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Matemática para Petrobras: Matrizes e Determinantes

1) O documento apresenta um resumo sobre matrizes, incluindo conceitos básicos como tipos de matrizes, operações com matrizes e propriedades da multiplicação de matrizes. 2) Também aborda noções como traço de uma matriz quadrada, matriz oposta, transposta, simétrica e antissimétrica. 3) Discorre sobre matriz inversa, suas propriedades e noção de matriz ortogonal.
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Matemática para Petrobras: Matrizes e Determinantes

1) O documento apresenta um resumo sobre matrizes, incluindo conceitos básicos como tipos de matrizes, operações com matrizes e propriedades da multiplicação de matrizes. 2) Também aborda noções como traço de uma matriz quadrada, matriz oposta, transposta, simétrica e antissimétrica. 3) Discorre sobre matriz inversa, suas propriedades e noção de matriz ortogonal.
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Aula 18

PETROBRAS (Cargos Área Técnica)


Matemática - 2023 (Pós-Edital)

Autor:
Equipe Exatas Estratégia
Concursos

28 de Fevereiro de 2023
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Aula 18

Índice
1) Matrizes
..............................................................................................................................................................................................3

2) Determinantes
..............................................................................................................................................................................................
45

3) Questões Comentadas - Matrizes - Cebraspe


..............................................................................................................................................................................................
84

4) Questões Comentadas - Determinantes - Cebraspe


..............................................................................................................................................................................................
89

5) Lista de Questões - Matrizes - Cebraspe


..............................................................................................................................................................................................
105

6) Lista de Questões - Determinantes - Cebraspe


..............................................................................................................................................................................................
108

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MATRIZES

Matrizes
Introdução às matrizes
Podemos representar uma matriz tanto com colchetes "[ ]" quanto com parênteses "( )".
Matriz de dimensão m × n: m linhas e n colunas.
Elemento 𝑎𝒊𝒋 : o primeiro índice representa a linha e o segundo índice representa a coluna.

Representação de uma matriz pela lei de formação

Cada elemento da matriz deve ser calculado por meio de uma fórmula apresentada.
Tipos de matrizes

Matriz linha: apresenta apenas uma linha. Dimensão da forma 1 × n.


Matriz coluna: apresenta apenas uma coluna. Dimensão da forma m × 1.
Matriz quadrada: apresenta o mesmo número de linhas e de colunas. Dimensão da forma n × n.

Matriz Retangular: número de linhas é diferente do número de colunas.


Matriz Diagonal: matriz quadrada em que todos os elementos que não pertencem à diagonal principal
são iguais a zero.
Matriz Triangular: matriz quadrada em que todos os elementos acima ou abaixo de sua diagonal principal
são nulos.
• Matriz Triangular Superior: todos os elementos abaixo da diagonal principal são nulos.
• Matriz Triangular Inferior: todos os elementos acima da diagonal principal são nulos.
Matriz Identidade: elementos da diagonal principal são iguais a 1 e os elementos fora da diagonal
principal são zero.
Matriz Nula: todos os elementos são iguais a zero. É comum representar uma matriz nula quadrada pela
letra 𝑂 acrescida de um índice que indica a ordem da matriz. Ex: 𝑂3 → matriz nula quadrada de ordem 3.
Operações com matrizes

Igualdade entre matrizes: duas matrizes são iguais quando apresentam a mesma dimensão m×n e seus
elementos são idênticos e estão nas mesmas posições.
Adição e subtração de matrizes: é necessário que as matrizes tenham a mesma dimensão m×n. Para
realizar a operação, basta somar/subtrair os termos que estão na mesma posição.
Multiplicação da matriz por um número real: multiplicar todos os elementos da matriz pelo número real.

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Multiplicação de matrizes
1. Verificar se o número de colunas da primeira matriz é igual ao número de linhas da segunda. Se essa
igualdade não se verificar, não é possível realizar o produto das matrizes.

2. Obter o esquema geral da matriz-produto, que apresenta a seguinte dimensão:


Número de linhas da primeira × Número de colunas da segunda

3. Obter os elementos da matriz resultante a partir das linhas da primeira matriz e das colunas da
segunda matriz.
O elemento 𝑐𝒊𝒋 da matriz-produto 𝐶 é obtido por meio da linha 𝒊 da primeira matriz e da coluna 𝒋 da
segunda matriz.

Propriedades da multiplicação de matrizes

A propriedade comutativa não vale para matrizes: 𝐴𝐵 ≠ 𝐵𝐴.


Propriedade associativa entre matrizes: (𝐴𝐵)𝐶 = 𝐴(𝐵𝐶)
Propriedade associativa entre matrizes e um número real: 𝛼(𝐴𝐵) = (𝛼𝐴)𝐵 = 𝐴(𝛼𝐵)
Propriedade distributiva: 𝑨(𝐵 + 𝐶) = 𝑨𝐵 + 𝑨𝐶; (𝐵 + 𝐶)𝑨 = 𝐵𝑨 + 𝐶𝑨
Elemento neutro da multiplicação de matrizes: 𝑨𝑰 = 𝑰𝐴 = 𝑨
Traço de uma matriz quadrada
O traço de uma matriz quadrada é a soma dos elementos da sua diagonal principal. Se 𝐴 é uma matriz
quadrada, então o seu traço é representado por 𝑡𝑟(𝐴).
• 𝑡𝑟 (𝐴 + 𝐵) = 𝑡𝑟(𝐴) + 𝑡𝑟(𝐵)
• 𝑡𝑟 (𝐴 − 𝐵) = 𝑡𝑟(𝐴) − 𝑡𝑟(𝐵)
• 𝑡𝑟(𝛼𝐴) = 𝛼 𝑡𝑟(𝐴)
• 𝑡𝑟 (𝐴𝐵) = 𝑡𝑟(𝐵𝐴)

Matriz oposta

A matriz oposta de 𝐴 é −𝐴.


Matriz transposta, simétrica e antissimétrica

A transposta de uma matriz 𝐴 (notação: 𝐴𝑡 ) corresponde à matriz cujas linhas foram transformadas em
colunas.
(𝐴𝑡 )𝑡 = 𝐴
(𝛼𝐴)𝑡 = 𝛼𝐴𝑡
(𝑨𝑩)𝑡 = 𝑩𝑡 𝑨𝑡
(𝐴 + 𝐵)𝑡 = 𝐴𝑡 + 𝐵𝑡

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Matriz Simétrica: a matriz é igual a sua transposta → 𝐴 = 𝐴𝑡


• É quadrada; e
• Os elementos simétricos com relação à diagonal principal são iguais.
Matriz antissimétrica: 𝐴𝑡 = −𝐴
• É quadrada;
• A diagonal principal é nula; e
• Os elementos simétricos com relação à diagonal principal são opostos.

Matriz inversa

A inversa de uma matriz 𝐴 (notação: 𝐴−1) é aquela matriz que, quando multiplicada pela matriz A, tem
como resultado a matriz identidade:
𝐴𝐴−1 = 𝐴−1 𝐴 = 𝐼𝑛

Uma matriz que não possui inversa é denominada singular.

Propriedades:
(𝐴−1 )−1 = 𝐴
(𝐴−1 )𝑡 = (𝐴𝑡 )−1
1
(𝛼𝐴)−1 = 𝐴−1
𝛼
(𝑨𝑩)−1 = 𝑩−1 𝑨−1
(𝑨𝑩𝑪)−1 = 𝑪−1 𝑩−1 𝑨−1

Matriz inversa como análogo da divisão: pode-se multiplicar ambos os lados de uma equação matricial
pela inversa de uma matriz (𝐴−1) e, na sequência, usar a propriedade 𝐴−1 𝐴 = 𝐼.
Matriz ortogonal

Uma matriz 𝐴 é dita ortogonal quando a sua inversa é igual a sua transposta:

𝐴 é ortogonal  𝐴−1 = 𝐴𝑡

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Introdução às matrizes

Noção básica

A ideia básica de uma matriz é representar uma tabela de um modo mais formal, com uma "linguagem
matemática".
Suponha, por exemplo, que um concurseiro quer organizar em uma matriz quantas horas ele pretende
estudar em cada dia da semana das próximas quatro semanas. Considere também que:

• As linhas representam os dias da semana: a primeira linha corresponde à segunda-feira, a segunda


linha corresponde à terça-feira, e assim sucessivamente até a sétima linha, que corresponde ao
domingo.
• As colunas representam as semanas: a primeira coluna corresponde à primeira semana, a segunda
coluna corresponde à segunda semana, a terceira coluna corresponde à terceira semana e, por fim,
a quarta coluna corresponde à quarta semana.

Nesse caso, o concurseiro pode representar a sua matriz do seguinte modo:

Note que o elemento que está na 6ª linha e na 2ª coluna representa o número de horas que concurseiro
planeja estudar no sábado da segunda semana: 11 horas.

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Podemos representar uma matriz tanto com colchetes "[ ]" quanto com parênteses "( )". Portanto, a matriz
em questão também pode ser representada da seguinte maneira:

3 4 5 6
4 3 4 3
5 4 4 3
5 4 3 3
6 5 3 4
9 11 9 8
(9 8 9 9)

Dimensão de uma matriz

Podemos dizer que uma matriz de dimensão m × n (lê-se: matriz de dimensão m por n) é uma matriz
formada por elementos (ou entradas) distribuídos em m linhas e n colunas.

No exemplo que acabamos de mostrar, temos uma matriz composta por 7 linhas e por 4 colunas. Portanto,
trata-se de uma matriz 7 × 4 (matriz 7 por 4). Vejamos mais quatro exemplos:
3
11 √3 7/9
• [6 5 2 ] é uma matriz 3 × 3;
8 1 3

5 11/12 1 53
• [ ] é uma matriz 2 × 4;
√7 4 4 15

2 3
• [5 7 ] é uma matriz 4 × 2;
11 13
17 19

5
• [3] é uma matriz 3 × 1.
1

A ordem correta é Nº de LINHAS × Nº de COLUNAS

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Representação genérica dos elementos de uma matriz

Cada elemento de uma matriz apresenta uma determinada localização dentro dela. Essa localização é dada
pela linha e pela coluna do elemento.

Considere a seguinte matriz A:

3 4 5 6
4 3 4 3
5 4 4 3
𝐴= 5 4 3 3
6 5 3 4
9 11 9 8
[9 8 9 9]

Genericamente, um elemento dessa matriz 𝐴 pode ser representado por 𝒂𝒊𝒋 , em que 𝒊 representa a linha
em que esse elemento se encontra e 𝒋 representa a sua coluna.

O primeiro índice representa a linha e o segundo índice representa a coluna.

Por exemplo, o elemento 𝑎𝟒𝟐 é aquele que está na linha 4 e na coluna 2. Portanto, 𝑎42 = 4.

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O elemento 𝑎𝟐𝟒 , por sua vez, é aquele que está na linha 2 e na coluna 4. Portanto, 𝑎24 = 3.

Representação genérica de uma matriz

Uma matriz A de dimensão m×n, isto é, uma matriz A com m linhas e n colunas, pode ser representada
genericamente das seguintes formas:

𝐴𝑚×𝑛

𝐴 = (𝑎𝑖𝑗 )𝑚×𝑛

𝑎11 𝑎12 … 𝑎1𝑛


𝑎 𝑎22 … 𝑎2𝑛
𝐴 = [ ⋮21 ]
⋮ ⋱ ⋮
𝑎𝑚1 𝑎𝑚2 … 𝑎𝑚𝑛

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Representação de uma matriz pela lei de formação

Podemos representar uma matriz por meio de uma lei de formação. Nesse caso, cada elemento da matriz
deve ser calculado por meio de uma fórmula apresentada.
Considere por exemplo, a seguinte matriz:

𝐴 = (𝑎𝑖𝑗 )3×3 tal que 𝑎𝑖𝑗 = 𝑖 + 𝑗 2

Note que a matriz 𝐴 é 3×3, isto é, possui 3 linhas e 3 colunas.


𝑎11 𝑎12 𝑎13
𝐴 = [𝑎21 𝑎22 𝑎23 ]
𝑎31 𝑎32 𝑎33
Para obter a matriz, devemos calcular cada um de seus elementos 𝑎𝑖𝑗 por meio da lei de formação
apresentada, dada por 𝑎𝑖𝑗 = 𝑖 + 𝑗 2.

𝑎𝟏𝟏 = 𝟏 + 𝟏2 = 2
𝑎𝟏𝟐 = 𝟏 + 𝟐2 = 5
𝑎𝟏𝟑 = 𝟏 + 𝟑2 = 10
𝑎𝟐𝟏 = 𝟐 + 𝟏2 = 3
𝑎𝟐𝟐 = 𝟐 + 𝟐2 = 6
𝑎𝟐𝟑 = 𝟐 + 𝟑2 = 11
𝑎𝟑𝟏 = 𝟑 + 𝟏2 = 4
𝑎𝟑𝟐 = 𝟑 + 𝟐2 = 7
𝑎𝟑𝟑 = 𝟑 + 𝟑2 = 12
Portanto, a matriz 𝐴 é dada por:
2 5 10
𝐴 = [3 6 11]
4 7 12
Vamos a um exercício.

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(DNIT/2013) Os elementos de uma matriz 𝐴3×2 , isto é, com três linhas e duas colunas, são dados por:
(𝑖 + 𝑗)2 , se 𝑖 = 𝑗
𝑎𝑖𝑗 = {
𝑖 2 + 𝑗 2 , se 𝑖 ≠ 𝑗
Em que 𝑎𝑖𝑗 representa o elemento da matriz 𝐴3×2 localizado na linha 𝑖 e coluna 𝑗. Então, a soma dos
elementos da primeira coluna de 𝐴3×2 é igual a:
a) 17
b) 15
c) 12
d) 19
e) 13
Comentários:
Como a matriz 𝐴 apresenta 3 linhas e 2 colunas, podemos representá-la genericamente do seguinte modo:
𝑎11 𝑎12
𝐴 = [𝑎21 𝑎22 ]
𝑎31 𝑎32
A questão pede a soma dos elementos da primeira coluna de 𝐴:
𝑎11 + 𝑎21 + 𝑎31

Para 𝑎11 , temos 𝑖 = 𝑗. Logo, 𝑎11 = (1 + 1)2 = 4.


Para 𝑎21 , temos 𝑖 ≠ 𝑗. Logo, 𝑎21 = 12 + 22 = 5.
Para 𝑎31 , temos 𝑖 ≠ 𝑗. Logo, 𝑎31 = 32 + 12 = 10.

A questão pede a soma dos elementos da primeira coluna de 𝐴 é:


4 + 5 + 10 = 19
Gabarito: Letra D.

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Tipos de matrizes

Matriz linha

É uma matriz com apenas uma linha, ou seja, tem dimensão da forma 𝟏 × 𝑛. Exemplos:

• [5 4 1] é uma matriz linha de dimensão 𝟏 × 3.

1 11 13

2
[3 3
√4 7 2 1 42 ] é uma matriz linha de dimensão 𝟏 × 9.
2 2

Matriz coluna

É uma matriz com apenas uma coluna, ou seja, tem dimensão da forma 𝑚 × 𝟏. Exemplos:

−4
• [ 5√6] é uma matriz coluna de dimensão 3 × 𝟏.
53

11
7
• √4 é uma matriz coluna de dimensão 5 × 𝟏.
2

−11
[ 3 ]

Matriz quadrada

É uma matriz que apresenta o mesmo número de linhas e de colunas, ou seja, tem dimensão da forma
𝑛 × 𝑛. Exemplos:

11 42
• [ ] é uma matriz quadrada de dimensão 2 × 2.
70% −3

7 53 3
• [ 4 −8 22] é uma matriz quadrada de dimensão 3 × 3.
11 4% 1

Quando uma matriz quadrada apresenta dimensão 𝒏 × 𝒏, dizemos que essa matriz quadrada apresenta
ordem 𝒏. Nos dois exemplos anteriores, temos uma matriz quadrada de ordem 2 e uma matriz quadrada de
ordem 3, respectivamente.

Diagonais da matriz quadrada

Uma matriz quadrada apresenta duas diagonais: a diagonal principal e a diagonal secundária.

A diagonal principal é composta pelos elementos em que o número da linha é igual ao número da coluna,
isto é, 𝒊 = 𝒋.

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Para o exemplo em questão, os elementos da diagonal principal são 𝑎11 = 5, 𝑎22 = 15 e 𝑎33 = 7.

Já a diagonal secundária é composta por elementos cuja soma da linha e da coluna (𝑖 + 𝑗) é igual à ordem
da matriz (𝑛) acrescida de uma unidade, isto é:

𝒊+𝒋=𝒏+𝟏

Para o exemplo em questão, os elementos da diagonal secundária são 𝑎13 = 9, 𝑎22 = 15 e 𝑎31 = √7.

Matriz retangular

Uma matriz é retangular quando o número de linhas é diferente do número de colunas. Exemplos:

11
3 2
• [ 33−11] é uma matriz retangular de dimensão 3 × 2.
13 6

0 11 4
• [ ] é uma matriz retangular de dimensão 2 × 3.
−9 50% 1

Matriz diagonal

A matriz diagonal é uma matriz quadrada em que todos os elementos que não pertencem à diagonal
principal são iguais a zero. Exemplos:

𝟏𝟏 𝟎
• [ ]
𝟎 −𝟑

𝟒 𝟎 𝟎
• [𝟎 −𝟐 𝟎]
𝟎 𝟎 𝟕

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Matriz triangular

Uma matriz triangular é uma matriz quadrada em que todos os elementos acima ou abaixo de sua diagonal
principal são nulos.

Matriz triangular superior

Quando todos os elementos abaixo da diagonal principal forem nulos, temos uma matriz triangular
superior. Exemplo:

8 5 7 1
[ 𝟎 9 1 4]
𝟎 𝟎 5 2
𝟎 𝟎 𝟎 1

Matriz triangular inferior

Quando todos os elementos acima da diagonal principal forem nulos, temos uma matriz triangular inferior.
Exemplo:

8 𝟎 𝟎 𝟎
[2 9 𝟎 𝟎]
3 9 5 𝟎
1 5 1 3

Matriz identidade ou matriz unidade

A matriz identidade (ou matriz unidade) é uma matriz quadrada cujos elementos da diagonal principal são
iguais a 1 e os elementos fora da diagonal principal são zero. Exemplo:

𝟏 𝟎 𝟎 𝟎
𝐼4 = [𝟎 𝟏 𝟎 𝟎]
𝟎 𝟎 𝟏 𝟎
𝟎 𝟎 𝟎 𝟏

A representação desse tipo de matriz é dada pela letra 𝐼 acrescida de um índice que indica a ordem da matriz.
Isso significa que 𝐼3 é uma matriz identidade de ordem 3:

𝟏 𝟎 𝟎
𝐼3 = [𝟎 𝟏 𝟎]
𝟎 𝟎 𝟏

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Matriz nula

Matriz nula é a matriz que apresenta todos seus elementos iguais a zero. Exemplos:

0 0 0
• [ ] é uma matriz nula de dimensão 2 × 3.
0 0 0

0 0 0
• 𝑂3 = [0 0 0] é uma matriz nula quadrada de ordem 3.
0 0 0

É comum representar uma matriz nula quadrada pela letra 𝑂 acrescida de um índice que indica a ordem da
matriz. Isso significa que 𝑶𝟑 é uma matriz nula quadrada de ordem 3.

