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Soldagem - P2

O documento descreve os processos de soldagem TIG (Tungsten Inert Gas) e plasma. No processo TIG, a união é feita por aquecimento e fusão provenientes de um arco elétrico entre um eletrodo de tungstênio não consumível e o metal base, protegidos por um fluxo laminar de gás inerte. O processo plasma é semelhante ao TIG, porém o arco é restringido por um bocal, aumentando a densidade de energia. Ambos os processos requerem habilidade e fornecem alta qualidade de sold

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Tópicos abordados

  • Laser,
  • Porosidade,
  • Aços Transformáveis,
  • Tochas,
  • Automatização,
  • Interferências,
  • Soldagem por Costura,
  • ZAC,
  • Soldagem por Projeção,
  • Produtividade
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Soldagem - P2

O documento descreve os processos de soldagem TIG (Tungsten Inert Gas) e plasma. No processo TIG, a união é feita por aquecimento e fusão provenientes de um arco elétrico entre um eletrodo de tungstênio não consumível e o metal base, protegidos por um fluxo laminar de gás inerte. O processo plasma é semelhante ao TIG, porém o arco é restringido por um bocal, aumentando a densidade de energia. Ambos os processos requerem habilidade e fornecem alta qualidade de sold

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  • Produtividade

PROCESSO TIG (Tungsten Inert Gas)

União de peças metálicas é conseguida pelo aquecimento e


fusão provenientes do arco elétrico estabelecido entre um
eletrodo de tungstênio não consumível e o metal base. A
proteção do eletrodo, metal base e arco elétrico é feita por
um fluxo laminar de gás inerte. O gás deve ser inerte (pois
ele fica muito quente (reativo)) para proteger da oxidação.
 Maior parte dos processos de TIG são automatizados com
metal de adição
 O processo TIG exige uma enorme habilidade do operador.
 Pode utilizar ou não metal de adição
 Meio ionizante
 Pré e pós vazão
 Metal de adição: varetas (manual) ou arame em bobinas
(automatizado)
 Custo: relativamente elevado
 Produtividade: relativamente baixa
 Principal característica: QUALIDADE
 Ausência de respingos e escória
 Especialmente útil para a soldagem de ligas de alumínio,
magnésio e inox
 Sensível a correntes de ar
 Suscetível a contaminações de tungstênio na solda
Gás mais utilizado: argônio. Em uma comparação com hélio,
o argônio apresenta as seguintes vantagens:
 Mais barato
 Promove a retirada da camada superficial de óxido (ataque
catódico)
 Melhor estabilidade do arco
 Menor consumo (vazões menores)
 Menores tensões de arco para uma mesma corrente e
comprimento de arco
 Maior facilidade para abertura do arco (mais ionizável)

Por outro lado, o hélio apresenta as seguintes características


 Por ser mais leve (menor densidade) que o argônio, exige
maiores vazões para ser conseguir uma proteção gasosa
efetiva, o que significa maior consumo.
 Maior custo
 Maiores tensões de soldagem
 Maior penetração do cordão de solda
 Maiores velocidades de soldagem
Equipamentos Básicos:
 Fonte de energia
 Tocha
 Dispositivo para abertura do arco
 Fonte de gás
 Cabos
 Mangueiras

Corrente contínua (CC-): O mais utilizado por alcançar


maiores penetrações com menor concentração de corrente
no eletrodo.

Corrente contínua (CC+): permite a remoção da camada


superficial de óxido. Muito útil para metais com óxidos
refratários, tais como o alumínio (ataque catódico).
Desvantagem: acúmulo excessivo de calor no eletrodo,
exigindo eletrodos de maior diâmetro e causando a rápida
deterioração dos mesmos. (Quase ninguém usa essa)

