0 notas0% acharam este documento útil (0 voto) 187 visualizações23 páginasLajes Lisas
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Prof. Henrique Innecco Longo
Jongohenrique @ gmail.com
Departamento de Estruturas
Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro
2018Lajes Lisas - prof. Henrique Longo pag. 1
Lajes Lisas
Prof. Henrique Innecco Longo
c-mail: longohenrique@ gmail.com
Resumo: A finalidade € analisar ¢ dimensionar as estruturas de lajes lisas pelo Método dos
Elementos Finitos e pelo método aproximado da NBR-6118.
1 Introducao
AS lajes cogumelo so lajes que se apéiam diretamente em pilares, conforme figura 1. Em alguns
casos elas podem ter capitéis, que S40 engrossamentos da laje na regido dos pilares. Quando estas
lajes no tiverem capitéis, elas sfio chamadas de lajes lisas. Essas lajes podem ser de concreto
armado ou de conereto protendido.
PI P2 P3 Pa
a a a
PS Ps P7 PR
a a a a
Po Pio Pu Piz
a a a a
Laje lisa apoiada diretamente em pilares
Fig. 2 — Laje cogumelo com capitel e laje lisa sem capitelLajes Lisas ~ prof. Henrique Longo pig. 2
2 Comportamento das lajes lisas
No trecho préximo aos apoios da laje lisa, surgem momentos fletores principais negativos que se
desenvolvem em circulos concéntricos ¢ de forma radial. (fig.3). Ja os momentos nos vaos si
positivos ¢ aparecem em um grande trecho nas diregdes paralelas aos bordos da laje. Na prética, os
momentos fletores negativos circulares sio absorvidos por uma armadura superior e os momentos
radiais positivos por uma armadura inferior, dispostas em malha em duas diregées ortogonais.
Fig. 3- Momentos radiais e circulares nas lajes lisas, LEONHARDT e MONNIG (1978)
Em um ensaio de uma laje lisa apoiado em um pilar circular, conforme mostrado por
LEONHARDT e MONNIG (1978), podemos observar que aparecem inicialmente fissuras
circulares de flexdo e, no final do ensaio, fissuras de cisalhamento devido ao esforco cortante
elevado atuante (fig.4).
Fig. 4 — Fissuras ap6s ensaio de uma laje apoiada diretamente em um pilar circular
No ensaio de uma laje lisa, a ruptura pode ocorrer por puncionamento. A superficie de ruptura tem
forma tronco-cénica com inclinacio de 30° a 35° (fig.5), chegando a 45° em determinadas lajes de
fundagio com grandes cargas atuantes,Lajes Lisas - prof. Henrique Longo pag,
3
Fig.5 — Ruptura por puncionamento
3 Vantagens e desvantagens da lajes lisas
As lajes lisas podem ser usadas geralmente em obras que necessitem de tetos lisos, tais com
saldes de festas,
restaurantes
© hall de hotéis
© shopping centers
© edificagdes residenciais
Em algumas obras na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, as lajes lisas esto também sendo empregadas
em cdificios residenciais, dando opgao ao morador para © posicionamento das paredes divisérias
alterando a disposi¢do dos cOmodos do apartamento.
