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Lajes Lisas

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Prof. Henrique Innecco Longo Jongohenrique @ gmail.com Departamento de Estruturas Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro 2018 Lajes Lisas - prof. Henrique Longo pag. 1 Lajes Lisas Prof. Henrique Innecco Longo c-mail: longohenrique@ gmail.com Resumo: A finalidade € analisar ¢ dimensionar as estruturas de lajes lisas pelo Método dos Elementos Finitos e pelo método aproximado da NBR-6118. 1 Introducao AS lajes cogumelo so lajes que se apéiam diretamente em pilares, conforme figura 1. Em alguns casos elas podem ter capitéis, que S40 engrossamentos da laje na regido dos pilares. Quando estas lajes no tiverem capitéis, elas sfio chamadas de lajes lisas. Essas lajes podem ser de concreto armado ou de conereto protendido. PI P2 P3 Pa a a a PS Ps P7 PR a a a a Po Pio Pu Piz a a a a Laje lisa apoiada diretamente em pilares Fig. 2 — Laje cogumelo com capitel e laje lisa sem capitel Lajes Lisas ~ prof. Henrique Longo pig. 2 2 Comportamento das lajes lisas No trecho préximo aos apoios da laje lisa, surgem momentos fletores principais negativos que se desenvolvem em circulos concéntricos ¢ de forma radial. (fig.3). Ja os momentos nos vaos si positivos ¢ aparecem em um grande trecho nas diregdes paralelas aos bordos da laje. Na prética, os momentos fletores negativos circulares sio absorvidos por uma armadura superior e os momentos radiais positivos por uma armadura inferior, dispostas em malha em duas diregées ortogonais. Fig. 3- Momentos radiais e circulares nas lajes lisas, LEONHARDT e MONNIG (1978) Em um ensaio de uma laje lisa apoiado em um pilar circular, conforme mostrado por LEONHARDT e MONNIG (1978), podemos observar que aparecem inicialmente fissuras circulares de flexdo e, no final do ensaio, fissuras de cisalhamento devido ao esforco cortante elevado atuante (fig.4). Fig. 4 — Fissuras ap6s ensaio de uma laje apoiada diretamente em um pilar circular No ensaio de uma laje lisa, a ruptura pode ocorrer por puncionamento. A superficie de ruptura tem forma tronco-cénica com inclinacio de 30° a 35° (fig.5), chegando a 45° em determinadas lajes de fundagio com grandes cargas atuantes, Lajes Lisas - prof. Henrique Longo pag, 3 Fig.5 — Ruptura por puncionamento 3 Vantagens e desvantagens da lajes lisas As lajes lisas podem ser usadas geralmente em obras que necessitem de tetos lisos, tais com saldes de festas, restaurantes © hall de hotéis © shopping centers © edificagdes residenciais Em algumas obras na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, as lajes lisas esto também sendo empregadas em cdificios residenciais, dando opgao ao morador para © posicionamento das paredes divisérias alterando a disposi¢do dos cOmodos do apartamento. Vantagens + Tetos lisos melhorando 0 aspecto estético Possibilidade de modificagio de paredes divisérias © Simplificagao das férmas © Facilidade de concretagem e colocacio das armaduras * Maior rapidez na execugio * Melhor acabamento Melhores condigdes de iluminagao e de ventilagio Maior altura livre do pavimento © Facilidade para passagem de dutos tubulacdes Desvantagens * Anilise numérica mais complicada quando a geometria do pavimento for irregular * Possibilidade de ruptura da laje por puncionamento Pavimentos mais flexiveis e flechas maiores Estrutura mais instével sob a ago do vento, tendo em vista a nao existéncia de vigas que servem como contraventamento Lajes Lisas - prof. Henrique Longo pag. 4 4 Estimativa da espessura das lajes lisas e cogumelo Pela NBR-6118 (2014), a espessura minima das lajes deve ser igual a Lajes lisas ain = 16 em Lajes cogumelos Hinin = 14 cm (fora do capitel) CUNHA e SOUZA (1998) sugerem que a espessura minima da laje lisa seja determinada utilizando © critério do ACI 318 (1983) de acordo com o tipo de aco ¢ do maior vio do painel: ago CA- 50 Disin = 1/31 sendo 10 maior vao do painel E importante ressaltar que esse critério da ACI é mais coerente, pois a espessura minima depende do maior vao do painel e nao para qualquer caso, como recomenda a NBR-6118 (2014), 5 Dimensées dos pilares De acordo com a NBR-6118 (2014), a seco transversal dos pilares, qualquer que seja a sua forma, no deve apresentar dimenstio menor do que 19 cm. Em casos especiais, permite-se considerar dimensées entre 19cm e 14cm, desde que se multipliquem as agdes a serem consideradas no dimensionamento por um coeficiente adicional mostrado na tabela 13.1 desta norma. Em qualquer caso, no se permite pilar com seg&o transversal de area inferior a 360 cm”. Na pritica, é recomendavel que a menor dimensio do pilar tenha pelo menos 30 cm, conforme recomendava a NBR-6118 (1978). 6 Lancamento dos pilares Quanto maior a distncia entre os pilares, maiores sertio os momentos fletores na laje lisa € maiores as cargas nos pilares. Em edificios usuais, pode-se considerar: 5m & distancia entre eixos dos pilares om. No langamento dos pilares, € preciso evitar, sempre que possivel, posicionar os pilares nas bordas € nos cantos da laje, tendo em vista que a tensdo de puncionamento pode ser grande nesses casos. ‘Como sugestao pritica, os pilares devem ficar afastados do bordo a uma distincia maior do que 4h, conforme mostrado na figura 6m, sendo h a altura da laje lisa. Se houver aberturas na laje, é sempre conveniente afastar os pilares dessas aberturas de uma distdncia pelo menos igual a 8d para que 0 perimetro critico niio seja reduzido. >4h \ LA, bordas da laje canto da laje Fig. 6 ~ Pilares afastados das bordas ¢ dos cantos da laje Lajes Lisas - prof. Henrique Longo pag. 5 Caso no seja possivel afastar os pilares, pode-se projetar uma viga nas bordas da laje (fig.7). Essa solugio geralmente nao interfere na arquitetura, pois essa viga ficaria embutida nas paredes do contorno da obra, Fig.7 — Laje lisa com vigas nas bordas e com paredes estruturais em volta dos elevadores No caso de edificagées altas, submetidas & agdo do vento, é preciso tornar a estrutura mais rigida projetando paredes estruturais em torno dos elevadores, como foi feito na figura 7, ou em torno das escadas. Lajes Lisas - prof. Henrique Longo pag. 6 7 Carregamentos nas lajes lisas Na lajes lisas podem atuar os seguintes cargas permanentes (peso prdprio da laje, revestimento, paredes © cargas especificas) © cargas varidveis (sobreeargas). Se houver grandes sobrecargas na laje cogumelo, € preciso posicionar as sobrecargas nas posicdes mais desfavordveis para a obtengiio dos esforgos miximos. Por exemplo, para a determinagio do. momento méximo positive no painel central da figura 8 € preciso colocar a sobrecarga neste painel e descarregar os vizinhos. Para a obtenciio do momento maximo negativo no painel da figura 9, deve-se carregar 0 painel e o vizinho e descarregar os demais. ——-m sobrecarga oF sobrecarga oo oo W------ Fig.8 — Posigiio da sobrecarga para a obtengiio do momento positive méximo no painel central o sobrecarga Co Lajes Lisas - prof. Henrique Longo pag. 7 8 Métodos de analise das lajes lisas A andlise estrutural de lajes lisas e cogumelo pode ser feita de uma maneira seguintes métodos numéricos: geral de acordo com os © Método das Diferengas Finitas Método dos Elementos Finitos Método dos Elementos de Contorno Método das Linhas de Ruptura Métodos aproximados 9 Analise pelo método aproximado da NBR-6118 De acordo com a NBR-6118 (2014), nos casos em que os pilares estiverem ortogonais, de maneira regular © com vdos pouco diferentes, 0 célculo dos esforgos pode ser realizado pelo proceso eléstico aproximado, com redistribuigao. Essa distribuigao consiste em