Assistente ADM.
Assistente ADM.
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CASAN-SC
COMPANHIA CATARINENSE DE ÁGUAS E SANEAMENTO
Assistente Administrativo
EDITAL 001/2022
DICA
• Esteja focado em seu objetivo: É de extrema importância você estar focado em seu objetivo: a aprovação no concurso. Você vai ter
que colocar em sua mente que sua prioridade é dedicar-se para a realização de seu sonho.
• Não saia atirando para todos os lados: Procure dar atenção a um concurso de cada vez, a dificuldade é muito maior quando você
tenta focar em vários certames, pois as matérias das diversas áreas são diferentes. Desta forma, é importante que você defina uma
área e especializando-se nela. Se for possível realize todos os concursos que saírem que englobe a mesma área.
• Defina um local, dias e horários para estudar: Uma maneira de organizar seus estudos é transformando isso em um hábito,
determinado um local, os horários e dias específicos para estudar cada disciplina que irá compor o concurso. O local de estudo não
pode ter uma distração com interrupções constantes, é preciso ter concentração total.
• Organização: Como dissemos anteriormente, é preciso evitar qualquer distração, suas horas de estudos são inegociáveis. É
praticamente impossível passar em um concurso público se você não for uma pessoa organizada, é importante ter uma planilha
contendo sua rotina diária de atividades definindo o melhor horário de estudo.
• Método de estudo: Um grande aliado para facilitar seus estudos, são os resumos. Isso irá te ajudar na hora da revisão sobre o assunto
estudado. É fundamental que você inicie seus estudos antes mesmo de sair o edital, buscando editais de concursos anteriores. Busque
refazer a provas dos concursos anteriores, isso irá te ajudar na preparação.
• Invista nos materiais: É essencial que você tenha um bom material voltado para concursos públicos, completo e atualizado. Esses
materiais devem trazer toda a teoria do edital de uma forma didática e esquematizada, contendo exercícios para praticar. Quanto mais
exercícios você realizar, melhor será sua preparação para realizar a prova do certame.
• Cuide de sua preparação: Não são só os estudos que são importantes na sua preparação, evite perder sono, isso te deixará com uma
menor energia e um cérebro cansado. É preciso que você tenha uma boa noite de sono. Outro fator importante na sua preparação, é
tirar ao menos 1 (um) dia na semana para descanso e lazer, renovando as energias e evitando o estresse.
Vida Social
Sabemos que faz parte algumas abdicações na vida de quem estuda para concursos públicos, mas sempre que possível é importante
conciliar os estudos com os momentos de lazer e bem-estar. A vida de concurseiro é temporária, quem determina o tempo é você,
através da sua dedicação e empenho. Você terá que fazer um esforço para deixar de lado um pouco a vida social intensa, é importante
compreender que quando for aprovado verá que todo o esforço valeu a pena para realização do seu sonho.
Uma boa dica, é fazer exercícios físicos, uma simples corrida por exemplo é capaz de melhorar o funcionamento do Sistema Nervoso
Central, um dos fatores que são chaves para produção de neurônios nas regiões associadas à aprendizagem e memória.
DICA
Motivação
A motivação é a chave do sucesso na vida dos concurseiros. Compreendemos que nem sempre é fácil, e às vezes bate aquele desânimo
com vários fatores ao nosso redor. Porém tenha garra ao focar na sua aprovação no concurso público dos seus sonhos.
Caso você não seja aprovado de primeira, é primordial que você PERSISTA, com o tempo você irá adquirir conhecimento e experiência.
Então é preciso se motivar diariamente para seguir a busca da aprovação, algumas orientações importantes para conseguir motivação:
• Procure ler frases motivacionais, são ótimas para lembrar dos seus propósitos;
• Leia sempre os depoimentos dos candidatos aprovados nos concursos públicos;
• Procure estar sempre entrando em contato com os aprovados;
• Escreva o porquê que você deseja ser aprovado no concurso. Quando você sabe seus motivos, isso te da um ânimo maior para seguir
focado, tornando o processo mais prazeroso;
• Saiba o que realmente te impulsiona, o que te motiva. Dessa maneira será mais fácil vencer as adversidades que irão aparecer.
• Procure imaginar você exercendo a função da vaga pleiteada, sentir a emoção da aprovação e ver as pessoas que você gosta felizes
com seu sucesso.
Como dissemos no começo, não existe uma fórmula mágica, um método infalível. O que realmente existe é a sua garra, sua dedicação
e motivação para realizar o seu grande sonho de ser aprovado no concurso público. Acredite em você e no seu potencial.
A Solução tem ajudado, há mais de 36 anos, quem quer vencer a batalha do concurso público. Se você quer aumentar as suas chances
de passar, conheça os nossos materiais, acessando o nosso site: [Link]
Vamos juntos!
ÍNDICE
Língua Portuguesa
1. Análise e interpretação de texto (compreensão geral do texto; ponto de vista ou ideia central defendida pelo autor; argumentação;
elementos de coesão; inferências; estrutura e organização do texto e dos parágrafos). Tipologia e gêneros textuais. . . . . . . . . . . 01
2. Figuras de linguagem. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
3. Emprego dos pronomes demonstrativos. Paralelismo sintático e paralelismo semâ[Link] de tempos e modos verbais. For-
mação de tempos compostos dos verbos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
4. Relações semânticas estabelecidas entre orações, períodos ou parágrafos (oposição/contraste, conclusão, concessão, causalidade,
adição, alternância etc.). Sintaxe da oração (período simples; termos fundamentais e acessórios da oração; tipos de predicado) e do
período (período composto por coordenação e por subordinação). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
5. Relações de sinonímia e de antonímia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
6. Funções do que e do se. Ortografia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
7. Emprego do acento grave. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
8. Emprego dos sinais de pontuação e suas funções no texto. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
9. Concordâncias verbal e nominal. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
10. Regências verbal e nominal. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
11. Locuções verbais (perífrases verbais); Sintaxe de colocação pronominal. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
Informática
1. Conceitos básicos de computação; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01
2. Componentes de hardware e software de computadores; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 03
3. Operação, configuração de sistemas operacionais Windows; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 06
4. Uso de editores de texto (Word e Writer); . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
5. Uso de planilhas eletrônicas (Excel e Calc); Uso de Internet (navegação web, correio eletrônico); . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
6. Noções de segurança (proteção de informação, vírus e assemelhados); . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
7. Alternativas e software livre para sistemas operacionais, editores de texto, planilhas e navegadores. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
ÍNDICE
Conhecimentos Específicos
Assistente Administrativo
1. A natureza das organizações. Estrutura organizacional. Gestão pela qualidade. Planejamento, Organização, Direção e Controle como
parte integrante do processo administrativo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01
2. Mudança e inovação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
3. Gestão por processos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
4. Sistema de Informação de Recursos Humanos: organização e controle de dados de pessoal. Desenvolvimento de Recursos Humanos
e educação corporativa. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44
5. Elementos da comunicação, comunicação corporativa e comunicação no ambiente de trabalho. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59
6. Trabalho em Equipe. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70
7. Noções de relações humanas e conflito. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 72
8. Organização do ambiente de trabalho. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79
9. Qualidade em Atendimento. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 80
10. Noções de administração de materiais. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 92
11. Noções de controle orçamentário. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 110
12. Noções básicas de Administração Financeira. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 114
13. Noções básicas de logística. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 122
14. Atividades de protocolo, recepção, classificação, registro e distribuição de documentos. Gestão de arquivos, documentação: tipos de
correspondências e documentos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 132
15. Ética profissional. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 143
LÍNGUA PORTUGUESA
1. Análise e interpretação de texto (compreensão geral do texto; ponto de vista ou ideia central defendida pelo autor; argumentação;
elementos de coesão; inferências; estrutura e organização do texto e dos parágrafos). Tipologia e gêneros textuais. . . . . . . . . . . 01
2. Figuras de linguagem. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
3. Emprego dos pronomes demonstrativos. Paralelismo sintático e paralelismo semâ[Link] de tempos e modos verbais. Forma-
ção de tempos compostos dos verbos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
4. Relações semânticas estabelecidas entre orações, períodos ou parágrafos (oposição/contraste, conclusão, concessão, causalidade,
adição, alternância etc.). Sintaxe da oração (período simples; termos fundamentais e acessórios da oração; tipos de predicado) e do
período (período composto por coordenação e por subordinação). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
5. Relações de sinonímia e de antonímia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
6. Funções do que e do se. Ortografia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
7. Emprego do acento grave. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
8. Emprego dos sinais de pontuação e suas funções no texto. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
9. Concordâncias verbal e nominal. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
10. Regências verbal e nominal. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
11. Locuções verbais (perífrases verbais); Sintaxe de colocação pronominal. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
LÍNGUA PORTUGUESA
• Linguagem Mista (ou híbrida) é aquele que utiliza tanto as pa-
ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO (COMPREEN- lavras quanto as imagens. Ou seja, é a junção da linguagem verbal
SÃO GERAL DO TEXTO; PONTO DE VISTA OU IDEIA com a não-verbal.
CENTRAL DEFENDIDA PELO AUTOR; ARGUMENTAÇÃO;
ELEMENTOS DE COESÃO; INFERÊNCIAS; ESTRUTURA E
ORGANIZAÇÃO DO TEXTO E DOS PARÁGRAFOS). TIPO-
LOGIA E GÊNEROS TEXTUAIS
1
LÍNGUA PORTUGUESA
– Separe fatos de opiniões. CACHORROS
O leitor precisa separar o que é um fato (verdadeiro, objetivo
e comprovável) do que é uma opinião (pessoal, tendenciosa e mu- Os zoólogos acreditam que o cachorro se originou de uma
tável). espécie de lobo que vivia na Ásia. Depois os cães se juntaram aos
– Retorne ao texto sempre que necessário. seres humanos e se espalharam por quase todo o mundo. Essa ami-
Além disso, é importante entender com cuidado e atenção os zade começou há uns 12 mil anos, no tempo em que as pessoas
enunciados das questões. precisavam caçar para se alimentar. Os cachorros perceberam que,
se não atacassem os humanos, podiam ficar perto deles e comer a
– Reescreva o conteúdo lido. comida que sobrava. Já os homens descobriram que os cachorros
Para uma melhor compreensão, podem ser feitos resumos, tó- podiam ajudar a caçar, a cuidar de rebanhos e a tomar conta da
picos ou esquemas. casa, além de serem ótimos companheiros. Um colaborava com o
outro e a parceria deu certo.
Além dessas dicas importantes, você também pode grifar pa-
lavras novas, e procurar seu significado para aumentar seu vocabu- Ao ler apenas o título “Cachorros”, você deduziu sobre o pos-
lário, fazer atividades como caça-palavras, ou cruzadinhas são uma sível assunto abordado no texto. Embora você imagine que o tex-
distração, mas também um aprendizado. to vai falar sobre cães, você ainda não sabia exatamente o que ele
Não se esqueça, além da prática da leitura aprimorar a compre- falaria sobre cães. Repare que temos várias informações ao longo
ensão do texto e ajudar a aprovação, ela também estimula nossa do texto: a hipótese dos zoólogos sobre a origem dos cães, a asso-
imaginação, distrai, relaxa, informa, educa, atualiza, melhora nos- ciação entre eles e os seres humanos, a disseminação dos cães pelo
so foco, cria perspectivas, nos torna reflexivos, pensantes, além de mundo, as vantagens da convivência entre cães e homens.
melhorar nossa habilidade de fala, de escrita e de memória. As informações que se relacionam com o tema chamamos de
Um texto para ser compreendido deve apresentar ideias se- subtemas (ou ideias secundárias). Essas informações se integram,
letas e organizadas, através dos parágrafos que é composto pela ou seja, todas elas caminham no sentido de estabelecer uma unida-
ideia central, argumentação e/ou desenvolvimento e a conclusão de de sentido. Portanto, pense: sobre o que exatamente esse texto
do texto. fala? Qual seu assunto, qual seu tema? Certamente você chegou à
O primeiro objetivo de uma interpretação de um texto é a iden- conclusão de que o texto fala sobre a relação entre homens e cães.
tificação de sua ideia principal. A partir daí, localizam-se as ideias Se foi isso que você pensou, parabéns! Isso significa que você foi
secundárias, ou fundamentações, as argumentações, ou explica- capaz de identificar o tema do texto!
ções, que levem ao esclarecimento das questões apresentadas na
prova. Fonte: [Link]
Compreendido tudo isso, interpretar significa extrair um signi- -secundarias/
ficado. Ou seja, a ideia está lá, às vezes escondida, e por isso o can-
didato só precisa entendê-la – e não a complementar com algum IDENTIFICAÇÃO DE EFEITOS DE IRONIA OU HUMOR EM
valor individual. Portanto, apegue-se tão somente ao texto, e nunca TEXTOS VARIADOS
extrapole a visão dele.
Ironia
IDENTIFICANDO O TEMA DE UM TEXTO Ironia é o recurso pelo qual o emissor diz o contrário do que
O tema é a ideia principal do texto. É com base nessa ideia está pensando ou sentindo (ou por pudor em relação a si próprio ou
principal que o texto será desenvolvido. Para que você consiga com intenção depreciativa e sarcástica em relação a outrem).
identificar o tema de um texto, é necessário relacionar as diferen- A ironia consiste na utilização de determinada palavra ou ex-
tes informações de forma a construir o seu sentido global, ou seja, pressão que, em um outro contexto diferente do usual, ganha um
você precisa relacionar as múltiplas partes que compõem um todo novo sentido, gerando um efeito de humor.
significativo, que é o texto. Exemplo:
Em muitas situações, por exemplo, você foi estimulado a ler um
texto por sentir-se atraído pela temática resumida no título. Pois o
título cumpre uma função importante: antecipar informações sobre
o assunto que será tratado no texto.
Em outras situações, você pode ter abandonado a leitura por-
que achou o título pouco atraente ou, ao contrário, sentiu-se atra-
ído pelo título de um livro ou de um filme, por exemplo. É muito
comum as pessoas se interessarem por temáticas diferentes, de-
pendendo do sexo, da idade, escolaridade, profissão, preferências
pessoais e experiência de mundo, entre outros fatores.
Mas, sobre que tema você gosta de ler? Esportes, namoro, se-
xualidade, tecnologia, ciências, jogos, novelas, moda, cuidados com
o corpo? Perceba, portanto, que as temáticas são praticamente in-
finitas e saber reconhecer o tema de um texto é condição essen-
cial para se tornar um leitor hábil. Vamos, então, começar nossos
estudos?
Propomos, inicialmente, que você acompanhe um exercício
bem simples, que, intuitivamente, todo leitor faz ao ler um texto:
reconhecer o seu tema. Vamos ler o texto a seguir?
2
LÍNGUA PORTUGUESA
Os textos com finalidade humorística podem ser divididos em
quatro categorias: anedotas, cartuns, tiras e charges.
Exemplo:
Ironia verbal
Ocorre quando se diz algo pretendendo expressar outro sig-
nificado, normalmente oposto ao sentido literal. A expressão e a
intenção são diferentes. ANÁLISE E A INTERPRETAÇÃO DO TEXTO SEGUNDO O GÊ-
Exemplo: Você foi tão bem na prova! Tirou um zero incrível! NERO EM QUE SE INSCREVE
Compreender um texto trata da análise e decodificação do que
Ironia de situação de fato está escrito, seja das frases ou das ideias presentes. Inter-
A intenção e resultado da ação não estão alinhados, ou seja, o pretar um texto, está ligado às conclusões que se pode chegar ao
resultado é contrário ao que se espera ou que se planeja. conectar as ideias do texto com a realidade. Interpretação trabalha
Exemplo: Quando num texto literário uma personagem planeja com a subjetividade, com o que se entendeu sobre o texto.
uma ação, mas os resultados não saem como o esperado. No li- Interpretar um texto permite a compreensão de todo e qual-
vro “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, a quer texto ou discurso e se amplia no entendimento da sua ideia
personagem título tem obsessão por ficar conhecida. Ao longo da principal. Compreender relações semânticas é uma competência
vida, tenta de muitas maneiras alcançar a notoriedade sem suces- imprescindível no mercado de trabalho e nos estudos.
so. Após a morte, a personagem se torna conhecida. A ironia é que Quando não se sabe interpretar corretamente um texto pode-
planejou ficar famoso antes de morrer e se tornou famoso após a -se criar vários problemas, afetando não só o desenvolvimento pro-
morte. fissional, mas também o desenvolvimento pessoal.
3
LÍNGUA PORTUGUESA
Para auxiliar na busca de sentidos do texto, pode-se também Entrevista: texto expositivo e é marcado pela conversa de um
retirar dele os tópicos frasais presentes em cada parágrafo, isso entrevistador e um entrevistado para a obtenção de informações.
certamente auxiliará na apreensão do conteúdo exposto. Lembre- Tem como principal característica transmitir a opinião de pessoas
-se de que os parágrafos não estão organizados, pelo menos em de destaque sobre algum assunto de interesse.
um bom texto, de maneira aleatória, se estão no lugar que estão,
é porque ali se fazem necessários, estabelecendo uma relação hie- Cantiga de roda: gênero empírico, que na escola se materiali-
rárquica do pensamento defendido, retomando ideias já citadas ou za em uma concretude da realidade. A cantiga de roda permite as
apresentando novos conceitos. crianças terem mais sentido em relação a leitura e escrita, ajudando
Concentre-se nas ideias que de fato foram explicitadas pelo au- os professores a identificar o nível de alfabetização delas.
tor: os textos argumentativos não costumam conceder espaço para
divagações ou hipóteses, supostamente contidas nas entrelinhas. Receita: texto instrucional e injuntivo que tem como objetivo
Devemos nos ater às ideias do autor, isso não quer dizer que você de informar, aconselhar, ou seja, recomendam dando uma certa li-
precise ficar preso na superfície do texto, mas é fundamental que berdade para quem recebe a informação.
não criemos, à revelia do autor, suposições vagas e inespecíficas.
Ler com atenção é um exercício que deve ser praticado à exaustão, DISTINÇÃO DE FATO E OPINIÃO SOBRE ESSE FATO
assim como uma técnica, que fará de nós leitores proficientes.
Fato
Diferença entre compreensão e interpretação O fato é algo que aconteceu ou está acontecendo. A existência
A compreensão de um texto é fazer uma análise objetiva do do fato pode ser constatada de modo indiscutível. O fato pode é
texto e verificar o que realmente está escrito nele. Já a interpreta- uma coisa que aconteceu e pode ser comprovado de alguma manei-
ção imagina o que as ideias do texto têm a ver com a realidade. O ra, através de algum documento, números, vídeo ou registro.
leitor tira conclusões subjetivas do texto. Exemplo de fato:
A mãe foi viajar.
Gêneros Discursivos
Romance: descrição longa de ações e sentimentos de perso- Interpretação
nagens fictícios, podendo ser de comparação com a realidade ou É o ato de dar sentido ao fato, de entendê-lo. Interpretamos
totalmente irreal. A diferença principal entre um romance e uma quando relacionamos fatos, os comparamos, buscamos suas cau-
novela é a extensão do texto, ou seja, o romance é mais longo. No sas, previmos suas consequências.
romance nós temos uma história central e várias histórias secun- Entre o fato e sua interpretação há uma relação lógica: se apon-
dárias. tamos uma causa ou consequência, é necessário que seja plausível.
Se comparamos fatos, é preciso que suas semelhanças ou diferen-
Conto: obra de ficção onde é criado seres e locais totalmente ças sejam detectáveis.
imaginário. Com linguagem linear e curta, envolve poucas perso-
nagens, que geralmente se movimentam em torno de uma única Exemplos de interpretação:
ação, dada em um só espaço, eixo temático e conflito. Suas ações A mãe foi viajar porque considerou importante estudar em ou-
encaminham-se diretamente para um desfecho. tro país.
A mãe foi viajar porque se preocupava mais com sua profissão
Novela: muito parecida com o conto e o romance, diferencia- do que com a filha.
do por sua extensão. Ela fica entre o conto e o romance, e tem a
história principal, mas também tem várias histórias secundárias. O Opinião
tempo na novela é baseada no calendário. O tempo e local são de- A opinião é a avaliação que se faz de um fato considerando um
finidos pelas histórias dos personagens. A história (enredo) tem um juízo de valor. É um julgamento que tem como base a interpretação
ritmo mais acelerado do que a do romance por ter um texto mais que fazemos do fato.
curto. Nossas opiniões costumam ser avaliadas pelo grau de coerên-
cia que mantêm com a interpretação do fato. É uma interpretação
Crônica: texto que narra o cotidiano das pessoas, situações que do fato, ou seja, um modo particular de olhar o fato. Esta opinião
nós mesmos já vivemos e normalmente é utilizado a ironia para pode alterar de pessoa para pessoa devido a fatores socioculturais.
mostrar um outro lado da mesma história. Na crônica o tempo não
é relevante e quando é citado, geralmente são pequenos intervalos Exemplos de opiniões que podem decorrer das interpretações
como horas ou mesmo minutos. anteriores:
A mãe foi viajar porque considerou importante estudar em ou-
Poesia: apresenta um trabalho voltado para o estudo da lin- tro país. Ela tomou uma decisão acertada.
guagem, fazendo-o de maneira particular, refletindo o momento, A mãe foi viajar porque se preocupava mais com sua profissão
a vida dos homens através de figuras que possibilitam a criação de do que com a filha. Ela foi egoísta.
imagens.
Muitas vezes, a interpretação já traz implícita uma opinião.
Editorial: texto dissertativo argumentativo onde expressa a Por exemplo, quando se mencionam com ênfase consequên-
opinião do editor através de argumentos e fatos sobre um assunto cias negativas que podem advir de um fato, se enaltecem previsões
que está sendo muito comentado (polêmico). Sua intenção é con- positivas ou se faz um comentário irônico na interpretação, já esta-
vencer o leitor a concordar com ele. mos expressando nosso julgamento.
É muito importante saber a diferença entre o fato e opinião,
principalmente quando debatemos um tema polêmico ou quando
analisamos um texto dissertativo.
4
LÍNGUA PORTUGUESA
Exemplo: NÍVEIS DE LINGUAGEM
A mãe viajou e deixou a filha só. Nem deve estar se importando
com o sofrimento da filha. Definição de linguagem
Linguagem é qualquer meio sistemático de comunicar ideias
ESTRUTURAÇÃO DO TEXTO E DOS PARÁGRAFOS ou sentimentos através de signos convencionais, sonoros, gráficos,
Uma boa redação é dividida em ideias relacionadas entre si gestuais etc. A linguagem é individual e flexível e varia dependendo
ajustadas a uma ideia central que norteia todo o pensamento do da idade, cultura, posição social, profissão etc. A maneira de arti-
texto. Um dos maiores problemas nas redações é estruturar as cular as palavras, organizá-las na frase, no texto, determina nossa
ideias para fazer com que o leitor entenda o que foi dito no texto. linguagem, nosso estilo (forma de expressão pessoal).
Fazer uma estrutura no texto para poder guiar o seu pensamento As inovações linguísticas, criadas pelo falante, provocam, com
e o do leitor. o decorrer do tempo, mudanças na estrutura da língua, que só as
Parágrafo incorpora muito lentamente, depois de aceitas por todo o grupo
O parágrafo organizado em torno de uma ideia-núcleo, que é social. Muitas novidades criadas na linguagem não vingam na língua
desenvolvida por ideias secundárias. O parágrafo pode ser forma- e caem em desuso.
do por uma ou mais frases, sendo seu tamanho variável. No texto Língua escrita e língua falada
dissertativo-argumentativo, os parágrafos devem estar todos rela- A língua escrita não é a simples reprodução gráfica da língua
cionados com a tese ou ideia principal do texto, geralmente apre- falada, por que os sinais gráficos não conseguem registrar grande
sentada na introdução. parte dos elementos da fala, como o timbre da voz, a entonação, e
ainda os gestos e a expressão facial. Na realidade a língua falada é
Embora existam diferentes formas de organização de parágra- mais descontraída, espontânea e informal, porque se manifesta na
fos, os textos dissertativo-argumentativos e alguns gêneros jornalís- conversação diária, na sensibilidade e na liberdade de expressão
ticos apresentam uma estrutura-padrão. Essa estrutura consiste em do falante. Nessas situações informais, muitas regras determinadas
três partes: a ideia-núcleo, as ideias secundárias (que desenvolvem pela língua padrão são quebradas em nome da naturalidade, da li-
a ideia-núcleo) e a conclusão (que reafirma a ideia-básica). Em pa- berdade de expressão e da sensibilidade estilística do falante.
rágrafos curtos, é raro haver conclusão.
Linguagem popular e linguagem culta
Introdução: faz uma rápida apresentação do assunto e já traz Podem valer-se tanto da linguagem popular quanto da lingua-
uma ideia da sua posição no texto, é normalmente aqui que você gem culta. Obviamente a linguagem popular é mais usada na fala,
irá identificar qual o problema do texto, o porque ele está sendo nas expressões orais cotidianas. Porém, nada impede que ela esteja
escrito. Normalmente o tema e o problema são dados pela própria presente em poesias (o Movimento Modernista Brasileiro procurou
prova. valorizar a linguagem popular), contos, crônicas e romances em que
o diálogo é usado para representar a língua falada.
Desenvolvimento: elabora melhor o tema com argumentos e
ideias que apoiem o seu posicionamento sobre o assunto. É possí- Linguagem Popular ou Coloquial
vel usar argumentos de várias formas, desde dados estatísticos até Usada espontânea e fluentemente pelo povo. Mostra-se quase
citações de pessoas que tenham autoridade no assunto. sempre rebelde à norma gramatical e é carregada de vícios de lin-
guagem (solecismo – erros de regência e concordância; barbarismo
Conclusão: faz uma retomada breve de tudo que foi abordado – erros de pronúncia, grafia e flexão; ambiguidade; cacofonia; pleo-
e conclui o texto. Esta última parte pode ser feita de várias maneiras nasmo), expressões vulgares, gírias e preferência pela coordenação,
diferentes, é possível deixar o assunto ainda aberto criando uma que ressalta o caráter oral e popular da língua. A linguagem popular
pergunta reflexiva, ou concluir o assunto com as suas próprias con- está presente nas conversas familiares ou entre amigos, anedotas,
clusões a partir das ideias e argumentos do desenvolvimento. irradiação de esportes, programas de TV e auditório, novelas, na
expressão dos esta dos emocionais etc.
Outro aspecto que merece especial atenção são os conecto-
res. São responsáveis pela coesão do texto e tornam a leitura mais A Linguagem Culta ou Padrão
fluente, visando estabelecer um encadeamento lógico entre as É a ensinada nas escolas e serve de veículo às ciências em que
ideias e servem de ligação entre o parágrafo, ou no interior do perí- se apresenta com terminologia especial. É usada pelas pessoas ins-
odo, e o tópico que o antecede. truídas das diferentes classes sociais e caracteriza-se pela obediên-
Saber usá-los com precisão, tanto no interior da frase, quanto cia às normas gramaticais. Mais comumente usada na linguagem
ao passar de um enunciado para outro, é uma exigência também escrita e literária, reflete prestígio social e cultural. É mais artificial,
para a clareza do texto. mais estável, menos sujeita a variações. Está presente nas aulas,
Sem os conectores (pronomes relativos, conjunções, advér- conferências, sermões, discursos políticos, comunicações científi-
bios, preposições, palavras denotativas) as ideias não fluem, muitas cas, noticiários de TV, programas culturais etc.
vezes o pensamento não se completa, e o texto torna-se obscuro,
sem coerência. Gíria
Esta estrutura é uma das mais utilizadas em textos argumenta- A gíria relaciona-se ao cotidiano de certos grupos sociais como
tivos, e por conta disso é mais fácil para os leitores. arma de defesa contra as classes dominantes. Esses grupos utilizam
Existem diversas formas de se estruturar cada etapa dessa es- a gíria como meio de expressão do cotidiano, para que as mensa-
trutura de texto, entretanto, apenas segui-la já leva ao pensamento gens sejam decodificadas apenas por eles mesmos.
mais direto.
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LÍNGUA PORTUGUESA
Assim a gíria é criada por determinados grupos que divulgam TIPO TEXTUAL INJUNTIVO
o palavreado para outros grupos até chegar à mídia. Os meios de A injunção indica como realizar uma ação, aconselha, impõe,
comunicação de massa, como a televisão e o rádio, propagam os instrui o interlocutor. Chamado também de texto instrucional, o
novos vocábulos, às vezes, também inventam alguns. A gíria pode tipo de texto injuntivo é utilizado para predizer acontecimentos e
acabar incorporada pela língua oficial, permanecer no vocabulário comportamentos, nas leis jurídicas.
de pequenos grupos ou cair em desuso.
Ex.: “chutar o pau da barraca”, “viajar na maionese”, “galera”, Características principais:
“mina”, “tipo assim”. • Normalmente apresenta frases curtas e objetivas, com ver-
bos de comando, com tom imperativo; há também o uso do futuro
Linguagem vulgar do presente (10 mandamentos bíblicos e leis diversas).
Existe uma linguagem vulgar relacionada aos que têm pouco • Marcas de interlocução: vocativo, verbos e pronomes de 2ª
ou nenhum contato com centros civilizados. Na linguagem vulgar pessoa ou 1ª pessoa do plural, perguntas reflexivas etc.
há estruturas com “nóis vai, lá”, “eu di um beijo”, “Ponhei sal na
comida”. Exemplo:
Impedidos do Alistamento Eleitoral (art. 5º do Código Eleito-
Linguagem regional ral) – Não podem alistar-se eleitores: os que não saibam exprimir-se
Regionalismos são variações geográficas do uso da língua pa- na língua nacional, e os que estejam privados, temporária ou defi-
drão, quanto às construções gramaticais e empregos de certas pala- nitivamente dos direitos políticos. Os militares são alistáveis, desde
vras e expressões. Há, no Brasil, por exemplo, os falares amazônico, que oficiais, aspirantes a oficiais, guardas-marinha, subtenentes ou
nordestino, baiano, fluminense, mineiro, sulino. suboficiais, sargentos ou alunos das escolas militares de ensino su-
Tipos e genêros textuais perior para formação de oficiais.
Os tipos textuais configuram-se como modelos fixos e abran-
gentes que objetivam a distinção e definição da estrutura, bem Tipo textual expositivo
como aspectos linguísticos de narração, dissertação, descrição e A dissertação é o ato de apresentar ideias, desenvolver racio-
explicação. Eles apresentam estrutura definida e tratam da forma cínio, analisar contextos, dados e fatos, por meio de exposição,
como um texto se apresenta e se organiza. Existem cinco tipos clás- discussão, argumentação e defesa do que pensamos. A dissertação
sicos que aparecem em provas: descritivo, injuntivo, expositivo (ou pode ser expositiva ou argumentativa.
dissertativo-expositivo) dissertativo e narrativo. Vejamos alguns A dissertação-expositiva é caracterizada por esclarecer um as-
exemplos e as principais características de cada um deles. sunto de maneira atemporal, com o objetivo de explicá-lo de ma-
neira clara, sem intenção de convencer o leitor ou criar debate.