Vantagens
+ Tetos lisos melhorando 0 aspecto estético
Possibilidade de modificagio de paredes divisérias
© Simplificagao das férmas
© Facilidade de concretagem e colocacio das armaduras
* Maior rapidez na execugio
* Melhor acabamento
Melhores condigdes de iluminagao e de ventilagio
Maior altura livre do pavimento
© Facilidade para passagem de dutos tubulacdes
Desvantagens
* Anilise numérica mais complicada quando a geometria do pavimento for irregular
* Possibilidade de ruptura da laje por puncionamento
Pavimentos mais flexiveis e flechas maiores
Estrutura mais instével sob a ago do vento, tendo em vista a nao existéncia de vigas que
servem como contraventamentoLajes Lisas - prof. Henrique Longo pag. 4
4 Estimativa da espessura das lajes lisas e cogumelo
Pela NBR-6118 (2014), a espessura minima das lajes deve ser igual a
Lajes lisas ain = 16 em
Lajes cogumelos Hinin = 14 cm (fora do capitel)
CUNHA e SOUZA (1998) sugerem que a espessura minima da laje lisa seja determinada utilizando
© critério do ACI 318 (1983) de acordo com o tipo de aco ¢ do maior vio do painel:
ago CA- 50 Disin = 1/31 sendo 10 maior vao do painel
E importante ressaltar que esse critério da ACI é mais coerente, pois a espessura minima depende
do maior vao do painel e nao para qualquer caso, como recomenda a NBR-6118 (2014),
5 Dimensées dos pilares
De acordo com a NBR-6118 (2014), a seco transversal dos pilares, qualquer que seja a sua forma,
no deve apresentar dimenstio menor do que 19 cm. Em casos especiais, permite-se considerar
dimensées entre 19cm e 14cm, desde que se multipliquem as agdes a serem consideradas no
dimensionamento por um coeficiente adicional mostrado na tabela 13.1 desta norma. Em qualquer
caso, no se permite pilar com seg&o transversal de area inferior a 360 cm”. Na pritica, é
recomendavel que a menor dimensio do pilar tenha pelo menos 30 cm, conforme recomendava a
NBR-6118 (1978).
6 Lancamento dos pilares
Quanto maior a distncia entre os pilares, maiores sertio os momentos fletores na laje lisa € maiores
as cargas nos pilares. Em edificios usuais, pode-se considerar:
5m & distancia entre eixos dos pilares
om.
No langamento dos pilares, € preciso evitar, sempre que possivel, posicionar os pilares nas bordas €
nos cantos da laje, tendo em vista que a tensdo de puncionamento pode ser grande nesses casos.
‘Como sugestao pritica, os pilares devem ficar afastados do bordo a uma distincia maior do que 4h,
conforme mostrado na figura 6m, sendo h a altura da laje lisa. Se houver aberturas na laje, é sempre
conveniente afastar os pilares dessas aberturas de uma distdncia pelo menos igual a 8d para que 0
perimetro critico niio seja reduzido.
>4h
\
LA,
bordas da laje
canto da laje
Fig. 6 ~ Pilares afastados das bordas ¢ dos cantos da lajeLajes Lisas - prof. Henrique Longo pag. 5
Caso no seja possivel afastar os pilares, pode-se projetar uma viga nas bordas da laje (fig.7). Essa
solugio geralmente nao interfere na arquitetura, pois essa viga ficaria embutida nas paredes do
contorno da obra,
Fig.7 — Laje lisa com vigas nas bordas e com paredes estruturais em volta dos elevadores
No caso de edificagées altas, submetidas & agdo do vento, é preciso tornar a estrutura mais rigida
projetando paredes estruturais em torno dos elevadores, como foi feito na figura 7, ou em torno das
escadas.Lajes Lisas - prof. Henrique Longo pag. 6
7 Carregamentos nas lajes lisas
Na lajes lisas podem atuar os seguintes cargas permanentes (peso prdprio da laje, revestimento,
paredes © cargas especificas) © cargas varidveis (sobreeargas). Se houver grandes sobrecargas na
laje cogumelo, € preciso posicionar as sobrecargas nas posicdes mais desfavordveis para a obtengiio
dos esforgos miximos. Por exemplo, para a determinagio do. momento méximo positive no painel
central da figura 8 € preciso colocar a sobrecarga neste painel e descarregar os vizinhos. Para a
obtenciio do momento maximo negativo no painel da figura 9, deve-se carregar 0 painel e o vizinho
e descarregar os demais.