adotar pérticos maltiplos em cada diregao, para obtengao dos esforgos solicitantes. LEONHARDT e MONNIG (1978) recomendam que o método aproximado deve ser utilizado quando a relagdo entre viios for a seguinte: 4 < Wy/ly < 43 A figura 10 esté mostrando uma laje lisa apoiada em pilares distribufdos em filas ortogonais e com vos iguais. Nesse caso, essa laje pode ser analisada por um método aproximado. As linhas pontithadas da figura 2.2 representam as faixas nas diregdes X e Y. by a ly -- O o o Ix ix Ix. Fig, 10 — Laje lisa com pilares em filas ortogonais vos iguais Lajes Lisas ~ prof. Henrique Longo pag. & Se houver apenas um pavimento, os pérticos correspondentes a estas faixas nas direges X e Y esttio mostrados nas figuras 11 ¢ 12. aly Fig.11- Portico na diregao X ay=4- hx Fig. 12 - Pértico na diregiio Y Pela NBR-6118(2004), para cada pértico deve ser considerada a carga total. Assim, teremos as seguintes cargas nas direcdes X e Y: diregao X (faixa de largura fy e espessura h da laje) aly diregao Y_ (faixa de largura Ix e espessura h da laje) qv=q. kx q~ carga total atuante na laje gx © qy — cargas nas diregdes Xe Y A NBR-6118 (2004) recomenda que as ligacdes das lajes com os pilares devem ser cuidadosamente esttudadas como nos casos em que ndo haja simetria de forma ou de carregamento da laje em relagio a0 apoio. Além disso, obrigatoriamente devem ser considerados os momentos de ligaciio entre laje e pilares extremos. Se houver mais de um pavimento, pode-se considerar um portico Ievando em conta apenas o trecho superior e inferior do pilar, como na figura 13. Fig. 13 — Pértico considerando o trecho superior ¢ inferior dos pilares Lajes Lisas - prof. Henrique Longo pag. 9 LEONHARDT e MONNIG (1978) sugerem que, além do modelo de pértico, essa anilise também pode ser feita por um modelo de vigas continuas, conforme mostrado na figura 14. Neste modelo, para atender a: MC) apoio extremo = q 7/30 sendo /—o vao extremo er ee ee Fig.14 ~ Modelo de viga continua Este método aproximado da NBR-6118 (2014) pode ser utilizado para se fazer um pré- dimensionamento da laje lisa € uma verificagao dos esforgos analisados por um programa de computador. Distribuig&éo dos momentos fletores no painel De acordo com a NBR-6118(2014), a distribuigio dos momentos em cada direcdio, segundo as faixas externas e internas indicadas na figura 15, deve ser feita da seguinte maneira: 45% dos momentos positivos para as duas faixas internas 27.5% dos momentos positivos para cada uma das faixas externas (faixa dos apoios) 25% — dos momentos negativos para as duas faixas internas 37.5% dos momentos negativos para cada uma das faixas externas (aixa dos apoios) BS faixa dos apoios —_37,5% MC) 27.5% M(+) Wid faixas internas 95% mi. 45% MC) WR | bv faixa dos apoios 37.5% MC) 2 --- 5% MOH) iyi Fig. 15 — Distribuicdo de momentos pelas faixas do painel em uma dada directo Os momentos fletores M* por metro sio obtides dividindo-se os momentos pelas respectivas larguras das faixa: 37,5% M(-) / (ly/4) dos apoios M*(-) ‘momentos negativos nas faixas internas = M*(-)= 25% M(-) / (Iy/2) momentos positivo nas faixas dos apoios M*(+) = 27,5% M(+) / (Iy/4) ‘omentos negatives nas faixas intemas — M*(#)= 45 % M(4) / (ly/2) Lajes Lisas - prof. Henrique Longo pag. 10 10 Analise pelo Método dos Elementos Finitos A anilise dos esforgos nas lajes lisas apoiadas diretamente em pilares geralmente é feita por um programa de computador pelo Método dos Elementos Finitos. Na figura 16, por exemplo, estio mostrados os momentos fletores em uma laje lisa calculados por um programa de computador. Fig. 16 - Momentos fletores na laje lisa Nesta andlise, pode-se_constatar que os maiores momentos fletores negativos acontecem sobre os pilares. Se estes pilares forem modelados com apoios pontuais, a curva de momentos