Tipo textual descritivo
A descrição é uma modalidade de composição textual cujo Características principais:
objetivo é fazer um retrato por escrito (ou não) de um lugar, uma • Apresenta introdução, desenvolvimento e conclusão.
pessoa, um animal, um pensamento, um sentimento, um objeto, • O objetivo não é persuadir, mas meramente explicar, infor-
um movimento etc. mar.
Características principais: • Normalmente a marca da dissertação é o verbo no presente.
• Os recursos formais mais encontrados são os de valor adje- • Amplia-se a ideia central, mas sem subjetividade ou defesa
tivo (adjetivo, locução adjetiva e oração adjetiva), por sua função de ponto de vista.
caracterizadora. • Apresenta linguagem clara e imparcial.
• Há descrição objetiva e subjetiva, normalmente numa enu-
meração. Exemplo:
• A noção temporal é normalmente estática. O texto dissertativo consiste na ampliação, na discussão, no
• Normalmente usam-se verbos de ligação para abrir a defini- questionamento, na reflexão, na polemização, no debate, na ex-
ção. pressão de um ponto de vista, na explicação a respeito de um de-
• Normalmente aparece dentro de um texto narrativo. terminado tema.
• Os gêneros descritivos mais comuns são estes: manual, anún- Existem dois tipos de dissertação bem conhecidos: a disserta-
cio, propaganda, relatórios, biografia, tutorial. ção expositiva (ou informativa) e a argumentativa (ou opinativa).
Portanto, pode-se dissertar simplesmente explicando um as-
Exemplo: sunto, imparcialmente, ou discutindo-o, parcialmente.
Era uma casa muito engraçada
Não tinha teto, não tinha nada Tipo textual dissertativo-argumentativo
Ninguém podia entrar nela, não Este tipo de texto — muito frequente nas provas de concur-
Porque na casa não tinha chão sos — apresenta posicionamentos pessoais e exposição de ideias
Ninguém podia dormir na rede apresentadas de forma lógica. Com razoável grau de objetividade,
Porque na casa não tinha parede clareza, respeito pelo registro formal da língua e coerência, seu in-
Ninguém podia fazer pipi tuito é a defesa de um ponto de vista que convença o interlocutor
Porque penico não tinha ali (leitor ou ouvinte).
Mas era feita com muito esmero
Na rua dos bobos, número zero
(Vinícius de Moraes)
6
LÍNGUA PORTUGUESA
Características principais: GÊNEROS TEXTUAIS
• Presença de estrutura básica (introdução, desenvolvimento Já os gêneros textuais (ou discursivos) são formas diferentes
e conclusão): ideia principal do texto (tese); argumentos (estraté- de expressão comunicativa. As muitas formas de elaboração de um
gias argumentativas: causa-efeito, dados estatísticos, testemunho texto se tornam gêneros, de acordo com a intenção do seu pro-
de autoridade, citações, confronto, comparação, fato, exemplo, dutor. Logo, os gêneros apresentam maior diversidade e exercem
enumeração...); conclusão (síntese dos pontos principais com su- funções sociais específicas, próprias do dia a dia. Ademais, são pas-
gestão/solução). síveis de modificações ao longo do tempo, mesmo que preservan-
• Utiliza verbos na 1ª pessoa (normalmente nas argumentações do características preponderantes. Vejamos, agora, uma tabela que
informais) e na 3ª pessoa do presente do indicativo (normalmente apresenta alguns gêneros textuais classificados com os tipos textu-
nas argumentações formais) para imprimir uma atemporalidade e ais que neles predominam.
um caráter de verdade ao que está sendo dito.
• Privilegiam-se as estruturas impessoais, com certas modali- Tipo Textual Predominante Gêneros Textuais
zações discursivas (indicando noções de possibilidade, certeza ou
probabilidade) em vez de juízos de valor ou sentimentos exaltados. Descritivo Diário
• Há um cuidado com a progressão temática, isto é, com o de- Relatos (viagens, históricos, etc.)
senvolvimento coerente da ideia principal, evitando-se rodeios. Biografia e autobiografia
Notícia
Exemplo: Currículo
A maioria dos problemas existentes em um país em desenvol- Lista de compras
vimento, como o nosso, podem ser resolvidos com uma eficiente Cardápio
administração política (tese), porque a força governamental certa- Anúncios de classificados
mente se sobrepõe a poderes paralelos, os quais – por negligência Injuntivo Receita culinária
de nossos representantes – vêm aterrorizando as grandes metró- Bula de remédio
poles. Isso ficou claro no confronto entre a força militar do RJ e os Manual de instruções
traficantes, o que comprovou uma verdade simples: se for do desejo Regulamento
dos políticos uma mudança radical visando o bem-estar da popula- Textos prescritivos
ção, isso é plenamente possível (estratégia argumentativa: fato-
-exemplo). É importante salientar, portanto, que não devemos ficar Expositivo Seminários
de mãos atadas à espera de uma atitude do governo só quando o Palestras
caos se estabelece; o povo tem e sempre terá de colaborar com uma Conferências
cobrança efetiva (conclusão). Entrevistas
Trabalhos acadêmicos
Tipo textual narrativo Enciclopédia
O texto narrativo é uma modalidade textual em que se conta Verbetes de dicionários
um fato, fictício ou não, que ocorreu num determinado tempo e lu- Dissertativo-argumentativo Editorial Jornalístico
gar, envolvendo certos personagens. Toda narração tem um enredo, Carta de opinião
personagens, tempo, espaço e narrador (ou foco narrativo). Resenha
Artigo
Características principais: Ensaio
• O tempo verbal predominante é o passado. Monografia, dissertação de
• Foco narrativo com narrador de 1ª pessoa (participa da his- mestrado e tese de doutorado
tória – onipresente) ou de 3ª pessoa (não participa da história –
Narrativo Romance
onisciente).
Novela
• Normalmente, nos concursos públicos, o texto aparece em
Crônica
prosa, não em verso.
Contos de Fada
Fábula
Exemplo:
Lendas
Solidão
João era solteiro, vivia só e era feliz. Na verdade, a solidão era
o que o tornava assim. Conheceu Maria, também solteira, só e fe- Sintetizando: os tipos textuais são fixos, finitos e tratam da for-
liz. Tão iguais, a afinidade logo se transforma em paixão. Casam-se. ma como o texto se apresenta. Os gêneros textuais são fluidos, infi-
Dura poucas semanas. Não havia mesmo como dar certo: ao se uni- nitos e mudam de acordo com a demanda social.
rem, um tirou do outro a essência da felicidade.
Nelson S. Oliveira INTERTEXTUALIDADE
Fonte: [Link] A intertextualidade é um recurso realizado entre textos, ou
ais/4835684 seja, é a influência e relação que um estabelece sobre o outro. As-
sim, determina o fenômeno relacionado ao processo de produção
de textos que faz referência (explícita ou implícita) aos elementos
existentes em outro texto, seja a nível de conteúdo, forma ou de
ambos: forma e conteúdo.
7
LÍNGUA PORTUGUESA
Grosso modo, a intertextualidade é o diálogo entre textos, de Se tivermos de escolher entre uma coisa vantajosa e uma des-
forma que essa relação pode ser estabelecida entre as produções vantajosa, como a saúde e a doença, não precisamos argumentar.
textuais que apresentem diversas linguagens (visual, auditiva, escri- Suponhamos, no entanto, que tenhamos de escolher entre duas
ta), sendo expressa nas artes (literatura, pintura, escultura, música, coisas igualmente vantajosas, a riqueza e a saúde. Nesse caso, pre-
dança, cinema), propagandas publicitárias, programas televisivos, cisamos argumentar sobre qual das duas é mais desejável. O argu-
provérbios, charges, dentre outros. mento pode então ser definido como qualquer recurso que torna
uma coisa mais desejável que outra. Isso significa que ele atua no
Tipos de Intertextualidade domínio do preferível. Ele é utilizado para fazer o interlocutor crer
• Paródia: perversão do texto anterior que aparece geralmen- que, entre duas teses, uma é mais provável que a outra, mais pos-
te, em forma de crítica irônica de caráter humorístico. Do grego sível que a outra, mais desejável que a outra, é preferível à outra.
(parodès), a palavra “paródia” é formada pelos termos “para” (se- O objetivo da argumentação não é demonstrar a verdade de
melhante) e “odes” (canto), ou seja, “um canto (poesia) semelhante um fato, mas levar o ouvinte a admitir como verdadeiro o que o
a outro”. Esse recurso é muito utilizado pelos programas humorís- enunciador está propondo.
ticos. Há uma diferença entre o raciocínio lógico e a argumentação.
• Paráfrase: recriação de um texto já existente mantendo a O primeiro opera no domínio do necessário, ou seja, pretende
mesma ideia contida no texto original, entretanto, com a utilização demonstrar que uma conclusão deriva necessariamente das pre-
de outras palavras. O vocábulo “paráfrase”, do grego (paraphrasis), missas propostas, que se deduz obrigatoriamente dos postulados
significa a “repetição de uma sentença”. admitidos. No raciocínio lógico, as conclusões não dependem de
• Epígrafe: recurso bastante utilizado em obras e textos cientí- crenças, de uma maneira de ver o mundo, mas apenas do encadea-
ficos. Consiste no acréscimo de uma frase ou parágrafo que tenha mento de premissas e conclusões.
alguma relação com o que será discutido no texto. Do grego, o ter- Por exemplo, um raciocínio lógico é o seguinte encadeamento:
mo “epígrafhe” é formado pelos vocábulos “epi” (posição superior) A é igual a B.
e “graphé” (escrita). A é igual a C.
• Citação: Acréscimo de partes de outras obras numa produção Então: C é igual a A.
textual, de forma que dialoga com ele; geralmente vem expressa
entre aspas e itálico, já que se trata da enunciação de outro autor. Admitidos os dois postulados, a conclusão é, obrigatoriamente,
Esse recurso é importante haja vista que sua apresentação sem re- que C é igual a A.
lacionar a fonte utilizada é considerado “plágio”. Do Latim, o termo Outro exemplo:
“citação” (citare) significa convocar. Todo ruminante é um mamífero.
• Alusão: Faz referência aos elementos presentes em outros A vaca é um ruminante.
textos. Do Latim, o vocábulo “alusão” (alludere) é formado por dois Logo, a vaca é um mamífero.
termos: “ad” (a, para) e “ludere” (brincar).
• Outras formas de intertextualidade menos discutidas são Admitidas como verdadeiras as duas premissas, a conclusão
o pastiche, o sample, a tradução e a bricolagem. também será verdadeira.
No domínio da argumentação, as coisas são diferentes. Nele,
ARGUMENTAÇÃO a conclusão não é necessária, não é obrigatória. Por isso, deve-se
O ato de comunicação não visa apenas transmitir uma informa- mostrar que ela é a mais desejável, a mais provável, a mais plau-
ção a alguém. Quem comunica pretende criar uma imagem positiva sível. Se o Banco do Brasil fizer uma propaganda dizendo-se mais
de si mesmo (por exemplo, a de um sujeito educado, ou inteligente, confiável do que os concorrentes porque existe desde a chegada
ou culto), quer ser aceito, deseja que o que diz seja admitido como da família real portuguesa ao Brasil, ele estará dizendo-nos que um
verdadeiro. Em síntese, tem a intenção de convencer, ou seja, tem banco com quase dois séculos de existência é sólido e, por isso, con-
o desejo de que o ouvinte creia no que o texto diz e faça o que ele fiável. Embora não haja relação necessária entre a solidez de uma
propõe. instituição bancária e sua antiguidade, esta tem peso argumentati-
Se essa é a finalidade última de todo ato de comunicação, todo vo na afirmação da confiabilidade de um banco. Portanto é provável
texto contém um componente argumentativo. A argumentação é o que se creia que um banco mais antigo seja mais confiável do que
conjunto de recursos de natureza linguística destinados a persuadir outro fundado há dois ou três anos.
a pessoa a quem a comunicação se destina. Está presente em todo Enumerar todos os tipos de argumentos é uma tarefa quase
tipo de texto e visa a promover adesão às teses e aos pontos de impossível, tantas são as formas de que nos valemos para fazer as
vista defendidos. pessoas preferirem uma coisa a outra. Por isso, é importante enten-
As pessoas costumam pensar que o argumento seja apenas der bem como eles funcionam.
uma prova de verdade ou uma razão indiscutível para comprovar a Já vimos diversas características dos argumentos. É preciso
veracidade de um fato. O argumento é mais que isso: como se disse acrescentar mais uma: o convencimento do interlocutor, o auditó-
acima, é um recurso de linguagem utilizado para levar o interlocu- rio, que pode ser individual ou coletivo, será tanto mais fácil quanto
tor a crer naquilo que está sendo dito, a aceitar como verdadeiro o mais os argumentos estiverem de acordo com suas crenças, suas
que está sendo transmitido. A argumentação pertence ao domínio expectativas, seus valores. Não se pode convencer um auditório
da retórica, arte de persuadir as pessoas mediante o uso de recur- pertencente a uma dada cultura enfatizando coisas que ele abomi-
sos de linguagem. na. Será mais fácil convencê-lo valorizando coisas que ele considera
Para compreender claramente o que é um argumento, é bom positivas. No Brasil, a publicidade da cerveja vem com frequência
voltar ao que diz Aristóteles, filósofo grego do século IV a.C., numa associada ao futebol, ao gol, à paixão nacional. Nos Estados Unidos,
obra intitulada “Tópicos: os argumentos são úteis quando se tem de essa associação certamente não surtiria efeito, porque lá o futebol
escolher entre duas ou mais coisas”. não é valorizado da mesma forma que no Brasil. O poder persuasivo
de um argumento está vinculado ao que é valorizado ou desvalori-
zado numa dada cultura.
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LÍNGUA PORTUGUESA
ARGUMENTAÇÃO Admitidas como verdadeiras as duas premissas, a conclusão
também será verdadeira.
O ato de comunicação não visa apenas transmitir uma informa- No domínio da argumentação, as coisas são diferentes. Nele,
ção a alguém. Quem comunica pretende criar uma imagem positiva a conclusão não é necessária, não é obrigatória. Por isso, deve-se
de si mesmo (por exemplo, a de um sujeito educado, ou inteligente, mostrar que ela é a mais desejável, a mais provável, a mais plau-
ou culto), quer ser aceito, deseja que o que diz seja admitido como sível. Se o Banco do Brasil fizer uma propaganda dizendo-se mais
verdadeiro. Em síntese, tem a intenção de convencer, ou seja, tem confiável do que os concorrentes porque existe desde a chegada
o desejo de que o ouvinte creia no que o texto diz e faça o que ele da família real portuguesa ao Brasil, ele estará dizendo-nos que um
propõe. banco com quase dois séculos de existência é sólido e, por isso, con-
Se essa é a finalidade última de todo ato de comunicação, todo fiável. Embora não haja relação necessária entre a solidez de uma
texto contém um componente argumentativo. A argumentação é o instituição bancária e sua antiguidade, esta tem peso argumentati-
conjunto de recursos de natureza linguística destinados a persuadir vo na afirmação da confiabilidade de um banco. Portanto é provável
a pessoa a quem a comunicação se destina. Está presente em todo que se creia que um banco mais antigo seja mais confiável do que
tipo de texto e visa a promover adesão às teses e aos pontos de outro fundado há dois ou três anos.
vista defendidos. Enumerar todos os tipos de argumentos é uma tarefa quase
As pessoas costumam pensar que o argumento seja apenas impossível, tantas são as formas de que nos valemos para fazer as
uma prova de verdade ou uma razão indiscutível para comprovar a pessoas preferirem uma coisa a outra. Por isso, é importante enten-
veracidade de um fato. O argumento é mais que isso: como se disse der bem como eles funcionam.
acima, é um recurso de linguagem utilizado para levar o interlocu- Já vimos diversas características dos argumentos. É preciso
tor a crer naquilo que está sendo dito, a aceitar como verdadeiro o acrescentar mais uma: o convencimento do interlocutor, o auditó-
que está sendo transmitido. A argumentação pertence ao domínio rio, que pode ser individual ou coletivo, será tanto mais fácil quanto
da retórica, arte de persuadir as pessoas mediante o uso de recur- mais os argumentos estiverem de acordo com suas crenças, suas
sos de linguagem. expectativas, seus valores. Não se pode convencer um auditório
Para compreender claramente o que é um argumento, é bom pertencente a uma dada cultura enfatizando coisas que ele abomi-
voltar ao que diz Aristóteles, filósofo grego do século IV a.C., numa na. Será mais fácil convencê-lo valorizando coisas que ele considera
obra intitulada “Tópicos: os argumentos são úteis quando se tem de positivas. No Brasil, a publicidade da cerveja vem com frequência
escolher entre duas ou mais coisas”. associada ao futebol, ao gol, à paixão nacional. Nos Estados Unidos,
Se tivermos de escolher entre uma coisa vantajosa e uma des- essa associação certamente não surtiria efeito, porque lá o futebol
vantajosa, como a saúde e a doença, não precisamos argumentar. não é valorizado da mesma forma que no Brasil. O poder persuasivo
Suponhamos, no entanto, que tenhamos de escolher entre duas de um argumento está vinculado ao que é valorizado ou desvalori-
coisas igualmente vantajosas, a riqueza e a saúde. Nesse caso, pre- zado numa dada cultura.
cisamos argumentar sobre qual das duas é mais desejável. O argu-
mento pode então ser definido como qualquer recurso que torna Tipos de Argumento
uma coisa mais desejável que outra. Isso significa que ele atua no Já verificamos que qualquer recurso linguístico destinado a fa-
domínio do preferível. Ele é utilizado para fazer o interlocutor crer zer o interlocutor dar preferência à tese do enunciador é um argu-
que, entre duas teses, uma é mais provável que a outra, mais pos- mento. Exemplo:
sível que a outra, mais desejável que a outra, é preferível à outra.
O objetivo da argumentação não é demonstrar a verdade de Argumento de Autoridade
um fato, mas levar o ouvinte a admitir como verdadeiro o que o É a citação, no texto, de afirmações de pessoas reconhecidas
enunciador está propondo. pelo auditório como autoridades em certo domínio do saber, para
Há uma diferença entre o raciocínio lógico e a argumentação. servir de apoio àquilo que o enunciador está propondo. Esse recur-
O primeiro opera no domínio do necessário, ou seja, pretende so produz dois efeitos distintos: revela o conhecimento do produtor
demonstrar que uma conclusão deriva necessariamente das pre- do texto a respeito do assunto de que está tratando; dá ao texto a
missas propostas, que se deduz obrigatoriamente dos postulados garantia do autor citado. É preciso, no entanto, não fazer do texto
admitidos. No raciocínio lógico, as conclusões não dependem de um amontoado de citações. A citação precisa ser pertinente e ver-
crenças, de uma maneira de ver o mundo, mas apenas do encadea- dadeira. Exemplo:
mento de premissas e conclusões. “A imaginação é mais importante do que o conhecimento.”
Por exemplo, um raciocínio lógico é o seguinte encadeamento:
A é igual a B. Quem disse a frase aí de cima não fui eu... Foi Einstein. Para
A é igual a C. ele, uma coisa vem antes da outra: sem imaginação, não há conhe-
Então: C é igual a B. cimento. Nunca o inverso.
Alex José Periscinoto.
Admitidos os dois postulados, a conclusão é, obrigatoriamente, In: Folha de S. Paulo, 30/8/1993, p. 5-2
que C é igual a A.
Outro exemplo: A tese defendida nesse texto é que a imaginação é mais impor-
Todo ruminante é um mamífero. tante do que o conhecimento. Para levar o auditório a aderir a ela,
A vaca é um ruminante. o enunciador cita um dos mais célebres cientistas do mundo. Se
Logo, a vaca é um mamífero. um físico de renome mundial disse isso, então as pessoas devem
acreditar que é verdade.
9
LÍNGUA PORTUGUESA
Argumento de Quantidade Uma variante do argumento de atributo é o argumento da
É aquele que valoriza mais o que é apreciado pelo maior nú- competência linguística. A utilização da variante culta e formal da
mero de pessoas, o que existe em maior número, o que tem maior língua que o produtor do texto conhece a norma linguística social-
duração, o que tem maior número de adeptos, etc. O fundamento mente mais valorizada e, por conseguinte, deve produzir um texto
desse tipo de argumento é que mais = melhor. A publicidade faz em que se pode confiar. Nesse sentido é que se diz que o modo de
largo uso do argumento de quantidade. dizer dá confiabilidade ao que se diz.
Imagine-se que um médico deva falar sobre o estado de saúde
Argumento do Consenso de uma personalidade pública. Ele poderia fazê-lo das duas manei-
É uma variante do argumento de quantidade. Fundamenta-se ras indicadas abaixo, mas a primeira seria infinitamente mais ade-
em afirmações que, numa determinada época, são aceitas como quada para a persuasão do que a segunda, pois esta produziria certa
verdadeiras e, portanto, dispensam comprovações, a menos que o estranheza e não criaria uma imagem de competência do médico:
objetivo do texto seja comprovar alguma delas. Parte da ideia de - Para aumentar a confiabilidade do diagnóstico e levando em
que o consenso, mesmo que equivocado, corresponde ao indiscu- conta o caráter invasivo de alguns exames, a equipe médica houve
tível, ao verdadeiro e, portanto, é melhor do que aquilo que não por bem determinar o internamento do governador pelo período
desfruta dele. Em nossa época, são consensuais, por exemplo, as de três dias, a partir de hoje, 4 de fevereiro de 2001.
afirmações de que o meio ambiente precisa ser protegido e de que - Para conseguir fazer exames com mais cuidado e porque al-
as condições de vida são piores nos países subdesenvolvidos. Ao guns deles são barrapesada, a gente botou o governador no hospi-
confiar no consenso, porém, corre-se o risco de passar dos argu- tal por três dias.
mentos válidos para os lugares comuns, os preconceitos e as frases
carentes de qualquer base científica. Como dissemos antes, todo texto tem uma função argumen-
tativa, porque ninguém fala para não ser levado a sério, para ser
Argumento de Existência ridicularizado, para ser desmentido: em todo ato de comunicação
É aquele que se fundamenta no fato de que é mais fácil aceitar deseja-se influenciar alguém. Por mais neutro que pretenda ser, um
aquilo que comprovadamente existe do que aquilo que é apenas texto tem sempre uma orientação argumentativa.
provável, que é apenas possível. A sabedoria popular enuncia o ar- A orientação argumentativa é uma certa direção que o falante
gumento de existência no provérbio “Mais vale um pássaro na mão traça para seu texto. Por exemplo, um jornalista, ao falar de um
do que dois voando”. homem público, pode ter a intenção de criticá-lo, de ridicularizá-lo
Nesse tipo de argumento, incluem-se as provas documentais ou, ao contrário, de mostrar sua grandeza.
(fotos, estatísticas, depoimentos, gravações, etc.) ou provas concre- O enunciador cria a orientação argumentativa de seu texto
tas, que tornam mais aceitável uma afirmação genérica. Durante dando destaque a uns fatos e não a outros, omitindo certos episó-
a invasão do Iraque, por exemplo, os jornais diziam que o exérci- dios e revelando outros, escolhendo determinadas palavras e não
to americano era muito mais poderoso do que o iraquiano. Essa outras, etc. Veja:
afirmação, sem ser acompanhada de provas concretas, poderia ser “O clima da festa era tão pacífico que até sogras e noras troca-
vista como propagandística. No entanto, quando documentada pela vam abraços afetuosos.”
comparação do número de canhões, de carros de combate, de na-
vios, etc., ganhava credibilidade. O enunciador aí pretende ressaltar a ideia geral de que noras
Argumento quase lógico e sogras não se toleram. Não fosse assim, não teria escolhido esse
É aquele que opera com base nas relações lógicas, como causa fato para ilustrar o clima da festa nem teria utilizado o termo até,
e efeito, analogia, implicação, identidade, etc. Esses raciocínios são que serve para incluir no argumento alguma coisa inesperada.
chamados quase lógicos porque, diversamente dos raciocínios lógi- Além dos defeitos de argumentação mencionados quando tra-
cos, eles não pretendem estabelecer relações necessárias entre os tamos de alguns tipos de argumentação, vamos citar outros:
elementos, mas sim instituir relações prováveis, possíveis, plausí- - Uso sem delimitação adequada de palavra de sentido tão am-
veis. Por exemplo, quando se diz “A é igual a B”, “B é igual a C”, “en- plo, que serve de argumento para um ponto de vista e seu contrá-
tão A é igual a C”, estabelece-se uma relação de identidade lógica. rio. São noções confusas, como paz, que, paradoxalmente, pode ser
Entretanto, quando se afirma “Amigo de amigo meu é meu amigo” usada pelo agressor e pelo agredido. Essas palavras podem ter valor
não se institui uma identidade lógica, mas uma identidade provável. positivo (paz, justiça, honestidade, democracia) ou vir carregadas
Um texto coerente do ponto de vista lógico é mais facilmente de valor negativo (autoritarismo, degradação do meio ambiente,
aceito do que um texto incoerente. Vários são os defeitos que con- injustiça, corrupção).
correm para desqualificar o texto do ponto de vista lógico: fugir do - Uso de afirmações tão amplas, que podem ser derrubadas por
tema proposto, cair em contradição, tirar conclusões que não se um único contra exemplo. Quando se diz “Todos os políticos são
fundamentam nos dados apresentados, ilustrar afirmações gerais ladrões”, basta um único exemplo de político honesto para destruir
com fatos inadequados, narrar um fato e dele extrair generalizações o argumento.
indevidas. - Emprego de noções científicas sem nenhum rigor, fora do con-
texto adequado, sem o significado apropriado, vulgarizando-as e
Argumento do Atributo atribuindo-lhes uma significação subjetiva e grosseira. É o caso, por
É aquele que considera melhor o que tem propriedades típi- exemplo, da frase “O imperialismo de certas indústrias não permite
cas daquilo que é mais valorizado socialmente, por exemplo, o mais que outras crescam”, em que o termo imperialismo é descabido,
raro é melhor que o comum, o que é mais refinado é melhor que o uma vez que, a rigor, significa “ação de um Estado visando a reduzir
que é mais grosseiro, etc. outros à sua dependência política e econômica”.
Por esse motivo, a publicidade usa, com muita frequência, ce-
lebridades recomendando prédios residenciais, produtos de beleza, A boa argumentação é aquela que está de acordo com a situa-
alimentos estéticos, etc., com base no fato de que o consumidor ção concreta do texto, que leva em conta os componentes envolvi-
tende a associar o produto anunciado com atributos da celebrida- dos na discussão (o tipo de pessoa a quem se dirige a comunicação,
de. o assunto, etc).
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LÍNGUA PORTUGUESA
Convém ainda alertar que não se convence ninguém com mani- Descartes (1596-1650), filósofo e pensador francês, criou o mé-
festações de sinceridade do autor (como eu, que não costumo men- todo de raciocínio silogístico, baseado na dedução, que parte do
tir...) ou com declarações de certeza expressas em fórmulas feitas simples para o complexo. Para ele, verdade e evidência são a mes-
(como estou certo, creio firmemente, é claro, é óbvio, é evidente, ma coisa, e pelo raciocínio torna-se possível chegar a conclusões
afirmo com toda a certeza, etc). Em vez de prometer, em seu texto, verdadeiras, desde que o assunto seja pesquisado em partes, co-
sinceridade e certeza, autenticidade e verdade, o enunciador deve meçando-se pelas proposições mais simples até alcançar, por meio
construir um texto que revele isso. Em outros termos, essas quali- de deduções, a conclusão final. Para a linha de raciocínio cartesiana,
dades não se prometem, manifestam-se na ação. é fundamental determinar o problema, dividi-lo em partes, ordenar
A argumentação é a exploração de recursos para fazer parecer os conceitos, simplificando-os, enumerar todos os seus elementos
verdadeiro aquilo que se diz num texto e, com isso, levar a pessoa a e determinar o lugar de cada um no conjunto da dedução.
que texto é endereçado a crer naquilo que ele diz. A lógica cartesiana, até os nossos dias, é fundamental para a
Um texto dissertativo tem um assunto ou tema e expressa um argumentação dos trabalhos acadêmicos. Descartes propôs quatro
ponto de vista, acompanhado de certa fundamentação, que inclui regras básicas que constituem um conjunto de reflexos vitais, uma
a argumentação, questionamento, com o objetivo de persuadir. Ar- série de movimentos sucessivos e contínuos do espírito em busca
gumentar é o processo pelo qual se estabelecem relações para che- da verdade:
gar à conclusão, com base em premissas. Persuadir é um processo - evidência;
de convencimento, por meio da argumentação, no qual procura-se - divisão ou análise;
convencer os outros, de modo a influenciar seu pensamento e seu - ordem ou dedução;
comportamento. - enumeração.