Corrente alternada (CA): inverte a polaridade


periodicamente, cumprindo a função de remoção da camada
superficial de óxido sem concentrar excessivamente o calor
no eletrodo.
Abertura do arco elétrico:
Não é recomendável a abertura do arco por contato direto
entre o eletrodo e a peça. Este tipo de procedimento pode
danificar a ponta do eletrodo e contaminar a solda com
inclusões de tungstênio. Exemplos: Ignitor de alta
frequência, arco piloto (eletrodo adicional) e alta tensão
(risco de choque)
As fontes mais modernas permitem a elevação gradual da
tensão, de modo que o toque entre o eletrodo e a peça
permite a abertura do arco e não causa danos.
 Ignitor de alta frequência: impõe um sinal de alta tensão
que favorece a ionização do gás de proteção, permitindo a
abertura do arco elétrico sem o contato direto. Em soldagens
com corrente alternada senoidal o sinal de alta frequência é
mantido durante todo o decorrer da soldagem, de modo a
evitar a interrupção do arco nas mudanças de polaridade. É
um método muito utilizado, apesar de sua grande limitação.
Sua desvantagem vem do fato do sinal de alta frequência
provocar interferências em computadores próximos, o que
impede, por exemplo, o monitoramento do processo por
computador.
Arco pulsado:
A técnica da pulsação de arco consiste da utilização de dois
níveis de corrente, um baixo, chamado de corrente de base,
e um mais elevado, chamado corrente de pico. Estes valores
de corrente se alternam sucessivamente durante a
soldagem. A corrente de pico teria a função de promover a
fusão do material, enquanto que a corrente de base seria
responsável pela manutenção do arco e resfriamento da
solda entre os períodos de pico. Indicada para a soldagem
de chapas finas devido ao melhor controle do calor aportado.
 Altera as orientações dos planos pelo arco pulsado

Tochas:
As tochas para soldagem TIG tem como funções básicas
fixar o eletrodo, energiza-lo e fornecer a proteção gasosa de
forma apropriada. O fluxo de gás é direcionado pelo bocal,
mais frequentemente, cerâmico.
Para tornar mais efetiva a proteção gasosa, existem
dispositivos especiais:
Gas lens: telas finas utilizadas para garantir o fluxo laminar
do gás de proteção.
Trailing shields: bocais secundários, normalmente
alongados, utilizados para garantir proteção adicional à poça
de soldagem durante a solidificação e resfriamento.
Eletrodos de tungstênio:
 Necessita de afiações periódicas
 Em virtude da radioatividade do pó do eletrodo de tório na
hora de apontar os eletrodos, a tendência é de substituir os
eletrodos torinados por ceriados ou lantanados.
 Evita-se pontas muito pontiagudas

Pré vazão: formação da cortina protetora de gás antes da


abertura do arco.
Pós vazão: Passagem do gás inerte sobre a última parte
soldada para resfriamento do eletrodo e proteção da poça
de fusão em solidificação.
ARCO SUBMERSO

Coalescência entre os metais é obtida pelo aquecimento e


fusão por um arco elétrico estabelecido entre um eletrodo nú
e contínuo e o metal base. O arco elétrico, a poça de fusão
e a solda são protegidos por um líquido.
 Não há necessidade de proteção visual
 Pouca geração de fumos
 O eletrodo é alimentado continuamente
 O fluxo é alimentado continuamente
 Alto aporte de calor
 Processo dedicado a chapas de grande espessura
 Adequado a soldagens longas e contínuas, tais como
navios, vagões de trem, tratores, etc.
 Alta penetração
 Processo automático
 Perdas por radiação desprezíveis (rendimento
99%), maior rendimento dentre os processos de soldagem
 Acima de 1000 A produz uma ZAC muito grande
 Corrente elétrica muito alta (penetração proporcional a
corrente)
 Em alguns casos não precisa de chanfro devido a alta
penetração
 Altas taxas de deposição do material
 Proteção líquida cria uma escória que conduz o calor mal.

Sopro magnético: desvio do arco de soldagem provocado


por desequilíbrio das forças magnéticas atuantes no arco
elétrico.
Solução: conectar cabo terra próximo à tocha,
diametralmente oposto à mesma, ou utilizar mais de um
cabo terra, equidistantes em relação à tocha.