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Operações com matrizes

Igualdade entre matrizes

Duas matrizes são iguais quando:

• Apresentam a mesma dimensão 𝑚 × 𝑛;


• Seus elementos são idênticos e estão nas mesmas posições.

Por exemplo, as duas matrizes abaixo são iguais, pois apresentam a dimensão 3 × 3, bem como seus
elementos são idênticos e estão nas mesmas posições:

3/4 11 −3 3/4 11 −3
[ 7 42 −4] = [ 7 42 −4]
√2 5 −1 √2 5 −1

Observe agora a suposta igualdade:

3/4 11 −3 ?? 3/4 11 −3
[ 7 𝟒𝟐 ⏞[ 7
−4] = 𝒙 −4]
𝒚 5 −1 √𝟐 5 −1

Note que a igualdade só se verifica se 𝒙 = 𝟒𝟐 e 𝒚 = √𝟐. Caso contrário, as duas matrizes não serão iguais.

(Pref. N Horizonte/2019) O valor de 𝑥 + 𝑦 que determina a igualdade entre as matrizes


7 𝑥 − 𝑦 −10 7 −13 2𝑥
[ ]=[ ] é:
15 8 24 −3𝑥 8 3𝑦
a) 5.
b) 3.
c) −5.
d) −8.
e) −13.
Comentários:
Note que as duas matrizes apresentam a mesma dimensão 2 × 3. Para que elas sejam iguais, seus elementos
devem ser idênticos e devem estar nas mesmas posições. Para tanto, devemos ter:
𝑥 − 𝑦 = −13
2𝑥 = −10
{ −3𝑥 = 15
3𝑦 = 24

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A partir da segunda e da quarta equação, podemos obter os valores de 𝑥 e de 𝑦.


2𝑥 = −10 → 𝒙 = −𝟓
3𝑦 = 24 → 𝒚 = 𝟖
O valor de 𝑥 + 𝑦 é:
(−5) + 8 = 3
O gabarito, portanto, é letra B.
Observe que as outras equações se verificam para 𝒙 = −𝟓 e 𝒚 = 𝟖, pois, caso contrário, as matrizes não
seriam iguais.
𝒙 − 𝒚 = (−𝟓) − 𝟖 = −𝟏𝟑
−𝟑𝒙 = −3 × (−𝟓) = 𝟏𝟓
Gabarito: Letra B.

Adição e subtração de matrizes

Para somar ou subtrair matrizes, é necessário que elas tenham a mesma dimensão. Note, portanto, que
não é possível somarmos uma matriz de dimensão 3 × 5 com uma matriz de dimensão 4 × 3.

Feita essa observação, deve-se entender que a soma entre duas matrizes é feita somando os termos que
estão na mesma posição.

Para a subtração, seguimos a mesma ideia, subtraindo os elementos de uma matriz dos elementos de
mesma posição da outra matriz.

Suponha, por exemplo, que temos duas matrizes A e B dadas por:

𝟓 −𝟐 𝟑
𝑨=[ ]
−𝟒 𝟏 𝟓

−𝟑 𝟑 −𝟐
𝑩=[ ]
𝟐 𝟏 𝟕

A soma 𝐴 + 𝐵 é dada por:

𝟓 −𝟐 𝟑 −𝟑 𝟑 −𝟐
𝐴+𝐵 =[ ]+[ ]
−𝟒 𝟏 𝟓 𝟐 𝟏 𝟕

𝟓 + (−𝟑) −𝟐 + 𝟑 𝟑 + (−𝟐)
=[ ]
−𝟒 + 𝟐 𝟏+𝟏 𝟓+𝟕

2 1 1
=[ ]
−2 2 12

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Já a subtração 𝐴 − 𝐵 é dada por:

𝟓 −𝟐 𝟑 −𝟑 𝟑 −𝟐
𝐴−𝐵 =[ ]−[ ]
−𝟒 𝟏 𝟓 𝟐 𝟏 𝟕

𝟓 − (−𝟑) −𝟐 − 𝟑 𝟑 − (−𝟐)
=[ ]
−𝟒 − 𝟐 𝟏−𝟏 𝟓−𝟕

8 −5 5
=[ ]
−6 0 −2

Multiplicação da matriz por um número real

Para multiplicarmos uma matriz por um número real qualquer, basta multiplicar todos os elementos dessa
matriz pelo número real. Considere, por exemplo, a seguinte matriz 𝐴:

−3 2 5
𝐴=[ 1 3 −1]
7 −3 √2

Ao multiplicar a matriz 𝐴 por 2, obtemos a seguinte matriz:

−𝟑 𝟐 𝟓
2𝐴 = 𝟐 × [ 𝟏 𝟑 −𝟏]
𝟕 −𝟑 √𝟐

𝟐 × (−𝟑) 𝟐×𝟐 𝟐×𝟓


2𝐴 = [ 𝟐 × 𝟏 𝟐×𝟑 𝟐 × (−𝟏)]
𝟐×𝟕 𝟐 × (−𝟑) 𝟐 × √𝟐

−6 4 10
2𝐴 = [ 2 6 −2 ]
14 −6 2√2

Multiplicação de matrizes

Pessoal, atenção redobrada com a multiplicação de matrizes. Essa é a parte que costuma gerar mais confusão
entre os alunos.

Para multiplicar duas matrizes, devemos seguir os seguintes passos:

1. Verificar se o número de colunas da primeira matriz é igual ao número de linhas da segunda. Se essa
igualdade não se verificar, não é possível realizar o produto das matrizes.

2. Obter o esquema geral da matriz-produto, que apresenta a seguinte dimensão:


Número de linhas da primeira × Número de colunas da segunda

3. Obter os elementos da matriz resultante a partir das linhas da primeira matriz e das colunas da
segunda matriz.

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Professor, não entendi nada!!

Calma, caro aluno! Vamos resolver um exemplo.

Considere as matrizes 𝑨 e 𝑩, dadas por:

3 2 1
𝐴=[ ]
1 3 3
100 200 450 200
𝐵 = [400 150 150 450]
250 300 100 700

Vamos calcular o produto 𝑨 × 𝑩.

1. Verificar se o número de colunas da primeira matriz é igual ao número de linhas da segunda. Se essa
igualdade não se verificar, não é possível realizar o produto das matrizes;

Note que a matriz 𝐴 tem dimensão 2 × 𝟑, e a matriz 𝐵 tem dimensão 𝟑 × 4. Observe, portanto, que o
número de colunas da matriz 𝑨 é igual ao número de linhas da matriz 𝑩. Logo, é possível realizar o produto
das matrizes 𝐴2×3 e 𝐵3×4.

2. Obter o esquema geral da matriz-produto, que apresenta a seguinte dimensão:


Número de linhas da primeira × Número de colunas da segunda

A matriz 𝐴 tem dimensão 𝟐 × 3, e a matriz 𝐵 tem dimensão 3 × 𝟒. Logo, a matriz-produto apresenta a


dimensão 𝟐 × 𝟒. Temos o seguinte esquema geral:

( ) ( ) ( ) ( )
𝐶 =𝐴×𝐵 =[ ]
( ) ( ) ( ) ( )

Ou então, de maneira mais formal, poderíamos escrever:

𝑐11 𝑐12 𝑐13 𝑐14


𝐶 =𝐴×𝐵 =[ 𝑐23 𝑐24 ]
𝑐21 𝑐22

Lembre-se: o elemento 𝑐𝑖𝑗 está na linha 𝑖 e na coluna 𝑗 da matriz C.

Uma maneira prática de memorizar os passos 1 e 2 é a seguinte:

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3. Obter os elementos da matriz resultante a partir das linhas da primeira matriz e das colunas da
segunda matriz.

Temos a seguinte matriz-produto:

𝑐11 𝑐12 𝑐13 𝑐14


𝐶 =𝐴×𝐵 =[ 𝑐23 𝑐24 ]
𝑐21 𝑐22

Obtenção de 𝑐𝟏𝟏

𝑐𝟏𝟏 → Primeira linha da primeira matiz, primeira coluna da segunda matriz

Para determinar o elemento da primeira linha e da primeira coluna da matriz-produto (𝑐𝟏𝟏 ), devemos utilizar
a primeira linha da primeira matriz e a primeira coluna da segunda matriz.

𝟑 𝟐 𝟏
𝐴=[ ]
1 3 3
𝟏𝟎𝟎 200 450 200
𝐵 = [𝟒𝟎𝟎 150 150 450]
𝟐𝟓𝟎 300 100 700

Para obter o elemento 𝑐𝟏𝟏 , realiza-se a seguinte operação:

𝑐𝟏𝟏 = 𝟑 × 𝟏𝟎𝟎 + 𝟐 × 𝟒𝟎𝟎 + 𝟏 × 𝟐𝟓𝟎 = 𝟏𝟑𝟓𝟎

Vamos colocar esse novo elemento na nossa matriz-produto:

𝟏𝟑𝟓𝟎 ( ) ( ) ( )
𝐶 =𝐴×𝐵 =[ ]
( ) ( ) ( ) ( )

Obtenção de 𝑐𝟏𝟐

𝑐𝟏𝟐 → Primeira linha da primeira matiz, segunda coluna da segunda matriz

Para determinar o elemento da primeira linha e da segunda coluna da matriz-produto (𝑐𝟏𝟐 ), devemos utilizar
a primeira linha da primeira matriz e a segunda coluna da segunda matriz.

𝟑 𝟐 𝟏
𝐴=[ ]
1 3 3
100 𝟐𝟎𝟎 450 200
𝐵 = [400 𝟏𝟓𝟎 150 450]
250 𝟑𝟎𝟎 100 700

Para obter o elemento 𝑐𝟏𝟐 , realiza-se a seguinte operação:

𝑐𝟏𝟐 = 𝟑 × 𝟐𝟎𝟎 + 𝟐 × 𝟏𝟓𝟎 + 𝟏 × 𝟑𝟎𝟎 = 𝟏𝟐𝟎𝟎

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Vamos colocar esse novo elemento na nossa matriz-produto:

1350 𝟏𝟐𝟎𝟎 ( ) ( )
𝐶 =𝐴×𝐵 =[ ]
( ) ( ) ( ) ( )

Obtenção de 𝑐𝟏𝟑

𝑐𝟏𝟑 → Primeira linha da primeira matiz, terceira coluna da segunda matriz

Para determinar o elemento da primeira linha e da terceira coluna da matriz-produto (𝑐𝟏𝟑 ), devemos utilizar
a primeira linha da primeira matriz e a terceira coluna da segunda matriz.

𝟑 𝟐 𝟏
𝐴=[ ]
1 3 3

100 200 𝟒𝟓𝟎 200


𝐵 = [400 150 𝟏𝟓𝟎 450]
250 300 𝟏𝟎𝟎 700

Para obter o elemento 𝑐𝟏𝟑 , realiza-se a seguinte operação:

𝑐𝟏𝟑 = 𝟑 × 𝟒𝟓𝟎 + 𝟐 × 𝟏𝟓𝟎 + 𝟏 × 𝟏𝟎𝟎 = 𝟏𝟕𝟓𝟎

Vamos colocar esse novo elemento na nossa matriz-produto:

1350 1200 𝟏𝟕𝟓𝟎 ( )


𝐶 =𝐴×𝐵 =[ ]
( ) ( ) ( ) ( )

Obtenção de 𝑐𝟏𝟒

𝑐𝟏𝟒 → Primeira linha da primeira matiz, quarta coluna da segunda matriz

Para determinar o elemento da primeira linha e da quarta coluna da matriz-produto (𝑐𝟏𝟒 ), devemos utilizar
a primeira linha da primeira matriz e a quarta coluna da segunda matriz.

𝟑 𝟐 𝟏
𝐴=[ ]
1 3 3

100 200 450 𝟐𝟎𝟎


𝐵 = [400 150 150 𝟒𝟓𝟎]
250 300 100 𝟕𝟎𝟎

Para obter o elemento 𝑐𝟏𝟒 , realiza-se a seguinte operação:

𝑐𝟏𝟒 = 𝟑 × 𝟐𝟎𝟎 + 𝟐 × 𝟒𝟓𝟎 + 𝟏 × 𝟕𝟎𝟎 = 𝟐𝟐𝟎𝟎

Vamos colocar esse novo elemento na nossa matriz-produto:

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1350 1200 1750 𝟐𝟐𝟎𝟎


𝐶 =𝐴×𝐵 = [ ( ) ]
( ) ( ) ( )

Obtenção de 𝑐𝟐𝟏

𝑐𝟐𝟏 → Segunda linha da primeira matiz, primeira coluna da segunda matriz

Para determinar o elemento da segunda linha e da primeira coluna da matriz-produto (𝑐𝟐𝟏 ), devemos utilizar
a segunda linha da primeira matriz e a primeira coluna da segunda matriz.

3 2 1
𝐴=[ ]
𝟏 𝟑 𝟑

𝟏𝟎𝟎 200 450 200


𝐵 = [𝟒𝟎𝟎 150 150 450]
𝟐𝟓𝟎 300 100 700

Para obter o elemento 𝑐𝟐𝟏 , realiza-se a seguinte operação:

𝑐𝟐𝟏 = 𝟏 × 𝟏𝟎𝟎 + 𝟑 × 𝟒𝟎𝟎 + 𝟑 × 𝟐𝟓𝟎 = 𝟐𝟎𝟓𝟎

Vamos colocar esse novo elemento na nossa matriz-produto:

1350 1200 1750 2200


𝐶 =𝐴×𝐵 = [ ( ) ]
𝟐𝟎𝟓𝟎 ( ) ( )

Obtenção de 𝑐𝟐𝟐

𝑐𝟐𝟐 → Segunda linha da primeira matiz, segunda coluna da segunda matriz

Para determinar o elemento da segunda linha e da segunda coluna da matriz-produto (𝑐𝟐𝟐 ), devemos utilizar
a segunda linha da primeira matriz e a segunda coluna da segunda matriz.

3 2 1
𝐴=[ ]
𝟏 𝟑 𝟑
100 𝟐𝟎𝟎 450 200
𝐵 = [400 𝟏𝟓𝟎 150 450]
250 𝟑𝟎𝟎 100 700

Para obter o elemento 𝑐𝟐𝟐 , realiza-se a seguinte operação:

𝑐𝟐𝟐 = 𝟏 × 𝟐𝟎𝟎 + 𝟑 × 𝟏𝟓𝟎 + 𝟑 × 𝟑𝟎𝟎 = 𝟏𝟓𝟓𝟎

Vamos colocar esse novo elemento na nossa matriz-produto:

1350 1200 1750 2200


𝐶 =𝐴×𝐵 = [ ( ) ]
2050 𝟏𝟓𝟓𝟎 ( )

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Obtenção de 𝑐𝟐𝟑

𝑐𝟐𝟑 → Segunda linha da primeira matiz, terceira coluna da segunda matriz

Para determinar o elemento da segunda linha e da terceira coluna da matriz-produto (𝑐𝟐𝟑 ), devemos utilizar
a segunda linha da primeira matriz e a terceira coluna da segunda matriz.

3 2 1
𝐴=[ ]
𝟏 𝟑 𝟑

100 200 𝟒𝟓𝟎 200


𝐵 = [400 150 𝟏𝟓𝟎 450]
250 300 𝟏𝟎𝟎 700

Para obter o elemento 𝑐𝟐𝟑 , realiza-se a seguinte operação:

𝑐𝟐𝟑 = 𝟏 × 𝟒𝟓𝟎 + 𝟑 × 𝟏𝟓𝟎 + 𝟑 × 𝟏𝟎𝟎 = 𝟏𝟐𝟎𝟎

Vamos colocar esse novo elemento na nossa matriz-produto:

1350 1200 1750 2200


𝐶 =𝐴×𝐵 =[ ]
2050 1550 𝟏𝟐𝟎𝟎 ( )

Obtenção de 𝑐𝟐𝟒

𝑐𝟐𝟒 → Segunda linha da primeira matiz, quarta coluna da segunda matriz

Para determinar o elemento da segunda linha e da quarta coluna da matriz-produto (𝑐𝟐𝟒 ), devemos utilizar
a segunda linha da primeira matriz e a quarta coluna da segunda matriz.

3 2 1
𝐴=[ ]
𝟏 𝟑 𝟑

100 200 450 𝟐𝟎𝟎


𝐵 = [400 150 150 𝟒𝟓𝟎]
250 300 100 𝟕𝟎𝟎

Para obter o elemento 𝑐𝟐𝟒 , realiza-se a seguinte operação:

𝑐𝟐𝟒 = 𝟏 × 𝟐𝟎𝟎 + 𝟑 × 𝟒𝟓𝟎 + 𝟑 × 𝟕𝟎𝟎 = 𝟑𝟔𝟓𝟎

Vamos colocar esse novo elemento na nossa matriz-produto:

1350 1200 1750 2200 ]


𝐶 =𝐴×𝐵 =[
2050 1550 1200 𝟑𝟔𝟓𝟎

Pronto! Acabamos de realizar o produto das matrizes 𝐴 e 𝐵.

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𝐴×𝐵 =𝐶

100 200 450 200


3 2 1 1350 1200 1750 2200]
[ ] × [400 150 150 450] = [
1 3 3 2050 1550 1200 3650
250 300 100 700

Professor... você levou QUATRO PÁGINAS para calcular os oito elementos!!

Calma, caro aluno. Levamos quatro páginas porque fizemos passo a passo. Em resumo, o que você precisa
saber é o seguinte:

O elemento da linha 𝒊 e da coluna 𝒋 da matriz-produto 𝑪 é obtido por meio da linha 𝒊 da


primeira matriz e da coluna 𝒋 da segunda matriz.

𝑐𝟏𝟏 → Linha 1 da primeira matriz e coluna 1 da segunda matriz;

𝑐𝟏𝟐 → Linha 1 da primeira matriz e coluna 2 da segunda matriz;

𝑐𝟏𝟑 → Linha 1 da primeira matriz e coluna 3 da segunda matriz;

𝑐𝟏𝟒 → Linha 1 da primeira matriz e coluna 4 da segunda matriz;

𝑐𝟐𝟏 → Linha 2 da primeira matriz e coluna 1 da segunda matriz;

𝑐𝟐𝟐 → Linha 2 da primeira matriz e coluna 2 da segunda matriz;

𝑐𝟐𝟑 → Linha 2 da primeira matriz e coluna 3 da segunda matriz;

𝑐𝟐𝟒 → Linha 2 da primeira matriz e coluna 4 da segunda matriz.