fletores tem um valor muito grande no ponto de apoio (fig.17) e ndo representa adequadamente os valores reais, ra 17. Momentos negativos sobre apoios pontuais nas lajes lisas Lajes Lisas ~ prof. Henrique Longo pag. 1 Conforme mostrado por Szilard (1974), os valores dos momentos negativos nos apoios podem ser reduzidos quando forem consideradas as dimensées dos pilares. Neste caso, a curva de momentos é mais suave e o valor maximo € mais compativel com os momentos nos bordos do pilar, conforme mostrado na figura 18. Figura 18. Momentos negativos considerando as dimensdes dos pilares nas lajes lisas Representacdo dos pilares por elementos sdlidos Para representar melhor os pilares, as lajes lisas podem também estar apoiadas em elementos fi sélidos (Fig. 19). Este modelo pode ser bem adequado para a andlise de lajes lisas de apenas um. pavimento. No entanto, quando a edificacio tiver varios pavimentos, o tempo de processamento aumenta muito. Além disso, os pro geralmente fornecem as tensdes nos ntos finitos s6lidos e ngio momentos fletores, o que dificulta a andlise dos resultados e dimensionamento dos pilares. amas de computador elem ELEMENTOS Figura 19. Pilar modelado com elementos finitos sslidos Lajes Lisas ~ prof. Henrique Longo pag. 12 Representagao dos yr elementos ey E também possivel usar um modelo composto por elementos mistos, compostos por um elemento slido e um elemento linear (fig.20), conforme LONGO (2012). Neste modelo, a laje lisa € apoiada nos elementos sélidos e conectados a um elemento linear. Estes elementos sélidos devem ocupar toda a drea do pilar. Neste modelo, a espessura dos elementos sdlidos também nao deve ser muito grande para evitar que os momentos fletores fiquem maiores nos bordos do que no centro do apoio. Esta espessura também ndo deve ser muito pequena pois os elementos s6lidos perderiam a fungao estrutural. Figura 20- Modelo com elementos finitos s6lidos ¢ elemento linear (Modelo SL) Arredondamento do diagrama de momentos O momento fletor arredondado M, pode ser estimado, considerando a média dos momentos na face do pilar Mracy:€ © momento maximo Marax no apoio (fig. 21): a, = Maax + Mrace Fig, 21- Arredondamento do diagrama de momentos fletores Lajes Lisas - prof. Henrique Longo pag. 13 11 Verificagaéo das detormacées nas lajes lisas As deformagées nas lajes lisas devem ser calculadas para a combinagio de carregamentos no COMB(ELS-CQP) por um programa de computador pelo Método dos Elementos Finitos. Estas deformagdes em uma laje lisa esto mostradas na figura. 22. Fig.2. Deformagdes na Laje lisa Considerando o efeito da fluéncia nas cargas de longa duragio, a flecha total para os valores em servigo, pode ser estimada por: Frorat, = 252 fog +¥2 Sy) from flecha total considerando o efeito da fluéncia Z fon soma das flechas imediatas para agées permanentes fy flecha imediata para agdes varidveis (cargas acidentais) para edificios residenciais para edificios comerciais para bibliotecas, arquivos, oficinas ¢ garagens Para as lajes lisas, a flecha limite pode ser considerada a seguinte: fum = 1/250 carga total fu = 1/350 cargas acidentais, 1 - menor vao do painel, sendo um painel caracterizado por um trecho da laje lisa entre 4 pilares, Lajes Lisas - prof. Henrique Longo pag. 14 12 Dimensionamento das armaduras das lajes lisas As lajes lisas devem ser dimensionadas para resistir aos momentos fletores ¢ ao efeito da pungio entre a laje © o pilar. Para cvitar a ruptura por puncionamento, os valores das tensdes de puncionamento devem ser limitados. Para que no ocorra ruptura por flexto, € preciso colocar armaduras em duas diregdes para absorver os momentos fletores. As dreas das armaduras podem ser calculadas para a faixa de 1 metro pelas tabelas de dimensionamento. Disposicao das armaduras das lajes lisas Quando as lajes