Matemática para Petrobras: Matrizes e Determinantes
Matemática para Petrobras: Matrizes e Determinantes
Autor:
Equipe Exatas Estratégia
Concursos
28 de Fevereiro de 2023
Equipe Exatas Estratégia Concursos
Aula 18
Índice
1) Matrizes
..............................................................................................................................................................................................3
2) Determinantes
..............................................................................................................................................................................................
45
MATRIZES
Matrizes
Introdução às matrizes
Podemos representar uma matriz tanto com colchetes "[ ]" quanto com parênteses "( )".
Matriz de dimensão m × n: m linhas e n colunas.
Elemento 𝑎𝒊𝒋 : o primeiro índice representa a linha e o segundo índice representa a coluna.
Cada elemento da matriz deve ser calculado por meio de uma fórmula apresentada.
Tipos de matrizes
Igualdade entre matrizes: duas matrizes são iguais quando apresentam a mesma dimensão m×n e seus
elementos são idênticos e estão nas mesmas posições.
Adição e subtração de matrizes: é necessário que as matrizes tenham a mesma dimensão m×n. Para
realizar a operação, basta somar/subtrair os termos que estão na mesma posição.
Multiplicação da matriz por um número real: multiplicar todos os elementos da matriz pelo número real.
Multiplicação de matrizes
1. Verificar se o número de colunas da primeira matriz é igual ao número de linhas da segunda. Se essa
igualdade não se verificar, não é possível realizar o produto das matrizes.
3. Obter os elementos da matriz resultante a partir das linhas da primeira matriz e das colunas da
segunda matriz.
O elemento 𝑐𝒊𝒋 da matriz-produto 𝐶 é obtido por meio da linha 𝒊 da primeira matriz e da coluna 𝒋 da
segunda matriz.
Matriz oposta
A transposta de uma matriz 𝐴 (notação: 𝐴𝑡 ) corresponde à matriz cujas linhas foram transformadas em
colunas.
(𝐴𝑡 )𝑡 = 𝐴
(𝛼𝐴)𝑡 = 𝛼𝐴𝑡
(𝑨𝑩)𝑡 = 𝑩𝑡 𝑨𝑡
(𝐴 + 𝐵)𝑡 = 𝐴𝑡 + 𝐵𝑡
Matriz inversa
A inversa de uma matriz 𝐴 (notação: 𝐴−1) é aquela matriz que, quando multiplicada pela matriz A, tem
como resultado a matriz identidade:
𝐴𝐴−1 = 𝐴−1 𝐴 = 𝐼𝑛
Propriedades:
(𝐴−1 )−1 = 𝐴
(𝐴−1 )𝑡 = (𝐴𝑡 )−1
1
(𝛼𝐴)−1 = 𝐴−1
𝛼
(𝑨𝑩)−1 = 𝑩−1 𝑨−1
(𝑨𝑩𝑪)−1 = 𝑪−1 𝑩−1 𝑨−1
Matriz inversa como análogo da divisão: pode-se multiplicar ambos os lados de uma equação matricial
pela inversa de uma matriz (𝐴−1) e, na sequência, usar a propriedade 𝐴−1 𝐴 = 𝐼.
Matriz ortogonal
Uma matriz 𝐴 é dita ortogonal quando a sua inversa é igual a sua transposta:
𝐴 é ortogonal 𝐴−1 = 𝐴𝑡
Introdução às matrizes
Noção básica
A ideia básica de uma matriz é representar uma tabela de um modo mais formal, com uma "linguagem
matemática".
Suponha, por exemplo, que um concurseiro quer organizar em uma matriz quantas horas ele pretende
estudar em cada dia da semana das próximas quatro semanas. Considere também que:
Note que o elemento que está na 6ª linha e na 2ª coluna representa o número de horas que concurseiro
planeja estudar no sábado da segunda semana: 11 horas.
Podemos representar uma matriz tanto com colchetes "[ ]" quanto com parênteses "( )". Portanto, a matriz
em questão também pode ser representada da seguinte maneira:
3 4 5 6
4 3 4 3
5 4 4 3
5 4 3 3
6 5 3 4
9 11 9 8
(9 8 9 9)
Podemos dizer que uma matriz de dimensão m × n (lê-se: matriz de dimensão m por n) é uma matriz
formada por elementos (ou entradas) distribuídos em m linhas e n colunas.
No exemplo que acabamos de mostrar, temos uma matriz composta por 7 linhas e por 4 colunas. Portanto,
trata-se de uma matriz 7 × 4 (matriz 7 por 4). Vejamos mais quatro exemplos:
3
11 √3 7/9
• [6 5 2 ] é uma matriz 3 × 3;
8 1 3
5 11/12 1 53
• [ ] é uma matriz 2 × 4;
√7 4 4 15
2 3
• [5 7 ] é uma matriz 4 × 2;
11 13
17 19
5
• [3] é uma matriz 3 × 1.
1
Cada elemento de uma matriz apresenta uma determinada localização dentro dela. Essa localização é dada
pela linha e pela coluna do elemento.
3 4 5 6
4 3 4 3
5 4 4 3
𝐴= 5 4 3 3
6 5 3 4
9 11 9 8
[9 8 9 9]
Genericamente, um elemento dessa matriz 𝐴 pode ser representado por 𝒂𝒊𝒋 , em que 𝒊 representa a linha
em que esse elemento se encontra e 𝒋 representa a sua coluna.
Por exemplo, o elemento 𝑎𝟒𝟐 é aquele que está na linha 4 e na coluna 2. Portanto, 𝑎42 = 4.
O elemento 𝑎𝟐𝟒 , por sua vez, é aquele que está na linha 2 e na coluna 4. Portanto, 𝑎24 = 3.
Uma matriz A de dimensão m×n, isto é, uma matriz A com m linhas e n colunas, pode ser representada
genericamente das seguintes formas:
𝐴𝑚×𝑛
𝐴 = (𝑎𝑖𝑗 )𝑚×𝑛
Podemos representar uma matriz por meio de uma lei de formação. Nesse caso, cada elemento da matriz
deve ser calculado por meio de uma fórmula apresentada.
Considere por exemplo, a seguinte matriz:
𝑎𝟏𝟏 = 𝟏 + 𝟏2 = 2
𝑎𝟏𝟐 = 𝟏 + 𝟐2 = 5
𝑎𝟏𝟑 = 𝟏 + 𝟑2 = 10
𝑎𝟐𝟏 = 𝟐 + 𝟏2 = 3
𝑎𝟐𝟐 = 𝟐 + 𝟐2 = 6
𝑎𝟐𝟑 = 𝟐 + 𝟑2 = 11
𝑎𝟑𝟏 = 𝟑 + 𝟏2 = 4
𝑎𝟑𝟐 = 𝟑 + 𝟐2 = 7
𝑎𝟑𝟑 = 𝟑 + 𝟑2 = 12
Portanto, a matriz 𝐴 é dada por:
2 5 10
𝐴 = [3 6 11]
4 7 12
Vamos a um exercício.
(DNIT/2013) Os elementos de uma matriz 𝐴3×2 , isto é, com três linhas e duas colunas, são dados por:
(𝑖 + 𝑗)2 , se 𝑖 = 𝑗
𝑎𝑖𝑗 = {
𝑖 2 + 𝑗 2 , se 𝑖 ≠ 𝑗
Em que 𝑎𝑖𝑗 representa o elemento da matriz 𝐴3×2 localizado na linha 𝑖 e coluna 𝑗. Então, a soma dos
elementos da primeira coluna de 𝐴3×2 é igual a:
a) 17
b) 15
c) 12
d) 19
e) 13
Comentários:
Como a matriz 𝐴 apresenta 3 linhas e 2 colunas, podemos representá-la genericamente do seguinte modo:
𝑎11 𝑎12
𝐴 = [𝑎21 𝑎22 ]
𝑎31 𝑎32
A questão pede a soma dos elementos da primeira coluna de 𝐴:
𝑎11 + 𝑎21 + 𝑎31
Tipos de matrizes
Matriz linha
É uma matriz com apenas uma linha, ou seja, tem dimensão da forma 𝟏 × 𝑛. Exemplos:
1 11 13
•
2
[3 3
√4 7 2 1 42 ] é uma matriz linha de dimensão 𝟏 × 9.
2 2
Matriz coluna
É uma matriz com apenas uma coluna, ou seja, tem dimensão da forma 𝑚 × 𝟏. Exemplos:
−4
• [ 5√6] é uma matriz coluna de dimensão 3 × 𝟏.
53
11
7
• √4 é uma matriz coluna de dimensão 5 × 𝟏.
2
−11
[ 3 ]
Matriz quadrada
É uma matriz que apresenta o mesmo número de linhas e de colunas, ou seja, tem dimensão da forma
𝑛 × 𝑛. Exemplos:
11 42
• [ ] é uma matriz quadrada de dimensão 2 × 2.
70% −3
7 53 3
• [ 4 −8 22] é uma matriz quadrada de dimensão 3 × 3.
11 4% 1
Quando uma matriz quadrada apresenta dimensão 𝒏 × 𝒏, dizemos que essa matriz quadrada apresenta
ordem 𝒏. Nos dois exemplos anteriores, temos uma matriz quadrada de ordem 2 e uma matriz quadrada de
ordem 3, respectivamente.
Uma matriz quadrada apresenta duas diagonais: a diagonal principal e a diagonal secundária.
A diagonal principal é composta pelos elementos em que o número da linha é igual ao número da coluna,
isto é, 𝒊 = 𝒋.
Para o exemplo em questão, os elementos da diagonal principal são 𝑎11 = 5, 𝑎22 = 15 e 𝑎33 = 7.
Já a diagonal secundária é composta por elementos cuja soma da linha e da coluna (𝑖 + 𝑗) é igual à ordem
da matriz (𝑛) acrescida de uma unidade, isto é:
𝒊+𝒋=𝒏+𝟏
Para o exemplo em questão, os elementos da diagonal secundária são 𝑎13 = 9, 𝑎22 = 15 e 𝑎31 = √7.
Matriz retangular
Uma matriz é retangular quando o número de linhas é diferente do número de colunas. Exemplos:
11
3 2
• [ 33−11] é uma matriz retangular de dimensão 3 × 2.
13 6
0 11 4
• [ ] é uma matriz retangular de dimensão 2 × 3.
−9 50% 1
Matriz diagonal
A matriz diagonal é uma matriz quadrada em que todos os elementos que não pertencem à diagonal
principal são iguais a zero. Exemplos:
𝟏𝟏 𝟎
• [ ]
𝟎 −𝟑
𝟒 𝟎 𝟎
• [𝟎 −𝟐 𝟎]
𝟎 𝟎 𝟕
Matriz triangular
Uma matriz triangular é uma matriz quadrada em que todos os elementos acima ou abaixo de sua diagonal
principal são nulos.
Quando todos os elementos abaixo da diagonal principal forem nulos, temos uma matriz triangular
superior. Exemplo:
8 5 7 1
[ 𝟎 9 1 4]
𝟎 𝟎 5 2
𝟎 𝟎 𝟎 1
Quando todos os elementos acima da diagonal principal forem nulos, temos uma matriz triangular inferior.
Exemplo:
8 𝟎 𝟎 𝟎
[2 9 𝟎 𝟎]
3 9 5 𝟎
1 5 1 3
A matriz identidade (ou matriz unidade) é uma matriz quadrada cujos elementos da diagonal principal são
iguais a 1 e os elementos fora da diagonal principal são zero. Exemplo:
𝟏 𝟎 𝟎 𝟎
𝐼4 = [𝟎 𝟏 𝟎 𝟎]
𝟎 𝟎 𝟏 𝟎
𝟎 𝟎 𝟎 𝟏
A representação desse tipo de matriz é dada pela letra 𝐼 acrescida de um índice que indica a ordem da matriz.