A persuasão pode ser válida e não válida. Na persuasão váli-
da, expõem-se com clareza os fundamentos de uma ideia ou pro- A enumeração pode apresentar dois tipos de falhas: a omissão
posição, e o interlocutor pode questionar cada passo do raciocínio e a incompreensão. Qualquer erro na enumeração pode quebrar o
empregado na argumentação. A persuasão não válida apoia-se em encadeamento das ideias, indispensável para o processo dedutivo.
argumentos subjetivos, apelos subliminares, chantagens sentimen- A forma de argumentação mais empregada na redação acadê-
tais, com o emprego de “apelações”, como a inflexão de voz, a mí- mica é o silogismo, raciocínio baseado nas regras cartesianas, que
mica e até o choro. contém três proposições: duas premissas, maior e menor, e a con-
Alguns autores classificam a dissertação em duas modalidades, clusão. As três proposições são encadeadas de tal forma, que a con-
expositiva e argumentativa. Esta, exige argumentação, razões a fa- clusão é deduzida da maior por intermédio da menor. A premissa
vor e contra uma ideia, ao passo que a outra é informativa, apresen- maior deve ser universal, emprega todo, nenhum, pois alguns não
ta dados sem a intenção de convencer. Na verdade, a escolha dos caracteriza a universalidade.
dados levantados, a maneira de expô-los no texto já revelam uma Há dois métodos fundamentais de raciocínio: a dedução (silo-
“tomada de posição”, a adoção de um ponto de vista na disserta- gística), que parte do geral para o particular, e a indução, que vai do
ção, ainda que sem a apresentação explícita de argumentos. Desse particular para o geral. A expressão formal do método dedutivo é o
ponto de vista, a dissertação pode ser definida como discussão, de- silogismo. A dedução é o caminho das consequências, baseia-se em
bate, questionamento, o que implica a liberdade de pensamento, a uma conexão descendente (do geral para o particular) que leva à
possibilidade de discordar ou concordar parcialmente. A liberdade conclusão. Segundo esse método, partindo-se de teorias gerais, de
de questionar é fundamental, mas não é suficiente para organizar verdades universais, pode-se chegar à previsão ou determinação de
um texto dissertativo. É necessária também a exposição dos fun- fenômenos particulares. O percurso do raciocínio vai da causa para
damentos, os motivos, os porquês da defesa de um ponto de vista. o efeito. Exemplo:
Pode-se dizer que o homem vive em permanente atitude argu-
mentativa. A argumentação está presente em qualquer tipo de dis- Todo homem é mortal (premissa maior = geral, universal)
curso, porém, é no texto dissertativo que ela melhor se evidencia. Fulano é homem (premissa menor = particular)
Para discutir um tema, para confrontar argumentos e posições, Logo, Fulano é mortal (conclusão)
é necessária a capacidade de conhecer outros pontos de vista e
seus respectivos argumentos. Uma discussão impõe, muitas ve- A indução percorre o caminho inverso ao da dedução, baseia-
zes, a análise de argumentos opostos, antagônicos. Como sempre, se em uma conexão ascendente, do particular para o geral. Nesse
essa capacidade aprende-se com a prática. Um bom exercício para caso, as constatações particulares levam às leis gerais, ou seja, par-
aprender a argumentar e contra-argumentar consiste em desenvol- te de fatos particulares conhecidos para os fatos gerais, desconheci-
ver as seguintes habilidades: dos. O percurso do raciocínio se faz do efeito para a causa. Exemplo:
- argumentação: anotar todos os argumentos a favor de uma O calor dilata o ferro (particular)
ideia ou fato; imaginar um interlocutor que adote a posição total- O calor dilata o bronze (particular)
mente contrária; O calor dilata o cobre (particular)
- contra-argumentação: imaginar um diálogo-debate e quais os O ferro, o bronze, o cobre são metais
argumentos que essa pessoa imaginária possivelmente apresenta- Logo, o calor dilata metais (geral, universal)
ria contra a argumentação proposta;
- refutação: argumentos e razões contra a argumentação opos- Quanto a seus aspectos formais, o silogismo pode ser válido e
ta. verdadeiro; a conclusão será verdadeira se as duas premissas tam-
A argumentação tem a finalidade de persuadir, portanto, ar- bém o forem. Se há erro ou equívoco na apreciação dos fatos, po-
gumentar consiste em estabelecer relações para tirar conclusões de-se partir de premissas verdadeiras para chegar a uma conclusão
válidas, como se procede no método dialético. O método dialético falsa. Tem-se, desse modo, o sofisma. Uma definição inexata, uma
não envolve apenas questões ideológicas, geradoras de polêmicas. divisão incompleta, a ignorância da causa, a falsa analogia são algu-
Trata-se de um método de investigação da realidade pelo estudo de mas causas do sofisma.
sua ação recíproca, da contradição inerente ao fenômeno em ques-
tão e da mudança dialética que ocorre na natureza e na sociedade.
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LÍNGUA PORTUGUESA
O sofisma pressupõe má fé, intenção deliberada de enganar ou A análise tem importância vital no processo de coleta de ideias
levar ao erro; quando o sofisma não tem essas intenções proposi- a respeito do tema proposto, de seu desdobramento e da criação
tais, costuma-se chamar esse processo de argumentação de para- de abordagens possíveis. A síntese também é importante na esco-
logismo. Encontra-se um exemplo simples de sofisma no seguinte lha dos elementos que farão parte do texto.
diálogo: Segundo Garcia (1973, p.300), a análise pode ser formal ou in-
- Você concorda que possui uma coisa que não perdeu? formal. A análise formal pode ser científica ou experimental; é ca-
- Lógico, concordo. racterística das ciências matemáticas, físico-naturais e experimen-
- Você perdeu um brilhante de 40 quilates? tais. A análise informal é racional ou total, consiste em “discernir”
- Claro que não! por vários atos distintos da atenção os elementos constitutivos de
- Então você possui um brilhante de 40 quilates... um todo, os diferentes caracteres de um objeto ou fenômeno.
A análise decompõe o todo em partes, a classificação estabe-
Exemplos de sofismas: lece as necessárias relações de dependência e hierarquia entre as
partes. Análise e classificação ligam-se intimamente, a ponto de se
Dedução confundir uma com a outra, contudo são procedimentos diversos:
Todo professor tem um diploma (geral, universal) análise é decomposição e classificação é hierarquisação.
Fulano tem um diploma (particular) Nas ciências naturais, classificam-se os seres, fatos e fenôme-
Logo, fulano é professor (geral – conclusão falsa) nos por suas diferenças e semelhanças; fora das ciências naturais, a
classificação pode-se efetuar por meio de um processo mais ou me-
Indução nos arbitrário, em que os caracteres comuns e diferenciadores são
O Rio de Janeiro tem uma estátua do Cristo Redentor. (parti- empregados de modo mais ou menos convencional. A classificação,
cular) no reino animal, em ramos, classes, ordens, subordens, gêneros e
Taubaté (SP) tem uma estátua do Cristo Redentor. (particular) espécies, é um exemplo de classificação natural, pelas caracterís-
Rio de Janeiro e Taubaté são cidades. ticas comuns e diferenciadoras. A classificação dos variados itens
Logo, toda cidade tem uma estátua do Cristo Redentor. (geral integrantes de uma lista mais ou menos caótica é artificial.
– conclusão falsa)
Exemplo: aquecedor, automóvel, barbeador, batata, caminhão,
Nota-se que as premissas são verdadeiras, mas a conclusão canário, jipe, leite, ônibus, pão, pardal, pintassilgo, queijo, relógio,
pode ser falsa. Nem todas as pessoas que têm diploma são pro- sabiá, torradeira.
fessores; nem todas as cidades têm uma estátua do Cristo Reden- Aves: Canário, Pardal, Pintassilgo, Sabiá.
tor. Comete-se erro quando se faz generalizações apressadas ou Alimentos: Batata, Leite, Pão, Queijo.
infundadas. A “simples inspeção” é a ausência de análise ou análise Mecanismos: Aquecedor, Barbeador, Relógio, Torradeira.
superficial dos fatos, que leva a pronunciamentos subjetivos, base- Veículos: Automóvel, Caminhão, Jipe, Ônibus.
ados nos sentimentos não ditados pela razão.
Tem-se, ainda, outros métodos, subsidiários ou não fundamen- Os elementos desta lista foram classificados por ordem alfabé-
tais, que contribuem para a descoberta ou comprovação da verda- tica e pelas afinidades comuns entre eles. Estabelecer critérios de
de: análise, síntese, classificação e definição. Além desses, existem classificação das ideias e argumentos, pela ordem de importância, é
outros métodos particulares de algumas ciências, que adaptam os uma habilidade indispensável para elaborar o desenvolvimento de
processos de dedução e indução à natureza de uma realidade par- uma redação. Tanto faz que a ordem seja crescente, do fato mais
ticular. Pode-se afirmar que cada ciência tem seu método próprio importante para o menos importante, ou decrescente, primeiro
demonstrativo, comparativo, histórico etc. A análise, a síntese, a o menos importante e, no final, o impacto do mais importante; é
classificação a definição são chamadas métodos sistemáticos, por- indispensável que haja uma lógica na classificação. A elaboração
que pela organização e ordenação das ideias visam sistematizar a do plano compreende a classificação das partes e subdivisões, ou
pesquisa. seja, os elementos do plano devem obedecer a uma hierarquização.
Análise e síntese são dois processos opostos, mas interligados; (Garcia, 1973, p. 302304.)
a análise parte do todo para as partes, a síntese, das partes para o Para a clareza da dissertação, é indispensável que, logo na in-
todo. A análise precede a síntese, porém, de certo modo, uma de- trodução, os termos e conceitos sejam definidos, pois, para expres-
pende da outra. A análise decompõe o todo em partes, enquanto a sar um questionamento, deve-se, de antemão, expor clara e racio-
síntese recompõe o todo pela reunião das partes. Sabe-se, porém, nalmente as posições assumidas e os argumentos que as justificam.
que o todo não é uma simples justaposição das partes. Se alguém É muito importante deixar claro o campo da discussão e a posição
reunisse todas as peças de um relógio, não significa que reconstruiu adotada, isto é, esclarecer não só o assunto, mas também os pontos
o relógio, pois fez apenas um amontoado de partes. Só reconstruiria de vista sobre ele.
todo se as partes estivessem organizadas, devidamente combina- A definição tem por objetivo a exatidão no emprego da lingua-
das, seguida uma ordem de relações necessárias, funcionais, então, gem e consiste na enumeração das qualidades próprias de uma
o relógio estaria reconstruído. ideia, palavra ou objeto. Definir é classificar o elemento conforme a
Síntese, portanto, é o processo de reconstrução do todo por espécie a que pertence, demonstra: a característica que o diferen-
meio da integração das partes, reunidas e relacionadas num con- cia dos outros elementos dessa mesma espécie.
junto. Toda síntese, por ser uma reconstrução, pressupõe a análise, Entre os vários processos de exposição de ideias, a definição
que é a decomposição. A análise, no entanto, exige uma decompo- é um dos mais importantes, sobretudo no âmbito das ciências. A
sição organizada, é preciso saber como dividir o todo em partes. As definição científica ou didática é denotativa, ou seja, atribui às pa-
operações que se realizam na análise e na síntese podem ser assim lavras seu sentido usual ou consensual, enquanto a conotativa ou
relacionadas: metafórica emprega palavras de sentido figurado. Segundo a lógica
Análise: penetrar, decompor, separar, dividir. tradicional aristotélica, a definição consta de três elementos:
Síntese: integrar, recompor, juntar, reunir. - o termo a ser definido;
- o gênero ou espécie;
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LÍNGUA PORTUGUESA
- a diferença específica. expresso corretamente; se há coerência e adequação entre seus
elementos, ou se há contradição. Para isso é que se aprende os pro-
O que distingue o termo definido de outros elementos da mes- cessos de raciocínio por dedução e por indução. Admitindo-se que
ma espécie. Exemplo: raciocinar é relacionar, conclui-se que o argumento é um tipo espe-
cífico de relação entre as premissas e a conclusão.
Na frase: O homem é um animal racional classifica-se: Procedimentos Argumentativos: Constituem os procedimentos
argumentativos mais empregados para comprovar uma afirmação:
exemplificação, explicitação, enumeração, comparação.
Exemplificação: Procura justificar os pontos de vista por meio
de exemplos, hierarquizar afirmações. São expressões comuns nes-
se tipo de procedimento: mais importante que, superior a, de maior
Elemento especiediferença relevância que. Empregam-se também dados estatísticos, acompa-
a ser definidoespecífica nhados de expressões: considerando os dados; conforme os dados
apresentados. Faz-se a exemplificação, ainda, pela apresentação de
É muito comum formular definições de maneira defeituosa, causas e consequências, usando-se comumente as expressões: por-
por exemplo: Análise é quando a gente decompõe o todo em par- que, porquanto, pois que, uma vez que, visto que, por causa de, em
tes. Esse tipo de definição é gramaticalmente incorreto; quando é virtude de, em vista de, por motivo de.
advérbio de tempo, não representa o gênero, a espécie, a gente é Explicitação: O objetivo desse recurso argumentativo é expli-
forma coloquial não adequada à redação acadêmica. Tão importan- car ou esclarecer os pontos de vista apresentados. Pode-se alcançar
te é saber formular uma definição, que se recorre a Garcia (1973, esse objetivo pela definição, pelo testemunho e pela interpreta-
p.306), para determinar os “requisitos da definição denotativa”. ção. Na explicitação por definição, empregamse expressões como:
Para ser exata, a definição deve apresentar os seguintes requisitos: quer dizer, denomina-se, chama-se, na verdade, isto é, haja vista,
- o termo deve realmente pertencer ao gênero ou classe em ou melhor; nos testemunhos são comuns as expressões: conforme,
que está incluído: “mesa é um móvel” (classe em que ‘mesa’ está segundo, na opinião de, no parecer de, consoante as ideias de, no
realmente incluída) e não “mesa é um instrumento ou ferramenta entender de, no pensamento de. A explicitação se faz também pela
ou instalação”; interpretação, em que são comuns as seguintes expressões: parece,
- o gênero deve ser suficientemente amplo para incluir todos os assim, desse ponto de vista.
exemplos específicos da coisa definida, e suficientemente restrito Enumeração: Faz-se pela apresentação de uma sequência de
para que a diferença possa ser percebida sem dificuldade; elementos que comprovam uma opinião, tais como a enumeração
- deve ser obrigatoriamente afirmativa: não há, em verdade, de pormenores, de fatos, em uma sequência de tempo, em que são
definição, quando se diz que o “triângulo não é um prisma”; frequentes as expressões: primeiro, segundo, por último, antes, de-
- deve ser recíproca: “O homem é um ser vivo” não constitui pois, ainda, em seguida, então, presentemente, antigamente, de-
definição exata, porque a recíproca, “Todo ser vivo é um homem” pois de, antes de, atualmente, hoje, no passado, sucessivamente,
não é verdadeira (o gato é ser vivo e não é homem); respectivamente. Na enumeração de fatos em uma sequência de
espaço, empregam-se as seguintes expressões: cá, lá, acolá, ali, aí,
- deve ser breve (contida num só período). Quando a definição, além, adiante, perto de, ao redor de, no Estado tal, na capital, no
ou o que se pretenda como tal, é muito longa (séries de períodos interior, nas grandes cidades, no sul, no leste...
ou de parágrafos), chama-se explicação, e também definição expan- Comparação: Analogia e contraste são as duas maneiras de
dida;d se estabelecer a comparação, com a finalidade de comprovar uma
- deve ter uma estrutura gramatical rígida: sujeito (o termo) + ideia ou opinião. Na analogia, são comuns as expressões: da mesma
cópula (verbo de ligação ser) + predicativo (o gênero) + adjuntos (as forma, tal como, tanto quanto, assim como, igualmente. Para esta-
diferenças). belecer contraste, empregam-se as expressões: mais que, menos
que, melhor que, pior que.
As definições dos dicionários de língua são feitas por meio de Entre outros tipos de argumentos empregados para aumentar
paráfrases definitórias, ou seja, uma operação metalinguística que o poder de persuasão de um texto dissertativo encontram-se:
consiste em estabelecer uma relação de equivalência entre a pala- Argumento de autoridade: O saber notório de uma autoridade
vra e seus significados. reconhecida em certa área do conhecimento dá apoio a uma afir-
A força do texto dissertativo está em sua fundamentação. Sem- mação. Dessa maneira, procura-se trazer para o enunciado a credi-
pre é fundamental procurar um porquê, uma razão verdadeira e bilidade da autoridade citada. Lembre-se que as citações literais no
necessária. A verdade de um ponto de vista deve ser demonstrada corpo de um texto constituem argumentos de autoridade. Ao fazer
com argumentos válidos. O ponto de vista mais lógico e racional do uma citação, o enunciador situa os enunciados nela contidos na li-
mundo não tem valor, se não estiver acompanhado de uma funda- nha de raciocínio que ele considera mais adequada para explicar ou
mentação coerente e adequada. justificar um fato ou fenômeno. Esse tipo de argumento tem mais
Os métodos fundamentais de raciocínio segundo a lógica clás- caráter confirmatório que comprobatório.
sica, que foram abordados anteriormente, auxiliam o julgamento Apoio na consensualidade: Certas afirmações dispensam expli-
da validade dos fatos. Às vezes, a argumentação é clara e pode reco- cação ou comprovação, pois seu conteúdo é aceito como válido por
nhecer-se facilmente seus elementos e suas relações; outras vezes, consenso, pelo menos em determinado espaço sociocultural. Nesse
as premissas e as conclusões organizam-se de modo livre, mistu- caso, incluem-se
rando-se na estrutura do argumento. Por isso, é preciso aprender a - A declaração que expressa uma verdade universal (o homem,
reconhecer os elementos que constituem um argumento: premis- mortal, aspira à imortalidade);
sas/conclusões. Depois de reconhecer, verificar se tais elementos - A declaração que é evidente por si mesma (caso dos postula-
são verdadeiros ou falsos; em seguida, avaliar se o argumento está dos e axiomas);
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LÍNGUA PORTUGUESA
- Quando escapam ao domínio intelectual, ou seja, é de nature- - Fazer uma seleção das ideias pertinentes, escolhendo as que
za subjetiva ou sentimental (o amor tem razões que a própria razão poderão ser aproveitadas no texto; essas ideias transformam-se em
desconhece); implica apreciação de ordem estética (gosto não se argumentos auxiliares, que explicam e corroboram a ideia do argu-
discute); diz respeito a fé religiosa, aos dogmas (creio, ainda que mento básico;
parece absurdo). - Fazer um esboço do Plano de Redação, organizando uma se-
quência na apresentação das ideias selecionadas, obedecendo às
Comprovação pela experiência ou observação: A verdade de partes principais da estrutura do texto, que poderia ser mais ou
um fato ou afirmação pode ser comprovada por meio de dados con- menos a seguinte:
cretos, estatísticos ou documentais.
Comprovação pela fundamentação lógica: A comprovação se Introdução
realiza por meio de argumentos racionais, baseados na lógica: cau- - função social da ciência e da tecnologia;
sa/efeito; consequência/causa; condição/ocorrência. - definições de ciência e tecnologia;
Fatos não se discutem; discutem-se opiniões. As declarações, - indivíduo e sociedade perante o avanço tecnológico.
julgamento, pronunciamentos, apreciações que expressam opini-
ões pessoais (não subjetivas) devem ter sua validade comprovada, Desenvolvimento
e só os fatos provam. Em resumo toda afirmação ou juízo que ex- - apresentação de aspectos positivos e negativos do desenvol-
presse uma opinião pessoal só terá validade se fundamentada na vimento tecnológico;
evidência dos fatos, ou seja, se acompanhada de provas, validade - como o desenvolvimento científico-tecnológico modificou as
dos argumentos, porém, pode ser contestada por meio da contra- condições de vida no mundo atual;
-argumentação ou refutação. São vários os processos de contra-ar- - a tecnocracia: oposição entre uma sociedade tecnologica-
gumentação: mente desenvolvida e a dependência tecnológica dos países sub-
Refutação pelo absurdo: refuta-se uma afirmação demonstran- desenvolvidos;
do o absurdo da consequência. Exemplo clássico é a contraargu- - enumerar e discutir os fatores de desenvolvimento social;
mentação do cordeiro, na conhecida fábula “O lobo e o cordeiro”; - comparar a vida de hoje com os diversos tipos de vida do pas-
Refutação por exclusão: consiste em propor várias hipóteses sado; apontar semelhanças e diferenças;
para eliminá-las, apresentando-se, então, aquela que se julga ver- - analisar as condições atuais de vida nos grandes centros ur-
dadeira; banos;
Desqualificação do argumento: atribui-se o argumento à opi- - como se poderia usar a ciência e a tecnologia para humanizar
nião pessoal subjetiva do enunciador, restringindo-se a universali- mais a sociedade.
dade da afirmação;
Ataque ao argumento pelo testemunho de autoridade: consis- Conclusão
te em refutar um argumento empregando os testemunhos de auto- - a tecnologia pode libertar ou escravizar: benefícios/consequ-
ridade que contrariam a afirmação apresentada; ências maléficas;
- síntese interpretativa dos argumentos e contra-argumentos
Desqualificar dados concretos apresentados: consiste em de-
apresentados.
sautorizar dados reais, demonstrando que o enunciador baseou-se
em dados corretos, mas tirou conclusões falsas ou inconsequentes.
Naturalmente esse não é o único, nem o melhor plano de reda-
Por exemplo, se na argumentação afirmou-se, por meio de dados
ção: é um dos possíveis.
estatísticos, que “o controle demográfico produz o desenvolvimen-
Intertextualidade é o nome dado à relação que se estabelece
to”, afirma-se que a conclusão é inconsequente, pois baseia-se em
entre dois textos, quando um texto já criado exerce influência na
uma relação de causa-feito difícil de ser comprovada. Para contra-
criação de um novo texto. Pode-se definir, então, a intertextualida-
argumentar, propõese uma relação inversa: “o desenvolvimento é
de como sendo a criação de um texto a partir de outro texto já exis-
que gera o controle demográfico”. tente. Dependendo da situação, a intertextualidade tem funções
Apresentam-se aqui sugestões, um dos roteiros possíveis para diferentes que dependem muito dos textos/contextos em que ela
desenvolver um tema, que podem ser analisadas e adaptadas ao é inserida.
desenvolvimento de outros temas. Elege-se um tema, e, em segui- O diálogo pode ocorrer em diversas áreas do conhecimento,
da, sugerem-se os procedimentos que devem ser adotados para a não se restringindo única e exclusivamente a textos literários.
elaboração de um Plano de Redação. Em alguns casos pode-se dizer que a intertextualidade assume
a função de não só persuadir o leitor como também de difundir a
Tema: O homem e a máquina: necessidade e riscos da evolução cultura, uma vez que se trata de uma relação com a arte (pintura,
tecnológica escultura, literatura etc). Intertextualidade é a relação entre dois
- Questionar o tema, transformá-lo em interrogação, responder textos caracterizada por um citar o outro.
a interrogação (assumir um ponto de vista); dar o porquê da respos- A intertextualidade é o diálogo entre textos. Ocorre quando um
ta, justificar, criando um argumento básico; texto (oral, escrito, verbal ou não verbal), de alguma maneira, se
- Imaginar um ponto de vista oposto ao argumento básico e utiliza de outro na elaboração de sua mensagem. Os dois textos – a
construir uma contra-argumentação; pensar a forma de refutação fonte e o que dialoga com ela – podem ser do mesmo gênero ou
que poderia ser feita ao argumento básico e tentar desqualificá-la de gêneros distintos, terem a mesma finalidade ou propósitos di-
(rever tipos de argumentação); ferentes. Assim, como você constatou, uma história em quadrinhos
- Refletir sobre o contexto, ou seja, fazer uma coleta de ideias pode utilizar algo de um texto científico, assim como um poema
que estejam direta ou indiretamente ligadas ao tema (as ideias po- pode valer-se de uma letra de música ou um artigo de opinião pode
dem ser listadas livremente ou organizadas como causa e consequ- mencionar um provérbio conhecido.
ência);
- Analisar as ideias anotadas, sua relação com o tema e com o
argumento básico;
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LÍNGUA PORTUGUESA
Há várias maneiras de um texto manter intertextualidade com Pastiche é uma recorrência a um gênero.
outro, entre elas, ao citá-lo, ao resumi-lo, ao reproduzi-lo com ou-
tras palavras, ao traduzi-lo para outro idioma, ao ampliá-lo, ao to- A Tradução está no campo da intertextualidade porque implica
má-lo como ponto de partida, ao defendê-lo, ao criticá-lo, ao ironi- a recriação de um texto.
zá-lo ou ao compará-lo com outros.
Os estudiosos afirmam que em todos os textos ocorre algum Evidentemente, a intertextualidade está ligada ao “conheci-
grau de intertextualidade, pois quando falamos, escrevemos, de- mento de mundo”, que deve ser compartilhado, ou seja, comum ao
senhamos, pintamos, moldamos, ou seja, sempre que nos expres- produtor e ao receptor de textos.
samos, estamos nos valendo de ideias e conceitos que já foram A intertextualidade pressupõe um universo cultural muito am-
formulados por outros para reafirmá-los, ampliá-los ou mesmo con- plo e complexo, pois implica a identificação / o reconhecimento de
tradizê-los. Em outras palavras, não há textos absolutamente origi- remissões a obras ou a textos / trechos mais, ou menos conhecidos,
nais, pois eles sempre – de maneira explícita ou implícita – mantêm além de exigir do interlocutor a capacidade de interpretar a função
alguma relação com algo que foi visto, ouvido ou lido. daquela citação ou alusão em questão.
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LÍNGUA PORTUGUESA
Terceira pessoa Intertextualidade é o nome dado à relação que se estabelece
Coloca o leitor numa posição externa, como se apenas obser- entre dois textos, quando um texto já criado exerce influência na
vasse a ação acontecer. Os diálogos não são como na narrativa em criação de um novo texto. Pode-se definir, então, a intertextualida-
primeira pessoa, já que nesse caso o autor relata as frases como al- de como sendo a criação de um texto a partir de outro texto já exis-
guém que estivesse apenas contando o que cada personagem disse. tente. Dependendo da situação, a intertextualidade tem funções
diferentes que dependem muito dos textos/contextos em que ela é
Sendo assim, o autor deve definir se sua narrativa será transmi- inserida. O diálogo pode ocorrer em diversas áreas do conhecimen-
tida ao leitor por um ou vários personagens. Se a história é contada to, não se restringindo única e exclusivamente a textos literários.
por mais de um ser fictício, a transição do ponto de vista de um para Em alguns casos pode-se dizer que a intertextualidade assume
outro deve ser bem clara, para que quem estiver acompanhando a a função de não só persuadir o leitor como também de difundir a
leitura não fique confuso. cultura, uma vez que se trata de uma relação com a arte (pintura,
escultura, literatura etc). Intertextualidade é a relação entre dois
Coerência textos caracterizada por um citar o outro.
É uma rede de sintonia entre as partes e o todo de um texto. A intertextualidade é o diálogo entre textos. Ocorre quando um
Conjunto de unidades sistematizadas numa adequada relação se- texto (oral, escrito, verbal ou não verbal), de alguma maneira, se
mântica, que se manifesta na compatibilidade entre as ideias. (Na utiliza de outro na elaboração de sua mensagem. Os dois textos – a
linguagem popular: “dizer coisa com coisa” ou “uma coisa bate com fonte e o que dialoga com ela – podem ser do mesmo gênero ou
outra”). de gêneros distintos, terem a mesma finalidade ou propósitos di-
Coerência é a unidade de sentido resultante da relação que se ferentes. Assim, como você constatou, uma história em quadrinhos
estabelece entre as partes do texto. Uma ideia ajuda a compreen- pode utilizar algo de um texto científico, assim como um poema
der a outra, produzindo um sentido global, à luz do qual cada uma pode valer-se de uma letra de música ou um artigo de opinião pode
das partes ganha sentido. Coerência é a ligação em conjunto dos mencionar um provérbio conhecido.
elementos formativos de um texto. Há várias maneiras de um texto manter intertextualidade com
outro, entre elas, ao citá-lo, ao resumi-lo, ao reproduzi-lo com ou-
A coerência não é apenas uma marca textual, mas diz respeito
tras palavras, ao traduzi-lo para outro idioma, ao ampliá-lo, ao to-
aos conceitos e às relações semânticas que permitem a união dos
má-lo como ponto de partida, ao defendê-lo, ao criticá-lo, ao ironi-
elementos textuais.
zá-lo ou ao compará-lo com outros.
A coerência de um texto é facilmente deduzida por um falante
Os estudiosos afirmam que em todos os textos ocorre algum
de uma língua, quando não encontra sentido lógico entre as propo-
grau de intertextualidade, pois quando falamos, escrevemos, de-
sições de um enunciado oral ou escrito. É a competência linguística,
senhamos, pintamos, moldamos, ou seja, sempre que nos expres-
tomada em sentido lato, que permite a esse falante reconhecer de
samos, estamos nos valendo de ideias e conceitos que já foram
imediato a coerência de um discurso.
formulados por outros para reafirmá-los, ampliá-los ou mesmo con-
tradizê-los. Em outras palavras, não há textos absolutamente origi-
A coerência: nais, pois eles sempre – de maneira explícita ou implícita – mantêm
- assenta-se no plano cognitivo, da inteligibilidade do texto; alguma relação com algo que foi visto, ouvido ou lido.
- situa-se na subjacência do texto; estabelece conexão concei-
tual; Tipos de Intertextualidade
- relaciona-se com a macroestrutura; trabalha com o todo, com A intertextualidade acontece quando há uma referência ex-
o aspecto global do texto; plícita ou implícita de um texto em outro. Também pode ocorrer
- estabelece relações de conteúdo entre palavras e frases. com outras formas além do texto, música, pintura, filme, novela etc.
Toda vez que uma obra fizer alusão à outra ocorre a intertextuali-
Coesão dade.
É um conjunto de elementos posicionados ao longo do texto, Por isso é importante para o leitor o conhecimento de mundo,
numa linha de sequência e com os quais se estabelece um vínculo um saber prévio, para reconhecer e identificar quando há um diá-
ou conexão sequencial. Se o vínculo coesivo se faz via gramática, logo entre os textos. A intertextualidade pode ocorrer afirmando as
fala-se em coesão gramatical. Se se faz por meio do vocabulário, mesmas ideias da obra citada ou contestando-as.
tem-se a coesão lexical.
A coesão textual é a ligação, a relação, a conexão entre pala- Na paráfrase as palavras são mudadas, porém a ideia do texto
vras, expressões ou frases do texto. Ela manifesta-se por elementos é confirmada pelo novo texto, a alusão ocorre para atualizar, rea-
gramaticais, que servem para estabelecer vínculos entre os compo- firmar os sentidos ou alguns sentidos do texto citado. É dizer com
nentes do texto. outras palavras o que já foi dito.
Existem, em Língua Portuguesa, dois tipos de coesão: a lexical,
que é obtida pelas relações de sinônimos, hiperônimos, nomes ge- A paródia é uma forma de contestar ou ridicularizar outros tex-
néricos e formas elididas, e a gramatical, que é conseguida a partir tos, há uma ruptura com as ideologias impostas e por isso é objeto
do emprego adequado de artigo, pronome, adjetivo, determinados de interesse para os estudiosos da língua e das artes. Ocorre, aqui,
advérbios e expressões adverbiais, conjunções e numerais. um choque de interpretação, a voz do texto original é retomada
A coesão: para transformar seu sentido, leva o leitor a uma reflexão crítica
- assenta-se no plano gramatical e no nível frasal; de suas verdades incontestadas anteriormente, com esse proces-
- situa-se na superfície do texto, estabele conexão sequencial; so há uma indagação sobre os dogmas estabelecidos e uma busca
- relaciona-se com a microestrutura, trabalha com as partes pela verdade real, concebida através do raciocínio e da crítica. Os
componentes do texto; programas humorísticos fazem uso contínuo dessa arte, frequente-
- Estabelece relações entre os vocábulos no interior das frases. mente os discursos de políticos são abordados de maneira cômica
e contestadora, provocando risos e também reflexão a respeito da
demagogia praticada pela classe dominante.
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LÍNGUA PORTUGUESA
A Epígrafe é um recurso bastante utilizado em obras, textos As figuras de linguagem classificam-se em
científicos, desde artigos, resenhas, monografias, uma vez que con- – figuras de palavra;
siste no acréscimo de uma frase ou parágrafo que tenha alguma re- – figuras de pensamento;
lação com o que será discutido no texto. Do grego, o termo “epígra- – figuras de construção ou sintaxe.
fhe” é formado pelos vocábulos “epi” (posição superior) e “graphé”
(escrita). Como exemplo podemos citar um artigo sobre Patrimônio Figuras de palavra
Cultural e a epígrafe do filósofo Aristóteles (384 a.C.-322 a.C.): “A Emprego de um termo com sentido diferente daquele conven-
cultura é o melhor conforto para a velhice”. cionalmente empregado, a fim de se conseguir um efeito mais ex-
pressivo na comunicação.