Na hora da prova, ao se deparar com o seguinte produto:

𝟏𝟎𝟎 𝟐𝟎𝟎 𝟒𝟓𝟎 𝟐𝟎𝟎


𝟑 𝟐 𝟏
[ ] × [𝟒𝟎𝟎 𝟏𝟓𝟎 𝟏𝟓𝟎 𝟒𝟓𝟎]
𝟏 𝟑 𝟑
𝟐𝟓𝟎 𝟑𝟎𝟎 𝟏𝟎𝟎 𝟕𝟎𝟎

Você deve realizar as contas assim:

( 𝟑. 𝟏𝟎𝟎 + 𝟐. 𝟒𝟎𝟎 + 𝟏. 𝟐𝟓𝟎) (𝟑. 𝟐𝟎𝟎 + 𝟐. 𝟏𝟓𝟎 + 𝟏. 𝟑𝟎𝟎) (𝟑. 𝟒𝟓𝟎 + 𝟐. 𝟏𝟓𝟎 + 𝟏. 𝟏𝟎𝟎) (𝟑. 𝟐𝟎𝟎 + 𝟐. 𝟒𝟓𝟎 + 𝟏. 𝟕𝟎𝟎)
=[ ]
(𝟏. 𝟏𝟎𝟎 + 𝟑. 𝟒𝟎𝟎 + 𝟑. 𝟐𝟓𝟎) (𝟏. 𝟐𝟎𝟎 + 𝟑. 𝟏𝟓𝟎 + 𝟑. 𝟑𝟎𝟎) (𝟏. 𝟒𝟓𝟎 + 𝟑. 𝟏𝟓𝟎 + 𝟑. 𝟏𝟎𝟎 ) (𝟏. 𝟐𝟎𝟎 + 𝟑. 𝟒𝟓𝟎 + 𝟑. 𝟕𝟎𝟎)

1350 1200 1750 2200]


=[
2050 1550 1200 3650

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2 1
(MPE SC/2022) Seja 𝐴 = [ ].
3 1
A soma dos elementos da matriz 𝐴2 é:
a) 10;
b) 12;
c) 15;
d) 23;
e) 30.
Comentários:
Note que a matriz 𝐴2 é:
𝐴2 = 𝐴 × 𝐴
𝟐 𝟏 𝟐 𝟏
=[ ]×[ ]
𝟑 𝟏 𝟑 𝟏
𝟐. 𝟐 + 𝟏. 𝟑 𝟐. 𝟏 + 𝟏. 𝟏
=[ ]
𝟑. 𝟐 + 𝟏. 𝟑 𝟑. 𝟏 + 𝟏. 𝟏
7 3
=[ ]
9 4
Logo, a soma dos elementos da matriz 𝐴2 é:
7+3+9+4
= 23
Gabarito: Letra D.

(Pref. SJC/2019) Sobre as matrizes 𝐴𝑚×𝑛 e 𝐵𝑝 × 𝑞 é correto afirmar que existe a operação:
a) A + B, se n = p
b) B – A, se n = p
c) A · B, se m = q
d) B · A, se m = q
e) A ÷ B, se n = p
Comentários:
Vamos analisar cada alternativa.
a) ERRADO. Temos a soma das duas matrizes, que só é possível se elas apresentarem a mesma dimensão.
Para tanto, deveríamos ter 𝒎 = 𝒑 e 𝒏 = 𝒒.
b) ERRADO. Temos uma subtração de matrizes, que só é possível se elas apresentarem a mesma dimensão.
Para tanto, deveríamos ter 𝒎 = 𝒑 e 𝒏 = 𝒒.

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c) ERRADO. Temos uma multiplicação de matrizes, que só é possível se o número de colunas da primeira (𝑛)
for igual ao número de linhas da segunda (𝑝). Para tanto, deveríamos ter 𝒏 = 𝒑.
d) CERTO. Temos uma multiplicação de matrizes, que só é possível se o número de colunas da primeira (𝑞)
for igual ao número de linhas da segunda (𝑚). Esse é o caso apresentado na alternativa, em que 𝒎 = 𝒒.
e) ERRADO. Não existe divisão de matrizes.
Gabarito: Letra D.

0 1
1 5 3
(Pref. Dois Córregos/2019) O produto das matrizes [ ] e [2 0], nessa ordem
4 2 6
0 1
a) não existe, pois elas têm os números de linhas diferentes, assim como os números de colunas.
b) não existe, pois o número de linhas da primeira matriz do produto é diferente do número de colunas da
segunda matriz.
0 4
c) existe, e é igual a [ ].
4 0
10 4
d) existe, e é igual a [ ].
4 10
10 0
e) existe, e é igual a [ ].
0 10
Comentários:
Lembre-se que, multiplicar duas matrizes, devemos seguir os seguintes passos:
1. Verificar se o número de colunas da primeira matriz é igual ao número de linhas da segunda. Se essa
igualdade não se verificar, não é possível realizar o produto das matrizes.
2. Obter o esquema geral da matriz-produto, que apresenta a seguinte dimensão:
Número de linhas da primeira × Número de colunas da segunda
3. Obter os elementos da matriz resultante a partir das linhas da primeira matriz e das colunas da segunda
matriz.

Note que a primeira matriz apresenta dimensão 𝟐 × 𝟑, e a segunda matriz apresenta dimensão 𝟑 × 𝟐. Isso
significa que:
1. O número de colunas da primeira matriz (𝟑) é igual ao número de linhas da segunda (𝟑) e, portanto, o
produto existe.
2. A matriz-produto apresenta dimensão 𝟐 × 𝟐.
Temos, então, que a matriz-produto apresenta o seguinte esquema geral:
( ) ( )
[ ]
( ) ( )
Vamos agora para o terceiro passo:

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3. Obter os elementos da matriz resultante a partir das linhas da primeira matriz e das colunas da segunda
matriz.
𝟎 𝟏
𝟏 𝟓 𝟑
[ ] × [ 𝟐 𝟎]
𝟒 𝟐 𝟔
𝟎 𝟏
( 𝟏. 𝟎 + 𝟓. 𝟐 + 𝟑. 𝟎) ( 𝟏. 𝟏 + 𝟓. 𝟎 + 𝟑. 𝟏)
=[ ]
( 𝟒. 𝟎 + 𝟐. 𝟐 + 𝟔. 𝟎 ) ( 𝟒. 𝟏 + 𝟐. 𝟎 + 𝟔. 𝟏)
10 4
=[ ]
4 10
Gabarito: Letra D.

Propriedades da multiplicação de matrizes

A propriedade comutativa não vale para matrizes

Antes de apresentarmos as propriedades da multiplicação de matrizes, vamos mostrar uma propriedade que
não pode ser utilizada para matrizes.

Na álgebra comum, a propriedade comutativa para a multiplicação de números nos diz que "a ordem dos
fatores não altera o produto". Isso significa que:

150 × 311 = 311 × 150

Para o caso das matrizes, essa propriedade não ocorre. O produto da matriz 𝐴 pela matriz 𝐵 é diferente do
produto da matriz 𝐵 pela matriz 𝐴 (a não ser que a igualdade ocorra por uma grande coincidência). Isso
significa que:

𝐴𝐵 ≠ 𝐵𝐴

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Perceba que em alguns casos o produto 𝑨𝑩 existe e o produto 𝑩𝑨 não existe.

Considere a matriz 𝐴2×3 de ordem 2 × 3 e a matriz 𝐵3×4 de ordem 3 × 4.

Note que o produto 𝑨𝑩 existe, pois o número de colunas de 𝐴 é igual ao número de linhas
de 𝐵.

Por outro lado, o produto 𝑩𝑨 não é possível, pois o número de colunas de 𝐵 não é igual
ao número de linhas de 𝐴.

Propriedade associativa

Propriedade associativa entre matrizes

Na álgebra comum, a propriedade associativa para a multiplicação de números nos diz que podemos agrupar
números que estão sendo multiplicados da forma que nos for conveniente.

Por exemplo, ao realizar a multiplicação 2 × 3 × 5, podemos realizar de duas maneiras:

• (2 × 3) × 5; ou
• 2 × (3 × 5).

Isso significa que:

(2 × 3) × 5 = 2 × (3 × 5)

Para a multiplicação de matrizes, temos a mesma propriedade.

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Para o caso em que é possível o produto das matrizes 𝑨, 𝑩 e 𝑪, nessa ordem, podemos realizar o produto
𝐴𝐵𝐶 de duas formas:

• Realizar o produto 𝐴𝐵 e depois multiplicar pela matriz 𝐶; ou


• Realizar o produto 𝐵𝐶 e depois realizar o produto de 𝐴 com o resultado 𝐵𝐶.

Em linguagem matemática, temos:

(𝐴𝐵)𝐶 = 𝐴(𝐵𝐶)

Propriedade associativa entre matrizes e um número real

Se 𝛼 for um número real e 𝐴 e 𝐵 forem matrizes em que o produto 𝐴𝐵 é possível, então:

𝛼 (𝐴𝐵 ) = (𝛼𝐴)𝐵 = 𝐴(𝛼𝐵)

Exemplo:

3(𝐴𝐵) = (3𝐴)𝐵 = 𝐴(3𝐵)

Propriedade distributiva

Propriedade distributiva pela esquerda

Na álgebra comum, a propriedade distributiva pela esquerda ocorre quando realizamos a seguinte operação:

𝟐 × (3 + 5) = 𝟐 × 3 + 𝟐 × 5

Temos a mesma propriedade quando realizamos a operação contrária, conhecida por "colocar o número em
evidência":

𝟐 × 3 + 𝟐 × 5 = 𝟐 × (3 + 5)

Para matrizes, é válida a propriedade distributiva pela esquerda:

𝑨(𝐵 + 𝐶) = 𝑨𝐵 + 𝑨𝐶

A mesma propriedade ocorre quando "colocamos uma matriz em evidência":

𝑨𝐵 + 𝑨𝐶 = 𝑨(𝐵 + 𝐶)

Propriedade distributiva pela direita

Na álgebra comum, a propriedade distributiva pela direita ocorre quando realizamos a seguinte operação:

(3 + 5) × 𝟐 = 3 × 𝟐 + 5 × 𝟐

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Temos a mesma propriedade quando realizamos a operação contrária, conhecida por "colocar o número em
evidência":

3 × 𝟐 + 5 × 𝟐 = (3 + 5) × 𝟐

Para matrizes, é válida a propriedade distributiva pela direita:

(𝐵 + 𝐶)𝑨 = 𝐵𝑨 + 𝐶𝑨

A mesma propriedade ocorre quando "colocamos uma matriz em evidência":

𝐵𝑨 + 𝐶𝑨 = (𝐵 + 𝐶)𝑨

Vimos no tópico anterior que, para a álgebra, é válida a propriedade comutativa. Portanto,
2 pode comutar com (3 + 5):

Note, porém, que a multiplicação de matrizes não goza da propriedade comutativa.


Portanto, 𝐴 não comuta com (𝐵 + 𝐶):

Isso porque 𝑨(𝐵 + 𝐶) é igual a 𝑨𝐵 + 𝑨𝐶. Já (𝐵 + 𝐶)𝑨 é igual a 𝐵𝑨 + 𝐶𝑨.

Elemento neutro da multiplicação de matrizes

Quanto temos uma matriz quadrada de ordem 𝑛 (𝐴𝑛×𝑛 ), a multiplicação dessa matriz pela matriz identidade
de ordem 𝑛 (𝐼𝑛 ) corresponde à própria matriz original:

𝑨𝑰 = 𝑰𝑨 = 𝑨

Exemplo:

𝟑 𝟕 𝟐 𝟏 𝟎 𝟎 𝟑 𝟕 𝟐
[𝟓 𝟒 𝟏 ] × [𝟎 𝟏 𝟎 ] = [𝟓 𝟒 𝟏]
𝟑 𝟏 𝟒 𝟎 𝟎 𝟏 𝟑 𝟏 𝟒

𝟏 𝟎 𝟎 𝟑 𝟕 𝟐 𝟑 𝟕 𝟐
[𝟎 𝟏 𝟎 ] × [𝟓 𝟒 𝟏 ] = [𝟓 𝟒 𝟏]
𝟎 𝟎 𝟏 𝟑 𝟏 𝟒 𝟑 𝟏 𝟒

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Traço de uma matriz quadrada

O traço de uma matriz quadrada é a soma dos elementos da sua diagonal principal. Se 𝐴 é uma matriz
quadrada, então o seu traço é representado por 𝑡𝑟(𝐴).

Exemplo:

𝟑 7 2
𝐴 = [5 𝟒 1]
3 1 𝟒

𝑡𝑟(𝐴) = 𝟑 + 𝟒 + 𝟒 = 11

Propriedades do traço de uma matriz

Considere as matrizes quadradas de mesma ordem 𝐴 e 𝐵 e o número real 𝛼. O traço de uma matriz apresenta
as seguintes propriedades:

• 𝑡𝑟 (𝐴 + 𝐵) = 𝑡𝑟(𝐴) + 𝑡𝑟(𝐵)
• 𝑡𝑟 (𝐴 − 𝐵) = 𝑡𝑟(𝐴) − 𝑡𝑟(𝐵)
• 𝑡𝑟(𝛼𝐴) = 𝛼 × 𝑡𝑟(𝐴)
• 𝑡𝑟 (𝐴𝐵) = 𝑡𝑟(𝐵𝐴)

Matriz oposta

Dada uma matriz 𝐴, a sua matriz oposta é −𝑨.

Exemplo:

3 −7 6
𝐴 = [−5 3 1]
3 1 −4

Oposta de A:

−3 −(−7) −6
−𝑨 = [−(−5) −3 −1 ]
−3 −1 −(−4)

−3 7 −6
−𝑨 = [ 5 −3 −1]
−3 −1 4

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Matriz transposta, simétrica e antissimétrica

Matriz transposta

A transposta de uma matriz 𝐴 corresponde à matriz cujas linhas foram transformadas em colunas.

• A primeira linha de 𝐴 se torna a primeira coluna de 𝐴𝑡 ;


• A segunda linha de 𝐴 se torna a segunda coluna de 𝐴𝑡 ;
• A terceira linha de 𝐴 se torna a terceira coluna de 𝐴𝑡 ;
• Etc.

A representação da matriz transposta é simbolizada por 𝐴𝑇 ou 𝐴𝑡 . Exemplos:

𝟎 −𝟗
𝟎 𝟏 𝟒 𝑡
𝐴=[ ] → 𝐴 = [𝟏 𝟓 ]
−𝟗 𝟓 𝟏
𝟒 𝟏

𝟑 −𝟕 𝟔 𝟑 −𝟓 𝟑
𝐴 = [−𝟓 𝟑 𝟏 ] → 𝐴𝑡 = [−𝟕 𝟑 𝟏]
𝟑 𝟏 −𝟒 𝟔 𝟏 −𝟒

Propriedades da matriz transposta

A matriz transposta goza das seguintes propriedades:

• A transposta da transposta corresponde à matriz original:

(𝐴𝑡 )𝑡 = 𝐴

• Transposta do produto de uma matriz por um número real:

(𝛼𝐴)𝑡 = 𝛼𝐴𝑡

• Transposta do produto de matrizes:

(𝑨𝑩)𝑡 = 𝑩𝑡 𝑨𝑡

• Transposta da soma:

(𝐴 + 𝐵)𝑡 = 𝐴𝑡 + 𝐵 𝑡

Matriz simétrica

Uma matriz 𝐴 é dita simétrica quando ela é igual a sua transposta:

𝐴 = 𝐴𝑡

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Exemplo:

𝟑 −𝟓 𝟑 𝟑 −𝟓 𝟑
𝐴 = [−𝟓 𝟑 𝟏 ] → 𝐴𝑡 = [−𝟓 𝟑 𝟏]
𝟑 𝟏 −𝟒 𝟑 𝟏 −𝟒

Uma matriz é simétrica quando:

• É quadrada; e
• Os elementos simétricos com relação à diagonal principal são iguais.

Veja mais atentamente o exemplo anterior:

Matriz antissimétrica

Uma matriz 𝐴 é dita antissimétrica quando:

𝐴𝑡 = −𝐴

Exemplo:

𝟎 𝟓 −𝟑 𝟎 −𝟓 𝟑
𝐴 = [−𝟓 𝟎 𝟏 ] → 𝐴𝑡 = [ 𝟓 𝟎 −𝟏] = −𝐴
𝟑 −𝟏 𝟎 −𝟑 𝟏 𝟎

Uma matriz é antissimétrica quando:

• É quadrada;
• A diagonal principal é nula; e
• Os elementos simétricos com relação à diagonal principal são opostos.

Veja mais atentamente o exemplo anterior:

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2 0 10
(SEDF/2017) Considerando a matriz 𝐴 = [4 10 20], julgue o próximo item.
0 2 40
0 𝑥 −7
Se 𝐵 = [1 0 𝑧 ] e a matriz 𝐴 + 𝐵 for simétrica, então 𝑥 + 𝑦 + 𝑧 = 0.
𝑦 10 0
Comentários:
Primeiramente, vamos determinar 𝐴 + 𝐵.
2 0 10 0 𝑥 −7
𝐴 + 𝐵 = [4 10 20] + [1 0 𝑧 ]
0 2 40 𝑦 10 0
2 + 0 0 + 𝑥 10 − 7
= [4 + 1 10 + 0 20 + 𝑧 ]
0 + 𝑦 2 + 10 40 + 0
2 𝑥 3
= [5 10 20 + 𝑧]
𝑦 12 40
Para uma matriz ser simétrica, ela deve ser quadrada e os elementos simétricos com relação à diagonal
principal devem ser iguais.
Observe novamente a matriz 𝐴 + 𝐵:
2 𝒙 𝟑
[𝟓 10 𝟐𝟎 + 𝒛]
𝒚 𝟏𝟐 40
Para ela ser simétrica, devemos ter:
𝒙=𝟓 𝒙=𝟓
{ 𝒚=𝟑 → { 𝒚=𝟑
𝟐𝟎 + 𝒛 = 𝟏𝟐 𝒛 = −𝟖
Logo, 𝒙 + 𝒚 + 𝑧 = 𝟓 + 𝟑 + (−𝟖) = 0.
Gabarito: CERTO.

(AFRFB/2014) A matriz quadrada 𝐴, definida genericamente por 𝐴 = 𝑎𝑖𝑗 , é dada por 𝑎11 = 0; 𝑎12 = − 4;
𝑎13 = 2; 𝑎21 = 𝑥; 𝑎22 = 0; 𝑎23 = (1 − 𝑧); 𝑎31 = 𝑦; 𝑎32 = 2𝑧 e, por último, 𝑎33 = 0. Desse modo, para
que a matriz 𝐴 seja uma matriz antissimétrica, os valores de 𝑎21 , 𝑎23 , 𝑎31 e 𝑎32 deverão ser, respectivamente,
iguais a:
a) 4; −2; −2; −2.
b) 4; −2; 2; −2.
c) 4; 2; −2; −2.
d) −4; −2; 2; −2.
e) −4; −2; −2; −2.
Comentários:

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Vamos montar a matriz em questão.


𝑎11 𝑎12 𝑎13
𝑎
𝐴 = [ 21 𝑎22 𝑎23 ]
𝑎31 𝑎32 𝑎33

0 −4 2
𝐴 = [𝑥 0 1 − 𝑧]
𝑦 2𝑧 0

Para uma matriz ser antissimétrica, ela deve ser quadrada, a diagonal principal deve ser nula, e os elementos
simétricos com relação à diagonal principal devem ser opostos.
Observe novamente a matriz 𝐴:
0 −𝟒 𝟐
[𝒙 0 𝟏 − 𝒛]
𝒚 𝟐𝒛 0
Para ela ser antissimétrica, devemos ter:
𝒙 = −(−𝟒)
{ 𝒚 = −𝟐
𝟐𝒛 = −(𝟏 − 𝒛)
Portanto, 𝒙 = 𝟒, 𝒚 = −𝟐, e:
2𝑧 = −(1 − 𝑧)
2𝑧 = −1 + 𝑧
2𝑧 − 𝑧 = −1
𝒛 = −𝟏
Obtidos os valores de 𝑥, 𝑦 e 𝑧, temos a seguinte matriz 𝐴:

0 −4 2
𝐴 = [𝑥 0 1 − 𝑧]
𝑦 2𝑧 0

0 −4 2
𝐴=[𝟒 0 𝟐]
−2 −2 0

Logo, os valores de 𝒂𝟐𝟏 , 𝒂𝟐𝟑 , 𝑎31 e 𝑎32 deverão ser, respectivamente, iguais a 𝟒, 𝟐, −2, −2.
Gabarito: Letra C.