Isso significa que 𝐼3 é uma matriz identidade de ordem 3:
𝟏 𝟎 𝟎
𝐼3 = [𝟎 𝟏 𝟎]
𝟎 𝟎 𝟏
Matriz nula
Matriz nula é a matriz que apresenta todos seus elementos iguais a zero. Exemplos:
0 0 0
• [ ] é uma matriz nula de dimensão 2 × 3.
0 0 0
0 0 0
• 𝑂3 = [0 0 0] é uma matriz nula quadrada de ordem 3.
0 0 0
É comum representar uma matriz nula quadrada pela letra 𝑂 acrescida de um índice que indica a ordem da
matriz. Isso significa que 𝑶𝟑 é uma matriz nula quadrada de ordem 3.
Por exemplo, as duas matrizes abaixo são iguais, pois apresentam a dimensão 3 × 3, bem como seus
elementos são idênticos e estão nas mesmas posições:
3/4 11 −3 3/4 11 −3
[ 7 42 −4] = [ 7 42 −4]
√2 5 −1 √2 5 −1
3/4 11 −3 ?? 3/4 11 −3
[ 7 𝟒𝟐 ⏞[ 7
−4] = 𝒙 −4]
𝒚 5 −1 √𝟐 5 −1
Note que a igualdade só se verifica se 𝒙 = 𝟒𝟐 e 𝒚 = √𝟐. Caso contrário, as duas matrizes não serão iguais.
Para somar ou subtrair matrizes, é necessário que elas tenham a mesma dimensão. Note, portanto, que
não é possível somarmos uma matriz de dimensão 3 × 5 com uma matriz de dimensão 4 × 3.
Feita essa observação, deve-se entender que a soma entre duas matrizes é feita somando os termos que
estão na mesma posição.
Para a subtração, seguimos a mesma ideia, subtraindo os elementos de uma matriz dos elementos de
mesma posição da outra matriz.
𝟓 −𝟐 𝟑
𝑨=[ ]
−𝟒 𝟏 𝟓
−𝟑 𝟑 −𝟐
𝑩=[ ]
𝟐 𝟏 𝟕
𝟓 −𝟐 𝟑 −𝟑 𝟑 −𝟐
𝐴+𝐵 =[ ]+[ ]
−𝟒 𝟏 𝟓 𝟐 𝟏 𝟕
𝟓 + (−𝟑) −𝟐 + 𝟑 𝟑 + (−𝟐)
=[ ]
−𝟒 + 𝟐 𝟏+𝟏 𝟓+𝟕
2 1 1
=[ ]
−2 2 12
𝟓 −𝟐 𝟑 −𝟑 𝟑 −𝟐
𝐴−𝐵 =[ ]−[ ]
−𝟒 𝟏 𝟓 𝟐 𝟏 𝟕
𝟓 − (−𝟑) −𝟐 − 𝟑 𝟑 − (−𝟐)
=[ ]
−𝟒 − 𝟐 𝟏−𝟏 𝟓−𝟕
8 −5 5
=[ ]
−6 0 −2
Para multiplicarmos uma matriz por um número real qualquer, basta multiplicar todos os elementos dessa
matriz pelo número real. Considere, por exemplo, a seguinte matriz 𝐴:
−3 2 5
𝐴=[ 1 3 −1]
7 −3 √2
−𝟑 𝟐 𝟓
2𝐴 = 𝟐 × [ 𝟏 𝟑 −𝟏]
𝟕 −𝟑 √𝟐
−6 4 10
2𝐴 = [ 2 6 −2 ]
14 −6 2√2
Multiplicação de matrizes
Pessoal, atenção redobrada com a multiplicação de matrizes. Essa é a parte que costuma gerar mais confusão
entre os alunos.
1. Verificar se o número de colunas da primeira matriz é igual ao número de linhas da segunda. Se essa
igualdade não se verificar, não é possível realizar o produto das matrizes.
3. Obter os elementos da matriz resultante a partir das linhas da primeira matriz e das colunas da
segunda matriz.
3 2 1
𝐴=[ ]
1 3 3
100 200 450 200
𝐵 = [400 150 150 450]
250 300 100 700
1. Verificar se o número de colunas da primeira matriz é igual ao número de linhas da segunda. Se essa
igualdade não se verificar, não é possível realizar o produto das matrizes;
Note que a matriz 𝐴 tem dimensão 2 × 𝟑, e a matriz 𝐵 tem dimensão 𝟑 × 4. Observe, portanto, que o
número de colunas da matriz 𝑨 é igual ao número de linhas da matriz 𝑩. Logo, é possível realizar o produto
das matrizes 𝐴2×3 e 𝐵3×4.
( ) ( ) ( ) ( )
𝐶 =𝐴×𝐵 =[ ]
( ) ( ) ( ) ( )
3. Obter os elementos da matriz resultante a partir das linhas da primeira matriz e das colunas da
segunda matriz.
Obtenção de 𝑐𝟏𝟏
Para determinar o elemento da primeira linha e da primeira coluna da matriz-produto (𝑐𝟏𝟏 ), devemos utilizar
a primeira linha da primeira matriz e a primeira coluna da segunda matriz.
𝟑 𝟐 𝟏
𝐴=[ ]
1 3 3
𝟏𝟎𝟎 200 450 200
𝐵 = [𝟒𝟎𝟎 150 150 450]
𝟐𝟓𝟎 300 100 700
𝟏𝟑𝟓𝟎 ( ) ( ) ( )
𝐶 =𝐴×𝐵 =[ ]
( ) ( ) ( ) ( )
Obtenção de 𝑐𝟏𝟐
Para determinar o elemento da primeira linha e da segunda coluna da matriz-produto (𝑐𝟏𝟐 ), devemos utilizar
a primeira linha da primeira matriz e a segunda coluna da segunda matriz.
𝟑 𝟐 𝟏
𝐴=[ ]
1 3 3
100 𝟐𝟎𝟎 450 200
𝐵 = [400 𝟏𝟓𝟎 150 450]
250 𝟑𝟎𝟎 100 700
1350 𝟏𝟐𝟎𝟎 ( ) ( )
𝐶 =𝐴×𝐵 =[ ]
( ) ( ) ( ) ( )
Obtenção de 𝑐𝟏𝟑
Para determinar o elemento da primeira linha e da terceira coluna da matriz-produto (𝑐𝟏𝟑 ), devemos utilizar
a primeira linha da primeira matriz e a terceira coluna da segunda matriz.
𝟑 𝟐 𝟏
𝐴=[ ]
1 3 3
Obtenção de 𝑐𝟏𝟒
Para determinar o elemento da primeira linha e da quarta coluna da matriz-produto (𝑐𝟏𝟒 ), devemos utilizar
a primeira linha da primeira matriz e a quarta coluna da segunda matriz.
𝟑 𝟐 𝟏
𝐴=[ ]
1 3 3
Obtenção de 𝑐𝟐𝟏
Para determinar o elemento da segunda linha e da primeira coluna da matriz-produto (𝑐𝟐𝟏 ), devemos utilizar
a segunda linha da primeira matriz e a primeira coluna da segunda matriz.
3 2 1
𝐴=[ ]
𝟏 𝟑 𝟑
Obtenção de 𝑐𝟐𝟐
Para determinar o elemento da segunda linha e da segunda coluna da matriz-produto (𝑐𝟐𝟐 ), devemos utilizar
a segunda linha da primeira matriz e a segunda coluna da segunda matriz.
3 2 1
𝐴=[ ]
𝟏 𝟑 𝟑
100 𝟐𝟎𝟎 450 200
𝐵 = [400 𝟏𝟓𝟎 150 450]
250 𝟑𝟎𝟎 100 700
Obtenção de 𝑐𝟐𝟑
Para determinar o elemento da segunda linha e da terceira coluna da matriz-produto (𝑐𝟐𝟑 ), devemos utilizar
a segunda linha da primeira matriz e a terceira coluna da segunda matriz.
3 2 1
𝐴=[ ]
𝟏 𝟑 𝟑
Obtenção de 𝑐𝟐𝟒
Para determinar o elemento da segunda linha e da quarta coluna da matriz-produto (𝑐𝟐𝟒 ), devemos utilizar
a segunda linha da primeira matriz e a quarta coluna da segunda matriz.
3 2 1
𝐴=[ ]
𝟏 𝟑 𝟑
𝐴×𝐵 =𝐶
Calma, caro aluno. Levamos quatro páginas porque fizemos passo a passo. Em resumo, o que você precisa
saber é o seguinte:
( 𝟑. 𝟏𝟎𝟎 + 𝟐. 𝟒𝟎𝟎 + 𝟏. 𝟐𝟓𝟎) (𝟑. 𝟐𝟎𝟎 + 𝟐. 𝟏𝟓𝟎 + 𝟏. 𝟑𝟎𝟎) (𝟑. 𝟒𝟓𝟎 + 𝟐. 𝟏𝟓𝟎 + 𝟏. 𝟏𝟎𝟎) (𝟑. 𝟐𝟎𝟎 + 𝟐. 𝟒𝟓𝟎 + 𝟏. 𝟕𝟎𝟎)
=[ ]
(𝟏. 𝟏𝟎𝟎 + 𝟑. 𝟒𝟎𝟎 + 𝟑. 𝟐𝟓𝟎) (𝟏. 𝟐𝟎𝟎 + 𝟑. 𝟏𝟓𝟎 + 𝟑. 𝟑𝟎𝟎) (𝟏. 𝟒𝟓𝟎 + 𝟑. 𝟏𝟓𝟎 + 𝟑. 𝟏𝟎𝟎 ) (𝟏. 𝟐𝟎𝟎 + 𝟑. 𝟒𝟓𝟎 + 𝟑. 𝟕𝟎𝟎)
2 1
(MPE SC/2022) Seja 𝐴 = [ ].
3 1
A soma dos elementos da matriz 𝐴2 é:
a) 10;
b) 12;
c) 15;
d) 23;
e) 30.
Comentários:
Note que a matriz 𝐴2 é:
𝐴2 = 𝐴 × 𝐴
𝟐 𝟏 𝟐 𝟏
=[ ]×[ ]
𝟑 𝟏 𝟑 𝟏
𝟐. 𝟐 + 𝟏. 𝟑 𝟐. 𝟏 + 𝟏. 𝟏
=[ ]
𝟑. 𝟐 + 𝟏. 𝟑 𝟑. 𝟏 + 𝟏. 𝟏
7 3
=[ ]
9 4
Logo, a soma dos elementos da matriz 𝐴2 é:
7+3+9+4
= 23
Gabarito: Letra D.
(Pref. SJC/2019) Sobre as matrizes 𝐴𝑚×𝑛 e 𝐵𝑝 × 𝑞 é correto afirmar que existe a operação:
a) A + B, se n = p
b) B – A, se n = p
c) A · B, se m = q
d) B · A, se m = q
e) A ÷ B, se n = p
Comentários:
Vamos analisar cada alternativa.
a) ERRADO. Temos a soma das duas matrizes, que só é possível se elas apresentarem a mesma dimensão.
Para tanto, deveríamos ter 𝒎 = 𝒑 e 𝒏 = 𝒒.
b) ERRADO. Temos uma subtração de matrizes, que só é possível se elas apresentarem a mesma dimensão.
Para tanto, deveríamos ter 𝒎 = 𝒑 e 𝒏 = 𝒒.
c) ERRADO. Temos uma multiplicação de matrizes, que só é possível se o número de colunas da primeira (𝑛)
for igual ao número de linhas da segunda (𝑝). Para tanto, deveríamos ter 𝒏 = 𝒑.
d) CERTO. Temos uma multiplicação de matrizes, que só é possível se o número de colunas da primeira (𝑞)
for igual ao número de linhas da segunda (𝑚). Esse é o caso apresentado na alternativa, em que 𝒎 = 𝒒.
e) ERRADO. Não existe divisão de matrizes.
Gabarito: Letra D.
0 1
1 5 3
(Pref. Dois Córregos/2019) O produto das matrizes [ ] e [2 0], nessa ordem
4 2 6
0 1
a) não existe, pois elas têm os números de linhas diferentes, assim como os números de colunas.
b) não existe, pois o número de linhas da primeira matriz do produto é diferente do número de colunas da
segunda matriz.
