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Patologia Pulpar

O documento descreve as alterações pulpares reversíveis e irreversíveis, incluindo inflamação aguda e crônica da polpa. Alterações irreversíveis como necrose pulpar requerem tratamento endodôntico, enquanto alterações reversíveis podem ser tratadas removendo o estímulo causador. O documento também discute alterações regressivas e calcificações que podem ocorrer na polpa com o envelhecimento.

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Patologia Pulpar

O documento descreve as alterações pulpares reversíveis e irreversíveis, incluindo inflamação aguda e crônica da polpa. Alterações irreversíveis como necrose pulpar requerem tratamento endodôntico, enquanto alterações reversíveis podem ser tratadas removendo o estímulo causador. O documento também discute alterações regressivas e calcificações que podem ocorrer na polpa com o envelhecimento.

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Irreversível

• A polpa sofre alterações irreversíveis (normalmente


devido as características peculiares) caracterizadas por
• Etiologia da inflamação e necrose pulpar: inflamação severa e somente a remoção do estímulo
 Bacteriana – carie, fratura e bolsa periodontal não é suficiente para reverter o quadro
 Térmica – grandes restaurações de metal, preparo • A necrose é inevitável
cavitário, polimento, reações exotérmicas • A progressão resulta em lesão dos tecidos perirradiculares
 Mecânica: preparo cavitário, trauma, atrito e
abrasão • Necessário tratamento endodôntico (pulpectomia)
 Química – material restaurador, substância
desinfetante ou clareamento • Aumento da permeabilidade vascular prolongado e
acentuado – elevação da pressão hidrostática: excede o
• Peculiaridades da polpa: limiar das fibras amielinicas do tipo C = dor pulsátil,
 Totalmente circundada por tecido duro (dentina) excruciante, continua e espontânea
– pouca tolerância a edema (em inflamação) • Maior aumento da pressão – fibras param de responder
− Não tem como expandir (degeneração)

 Falta de circulação colateral – dificuldade para • Aumento da pressão hidrostática em vasos de parede
combater bactéria, tecido necrótico e finas → compressão → aumento da resistência venular →
inflamação diminuição da drenagem sanguínea = hipoxia tecidual +
− Normalmente apenas ocorre pelo ápice concentração de produtos tóxicos + queda de pH →
necrose
 Presença de odontoblastos – capacidade de
formar tecido (dentina) para própria proteção • Aguda = Pulpite aguda (pode se tornar crônica)

Reversível • Crônica = Pulpite crônica


• Alterações inflamatória leve e inicial em que existe  Podem levar anos para atingir necrose
reparação tecidual após remoção da causa  Em pacientes jovens pode levar a formação de
pólipo (Pulpite crônica hiperplásica)
• Persistência do estímulo pode aumentar a  Pode se tornar aguda
inflamação – inflamação moderada ou severa
• Podem existir áreas de pulpite aguda e áreas de Pulpite
• Características clínicas: crônica
 Assintomática (percussão)
 Dor aguda, rápida e fugaz em resposta a • Características clínicas:
estímulos que normalmente não evocam dor -  Assintomática – inicial
Queixa comum: dor ao frio, doce  Episódio de dor
 Emprego de analgésicos comuns não apresenta
• Características histológicas: eficácia – não chega à região de maneira
 Vasodilatação - hiperemia adequada
 Edema intersticial leve ou inexistente
 Resposta inflamatória leve • Características histológicas:
 A organização tecidual está mantida  Pulpite aguda – infiltrado inflamatório agudo, edema
 Essas alterações podem ser localizadas e desorganização tecidual

 Pulpite crônica – infiltrado


inflamatório crônico, edema e
desorganização tecidual

 Pulpite crônica hiperplásica – crescimento tecidual


• Testes pulpares: por vezes revestido por epitélio
 Calor - dor tardia (normal) ou dor aguda
 Frio – dor aguda, rápida e localizada • Tratamento: endodontia ou exodontia
 Elétrico – resposta em níveis baixos de corrente
 A dor cessa com a remoção do estímulo • Testes pulpares:
 Calor – exacerbação da dor(vasodilatação)
• Tratamento – remoção do estímulo  Frio – alívio da dor (vasoconstritor)
 Elétrico – resposta em altas correntes
 Dentículos – resultado da interação epitelio-
mesenquima durante a formação da polpa
− Ocorrem em canais radiculares e câmaras
Reabsorção interna pulpares na região de furca de dentes
• Condição rara – maioria relacionada a injuria dos
multirradiculares
tecidos pulpares devido a trauma ou pulpite de origem
− A maioria está aderido na dentina
bacteriana
• Alterações vasculares – tecido de granulação –
 Calcificações lineares difusas
compressão das paredes dentinárias provocando as
− Áreas de calcificações irregulares
reabsorções
− Podem estar presentes na câmara pulpar como
• Diagnóstico clínico
nos canais radiculares
• Se for coronária – apenas é visível após certo
− A frequência aumenta com a idade
comprometimento da coroa
 Características: assintomáticas, sem significado
• Características clínicas:
clínico relevante, aspecto radiográfico de acordo com
 Afeta polpa coronária – coroa com
o tamanho, sem necessidade de tratamento
pigmentação rósea (dente pigmentado de
mulberry)
− Imagem radiolúcida simétrica e circunscrita

 Polpa radicular – contorno do canal é perdido


− Imagem radiolúcida mostrando alargamento
do canal

• Histologicamente:
 Infiltrado inflamatório crônico
 Celulas gigantes multinucleadas na dentina,
realizando cavitações

• Tratamento:
 Endodontia antes da perfuração
 Após perfuração – perda dental
 Continuidade do processo – comunicação com
meio externo

Alterações pulpares regressivas


• Associadas ao processo de maturidade e
envelhecimento
 Diminuição do diâmetro da câmara pulpar
 Resultado de lesões – carie e estímulos de baixa
intensidade

• Calcificações pulpares:
 Nódulos
− Desenvolvem-se ao redor de um ninho central no
tecido pulpar
− Estão relacionadas a idade avançada e
alterações patológicas
− Irritantes pulpares crônicos: atrito, abrasão,
erosão, carie, periodontite, procedimentos de
restauração dental, movimento dentário
ortodôntico e lesão dentaria
− São formados na porcao coronária da polpa
− Usualmente ficam livres ou aderidos e raramente
estão embutidos
− Características histológicas: áreas de
mineralização no tecido pulpar – ausência de
inflamação em volta

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