A Citação é o Acréscimo de partes de outras obras numa pro-
dução textual, de forma que dialoga com ele; geralmente vem ex- Metáfora: comparação abreviada, que dispensa o uso dos co-
pressa entre aspas e itálico, já que se trata da enunciação de outro nectivos comparativos; é uma comparação subjetiva. Normalmente
autor. Esse recurso é importante haja vista que sua apresentação vem com o verbo de ligação claro ou subentendido na frase.
sem relacionar a fonte utilizada é considerado “plágio”. Do Latim, o
termo “citação” (citare) significa convocar. Exemplos
...a vida é cigana
A Alusão faz referência aos elementos presentes em outros É caravana
textos. Do Latim, o vocábulo “alusão” (alludere) é formado por dois É pedra de gelo ao sol.
termos: “ad” (a, para) e “ludere” (brincar). (Geraldo Azevedo/ Alceu Valença)
Pastiche é uma recorrência a um gênero.
Encarnado e azul são as cores do meu desejo.
(Carlos Drummond de Andrade)
A Tradução está no campo da intertextualidade porque implica
a recriação de um texto.
Comparação: aproxima dois elementos que se identificam,
Evidentemente, a intertextualidade está ligada ao “conheci- ligados por conectivos comparativos explícitos: como, tal qual, tal
mento de mundo”, que deve ser compartilhado, ou seja, comum ao como, que, que nem. Também alguns verbos estabelecem a com-
produtor e ao receptor de textos. paração: parecer, assemelhar-se e outros.
A intertextualidade pressupõe um universo cultural muito am-
plo e complexo, pois implica a identificação / o reconhecimento de Exemplo
remissões a obras ou a textos / trechos mais, ou menos conhecidos, Estava mais angustiado que um goleiro na hora do gol, quando
além de exigir do interlocutor a capacidade de interpretar a função você entrou em mim como um sol no quintal.
daquela citação ou alusão em questão. (Belchior)
Intertextualidade explícita e intertextualidade implícita Catacrese: emprego de um termo em lugar de outro para o
A intertextualidade pode ser caracterizada como explícita ou qual não existe uma designação apropriada.
implícita, de acordo com a relação estabelecida com o texto fonte,
ou seja, se mais direta ou se mais subentendida. Exemplos
– folha de papel
A intertextualidade explícita: – braço de poltrona
– é facilmente identificada pelos leitores; – céu da boca
– estabelece uma relação direta com o texto fonte; – pé da montanha
– apresenta elementos que identificam o texto fonte;
– não exige que haja dedução por parte do leitor; Sinestesia: fusão harmônica de, no mínimo, dois dos cinco sen-
– apenas apela à compreensão do conteúdos. tidos físicos.
FIGURAS DE LINGUAGEM
Antonomásia: substitui um nome próprio por uma qualidade,
As figuras de linguagem ou de estilo são empregadas para atributo ou circunstância que individualiza o ser e notabiliza-o.
valorizar o texto, tornando a linguagem mais expressiva. É um re-
curso linguístico para expressar de formas diferentes experiências Exemplos
comuns, conferindo originalidade, emotividade ao discurso, ou tor- O filósofo de Genebra (= Calvino).
nando-o poético. O águia de Haia (= Rui Barbosa).
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LÍNGUA PORTUGUESA
Metonímia: troca de uma palavra por outra, de tal forma que Figuras de sintaxe ou de construção
a palavra empregada lembra, sugere e retoma a que foi omitida. Dizem respeito a desvios em relação à concordância entre os
termos da oração, sua ordem, possíveis repetições ou omissões.
Exemplos
Leio Graciliano Ramos. (livros, obras) Podem ser formadas por:
Comprei um panamá. (chapéu de Panamá) omissão: assíndeto, elipse e zeugma;
Tomei um Danone. (iogurte) repetição: anáfora, pleonasmo e polissíndeto;
inversão: anástrofe, hipérbato, sínquise e hipálage;
Alguns autores, em vez de metonímia, classificam como siné- ruptura: anacoluto;
doque quando se têm a parte pelo todo e o singular pelo plural. concordância ideológica: silepse.
Assonância: repetição do mesmo fonema vocal ao longo de um Assíndeto: ocorre quando orações ou palavras que deveriam
vir ligadas por conjunções coordenativas aparecem separadas por
verso ou poesia.
vírgulas.
Exemplo
Exemplo
Sou Ana, da cama,
Não nos movemos, as mãos é
da cana, fulana, bacana
que se estenderam pouco a
Sou Ana de Amsterdam.
pouco, todas quatro, pegando-se,
(Chico Buarque)
apertando-se, fundindo-se.
(Machado de Assis)
Paronomásia: Emprego de vocábulos semelhantes na forma ou
na prosódia, mas diferentes no sentido. Polissíndeto: repetição intencional de uma conjunção coorde-
nativa mais vezes do que exige a norma gramatical.
Exemplo
Berro pelo aterro pelo desterro berro por seu berro pelo seu Exemplo
[erro Há dois dias meu telefone não fala, nem ouve, nem toca, nem
quero que você ganhe que tuge, nem muge.
[você me apanhe (Rubem Braga)
sou o seu bezerro gritando
[mamãe. Pleonasmo: repetição de uma ideia já sugerida ou de um ter-
(Caetano Veloso) mo já expresso.
Onomatopeia: imitação aproximada de um ruído ou som pro- Pleonasmo literário: recurso estilístico que enriquece a expres-
duzido por seres animados e inanimados. são, dando ênfase à mensagem.
Exemplo Exemplos
Vai o ouvido apurado Não os venci. Venceram-me
na trama do rumor suas nervuras eles a mim.
inseto múltiplo reunido (Rui Barbosa)
para compor o zanzineio surdo
circular opressivo Morrerás morte vil na mão de um forte.
zunzin de mil zonzons zoando em meio à pasta de calor (Gonçalves Dias)
da noite em branco Pleonasmo vicioso: Frequente na linguagem informal, cotidia-
(Carlos Drummond de Andrade) na, considerado vício de linguagem. Deve ser evitado.
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LÍNGUA PORTUGUESA
Colaborar juntos. V. Ex.a parece magoado...
Hemorragia de sangue. (Carlos Drummond de Andrade)
Repetir de novo.
Silepse de pessoa: Não há concordância da pessoa verbal com
Elipse: Supressão de uma ou mais palavras facilmente suben- o sujeito da oração.
tendidas na frase. Geralmente essas palavras são pronomes, con-
junções, preposições e verbos. Exemplos
Os dois ora estais reunidos...
Exemplos (Carlos Drummond de Andrade)
Compareci ao Congresso. (eu)
Espero venhas logo. (eu, que, tu) Na noite do dia seguinte, estávamos reunidos algumas pessoas.
Ele dormiu duas horas. (durante) (Machado de Assis)
No mar, tanta tormenta e tanto dano. (verbo Haver)
(Camões) Silepse de número: Não há concordância do número verbal
com o sujeito da oração.
Zeugma: Consiste na omissão de palavras já expressas anterior-
mente. Exemplo
Corria gente de todos os lados, e gritavam.
Exemplos (Mário Barreto)
Foi saqueada a vila, e assassina dos os partidários dos Filipes.
(Camilo Castelo Branco) EMPREGO DOS PRONOMES DEMONSTRATIVOS. PA-
RALELISMO SINTÁTICO E PARALELISMO SEMÂNTICO.
Rubião fez um gesto, Palha outro: mas quão diferentes. EMPREGO DE TEMPOS E MODOS VERBAIS. FORMA-
(Machado de Assis) ÇÃO DE TEMPOS COMPOSTOS DOS VERBOS
Exemplos Substantivo
Passeiam, à tarde, as belas na avenida. São as palavras que atribuem nomes aos seres reais ou imagi-
(Carlos Drummond de Andrade) nários (pessoas, animais, objetos), lugares, qualidades, ações e sen-
timentos, ou seja, que tem existência concreta ou abstrata.
Paciência tenho eu tido...
Classificação dos substantivos
(Antônio Nobre)
Anacoluto: interrupção do plano sintático com que se inicia a SUBSTANTIVO SIMPLES: Olhos/água/
frase, alterando a sequência do processo lógico. A construção do apresentam um só radical em muro/quintal/caderno/
período deixa um ou mais termos desprendidos dos demais e sem sua estrutura. macaco/João/sabão
função sintática definida. SUBSTANTIVOS Macacos-prego/
COMPOSTOS: são formados porta-voz/
Exemplos por mais de um radical em sua pé-de-moleque
E o desgraçado, tremiam-lhe as pernas. estrutura.
(Manuel Bandeira)
SUBSTANTIVOS Casa/
Aquela mina de ouro, ela não ia deixar que outras espertas bo- PRIMITIVOS: são os que dão mundo/
tassem as mãos. origem a outras palavras, ou população
(José Lins do Rego) seja, ela é a primeira. /formiga
SUBSTANTIVOS Caseiro/mundano/
Hipálage: inversão da posição do adjetivo (uma qualidade que DERIVADOS: são formados populacional/formigueiro
pertence a um objeto é atribuída a outro, na mesma frase). por outros radicais da língua.
SUBSTANTIVOS Rodrigo
Exemplo PRÓPRIOS: designa /Brasil
...em cada olho um grito castanho de ódio. determinado ser entre outros /Belo Horizonte/Estátua
(Dalton Trevisan) da mesma espécie. São da Liberdade
...em cada olho castanho um grito de ódio) sempre iniciados por letra
maiúscula.
Silepse
Silepse de gênero: Não há concordância de gênero do adjetivo SUBSTANTIVOS COMUNS: biscoitos/ruídos/estrelas/
ou pronome com a pessoa a que se refere. referem-se qualquer ser de cachorro/prima
Exemplos uma mesma espécie.
Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho...
(Rachel de Queiroz)
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LÍNGUA PORTUGUESA
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LÍNGUA PORTUGUESA
• Pronomes de Tratamento são usados no trato com as pessoas, normalmente, em situações formais de comunicação.
• Pronomes Demonstrativos são utilizados para indicar a posição de algum elemento em relação à pessoa seja no discurso, no tempo
ou no espaço.
• Pronomes Indefinidos referem-se à 3º pessoa do discurso, designando-a de modo vago, impreciso, indeterminado. Os pronomes
indefinidos podem ser variáveis (varia em gênero e número) e invariáveis (não variam em gênero e número).
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LÍNGUA PORTUGUESA
• Pronomes Interrogativos são palavras variáveis e invariáveis utilizadas para formular perguntas diretas e indiretas.
• Pronomes Relativos referem-se a um termo já dito anteriormente na oração, evitando sua repetição. Eles também podem ser
variáveis e invariáveis.
Verbos
São as palavras que exprimem ação, estado, fenômenos meteorológicos, sempre em relação ao um determinado tempo.
• Flexão verbal
Os verbos podem ser flexionados de algumas formas.
– Modo: É a maneira, a forma como o verbo se apresenta na frase para indicar uma atitude da pessoa que o usou. O modo é dividido
em três: indicativo (certeza, fato), subjuntivo (incerteza, subjetividade) e imperativo (ordem, pedido).
– Tempo: O tempo indica o momento em que se dá o fato expresso pelo verbo. Existem três tempos no modo indicativo: presente,
passado (pretérito perfeito, imperfeito e mais-que-perfeito) e futuro (do presente e do pretérito). No subjuntivo, são três: presente, pre-
térito imperfeito e futuro.
– Número: Este é fácil: singular e plural.
– Pessoa: Fácil também: 1ª pessoa (eu amei, nós amamos); 2º pessoa (tu amaste, vós amastes); 3ª pessoa (ele amou, eles amaram).
• Voz verbal
É a forma como o verbo se encontra para indicar sua relação com o sujeito. Ela pode ser ativa, passiva ou reflexiva.
– Voz ativa: Segundo a gramática tradicional, ocorre voz ativa quando o verbo (ou locução verbal) indica uma ação praticada pelo
sujeito. Veja:
João pulou da cama atrasado
– Voz passiva: O sujeito é paciente e, assim, não pratica, mas recebe a ação. A voz passiva pode ser analítica ou sintética. A voz passiva
analítica é formada por:
Sujeito paciente + verbo auxiliar (ser, estar, ficar, entre outros) + verbo principal da ação conjugado no particípio + preposição por/
pelo/de + agente da passiva.
A casa foi aspirada pelos rapazes
A voz passiva sintética, também chamada de voz passiva pronominal (devido ao uso do pronome se) é formada por:
Verbo conjugado na 3.ª pessoa (no singular ou no plural) + pronome apassivador «se» + sujeito paciente.
Aluga-se apartamento.
Advérbio
É a palavra invariável que modifica o verbo, adjetivo, outro advérbio ou a oração inteira, expressando uma determinada circunstância.
As circunstâncias dos advérbios podem ser:
– Tempo: ainda, cedo, hoje, agora, antes, depois, logo, já, amanhã, tarde, sempre, nunca, quando, jamais, ontem, anteontem, breve-
mente, atualmente, à noite, no meio da noite, antes do meio-dia, à tarde, de manhã, às vezes, de repente, hoje em dia, de vez em quando,
em nenhum momento, etc.
– Lugar: Aí, aqui, acima, abaixo, ali, cá, lá, acolá, além, aquém, perto, longe, dentro, fora, adiante, defronte, detrás, de cima, em cima,
à direita, à esquerda, de fora, de dentro, por fora, etc.
– Modo: assim, melhor, pior, bem, mal, devagar, depressa, rapidamente, lentamente, apressadamente, felizmente, às pressas, às
ocultas, frente a frente, com calma, em silêncio, etc.
– Afirmação: sim, deveras, decerto, certamente, seguramente, efetivamente, realmente, sem dúvida, com certeza, por certo, etc.
– Negação: não, absolutamente, tampouco, nem, de modo algum, de jeito nenhum, de forma alguma, etc.
– Intensidade: muito, pouco, mais, menos, meio, bastante, assaz, demais, bem, mal, tanto, tão, quase, apenas, quanto, de pouco, de
todo, etc.
– Dúvida: talvez, acaso, possivelmente, eventualmente, porventura, etc.
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LÍNGUA PORTUGUESA
Preposição
É a palavra que liga dois termos, de modo que o segundo complete o sentido do primeiro. As preposições são as seguintes:
Conjunção
É palavra que liga dois elementos da mesma natureza ou uma oração a outra. As conjunções podem ser coordenativas (que ligam
orações sintaticamente independentes) ou subordinativas (que ligam orações com uma relação hierárquica, na qual um elemento é de-
terminante e o outro é determinado).
• Conjunções Coordenativas
• Conjunções Subordinativas
Interjeição
É a palavra invariável que exprime ações, sensações, emoções, apelos, sentimentos e estados de espírito, traduzindo as reações das
pessoas.
• Principais Interjeições
Oh! Caramba! Viva! Oba! Alô! Psiu! Droga! Tomara! Hum!
Dez classes de palavras foram estudadas agora. O estudo delas é muito importante, pois se você tem bem construído o que é e a fun-
ção de cada classe de palavras, não terá dificuldades para entender o estudo da Sintaxe.
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LÍNGUA PORTUGUESA
Agora chegamos no assunto que causa mais temor em muitos estudantes. Mas eu tenho uma boa notícia para te dar: o estudo da
sintaxe é mais fácil do que parece e você vai ver que sabe muita coisa que nem imagina. Para começar, precisamos de classificar algumas
questões importantes:
• Oração: Enunciado que se forma com um verbo ou com uma locução verbal.
Este filme causou grande impacto entre o público.
A inflação deve continuar sob controle.
Bom, já está a clara a diferença entre frase, oração e período. Vamos, então, classificar os elementos que compõem uma oração:
• Sujeito: Termo da oração do qual se declara alguma coisa.
O problema da violência preocupa os cidadãos.
• Predicado: Tudo que se declara sobre o sujeito.
A tecnologia permitiu o resgate dos operários.
• Objeto Direto: Complemento que se liga ao verbo transitivo direto ou ao verbo transitivo direto e indireto sem o auxílio da prepo-
sição.
A tecnologia tem possibilitado avanços notáveis.
Os pais oferecem ajuda financeira ao filho.
• Objeto Indireto: Complemento que se liga ao verbo transitivo indireto ou ao verbo transitivo direto e indireto por meio de preposi-
ção.
Os Estados Unidos resistem ao grave momento.
João gosta de beterraba.
• Adjunto Adverbial: Termo modificador do verbo que exprime determinada circunstância (tempo, lugar, modo etc.) ou intensifica um
verbo, adjetivo ou advérbio.
O ônibus saiu à noite quase cheio, com destino a Salvador.
Vamos sair do mar.
• Agente da Passiva: Termo da oração que exprime quem pratica a ação verbal quando o verbo está na voz passiva.
Raquel foi pedida em casamento por seu melhor amigo.
• Adjunto Adnominal: Termo da oração que modifica um substantivo, caracterizando-o ou determinando-o sem a intermediação de
um verbo.
Um casal de médicos eram os novos moradores do meu prédio.
• Complemento Nominal: Termo da oração que completa nomes, isto é, substantivos, adjetivos e advérbios, e vem preposicionado.
A realização do torneio teve a aprovação de todos.
• Predicativo do Sujeito: Termo que atribui característica ao sujeito da oração.
A especulação imobiliária me parece um problema.
• Predicativo do Objeto: Termo que atribui características ao objeto direto ou indireto da oração.
O médico considerou o paciente hipertenso.
• Aposto: Termo da oração que explica, esclarece, resume ou identifica o nome ao qual se refere (substantivo, pronome ou equivalen-
tes). O aposto sempre está entre virgulas ou após dois-pontos.
A praia do Forte, lugar paradisíaco, atrai muitos turistas.
• Vocativo: Termo da oração que se refere a um interlocutor a quem se dirige a palavra.
Senhora, peço aguardar mais um pouco.
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LÍNGUA PORTUGUESA
Tipos de orações
As partes de uma oração já está fresquinha aí na sua cabeça, não é?!?! Estudar os tipos de orações que existem será moleza, moleza.
Vamos comigo!!!
Temos dois tipos de orações: as coordenadas, cuja as orações de um período são independentes (não dependem uma da outra para
construir sentido completo); e as subordinadas, cuja as orações de um período são dependentes (dependem uma da outra para construir
sentido completo).
As orações coordenadas podem ser sindéticas (conectadas uma a outra por uma conjunção) e assindéticas (que não precisam da
conjunção para estar conectadas. O serviço é feito pela vírgula).
Explicativas Marina não queria falar, ou seja, ela estava João Carlos e Maria estão radiantes, alegria que dá in-
de mau humor. veja.
Orações Subordinadas
Subjetivas É certo que ele trará os a sobremesa do
Exercem a função de sujeito jantar.
Completivas Nominal Estou convencida de que ele é solteiro.
Exercem a função de complemento
nominal
Predicativas O problema é que ele não entregou a
Orações Subordinadas Substantivas Exercem a função de predicativo refeição no lugar.
Apositivas Eu lhe disse apenas isso: que não se
Exercem a função de aposto aborrecesse com ela.
Objetivas Direta Espero que você seja feliz.
Exercem a função de objeto direto
Objetivas Indireta Lembrou-se da dívida que tem com ele.
Exercem a função de objeto indireto
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LÍNGUA PORTUGUESA
Olha como esse quadro facilita a vida, não é?! Por meio dele, conseguimos ter uma visão geral das classificações e subclassificações
das orações, o que nos deixa mais tranquilos para estudá-las.
Significação de palavras
As palavras podem ter diversos sentidos em uma comunicação. E isso também é estudado pela Gramática Normativa: quem cuida
dessa parte é a Semântica, que se preocupa, justamente, com os significados das palavras. Veremos, então, cada um dos conteúdos que
compõem este estudo.
Antônimo e Sinônimo
Começaremos por esses dois, que já são famosos.
O Antônimo são palavras que têm sentidos opostos a outras. Por exemplo, felicidade é o antônimo de tristeza, porque o significado
de uma é o oposto da outra. Da mesma forma ocorre com homem que é antônimo de mulher.
Já o sinônimo são palavras que têm sentidos aproximados e que podem, inclusive, substituir a outra. O uso de sinônimos é muito im-
portante para produções textuais, porque evita que você fique repetindo a mesma palavra várias vezes. Utilizando os mesmos exemplos,
para ficar claro: felicidade é sinônimo de alegria/contentamento e homem é sinônimo de macho/varão.
Hipônimos e Hiperônimos
Estes conceitos são simples de entender: o hipônimo designa uma palavra de sentido mais específico, enquanto que o hiperônimo
designa uma palavra de sentido mais genérico. Por exemplo, cachorro e gato são hipônimos, pois têm sentido específico. E animais domés-
ticos é uma expressão hiperônima, pois indica um sentido mais genérico de animais. Atenção: não confunda hiperônimo com substantivo
coletivo. Hiperônimos estão no ramo dos sentidos das palavras, beleza?!?!
Outros conceitos que agem diretamente no sentido das palavras são os seguintes:
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LÍNGUA PORTUGUESA
Conotação e Denotação
Observe as frases:
Amo pepino na salada.
Tenho um pepino para resolver.
As duas frases têm uma palavra em comum: pepino. Mas essa palavra tem o mesmo sentido nos dois enunciados? Isso mesmo, não!
Na primeira frase, pepino está no sentido denotativo, ou seja, a palavra está sendo usada no sentido próprio, comum, dicionarizado.
Já na segunda frase, a mesma palavra está no sentindo conotativo, pois ela está sendo usada no sentido figurado e depende do con-
texto para ser entendida.
Para facilitar: denotativo começa com D de dicionário e conotativo começa com C de contexto.
Ambiguidade
Observe a propaganda abaixo:
[Link]
Perceba que há uma duplicidade de sentido nesta construção. Podemos interpretar que os móveis não durarão no estoque da loja, por
estarem com preço baixo; ou que por estarem muito barato, não têm qualidade e, por isso, terão vida útil curta.
Essa duplicidade acontece por causa da ambiguidade, que é justamente a duplicidade de sentidos que podem haver em uma palavra,
frase ou textos inteiros.
ORTOGRAFIA OFICIAL
• Mudanças no alfabeto: O alfabeto tem 26 letras. Foram reintroduzidas as letras k, w e y.
O alfabeto completo é o seguinte: A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z
• Trema: Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos gue, gui,
que, qui.
Regras de acentuação
– Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba)
Atenção: essa regra só vale para as paroxítonas. As oxítonas continuam com acento: Ex.: papéis, herói, heróis, troféu, troféus.
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LÍNGUA PORTUGUESA
– Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no • Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen: vice-rei, vice-al-
u tônicos quando vierem depois de um ditongo. mirante.
• Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam
a noção de composição, como girassol, madressilva, mandachuva,
Como era Como fica
pontapé, paraquedas, paraquedista.
baiúca baiuca • Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró,
bocaiúva bocaiuva usa-se sempre o hífen: ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar,
recém-casado, pós-graduação, pré-vestibular, pró-europeu.
Atenção: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em
posição final (ou seguidos de s), o acento permanece. Exemplos: Viu? Tudo muito tranquilo. Certeza que você já está dominando
tuiuiú, tuiuiús, Piauí. muita coisa. Mas não podemos parar, não é mesmo?!?! Por isso
vamos passar para mais um ponto importante.
– Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem
e ôo(s). Acentuação é o modo de proferir um som ou grupo de sons
com mais relevo do que outros. Os sinais diacríticos servem para
indicar, dentre outros aspectos, a pronúncia correta das palavras.
Como era Como fica Vejamos um por um:
abençôo abençoo
Acento agudo: marca a posição da sílaba tônica e o timbre
crêem creem aberto.
Já cursei a Faculdade de História.
– Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/ Acento circunflexo: marca a posição da sílaba tônica e o timbre
para, péla(s)/ pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera. fechado.
Meu avô e meus três tios ainda são vivos.
Atenção: Acento grave: marca o fenômeno da crase (estudaremos este
• Permanece o acento diferencial em pôde/pode. caso afundo mais à frente).
• Permanece o acento diferencial em pôr/por. Sou leal à mulher da minha vida.
• Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural
dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, As palavras podem ser:
reter, conter, convir, intervir, advir etc.). – Oxítonas: quando a sílaba tônica é a última (ca-fé, ma-ra-cu-
• É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as -já, ra-paz, u-ru-bu...)
palavras forma/fôrma. – Paroxítonas: quando a sílaba tônica é a penúltima (me-sa,
sa-bo-ne-te, ré-gua...)
Uso de hífen – Proparoxítonas: quando a sílaba tônica é a antepenúltima
Regra básica: (sá-ba-do, tô-ni-ca, his-tó-ri-co…)
Sempre se usa o hífen diante de h: anti-higiênico, super-ho-
mem. As regras de acentuação das palavras são simples. Vejamos:
• São acentuadas todas as palavras proparoxítonas (médico,
Outros casos íamos, Ângela, sânscrito, fôssemos...)
1. Prefixo terminado em vogal: • São acentuadas as palavras paroxítonas terminadas em L, N,
– Sem hífen diante de vogal diferente: autoescola, antiaéreo. R, X, I(S), US, UM, UNS, OS, ÃO(S), Ã(S), EI(S) (amável, elétron, éter,
– Sem hífen diante de consoante diferente de r e s: anteprojeto, fênix, júri, oásis, ônus, fórum, órfão...)
semicírculo. • São acentuadas as palavras oxítonas terminadas em A(S),
– Sem hífen diante de r e s. Dobram-se essas letras: antirracis- E(S), O(S), EM, ENS, ÉU(S), ÉI(S), ÓI(S) (xarás, convéns, robô, Jô, céu,
mo, antissocial, ultrassom. dói, coronéis...)
– Com hífen diante de mesma vogal: contra-ataque, micro-on- • São acentuados os hiatos I e U, quando precedidos de vogais
das. (aí, faísca, baú, juízo, Luísa...)
2. Prefixo terminado em consoante: Viu que não é nenhum bicho de sete cabeças? Agora é só trei-
– Com hífen diante de mesma consoante: inter-regional, sub- nar e fixar as regras.
-bibliotecário.
– Sem hífen diante de consoante diferente: intermunicipal, su- DIVISÃO SILÁBICA
persônico.
– Sem hífen diante de vogal: interestadual, superinteressante. A cada um dos grupos pronunciados de uma determinada pa-
lavra numa só emissão de voz, dá-se o nome de sílaba. Na Língua
Observações: Portuguesa, o núcleo da sílaba é sempre uma vogal, não existe síla-
• Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra ba sem vogal e nunca mais que uma vogal em cada sílaba.
iniciada por r: sub-região, sub-raça. Palavras iniciadas por h perdem Para sabermos o número de sílabas de uma palavra, devemos
essa letra e juntam-se sem hífen: subumano, subumanidade. perceber quantas vogais tem essa palavra. Mas preste atenção, pois
• Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de pala- as letras i e u (mais raramente com as letras e e o) podem represen-
vra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano. tar semivogais.
• O prefixo co aglutina-se, em geral, com o segundo elemento,
mesmo quando este se inicia por o: coobrigação, coordenar, coope-
rar, cooperação, cooptar, coocupante.
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LÍNGUA PORTUGUESA
Classificação por número de sílabas - Paroxítonos: a sílaba tônica é a penúltima. Exemplos: fácil, ba-
nana, felizmente.
Monossílabas: palavras que possuem uma sílaba. - Proparoxítonos: a sílaba tônica é a antepenúltima. Exemplos:
Exemplos: ré, pó, mês, faz mínimo, fábula, término.
Dissílabas: palavras que possuem duas sílabas. USOS DE “PORQUE”, “POR QUE”, “PORQUÊ”, “POR QUÊ”
Exemplos: ca/sa, la/ço.
USOS DE “PORQUE”, “POR QUE”, “PORQUÊ”, “POR QUÊ”
Trissílabas: palavras que possuem três sílabas. O emprego correto das diferentes formas do “porque” sempre
Exemplos: i/da/de, pa/le/ta. gera dúvida. Resumidamente, esses são seus usos corretos:
Polissílabas: palavras que possuem quatro ou mais sílabas. Perguntas = por que
Exemplos: mo/da/li/da/de, ad/mi/rá/vel. Respostas = porque
Divisão Silábica Perguntas no fim das frases = por quê
Substantivo = (o) porquê
- Letras que formam os dígrafos “rr”, “ss”, “sc”, “sç”, “xs”, e “xc”
devem permanecer em sílabas diferentes. Exemplos: Vejamos uma explicação melhor de cada um:
des – cer
pás – sa – ro... Por que?
Usamos em perguntas. “Por que” separado e sem acento é usa-
- Dígrafos “ch”, “nh”, “lh”, “gu” e “qu” pertencem a uma única do no começo das frases interrogativas diretas ou indiretas, e pode
sílaba. Exemplos: ser substituído por: “pela qual” ou suas variações.
chu – va Trata-se de um advérbio interrogativo formado da união da
quei – jo preposição “por” e o pronome relativo “pelo qual”.
Exemplos: Por que está tão quieta?
- Hiatos não devem permanecer na mesma sílaba. Exemplos: Não sei por que tamanho mau humor.
ca – de – a – do
ju – í – z Porque?
Usamos em respostas. Escrito junto e sem acento, trata-se de
- Ditongos e tritongos devem pertencer a uma única sílaba. conjunção subordinativa causal ou coordenativa explicativa, e pode
Exemplos: ser substituído por palavras, como “pois”, ou as expressões “para
en – xa – guei que” e “uma vez que”.
cai – xa
Por quê?
- Encontros consonantais que ocorrem em sílabas internas não Usamos em perguntas no fim das frases. Escreve-se separado e
permanecem juntos, exceto aqueles em que a segunda consoante com acento circunflexo, e é usado no final das interrogativas diretas
é “l” ou “r”. Exemplos: ou de forma isolada. Antes de um ponto mantém o sentido interro-
ab – dô – men gativo ou exclamativo.
flau – ta (permaneceram juntos, pois a segunda letra é repre- Exemplos: O portão não foi aberto por quê
sentada pelo “l”) Não vai comer mais? Por quê?
pra – to (o mesmo ocorre com esse exemplo)
- Alguns grupos consonantais iniciam palavras, e não podem Porquê?
ser separados. Exemplos: Usamos como substantivo, grafado junto e com acento circun-
peu – mo – ni – a flexo. Seu significado é “motivo” ou “razão”, e aparece nas senten-
psi – có – lo – ga ças precedido de artigo, pronome, adjetivo ou numeral com objeti-
vo de explicar o motivo dentro da frase.
Acento Tônico Exemplo: Não disseram o porquê de tanta tristeza.