0 4
c) existe, e é igual a [ ].
4 0
10 4
d) existe, e é igual a [ ].
4 10
10 0
e) existe, e é igual a [ ].
0 10
Comentários:
Lembre-se que, multiplicar duas matrizes, devemos seguir os seguintes passos:
1. Verificar se o número de colunas da primeira matriz é igual ao número de linhas da segunda. Se essa
igualdade não se verificar, não é possível realizar o produto das matrizes.
2. Obter o esquema geral da matriz-produto, que apresenta a seguinte dimensão:
Número de linhas da primeira × Número de colunas da segunda
3. Obter os elementos da matriz resultante a partir das linhas da primeira matriz e das colunas da segunda
matriz.
Note que a primeira matriz apresenta dimensão 𝟐 × 𝟑, e a segunda matriz apresenta dimensão 𝟑 × 𝟐. Isso
significa que:
1. O número de colunas da primeira matriz (𝟑) é igual ao número de linhas da segunda (𝟑) e, portanto, o
produto existe.
2. A matriz-produto apresenta dimensão 𝟐 × 𝟐.
Temos, então, que a matriz-produto apresenta o seguinte esquema geral:
( ) ( )
[ ]
( ) ( )
Vamos agora para o terceiro passo:
3. Obter os elementos da matriz resultante a partir das linhas da primeira matriz e das colunas da segunda
matriz.
𝟎 𝟏
𝟏 𝟓 𝟑
[ ] × [ 𝟐 𝟎]
𝟒 𝟐 𝟔
𝟎 𝟏
( 𝟏. 𝟎 + 𝟓. 𝟐 + 𝟑. 𝟎) ( 𝟏. 𝟏 + 𝟓. 𝟎 + 𝟑. 𝟏)
=[ ]
( 𝟒. 𝟎 + 𝟐. 𝟐 + 𝟔. 𝟎 ) ( 𝟒. 𝟏 + 𝟐. 𝟎 + 𝟔. 𝟏)
10 4
=[ ]
4 10
Gabarito: Letra D.
Antes de apresentarmos as propriedades da multiplicação de matrizes, vamos mostrar uma propriedade que
não pode ser utilizada para matrizes.
Na álgebra comum, a propriedade comutativa para a multiplicação de números nos diz que "a ordem dos
fatores não altera o produto". Isso significa que:
Para o caso das matrizes, essa propriedade não ocorre. O produto da matriz 𝐴 pela matriz 𝐵 é diferente do
produto da matriz 𝐵 pela matriz 𝐴 (a não ser que a igualdade ocorra por uma grande coincidência). Isso
significa que:
𝐴𝐵 ≠ 𝐵𝐴
Note que o produto 𝑨𝑩 existe, pois o número de colunas de 𝐴 é igual ao número de linhas
de 𝐵.
Por outro lado, o produto 𝑩𝑨 não é possível, pois o número de colunas de 𝐵 não é igual
ao número de linhas de 𝐴.
Propriedade associativa
Na álgebra comum, a propriedade associativa para a multiplicação de números nos diz que podemos agrupar
números que estão sendo multiplicados da forma que nos for conveniente.
• (2 × 3) × 5; ou
• 2 × (3 × 5).
(2 × 3) × 5 = 2 × (3 × 5)
Para o caso em que é possível o produto das matrizes 𝑨, 𝑩 e 𝑪, nessa ordem, podemos realizar o produto
𝐴𝐵𝐶 de duas formas:
(𝐴𝐵)𝐶 = 𝐴(𝐵𝐶)
Exemplo:
Propriedade distributiva
Na álgebra comum, a propriedade distributiva pela esquerda ocorre quando realizamos a seguinte operação:
𝟐 × (3 + 5) = 𝟐 × 3 + 𝟐 × 5
Temos a mesma propriedade quando realizamos a operação contrária, conhecida por "colocar o número em
evidência":
𝟐 × 3 + 𝟐 × 5 = 𝟐 × (3 + 5)
𝑨(𝐵 + 𝐶) = 𝑨𝐵 + 𝑨𝐶
𝑨𝐵 + 𝑨𝐶 = 𝑨(𝐵 + 𝐶)
Na álgebra comum, a propriedade distributiva pela direita ocorre quando realizamos a seguinte operação:
(3 + 5) × 𝟐 = 3 × 𝟐 + 5 × 𝟐
Temos a mesma propriedade quando realizamos a operação contrária, conhecida por "colocar o número em
evidência":
3 × 𝟐 + 5 × 𝟐 = (3 + 5) × 𝟐
(𝐵 + 𝐶)𝑨 = 𝐵𝑨 + 𝐶𝑨
𝐵𝑨 + 𝐶𝑨 = (𝐵 + 𝐶)𝑨
Vimos no tópico anterior que, para a álgebra, é válida a propriedade comutativa. Portanto,
2 pode comutar com (3 + 5):
Quanto temos uma matriz quadrada de ordem 𝑛 (𝐴𝑛×𝑛 ), a multiplicação dessa matriz pela matriz identidade
de ordem 𝑛 (𝐼𝑛 ) corresponde à própria matriz original:
𝑨𝑰 = 𝑰𝑨 = 𝑨
Exemplo:
𝟑 𝟕 𝟐 𝟏 𝟎 𝟎 𝟑 𝟕 𝟐
[𝟓 𝟒 𝟏 ] × [𝟎 𝟏 𝟎 ] = [𝟓 𝟒 𝟏]
𝟑 𝟏 𝟒 𝟎 𝟎 𝟏 𝟑 𝟏 𝟒
𝟏 𝟎 𝟎 𝟑 𝟕 𝟐 𝟑 𝟕 𝟐
[𝟎 𝟏 𝟎 ] × [𝟓 𝟒 𝟏 ] = [𝟓 𝟒 𝟏]
𝟎 𝟎 𝟏 𝟑 𝟏 𝟒 𝟑 𝟏 𝟒
O traço de uma matriz quadrada é a soma dos elementos da sua diagonal principal. Se 𝐴 é uma matriz
quadrada, então o seu traço é representado por 𝑡𝑟(𝐴).
Exemplo:
𝟑 7 2
𝐴 = [5 𝟒 1]
3 1 𝟒
𝑡𝑟(𝐴) = 𝟑 + 𝟒 + 𝟒 = 11
Considere as matrizes quadradas de mesma ordem 𝐴 e 𝐵 e o número real 𝛼. O traço de uma matriz apresenta
as seguintes propriedades:
• 𝑡𝑟 (𝐴 + 𝐵) = 𝑡𝑟(𝐴) + 𝑡𝑟(𝐵)
• 𝑡𝑟 (𝐴 − 𝐵) = 𝑡𝑟(𝐴) − 𝑡𝑟(𝐵)
• 𝑡𝑟(𝛼𝐴) = 𝛼 × 𝑡𝑟(𝐴)
• 𝑡𝑟 (𝐴𝐵) = 𝑡𝑟(𝐵𝐴)
Matriz oposta
Exemplo:
3 −7 6
𝐴 = [−5 3 1]
3 1 −4
Oposta de A:
−3 −(−7) −6
−𝑨 = [−(−5) −3 −1 ]
−3 −1 −(−4)
−3 7 −6
−𝑨 = [ 5 −3 −1]
−3 −1 4
Matriz transposta
A transposta de uma matriz 𝐴 corresponde à matriz cujas linhas foram transformadas em colunas.
𝟎 −𝟗
𝟎 𝟏 𝟒 𝑡
𝐴=[ ] → 𝐴 = [𝟏 𝟓 ]
−𝟗 𝟓 𝟏
𝟒 𝟏
𝟑 −𝟕 𝟔 𝟑 −𝟓 𝟑
𝐴 = [−𝟓 𝟑 𝟏 ] → 𝐴𝑡 = [−𝟕 𝟑 𝟏]
𝟑 𝟏 −𝟒 𝟔 𝟏 −𝟒
(𝐴𝑡 )𝑡 = 𝐴
(𝛼𝐴)𝑡 = 𝛼𝐴𝑡
(𝑨𝑩)𝑡 = 𝑩𝑡 𝑨𝑡
• Transposta da soma:
(𝐴 + 𝐵)𝑡 = 𝐴𝑡 + 𝐵 𝑡
Matriz simétrica
𝐴 = 𝐴𝑡
Exemplo:
𝟑 −𝟓 𝟑 𝟑 −𝟓 𝟑
𝐴 = [−𝟓 𝟑 𝟏 ] → 𝐴𝑡 = [−𝟓 𝟑 𝟏]
𝟑 𝟏 −𝟒 𝟑 𝟏 −𝟒
• É quadrada; e
• Os elementos simétricos com relação à diagonal principal são iguais.
Matriz antissimétrica
𝐴𝑡 = −𝐴
Exemplo:
𝟎 𝟓 −𝟑 𝟎 −𝟓 𝟑
𝐴 = [−𝟓 𝟎 𝟏 ] → 𝐴𝑡 = [ 𝟓 𝟎 −𝟏] = −𝐴
𝟑 −𝟏 𝟎 −𝟑 𝟏 𝟎
• É quadrada;
• A diagonal principal é nula; e
• Os elementos simétricos com relação à diagonal principal são opostos.
2 0 10
(SEDF/2017) Considerando a matriz 𝐴 = [4 10 20], julgue o próximo item.
0 2 40
0 𝑥 −7
Se 𝐵 = [1 0 𝑧 ] e a matriz 𝐴 + 𝐵 for simétrica, então 𝑥 + 𝑦 + 𝑧 = 0.
𝑦 10 0
Comentários:
Primeiramente, vamos determinar 𝐴 + 𝐵.
2 0 10 0 𝑥 −7
𝐴 + 𝐵 = [4 10 20] + [1 0 𝑧 ]
0 2 40 𝑦 10 0
2 + 0 0 + 𝑥 10 − 7
= [4 + 1 10 + 0 20 + 𝑧 ]
0 + 𝑦 2 + 10 40 + 0
2 𝑥 3
= [5 10 20 + 𝑧]
𝑦 12 40
Para uma matriz ser simétrica, ela deve ser quadrada e os elementos simétricos com relação à diagonal
principal devem ser iguais.
Observe novamente a matriz 𝐴 + 𝐵:
2 𝒙 𝟑
[𝟓 10 𝟐𝟎 + 𝒛]
𝒚 𝟏𝟐 40
Para ela ser simétrica, devemos ter:
𝒙=𝟓 𝒙=𝟓
{ 𝒚=𝟑 → { 𝒚=𝟑
𝟐𝟎 + 𝒛 = 𝟏𝟐 𝒛 = −𝟖
Logo, 𝒙 + 𝒚 + 𝑧 = 𝟓 + 𝟑 + (−𝟖) = 0.
Gabarito: CERTO.
(AFRFB/2014) A matriz quadrada 𝐴, definida genericamente por 𝐴 = 𝑎𝑖𝑗 , é dada por 𝑎11 = 0; 𝑎12 = − 4;
𝑎13 = 2; 𝑎21 = 𝑥; 𝑎22 = 0; 𝑎23 = (1 − 𝑧); 𝑎31 = 𝑦; 𝑎32 = 2𝑧 e, por último, 𝑎33 = 0. Desse modo, para
que a matriz 𝐴 seja uma matriz antissimétrica, os valores de 𝑎21 , 𝑎23 , 𝑎31 e 𝑎32 deverão ser, respectivamente,
iguais a:
a) 4; −2; −2; −2.
b) 4; −2; 2; −2.
c) 4; 2; −2; −2.
d) −4; −2; 2; −2.
e) −4; −2; −2; −2.
Comentários:
0 −4 2
𝐴 = [𝑥 0 1 − 𝑧]
𝑦 2𝑧 0
Para uma matriz ser antissimétrica, ela deve ser quadrada, a diagonal principal deve ser nula, e os elementos
simétricos com relação à diagonal principal devem ser opostos.