——-m
sobrecarga
oF
sobrecarga
oo oo
W------
Fig.8 — Posigiio da sobrecarga para a obtengiio do momento positive méximo no painel central
o
sobrecarga
CoLajes Lisas - prof. Henrique Longo pag. 7
8 Métodos de analise das lajes lisas
A andlise estrutural de lajes lisas e cogumelo pode ser feita de uma maneira
seguintes métodos numéricos:
geral de acordo com os
© Método das Diferengas Finitas
Método dos Elementos Finitos
Método dos Elementos de Contorno
Método das Linhas de Ruptura
Métodos aproximados
9 Analise pelo método aproximado da NBR-6118
De acordo com a NBR-6118 (2014), nos casos em que os pilares estiverem
ortogonais, de maneira regular © com vdos pouco diferentes, 0 célculo dos esforgos pode ser
realizado pelo proceso eléstico aproximado, com redistribuigao. Essa distribuigao consiste em
adotar pérticos maltiplos em cada diregao, para obtengao dos esforgos solicitantes. LEONHARDT e
MONNIG (1978) recomendam que o método aproximado deve ser utilizado quando a relagdo entre
viios for a seguinte:
4 < Wy/ly < 43
A figura 10 esté mostrando uma laje lisa apoiada em pilares distribufdos em filas ortogonais e com
vos iguais. Nesse caso, essa laje pode ser analisada por um método aproximado. As linhas
pontithadas da figura 2.2 representam as faixas nas diregdes X e Y.
by a
ly --
O
o
o
Ix ix Ix.
Fig, 10 — Laje lisa com pilares em filas ortogonais vos iguaisLajes Lisas ~ prof. Henrique Longo pag. &
Se houver apenas um pavimento, os pérticos correspondentes a estas faixas nas direges X e Y
esttio mostrados nas figuras 11 ¢ 12.
aly
Fig.11- Portico na diregao X
ay=4- hx
Fig. 12 - Pértico na diregiio Y
Pela NBR-6118(2004), para cada pértico deve ser considerada a carga total. Assim, teremos as
seguintes cargas nas direcdes X e Y:
diregao X (faixa de largura fy e espessura h da laje) aly
diregao Y_ (faixa de largura Ix e espessura h da laje) qv=q. kx
q~ carga total atuante na laje gx © qy — cargas nas diregdes Xe Y
A NBR-6118 (2004) recomenda que as ligacdes das lajes com os pilares devem ser cuidadosamente
esttudadas como nos casos em que ndo haja simetria de forma ou de carregamento da laje em relagio
a0 apoio. Além disso, obrigatoriamente devem ser considerados os momentos de ligaciio entre laje e
pilares extremos.
Se houver mais de um pavimento, pode-se considerar um portico Ievando em conta apenas o trecho
superior e inferior do pilar, como na figura 13.
Fig. 13 — Pértico considerando o trecho superior ¢ inferior dos pilaresLajes Lisas - prof. Henrique Longo pag. 9
LEONHARDT e MONNIG (1978) sugerem que, além do modelo de pértico, essa anilise também
pode ser feita por um modelo de vigas continuas, conforme mostrado na figura 14. Neste modelo,
para atender a:
MC) apoio extremo = q 7/30 sendo /—o vao extremo
er ee ee
Fig.14 ~ Modelo de viga continua
Este método aproximado da NBR-6118 (2014) pode ser utilizado para se fazer um pré-
dimensionamento da laje lisa € uma verificagao dos esforgos analisados por um programa de
computador.