Quando se pronuncia uma palavra de duas sílabas ou mais, há
sempre uma sílaba com sonoridade mais forte que as demais. Mau e Bom
valor - a sílaba lor é a mais forte. Os Antônimos em questão são adjetivos, ou seja, eles dão ca-
maleiro - a sílaba lei é a mais forte. racterística a um substantivo, locução ou qualquer palavra substan-
tivada. Seu significado está ligado à qualidade ou comportamentos,
Classificação por intensidade podendo ser tanto sinônimos de “ruim/ótimo” e “maldoso/bondo-
-Tônica: sílaba com mais intensidade. so”. As palavras podem se flexionar por gênero e nûmero, se tor-
- Átona: sílaba com menos intensidade. nando “má/boa”, “maus/bons” e “más/boas”. Veja alguns exemplos
- Subtônica: sílaba de intensidade intermediária. e entenda melhor o seu uso.
Ele é um mau aluno
Classificação das palavras pela posição da sílaba tônica Anderson é um bom lutador
As palavras com duas ou mais sílabas são classificadas de acor- Essa piada foi de mau gosto
do com a posição da sílaba tônica. Não sei se você está tendo boas influências
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LÍNGUA PORTUGUESA
Mal e Bem - Iolanda é a garota mais alta da turma. / Iolanda é a garota
Essas palavras normalmente são usadas como advérbios, ou menos alta da turma.
seja, elas caracterizam o processo verbal. São advérbios de modo - Gostaria de mais frutas no café da manhã. / Gostaria de me-
e podem ser sinônimos de “incorretamente/corretamente”, “erra- nos frutas no café da manhã.
damente/certamente” e “negativamente/positivamente”. Mal tam-
bém pode exercer função de conjunção, ligando dois elementos ou Quando usar Mas
orações com o significado de “assim que”. Outro uso comum para A palavra “mas”, por ser uma conjunção adversativa, é usada
estas palavras é o de substantivo, podendo significar uma situação para transmitir ideia de oposição ou adversidade. Ela pode ser subs-
negativa ou positiva. Veja os exemplos seguidos das funções das tituída pelas conjunções porém, todavia, contudo, entretanto, no
palavras em cada um deles para uma compreensão melhor. entanto e não obstante.
Maria se comportou mal hoje. – Adverbio
Eles representaram bem a sala. – Adverbio Como identificar
Mal começou e já terminou. – Conjunção Para saber quando deve-se usar “mas”, pode-se substituir a pa-
Eles são o mal da sociedade. – Substantivo lavra por outra conjunção.
Vocês não sabem o bem que fizeram. – Substantivo. Exemplos:
- Sairei mais tarde de casa, mas (porém) não chegarei atrasado
MAIS OU MAS no trabalho.
- É uma ótima sugestão, mas (no entanto) precisa passar pela
Usadas para adição ou adversidade gerência.
As palavras mais ou mas têm sons iguais, mas são escritas de - Prefiro estudar Português a Matemática, mas (contudo) hoje
formas diferentes e cada uma faz parte de uma classificação da tive que estudar Trigonometria.
morfologia. Seus significados no contexto também vão mudar de- - Não peguei engarrafamento, mas (entretanto) chegarei atra-
pendendo da palavra usada. sado na escola.
No dia a dia, no discurso informal, é comum ouvir as pessoas
falando “mais” quando, na verdade, querem se referir à expressão Dica esperta para identificar o “mas” na oração: como você
“mas” para dar sentido de oposição à frase. Por isso, é importante pode ver nos exemplos, a palavra “mas” vem sucedendo uma vírgu-
falar certo para escrever adequadamente. la. Esta observação se aplica em muitos casos que geram a dúvida
Há formas fáceis e rápidas para entender a diferença de quan- de quando usar “mais ou mas” no texto.
do usar mais ou mas por meio de substituições de palavras. Elas
serão explicadas ao longo do texto. Continue lendo este artigo para Além da dica acima, na hora de identificar o uso de mais ou
nunca mais ter dúvidas sobre o uso destas expressões e ter sucesso mas, atente-se para a possibilidade da palavra “mas” assumir ca-
na sua prova. racterística de substantivo, quando trouxer ideia de defeito, e ad-
vérbio, quando intensificar ou der ênfase à afirmação.
Quando usar Mais
A palavra “mais” tem sentido de adição, soma, comparação ou Exemplos:
quantidade. É antônima de “menos”. Na dúvida entre mais ou mas, 1) Como ideia de defeito: Messias é um bom garoto, mas anda
utilize a opção com “i” quando o interlocutor quiser passar a ideia com más influências.
de numeral. A frase expressa defeito porque embora Messias seja um bom
garoto, anda com más influências.
Exemplos: 2) Como ênfase: Carlos é ingênuo, mas tão ingênuo, que todo
- Mais café, por favor! / + café, por favor! mundo tira vantagem disso.
- Seis mais seis é igual a doze. / Seis + seis é igual a doze.
- Quanto mais conhecimento, melhor. / Quanto + conhecimen- A frase passa a ter intensidade quando utilizou-se o termo em
to, melhor. negrito.
- Iolanda é a garota mais alta da turma. / Iolanda é a garota +
alta da turma. Observação: a palavra mas não deve ser confundida com más
- Gostaria de mais frutas no café da manhã. / Gostaria de + porque esta palavra quando é acentuada passa a ter equivalência
frutas no café da manhã. de plural do adjetivo “má”, que é o oposto de “boa”. Exemplo: “As
más companhias não renderão um futuro promissor”.
A forma mais comum de usar “mais” é como advérbio de in-
tensidade, mas existem outras opções. Esta palavra pode receber Mais ou mas em composições
classificações variadas a depender do contexto da oração. E assumir A seguir, observa-se como as expressões foram usadas na músi-
a forma de um substantivo, pronome indefinido, advérbio de inten- ca “Mais uma vez”, interpretada por Renato Russo.
sidade, preposição ou conjunção. Mas é claro que o sol
Vai voltar amanhã
Como identificar Mais uma vez, eu sei
Para saber quando deverá ser usado “mais” ao invés de “mas”, (...)
troque pelo antônimo “menos”. Tem gente que está do mesmo lado que você
Assim: Mas deveria estar do lado de lá
- Mais café, por favor! / Menos café, por favor! Tem gente que machuca os outros
- Seis mais seis é igual a doze. / Seis menos seis é igual a zero. Tem gente que não sabe amar
- Quanto mais conhecimento, melhor. / Quanto menos conhe- Tem gente enganando a gente
cimento, pior. Veja nossa vida como está
Mas eu sei que um dia
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LÍNGUA PORTUGUESA
A gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar EMPREGO DOS SINAIS DE PONTUAÇÃO E SUAS FUN-
Confie em si mesmo ÇÕES NO TEXTO
(...)
Pontuação
Compositores: Flavio Venturini / Renato Russo Com Nina Catach, entendemos por pontuação um “sistema
Na primeira estrofe, observa-se os termos destacados em ne- de reforço da escrita, constituído de sinais sintáticos, destinados a
grito como exemplos de adversidade ou ressalva e adição respecti- organizar as relações e a proporção das partes do discurso e das
vamente. Já na segunda, tem-se duas ideias de adversidade. pausas orais e escritas. Estes sinais também participam de todas as
funções da sintaxe, gramaticais, entonacionais e semânticas”. (BE-
Agora, tem-se o exemplo de como Marisa Monte usou “mais CHARA, 2009, p. 514)
ou mas” na canção “Mais uma vez”, interpretada por ela. A partir da definição citada por Bechara podemos perceber a
Mais uma vez eu vou te deixar importância dos sinais de pontuação, que é constituída por alguns
Mas eu volto logo pra te ver sinais gráficos assim distribuídos: os separadores (vírgula [ , ], pon-
Vou com saudades no meu coração to e vírgula [ ; ], ponto final [ . ], ponto de exclamação [ ! ], reti-
Mando notícias de algum lugar. cências [ ... ]), e os de comunicação ou “mensagem” (dois pontos
(..) [ : ], aspas simples [‘ ’], aspas duplas [ “ ” ], travessão simples [ – ],
Compositores: Marisa De Azevedo Monte travessão duplo [ — ], parênteses [ ( ) ], colchetes ou parênteses
retos [ [ ] ], chave aberta [ { ], e chave fechada [ } ]).
EMPREGO DO ACENTO GRAVE Ponto ( . )
O ponto simples final, que é dos sinais o que denota maior pau-
Acentuação é o modo de proferir um som ou grupo de sons sa, serve para encerrar períodos que terminem por qualquer tipo
com mais relevo do que outros. Os sinais diacríticos servem para de oração que não seja a interrogativa direta, a exclamativa e as
indicar, dentre outros aspectos, a pronúncia correta das palavras. reticências.
Vejamos um por um: Estaremos presentes na festa.
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LÍNGUA PORTUGUESA
Travessão ( — ) Além disso, há outros casos em que o uso de vírgulas é neces-
Não confundir o travessão com o traço de união ou hífen e com sário:
o traço de divisão empregado na partição de sílabas (ab-so-lu-ta- • Separa termos de mesma função sintática, numa enumera-
-men-te) e de palavras no fim de linha. O travessão pode substituir ção.
vírgulas, parênteses, colchetes, para assinalar uma expressão inter- Simplicidade, clareza, objetividade, concisão são qualidades a
calada e pode indicar a mudança de interlocutor, na transcrição de serem observadas na redação oficial.
um diálogo, com ou sem aspas. • Separa aposto.
Ex: Estamos — eu e meu esposo — repletos de gratidão. Aristóteles, o grande filósofo, foi o criador da Lógica.
• Separa vocativo.
Parênteses e colchetes ( ) – [ ] Brasileiros, é chegada a hora de votar.
Os parênteses assinalam um isolamento sintático e semântico • Separa termos repetidos.
mais completo dentro do enunciado, além de estabelecer maior in- Aquele aluno era esforçado, esforçado.
timidade entre o autor e o seu leitor. Em geral, a inserção do parên-
tese é assinalada por uma entonação especial. Intimamente ligados • Separa certas expressões explicativas, retificativas, exempli-
aos parênteses pela sua função discursiva, os colchetes são utiliza- ficativas, como: isto é, ou seja, ademais, a saber, melhor dizendo,
dos quando já se acham empregados os parênteses, para introduzi- ou melhor, quer dizer, por exemplo, além disso, aliás, antes, com
rem uma nova inserção. efeito, digo.
Ex: Vamos estar presentes na festa (aquela organizada pelo go- O político, a meu ver, deve sempre usar uma linguagem clara,
vernador) ou seja, de fácil compreensão.
Aspas ( “ ” )
• Marca a elipse de um verbo (às vezes, de seus complemen-
As aspas são empregadas para dar a certa expressão sentido
tos).
particular (na linguagem falada é em geral proferida com entoação
O decreto regulamenta os casos gerais; a portaria, os particula-
especial) para ressaltar uma expressão dentro do contexto ou para
res. (= ... a portaria regulamenta os casos particulares)
apontar uma palavra como estrangeirismo ou gíria. É utilizada, ain-
da, para marcar o discurso direto e a citação breve.
Ex: O “coffe break” da festa estava ótimo. • Separa orações coordenadas assindéticas.
Levantava-me de manhã, entrava no chuveiro, organizava as
Vírgula ideias na cabeça...
São várias as regras que norteiam o uso das vírgulas. Eviden-
ciaremos, aqui, os principais usos desse sinal de pontuação. Antes • Isola o nome do lugar nas datas.
disso, vamos desmistificar três coisas que ouvimos em relação à Rio de Janeiro, 21 de julho de 2006.
vírgula:
1º – A vírgula não é usada por inferência. Ou seja: não “senti- • Isolar conectivos, tais como: portanto, contudo, assim, dessa
mos” o momento certo de fazer uso dela. forma, entretanto, entre outras. E para isolar, também, expressões
2º – A vírgula não é usada quando paramos para respirar. Em conectivas, como: em primeiro lugar, como supracitado, essas infor-
alguns contextos, quando, na leitura de um texto, há uma vírgula, o mações comprovam, etc.
leitor pode, sim, fazer uma pausa, mas isso não é uma regra. Afinal, Fica claro, portanto, que ações devem ser tomadas para ame-
cada um tem seu tempo de respiração, não é mesmo?!?! nizar o problema.
3º – A vírgula tem sim grande importância na produção de tex-
tos escritos. Não caia na conversa de algumas pessoas de que ela é
menos importante e que pode ser colocada depois. CONCORDÂNCIAS VERBAL E NOMINAL
Agora, precisamos saber que a língua portuguesa tem uma or-
dem comum de construção de suas frases, que é Sujeito > Verbo > Concordância Nominal
Objeto > Adjunto, ou seja, (SVOAdj). Os adjetivos, os pronomes adjetivos, os numerais e os artigos
Maria foi à padaria ontem. concordam em gênero e número com os substantivos aos quais se
Sujeito Verbo Objeto Adjunto referem.
Os nossos primeiros contatos começaram de maneira amisto-
Perceba que, na frase acima, não há o uso de vírgula. Isso ocor- sa.
re por alguns motivos:
1) NÃO se separa com vírgula o sujeito de seu predicado.
Casos Especiais de Concordância Nominal
2) NÃO se separa com vírgula o verbo e seus complementos.
• Menos e alerta são invariáveis na função de advérbio:
3) Não é aconselhável usar vírgula entre o complemento do
Colocou menos roupas na mala./ Os seguranças continuam
verbo e o adjunto.
alerta.
Podemos estabelecer, então, que se a frase estiver na ordem
comum (SVOAdj), não usaremos vírgula. Caso contrário, a vírgula • Pseudo e todo são invariáveis quando empregados na forma-
é necessária: ção de palavras compostas:
Ontem, Maria foi à padaria. Cuidado com os pseudoamigos./ Ele é o chefe todo-poderoso.
Maria, ontem, foi à padaria.
À padaria, Maria foi ontem. • Mesmo, próprio, anexo, incluso, quite e obrigado variam de
acordo com o substantivo a que se referem:
Elas mesmas cozinhavam./ Guardou as cópias anexas.
32
LÍNGUA PORTUGUESA
• Muito, pouco, bastante, meio, caro e barato variam quando Junto a, de
pronomes indefinidos adjetivos e numerais e são invariáveis quan-
do advérbios: Pendente de
Muitas vezes comemos muito./ Chegou meio atrasada./ Usou Preferível a
meia dúzia de ovos.
Próximo a, de
• Só varia quando adjetivo e não varia quando advérbio: Respeito a, com, de, para com, por
Os dois andavam sós./ A respostas só eles sabem.
Situado a, em, entre
• É bom, é necessário, é preciso, é proibido variam quando o Ajudar (a fazer algo) a
substantivo estiver determinado por artigo: Aludir (referir-se) a
É permitida a coleta de dados./ É permitido coleta de dados.
Aspirar (desejar, pretender) a
Concordância Verbal Assistir (dar assistência) Não usa preposição
O verbo concorda com seu sujeito em número e pessoa:
O público aplaudiu o ator de pé./ A sala e quarto eram enor- Deparar (encontrar) com
mes. Implicar (consequência) Não usa preposição
Lembrar Não usa preposição
Concordância ideológica ou silepse
• Silepse de gênero trata-se da concordância feita com o gêne- Pagar (pagar a alguém) a
ro gramatical (masculino ou feminino) que está subentendido no Precisar (necessitar) de
contexto.
Vossa Excelência parece satisfeito com as pesquisas. Proceder (realizar) a
Blumenau estava repleta de turistas. Responder a
• Silepse de número trata-se da concordância feita com o nú-
Visar ( ter como objetivo a
mero gramatical (singular ou plural) que está subentendido no con-
pretender)
texto.
O elenco voltou ao palco e [os atores] agradeceram os aplau- NÃO DEIXE DE PESQUISAR A REGÊNCIA DE OUTRAS PALAVRAS
sos. QUE NÃO ESTÃO AQUI!
• Silepse de pessoa trata-se da concordância feita com a pes-
soa gramatical que está subentendida no contexto.
O povo temos memória curta em relação às promessas dos po- LOCUÇÕES VERBAIS (PERÍFRASES VERBAIS). SINTAXE
líticos. DE COLOCAÇÃO PRONOMINAL
33
LÍNGUA PORTUGUESA
Verbo no gerúndio, regido de preposição em: Em se plantando,
tudo dá. EXERCÍCIOS
Verbo no infinitivo pessoal precedido de preposição: Seus in-
tentos são para nos prejudicarem. 1. (FEMPERJ – VALEC – JORNALISTA – 2012) Intertextualidade é
a presença de um texto em outro; o pensamento abaixo que NÃO
Ênclise se fundamenta em intertextualidade é:
Na ênclise, o pronome é colocado depois do verbo. (A) “Se tudo o que é bom dura pouco, eu já deveria ter morrido
há muito tempo.”
Verbo no início da oração, desde que não esteja no futuro do (B) “Nariz é essa parte do corpo que brilha, espirra, coça e se
indicativo: Trago-te flores. mete onde não é chamada.”
Verbo no imperativo afirmativo: Amigos, digam-me a verdade! (C) “Une-te aos bons e será um deles. Ou fica aqui com a gente
Verbo no gerúndio, desde que não esteja precedido pela pre- mesmo!”
posição em: Saí, deixando-a aflita. (D) “Vamos fazer o feijão com arroz. Se puder botar um ovo,
Verbo no infinitivo impessoal regido da preposição a. Com tudo bem.”
outras preposições é facultativo o emprego de ênclise ou próclise: (E) “O Neymar é invendável, inegociável e imprestável.”
Apressei-me a convidá-los.
2. (FUNIVERSA – CEB – ADVOGADO – 2010) Assinale a alterna-
Mesóclise tiva em que todas as palavras são acentuadas pela mesma razão.
Na mesóclise, o pronome é colocado no meio do verbo. (A) “Brasília”, “prêmios”, “vitória”.
(B) “elétrica”, “hidráulica”, “responsáveis”.
É obrigatória somente com verbos no futuro do presente ou no (C) “sérios”, “potência”, “após”.
futuro do pretérito que iniciam a oração. (D) “Goiás”, “já”, “vários”.
Dir-lhe-ei toda a verdade. (E) “solidária”, “área”, “após”.
Far-me-ias um favor?
3. (CESGRANRIO – CMB – ASSISTENTE TÉCNICO ADMINISTRA-
Se o verbo no futuro vier precedido de pronome reto ou de TIVO – 2012) Algumas palavras são acentuadas com o objetivo ex-
qualquer outro fator de atração, ocorrerá a próclise. clusivo de distingui-las de outras. Uma palavra acentuada com esse
Eu lhe direi toda a verdade. objetivo é a seguinte:
Tu me farias um favor? (A) pôr.
(B) ilhéu.
(C) sábio.
Colocação do pronome átono nas locuções verbais (D) também.
Verbo principal no infinitivo ou gerúndio: Se a locução verbal (E) lâmpada.
não vier precedida de um fator de próclise, o pronome átono deve-
rá ficar depois do auxiliar ou depois do verbo principal.
4. (FDC – PROFESSOR DE PORTUGUÊS II – 2005) Marque a série
Exemplos:
em que o hífen está corretamente empregado nas cinco palavras:
Devo-lhe dizer a verdade.
(A) pré-nupcial, ante-diluviano, anti-Cristo, ultra-violeta, infra-
Devo dizer-lhe a verdade.
-vermelho.
(B) vice-almirante, ex-diretor, super-intendente, extrafino, in-
Havendo fator de próclise, o pronome átono deverá ficar antes
fra-assinado.
do auxiliar ou depois do principal.
(C) anti-alérgico, anti-rábico, ab-rupto, sub-rogar, antihigiênico.
Exemplos:
Não lhe devo dizer a verdade. (D) extraoficial, antessala, contrassenso, ultrarrealismo, con-
Não devo dizer-lhe a verdade. trarregra.
(E) co-seno, contra-cenar, sobre-comum, sub-humano, infra-
Verbo principal no particípio: Se não houver fator de próclise, -mencionado.
o pronome átono ficará depois do auxiliar.
Exemplo: Havia-lhe dito a verdade. 5. (ESAF – SRF – AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL – 2003)
Indique o item em que todas as palavras estão corretamente em-
Se houver fator de próclise, o pronome átono ficará antes do pregadas e grafadas.
auxiliar. (A) A pirâmide carcerária assegura um contexto em que o po-
Exemplo: Não lhe havia dito a verdade. der de infringir punições legais a cidadãos aparece livre de
qualquer excesso e violência.
Haver de e ter de + infinitivo: Pronome átono deve ficar depois (B) Nos presídios, os chefes e subchefes não devem ser exata-
do infinitivo. mente nem juízes, nem professores, nem contramestres, nem
Exemplos: suboficiais, nem “pais”, porém avocam a si um pouco de tudo
Hei de dizer-lhe a verdade. isso, num modo de intervenção específico.
Tenho de dizer-lhe a verdade. (C) O carcerário, ao homogeinizar o poder legal de punir e o
poder técnico de disciplinar, ilide o que possa haver de violento
Observação em um e de arbitrário no outro, atenuando os efeitos de revol-
Não se deve omitir o hífen nas seguintes construções: ta que ambos possam suscitar.
Devo-lhe dizer tudo. (D) No singular poder de punir, nada mais lembra o antigo po-
Estava-lhe dizendo tudo. der do soberano iminente que vingava sua autoridade sobre o
Havia-lhe dito tudo. corpo dos supliciados.
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LÍNGUA PORTUGUESA
(E) A existência de uma proibição legal cria em torno dela um (E) Os personagens principais de uma história, responsáveis,
campo de práticas ilegais, sob o qual se chega a exercer con- pelo sentido maior dela, dependem muitas vezes de peque-
trole e aferir lucro ilícito, mas que se torna manejável por sua nas providências, que tomadas por figurantes, aparentemente,
organização em delinqüência. sem importância, ditam o rumo de toda a história.
6. (FCC – METRÔ/SP – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO JÚNIOR – 10. (CONSULPLAN – ANALISTA DE INFORMÁTICA (SDS-SC) –
2012) A frase que apresenta INCORREÇÕES quanto à ortografia é: 2008) A alternativa em que todas as palavras são formadas pelo
(A) Quando jovem, o compositor demonstrava uma capacidade mesmo processo de formação é:
extraordinária de imitar vários estilos musicais. (A) responsabilidade, musicalidade, defeituoso;
(B) Dizem que o músico era avesso à ideia de expressar senti- (B) cativeiro, incorruptíveis, desfazer;
mentos pessoais por meio de sua música. (C) deslealdade, colunista, incrível;
(C) Poucos estudiosos se despõem a discutir o empacto das (D) anoitecer, festeiro, infeliz;
composições do músico na cultura ocidental. (E) reeducação, dignidade, enriquecer.
(D) Salvo algumas exceções, a maioria das óperas do compo-
sitor termina em uma cena de reconciliação entre os persona- 11. (IMA – PREF. BOA HORA/PI – PROCURADOR MUNICIPAL –
gens. 2010) No verso “Para desentristecer, leãozinho”, Caetano Veloso
(E) Alguns acreditam que o valor da obra do compositor se cria um neologismo. A opção que contém o processo de formação
deve mais à árdua dedicação do que a arroubos de inspiração. utilizado para formar a palavra nova e o tipo de derivação que a
palavra primitiva foi formada respectivamente é:
7. (CESGRANRIO – FINEP – TÉCNICO – 2011) A vírgula pode ser (A) derivação prefixal (des + entristecer); derivação parassinté-
retirada sem prejuízo para o significado e mantendo a norma pa- tica (en + trist + ecer);
drão na seguinte sentença: (B) derivação sufixal (desentriste + cer); derivação imprópria
(A) Mário, vem falar comigo depois do expediente. (en + triste + cer);
(C) derivação regressiva (des + entristecer); derivação parassin-
(B) Amanhã, apresentaremos a proposta de trabalho.
tética (en + trist + ecer);
(C) Telefonei para o Tavares, meu antigo chefe.
(D) derivação parassintética (en + trist + ecer); derivação prefi-
(D) Encomendei canetas, blocos e crachás para a reunião.
xal (des + entristecer);
(E) Entrou na sala, cumprimentou a todos e iniciou o discurso.
(E) derivação prefixal (en + trist + ecer); derivação parassintéti-
ca (des + entristecer).
8. (CESGRANRIO – PETROBRAS – TÉCNICO DE ENFERMAGEM
DO TRABALHO – 2011) Há ERRO quanto ao emprego dos sinais de 12. (IMA – PREF. BOA HORA/PI – PROCURADOR MUNICIPAL –
pontuação em: 2010) A palavra “Olhar” em (meu olhar) é um exemplo de palavra
(A) Ao dizer tais palavras, levantou-se, despediu-se dos convi- formada por derivação:
dados e retirou-se da sala: era o final da reunião. (A) parassintética;
(B) Quem disse que, hoje, enquanto eu dormia, ela saiu sorra- (B) prefixal;
teiramente pela porta? (C) sufixal;
(C) Na infância, era levada e teimosa; na juventude, tornou-se (D) imprópria;
tímida e arredia; na velhice, estava sempre alheia a tudo. (E) regressiva.
(D) Perdida no tempo, vinham-lhe à lembrança a imagem mui-
to branca da mãe, as brincadeiras no quintal, à tarde, com os 13. (CESGRANRIO – BNDES – ADVOGADO – 2004) No título do
irmãos e o mundo mágico dos brinquedos. artigo “A tal da demanda social”, a classe de palavra de “tal” é:
(E) Estava sempre dizendo coisas de que mais tarde se arre- (A) pronome;
penderia. Prometia a si própria que da próxima vez, tomaria (B) adjetivo;
cuidado com as palavras, o que entretanto, não acontecia. (C) advérbio;
(D) substantivo;
9. (FCC – INFRAERO – ADMINISTRADOR – 2011) Está inteira- (E) preposição.
mente correta a pontuação do seguinte período:
(A) Os personagens principais de uma história, responsáveis 14. Assinale a alternativa que apresenta a correta classificação
pelo sentido maior dela, dependem, muitas vezes, de peque- morfológica do pronome “alguém” (l. 44).
nas providências que, tomadas por figurantes aparentemente (A) Pronome demonstrativo.
sem importância, ditam o rumo de toda a história. (B) Pronome relativo.
(B) Os personagens principais, de uma história, responsáveis (C) Pronome possessivo.
(D) Pronome pessoal.
pelo sentido maior dela, dependem muitas vezes, de pequenas
(E) Pronome indefinido.
providências que tomadas por figurantes, aparentemente sem
importância, ditam o rumo de toda a história.
15. Em relação à classe e ao emprego de palavras no texto, na
(C) Os personagens principais de uma história, responsáveis
oração “A abordagem social constitui-se em um processo de traba-
pelo sentido maior dela dependem muitas vezes de pequenas lho planejado de aproximação” (linhas 1 e 2), os vocábulos subli-
providências, que, tomadas por figurantes aparentemente, nhados classificam-se, respectivamente, em
sem importância, ditam o rumo de toda a história. (A) preposição, pronome, artigo, adjetivo e substantivo.
(D) Os personagens principais, de uma história, responsáveis (B) pronome, preposição, artigo, substantivo e adjetivo.
pelo sentido maior dela, dependem, muitas vezes de pequenas (C) conjunção, preposição, numeral, substantivo e pronome.
providências, que tomadas por figurantes aparentemente sem (D) pronome, conjunção, artigo, adjetivo e adjetivo.
importância, ditam o rumo de toda a história. (E) conjunção, conjunção, numeral, substantivo e advérbio.
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LÍNGUA PORTUGUESA
16. (VUNESP – TJ/SP – ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – 20. Levando-se em consideração os conceitos de frase, oração
2011) Assinale a alternativa em que a concordância verbal está cor- e período, é correto afirmar que o trecho abaixo é considerado um
reta. (a):
(A) Haviam cooperativas de catadores na cidade de São Paulo. “A expectativa é que o México, pressionado pelas mudanças
(B) O lixo de casas e condomínios vão para aterros. americanas, entre na fila.”
(C) O tratamento e a destinação corretos do lixo evitaria que (A) Frase, uma vez que é composta por orações coordenadas e
35% deles fosse despejado em aterros. subordinadas.
(D) Fazem dois anos que a prefeitura adia a questão do lixo. (B) Período, composto por três orações.
(E) Somos nós quem paga a conta pelo descaso com a coleta (C) Oração, pois possui sentido completo.
de lixo. (D) Período, pois é composto por frases e orações.
17. (ESAF – CGU – ANALISTA DE FINANÇAS E CONTROLE – 2012) 21. (AOCP – PREF. DE CATU/BA – MECÂNICO DE VEÍCULOS –
Assinale a opção que fornece a correta justificativa para as relações 2007) Leia a seguinte sentença: Joana tomou um sonífero e não dor-
de concordância no texto abaixo. miu. Assinale a alternativa que classifica corretamente a segunda
O bom desempenho do lado real da economia proporcionou oração.
um período de vigoroso crescimento da arrecadação. A maior lucra- (A) Oração coordenada assindética aditiva.
tividade das empresas foi decisiva para os resultados fiscais favo- (B) Oração coordenada sindética aditiva.
ráveis. Elevaram-se, de forma significativa e em valores reais, de- (C) Oração coordenada sindética adversativa.
flacionados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), as (D) Oração coordenada sindética explicativa.
receitas do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), a Contribuição (E) Oração coordenada sindética alternativa.
Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), e a Contribuição para o Finan-
ciamento da Seguridade Social (Cofins). O crescimento da massa de 22. (AOCP – PREF. DE CATU/BA – BIBLIOTECÁRIO – 2007) Leia
salários fez aumentar a arrecadação do Imposto de Renda Pessoa a seguinte sentença: Não precisaremos voltar ao médico nem fazer
Física (IRPF) e a receita de tributação sobre a folha da previdência exames. Assinale a alternativa que classifica corretamente as duas
social. Não menos relevantes foram os elevados ganhos de capital, orações.
responsáveis pelo aumento da arrecadação do IRPF. (A) Oração coordenada assindética e oração coordenada adver-
(A) O uso do plural em “valores” é responsável pela flexão de sativa.
plural em “deflacionados”. (B) Oração principal e oração coordenada sindética aditiva.
(B) O plural em “resultados” é responsável pela flexão de plural (C) Oração coordenada assindética e oração coordenada adi-
em “Elevaram-se”. tiva.
(C) Emprega-se o singular em “proporcionou” para respeitar as (D) Oração principal e oração subordinada adverbial consecu-
regras de concordância com “economia”. tiva.
(D) O singular em “a arrecadação” é responsável pela flexão de (E) Oração coordenada assindética e oração coordenada adver-
singular em “fez aumentar”. bial consecutiva.