Observe novamente a matriz 𝐴:
0 −𝟒 𝟐
[𝒙 0 𝟏 − 𝒛]
𝒚 𝟐𝒛 0
Para ela ser antissimétrica, devemos ter:
𝒙 = −(−𝟒)
{ 𝒚 = −𝟐
𝟐𝒛 = −(𝟏 − 𝒛)
Portanto, 𝒙 = 𝟒, 𝒚 = −𝟐, e:
2𝑧 = −(1 − 𝑧)
2𝑧 = −1 + 𝑧
2𝑧 − 𝑧 = −1
𝒛 = −𝟏
Obtidos os valores de 𝑥, 𝑦 e 𝑧, temos a seguinte matriz 𝐴:
0 −4 2
𝐴 = [𝑥 0 1 − 𝑧]
𝑦 2𝑧 0
0 −4 2
𝐴=[𝟒 0 𝟐]
−2 −2 0
Logo, os valores de 𝒂𝟐𝟏 , 𝒂𝟐𝟑 , 𝑎31 e 𝑎32 deverão ser, respectivamente, iguais a 𝟒, 𝟐, −2, −2.
Gabarito: Letra C.
Matriz inversa
Definição
A inversa de uma matriz 𝐴 (notação: 𝐴−1 ) é aquela matriz que, quando multiplicada pela matriz 𝐴, tem
como resultado a matriz identidade:
𝐴𝐴−1 = 𝐴−1 𝐴 = 𝐼𝑛
Caso o assunto determinantes faça parte do seu edital, veremos que uma matriz é inversível (possui inversa)
quando o seu determinante é diferente de zero. Caso contrário, isto é, caso a matriz tenha determinante
zero, ela é singular (não possui inversa).
𝟏 𝟑
Seja 𝑨 = [ ]. Determine a matriz inversa de A.
𝟎 𝟐
𝑎 𝑏
Considere, genericamente, que 𝐴−1 = [ ]. Nesse caso:
𝑐 𝑑
𝐴𝐴−1 = 𝐼2
1 3 𝑎 𝑏 1 0
[ ]×[ ]=[ ]
0 2 𝑐 𝑑 0 1
1𝑎 + 3𝑐 1𝑏 + 3𝑑 1 0
[ ]=[ ]
2𝑐 2𝑑 0 1
1𝑎 + 0 = 1
𝒂=𝟏
1
Sabemos que 𝑑 = 2. Temos que:
1𝑏 + 3𝑑 = 0
𝑏 = −3𝑑
𝟑
𝒃=−
𝟐
𝑎 𝑏
Portanto, a matriz inversa 𝐴−1 = [ ] é dada por:
𝑐 𝑑
1 −3/2
𝐴−1 = [ ]
0 1/2
Vamos resolver dois exercícios:
2 5
(MPE SP/2019) A inversa da matriz [ ] é:
1 3
0,5 0,2
a) [ ]
1 0,33
3 −5
b) [ ]
−1 2
3 5
c) [ ]
1 2
3 −1
d) [ ]
−5 2
0,33 0,2
e) [ ]
1 0,5
Comentários:
𝑎 𝑏
Considere, genericamente, que 𝐴−1 = [ ]. Nesse caso:
𝑐 𝑑
𝐴𝐴−1 = 𝐼2
2 5 𝑎 𝑏 1 0
[ ]×[ ]=[ ]
1 3 𝑐 𝑑 0 1
Inversa da inversa
(𝐴−1 )−1 = 𝐴
Pessoal, a primeira coisa que devemos saber é que não existe a operação de divisão para matrizes. Feita
essa observação, vamos entender o porquê de a matriz inversa ser o análogo da divisão.
Considere que, em um problema de álgebra, você chegue na seguinte equação:
3𝑥 = 9
O que você faz para obter o valor de 𝑥? Ao "jogar o 3 para o outro lado da equação", na verdade você está
dividindo ambos os lados da equação por 3:
3𝑥 9
=
3 3
𝑥=3
Agora vamos para um problema de matrizes. Suponha que você tenha as matrizes quadradas 𝐴 e 𝐵 e que
você queira determinar uma matriz 𝑋 em que:
𝑨𝑿 = 𝑩
Note que não podemos dividir ambos os lados da equação matricial por 𝑨, pois não existe a operação de
divisão para matrizes. Observe, porém, que podemos multiplicar ambos os lados da equação por 𝑨−𝟏 pela
esquerda (caso a matriz 𝐴 seja inversível, isto é, caso ela não seja singular). Assim:
𝑨−𝟏 𝑨𝑿 = 𝑨−𝟏 𝑩
Note que, por definição de matriz inversa, 𝐴−1 𝐴 = 𝐼. Portanto:
𝐼𝑋 = 𝐴−1 𝐵
A matriz identidade 𝐼 é o elemento neutro da multiplicação de matrizes e, por isso, 𝐼𝑋 = 𝑋. Logo, ficamos
com:
𝑋 = 𝐴−1 𝐵
Isso significa que a matriz 𝑋 que queremos determinar é o produto da inversa de 𝐴 pela matriz 𝐵.
(SEFAZ MG/2005) 𝐴, 𝐵 e 𝐶 são matrizes quadradas de mesma ordem, não singulares e diferentes da matriz
identidade. A matriz 𝐶 é igual ao produto 𝐴 𝑍 𝐵, onde 𝑍 é também uma matriz quadrada. A matriz 𝑍,
portanto, é igual a:
a) 𝐴−1 𝐵𝐶
b) 𝐴𝐶 −1 𝐵 −1
c) 𝐴−1 𝐶 𝐵 −1
d) 𝐴 𝐵 𝐶 −1
e) 𝐶 −1 𝐵 −1 𝐴−1
Comentários:
Note que todas as matrizes são quadradas, de mesma ordem e admitem inversa (pois não são singulares).
A matriz 𝐶 é igual ao produto 𝐴𝑍𝐵. Logo:
𝐴𝑍𝐵 = 𝐶
(Pref Paulínia/2021) Considere a equação matricial 𝑨𝟐 𝑿−𝟏 𝑩−𝟏 = 𝑨𝑪, onde 𝑨, 𝑩, 𝑪 e 𝑿 são matrizes
quadradas invertíveis e de mesma ordem.
A solução 𝑋 é igual a
a) 𝐴𝐵 −1 𝐶 −1
b) 𝐴𝐶 −1 𝐶 −1
c) 𝐶𝐴−1 𝐵
d) 𝐴−1 𝐵𝐶
e) 𝐵 −1 𝐶 −1 𝐴
Comentários:
Sabemos que todas as matrizes quadradas são inversíveis e de mesma ordem. Note que:
𝐴2 𝑋 −1 𝐵 −1 = 𝐴𝐶
𝐴𝐴𝑋 −1 𝐵 −1 = 𝐴𝐶
Ao multiplicar ambos os lados da equação novamente por 𝑨−𝟏 , pela esquerda, temos:
𝑨−𝟏 𝐴𝑋 −1 𝐵 −1 = 𝑨−𝟏 𝐶
(𝐴−1 𝐴)𝑋 −1 𝐵−1 = 𝐴−1 𝐶
(𝐼)𝑋 −1 𝐵 −1 = 𝐴−1 𝐶
𝑋 −1 𝐵 −1 = 𝐴−1 𝐶
Logo:
𝑋𝐴−1 𝐶 = 𝐵 −1
Matriz ortogonal
Uma matriz 𝐴 é dita ortogonal quando a sua inversa é igual a sua transposta:
𝐴 é ortogonal 𝐴−1 = 𝐴𝑡
𝐴−1 𝐴 = 𝐴𝐴−1 = 𝐼
𝐴𝑡 𝐴 = 𝐴𝐴𝑡 = 𝐼
(TRANSPETRO/2018) A inversa de uma matriz ortogonal é igual à sua
A) adjunta
B) adjunta transposta
c) cofatora
d) cofatora transposta
e) transposta
Comentários:
Uma matriz é ortogonal quando a sua inversa é igual a sua transposta.
Gabarito: Letra E.
(ANPEC/1998) Uma matriz 𝐴, quadrada de dimensão 𝑛 é dita ortogonal quando 𝐴𝑡 𝐴 = 𝐴𝐴𝑡 = 𝐼𝑛 , onde o
superescrito 𝑡 denota transposição e 𝐼𝑛 é a identidade de dimensão 𝑛. Considere uma matriz ortogonal 𝐴 de
ordem 𝑛. Classifique como certo ou errado a afirmação (sobre A) abaixo:
Sua inversa e sua transposta são também matrizes ortogonais.
Comentários:
Para que 𝑨−𝟏 seja ortogonal, devemos ter que a sua inversa (𝑨−𝟏 )−𝟏 seja igual a sua transposta (𝑨−𝟏 )𝒕 .
A única informação que temos ao certo é que 𝑨−𝟏 = 𝑨𝒕 . Fazendo a transposta em ambos os lados da
equação, temos:
(𝑨−𝟏 )𝒕 = (𝑨𝒕 )𝒕
Portanto, é verdade que 𝑨−𝟏 é ortogonal, pois a sua inversa (𝐴−1 )−1 é igual a sua transposta (𝐴−1 )𝑡 .
Como 𝐴−1 é ortogonal, 𝑨𝒕 também é. Sabemos, pelos dados do problema, que 𝑨−𝟏 = 𝑨𝒕 . Como já obtemos
que (𝐴−1 )𝑡 = (𝐴−1 )−1, basta substituir 𝑨−𝟏 por 𝑨𝒕 :
(𝐴−1 )𝑡 = (𝐴−1 )−1
(𝐴𝑡 )𝑡 = (𝐴𝑡 )−1
Portanto, também é verdade que 𝑨𝒕 é ortogonal, pois a sua inversa (𝐴𝑡 )−1 é igual a sua transposta (𝐴𝑡 )𝑡 .
Gabarito: CERTO.
DETERMINANTES
Determinantes
Noção básica e representação
Um determinante é um número calculado a partir de uma matriz quadrada. Representado por duas
barras "| |".
Determinante de matriz de ordem 1
[ ]→
( ) ( )
Regra de Sarrus
[ ]
Menor complementar
O menor complementar de um elemento de uma matriz é o determinante da matriz obtida
eliminando-se a linha e a coluna da matriz .
Teorema de Laplace
O determinante de uma matriz é a soma dos produtos dos elementos de uma fila qualquer (linha ou
coluna) pelos seus respectivos cofatores.
1. Escolher uma fila (linha ou coluna), preferencialmente a que tiver mais zeros;
2. Realizar o produto de cada elemento da fila pelo seu respectivo cofator; e
3. Somar os produtos obtidos.
Ao multiplicar uma fila por qualquer número e somar esse resultado a uma outra fila paralela
qualquer, o valor do determinante não se altera. Em outras palavras, podemos trocar uma fila
qualquer por uma combinação linear que contenha a fila original.
Regra de Chió
Matriz inversa
[ ] → [ ]
Pessoal, a aplicação prática de determinantes surge quando estudamos sistemas lineares, que será visto na
sequência, caso faça parte do seu edital.
Nesse momento, deve-se entender que um determinante é um número calculado a partir de uma matriz
quadrada.
Considere uma matriz dada por [ ]. Seu determinante, como veremos adiante, é o número 11.
A representação do determinante de pode ser feita de duas formas:
ou
| | .
Vimos na seção de matrizes que podemos representá-las tanto com colchetes "[ ]" quanto
com parênteses "( )". A matriz , portanto, pode ser representada dessas duas formas:
[ ] ( )
Já o determinante da matriz é representado por duas barras "| |", e o seu cálculo
corresponde a um número.
| |
Uma matriz quadrada de ordem 1 é uma matriz que apresenta uma única linha e uma única coluna.
Exemplo:
[ ]
O determinante de uma matriz de ordem 1 é o próprio elemento da matriz. Exemplos:
[ ] → ;
[√ ] → √ ;
[ ]→ .
