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Fundamentos da Administração Pública

1. Existem três tipos de administração pública: estadual direta, estadual indireta e autônoma. 2. A administração pública objetiva se refere às atividades desenvolvidas pelas entidades do Estado, enquanto a administração pública orgânica trata da organização desses órgãos. 3. As principais diferenças entre administração pública e privada são o objeto, os meios e os fins, com a pública focando no interesse coletivo e a privada no interesse individual.
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Fundamentos da Administração Pública

1. Existem três tipos de administração pública: estadual direta, estadual indireta e autônoma. 2. A administração pública objetiva se refere às atividades desenvolvidas pelas entidades do Estado, enquanto a administração pública orgânica trata da organização desses órgãos. 3. As principais diferenças entre administração pública e privada são o objeto, os meios e os fins, com a pública focando no interesse coletivo e a privada no interesse individual.
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Direito administrativo

Existem três tipos de Administração pública:

1. Administração estadual direta- é exercida pelo o Governo. Ex: Governo é principal através
dos seus ministérios.

2. Administração estadual indireta- exercida pelas entidades colectivas com o propósito de


concretizar o interesse do Estado, no fundo são entidades distintas do Estado que gozam da
personalidade jurídica. Ex: FDB, tem a sua autonomia próprio, isto é, a fdb é pessoa colectiva
que funciona em nome do Estado . Essas entidades são distintas do Estado que têm
autonomia financeira e administrativa. Ex: AERN - São entidade que tem a personalidade
jurídica, a Faculdade de Direito de Bissau. As entidades que não têm personalidade jurídica
são chamados de serviços, por exemplo a Direção Geral das Alfândegas, Hospital Simão
Mendes, são entidades que não têm personalidades jurídicas.

3. Administração pública autónoma- são entregadas as autarquias locais, por exemplo, em


Portugal a Madeira e Açores são regiões autónomas. Também existem as autarquias locais em
Espanha.

Existe dois sentidos de administração pública:

1. Administração pública orgânica ou subjetiva; tem a ver com os órgãos do Estado ou tem a
ver a organização de administração pública.

2. Administração pública material ou objetiva; tem a ver concretização das atividades que são
desenvolvidas pelas entidades do Estado.

3. Administração pública formal- procedimentos da administração publica

Todos os serviços que são criados têm como a finalidade a satisfação de necessidades
coletivas.

Na administração Estadual indireta temos : institutos e empresas públicas- não gozam


autonomia, ainda são sujeitas as regras do Estado.

Administração autónoma- tem a ver com as autarquias locais que visa satisfazer os interesses
da comunidade local. Aquilo o Estado é mero titular ou seja o Estado é que tutela, o Estado
não tem os poderes fortes

Administração pública- tem como a finalidade prossecução das necessidades coletivas. Todas
as necessidades coletivas são incumbidas a administração pública, excepto a justiça, isto é a
justiça é incumbida aos órgãos jurisdicionais através do poder judicial, neste caso os Tribunais.
Distinção entre administração pública e administração privada assenta- se nos critérios:

1. Objeto;

2. Meios;

3. Fins

1. Quanto ao objeto de administração pública incide na satisfação de interesse públicos, ao


passo que administração privada incide na satisfação de interesses individuais, por exemplo,
empresas privadas.

2. Quanto aos fins, administração pública- prossegue fins de interesse coletivo e administração
privada- prossegue os fins de interesses particulares. Ex: um indivíduo que decide oferecer as
águas potáveis os moradores do bairro. Porque age com intuito de receber a contrapartida .

3. Quanto aos meios, administração privada prevalece o princípio da igualdade, por exemplo
na celebração de contratos, ao passo que administração pública incide na questão coletiva, por
exemplo o Estado pode expropriar o bem privado em nome da coletividade, no fundo o dispõe
de ius imper com a finalidade proteger interesse comum, através das suas normas imperativas.

Administração pública no contexto das funções do Estado

Assenta na ideia de princípio de separação de poderes, porque dantes o rei é que fazia tudo...
Falar de separação de poderes é mesma coisa falar de funções de Estado uma vez que
preocupa satisfação dos interesses coletivos.

A função política e função administrativa.

A função política- definir os interesses gerais da coletividade ao passo que a função no fundo
são as grandes opções ou rumo do Estado a função política influencia a função administração,
por exemplo, a Guiné Bissau está inserida nas Nações unidas e CEDAO por isso órgãos políticos
são primários os órgãos políticos são nomeados, ao passo que a função administrativa-
consiste na execução daquilo que definido pela função política. Os órgãos da função
administrativa são eleitos.

A função legislativa e função administrativa.

Ambos têm uma relação da reciprocidade

Função Administração subordina- se ao princípio da legalidade, ou seja, a função


administrativa subordina - se a lei, por isso lei é o limite da função administrativa. Sendo
assembleia nacional popular é o órgão iminentemente política, cria as leis e fiscaliza os atos do
Governo. Do ponto prático é difícil distinguir a função administrativa e função legislativa,
porque o Parlamento faz as leis e administração pública faz o regulamento que pode ser
regulamento executiva e complementar , por exemplo, a lei diz que para só os licenciados que
devem trabalhar na função pública, já regulamento é que vai mostrar que tipo de
licenciatura . Ambos têm uma relação de reciprocidade, por exemplo a lei diz que os
carenciados devem receber os subsídios, isso se faz através do regulamento, porque o
legislador está distante da realidade, portanto deixa para administração pública, por exemplo
quantos professores que existe, quem sabe disso é o governo. ANP- DEFINE as leis medidas, os
atos administrativos são gerais e concreto mas as leis são gerais e abstractos, salvo se quer dar
subsídio para a viúva.

A função administrativa e função judicial, todos subordinam as leis (são órgãos secundários e
subordina os órgãos primários), administração pública é satisfazer os interesses coletivos ao
passo que a função judicial dirimir os litígios mediante aos casos concretos, ou seja consiste na
aplicação da lei. Quem exerce a função judicial são os juízes e quem exerce as funções
administrativas são órgãos administrativos. Os órgãos judicias são amoveis ao passo que os
órgãos administrativos são móveis, quer dizer, procura as informações junto a isso
coletividade.

Princípio de inquisitório

Evolução histórica da Administração pública

A quem diga a evolução da Administração pública, saímos de administração simples para


complexa e administração pública mínima para máxima, a quem tem de comparar de século
20 para séc XIX, segundo Freitas da Amaral adota do mínimo para complexo e liberal.

Características de administração pública no Estado Oriental- é dos características de


Mesopotâmia, por exemplo Iraque, Turquia etc. São países muito extenso, mas administração
pública surgiu no Estado oriental, naquela existia pessoas eram incumbidos para cuidar dos
rios, construção de estradas, faziam cobrança dos impostos, por exemplo a importância do Rio
Nilo, é por causa da importância das águas deste é que fez surgir administração pública.
Também podemos falar da administração pública na Grécia antiga, que eram cidades Estados,
lá que surgiu a democracia, os cidadãos gregos decidiam nas polis os assuntos coletivos, tinha
um território pequeno, criavam os funcionários amadores não recebiam em termo financeiro
que assumiam da administração pública e em diferentes domínios, por exemplo na área
jurídica os magistrados, legislativa. Os direitos individuais eram muito limitado. Na Grécia
funcionava a democracia direta. Império Romano- tem como a característica principal que é
vasta extensão territorial, substituição da monarquia para república, de império, surgimento
de Direito público e Direito privado, também surgiu Direito Constitucional, a grande contraste
de Império Romano e Grécia, na Roma existia Imperador, outros órgãos sob sua dependência
que, órgão central, locais e serviços periféricos, os funcionários recebiam enquanto na Grécia
não recebiam, as pessoas eram recrutados para exercer a carreira e recebiam, mas na Grécia
não acontecia. Administração pública na Idade Média ou Estado Medieval, existia a
descentralização político administrativo, os direito individuais eram limitados, existia senhores
feudais e servos, o monarca detinha o poder Central, foi na idade média que foi promovido a
criação de sistemas de direito liberdade de garantias, por exemplo a magna Carta. As
necessidades coletivas de cariz sociais era encarregada à Igreja Católica, por exemplo As
Escolas e Universidades. A magna Carta foi em 1200

Estado Moderno- este período começa do século 15, foi um período longo que dura cinco
século, criou uma aliança com os nobres, tinha luta das de clero, nobres e povo, este é um
período de transição entre Estado Estamental e Estado absoluto nesta altura era monarquia
limitada, depois entramos no Estado absoluta em que o rei detinha todos os poderes, contra o
feudalismo" senhores feudais) e contra a igreja, a partir de séc 17 o rei venceu a guerra graças
apoio da Burguesia, rei assumia poder político e administrativo. Individualmente os cidadãos
não tinham direitos fase ao poder, são direitos de cariz coletiva. No final do século 17 o Rei
tornou absoluto já não existe direitos coletivos nem individuais. Nesta altura as instruções
religiosa perderam as forças. Estado Absoluto existia concentração de poderes nas mãos do
Rei,( poder legislativo, executivo, administrativo, judicial), no fundo não havia direitos
individuais, a sociedade era dividida em três classes: primeira era formada por Clero, segunda
classe era formada por nobres, e terceira classe era formada por povo, burguesia. O rei é
detentor da Felicidade coletiva, no fundo, não existia direitos liberdades garantias. Após
Revolução francesa, foram consagrados o princípio de separação de poderes, direitos
individuais, liberdade e igualdade de todos perante a lei, nisto a Burguesia é que se tinha o
poder econômico, quer dizer defendiam a liberdade da economia ou seja recusava não
intervenção do estado na economia, porque a burguesia quis prosperar do ponto de vista
econômico e político . Com a revolução francesa a burguesia tornou mais forte o monarca
deve ficar com o poder executivo, excepto o poder legislativo, judicial. Para uma boa
administração pública foi criada escolas as universidades. Depois de século XIX houve
revolução isso gerou a intervenção do Estado para defender o interesse da coletividade
( principalmente os pobres). Depois temos Estado fascista : Portugal de Antônio de Oliveira
Salazar. Estado nazista: Itália de Benito Musuline e Alemanha de Adolfo Hitler.

Sistemas administrativos

São os modos jurídicos da estrutura de administração tendo o seu modo funcionamento e


organização de administração pública. Mas essa forma varia em função de tempo e espaço. Ex:
no século 18 é diferente do século 19, porque no século 18 a 17 funcionava monarquia.

Sistema administrativo tradicional- vigorou durante do séc 17 à 18, onde vigora a monarquia
e assenta em dois pilares:

- indiferenciação de função administrativa e função judicial; o Soberano ( monarca) detinha


todos os poderes;

-Não havia a separação de poderes;

- não subordinação da administração pública ao princípio da legalidade,

- Não existia direitos de liberdades e garantias aos particulares face administração pública

- Não existia Estado de Direito Democrático;

- havia as leis, mas leis avulsas que não conferiam direitos ao particulares, conferiam alguns
privilégios algumas classes; pode ser afastado por monarca quando bem entender;

Com a Revolução francesa, surgiu a separação de poderes, a função executivo ficou com o
monarca e função jurisdicional cabe os tribunais e função legislativa cabe Assembleia.

Com evolução do tempo surgiu (Sistemas modernas):

- Sistemas de tipo britânico (administração judicial);


- Sistemas de tipo Francês ( ou administração executiva).

Sistema britânico (características):

a) Separação de poderes;( foi um processo lento e gradual diferente do sistema francês)

b) Surgimento de Estado de Direito aqui podemos falar de garantias constitucionais e garantia


da constituição; aqui os cidadãos está subordinado a lei.( Princípio da legalidade).

c) Descentralização, havia órgãos centrais, locais confere autonomia aos órgãos locais face aos
órgãos centrais;

d) Sujeição de administração pública aos tribunais comuns. Aqui os tribunais comuns têm
competência a dirigir todos os litígios. Não há especialização dos tribunais.

d) subordinação de administração pública ao Direito Comum- não um direito especial que


reage a administração pública, quer administração pública não goza das prerrogativas, tanto os
particulares estão em pé de igualdade com administração pública; não especialização.

e) A execução judicial das decisões administrativas - aqui administração pública não pode
decidir que haja uma decisão favorável parte dos tribunais. Administração pública de uma
decisão prévia, porque antes de tomar uma decisão deve consultar e esperar uma decisão
favorável ao tribunal.

f) Garantias jurídicas dos particulares- são os mecanismos que a ordem jurídica dá aos
cidadãos para defender os seu direitos através dos tribunais.

g) Garantia jurídica dos particulares

Sistemas francês (características)

1. Separação de poderes; com a revolução francesa surgiu a separação de poderes, não foi
como na Inglaterra ( era gradual) , mas em França foi rápida e radical;

2. Estado de Direito - é corolário de princípio de separação de poderes - os cidadãos passam a


ter direito face administração pública, pode exigir perante os tribunais em causa da violação,
por exemplo direito natural;

3. Centralização - as autarquias locais não gozam de autonomia, quer dizer, o poder central
interferia nas circunscrições a França era dividido em oitenta departamentos. Foi na era de
Napoleão Bonaparte;

4. Sujeição de administração pública aos tribunais administrativos - os tribunais


administrativos são especiais e são competentes a dirigir os litígios que envolve os problemas
de administração pública, e os tribunais comuns resolvem os problemas dos particulares. Os
tribunais administrativos sugiram através da revolução francesa.
Direito administrativo que é um direito que resulta do órgão político, o direito administrativo
surgiu por força do Conselho de Estado.

- Subordinação da Administração ao direito administrativo;

- O privilégio da execução prévia

- Garantias jurídicas dos particulares;

- Direitos liberdade e garantias (é um sistema mais frágil em comparação com sistema


britânico)

 Há ponto de aproximação entre o sistema britânico e francês, o sistema britânico é


descentralizado e sistema francês é centralizado, mas hoje o sistema britânico é
menos descentralizado, porque dantes havia o sistema liberal é que administração
pública garantia só segurança e deixava os particulares, mas hoje administração
pública é assume, por exemplo, Educação, saúde. Enfim, hoje o sistema britânico e
francês são centralizados, também legislação regularmente mais organizado.

O tribunal administrativo surgiu através do órgão administrativo.

Hoje os dois sistemas são próximos (sistema britânico e sistema francês).

Sistema em vigora na Guiné- Bissau

- Sistema: no plano formal a Guiné é descentralizada no plano material é centralizado, porque


não há autonomia política para as regiões embora a CRGB prevê as autarquias locais, no
entanto, não foi realizado as eleições autárquicas (semelhança ao sistema francês).

- Cabe os tribunais comuns resolver os problemas do sistema administrativos (semelhança ao


sistema Britânico);

- Embora existe uma lei que previu a criação dos tribunais administrativos, mas até então está
resolvido.

Nem todos os Estados têm o Direito Administrativo. Para que haja direito administrativo, é
necessário que verifiquem duas condições: em primeiro, que a Administração pública e
atividade administrativa sejam reguladas por normas jurídicas propriamente ditas, isto é, por
normas de caráter obrigatório. Em segundo lugar, que essas normas jurídicas sejam sistema
que regulam as relações privadas dos cidadãos entre si.

Subordinação de Administração pública ao Direito.

O PRINCÍPIO DA LEGALIDADE tem seguintes consequências: historicamente no Estado


absoluta o Monarca era incumbido à destino da sociedade, os súbditos não tinha direito,
administração pública era entregado nas mãos do Rei. Ninguém pode contestar administração
pública, salvo nas patrimoniais, no fundo, administração pública fazia o que bem, mesmo
prejudicado os particulares, ninguém ousava exigir, administração pública era livre, porque os
cidadãos não tinham quaisquer Direitos. Mas hoje toda atividade pública está subordinada a
lei ou seja todos os atos de administração pública para ser validos deve estar em conformidade
com lei, que dizer, a lei é o limite e fundamento da administração pública. Atuação de
administração pública pode gerar direitos e deveres para administração pública, administração
pública no seu relacionamento com os particulares, aqui está a jurisdicidade. Também direitos
liberdades e garantias conferidas aos particulares em caso os seus está ser posta em causa
recorre-se aos tribunais a luz do artigo 32° CRGB.

NOÇÃO DE Direito ADMINISTRATIVO

SEGUNDO FREITAS DO AMARAL

Um ramo de direito público construído por um sistema de normas jurídicas que regula a
organização e funcionamento de administração pública bem como as relações por ela
estabelecidas com outros sujeitos de direito no exercício de atividade administrativa de
gestão pública.

Tendo em conta ao critério, por exemplo critério interesse, administração pública é um ramo
de Direito público.

TIPOS DE NORMAS ADMINISTRATIVAS.

AS normas de direito administrativo são normas de direito público que são:

1. Normas orgânica

2. Normas funcionais

3. Normas relacionais

Atividade de gestão privada de administração pública- quando administração pública age em


abrigo do âmbito privado, ou seja, utiliza mesmos poderes com os particulares. Ex: arrendar.
Quando age vestido de poderes autoridades isso trata de atividades de gestão pública de
administração pública. Ex: no Contrato administrativo pública pode ter poder de execução do
contrato. Aqui age vestido de poderes de autoridade.

As normas funcionais, e normas orgânicas eram internas, porque produzem os efeitos internos
e as normas relacionais eram normas externas, porque produzem os efeitos externos. Mas
hoje não funciona assim, porque as normas orgânicas e normas funcionais produzem os
efeitos externos.

Embora sejam distintas, mas têm um algo em comum que é de regular a organização da
administração pública.

Quando administração pública age vestido de poder autoridade estaria a proteger a gestão
pública, mas quando age despindo de poder da autoridade estaria a proteger a gestão privada.
No sistema Britânico se quiser apropriar da propriedade do privado tem que negociar com os
particulares se o particular recusar vai impor por via de força através da execução prévia.

Data: 29- 11- 021

NATUREZA DO DIREITO ADMINISTRATIVO

Há um terceiro direito que se chama direito privado administrativo- se aplica exclusivamente


as pessoas colectivas ou específico das pessoas colectivas públicas. Ex: questão de
arrendamento do Estado. Esta tese é afastada, porque o direito administrativo não é único
direito que se aplica essas situações .

O direito administrativo como direito de administração pública.

Em primeiro lugar, aqui é concepção subjetiva ou estatutária que divide o direito em duas
espécies: direitos gerais e direitos estatutários

Direitos gerais- regulam atividades, quaisquer que seja sujeito que os praticam.

Direitos estatutários- são os que aplicam a uma certa classe dos sujeitos.

para estes autores o direito administrativo é direito estatutário, porque estabelece a


regulamentação jurídica de uma categoria singular dos sujeitos ( as administrações públicas),
portanto o direito administrativo é direito próprio específico dessas entidades enquanto
sujeito de direito resulta deste entendimento : direito é direito público, direito administrativo
é direito comum, a presença de administração pública é uma condição sem a qual para
existência de uma relação jurídica administrativa.

Tese: direito administrativo comum função não por ser estatutário o direito administrativo é
direito público há normas do direito privado que são específicos de administração pública. Ex:
regras sobre arrendamento do Estado de demais pessoas colectivas públicas . Direito
administrativo não único ramo aplicável há administração pública além dele aplicam também
administração pública o direito privado e direito privado administrativo. O direito privado
administrativo é direito específico dos sujeitos de direito público, sendo por um direito
estatutário, o âmbito de aplicação do direito administrativo se define objetivamente em
função de atividades administ-rativas de gestão pública e não subjetivamente em função
das pessoas colectivas públicas. A presença de administração pública não é condição
indispensável para existência da relação administração pública, por quanto o direito
administrativo poderá ser aplicável numa relação entre dois particulares.

FUNÇÃO DO DIREITO ADMINISTRATIVO:


há dois entendimentos: para certo autores o direito administrativo teria como função,
conferir as legitimidade aos órgãos públicos para proteger o interesse da coletividade ou seja,
administração pública serve para legitimar os órgãos públicos para satisfação do interesse
geral, salvaguardar o interesse público em detrimento do interesse privado. Há outros que
não. Mas a função do direito administrativo- tem a ver com o reconhecimento de direitos aos
particulares e satisfação de interesse coletivas, ou seja, a função pública deve limitar o poder
do Estado para não violar o direitos particulares ou seja garantir os direitos liberdades e
garantias aos particulares. Ex: direito de ser informado.

Para Freitas Amaral entende que nenhum destas teses é suficiente, ele acha que a função do
direito administrativo consiste na harmonização destas teses...

Características genéticas do direito administrativo:

Primeira tese:Visa conseguir o conceito do direito administrativo: a quem diga que, o serviço
público é conceito do direito público, porque é que explica a essência do sistema
administrativo, o serviço é chave do direito administrativo. No fundo o serviço público é noção
central do sistema administrativo.

Durante muito a doutrina consente que o serviço público é que essência... Mais tarde é ideia
foi posta em causa:

1° argumento, o direito administrativo não ocupa só do serviço público, ou seja, além do


serviço público, o direito regula outras realidades.

2° argumento, os serviços as vezes agem ao abrigo do âmbito do direito privado, ou seja, não
atua só âmbito público,mas também, atua no âmbito do direito privado.

A ideia de serviços trás a delimitação subjetiva para determinar os sujeitos do direito público,
ou seja, é identificar os serviços públicos e o que estão fora.

JEAN RIBERO

Para ele os elementos que ele avança:

- o que explica o direito administrativo são as normas conferidas ou goza de poder, também
sujeição de deveres e restrições no sentido de limitar a sua atuação face aos particulares. Esta
tese foi contestada por Prospero ( francês), para ele o que explica a essência do direito
administrativo tem a ver com subordinação do direito administrativo das leis ou direito,
também prossegue ação administrativo de forma eficaz respeito .

Características específicas do direito administrativo.

-JUVENTUDE- o direito administrativo é direito jovem em comparação com o direito privado


que surgiu através da revolução francesa.
- INFLUÊNCIA JURISPRUDENCIAL- os países de matriz anglófonos funciona com esse sistema,
nos outros ramos de direito as jurisprudências tem menos influência, mas no direito
administrativo a jurisprudência tem grande influência, porque o direito administrativo tem
origem jurisprudencial que resultou ou nasce de próprios tribunais administrativos. Aconteceu
em França depois expande- se para outros países.

- AUTONOMIA- aqui autonomia do direito administrativo é aferido em comparação do direito


privado, isto é, o direito administrativo é autónomo do direito privado, por exemplo, em caso
de lacunas ou omissões recorre- se aos princípios do direito administrativo não do direito
privado.

- CODIFICAÇÃO PARCIAL - parte da ideia de que, o Direito é científico, sintético e sistemático,


as leis do direito administrativo contém num único código, isso facilitava na compreensão, na
verdade o direito administrativo está dispersa em várias legislação.

Ramos de direito administrativo.

- direito administrativo geral;

- Direito administrativo especial;

Direito administrativo geral- tem a ver com as normas fundamentais, princípios gerais,
conceitos essenciais e as normas genéricas aplicáveis a todas as situações independentemente
da especificidade das características gerais, no fundo tem a ver com as garantias dos
particulares, são normas que regulam o funcionamento da administração e limita o poder do
direito administrativo

Direito administrativo especial- incide sobre sectores específicos que compõem administração
pública, segundo professor Freitas de Amaral divide: militar, cultura, social, econômico e
financeiro

Direito administrativo militar- tem a ver com as normas que regulam as forças armadas e
regime jurídico das instituições de caráter militar.

Direito administrativo cultural- tem a ver com as normas da defesa, acesso as universidades,
centro científica tecnológica, arte, indústria cultural, recreativas, são as normas que definem o
regime jurídico.

Direito administrativo social- tem a ver com as normas que regula e define o regime jurídico na
área social, proteção social, acesso a saúde, a integração social, proteção das crianças, das
mulheres.

Direito administrativo econômico- segundo Freitas aborda como sendo um direito mais
abrangente, depois temos direito econômico administrativo- regula a intervenção de direito
administrativo na economia, também entra a proteção do ambiente acaba por ser um direito
especial a direito administrativo.

Direito administrativo financeiro- tem a ver com as normas que regula as questões
orçamentais e contabilidade pública.

A ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA.
A ADMINISTRAÇÃO CENTRAL DO ESTADO.

VÁRIAS ACEPÇÕES OU SENTIDOS DO ESTADO.

O Estado tem várias acepções ou sentidos, das mais importantes são sentido internacional,
sentido constitucional e sentido administrativo:

a) Na primeira- sentido internacional- trata- se do Estado soberano, titular de direitos e


obrigações na esfera internacional.

Na segunda- sentido constitucional- surgi- nos Estado como comunidade de cidadão que, nos
termos do poder constituinte que si própria se atribui, assume uma determinada forma
política para prosseguir os seus fins nacionais.

Na terceira- sentido administrativo- o Estado é a pessoa coletiva pública que, no seio da


comunidade nacional, desempenha, sob a direção do governo, a atividade administrativa.

No primeiro caso, o Estado é uma entidade internacional; no segundo uma figura


constitucional; no terceiro, uma organização administrativa.