(E) A flexão de plural em “foram” justifica-se pela concordância
com “relevantes”. 23. (EMPASIAL – TJ/SP – ESCREVENTE JUDICIÁRIO – 1999) Ana-
lise sintaticamente a oração em destaque:
18. (FGV – SENADO FEDERAL – POLICIAL LEGISLATIVO FEDERAL “Bem-aventurados os que ficam, porque eles serão recompen-
– 2008) Assinale a alternativa em que se tenha optado corretamen- sados” (Machado de Assis).
te por utilizar ou não o acento grave indicativo de crase. (A) oração subordinada substantiva completiva nominal.
(A) Vou à Brasília dos meus sonhos. (B) oração subordinada adverbial causal.
(B) Nosso expediente é de segunda à sexta. (C) oração subordinada adverbial temporal desenvolvida.
(C) Pretendo viajar a Paraíba. (D) oração coordenada sindética conclusiva.
(D) Ele gosta de bife à cavalo. (E) oração coordenada sindética explicativa.
19. (FDC – MAPA – ANALISTA DE SISTEMAS – 2010) Na oração 24. (FGV – SENADO FEDERAL – TÉCNICO LEGISLATIVO – ADMI-
“Eles nos deixaram À VONTADE” e no trecho “inviabilizando o ata- NISTRAÇÃO – 2008) “Mas o fato é que transparência deixou de ser
que, que, naturalmente, deveria ser feito À DISTÂNCIA”, observa-se um processo de observação cristalina para assumir um discurso de
a ocorrência da crase nas locuções adverbiais em caixa-alta. Nas políticas de averiguação de custos engessadas que pouco ou quase
locuções das frases abaixo também ocorre a crase, que deve ser nada retratam as necessidades de populações distintas.”.
marcada com o acento, EXCETO em: A oração grifada no trecho acima classifica-se como:
(A) Todos estavam à espera de uma solução para o problema. (A) subordinada substantiva predicativa;
(B) À proporção que o tempo passava, maior era a angústia do (B) subordinada adjetiva restritiva;
eleitorado pelo resultado final. (C) subordinada substantiva subjetiva;
(C) Um problema à toa emperrou o funcionamento do sistema. (D) subordinada substantiva objetiva direta;
(D) Os técnicos estavam face à face com um problema insolú- (E) subordinada adjetiva explicativa.
vel.
(E) O Tribunal ficou à mercê dos hackers que invadiram o sis-
tema.
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LÍNGUA PORTUGUESA
25. (FUNCAB – PREF. PORTO VELHO/RO – MÉDICO – 2009) No 27. Observe as assertivas relacionadas ao texto lido:
trecho abaixo, as orações introduzidas pelos termos grifados são I. O texto é predominantemente narrativo, já que narra um
classificadas, em relação às imediatamente anteriores, como: fato.
“Não há dúvida de que precisaremos curtir mais o dia a dia, II. O texto é predominantemente expositivo, já que pertence ao
mas nunca à custa de nossos filhos...” gênero textual editorial.
(A) subordinada substantiva objetiva indireta e coordenada sin- III. O texto é apresenta partes narrativas e partes expositivas, já
dética adversativa; que se trata de uma reportagem.
(B) subordinada adjetiva restritiva e coordenada sindética ex- IV. O texto apresenta partes narrativas e partes expositivas, já
plicativa; se trata de um editorial.
(C) subordinada adverbial conformativa e subordinada adver-
bial concessiva; Analise as assertivas e responda:
(D) subordinada substantiva completiva nominal e coordenada (A) Somente a I é correta.
sindética adversativa; (B) Somente a II é incorreta.
(E) subordinada adjetiva restritiva e subordinada adverbial con- (C) Somente a III é correta
cessiva. (D) A III e IV são corretas.
26. (ACEP – PREF. QUIXADÁ/CE – PSICÓLOGO – 2010) No perí- 28. Observe as assertivas relacionadas ao texto “A lama que
odo “O essencial é o seguinte: //nunca antes neste país houve um ainda suja o Brasil”:
governo tão imbuído da ideia // de que veio // para recomeçar a I- O texto é coeso, mas não é coerente, já que tem problemas
história.”, a oração sublinhada é classificada como: no desenvolvimento do assunto.
(A) coordenada assindética; II- O texto é coerente, mas não é coeso, já que apresenta pro-
(B) subordinada substantiva completiva nominal; blemas no uso de conjunções e preposições.
(C) subordinada substantiva objetiva indireta; III- O texto é coeso e coerente, graças ao bom uso das classes
(D) subordinada substantiva apositiva. de palavras e da ordem sintática.
IV- O texto é coeso e coerente, já que apresenta progressão
Leia o texto abaixo para responder a questão. temática e bom uso dos recursos coesivos.
A lama que ainda suja o Brasil
Fabíola Perez([Link]@[Link]) Analise as assertivas e responda:
(A) Somente a I é correta.
A maior tragédia ambiental da história do País escancarou um (B) Somente a II é incorreta.
dos principais gargalos da conjuntura política e econômica brasilei- (C) Somente a III é correta.
ra: a negligência do setor privado e dos órgãos públicos diante de (D) Somente a IV é correta.
um desastre de repercussão mundial. Confirmada a morte do Rio
Doce, o governo federal ainda não apresentou um plano de recu- Leia o texto abaixo para responder as questões.
peração efetivo para a área (apenas uma carta de intenções). Tam-
pouco a mineradora Samarco, controlada pela brasileira Vale e pela UM APÓLOGO
anglo-australiana BHP Billiton. A única medida concreta foi a aplica-
Machado de Assis.
ção da multa de R$ 250 milhões – sendo que não há garantias de
que ela será usada no local. “O leito do rio se perdeu e a calha pro-
Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:
funda e larga se transformou num córrego raso”, diz Malu Ribeiro,
— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrola-
coordenadora da rede de águas da Fundação SOS Mata Atlântica,
da, para fingir que vale alguma coisa neste mundo?
sobre o desastre em Mariana, Minas Gerais. “O volume de rejeitos
— Deixe-me, senhora.
se tornou uma bomba relógio na região.”
— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está
Para agravar a tragédia, a empresa declarou que existem riscos
com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me
de rompimento nas barragens de Germano e de Santarém. Segun-
do o Departamento Nacional de Produção Mineral, pelo menos 16 der na cabeça.
barragens de mineração em todo o País apresentam condições de — Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha.
insegurança. “O governo perdeu sua capacidade de aparelhar ór- Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem
gãos técnicos para fiscalização”, diz Malu. Na direção oposta o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos
Ao caminho da segurança, está o projeto de lei 654/2015, do outros.
senador Romero Jucá (PMDB-RR) que prevê licença única em um — Mas você é orgulhosa.
tempo exíguo para obras consideradas estratégicas. O novo mar- — Decerto que sou.
co regulatório da mineração, por sua vez, também concede priori- — Mas por quê?
dade à ação de mineradoras. “Ocorrerá um aumento dos conflitos — É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa
judiciais, o que não será interessante para o setor empresarial”, diz ama, quem é que os cose, senão eu?
Maurício Guetta, advogado do Instituto Sócio Ambiental (ISA). Com — Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora
o avanço dessa legislação outros danos irreversíveis podem ocorrer. que quem os cose sou eu, e muito eu?
FONTE: [Link] MA+- — Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pe-
QUE+AINDA+SUJA+O+BRASIL daço ao outro, dou feição aos babados…
— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante,
puxando por você, que vem atrás, obedecendo ao que eu faço e
mando…
— Também os batedores vão adiante do imperador.
— Você é imperador?
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LÍNGUA PORTUGUESA
— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel su- (A) “- Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda en-
balterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o rolada, para fingir que vale alguma coisa neste mundo?” (L.02)
trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto… (B) “- Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha.
Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar?” (L.06)
Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que (C) “- Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante,
tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a puxando por você, que vem atrás, obedecendo ao que eu faço
costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, en- e mando...” (L.14-15)
fiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando (D) “- Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco?
orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo;
os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando
isto uma cor poética. E dizia a agulha: abaixo e acima.” (L.25-26)
— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? (E) “- Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela
Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de
que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém.
e acima… Onde me espetam, fico.” (L.40-41)
A linha não respondia nada; ia andando. Buraco aberto pela
agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe 30. O diminutivo, em Língua Portuguesa, pode expressar outros
o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha vendo que valores semânticos além da noção de dimensão, como afetividade,
ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era pejoratividade e intensidade. Nesse sentido, pode-se afirmar que
tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-pli- os valores semânticos utilizados nas formas diminutivas “unidi-
c-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a nha”(L.26) e “corpinho”(L.32), são, respectivamente, de:
costura, para o dia seguinte; continuou ainda nesse e no outro, até (A) dimensão e pejoratividade;
que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile. (B) afetividade e intensidade;
Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que (C) afetividade e dimensão;
a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para (D) intensidade e dimensão;
dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da (E) pejoratividade e afetividade.
bela dama, e puxava a um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali,
alisando, abotoando, acolchetando, a linha, para mofar da agulha, 31. Em um texto narrativo como “Um Apólogo”, é muito co-
perguntou-lhe: mum uso de linguagem denotativa e conotativa. Assinale a alterna-
— Ora agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da tiva cujo trecho retirado do texto é uma demonstração da expressi-
baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vidade dos termos “linha” e “agulha” em sentido figurado.
vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para (A) “- É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa
a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? ama, quem é que os cose, senão eu?” (L.11)
Vamos, diga lá. (B) “- Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha.
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de ca- Agulha não tem cabeça.” (L.06)
beça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha: (C) “- Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um
— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é pedaço ao outro, dou feição aos babados...” (L.13)
que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze (D) “- Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordi-
como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, nária!” (L.43)
fico. (E) “- Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco?”
Contei esta história a um professor de melancolia, que me dis- (L.25)
se, abanando a cabeça: — Também eu tenho servido de agulha a
muita linha ordinária! 32. De acordo com a temática geral tratada no texto e, de modo
metafórico, considerando as relações existentes em um ambiente
29. De acordo com o texto “Um Apólogo” de Machado de Assis de trabalho, aponte a opção que NÃO corresponde a uma ideia pre-
e com a ilustração abaixo, e levando em consideração as persona- sente no texto:
gens presentes nas narrativas tanto verbal quanto visual, indique (A) O texto sinaliza que, normalmente, não há uma relação
a opção em que a fala não é compatível com a associação entre os equânime em ambientes coletivos de trabalho;
elementos dos textos: (B) O texto sinaliza que, normalmente, não há uma relação
equânime em ambientes coletivos de trabalho;
(C) O texto indica que, em um ambiente coletivo de trabalho,
cada sujeito possui atribuições próprias.
(D) O texto sugere que o reconhecimento no ambiente cole-
tivo de trabalho parte efetivamente das próprias atitudes do
sujeito.
(E) O texto revela que, em um ambiente coletivo de trabalho,
frequentemente é difícil lidar com as vaidades individuais.
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LÍNGUA PORTUGUESA
33. (FCC – TRE/MG – TÉCNICO JUDICIÁRIO – 2005) As liberda- 38. (CÂMARA DE CABO DE SANTO AGOSTINHO - PE - AUXILIAR
des ...... se refere o autor dizem respeito a direitos ...... se ocupa a ADMINISTRATIVO - INSTITUTO AOCP - 2019 )
nossa Constituição. Preenchem de modo correto as lacunas da frase Referente à aplicação de elementos de gramática à redação ofi-
acima, na ordem dada, as expressões: cial, os sinais de pontuação estão ligados à estrutura sintática e têm
(A) a que – de que; várias finalidades. Assinale a alternativa que apresenta a pontuação
(B) de que – com que; que pode ser utilizada em lugar da vírgula para dar ênfase ao que
(C) a cujas – de cujos; se quer dizer.
(D) à que – em que; (A) Dois-pontos.
(E) em que – aos quais. (B) Ponto-e-vírgula.
(C) Ponto-de-interrogação.
34. (ESAF – CGU – ANALISTA DE FINANÇAS E CONTROLE – 2008) (D) Ponto-de-exclamação.
Assinale o trecho que apresenta erro de regência.
(A) Depois de um longo período em que apresentou taxas de 39. (UNIR - TÉCNICO DE LABORATÓRIO - ANÁLISES CLÍNICAS-
crescimento econômico que não iam além dos 3%, o Brasil fe- AOCP – 2018)
cha o ano de 2007 com uma expansão de 5,3%, certamente a Pode-se dizer que redação oficial é a maneira pela qual o Poder
maior taxa registrada na última década.
Público redige atos normativos e comunicações. Em relação à reda-
(B) Os dados ainda não são definitivos, mas tudo sugere que
ção de documentos oficiais, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO,
serão confirmados. A entidade responsável pelo estudo foi a
os itens a seguir.
conhecida Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL).
A língua tem por objetivo a comunicação. Alguns elementos
(C) Não há dúvida de que os números são bons, num momento
em que atingimos um bom superávit em conta-corrente, em são necessários para a comunicação: a) emissor, b) receptor, c) con-
que se revela queda no desemprego e até se anuncia a am- teúdo, d) código, e) meio de circulação, f) situação comunicativa.
pliação de nossas reservas monetárias, além da descoberta de Com relação à redação oficial, o emissor é o Serviço Público (Minis-
novas fontes de petróleo. tério, Secretaria, Departamento, Divisão, Serviço, Seção). O assunto
(D) Mesmo assim, olhando-se para os vizinhos de continente, é sempre referente às atribuições do órgão que comunica. O desti-
percebe-se que nossa performance é inferior a que foi atribuí- natário ou receptor dessa comunicação ou é o público, o conjunto
da a Argentina (8,6%) e a alguns outros países com participação dos cidadãos, ou outro órgão público, do Executivo ou dos outros
menor no conjunto dos bens produzidos pela América Latina. Poderes da União.
(E) Nem é preciso olhar os exemplos da China, Índia e Rússia, ( ) Certo
com crescimento acima desses patamares. Ao conjunto inteiro ( ) Errado
da América Latina, o organismo internacional está atribuindo
um crescimento médio, em 2007, de 5,6%, um pouco maior do 40. (IF-SC - ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO- IF-SC - 2019 )
que o do Brasil. Determinadas palavras são frequentes na redação oficial. Con-
forme as regras do Acordo Ortográfico que entrou em vigor em
35. (CESGRANRIO – SEPLAG/BA – PROFESSOR PORTUGUÊS – 2009, assinale a opção CORRETA que contém apenas palavras gra-
2010) Estabelece relação de hiperonímia/hiponímia, nessa ordem, fadas conforme o Acordo.
o seguinte par de palavras: I. abaixo-assinado, Advocacia-Geral da União, antihigiênico, ca-
(A) estrondo – ruído; pitão de mar e guerra, capitão-tenente, vice-coordenador.
(B) pescador – trabalhador; II. contra-almirante, co-obrigação, coocupante, decreto-lei, di-
(C) pista – aeroporto; retor-adjunto, diretor-executivo, diretor-geral, sócio-gerente.
(D) piloto – comissário; III. diretor-presidente, editor-assistente, editor-chefe, ex-dire-
(E) aeronave – jatinho. tor, general de brigada, general de exército, segundo-secretário.
IV. matéria-prima, ouvidor-geral, papel-moeda, pós-graduação,
36. (VUNESP – SEAP/SP – AGENTE DE ESCOLTA E VIGILÂNCIA pós-operatório, pré-escolar, pré-natal, pré-vestibular; Secretaria-
PENITENCIÁRIA – 2012) No trecho – Para especialistas, fica uma
-Geral.
questão: até que ponto essa exuberância econômica no Brasil é
V. primeira-dama, primeiro-ministro, primeiro-secretário, pró-
sustentável ou é apenas mais uma bolha? – o termo em destaque
-ativo, Procurador-Geral, relator-geral, salário-família, Secretaria-
tem como antônimo:
-Executiva, tenente-coronel.
(A) fortuna;
(B) opulência;
(C) riqueza; Assinale a alternativa CORRETA:
(D) escassez; (A) As afirmações I, II, III e V estão corretas.
(E) abundância. (B) As afirmações II, III, IV e V estão corretas.
(C) As afirmações II, III e IV estão corretas.
37. (IF BAIANO - ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO – IF-BA – (D) As afirmações I, II e IV estão corretas.
2019) (E) As afirmações III, IV e V estão corretas.
Acerca de seus conhecimentos em redação oficial, é correto
afirmar que o vocativo adequado a um texto no padrão ofício desti-
nado ao presidente do Congresso Nacional é
(A) Senhor Presidente.
(B) Excelentíssimo Senhor Presidente.
(C) Presidente.
(D) Excelentíssimo Presidente.
(E) Excelentíssimo Senhor.
39
LÍNGUA PORTUGUESA
41. ( PC-MG - ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL - FUMARC – 2018) 26 B
Na Redação Oficial, exige-se o uso do padrão formal da língua.
Portanto, são necessários conhecimentos linguísticos que funda- 27 C
mentem esses usos. 28 D
Analise o uso da vírgula nas seguintes frases do Texto 3:
29 E
1. Um crime bárbaro mobilizou a Polícia Militar na Região de
Venda Nova, em Belo Horizonte, ontem. 30 D
2. O rapaz, de 22 anos, se apresentou espontaneamente à 9ª 31 D
Área Integrada de Segurança Pública (Aisp) e deu detalhes do crime.
3. Segundo a polícia, o jovem informou que tinha um relaciona- 32 D
mento difícil com a mãe e teria discutido com ela momentos antes 33 A
de desferir os golpes.
34 D
INDIQUE entre os parênteses a justificativa adequada para uso 35 E
da vírgula em cada frase. 36 D
( ) Para destacar deslocamento de termos.
( ) Para separar adjuntos adverbiais. 37 B
( ) Para indicar um aposto. 38 B
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
(A) 1 – 2 – 3. 39 A
(B) 2 – 1 – 3. 40 E
(C) 3 – 1 – 2. 41 C
(D) 3 – 2 – 1.
GABARITO ANOTAÇÕES
1 E ______________________________________________________
2 A ______________________________________________________
3 A
______________________________________________________
4 D
5 B ______________________________________________________
6 C ______________________________________________________
7 B
______________________________________________________
8 E
______________________________________________________
9 A
10 A ______________________________________________________
11 A ______________________________________________________
12 D
______________________________________________________
13 A
14 E ______________________________________________________
15 B ______________________________________________________
16 E ______________________________________________________
17 A
______________________________________________________
18 A
19 D ______________________________________________________
20 B ______________________________________________________
21 C
______________________________________________________
22 C
______________________________________________________
23 E
24 A ______________________________________________________
25 D ______________________________________________________
40
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
1. Operações com números reais (incluindo radiciação e potenciação); . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01
2. Divisão Proporcional (Razão e proporção); . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 06
3. Regra de três simples e composta; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 08
4. Porcentagem; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 09
5. Juros simples e Compostos; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
6. Equação de 1º e 2º graus; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
7. Sistema de equações do 1º grau; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
8. Relação entre grandezas: tabelas e gráficos; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
9. Sistemas de medidas usuais; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
10. Noções de estatística e de probabilidades; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
11. Raciocínio lógico; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
12. Resolução de situações-problema. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
Exemplo 1
10 + 12 – 6 + 7 2º) Terá um número infinito de algarismos após a vírgula, mas
22 – 6 + 7 lembrando que a dízima deve ser periódica para ser número racio-
16 + 7 nal
23 OBS: período da dízima são os números que se repetem, se
não repetir não é dízima periódica e assim números irracionais, que
Exemplo 2 trataremos mais a frente.
40 – 9 x 4 + 23
40 – 36 + 23
4 + 23
27
Exemplo 3
25-(50-30)+4x5
25-20+20=25
Números Inteiros
Podemos dizer que este conjunto é composto pelos números
naturais, o conjunto dos opostos dos números naturais e o zero.
Este conjunto pode ser representado por:
1
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
Representação Fracionária dos Números Decimais
Exemplo: - = 0 e 0 é um número racional.
1ºcaso) Se for exato, conseguimos sempre transformar com o
denominador seguido de zeros.
– O quociente de dois números irracionais, pode ser um núme-
O número de zeros depende da casa decimal. Para uma casa,
ro racional.
um zero (10) para duas casas, dois zeros(100) e assim por diante.
Exemplo: : = = 2 e 2 é um número racional.
Números Reais
Exemplo 1
Transforme a dízima 0, 333... .em fração
Sempre que precisar transformar, vamos chamar a dízima dada
de x, ou seja
X=0,333...
E então subtraímos:
Fonte: [Link]
10x-x=3,333...-0,333...
9x=3
Representação na reta
X=3/9
X=1/3
Exemplo 2
Seja a dízima 1,1212...
Façamos x = 1,1212...
100x = 112,1212... .
Intervalos limitados
Intervalo fechado – Números reais maiores do que a ou iguais a
Subtraindo:
e menores do que b ou iguais a b.
100x-x=112,1212...-1,1212...
99x=111
X=111/99
Números Irracionais
Intervalo:[a,b]
Identificação de números irracionais
Conjunto: {x ϵ R|a≤x≤b}
– Todas as dízimas periódicas são números racionais.
– Todos os números inteiros são racionais.
Intervalo aberto – números reais maiores que a e menores que
– Todas as frações ordinárias são números racionais.
b.
– Todas as dízimas não periódicas são números irracionais.
– Todas as raízes inexatas são números irracionais.
– A soma de um número racional com um número irracional é
sempre um número irracional.
Intervalo:]a,b[
– A diferença de dois números irracionais, pode ser um número
Conjunto:{xϵR|a<x<b}
racional.
Intervalo fechado à esquerda – números reais maiores que a ou
– Os números irracionais não podem ser expressos na forma ,
iguais a A e menores do que B.
com a e b inteiros e b≠0.
2
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
Intervalo:{a,b[
Conjunto {x ϵ R|a≤x<b}
3) Todo número negativo, elevado ao expoente par, resulta em
Intervalo fechado à direita – números reais maiores que a e um número positivo.
menores ou iguais a b.
6) Toda vez que a base for igual a zero, não importa o valor do
expoente, o resultado será igual a zero.
Intervalo:]-∞,b[
Conjunto:{x ϵ R|x<b}
Exemplos:
Intervalo:[a,+ ∞[ 24 . 23 = 24+3= 27
Conjunto:{x ϵ R|x≥a} ([Link]) .( 2.2.2)= 2.2.2. [Link]= 27
Semirreta direita, aberta, de origem a – números reais maiores
que a.
2³=2.2.2=8
Casos 3) (am)n Potência de potência. Repete-se a base e multiplica-se
1) Todo número elevado ao expoente 0 resulta em 1. os expoentes.
Exemplos:
(52)3 = 52.3 = 56
3
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
4) E uma multiplicação de dois ou mais fatores elevados a um 1 1
expoente, podemos elevar cada um a esse mesmo expoente. 2 2 2 22 2
(4.3)²=4².3² Observe: = = 1 =
3 3 3
5) Na divisão de dois fatores elevados a um expoente, podemos 32
elevar separados. a na
* *
De modo geral, se a ∈ R+ , b ∈ R , n ∈ N , então: n =
+
b nb
O radical de índice inteiro e positivo de um quociente indicado
é igual ao quociente dos radicais de mesmo índice dos termos do
Radiciação radicando.
Radiciação é a operação inversa a potenciação
Raiz quadrada números decimais
64 2
32 2 Operações
16 2
8 2 Multiplicação
4 2
2 2 Exemplo
1
64=[Link].2.2=26
Divisão
Como é raiz quadrada a cada dois números iguais “tira-se” um
e multiplica.
Exemplo
Observe:
Adição e subtração
1 1 1
3.5 = (3.5) 2 = 3 .5 = 3. 5
2 2
Para fazer esse cálculo, devemos fatorar o 8 e o 20.
De modo geral, se 8 2 20 2
4 2 10 2
a ∈ R+ , b ∈ R+ , n ∈ N * , 2 2 5 5
Então: 1 1
n
a.b = n a .n b
4
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
Racionalização de Denominadores
Normalmente não se apresentam números irracionais com radicais no denominador. Ao processo que leva à eliminação dos radicais
do denominador chama-se racionalização do denominador.
1º Caso: Denominador composto por uma só parcela
É o sistema de numeração que nós usamos. Ele foi concebido pelos hindus e divulgado no ocidente pelos árabes, por isso, é também
chamado de «sistema de numeração indo-arábico».
Características
- Possui símbolos diferentes para representar quantidades de 1 a 9 e um símbolo para representar a ausência de quantidade (zero).
- Como é um sistema posicional, mesmo tendo poucos símbolos, é possível representar todos os números.
- As quantidades são agrupadas de 10 em 10, e recebem as seguintes denominações:
10 unidades = 1 dezena
10 dezenas = 1 centena
10 centenas = 1 unidade de milhar, e assim por diante
5
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
Exemplos
Ordens e Classes
No sistema de numeração decimal cada algarismo representa uma ordem, começando da direita para a esquerda e a cada três ordens
temos uma classe.
CLASSE DOS CLASSE DOS CLASSE DOS CLASSE DAS
BILHÕES MILHÕES MILHARES UNIDADES SIMPLES
12ª 11ª 10ª 9ª 8ª 7ª 6ª 5ª 4ª 3ª 2ª 1ª
ordem ordem ordem ordem ordem ordem ordem ordem ordem ordem ordem ordem
Centenas Dezenas Unidades Centenas Dezenas Unidades Centenas Dezenas Unidades
de de de de de de de de de Centenas Dezenas Unidades
Bilhão Bilhão Bilhão Milhão Milhão Milhão Milhar Milhar Milhas
Para fazer a leitura de números muito grandes, dividimos os algarismos do número em classes (blocos de 3 ordens), colocando um
ponto para separar as classes, começando da direita para a esquerda.
Exemplos
1) 57283
Primeiro, separamos os blocos de 3 algarismos da direita para a esquerda e colocamos um ponto para separar o número: 57. 283.
No quadro acima vemos que 57 pertence a classe dos milhares e 283 a classe das unidades simples. Assim, o número será lido como:
cinquenta e sete mil, duzentos e oitenta e três.
2) 12839696
Separando os blocos de 3 algarismos temos: 12.839.696
O número então será lido como: doze milhões, oitocentos e trinta e nove mil, seiscentos e noventa e seis.
Razão
Chama-se de razão entre dois números racionais a e b, com b 0, ao quociente entre eles. Indica-se a razão de a para b por a/bou a : b.
Exemplo:
Na sala do 1º ano de um colégio há 20 rapazes e 25 moças. Encontre a razão entre o número de rapazes e o número de moças. (lem-
brando que razão é divisão)
6
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
Proporção Terceira propriedade das proporções
Qualquer que seja a proporção, a soma ou a diferença dos an-
Proporção é a igualdade entre duas razões. A proporção entre tecedentes está para a soma ou a diferença dos consequentes, as-
A/B e C/D é a igualdade: sim como cada antecedente está para o seu respectivo consequen-
te. Temos então:
AxD=BxC
Ou
Ou 39 3
52 4
7
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
Exemplo
Velocidade x Tempo a tabela abaixo:
400 ----- 3
480 ----- X
VELOCIDADE Tempo
400 ↓ ----- 3↓
480 ↓ ----- X↓
Carlos ganhará R$210000,00 e Carlos R$315000,00. 480x=1200
Inversamente Proporcionais X=25
Para decompor um número M em n partes X1, X2, ..., Xn inver-
samente proporcionais a p1, p2, ..., pn, basta decompor este número Regra de três composta
M em n partes X1, X2, ..., Xn diretamente proporcionais a 1/p1, 1/p2, Regra de três composta é utilizada em problemas com mais de
..., 1/pn. A montagem do sistema com n equações e n incógnitas, duas grandezas, direta ou inversamente proporcionais.
assume que X1+X2+...+ Xn=M e além disso
Exemplos:
1) Em 8 horas, 20 caminhões descarregam 160m³ de areia. Em
5 horas, quantos caminhões serão necessários para descarregar
125m³?
8
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
Solução: montando a tabela, colocando em cada coluna as Acréscimo
grandezas de mesma espécie e, em cada linha, as grandezas de es- Se, por exemplo, há um acréscimo de 10% a um determina-
pécies diferentes que se correspondem: do valor, podemos calcular o novo valor apenas multiplicando esse
valor por 1,10, que é o fator de multiplicação. Se o acréscimo for
HORAS CAMINHÕES VOLUME de 20%, multiplicamos por 1,20, e assim por diante. Veja a tabela
abaixo:
8↑ ----- 20 ↓ ----- 160 ↑
5↑ ----- X↓ ----- 125 ↑ ACRÉSCIMO OU LUCRO FATOR DE MULTIPLICAÇÃO
A seguir, devemos comparar cada grandeza com aquela onde 10% 1,10
está o x. 15% 1,15
20% 1,20
Observe que:
Aumentando o número de horas de trabalho, podemos dimi- 47% 1,47
nuir o número de caminhões. Portanto a relação é inversamente 67% 1,67
proporcional (seta para cima na 1ª coluna).
Aumentando o volume de areia, devemos aumentar o número
Exemplo: Aumentando 10% no valor de R$10,00 temos:
de caminhões. Portanto a relação é diretamente proporcional (seta
para baixo na 3ª coluna). Devemos igualar a razão que contém o
10 x 1,10 = R$ 11,00
termo x com o produto das outras razões de acordo com o sentido
das setas.
Desconto
Montando a proporção e resolvendo a equação temos:
No caso de haver um decréscimo, o fator de multiplicação será:
Fator de Multiplicação =1 - taxa de desconto (na forma decimal)
HORAS CAMINHÕES VOLUME Veja a tabela abaixo:
8↑ ----- 20 ↓ ----- 160 ↓
5↑ ----- X↓ ----- 125 ↓ DESCONTO FATOR DE MULTIPLICAÇÃO
10% 0,90
Obs.: Assim devemos inverter a primeira coluna ficando:
25% 0,75
10 X 0,90 = R$ 9,00
Logo, serão necessários 25 caminhões Chamamos de lucro em uma transação comercial de compra e
venda a diferença entre o preço de venda e o preço de custo.
Lucro=preço de venda -preço de custo
PORCENTAGEM
Podemos expressar o lucro na forma de porcentagem de duas
formas:
Porcentagem é uma fração cujo denominador é 100, seu sím-
bolo é (%). Sua utilização está tão disseminada que a encontramos
nos meios de comunicação, nas estatísticas, em máquinas de cal-
cular, etc.
Exemplo
(DPE/RR – Analista de Sistemas – FCC/2015) Em sala de aula
com 25 alunos e 20 alunas, 60% desse total está com gripe. Se x%
das meninas dessa sala estão com gripe, o menor valor possível
para x é igual a
(A) 8.
(B) 15.
(C) 10.
(D) 6.
(E) 12.
9
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
Resolução Juros Simples
45------100% Chama-se juros simples a compensação em dinheiro pelo em-
X-------60% préstimo de um capital financeiro, a uma taxa combinada, por um
X=27 prazo determinado, produzida exclusivamente pelo capital inicial.