Abertura do arco:
Devido à grande espessura do eletrodo, a abertura do arco
elétrico às vezes torna-se problemática.
Imposição de alta frequência é o método mais confiável.
 Pode-se abrir o arco elétrico sem o contato entre eletrodo
e peça.
 Um ignitor de alta frequência provoca a ionização do ar,
iniciando o arco.
 Exige equipamento especial, caro, o que torna este método
pouco comum.
 Muito prático, sobretudo para operações de alta produção
e soldagens intermitentes.
Problema: provoca interferências em computadores
próximos.
Métodos de apagamento do arco:
Para evitar a colagem do eletrodo no final da soldagem ou a
formação de crateras, utilizam-se os seguintes sistemas:
 O arco permanece aberto após a parada do motor de
alimentação do arame (tempo regulável)
 Parada do movimento de translação da tocha, mantendo a
alimentação do arame, de modo a evitar a formação de
crateras.
LASER

O aquecimento necessário para a união é fornecido pelo


bombardeamento do metal base por choque de fótons de luz
com o metal base.
 Feixe direcionado
 Alta intensidade
 Monocromático (apenas 1 comprimento de onda)
 Coerente (todas as ondas em fase)
 ZAC de pequenas dimensões (velocidade muito elevada
não dá tempo para que a ZAC se forme)
 Pequenas alterações metalúrgicas
 Pode ocorrer vaporização de elementos de liga de baixos
pontos de fusão e vaporização
 Proteção gasosa: argônio, CO2, hélio ou OFN (oxigen-free
nitrogen), canalizados por sistemas independentes (tubos
ou canais circulares em torno da região soldada)
 Keyhole: penetração total (19 mm max) com ligeira
vaporização do metal no centro do ponto focal.
FEIXE DE ELÉTRONS

Feixe de elétrons acelerado choca-se com o metal base,


provocando aquecimento e fusão localizados.
 Processo de alta intensidade
 Autógeno
 Necessita de vácuo para propagação (os elétrons podem
ser desviados pelas partículas presentes na atmosfera)
 Feixe de elétrons é produzido pela passagem de corrente
elétrica por um feixe de tungstênio
 Campo elétrico acelera o feixe
 Altas penetrações
 Altas voltagens
 Baixas correntes
 Apesar da alta densidade de energia, o aporte térmico é
baixo
 ZAC de pequena dimensão; pequenas alterações
metalúrgicas
 Keyhole é possível
 Como regra geral, qualquer material soldável por algum
processo de soldagem a arco pode ser soldado por feixe de
elétrons.
PLASMA

Coalescência das peças é obtido por um jato de


plasma (fluxo de gás ionizado por completo). A
ionização do gás é obtida pela sua passagem através
de um arco elétrico a alta temperatura, que dissocia
suas moléculas. A soldagem a plasma utiliza um
eletrodo de tungstênio.
A diferença entre o TIG e o PLASMA reside no fato
de que, no processo plasma, o arco é restringido por
um bocal constritor, que limita o seu diâmetro a
aumenta a densidade de energia do processo.

Existem 2 modalidades de soldagem plasma:


 Arco transferido: estabelecido entre o eletrodo e a
peça. É a modalidade mais utilizada. Indicado para
materiais condutores de eletricidade.
 Arco não transferido. Neste caso o arco elétrico é
estabelecido entre o eletrodo de tungstênio e o bocal.
Indicado para materiais não condutores.
Microplasma: utiliza tochas especiais com baixas
faixas de correntes. Para chapas de pequenas
espessuras

Abertura de arco: ignitor de alta frequência.


AÇOS TRANSFORMÁVEIS

Aços transformáveis: transformações no estado


sólido, estrutura CCC. O contato desses aços com o
hidrogênio podem provocar: porosidade, fragilização
e fissuração.