Enquanto membro da comunidade internacional, não importa à qualificação do Estado a sua


constituição, o seu regime político ou seu sistema econômico social: Segundo o princípio de
identidade e permanência do Estado, mesmo em caso de revolução que modifique
radicalmente as instituições, o Estado mantém inalterável no plano internacional, continuando
titular dos direitos e vinculado às obrigações provenientes do regime.

Estado- é pessoa colectiva, porque não criado pelo o poder constituído diferente das outras
pessoas colectivas, por exemplo associações públicas ou institutos públicos etc. O Estado é
uma entidade única, não se pode confundir o Estado com os seus governantes, também os
funcionários e administração pública. Estado também é diferente das outras pessoas
colectivas, o Estado é criado pelo poder constituinte e as outras pessoas colectivas são pelos
poderes constituídos, também tem legisla sobre as gerais, o Estado tem personalidade jurídica.

ESPÉCIES DE ADMINISTRAÇÃO DO ESTADO.

A administração do estado é multiforme e comporta, por isso,variadas espécies.

Primeiro temos de saber distinguir entre administração central do estado e administração local
do estado.

Nem todos os órgãos e serviços do estado exercem a competência extensiva a todo o território
nacional, nem todos são, pois órgãos e serviços centrais. Há também órgãos e serviços locais
instalados em diversos pontos do território nacional e com competência limitada a certas
áreas ( circunscrições administrativas ). Num caso fala- se de administração central do estado;
no outro de administração local do estado.

Mas atenção...( Por favor continue no livro).


DOS ÓRGÃOS.

Os órgãos- São centros institucionalizados de poderes funcionais ( competência).

Diferente órgãos do Estado:

- Assembleia Nacional Popular;

- Presidente da República;

- Governo;

- Tribunais;

Modalidades de administração pública

- Órgãos singulares e órgão colegial.

Órgão singulares - são aqueles que têm um único titular.

Órgãos colegial- são aqueles que têm vários cargos.

- Órgãos centrais- são aqueles que exercem a competência extensiva a todo o território
nacional

Órgão locais- são aqueles que exercem a competência limitada a certas áreas (ou
circunscrições).

Órgãos primárias- são aqueles que têm o poder originário ou seja aqueles que exercem
competências originárias.

Órgãos secundários- são aqueles que exercem a competência por delegação.

Órgão vigcário- são aqueles que só exercem a competência por substituição.

Órgãos representativos e órgãos não representativos.

Órgãos representativos- são aqueles que exercem a competência a partir de uma eleição.

Órgãos não representativos- são aqueles que exercem a competência não via da eleição.

Órgãos ativos - são aqueles que visam tomar decisões e executa-ló

Órgãos consultivos- são aqueles que servem de consulta dos órgão ativos.

Órgão de controlo- são aqueles que fiscalizam os atos dos outros órgãos.

TITULARES DOS ÓRGÃOS.


Doutrina português: faz diferença entre os titulares dos órgãos e órgãos. A quem diga que, o
órgão tem a ver com a pessoa física que exerce poder, mas quem diga não, tem a ver órgão em
si ou centro institucional do poder. Ex: Presidente da República ( segunda doutrina) e
presidência ( refere a da doutrina).

Diogo Freitas do Amaral assume a posição eclética- os órgãos são pessoas colectivas e o
centro institucional do poder.

QUESTÃO da LEGITIMIDADE.

Antes demais é importante saber o que é a competência. A competência- são os poderes


funcionais atribuídas aos órgãos.

Modalidades das competências:

1. Competências própria;

2. Competências delegada;

Competências própria- a competência própria é exercida pelo o órgão titular deste mesmo
poder.

Competência delegada- o órgão que exerce o poder exerce- ló por meio de delegação ou
concessão.

Competência singular e competência conjunta.

Competência singular- é o tipo exercida por um único órgão.

Competência conjunta- é aquela que pertence a dois ou mais órgãos diferentes e que têm
exercido por eles num único ato.

Competência dependente e competência independente.

Competência dependente- quando o seu titular esteja integrado numa relação de hierarquia.

Competência independente- é quando o titular não esteja integrado numa relação de


hierarquia.

Competência implícita e competência explícita

Competência explícita são situações em que a lei explica clara ou diz expressamente.

Competência implícita- é aquela competência deduzida de outras determinações legais certos


princípios gerais do Direito público .

Competência condicionado- é condicionada quando está limitado ao abrigo da lei.


Competência livre- é quando não limitada por lei.

Competência própria e competência comum. É comum quando tanto subalterno e superior


hierárquico podem tomar decisões sobre um determinado assunto. E é próprio quando é
direcionada ao subalterno.
Nota: a competência própria se divide em três partes: Competência reservada, exclusiva e
competência separada.

Competência reservada?

Competência separado- são aquelas que são definitivas.

Um órgão é incompetente- quando pratica um ato que está fora do seu âmbito da sua
competência

A incompetência pode ser: Absoluta e relativa.

Incompetência absoluta- ?

Incompetência relativa- quando refere as pessoas da mesma instituição.

Conflito de competências : positivo e negativo

É positivo- quando são dois ou mais reclama a sua competência perante um caso ou ato em
concreto. É negativo- quando todos recusam exercer as sua competência perante uma
situação em concreto

GOVERNO E SUA FUNÇÃO.

Segundo a doutrina diz que a função depende do sistema, sistema constitucional ou regime
político, regime de cada país, por exemplo no regime ditatorial o Governo não tem função
administrativa nem política mas no regime democrático o Governo tem função administrativa
e política aqui vai variar de acordo com sistema constitucional de cada país.

Os sistema constitucionais ou de Governo: Presidencial, parlamentar, semi- presidencialista e


Convenção ou Assembleia.

FUNÇÕES DO GOVERNO.

1. O Governo tem como a função : Garantir a execução das leis 2. Assegurar o funcionamento
da administração pública e 3. promover a satisfação das necessidades coletivas (são as
principais funções do governo).

COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DO GOVERNO" ARTIGO 100° CRGB ".

O governo exerce a suas funções de forma coletiva através do Conselho de Ministros, quer
dizer, o Conselho de Ministros é órgão colegial, porque a de decisão compete vários órgãos ou
seja não depende de um único órgão, nos termos de número 2 do artigo 100° CRB. Também o
governo exerce a função de forma individual excepto número 2 do artigo 100°CRGB .
ESTRUTURA DO GOVERNO.

O governo é composto pelo primeiro ministro, pelos ministros e pelos secretários de Estados, à
luz de artigo 97° de CRGB e artigo de CPA falou o mesmo.

Artigo 97° n° 2 e 3 mostrar as funções do chefe do governo, neste caso primeiro ministro. O
primeiro ministro tem função de chefia e função de coordenar, porque manda através do
Conselho dos ministros na nomeação dos ministros e dar orientações aos ministros, isto é, dar
diretivas , ou seja, dá as linhas mestras ou orientadoras aos ministros sobre as finalidades de
cada ministério, e cabe os ministros executar nos seus ministério. Também coordenar as
ações ou atuações dos ministros através do conselho de ministros ( órgão colegial).

Ainda tem função de gestão, no conselho de ministros, chefe do Governo exerce diversas
funções, quer dizer, ele gere as ações administrativas para prossecução do interesse coletivo.

Artigo 10° do decreto lei/ 2012 deve ser conjugado com artigo 97° n° 2 de CRGB.

Artigo 3° do mesmo decreto falou dos ministérios que integram ao Governo, artigo 4° do
mesmo artigo falou de secretaria de Estado e composição dos ministérios nos artigos seguintes
, artigo 12° fala das competências dos ministérios, artigo 30° do mesmo decreto falou sobre as
competências dos secretários de Estado.

Tribunal de contas trabalha com ministério das Finanças que tem como a função fiscalizar os
atos administrativos... A qualidade dos ministros são legalmente igual, mas na prática não
funciona, porque há ministros que são tratados de forma diferente, por exemplo Ministro das
Finanças, dos negócios estrangeiros, de interior, porque são chaves do país.

ADMINISTRAÇÃO ESTADUAL INDIRETA

Estado incumbe as outras entidades para prosseguir os seus interesses. Ex: empresas públicas,
institutos públicos( APGB, FDB, AERN INEP etc).

Instituto público - são pessoas colectivas públicas criado pelo Estado com intuito de assegurar
o desempenho de determinadas funções administrativas não empresarial pertencentes ao
Estados ou pessoas colectivas.

Administração indireta- não têm várias finalidades, ou seja tem finalidades específicas,
diferente do Estado.

CATEGORIAS DE INSTITUTOS PÚBLICOS:

- fundações públicas;

- Serviços personalizados;

- Estabelecimentos públicos;
Fundações públicas - - são pessoas colectivas públicas cuja atividade assenta sobre a gestão de
patrimónios cujos rendimentos são investidos na prossecução de interesse social "tem como
substrato património".

Serviços personalizados - - são serviços públicos de carácter administrativo em que lei atribui a
personalidade jurídica e autonomia administrativa.

Estabelecimentos públicos - - são institutos que se distinguem por efetuarem prestação de


cariz econômico, social e cultural em regime de abertura ao público. Ex: Fdb, prossegue os
interesses cultura e social

REGIME QUE SE APLICA AOS INSTINTOS PÚBLICOS. NÃO EXISTE FUNCIONAM ATRAVÉS DOS
SEUS ESTATUTOS.

Empresas de capitais públicos - decreto 55/ 93. Artigo 1° deste artigo fala empresas públicas.
As empresas públicas são criadas com propósito de atuar nos sectores estratégicos sector do
fornecedor da água. Por exemplo quando exista inflação no mercado, Estado intervém em
nome da coletividade para regular o mercado. Artigo 4° fala forma criação e funcionamento
das empresas de capitais públicos (são áreas estratégicas, setor da água). As empresas públicas
têm como a finalidade prosseguir os interessados públicos, também de certo modo visam
satisfazer os lucros. A quem diga que isso seria contraditório, também a quem diga que esses
lucros não são insignificantes, porque acaba por ser aplicado na satisfação dos interesses
coletivos, comparativamente as empresas públicas. Artigo 6° fala dos órgãos das empresas
públicas. Artigo 23 do mesmo de decreto fala sobre a competência da direção geral, 26 fala da
competência do conselho fiscal, 18° fala da competência reservada ao conselho da
administração. Consulte Diogo Freitas do Amaral, Filipe Falcão, Marcelo Caetano, Segredo
Dias.

Associação públicas? TPC PARA AS FÉRIAS.

Administração periférica do Estado.

São aquelas que recaí sobre as capitais de cidade, também aquele que faz fora do seu
território.

Administração preferida do Estado-

Segundo Freitas do Amaral, administração preferida é mais abrangente do administração local,


porque administração periférica incluí administração interna e administração externa através
da sua embaixada ou consulado.

A ligeira diferença que existe entre administração preferida e administração autónoma, é que
administração periférica é estadual, enquanto que autónomo é está fora do estado, isto é,
administração autónomo trata das regiões autónomas onde funciona fora do âmbito estadual.
Administração periférica responde diretamente ao Estado.

Não existe um diploma que regula os institutos públicos, quer dizer...

Administração autónoma- é uma pessoa colectiva que funciona em prol da satisfação do


interesses coletivos. Administração autónoma- é diferente de administração estadual, embora
seja o estado que tutela de forma parcial. A diferença que existe entre administração estadual
direita e autónomo é que administração...

SEGUNDO, PROF. VITAL MOREIRA.

Administração autónoma - como administradora de interesses públicos próprios de certas


coletividades de agrupamento... (Profissionais ou territorial, isto é, po), por meio de
corporação de direito público ou outras formas de organização representativa dotado de
poderes administrativos, que exercem sob responsabilidade própria sem sujeição a poder de
direção ou superintendência do estado, nem as formas de tutela de mérito. No fundo,
administração autónoma é aquela que restringe num determinado grupo que pode ser
encontrado num determinado território, por exemplo são eleitos os representantes que
poderes restrito só tem poderes naquele território. Quando ele diz que profissional está a quer
dizer que as associações públicas.

Filipe Falcão- entende que as autarquias locais da Guiné são pobres, também as associações
que da Guiné são diferentes das outras partes. Por exemplo, artigo 7° da CRGB. No fundo a
descentralização tem a ver atribuições das repartições.

Associações públicas- varia de país para país, são diferentes de institutos públicos...

Temos duas facetas de administração autónoma: administração autónoma de base territorial,


por exemplo associações profissionais. E de base não território, por exemplo as câmara de
comércio.

Segundo Freitas do Amara - Associações Públicas - são pessoas colectivas de tipo associativo
criado para prossecução de interesses públicos pertencente a grupo de pessoas que se
organizam para sua prossecução social segundo o seu substrato social.

CATEGORIAS DAS ASSOCIAÇÕES PÚBLICAS.

1.Associações de pessoas coletivas públicas, exemplo associação de federação de município.

2. Associações de pessoas colectivas privadas ou singulares( ordem profissionais)

3. Associações de pessoas públicas e privadas ( centro tecnológico e formações profissionais).

REGIME JURÍDICO DAS ASSOCIAÇÕES PÚBLICAS.

Na verdade, associações públicas não tem um regime único, isto é, cada associação funciona
com o seu estatuto e regulamento.

Poderes das associações públicas.

-A competência regulamentar, isto é, têm poder de criar os estatutos e inscrição obrigatório

- Recorrência aos tribunais;


- Responsabilidade civil;

- Dever de colaboração;

- Possiblidade de aplicação do regime da função pública

- Tutela do Estado intervenção Administradores setoriais, embora não tenham os mesmos,


mas funciona com base na orientação.

Administração local do Estado- é aquela que exerce a sua de forma restrita a certas áreas, por
exemplo Governador de Canchungo, governador de Cacheu, exercem as suas competências
naquele determinado território.

Os serviços locais têm uma administração restrita.

AUTARQUIAS LOCAIS.

AUTARQUIAS LOCAIS- são pessoas colectivas distintas do Estado que gozam da autonomia
financeira e administrativa. Por exemplo os órgãos das autarquias locais são eleitos pela
população local (não são funcionários do Estado). Ou seja as autarquias locais são pessoas
colectivas territoriais dotadas de órgãos representativos que visam a prossecução de
interesses de próprios da população respectivas.

Nota: os serviços centrais do Estado exercem competências a todo o território nacional, por
exemplo ministro de administração territorial exerce a sua competência a todo território
nacional, enquanto que os serviços locais exercem os competência limitadas a certas áreas ( ou
circunscrições administrativa) por exemplo nas regiões ou sectores exercem as competências
limitada, isto é, não pode ultrapassar a sua parcela do território, por exemplo o governador de
sector de Canchungo. Administração estadual indireta é exercida por institutos públicos e
empresas públicas.

REVISÃO DAS MATÉRIAS.

No exercício da liberdade sindical, aqui funciona o princípio da liberdade, isto é, de cada um


sobre adesão, não pode existir obrigatoriedade a quem não faz parte.

No caso da Guiné Bissau a primeira ordem que surgiu é ordem dos advogados através do
decreto instituído pelo Governo... Outras sugiram graças algumas diretrizes de UEMOA, por
exemplo ordem dos médicos, dos engenheiros etc.

Os órgãos centrais e órgãos periféricas.

Os órgãos centrais estão instalados aqui em Bissau e outras estão nos outras localidade, por
exemplo serviços periféricos que exercem competência limitadas.

Os orgãos periféricos podem ser: internos e externos.


Externos, por exemplo as embaixadas ou consulares...

CONTINUAÇÃO DAS AUTARQUIAS LOCAIS. 👉Artigo 105° n° 2 CRGB.

São pessoas colectivas distintas do Estado que gozam da autonomia financeira e administrativa
e com o seu corpo dos funcionários que prosseguem interesses de uma determinada
localidade. Que são diferente das circunscrições administrativas do Estado.

O território da Guiné Bissau é dividido em: 38 setores, oito regiões mais setor autónomo de
Bissau.

NOÇÃO DAS AUTARQUIAS LOCAIS NO SENTIDO

CONSTITUCIONAL, esta definição está prevista no artigo 105° CRGB, porém para prof. Diogo
Freitas do Amaral criticou este artigo porque não colocou as autarquias locais como pessoas
colectivas públicas ou seja a publicidade das autarquias locais.

Em boa verdade, o estado é distinto das autarquias locais...

VANTAGENS DAS AUTARQUIAS LOCAIS.

-Impulsiona a participação democrática da população local nas tomadas de decisões do


interesse coletivo.

- uma vez que fazem parte das administração autónoma, elegem os seus representantes
através das eleições.

ELEMENTOS DAS AUTARQUIAS LOCAIS:

1. Território

2. Agregado populacional

Interesse comum

3. Órgãos representativos da população

1.O território tem vantagens as autarquias locais;

a) facilita as identificações das autarquias locais;

b) Ajuda a determinar a população sobre a qual incide o poder autárquica ou determinar


densidade populacional;

c) delimita o poder das autarquias locais;

Agregado populacional. A sua vantagem -incide em saber os interesses a prosseguir;


- aqui preocupa em saber qual funciona o seu poder local;

- aqui as autarquias locais têm os direitos por exemplo, votar e deveres por exemplo
pagamento dos impostos;

Interesses comuns- é o fundamento para existência das autarquias locais, que é satisfazer os
interesses da população daquela localidade, por isso é um elemento essencial para a criação
das autarquias locais.

- Órgãos representativos...

Auto-administração tem a ver com de uma administração diferente de administração central.


e autogoverno tem a ver com a criação de governo diferente do governo central.

As autarquias locais em África. A quem diga não funciona não no seu sentido real.

Em África,por exemplo Gana, África de Sul.

Há relação entre as autarquias locais com as autoridades tradicionais, as vezes entra em


conflito, há países que decidem acabar com as autoridades tradicionais, os outros decidem
cooperar ou tornar eles como dirigente das autarquias locais. Mas para Prof. Felipe Falcão, o
ideal é conscientizar as autoridades tradicionais com intuito de defender os interesses
coletivos.

O delegado de canchungo depende por exemplo ministro da função pública... Para


compreender quer administração local do estado, quer administração interna ou externa é
chamada de administração periférica... A única coisa que administração local autárquica com
administração periférica e administração local do estado, todos eles incidem num determinado
circunscrição administrativa.

Cada autarquia local é diferente do estado, porque são pessoas colectivas distintas do estado
com a sua autonomia financeira e administrativa com o seu com o seu corpo de funcionários,
responde pelos seus próprios atos, apenas o Estado tem poder tutela ou controlo.

CONCEITO JURÍDICO POLÍTICA DE DESCENTRALIZAÇÃO.

Segundo artigo 105° da CRGB, na verdade este artigo é enganadora, só temos as autarquias
locais de ponto de vista jurídico, mas não existe de ponto de vista político- administrativo,
porque não existe as autarquias locais na prática.

A nossa câmara municipal (não é uma verdadeira câmara, porque os seus órgãos são
nomeados demitidos pelo o governo, se tivéssemos as autarquias locais os órgãos da câmara
seriam eleitos pela população local) também não é uma autarquia local, embora se discuta
muito entre pessoas, porque não é uma verdadeira câmara se fosse os órgãos iriam ser eleitos,
mas os órgãos da câmara são nomeados pelo Governo, por isso para professor Nelson, a
câmara municipal de Bissau faz parte de administração estadual indireta, quer dizer, é uma
pessoa colectiva pública distinta do estado que tem a sua autonomia financeira com seu
funcionário próprio. Se houver um litígio entre a câmara e com outra pessoa, não é o Estado
que corresponde, mas é a primeira câmara... A federação de futebol da Guiné- é uma pessoa
colectiva privada embora seja da utilidade pública.
Nas autarquias locais populações locais é que elegem os seus governantes, onde têm direitos,
por exemplo votar e deveres, por exemplo pagamento de impostos. Em boa verdade, o
Interesse a prosseguir restringe naquela localidade.

Municípios secções, autárquicas juntas locais 👉 artigo 106°, 107°, 108°, 109°,110°,111°,
112° ,113°, 114° CRGB.

Seria mais vantajoso para o município passasse por um concessionário a uma empresa.

Consulte estes artigos da coletânea verde: 13°, 15°, 16, 17°, 19°, 20°,21, 23, 24°, 25°, 26°, 27°, 👉

constituição Câmara municipal, funcionamento, e suas competências. Tutela administrativa 👉


28°, as autarquias locais são pessoas colectivas distintas do estado, apenas o Estado tutela
através do ministro de finanças ou ministro de administração territorial, no fundo, fiscalizam a
legalidade, competência da autoridade tutelar.

Lei n° 5/ 97, de 2 de dezembro ( criação e extinção das autarquias locais).👉 Consulte os artigos

desta lei👉 artigo 1° e seguintes...

Tutela do estado sobre as autarquias locais 👉 lei n° 3/ 97 de abril 👉 consulte artigo 1° e


seguintes .

Autonomia financeira e patrimonial das autarquias locais 👉 lei n° 7/ 96 de 9 de dezembro,


consulte...

Lei- quadro da criação de Municípios👉 lei n° 6/ 97, de 2 de dezembro consulte...

Lei n° 5/ 96, de 16 setembro- lei de base das autarquias locais.

Criação de Municípios e estabelecimento dos respectivos limites 👉 decreto lei n° 4/ 96, de 9 de


dezembro.

HIERARQUIA ADMINISTRATIVA." É UMA MATÉRIA INCLUÍDA NA TEORIA DE ORGANIZAÇÃO


ADMINISTRATIVA.x

As pessoas colectivas- são criadas pelo estado, por exemplo Estado (Governo), institutos
públicos, empresa públicas são criados pelo estado embora sejam distintas do Estado mas
visam prosseguir interesses do Estado... Todas as pessoas prosseguem um fim, que é fim do
interesse público.
A capacidade jurídica das pessoas públicas... Quem age em nome das pessoas colectivas, na
verdade são os órgãos agem em nome das coletivas conforme a lei . Por exemplo O governo é
composto por ministérios...

A competência- são conjuntos de poderes funcionais que é conferido aos órgãos.

Ainda os Serviços públicos- são organização uma que são criada para prossecução do
interesse.

O modelo adotado nosso ordenamento é hierarquia administrativa (que é modelo vertical) .


Mas há outros modelos, por exemplo modelo horizontal.

É diferente de hierarquia dos tribunais: Tribunal da Primeira instância que é tribunais


regionais, segunda instância tribunal da relação, última instância que é supremo tribunal.

Segundo professor Diogo Freitas do Amaral – Hierarquia - significa modelo de organização


administrativa vertical construído por dois ou mais órgãos ou agentes com atribuições comuns
e competências diferenciadas ligada por um vínculo jurídico que confere ao superior o poder
de direção e ao subalterno o dever de obediência. Ex: temos ministro, diretores gerais,
repartições, chefes de secções. Por exemplo ministro de finanças, embaixo diretores gerais...
Aqui o ministro como superior hierárquico que é conferido o poder de direção e os director
geral tem dever de obediência.

A hierarquia administrativa pode ser :

Interna e externa.

Hierarquia administrativa Interna- é o que passa nos serviços públicos, aquilo que passa
dentro isso não reflete de forma externa, isto é, não atingem os particulares. No fundo, a
hierarquia tem a ver com a organização dos órgãos dos serviços que não interessa os
particulares. Aqui fica lá dentro.

Hierarquia administrativa externa - tem a ver com os atos praticados pelos órgãos das
pessoas colectivas que refletem na esfera jurídica dos particulares, ou seja, essas práticas
produzem efeitos na esfera jurídica dos particulares.

Conteúdo dos poderes.


Poder de direção- Consiste na faculdade do superior hierárquico dar ordens e instruções ao
subalterno em matéria ou objeto de serviços ao subalterno.

As ordens- traduzem comandos individuais e concretas através das ordens o superior


hierárquico determina o comportamento ao subalterno e essas ordens podem ser escrita

Instruções - Traduzem num Comando gerais e abstrato através dela o superior determina ao
subalterno adoção de certas condutas as situações previstas. As instruções por escrito
denominam circulares.
O superior hierárquico não dispõe só o poder de direção, mas também o poder supervisão-
consiste na faculdade de revogar ou suspender os atos praticados pelo subalterno este poder
pode se exercida por avocação ou chamar a si ( pode revogar ou suspender) Também pode
exercido por recurso hierárquico. Também há poder disciplinar - consiste na faculdade de
superior punir ao subalterno mediante aplicação de sanções previstas na lei. Pode ser no
âmbito de queixa apresentado pelo particular ou pela denúncia do ato praticado pelo
subalterno, em caso de violar a lei, neste contexto o superior hierárquico irá disciplinar ao
subalterno. A punição é feita através de um processo disciplinar, isto é, investigar...

Ainda o superior hierárquico dispõe de outros poderes: poder de inspecção de decidir


recursos, e poder decidir conflitos de competências e poder de substituição.

Conflitos de competência pode ser :Positivo quando dois órgãos reclamam competência.
Negativa quando dois órgãos rejeita de exercer a sua competência, aqui cabe o superior
hierárquico decidir.