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Matriz inversa

Definição

A inversa de uma matriz 𝐴 (notação: 𝐴−1 ) é aquela matriz que, quando multiplicada pela matriz 𝐴, tem
como resultado a matriz identidade:
𝐴𝐴−1 = 𝐴−1 𝐴 = 𝐼𝑛

Uma matriz que não possui inversa é denominada singular.

A não possui inversa  A é singular

Caso o assunto determinantes faça parte do seu edital, veremos que uma matriz é inversível (possui inversa)
quando o seu determinante é diferente de zero. Caso contrário, isto é, caso a matriz tenha determinante
zero, ela é singular (não possui inversa).

Vamos a um exemplo que pode ser cobrado em prova:

𝟏 𝟑
Seja 𝑨 = [ ]. Determine a matriz inversa de A.
𝟎 𝟐

𝑎 𝑏
Considere, genericamente, que 𝐴−1 = [ ]. Nesse caso:
𝑐 𝑑
𝐴𝐴−1 = 𝐼2
1 3 𝑎 𝑏 1 0
[ ]×[ ]=[ ]
0 2 𝑐 𝑑 0 1

Realizando o produto de matrizes, temos:


1𝑎 + 3𝑐 1𝑏 + 3𝑑 1 0
[ ]=[ ]
0𝑎 + 2𝑐 0𝑏 + 2𝑑 0 1

1𝑎 + 3𝑐 1𝑏 + 3𝑑 1 0
[ ]=[ ]
2𝑐 2𝑑 0 1

Como as duas matrizes são iguais, seus elementos são iguais:


1𝑎 + 3𝑐 = 1
1𝑎 + 3𝑐 = 1
1𝑏 + 3𝑑 = 0
{1𝑏 + 3𝑑 = 0 → 𝒄=𝟎
2𝑐 = 0 𝟏
2𝑑 = 1 𝒅=
{ 𝟐
Sabemos que 𝑐 = 0. Temos que:
1𝑎 + 3𝑐 = 1

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1𝑎 + 0 = 1
𝒂=𝟏
1
Sabemos que 𝑑 = 2. Temos que:
1𝑏 + 3𝑑 = 0
𝑏 = −3𝑑
𝟑
𝒃=−
𝟐
𝑎 𝑏
Portanto, a matriz inversa 𝐴−1 = [ ] é dada por:
𝑐 𝑑
1 −3/2
𝐴−1 = [ ]
0 1/2
Vamos resolver dois exercícios:

(ANPEC/2018) Classifique a afirmação abaixo segundo a sua veracidade:


Se uma matriz tem inversa, então ela é singular.
Comentários:
Uma matriz é singular quando ela não possui inversa.
Gabarito: ERRADO.

2 5
(MPE SP/2019) A inversa da matriz [ ] é:
1 3
0,5 0,2
a) [ ]
1 0,33
3 −5
b) [ ]
−1 2
3 5
c) [ ]
1 2
3 −1
d) [ ]
−5 2
0,33 0,2
e) [ ]
1 0,5
Comentários:
𝑎 𝑏
Considere, genericamente, que 𝐴−1 = [ ]. Nesse caso:
𝑐 𝑑
𝐴𝐴−1 = 𝐼2
2 5 𝑎 𝑏 1 0
[ ]×[ ]=[ ]
1 3 𝑐 𝑑 0 1

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Realizando o produto de matrizes, temos:


2𝑎 + 5𝑐 2𝑏 + 5𝑑 1 0
[ ]=[ ]
1𝑎 + 3𝑐 1𝑏 + 3𝑑 0 1

Como as duas matrizes são iguais, seus elementos são iguais:


2𝑎 + 5𝑐 = 1
{ + 5𝑑 = 0
2𝑏
1𝑎 + 3𝑐 = 0
1𝑏 + 3𝑑 = 1
Multiplicando a terceira equação por −2 e somando com a primeira, temos:
2𝑎 + 5𝑐 = 1
−2𝑎 − 6𝑐 = 0
{ _______________
−𝑐 = 1
Portanto, 𝒄 = −𝟏.
Da terceira equação, temos:
𝑎 + 3𝑐 = 0
𝑎−3=0
𝒂=𝟑
Multiplicando a quarta equação por −2 e somando com a segunda, temos:
2𝑏 + 5𝑑 = 0
{−2𝑏 − 6𝑑 = −2
_______________
−𝑑 = −2
Portanto, 𝒅 = 𝟐.
Da quarta equação, temos:
1𝑏 + 3𝑑 = 1
𝑏+6=1
𝒃 = −𝟓
𝒂 𝒃
Logo, a matriz inversa 𝐴−1 = [ ] é:
𝒄 𝒅
𝟑 −𝟓
𝐴−1 = [ ]
−𝟏 𝟐
Gabarito: Letra B.

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Propriedades da matriz inversa

Inversa da inversa

A matriz inversa da inversa de 𝐴 é a própria matriz 𝐴:

(𝐴−1 )−1 = 𝐴

Inversa da transposta × Transposta da inversa

A matriz inversa da transposta de 𝐴 é igual a matriz transposta da inversa de 𝐴:

(𝐴−1 )𝑡 = (𝐴𝑡 )−1

Inversa do produto de uma matriz por um número real

Considerando uma matriz 𝐴 inversível e um número real 𝛼, temos:


1 −1
(𝛼𝐴)−1 = 𝐴
𝛼
Exemplo:
1
(3𝐴)−1 = 𝐴−1
3

Inversa do produto de matrizes

Considerando duas matrizes 𝐴 e 𝐵 inversíveis, a inversa do produto 𝐴𝐵 é:


(𝑨𝑩)−1 = 𝑩−1 𝑨−1
Para mais termos, segue-se a mesma lógica:
(𝑨𝑩𝑪)−1 = 𝑪−1 𝑩−1 𝑨−1

Matriz inversa como análogo da divisão

Pessoal, a primeira coisa que devemos saber é que não existe a operação de divisão para matrizes. Feita
essa observação, vamos entender o porquê de a matriz inversa ser o análogo da divisão.
Considere que, em um problema de álgebra, você chegue na seguinte equação:
3𝑥 = 9
O que você faz para obter o valor de 𝑥? Ao "jogar o 3 para o outro lado da equação", na verdade você está
dividindo ambos os lados da equação por 3:
3𝑥 9
=
3 3
𝑥=3

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Agora vamos para um problema de matrizes. Suponha que você tenha as matrizes quadradas 𝐴 e 𝐵 e que
você queira determinar uma matriz 𝑋 em que:
𝑨𝑿 = 𝑩
Note que não podemos dividir ambos os lados da equação matricial por 𝑨, pois não existe a operação de
divisão para matrizes. Observe, porém, que podemos multiplicar ambos os lados da equação por 𝑨−𝟏 pela
esquerda (caso a matriz 𝐴 seja inversível, isto é, caso ela não seja singular). Assim:

𝑨−𝟏 𝑨𝑿 = 𝑨−𝟏 𝑩
Note que, por definição de matriz inversa, 𝐴−1 𝐴 = 𝐼. Portanto:
𝐼𝑋 = 𝐴−1 𝐵
A matriz identidade 𝐼 é o elemento neutro da multiplicação de matrizes e, por isso, 𝐼𝑋 = 𝑋. Logo, ficamos
com:

𝑋 = 𝐴−1 𝐵
Isso significa que a matriz 𝑋 que queremos determinar é o produto da inversa de 𝐴 pela matriz 𝐵.

(SEFAZ MG/2005) 𝐴, 𝐵 e 𝐶 são matrizes quadradas de mesma ordem, não singulares e diferentes da matriz
identidade. A matriz 𝐶 é igual ao produto 𝐴 𝑍 𝐵, onde 𝑍 é também uma matriz quadrada. A matriz 𝑍,
portanto, é igual a:
a) 𝐴−1 𝐵𝐶
b) 𝐴𝐶 −1 𝐵 −1
c) 𝐴−1 𝐶 𝐵 −1
d) 𝐴 𝐵 𝐶 −1
e) 𝐶 −1 𝐵 −1 𝐴−1
Comentários:

Note que todas as matrizes são quadradas, de mesma ordem e admitem inversa (pois não são singulares).
A matriz 𝐶 é igual ao produto 𝐴𝑍𝐵. Logo:
𝐴𝑍𝐵 = 𝐶

Ao multiplicar ambos os lados da equação por 𝐴−1 pela esquerda, temos:


𝑨−𝟏 𝐴𝑍𝐵 = 𝑨−𝟏 𝐶
(𝑨−𝟏 𝐴)𝑍𝐵 = 𝑨−𝟏 𝐶
(𝐼)𝑍𝐵 = 𝑨−𝟏 𝐶
𝑍𝐵 = 𝑨−𝟏 𝐶

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Ao multiplicar ambos os lados da equação por 𝐵 −1 pela direita, temos:


𝑍𝐵𝑩−𝟏 = 𝑨−𝟏 𝐶𝑩−𝟏
𝑍(𝐵𝑩−𝟏 ) = 𝑨−𝟏 𝐶𝑩−𝟏
𝑍(𝐼) = 𝑨−𝟏 𝐶𝑩−𝟏
𝑍 = 𝑨−𝟏 𝐶𝑩−𝟏
Portanto, a matriz 𝑍 é igual a 𝐴−1 𝐶𝐵 −1.
Gabarito: Letra C.

(Pref Paulínia/2021) Considere a equação matricial 𝑨𝟐 𝑿−𝟏 𝑩−𝟏 = 𝑨𝑪, onde 𝑨, 𝑩, 𝑪 e 𝑿 são matrizes
quadradas invertíveis e de mesma ordem.
A solução 𝑋 é igual a
a) 𝐴𝐵 −1 𝐶 −1
b) 𝐴𝐶 −1 𝐶 −1
c) 𝐶𝐴−1 𝐵
d) 𝐴−1 𝐵𝐶
e) 𝐵 −1 𝐶 −1 𝐴
Comentários:
Sabemos que todas as matrizes quadradas são inversíveis e de mesma ordem. Note que:
𝐴2 𝑋 −1 𝐵 −1 = 𝐴𝐶
𝐴𝐴𝑋 −1 𝐵 −1 = 𝐴𝐶

Ao multiplicar ambos os lados da equação por 𝑨−𝟏 , pela esquerda, temos:


𝑨−𝟏 𝐴𝐴𝑋 −1 𝐵 −1 = 𝑨−𝟏 𝐴𝐶
(𝐴−1 𝐴)𝐴𝑋 −1 𝐵 −1 = (𝐴−1 𝐴)𝐶
(𝐼)𝐴𝑋 −1 𝐵 −1 = (𝐼)𝐶
𝐴𝑋 −1 𝐵 −1 = 𝐶

Ao multiplicar ambos os lados da equação novamente por 𝑨−𝟏 , pela esquerda, temos:
𝑨−𝟏 𝐴𝑋 −1 𝐵 −1 = 𝑨−𝟏 𝐶
(𝐴−1 𝐴)𝑋 −1 𝐵−1 = 𝐴−1 𝐶
(𝐼)𝑋 −1 𝐵 −1 = 𝐴−1 𝐶
𝑋 −1 𝐵 −1 = 𝐴−1 𝐶

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Ao multiplicar ambos os lados da equação por 𝑿, pela esquerda, temos:


𝑿𝑋 −1 𝐵 −1 = 𝑿𝐴−1 𝐶
(𝑋𝑋 −1 )𝐵 −1 = 𝑋𝐴−1 𝐶
(𝐼)𝐵 −1 = 𝑋𝐴−1 𝐶
𝐵 −1 = 𝑋𝐴−1 𝐶

Logo:
𝑋𝐴−1 𝐶 = 𝐵 −1

Ao multiplicar ambos os lados da equação por 𝑪−𝟏 , pela direita, temos:


𝑋𝐴−1 𝐶 𝑪−𝟏 = 𝐵 −1 𝑪−𝟏
𝑋𝐴−1 (𝐶 𝐶 −1 ) = 𝐵 −1 𝐶 −1
𝑋𝐴−1 (𝐼) = 𝐵 −1 𝐶 −1
𝑋𝐴−1 = 𝐵 −1 𝐶 −1

Finalmente, ao multiplicar ambos os lados da equação por 𝑨, pela direita, temos:


𝑋𝐴−1 𝑨 = 𝐵 −1 𝐶 −1 𝑨
𝑋(𝐴−1 𝐴) = 𝐵 −1 𝐶 −1 𝐴
𝑋(𝐼) = 𝐵 −1 𝐶 −1 𝐴
𝑿 = 𝑩−𝟏 𝑪−𝟏 𝑨
Gabarito: Letra E.

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Matriz ortogonal

Uma matriz 𝐴 é dita ortogonal quando a sua inversa é igual a sua transposta:
𝐴 é ortogonal  𝐴−1 = 𝐴𝑡

Sabemos que, pela definição de matriz inversa:

𝐴−1 𝐴 = 𝐴𝐴−1 = 𝐼

Quando a matriz 𝐴 é ortogonal, uma vez que 𝑨−𝟏 = 𝑨𝒕 , temos:

𝐴𝑡 𝐴 = 𝐴𝐴𝑡 = 𝐼
(TRANSPETRO/2018) A inversa de uma matriz ortogonal é igual à sua
A) adjunta
B) adjunta transposta
c) cofatora
d) cofatora transposta
e) transposta
Comentários:
Uma matriz é ortogonal quando a sua inversa é igual a sua transposta.
Gabarito: Letra E.

(ANPEC/1998) Uma matriz 𝐴, quadrada de dimensão 𝑛 é dita ortogonal quando 𝐴𝑡 𝐴 = 𝐴𝐴𝑡 = 𝐼𝑛 , onde o
superescrito 𝑡 denota transposição e 𝐼𝑛 é a identidade de dimensão 𝑛. Considere uma matriz ortogonal 𝐴 de
ordem 𝑛. Classifique como certo ou errado a afirmação (sobre A) abaixo:
Sua inversa e sua transposta são também matrizes ortogonais.
Comentários:

Note que a matriz 𝑨 é ortogonal. Isso significa que:


𝑨−𝟏 = 𝑨𝒕
Devemos responder duas perguntas:

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• A matriz 𝑨−𝟏 é ortogonal?


• A matriz 𝐴𝑡 é ortogonal?

Para que 𝑨−𝟏 seja ortogonal, devemos ter que a sua inversa (𝑨−𝟏 )−𝟏 seja igual a sua transposta (𝑨−𝟏 )𝒕 .
A única informação que temos ao certo é que 𝑨−𝟏 = 𝑨𝒕 . Fazendo a transposta em ambos os lados da
equação, temos:
(𝑨−𝟏 )𝒕 = (𝑨𝒕 )𝒕

Como (𝐴𝑡 )𝑡 = 𝐴, temos:


(𝐴−1 )𝑡 = 𝐴

Observe que 𝐴 = (𝐴−1 )−1. Logo:


(𝐴−1 )𝑡 = (𝐴−1 )−1

Portanto, é verdade que 𝑨−𝟏 é ortogonal, pois a sua inversa (𝐴−1 )−1 é igual a sua transposta (𝐴−1 )𝑡 .

Como 𝐴−1 é ortogonal, 𝑨𝒕 também é. Sabemos, pelos dados do problema, que 𝑨−𝟏 = 𝑨𝒕 . Como já obtemos
que (𝐴−1 )𝑡 = (𝐴−1 )−1, basta substituir 𝑨−𝟏 por 𝑨𝒕 :
(𝐴−1 )𝑡 = (𝐴−1 )−1
(𝐴𝑡 )𝑡 = (𝐴𝑡 )−1

Portanto, também é verdade que 𝑨𝒕 é ortogonal, pois a sua inversa (𝐴𝑡 )−1 é igual a sua transposta (𝐴𝑡 )𝑡 .
Gabarito: CERTO.

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DETERMINANTES

Determinantes
Noção básica e representação

Um determinante é um número calculado a partir de uma matriz quadrada. Representado por duas
barras "| |".
Determinante de matriz de ordem 1

O determinante de uma matriz de ordem 1 é o próprio elemento da matriz.


Determinante de matriz de ordem 2

[ ]→
( ) ( )

Determinante de matriz de ordem 3

Regra de Sarrus

[ ]

Parte Negativa Parte Positiva


[ ] [ ]

Obtenção do determinante de matrizes de qualquer ordem

Menor complementar
O menor complementar de um elemento de uma matriz é o determinante da matriz obtida
eliminando-se a linha e a coluna da matriz .

Cofator ou complemento algébrico


O cofator do elemento de uma matriz é um número representado por calculado do seguinte
modo:
( )

Teorema de Laplace
O determinante de uma matriz é a soma dos produtos dos elementos de uma fila qualquer (linha ou
coluna) pelos seus respectivos cofatores.
1. Escolher uma fila (linha ou coluna), preferencialmente a que tiver mais zeros;
2. Realizar o produto de cada elemento da fila pelo seu respectivo cofator; e
3. Somar os produtos obtidos.

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Propriedades dos determinantes


• Teorema de Binet: ( )
• Determinante da matriz inversa:
• Determinante da matriz transposta:
• Multiplicação de uma fila por uma constante: ao multiplicar uma fila (linha ou coluna) de uma matriz
por uma constante , o determinante dessa nova matriz também fica multiplicado por .
• Multiplicação da matriz por uma constante: ( )
• Determinante de matriz triangular ou de matriz diagonal: o determinante é o produto dos elementos
da diagonal principal.
• Fila nula: uma matriz que apresenta uma fila (linha ou coluna) cujos elementos são todos zero
apresenta determinante zero.
• Filas paralelas iguais: uma matriz com filas paralelas iguais (linhas ou colunas) apresenta
determinante zero.
• Filas paralelas proporcionais: uma matriz com filas paralelas proporcionais (linhas ou colunas)
apresenta determinante zero.
• Troca de filas paralelas: ao trocarmos uma fila (linha ou coluna) de lugar com outra fila paralela, o
determinante muda de sinal.
• Combinação linear de filas: quando uma matriz apresenta uma fila (linha ou coluna) que é
combinação linear de outras filas, o seu determinante é zero.
Teorema de Jacobi

Ao multiplicar uma fila por qualquer número e somar esse resultado a uma outra fila paralela
qualquer, o valor do determinante não se altera. Em outras palavras, podemos trocar uma fila
qualquer por uma combinação linear que contenha a fila original.

Regra de Chió

• Fazer com que o elemento seja igual a 1;


• Zerar todos os elementos da primeira linha, à exceção de , fazendo uso da primeira coluna;
• Feita a operação anterior, o determinante em questão é igual ao menor complementar ;
• Repita o processo, se necessário, para reduzir a ordem do determinante mais uma vez.

Matriz inversa

[ ] → [ ]

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Noção básica e representação

Pessoal, a aplicação prática de determinantes surge quando estudamos sistemas lineares, que será visto na
sequência, caso faça parte do seu edital.

Nesse momento, deve-se entender que um determinante é um número calculado a partir de uma matriz
quadrada.

Considere uma matriz dada por [ ]. Seu determinante, como veremos adiante, é o número 11.
A representação do determinante de pode ser feita de duas formas:

 ou

 | | .

Vimos na seção de matrizes que podemos representá-las tanto com colchetes "[ ]" quanto
com parênteses "( )". A matriz , portanto, pode ser representada dessas duas formas:

[ ] ( )

Já o determinante da matriz é representado por duas barras "| |", e o seu cálculo
corresponde a um número.

| |

Determinante de matriz de ordem 1

Uma matriz quadrada de ordem 1 é uma matriz que apresenta uma única linha e uma única coluna.
Exemplo:
[ ]
O determinante de uma matriz de ordem 1 é o próprio elemento da matriz. Exemplos:

 [ ] → ;
 [√ ] → √ ;
 [ ]→ .