Distribuig&éo dos momentos fletores no painel
De acordo com a NBR-6118(2014), a distribuigio dos momentos em cada direcdio, segundo as
faixas externas e internas indicadas na figura 15, deve ser feita da seguinte maneira:
45% dos momentos positivos para as duas faixas internas
27.5% dos momentos positivos para cada uma das faixas externas (faixa dos apoios)
25% — dos momentos negativos para as duas faixas internas
37.5% dos momentos negativos para cada uma das faixas externas (aixa dos apoios)
BS
faixa dos apoios —_37,5% MC)
27.5% M(+) Wid
faixas internas 95% mi. 45% MC) WR | bv
faixa dos apoios 37.5% MC) 2
---
5% MOH) iyi
Fig. 15 — Distribuicdo de momentos pelas faixas do painel em uma dada directo
Os momentos fletores M* por metro sio obtides dividindo-se os momentos pelas respectivas
larguras das faixa:
37,5% M(-) / (ly/4)
dos apoios M*(-)
‘momentos negativos nas faixas internas = M*(-)= 25% M(-) / (Iy/2)
momentos positivo nas faixas dos apoios M*(+) = 27,5% M(+) / (Iy/4)
‘omentos negatives nas faixas intemas — M*(#)= 45 % M(4) / (ly/2)Lajes Lisas - prof. Henrique Longo pag. 10
10 Analise pelo Método dos Elementos Finitos
A anilise dos esforgos nas lajes lisas apoiadas diretamente em pilares geralmente é feita por um
programa de computador pelo Método dos Elementos Finitos. Na figura 16, por exemplo, estio
mostrados os momentos fletores em uma laje lisa calculados por um programa de computador.
Fig. 16 - Momentos fletores na laje lisa
Nesta andlise, pode-se_constatar que os maiores momentos fletores negativos acontecem sobre os
pilares. Se estes pilares forem modelados com apoios pontuais, a curva de momentos fletores tem
um valor muito grande no ponto de apoio (fig.17) e ndo representa adequadamente os valores reais,
ra 17. Momentos negativos sobre apoios pontuais nas lajes lisasLajes Lisas ~ prof. Henrique Longo pag. 1
Conforme mostrado por Szilard (1974), os valores dos momentos negativos nos apoios podem ser
reduzidos quando forem consideradas as dimensées dos pilares. Neste caso, a curva de momentos é
mais suave e o valor maximo € mais compativel com os momentos nos bordos do pilar, conforme
mostrado na figura 18.
Figura 18. Momentos negativos considerando as dimensdes dos pilares nas lajes lisas
Representacdo dos pilares por elementos sdlidos
Para representar melhor os pilares, as lajes lisas podem também estar apoiadas em elementos fi
sélidos (Fig. 19). Este modelo pode ser bem adequado para a andlise de lajes lisas de apenas um.
pavimento. No entanto, quando a edificacio tiver varios pavimentos, o tempo de processamento
aumenta muito. Além disso, os pro geralmente fornecem as tensdes nos
ntos finitos s6lidos e ngio momentos fletores, o que dificulta a andlise dos resultados e
dimensionamento dos pilares.
amas de computador
elem
ELEMENTOS
Figura 19. Pilar modelado com elementos finitos sslidosLajes Lisas ~ prof. Henrique Longo pag. 12
Representagao dos yr elementos ey
E também possivel usar um modelo composto por elementos mistos, compostos por um elemento
slido e um elemento linear (fig.20), conforme LONGO (2012). Neste modelo, a laje lisa € apoiada
nos elementos sélidos e conectados a um elemento linear. Estes elementos sélidos devem ocupar
toda a drea do pilar. Neste modelo, a espessura dos elementos sdlidos também nao deve ser muito
grande para evitar que os momentos fletores fiquem maiores nos bordos do que no centro do apoio.
Esta espessura também ndo deve ser muito pequena pois os elementos s6lidos perderiam a fungao
estrutural.
Figura 20- Modelo com elementos finitos s6lidos ¢ elemento linear (Modelo SL)
Arredondamento do diagrama de momentos
O momento fletor arredondado M, pode ser estimado, considerando a média dos momentos na face
do pilar Mracy:€ © momento maximo Marax no apoio (fig. 21):
a, = Maax + Mrace
Fig, 21- Arredondamento do diagrama de momentos fletoresLajes Lisas - prof. Henrique Longo pag. 13
11 Verificagaéo das detormacées nas lajes lisas
As deformagées nas lajes lisas devem ser calculadas para a combinagio de carregamentos no
COMB(ELS-CQP) por um programa de computador pelo Método dos Elementos Finitos. Estas
deformagdes em uma laje lisa esto mostradas na figura. 22.