Dever de obediência- Consiste na obrigação de subalterno acatar e cumprir as ordens e


instruções do seu legítimo do superior hierárquico dados em matéria de serviço conforme a
lei. Requisitos de dever obediência:1. Que as ordens ou as instruções provenham de legítimo
superior hierárquico do subalterno em causa 2. Que tal ordem seja em matéria de serviço 3.
Que a ordem revista a forma legalmente escrita. No fundo, o subalterno tem dever as
orientações dadas em matérias de serviços e legal.

Coloca a questão de saber se o subalterno pode acatar as ordens ou instruções dadas pelo
superior hierárquico mesmo sendo ilegal? Relativamente a esta questão foi dada duas
respostas distintas.

Se discuta na doutrina.

Temos duas concepções:

Corrente hierárquica- não compete o subalterno questionar as ordens ou instruções dadas


pelo o seu legítimo superior hierárquico, ou seja, não compete ao subalterno questionar a
legalidade dos atos praticados, se não estaríamos num caos na função pública.

Corrente legalista- diz que o subalterno deve acatar as ordens se forem legais, ou conforme a
lei, no fundo, o que deve prevalecer é a legalidade, e deve recusar os que forem legais.

Direito de respeitosa representação? Aqui o subalterno não pode seja ilibado mesmo o ato
seja ilegal, aqui o subalterno entra com a petição para o superior hierárquico analisar o ato
(através da respeitosa representação).

A primeira situação que o subalterno deve cumprir as ordens do superior: o subalterno não
pode acatar as ordens ou instruções que carecem de crime (aqui o dever obediência cessa,
segundo artigo 10° de Estatuto dos funcionários públicos), também só pode ser
responsabilizado quando não exerça o direito da respeitosa representação, ou seja, se ato for
ilegal o subalterno deve cumprir, depois pode exercer o direito da respeitosa representação
aqui é pedir o superior hierárquico que conforme por escrito, só a partir disso que o
subalterno pode ser responsabilizado. Em boa verdade, antes de o subalterno cumprir com as
ordens dadas ao superior hierárquico, deve analisar a legalidade.
Segundo nossa lei.👉 Estatuto disciplinar dos funcionários. Página 279

Artigo 3° Alínea c) trata dos deveres dos funcionários públicos... Consulte os artigos seguintes
deste estatuto. Coloca a questão de saber se funcionário ou subalterno deve acatar todas
ordens das matérias, a resposta é não, porque se for uma ordem intrinsecamente ilegal, por
exemplo uma ordem de um indivíduo que não legítimo superior hierárquico.

Em boa verdade, há dever de obediência ao legítimo superior hierárquico .

O poder mais importante de superior hierárquico é o poder de direção.

O subalterno deve acatar as ordens e instruções das matérias legalmente de serviços, caso
contrário seria intrinsecamente ilegal.

Cessão do dever de obediência 👉 artigo 10° do estatuto dos funcionários, isto é , o dever de
obediência cessa, se o ato carecer de um.

Composição de governo.

Por exemplo, perante uma ordem ilegal, aqui chefe de reparação ( subalterno) aqui deve
reclamar a quem lhe deu a ordem ( através do direito respeitosa representação) e comunicar o
chefe de forma escrita antes de executar enquanto esperando a resposta ao superior
hierárquico, se for uma ordem imediato, o subalterno tem que cumprir as ordens mesmo que
seja ilegal, depois o subalterno pode exigir a confirmação por escrito da ordem.

Cessão do dever de obediência 👉 artigo 10° do mesmo estatuto.

Ministros, secretários de estados, diretores gerais, diretores de serviços,chefes de repartição,


chefes de secções.

CASO PRÁTICO.

Vamos admitir que o diretor geral das alfândegas deu a ordem ao chefe da primeira secção
para não permitir a saída de contentor de ovos. Será que deve obedecer. Resposta em
primeiro lugar é importante ver os requisitos de dever de obediência o subalterno deve
obedecer a ordem do superior hierárquico, aqui para que seja ilibado o subalterno pode
exercer o direito de respeitosa representação, isto é, chamando atenção de forma escrita das
futuras consequências.

Pressupostos de dever de obediência (base legal dos estatutos dos funcionários artigo 10º):

A ordem ou instrução provenho do seu legitimo superior hierárquico

Que seja na matéria do serviço

Ordem não seja um crime

E por escrita
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA" REVISÃO"

Concentração- por exemplo FDB, temos vários órgãos, Diretor geral, Diretor da Fdb, secretária,
finanças, a concentração já passa no interior da pessoa colectiva, isto é, dentro de uma pessoa
colectiva, teremos uma situação de concentração se o governo é que tem só competência. No
fundo na concentração só há único órgão que tem competência e os outros órgão auxiliam na
tomada decisão. Já na desconcentração é ao contrário onde existe vários órgãos há uma
reparação das competências entre diversos órgãos. Ex: FDB, temos diretor da fdb, secretária,
finanças aqui há repartição de competências a esses órgãos. Ao passo que na concentração só
um órgão que toma as decisões e os outros órgãos apenas auxiliam.

Normalmente há alguma vantagens e desvantagens ao fenômeno de descontração e


concentração. A desconcentração traz uma maior eficiência da instituição e rapidez da
resposta ou solução de uma determinada situação, também traz maior qualidade de serviços
mediante as decisões que são tomadas. Também a descontração traz como desvantagem,
quando temos vários órgãos isso leva uma menor coordenação das decisões tomadas ( isto é
falta de coerência ou harmoniosa da decisão), também ao distribuidor diferentes
competências a pessoa passa a especificação passa não trazer a inovação, trabalha de forma
mecânica cria uma coisa de desmotivação. Ex: quem trabalha no banco, passam a repetir.

Centralização e descentralização aqui estamos a falar de ausência ou existia das outras


pessoas colectivas diferentes do Estado. Ex: associações públicas, institutos públicos,
administração autónoma. Numa situação de centralização não teríamos institutos públicos,
associações públicas nem a fdb, apenas teríamos só Estado" governo e todos os poderes
decisória é atribuída ao governo", já na descentralização é ao contrário onde temos estado e
outras pessoas colectivas, por exemplo associações públicas, institutos públicos, EAGB, APG,
administração autónoma.

Teoricamente é possível conceber o sistema centralizado e concentrado. E desconvocado e


sistema concentrado. Mas não funciona prática o significa que não existe um sistema
puramente concentrado ao mesmo tem desconcentrado. Isso varia de uma localidade para
outra ou de país para país.

Concentração de competência ou administrativa é o sistema em que o superior hierárquico


mais elevada é o único órgão competente para tomar decisão ficando os subalternos limitados
as tarefas de preparação e execução das decisões aqueles. É definição dada pelo professor
Freitas do Amaral.

Descontração de competência ou administração desconcentrado. É o sistema em que o poder


decisório se reparte entre o superior e um ou vários outros órgãos subalternos os quais
todavia permanece em regra sujeita a direção e supervisão daquilo.

Vantagens e inconveniências de desconcentração as principais vantagens associada a


desconcentração administrativa é de aumentar a eficiência dos serviços públicos e permitir
uma maior rapidez de respostas gera a melhoria qualidade de serviços viabiliza a especificação
de funções se traz num melhor conhecimento dos assuntos a resolver permite também a
melhor ponderação das decisões. Desvantagens- a existência de vários centros decisórios
inviabiliza uma atuação harmoniosa corrente e concertada da administração a especialização
que a desconcentração gera poderá resultar na desmotivação dos agentes uma vez que a
rotina diária transforma- nos em autêntico robô ou máquinas.

ESPÉCIE DA DESCONCENTRAÇÃO:

NÍVEIS: central e local; é central quando

GRAU: absoluta e relativa; é absoluta quando existe total desconcentração dos órgãos, aqui
desaparece o poder da hierarquia. E relativa aqui mantém o poder da hierarquia, existe alguns
órgãos que tem decisão mas os outros funciona subalterno.

FORMA: originária e derivada; É originária quando a desconcentração advém da lei. É derivada


quando consiste na delegação da competência de que tenha poder originária.

Desconcentração derivada: a delegação dos poderes. Segundo professor Freitas do Amaral a


delegação de competência- É o ato pelo qual um órgão de administração normalmente
competente para decidir em determinada matéria, permite, de acordo com a lei que outro
órgão ou agente pratiquem atos administrativos sobre a mesma matéria.

Artigo 28 da CPA diz que, a competência é irrenunciável, inalienável e não se presume.

REQUISITOS DE DELEGAÇÃO DA COMPETÊNCIA:

- Em primeiro lugar, é necessária uma lei que preveja expressamente a faculdade de um órgão
delegar poderes noutro (lei de habilitação), porque a competência é irrenunciável e
inalienável, só pode haver delegação de poderes com base na lei, segundo artigo 31° do CPA;

- Em segundo lugar, é necessário a existência de dois órgãos, ou agente, da mesma pessoa


colectiva pública, ou de dois órgãos normalmente competente ( o delegante) e outro, o órgão
eventualmente competente( o delegado)

- Por último, é necessário a prática do ato de delegação propriamente dito, isto é, o ato pelo
qual o delegante concretiza a delegação dos seus poderes delegado, permitindo- lhe a prática
de certos atos na matéria sobre a qual é normalmente competente, ou seja, deve existir o ato
de delegação da competência- artigo do CPA e 34° do CPA.

A competência é irrenunciável e inalienável não é presumido isto é, para que um órgão delega
deve existir a lei da habitação.

Requisitos de ato delegação" está prevista no artigo 34 ° do CPA"

Para que o ato de delegação seja válido e eficaz, a lei estabelece um certo número de
requisitos especiais, para além dos requisitos gerais exigível a todos os atos da Administração,
a saber:
a) Quanto ao conteúdo: no ato delegação deve o órgão delegante especificar as poderes que
são delegados ou os atos que o delegado pode praticar. É através desta especificação dos
poderes delegados que se fica saber se a delegação é ampla ou restrita, e genérica ou
específica (no sentido acima de sentido apontado)

Lei da habilitação- consiste...

ESPÉCIES DE HABILITAÇÃO:

- Genérica;

- Específica;

Habilitação genérica- é o tipo de habilitação em que lei permite sempre que é necessário, um
órgão delegue a um outro órgão a sua competência, aqui dá marche ao delegado, é o tipo que
não funciona os atos extraordinários só atos ordinários . Os atos de extraordinário- são atos
definitivos ou que sai fora do normal funcionamento enquanto que atos ordinários- são
aqueles recorrentes . Imaginemos que Ana é superior hierárquico a Joana, onde existe uma lei
de habilitação que lhe permite exercer a competência que quando for delegado" habitação

genérica"👉 artigo 32° da CPA.

Habitação específica -É o tipo da habitação em que a lei permite a delegação para atos
específicos.

ESPÉCIES DE DELEGAÇÃO

Quanto à extensão pode ser: ampla e restrita

É ampla quando delegante delegar grande parte do seu poder ao delegado. É restrito quando é
contrário, isto é, quando a delegação é pequena.

A discussão se existe a delegação total, uma vez que...

Quanto ao objeto, a delegação pode ser : genérica e específica. É genética quando abrange
uma pluralidade da prática dos atos . E é específico quando abrange menos atos.

Hierarquia da delegação pode ser : hierarquia hierárquica e não hierárquica. É hierárquica


quando o superior hierárquico delega a sua competência ao subalterno. É não hierárquico
quando a delegação é feita por o superior hierárquico que não tem relação com delegado. Se a
lei da habitação ao superior hierárquico delegue o seu poder ao subalterno, já quando a lei de
habilitação permite um órgão delegue a sua competência ao outro órgão que não tem relação.
Ex: Ministros e conselho de ministros.

Quando a lei que a competência permite o órgão que tem a competência originária delegue a
sua competência a outro órgão, esta é delegação do primeiro grau, isto . Já é segundo grau
quando órgão que não tem poder originário delegar outro órgão, no fundo, isso seria uma

subdelegação 👉 artigo 33° da CPA. Para o delegado delegar a sua competência a outro órgão
tem que pedir autorização ao órgão que tem a competência originária, é nosso regime.

Requisitos do ato de delegação:

- Quanto ao seu conteúdo: o ato de delegação tem que indicar de forma expressa os poderes

que delegados irão exercer.👉 Artigo 34 n° 1 da CPA

- Quanto à publicação; tem que indicar a lei de habilitação como a base do fundamento, isto é,

o ato da delegação tem que ser publicado 👉 artigo 34 n° 2.

Efeito jurídico: O não cumprimento dos requisitos do conteúdo do ato a invalidade do ato da
delegação. O não cumprimento de ato de publicação do ato a ineficiência do ato.

Poderes do delegante👉 artigo 36° n 1 e 2 da CPA- .

A quem diga que, o delegante mesmo delegando a sua competência mas mantém o seu
poder" segundo prof Gonçalves" mas para o prof Freitas

Requisitos de atos praticados pelo delegante :

- exige que existe os requisitos da delegação.

- Tem que existir os requisitos dos atos da delegação.

Tem que existir a menção sempre expressão de que o ato que se está praticar está na base de

delegação da competência 👉 artigo 35° do CPA

Aqui o objetivo é proteger os interesses dos particulares.

Natureza jurídica do ato do delegado

Aqui a nossa CPA não diz expressamente, mas podemos recorrer o direito comprado antigo
46° do CPA português.

Extinção da delegação 👉 37° do CPA número 1 e 2. Que pode ser por revogação ou caducidade.

Natureza da delegação:

Tese de alienação - delegando o poder ao órgão isso passa para o órgão delegado.
Tese autorização- consideram a delegado é um órgão competente sob condição, isto é,
quando for autorizado" Caetano e Gonçalves".

Tese de transferência do exercício- o ato de delegação é uma transferência de competência


do delegante ao órgão delegado" defendido por professor Freitas do Amaral".

Se existe o estado como a única pessoa colectiva para prossecução dos interesses coletivos,
estamos perante centralização, se existir as pessoas colectivas além do estado que têm
personalidade jurídica, estamos perante a descentralização, por exemplo FDB, institutos
públicos, associações, ARN. A descentralização os fins que são concretizados pelas pessoas
colectivas não atribuído só o estado, também outras pessoas colectivas, por exemplo Câmara,
FDB, APGB, etc.

A descentralização em sentido jurídico e descentralização em sentido política administrativo. A


descentralização em sentido jurídico é mais exigente. No sentido jurídico quando a função
administrativa é confiada ao estado e outras pessoas colectivas, por exemplo a câmara, fdb
são pessoas colectivas públicas distintas do estado (isto trata de descentralização em sentido
jurídico). Se estado for a única pessoa colectiva que é incumbido para a prossecução dos
interesses coletivos, isso seria a centralização em sentido jurídico . Por exemplo após a
independência não existia outras pessoas colectivas diferentes do estado , só existia o estado
enquanto uma pessoa colectiva incumbido para prossecução do interesse coletivo. Se os
órgãos das autarquias locais são eleitas pela habitantes daquela localidade, seria a
descentralização em sentido político administrativo.

A Guiné Bissau é um estado descentralizado em sentido jurídico porque a luz do artigo 105° da
CRGB o poder local prevê a existência das autarquias locais, mas não se verifica de ponto de
vista prático, por isso não é uma descentralização em sentido político administrativo, porque
não existe as autarquias locais, mesmo que exista é necessário que os seus órgãos sejam
eleitos pela população local, o Estado não irá ter um poder exigente, apenas tem poder de
tutela.

No plano jurídico diz- se centralizado o sistema administrativo em que todas as atribuições


administrativas de um país de um dado país são por lei conferido ao Estado, não existindo
qualquer outras pessoas colectivas incumbidas do exercício da função administrativa. Diz- se
descentralizado o sistema administrativo em que a função administrativa é conferida não
apenas ao Estado, mas também outras pessoas colectivas territorial e as autarquias locais. No
plano político administrativo diz - se descentralizado quando os órgãos das autarquias locais
são livremente nomeados e demitidos pelo o Governo encontrando- se sujeitas a forma de
tutela particularmente intensa. Diz- se descentralizado em sentido político administrativo
quando os órgãos das autarquias locais são livremente eleitos pela respectiva população
encontrando- se sujeito de forma tutela mitigada que não comprime a independência ou
autonomia das autarquias locais.

VANTAGENS E DESVANTAGENS DE CENTRALIZAÇÃO E DESCENTRALIZAÇÃO EM SENTIDO


POLÍTICO ADMINISTRATIVO.
Vantagens de centralização: assegura a unidade do Estado, garante a homogeneidade de
atuação do estado ( se existisse as autarquias locais a atuação do Estado ia reduzir, porque
não seria o estado incumbir ou assumir de tudo), permite melhor coordenação no serviço
administrativo, porque a decisão vem do órgão central e é executada. Desvantagens: Gera o
gigantismo do Estado, quer isto dizer, o Estado é que faz tudo, porque não existe as autarquias
locais, gera também ineficácia na ação ou atuação do Estado, a centralização abafa a vida local
reduzido o nível da elaboração das comunidades locais, por fim gera a insensibilidade em
relação aos poderes locais.

Vantagens de descentralização em sentido político- administrativo- garante a melhor


liberdades locais e pluralismo de administração pública, proporciona a participação dos
cidadãos na tomada de decisão nas matérias de interesse coletivo, permite realizar os
interesses coletivos e sensibilidade dos poderes locais relativamente aos problemas , facilita a
pluralização da iniciativa e das energias locais para tarefa de administração pública,
proporcionar solução mais vantajosa em termos de recursos e eficácia. Desvantagens - gera de
certa forma a discordância no exercício da função administrativa e abre portas ao mau uso de
poderes discricionários de administração por parte das pessoas preocupadas para o exercer.

Olhando para a constituição a Guiné Bissau é descentralização em sentido jurídico, mas em


termos práticos a Guiné Bissau não é descentralização em sentido político administrativo,
porque não existem as autarquias locais, se tivéssemos as autarquias locais os órgãos da
câmara seriam eleitos não nomeados pelo o governo...

O estado e as autarquias locais são administração territorial.

ESPÉCIES DA DESCENTRALIZAÇÃO.

Quanto a forma: descentralização de base territorial que dá origem as autarquias locais e


descentralização de base institucional dá origem às institutos públicos e empresas públicas
descentralização de base associativa dá origem as associações públicas.

A essência da descentralização é existência das pessoas colectivas, se for pessoas colectivas


privadas agem em abrigo da liberdade igualdade. Se for pessoas colectivas públicas por
exemplo FDB, ARN, APGB são pessoa colectivas públicas distintas do estado que goza a sua
autonomia administrativa e financeira.

No caso da Guiné Bissau as pessoas colectivas, não gozam da autonomia política, como
Madeira e Açores, mas gozam apenas só dá autonomia administrativa e financeira. A Madeira
e Açores tem Parlamento e Governo, mas na Guiné Bissau as pessoas colectivas não têm os
parlamentos nem Governos.

Quanto à grau: a descentralização pode ser: autonomia administrativa e autonomia


financeira.
LIMITES DA DESCENTRALIZAÇÃO.

Existem três limites essências:

1. Limites aos poderes das entidades descentralizadas.

2. Limite a quantidade de poderes transferidos a essas entidades

3. Limite ao exercício dos poderes transferidos.

Primeiro limite- são as situações em que a lei delimita as atribuições e competências das
autarquias locais .

Segundo limite- consiste em que a descentralização é estabelecida por lei .

Terceiro limite- consiste na intervenção do Estado na gestão das autarquias locais.

TUTELA ADMINISTRATIVA.

Tutela - Consiste no conjunto de poderes de intervenção de uma pessoa colectiva pública na


gestão de outra pessoa colectiva, a fim de assegurar a legalidade ou mérito da atuação. A
partir desta definição sem que podemos ter dois elementos: a tutela tem duas pessoas
colectivas diferentes, a primeira é quem tutela (chamada entidade tutelar) e entidade tutelada
2. Elemento -Os poderes da tutela São poderes de intervenção na gestão de uma pessoa
colectiva 3. Fim da tutela é assegurar que entidade tutelada cumpra as leis em vigor e adotar
medidas conveniente e oportunas (aqui temos tutela de mérito e de legalidade)

TRÊS FIGURAS a FINS de TUTELA (duas pessoas coletivas diferentes):

-Hierarquia;

-Controlo jurisdicional;

-Referendo;

HIERARQUIA - é o modo de organização no interior de uma pessoa colectiva em que a lei


atribui ao superior hierárquico o poder de direção e subalterno o dever de obediência. Já na
tutela é diferente, porque aqui existe duas pessoas colectivas diferentes em que uma controla
a legalidade de outra, mas ela não tem poder de direção com acontece na hierarquia. Por
exemplo Estado (entidade tutelar) e as autarquias locais ( entidade tutelada).

CONTROLO JURISDICIONAL- é diferente da tutela, é exercida por entidades jurisdicionais (os


tribunais), isto é, não exercida por entidade administrativa.

REFERENDO - é aprovação dos atos de administração de certos órgãos de uma pessoa


colectiva pública a aprovação por parte do eleitorado que constitui o elemento humano
básico dessa pessoa colectiva.
ESPÉCIES DE TUTELA

Critérios de distinção:

existem dois tipos de critérios:

Quanto ao fim: a tutela pode ser: tutela da legalidade e tutela de mérito. A tutela de in

Quanto ao conteúdo a tutela pode ser: integrativa, inspetiva, sancionatória, revogatória e


substitutiva.

Tutela da legalidade - consiste em averiguar se as decisões das entidades tuteladas são de


acordo com a lei.

Tutela integrativa - é aquela que consiste no poder aprovar ou autorizar os atos praticados
pela entidade tutelada. E pode ser: a priori e a posteriori, tutela a priori- consiste em autorizar
a prática de atos ( o ato ocorre antes) Ex: Se Fdb quer praticar que carece da autorização, antes
de praticar tem que fazer projeto e pede autorização ao ministério da Educação, sob pena de
ser inválido, ou seja para que a entidade tutelada(fdb) praticar um ato tem pedir autorização
na entidade tutelar( Ministério da Educação) neste a posteriori- consiste no poder aprovar
atos da entidade tutelada( o ato ocorre depois). Ex: aqui a fdb tem poder de praticar o ato e o
ato é válido mas para que o ato produzir os efeitos jurídicos carece de ser aprovado por
ministério da Educação ou seja é necessário que o ministério da educação aprove o ato, isto é,
aprovação é condição da eficácia do ato ou para que o ato produzir os efeitos. Aprovação é
um poder mais forte de que autorização, porque autorização pode ser sanável, mas
aprovação é insanável.

Tutela inspectiva: Consiste no poder de fiscalização dos órgãos e serviços, documentos de


contas da entidade tutelada, traduzido- se no poder em fim fiscalização... No fundo fiscalizar os
atos praticados se estão conforme com a lei.

Tutela sancionatória- consiste no poder de aplicar as sanções por irregularidades que tenha
sido detectadas na entidade tutelada.

Tutela revogatória É poder de revogar os atos administrativos praticados palas entidades


tuteladas.

Tutela substitutiva- é o poder da entidade tutelar de suprir as omissões da entidade tutelada


praticando em vez dela e por conta dela os atos que foram legalmente devidos.

Tutela do estado sobre as autarquias locais lei n° 3/ 97 de 7 abril. Artigo segundo deste
diploma fala de objetivo, aqui esta tutela é tutela da legalidade. Artigo 3° fala do conteúdo fala
de tutela inspetiva que funciona através da sindicância desenvolvida pela entidade tutelar. Só
temos tutela quando a lei disser, também está prevista a tutela sancionatória no seu artigo 8°

Artigo 5° fala dos poder central sobre as autarquias locais.

A decisão da perda do mandato cabe os tribunais setoriais mediante os documentos, as


irregularidades mas é suscetível ou a lei dá possibilidade da vítima para recorrer ao tribunal
regional para impugnar o ato.
A natureza jurídica da tutela administrativa

A sua essência se reconduz- nos a três teses:

1. A tese da analogia com a tutela civil - surgiu no período contemporânea de surgimento do


direito administrativo, como é óbvio o direito administrativo depende do direito civil, por isso
esses autores entendem que tutela administração é similar a tutela civil, por exemplo no
direito civil se fala de incapacidade dos menores, por interdição, por isso a entidade tutelada
seria incapaz e entidade tutelar seria capaz de suprir os atos praticados pela entidade tutelada.

2. A tese da hierarquia enfraquecida - para esta tese a tutela administrativa é uma espécie da
hierarquia enfraquecida, diferentemente dos poderes que o superior hierárquico tem é
relação ao subalterno é muito forte, por exemplo poder de direção, poder disciplinar, poder de
supervisão, no fundo na tutela não há uma relação de dependência em relação a hierarquia,
porque as autarquias locais são distintas do estado, hoje esse argumento não funciona.

3. A tese do poder de controlo - tutela administrativa consiste no poder de controlo dos atos
ilegais. No fundo, a entidade tutelar tem poder de fiscalizar os atos praticados pela entidade
tutelada (esta posição é defendida por Diogo Freitas do Amaral).

Caso prático.