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Determinante de matriz de ordem 2

Para calcular o determinante de uma matriz quadrada de ordem 2, devemos realizar a seguinte operação:

( ) ( )

Considere a matriz de ordem 2 genérica, dada por [ ]. Seu determinante é dado por:

Vamos a um exemplo numérico: [ ].

[ ] [ ( )]

( )

(Pref. N Horizonte/2019) O número real que verifica se o valor do determinante da matriz [ ] é igual
a 18 é:
a) 54.
b) 36.
c) 27.
d) 9.
e) 3.
Comentários:
O determinante da matriz em questão é dado pela seguinte operação:
( ) ( )
Para que o valor do determinante seja igual a 18, devemos ter:
( ) ( )

Gabarito: Letra E.

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Determinante de matriz de ordem 3

Para calcular o determinante de uma matriz quadrada de ordem 3, vamos utilizar a regra de Sarrus.
Considere a matriz :

[ ]

Para aplicar a regra de Sarrus, devemos repetir as duas primeiras colunas da matriz após a terceira coluna:

[ ]

Nesse momento, vamos dividir o cálculo em 2:

 Parte positiva;
 Parte negativa.

A parte positiva é obtida por meio das diagonais para a direita. Para obtê-la, multiplicamos os elementos
dessas diagonais e somamos os valores.

[ ]

[ ( ) ( ) ( ) ( )]

[( ) ( ) ]

A parte negativa é obtida por meio das diagonais para a esquerda. Para obtê-la, multiplicamos os
elementos dessas diagonais e somamos os valores.

[ ]

[( )( )( ) ( ) ]

[( ) ( ) ]

Para obter o determinante, tomamos a parte positiva e subtraímos a parte negativa.

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( ) ( )

( ) ( )

De modo genérico, temos a seguinte representação da regra de Sarrus:

Regra de Sarrus

[ ]

Parte Negativa Parte Positiva

[ ] [ ]

(CRM PR/2014) Qual deve ser o valor de X para que o determinante seja 0,5?

| |

a) 0,5
b) 1
c) 1,5
d) 2
e) 2,5
Comentários:
Vamos aplicar a regra de Sarrus no determinante em questão. Primeiramente, devemos repetir as duas
primeiras colunas da matriz após a terceira coluna:

| |

Em seguida devemos calcular a parte positiva e a parte negativa para, na sequência, realizar a subtração:

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| |

Parte Negativa Parte Positiva


[ ] [ ]
[ ] [ ]

Portanto, o determinante em questão é . O valor de para que o determinante seja igual a é:

Gabarito: Letra E.

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Obtenção do determinante de matrizes de qualquer ordem

Para que possamos calcular o determinante de matrizes de ordem superiores a 3, devemos compreender
primeiramente os conceitos de menor complementar e de cofator (ou complemento algébrico).

Menor complementar

Considere uma matriz de ordem maior ou igual a 2.

O menor complementar de um elemento qualquer dessa matriz é o determinante da matriz


resultante ao se eliminar a linha e a coluna em que esse elemento se encontra.

Em outras palavras, o menor complementar de um elemento de uma matriz éo


determinante da matriz obtida eliminando-se a linha e a coluna da matriz .

Professor, não entendi nada!

Calma, amigo. Essas coisas só se entendem com um exemplo mesmo!

Considere a seguinte matriz :

[ ]

Para calcular o menor complementar do elemento , isto é, para obter calcular o determinante ,
precisamos eliminar a linha e a coluna do elemento .

Note que , e esse elemento está na primeira linha e na segunda coluna da matriz .

[ ]

Logo, o determinante correspondente ao menor complementar de é:

| |

[ ] [ ( )]
( )

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(MPOG/2005) O menor complementar de um elemento genérico de uma matriz é o determinante


que se obtém suprimindo a linha e a coluna em que esse elemento se localiza. Uma matriz , de
terceira ordem, é a matriz resultante da soma das matrizes ( )e ( ). Sabendo-se que ( )
=( ) e que , então o menor complementar do elemento é igual a:
A) 0
b) 8
c) 80
d) 8
e) 80
Comentários:
A matriz é a soma as matrizes e .
Os elementos da matriz são dados por ( ) . Logo:
( ) ; ( ) ( )
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )

Portanto, a matriz é dada por:

[ ]

Os elementos da matriz são dados por . Logo:

Portanto, a matriz é dado por:

[ ]

A matriz é a soma das matrizes e :

[ ] [ ]

[ ]

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Perceba que o elemento é igual a 29. O menor complementar de é o determinante da matriz que
se obtém eliminando a linha 2 e a coluna 3:

[ ]

Logo, o determinante correspondente ao menor complementar de é:

| |

[ ] [ ]

Gabarito: Letra C.

Cofator ou complemento algébrico

Considere uma matriz de ordem maior ou igual a 2.

O cofator de um elemento dessa matriz é um número representado por calculado do seguinte


modo:

( )

Onde é o menor complementar do elemento .

Utilizando como exemplo a mesma matriz:

[ ]

Temos que o cofator do elemento é dado por:

( )

Do item anterior, já obtemos que o menor complementar é igual a 23. Logo:

( )

( )

Portanto, o cofator do elemento é .

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Teorema de Laplace

O Teorema de Laplace serve para obtermos o determinante de qualquer matriz quadrada de ordem maior
ou igual a 2.

Vamos conceituar o teorema:

O determinante de uma matriz é a soma dos produtos dos elementos de uma fila qualquer
(linha ou coluna) pelos seus respectivos cofatores.

Vejamos o teorema com mais detalhes. Em resumo, ele consiste em seguir 3 passos:

1. Escolher uma fila (linha ou coluna), preferencialmente a que tiver mais zeros;
2. Realizar o produto de cada elemento da fila pelo seu respectivo cofator; e
3. Somar os produtos obtidos.

Vamos realizar um exemplo para que tudo fique mais claro.

Calcule o determinante de [ ]

Note que temos uma matriz quadrada de ordem 4. Seu determinante não pode ser obtido pela regra de
Sarrus. Nesse caso, devemos seguir os três passos do Teorema de Laplace.

1. Escolher uma fila (linha ou coluna), preferencialmente a que tiver mais zeros:
Vamos escolher a terceira coluna, pois ela apresenta três zeros.

[ ]

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2. Realizar o produto de cada elemento da fila pelo seu respectivo cofator


Lembre-se que o cofator é definido como ( ) . Devemos, portanto, calcular os seguintes
produtos:

Cálculo de

( )

( ) | |

| |

Aplicando a regra de Sarrus em | |, obtém-se .

Logo:

| |

Cálculo de
Note que o elemento é zero, de modo que o produto será zero:

Cálculo de
Note que o elemento é zero, de modo que o produto será zero:

Cálculo de
Note que o elemento é zero, de modo que o produto será zero:

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3. Somar os produtos obtidos


Por fim, para obter o determinante, soma-se os produtos obtidos:

Logo, determinante de é .
Destaca-se a importância de se selecionar a fila (linha ou coluna) com o maior número de zeros. Caso
tivéssemos selecionado outra fileira, o trabalho teria sido muito maior, pois teríamos que calcular mais
determinantes de ordem 3. Vejamos:

Calcule o determinante de [ ]

1. Escolher uma fila (linha ou coluna), preferencialmente a que tiver mais zeros
Vamos supor que tenhamos escolhido a segunda linha, que não é a fila que apresenta mais zeros.

[ ]

2. Realizar o produto de cada elemento da fila pelo seu respectivo cofator; e


3. Somar os produtos obtidos.
Nesse caso, o determinante seria calculado da seguinte forma:

( )( ) ( ) ( ) ( )

| | | | | |

| | | | | |

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Aplicando a regra de Sarrus para os três determinantes, obtém-se 81, 9 e 66, respectivamente. Portanto:
( )

Note que chegamos no mesmo resultado, porém foram necessárias 3 aplicações da regra de Sarrus.
Vamos resolver um problema de concurso público.
(SEFAZ-RS/2014) O determinante da matriz

[ ]é

a) 32
b) 26
c) 14
d) 16
e) 28
Comentários:
Devemos calcular um determinante de ordem 4. Para tanto, faremos uso do Teorema de Laplace.
1. Escolher uma fila (linha ou coluna), preferencialmente a que tiver mais zeros;
Selecionaremos a quarta coluna, pois ela é a fila que mais apresenta zeros.

[ ]

2. Realizar o produto de cada elemento da fila pelo seu respectivo cofator; e


3. Somar os produtos obtidos.
O determinante de é dado por:

( ) ( )
( ) ( )

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| | | |

| | | |

Vamos aplicar a regra de Sarrus no primeiro determinante :

| |

Parte Negativa Parte Positiva


[ ] [ ]
[ ] [ ]

Vamos agora aplicar a regra de Sarrus no segundo determinante :

| |

Parte Negativa Parte Positiva


[ ( )] [ ( ) ]
[ ] [ ]

Voltando ao cálculo do determinante de , temos:

| | | |

( ) ( )

Gabarito: Letra B.

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Propriedades dos determinantes

Teorema de Binet

O teorema de Binet nos diz que o determinante do produto de duas matrizes é igual ao produto dos
determinantes das duas matrizes.

( )

Esse teorema também pode ser aplicado para mais matrizes:

( )

(MPE-RS/2010) Considere as matrizes [ ]e [ ].

Sendo o produto das matrizes e , nessa ordem, ou seja, , o determinante da matriz é


igual a:
a)

b)

c)

d)

e)
Comentários:
Note que a questão pede o determinante da matriz . Não é necessário calcular o produto das matrizes,
pois, pelo Teorema de Binet, sabemos que:
( )

O determinante da matriz é dado por:

[ ] [ ]

O determinante da matriz é dado por:

[ ] [ ]

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Logo, o determinante de é dado por:


( )

( ) ( )

Gabarito: Letra C.

Determinante da matriz inversa

O determinante da matriz inversa é o inverso do determinante da matriz original.

Essa propriedade é uma consequência do Teorema de Binet.


Pela definição de matriz inversa, temos que:

Logo, o determinante do produto é:


( )

Veremos mais adiante que o determinante de uma matriz diagonal é o produto dos elementos da
diagonal. No caso da matriz identidade, esse produto será ⏟ . Portanto, .
( )

Além disso, pelo Teorema de Binet, temos que ( ) . Logo:

( )

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Determinante da matriz transposta

O determinante da matriz transposta é igual ao determinante da matriz original.

(TRT 11/2017) Se é uma matriz quadrada de ordem 2 tal que [ ] , então o determinante da
inversa da matriz transposta de é igual a
a) −0,20
b) −0,40
c) −0,25
d) −0,50
e) −1,00
Comentários:
A questão pergunta pelo determinante da inversa da transposta.
→ ⏟ → (⏟ )

O determinante da matriz é dado por:

| |

[ ] [ ]

Lembre-se que . Logo, o determinante da inversa da transposta é:

( )
( )

Gabarito: Letra A.

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Multiplicação de uma fila por uma constante

Ao multiplicar uma fila (linha ou coluna) de uma matriz por uma constante , o determinante dessa nova
matriz também fica multiplicado por .

Exemplo: considere a seguinte matriz .

[ ]

Multiplicando uma das filas de por 5, obtemos uma nova matriz, que chamaremos de . Observe que o
determinante de fica multiplicado por 5. Veja:

[ ]

[ ]

Uma consequência interessante dessa propriedade é realizar a operação inversa, removendo um fator
comum de dentro do determinante. Veja:

| | | | | |

Multiplicação da matriz por uma constante

Ao multiplicar uma matriz de ordem por uma constante , o determinante dessa nova matriz fica
multiplicado por .
( )

Exemplo: considere a seguinte matriz [ ], cujo determinante é .

A matriz é dada por:

[ ] [ ] [ ]

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O determinante de [ ] é:

[ ] [ ]

Note que o novo determinante é 9 vezes o determinante original, isto é:


( )

Note que, ao multiplicar uma matriz de ordem por uma constante , na verdade
estamos multiplicando cada uma das suas linhas (ou colunas) por . Por isso, o novo
determinante acaba sendo multiplicado por:

(MPE SC/2022) Seja A uma matriz 4 x 4 cujo determinante é igual a 2.


O determinante da matriz 3A é igual a:
a) 6;
b) 12;
c) 24;
d) 64;
e) 162.
Comentários:
Sabemos que, ao multiplicar uma matriz de ordem por uma constante , o determinante dessa nova
matriz fica multiplicado por .
( )
Como a matriz é de ordem , temos:
( )
( )
( )
Gabarito: Letra E.

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(Pref. Gramado/2019) Considerando que a Matriz seja quadrada de ordem 2 e que tenha determinante
igual a 2, o determinante da matriz é:
a) 2.
b) 6.
c) 9.

d) 18
e) 54
Comentários:
A matriz apresenta ordem e determinante .
Temos que:

Gabarito: Letra E.

(MPOG/2008) Uma matriz X de quinta ordem possui determinante igual a 10. A matriz B é obtida
multiplicando-se todos os elementos da matriz X por 10. Desse modo, o determinante da matriz B é igual a:
a)
b)
c)
d)
e)
Comentários:
A matriz apresenta ordem e determinante .
A matriz é obtida multiplicando-se todos os elementos da matriz X por 10. Logo:

O determinante da matriz é:

Gabarito: Letra D.

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Determinante de matriz triangular ou de matriz diagonal

O determinante de uma matriz triangular ou de uma matriz diagonal é o produto dos elementos da
diagonal principal. Exemplos:

 | |

 | |

 | |

 | |

(IF Baiano/2019) Seja uma matriz que pode ser decomposta como o produto de outras duas matrizes
e , onde é uma matriz triangular inferior, com , e U, uma matriz
triangular superior, tal que

( ) ( ) ( )

Calcule o determinante da matriz .


a)
b)
c)
d)
e)
Comentários:
Note que . Pelo Teorema de Binet, temos:

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Isolando , ficamos com:

Como é uma matriz triangular inferior, deu determinante é o produto dos elementos da diagonal
principal.

é uma matriz conhecida. Para obter o seu determinante, podemos utilizar a regra de Sarrus.

| |

Parte Negativa Parte Positiva


[ ] [ ]
[ ] [ ]

Logo:

Gabarito: Letra A.

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Fila nula

Uma matriz que apresenta uma fila (linha ou coluna) cujos elementos são todos zero apresenta
determinante zero. Exemplos:

 | |

 | |

 | |

Filas paralelas iguais

Uma matriz com filas paralelas iguais (linhas ou colunas) apresenta determinante zero. Exemplos:

 | |

 | |

 | |

Filas paralelas proporcionais

Uma matriz com filas paralelas proporcionais (linhas ou colunas) apresenta determinante zero. Exemplos:

 | | , pois a segunda coluna é 3 vezes a primeira coluna.

 | | pois a primeira linha é o dobro da segunda linha.


 | | , pois a terceira coluna é 5 vezes a primeira coluna.

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Troca de filas paralelas

Ao trocarmos uma fila (linha ou coluna) de lugar com outra fila paralela, o determinante muda de sinal.

| | → | |

Professor, e se trocarmos as filas de novo?

Nesse caso, o sinal muda novamente!

| | → | | → | |

(MPE SC/2022) Considere as matrizes [ ]e [ ].

Sendo ( )e ( ) os determinantes das matrizes e , respectivamente, tem-se que:


a) ( ) ( );
b) ( ) ( );
c) ( ) ( );
d) ( ) ( );
e) ( ) ( ).
Comentários:
Sabemos que, ao multiplicar uma fila (linha ou coluna) de uma matriz por uma constante , o
determinante dessa nova matriz também fica multiplicado por .
Uma consequência interessante dessa propriedade é realizar a operação inversa, removendo um fator
comum de dentro do determinante.
Veja que:

( ) | |

( ) | |

( ) | |

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( ) | |

Note que | | é muito parecido com ( ). A diferença é que a segunda e a terceira coluna

estão trocadas.
Sabemos que ao trocarmos uma fila (linha ou coluna) de lugar com outra fila paralela, o determinante
muda de sinal. Logo:

| | →| |

( )

Portanto:
( )
( )

Consequentemente, temos que ( ) é dado por:

( ) | |

( ) ( )
Gabarito: Letra D.

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Combinação linear de filas

Primeiramente, vamos entender o que é uma combinação linear.

Podemos dizer a primeira linha de uma matriz, por exemplo, é combinação linear de outras linhas ,
e quando existem valores reais , e tais que:

Exemplo: considere a matriz abaixo:

[ ]

Note que a terceira linha [ ] é uma combinação linear da primeira linha [ ]e


da segunda linha [ ], pois .

Vejamos:

[ ] [ ]

[ ] [ ]

[ ]

Também podemos ter combinações lineares com colunas. Considere a seguinte matriz :

[ ]

Note que a quarta coluna [ ] é combinação linear da segunda coluna [ ] e da terceira coluna

[ ], pois .

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Vejamos:

[ ] [ ]

[ ] [ ]

[ ]

Entendida a ideia de combinação linear entre linhas e entre colunas, devemos saber que quando uma
matriz apresenta uma fila (linha ou coluna) que é combinação linear de outras filas, o seu determinante é
zero.

Nos exemplos em questão, a matriz e a matriz apresentam determinantes nulos.

(TJ PR/2009) Calcule o determinante de [ ]

a) 11
b) 11
c) 0
d) 5
Comentários:
E aí, concurseiro? Vai aplicar o Teorema de Laplace nesse determinante 4×4? Negativo!
Note que a linha 1 é a soma da linha 3 com a linha 4, isto é, .

[ ]

Como temos uma linha que é combinação linear de outras duas, o determinante é zero.
Gabarito: Letra C

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Teorema de Jacobi

O Teorema de Jacobi é uma ferramenta poderosíssima. Isso porque esse teorema nos permite manipular
os determinantes de modo a aplicar as propriedades vistas até então.

Esse teorema nos diz que ao multiplicar uma fila por qualquer número e somar esse resultado a uma
outra fila paralela qualquer, o valor do determinante não se altera.

Em outras palavras, podemos trocar uma fila qualquer por uma combinação linear que contenha a fila
original.

Vejamos um exemplo:

Calcule o determinante da matriz [ ]

Note que temos um determinante de ordem 4. Poderíamos aplicar o Teorema de Laplace diretamente
para resolver o problema, porém note que seria bastante trabalhosa a resolução, visto que não temos uma
fileira com três zeros.
Para resolver o determinante, vamos fazer "surgir alguns zeros" com o Teorema de Jacobi. Lembre-se que
ao multiplicar uma fila por qualquer número e somar esse resultado a uma outra fila paralela qualquer, o
valor do determinante não se altera.

Primeiramente, vamos multiplicar a primeira coluna ( ) por ( ) e somar à segunda coluna ( ).


Em outras palavras, vamos substituir por ( ) .
Para facilitar a comunicação, vamos descrever essa substituição assim: .

Note também que podemos substituir por ( ) , isto é, podemos realizar a operação
.

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Observe que o determinante da matriz original corresponde a:

| |

Note que agora podemos aplicar o Teorema de Laplace com mais facilidade. Ao selecionar a segunda
coluna, temos que o determinante é dado por:

( )

( ) | |

| |

Vamos aplicar a regra de Sarrus no determinante.

| |

Parte Negativa Parte Positiva


[ ] [ ]

Note que | | Portanto:

( )

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Regra de Chió

A Regra de Chió é uma regra que permite com que um determinante tenha a sua ordem reduzida. Trata-se
de uma aplicação do Teorema de Jacobi.