Classificação:
Aços carbono e aços carbono-manganês (gás: CO2)
 Aços microligados
 Aços liga

A prevenção de porosidade é feita pela adição de


desoxidantes à poça de soldagem. Si e Mn são os
mais utilizados. O oxigênio pode ainda permanecer
na zona fundida, na forma de inclusões
submicroscópicas, causando a deterioração das
propriedades mecânicas (oxidação).
Microestrutura da ZAC:
 Região de granulação grosseira
 Região de normalização
 Região intercrítica (transformação parcial)
 Região subcrítica (pequenas alterações)
Aços inoxidáveis

Aços alta liga, a base de Cr, geralmente contendo Ni


e Mo. Teor mínimo de Cr: 11%.
Excelente resistência à corrosão, empregado também
para aplicações a altas temperaturas e serviços
criogênicos. Possuem boa soldabilidade
Processos de soldagem: eletrodo revestido, MIG,
TIG, plasma e resistência. Em menor escala Arco
submerso e feixe de elétrons.

Camada passiva: película de cromo oxidado, muito


fina e estável, que isola o material do meio exterior.

Classificações:
Martensítico: instrumentos cirúrgicos
Ferríticos: moedas
Austeníticos: equipamentos da indútria alimentícia
Martensíticos: duro e frágil. Facilmente gera trincas
Cuidados especiais: pré-aquecimento e pós-
aquecimento.

Ferríticos: não existe o perigo de endurecimento por


têmpera.
Cuidados especiais: resfriar rapidamente e evitar pré
aquecimento excessivo.

Austeníticos: melhor soldabilidade.


Sensitização (corrosão intergranular): Quando
resfriado lentamente pode ocorrer a precipitação de
carbonetos de cromo nos espaços intergranulares,
deixando vulnerável a corrosão.
DIAGRAMA DE SCHAEFFLER

O diagrama de Schaeffler é o principal instrumento


para a avaliação da zona fundida. Ele permite prever
com antecedência a microestrutura de uma solda de
aço Cr – Ni. Permite também escolher os eletrodos
apropriados para cada soldagem, mesmo
heterogênea, de aço liga, aço carbono, aço inoxidável
ferrítico, austenítico, etc. Para a utilização do
diagrama de Schaeffler é necessário calcular os
seguintes parâmetros: cromo equivalente e níquel
equivalente.

A parte mais importante do diagrama é a região


austeno – ferrítica, onde se encontram várias curvas
que expressam o teor de ferrita da estrutura.
SOLDAGEM POR RESISTÊNCIA

União de peças metálicas em superfícies sobrepostas


ou em contato topo a topo, pelo calor gerado na junta
através da resistência à passagem da corrente
elétrica (Efeito Joule) e pela aplicação de pressão,
ocorrendo uma certa quantidade de fusão na
interface.
 Processo automático
 Alta produtividade
 Pequena distorção
 Não utiliza fluxos
 Metal de adição raramente usado
 Superfícies sobrepostas ou topo a topo

Processos:
 Soldagem por pontos
 Soldagem por costura
 Soldagem por projeção
Soldagem por pontos:
VANTAGENS:
 Utilizado para chapas sobrepostas
 Baixo custo da solda
 Alta velocidade
 Facilidade de automação
 Não requer habilidade
 Processo mais utilizado
 Soldas não estanques
DESVANTAGENS
 Desmontagem para manutenção ou reparo é muito
difícil.
 Equipamento para soldagem normalmente é mais
caro do que os equipamentos de outros processo de
soldagem.
 Fontes que não utilizam capacitores podem
provocar fortes desbalanceamentos de rede.
 Pontos de solda tem baixo limite de resistência à
tração e à fadiga.
 Pontos de solda tem resistência mecânica inferior à
das chapas que o compõem.
Soldagem por costura:
Eletrodos na forma de discos.
As mesmas vantagens e desvantagens da solda por
costura, com a vantagem adicional de produzir soldas
estanques.