O ministro das Finanças ao abrigo da lei orgânica permite que o secretário de Estado do
orçamento e assuntos fiscais exerça todas as competências que lhes são conferidas por lei
mediante um despacho. Eugênia cunhada do ministro por ter completado 60 anos de idade
que é idade limite para aposentadoria entrou com um requerimento solicitando que lhe
afixado a sua pensão, o ministro sabendo da situação ordena o secretário do Estado para
atribuir a Eugenia a pensão máxima prevista na lei, tendo o secretário de estado em
consequência ignorado completamente as determinações do ministro este furioso revoga
imediatamente as decisões proferidas pelo secretário de estado atribuindo a sua pensão
máxima e ao mesmo tempo decide instaurar um processo disciplinar que culminou com uma
pena de suspensão de 90 dias.

RESPOSTA.

A figura jurídica relevante do caso prático em apreço é delegação da competência não


hierárquica, porque preencheu todos os requisitos, à luz do artigo 31° do CPA se não vejamos
os pressupostos:

- existência de uma lei de habilitação;

- existência de dois órgãos diferentes;

- Existência de um ato de delegação propriamente dita.


De cordo com o caso prático, existe uma lei de habilitação, isto é, a lei orgânica que habitou o
ministro a delegar a sua competência ao secretário de Estado, podemos falar da existência de
dois órgãos diferentes, neste caso o ministro das Finanças e o secretário de estado do
orçamento e assuntos ficais, também o despacho proferido por ministro é ato da delegação,
portanto podemos concluir que os tais requisitos acima referidos no caso em apreço estão
preenchidos, mas mediante este despacho, o ministro não pode delegar toda a sua
competência ao secretário de estado, porque... o ministro não tem poder disciplinar sobre os
atos praticados pelo secretário de Estado exercer, portanto não exerce- ló, ou seja, não pode
aplicar a sanção ao secretário de estado, porque não existe uma relação de hierarquia entre o
Ministro das Finanças e Secretario de Estado, mas pode exercer o poder de supervisão, isto é,
revogar o ato praticado pelo Secretário de Estado como uma forma de avocar, à luz do artigo
36°n° 2 do CPA, se for um diretor geral das alfândegas neste contexto podemos falar de uma
relação da hierarquia entre o Ministro das Finanças ( legítimo superior hierárquico) e Diretor
Geral das Alfândegas

(subalterno), o ministro enquanto legítimo superior tem poder de direção, isto é, dar ordens
ou instruções, além disso o superior hierárquico dispõe do poder disciplinar, nesta ordem de
ideia, se o subalterno (diretor geral do orçamento) não cumprir com a ordem dada, neste
contexto o superior hierárquico (ministro das Finanças) pode exercer o poder disciplinar, isto
quer dizer, pode formular um processo disciplinar contra o diretor geral das alfândegas. A
relação que existe entre é uma relação de subordinação.

Como é óbvio, o superior hierárquico tem poder de direção e o subalterno tem o dever de
obediência, mas as ordens e instruções devem obedecer os requisitos de dever de obediência,
se o subalterno contestar que a ordem proferida pelo o seu legítimo superior hierárquico é
intrinsecamente ilegal, pode lançar a mão ao expediente de Direito da respeitosa
representação, quer dizer, pedir ao superior hierárquico para confirmar de forma escrita a
legalidade do ato. O Direito respeitosa representação é documento escrito formulado pelo o
subalterno dirigido ao superior hierárquico como uma forma de chamar atenção ao superior
hierárquico das futuras consequências, para que o subalterno seja ilibado da responsabilidade
do ato praticado que pode ser disciplinar ou criminal (dependendo do ato) deve exercer o
Direito da respeitosa representação. O dever de obediência cessa se o ato carecer da prática
de um crime, nos termos do artigo 10° de estatuto de funcionários públicos.

Ministério da Educação tem poder superintendência sobre a FDB, o poder superintendência é


mais forte em relação ao poder da tutela.

INTEGRAÇÃO E DEVOLUÇÃO DE PODERES" CONTEXTO GUINEENSE'.

Na integração o estado e outras pessoas colectivas de população e território (as autarquias


locais), o interesse público definido seria integrado nessas pessoas coletivas. O fenômeno de
devolução dá origem o Estado, as autarquias locais, institutos públicos e associações públicas,
(regiões autónomas no caso de Portugal). No fenômeno de devolução de poderes, as
Conflitos de atribuições de Estado e as autarquias locais que são transferidos as suas
atribuições para os institutos públicos e associações públicas que funciona em nome próprio
mas que visam prosseguir os interesses do estado, por exemplo fdb podia ser mero Direção
geral do ministério da Educação, mas o Estado cria a FDB para funcionar em nome próprio
para prosseguir os interesses do Estado ( interesses públicos), em boa verdade seria difícil se
estado assumisse todas as suas atribuições que a lei lhe confere, isso é para evitar excessiva
burocracia na administração pública. No fundo a fdb ou AERN resulta do fenômeno de
devolução de poderes para prossecução dos interesses públicos e funciona em nome próprio,
apenas o Estado e as autarquias locais têm o poder de superintendência sobre essas pessoas
colectivas. Tanto o estado e as autarquias locais podem transferir as suas atribuições para
outras pessoas colectivas e exercem nessas pessoas o poder de tutela e poder de
superintendência, isto é o estado pode criar os institutos públicos assim as autarquias locais
podem criar...

Integração- é o sistema em que todos os interesses a prosseguir pelo estado ou pelas outras
pessoas colectivas de população e território são posto pela lei a cargo das próprias pessoas
colectivas a que pertence.

Devolução de poderes é o sistema em que alguns interesses públicos do estado ou outras


pessoas colectivas de população e território são postas pela lei a cargo de institutos públicos
ou da associações públicas.

A devolução de poderes tem como a vantagem, evitar a burocracia, traz a proliferação de


centros de decisões . Também tem como desvantagens: cria dificuldades porque existe vários
centros decisões as vezes não funciona sem o critério objetivo, porque as pessoas querem
empregos, isso gera corrupção por falta dos mecanismos de controlo.

De ponto de vista de regime jurídico- a Nossa constituição é muito pobre em termos de


administração pública, diferente da constituição portuguesa, em que o Governo é o principal
administrativo, onde existe o diploma de devolução de poderes, mas na Guiné Bissau não
existe.

SUPERINTENDÊNCIA - é o poder conferido ao estado ou a outra pessoa colectiva de população


e território ou de fins múltiplos de definir os objetivos e guiar a atuação de pessoas colectivas
de fins singulares colocados por lei na sua dependência. É um poder menos forte em relação
ao poder direção na relação de hierarquia, mas é um poder mais forte em relação ao poder de
tutela, no fundo o poder superintendência consiste na orientação e trançar as metas ou
objetivos fixando as diretivas e conselhos ou recomendação a entidade tutelada,

as diretivas - São orientações genéricas que definem imperativamente os objetivos a cumprir


pelos seus destinatários mas que lhes deixam a liberdade de decisão quanto aos meios a
utilizar e as formas atingir essas finalidades.

Recomendações -São conselhos desacompanhados de sanções.

O governo no âmbito de poder de superintendência que tem a essas entidades, embora


tenham autonomia financeira, antes de executar deve submeter ao Governo para aprovar,
porque essas entidades não têm autonomia orçamental, aqui a lei é que diz que essa entidade
está sujeita ao Governo por exemplo a lei orgânica.

Natureza jurídica de poder superintendência:

Primeira tese : correspondente o poder de superintendência é uma tutela reforçada, porque a


superintendência é mais forte de que a tutela.

Segunda tese : Seria uma situação de hierarquia enfraquecida...

Segundo professor Freitas do Amaral- o poder de superintendência consiste no poder de


orientar a entidade tutelada fixar os objetivos e metas gerais, nem a primeira tese nem a
segunda tese.

OS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS SOBRE ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA.

A constituição da Guiné Bissau não regula a matéria da organização administrativa, mas a


constituição portuguesa estabelece ou regula a matéria da organização administrativa.

1. PRINCÍPIO DA DESBUROCRATIZAÇÃO - aqui objetivo da administrativa pública é tornar a


vida dos particulares mais fácil ou seja é facilitar a vida dos cidadãos, no fundo, assente na
eficiência da administração pública. Ex:

2. PRINCÍPIO DA APROXIMAÇÃO DOS SERVIÇOS ÀS POPULAÇÕES- o legislador constituinte


impõe ao legislador ordinário que crie os serviços mais perto dos particulares, ou seja, os
serviços devem estar localizados de ponto de vista geográfico e física próximos dos
particulares. Por exemplo, apenas existem serviços centrais, isto é, não existem no interior do
país, por exemplo serviços hospitalares, há mulheres que passem mal quando estiverem
grávidas. Por exemplo os dados de bilhete continua a ser aqui no setor autónomo, este
princípio impõe ao legislador ordinário que crie os serviços próximos de ponto de vista
geográfico e físico ao particulares, isso para evitar da burocracia, mas aqui na Guiné este
princípio não se verifica.

3. PRINCÍPIO DA PARTICIPAÇÃO DOS INTERESSADOS NA GESTÃO DE ADMINISTRAÇÃO


PÚBLICA- a participação de população não deve ser só nas eleições, mas administração
pública deve criar mecanismo para que haja a participação dos cidadãos na vida pública (na
Guiné Bissau não), mas isso funciona nos outros país, onde cria os órgãos para tal, também
administração pública deve criar um espaço para ouvir os cidadãos, a fim de resolver os
problemas dos cidadãos, no fundo, é necessário que administração pública envolva os
particulares na tomada de decisão.

4. PRINCÍPIO DA DESCENTRALIZAÇÃO- tem a ver com a existência das outras pessoas


colectivas distintas do estado, por exemplo as autarquias locais, a nossa constituição no seu
artigo 105° prevê a existência das autarquias locais mas até hoje não existe. A partir de
descentralização que poderá ocorrer a transferência das atribuições" fenômeno de devolução
de poderes . Também podemos falar das outras pessoas colectivas distintas do Estado de base
institucional (instituto públicos e empresas públicas) e de base associativa associações
públicas).

Por exemplo a FDB, AERN, INEP etc.

5. PRINCÍPIO DA DESCONCENTRAÇÃO - tem a ver com a reparação dos poderes ou


competência no interior de uma pessoa colectiva.

Teoria do princípio da separação de poderes - foi defendido por locke e depois Montesquieu,
antes todos os poderes eram concentrados mãos do rei... O rei é o supremo órgão
administrativo e supremo juiz. A teoria de separação foi pela primeira vez na conferência de
fidadefia em 1787 e depois foi aprovado na revolução francesa em 1789, a teoria de separação
de poderes tem influência na administração pública, com essa teoria o rei perdeu o poder
judicial ficava com o poder executivo... aqui temos três poderes: legislativo, executivo e
judiciário.

Manifestação de poderes de administração pública

1. Primeiro poder: primeiro lugar através de emanação de normas jurídicas gerais e


abstractas que consubstancia na elaboração dos regulamentos, no fundo administração
pública emana os regulamentos. No sistema de tipo britânico não emite os regulamentos, mas
no sistema de tipo francês administração pública emite os regulamentos.

2. Segundo poder: o poder de decisão da administração pública não dita normas jurídicas,
perante problema entra A e B toma as decisões individuais e concretos, por exemplo pode
quer construir uma empresa pode retirar ou expropriar o particular, não precisa ir ao tribunal,
administração pública pode indeferir o pedido do particular, aqui administração pública goza
de supremacia ou poder de autoridade.

3. Terceiro poder: Poder de execução coerciva- no sistema de tipo britânico administração


pública antes de tomar decisão precisa recuso prévia do tribunal, mas no sistema de tipo
francês... Aqui administração pública dispõe de todos os meios para fazer o particular cumprir
a sua decisão vestido de poder de autoridade sem recorrer ao tribunal, no fundo, impõe o
particular cumprir, se cumprir administração pública aparece munido de poderes de
autoridade impor por via da força por exemplo expropriação de terreno.

4. Quarto poder - o conjunto de poderes especiais de contraentes público no contrato


administrativo- administração pública não pode obrigar o particular para fazer o que não
quiser, por exemplo administração não pode impor o particular para construir a estrada
porque tem qualidade, mas isso deve funcionar através de contrato de administrativo, nos
contratos administrativos administração pública está sujeitas vários deveres, em que escolhe
os particulares por via de um concurso público.

Quinto poder - Conjunto de poderes especiais de polícia- aqui o polícia aparece como
autoridade para repor a situação, ou seja impor a ordem pública, agem investido de poderes
de autoridade, são pessoas treinadas, a finalidade é para que haja paz entre os particulares.
PRINCÍPIOS GERAIS EM MATÉRIA ADMINISTRATIVA.

A nossa constituição é muito pobre em matéria de administração pública, porque não dá


atenção essas matérias, alguns princípios estão na constituição e outro não, isto podem estar
nas leis ordinárias.

Princípio da prossecução do interesse público, princípio da legalidade, Princípio do respeito


pelo direito subjetivo, princípio de interesses legalmente protegido pelos particulares,
princípio de poderes discricionário da administração e figuras afins ou a marchem
administração.

Princípio da Justiça ( em sentido amplo) princípio da igualdade, princípio da proporcionalidade,


princípio da boa fé, da justiça em sentido restrito, princípio da imparcialidade;

Princípio da prossecução do interesse público - a vários sentidos que dado sobre interesse
público de ponto de vista como é refere aquilo que da coletividade, por exemplo São Tomas da
Aquino, para ele, o interesse comum seria para que os homens vivam em harmonia para
alcançar a felicidade, o interesse público pode ser: primária e secundária. O critério a distinção
a quem compete ou órgão .Interesse público primário é definida pela lei, e compete aos
órgãos políticos. Enquanto que secundário é definida pela lei, e compete a admin diistração
pública como é óbvio que administração pública serve para executar aquilo que definido pela
política e legislação, isto é, a satisfação das necessidades coletividade. E justiça é incumbida
aos órgãos jurisdicionais, neste caso os tribunais.

E os corolários ou consequência do princípio de prossecução do interesse público:

a) o interesse público é o fim e último da satisfação do interesse da coletividade;

b) dever de boa administração , isto é, administração pública é obrigada adotar em cada


momento adotar os meios ou decisão para satisfação do interesse público ou seja em cada
tomada de decisão administração pública deve analisar de ponto de vista econômico,
financeiro ou mais conveniente para satisfação do interesse público, este dever jurídico, mas
os particulares não podem recorrer aos tribunais para reclamar as decisões que administração
pública, mas há circunstâncias que os tribunais podem intervir, por exemplo quando
administração pública viola os direitos subjetivos dos particulares.

Princípio da legalidade - de ponto de vista prático é interpretado de forma negativa, porque


antes nenhum órgão ou agente de administração pública deve praticar atos que pode violar os
direitos subjetivos não a ser a lei que assembleia aprova, no fundo, é permitido que
administração pública tudo aquilo que a lei não proíbe (dantes é como o princípio da
liberdade), e administração pública estava proibido de violar os direitos subjetivos, salvo se lei
for aprovado pela Assembleia, no fundo é permitido os órgãos públicos fazer tudo, excepto
direitos subjetivos interesses legítimos dos particulares, só pode ser violado por uma lei
aprovada pela Assembleia. Mas hoje o princípio da legalidade é encarregado na formulação
positiva, administração pública só é permitido aquilo esteja na lei, aqui a lei é o fundamento,
critério e limite da atuação de administração pública. Em termo histórico, regime
absoluto( estado absoluto) não existia o princípio da legalidade, o monarca é que fazia tudo, os
particulares não tinham direitos subjetivos, antes da revolução liberal, no estado fisco, o rei
atendeu os direitos subjetivos. No estado moderno o rei perdeu o poder legislativo e judicial
favor do poder executivo, o rei ficou com administração pública, só o rei respeita a lei
aprovada pela assembleia de caracter geral...

No estado fascista de tipo autocrático( Hitler, Mussuline Salazar), havia o princípio da


legalidade, o governo fazia tudo em nome do princípio da legalidade, o governo passou a ser o
principal órgão legislativa, o governo depende por quem dirige o país quer dizer o governo é
dirigido por um ditador .Mas no estado socialista consagra o princípio da legalidade, mas
diferente de autocrático, aqui o partido que dirige o país passa afastar os direitos particulares
em detrimento da vontade popular, o bem é de toda a sociedade ( este é o entendimento do
princípio da legalidade), mas no estado de direito democrático deixa de ser só as leis gerais e
abstractas, mas o princípio da legalidade passa abranger não só a constituição, temos a lei
ordenaria, os princípios gerais, regulamentos, os atos constitutivos de direito, direitos e
obrigações resultantes dos contratos administrativos, e direito internacional em vigor

Do princípio da legalidade tem duas modalidades: Primado da lei ou preferência da lei


(corresponde a formulação negativo) - consiste em nenhum ato inferior lei pode contrariar,
contrariar a lei, por exemplo os regulamentos não podem contrariar a lei.

PRINCÍPIO DA LEGALIDADE (CONTINUAÇÃO).

para o professor Marcello Caetano, o Princípio da legalidade, é a proibição dos órgãos ou


agentes de administração pública praticarem atos que podem contender( chocar) com os
interesses alheios se não em virtude de uma norma geral anterior. No fundo para os órgãos de
administração pública não devem praticar os que põem em causa s interesse dos particulares,
salvo se a lei disser" esta definição negativa, porque só mostra os atos que estado não deve
praticar, por isso diz que o princípio da legalidade como limite de atuação de administração
pública.

PRINCÍPIO DA LEGALIDADE" CONCEITO ATUAL", esta definição está prevista no 4° do CPA"


definição positivo, mostra os atos que administração pública deve praticar". Hoje o princípio
da legalidade é critério, limite e fundamento de administração pública.

CONTEÚDO DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE- conforme deixamos entender, na fase histórica


atual e no quadro dos regimes democráticos ou seja, no âmbito do Estado social de Direito, o
conteúdo do princípio da legalidade abrange não apenas o respeito da lei, em sentido formal
ou em sentido material, mas a subordinação da administração a todo bloco legal, a saber:a
constituição, a lei ordinária, o regulamento, os direitos resultantes do contrato administrativo
e direito privado ou de ato que o seu, os princípios gerais de Direito bem como o Direito
Internacional que vigora na ordem interna.

A violação, por parte de administração pública, de qualquer destas sete categorias de normas
ou de atos implica violação da legalidade e constitui, por conseguinte, ilegalidade.

Objeto do princípio da legalidade de administração pública- são atividades de administração


pública. No fundo, o princípio da legalidade tem por objeto todos os tipos de comportamento
da administração pública, a saber: o regulamento, o ato administrativo, o contrato
administrativo, o contrato de direito privado, os simples factos jurídicos. Qualquer destas
formas de administrativa tem necessariamente de respeitar a legalidade. A violação da
legalidade por qualquer desses tipos de atuação gera a ilegalidade com todas as consequências
jurídicas daí decorrentes ( invalidade ou ilicitude responsabilidade civil, etc).

Modalidades- o princípio da legalidade comporta duas modalidades: a preferência da lei e a


reserva da lei.

1. A preferência de lei (ou legalidade-limite) consiste em que nenhum de categoria inferior a


lei pode não contrariar o bloco de legalidade sob pena de ilegalidade. No fundo, a lei é o limite
de atuação de administração pública, sob pena de ilegalidade.

2. Reserva de lei (ou legalidade- fundamento) consiste em que nenhum ato de categoria
inferior a lei pode ser praticada sem fundamento no bloco de legalidade. No fundo, a lei é o
fundamento de atuação administração pública. Ex: Se o superior hierárquico quer fazer um
processo disciplinar, isso tem que estar conforme a lei, não deve presumir nem inventar.

EXCEÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE:

1. Teoria de estado de necessidade- diz nos que, em circunstâncias excepcionais em


verdadeiras situações de necessidade pública administração pública, se tanto for exigido pela
situação fica dispensada de seguir o processo legal estabelecido para as circunstâncias de
normas que pode agir sem forma de processo mesmo que isso implique o sacrifício de direito e
interesses dos particulares. Artigo 4° número 2 do CPA. Há outros que entendam é uma
legalidade excepcional, porque a lei é que diz. Aqui o Estado intervém através dos seus meios,
sempre que possível acabam por indemnizar os particulares.

2. Teoria dos atos políticos- os atos materialmente correspondentes ao exercício da função


política não susceptíveis de impugnação perante os tribunais administrativos. Para doutrina
entenda que esta é uma exceção judicial, porque não se resolve por via ou os atos praticados
não podem ser resolvidos por via Tribunal administrativo, porque são atos meramente
políticos que devem ser resolvido no âmbito político onde acaba por ocorrer a
responsabilidade civil.

Nota: se este atos forem ilegais pode haver outras sanções, por exemplo a responsabilidade
civil, pelo que lhe retira exceção ao princípio da legalidade.

3. Poder discricionário de administração-aqui a lei fixa um conjunto de possibilidades para


resolver os atos praticados de administração pública na tomada de decisão, ou seja, cabe os
órgãos administrativos fazer a livre escolha na tomada decisão, isto é, aquela que é mais
adequada.

Natureza jurídica. Discute se todos atos administrativos que são susceptíveis ao princípio da
legalidade, a quem diga nem todos os atos administrativos que susceptíveis ao princípio da
legalidade, porque as vezes administração pública atua de forma agressiva para satisfação dos
interesses coletivos, por exemplo nacionalização das empresas, expropriação etc.

PRINCÍPIO DO RESPEITO DE DIREITO SUBJETIVO INTERESSE LEGALMENTE PROTEGIDO" OU


INTERESSES LEGÍTIMOS".
Hoje não basta que administração pública respeita o princípio da legalidade que pode
respeitar direito subjetivo. Princípio da tutela jurisdicidade efetiva- significa os particulares
tem direito de recorrer ao tribunal para exigir ou cumprimento dos seus direitos.

Quando administração pública infringe o interesse do particular, tem que indemnizar. Por
exemplo...

Direito subjetivo e interesse legalmente protegido. Ex 1: imaginemos que a lei diz que militar
que não tem processo disciplinar durante cinco será produzido para ser Coronel, se chegar os
cinco anos se não for promovido como coronel, aqui aquele militar pode recorrer ao tribunal
para exigir o respeito do seu direito, Ex2. Imaginemos que a lei diz que todos os funcionários
tem ao direito ao subsídio de reforma, supúnhamos que Ana é funcionária pública reformada,
mas não recebe os subsídios, neste contexto pode recorrer ao tribunal, ( estes exemplos são
de direito subjetivo).

Ex: imaginemos que a lei diz que para trabalhar na Função pública só quem tem mestrado na
área de Direito Administrativo, concorrerem cinco pessoas, depois administração pública
acaba por selecionar a pessoa que não preencheu este requisito. Aqui os que preencher esses
requisitos podem requerer ao tribunal para exigir o respeito dos interesses públicos, aqui o
particular não recorre ao tribunal para exigir o cumprimento do seu direito, mas sim é recorrer
ao tribunal exigir para exigir administração pública respeitar o interesse público, aqui o
interesse do particular é protegido de forma indireta diferentemente no Direito subjetivo o
interesse do particular é protegido de forma direta ou imediata, isto é, mais forte... Ex: Na
Itália faz diferença entre Direito subjetivo e Interesse legalmente protegido, mas outros não
necessidade.

PODER DISCRICIONÁRIO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.

Exemplo de Prof Freitas do Amaral.

Atos tributários (Liquidação de imposto) - aqui legislador regula minuciosamente cada aspecto,
portanto administração deve aplicar de cordo que o legislador diz, ou seja, aplicação é
conforme a matemática, este exemplo não tem nada a ver com o poder discricionário da
administração pública, porque o legislador já contou quando que vai fazer a cobrança e órgão
que vai executar os impostos, a forma e valor de pagamento, atividade de administração
pública é mecânica, porque o legislador já explicou tudo. Outro exemplo: imaginemos que o
legislador prevê os critérios depois deixa administração pública tomar as decisões mediante
casos os concretos, no fundo, aqui legislador dá a possibilidade a administração pública para
resolver os problemas dos interesses públicos, ou seja, o poder discricionário consiste na
opção que administração pública faz dentre as opções." este exemplo é o poder discricionário
da administração pública". Por exemplo ato de nomeação.

O poder discricionário e ato discricionário.

No poder discricionário- vamos analisar o poder que a lei confere administração pública. Já ato
discricionário tem a ver com atividades de administração.
Para haver discricionariedade é necessário que a lei atribua administração o poder de escolha
entre várias alternativas de diferentes de decisão quer numa situação em que esteja perante
apenas duas decisões opostas considera... Numa relação que figure uma lista nominativa

Ex: os atos de Nomeação" Consulte no livro.

Temos duas formas de vincular administração pública:

1. Legislador preconiza ou fundamenta a forma que administração pública.

2. Poder discricionário;

Em relação aos atos discricionários praticados a administração pública, esses atos carecem
avaliação de tribunal administrativo.

Limites ao poder discricionário:

1. Limites Legais aqui a lei é que estabelece a forma de atuação administração pública.

2. Limites Auto vinculação- aqui a lei deixa administração pública a margem a administração
pública ou seja permite administração fixar os critérios ou regas e fazer cumprir essas regras,
caso contrário o ato de administração pública seria ilegal.

O fundamento do poder discricionário.

O poder discricionário tem duas razões: razões práticas e razões jurídicas.