Vamos ver a aplicação da regra na prática. Considere o determinante abaixo:

| |

O primeiro passo e fazer com que o elemento seja igual a 1. Realizando a operação ,
temos:

A partir desse momento, devemos zerar todos os elementos da primeira linha, à exceção do elemento
, fazendo uso da primeira coluna.

Para tanto, vamos realizar as seguintes substituições, nessa ordem:

 ;
 ;e
 .

| | | | | | | |

Ficamos com:

| |

Ao aplicar o Teorema de Laplace na primeira linha, temos:

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Como na Regra de Chió temos o sempre o elemento e os demais elementos da primeira linha
iguais a zero, ficamos com :

( )

| |

Veja, portanto, que a Regra de Chió reduziu a ordem do determinante de 4 para 3, pois tínhamos o
seguinte determinante:

| |

Esse determinante foi reduzido a:

| |

Poderíamos continuar utilizando a Regra de Chió para reduzir a ordem do determinante de 3 para 2.
Porém, como já temos um determinante de ordem 3, podemos aplicar a regra de Sarrus.

| |

Parte Negativa Parte Positiva

[ ( ) ( ) ] [( ) ( ) ]

[ ] [ ]

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Em resumo, a Regra de Chió consiste nos seguintes passos:

 Fazer com que o elemento seja igual a 1;


 Zerar todos os elementos da primeira linha, à exceção de , fazendo uso da primeira coluna;
 Feita a operação anterior, o determinante em questão é igual ao menor complementar ;
 Repita o processo, se necessário, para reduzir a ordem do determinante mais uma vez.

Nesse momento, vamos resolver uma questão que já fizemos por Teorema de Laplace, dessa vez por meio
da Regra de Chió.

(SEFAZ-RS/2014) O determinante da matriz

[ ]é

a) 32
b) 26
c) 14
d) 16
e) 28
Comentários:
Temos um determinante de ordem 4. Dessa vez, vamos utilizar a Regra de Chió.

Fazer com que o elemento seja igual a 1


Note que o elemento já é igual a .

Zerar todos os elementos da primeira linha, à exceção de , fazendo uso da primeira coluna
Para tanto, vamos realizar as seguintes substituições, nessa ordem:
;e
.

| | | | | |

Observe que o determinante ficou reduzido a:

| |

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Feita a operação anterior, o determinante em questão é igual ao menor complementar

| |

| |

Aplicando a regra de Sarrus, temos:

| |

Parte Negativa Parte Positiva


[( ) ( ) ( ) ( )( )] [ ( ) ( ) ( ) ( )( ) ]
[ ] [ ]

O determinante da matriz , portanto, é igual a .


Gabarito: Letra B.

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Matriz inversa

No tópico de matrizes, definimos que a inversa de uma matriz é aquela matriz que, quando multiplicada
pela matriz , tem como resultado a matriz identidade:

Agora que sabemos como calcular determinantes, você precisa saber que uma matriz é inversível (ou
invertível) quando o determinante é diferente de zero, isto é:

Vimos também que uma matriz que não é inversível é denominada singular. Nesse caso:

Para uma matriz , temos uma fórmula para encontrar a matriz inversa. Considerando uma matriz
[ ], ela admite inversa quando e sua inversa é:

[ ]

[ ]

Vamos resolver dois exercícios sobre matriz inversa:

(SEDF/2017) Considerando a matriz [ ], julgue o próximo item.

A matriz A é inversível.
Comentários:
Vamos calcular o determinante de . Se o valor for diferente de zero, então a matriz é inversível.
Aplicando a regra de Sarrus, temos:

| |

Parte Negativa Parte Positiva


[ ] [ ]
[ ] [ ]

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Como o determinante é diferente de zero, trata-se de uma matriz inversível.


Gabarito: CERTO.

(MPE SP/2019) A inversa da matriz [ ] é:

a) [ ]

b) [ ]

c) [ ]

d) [ ]

e) [ ]

Comentários:
Resolvermos essa questão no capítulo sobre matrizes. Dessa vez, vamos utilizar a fórmula apresentada.

Temos que a inversa de uma matriz [ ] é dada por:

[ ]

A matriz em questão é [ ], e seu determinante é:

[ ] [ ]
A inversa de é:

[ ]

[ ]

[ ]

Gabarito: Letra B.
Para finalizar a parte teórica de determinantes, vamos resolver uma questão que envolve diversas
propriedades aprendidas.

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(Pref. Gov. Celso Ramos/2017) Considere as proposições:

)| |

)| |

) A matriz ( ) é singular, isto é, não possui inversa.

) O conjunto solução da equação | | | | possui dois elementos cujo produto é

igual a 2.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) proposição(ões):
a)Apenas as alternativas I e II estão corretas.
b)Apenas II e IV.
c)Apenas a alternativa II está correta.
d)Apenas I, III e IV.
e)Apenas II, III e IV.
Comentários:
Vamos analisar cada proposição individualmente.
I) ERRADA.
Veja que o determinante apresentado de assemelha muito a uma matriz triangular superior, exceto pelo
elemento :

| |

Para resolver transformar esse determinante em um determinante de matriz triangular, podemos aplicar o
Teorema de Jacobi realizando a substituição .

O determinante resultante corresponde ao determinante de uma matriz triangular superior.

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| | ( ) ( ) ( )

Logo, o item está errado, pois o determinante em questão é 18.

II) CERTO.
Trata-se de um determinante que apresenta uma fila nula. Portanto, o determinante é nulo.

| |

III) CERTO.
Para a matriz em questão ser singular, o determinante deve ser zero.
Note que temos uma fila é combinação linear de outras duas, pois ( ) . Portanto, o
determinante de é nulo e, consequentemente, trata-se de uma matriz singular.

( )

IV) CERTO.

Primeiramente, vamos aplicar a regra de Sarrus em | |.

| |

Parte Negativa Parte Positiva


[ ( ) ( ) ] [( ) ( ) ]
[ ] [ ]
[ ] [ ]

Agora vamos calcular o determinante | |:

| | [( ) ] [ ]

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Portanto, a equação requerida é:

| | | |

( ) ( )

Da teoria de equações do segundo grau, sabemos que o produto das raízes é . Logo:

O item, portanto, está correto.

Por fim, temos que apenas os itens II, III e IV estão certos.
Gabarito: Letra E.

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QUESTÕES COMENTADAS – CEBRASPE

Matrizes

Texto para as próximas questões


Um importante algoritmo para a resolução de problemas que envolvem matrizes (por exemplo, resolução
de sistemas lineares, cálculo da matriz inversa, determinantes etc.) consiste em efetuar operações
elementares sobre as linhas da matriz. Essas operações incluem multiplicação de uma linha da matriz por
um número não nulo; adição a uma linha de um múltiplo de outra linha; permutação de linhas. Com relação
1 0 −2
a essas operações, considere a matriz B obtida da matriz 𝐴 = (2 −1 −2) depois de efetuada a seguinte
2 −1 −1
sequência de operações elementares: substituição da linha 3 pela linha 3 menos a linha 2; substituição da
linha 2 pela linha 2 menos duas vezes a linha 1. Com base nessas informações, julgue o item que se segue,
acerca da matriz B.

(CESPE/CBM DF/2011) Na linha 3 da matriz B, há apenas um elemento nulo.

(CESPE/CBM DF/2011) A soma dos elementos da linha 2 da matriz B é igual a 1.

Comentários:

Vamos obter a matriz B por meio das operações propostas. Primeiramente, temos:

1 0 −2
𝐴 = (2 −1 −2)
2 −1 −1

 Substituição da linha 3 pela linha 3 menos a linha 2.

1 0 −2
𝐴2 = ( 𝟐 −𝟏 −𝟐 )
2−𝟐 −1 − (−𝟏) −1 − (−𝟐)

1 0 −2
𝐴2 = (2 −1 −2)
0 0 1

 Substituição da linha 2 pela linha 2 menos duas vezes a linha 1.

𝟏 𝟎 −𝟐
𝐵 = (2 − 2 × (𝟏) −1 − 2 × (𝟎) −2 − 2 × (−𝟐))
0 0 1

1 0 −2
𝐵 = (0 −1 2 )
0 0 1

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Questão 01

Veja que na linha 3 da matriz B há dois elementos nulos. O gabarito, portanto, é ERRADO.

Questão 02

A soma dos elementos da linha 2 da matriz 𝐵 é:


0 + (−1) + 2 = 1
O gabarito, portanto, é CERTO.

Gabarito: 01 - ERRADO. 02 - CERTO.

(CESPE/PC-DF/2013) Considere que a empresa X tenha disponibilizado um aparelho celular a um


empregado que viajou em missão de 30 dias corridos. O custo do minuto de cada ligação, para qualquer
telefone, é de R$ 0,15. Nessa situação, considerando que a empresa tenha estabelecido limite de R$ 200,00
e que, após ultrapassado esse limite, o empregado arcará com as despesas, julgue o item a seguir.
Considere que, em uma nova missão, o preço das ligações tenha passado a depender da localidade, mesma
cidade ou cidade distinta da de origem da ligação, e do tipo de telefone para o qual a ligação tenha sido
feita, celular, fixo ou rádio. As tabelas abaixo mostram quantas ligações de cada tipo foram feitas e o valor
de cada uma:

Tabela I: número de ligações realizadas por tipo de telefone

Tabela II: preço de cada ligação, em reais

𝟎, 𝟐𝟎 𝟎, 𝟓𝟎
𝟔 𝟑 𝟏
Nessas condições, se 𝑨 = [ ] for a matriz formada pelos dados da tabela I, e 𝑩 = [𝟎, 𝟏𝟓 𝟎, 𝟑𝟎]
𝟕 𝟏 𝟑
𝟎, 𝟐𝟎 𝟎, 𝟐𝟎
for a matriz formada pelos dados da tabela II, então a soma de todas as entradas da matriz A × B será igual
ao valor total das ligações efetuadas.

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Comentários:

O preço total a ser pago seria dado pelo seguinte:

Mesma cidade: 6 × 0,20 + 3 × 0,15 + 1 × 0,20 = 1,85


Cidades diferentes: 7 × 0,5 + 1 × 0,30 + 3 × 0,20 = 4,40
Total: 1,85 + 4,40 = 𝑅$ 6,85

Porém, na multiplicação de matrizes, vamos ter o seguinte resultado:


0,20 0,50
6
3 1
[ ] × [0,15 0,30]
7
1 3
0,20 0,20
6 × 0,20 + 3 × 0,15 + 1 × 0,20 6 × 0,5 + 3 × 0,30 + 1 × 0,20
=[ ]
7 × 0,20 + 1 × 0,15 + 3 × 0,20 7 × 0,5 + 1 × 0,30 + 3 × 0,20
1,85 4,10
=[ ]
2,15 4,40

Vemos que apenas a diagonal principal possui valores condizentes com o anterior, enquanto a diagonal
secundária corresponde a cobranças cruzadas, isto é, cobrar o preço de ligações de mesma cidade para
ligações em cidades diferentes, e vice e versa.

Assim, o valor total das ligações efetuadas será o traço da matriz, isto é, a soma dos elementos da diagonal
principal. Não se trata da soma de todos os elementos da matriz.

Gabarito: ERRADO.

𝟐 𝟎 𝟏𝟎
(CESPE/SEDF/2017) Considerando a matriz 𝑨 = [𝟒 𝟏𝟎 𝟐𝟎], julgue o próximo item.
𝟎 𝟐 𝟒𝟎
𝟐
Se 𝑪 = [𝑪𝒊𝒋 ], 1 ≤ i , j ≤ 3, tal que 𝑪 = 𝑨 , então 𝑪𝟐𝟑 – 𝑪𝟐𝟐 > 𝟓𝟎𝟎.

Comentários:

Temos que:
𝐶 = 𝐴2
=𝐴×𝐴
2 0 10 2 0 10
= [4 10 20] × [4 10 20]
0 2 40 0 2 40

A questão pergunta pela subtração de dois elementos da matriz 𝐶: 𝐶23 − 𝐶22 . Note que não precisamos
obter a matriz inteira. Lembre-se que:

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O elemento da linha 𝒊 e da coluna 𝒋 da matriz-produto 𝑪 é obtido por meio da linha 𝒊 da


primeira matriz e da coluna 𝒋 da segunda matriz.

Para obter o elemento 𝐶22 , faremos uso da segunda linha da primeira matriz e da segunda coluna da
segunda matriz.
2 0 10 2 𝟎 10
[𝟒 𝟏𝟎 𝟐𝟎] × [4 𝟏𝟎 20]
0 2 40 0 𝟐 40

𝐶22 = 𝟒 × 𝟎 + 𝟏𝟎 × 𝟏𝟎 + 𝟐𝟎 × 𝟐 = 140

Para obter o elemento 𝐶23 , faremos uso da segunda linha da primeira matriz e da terceira coluna da
segunda matriz.

2 0 10 2 0 𝟏𝟎
[𝟒 𝟏𝟎 𝟐𝟎] × [4 10 𝟐𝟎]
0 2 40 0 2 𝟒𝟎

𝐶23 = 𝟒 × 𝟏𝟎 + 𝟏𝟎 × 𝟐𝟎 + 𝟐𝟎 × 𝟒𝟎 = 1.040

Portanto, 𝐶23 − 𝐶22 = 1040 − 140 = 𝟗𝟎𝟎. Trata-se de um número maior do que 500.
Gabarito: CERTO.

(CESPE/IBAMA/2013) Julgue o item subsequente, relacionado a problemas aritméticos, geométricos e


matriciais.

Considere que 𝑨 e 𝑩 sejam matrizes distintas, de ordem 𝟐 × 𝟐, com entradas reais e, em cada matriz, três
das quatro entradas sejam iguais a zero. Além disso, considere também que
𝑨 × 𝑨 = 𝑩 × 𝑩 = 𝑨 × 𝑩 = 𝑶, em que 𝑶 é a matriz nula, isto é, a matriz em que todas as entradas
são iguais a zero. Nesse caso, necessariamente, 𝑨 = 𝑶 ou 𝑩 = 𝑶.

Comentários:

Temos duas matrizes 𝐴 e 𝐵 de ordem 2 em que ao menos três dos quatro elementos (entradas) é igual a
zero. Além disso, 𝑂 é a matriz nula (de ordem 2).

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Em resumo, a questão pergunta o seguinte:

𝐴𝐴 = 𝑂
Se {𝐵𝐵 = 𝑂, então necessariamente 𝑨 ou 𝑩 é a matriz nula?
𝐴𝐵 = 𝑂

Pessoal, para responder a essa pergunta, devemos utilizar um contraexemplo.

0 1 0 2
Considere 𝐴 = [ ]e𝐵 =[ ].
0 0 0 0

𝟎 𝟏 𝟎 𝟏 𝟎. 𝟎 + 𝟏. 𝟎 𝟎. 𝟏 + 𝟏. 𝟎 0 0
𝐴𝐴 = [ ]×[ ]=[ ]=[ ]=𝑂
𝟎 𝟎 𝟎 𝟎 𝟎. 𝟎 + 𝟎. 𝟎 𝟎. 𝟏 + 𝟎. 𝟎 0 0

𝟎 𝟐 𝟎 𝟐 𝟎. 𝟎 + 𝟐. 𝟎 𝟎. 𝟐 + 𝟐. 𝟎 0 0
𝐵𝐵 = [ ]×[ ]=[ ]=[ ]=𝑂
𝟎 𝟎 𝟎 𝟎 𝟎. 𝟎 + 𝟎. 𝟎 𝟎. 𝟐 + 𝟎. 𝟎 0 0

𝟎 𝟏 𝟎 𝟐 𝟎. 𝟎 + 𝟏. 𝟎 𝟎. 𝟐 + 𝟏. 𝟎 0 0
𝐴𝐵 = [ ]×[ ]=[ ]=[ ]=𝑂
𝟎 𝟎 𝟎 𝟎 𝟎. 𝟎 + 𝟎. 𝟎 𝟎. 𝟐 + 𝟎. 𝟎 0 0

Note que encontramos duas matrizes 𝑨 e 𝑩 que desmentem a afirmação do enunciado, pois temos
𝑨𝑨 = 𝑩𝑩 = 𝑨𝑩 = 𝑶 com 𝑨 e 𝑩 diferentes da matriz nula. O gabarito, portanto, é ERRADO.

Gabarito: ERRADO.

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QUESTÕES COMENTADAS – CEBRASPE

Determinantes
𝟑 𝒌
(CESPE/IFF/2018) Considere que k seja um número real e que o determinante da matriz 𝑩 = [ ] seja
𝟑 𝟗
𝟑 −𝟏
igual a 27. Nesse caso, se 𝑨 = [ ] então o determinante da matriz B − A, será igual a:
𝟗 𝟔
a) 30.
b) 0.
c) 3.
d) 6.
e) 10.
Comentários:
O determinante de B é dado pelo produto dos termos da diagonal principal menos o produto dos termos da
diagonal secundária:
𝟑 𝒌
det 𝐵 = | |
𝟑 𝟗
27 = [𝟑 × 𝟗] − [𝒌 × 𝟑]
27 = 27 − 3𝑘
𝑘=0
Logo, a matriz B é dada por:
3 0
𝐵= [ ]
3 9
A matriz 𝐵 − 𝐴 é:
3 0 3 −1
𝐵−𝐴=[ ]−[ ]
3 9 9 6
3 − 3 0 − (−1)
=[ ]
3−9 9−6
0 1
=[ ]
−6 3
Novamente, para calcular det(𝐵 − 𝐴), devemos realizar produto dos termos da diagonal principal e subtrair
o produto dos termos da diagonal secundária:
𝟎 𝟏
det(𝐵 − 𝐴) = | |
−𝟔 𝟑
det(𝐵 − 𝐴) = [𝟎 × 𝟑] − [𝟏 × (−𝟔)]
det(𝐵 − 𝐴) = 0 − (−6)
det(𝐵 − 𝐴) = 6
Gabarito: Letra D.

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(CESPE/SEDUC AL/2018) Julgue o item que se seguem, relativos a matrizes e sistemas lineares.
𝒂 𝟏 𝟎 −𝟏
Se 𝒂 é um número real e se o determinante da matriz 𝑷 = [ ] + 𝟐[ ] for igual a zero,
𝟎 𝒂−𝟏 −𝟏 𝟏
então 𝒂 = − 𝟐 ou 𝒂 = 𝟏.

Comentários:

A matriz 𝑃 é dada por:

𝑎 1 0 −1
𝑃=[ ]+ 2[ ]
0 𝑎−1 −1 1

𝑎 1 𝟐×0 𝟐 × (−1)
=[ ]+[ ]
0 𝑎−1 𝟐 × (−1) 𝟐×1

𝑎 1 0 −2
=[ ]+[ ]
0 𝑎−1 −2 2
𝑎+0 1−2
=[ ]
0−2 𝑎−1+2

𝑎 −1
=[ ]
−2 𝑎 + 1

Temos que:
det 𝑃 = 0
𝒂 −𝟏
| |=0
−𝟐 𝒂 + 𝟏
[𝒂 × (𝒂 + 𝟏)] − [(−𝟏) × (−𝟐)] = 0
𝑎2 + 𝑎 − 2 = 0

Note que as raízes dessa equação do segundo grau em 𝒂 são de fato −𝟐 e 𝟏, pois:

(−2)2 + (−2) − 2 = 0
12 + 1 − 2 = 0

Logo, se 𝐝𝐞𝐭 𝑷 = 𝟎, devemos ter 𝒂 = −𝟐 ou 𝒂 = 𝟏.