Para calcular o determinante de uma matriz quadrada de ordem 2, devemos realizar a seguinte operação:
( ) ( )
Considere a matriz de ordem 2 genérica, dada por [ ]. Seu determinante é dado por:
[ ] [ ( )]
( )
(Pref. N Horizonte/2019) O número real que verifica se o valor do determinante da matriz [ ] é igual
a 18 é:
a) 54.
b) 36.
c) 27.
d) 9.
e) 3.
Comentários:
O determinante da matriz em questão é dado pela seguinte operação:
( ) ( )
Para que o valor do determinante seja igual a 18, devemos ter:
( ) ( )
Gabarito: Letra E.
Para calcular o determinante de uma matriz quadrada de ordem 3, vamos utilizar a regra de Sarrus.
Considere a matriz :
[ ]
Para aplicar a regra de Sarrus, devemos repetir as duas primeiras colunas da matriz após a terceira coluna:
[ ]
Parte positiva;
Parte negativa.
A parte positiva é obtida por meio das diagonais para a direita. Para obtê-la, multiplicamos os elementos
dessas diagonais e somamos os valores.
[ ]
[ ( ) ( ) ( ) ( )]
[( ) ( ) ]
A parte negativa é obtida por meio das diagonais para a esquerda. Para obtê-la, multiplicamos os
elementos dessas diagonais e somamos os valores.
[ ]
[( )( )( ) ( ) ]
[( ) ( ) ]
( ) ( )
( ) ( )
Regra de Sarrus
[ ]
[ ] [ ]
(CRM PR/2014) Qual deve ser o valor de X para que o determinante seja 0,5?
| |
a) 0,5
b) 1
c) 1,5
d) 2
e) 2,5
Comentários:
Vamos aplicar a regra de Sarrus no determinante em questão. Primeiramente, devemos repetir as duas
primeiras colunas da matriz após a terceira coluna:
| |
Em seguida devemos calcular a parte positiva e a parte negativa para, na sequência, realizar a subtração:
| |
Gabarito: Letra E.
Para que possamos calcular o determinante de matrizes de ordem superiores a 3, devemos compreender
primeiramente os conceitos de menor complementar e de cofator (ou complemento algébrico).
Menor complementar
[ ]
Para calcular o menor complementar do elemento , isto é, para obter calcular o determinante ,
precisamos eliminar a linha e a coluna do elemento .
Note que , e esse elemento está na primeira linha e na segunda coluna da matriz .
[ ]
| |
[ ] [ ( )]
( )
[ ]
[ ]
[ ] [ ]
[ ]
Perceba que o elemento é igual a 29. O menor complementar de é o determinante da matriz que
se obtém eliminando a linha 2 e a coluna 3:
[ ]
| |
[ ] [ ]
Gabarito: Letra C.
( )
[ ]
( )
( )
( )
Teorema de Laplace
O Teorema de Laplace serve para obtermos o determinante de qualquer matriz quadrada de ordem maior
ou igual a 2.
O determinante de uma matriz é a soma dos produtos dos elementos de uma fila qualquer
(linha ou coluna) pelos seus respectivos cofatores.
Vejamos o teorema com mais detalhes. Em resumo, ele consiste em seguir 3 passos:
1. Escolher uma fila (linha ou coluna), preferencialmente a que tiver mais zeros;
2. Realizar o produto de cada elemento da fila pelo seu respectivo cofator; e
3. Somar os produtos obtidos.
Calcule o determinante de [ ]
Note que temos uma matriz quadrada de ordem 4. Seu determinante não pode ser obtido pela regra de
Sarrus. Nesse caso, devemos seguir os três passos do Teorema de Laplace.
1. Escolher uma fila (linha ou coluna), preferencialmente a que tiver mais zeros:
Vamos escolher a terceira coluna, pois ela apresenta três zeros.
[ ]
Cálculo de
( )
( ) | |
| |
Logo:
| |
Cálculo de
Note que o elemento é zero, de modo que o produto será zero:
Cálculo de
Note que o elemento é zero, de modo que o produto será zero:
Cálculo de
Note que o elemento é zero, de modo que o produto será zero:
Logo, determinante de é .
Destaca-se a importância de se selecionar a fila (linha ou coluna) com o maior número de zeros. Caso
tivéssemos selecionado outra fileira, o trabalho teria sido muito maior, pois teríamos que calcular mais
determinantes de ordem 3. Vejamos:
Calcule o determinante de [ ]
1. Escolher uma fila (linha ou coluna), preferencialmente a que tiver mais zeros
Vamos supor que tenhamos escolhido a segunda linha, que não é a fila que apresenta mais zeros.
[ ]
( )( ) ( ) ( ) ( )
| | | | | |
| | | | | |
Aplicando a regra de Sarrus para os três determinantes, obtém-se 81, 9 e 66, respectivamente. Portanto:
( )
Note que chegamos no mesmo resultado, porém foram necessárias 3 aplicações da regra de Sarrus.
Vamos resolver um problema de concurso público.
(SEFAZ-RS/2014) O determinante da matriz
[ ]é
a) 32
b) 26
c) 14
d) 16
e) 28
Comentários:
Devemos calcular um determinante de ordem 4. Para tanto, faremos uso do Teorema de Laplace.
1. Escolher uma fila (linha ou coluna), preferencialmente a que tiver mais zeros;
Selecionaremos a quarta coluna, pois ela é a fila que mais apresenta zeros.
[ ]
( ) ( )
( ) ( )
| | | |
| | | |
| |
| |
| | | |
( ) ( )
Gabarito: Letra B.
Teorema de Binet
O teorema de Binet nos diz que o determinante do produto de duas matrizes é igual ao produto dos
determinantes das duas matrizes.
( )
( )
b)
c)
d)
e)
Comentários:
Note que a questão pede o determinante da matriz . Não é necessário calcular o produto das matrizes,
pois, pelo Teorema de Binet, sabemos que:
( )
[ ] [ ]
[ ] [ ]
( ) ( )
Gabarito: Letra C.
Veremos mais adiante que o determinante de uma matriz diagonal é o produto dos elementos da
diagonal. No caso da matriz identidade, esse produto será ⏟ . Portanto, .
( )
( )
(TRT 11/2017) Se é uma matriz quadrada de ordem 2 tal que [ ] , então o determinante da
inversa da matriz transposta de é igual a
a) −0,20
b) −0,40
c) −0,25
d) −0,50
e) −1,00
Comentários:
A questão pergunta pelo determinante da inversa da transposta.
→ ⏟ → (⏟ )
| |
[ ] [ ]
( )
( )
Gabarito: Letra A.
Ao multiplicar uma fila (linha ou coluna) de uma matriz por uma constante , o determinante dessa nova
matriz também fica multiplicado por .
[ ]
Multiplicando uma das filas de por 5, obtemos uma nova matriz, que chamaremos de . Observe que o
determinante de fica multiplicado por 5. Veja:
[ ]
[ ]
Uma consequência interessante dessa propriedade é realizar a operação inversa, removendo um fator
comum de dentro do determinante. Veja:
| | | | | |
Ao multiplicar uma matriz de ordem por uma constante , o determinante dessa nova matriz fica
multiplicado por .
( )
[ ] [ ] [ ]
O determinante de [ ] é:
[ ] [ ]
Note que, ao multiplicar uma matriz de ordem por uma constante , na verdade
estamos multiplicando cada uma das suas linhas (ou colunas) por . Por isso, o novo
determinante acaba sendo multiplicado por:
(Pref. Gramado/2019) Considerando que a Matriz seja quadrada de ordem 2 e que tenha determinante
igual a 2, o determinante da matriz é:
a) 2.
b) 6.
c) 9.
d) 18
e) 54
Comentários:
A matriz apresenta ordem e determinante .
Temos que:
Gabarito: Letra E.
(MPOG/2008) Uma matriz X de quinta ordem possui determinante igual a 10. A matriz B é obtida
multiplicando-se todos os elementos da matriz X por 10. Desse modo, o determinante da matriz B é igual a:
a)
b)
c)
d)
e)
Comentários:
A matriz apresenta ordem e determinante .
A matriz é obtida multiplicando-se todos os elementos da matriz X por 10. Logo:
O determinante da matriz é:
Gabarito: Letra D.
O determinante de uma matriz triangular ou de uma matriz diagonal é o produto dos elementos da
diagonal principal. Exemplos:
| |
| |
| |
| |
(IF Baiano/2019) Seja uma matriz que pode ser decomposta como o produto de outras duas matrizes
e , onde é uma matriz triangular inferior, com , e U, uma matriz
triangular superior, tal que
( ) ( ) ( )
Como é uma matriz triangular inferior, deu determinante é o produto dos elementos da diagonal
principal.
é uma matriz conhecida. Para obter o seu determinante, podemos utilizar a regra de Sarrus.
| |
Logo:
Gabarito: Letra A.
Fila nula
Uma matriz que apresenta uma fila (linha ou coluna) cujos elementos são todos zero apresenta
determinante zero. Exemplos:
| |
| |
√
| |
Uma matriz com filas paralelas iguais (linhas ou colunas) apresenta determinante zero. Exemplos:
| |
| |
√
| |
Uma matriz com filas paralelas proporcionais (linhas ou colunas) apresenta determinante zero. Exemplos:
Ao trocarmos uma fila (linha ou coluna) de lugar com outra fila paralela, o determinante muda de sinal.
| | → | |
| | → | | → | |
( ) | |
( ) | |
( ) | |
( ) | |
⏟
Note que | | é muito parecido com ( ). A diferença é que a segunda e a terceira coluna
estão trocadas.
Sabemos que ao trocarmos uma fila (linha ou coluna) de lugar com outra fila paralela, o determinante
muda de sinal. Logo:
| | →| |
⏟
( )
Portanto:
( )
( )
( ) | |
⏟
( ) ( )
Gabarito: Letra D.
Podemos dizer a primeira linha de uma matriz, por exemplo, é combinação linear de outras linhas ,
e quando existem valores reais , e tais que:
[ ]
Vejamos:
[ ] [ ]
[ ] [ ]
[ ]
Também podemos ter combinações lineares com colunas. Considere a seguinte matriz :
[ ]
Note que a quarta coluna [ ] é combinação linear da segunda coluna [ ] e da terceira coluna
[ ], pois .
Vejamos:
[ ] [ ]
[ ] [ ]
[ ]
Entendida a ideia de combinação linear entre linhas e entre colunas, devemos saber que quando uma
matriz apresenta uma fila (linha ou coluna) que é combinação linear de outras filas, o seu determinante é
zero.
a) 11
b) 11
c) 0
d) 5
Comentários:
E aí, concurseiro? Vai aplicar o Teorema de Laplace nesse determinante 4×4? Negativo!
Note que a linha 1 é a soma da linha 3 com a linha 4, isto é, .
[ ]
Como temos uma linha que é combinação linear de outras duas, o determinante é zero.
Gabarito: Letra C
Teorema de Jacobi
O Teorema de Jacobi é uma ferramenta poderosíssima. Isso porque esse teorema nos permite manipular
os determinantes de modo a aplicar as propriedades vistas até então.
Esse teorema nos diz que ao multiplicar uma fila por qualquer número e somar esse resultado a uma
outra fila paralela qualquer, o valor do determinante não se altera.
Em outras palavras, podemos trocar uma fila qualquer por uma combinação linear que contenha a fila
original.
Vejamos um exemplo:
Note que temos um determinante de ordem 4. Poderíamos aplicar o Teorema de Laplace diretamente
para resolver o problema, porém note que seria bastante trabalhosa a resolução, visto que não temos uma
fileira com três zeros.
Para resolver o determinante, vamos fazer "surgir alguns zeros" com o Teorema de Jacobi. Lembre-se que
ao multiplicar uma fila por qualquer número e somar esse resultado a uma outra fila paralela qualquer, o
valor do determinante não se altera.