Razão prática- é quase impossível que legislador saiba das realidades práticas, por isso é
impossível que legislador conhece a situações da vida prática, por isso limite a prever os
critérios e deixa administração pública executar dentre as opções e escolher aquela mais
adequada, por isso o legislador não fundamenta minuciosa cada a solução que administração
pública deve tomar.

Razão jurídica- se não o legislador estaria a substituir administração pública, porque quem
conhece a situação da vida prática. Ex : Questão de aquecimento os gazes com efeito de
estufa, por exemplo engarrafamento crónico, o legislador não conhece estas situações

O Significado do princípio discricionariedade- na verdade, o princípio de discricionariedade não


é exceção a lei, porque a lei que outorga ou confere a discricionariedade, é subordinação ao
princípio de discricionariedade.

Aspectos que podem ser discricionários ou não:

1. Momento da prática do ato; Ex: quando que administração pública vai começar a cobrança
de impostos, a cobrança coerciva começa geralmente no mês de março.

2. A determinação do conteúdo ato;

3. A forma do ato;

As três situações acima referidas podem ser susceptíveis de ser discricionários.

Temos duas perspectivas:


Nós não temos atos totalmente vinculados e atos totalmente discricionário.

Temos dois tipos ao princípio de discricionariedade:

1.Controlo de legalidade- tem a ver com a fiscalização dos atos de administração pública, por
exemplo impugnação de um particular a administração pública. Este controlo é feita pelos
órgãos administração pública e os tribunais.

2.Controlo de mérito- tem a ver com aquela situação que administração pública, isto é,
averiguar se as decisões são oportunos de ponto de vista financeira, economia etc. Este
controlo só é feita pelos órgãos de administração pública não pelos órgãos judiciários
( tribunais).

Conceitos indeterminados- são conceitos cujo as suas extensões não se podem determinar.
Por exemplo, Brevemente, medidas adequadas. Os conceitos indeterminados têm as naturezas
distintas, por isso merece uma avaliação pela administração pública. Nem todos os conceitos
indeterminados carecem do princípio de discricionariedade, por exemplo um conceito pode
que carece da interpretação, mas a questão de valor social, isto é, dentre as soluções qual é
mais ideal. No fundo, os conceitos indeterminados poderão carecer de pode discricionário e
outros, mas isso se descobre mediante um caso concreto.

Por exemplo as remissões às normas técnicas, não se trata do poder discricionário, porque
nesta situação é necessário que a lei mostra a forma de resolução, por exemplo na área de
engenharia. Não o facto que a lei faz uma remissão que podemos afirmar que esta remissão
carece de discricionariedade.

Princípio da Justiça- sempre a humanidade preocupa com o ideal da justiça, isso varia do
tempo e espaço. Inicialmente o ideal da justiça consiste na repressão do mal e do crime por
forma a garantir a segurança e paz social a justiça surge com forma funções de esta e das leis, a
quem compete definir o que justo e não justo.

O primeiro pensador que trouxe o critério legal do princípio da justiça, é tratar as pessoas com
base na lei. Entretanto para Aristóteles, o justo seria para além que está definida na lei, o
respeito pelo princípio da igualdade. Platão abandona esta concepção da justiça defendo pelo
Aristóteles, para ele a justiça consiste na organização da sociedade. Por seu lado São Tomás de
Aquino com ideal da justiça super legal, uma justiça que orienta e elaboração das
constituições e das leis e caso não sejam respeitadas, habilita cidadãos a criticar, contexto- ló
ou procurar altera- ló assim temos três planos em que em que a ideia da justiça pode
funcionar:

1. Justiça enquanto valor ou conjunto de e valores indicados pela lei - isto corresponde a
justiça legal.

2. Justiça como critério ou conjunto de critério que obriga o homem a respeitar os valores
iguais- Justiça da igualdade.

3. Justiça como conjunto de valores que são anteriores e superiores a lei que prende a
elaboração das leis pelos governos permitir os cidadãos ataca- los discordam com a justiça
super legal.

Temos: critério geral e critério específico .


Critério geral- são conjunto de valores que impõe ao Estado e todos os cidadãos a obrigação
de dar cada um o que que é devido em função da igualdade ( segundo Diogo Freitas do
Amaral), no fundo, para Diogo, a justiça são valores de cada sociedade. Todas pessoas
merecem ser tratados em função da dignidade da pessoa humana.

Critério específico- aqui podemos falar de justiça coletiva e justiça individual.

Justiça individual- baseia- se no princípio da igualdade e princípio da proporcionalidade.

Princípio da igualdade- é tratar os iguais de forma igual e tratar diferentes de forma


deferente. O sentido do princípio da igualdade foi criado ao longo do tempo, no século XVIII e
XIX, a igualdade era entendida exclusivamente na vertente formal que traduzia numa aplicação
da lei a todos os cidadãos, hoje é entendido que a igualdade e generalidade não são
sinônimos, o princípio da igualdade obriga os órgãos de administração pública para não
conferir os privilégios e benefícios a algumas pessoas, nem descriminar ninguém por razão de
sexo, raça e orientação religiosa etc. Portanto o princípio da igualdade impõe que se trata de
modo igual juridicamente igual e tratar o que juridicamente diferente.

O princípio da igualdade tem duas decisões:

a) A proibição de discriminação;

b) Obrigação da diferenciação. Por exemplo, idosas, crianças, deficientes devem ser tratados
de forma diferente em comparação...

Princípio da proporcionalidade- visa ajustar os meios que são empregues de órgãos de poder
político aos fins que visam prosseguir. No fundo evitar os excessos ou abusos aos órgãos de
administração pública, é ajustar os meios ou utiliza os meios adequados face aos fins coletivos.
Por exemplo Estado decide fechar o mercado de Bandim por causa de briga( esta medida é
excessiva). Princípio de proporcionalidade- está previsto no artigo oitavo do código de
procedimento administrativo tem três dimensões:

1. Adequado- significa que a medida administrativa deve ser ajustada aos fins que se pretende
atingir, colocando em confronto duas variáveis por lado o meio, instrumento, medida e por
outro objetivos ou finalidade

2 . Necessidade- não baste só os meios de instrumento se ajusta, significa que para além da
idoneidade dos meios e fins que se propõe alcançar a medida administrativa deve dentro do
universo das medidas abstractamente aquele em concreto lesa menor os interesses legítimos
dos particulares

3. Equilíbrio- significa que os benefícios que se pretende alcançar como a medida


administrativa além de adequada e necessária deve suplantar em termo de parâmetro de
avaliação os custos que acarretará. Ex: fechar a estrada por causa da vinda do presidente, esta
medida não é proporcional, também põe em causa aos interesses legítimos dos particular.

Princípio da boa fé- é importado para direito privado assim para o direito administrativo, parte
de ideia que o estado é uma pessoa de bem, por isso os órgãos de administração pública não
devem atuar fora deste princípio. Este princípio é frequente nos contratos públicos, por
exemplo imaginemos que o estado decide recrutar as pessoas para oficial da justiça, mas
chegou a hora não toma essas pessoas durante 4 anos. Neste caso administração pública viola
o princípio da boa fé, administração pública não deve alimentar a expectativa aos candidatos
que conseguiram, isso acaba por lesar direitos dos particulares, no fundo, o princípio da boa,
significa que administração pública deve obedecer a boa fé na sua relação com os particulares,
contudo seja um princípio que elevado grau de abstração a sua concretização é possível, o
princípio da boa fé comporta dois sub princípios:

O princípio da tutela da confiança legítima- determina que as situações de confiança que


administração pública cria legitimamente aos particulares deve satisfazer- lá

Princípio da materialidade subjacente- Obriga administração pública a dar primazia a


substância em relação a forma.

Princípio da imparcialidade- impõe administração pública na sua atuação que seja isenta,
obrigar os órgãos de administração pública que sejam isentas. Este princípio tem duas
vertente: negativa e positiva

Vertente negativa é obrigar que administração pública seja isenta, através de impedimento e
suspensão.

Vertente positiva pode- se falar só dos aspectos importantes, os órgãos de administração


pública não devem levar os aspetos irrelevante perante um caso concreto.

Forma de manifestação do poder administrativo:

Regulamento- são conjuntos das normas jurídicas, em geral que vem desenvolver aquilo que
está previsto na lei. Ex: O governo no seu exército emana os regulamentos. Imaginemos que a
lei diz que para estudar deve ser submetido um teste, mas não explicou como, deixou para o
regulamento desenvolver.

Regulamento administrativo- são as normas jurídicas emanadas por entidade administrativo

no desempenho do poder administrativo.👉 Está previsto no artigo 96°CPA, esta noção


comporta três elementos:

1. Elemento da natureza material- o regulamento é uma norma jurídica que tem a


característica de generalidade e abstração.

2. Elemento da natureza orgânica- tem a ver com o órgão competente para emitir o
regulamento. Ex: provém do Governo ou pelo órgão de administração indireta, no fundo pelos
órgãos de

3. Elemento da natureza funcional- o regulamento é emitido no exercício da função


administrativa.
Espécies de regulamentos:

A partam- se com base de quatro ( 04) critérios

1. Que atende a sua dependência face a lei- a luz de deste duas espécies

Regulamento complementar ou da e regulamentos independente ou autónoma.

a) Regulamento complementar (ou regulamento secum legeem) - são emitidos para


desenvolver a disciplina jurídica constante numa na lei. Ex: imaginemos que a lei diz que para
estudar na fdb deve ser submetido ao teste nos termos do regulamento. Por exemplo para
ingressar na função pública, a lei disciplina, mas o regulamento vem desenvolver ou
completar. Por exemplo, lei Eleitoral

b) Regulamento independente ou autónomo - não vem desenvolver a disciplina jurídica numa


lei, mas este regulamento, surge no exercício de administração pública, não existe lei, ou seja,
não depende de uma lei. Regulamento independente... Elaborem no exercício de das suas
competências para assegurar a realização das suas atribuições específicas sem cuidar de
desenvolver nenhuma lei especial importa referir que regulamentos devem indicar as lei... Ex:
Regulamento emitidos pelas as autarquias locais. Não depende da lei, precisa de uma de
habilitação.

2 Que atende ao seu objeto- os regulamentos decidem: regulamentos de organização,


regulamentos de funcionamento e regulamentos de polícia.

Regulamentos de organização- São aqueles que prosseguem a divisão dos departamentos ou


estruturação de cada departamento de uma determinada pessoa colectiva.

Regulamentos de funcionamento- São aqueles que definem o funcionamento dos serviços, ou


a vida quotidiana de uma determinada pessoa colectiva, ou estabelecer as regras de
funcionamento de serviços de uma determinada pessoa colectiva.

Regulamentos de polícia- são aqueles que impõem a limitação da liberdade individual com
vista a evitar a produção dos danos sociais. Por exemplo Estado de emergência, calamidade,
ou estado de sítio. Por exemplo pode existir um regimento que diz

3. Que atende ao seu âmbito de aplicação. Quanto ao âmbito Geral, local e institucional

Gerais - são aqueles que têm vigência a todo território nacional

Local- aquele que fica numa parcela administrativa

Institucional- são aqueles que emanam de institutos públicos e associações públicas para
terem a sua vigência limita aquela instituição.

4. Que atende a projeção da sua eficácia, os regulamentos podem ser:

Regulamentos internos e externos.

Regulamentos internos- são aquelas produzem efeitos no interior de uma pessoa colectiva. E
externos- São aqueles que produzem efeitos Jurídicos a outros sujeitos de direito ou outras
pessoas colectivas.

Distinção entre a lei e regulamento, ambas são normas jurídicas com características de
generalizada e abstração. Forma de distinção:
1° Critério assenta que na diferença entre os princípios e pormenor, este critério foi afastado,
porque quer regulamento quer a lei fórmula ambas assentam na identidade material entre a
lei e regulamento.

2° critério: a diferença consiste no plano formal e orgânico, o regulamento e lei são normas
jurídicas de ponto vista material, em função da hierarquia dos órgãos emanadores. A lei pode
revogar o regulamento, se o regulamento dispuser ao contrário esse regulamento é ilegal,
porque de ponto de vista da hierarquia a lei está em acima. Este critério foi afastado com a
justificação de que se houver a diferença entre plano orgânica e formal também há diferença
no plano material.

3° critério: defendido pelo professor Marcelo Caetano- apesar de haver uma certa afinidade
entre ambos acusam algumas na medida em que ao regulamento falta novidade que é
característica da lei, os regulamentos complementar ou de execução são caracteristicamente
normas secundários que completam sem as quais não podem ser elaborados, apesar de dos
regulamentos independente não se destinem a desenvolver nenhuma lei, são editados para a
boa execução da lei, e por isso são inovadoras criam Direito materialmente em tudo idêntico a
lei.

Para Freitas considera que a diferença entre o regulamento e a lei assenta no seguinte: de
ponto de vista orgânico a lei provém do poder político ao passo o regulamento emana do
poder administrativo, de ponto de formal a lei está acima do regulamento, caso o
regulamento dispuser contrário o regulamento é ilegal, do ponto vista material a lei é ato
típico da função política e regulamento se insere na função administrativa a lei inovadora e
regulamento é executivo, a lei trás alteração a ordem administrativa e regulamento não. No
que tange aos regulamentos independentes considere em termos orgânico formal são
regulamentos, mas em termos materiais são leis.

É importante diferenciar o regulamento e lei, porque Regime jurídico entre regulamento e lei
são diferentes...

Quanto a impugnação...

Limites ao poder regulamentar:

1. Princípio geral de direito

2. Constituição

3. Princípio geral de direito administrativo

4. A Lei

5. Reserva da lei

6. Irretroatividade dos regulamentos;

7. Fundamentos

Do poder regulamentar tem diversas naturezas:


Histórica, prática, jurídica.

Os regulamentos começaram a ser emitidos a partir da queda da monarquia. O rei perdeu os


dois poderes: legislativo e judiciário, ficou apenas com o poder executivo, já administração
pública não pode interferir em função jurisdicional e não cria as leis, ou seja o rei não tem
competência legislativa, que faz é o parlamento, mas que executa é administração pública
( neste caso o rei), em nome do princípio de separação de poderes, quando existe dificuldade,
neste administração passa a criar os regulamentos para aprofundar o que esteja contida na lei,
porque é quem conhece realidade embora não tenha a função legislativa, se não o legislativo
estaria a administrar. O poder legislativo que define o interesse público, já administração
pública que executa, porque o legislador não conhece a realidade, administração pública que
sabe. Por exemplo questão construção de escolas, administração pública que conhece quantas
pessoas que existem na cada localidade, é por causa dessas dificuldades que surge os
regulamentos que são emitidos pela administração pública com intuito de executar o interesse
coletivo. Outra argumento para sustentar o fundamento de poder regulamentar, é que o
legislador não consegue prever todas as situações e deixe administração pública para
desenvolver através dos regulamentos. Do pode vista jurídico varia- se consoante a época. No
estado absoluto assenta no poder de monarca na legitimidade dinastia. E no estado liberal o
poder decorria de autorização que conferida pela assembleia ao governo para caso a caso
viabilizar a lei. No estado social reside na constituição na lei em homenagem ao princípio da
legalidade.

ATO ADMINISTRATIVO - íntegra os elementos seguintes: um ato jurídico , um ato unilateral,


um ato praticado no exercício do poder administrativo, um ato decisório, um ato que versa
sobre uma situação individual e concreta este conceito está previsto no artigo 107° do código
do procedimento administrativo esta definição coincide com a definição dada pelo professor
Diogo Freitas do Amaral, segundo ele o ato administrativo pode ser definido como ato jurídico
unilateral praticado no exercício do poder administrativo por um órgão de administração ou
por outra entidade pública ou privada habilitada pela lei e que traduz a decisão de um caso
considerado pela administração visando produzir efeitos jurídicos numa situação individual e
concreta . No fundo, o ato- é forma mais comum de manifestação de administração pública, o
ato administrativo tal como regulamento são atos unilaterais, porque praticam sem
consentimento do particular, por exemplo: Expropriação do terreno do particular, mas há
circunstâncias em que carece de de consentimento do particular, ex: nomeação, no fundo, o
ato administrativo- é ato jurídico unilateral emanado pelo órgão competente com
característica de individualidade e concreto.

O ato administrativo surgiu no primeiro momento como conjunto de manifestação de poder


administrativo... Consulte na gravação.

Desenvolvimento dos elementos de ato administrativo.

Ato jurídico- é manifestação de vontade de administração pública.

Ato unilateral- é um ato que provém de órgão de administração pública isto contrapõe os
contratos administrativos, porque no contrato administrativo contém duas partes enquanto
que ato unilateral apenas uma parte, e não precisa da vontade da outra, ou seja, para sua
eficácia não precisa de outra parte, mas há situações que carece da confirmação de outra
parte por exemplo nomeação a eficácia do ato depende aceitação.
Ato praticado no exercício de administração pública- Só são atos administrativos aqueles que
são normas que integra do direito público, quando administração pública atua investido de
poder de autoridade. Só atos administrativos os atos emanados por órgãos de administração
pública ( administração estadual direita, administração estadual indireta e administração
autónoma) os atos praticados pelas pessoas colectivas privadas não são atos administrativos,
salvo se administração pública permite o privado por concessão, por exemplo administração
pública pode permitir um privado que assuma a gerência de hospital Nacional Simão Mendes.
Também há momento a lei habilita um privado que funciona com base na utilidade pública,
por exemplo Ordem dos advogados, é pessoa colectiva privado mas de utilidade pública,
também A federação de futebol, é conferido estatuto de utilidade pública e pode praticar os
atos administrativos. A produção dos efeitos jurídicos individual e concreto- é quando
comando é destinada a uma única pessoa, mas generalidade e abstração é contrário. No ato
administrativo aplicação é individual e concreto. Ex: a lei diz que o presidente da república tem
direito ao subsídio,

A distinção entre atos administrativos e regulamentos, atos administrativos é individual e


concreto e regulamento o comando é geral e abstrato. Mas há situações que é difícil fazer
distinção entre ato administrativo e regulamento administrativo, segundo professor Diogo
Freitas do Amaral elenca três situações em concreto:

1. Comando relativo a um singular Presidente da República seria ordem e não ato se


dispusesse em função das características ou categoria abstrato e não dá pessoa que exerce. Ex:
imaginemos a lei diz que o presidente da República tem direito ao subsídio, depois governo
decide atribuir o subsídio ao presidente República senhor Umaro Sissoco Embaló( esta
situação é concreto e individual corresponde - ato administrativo) e a primeira situação é geral
e abstrato corresponde regulamento administrativo.

2. Um comando relativo a um grupo restrito das pessoas todas determinada ou intermináveis


que nos termos da disposição em concreto seriam promovido para categoria seguinte. Ex:
supúnhamos que na Alfândega, a lei diz que quem tiver um comportamento bom durante
cinco será promovido para uma categoria superior, depois António veio a cumprir e foi
promovido para o cargo, esta situação é geral e abstrato porque não identificou ninguém,
mas no segundo momento é individual e concreto porque António foi promovido para o cargo.

3. Comando geral dirigido a uma pluralidade indeterminado das pessoas mas para terem
aplicação imediata numa única situação em concreto. Câmara municipal de Bissau por ter
acontecido a chuva torrencial decide criar uma lei diz que os moradores devem limpar a frente
das suas casas (essa situação é geral e concreto, mas não seria norma, esta suscita de dúvida
se ato ou norma)

Atos plurais- são aqueles em que administração pública toma uma decisão aplicável por igual a
várias pessoas diferentes. Ex: Um Despacho de ministro de Alfandega que nomeia 10
funcionários de alfândegas.

Atos coletivos são atos que têm um conjunto unificados de pessoas. Ex: dissolução de órgão
das autarquias. Por exemplo, é o que acontece que com presidente da república, por exemplo
o Presente da República pode dissolver o Governo, neste caso todos ministros passam a ser
dissolvido através de ato de dissolução.
Atos gerais- são aqueles atos que se aplicam de imediato a um grupo inorgânicos de cidadãos
todos bens determinado ou determinável de lugar. Ex: imaginemos que duas pessoas
pretendem ajustar contra foram para brigar no salão depois foram para assistir briga depois o
comandante mandou expulsar os cidadãos, neste caso isso refere só aqueles cidadãos em
concreto, por isso aqueles cidadãos são grupos inorgânicos determinados.

NATUREZA JURÍDICA DO ATO ADMINISTRATIVO.

Coloca a questão de saber se ato é fenômeno: Relativamente a esta não há unanimidade entre
autores.

Primeira tese: Ato administrativo tem caráter de negócio jurídico e por isso deve ser
considerado uma espécie de gênero de negócio jurídico. Isto é, o negócio jurídico teria âmbito
público e privado.

Segunda tese: outros autores consideram que ato administrativo se situa e desempenha as
funções similares a da sentença judicial.

Terceira tese: considera que o ato administrativo não assimila nem o primeiro nem segunda
tese e defendem que ele tem uma natureza própria, particular e subgénero. O professor
Freitas do Amaral prefere esta terceira corrente , argumentando se olhamos para as
características do ato administrativo e pelo regime estabelecido na própria lei e adotado pala
jurisprudência, o ato administrativo não é suscetível de reconduzido ao regime de negócios e
nem ao regime da sentença judicial. Esta posição faz distinção entre o ato administrativo com
negócio jurídico e ato administrativo com a sentença judicial.

Em jeito de conclusão, o professor Diogo Freitas Amaral síntese a sua posição nos termos
seguintes:

a) regime jurídico de ato administrativo é o que consta na lei e da jurisprudência


administrativa e deve corresponder por via regra a natureza subgénero de ato administrativo.

b) Só outra coisa não resultar da sua natureza especial de ato administrativo podem aplicar
supletivamente. Aos atos predominante discricionário as regras próprias de negócios jurídicos
como ato intencional e indeterminado. Por exemplo em caso de lacuna se tratar de situação
discricionário, aqui administração pública tem poder, neste caso pode aplicar as regras de
negócio jurídico no caso de lacuna.

Por exemplo nomeação, administração pública pode nomear qualquer pessoa e ninguém pode
requerer ao tribunal para rejeitar aquela nomeação. Aqui pode aplicar as regras de negócio
jurídico. No fundo o ato administrativo não enquadrada negócio nem a sentença, mas
administração pública em caso de lacuna aplica as regras de negócio jurídico caso estejamos
na situação as regras do poder discricionário. Mas não é possível aplicar as regras de negócio
jurídico no caso de lei que se trata de tributação ou cobrança de impostos aqui não poder
discricionário, aqui administração pública deve seguir de acordo aquilo que a lei diz (é uma
atuação aplicação tucor da lei).

c) Com idêntica ressalva podem aplica- se aos atos predominante vinculados às regras próprias
da sentença com ato de aplicação de norma geral e abstracta a uma situação individual e
concreta.
ESTRUTURA DO ATO ADMINISTRATIVO

O ato administrativo compõe- quatro elementos a saber:

1. Elementos subjetivos- tem a ver com os sujeitos da relação jurídica administrativa. Por via
da temos autoridade administrativa e particular. Ex: expropriação, pensão de uma funcionária.

Ex: podemos ter duas empresas privadas habitadas para praticar atos administrativos. Aqui
dispõe de administrativo. São situações menos frequentes

2. Elementos formais- artigo 110° do código procedimento administrativo fala deste elemento
os atos devem ser praticado sob forma escrita e no concerne ao órgãos colegiais as
deliberações são em regras tomadas oralmente devem ser reduzida por escrito. Também
temos as formalidades que tem a ver com as exigências que a lei estabelece que devem ser
observadas antes da prática administrativa.

3. Elementos objetivos- os elementos são o conteúdo e objeto. O conteúdo do ato


administrativo é a substâncias da decisão voluntária em que o ato consiste e fazem parte do
conteúdo nos termos do. A decisão principal tomada pela administração ( nomear, punir

conceder, expropriar, licenciar). As cláusulas assessoria 👉 109° e objeto de ato administrativo


consiste na realidade externa sobre o que ato incide e pode ser uma coisa, uma pessoa etc.
Assim por exemplo na expropriação o conteúdo é a decisão de expropriar e objeto é o terreno
expropriado.

4. Elementos funcionais- comporta três elementos: a causa os motivos e fim em relação a


causa- segundo Freitas é função jurídica ou social de cada tipo de ato administrativo ( vertente
objetiva) ou motivo típico imediato de caráter administração ( vertente subjetiva). Ex: a causa
de nomeação é a preenchimento de vaga e causa de expropriação é obtenção de bem para
prossecução de interesse coletivo.

São todas as razões de agir que obriga que órgão a prática um ato administrativo ou adota- ló
de um determinado conduta os motivos podem ser: principal ou assessoria, próximo...

Quanto ao fim trata- se de objetivo ou a finalidade que determinaram de aplicação de um ato


administrativo.

Quanto aos elementos- são as realidades que integram o próprio ato administrativo e dividem-
em elementos essenciais que são aqueles sem os quais o ato não existe ou não pode produzir
quaisquer efeitos e elementos assessórios- podem existir ou não. Isto é, sem eles o ato pode
existir.