Gabarito: CERTO.

𝟏 𝟐 𝟐 𝒙 𝟏 𝒃𝟏
(CESPE/ABIN/2010) Considerando a matriz 𝑨 = (𝟐 𝟎 𝟐) e os vetores 𝑿 = (𝒙 𝟐) e 𝒃 = (𝒃𝟐 ),
𝟑 𝟒 𝟓 𝒙 𝟑 𝒃𝟑
julgue o item a seguir.
O determinante de 𝑨 é igual a – 𝟏.

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Comentários:

Aplicando a regra de Sarrus no determinante de 𝐴, temos:

1 2 2 1 2
|2 0 2| 2 0
3 4 5 3 4

det 𝐴 = [𝟏. 𝟎. 𝟓 + 𝟐. 𝟐. 𝟑 + 𝟐. 𝟐. 𝟒] − [𝟐. 𝟎. 𝟑 + 𝟏. 𝟐. 𝟒 + 𝟐. 𝟐. 𝟓]

= [0 + 12 + 16] − [0 + 8 + 20]

= 28 − 28

=0

Gabarito: ERRADO.

𝟐 𝟎 𝟏𝟎
(CESPE/SEDF/2017) Considerando a matriz 𝑨 = [𝟒 𝟏𝟎 𝟐𝟎], julgue o próximo item.
𝟎 𝟐 𝟒𝟎
𝟏
Se 𝑩 = 𝟐 𝑨, então o determinante de B é maior que 200.
Comentários:

Pessoal, para resolver esse problema, podemos obter a matriz 𝐵 e calcular o seu determinante diretamente
pela regra de Sarrus.

Ocorre que, na prova que cobrou essa questão, houve a necessidade de calcular o determinante de 𝐴. Então,
para responder ao item, vamos obter det(𝐴) e em seguida obteremos o det(𝐵) a partir de det(𝐴).

Aplicando a regra de Sarrus no determinante de 𝐴, temos:

2 0 10 2 0
|4 10 20| 4 10
0 2 40 0 2

Parte Negativa Parte Positiva

𝐝𝐞𝐭 𝑨 = [𝟐. 𝟏𝟎. 𝟒𝟎 + 𝟎. 𝟐𝟎. 𝟎 + 𝟏𝟎. 𝟒. 𝟐] − [𝟏𝟎. 𝟏𝟎. 𝟎 + 𝟐. 𝟐𝟎. 𝟐 + 𝟎. 𝟒. 𝟒𝟎]

det 𝐴 = [800 + 0 + 80] − [0 + 80 + 0]

det 𝐴 = 880 − 80

det 𝐴 = 800

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Sabemos que, ao multiplicar uma matriz de ordem 𝒏 por uma constante 𝒌, o determinante dessa nova
matriz fica multiplicado por 𝒌𝒏 .
det(𝑘𝐴) = 𝑘 𝑛 det 𝐴

Logo:

1
det 𝐵 = det ( 𝐴)
2
1 3
= ( ) × det 𝐴
2
1
= × 800
8
= 100
Portanto, o determinante de B é menor do que 200.

Gabarito: ERRADO.

𝟏 𝟏 𝟎
(CESPE/SEDUC CE/2013/Adaptada) Considerando a matriz 𝑨 = [𝟏 𝟎 𝟎], o determinante de 𝑨𝟒 é igual
𝟏 𝟎 𝟐
a:
a) −16.
b) 0.
c) 16.
d) 20.
e) 81.

Comentários:

Temos que:

det(𝐴4 ) = det(𝐴 × 𝐴 × 𝐴 × 𝐴)

Pelo Teorema de Binet, temos:

det(𝐴4 ) = (det 𝐴) × (det 𝐴) × (det 𝐴) × (det 𝐴)

det(𝐴4 ) = (det 𝐴)4

Portanto, para obter o determinante de 𝐴4 , precisamos obter o determiante de 𝐴 e elevar à quarta potência.

Aplicando a regra de Sarrus no determinante de 𝐴, temos:

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1 1 0 1 1
|1 0 0| 1 0
1 0 2 1 0

Parte Negativa Parte Positiva

det 𝐴 = [𝟏. 𝟎. 𝟐 + 𝟏. 𝟎. 𝟏 + 𝟎. 𝟏. 𝟎] − [𝟎. 𝟎. 𝟏 + 𝟏. 𝟎. 𝟎 + 𝟏. 𝟏. 𝟐]

= [0 + 0 + 0] − [0 + 0 + 2]

= −2

Logo:

det(𝐴4 ) = (det 𝐴)4

= (−2)4

= 16

Gabarito: Letra C.

(CESPE/MS/2008) Se uma matriz quadrada 𝑨 = (𝜶𝒊𝒋 ) tem dimensão 𝟑 × 𝟑 e é tal que (𝜶𝒊𝒋 ) = 𝟏, se
𝒊 ≤ 𝒋 e (𝜶𝒊𝒋 ) = 𝒊 − 𝒋, se 𝒊 > 𝒋, então o determinante de 𝑨 é um número estritamente positivo.

Comentários:

Temos uma matriz quadrada 𝐴 de ordem 3:

𝑎11 𝑎12 𝑎13


𝑎
𝐴 = [ 21 𝑎22 𝑎23 ]
𝑎31 𝑎32 𝑎33
Temos que:
1 ; 𝑠𝑒 𝑖 ≤ 𝑗
𝑎𝑖𝑗 = {
𝑖 − 𝑗; 𝑠𝑒 𝑖 > 𝑗

Portanto, se o número da coluna 𝑗 for maior ou igual do que o número da linha 𝑖, o elemento é 1. Caso
contrário, o elemento é 𝑖 − 𝑗. Nesse caso, a matriz 𝐴 é:

1 1 1
𝐴 = [2 − 1 1 1]
3−1 3−2 1
1 1 1
𝐴 = [1 1 1]
2 1 1

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Note que a matriz 𝐴 apresenta duas fileiras iguais (linhas 1 e 2, assim como colunas 2 e 3). Portanto, o seu
determinante é zero.

Logo, é errado afirmar que o determinante de 𝐴 é estritamente positivo.

Gabarito: ERRADO.

Texto para as próximas questões


2 −1 5 3 0 0 1 0 0
Considerando as matrizes 𝐴 = [1 0 4], 𝐵 = [3 0 0] e 𝐶 = [0 1 0], julgue os itens a seguir.
2 2 0 3 0 0 0 0 5

(CESPE/SEDU-ES/2012) Como [𝒅𝒆𝒕 𝑩]² = 𝒅𝒆𝒕 𝑩, então 𝒅𝒆𝒕 𝑩 = 𝟏.

(CESPE/SEDU-ES/2012) É correto afirmar que 𝐝𝐞𝐭[𝑨 × 𝑩 × 𝑪] = 𝐝𝐞𝐭 𝑩.

(CESPE/SEDU-ES/2012) 𝐝𝐞𝐭 𝑨𝟐 = 𝟏𝟗𝟔.

Comentários:

Questão 07

Lembre-se que se uma fila (linha ou coluna) de uma matriz é formada apenas por zeros, seu determinante é
nulo. Isso significa que det 𝐵 = 0 e (det 𝐵)2 = 02 = 0.

O gabarito, portanto, é ERRADO.

Questão 08

Aplicando o teorema de Binet, temos:

det[𝐴 × 𝐵 × 𝐶] = det 𝐴 × det 𝐵 × det 𝐶

Como det 𝐵 = 0, ficamos com:

det[𝐴 × 𝐵 × 𝐶] = det 𝐴 × 𝟎 × det 𝐶

det[𝐴 × 𝐵 × 𝐶] = 𝟎

Logo, o gabarito da questão é CERTO, pois det[𝐴 × 𝐵 × 𝐶] = det 𝐵 = 0.

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Questão 09

Temos que det 𝐴2 = det(𝐴 × 𝐴). Pelo teorema de Binet:

det(𝐴 × 𝐴) = det 𝐴 × det 𝐴

= (det 𝐴)2

Note, portanto, que det 𝐴2 = (det 𝐴)2 .

Vamos calcular o determinante de A. Pela regra de Sarrus:

2 −1 5 2 −1
|1 0 4| 1 0
2 2 0 2 2

Parte Negativa Parte Positiva

det 𝐴 = [𝟐. 𝟎. 𝟎 + (−𝟏). 𝟒. 𝟐 + 𝟓. 𝟏. 𝟐] − [𝟓. 𝟎. 𝟐 + 𝟐. 𝟒. 𝟐 + (−𝟏). 𝟏. 𝟎]

det 𝐴 = [0 − 8 + 10] − [0 + 16 + 0]

det 𝐴 = −14

Logo:
det 𝐴2 = (det 𝐴)2
= (−14)2 = 196
O gabarito, portanto, é CERTO.

Gabarito: 07 - ERRADO. 08 - CERTO. 09 - CERTO.

(CESPE/PETROBRAS/2008) Se A é uma matriz quadrada invertível, então


a) det[𝐴 × 𝐴𝑡 ] = [det 𝐴]², em que 𝐴𝑡 é a matriz transposta da matriz 𝐴.
b) det [𝐴 + 𝐴] = 2 × det 𝐴.
c) det 𝐴 + det 𝐴𝑡 = 0.
d) det [𝐴 + 𝐴−1 ] = 0.
e) det 𝐴 = det 𝐴−1 .
Comentários:
Vamos comentar cada alternativa.

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a) 𝐝𝐞𝐭 [𝑨 × 𝑨𝒕 ] = [𝐝𝐞𝐭 𝑨]², em que 𝑨𝒕 é a matriz transposta da matriz 𝑨. CORRETO.


Pelo teorema de Binet, temos que:
det(𝐴 × 𝐴𝑡 ) = det 𝐴 × det 𝐴𝑡

Note que o determinante da matriz transposta de A é igual ao determinante de A, isto é, det 𝐴 = det 𝐴𝑡 .
Logo:

det(𝐴 × 𝐴𝑇 ) = det 𝐴 × det 𝐴

= (det 𝐴)2

b) 𝐝𝐞𝐭 [𝑨 + 𝑨] = 𝟐 × 𝐝𝐞𝐭 𝑨. ERRADO.


Sabemos que, ao multiplicar uma matriz de ordem 𝒏 por uma constante 𝒌, o determinante dessa nova
matriz fica multiplicado por 𝒌𝒏 .
det(𝑘𝐴) = 𝑘 𝑛 det 𝐴
Se a matriz A tiver ordem 𝑛, temos que:

det[𝐴 + 𝐴] = det 2𝐴

= 2𝑛 det 𝐴

c) 𝐝𝐞𝐭 𝑨 + 𝐝𝐞𝐭 𝑨𝒕 = 𝟎. ERRADO.

Note que o determinante da matriz transposta de A é igual ao determinante de A, isto é, det 𝐴 = det 𝐴𝑡 .
Logo:

det 𝐴 + det 𝐴𝑇 = det 𝐴 + det 𝐴

= 2 det 𝐴

d) 𝐝𝐞𝐭 [𝑨 + 𝑨−𝟏 ] = 𝟎. ERRADO.

Essa propriedade que envolve a soma de uma matriz A com a sua inversa não existe. Para tanto, podemos
apresentar um contraexemplo.

Suponha 𝐴 = 𝐼2 , ou seja, que A é uma matriz identidade de ordem 2.

1 0
𝐴=( )
0 1

A inversa da matriz identidade é a própria matriz identidade, isto é, 𝐴−1 = 𝐼2 . Nesse caso:

𝐴 + 𝐴−1 = 2𝐼2

O determinante de 𝐴 + 𝐴−1 é, portanto:

det(𝐴 + 𝐴−1 ) = det 2𝐼𝑛

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= 22 det 𝐼𝑛

= 22 × 1

=4

e) 𝐝𝐞𝐭 𝑨 = 𝐝𝐞𝐭 𝑨−𝟏 . ERRADO.

O determinante da inversa de A é o inverso do determinante de A, isto é:

1
det 𝐴−1 =
det 𝐴
Gabarito: Letra A.

𝒂 𝒃
(CESPE/PETROBRAS/2008) Considere que 𝑨 = ( ) seja uma matriz invertível, 𝑩 = 𝑨−𝟏 seja a
𝒄 𝒅
𝒂 𝒃
inversa de 𝑨 e 𝑪 = ( ). Nesse caso, é correto afirmar que, para toda matriz 𝑨, invertível,
𝒄 + 𝟐𝒂 𝒅 + 𝟐𝒂
tem-se que
a) det 𝐴 = det 𝐵.
b) det 𝐶 = 2 × det 𝐴.
c) det [𝐴 × 𝐵] = 1.
d) det [𝐴 + 𝐵] = 2 × det 𝐴.
e) det [𝐴 × 𝐵 −1 ] = 1.

Comentários:

Vamos comentar cada uma as alternativas.


a) 𝐝𝐞𝐭 𝑨 = 𝐝𝐞𝐭 𝑩. ERRADO.

Como 𝐵 é a inversa de 𝐴, a alternativa está afirmando que det 𝐴 = det 𝐴−1 . Essa propriedade é falsa, pois o
determinante da inversa de A é o inverso do determinante de A, isto é:

1
det 𝐴−1 =
det 𝐴
b) 𝐝𝐞𝐭 𝑪 = 𝟐 × 𝐝𝐞𝐭 𝑨. ERRADO.

Não existe essa relação entre as matrizes 𝐴 e 𝐶. Para provar que a alternativa é falsa, vamos mostrar um
contraexemplo.

Considere que 𝐴 é a matriz identidade, com 𝑎 = 𝑑 = 1 e 𝑏 = 𝑐 = 0.

𝑎 𝑏 1 0
𝐴=[ ]=[ ]
𝑐 𝑑 0 1

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Nesse caso, a matriz 𝐶 seria:

𝑎 𝑏 1 0 1 0
𝐶=[ ]=[ ]=[ ]
𝑐 + 2𝑎 𝑑 + 2𝑎 0 + 2.1 1 + 2.1 2 3

Note que, para esse exemplo:

 det 𝐴 = [1.1] − [0.0] = 1


 det 𝐶 = [1.3] − [0.2] = 3

Portanto, é errado dizer que det 𝐶 = 2 det 𝐴.

c) 𝐝𝐞𝐭 [𝑨 × 𝑩] = 𝟏. CERTO.
Como 𝐵 é a inversa de 𝐴, a alternativa está afirmando que det(𝐴 𝐴−1 ) = 1. Essa relação é verdadeira, pois,
pelo teorema de Binet:
det(𝐴 𝐴−1 ) = det 𝐴 × 𝐝𝐞𝐭 𝑨−𝟏
𝟏
= det 𝐴 ×
𝐝𝐞𝐭 𝑨
=1
d) 𝐝𝐞𝐭 [𝑨 + 𝑩] = 𝟐 × 𝐝𝐞𝐭 𝑨. ERRADO.

Essa propriedade não existe. 𝐵 é a inversa de 𝐴, de modo que não se pode afirmar que
det(𝐴 + 𝐴−1 ) = 2 det 𝐴.

Para provar que a alternativa é falsa, vamos mostrar um contraexemplo.

Considere que 𝐴 é a matriz identidade, com 𝑎 = 𝑑 = 1 e 𝑏 = 𝑐 = 0.

1 0
𝐴=( )
0 1
Temos que:
det 𝐴 = [1.1] − [0.0]
𝐝𝐞𝐭 𝑨 = 𝟏

A inversa da matriz identidade é a própria matriz identidade, isto é, 𝐴−1 = 𝐼2 . Nesse caso:

𝐴 + 𝐴−1 = 2𝐼2

O determinante de 𝐴 + 𝐴−1 é, portanto:

𝐝𝐞𝐭(𝑨 + 𝑨−𝟏 ) = det(2𝐼2 )

= 22 det 𝐼2

= 22 × 1

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=𝟒

Logo, perceba que, para o contraexemplo apresentado, 𝐝𝐞𝐭(𝑨 + 𝑨−𝟏 ) ≠ 2 × 𝐝𝐞𝐭 𝑨.

e) 𝐝𝐞𝐭 [𝑨 × 𝑩−𝟏 ] = 𝟏. ERRADO.

Como 𝐵 é a inversa de 𝐴, 𝐵 −1 é a própria matriz 𝐴, pois:

𝐵 −1 = (𝐴−1 )−1 = 𝐴

Portanto, a alternativa afirma que det(𝐴 × 𝐴) = 1. Não se pode afirmar isso para qualquer matriz 𝐴. Pelo
teorema de Binet, sabemos que:

det(𝐴 × 𝐴) = det 𝐴 × det 𝐴

det(𝐴 × 𝐴) = (det 𝐴)2

Gabarito: Letra C.

(CESPE/IFF/2018) Considere que 𝑨, 𝑩 e 𝑪 sejam matrizes quadradas, de mesma dimensão e com


entradas reais. Assinale a opção correta a respeito das propriedades dessas matrizes, assumindo que
𝐝𝐞𝐭 (𝑿) é o determinante da matriz 𝑿 e 𝑿𝒕 é a matriz transporta da matriz 𝑿.
a) Se a matriz 𝐴 for antissimétrica, isto é, se 𝐴𝑡 = −𝐴, então det(𝐴) = 0.
b) Se 𝐴 não for matriz nula e se 𝐴𝐵 = 𝐴𝐶, então 𝐵 = 𝐶.
c) Se (𝐴 + 𝐵)² = (𝐵 − 𝐴)², então 𝐴𝐵 = −𝐵𝐴.
d) Se 𝐴𝐵 ≠ 𝐵𝐴, então 𝑑𝑒𝑡(𝐴𝐵) ≠ 𝑑𝑒𝑡(𝐵𝐴).
e) 𝑑𝑒𝑡(2𝐴) = 2𝑑𝑒𝑡(𝐴).

Comentários:

Vamos analisar cada alternativa.

a) Se a matriz 𝑨 for antissimétrica, isto é, se 𝑨𝒕 = −𝑨, então 𝐝𝐞𝐭(𝑨) = 𝟎. ERRADO.

Uma matriz é antissimétrica quando 𝐴𝑡 = −𝐴. Em outras palavras, uma matriz é antissimétrica quando a
diagonal principal deve ser nula e os elementos simétricos com relação à diagonal principal são opostos.

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Podemos verificar que a afirmação é falsa com um contraexemplo. Note que a matriz abaixo é antissimétrica
e o determinante é diferente de zero:

𝟎 −𝟏
𝐴=[ ]
𝟏 𝟎

det 𝐴 = [𝟎. 𝟎] − [(−𝟏). 𝟏]

= 0 − (−1)

=1

b) Se 𝑨 não for matriz nula e se 𝑨𝑩 = 𝑨𝑪, então 𝑩 = 𝑪. ERRADO.