lisas forem calculadas pelo Método dos Elementos Finitos, € preciso colocar as armaduras nas regides de maiores momentos fletores. Essas armaduras so dispostas de acordo com certas percentagens nas faixas da regido dos apoios (ly/4) € na regido central (ly/2). Além disso, as armaduras devem atender o seguinte: © Pelo menos duas barras inferiores devem pas’ também a armadura de colapso progressivo. © Em lajes com capitéis, as barras inferiores interrompidas devem penetrar pelo menos 30 cm ou 246 no capitel. © Devem ser atendidas as condigdes de ancoragem prescritas pela NBR-6118 (2014) sar continuamente sobre os apoios, respeitando-se além de atender as demais preserigdes, LEONHARDT E MONINIG (1978) recomendam que 50% da armadura do vio das faixas de yao e dos apoios deve ser levada até os eixos dos pilares. Além disso, eles sugerem que n: 0 deslocar o diagrama para a cobertura dos esforgos de tragio tendo em vista que os momentos negativos nos apoios nesta solugio aproximada so valores de dimensionamento e no devem ser arredondados é neces: Armadura contra_colapso proaressivo Pela NBR-6118(2014), para garantir a dutilidade local e a conseqiiente prote¢ao contra 0 colapso progressivo, a armadura de flexao inferior que atravessa 0 contorno C, deve estar suficientemente ancorada além do perimetro C’, conforme figura 23, € deve ser tal que: ‘ier tS 15 He Asccp - Somat6ria de todas as éreas das barras que cruzam cada uma das faces do pilar. Fsq__- forga ou reagio de pungio de célculo com yr= 1 Armadura de flexto contorno C* Armadura contra_// colapso progressivo Fig. 23 - Armadura contra colapso progressivo Lajes Lisas - prof. Henrique Longo Nas figuras 24 a 27 estio ind armaduras sugeridas 100% da armadura 33% da armadura restante da armadura 0,125! £0,125! @___ ‘Armadiira contra colapso progressivo Fig, 24 — Armaduras inferiores das lajes sem vigas de acordo com a NBR-6118 2d+hy 2d+h, pag. adas as armaduras recomendadas pelas NBR-6118(2014) e as hia WR a a Wy Lajes Lisas - prof. Henrique Longo pag. 16 20,351 20,351 s0% Re SS 50% 6) 7T 100% da aarmadura Wid Jo Fig. 26 — Armaduras superiores das lajes sem vigas de acordo com a NBR-6118 20351 20351 Wyia @ I hyd Fig.27 — Armadura superiores simplificadas Lajes Lisas ~ prof. Henrique Longo pag. 17 Armaduras minimas das lajes lisas e cogumelo Para melhorar o desempenho, a dutilidade & flexdo e controlar a fis armadura minima nas lajes. uracdo, € necessério prever uma De acordo com a NBR-6118 (2014), os valores minimos das taxas de armaduras para as lajes lisas & cogumelo devem respeitar os valores da tabela 1 ¢ a armadura negativa sobre os apoios deve ter como valor minimo: Asmin(-) 2 0.00075. bi h—espessura da laje 1 - vio médio da laje medido na diregio da armadura a ser colocada Essa armadura deve cobrir a regio transversal a ela, compreendida pela dimensao dos apoios, acrescida de 1.5h para cada lado. Tabela I — Valores minimos para armaduras passivas aderentes pela NBR-6188 (2014) estruturais | Elementos estruturais com | Elementos estruturais com Armadura ‘sem ‘armadura ativa ‘armadura ativa, armaduras aderente no aderente ‘Armaduras negativas “Armaduras egativas de bordas sem continuidade “Armaduras positivas do alos armada nas duas diregdes: ‘armadura posiva ‘principal do | ps>pmin | pe2pmn-pp205pmn | ps2 pmin- 0.59205 pin lajes armadas emuma diregio ‘armadura postiva ‘Ads > 20% da armadura principal (secundéria) de Ays2 0,9 om2im - lajes armadas 122 0.5 Prin ‘em uma diregao ere hal ‘onde Ps = AsO © Pp = A/D A. NOTA Os vaotes de an S80 delnidos em 17.3521, Pe2 Pmin= 05 Pp > 0.87Pmin (ver 19.3.8.2) Ps2 Prin ~ Pp 2 0.87 Prin Ps20.67Pmin e207 Prin | 020,87) min-Pp 20.5 Prin | Ps? Pmin~0.5%p 20.5 Prin Lajes Lisas - prof. Henrique Longo pag. 18 13. Projeto Piloto de uma laje lisa Esse projeto