Note também que podemos substituir por ( ) , isto é, podemos realizar a operação
.
| |
Note que agora podemos aplicar o Teorema de Laplace com mais facilidade. Ao selecionar a segunda
coluna, temos que o determinante é dado por:
( )
( ) | |
| |
| |
( )
Regra de Chió
A Regra de Chió é uma regra que permite com que um determinante tenha a sua ordem reduzida. Trata-se
de uma aplicação do Teorema de Jacobi.
| |
O primeiro passo e fazer com que o elemento seja igual a 1. Realizando a operação ,
temos:
A partir desse momento, devemos zerar todos os elementos da primeira linha, à exceção do elemento
, fazendo uso da primeira coluna.
;
;e
.
| | | | | | | |
Ficamos com:
| |
Como na Regra de Chió temos o sempre o elemento e os demais elementos da primeira linha
iguais a zero, ficamos com :
( )
| |
Veja, portanto, que a Regra de Chió reduziu a ordem do determinante de 4 para 3, pois tínhamos o
seguinte determinante:
| |
| |
Poderíamos continuar utilizando a Regra de Chió para reduzir a ordem do determinante de 3 para 2.
Porém, como já temos um determinante de ordem 3, podemos aplicar a regra de Sarrus.
| |
[ ( ) ( ) ] [( ) ( ) ]
[ ] [ ]
Nesse momento, vamos resolver uma questão que já fizemos por Teorema de Laplace, dessa vez por meio
da Regra de Chió.
[ ]é
a) 32
b) 26
c) 14
d) 16
e) 28
Comentários:
Temos um determinante de ordem 4. Dessa vez, vamos utilizar a Regra de Chió.
Zerar todos os elementos da primeira linha, à exceção de , fazendo uso da primeira coluna
Para tanto, vamos realizar as seguintes substituições, nessa ordem:
;e
.
| | | | | |
| |
| |
| |
| |
Matriz inversa
No tópico de matrizes, definimos que a inversa de uma matriz é aquela matriz que, quando multiplicada
pela matriz , tem como resultado a matriz identidade:
Agora que sabemos como calcular determinantes, você precisa saber que uma matriz é inversível (ou
invertível) quando o determinante é diferente de zero, isto é:
Vimos também que uma matriz que não é inversível é denominada singular. Nesse caso:
Para uma matriz , temos uma fórmula para encontrar a matriz inversa. Considerando uma matriz
[ ], ela admite inversa quando e sua inversa é:
[ ]
[ ]
A matriz A é inversível.
Comentários:
Vamos calcular o determinante de . Se o valor for diferente de zero, então a matriz é inversível.
Aplicando a regra de Sarrus, temos:
| |
a) [ ]
b) [ ]
c) [ ]
d) [ ]
e) [ ]
Comentários:
Resolvermos essa questão no capítulo sobre matrizes. Dessa vez, vamos utilizar a fórmula apresentada.
[ ]
[ ] [ ]
A inversa de é:
[ ]
[ ]
[ ]
Gabarito: Letra B.
Para finalizar a parte teórica de determinantes, vamos resolver uma questão que envolve diversas
propriedades aprendidas.
)| |
)| |
igual a 2.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) proposição(ões):
a)Apenas as alternativas I e II estão corretas.
b)Apenas II e IV.
c)Apenas a alternativa II está correta.
d)Apenas I, III e IV.
e)Apenas II, III e IV.
Comentários:
Vamos analisar cada proposição individualmente.
I) ERRADA.
Veja que o determinante apresentado de assemelha muito a uma matriz triangular superior, exceto pelo
elemento :
| |
Para resolver transformar esse determinante em um determinante de matriz triangular, podemos aplicar o
Teorema de Jacobi realizando a substituição .
| | ( ) ( ) ( )
II) CERTO.
Trata-se de um determinante que apresenta uma fila nula. Portanto, o determinante é nulo.
| |
III) CERTO.
Para a matriz em questão ser singular, o determinante deve ser zero.
Note que temos uma fila é combinação linear de outras duas, pois ( ) . Portanto, o
determinante de é nulo e, consequentemente, trata-se de uma matriz singular.
( )
IV) CERTO.
| |
| | [( ) ] [ ]
| | | |
( ) ( )
Da teoria de equações do segundo grau, sabemos que o produto das raízes é . Logo:
Por fim, temos que apenas os itens II, III e IV estão certos.
Gabarito: Letra E.
Matrizes
Comentários:
Vamos obter a matriz B por meio das operações propostas. Primeiramente, temos:
1 0 −2
𝐴 = (2 −1 −2)
2 −1 −1
1 0 −2
𝐴2 = ( 𝟐 −𝟏 −𝟐 )
2−𝟐 −1 − (−𝟏) −1 − (−𝟐)
1 0 −2
𝐴2 = (2 −1 −2)
0 0 1
𝟏 𝟎 −𝟐
𝐵 = (2 − 2 × (𝟏) −1 − 2 × (𝟎) −2 − 2 × (−𝟐))
0 0 1
1 0 −2
𝐵 = (0 −1 2 )
0 0 1
Questão 01
Veja que na linha 3 da matriz B há dois elementos nulos. O gabarito, portanto, é ERRADO.
Questão 02
𝟎, 𝟐𝟎 𝟎, 𝟓𝟎
𝟔 𝟑 𝟏
Nessas condições, se 𝑨 = [ ] for a matriz formada pelos dados da tabela I, e 𝑩 = [𝟎, 𝟏𝟓 𝟎, 𝟑𝟎]
𝟕 𝟏 𝟑
𝟎, 𝟐𝟎 𝟎, 𝟐𝟎
for a matriz formada pelos dados da tabela II, então a soma de todas as entradas da matriz A × B será igual
ao valor total das ligações efetuadas.
Comentários:
Vemos que apenas a diagonal principal possui valores condizentes com o anterior, enquanto a diagonal
secundária corresponde a cobranças cruzadas, isto é, cobrar o preço de ligações de mesma cidade para
ligações em cidades diferentes, e vice e versa.
Assim, o valor total das ligações efetuadas será o traço da matriz, isto é, a soma dos elementos da diagonal
principal. Não se trata da soma de todos os elementos da matriz.
Gabarito: ERRADO.
𝟐 𝟎 𝟏𝟎
(CESPE/SEDF/2017) Considerando a matriz 𝑨 = [𝟒 𝟏𝟎 𝟐𝟎], julgue o próximo item.
𝟎 𝟐 𝟒𝟎
𝟐
Se 𝑪 = [𝑪𝒊𝒋 ], 1 ≤ i , j ≤ 3, tal que 𝑪 = 𝑨 , então 𝑪𝟐𝟑 – 𝑪𝟐𝟐 > 𝟓𝟎𝟎.
Comentários:
Temos que:
𝐶 = 𝐴2
=𝐴×𝐴
2 0 10 2 0 10
= [4 10 20] × [4 10 20]
0 2 40 0 2 40
A questão pergunta pela subtração de dois elementos da matriz 𝐶: 𝐶23 − 𝐶22 . Note que não precisamos
obter a matriz inteira. Lembre-se que:
Para obter o elemento 𝐶22 , faremos uso da segunda linha da primeira matriz e da segunda coluna da
segunda matriz.
2 0 10 2 𝟎 10
[𝟒 𝟏𝟎 𝟐𝟎] × [4 𝟏𝟎 20]
0 2 40 0 𝟐 40
𝐶22 = 𝟒 × 𝟎 + 𝟏𝟎 × 𝟏𝟎 + 𝟐𝟎 × 𝟐 = 140
Para obter o elemento 𝐶23 , faremos uso da segunda linha da primeira matriz e da terceira coluna da
segunda matriz.
2 0 10 2 0 𝟏𝟎
[𝟒 𝟏𝟎 𝟐𝟎] × [4 10 𝟐𝟎]
0 2 40 0 2 𝟒𝟎
𝐶23 = 𝟒 × 𝟏𝟎 + 𝟏𝟎 × 𝟐𝟎 + 𝟐𝟎 × 𝟒𝟎 = 1.040
Portanto, 𝐶23 − 𝐶22 = 1040 − 140 = 𝟗𝟎𝟎. Trata-se de um número maior do que 500.
Gabarito: CERTO.
Considere que 𝑨 e 𝑩 sejam matrizes distintas, de ordem 𝟐 × 𝟐, com entradas reais e, em cada matriz, três
das quatro entradas sejam iguais a zero. Além disso, considere também que
𝑨 × 𝑨 = 𝑩 × 𝑩 = 𝑨 × 𝑩 = 𝑶, em que 𝑶 é a matriz nula, isto é, a matriz em que todas as entradas
são iguais a zero. Nesse caso, necessariamente, 𝑨 = 𝑶 ou 𝑩 = 𝑶.
Comentários:
Temos duas matrizes 𝐴 e 𝐵 de ordem 2 em que ao menos três dos quatro elementos (entradas) é igual a
zero. Além disso, 𝑂 é a matriz nula (de ordem 2).
𝐴𝐴 = 𝑂
Se {𝐵𝐵 = 𝑂, então necessariamente 𝑨 ou 𝑩 é a matriz nula?
𝐴𝐵 = 𝑂
0 1 0 2
Considere 𝐴 = [ ]e𝐵 =[ ].
0 0 0 0
𝟎 𝟏 𝟎 𝟏 𝟎. 𝟎 + 𝟏. 𝟎 𝟎. 𝟏 + 𝟏. 𝟎 0 0
𝐴𝐴 = [ ]×[ ]=[ ]=[ ]=𝑂
𝟎 𝟎 𝟎 𝟎 𝟎. 𝟎 + 𝟎. 𝟎 𝟎. 𝟏 + 𝟎. 𝟎 0 0
𝟎 𝟐 𝟎 𝟐 𝟎. 𝟎 + 𝟐. 𝟎 𝟎. 𝟐 + 𝟐. 𝟎 0 0
𝐵𝐵 = [ ]×[ ]=[ ]=[ ]=𝑂
𝟎 𝟎 𝟎 𝟎 𝟎. 𝟎 + 𝟎. 𝟎 𝟎. 𝟐 + 𝟎. 𝟎 0 0
𝟎 𝟏 𝟎 𝟐 𝟎. 𝟎 + 𝟏. 𝟎 𝟎. 𝟐 + 𝟏. 𝟎 0 0
𝐴𝐵 = [ ]×[ ]=[ ]=[ ]=𝑂
𝟎 𝟎 𝟎 𝟎 𝟎. 𝟎 + 𝟎. 𝟎 𝟎. 𝟐 + 𝟎. 𝟎 0 0
Note que encontramos duas matrizes 𝑨 e 𝑩 que desmentem a afirmação do enunciado, pois temos
𝑨𝑨 = 𝑩𝑩 = 𝑨𝑩 = 𝑶 com 𝑨 e 𝑩 diferentes da matriz nula. O gabarito, portanto, é ERRADO.
Gabarito: ERRADO.
Determinantes
𝟑 𝒌
(CESPE/IFF/2018) Considere que k seja um número real e que o determinante da matriz 𝑩 = [ ] seja
𝟑 𝟗
𝟑 −𝟏
igual a 27. Nesse caso, se 𝑨 = [ ] então o determinante da matriz B − A, será igual a:
𝟗 𝟔
a) 30.
b) 0.
c) 3.
d) 6.
e) 10.
Comentários:
O determinante de B é dado pelo produto dos termos da diagonal principal menos o produto dos termos da
diagonal secundária:
𝟑 𝒌
det 𝐵 = | |
𝟑 𝟗
27 = [𝟑 × 𝟗] − [𝒌 × 𝟑]
27 = 27 − 3𝑘
𝑘=0
Logo, a matriz B é dada por:
3 0
𝐵= [ ]
3 9
A matriz 𝐵 − 𝐴 é:
3 0 3 −1
𝐵−𝐴=[ ]−[ ]
3 9 9 6
3 − 3 0 − (−1)
=[ ]
3−9 9−6
0 1
=[ ]
−6 3
Novamente, para calcular det(𝐵 − 𝐴), devemos realizar produto dos termos da diagonal principal e subtrair
o produto dos termos da diagonal secundária:
𝟎 𝟏
det(𝐵 − 𝐴) = | |
−𝟔 𝟑
det(𝐵 − 𝐴) = [𝟎 × 𝟑] − [𝟏 × (−𝟔)]
det(𝐵 − 𝐴) = 0 − (−6)
det(𝐵 − 𝐴) = 6
Gabarito: Letra D.