Fig.2.
Deformagdes na Laje lisa
Considerando o efeito da fluéncia nas cargas de longa duragio, a flecha total para os valores em
servigo, pode ser estimada por:
Frorat, = 252 fog +¥2 Sy)
from flecha total considerando o efeito da fluéncia
Z fon soma das flechas imediatas para agées permanentes
fy flecha imediata para agdes varidveis (cargas acidentais)
para edificios residenciais
para edificios comerciais
para bibliotecas, arquivos, oficinas ¢ garagens
Para as lajes lisas, a flecha limite pode ser considerada a seguinte:
fum = 1/250 carga total
fu = 1/350 cargas acidentais,
1 - menor vao do painel, sendo um painel caracterizado por um trecho da laje lisa entre 4 pilares,Lajes Lisas - prof. Henrique Longo pag. 14
12 Dimensionamento das armaduras das lajes lisas
As lajes lisas devem ser dimensionadas para resistir aos momentos fletores ¢ ao efeito da pungio
entre a laje © o pilar. Para cvitar a ruptura por puncionamento, os valores das tensdes de
puncionamento devem ser limitados. Para que no ocorra ruptura por flexto, € preciso colocar
armaduras em duas diregdes para absorver os momentos fletores. As dreas das armaduras podem ser
calculadas para a faixa de 1 metro pelas tabelas de dimensionamento.
Disposicao das armaduras das lajes lisas
Quando as lajes lisas forem calculadas pelo Método dos Elementos Finitos, € preciso colocar as
armaduras nas regides de maiores momentos fletores.
Essas armaduras so dispostas de acordo com certas percentagens nas faixas da regido dos apoios
(ly/4) € na regido central (ly/2). Além disso, as armaduras devem atender o seguinte:
© Pelo menos duas barras inferiores devem pas’
também a armadura de colapso progressivo.
© Em lajes com capitéis, as barras inferiores interrompidas
devem penetrar pelo menos 30 cm ou 246 no capitel.
© Devem ser atendidas as condigdes de ancoragem prescritas pela NBR-6118 (2014)
sar continuamente sobre os apoios, respeitando-se
além de atender as demais preserigdes,
LEONHARDT E MONINIG (1978) recomendam que 50% da armadura do vio das faixas de yao e
dos apoios deve ser levada até os eixos dos pilares. Além disso, eles sugerem que n: 0
deslocar o diagrama para a cobertura dos esforgos de tragio tendo em vista que os momentos
negativos nos apoios nesta solugio aproximada so valores de dimensionamento e no devem ser
arredondados
é neces:
Armadura contra_colapso proaressivo
Pela NBR-6118(2014), para garantir a dutilidade local e a conseqiiente prote¢ao contra 0 colapso
progressivo, a armadura de flexao inferior que atravessa 0 contorno C, deve estar suficientemente
ancorada além do perimetro C’, conforme figura 23, € deve ser tal que:
‘ier tS 15 He
Asccp - Somat6ria de todas as éreas das barras que cruzam cada uma das faces do pilar.
Fsq__- forga ou reagio de pungio de célculo com yr= 1
Armadura de flexto contorno C*
Armadura contra_//
colapso progressivo
Fig. 23 - Armadura contra colapso progressivoLajes Lisas - prof. Henrique Longo
Nas figuras 24 a 27 estio ind
armaduras sugeridas
100% da
armadura
33% da
armadura
restante da
armadura
0,125! £0,125!
