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Sepse

O documento descreve o conceito, epidemiologia, fisiopatologia, etiologias, quadro clínico e tratamento da sepse. A sepse é uma infecção generalizada que leva à lesão celular e disfunção orgânica devido à resposta inflamatória descontrolada ao agente infeccioso. Os principais focos são pulmonar e urinário, e o tratamento envolve medidas como antibióticos, fluidoterapia e vasopressores na primeira hora para evitar o choque séptico.

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Sepse

O documento descreve o conceito, epidemiologia, fisiopatologia, etiologias, quadro clínico e tratamento da sepse. A sepse é uma infecção generalizada que leva à lesão celular e disfunção orgânica devido à resposta inflamatória descontrolada ao agente infeccioso. Os principais focos são pulmonar e urinário, e o tratamento envolve medidas como antibióticos, fluidoterapia e vasopressores na primeira hora para evitar o choque séptico.

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SEPSE

CONCEITO
- Disfunção orgânica ameaçadora à vida por resposta desregulada à infecção

Ou seja, SEPSE = INFECÇÃO + DISFUNÇÃO ORGÂNICA


- Choque séptico: sepse com acometimento do sistema circulatório, acompanha hipotensão
refratária à reposição volêmica e aumento de lactato sérico (>2mmol/L), necessita de
VASOPRESSOR p/ manter PAM > 65mmHg
- Infecção sem disfunção: infecção que ainda não é Sepse

EPIDEMIOLOGIA
- 33% morrem (sepse) e 40 a 70% morrem (choque séptico)
- Principais focos: URINÁRIO (mais mulher) e PULMONAR (mais homem)
- Maior mortalidade: IDOSOS, imunossuprimidos, cirrótico, não vacinado pelo pneumococo

FISIOPATOLOGIA
Na sepse, bactérias gram + e -, mais
raramente fungos, ativam os receptores
da imunidade inata TLR´s. Ocorre então
ativação de monócitos com a liberação
de mediadores inflamatórios, que ativam
linfócitos e neutrófilos. Ocorre produção
de IL-1, TNF-alfa, potencializando efeitos
inflamatórios, lesão endotelial,
coagulação e venodilatação. Ocorre
aumento expressivo de NO (óxido
nítrico), gerando estase e maior
produção e ativação do Fator Tecidual
(via extrínseca), aumentando a
coagulação. Também ocorre diminuição
das Proteínas C e S, responsáveis por
degradar os fatores Va e VIIIa.

T.P avalia via


extrínseca (uso de de
varfarina) varfarina
inibe fator II, VI, IX, X

TTPa avalia via


intrínseca (uso de
heparina) heparina
inibe fator IX, X, XI,
XII
 Portanto, a sepse é uma infecção generalizada (inflamação intravascular disseminada,
descontrolada) que leva à lesão celular e gera a disfunção orgânica

ETIOLOGIAS
- CAUSA MAIS COMUM  PNEUMONIA (64% dos casos)

 Foco abdome (20%)


 Foco corrente sanguínea (15%)
 Trato genito-urinário (14%)

- 80% dos casos tem origem da Sepse na comunidade

- Mais comum bactérias:

 Staphylococcus aureus (gram +)


 Pseudomonas
 Escherichia coli (gram -)
ESCORES SOFA, SIRS E QSOFA
 Indica probabilidade de Choque Séptico
- SOFA: AVALIA SE TEM DISFUNÇÃO ORGÂNICA (se ≥ 2)

Figura 1 - Sepse: maior ou igual a 2, representa disfunção orgânica


 Outros pontos importantes que podem também representar disfunção orgânica:
- Qualquer hipotensão (pode ser relativa, avaliar PA de base)
- Lactato alto
- Distúrbios de coagulação
- Disfunção de TGI

Critérios SIRS não usa


mais a partir do Sepsis 3

Figura 2 - Outros critérios para diagnóstico da SEPSE, nas duas escalas quando maior ou igual a
2 + suspeita de infecção

- Se qSOFA positivo em paciente com suspeita de Sepse = Indica maior gravidade


- Se qSOFA negativo, mas alta suspeita de sepse = realizar outros critérios como SIRS
 Não utilizar qSOFA para diagnóstico, utilizar também SIRS (é para avaliar gravidade)