piloto € formado por um pavimento de laje lisa apoiado diretamente em 12 pilares (30cm x 50cm), conforme mostrado na planta da figura 28 materiais utilizados: conereto C30 ago CA-50 Pl P2 P3 a = a 8m Pd PS P6 3 qh _4J P7 PS PO S = q —* #6 Pio MU od p22 —4 10m om Fig.28 - Planta do Projeto Piloto Neste projeto, existem pilares nos bordos da laje, reduzindo assim a resisténcia da laje ao puncionamento. Seria melhor se esses pilares ficassem. afastados dos bordos da laje, A outra possibilidade seria projetar vigas nos bordos da laje. De qualquer modo, & preciso respeitar 0 projeto de arquitetura Lajes Lisas - prof. Henrique Longo pag. 19 Carregamentos na laje Espessura estimada da laje pelo critério da ACI 318 (1983) h= 1000 /31 = 30 cm Carregamentos na laje Peso préprio =0,30 x 25 kN/m* Sobrecarga Revestimento Andlise estrutural pelo Método da NBR-6118(2004) Considerando que a relagao entre vos ly / lx = 8,0 /10,0 = 0,8. esta entre 0,75 e 1,33, podemos entdo aplicar o método simplificado da NBR-6118 (2004). Nesta andlise, sera adotado © modelo de uma viga continua nas diregdes Xe Y apoiada nos pilares. Nas extremidades da viga, foi considerado um momento negativo igual a ql’/30 DIRECAO X (fig.29) Carregamento total na faixa da diregtio X gx=q.ly =10.8 =80kN/m altura da faixa he Jargura da faixa b 3m 0m 80 kN/m & 10m L 10m 4 Fig. 29 — Modelo de uma viga continua na diregao X Os momentos fletores maximos nesta diregdo X so os seguintes: Mx(+)max. = 563 kNm ; Mx(-)aax.= 1000 kNm Mx(-) extremo = 80 x 10°/ 30 = 267 kNm. Distribuindo esses momentos pelas faixas, de acordo com os perventuais recomendados pela NBR- 6118(2004) e dividindo pela largura da faixa, temos os momentos por metro: Faixa dos apoios (2,0m) —_-27,5% M(+)/ 2,0= 0,275 . 563 / 2,0 78 kNm/m 37,5% M(-) / 2,0 = 0,375 .1.000 / 2,0 187 kNm/m 37,5% M(-) exti2,0 = 0,375. 267/2,0 50 kNm/m Faixa interna (4,0m) 45% M(+)/4,0 = 0,45 . 563 /4,0 63 KNm/m 25% M(-)/ 4,0 =0,25 . 1.000/4,0 62 kNm/m 25% M(Jext /4,0, =0,25 .267/4,0 = - 16 kKNm/m Lajes Lisas - prof. Henrique Longo pag. 20 DIRECAO Y (fig. 30) carregamento na diregio Y gy = 10,0. m .10 kN/m? = 100 kN/m altura da faixa =0,30m largura da faixa 10,0m ay = 100 kN/m & 8m L 8m 4 8m A Fig. 30 — Modelo de uma viga continua na diregdo Y Os momentos fletores nesta diregdo Y so os seguintes: vio | My(+)qax.=512_kNm My(-)ax. =- 640 kKNm Mx(-) extremo = -100x 87/30 = 213 kNm vaio 2 My(4)ax. 60 kNm Distribuindo esses momentos pelas faixas, pelos percentuais da NBR-6118(2004) e dividindo pela largura da faixa, obtemos os momentos por metro: Vaio | Faixa dos apoios Sm) 27.5% M(+)/ 275 5124 37.5% M(-) [2,5 = 0,375 .640/2,5 = 56 KNm/m. 96 KNm/m 37,5% Mx(-)exv2,. 75, 213/2,5=-32 kNm/m Faixa interna (5,0m) 45% M(+)/5,0 = 0,45 .512/5,0 46 kNiv/im 25% M(-)/5,0 =0,25.640/5,0 = -32kNm/m Mx(-) extr/5,0 = 0,25.-213/5,0=-11 kNm/m Vio 2 Faixa dos apoios (2,5m) 27.5% M(+)/2,5=0,275 . 160/2,5= 18 kNm/m Faixa interna (5,0m) 45% M(+)/5,0 = 0,45, 160/5,0 = 14kNm/m Os momentos fletores nas diregBes X e Y esto mostrados na figura 31 e 32, respectivamente. pag. 21 =e r g T T 7 2 x £ 3 g is = o sit Dost g eo q $ 06° we g a im 5 fle ge HT Foie é 2 1 2 is i > fn! d & a 7 . Lajes Lisas - prof. Henrique Longo Fig. 32 — Momentos na laje lisa nas diregoes X (kNmm/m) Lajes Lisas - prof. Henrique Longo pag. 22 AMERICAN CONCRETE INSTITUTE (ACT), “Building Code Requirements for Reinforced Concrete", Committee 318/83, Detroit, 1983. LEONHARDT F. ¢ MONNIG E. ~ “Construgdes de Conercto”,vols.1, 2 ¢ 3, Ed. Interciéneia, 1978. LONGO, H.I ~ “Influéncia do Tipo de Apoio e do Capitel na Model Jomadas Sul Americanas de Engenharia Estrutural, 2012. m de Lajes Lisas’ NORMA NBR- 6118 ~ “Projeto de Estruturas de Concreto ~ Procedimento”, ABNT, 2014

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