@___
‘Armadiira contra
colapso progressivo
Fig, 24 — Armaduras inferiores das lajes sem vigas de acordo com a NBR-6118
2d+hy 2d+h,
pag.
adas as armaduras recomendadas pelas NBR-6118(2014) e as
hia
WR
a
a
WyLajes Lisas - prof. Henrique Longo pag. 16
20,351 20,351
s0% Re SS
50% 6) 7T
100% da
aarmadura
Wid
Jo
Fig. 26 — Armaduras superiores das lajes sem vigas de acordo com a NBR-6118
20351 20351
Wyia
@
I hyd
Fig.27 — Armadura superiores simplificadasLajes Lisas ~ prof. Henrique Longo pag. 17
Armaduras minimas das lajes lisas e cogumelo
Para melhorar o desempenho, a dutilidade & flexdo e controlar a fis
armadura minima nas lajes.
uracdo, € necessério prever uma
De acordo com a NBR-6118 (2014), os valores minimos das taxas de armaduras para as lajes lisas &
cogumelo devem respeitar os valores da tabela 1 ¢ a armadura negativa sobre os apoios deve ter
como valor minimo:
Asmin(-) 2 0.00075. bi
h—espessura da laje
1 - vio médio da laje medido na diregio da armadura a ser colocada
Essa armadura deve cobrir a regio transversal a ela, compreendida pela dimensao dos apoios,
acrescida de 1.5h para cada lado.
Tabela I — Valores minimos para armaduras passivas aderentes pela NBR-6188 (2014)
estruturais | Elementos estruturais com | Elementos estruturais com
Armadura ‘sem ‘armadura ativa ‘armadura ativa,
armaduras aderente no aderente
‘Armaduras
negativas
“Armaduras
egativas de
bordas sem
continuidade
“Armaduras
positivas do alos
armada nas
duas diregdes:
‘armadura
posiva
‘principal do | ps>pmin | pe2pmn-pp205pmn | ps2 pmin- 0.59205 pin
lajes armadas
emuma diregio
‘armadura
postiva ‘Ads > 20% da armadura principal
(secundéria) de Ays2 0,9 om2im -
lajes armadas 122 0.5 Prin
‘em uma diregao ere hal
‘onde
Ps = AsO © Pp = A/D A.
NOTA Os vaotes de an S80 delnidos em 17.3521,
Pe2 Pmin= 05 Pp > 0.87Pmin
(ver 19.3.8.2)
Ps2 Prin ~ Pp 2 0.87 Prin
Ps20.67Pmin
e207 Prin | 020,87) min-Pp 20.5 Prin | Ps? Pmin~0.5%p 20.5 PrinLajes Lisas - prof. Henrique Longo pag. 18
13. Projeto Piloto de uma laje lisa
Esse projeto piloto € formado por um pavimento de laje lisa apoiado diretamente em 12 pilares
(30cm x 50cm), conforme mostrado na planta da figura 28
materiais utilizados: conereto C30 ago CA-50
Pl P2 P3
a = a
8m
Pd PS P6
3 qh _4J
P7 PS PO
S = q —*
#6
Pio MU od p22 —4
10m om
Fig.28 - Planta do Projeto Piloto
Neste projeto, existem pilares nos bordos da laje, reduzindo assim a resisténcia da laje ao
puncionamento. Seria melhor se esses pilares ficassem. afastados dos bordos da laje, A outra
possibilidade seria projetar vigas nos bordos da laje. De qualquer modo, & preciso respeitar 0
projeto de arquiteturaLajes Lisas - prof. Henrique Longo pag. 19
Carregamentos na laje
Espessura estimada da laje pelo critério da ACI 318 (1983)
h= 1000 /31 = 30 cm
Carregamentos na laje
Peso préprio =0,30 x 25 kN/m*
Sobrecarga
Revestimento
Andlise estrutural pelo Método da NBR-6118(2004)
Considerando que a relagao entre vos ly / lx = 8,0 /10,0 = 0,8. esta entre 0,75 e 1,33, podemos
entdo aplicar o método simplificado da NBR-6118 (2004). Nesta andlise, sera adotado © modelo de
uma viga continua nas diregdes Xe Y apoiada nos pilares. Nas extremidades da viga, foi
considerado um momento negativo igual a ql’/30
DIRECAO X (fig.29)
Carregamento total na faixa da diregtio X
gx=q.ly =10.8 =80kN/m
altura da faixa he
Jargura da faixa b
3m
0m
80 kN/m
& 10m L 10m 4
Fig. 29 — Modelo de uma viga continua na diregao X
Os momentos fletores maximos nesta diregdo X so os seguintes:
Mx(+)max. = 563 kNm ;
Mx(-)aax.= 1000 kNm Mx(-) extremo = 80 x 10°/ 30 = 267 kNm.