CONCEITOS
ATUAIS – 2016
QUADRO CLÍNICO
- Hipotensão (PAS < 90, PAM < 65), Taquicardia,
Taquipneia
- Pele fria e pegajosa, palidez, tempo enchimento capilar >
3seg
- Confusão mental, Oligúria
- Febre
- Focos infecciosos (urinário, respiratório, ...)
Obs: quando choque hiperdinâmico: pele quente, rubor, ausência de sudorese, febre, hipotensão
não acentuada.
- Livedo (moteamento da pele): devido vasoconstrição de pequenos vasos, refletindo alterações
na microcirculação

Quando maior escore, pior o


prognóstico

EXAMES COMPLEMENTARES
-

Gasometria Arterial
- Hemograma
(hemoglobina baixa? ;
leucócitos?)
- 2 Pares de hemocultura
- Restante do tudograma

TRATAMENTO – PACOTE DA 1° HORA – GOLDEN HOUR


 Coleta exames laboratoriais para avaliar disfunção orgânica

- Gasometria, Lactato Arterial (bom para acompanhar TTO), PCR

- Colher 2 hemoculturas em sítios diferentes, antes do ATB se possível + antibiograma

- Cultura de outros sítios pertinentes (aspirado traqueal, líquor, urocultura), antes do ATB
se possível + antibiograma e Raio X Tórax

- Hemograma, Creatinina, Ureia, Bilirrubinas, Coagulograma, Glicemia, Função hepática

Neutropenia é comum na sepse grave


 Garantir acesso venoso central se possível ou pegar 2 acessos calibrosos
periféricos
- Avaliar Saturação venosa central (SVC): cateter no átrio direito (significa o tanto de O2 que foi
gasto na periferia), valor normal > 70%
 Suporte ventilatório

 HIDRATAÇÃO AGRESSIVA (1000ml na 1° hora) ou 30ml/Kg de Soro Fisiológico ou


Ringer. Se não responder (PAM <65), utilizar VASOPRESSOR (preferência
Noradrenalina). Pode se associar outro vasopressor, como Vasopressina ou Adrenalina.
 Pode-se utilizar Dobutamina se evidências de baixo DC / Disfunção cardíaca
(hipoperfusão tecidual, livedo, oligúria, TEC lentificado, baixa SVC, lactato alto)

- Avaliação da fluido-
responssividade por meio da Elevação passiva das pernas = boa resposta se paciente aumentar
15% o DC após manobra (medir com ECO)
 ATB Venoso de amplo espectro: Ceftriaxona  dar durante
1 a 4 horas de infusão
- Tempo do ATB não precisa ser longo
- Mudar ATB se necessário após culturas
- Transfusão sanguínea  se Hemoglobina < 7,0
- Correção de coagulação  se sangramento ou for realizar procedimentos
- Nutrição  Enteral de preferência / Retornar após melhora da instabilidade
- Glicemia  manter entre 140-180
- Profilaxia  TEV

 Não se deve postergar ITO (intubação oro-traqueal) nos pacientes com IRPa e
evidências de hipoperfusão

 Se acidose Lática, tratamento com Bicarbonato apenas se pH < 7,15

CORTICOTERAPIA
- Utilizar no momento certo, conter inflamação no início
 Hidrocortisona 200mg (50mg a cada 6 hrs) por 5 dias
- INDICAÇÕES:
 Choque séptico refratário (não se consegue manter PAM > 65 mesmo com vasopressor)
 Estudos mostram que pacientes também tem benefício mesmo em choque séptico não
refratário  INDIVIDUALIZAR CADA CASO

REAVALIAÇÃO DO PACIENTE EM 6 HORAS


- Reavaliar dados (clínica, diurese, FR, FC, PAM, PVC, cultura, lactato, SVC de O2, gaso)
 PVC 8 a 12
 Lactato < 2
 SVC (Saturação Venosa Central) de O2 > 70%
 Diurese >0,5ml/kg/h
 PAM>65mmHg
 Sat > 92%
- Paciente é grave, ficar do lado do paciente na 1° hora
- Avaliar perfusão

PAM: pressão arterial média:


Consequências Choque séptico:
 IRA pré-renal, NTA

OBS: não muda dializar antes, o que é importa é não deixar acontecer a IRA

REGRA DOS 3
- Velocidade de Instalação
- Reserva fisiológica
- Causa base
CASO CLÍNICO: sepse associada à infecção do trato urinário, atentar-se para P.A baixa mas D.C
preservado, alteração do nível de consciência ajuda a pensar na sepse, além das extremidades
aquecidas e leucocitose.

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