Requisitos do ato administrativo- São as exigências que a lei formula em relação a cada um dos
elementos do ato administrativo para a garantia da legalidade e do interesse público ou para
proteção dos direitos subjetivos e interesses legítimos dos particulares.

Os requisitos ligado a validade do ato e eficácia do ato.


Pressupostos do ato administrativo- são as situações de factos cujo a ocorrência depende da
possibilidade legal de prática do ato administrativo ou de o dotar de um determinado
conteúdo. Algumas menções obrigatórias que ato deve conter são: indicação de
autoridade( pessoa colectiva) que pratica o ato, o ato deve ter a enunciação, fundamentação,
conteúdo, identificação do ato, qualidade do órgão, a data.

Tipologias de atos administrativos:

O ato administrativo divide- se em dois grandes grupos:

atos primários e atos secundários.

Os atos primários- são aqueles que versam pela primeira vez sobre uma determinada situação
em concreta da vida. Ex: um indivíduo que requer à administração pública sobre a concessão
da licença. Administração pública pode aceitar ou não. Ex: pode ser um indivíduo pode pedir
sobre a fixação de pensão, porque é são aqueles que versam sobre ato primários
anteriormente prático e eles têm por objeto um ato primário pré existente. Ex: Revogação,
imaginemos que administração pública revoga...

Os atos primário dividem em dois grupos: atos impossitivos e atos permissivos. Atos
impossitivos- são aqueles que determinam alguém que adote uma certa conduta ou que
coloca o seu destinatário em situação de sujeição a um ou mais efeitos Jurídicos. Dentro deles:
há distinguir quatro espécies principais: os atos de comando, os atos punitivos, os atos
ablativos e juízos

Atos de comando- São aqueles que impõe a um particular adoção de uma conduta positiva ou
negativa. A conduta positiva corresponde às ordens e atos negativas são as proibições.

Atos punitivos- são aqueles que impõem a alguém ou indivíduo colectiva uma sanção de
caráter administrativo. Ex: Dever pontualidade, dever de acatar as ordens de administração, a
violação pode ocorrer a sanção.

Atos ablativos - são aqueles que impõem a extinção ou modificação do conteúdo de um


direito. Ex: Nacionalização de uma empresa, outro exemplo é expropriação, aqui o particular
passa a perder o direito.

Juízos- são os atos pelos os quais um órgão de administração qualifica segundo valor da justiça
ou critérios técnicos, pessoas, coisas ou atos submetidos a sua apreciação. Ex: imaginemos que
os particulares concorrem para a função pública, devem ser a avaliado com base em critérios
técnicos ou valores da justiça.

Atos permissivos- são aqueles que possibilitam alguém adoção de uma conduta ou omissão de
um comportamento que outro modo que lhe estaria vedado. Os atos permissivos dividem se
em dois grandes grupos: de lado os que conferem ou ampliam as vantagens e de outro os que
eliminem ou reduzem encargo. Dentro da primeira categoria dos que conferem as vantagens
há que considerar seis (06):

Autorização- é um ato pelo qual o órgão de administração permita alguém exercício de um


direito de uma competência pré existente. Ex: imaginemos que a lei diz o funcionário tem
direito a férias de seis meses, mas o particular não pode levantar só de forma alguma, apesar
de particular tem direito, mas se quiser férias deve fazer pedido à administração pública e
administração pública que vai autorizar esse particular.

Licença- é o ato pelo qual o órgão de administração atribui alguém o direito de exercer uma
atividade privada que é proibida por lei. Ex: desflorestação é proibido por lei, mas
administração pública pode permitir o particular através de uma licença. Ex: é proibido caçar,
mas é permitido através de licença.

A concessão- é o ato pelo qual o órgão de administração transfere para uma entidade privada
o exercício de uma atividade pública que o concessionário desempenha por sua conta em risco
mas no interesse geral. Temos concessão de obras públicas e concessão de serviços públicos.
Administração pública na obras públicas funciona através de empreitada pública, o governo
dispõe os recursos. Ex: Arrisque. Mas na concessão de serviços públicos, aqui o governo não
dispõe dos seus recursos, mas chega a conclusão com uma empresa depois dividem as taxas.
Ex: o governo pode conceder ao hospital Simão Mendes ao particular para fazer manutenção
gere até um certo tempo Administração pública recupera o hospital

A delegação- é o ato pelo qual um órgão de Administração, normalmente competente para


decidir em determinada matéria, permite, de acordo com a lei, que outro órgão ou agente
pratiquem atos administrativos sobre a mesma matéria.

A demissão- é o ato pelo qual o órgão de administração investe um particular numa


determinada categoria legal que decorre certos diretos e deveres.

A Subvenção- é ato pelo qual um órgão de administração pública atribui um particular uma
quantia em dinheiro destinada a cobrir os custos inerentes a prossecução de uma atividade
privada reconhecida do interesse público. Ex o governo através de instituto de cinema, ou
governo decide financiar aos instintos para a promoção de livros e depois faz subvenção a
essas empresas.

Atos administrativos que eliminem ou reduzem ao encargo:

Dispensa- é o pelo ato o órgão administrativo que permite alguém nos termos da lei o não
cumprimento de uma obrigação geral, pode abranger duas modalidades: a isenção e escusa.
Isenção é concedida pela administração ao particular para prossecução do interesse público
relevante. A escusa é concedida por um órgão de administração a outro órgão de
administração a fim de garantir a imparcialidade. Ex:

Renúncia- é o ato pelo qual o órgão de administração se despoja da titularidade de um direito


legalmente disponível, a renúncia equivale a perda de direito. Ex: O presidente da república
eleito com mandato de cinco anos, imaginemos que no exercício da suas funções pode estar
doente, ou por razão da doença pode renunciar o seu cargo e assim perde o seu direito.

Pré decisões- compreendem duas modalidades: atos prévios e atos parciais. Atos prévios- são
os atos administrativos pelos quais administração resolve as questões isoladas que depende a
posterior decisão da pretensão autorizatória ou licenciatória formulada pelo particular. Ex:
concessão de construção, administração pública pode decidir previamente autorizar ao
particular
Atos parciais- são os atos administrativos pelos os quais administração decide
antecipadamente uma parte da questão final a decidir mais tarde em relação ao ato
permissivo.

Atos secundários compreendem várias categorias: atos integrativo- são os que visam
completar os atos administrativos anteriores, dentre atos integrativo temos a distinguir quatro
espécies; aprovação, o visto, o ato confirmativo, ratificação

Aprovação- É ato pelo qual o órgão de administração exprime concordância com ato pré
existente já praticado por outro órgão administrativo e lhe confere a eficácia. Ex: FDB pode
praticar um ato, aqui é válido mas irá produzir efeitos quando o ministério da Educação aprova
esse ato, por isso a eficácia é condição da aprovação.

Homologação - é quando órgão competente pede parecer ou proposta ao outro órgão e órgão
competente encara essa decisão como sua.

Visto- é ato pelo qual o órgão competente declara ter tomar conhecimento de outro ato ou
documento sem se pronunciar sobre seu o conteúdo (visto é meramente cognitivo) ou declara
não ter objeção de legalidade ou de mérito sobre o ato examinado e por isso lhe confere
eficiência visto volitivo. Ex: Tribunal de contas coloca visto sobre questão de orçamental se há
verbas para os funcionários sem analisar o conteúdo, já no segundo momento analisa a
legalidade e mérito do ato (isso já trata de visto volitivo)

Ato confirmativo- é o ato pelo qual o órgão de administração reitera e mantém em vigor o ato
administrativo anterior. Ex: se o subalterno indeferir o pedido do particular e depois se
descontentar pode recorrer ao superior e superior hierárquico pode confirmar mais o ato
praticado por subalterno.

Ratificação confirmativo- é o ato pelo qual o órgão normalmente Compete para dispor sobre
certa matéria exprime a sua concordância relativamente aos atos praticados em circunstâncias
extraordinárias por órgão excepcionalmente competente. Ex: Presidente da Câmara
independente da sua competência, numa situação de inundação, pode exercer as
competências de evacuar as pessoas, mas a validade desse ato precisa a confirmação"
ratificação confirmava da decisão" da planária da câmara, essas competências pertencem a
câmara, mas o presidente exerce essas competências nas situações excepcionais.

Atos instrumentais- constituem aquelas pronuncia administrativa que não envolve uma
decisão de autoridade, antes são auxiliares relativamente aos atos administrativos incluem se
nessa categoria duas modalidades: as declarações de conhecimento e os atos opinativos.

Declaração do conhecimento- São atos auxiliares pelos quais um órgão de administração


exprime oficialmente o conhecimento que tem de certos factos ou situações Ex: situações de
participação, certidão, certificados. Ex: um aluno que termina o curso na fdb pode pedir o seu
certificado.

Atos opinativos- são atos pelos quais um órgão de administração emite o seu ponto de vista
acerca de uma situação técnica ou jurídica, incluem se nessa categoria três modelos: as
informações Burocráticas recomendações e pareceres.

Informações burocrática- são as opiniões prestadas pelo o serviço ao superior hierárquico


compete para decidir. Ex: antes de administração pública decidir, pede informações para
decidir.
As recomendações- são atos pelos os quais se emite opinião que consubstancia num apelo
com órgão competente decide de certa maneira mas que não obrigam para tal. Ex:

Os Pareceres- são atos opinativos elaborados por peritos especializados em certo ramos de
saber ou por órgãos colegiais de natureza consultiva. Os pareceres precisam de uma análise
técnico- jurídico" são assuntos muito complexo". Ex: Pode consultar a FDB para emitir um
parecer sobre um determinado assunto.

Classificação dos atos administrativos.

Os atos administrativos classificam- se em função de diferentes critérios:

Quanto ao autor: decisão e deliberação. Decisão- São atos administrativos proveniente de


órgão singular. E deliberação são atos proveniente de órgão colegial.

Atos simples São aqueles que provem de um só órgão administrativo. Atos complexas são
aqueles em cuja a feitura provém de dois ou mais órgãos administrativos. Ex:

Quanto aos destinatários:

Quanto ao conteúdo: dividem se em tais administrativos conteúdo de direito administrativo,


com conteúdo de direito e atos administrativos com conteúdo de direito administrativo e de
direito privado

Atos administrativos com conteúdo de direito administrativo- trata se de ato administrativo


que fazem aplicação de normas de direito administrativo a questão regulada por este. Ex:
nomeação ou exoneração de funcionários públicos ou aplicação das sanções disciplinares

Ato administrativo com de direito privado- trata se de atos administrativos que fazem
aplicação de normas de direito privadas a questão regulado por este. Ex: atos notariais
públicas cópias autenticadas de documentos oficiais.

Ato administrativo com duplo conteúdo ( de direito administrativo e direito privado)- trata se
de atos administrativos em que para puder tomar uma decisão da sua competência legal um
órgão de administração tem de simultaneamente fazer aplicação de normas de direito
administrativo e de direito privado, porque o tema a decidir é composto de questão de
natureza administrativa e de natureza civil, comercial ou de trabalho.

Quantos aos efeitos: os atos administrativos de execução instantânea e atos de execução


continuada.

Atos de execução instantânea- aquele cujo cumprimento se esgota num só momento através
de um ato ou de facto isolado. Ex: ordem para acabar com prédio que provoca ruína ou dano.

Atos de execução continuada- Quando a sua decisão perduram no tempo.

Atos positivos e negativos. Atos positivos- são aqueles que produzem uma alteração numa
ordem jurídica. Ex: nomeação. Atos negativos- aqueles que consiste na recusa de introduzir
uma alteração na ordem jurídica. Ex: omissão de comportamento divido, o silêncio voluntário
perante um pedido apresentado e indeferimento expresso.

Quanto a localização do ato no procedimento e na hierarquia: atos definitivos e não


definitivos. Atos definitivos pode ser: horizontal e vertical. Ato definitivo horizontal- é aquele
que dá solução no âmbito de procedimentos administrativo, no fundo, são atos que colocam
fim ao procedimento administrativo Ex: emissão da licença.

Ato definitivo vertical- são atos praticados pelos órgãos que ocupam a posição superior numa
hierarquia ou por um órgão independente Ex: em relação ao ministério: temos ministro,
diretor geral e chefes de sessões. Só são verticalmente definitivos os atos praticados por órgão
superior, neste caso ministro.

Quanto ao primeiro grupo: atos executores e não executores.

Atos executores são aqueles que são simultaneamente exequíveis e eficazes, cuja a execução
coerciva e permitida por lei.

Atos não executores- são atos secundários e permissivos cujo o conteúdo não integra nenhum
comando dirigido ao destinatário, que por incumprimento voluntário este e possa ser imposta
pela força.

Nota: todos os atos definitivos são executores, contudo temos duas exceção. Primeira
exceção: casos de atos definitivos e não executores. Ex: atos que precisam de de vistos ou
confirmação.

Segunda exceção caso de ato de atos executores e não definitivos. Ex: atos preparatórios
executores não definitivos.

PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO.

Para o Professor Diogo, o procedimento administrativo é a sequência juridicamente ordenaria


de atos formalizados tendentes a preparação e exteriorização da prática de um ato
administrativo ou a sua execução. Os elementos desta definição: 1° elemento- sequência- os
vários elementos que compõem o procedimento não se encontra organizado de qualquer
maneira, ou seja, estão organizado segundo uma ordem ao longo do tempo, com princípio
meio e fim. Segundo elemento- sequência juridicamente ordenada- significa que é a lei que
determina quais os atos a serem praticados e quais as formalidades a serem observados.
Terceiro elemento- sequência de atos e formalidades: no procedimento temos tanto atos
jurídicos como as formalidades. Ex: suspensão de arguido" ato jurídico" e exemplo de
formalidades decurso do prazo. Quarto elemento- o objeto de procedimento administrativo é
o ato da administração e não só o ato administrativo. Quinto elemento- o procedimento
administrativo tem por finalidade preparar e exteriorizar a prática de ato ou a respectiva
execução.

toda atividade administrativa passa pelo um processo.

Objetivo de procedimento administrativo

No direito administrativo português temos quatro objetivos: primeiro objetivo - disciplinar da


melhor maneira possível o desenvolvimento de atividade procurando nomeadamente
assegurar a racionalização pelos meios autorizar pelo serviço evitando a burocratização e

aproximar os serviços públicos das populações 👉 47° do CPA.

Segundo objetivo, esclarecer melhor possível a vontade de administração (princípio da


legalidade e da boa administração.
Terceiro objetivo- salvaguardar os direitos subjetivos e interesses legítimos dos particulares,
impondo administração todas as cautelas para que eles sejam respeitados.

Quarto objetivo- Assegurar a participação dos cidadãos na formação das decisões que lhes
dizem respeito ( artigo 49° CPA).

Natureza jurídica do procedimento administrativo:

Primeira tese: O processo e procedimento administrativo são espécies do mesmo gênero

Segunda tese: são espécies de diferentes géneros, porque o procedimento são prática...

NATUREZA JURÍDICA DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO.

Coloca questão de saber se procedimento é um processo, ou não.

Relativamente a esta questão, vamos ter duas teses:

Tese- processualista- o procedimento é verdadeiro processo e aplica- se através de regime de


processo, apesar de haver diferença entre procedimento administrativo e procedimento
judicial.

Tese ante- processualista- o procedimento administrativo não é um processo, porque o facto


do procedimento administrativo de ser atuado pela administração pública enquanto processo
é atuado pelos os tribunais, por outro lado sustenta que o procedimento tem por objetivo a
prática ou execução de atos de administração ao passo que o processo tem objetivo a
emanação de uma sentença e por fim a defendem procedimento administrativo corresponde o
exercício da função administrativa pública enquanto processo ao exercício jurisdicional.

Mas para professor Freitas do Amaral defende a tese processualista, mas considera a segunda
tese é verdadeiro, mas são duas espécies diferentes do mesmo gênero.

PRINCÍPIOS ESPECÍFICOS DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO:

normais gerais do procedimento administrativo está no artigo 44 CPA, e seguintes, este artigo
fala do princípio da legalidade procedimental.

Artigo 45° fala do princípio inquisitório- obriga administração pública agir em nome do
interesse público, toma a iniciativa, relativamente ao pedido o particular pode pedir e
administração pública pode decidir ao contrário em nome do interesse coletivo" diferente do
âmbito civil em que as partes gozam da liberdade total . Artigo 46° fala do princípio da não
sujeição ao pedido. Artigo 47° fala de princípio de celeridade- administração pública deve criar
os serviços mais próximos aos particulares, para evitar os custos para os particulares. Artigo
48° fala do princípio de contraditório- no procedimento administrativo antes de tomar
decisões, administração deve fazer audiência para o particular e os interessados para defender
o seu direito, é permitir os particulares trazer os motivos da suas pretensões. Artigo 49° fala do
princípio de participação- tem a ver com consiste na audiência dos interessados, porque
administração pública é obrigada a dar informações ao particulares. Tradicionalmente
administração pública não informava aos particulares, mas hoje o particular pode requerer
para pedir informações à administração pública. Também podemos falar de outro o carácter
escrito do procedimento administrativo- obriga todas as decisões de administração pública
devem ser escrito, por causa da prova justificativa ao longo do tempo, para salvaguardar a
memória de administração pública, se fosse por via oral seria impossível de lembrar daquilo
que se passou, mas for escrito se tornaria, embora não está expressa no código procedimento
administrativo mas é princípio específico do procedimento administrativo. Princípio de
simplificação de formalismo- tem a ver com a formalização, excessivo formalismo põe em
causa ao princípio de celeridade. Princípio da colaboração- administração pública deve
recolher as opiniões dos particulares. Princípio de gratuidade.

AS FASES DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO:

a) primeira fase: iniciativa do procedimento;👉 artigo 60° do CPA até 67°.

b) segunda fase: Direção da instrução👉 artigo 68° do CPA até 83°. É designada fase crucial,
porque é momento que o órgão administrativo vai tomar a decisão.

c) Terceira fase: Audiência dos interessados👉 artigo 84° do CPA até 89°.

d) Quanta fase: Decisão final 👉 artigo 90° do CPA e seguintes .

Primeira fase- iniciativa, quanto a primeira fase do procedimento temos artigo 60° CPA e
seguintes

Outras classificações de procedimento administrativo. Artigo 61° fala dos elementos que deve
encontrar num requerimento. Ex: Na prática o particular entrega, depois recebe ata ou recibo
como justificação e outra fica para administração pública. Artigo 62° dá atenção ao carácter
escrito. Artigo 63° aqui o particular tem que dirigir o seu requerimento para secretaria de
administração pública, artigo 64°, nesta fase inicial o requerimento de conter... Artigo 65° aqui
o requerimento pode carecer de deficiência, há deficiência que pode ser suprido, mas o
requerimento que não tem identificação, esse indeferido liminarmente. Artigo 66° caso o
requerimento for entregue no serviço que não devia entregar, o serviço deve enviar para o
órgão competente, artigo 67° normalmente quando entra o requerimento passa órgão
competente e aqui competente pode nomear um instrutor para decidir.

Segunda fase: é a fase crucial, porque é a fase de decisão por meio de prova documental, mas
é possível também que seja por testemunha. Administração pública deve ver o prazo, a

legitimidade 👉68° aqui o órgão competente pode delegar o instrutor. Artigo 69°... Artigo 70°-
órgão competente que tenha vários processos pode pedir intervenção dos outros órgãos.
Artigo 71° aqui administração pública faz de tudo para ouvir os interessados. 72° fala de
medidas provisórias, por exemplo sanção de um particular. 73° essas medidas provisórias não
devem ser permanente, por exemplo se a pessoa for sancionada por um período de 20 dias, a
sua sanção cessa na data prevista. 74°... No fundo, esta fase de tomada de decisão, é fase de
averiguação dos factos para tomada de decisão através de provas. Ex: o particular diz que o
terreno é e outro diz também. Artigo 76°- administração pode indicar o perito e particular
indicar também. 77° depois de administração elabora o seu processo o particular pode ser
notificado, particular é permitido usar o princípio de contraditório. Artigo 79°... 80°
administração pública deve procurar as provas antes da tomada de decisão. 81° administração
pública pode fazer antecipação da prova que é claro para todos. 82°é fase essencial, porque
administração pública para tomar decisão, administração faz audiência dos interessados, quer
dizer, o particular traz os elementos novos para debater com administração, isso pode levar
administração mudar de ideia, porque administração pública possa rejeitar a posição do
particular na fase, já na fase de audiência dos interessados o particular vai trazer todos
elementos até elementos novos como forma de convencer administração. Artigo 85°
normalmente no fim da instrução deve haver projeto de notificação e entregue ao particular
para formular a sua tese (princípio de contraditório) para afirma a sua pretenção. Artigo 86°-
na prática ausência dos interessados não funciona, porque é fase muito crucial. 87° aqui
audiência dos interessados pode ser dispensado se o projeto de decisão beneficie ao
particular. 90° fase de decisão final, cessa com ato administrativo, que pode ser por
regulamento ou.. a decisão pode ser favorável ou desfavorável ao particular. 92° o particular
pode desistir do processo através do novo requerimento, administração pública pode recusar
se for de interesse público. 95° produção de ato tácito, se administração pública não disser
durante 90 dias (r emeteu- se o silêncio), salvo se lei disser expressamente, o ato passa a
beneficiar o particular (chama-se deferimento tácito), caso contrário o silêncio de
administração representa indeferimento tácito.

Quanto ao objeto Decisório ou executório. Decisório pode ser de primeiro grau e segundo
grau.

Procedimento comum e procedimento especial.

Há situação em que administração pública não segue o procedimento administrativo, numa


situação de estado de necessidade. Ex: combate a um incêndio. Essa situação, trata de
situação excepcional.

Validade do ato administrativo- é aptidão intrínseca do ato administrativo para produzir todos
os seus efeitos jurídicos correspondente ao tipo legal a que pertence em consequência da sua
conformidade com a ordem jurídica. No fundo ato é válido se estiver em conformidade com a
lei, caso contrário o ato não produzirá efeitos. Ex: a concessão da licença por órgão
competente (esse ato é legal) se for órgão incompetente (esse ato é ilegal).

Eficácia do ato administrativo - é a efetiva produção dos efeitos jurídicos pelo ato a projeção
na realidade da vida dos efeitos jurídicos que integra o conteúdo do ato administrativo.

Ex: ato de nomeação ( aqui ato é válido) mas só produzirá os seus efeitos se pessoa aceitar a
proposta de administração pública.

Os requisitos da validade do ato administrativo: São as exigências que a lei faz relativamente a
cada um dos elementos deste para que o ato possa ser válido e esse elementos são sujeitos, a
forma e formalidades, conteúdo, objeto e fim. Um ato que não preenche estes requisitos o ato
é inválido. O artigo 115° fala de validade do ato administrativo.
Pressupostos do ato do respeito a situação de facto ou de direito exteriores ao ato de cuja
ocorrência depende da possibilidade jurídica de praticar um ato administrativo ou de ditar de
um certo de determinado conteúdo.

Artigo 108° fala de conteúdo, todo ato administrativo tem o seu sujeito e o seu destinatário.

Em relação a forma o ato administrativo devem preencher os requisitos estabelecidos no


artigo 110°.

Consulte artigo 108° e seguintes

Um ato administrativo pode ser validado e ineficaz. Ex: imaginemos que uma pessoa foi
nomeado, depois não aceitou a nomeação ( esse ato é válido, mas é ineficaz).

Conceito de ato administrativo está previsto no artigo 107° do ato administrativo.

Invalidade do ato administrativo- significa o valor jurídico negativo que afeta o ato
administrativo em virtude da sua inaptidão intrínseca para a produção dos efeitos jurídicos
que devia produzir.

O ato administrativo que viola a lei, é ilegal.

A ilegalidade foi durante muito tempo um único vício ou única fonte da invalidade, mas hoje, a
ilegalidade deve ser entendida no sentido mais amplo: ato desconformes a constituição, o
regulamento, contratos etc.

Os vícios do ato administrativo-A ilegalidade do ato administrativo pode assumir diferentes


formas, essas formas chamam se vícios de ato administração. São as formas específicas que a
ilegalidade do ato administrativo pode revestir ou assumir. Os tipos de vícios de ato
administrativo são cinco a saber: a usurpação de poder, incompetência, vício de forma,
violação da lei e desvio de poder. Os dois primeiros vícios correspondem a ilegalidade
orgânica. E vício de forma- corresponde a ilegalidade formal, a violação da lei e desvio do
poder. correspondem a ilegalidade material.

Todos os vícios acabam por violar.

Usurpação de poder seria um vício equiparado com a incompetência- é quando um órgão que
pertence uma pessoa colectiva pratica um ato administrativo de uma outra pessoa colectiva.
Ex: A marcação das eleições compete ao Presidente da República, imaginemos que o Primeiro
Ministro marque as leis, essa situação é usurpação. No fundo, Usurpação de poder É vício que
consiste na prática por órgão administrativo de ato incluído nas atribuições do poder
legislativo, do poder moderador ou poder judicial e portanto excluído das atribuições do poder
executivo. Ex: A comissão para a revisão constitucional criado pelo presidente da república,
essa competência compete a Assembleia, isto significa que o Presidente usurpou o poder da
Assembleia. A usurpação viola o princípio da separação dos poderes.