Distribuindo esses momentos pelas faixas, de acordo com os perventuais recomendados pela NBR-
6118(2004) e dividindo pela largura da faixa, temos os momentos por metro:
Faixa dos apoios (2,0m) —_-27,5% M(+)/ 2,0= 0,275 . 563 / 2,0 78 kNm/m
37,5% M(-) / 2,0 = 0,375 .1.000 / 2,0 187 kNm/m
37,5% M(-) exti2,0 = 0,375. 267/2,0 50 kNm/m
Faixa interna (4,0m) 45% M(+)/4,0 = 0,45 . 563 /4,0 63 KNm/m
25% M(-)/ 4,0 =0,25 . 1.000/4,0 62 kNm/m
25% M(Jext /4,0, =0,25 .267/4,0 = - 16 kKNm/mLajes Lisas - prof. Henrique Longo pag. 20
DIRECAO Y (fig. 30)
carregamento na diregio Y gy = 10,0. m .10 kN/m? = 100 kN/m
altura da faixa =0,30m
largura da faixa 10,0m
ay = 100 kN/m
& 8m L 8m 4 8m A
Fig. 30 — Modelo de uma viga continua na diregdo Y
Os momentos fletores nesta diregdo Y so os seguintes:
vio | My(+)qax.=512_kNm
My(-)ax. =- 640 kKNm
Mx(-) extremo = -100x 87/30 = 213 kNm
vaio 2 My(4)ax.
60 kNm
Distribuindo esses momentos pelas faixas, pelos percentuais da NBR-6118(2004) e dividindo pela
largura da faixa, obtemos os momentos por metro:
Vaio |
Faixa dos apoios
Sm) 27.5% M(+)/ 275 5124
37.5% M(-) [2,5 = 0,375 .640/2,5 =
56 KNm/m.
96 KNm/m
37,5% Mx(-)exv2,. 75, 213/2,5=-32 kNm/m
Faixa interna (5,0m) 45% M(+)/5,0 = 0,45 .512/5,0 46 kNiv/im
25% M(-)/5,0 =0,25.640/5,0 = -32kNm/m
Mx(-) extr/5,0 = 0,25.-213/5,0=-11 kNm/m
Vio 2
Faixa dos apoios (2,5m) 27.5% M(+)/2,5=0,275 . 160/2,5= 18 kNm/m
Faixa interna (5,0m) 45% M(+)/5,0 = 0,45, 160/5,0 = 14kNm/m
Os momentos fletores nas diregBes X e Y esto mostrados na figura 31 e 32, respectivamente.pag. 21
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Lajes Lisas - prof. Henrique Longo
Fig. 32 — Momentos na laje lisa nas diregoes X (kNmm/m)Lajes Lisas - prof. Henrique Longo
pag. 22
AMERICAN CONCRETE INSTITUTE (ACT), “Building Code Requirements for Reinforced
Concrete", Committee 318/83, Detroit, 1983.
LEONHARDT F. ¢ MONNIG E. ~ “Construgdes de Conercto”,vols.1, 2 ¢ 3, Ed. Interciéneia, 1978.
LONGO, H.I ~ “Influéncia do Tipo de Apoio e do Capitel na Model
Jomadas Sul Americanas de Engenharia Estrutural, 2012.
m de Lajes Lisas’
NORMA NBR- 6118 ~ “Projeto de Estruturas de Concreto ~ Procedimento”, ABNT, 2014