Em Juros Simples a remuneração pelo capital inicial aplicado
O menor número de meninas possíveis para ter gripe é se to- é diretamente proporcional ao seu valor e ao tempo de aplicação.
dos os meninos estiverem gripados, assim apenas 2 meninas estão. A expressão matemática utilizada para o cálculo das situações
envolvendo juros simples é a seguinte:
J = C i n, onde:
J = juros
C = capital inicial
i = taxa de juros
Resposta: C. n = tempo de aplicação (mês, bimestre, trimestre, semestre,
ano...)
10
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
Quando usamos juros simples e juros compostos? X=600
A maioria das operações envolvendo dinheiro utilizajuros com-
postos. Estão incluídas: compras a médio e longo prazo, compras Exemplo
com cartão de crédito, empréstimos bancários, as aplicações finan- (PREF. DE NITERÓI/RJ – Fiscal de Posturas – FGV/2015) A idade
ceiras usuais como Caderneta de Poupança e aplicações em fundos de Pedro hoje, em anos, é igual ao dobro da soma das idades de
de renda fixa, etc. Raramente encontramos uso para o regime de seus dois filhos, Paulo e Pierre. Pierre é três anos mais velho do que
juros simples: é o caso das operações de curtíssimo prazo, e do pro- Paulo. Daqui a dez anos, a idade de Pierre será a metade da idade
cesso de desconto simples de duplicatas. que Pedro tem hoje.
A soma das idades que Pedro, Paulo e Pierre têm hoje é:
O cálculo do montante é dado por: (A) 72;
(B) 69;
M = C (1 + i)t (C) 66;
(D) 63;
Exemplo (E) 60.
Calcule o juro composto que será obtido na aplicação de
R$25000,00 a 25% ao ano, durante 72 meses Resolução
C = 25000 A ideia de resolver as equações é literalmente colocar na lin-
i = 25%aa = 0,25 guagem matemática o que está no texto.
i = 72 meses = 6 anos “Pierre é três anos mais velho do que Paulo”
Pi=Pa+3
M = C (1 + i)t
M = 25000 (1 + 0,25)6 “Daqui a dez anos, a idade de Pierre será a metade da idade
M = 25000 (1,25)6 que Pedro tem hoje.”
M = 95367,50
M=C+J
J = 95367,50 - 25000 = 70367,50
A idade de Pedro hoje, em anos, é igual ao dobro da soma das
EQUAÇÃO DE 1º E 2º GRAUS idades de seus dois filhos,
Pe=2(Pi+Pa)
Pe=2Pi+2Pa
Equação 1º grau
Equação é toda sentença matemática aberta representada por Lembrando que:
uma igualdade, em que exista uma ou mais letras que represen- Pi=Pa+3
tam números desconhecidos.
Equação do 1º grau, na incógnita x, é toda equação redutível Substituindo em Pe
à forma ax+b=0, em que a e b são números reais, chamados coefi- Pe=2(Pa+3)+2Pa
cientes, com a≠0. Pe=2Pa+6+2Pa
Pe=4Pa+6
Uma raiz da equação ax+b =0(a≠0) é um valor numérico de x
que, substituindo no 1º membro da equação, torna-se igual ao 2º
membro. Pa+3+10=2Pa+3
Pa=10
Nada mais é que pensarmos em uma balança. Pi=Pa+3
Pi=10+3=13
Pe=40+6=46
Soma das idades: 10+13+46=69
Resposta: B.
Equação 2º grau
11
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
Produto das Raízes
Se for negativo, não há solução no conjunto dos números
reais.
x²-Sx+P=0
Exemplo
Exemplo
Dada as raízes -2 e 7. Componha a equação do 2º grau.
Solução
S=x1+x2=-2+7=5
P=x1.x2=-2.7=-14
Então a equação é: x²-5x-14=0
, portanto não há solução real.
Exemplo
(IMA – Analista Administrativo Jr – SHDIAS/2015) A soma das
idades de Ana e Júlia é igual a 44 anos, e, quando somamos os qua-
drados dessas idades, obtemos 1000. A mais velha das duas tem:
(A) 24 anos
(B) 26 anos
(C) 31 anos
(D) 33 anos
Resolução
A+J=44
A²+J²=1000
A=44-J
(44-J)²+J²=1000
1936-88J+J²+J²=1000
2J²-88J+936=0
Dividindo por2:
J²-44J+468=0
∆=(-44)²-4.1.468
Se ∆ < 0 não há solução, pois não existe raiz quadrada real de ∆=1936-1872=64
um número negativo.
Substituindo em A
A=44-26=18
Relações entre Coeficientes e Raízes Ou A=44-18=26
Resposta: B.
Dada as duas raízes:
Inequação
Uma inequação é uma sentença matemática expressa por uma
ou mais incógnitas, que ao contrário da equação que utiliza um sinal
de igualdade, apresenta sinais de desigualdade. Veja os sinais de
desigualdade:
Soma das Raízes >: maior
<: menor
≥: maior ou igual
≤: menor ou igual
12
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
O princípio resolutivo de uma inequação é o mesmo da equa-
ção, onde temos que organizar os termos semelhantes em cada
membro, realizando as operações indicadas. No caso das inequa-
ções, ao realizarmos uma multiplicação de seus elementos por Sistema de Inequação do 1º Grau
–1com o intuito de deixar a parte da incógnita positiva, invertemos Um sistema de inequação do 1º grau é formado por duas ou
o sinal representativo da desigualdade. mais inequações, cada uma delas tem apenas uma variável sendo
que essa deve ser a mesma em todas as outras inequações envol-
Exemplo 1 vidas.
4x + 12 > 2x – 2 Veja alguns exemplos de sistema de inequação do 1º grau:
4x – 2x > – 2 – 12
2x > – 14
x > –14/2
x>–7
a)(-x+2)(2x-3)<0 S1 = {x ϵ R | x ≤ - 1}
S2 = { x ϵ R | x ≤ - 1}
Inequação 2º grau
Chama-se inequação do 2º grau, toda inequação que pode ser
x-2≠0 escrita numa das seguintes formas:
x≠2 ax²+bx+c>0
ax²+bx+c≥0
ax²+bx+c<0
ax²+bx+c<0
ax²+bx+c≤0
ax²+bx+c≠0
Exemplo
Vamos resolver a inequação3x² + 10x + 7 < 0.
13
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
Resolvendo Inequações Para descobrir o valor de x basta substituir 12 na equação x =
Resolver uma inequação significa determinar os valores reais 20 – y. Logo:
de x que satisfazem a inequação dada. x = 20 – y → x = 20 – 12 →x = 8
Assim, no exemplo, devemos obter os valores reais de x que Portanto, a solução do sistema é S = (8, 12)
tornem a expressão 3x² + 10x +7negativa.
Método da adição
Esse método consiste em adicionar as duas equações de tal
forma que a soma de uma das incógnitas seja zero. Para que isso
aconteça será preciso que multipliquemos algumas vezes as duas
equações ou apenas uma equação por números inteiros para que a
soma de uma das incógnitas seja zero.
Dado o sistema
Teremos:
14
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
z = y + 30 Exemplos:
(CPTM - MÉDICO DO TRABALHO – MAKIYAMA) Sabe-se que o
produto da idade de Miguel pela idade de Lucas é 500. Miguel é
5 anos mais velho que Lucas. Qual a soma das idades de Miguel e
Lucas?
(A) 40.
(B) 55.
Substituindo a II e a III equação na I: (C) 65.
(D) 50.
(E) 45.
Resolução:
Sendo Miguel M e Lucas L:
M.L = 500 (I)
M = L + 5 (II)
Substituindo na equação II substituindo II em I, temos:
x = 320 + 50 = 370 (L + 5).L = 500
z=320+30=350 L2 + 5L – 500 = 0, a = 1, b = 5 e c = - 500
A equipe que mais arrecadou foi a amarela com 370kg ∆ = b² - 4.a.c
∆ = 5² - 4.1.(-500)
Resposta: E ∆ = 25 + 2000
∆ = 2025
(SABESP – ANALISTA DE GESTÃO I -CONTABILIDADE – FCC) Em x = (-b ± √∆)/2a
um campeonato de futebol, as equipes recebem, em cada jogo, três x’ = (-5 + 45) / 2.1 → x’ = 40/2 → x’ = 20
pontos por vitória, um ponto em caso de empate e nenhum ponto x’’ = (-5 - 45) / 2.1 → x’’ = -50/2 → x’’ = -25 (não serve)
se forem derrotadas. Após disputar 30 partidas, uma das equipes
desse campeonato havia perdido apenas dois jogos e acumulado 58 Então L = 20
pontos. O número de vitórias que essa equipe conquistou, nessas M.20 = 500
30 partidas, é igual a m = 500 : 20 = 25
(A) 12 M + L = 25 + 20 = 45
(B) 14 Resposta: E
(C) 16
(D) 13 (TJ- FAURGS) Se a soma de dois números é igual a 10 e o seu
(E) 15 produto é igual a 20, a soma de seus quadrados é igual a:
(A) 30
Resolução: (B) 40
Vitórias: x (C) 50
Empate: y (D) 60
Derrotas: 2 (E) 80
Pelo método da adição temos:
Resolução:
15
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
-Mostrar a informação de modo tão acurado quanto possível. Histogramas
-Utilizar títulos, rótulos, legendas, etc. para tornar claro o con-
texto, o conteúdo e a mensagem. São gráfico de barra que mostram a frequência de uma variável
-Complementar ou melhorar a visualização sobre aspectos des- específica e um detalhe importante que são faixas de valores em x.
critos ou mostrados numericamente através de tabelas.
-Utilizar escalas adequadas.
-Mostrar claramente as tendências existentes nos dados.
Tipos de gráficos
Barra vertical
Barra horizontal
16
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
Da mesma forma, as tabelas ajudam na melhor visualização de dados e muitas vezes é através dela que vamos fazer os tipos de grá-
ficos vistos anteriormente.
APARELHO QUANTIDADE
Televisão 3
Celular 4
Geladeira 1
UNIDADES DE COMPRIMENTO
km hm dam m dm cm mm
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
1000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m
Os múltiplos do metro são utilizados para medir grandes distâncias, enquanto os submúltiplos, para pequenas distâncias. Para medi-
das milimétricas, em que se exige precisão, utilizamos:
Para distâncias astronômicas utilizamos o Ano-luz (distância percorrida pela luz em um ano):
Ano-luz = 9,5 · 1012 km
Exemplos de Transformação
1m=10dm=100cm=1000mm=0,1dam=0,01hm=0,001km
1km=10hm=100dam=1000m
Ou seja, para transformar as unidades, quando “ andamos” para direita multiplica por 10 e para a esquerda divide por 10.
Superfície
A medida de superfície é sua área e a unidade fundamental é o metro quadrado(m²).
Para transformar de uma unidade para outra inferior, devemos observar que cada unidade é cem vezes maior que a unidade imedia-
tamente inferior. Assim, multiplicamos por cem para cada deslocamento de uma unidade até a desejada.
UNIDADES DE ÁREA
km 2
hm 2
dam 2
m2 dm2 cm2 mm2
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado
1000000m2 10000m2 100m2 1m2 0,01m2 0,0001m2 0,000001m2
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RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
Exemplos de Transformação
1m²=100dm²=10000cm²=1000000mm²
1km²=100hm²=10000dam²=1000000m²
Ou seja, para transformar as unidades, quando “ andamos” para direita multiplica por 100 e para a esquerda divide por 100.
Volume
Os sólidos geométricos são objetos tridimensionais que ocupam lugar no espaço. Por isso, eles possuem volume. Podemos encontrar
sólidos de inúmeras formas, retangulares, circulares, quadrangulares, entre outras, mas todos irão possuir volume e capacidade.
UNIDADES DE VOLUME
km 3
hm 3
dam3 m3 dm3 cm3 mm3
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico
1000000000m3 1000000m3 1000m3 1m3 0,001m3 0,000001m3 0,000000001m3
Capacidade
Para medirmos a quantidade de leite, sucos, água, óleo, gasolina, álcool entre outros utilizamos o litro e seus múltiplos e submúltiplos,
unidade de medidas de produtos líquidos.
Se um recipiente tem 1L de capacidade, então seu volume interno é de 1dm³
1L=1dm³
UNIDADES DE CAPACIDADE
kl hl dal l dl cl ml
Quilolitro Hectolitro Decalitro Litro Decilitro Centilitro Mililitro
1000l 100l 10l 1l 0,1l 0,01l 0,001l
Massa
Unidades de Capacidade
kg hg dag g g dg cg mg
Quilograma Hectograma Decagrama Grama Grama Decigrama Centigrama Miligrama
1000g 100g 10g 1g 0,1g 0,1g 0,01g 0,001
Toda vez que andar 1 casa para direita, multiplica por 10 e quando anda para esquerda divide por 10.
E uma outra unidade de massa muito importante é a tonelada
1 tonelada=1000kg
Tempo
A unidade fundamental do tempo é o segundo(s).
É usual a medição do tempo em várias unidades, por exemplo: dias, horas, minutos
Transformação de unidades
Deve-se saber:
1 dia=24horas
1hora=60minutos
1 minuto=60segundos
1hora=3600s
Adição de tempo
Exemplo: Estela chegou ao 15h 35minutos. Lá, bateu seu recorde de nado livre e fez 1 minuto e 25 segundos. Demorou 30 minutos
para chegar em casa. Que horas ela chegou?
15h 35 minutos
1 minutos 25 segundos
30 minutos
18
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
1h 20 minutos 2h 40 minutos
80 minutos
0
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RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
Quantitativas – quando seus valores são expressos em núme- No lançamento de uma moeda, observando a face voltada para
ros (salários dos operários, idade dos alunos, etc). Uma variável cima:
quantitativa que pode assumir qualquer valor entre dois limites E={Ca,Co}
recebe o nome de variável contínua; e uma variável que só pode
assumir valores pertencentes a um conjunto enumerável recebe o Evento
nome de variável discreta. É qualquer subconjunto de um espaço amostral.
No lançamento de um dado, vimos que
Fases do método estatístico E={1,2,3,4,5,6}
— Coleta de dados: após cuidadoso planejamento e a devida
determinação das características mensuráveis do fenômeno que se Esperando ocorrer o número 5, tem-se o evento {5}: Ocorrer
quer pesquisar, damos início à coleta de dados numéricos necessá- um número par, tem-se {2,4,6}.
rios à sua descrição. A coleta pode ser direta e indireta.
— Crítica dos dados: depois de obtidos os dados, os mesmos Exemplo
devem ser cuidadosamente criticados, à procura de possível falhas Considere o seguinte experimento: registrar as faces voltadas
e imperfeições, a fim de não incorrermos em erros grosseiros ou para cima em três lançamentos de uma moeda.
de certo vulto, que possam influir sensivelmente nos resultados. A
crítica pode ser externa e interna. a) Quantos elementos tem o espaço amostral?
b) Descreva o espaço amostral.
— Apuração dos dados: soma e processamento dos dados ob-
tidos e a disposição mediante critérios de classificação, que pode Solução
ser manual, eletromecânica ou eletrônica. a) O espaço amostral tem 8 elementos, pois cada lançamento,
— Exposição ou apresentação de dados: os dados devem ser há duas possibilidades.
apresentados sob forma adequada (tabelas ou gráficos), tornando
mais fácil o exame daquilo que está sendo objeto de tratamento 2x2x2=8
estatístico.
— Análise dos resultados: realizadas anteriores (Estatística b)
Descritiva), fazemos uma análise dos resultados obtidos, através E={(C,C,C), (C,C,R),(C,R,C),(R,C,C),(R,R,C),(R,C,R),(C,R,R),(R,R,R)}
dos métodos da Estatística Indutiva ou Inferencial, que tem por
base a indução ou inferência, e tiramos desses resultados conclu- Probabilidade
sões e previsões. Considere um experimento aleatório de espaço amostral E com
n(E) amostras equiprováveis. Seja A um evento com n(A) amostras.
Censo
É uma avaliação direta de um parâmetro, utilizando-se todos os
componentes da população.
Principais propriedades:
- Admite erros processual zero e tem 100% de confiabilidade; Eventos complementares
- É caro; Seja E um espaço amostral finito e não vazio, e seja A um even-
- É lento; to de E. Chama-se complementar de A, e indica-se por , o evento
- É quase sempre desatualizado (visto que se realizam em perí- formado por todos os elementos de E que não pertencem a A.
odos de anos 10 em 10 anos);
- Nem sempre é viável.
Experimento Aleatório
Qualquer experiência ou ensaio cujo resultado é imprevisível,
por depender exclusivamente do acaso, por exemplo, o lançamento
de um dado. Exemplo
Uma bola é retirada de uma urna que contém bolas coloridas.
Espaço Amostral Sabe-se que a probabilidade de ter sido retirada uma bola vermelha
Num experimento aleatório, o conjunto de todos os resultados é .Calcular a probabilidade de ter sido retirada uma bola que não
possíveis é chamado espaço amostral, que se indica por E. seja vermelha.
No lançamento de um dado, observando a face voltada para
cima, tem-se:
E={1,2,3,4,5,6}
20
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
Solução
RACIOCÍNIO LÓGICO
ESTRUTURAS LÓGICAS
Eventos Simultâneos Precisamos antes de tudo compreender o que são proposições.
Considerando dois eventos, A e B, de um mesmo espaço amos- Chama-se proposição toda sentença declarativa à qual podemos
tral, a probabilidade de ocorrer A e B é dada por: atribuir um dos valores lógicos: verdadeiro ou falso, nunca ambos.
Trata-se, portanto, de uma sentença fechada.
21
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
- Frases interrogativas: Quando será prova? - Estudou ontem? – Fez Sol ontem?
- Frases exclamativas: Gol! – Que maravilhoso!
- Frase imperativas: Estude e leia com atenção. – Desligue a televisão.
- Frases sem sentido lógico (expressões vagas, paradoxais, ambíguas, ...): “esta frase é falsa” (expressão paradoxal) – O cachorro do
meu vizinho morreu (expressão ambígua) – 2 + 5+ 1
• Sentença fechada: quando a proposição admitir um ÚNICO valor lógico, seja ele verdadeiro ou falso, nesse caso, será considerada
uma frase, proposição ou sentença lógica.
• Proposições compostas (ou moleculares ou estruturas lógicas): aquela formada pela combinação de duas ou mais proposições
simples. As proposições compostas são designadas pelas letras latinas maiúsculas P,Q,R, R..., também chamadas letras proposicionais.
ATENÇÃO: TODAS as proposições compostas são formadas por duas proposições simples.
Negação ~ Não p
Conjunção ^ peq
Disjunção Inclusiva v p ou q
Disjunção Exclusiva v Ou p ou q
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RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
Condicional → Se p então q
Bicondicional ↔ p se e somente se q
Em síntese temos a tabela verdade das proposições que facilitará na resolução de diversas questões
Exemplo:
(MEC – CONHECIMENTOS BÁSICOS PARA OS POSTOS 9,10,11 E 16 – CESPE)
A figura acima apresenta as colunas iniciais de uma tabela-verdade, em que P, Q e R representam proposições lógicas, e V e F corres-
pondem, respectivamente, aos valores lógicos verdadeiro e falso.
Com base nessas informações e utilizando os conectivos lógicos usuais, julgue o item subsecutivo.
A última coluna da tabela-verdade referente à proposição lógica P v (Q↔R) quando representada na posição horizontal é igual a
( ) Certo
( ) Errado
23
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
Resolução:
P v (Q↔R), montando a tabela verdade temos:
R Q P [P v (Q ↔ R) ]
V V V V V V V V
V V F F V V V V
V F V V V F F V
V F F F F F F V
F V V V V V F F
F V F F F V F F
F F V V V F V F
F F F F V F V F
Resposta: Certo
Proposição
Conjunto de palavras ou símbolos que expressam um pensamento ou uma ideia de sentido completo. Elas transmitem pensamentos,
isto é, afirmam fatos ou exprimem juízos que formamos a respeito de determinados conceitos ou entes.
Valores lógicos
São os valores atribuídos as proposições, podendo ser uma verdade, se a proposição é verdadeira (V), e uma falsidade, se a proposi-
ção é falsa (F). Designamos as letras V e F para abreviarmos os valores lógicos verdade e falsidade respectivamente.
Com isso temos alguns aximos da lógica:
– PRINCÍPIO DA NÃO CONTRADIÇÃO: uma proposição não pode ser verdadeira E falsa ao mesmo tempo.
– PRINCÍPIO DO TERCEIRO EXCLUÍDO: toda proposição OU é verdadeira OU é falsa, verificamos sempre um desses casos, NUNCA
existindo um terceiro caso.
“Toda proposição tem um, e somente um, dos valores, que são: V ou F.”
• Sentença fechada: quando a proposição admitir um ÚNICO valor lógico, seja ele verdadeiro ou falso, nesse caso, será considerada
uma frase, proposição ou sentença lógica.
Exemplos
r: Thiago é careca.
s: Pedro é professor.
• Proposições compostas (ou moleculares ou estruturas lógicas): aquela formada pela combinação de duas ou mais proposições
simples. As proposições compostas são designadas pelas letras latinas maiúsculas P,Q,R, R...,também chamadas letras proposicionais.
Exemplo
P: Thiago é careca e Pedro é professor.
ATENÇÃO: TODAS as proposições compostas são formadas por duas proposições simples.
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RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
Exemplos:
1. (CESPE/UNB) Na lista de frases apresentadas a seguir:
– “A frase dentro destas aspas é uma mentira.”
– A expressão x + y é positiva.
– O valor de √4 + 3 = 7.
– Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira.
– O que é isto?
Há exatamente:
(A) uma proposição;
(B) duas proposições;
(C) três proposições;
(D) quatro proposições;
(E) todas são proposições.
Resolução:
Analisemos cada alternativa:
(A) “A frase dentro destas aspas é uma mentira”, não podemos atribuir valores lógicos a ela, logo não é uma sentença lógica.
(B) A expressão x + y é positiva, não temos como atribuir valores lógicos, logo não é sentença lógica.
(C) O valor de √4 + 3 = 7; é uma sentença lógica pois podemos atribuir valores lógicos, independente do resultado que tenhamos
(D) Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira, também podemos atribuir valores lógicos (não estamos considerando a quantidade
certa de gols, apenas se podemos atribuir um valor de V ou F a sentença).
(E) O que é isto? -como vemos não podemos atribuir valores lógicos por se tratar de uma frase interrogativa.
Resposta: B.
Negação ~ Não p
Conjunção ^ peq
Disjunção Inclusiva v p ou q
Disjunção Exclusiva v Ou p ou q
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RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
Condicional → Se p então q
Bicondicional ↔ p se e somente se q
Exemplo:
2. (PC/SP - Delegado de Polícia - VUNESP) Os conectivos ou operadores lógicos são palavras (da linguagem comum) ou símbolos (da
linguagem formal) utilizados para conectar proposições de acordo com regras formais preestabelecidas. Assinale a alternativa que apre-
senta exemplos de conjunção, negação e implicação, respectivamente.
(A) ¬ p, p v q, p ∧ q
(B) p ∧ q, ¬ p, p -> q
(C) p -> q, p v q, ¬ p
(D) p v p, p -> q, ¬ q
(E) p v q, ¬ q, p v q
Resolução:
A conjunção é um tipo de proposição composta e apresenta o conectivo “e”, e é representada pelo símbolo ∧. A negação é repre-
sentada pelo símbolo ~ou cantoneira (¬) e pode negar uma proposição simples (por exemplo: ¬ p ) ou composta. Já a implicação é uma
proposição composta do tipo condicional (Se, então) é representada pelo símbolo (→).
Resposta: B.
Tabela Verdade
Quando trabalhamos com as proposições compostas, determinamos o seu valor lógico partindo das proposições simples que a com-
põe. O valor lógico de qualquer proposição composta depende UNICAMENTE dos valores lógicos das proposições simples componentes,
ficando por eles UNIVOCAMENTE determinados.
• Número de linhas de uma Tabela Verdade: depende do número de proposições simples que a integram, sendo dado pelo seguinte
teorema:
“A tabela verdade de uma proposição composta com n* proposições simples componentes contém 2n linhas.”
Exemplo:
3. (CESPE/UNB) Se “A”, “B”, “C” e “D” forem proposições simples e distintas, então o número de linhas da tabela-verdade da propo-
sição (A → B) ↔ (C → D) será igual a:
(A) 2;
(B) 4;
(C) 8;
(D) 16;
(E) 32.
Resolução:
Veja que podemos aplicar a mesma linha do raciocínio acima, então teremos:
Número de linhas = 2n = 24 = 16 linhas.
Resposta D.
26
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
• Contradição: possui todos os valores lógicos, da tabela verdade (última coluna), F (falsidades). A contradição é a negação da Tau-
tologia e vice versa.
Princípio da substituição: Seja P (p, q, r, ...) é uma contradição, então P (P0; Q0; R0; ...) também é uma contradição, quaisquer que
sejam as proposições P0, Q0, R0, ...
• Contingência: possui valores lógicos V e F ,da tabela verdade (última coluna). Em outros termos a contingência é uma proposição
composta que não é tautologia e nem contradição.
Exemplos:
4. (DPU – ANALISTA – CESPE) Um estudante de direito, com o objetivo de sistematizar o seu estudo, criou sua própria legenda, na
qual identificava, por letras, algumas afirmações relevantes quanto à disciplina estudada e as vinculava por meio de sentenças (proposi-
ções). No seu vocabulário particular constava, por exemplo:
P: Cometeu o crime A.
Q: Cometeu o crime B.
R: Será punido, obrigatoriamente, com a pena de reclusão no regime fechado.
S: Poderá optar pelo pagamento de fiança.
Ao revisar seus escritos, o estudante, apesar de não recordar qual era o crime B, lembrou que ele era inafiançável.
Tendo como referência essa situação hipotética, julgue o item que se segue.
A sentença (P→Q)↔((~Q)→(~P)) será sempre verdadeira, independentemente das valorações de P e Q como verdadeiras ou falsas.
() Certo
() Errado
Resolução:
Considerando P e Q como V.
(V→V) ↔ ((F)→(F))
(V) ↔ (V) = V
Considerando P e Q como F
(F→F) ↔ ((V)→(V))
(V) ↔ (V) = V
Então concluímos que a afirmação é verdadeira.
Resposta: Certo.
Equivalência
Duas ou mais proposições compostas são equivalentes, quando mesmo possuindo estruturas lógicas diferentes, apresentam a mes-
ma solução em suas respectivas tabelas verdade.
Se as proposições P(p,q,r,...) e Q(p,q,r,...) são ambas TAUTOLOGIAS, ou então, são CONTRADIÇÕES, então são EQUIVALENTES.
Exemplo:
5. (VUNESP/TJSP) Uma negação lógica para a afirmação “João é rico, ou Maria é pobre” é:
(A) Se João é rico, então Maria é pobre.
(B) João não é rico, e Maria não é pobre.
(C) João é rico, e Maria não é pobre.
(D) Se João não é rico, então Maria não é pobre.
(E) João não é rico, ou Maria não é pobre.
27
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
Resolução:
Nesta questão, a proposição a ser negada trata-se da disjunção de duas proposições lógicas simples. Para tal, trocamos o conectivo
por “e” e negamos as proposições “João é rico” e “Maria é pobre”. Vejam como fica:
Resposta: B.
Leis de Morgan
Com elas:
– Negamos que duas dadas proposições são ao mesmo tempo verdadeiras equivalendo a afirmar que pelo menos uma é falsa
– Negamos que uma pelo menos de duas proposições é verdadeira equivalendo a afirmar que ambas são falsas.
ATENÇÃO
As Leis de Morgan exprimem que NEGAÇÃO transforma: CONJUNÇÃO em DISJUNÇÃO
DISJUNÇÃO em CONJUNÇÃO
CONECTIVOS
Para compôr novas proposições, definidas como composta, a partir de outras proposições simples, usam-se os conectivos.
ATENÇÃO: Sentenças interligadas pelo conectivo “e” possuirão o valor verdadeiro somente quando todas as sentenças, ou argumen-
tos lógicos, tiverem valores verdadeiros.
28
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
Conectivo “ou” (v)
Este inclusivo: Elisabete é bonita ou Elisabete é inteligente. (Nada impede que Elisabete seja bonita e inteligente).
Ele pode ser “inclusivo”(considera os dois casos) ou “exclusivo”(considera apenas um dos casos)
Exemplo:
R: Paulo é professor ou administrador
S: Maria é jovem ou idosa
No primeiro caso, o “ou” é inclusivo,pois pelo menos uma das proposições é verdadeira, podendo ser ambas.
No caso da segunda, o “ou” é exclusivo, pois somente uma das proposições poderá ser verdadeiro
Observe que uma subjunção p→q somente será falsa quando a primeira proposição, p, for verdadeira e a segunda, q, for falsa.
Conectivo “Se e somente se” (↔)
29
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
Se p e q são duas proposições, a proposição p↔q1 é chamada bijunção ou bicondicional, que também pode ser lida como: “p é con-
dição necessária e suficiente para q” ou, ainda, “q é condição necessária e suficiente para p”.
Considere, agora, a seguinte bijunção: “Irei à praia se e somente se fizer sol”. Podem ocorrer as situações:
1. Fez sol e fui à praia. (Eu disse a verdade)
2. Fez sol e não fui à praia. (Eu menti)
3. Não fez sol e fui à praia. (Eu menti)
4. Não fez sol e não fui à praia. (Eu disse a verdade). Sua tabela verdade:
Observe que uma bicondicional só é verdadeira quando as proposições formadoras são ambas falsas ou ambas verdadeiras.
ATENÇÃO: O importante sobre os conectivos é ter em mente a tabela de cada um deles, para que assim você possa resolver qualquer
questão referente ao assunto.
Em resumo:
Exemplo:
(PC/SP - DELEGADO DE POLÍCIA - VUNESP) Os conectivos ou operadores lógicos são palavras (da linguagem comum) ou símbolos
(da linguagem formal) utilizados para conectar proposições de acordo com regras formais preestabelecidas. Assinale a alternativa que
apresenta exemplos de conjunção, negação e implicação, respectivamente.
(A) ¬ p, p v q, p ∧ q
(B) p ∧ q, ¬ p, p -> q
(C) p -> q, p v q, ¬ p
(D) p v p, p -> q, ¬ q
(E) p v q, ¬ q, p v q
Resolução:
A conjunção é um tipo de proposição composta e apresenta o conectivo “e”, e é representada pelo símbolo ∧. A negação é repre-
sentada pelo símbolo ~ou cantoneira (¬) e pode negar uma proposição simples (por exemplo: ¬ p ) ou composta. Já a implicação é uma
proposição composta do tipo condicional (Se, então) é representada pelo símbolo (→).
Resposta: B
30
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
CONTRADIÇÕES Observe:
São proposições compostas formadas por duas ou mais propo- - Toda proposição implica uma Tautologia:
sições onde seu valor lógico é sempre FALSO, independentemente
do valor lógico das proposições simples que a compõem. Vejamos:
A proposição: p ^ ~p é uma contradição, conforme mostra a
sua tabela-verdade:
Exemplo:
(PEC-FAZ) Conforme a teoria da lógica proposicional, a propo-
sição ~P ∧ P é:
(A) uma tautologia.