Soldagem por projeção:


Os pontos salientes atuam como pontos de contato.
 Permite a realização de múltiplas soldas
simultaneamente
 Permite a união de peças de diferentes tamanhos e
espessuras
 Menor desgaste dos eletrodos, uma vez que este
processo utiliza eletrodos de maiores dimensões.
 A conformação das projeções pode configurar-se
como uma operação adicional, diminuindo a
produtividade global do processo.
 Necessita de um controle mais preciso de posição e
alinhamento das peças.
 Por produzir múltiplas soldas simultaneamente,
exige fontes de maior capacidade.
Perguntas

1- O que é pré e pós vazão? Qual a importância?


Resposta:

No processo de soldagem TIG, temos que:


Pré vazão: é a pré vazão do gás que forma a cortina
protetora de gás antes da abertura do arco. É importante
para facilitar a abertura do arco (mais ionizável).
Pós vazão: vazão do gás inerte sobre a última parte soldada
para resfriamento do eletrodo e proteção da poça de fusão
em solidificação.

2- O que é imposição de alta frequência? Qual a


sua importância? Quais sua desvantagem?
Resposta:

É a imposição de um sinal de alta tensão e elevada


frequência. Sua importância se dá pois favorece a ionização
do gás de proteção, permitindo a abertura do arco elétrico
sem o contato direto. Sua desvantagem é que o sinal de alta
frequência provoca interferências em computadores e
celulares próximos.
3- Qual é o grande problema do processo de
soldagem por arco submerso? Como esse
problema pode ser prevenido?
Resposta:

O grande problema é o sopro magnético. Ele é desvio do


arco de soldagem provocado por desequilíbrio das forças
magnéticas atuantes no arco elétrico.
Solução: utilizar mais de um cabo terra, equidistantes em
relação à tocha.

4- No processo de arco submerso, responda:


a) Por que se chama arco submerso?
Resposta:

Pois o arco elétrico, a poça de fusão e a solda são protegidos


(submersos) por um líquido.
b) Por que a eficiência é tão alta?
Resposta:

Como o fluxo é um péssimo condutor de calor, o calor fica


praticamente todo na poça de fusão (sem perdas de calor).
c) Por que o operador não necessita de proteção
visual?
Resposta:

Pois o fluxo protege o operador da luz intensa gerada no


processo de soldagem.
5- Explique a diferença do processo de soldagem
TIG e Plasma.
Resposta:

A diferença entre o TIG e o PLASMA reside no fato de que,


no processo plasma, o arco é restringido por um bocal
constritor, que limita o seu diâmetro a aumenta a densidade
de energia do processo.

6- Quais as principais características do laser no


processo de soldagem por Laser? Qual a
principal vantagem na soldagem por Laser?
Resposta:

Características: Feixe direcionado, alta intensidade,


monocromático e coerente (todas as ondas em fase).
Vantagem: Solda por laser não causa ZAC, pois a
velocidade é muito elevada e não dá tempo para que a ZAC
se forme.

7- O que é o processo de soldagem por


microplasma? Qual sua finalidade?
Resposta:

Utiliza tochas especiais com baixas faixas de correntes. Para


soldar chapas de pequenas espessuras.
8- O que é resistência de contato? Qual a sua
importância?
Resposta:

A interface das chapas que serão soldadas apresenta uma


certa rugosidade, essa rugosidade proporciona uma
redução na seção transversal que a corrente passa. Essa
dimuição na seção transversal faz com que a temperatura
aumente e cause uma fusão localizada.

9- Por que, no processo TIG, foi banido o eletrodo


composto de tungstênio e tório?
Resposta:

Pois ao apontar o eletrodo ele deixa particular radioativas


suspensas no ar e ao inalar elas, pode causar câncer.

10- Quais os benefícios que a escória pode


trazer para o metal?
Resposta:

Serve como manta térmica e pode remover impurezas da


zona fundida.
11- É correto dizer que o ponto fraco de toda
solda por fusão é a ZAC?
Resposta:

Não, ZAC é o ponto fraco de praticamente todas as soldas


por fusão, exceto nos processos de soldagem Laser e Feixe
de Elétrons.

12- Explique o que é o Diagrama de Schaeffller


e qual a sua finalidade.
Resposta:

É um gráfico que relaciona o cromo e níquel equivalente no


material a ser analisado. Serve para prever qual
microestrutura será formada após a soldagem na zona
fundida.