Essa relação só é válida se 𝑨 for uma matriz inversível. Isso porque, se a matriz for inversível, podemos
multiplicar ambos os lados da equação 𝐴𝐵 = 𝐴𝐶 por 𝐴−1 pela esquerda:

𝐴−1 𝐴𝐵 = 𝐴−1 𝐴𝐶

(𝐴−1 𝐴)𝐵 = (𝐴−1 𝐴)𝐶

𝐼𝐵 = 𝐼𝐶

𝐵=𝐶

1 0 0 0
Vamos mostrar que a afirmação é falsa com um contraexemplo. Considere 𝐴 = [ ], 𝐵 = [ ] e
1 0 1 0
0 0
𝐶=[ ].
2 0
1 0 0 0 0 0
𝐴𝐵 = [ ][ ] =[ ]
1 0 1 0 0 0
1 0 0 0 0 0
𝐴𝐶 = [ ][ ]=[ ]
1 0 2 0 0 0

Logo, temos um caso em que 𝑨 não é a matriz nula, 𝑨𝑩 = 𝑨𝑪 e 𝑩 é diferente de 𝑪.

c) Se (𝑨 + 𝑩)² = (𝑩 − 𝑨)², então 𝑨𝑩 = −𝑩𝑨. CERTO.

Vamos desenvolver a igualdade:

(𝐴 + 𝐵)² = (𝐵 − 𝐴)²
(𝐴 + 𝐵)(𝐴 + 𝐵) = (𝐵 − 𝐴)(𝐵 − 𝐴)
𝑨. 𝑨 + 𝐴𝐵 + 𝐵𝐴 + 𝑩. 𝑩 = 𝑩. 𝑩 − 𝐵𝐴 − 𝐴𝐵 + 𝑨. 𝑨

Simplificando os termos comuns, ficamos com:

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𝐴𝐵 + 𝐵𝐴 = −𝐵𝐴 − 𝐴𝐵

𝐴𝐵 + 𝐴𝐵 = −𝐵𝐴 − 𝐵𝐴

2𝐴𝐵 = −2𝐵𝐴

𝐴𝐵 = −𝐵𝐴

d) Se 𝑨𝑩 ≠ 𝑩𝑨, então 𝒅𝒆𝒕(𝑨𝑩) ≠ 𝒅𝒆𝒕(𝑩𝑨). ERRADO.

1 0
Para mostrar que essa alternativa está errada, vamos mostrar um contraexemplo. Considere 𝐴 = [ ]e
1 0
0 0
𝐵=[ ].
1 0

1 0 0 0 0 0
𝐴𝐵 = [ ][ ] =[ ]
1 0 1 0 0 0

0 0 1 0 0 0
𝐵𝐴 = [ ][ ]=[ ]
1 0 1 0 1 0

Note que, para esse contraexemplo, 𝐴𝐵 ≠ 𝐵𝐴 e det(𝐴𝐵) = det(𝐵𝐴).

e) 𝒅𝒆𝒕(𝟐𝑨) = 𝟐𝒅𝒆𝒕(𝑨). ERRADO.

Sabemos que, ao multiplicar uma matriz de ordem 𝒏 por uma constante 𝒌, o determinante dessa nova
matriz fica multiplicado por 𝒌𝒏 . Logo:

det(2𝐴) = 2𝑛 det 𝐴

Gabarito: Letra C.

(CESPE/CBM DF/2011) Um importante algoritmo para a resolução de problemas que envolvem matrizes
(por exemplo, resolução de sistemas lineares, cálculo da matriz inversa, determinantes etc.) consiste em
efetuar operações elementares sobre as linhas da matriz. Essas operações incluem multiplicação de uma
linha da matriz por um número não nulo; adição a uma linha de um múltiplo de outra linha; permutação
de linhas. Com relação a essas operações, considere a matriz B obtida da matriz
𝟏 𝟎 −𝟐
𝑨 = (𝟐 −𝟏 −𝟐) depois de efetuada a seguinte sequência de operações elementares: substituição da
𝟐 −𝟏 −𝟏
linha 3 pela linha 3 menos a linha 2; substituição da linha 2 pela linha 2 menos duas vezes a linha 1. Com
base nessas informações, julgue o item que se segue, acerca da matriz B.

O determinante da matriz A é igual ao determinante da matriz B.

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Comentários:

A matriz 𝐵 é obtida a partir da matriz 𝐴 após as seguintes operações:

 Substituição da linha 3 pela linha 3 menos a linha 2, isto é, 𝑳𝟑 ← 𝑳𝟑 + (−𝟏)𝑳𝟐 ;


 Substituição da linha 2 pela linha 2 menos duas vezes a linha 1, isto é, 𝑳𝟐 ← 𝑳𝟐 + (−𝟐)𝑳𝟏 .

Note que essas duas alterações, pelo Teorema de Jacobi, não alteram o valor do determinante. Logo, os
determinantes das matrizes 𝑨 e 𝑩 são iguais.

Lembre-se que o Teorema de Jacobi nos diz que:

Ao multiplicar uma fila por qualquer número e somar esse resultado a uma outra fila
paralela qualquer, o valor do determinante não se altera.

Gabarito: CERTO.

(CESPE/SEDUC AL/2018) Julgue o item que se seguem, relativos a matrizes e sistemas lineares.
Se P for uma matriz simétrica, então P será inversível.
Comentários:

Uma matriz é inversível quando o seu determinante é diferente de zero.

Não há correlação entre o fato de uma matriz ser simétrica com o fato de ela apresentar determinante
diferente de zero.

𝟎 𝟎
Para mostrar que a afirmação está errada, pode-se usar como contraexemplo a matriz 𝑷 = [ ].
𝟎 𝟎

0 0
Note que trata-se de uma matriz simétrica, pois 𝑃𝑡 = 𝑃 = [ ]. Veja, porém, que det 𝑃 = 0 e, portanto,
0 0
essa matriz não é inversível.

Gabarito: ERRADO

𝟏 𝟎 −𝟏 𝟏
(CESPE/Pref. São Cristóvão/2019) Para a matriz 𝑨 = [𝟏 𝟏 𝟏 𝟏], tem-se que 𝒅𝒆𝒕(𝑨) = −𝟏 e,
𝟎 𝟎 𝟏 𝟏
𝟏 𝟎 𝟎 𝟏
consequentemente, 𝑨 é uma matriz inversível.

Comentários:

Temos um determinante de ordem 4. Para calculá-lo, vamos usar a regra de Chió.

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Fazer com que o elemento 𝒂𝟏𝟏 seja igual a 1

Note que o elemento 𝒂𝟏𝟏 já é igual a 𝟏.

Zerar todos os elementos da primeira linha, à exceção de 𝒂𝟏𝟏 , fazendo uso da primeira coluna

Para tanto, vamos realizar as seguintes substituições, nessa ordem:

 𝑪𝟑 ← 𝑪3 + 𝑪𝟏
 𝑪𝟒 ← 𝑪𝟒 − 𝑪𝟏

1 0 −1 1 1 0 𝟎 1 1 0 𝟎 𝟎
det 𝐴 = |1 1 1 1| 𝑪𝟑 ←𝑪=𝟑 +𝑪𝟏 |1 1 𝟐 1| 𝑪𝟒 ←𝑪=𝟒 −𝑪𝟏 |1 1 2 𝟎|
0 0 1 1 0 0 𝟏 1 0 0 1 𝟏
1 0 0 1 1 0 𝟏 1 1 0 1 𝟎

Observe que o determinante ficou reduzido a:

1 0 0 0
det 𝐴 = |1 1 2 0|
0 0 1 1
1 0 1 0

Feita a operação anterior, o determinante em questão é igual ao menor complementar 𝑫𝟏𝟏

1 0 0 0
det 𝐴 = |1 1 2 0|
0 0 1 1
1 0 1 0

1 0 0 0
det 𝐴 = |1 1 2 0|
0 0 1 1
1 0 1 0

𝟏 2 0
det 𝐴 = |𝟎 1 1|
𝟎 1 0

Podemos agora calcular o determinante de 𝐴 pela regra de Sarrus. Observe, porém, que é mais conveniente
aplicar o Teorema de Laplace na primeira coluna, pois o determinante fica reduzido a 𝐷11 .

det 𝐴 = 𝑎11 𝐴11 + 𝑎21 𝐴21 + 𝑎31 𝐴31

= 1𝐴11 + 0. 𝐴21 + 0. 𝐴31

= 𝐴11

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= (−1)1+1 𝐷11

= 𝐷11

1 2 0
= |0 1 1|
0 1 0
𝟏 𝟏
=| |
𝟏 𝟎

= [𝟏. 𝟎] − [𝟏. 𝟏]

= −1

Temos, portanto, que 𝐝𝐞𝐭 𝑨 = −𝟏. Além disso, a matriz 𝑨 é inversível, pois o seu determinante é diferente
de zero.

Gabarito: CERTO.

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LISTA DE QUESTÕES – CEBRASPE

Matrizes

Texto para as próximas questões


Um importante algoritmo para a resolução de problemas que envolvem matrizes (por exemplo, resolução
de sistemas lineares, cálculo da matriz inversa, determinantes etc.) consiste em efetuar operações
elementares sobre as linhas da matriz. Essas operações incluem multiplicação de uma linha da matriz por
um número não nulo; adição a uma linha de um múltiplo de outra linha; permutação de linhas. Com relação
1 0 −2
a essas operações, considere a matriz B obtida da matriz 𝐴 = (2 −1 −2) depois de efetuada a seguinte
2 −1 −1
sequência de operações elementares: substituição da linha 3 pela linha 3 menos a linha 2; substituição da
linha 2 pela linha 2 menos duas vezes a linha 1. Com base nessas informações, julgue o item que se segue,
acerca da matriz B.

(CESPE/CBM DF/2011) Na linha 3 da matriz B, há apenas um elemento nulo.

(CESPE/CBM DF/2011) A soma dos elementos da linha 2 da matriz B é igual a 1.

(CESPE/PC-DF/2013) Considere que a empresa X tenha disponibilizado um aparelho celular a um


empregado que viajou em missão de 30 dias corridos. O custo do minuto de cada ligação, para qualquer
telefone, é de R$ 0,15. Nessa situação, considerando que a empresa tenha estabelecido limite de R$ 200,00
e que, após ultrapassado esse limite, o empregado arcará com as despesas, julgue o item a seguir.
Considere que, em uma nova missão, o preço das ligações tenha passado a depender da localidade, mesma
cidade ou cidade distinta da de origem da ligação, e do tipo de telefone para o qual a ligação tenha sido
feita, celular, fixo ou rádio. As tabelas abaixo mostram quantas ligações de cada tipo foram feitas e o valor
de cada uma:

Tabela I: número de ligações realizadas por tipo de telefone

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Tabela II: preço de cada ligação, em reais

𝟎, 𝟐𝟎 𝟎, 𝟓𝟎
𝟔 𝟑 𝟏
Nessas condições, se 𝑨 = [ ] for a matriz formada pelos dados da tabela I, e 𝑩 = [𝟎, 𝟏𝟓 𝟎, 𝟑𝟎]
𝟕 𝟏 𝟑
𝟎, 𝟐𝟎 𝟎, 𝟐𝟎
for a matriz formada pelos dados da tabela II, então a soma de todas as entradas da matriz A × B será igual
ao valor total das ligações efetuadas.

𝟐 𝟎 𝟏𝟎
(CESPE/SEDF/2017) Considerando a matriz 𝑨 = [𝟒 𝟏𝟎 𝟐𝟎], julgue o próximo item.
𝟎 𝟐 𝟒𝟎
Se 𝑪 = [𝑪𝒊𝒋 ], 1 ≤ i , j ≤ 3, tal que 𝑪 = 𝑨𝟐 , então 𝑪𝟐𝟑 – 𝑪𝟐𝟐 > 𝟓𝟎𝟎.

(CESPE/IBAMA/2013) Julgue o item subsequente, relacionado a problemas aritméticos, geométricos e


matriciais.

Considere que 𝑨 e 𝑩 sejam matrizes distintas, de ordem 𝟐 × 𝟐, com entradas reais e, em cada matriz, três
das quatro entradas sejam iguais a zero. Além disso, considere também que
𝑨 × 𝑨 = 𝑩 × 𝑩 = 𝑨 × 𝑩 = 𝑶, em que 𝑶 é a matriz nula, isto é, a matriz em que todas as entradas
são iguais a zero. Nesse caso, necessariamente, 𝑨 = 𝑶 ou 𝑩 = 𝑶.

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GABARITO – CEBRASPE

Matrizes

ERRADO
CERTO
ERRADO
CERTO
ERRADO

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LISTA DE QUESTÕES – CEBRASPE

Determinantes
𝟑 𝒌
(CESPE/IFF/2018) Considere que k seja um número real e que o determinante da matriz 𝑩 = [ ] seja
𝟑 𝟗
𝟑 −𝟏
igual a 27. Nesse caso, se 𝑨 = [ ] então o determinante da matriz B − A, será igual a:
𝟗 𝟔
a) 30.
b) 0.
c) 3.
d) 6.
e) 10.

(CESPE/SEDUC AL/2018) Julgue o item que se seguem, relativos a matrizes e sistemas lineares.
𝒂 𝟏 𝟎 −𝟏
Se 𝒂 é um número real e se o determinante da matriz 𝑷 = [ ] + 𝟐[ ] for igual a zero,
𝟎 𝒂−𝟏 −𝟏 𝟏
então 𝒂 = − 𝟐 ou 𝒂 = 𝟏.

𝟏 𝟐 𝟐 𝒙 𝟏 𝒃𝟏
(CESPE/ABIN/2010) Considerando a matriz 𝑨 = (𝟐 𝟎 𝟐 ) e os vetores 𝑿 = ( 𝒙 𝟐 ) e 𝒃 = ( 𝒃 𝟐 ),
𝟑 𝟒 𝟓 𝒙 𝟑 𝒃𝟑
julgue o item a seguir.
O determinante de 𝑨 é igual a – 𝟏.

𝟐 𝟎 𝟏𝟎
(CESPE/SEDF/2017) Considerando a matriz 𝑨 = [𝟒 𝟏𝟎 𝟐𝟎], julgue o próximo item.
𝟎 𝟐 𝟒𝟎
𝟏
Se 𝑩 = 𝟐 𝑨, então o determinante de B é maior que 200.

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𝟏 𝟏 𝟎
(CESPE/SEDUC CE/2013/Adaptada) Considerando a matriz 𝑨 = [𝟏 𝟎 𝟎], o determinante de 𝑨𝟒 é igual
𝟏 𝟎 𝟐
a:
a) −16.
b) 0.
c) 16.
d) 20.
e) 81.

(CESPE/MS/2008) Se uma matriz quadrada 𝑨 = (𝜶𝒊𝒋 ) tem dimensão 𝟑 × 𝟑 e é tal que (𝜶𝒊𝒋 ) = 𝟏, se
𝒊 ≤ 𝒋 e (𝜶𝒊𝒋 ) = 𝒊 − 𝒋, se 𝒊 > 𝒋, então o determinante de 𝑨 é um número estritamente positivo.

Texto para as próximas questões


2 −1 5 3 0 0 1 0 0
Considerando as matrizes 𝐴 = [1 0 4], 𝐵 = [3 0 0] e 𝐶 = [0 1 0], julgue os itens a seguir.
2 2 0 3 0 0 0 0 5

(CESPE/SEDU-ES/2012) Como [𝒅𝒆𝒕 𝑩]² = 𝒅𝒆𝒕 𝑩, então 𝒅𝒆𝒕 𝑩 = 𝟏.

(CESPE/SEDU-ES/2012) É correto afirmar que 𝐝𝐞𝐭[𝑨 × 𝑩 × 𝑪] = 𝐝𝐞𝐭 𝑩.

(CESPE/SEDU-ES/2012) 𝐝𝐞𝐭 𝑨𝟐 = 𝟏𝟗𝟔.

(CESPE/PETROBRAS/2008) Se A é uma matriz quadrada invertível, então


a) det[𝐴 × 𝐴𝑡 ] = [det 𝐴]², em que 𝐴𝑡 é a matriz transposta da matriz 𝐴.
b) det [𝐴 + 𝐴] = 2 × det 𝐴.
c) det 𝐴 + det 𝐴𝑡 = 0.
d) det [𝐴 + 𝐴−1 ] = 0.
e) det 𝐴 = det 𝐴−1 .

𝒂 𝒃
(CESPE/PETROBRAS/2008) Considere que 𝑨 = ( ) seja uma matriz invertível, 𝑩 = 𝑨−𝟏 seja a
𝒄 𝒅
𝒂 𝒃
inversa de 𝑨 e 𝑪 = ( ). Nesse caso, é correto afirmar que, para toda matriz 𝑨, invertível,
𝒄 + 𝟐𝒂 𝒅 + 𝟐𝒂
tem-se que
a) det 𝐴 = det 𝐵.
b) det 𝐶 = 2 × det 𝐴.

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c) det [𝐴 × 𝐵] = 1.
d) det [𝐴 + 𝐵] = 2 × det 𝐴.
e) det [𝐴 × 𝐵 −1 ] = 1.

(CESPE/IFF/2018) Considere que 𝑨, 𝑩 e 𝑪 sejam matrizes quadradas, de mesma dimensão e com


entradas reais. Assinale a opção correta a respeito das propriedades dessas matrizes, assumindo que
𝐝𝐞𝐭 (𝑿) é o determinante da matriz 𝑿 e 𝑿𝒕 é a matriz transporta da matriz 𝑿.
a) Se a matriz 𝐴 for antissimétrica, isto é, se 𝐴𝑡 = −𝐴, então det(𝐴) = 0.
b) Se 𝐴 não for matriz nula e se 𝐴𝐵 = 𝐴𝐶, então 𝐵 = 𝐶.
c) Se (𝐴 + 𝐵)² = (𝐵 − 𝐴)², então 𝐴𝐵 = −𝐵𝐴.
d) Se 𝐴𝐵 ≠ 𝐵𝐴, então 𝑑𝑒𝑡(𝐴𝐵) ≠ 𝑑𝑒𝑡(𝐵𝐴).
e) 𝑑𝑒𝑡(2𝐴) = 2𝑑𝑒𝑡(𝐴).

(CESPE/CBM DF/2011) Um importante algoritmo para a resolução de problemas que envolvem matrizes
(por exemplo, resolução de sistemas lineares, cálculo da matriz inversa, determinantes etc.) consiste em
efetuar operações elementares sobre as linhas da matriz. Essas operações incluem multiplicação de uma
linha da matriz por um número não nulo; adição a uma linha de um múltiplo de outra linha; permutação
de linhas. Com relação a essas operações, considere a matriz B obtida da matriz
𝟏 𝟎 −𝟐
𝑨 = (𝟐 −𝟏 −𝟐) depois de efetuada a seguinte sequência de operações elementares: substituição da
𝟐 −𝟏 −𝟏
linha 3 pela linha 3 menos a linha 2; substituição da linha 2 pela linha 2 menos duas vezes a linha 1. Com
base nessas informações, julgue o item que se segue, acerca da matriz B.

O determinante da matriz A é igual ao determinante da matriz B.

(CESPE/SEDUC AL/2018) Julgue o item que se seguem, relativos a matrizes e sistemas lineares.
Se P for uma matriz simétrica, então P será inversível.

𝟏 𝟎 −𝟏 𝟏
(CESPE/Pref. São Cristóvão/2019) Para a matriz 𝑨 = [𝟏 𝟏 𝟏 𝟏], tem-se que 𝒅𝒆𝒕(𝑨) = −𝟏 e,
𝟎 𝟎 𝟏 𝟏
𝟏 𝟎 𝟎 𝟏
consequentemente, 𝑨 é uma matriz inversível.

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GABARITO – CEBRASPE

Determinantes

LETRA D ERRADO LETRA C


CERTO ERRADO LETRA C
ERRADO CERTO CERTO
ERRADO CERTO ERRADO
LETRA C LETRA A CERTO

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