(CESPE/SEDUC AL/2018) Julgue o item que se seguem, relativos a matrizes e sistemas lineares.
𝒂 𝟏 𝟎 −𝟏
Se 𝒂 é um número real e se o determinante da matriz 𝑷 = [ ] + 𝟐[ ] for igual a zero,
𝟎 𝒂−𝟏 −𝟏 𝟏
então 𝒂 = − 𝟐 ou 𝒂 = 𝟏.
Comentários:
𝑎 1 0 −1
𝑃=[ ]+ 2[ ]
0 𝑎−1 −1 1
𝑎 1 𝟐×0 𝟐 × (−1)
=[ ]+[ ]
0 𝑎−1 𝟐 × (−1) 𝟐×1
𝑎 1 0 −2
=[ ]+[ ]
0 𝑎−1 −2 2
𝑎+0 1−2
=[ ]
0−2 𝑎−1+2
𝑎 −1
=[ ]
−2 𝑎 + 1
Temos que:
det 𝑃 = 0
𝒂 −𝟏
| |=0
−𝟐 𝒂 + 𝟏
[𝒂 × (𝒂 + 𝟏)] − [(−𝟏) × (−𝟐)] = 0
𝑎2 + 𝑎 − 2 = 0
Note que as raízes dessa equação do segundo grau em 𝒂 são de fato −𝟐 e 𝟏, pois:
(−2)2 + (−2) − 2 = 0
12 + 1 − 2 = 0
Gabarito: CERTO.
𝟏 𝟐 𝟐 𝒙 𝟏 𝒃𝟏
(CESPE/ABIN/2010) Considerando a matriz 𝑨 = (𝟐 𝟎 𝟐) e os vetores 𝑿 = (𝒙 𝟐) e 𝒃 = (𝒃𝟐 ),
𝟑 𝟒 𝟓 𝒙 𝟑 𝒃𝟑
julgue o item a seguir.
O determinante de 𝑨 é igual a – 𝟏.
Comentários:
1 2 2 1 2
|2 0 2| 2 0
3 4 5 3 4
= [0 + 12 + 16] − [0 + 8 + 20]
= 28 − 28
=0
Gabarito: ERRADO.
𝟐 𝟎 𝟏𝟎
(CESPE/SEDF/2017) Considerando a matriz 𝑨 = [𝟒 𝟏𝟎 𝟐𝟎], julgue o próximo item.
𝟎 𝟐 𝟒𝟎
𝟏
Se 𝑩 = 𝟐 𝑨, então o determinante de B é maior que 200.
Comentários:
Pessoal, para resolver esse problema, podemos obter a matriz 𝐵 e calcular o seu determinante diretamente
pela regra de Sarrus.
Ocorre que, na prova que cobrou essa questão, houve a necessidade de calcular o determinante de 𝐴. Então,
para responder ao item, vamos obter det(𝐴) e em seguida obteremos o det(𝐵) a partir de det(𝐴).
2 0 10 2 0
|4 10 20| 4 10
0 2 40 0 2
det 𝐴 = 880 − 80
det 𝐴 = 800
Sabemos que, ao multiplicar uma matriz de ordem 𝒏 por uma constante 𝒌, o determinante dessa nova
matriz fica multiplicado por 𝒌𝒏 .
det(𝑘𝐴) = 𝑘 𝑛 det 𝐴
Logo:
1
det 𝐵 = det ( 𝐴)
2
1 3
= ( ) × det 𝐴
2
1
= × 800
8
= 100
Portanto, o determinante de B é menor do que 200.
Gabarito: ERRADO.
𝟏 𝟏 𝟎
(CESPE/SEDUC CE/2013/Adaptada) Considerando a matriz 𝑨 = [𝟏 𝟎 𝟎], o determinante de 𝑨𝟒 é igual
𝟏 𝟎 𝟐
a:
a) −16.
b) 0.
c) 16.
d) 20.
e) 81.
Comentários:
Temos que:
det(𝐴4 ) = det(𝐴 × 𝐴 × 𝐴 × 𝐴)
Portanto, para obter o determinante de 𝐴4 , precisamos obter o determiante de 𝐴 e elevar à quarta potência.
1 1 0 1 1
|1 0 0| 1 0
1 0 2 1 0
= [0 + 0 + 0] − [0 + 0 + 2]
= −2
Logo:
= (−2)4
= 16
Gabarito: Letra C.
(CESPE/MS/2008) Se uma matriz quadrada 𝑨 = (𝜶𝒊𝒋 ) tem dimensão 𝟑 × 𝟑 e é tal que (𝜶𝒊𝒋 ) = 𝟏, se
𝒊 ≤ 𝒋 e (𝜶𝒊𝒋 ) = 𝒊 − 𝒋, se 𝒊 > 𝒋, então o determinante de 𝑨 é um número estritamente positivo.
Comentários:
Portanto, se o número da coluna 𝑗 for maior ou igual do que o número da linha 𝑖, o elemento é 1. Caso
contrário, o elemento é 𝑖 − 𝑗. Nesse caso, a matriz 𝐴 é:
1 1 1
𝐴 = [2 − 1 1 1]
3−1 3−2 1
1 1 1
𝐴 = [1 1 1]
2 1 1
Note que a matriz 𝐴 apresenta duas fileiras iguais (linhas 1 e 2, assim como colunas 2 e 3). Portanto, o seu
determinante é zero.
Gabarito: ERRADO.
Comentários:
Questão 07
Lembre-se que se uma fila (linha ou coluna) de uma matriz é formada apenas por zeros, seu determinante é
nulo. Isso significa que det 𝐵 = 0 e (det 𝐵)2 = 02 = 0.
Questão 08
det[𝐴 × 𝐵 × 𝐶] = 𝟎
Questão 09
= (det 𝐴)2
2 −1 5 2 −1
|1 0 4| 1 0
2 2 0 2 2
det 𝐴 = [0 − 8 + 10] − [0 + 16 + 0]
det 𝐴 = −14
Logo:
det 𝐴2 = (det 𝐴)2
= (−14)2 = 196
O gabarito, portanto, é CERTO.
Note que o determinante da matriz transposta de A é igual ao determinante de A, isto é, det 𝐴 = det 𝐴𝑡 .
Logo:
= (det 𝐴)2
det[𝐴 + 𝐴] = det 2𝐴
= 2𝑛 det 𝐴
Note que o determinante da matriz transposta de A é igual ao determinante de A, isto é, det 𝐴 = det 𝐴𝑡 .
Logo:
= 2 det 𝐴
Essa propriedade que envolve a soma de uma matriz A com a sua inversa não existe. Para tanto, podemos
apresentar um contraexemplo.
1 0
𝐴=( )
0 1
A inversa da matriz identidade é a própria matriz identidade, isto é, 𝐴−1 = 𝐼2 . Nesse caso:
𝐴 + 𝐴−1 = 2𝐼2
= 22 det 𝐼𝑛
= 22 × 1
=4
1
det 𝐴−1 =
det 𝐴
Gabarito: Letra A.
𝒂 𝒃
(CESPE/PETROBRAS/2008) Considere que 𝑨 = ( ) seja uma matriz invertível, 𝑩 = 𝑨−𝟏 seja a
𝒄 𝒅
𝒂 𝒃
inversa de 𝑨 e 𝑪 = ( ). Nesse caso, é correto afirmar que, para toda matriz 𝑨, invertível,
𝒄 + 𝟐𝒂 𝒅 + 𝟐𝒂
tem-se que
a) det 𝐴 = det 𝐵.
b) det 𝐶 = 2 × det 𝐴.
c) det [𝐴 × 𝐵] = 1.
d) det [𝐴 + 𝐵] = 2 × det 𝐴.
e) det [𝐴 × 𝐵 −1 ] = 1.
Comentários:
Como 𝐵 é a inversa de 𝐴, a alternativa está afirmando que det 𝐴 = det 𝐴−1 . Essa propriedade é falsa, pois o
determinante da inversa de A é o inverso do determinante de A, isto é:
1
det 𝐴−1 =
det 𝐴
b) 𝐝𝐞𝐭 𝑪 = 𝟐 × 𝐝𝐞𝐭 𝑨. ERRADO.
Não existe essa relação entre as matrizes 𝐴 e 𝐶. Para provar que a alternativa é falsa, vamos mostrar um
contraexemplo.
𝑎 𝑏 1 0
𝐴=[ ]=[ ]
𝑐 𝑑 0 1
𝑎 𝑏 1 0 1 0
𝐶=[ ]=[ ]=[ ]
𝑐 + 2𝑎 𝑑 + 2𝑎 0 + 2.1 1 + 2.1 2 3
c) 𝐝𝐞𝐭 [𝑨 × 𝑩] = 𝟏. CERTO.
Como 𝐵 é a inversa de 𝐴, a alternativa está afirmando que det(𝐴 𝐴−1 ) = 1. Essa relação é verdadeira, pois,
pelo teorema de Binet:
det(𝐴 𝐴−1 ) = det 𝐴 × 𝐝𝐞𝐭 𝑨−𝟏
𝟏
= det 𝐴 ×
𝐝𝐞𝐭 𝑨
=1
d) 𝐝𝐞𝐭 [𝑨 + 𝑩] = 𝟐 × 𝐝𝐞𝐭 𝑨. ERRADO.
Essa propriedade não existe. 𝐵 é a inversa de 𝐴, de modo que não se pode afirmar que
det(𝐴 + 𝐴−1 ) = 2 det 𝐴.
1 0
𝐴=( )
0 1
Temos que:
det 𝐴 = [1.1] − [0.0]
𝐝𝐞𝐭 𝑨 = 𝟏
A inversa da matriz identidade é a própria matriz identidade, isto é, 𝐴−1 = 𝐼2 . Nesse caso:
𝐴 + 𝐴−1 = 2𝐼2
= 22 det 𝐼2
= 22 × 1
=𝟒
𝐵 −1 = (𝐴−1 )−1 = 𝐴
Portanto, a alternativa afirma que det(𝐴 × 𝐴) = 1. Não se pode afirmar isso para qualquer matriz 𝐴. Pelo
teorema de Binet, sabemos que:
Gabarito: Letra C.
Comentários:
Uma matriz é antissimétrica quando 𝐴𝑡 = −𝐴. Em outras palavras, uma matriz é antissimétrica quando a
diagonal principal deve ser nula e os elementos simétricos com relação à diagonal principal são opostos.
Podemos verificar que a afirmação é falsa com um contraexemplo. Note que a matriz abaixo é antissimétrica
e o determinante é diferente de zero:
𝟎 −𝟏
𝐴=[ ]
𝟏 𝟎
= 0 − (−1)
=1
Essa relação só é válida se 𝑨 for uma matriz inversível. Isso porque, se a matriz for inversível, podemos
multiplicar ambos os lados da equação 𝐴𝐵 = 𝐴𝐶 por 𝐴−1 pela esquerda:
𝐴−1 𝐴𝐵 = 𝐴−1 𝐴𝐶
𝐼𝐵 = 𝐼𝐶
𝐵=𝐶
1 0 0 0
Vamos mostrar que a afirmação é falsa com um contraexemplo. Considere 𝐴 = [ ], 𝐵 = [ ] e
1 0 1 0
0 0
𝐶=[ ].