Um ato de usurpação tem como a consequência a inexistência nos termos do artigo 117°.

A incompetência- é o vicio que consiste na prática pelo um órgão administrativo de um ato


incluído nas atribuições ou na competência do outro órgão administrativo. Ex: Fdb, câmara,
ministério das Finanças, EAGB, AERN.
As incompetência tem várias modalidades, porém as mias importante são: a incompetência
absoluta e incompetência relativa.

Incompetência absoluta- É mais grave temos um órgão de administração invade a esfera


jurídica de outra pessoa colectiva. Ex: imaginemos que a Fdb pratica um ato administrativo que
interfere na atribuição de INEP. Enquanto que a incompetência relativa- ocorre dentro pessoa
colectiva com outros órgãos diferentes. Ex: Imaginemos que dentro fdb Diretor da fdb invade a
competência do Assessor Científico.

Nas incompetência absoluta tratamos de violação das atribuições, porque existe duas pessoas
colectivas, ao passo que a incompetência relativa trata de violação de incompetência, porque
trata da mesma pessoa colectiva, mas órgãos diferentes, onde um órgão exerça a competência
de outro órgão.

A incompetência absoluta- é aquela que se verifica quando um órgão administrativo prática


um ato fora das atribuições da pessoa colectiva ou ministério a que pertence. A incompetência
relativa é a que se verifica quando um órgão administrativo praticam um ato que está fora da
sua competência mas que pertence a competência da mesma pessoa colectiva. Podemos ainda
de acordo com outro distinguir quatro modalidade da incompetência a saber a em razão da
matéria, da hierarquia, em razão de lugar e a incompetência em razão do tempo, consoante
um órgão administrativo invade os poderes conferidos a outro órgão administrativo em função
da natureza dos assuntos do grau hierárquico, do território, em relação ao passado e ao
futuro.

Vício de forma - É vício que consiste na preterição das formalidades essênciais ou na carecia de
forma legal, comporta três formalidades:

a) preterição de formalidade anteriores a prática do ato. Ex: violação de audiência dos


interessados antes da tomada de decisão ou antes de administração pública tomar uma deve
ouvir particular.

b) Preterição de formalidade relativa a prática de forma do ato;

c) carência de forma legal. Ex: na Guiné- Bissau emite a resolução através comunicação.

A violação da lei- é o vício que consiste na descripância entre o conteúdo ou objeto e as


normas jurídicas que lhes são aplicados. Ex: a violação de critério sobre o recrutamento dos
quadros para um determinado posto. Ex: a violação de licença de pesca.

Desvio do poder- é quando um órgão desvia da sua finalidade, no âmbito do poder


discricionário. Nós estaremos perante um desvio: 1. Conhecer a finalidade. 2. Fim real do ato
em concreto. 3. Se o fim real coaduna com a lei.

Tipos de desvio do poder:

Desvio do poder para fim do interesse público e desvio de poder para fim do interesse privado.

Desvio do poder para o fim do interesse público- quando agente público pratica uma ação que
o poder discricionário não lhe confere, mas que visa prosseguir interesse público.

Desvio do poder para o fim do interesse privado- quando favorece o interesse privado.

O desvio do poder a sua consequência nulidade, nos termos do artigo 118° alínea e) do CPA.

Acumulação dos vícios: significa que um ato administrativo pode ter vários vícios.
Outras formas de invalidade:

a) Ilicitude;

b) Vício de vontade.

O CPA não diz expressamente destes vícios, mas podem ser considerado invalidade.

Posição do professor Diogo Freitas do Amaral/ casos ilícitos e não ilegal:

Primeiro caso: situação em que o ato administrativo viola um interesse legítimo do particular
ou o seu direito subjetivo

Segundo caso: situação em que o ato administrativo viola um contrato não administrativo

Terceiro caso: o ato administrativo ofenda a ordem pública ou aos bons costumes.

Quarto caso : situação em que o ato administrativo contenha uma forma de usura.

Estes atos são ilícitos mas não são ilegais, porque não viola diretamente a lei, possa violar o
princípio da boa fé. De ponto vista geral todos ilícitos são atos ilegais, mas há exceções que
atrás referimos segundo Freitas.

Invalidade por vício do mérito.

Segundo professor Freitas Amaral: o particular pode achar que a decisão de administração
pública não é oportuno.

Formas de invalidade- artigo 116° do CPA:

1. Inexistência;

2. Nulidade;

3. Anulabilidade

4. ou irregularidade.

Atos inexistentes estão previstos no artigo 117° do CPA.

Atos nulos está previsto no artigo 118° do CPA.

Atos anuláveis está previsto no artigo 119° do CPA.

Atos de irregulares estão previstos no artigo 120° do CPA. Tem uma consequência menos
grave em relação aos outros.

Também pode acontecer acumulação de consequência.

MODIFICAÇÃO E EXTINÇÃO ATOS ADMINISTRATIVOS.

FORMAS DE CESSAÇÃO DE VIGÊNCIA DO ATO ATO ADMINISTRATIVO:

a) Caducidade;
b) Revogação;

Revogação- é uma intervenção da administração pública que mediante um ato administrativo


extingue um outro ato administrativo praticado anteriormente e ainda em vigor, tem como
objetivo direto e explícito destribuir ou pôr fim a um ato anteriormente praticado pelo mesmo
órgão, pelo seu superior hierárquico ou por um seu delegado. A revogação está prevista no
artigo 130° do CPA. Elementos da revogação conforme a definição acima referida: 1° existência
de um Ato Administrativo, 2° de um outro ato anterior da administração pública que esteja em
vigor, 3° o órgão que pratica o ato, neste caso pode ser superior hierárquico, ou delegado.

A revogação tem feitos ex nunc e ex tunc.

A revogação que visa a distribuição total dos atos administrativos, é aquele revogação produz
efeitos não só pra o futuro, mas também anula todos efeitos produzidos anteriormente pelo
próprio ato. Assim sendo temos duas teses:

a)

b)

Objeto mediato do ato da revogação é o ato anterior.

Regime jurídico.

Atos administrativos constitutivo de direito e Atos não constitutivos de direito.

Atos administrativos constitutivo de direito tem um regime mais apertado, em princípio são
revogáveis que pode ser: atos constitutivos de direito válido e atos constitutivos inválido. A
primeira são em regra irrevogáveis salvo se os particulares concordarem ou se for desfavorável
aos particulares. Segunda podem ser revogáveis mas antes deve analisado que tipo de vício.

Atos administrativos não constitutivos de direito pode ser também: Válidos e inválidos. A
primeira são revogáveis.

Artigo 132° ( competência revogatória).

Artigo 133° (revogabilidade)

Artigo 134° ( forma de revogação)

Artigo 135° ( efeitos da revogação)

Artigo 136° ( repristinação)

Artigo 137°( retificação)

Os atos que não podem ser revogados: atos inexistentes, atos anuláveis, atos nulos, e atos que
já foram revogados salvo se a lei disser.

Os atos praticados pela lei (direito vinculados)

Atos modificativos: ratificação- sanação, reforma

ratificação- sanação: é o ato pelo qual o órgão administrativo competente decide sanar um
ato inválido anteriormente praticado, suprindo a ilegalidade que o vicia, tornando o ato válido.
Reforma- é o ato administrativo pelo qual se conserva de um ato anterior a parte não ferida
pela ilegalidade. Ex: imaginemos que a fdb diz que quem conclui o curso com 15 valores vai
conseguir a docência efetiva e os de 14 vão ser docentes temporários, agora se atribuir um
aluno de 14 valores, aqui pode fazer a reforma, não revogação.

Conversão-?

Suspensão- é a paralização temporário de vigência do ato administrativo pelo determinado


período do tempo.

Retificação- tem a ver com correção dos erros cometidos no ato administrativo. Ex: erro na
escrita, erro na formação da vontade. Os erros refiticados produzem efeitos desde do início da
sua vigência.

Artigo 142° número 1 do CPA dá conceito do contrato administrativo. Número 2


exemplificativo porque existe outros contratos administrativos.

CONTRATO ADMINISTRATIVO.

A forma típica e característica de administração pública de exercer o seu poder é através de


atos unilateral fundamentalmente através de atos administrativo. define o direito aplicável a
caso, não tem necessidade de ir ao tribunal para passar a ed.... do ato, cabendo o particular
fazendo o uso dos meios disponibilizados pelos tribunais para se defender, utilizando os meios
cautelares para travar a administração pública.

Historicamente os meios utilizados para travar a administração pública ........ hoje temos várias
formas de providencia cautelares para evitar a consumação de danos causados pela
administração pública

A administração pública não pode por via unilateral impor um particular que realize obras de
interesses públicos aplicando de forma abusiva os termos do contrato.

A definição do contrato de administração pública se encontra no artigo 142º

Todos os contratos de administração publicam são contratos administrativos, no âmbito do


exército da gestão privado age. É aquelas situações em que administração pública age em pé
de igualdade com os privados nesta situação o direito aplicado é o direito privado ou o direito
comercial diferente no âmbito de administração pública onde age com o poder da autoridade,
o ius império.

Aqui temos uma situação de que a administração pública que tenha o poder da autoridade e
ao mesmo tempo tenha obrigações então se olhamos o artigo 142 tipos de contratos
administrativos não são só estes numerados, mas são todos aqueles que são materialmente
previstos neste artigo. A enumeração é exemplificativa, também existem outros que também
comungam o mesmo sentido, o professor Freitas de Amaral

Para efeitos contenciosos, para os efeitos do conhecimento, mas se vemos os efeitos


substantivo material do conceito se existiu outros contratos que seguem os regimes dos
contratados civis estes contratos são contratos administrativos. Então pouco a pouco o leque
foi agarrado ............................................................. aprovado em 1984 e entra em vigor em
1985. O artigo 142 está a influenciar na linha desta evolução, nós temos um conceito material
do contrato administrativo, na ordem jurídico todos os contratos se comungam naquela
definição.

No contrato administrativo, o regime jurídico o foco é nas regras relativas a formação do


contrato a execução do contrato e a extensão do contrato, o acordo de vontade no qual é
constituída modificada ou extinguida.

Temos que ver as regras quanto a formação, os regimes jurídicos dos contratos administrativos

Artigo 143 princípio da legalidade contratual, a celebração de contrato tem que respeitar a
ilegalidade

Artigo 144 procedimentos pré-contratual, a administração pública não se levanta e celebrar


contratos como bem entender, olhando as pessoas e dizer fulano vem celebrar contratos
comigo, a pessoa que vai celebrar o contrato vai ser rodeado de um conjunto de exigências

Na esfera privada, ninguém me obriga a celebrar contrato com a ou b mas nos contratos
públicos a um conjuntos de exigências, voltados de um concurso público baseado na igualdade
e oportunidade e a transparência

145º faculdade de contraente administrativo

Fiscalizar e dirigir o contrato, a administração pública tem que proteger o interesse público e
não se compadece

Hoje temos uma uniformização das regras do contrato, a administração pública no ambiente
das atividades reguladas pelo direito público celebrava contratos públicos

2da parte
Na maioria das vezes a administração pública atua por via de atos unilaterais, mas há
saturações em que é desaconselhável o recurso ao ato unilateral nomeadamente atos
administrativos regulamentos administrativos, então a administração pública precisa chegar
um acordo com os particulares, probando as condições através de ..... aprovação dos
particulares e a administração pública.

A administração pública não está rigorosamente em pé de igualdade com os particulares ela


está sujeita a um conjunto de podes exorbitantes decorrente da sua responsividade de
prosseguir o interesse público, também há um conjunto de deveres que não se encontram em
paralelismo com os particulares.

Vimos as tipologias de contratos, fizemos referências aos dois casos de 1902 e 1910 em que
ficou confirmado que a administração pública goza dos poderes nomeadamente de alterar ou
modificar os conteúdos de prestação
A administração pública está também sujeita a deveres de assegurar o equilíbrio financeiro do
contrato.

Vimos o caso de Portugal da interpretação que se fazia do condigo administrativo de 1936 e


1940 que dizia que os contratos administrativos eram os contratos estipulados no artigo 815 e
que era a interpretação acolhida pela doutrina e a jurisprudência e a generalidade dos atores
atuantes na área público. Entretanto há autores que defendeu uma posição e essa posição é
que a interpretação foi perfilada pelo professor Freitas de Amaral e que a partir foi sendo
repetido a outros tipos de normas que não se integram no artigo 815.outros tipos de
contratados que não se integram no

Atualmente o código de procedimento administrativo nos termos do artigo 142 da uma


definição do contrato e o número 2 faz uma enumeração dos tipos contratuais

Vimos os poderes que administração pública tem na formação, modificação extinção dos

Outros termos vimos as relações entre contratuais e contratantes

Por forção da nossa interação

Vimos que por força de integração no quadro de uemoa, onde existe uma diretiva e essa
diretiva para vigorar na guine Bissau, tinha que fazer uma transposição do ordenamento
comunitário para ordenamento nacional

As legislações contratuais entre particulares e públicos vimos que por força da nossa
integração no quadro a uemoa por uma houve uma diretiva de 2004 e 2005 sobre a passaçao
do mercado, vimos que esta diretiva para vigorar na guiné Bissau tinha que ser transposta de
ordenamento comunitária para ordenamento da Guiné-Bissau, isso aconteceu em dois de
2002 com a lei 20/2002, então nessa lei o que temos houve uma mudança se quisermos de
paradigma porque vimos que a administração pública para relacionar com os particulares tinha
que ser por via de particular. Temos uma situação que é num âmbito de atividades da gestão
de administração pública do contrato administrativo mas no âmbito da gestão privada é
desaconselhável o uso de poderes exorbitante de ius império então administração pública se
associa aos particulares nos termos dos contratos privados e contratos comerciais, basta que
administração pública seja parte nos termos do contrato, vimos que seja a parte contratante e
que regem a contratação pública artigo 3º 6º e 7º vimos quem são as autoridades contratantes
e vimos até que seja autoridades privadas desde que atuem em nome da autoridade pública
podem ser autoridades contratantes.

Artigo 12º estabelece os lineares dos limites por que exigem aplicação das regras

Para os contratos em que os valores são da ordem de 10.000.000 ou mais, a partir de dez
milhões ativa-se .... vimos que o artigo 11º também exclui no âmbito de aplicação deste
condição determinadas necessidades que são necessidades na área de defesa e segurança,
que assume que são incompatíveis com as situações de publicidade já vimos que temos que
estar atentos e analisar bem os conteúdos da necessidades que administração pública está a
levar para o mercado, se for para compra de serviços para alimentação dos militares não faz
sentido dizer que isso interfere na segurança, agora se for para compra de equipamentos
militares podemos excluir a publicidade.

Então vimos que no âmbito do contrato há duas formas previsto no código de administração
pública uma pessoa pode se tornar um funcionário público através deste código, para
provimento de vagas na administração pública e este contrato é regido nos termos dos
estatutos dos pessoais da administração pública. Através das regras previstas no código

Mas si vimos também por outro lado são fundamentais que num contrato há prazo para
abertura de concursos depois de ingressadas devem adquirir um caderno de encargo antes do
lançamento do concurso para percebemos da publicidade que acompanha as órgãos da
comunicação social a lei obriga que se cria uma comissão de abertura de envelopes e de
apreciação das propostas, as propostas normalmente são de dois tipos as propostas:

1. Propostas técnicas e
2. financeiras

depois temos exceção em relação aos contratos dos consultores, mais o importnete é que
temos aqueles contratos cujos os valores se situam abaixo dos limites previstos no artigo 32/4.

Artigo 32º diz nos que os contratos podem ser através dos concurso públicos abertas como por
ajusto direto, mas vimos que artigo 32/4. Diz nos que abaixo dos limites previstos, a partir de
menos de dez milhões para baixo a autoridade contratante não é exigido escolher
aleatoriamente a outra parte com o qual vai celebrar o contrato, a lei exige que se consulta
pelo menos 3 prestadores de serviços para avaliar as propostas, o objetivo é fazer com que a
administração pública consiga estar próximo do universo real, por isso é necessário avaliar
vários proposta para depois escolher o melhor proposta no ponto de vista financeiro e no
critério é o critério do preço mais baixo. Mas também, dependendo também do contrato, por
vezes pode escolher outro critério que economicamente mais vantajoso.

Uma proposta pode ser de ponto de vista mais cara mais de tudo que envolve pode ser muito
mais vantajosa.

Uma empresa pode apresentar uma proposta mais cara, mas com aplicação de tecnologias
amigo do ambiente pode ser economicamente mais vantajosa.

Importante é que a lei exige a execução do contrato deve acontecer no ambiente de igualdade
da transparência por aí fora.

Os concursos públicos são previstos no artigo 33 e seguintes do código dos contratos.

Artigo 33º normalmente a todo um conjunto de caderno de encargo ou caderno de código


administrativo estes cadernos são documentos básicos do concurso, diz quais são os critérios
as regras que vão especificamente reger aquele contrato então deve ser publicitado dever ser
transparente de não deve sofrer modificação depois as suas publicitação, qualquer
modificação que se deve fazer deve ser comunicada em posição de igualdade a todos os
interessantes

Artigo 34º concurso aberto,

O concurso é lançado e abrange todas desde que a pessoa não seja restringida pelos
21(conflito de interesse) e 22 (insolvência, para não frustrar a expetativa), do resto desde que
as outras concorrentes prestação as condições previstas no caderno de encargo.

Artigo 35º concurso aberto precedido de pré-qualificação

A necessidade de construção de uma ponte tem uma necessidade relativamente complexa não
está em alcance de qualquer empresa, não são restrito mas aberto, mas para evitar as
situações de frustração obriga por passar por verificação de pré-qualificações, as empreses que
demostram condições para execuções daqueles contratos

Pode ser equipamentos, tipos de qualificação das pessoas e a capacidade financeira da


empresa e a cv da empresa.

Artigo 36 concursos restritos

A autoridade contratante deve enviar carta ou convite ao número reduzido das empresas
neste caso três, mas não se escolhe este tipo de procedimento só por escolher a regrar e
concurso aberta outros procedimentos são exceções. Existes aqueles contratos que exigem um
especificidades que não está na disponibilidade de qualquer empresa então aqui só um
número limitado de empresas que estão em condições de fazer aquele trabalho então a lei
obriga aqui que se faça, e a escolha deste método deve ser motivado ou fundamentado junto
da direção geral de concursos públicos

Artigo 37º concursos em duas etapas

A própria autoridade contratante se encontra em dificuldade de se determinar o que quer, o


contratante tem dificuldades em dizer como é que o trabalho será feito e vai pedir uma
proposta técnica onde constará a concepção técnica acompanhados de propostas financeiros
(custos),

Artigo 38º procedimento específicos aos contratos de prestações intelectuais

É um contrato de prestação de serviço só que proficientemente intelectual, é aquelas


situações em que realça o aspecto intelectual do contratado. É feita em base de uma lista de
pessoas qualificados, e mais uma vez não está em alcance de toda gente, é um procedimento
por si só restrito. Com base numa lista previamente elaborado

Artigo 42º ajusto direto

Recursos aos contratos por ajuste direito, aqui não há concurso a autoridade contratante
desencadeia negociação com uma empresa com o qual celebra contato, é diferente do artigo
11º onde afasta se a aplicação do código aqui é o próprio código que permite

Pressupostos:

Caso em que alguém inventou uma coisa e se celebra o contrato só com esta pessoas ou por
uma razão técnico ou artístico.

Artigo 31. Todas as entidades devem elaborar uma lista de densidade anual e devem ser
incorporados no orçamento geral do estado

Artigo 43º anúncios indicativos, deve ser posto o limite comunitário

Artigo 44º limite comunitário de publicação


Artigo 2º /3 adjudicatário

Nos 3 4 5 8 (em determinada zona não há maternidade não há hospital e o estado lança um
concurso quem tiver capital e controle um hospital e vai explorar por um período depois passa
para o estado) 10º (essa empresa é paga em função do seu desempenho na função)

GARANTIAS ADMINISTRATIVAS.

Na verdade, administração pública expreme a sua vontade através de atos unilaterais por
exemplo, através do regulamento, atos administrativos. Portanto atuação de administração
pública poderá ser abusivo, nisto o Direito Administrativo permite dá as garantias aos
particulares para exigir o respeito dos direitos subjetivos e interesses legítimos dos particulares
perante abuso feita pela administração pública. Ex: imaginemos que Administração pública
decida combater os animais

Garantias -são os meios jurídicos criados pela autoridades com a finalidade de evitar ou de
sancionar quer a violação dos direitos subjetivos e dos interesses legítimos dos particulares
pela Administração Pública. E podem ser:

1. Garantias preventivas;

2. Garantias repressivas;

Podem ser também de legalidade ou dos particulares consoante tenham por objetivo
primordial defender a legalidade objetivo contra o atos ilegais de administração ou defender
os direitos subjetivos e interesses legítimos dos particulares contra as atuações de
administração pública as violem. As linhas de diferenciação não é muito forte porque a base
dessas garantias são também garantia da legalidade, ou seja, as garantias da legalidade
objetivo é base das outras garantias.

Só vamos estudar as garantias dos particulares, embora tenha a base de garantias da


legalidade. E desdobra em três grandes grupos:

1. Garantias políticas
2. Garantias graciosas
3. Garantias contenciosas

O critério da distinção, é do órgão a quem compete para efetivação dessas garantias. Se trata
de uma para efetivar através dos órgãos políticos estamos perante as garantias políticas, se
tratar de uma garantia que ser efetivar por órgãos administrativos estamos perante as
garantias graciosas ou administrativas, se for aos órgãos jurisdicionais, estamos perante
garantias contenciosas.

Garantias políticas

De acordo com a constituição os órgãos políticos são: Presidente da República, Assembleia


Nacional Popular e Governo.

Os particulares podem recorrer aos de garantias políticas defender os interesses. Ex:


Imaginemos que o Governo decida delejos de lixo particulares de Safim, neste caso podem
recorrer à Assembleia através de petição para que assembleia sancione o Governo, assembleia
pode atender o pedido até pode levar a queda do Governo através da moção da sensura. Em
primeira linha essas garantias são matriz constitucionais que podem ser utilizados pelos órgãos
políticos, também podem ser utilizados pelos particulares.

Pela sua natureza não são seguras nem suficiente ou eficaz dos direitos subjetivos e interesses
legítimos dos particulares, porque os órgãos competentes para efetivação dessas garantias são
órgãos políticos, portanto não é fácil que atendam os interesses dos particulares, porque uma
análise política ou do critério da convivência política que irá favorece o Governo. Aínda por
causa da situação terrível, isto é, a queda do Governo ou dissolução da Assembleia poderá ser
tragédia para o país.

Divido as fragilidades das garantias políticas surgiram as garantias administrativas ou graciosas


o termo graciosa vem de uma época em que os cidadãos não tinham direitos perante o
soberano, o rei é que detinha todos os poderes. Mas há período é que o soberano abdica deixa
os particulares exigir os seus direitos no plano patrimonial, isto é, foi momento em que o
soberano dava graças aos particulares perante um conflito entre administração pública e os
particulares.

São mais eficazes em comparação com as garantias políticas, porque são executadas pelos
órgãos administrativos, com intuito prosseguir os interesses públicos, e legalidade de uma boa
administração e dever de boa administração. Também as garantias administrativas ou
graciosas não tão suficiente ou não são completamente eficazes, porque os órgãos
administrativos interessa mais com a prossecução do interesse não se preocupe as vezes e

E agrupam- se em três:

Garantias petitorias tem por uma petição. Quando um particular entra com uma petição à
administração pública. Direito de petição, direito de representação, direito de queixa, direito
de denúncia, direito da oposição administração.

Direito de petição- é quando os particulares entram com um pedido dirigido a administração.


Ex: imaginemos os particular entram com um pedido sobre água potável.

Direito de representação- é como se fosse direito de respeitosa representação, consiste na


tomada de decisão pela administração pública, é quando o particular ( órgão subalterno) pede
o superior que confirme o ato praticado para que seja ilibado de responsabilidade, porque
suspeitou que a execução do ato gerará ilegalidade ou crime. Imaginemos que o superior deu a
ordem ao subalterno para demolir a obra( casa) do particular, mas o subalterno acha que a
execução desse ato será ilegal, então para que seja ilibado tem que exercer direito da
respeitosa representação.

Direito de queixa- é quando um particular faz queixa contra o comportamento de um


funcionário, que pode ser por via da denúncia. Ex:

Direito de denúncia- é quando particular leva a ato ilegal ao órgão competente para fazer
investigação. Toda a queixa assenta sobre uma denúncia, mas nem toda denúncia corresponde
a queixa, porque abrange outras realidades, ex: apanhar em fraglante delito a matar alguém,
neste caso o particular pode denunciar.

Direito de oposição- é quando administração elabora um projeto ou um pedido dirigido a


administração, por isso divide em duas partes: momento de ouvir os particulares ou
associações e momento de execução.
Ex: imaginemos que administração pública quer transferir vasador de lixo, aqui as associações
de proteção de ambientes devem ser ouvidos se a mudança não prejudica mais ambiente, ou
seja, antes da execução administração pública deve ouvir as opiniões dos ambientalistas ou
associações ( estes são contra interessados).