13- O que é zona térmica afetada pelo calor?


Qual a sua importância?
Resposta:

ZAC é a zona afetada pela solda. É a região mais frágil da


maioria dos processos de soldagem. Possível formação de
martensita. Representa a região que não se fundiu durante
a soldagem.
14- O que é sensitização?
Resposta:

É a corrosão intergranular. Quando a zona fundida de um


aço inoxidável austenítico é resfriado lentamente pode
ocorrer a precipitação de carbonetos de cromo nos
contornos de grão, deixando vulnerável a corrosão.

15- Qual é a parte mais importante do diagrama


de Schaeffler?
Resposta:

A parte mais importante do diagrama é a região austeno –


ferrítica, onde se encontram várias curvas que expressam o
teor de ferrita da estrutura.

Common questions

Com tecnologia de IA

To prevent tungsten contamination, it is important to avoid direct contact between the tungsten electrode and the base metal when initiating the arc, as this can damage the electrode and introduce tungsten inclusions into the weld. Using a high-frequency starter can help open the arc without physical contact . Ensuring a clean and stable gas flow can also prevent oxidation and contamination .

The primary difference between TIG and plasma welding lies in the arc configuration. In plasma welding, the arc is constricted through a nozzle, which increases the arc pressure and energy density, allowing for deeper penetration and faster welding speeds on thicker materials. This restriction leads to higher thermal efficiency compared to the more diffuse arc in TIG welding .

In TIG welding, 'pre-flow' is the controlled release of inert gas before striking the arc, creating a protective shield that helps ionize the arc path for easier arc initiation. 'Post-flow' continues the gas flow after welding stops, protecting the cooling metal and the tungsten electrode from oxidation and contamination during solidification . Both are crucial for maintaining weld integrity and preventing defects .

In laser and electron beam welding processes, the ZAC is not considered a weak point due to the high energy density and low thermal input, which result in a small and controlled ZAC, minimizing metallurgical changes and weaknesses . Other welding processes, like arc welding, generally have larger and more vulnerable ZACs .

Thoriated tungsten electrodes are being phased out because grinding these electrodes releases radioactive thorium dust, posing a health hazard through inhalation, potentially causing cancer . Alternatives such as ceriated and lanthanated tungsten electrodes are now commonly used, as they do not present such health risks and offer similar performance benefits .

The Schaeffler diagram is a predictive tool used to determine the microstructure of the weld metal after solidification, particularly useful for Cr-Ni steels. It uses parameters such as 'chromium equivalent' and 'nickel equivalent' to map the resultant phases like ferrite and austenite in the metal structure, guiding alloy selection and welding strategy for improved quality and performance .

High-frequency ignition can interfere with computers and other sensitive electronic devices due to the emission of electromagnetic signals. This equipment interference can disrupt computerized monitoring systems . To mitigate these effects, electromagnetic shielding measures can be employed, and the welding equipment should be properly grounded, with electronic devices kept at a safe distance from the welding site .

Magnetically-induced arc blow is caused by uneven magnetic fields interacting with the welding arc, leading to arc deviation. This can be mitigated by using multiple grounding cables equidistant from the torch, which balances the magnetic forces, or by adjusting the welding setup to redistribute current flow . Proper grounding and cable management are essential preventive measures .

Submerged arc welding offers high efficiency and productivity due to its high heat input and deep penetration capabilities, making it suitable for thick materials. The flux provides comprehensive protection, resulting in minimal emissions and no requirement for visual protection. Its automatic nature supports long, continuous welds, essential for large-scale construction tasks such as shipbuilding and railway vehicles .

Argon is more cost-effective and provides better arc stability, lower consumption due to smaller flow rates, and facilitates the removal of the surface oxide layer through cathodic cleaning. It also allows for easier arc starting due to being more ionizable . On the downside, helium, although more expensive and requiring higher flow rates due to its lower density, offers greater weld bead penetration and higher welding speeds .

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