .

sistema-mundo
● O sistema-mundo atual nasce com a “conquista” do continente americano, o “novo
mundo”.
● Espoliação material e humana da Europa sobre a América.
sistema-mundo
sistema-mundo

● No sistema-mundo, a Europa ganha centralidade, o que não acontece pela


“superioridade natural” interna da cultura europeia em relação às outras culturas,
(também não se nega a importância dessa cultura para humanidade, mas o que se
problematiza é esse discurso que naturaliza uma suposta superioridade), por dois
motivos: o primeiro porque não há um purismo cultural, houve influências de
outras culturas asiáticas, mediterrâneas entre outras, por mais que não assumam
isso, e, segundo, o acúmulo de recursos extraídos das colônias ofereceu vantagens
econômicas e militares aos europeus. (Dussel)
Filosofia da Libertação
● Corrente filosófica da América Latina ;
● Se propõe a pensar a partir da perspectiva dos oprimidos , buscando a libertação;
Filosofia da Libertação
● Corrente filosófica da América Latina ;
● Se propõe a pensar a partir da perspectiva dos oprimidos , buscando a libertação;

● Se a vida em sua materialidade, em sua corporalidade é negada (fome, miséria,


violência, etc), urge questionar radicalmente o sistema vigente, pois ele é a causa da
morte de milhões de seres humanos.

● A base dessa filosofia nos desafia a romper com o silêncio das vozes dos oprimidos, que
não foram considerados agentes relevantes na construção da sociedade moderna
(mulheres, indígenas, escravos, etc.).
● Ética material da vida. Dussel parte dos excluídos, das vítimas, para fundamentar a
possibilidade de construir outra ética, uma ética transmoderna.
Filosofia da Libertação
● Necessário acreditar na emergência de um outro paradigma, o
da transmodernidade, junto do qual é imprescindível pensar
que outro mundo é possível, ou melhor, necessário, além da
urgência do levante paradigmático da América Latina, a qual não
pode mais ter a alteridade de seus sujeitos negada, violada,
devendo se libertar a partir de um contradiscurso dos
oprimidos, das vítimas, que preze pelos direitos humanos e pela
constante busca da dignidade humana.

Transmodernidade
● Propõe uma perspectiva de diálogo entre diferentes saberes e culturas, levando
em consideração que nenhum conhecimento é considerado superior e universal.
● Permitir construir um conhecimento plural e crítico.
brigadas Muralistas chile
● Forma de resistência
● Desafia a narrativa
dominante.
● É utilizada como
propaganda com a
finalidade de eleger
Salvador Allende.
● Brigada Ramona Parra
(BRP)
brigadas Muralistas méxico
● Os murais confeccionados nos
territórios zapatistas, trazem
referência aos povos maias da
mesoamérica;
● Busca resgatar seu passado
ancestral.
cultura

“As culturas são modos particulares de


vida, modos movidos pelo princípio
universal da vida humana de cada sujeito
em comunidade, a partir de dentro”
— DUSSEL
ETICIDADE CULTURAL

A eticidade cultural é uma dimensão


fundamental da vida humana que deve
ser levada em consideração na
elaboração de uma ética da libertação
que busca desenvolver a vida humana
em concreto e lutar contra a exclusão e
a supressão da dignidade humana

— DUSSEL
“Daí a necessidade da crítica ao sistema
que nega a reprodução da vida em
todas as suas esferas. A negação da vida
pela fome, exclusão ou analfabetismo se
impõe contra o princípio material da
vida na Ética da Libertação, pois esta
materializa, incorpora a vida na sua
radicalidade, para além de tudo que a
nega. O sujeito material da Ética da
Libertação é o sujeito corporal vivo.”

— SILVA
MULTIculturaLISMO
● Visão distorcida das culturas não europeias;
● O orientalismo foi um defeito do ocidentalismo;
● Culturas pós-coloniais periféricas (Ásia, África e América Latina);
● Expansão europeia geopolítica - disseminação do sistema-mundo;
● Assimetria - culturas não ocidentais eram primitivas e subdesenvolvidas;
● Culturas superiores e inferiores;
● Estado Multicultural –Expressão da cultura ocidental.
MULTIculturaLISMO
● Dussel (2016, p. 52), ao versar sobre sua filosofia da libertação, elucida a fratura
entre as elites ou o centro, em termos culturais, cujo pensamento fora talhado nos
moldes eurocêntricos, em oposição às “periferias” ou “margens”, isto é, do próprio
povo seu, numa assimetria que culmina na cultura, ou identidade, fixada nos
moldes ocidentais europeus, com pretensões de supressão das culturas regionais
e a mais fiel das manutenções às suas tradições centristas.
O que é nosso ?

Quais as nossas raízes ? memória e saber

ATRAVESSAMENTOS Dimensões silenciadas

Nesse processo de descolonização, podemos considerar saberes


antigos como SABERES e não superstição ?
As benzedeiras

Documentário “Fé na Reza” - Fé na Reza Doc (Youtube)


socialização do poder

Documentário “POVOS: território, identidades e tradição” - OTSS BOCAINA (Youtube)


Kuekatu reté!
referências bibliográficas
BALLESTRIN, Luciana. América Latina e o giro decolonial. Revista brasileira de ciência política, p. 89-117, 2013.

DALMÁS, Carine. As brigadas muralistas da experiência chilena: propaganda política e imaginário revolucionário.
História, São Paulo, v. 26, n. 2, p. 226-256, dez. 2007.

DA SILVA, José Vicente Medeiros. Filosofia, responsabilidade e educação em Enrique Dussel. Perspectiva Filosófica, Recife, v. II,
n. 38, ago./dez. 2012.

GROSFOGUEL, Ramón. Para descolonizar os estudos de economia política e os estudos pós-coloniais: transmodernidade,
pensamento de fronteira e colonialidade global. Revista crítica de ciências sociais, n. 80, p. 115-147, 2008.

MONTEIRO, Carla Sales. CARTOGRAFIA, ARTE E VISÕES DE MUNDO NA REPRODUÇÃO DO “MAPA INVERTIDO DA AMÉRICA DO
SUL”. Espaço e Cultura, [S.L.], n. 39, p. 157-178, 13 jun. 2016. Universidade de Estado do Rio de Janeiro.
[Link]

[Link]

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