Garantias impugnatória- tem por base a impugnação. Quando o particular ataca o ato
praticado por um órgão administração. Tem por base ataque ao ato praticado pela
administração perante o autor do ou seu superior ou quem tutela. E pode ser: reclamação,
recurso hierárquico, recurso improrio e

Reclamação- quando o ato é atacado o autor do ato. Ex: Braima arou na nota do aluno e aluno
pode reclamar perante o Braima.

Recurso hierárquico- é quando o particular ataca outro órgão da mesma pessoa colectiva.

Recurso hierárquico impróprio- é quando o particular ataca ato perante um órgão que não tem
relação de hierarquia. Ex: um ministro entra com recurso de ministro perante conselho de
ministros.

Recurso tutelar - aqui existe duas pessoas colectivas. Ex: imaginemos que um particular ataca
um ato praticado pela FDB perante o ministério da educação.

As garantias administrativas podem ser: garantias de legalidade e de mérito...

Garantias impugnatórias está previsto no artigo 150° e seguintes do CPA

A diferença entre a relação necessária e reclamação facultativo, é que: a reclamação


necessária, o particular não pode recorrer ao tribunal sem que no entanto passar na
administração pública, enquanto que a reclamação facultativa o particular pode recorrer o
tribunal ou ao órgão administrativo para reclamar. A Guiné Bissau adotou a reclamação
facultativa. Antes Portugal adotava a reclamação necessária com intuito de diminuir os
recursos dirigido aos tribunais, ou seja, cabe administração pública resolver os recursos dos
particulares, só podem recorrer aos tribunais se o processo for relevante. Mas hoje em
Portugal é diferente.

No recurso temos: requerente, autoridade que tomou a decisão ( chamado akoa) e autoridade
de recurso ou que vai decidir recurso( e chamado adkem)

No recurso hierárquico ( não temos recurso hierárquico sem relação de hierarquia entre dois
órgãos), isto é, o subalterno e superior

No recurso hierárquico temos três tipos possibilidade de decisão:

1.Rejeição do recurso- é quando ocorrer o processo sobre a legitimidade, se está dentro


dentro, aqui se faltar um dos pressupostos, o órgão rejeita.

Aceitação- é quando órgão análise o fundo de questão para ver se o particular tem a razão ou
a culpa, se for favorável dá razão ao particular, aqui órgão pode revogar ou substituir.

3. Confirmação- é quando órgão superior confirma um ato praticado pelo subalterno, aqui a
decisão é nagativa ou desfavorável ao partícular.

O recurso hierárquico poder ter dois efeitos:

1. Efeitos suspensivo- é interposição de recurso implica a suspensão automática do ato.


2. Efeito devolutivo- se não houvesse o recurso hierárquico, a decisão cabe ao subalterno.

Quanto a estrutura, o recurso hierárquico pode ser:

O recurso de revisão - é ato administrativo praticado pelo o subalterno. Ex: imaginemos que o
diretor de serviço toma uma decisão e particular entre com o recurso ao superior hierárquico
( neste caso diretor geral), aqui diretor achar que o particular tem a razão vai revogar o ato
depois cabe a ao subalterno a decidir novamente no sentido de dar razão ao particular.

O recuso de reexame - enquanto que aqui cabe ao superior hierárquico reapreciar e tomar a
decisão a favorável.

Recurso hierárquico pode ser: recurso Necessário e recurso facultativa...

Reclamação👉 artigo 156°, 157° e 158° do CPA.

Recurso hierárquico 👉 159° é dirigido ao seu máximo superior hierárquico, porque é a relação
de hierarquia é o fundamento.

Prazo de interposição de recurso hierárquico 👉160°, o prazo de acordo vária de caso a caso. O
prazo de recurso hierárquico é o mesmo para recurso ao tribunal. Ex: se for 3 meses para
interposição ao recurso ao tribunal é mesmo para recurso hierárquico. Isso significa que
recurso hierárquico é facultativa. Se prazo for de 3 meses, se particular entrar com processo ao
recurso hierárquico não esperar até terminar 3 meses para recorrer ao tribunal, deve aguardar
pelo menos dois meses se houver a resposta o particular pode recorrer ao tribunal, isto é, não
deve esperar até cessar três meses, pode recorrer recurso contencioso.

Rejeição do recurso hierárquico 👉161°

Prazo de decisão de recurso hierárquico 👉162°

Decisão de recurso hierárquico 👉 163°

Recurso hierárquico impróprio e tutelar

No recurso hierárquico impróprio não existe relação hierarquia. Para haver um recurso
hierárquico impróprio é necessário que prevê especialmente por isso é recurso excepcional...

Se a lei prevê a impugnação de ministro perante conselho ministro ( é recurso hierárquico


impróprio, porque não há hierarquia entre o ministro e o conselho de ministros). Também não
hierarquia entre ministros e secretários de estado.

No recurso tutelar estamos na presença de duas pessoas colectivas, por exemplo FDB, e
Ministério da Educação, também o recurso tutelar é excepcional porque é possível quando a
lei prevê. Por exemplo se FDB praticar um ato e se o particular atacar esse ato perante
ministério da Educação.

Artigo 164° do CPA prevê recurso hierárquico impróprio. Artigo 165° do CPA prevê recurso
tutelar.
PROVEDOR DA JUSTIÇA.

O termo varia do país para país, por exemplo na Inglaterra comissário da justiça, em França
mediador, em Portugal é designado é providor da justiça. Surgiu nos nordicos com o nome de
m' pusiman.

O provedor tem grande prestígio para o país da justiça é eleito por parlamento por dois terços
votos favorável, o provedor é uma entidade independente dos órgãos da soberania ele é
defensor do povo, é uma figura com mandado conforme a lei prever e renovável, o provedor
não tem poder de decisão, mas recebe queixas dos cidadãos, análise e depois faz
recomendação a administração pública e tentar tomar decisão que vai em conformidade com
o interesse público. Não vai revogar os atos praticados pela entidades administrativas, mas dá
apelo ou recomendação de acordo com o problema do particular, em regra o provedor da
justiça tem estatuto de ministros. A posição de provedor da justiça intervém exatamente na
questão de boa administração, a questão de mérito da decisão, de boa administração. Em caso
as entidades administrativas ou órgãos políticas não seguem as orientações ou recomendações
pelo respeito de interesses públicos, aqui convoca a conferência de imprensa para mostrar a
opinião pública para lutar contra a decisão e depois faz relatório dirige ao parlamento.
Portanto quando emite recomendação as entidades administrativas acatam porque é pessoa
que estuda a causa mérito, boa administração, porque é um defensor verdadeiro do povo.
Será na nossa realidade se existisse o provedor da justiça a opinião dele seria acatada? A
resposta é não, porque...

O que é a administração pública?


R: Quando se fala da administração pública, tem-se presente todo um conjunto de
necessidades coletivas cuja satisfação é assumida como tarefa fundamental para a
coletividade, através de serviços por esta organizados e mantidos.

Existem três tipos de Administração pública:

1. Administração estadual direta- é exercida pelo o Governo

2. Administração estadual indireta- exercida pelas entidades colectivas com o propósito de


concretizar o interesse do Estado, no fundo são entidades distintas do Estado que gozam da
personalidade jurídica.

3. Administração pública autónoma- são administração composto pessoas coletivas diferentes


do estado e pode ser com base territorial (autarquias locais) ou sem base territorial
(associações públicas e associações privadas com utilidade pública).

Quais são as entidades que prosseguem os fins que administração pública


prossegue?
É o estado e as outras pessoas coletivas diferente do estado, criado pelo estado para
prosseguir estes fins e pode ter personalidade jurídica própria (administração indireta) e
autônimas que podem ser com base territorial (autarquias locais) ou sem base territorial
(associações públicas e associações privadas com utilidade pública).

Quis são as pessoas coletivas que integram a administração autônima?

R: autarquias locais (base territorial) associações públicas e privadas com utilidade pública
(sem base territorial)

autarquia local?

R: segundo o numero 2 do artigo 105º da CRGB, são pessoas coletivas territoriais, dotadas de
órgãos representativos, que visam a prossecução de interesses próprios das comunidades
locais, não se subtraindo à estrutura unitária do Estado. A definição criticada pelo professor
Freitas de Amaral, falando na ausência da publicidade destas pessoas coletivas.

Tutela?

R: Consiste no conjunto de poderes de intervenção de uma pessoa colectiva pública na gestão


de outra pessoa colectiva, a fim de assegurar a legalidade ou mérito da atuação.

Tutela da legalidade - consiste em averiguar se as decisões das entidades tuteladas são de


acordo com a lei.

Tutela integrativa - é aquela que consiste no poder aprovar ou autorizar os atos praticados
pela entidade tutelada (e podem ser apriori e pospriori).

Tutela inspectiva: Consiste no poder de fiscalização dos órgãos e serviços, documentos de


contas da entidade tutelada, traduzido- se no poder em fim fiscalização... No fundo fiscalizar os
atos praticados se estão conforme com a lei.

Tutela sancionatória- consiste no poder de aplicar as sanções por irregularidades que tenha
sido detectadas na entidade tutelada.

Tutela revogatória É poder de revogar os atos administrativos praticados pelas entidades


tuteladas.

Tutela substitutiva- é o poder da entidade tutelar de suprir as omissões da entidade tutelada


praticando em vez dela e por conta dela os atos que foram legalmente devidos.

Tutela do estado sobre as autarquias locais lei n° 3/ 97 de 7 abril. Artigo segundo deste
diploma fala de objetivo, aqui esta tutela é tutela da legalidade. Artigo 3° fala do conteúdo fala
de tutela inspetiva que funciona através da sindicância desenvolvida pela entidade tutelar. Só
temos tutela quando a lei disser, também está prevista a tutela sancionatória no seu artigo 8°

Vantagem do procedimento administrativo?

Para o Professor Diogo, o procedimento administrativo é a sequência juridicamente ordenaria


de atos formalizados tendentes a preparação e exteriorização da prática de um ato
administrativo ou a sua execução. Garante direito de impugna atos....

Quando é que um ato administrativo é considerado irregular?


R: Atos de irregulares estão previstos no artigo 120° do CPA. Tem uma consequência menos
grave em relação aos outros. Quando viola as normas que preveja estas consequências.

Atos de gestão público e ato de gestão privada?


Faz parte da matéria de contrato administrativo, no âmbito de gestão pública administração
pública usa os contratos administrativos e âmbito de gestão privada usa contratos privados.

Princípio de legalidade?
A Administração pública está subordinada ao Direito. É assim em todo o mundo democrático.
A luz do artigo 8° da CRGB, todos os atos da administração pública devem ser baseados na
legalidade.

Conflitos de atribuições?
Atribuições seria o ato de imputar, conferir e na atuação da administração pública os
agentes podem entrar em conflitos quando concorrem para satisfazer o mesmo fim, e
pode ser positivo quando todos concorrem para atribuídos a responsabilidade de o fazer
e seria negativo quando todos dizem que não faz parte das suas atribuições.
Integração: o estado e outras pessoas colectivas de população e território (as autarquias
locais), o interesse público definido seria integrado nessas pessoas coletivas.

Devolução: dá origem o Estado, as autarquias locais, institutos públicos e associações públicas,


(regiões autónomas no caso de Portugal), porque algumas atribuições de estado seriam
transferidas para estas pessoas coletivas.

Quais são os atos da administração pública que não são atos administrativos?
 Regulamentos
Atos administrativos
 Contratos administrativos
 Operações materiais
Quais os atos políticos do governo?
 Não podem ser tomados em considerações

Quais são os critérios para que uma pessoa seja considerada público?
Iniciativas de criação de pessoa coletiva
Finalidade prosseguido
Capacidade jurídica
Quais são os atos da administração?
Os atos primários- são aqueles que versam pela primeira vez sobre uma determinada situação
em concreta da vida. (atos impositivos = (espécies principais: os atos de comando, os atos
punitivos, os atos ablativos e juízos) e atos permissivos = (espécies: autorização, licença,
concessão, delegação, a demissão e a subvenção.))

Qual é a diferença entre a juricidade e o princípio da legalidade?


Quais são as duas bases do princípio da legalidade (preferência da lei e reserva da
lei)?
tem duas modalidades: Primado da lei ou preferência da lei (corresponde a formulação
negativo) - consiste em nenhum ato inferior lei pode contrariar a lei, por exemplo os
regulamentos não podem contrariar a lei. (4 da CPA)

O que é um parecer?
Os Pareceres- são atos opinativos elaborados por peritos especializados em certos ramos de
saber ou por órgãos colegiais de natureza consultiva. Os pareceres precisam de uma análise
técnico- jurídico" são assuntos muito complexo".

Os pareceres podem ser vinculativos?


Não são vinculativos
Vícios de forma é anulável?
Um ato de usurpação tem como a consequência a inexistência nos termos do artigo 117°.

Incompetência absoluta- É mais grave temos um órgão de administração invade a esfera


jurídica de outra pessoa colectiva.

incompetência relativa- ocorre dentro pessoa colectiva com outros órgãos diferentes.

Vício de forma- É vício que consiste na preterição das formalidades essênciais ou na carecia de
forma legal, comporta três formalidades:

a) preterição de formalidade anteriores a prática do ato

b) Preterição de formalidade relativa à prática de forma do ato;

c) carência de forma legal

A violação da lei- é o vício que consiste na descripância entre o conteúdo ou objeto e as


normas jurídicas que lhes são aplicados

Ato regular produz efeitos?

Em que consiste os recursos hierárquico imperfeita?


O recurso hierárquico imperfeito seria o recurso interposto na entidade sem relação
hierárquica.
Quais são a diferença da justiça e a administração pública e quais são as suas
zonas de cruzamento?
tem como a finalidade prossecução das necessidades coletivas. Todas as necessidades
coletivas são incumbidas a administração pública, excepto a justiça, isto é a justiça é incumbida
aos órgãos jurisdicionais através do poder judicial, neste caso os Tribunais.

Desvio de poder?
Desvio do poder- é quando um órgão desvia da sua finalidade, no âmbito do poder
discricionário. Nós estaremos perante um desvio: 1. Conhecer a finalidade. 2. Fim real do ato
em concreto. 3. Se o fim real coaduna com a lei.

Natureza jurídica do direito administrativo?


Recurso hierárquico
Recurso hierárquico- é quando o particular ataca outro órgão da mesma pessoa colectiva.

Recurso hierárquico impróprio- é quando o particular ataca ato perante um órgão que não tem
relação de hierarquia. Ex: um ministro entra com recurso de ministro perante conselho de
ministros.

O que são as garantias administrativos?


Garantias -são os meios jurídicos criados pelas autoridades com a finalidade de evitar ou de
sancionar quer a violação dos direitos subjetivos e dos interesses legítimos dos particulares
pela Administração Pública.

1. Garantias preventivas;

2. Garantias repressivas;

Garantias políticas
R: quando estas garantias foram efetivadas através dos órgãos políticos.
Garantiras graciosas?
R: quando estas garantias foram efetivadas através dos órgãos Administrativos (legalidade
ou de mérito).

Garantias contenciosa?
R: quando estas garantias foram efetivadas através dos órgãos jurisdicionais.
Espécies de garantias impugnatórias?
R: Garantias impugnatórias estão previsto no artigo 150° e seguintes do CPA, os particulares
podem requerer a modificação ou a revogação dos atos praticados pelos órgãos
administrativos.

Características do direito administrativos?


-JUVENTUDE- o direito administrativo é direito jovem em comparação com o direito privado
que surgiu através da revolução francesa.

- INFLUÊNCIA JURISPRUDENCIAL- os países de matriz anglófonos funcionam com esse sistema,


nos outros ramos de direito as jurisprudências tem menos influência, mas no direito
administrativo a jurisprudência tem grande influência, porque o direito administrativo tem
origem jurisprudencial que resultou ou nasce de próprios tribunais administrativos. Aconteceu
em França depois expande- se para outros países.

- Autonomia- aqui autonomia do direito administrativo é aferido em comparação do direito


privado, isto é, o direito administrativo é autónomo do direito privado, por exemplo, em caso
de lacunas ou omissões recorre- se aos princípios do direito administrativo não do direito
privado.

- CODIFICAÇÃO PARCIAL - parte da ideia de que, o Direito é científico, sintético e sistemático,


as leis do direito administrativo contêm num único código, isso facilitava na compreensão, na
verdade o direito administrativo está disperso em várias legislações.

Concessão administrativo?
A concessão- é o ato pelo qual o órgão de administração transfere para uma entidade privada
o exercício de uma atividade pública que o concessionário desempenha por sua conta em
risco, mas no interesse geral. Temos concessão de obras públicas e concessão de serviços
públicos.

Aprovação?
É ato pelo qual o órgão de administração exprime concordância com ato pré existente já
praticado por outro órgão administrativo e lhe confere a eficácia.

Homologação

é quando órgão competente pede parecer ou proposta ao outro órgão e órgão competente
encara essa decisão como sua.

Autorização?
é um ato pelo qual o órgão de administração permita alguém exercício de um direito de uma
competência pré existente.

Licença?

é o ato pelo qual o órgão de administração atribui alguém o direito de exercer uma atividade
privada que é proibida por lei.

Os efeitos jurídicos de regulamentos?


Autonomia administrativo?
É quando a administração de uma entidade não depende de uma relação de hierarquia
Quais são os fins da administração pública e quais são os mais impotentes?
Prossecução da satisfação do interesse da coletividade
Qual é a diferença entre serviços e órgãos?
O serviço são as parcelas (células) que compõem as pessoas coletivas públicas (são
sujeitos de direito que trava as relações jurídicas com outros sujeitos) enquanto que
órgão é centro institucionalizado do poder funcional.
Qual é a diferença entre administração pública e direito administrativo?
R: Quando se fala da administração pública, tem-se presente todo um conjunto de
necessidades coletivas cuja satisfação é assumida como tarefa fundamental para a
coletividade, através de serviços por esta organizados e mantidos.

Existem três tipos de Administração pública:

1. Administração estadual direta

2. Administração estadual indireta

3. Administração pública autónoma

Enquanto que direito administrativo são as normas conferidas ou goza de poder, também
sujeição de deveres e restrições no sentido de limitar a sua atuação face aos particulares. Esta
tese foi contestada por prospero (francês), para ele o que explica a essência do direito
administrativo tem a ver com subordinação do direito administrativo das leis ou direito,
também prossegue ação administrativo de forma eficaz respeito.

Quem é que cria as pessoas coletivas e através de que instrumentos?


As pessoas coletivas são criadas pela própria administração pública através de código de
processo administrativo, embora não existe regime que regulamenta estas matérias mas
são regulamentados pelos próprios estatutos.
O que é um procedimento pré-contratual?
O procedimento pré-contratual é procedimento efetuado antes da contratação
qual é a diferença entre o procedimento e procedimento pré-contratual ?
é a sequência juridicamente ordenaria de atos formalizados tendentes a preparação e
exteriorização da prática de um ato administrativo ou a sua execução.

Quais são as fases que compões o procedimento administrativos?


Fase inicial
Fase de instrução
Fase de audiência dos interessados
Fase preparação da decisão
Fase da decisão
Fase complementar
qual é o objetivo do procedimento administrativo?
No direito administrativo português temos quatro objetivos:

primeiro objetivo- disciplinar da melhor maneira possível o desenvolvimento de atividade


procurando nomeadamente assegurar a racionalização pelos meios autorizar pelo serviço

evitando a burocratização e aproximar os serviços públicos das populações 👉 47° do CPA.

Segundo objetivo, esclarecer melhor possível a vontade de administração (princípio da


legalidade e da boa administração.

Terceiro objetivo- salvaguardar os direitos subjetivos e interesses legítimos dos particulares,


impondo administração todas as cautelas para que eles sejam respeitados.

Quarto objetivo- Assegurar a participação dos cidadãos na formação das decisões que lhes
dizem respeito (artigo 49° CPA).

Qual é a diferença entre direto subjetivo e interesse legitimo dos particulares?


O direito subjetivo é a susceptibilidade que um particular tem para exigir o seu direito
de forma direto enquanto que o interesse legitimo dos particulares é a exigência para
estabelecimento do direito de forma genérica. No interesse legitimo dos particulares,
aqui o interesse do particular é protegido de forma indireta diferentemente no Direito
subjetivo o interesse do particular é protegido de forma direta ou imediata, isto é, mais forte.

o que é o poder discricionário?


Sendo o legislador não legisla sobre toda a matéria, ou por não conhecer a realidade ou para
não substituir a própria administração pública acaba por deixar opções para admiração decidir
por si próprio.
o que é um conceito indeterminado
são conceitos cujo as suas extensões não se podem determinar (poder discricionário)

O que é o princípio da juricidade?


diferente de princípio de legalidade que se concentra em conformizar os atos da
administração publicam com o ordenamento jurídico, o princípio da juridicidade
engloba toda do ordenamento (jurídico=leis e não jurídico=moral, ética etc.)
o princípio da legalidade consiste em que?
O princípio da legalidade consiste em que todos os atos da administração publicam
devem ser baseados na lei (cfr. Art.8 CRGB e art. 445 de CPA)
Qual é a diferença entre o poder de superintendência e o poder de supervisão
é o poder conferido ao estado ou a outra pessoa colectiva de população e território ou de fins
múltiplos de definir os objetivos e guiar a atuação de pessoas colectivas de fins singulares
colocados por lei na sua dependência. É um poder menos forte em relação ao poder direção
na relação de hierarquia, enquanto que o poder de supervisão um dos poderes de superior
hierárquicos, pode modificar ou afastar atos do subalterno.

Qual é a diferença entre administração periférica e administração local


A diferencça entre administração periférica e local é que exite a administrcao periférica
externa, fora do território naciocional, coisa impossível na administração local.
Em que consiste a hierarquia administrativa e qual é a sua base legal no cpa
guineense
A hierarquia administrativa é o modelo da organização administração vertical compostos por
dois órgãos ou antes com mesmos atribuições e competência diferentes com veículos jurídicos
onde o superior é tem o poder de direção e o subalterno o dever de obediência.

Qual é a diferença entre estado e autarquias locais


O estado executar através do governo que é o poder executivo e este administra através
de Administração estadual e pode ser direta ou indireta, neste caso é o próprio estado ou
governo que procura satisfazer o interesse das coletividades e pode ser através das
entidades criadas por ele. E autarquias locais fazem parte da administração não estadual,
pessoas coletivas diferentes do estado, administração autônima, com base territorial.
O que são os órgãos vicários
aqueles que exercem competência por substituição
Quais são os princípios que gerem a tutela
Quais são os vários sentidos da expressão administração publica
1. Administração pública orgânica ou subjetiva; tem a ver com os órgãos do Estado ou tem a
ver a organização de administração pública.

2. Administração pública material ou objetiva; tem a ver concretização das atividades que são
desenvolvidas pelas entidades do Estado.

3. Administração pública formal- são os procedimentos formais da administração publica

Qual é o conceito da organização administrativa


Qual é a diferença entre a tutela da legalidade e a tutela de mérito
Tutela da legalidade consiste em averiguar se as decisões das entidades tuteladas são de
acordo com a lei ao passo que a tutela de mérito mérito vai por além da tutela da legalidade, a
entidade tutelar verifica a decisão da entidade tutelada, isto é, verificar se as decisões de
ponto de vista da boa administração, em termo econômico, social (isto é averiguar se a decisão
é oportuno ou não, se racional ou não, se é benéfico para o bem-estar social ou não)

Qual é o poder de o estado exerce sobre as autarquias locais?


O poder que estado pode exercer sobre as autarquias é a tutela de legalidade.
Qual é a difenreça entre contratos da concessão de serviços públicos e contratos da
delegação de serviços públicos
Em que tipo de administração integra a câmara municipal de Bissau?
Juridicamente a câmara municipal deveria se integrar na administração não estadual,
admiração autônima com base territorial, porque existe todos os instrumentos jurídicos
para autarquias locais, art. 105 e seguintes da CRGB, mas como as suas populações não
escolhe os seus representantes, o presidente da CMB é nomeado pelo Estado (governo),
podemos dizer que na pratica faz parte admiração estadual indireta, na categoria de
institutos públicos.
Qual é a diferença entre a concentração de poderes e a integração?
Concentração de poderes, acontece dentro de uma entidade onde o superior hierárquico
é que toma todas as decisões, e os subalternos servem só para preparar a decisão e pode
ser a nível inferior ou superior, ao passo que integração consiste em que todos os
interesses prosseguir pelo estado ou outras pessoas coletivas de população e território
são postos pela lei em cargo deles próprio.
Qual é a diferença entre o regulamento e o ato administrativo?
O regulamento é geral e abstrato enquanto que o ato é unilateral, individual e concreto.
Qual é a diferença entre atos administrativos e ato de administração
Os atos de administração, sendo formas de atuação de administração publica são
regulamento, atos administrativos, contratos administrativos e operações materiais
enquanto que os atos administrativos são só uma forma de atuação unilateral da
administração e são individuais e concretos.
Qual e a diferença entre atos administrativos em sentido material e ato
administrativos em sentido formal

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