2 0
1 0 0 0 0 0
𝐴𝐵 = [ ][ ] =[ ]
1 0 1 0 0 0
1 0 0 0 0 0
𝐴𝐶 = [ ][ ]=[ ]
1 0 2 0 0 0
(𝐴 + 𝐵)² = (𝐵 − 𝐴)²
(𝐴 + 𝐵)(𝐴 + 𝐵) = (𝐵 − 𝐴)(𝐵 − 𝐴)
𝑨. 𝑨 + 𝐴𝐵 + 𝐵𝐴 + 𝑩. 𝑩 = 𝑩. 𝑩 − 𝐵𝐴 − 𝐴𝐵 + 𝑨. 𝑨
𝐴𝐵 + 𝐵𝐴 = −𝐵𝐴 − 𝐴𝐵
𝐴𝐵 + 𝐴𝐵 = −𝐵𝐴 − 𝐵𝐴
2𝐴𝐵 = −2𝐵𝐴
𝐴𝐵 = −𝐵𝐴
1 0
Para mostrar que essa alternativa está errada, vamos mostrar um contraexemplo. Considere 𝐴 = [ ]e
1 0
0 0
𝐵=[ ].
1 0
1 0 0 0 0 0
𝐴𝐵 = [ ][ ] =[ ]
1 0 1 0 0 0
0 0 1 0 0 0
𝐵𝐴 = [ ][ ]=[ ]
1 0 1 0 1 0
Sabemos que, ao multiplicar uma matriz de ordem 𝒏 por uma constante 𝒌, o determinante dessa nova
matriz fica multiplicado por 𝒌𝒏 . Logo:
det(2𝐴) = 2𝑛 det 𝐴
Gabarito: Letra C.
(CESPE/CBM DF/2011) Um importante algoritmo para a resolução de problemas que envolvem matrizes
(por exemplo, resolução de sistemas lineares, cálculo da matriz inversa, determinantes etc.) consiste em
efetuar operações elementares sobre as linhas da matriz. Essas operações incluem multiplicação de uma
linha da matriz por um número não nulo; adição a uma linha de um múltiplo de outra linha; permutação
de linhas. Com relação a essas operações, considere a matriz B obtida da matriz
𝟏 𝟎 −𝟐
𝑨 = (𝟐 −𝟏 −𝟐) depois de efetuada a seguinte sequência de operações elementares: substituição da
𝟐 −𝟏 −𝟏
linha 3 pela linha 3 menos a linha 2; substituição da linha 2 pela linha 2 menos duas vezes a linha 1. Com
base nessas informações, julgue o item que se segue, acerca da matriz B.
Comentários:
Note que essas duas alterações, pelo Teorema de Jacobi, não alteram o valor do determinante. Logo, os
determinantes das matrizes 𝑨 e 𝑩 são iguais.
Ao multiplicar uma fila por qualquer número e somar esse resultado a uma outra fila
paralela qualquer, o valor do determinante não se altera.
Gabarito: CERTO.
(CESPE/SEDUC AL/2018) Julgue o item que se seguem, relativos a matrizes e sistemas lineares.
Se P for uma matriz simétrica, então P será inversível.
Comentários:
Não há correlação entre o fato de uma matriz ser simétrica com o fato de ela apresentar determinante
diferente de zero.
𝟎 𝟎
Para mostrar que a afirmação está errada, pode-se usar como contraexemplo a matriz 𝑷 = [ ].
𝟎 𝟎
0 0
Note que trata-se de uma matriz simétrica, pois 𝑃𝑡 = 𝑃 = [ ]. Veja, porém, que det 𝑃 = 0 e, portanto,
0 0
essa matriz não é inversível.
Gabarito: ERRADO
𝟏 𝟎 −𝟏 𝟏
(CESPE/Pref. São Cristóvão/2019) Para a matriz 𝑨 = [𝟏 𝟏 𝟏 𝟏], tem-se que 𝒅𝒆𝒕(𝑨) = −𝟏 e,
𝟎 𝟎 𝟏 𝟏
𝟏 𝟎 𝟎 𝟏
consequentemente, 𝑨 é uma matriz inversível.
Comentários:
Zerar todos os elementos da primeira linha, à exceção de 𝒂𝟏𝟏 , fazendo uso da primeira coluna
𝑪𝟑 ← 𝑪3 + 𝑪𝟏
𝑪𝟒 ← 𝑪𝟒 − 𝑪𝟏
1 0 −1 1 1 0 𝟎 1 1 0 𝟎 𝟎
det 𝐴 = |1 1 1 1| 𝑪𝟑 ←𝑪=𝟑 +𝑪𝟏 |1 1 𝟐 1| 𝑪𝟒 ←𝑪=𝟒 −𝑪𝟏 |1 1 2 𝟎|
0 0 1 1 0 0 𝟏 1 0 0 1 𝟏
1 0 0 1 1 0 𝟏 1 1 0 1 𝟎
1 0 0 0
det 𝐴 = |1 1 2 0|
0 0 1 1
1 0 1 0
1 0 0 0
det 𝐴 = |1 1 2 0|
0 0 1 1
1 0 1 0
1 0 0 0
det 𝐴 = |1 1 2 0|
0 0 1 1
1 0 1 0
𝟏 2 0
det 𝐴 = |𝟎 1 1|
𝟎 1 0
Podemos agora calcular o determinante de 𝐴 pela regra de Sarrus. Observe, porém, que é mais conveniente
aplicar o Teorema de Laplace na primeira coluna, pois o determinante fica reduzido a 𝐷11 .
= 𝐴11
= (−1)1+1 𝐷11
= 𝐷11
1 2 0
= |0 1 1|
0 1 0
𝟏 𝟏
=| |
𝟏 𝟎
= [𝟏. 𝟎] − [𝟏. 𝟏]
= −1
Temos, portanto, que 𝐝𝐞𝐭 𝑨 = −𝟏. Além disso, a matriz 𝑨 é inversível, pois o seu determinante é diferente
de zero.
Gabarito: CERTO.
Matrizes
𝟎, 𝟐𝟎 𝟎, 𝟓𝟎
𝟔 𝟑 𝟏
Nessas condições, se 𝑨 = [ ] for a matriz formada pelos dados da tabela I, e 𝑩 = [𝟎, 𝟏𝟓 𝟎, 𝟑𝟎]
𝟕 𝟏 𝟑
𝟎, 𝟐𝟎 𝟎, 𝟐𝟎
for a matriz formada pelos dados da tabela II, então a soma de todas as entradas da matriz A × B será igual
ao valor total das ligações efetuadas.
𝟐 𝟎 𝟏𝟎
(CESPE/SEDF/2017) Considerando a matriz 𝑨 = [𝟒 𝟏𝟎 𝟐𝟎], julgue o próximo item.
𝟎 𝟐 𝟒𝟎
Se 𝑪 = [𝑪𝒊𝒋 ], 1 ≤ i , j ≤ 3, tal que 𝑪 = 𝑨𝟐 , então 𝑪𝟐𝟑 – 𝑪𝟐𝟐 > 𝟓𝟎𝟎.
Considere que 𝑨 e 𝑩 sejam matrizes distintas, de ordem 𝟐 × 𝟐, com entradas reais e, em cada matriz, três
das quatro entradas sejam iguais a zero. Além disso, considere também que
𝑨 × 𝑨 = 𝑩 × 𝑩 = 𝑨 × 𝑩 = 𝑶, em que 𝑶 é a matriz nula, isto é, a matriz em que todas as entradas
são iguais a zero. Nesse caso, necessariamente, 𝑨 = 𝑶 ou 𝑩 = 𝑶.
GABARITO – CEBRASPE
Matrizes
ERRADO
CERTO
ERRADO
CERTO
ERRADO
Determinantes
𝟑 𝒌
(CESPE/IFF/2018) Considere que k seja um número real e que o determinante da matriz 𝑩 = [ ] seja
𝟑 𝟗
𝟑 −𝟏
igual a 27. Nesse caso, se 𝑨 = [ ] então o determinante da matriz B − A, será igual a:
𝟗 𝟔
a) 30.
b) 0.
c) 3.
d) 6.
e) 10.
(CESPE/SEDUC AL/2018) Julgue o item que se seguem, relativos a matrizes e sistemas lineares.
𝒂 𝟏 𝟎 −𝟏
Se 𝒂 é um número real e se o determinante da matriz 𝑷 = [ ] + 𝟐[ ] for igual a zero,
𝟎 𝒂−𝟏 −𝟏 𝟏
então 𝒂 = − 𝟐 ou 𝒂 = 𝟏.
𝟏 𝟐 𝟐 𝒙 𝟏 𝒃𝟏
(CESPE/ABIN/2010) Considerando a matriz 𝑨 = (𝟐 𝟎 𝟐 ) e os vetores 𝑿 = ( 𝒙 𝟐 ) e 𝒃 = ( 𝒃 𝟐 ),
𝟑 𝟒 𝟓 𝒙 𝟑 𝒃𝟑
julgue o item a seguir.
O determinante de 𝑨 é igual a – 𝟏.
𝟐 𝟎 𝟏𝟎
(CESPE/SEDF/2017) Considerando a matriz 𝑨 = [𝟒 𝟏𝟎 𝟐𝟎], julgue o próximo item.
𝟎 𝟐 𝟒𝟎
𝟏
Se 𝑩 = 𝟐 𝑨, então o determinante de B é maior que 200.
𝟏 𝟏 𝟎
(CESPE/SEDUC CE/2013/Adaptada) Considerando a matriz 𝑨 = [𝟏 𝟎 𝟎], o determinante de 𝑨𝟒 é igual
𝟏 𝟎 𝟐
a:
a) −16.
b) 0.
c) 16.
d) 20.
e) 81.
(CESPE/MS/2008) Se uma matriz quadrada 𝑨 = (𝜶𝒊𝒋 ) tem dimensão 𝟑 × 𝟑 e é tal que (𝜶𝒊𝒋 ) = 𝟏, se
𝒊 ≤ 𝒋 e (𝜶𝒊𝒋 ) = 𝒊 − 𝒋, se 𝒊 > 𝒋, então o determinante de 𝑨 é um número estritamente positivo.
𝒂 𝒃
(CESPE/PETROBRAS/2008) Considere que 𝑨 = ( ) seja uma matriz invertível, 𝑩 = 𝑨−𝟏 seja a
𝒄 𝒅
𝒂 𝒃
inversa de 𝑨 e 𝑪 = ( ). Nesse caso, é correto afirmar que, para toda matriz 𝑨, invertível,
𝒄 + 𝟐𝒂 𝒅 + 𝟐𝒂
tem-se que
a) det 𝐴 = det 𝐵.
b) det 𝐶 = 2 × det 𝐴.
c) det [𝐴 × 𝐵] = 1.
d) det [𝐴 + 𝐵] = 2 × det 𝐴.
e) det [𝐴 × 𝐵 −1 ] = 1.
(CESPE/CBM DF/2011) Um importante algoritmo para a resolução de problemas que envolvem matrizes
(por exemplo, resolução de sistemas lineares, cálculo da matriz inversa, determinantes etc.) consiste em
efetuar operações elementares sobre as linhas da matriz. Essas operações incluem multiplicação de uma
linha da matriz por um número não nulo; adição a uma linha de um múltiplo de outra linha; permutação
de linhas. Com relação a essas operações, considere a matriz B obtida da matriz
𝟏 𝟎 −𝟐
𝑨 = (𝟐 −𝟏 −𝟐) depois de efetuada a seguinte sequência de operações elementares: substituição da
𝟐 −𝟏 −𝟏
linha 3 pela linha 3 menos a linha 2; substituição da linha 2 pela linha 2 menos duas vezes a linha 1. Com
base nessas informações, julgue o item que se segue, acerca da matriz B.
(CESPE/SEDUC AL/2018) Julgue o item que se seguem, relativos a matrizes e sistemas lineares.
Se P for uma matriz simétrica, então P será inversível.
𝟏 𝟎 −𝟏 𝟏
(CESPE/Pref. São Cristóvão/2019) Para a matriz 𝑨 = [𝟏 𝟏 𝟏 𝟏], tem-se que 𝒅𝒆𝒕(𝑨) = −𝟏 e,
𝟎 𝟎 𝟏 𝟏
𝟏 𝟎 𝟎 𝟏
consequentemente, 𝑨 é uma matriz inversível.
GABARITO – CEBRASPE
Determinantes