(B) equivalente à proposição ~p ∨ p.
(C) uma contradição.
(D) uma contingência.
(E) uma disjunção.
Propriedades
Resolução: • Reflexiva:
Montando a tabela teremos que: – P(p,q,r,...) ⇒ P(p,q,r,...)
– Uma proposição complexa implica ela mesma.
P ~p ~p ^p
• Transitiva:
V F F – Se P(p,q,r,...) ⇒ Q(p,q,r,...) e
V F F Q(p,q,r,...) ⇒ R(p,q,r,...), então
P(p,q,r,...) ⇒ R(p,q,r,...)
F V F
– Se P ⇒ Q e Q ⇒ R, então P ⇒ R
F V F
Regras de Inferência
Como todos os valores são Falsidades (F) logo estamos diante • Inferência é o ato ou processo de derivar conclusões lógicas
de uma CONTRADIÇÃO. de proposições conhecidas ou decididamente verdadeiras. Em ou-
Resposta: C tras palavras: é a obtenção de novas proposições a partir de propo-
A proposição P(p,q,r,...) implica logicamente a proposição Q(p,- sições verdadeiras já existentes.
q,r,...) quando Q é verdadeira todas as vezes que P é verdadeira.
Representamos a implicação com o símbolo “⇒”, simbolicamente Regras de Inferência obtidas da implicação lógica
temos:
P(p,q,r,...) ⇒ Q(p,q,r,...).
31
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
• Modus Ponens Princípio da inconsistência
– Como “p ^ ~p → q” é tautológica, subsiste a implicação lógica
p ^ ~p ⇒ q
– Assim, de uma contradição p ^ ~p se deduz qualquer propo-
sição q.
Inferências
32
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
• Universal negativa (Tipo E) – “NENHUM A é B” • Negação das Proposições Categóricas
Tais proposições afirmam que não há elementos em comum Ao negarmos uma proposição categórica, devemos observar as
entre os conjuntos “A” e “B”. Observe que “nenhum A é B” é o seguintes convenções de equivalência:
mesmo que dizer “nenhum B é A”. – Ao negarmos uma proposição categórica universal geramos
Podemos representar esta universal negativa pelo seguinte uma proposição categórica particular.
diagrama (A ∩ B = ø): – Pela recíproca de uma negação, ao negarmos uma proposi-
ção categórica particular geramos uma proposição categórica uni-
versal.
– Negando uma proposição de natureza afirmativa geramos,
sempre, uma proposição de natureza negativa; e, pela recíproca,
negando uma proposição de natureza negativa geramos, sempre,
uma proposição de natureza afirmativa.
Em síntese:
• Particular afirmativa (Tipo I) - “ALGUM A é B”
Podemos ter 4 diferentes situações para representar esta pro-
posição:
Exemplos:
(DESENVOLVE/SP - CONTADOR - VUNESP) Alguns gatos não
são pardos, e aqueles que não são pardos miam alto.
Uma afirmação que corresponde a uma negação lógica da afir-
Essas proposições Algum A é B estabelecem que o conjunto mação anterior é:
“A” tem pelo menos um elemento em comum com o conjunto “B”. (A) Os gatos pardos miam alto ou todos os gatos não são par-
Contudo, quando dizemos que Algum A é B, presumimos que nem dos.
todo A é B. Observe “Algum A é B” é o mesmo que “Algum B é A”. (B) Nenhum gato mia alto e todos os gatos são pardos.
(C) Todos os gatos são pardos ou os gatos que não são pardos
• Particular negativa (Tipo O) - “ALGUM A não é B” não miam alto.
Se a proposição Algum A não é B é verdadeira, temos as três (D) Todos os gatos que miam alto são pardos.
representações possíveis: (E) Qualquer animal que mia alto é gato e quase sempre ele é
pardo.
Resolução:
Temos um quantificador particular (alguns) e uma proposição
do tipo conjunção (conectivo “e”). Pede-se a sua negação.
33
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
(CBM/RJ - CABO TÉCNICO EM ENFERMAGEM - ND) Dizer que a Portanto, já podemos descartar as alternativas que trazem
afirmação “todos os professores é psicólogos” e falsa, do ponto de quantificadores universais (todo e nenhum). Descartamos as alter-
vista lógico, equivale a dizer que a seguinte afirmação é verdadeira nativas A, B e C.
(A) Todos os não psicólogos são professores. Seguindo, devemos negar o termo: “maior do que ou igual a
(B) Nenhum professor é psicólogo. cinco”. Negaremos usando o termo “MENOR do que cinco”.
(C) Nenhum psicólogo é professor. Obs.: maior ou igual a cinco (compreende o 5, 6, 7...) ao ser
(D) Pelo menos um psicólogo não é professor. negado passa a ser menor do que cinco (4, 3, 2,...).
(E) Pelo menos um professor não é psicólogo. Resposta: D
TODO
A
AéB
Exemplo:
(PC/PI - ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL - UESPI) Qual a negação
lógica da sentença “Todo número natural é maior do que ou igual
a cinco”? NENHUM
(A) Todo número natural é menor do que cinco. E
AéB
(B) Nenhum número natural é menor do que cinco.
(C) Todo número natural é diferente de cinco.
Existe pelo menos um elemento que
(D) Existe um número natural que é menor do que cinco.
pertence a A, então não pertence a B, e
(E) Existe um número natural que é diferente de cinco.
vice-versa.
Resolução:
Do enunciado temos um quantificador universal (Todo) e pe-
de-se a sua negação.
O quantificador universal todos pode ser negado, seguindo o
esquema abaixo, pelo quantificador algum, pelo menos um, existe
ao menos um, etc. Não se nega um quantificador universal com
Todos e Nenhum, que também são universais.
34
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
Teatro = T
Analisando as proposições temos:
- Todo cinema é uma casa de cultura
ALGUM
O
A NÃO é B
Perceba-se que, nesta sentença, a aten- Visto que na primeira chegamos à conclusão que C = CC
ção está sobre o(s) elemento (s) de A que Segundo as afirmativas temos:
não são B (enquanto que, no “Algum A é (A) existem cinemas que não são teatros- Observando o último
B”, a atenção estava sobre os que eram B, diagrama vimos que não é uma verdade, pois temos que existe
ou seja, na intercessão). pelo menos um dos cinemas é considerado teatro.
Temos também no segundo caso, a dife-
rença entre conjuntos, que forma o con-
junto A - B
Exemplo:
(GDF–ANALISTA DE ATIVIDADES CULTURAIS ADMINISTRA-
ÇÃO – IADES) Considere as proposições: “todo cinema é uma casa
de cultura”, “existem teatros que não são cinemas” e “algum teatro
é casa de cultura”. Logo, é correto afirmar que
(A) existem cinemas que não são teatros.
(B) existe teatro que não é casa de cultura.
(C) alguma casa de cultura que não é cinema é teatro.
(D) existe casa de cultura que não é cinema.
(E) todo teatro que não é casa de cultura não é cinema. (B) existe teatro que não é casa de cultura. – Errado, pelo mes-
mo princípio acima.
Resolução: (C) alguma casa de cultura que não é cinema é teatro. – Errado,
Vamos chamar de: a primeira proposição já nos afirma o contrário. O diagrama
Cinema = C nos afirma isso
Casa de Cultura = CC
35
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
Exemplo:
O silogismo...
P1: Todos os homens são pássaros.
P2: Nenhum pássaro é animal.
Q: Portanto, nenhum homem é animal.
Resposta: E
LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO
Chama-se argumento a afirmação de que um grupo de propo-
sições iniciais redunda em outra proposição final, que será conse-
quência das primeiras. Ou seja, argumento é a relação que associa
um conjunto de proposições P1, P2,... Pn , chamadas premissas do
argumento, a uma proposição Q, chamada de conclusão do argu-
mento.
Exemplo:
P1: Todos os cientistas são loucos.
P2: Martiniano é louco.
Q: Martiniano é um cientista.
36
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
Tomemos agora as representações gráficas das duas premissas 1º) Fora do conjunto maior;
vistas acima e as analisemos em conjunto. Teremos: 2º) Dentro do conjunto maior. Vejamos:
37
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
Em síntese: Resolução pelo 4º Método
Considerando a conclusão falsa e premissas verdadeiras. Te-
remos:
- Conclusão) ~p v ~q é falso. Logo: p é verdadeiro e q é verda-
deiro!
Agora, passamos a testar as premissas, que são consideradas
verdadeiras! Teremos:
- 1ª Premissa) (p∧q)r é verdade. Sabendo que p e q são ver-
dadeiros, então a primeira parte da condicional acima também é
verdadeira. Daí resta que a segunda parte não pode ser falsa. Logo:
r é verdadeiro.
- 2ª Premissa) Sabendo que r é verdadeiro, teremos que ~r é
falso! Opa! A premissa deveria ser verdadeira, e não foi!
Exemplos:
(DPU – AGENTE ADMINISTRATIVO – CESPE) Considere que as
seguintes proposições sejam verdadeiras.
• Quando chove, Maria não vai ao cinema.
• Quando Cláudio fica em casa, Maria vai ao cinema.
• Quando Cláudio sai de casa, não faz frio.
Exemplo: • Quando Fernando está estudando, não chove.
Diga se o argumento abaixo é válido ou inválido: • Durante a noite, faz frio.
38
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
3º - Quando Cláudio fica em casa (V), Maria vai ao cinema (V). // C → B = V - para que o argumento seja válido temos que Maria vai
ao cinema tem que ser V.
2º - Quando Cláudio sai de casa(F), não faz frio (F). // ~C → ~D = V - para que o argumento seja válido temos que Quando Cláudio sai
de casa tem que ser F.
5º - Quando Fernando está estudando (V ou F), não chove (V). // E → ~A = V. – neste caso Quando Fernando está estudando pode
ser V ou F.
1º- Durante a noite(V), faz frio (V). // F → D = V
Logo nada podemos afirmar sobre a afirmação: Se Maria foi ao cinema (V), então Fernando estava estudando (V ou F); pois temos
dois valores lógicos para chegarmos à conclusão (V ou F).
Resposta: Errado
(PETROBRAS – TÉCNICO (A) DE EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO JÚNIOR – INFORMÁTICA – CESGRANRIO) Se Esmeralda é uma fada, en-
tão Bongrado é um elfo. Se Bongrado é um elfo, então Monarca é um centauro. Se Monarca é um centauro, então Tristeza é uma bruxa.
Ora, sabe-se que Tristeza não é uma bruxa, logo
(A) Esmeralda é uma fada, e Bongrado não é um elfo.
(B) Esmeralda não é uma fada, e Monarca não é um centauro.
(C) Bongrado é um elfo, e Monarca é um centauro.
(D) Bongrado é um elfo, e Esmeralda é uma fada
(E) Monarca é um centauro, e Bongrado não é um elfo.
Resolução:
Vamos analisar cada frase partindo da afirmativa Trizteza não é bruxa, considerando ela como (V), precisamos ter como conclusão o
valor lógico (V), então:
(4) Se Esmeralda é uma fada(F), então Bongrado é um elfo (F) → V
(3) Se Bongrado é um elfo (F), então Monarca é um centauro (F) → V
(2) Se Monarca é um centauro(F), então Tristeza é uma bruxa(F) → V
(1) Tristeza não é uma bruxa (V)
Logo:
Temos que:
Esmeralda não é fada(V)
Bongrado não é elfo (V)
Monarca não é um centauro (V)
Como a conclusão parte da conjunção, o mesmo só será verdadeiro quando todas as afirmativas forem verdadeiras, logo, a única que
contém esse valor lógico é:
Esmeralda não é uma fada, e Monarca não é um centauro.
Resposta: B
01. Três homens, Luís, Carlos e Paulo, são casados com Lúcia, Patrícia e Maria, mas não sabemos quem ê casado com quem. Eles tra-
balham com Engenharia, Advocacia e Medicina, mas também não sabemos quem faz o quê. Com base nas dicas abaixo, tente descobrir o
nome de cada marido, a profissão de cada um e o nome de suas esposas.
a) O médico é casado com Maria.
b) Paulo é advogado.
c) Patrícia não é casada com Paulo.
d) Carlos não é médico.
Vamos montar o passo a passo para que você possa compreender como chegar a conclusão da questão.
1º passo – vamos montar uma tabela para facilitar a visualização da resolução, a mesma deve conter as informações prestadas no
enunciado, nas quais podem ser divididas em três grupos: homens, esposas e profissões.
39
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
Também criamos abaixo do nome dos homens, o nome das esposas.
3º passo preenchimento de nossa tabela, com as informações mais óbvias do problema, aquelas que não deixam margem a nenhuma
dúvida. Em nosso exemplo:
- O médico é casado com Maria: marque um “S” na tabela principal na célula comum a “Médico” e “Maria”, e um “N” nas demais
células referentes a esse “S”.
ATENÇÃO: se o médico é casado com Maria, ele NÃO PODE ser casado com Lúcia e Patrícia, então colocamos “N” no cruzamento
de Medicina e elas. E se Maria é casada com o médico, logo ela NÃO PODE ser casada com o engenheiro e nem com o advogado (logo
colocamos “N” no cruzamento do nome de Maria com essas profissões).
– Paulo é advogado: Vamos preencher as duas tabelas (tabela gabarito e tabela principal) agora.
– Patrícia não é casada com Paulo: Vamos preencher com “N” na tabela principal
– Carlos não é médico: preenchemos com um “N” na tabela principal a célula comum a Carlos e “médico”.
Notamos aqui que Luís então é o médico, pois foi a célula que ficou em branco. Podemos também completar a tabela gabarito.
Novamente observamos uma célula vazia no cruzamento de Carlos com Engenharia. Marcamos um “S” nesta célula. E preenchemos
sua tabela gabarito.
40
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
4º passo – após as anotações feitas na tabela principal e na tabela gabarito, vamos procurar informações que levem a novas conclu-
sões, que serão marcadas nessas tabelas.
Observe que Maria é esposa do médico, que se descobriu ser Luís, fato que poderia ser registrado na tabela-gabarito. Mas não vamos
fazer agora, pois essa conclusão só foi facilmente encontrada porque o problema que está sendo analisado é muito simples. Vamos con-
tinuar o raciocínio e fazer as marcações mais tarde. Além disso, sabemos que Patrícia não é casada com Paulo. Como Paulo é o advogado,
podemos concluir que Patrícia não é casada com o advogado.
Verificamos, na tabela acima, que Patrícia tem de ser casada com o engenheiro, e Lúcia tem de ser casada com o advogado.
Concluímos, então, que Lúcia é casada com o advogado (que é Paulo), Patrícia é casada com o engenheiro (que e Carlos) e Maria é
casada com o médico (que é Luís).
Preenchendo a tabela-gabarito, vemos que o problema está resolvido:
Exemplo:
(TRT-9ª REGIÃO/PR – TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA – FCC) Luiz, Arnaldo, Mariana e Paulo viajaram em janeiro, todos
para diferentes cidades, que foram Fortaleza, Goiânia, Curitiba e Salvador. Com relação às cidades para onde eles viajaram, sabe-se que:
− Luiz e Arnaldo não viajaram para Salvador;
− Mariana viajou para Curitiba;
− Paulo não viajou para Goiânia;
− Luiz não viajou para Fortaleza.
41
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
Resolução: • Quantificador universal (∀)
Vamos preencher a tabela: O símbolo ∀ pode ser lido das seguintes formas:
− Luiz e Arnaldo não viajaram para Salvador;
− Paulo não viajou para Goiânia; ATENÇÃO: Todo homem é mortal, mas nem todo mortal é
homem.
Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador A frase “todo homem é mortal” possui as seguintes conclusões:
1ª) Algum mortal é homem ou algum homem é mortal.
Luiz N N 2ª) Se José é homem, então José é mortal.
Arnaldo N N
A forma “Todo A é B” pode ser escrita na forma: Se A então B.
Mariana N N S N
A forma simbólica da expressão “Todo A é B” é a expressão (∀
Paulo N N (x) (A (x) → B).
Observe que a palavra todo representa uma relação de inclu-
− Luiz não viajou para Fortaleza. são de conjuntos, por isso está associada ao operador da condicio-
nal.
Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador Aplicando temos:
x + 2 = 5 é uma sentença aberta. Agora, se escrevermos da for-
Luiz N N N ma ∀ (x) ∈ N / x + 2 = 5 ( lê-se: para todo pertencente a N temos x
Arnaldo N N + 2 = 5), atribuindo qualquer valor a x a sentença será verdadeira?
A resposta é NÃO, pois depois de colocarmos o quantificador,
Mariana N N S N
a frase passa a possuir sujeito e predicado definidos e podemos
Paulo N N julgar, logo, é uma proposição lógica.
Quantificador
É um termo utilizado para quantificar uma expressão. Os quan-
tificadores são utilizados para transformar uma sentença aberta ou
proposição aberta em uma proposição lógica.
Tipos de quantificadores
42
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
O quantificador existencial tem a função de elemento comum. Como existe pelo menos um valor para y e qualquer valor de
A palavra algum, do ponto de vista lógico, representa termos co- x somado a 0 será igual a x, podemos concluir que o item está cor-
muns, por isso “Algum A é B” possui a seguinte forma simbólica: reto.
(∃ (x)) (A (x) ∧ B). Resposta: CERTO
Aplicando temos:
x + 2 = 5 é uma sentença aberta. Escrevendo da forma (∃ x) ∈ RESOLUÇÃO DE SITUAÇÕES-PROBLEMA
N / x + 2 = 5 (lê-se: existe pelo menos um x pertencente a N tal que x
+ 2 = 5), atribuindo um valor que, colocado no lugar de x, a sentença
será verdadeira? É possível resolver problemas usando o raciocínio lógico e asso-
A resposta é SIM, pois depois de colocarmos o quantificador, ciar ao mesmo, questões matemáticas básicas. No entanto, ele não
a frase passou a possuir sujeito e predicado definidos e podemos pode ser ensinado diretamente, mas pode ser desenvolvido através
julgar, logo, é uma proposição lógica. da resolução de exercícios lógicos que contribuem para a evolução
de algumas habilidades mentais.
ATENÇÃO:
– A palavra todo não permite inversão dos termos: “Todo A é Exemplos:
B” é diferente de “Todo B é A”. (TJ/PI – ANALISTA JUDICIÁRIO – ESCRIVÃO JUDICIAL – FGV)
– A palavra algum permite a inversão dos termos: “Algum A é Em um prédio há três caixas d’água chamadas de A, B e C e, em
B” é a mesma coisa que “Algum B é A”. certo momento, as quantidades de água, em litros, que cada uma
contém aparecem na figura a seguir.
Forma simbólica dos quantificadores
Todo A é B = (∀ (x) (A (x) → B).
Algum A é B = (∃ (x)) (A (x) ∧ B).
Nenhum A é B = (~ ∃ (x)) (A (x) ∧ B).
Algum A não é B= (∃ (x)) (A (x) ∧ ~ B).
Exemplos:
Todo cavalo é um animal. Logo,
(A) Toda cabeça de animal é cabeça de cavalo.
(B) Toda cabeça de cavalo é cabeça de animal. Abrindo as torneiras marcadas com x no desenho, as caixas fo-
(C) Todo animal é cavalo. ram interligadas e os níveis da água se igualaram.
(D) Nenhum animal é cavalo. Considere as seguintes possibilidades:
1. A caixa A perdeu 300 litros.
Resolução: 2. A caixa B ganhou 350 litros.
A frase “Todo cavalo é um animal” possui as seguintes conclu- 3. A caixa C ganhou 50 litros.
sões: É verdadeiro o que se afirma em:
– Algum animal é cavalo ou Algum cavalo é um animal. (A) somente 1;
– Se é cavalo, então é um animal. (B) somente 2;
Nesse caso, nossa resposta é toda cabeça de cavalo é cabeça (C) somente 1 e 3;
de animal, pois mantém a relação de “está contido” (segunda for- (D) somente 2 e 3;
ma de conclusão). (E) 1, 2 e 3.
Resposta: B
(CESPE) Se R é o conjunto dos números reais, então a proposi- Resolução:
ção (∀ x) (x ∈ R) (∃ y) (y ∈ R) (x + y = x) é valorada como V. Somando os valores contidos nas 3 caixas temos: 700 + 150 +
350 = 1200, como o valor da caixa será igualado temos: 1200/3 =
Resolução: 400l. Logo cada caixa deve ter 400 l.
Lemos: para todo x pertencente ao conjunto dos números reais Então de A: 700 – 400 = 300 l devem sair
(R) existe um y pertencente ao conjunto dos números dos reais (R) De B: 400 – 150 = 250 l devem ser recebidos
tal que x + y = x. De C: Somente mais 50l devem ser recebidos para ficar com
– 1º passo: observar os quantificadores. 400 (400 – 350 = 50). Logo As possibilidades corretas são: 1 e 3
X está relacionado com o quantificador universal, logo, todos Resposta: C
os valores de x devem satisfazer a propriedade.
Y está relacionado com o quantificador existencial, logo, é ne- (TJ/PI – ANALISTA JUDICIÁRIO – ESCRIVÃO JUDICIAL – FGV)
cessário pelo menos um valor de x para satisfazer a propriedade. Cada um dos 160 funcionários da prefeitura de certo município
– 2º passo: observar os conjuntos dos números dos elementos possui nível de escolaridade: fundamental, médio ou superior. O
x e y. quadro a seguir fornece algumas informações sobre a quantidade
O elemento x pertence ao conjunto dos números reais. de funcionários em cada nível:
O elemento y pertence ao conjunto os números reais.
– 3º passo: resolver a propriedade (x+ y = x). FUNDAMENTAL MÉDIO SUPERIOR
A pergunta: existe algum valor real para y tal que x + y = x?
Existe sim! y = 0. HOMENS 15 30
X + 0 = X. MULHERES 13 36
43
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
Sabe-se também que, desses funcionários, exatamente 64 têm Resolução:
nível médio. Desses funcionários, o número de homens com nível Vamos partir da 2ª informação, utilizando a afirmação do enun-
superior é: ciado que ele comeu 10 bombons de pistache:
(A) 30; – quem comeu dois ou mais bombons (10 bombons) de pista-
(B) 32; che comeu também bombom de cereja; - CERTA.
(C) 34; Sabemos que quem come pistache come morango, logo:
(D) 36; – quem comeu bombom de morango comeu também bombom
(E) 38. de pistache; - CERTA
Analisando a última temos:
Resolução: – quem comeu bombom de cereja não comeu de morango. –
São 160 funcionários ERRADA, pois esta contradizendo a informação anterior.
No nível médio temos 64, como 30 são homens, logo 64 – 30 Resposta: Errado
= 34 mulheres
Somando todos os valores fornecidos temos: 15 + 13 + 30 + 34
+ 36 = 128 EXERCÍCIOS
160 – 120 = 32, que é o valor que está em branco em homens
com nível superior. 1. (PREFEITURA DE SALVADOR /BA - TÉCNICO DE NÍVEL
Resposta: B SUPERIOR II - DIREITO – FGV/2017) Em um concurso, há 150 can-
didatos em apenas duas categorias: nível superior e nível médio.
(PREF. PETRÓPOLIS/RJ – AUXILIAR DE COVEIRO- FUNDAÇÃO Sabe-se que:
DOM CINTRA) Um elevador pode transportar, no máximo, 7 adultos • dentre os candidatos, 82 são homens;
por viagem. Numa fila desse elevador estão 45 adultos. O número • o número de candidatos homens de nível superior é igual ao
mínimo de viagens que esse elevador deverá dar, para que possa de mulheres de nível médio;
transportar todas as pessoas que estão na fila, é: • dentre os candidatos de nível superior, 31 são mulheres.
(A) 4;
(B) 5; O número de candidatos homens de nível médio é
(C) 6; (A) 42.
(D) 7; (B) 45.
(E) 8. (C) 48.
(D) 50.
Resolução: (E) 52.
Dividindo 45/7= 6,42. Como 6.7 = 42 sobram 3 pessoas para
uma próxima viagem. Logo temos 6 + 1 = 7 viagens 2. (SAP/SP - AGENTE DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIA - MS-
Resposta: D CONCURSOS/2017) Raoni, Ingrid, Maria Eduarda, Isabella e José
foram a uma prova de hipismo, na qual ganharia o competidor que
(PREF. MARILÂNDIA/ES – AUX. SERVIÇOS GERAIS – IDECAN) obtivesse o menor tempo final. A cada 1 falta seriam incrementados
Anel está para dedo, assim como colar está para 6 segundos em seu tempo final. Ingrid fez 1’10” com 1 falta, Maria
(A) papel. Eduarda fez 1’12” sem faltas, Isabella fez 1’07” com 2 faltas, Raoni
(B) braço. fez 1’10” sem faltas e José fez 1’05” com 1 falta. Verificando a colo-
(C) perna. cação, é correto afirmar que o vencedor foi:
(D) pescoço (A) José
(B) Isabella
Resolução: (C) Maria Eduarda
O Anel usa-se no dedo, logo o colar usa-se no pescoço. (D) Raoni
Resposta: D
3. (MPE/GO – OFICIAL DE PROMOTORIA – MPEGO /2017)
(DPU – AGENTE ADMINISTRATIVO – CESPE) Em uma festa com Em um determinado zoológico, a girafa deve comer a cada 4 horas,
15 convidados, foram servidos 30 bombons: 10 de morango, 10 de o leão a cada 5 horas e o macaco a cada 3 horas. Considerando
cereja e 10 de pistache. Ao final da festa, não sobrou nenhum bom- que todos foram alimentados às 8 horas da manhã de domingo, é
bom e correto afirmar que o funcionário encarregado deverá servir a ali-
• quem comeu bombom de morango comeu também bombom mentação a todos concomitantemente às:
de pistache; (A) 8 horas de segunda-feira.
• quem comeu dois ou mais bombons de pistache comeu tam- (B) 14 horas de segunda-feira.
bém bombom de cereja; (C) 10 horas de terça-feira.
• quem comeu bombom de cereja não comeu de morango. (D) 20 horas de terça-feira.
Com base nessa situação hipotética, julgue o item a seguir. (E) 9 horas de quarta-feira.
É possível que um mesmo convidado tenha comido todos os 10
bombons de pistache.
( ) Certo
( ) Errado
44
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
4. (EMBASA – ASSISTENTE DE LABORATÓRIO – IBFC/2017) 7. (MPE/GO – SECRETÁRIO AUXILIAR – MPEGO/2017) Um
Um marceneiro possui duas barras de ferro, uma com 1,40 metros recipiente na forma de um prisma reto de base quadrada, com di-
de comprimento e outra com 2,45 metros de comprimento. Ele pre- mensões internas de 10 cm de aresta da base e 25 cm de altura,
tende cortá-las em barras de tamanhos iguais, de modo que cada está com 20% de seu volume total preenchido com água, conforme
pedaço tenha a maior medida possível. Nessas circunstâncias, o to- mostra a figura. (Figura fora de escala)
tal de pedaços que o marceneiro irá cortar, utilizando as duas de
ferro, é:
(A) 9
(B) 11
(C) 12
(D) 13
45
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
10. (DPE/RR – AUXILIAR ADMINISTRATIVO – FCC/2015) 15. (MPE/GO – OFICIAL DE PROMOTORIA – MPEGO/2017)
Raimundo tinha duas cordas, uma de 1,7 m e outra de 1,45 m. Ele João estuda à noite e sua aula começa às 18h40min. Cada aula tem
precisava de pedaços, dessas cordas, que medissem 40 cm de com- duração de 45 minutos, e o intervalo dura 15 minutos. Sabendo-se
primento cada um. Ele cortou as duas cordas em pedaços de 40 cm que nessa escola há 5 aulas e 1 intervalo diariamente, pode-se afir-
de comprimento e assim conseguiu obter mar que o término das aulas de João se dá às:
(A) 6 pedaços. (A) 22h30min
(B) 8 pedaços. (B) 22h40min
(C) 9 pedaços. (C) 22h50min
(D) 5 pedaços. (D) 23h
(E) 7 pedaços. (E) Nenhuma das anteriores
11. (IPRESB/SP - ANALISTA DE PROCESSOS PREVIDENCI- 16. (IBGE – AGENTE CENSITÁRIO ADMINISTRATIVO-
ÁRIOS- VUNESP/2017) Uma gráfica precisa imprimir um lote de FGV/2017) Quando era jovem, Arquimedes corria 15km em
100000 folhetos e, para isso, utiliza a máquina A, que imprime 5000 1h45min. Agora que é idoso, ele caminha 8km em 1h20min.
folhetos em 40 minutos. Após 3 horas e 20 minutos de funciona- Para percorrer 1km agora que é idoso, comparado com a época
mento, a máquina A quebra e o serviço restante passa a ser fei- em que era jovem, Arquimedes precisa de mais:
to pela máquina B, que imprime 4500 folhetos em 48 minutos. O (A) 10 minutos;
tempo que a máquina B levará para imprimir o restante do lote de (B) 7 minutos;
folhetos é (C) 5 minutos;
(A) 14 horas e 10 minutos. (D) 3 minutos;
(B) 14 horas e 05 minutos. (E) 2 minutos.
(C) 13 horas e 45 minutos.
(D) 13 horas e 30 minutos. 17. (IBGE – AGENTE CENSITÁRIO ADMINISTRATIVO-
(E) 13 horas e 20 minutos. FGV/2017) Lucas foi de carro para o trabalho em um horário de
trânsito intenso e gastou 1h20min. Em um dia sem trânsito intenso,
12. (CÂMARA DE SUMARÉ – ESCRITURÁRIO – VU- Lucas foi de carro para o trabalho a uma velocidade média 20km/h
NESP/2017) Renata foi realizar exames médicos em uma clínica. Ela maior do que no dia de trânsito intenso e gastou 48min.
saiu de sua casa às 14h 45 min e voltou às 17h 15 min. Se ela ficou A distância, em km, da casa de Lucas até o trabalho é:
durante uma hora e meia na clínica, então o tempo gasto no trânsi- (A) 36;
to, no trajeto de ida e volta, foi igual a (B) 40;
(A) 1/2h. (C) 48;
(B) 3/4h. (D) 50;
(C) 1h. (E) 60.
(D) 1h 15min.
(E) 1 1/2h. 18. (EMDEC - ASSISTENTE ADMINISTRATIVO JR – IBFC/2016)
Carlos almoçou em certo dia no horário das 12:45 às 13:12. O total
13. (CÂMARA DE SUMARÉ – ESCRITURÁRIO – VU- de segundos que representa o tempo que Carlos almoçou nesse dia
NESP/2017) Uma indústria produz regularmente 4500 litros de é:
suco por dia. Sabe-se que a terça parte da produção diária é dis- (A) 1840
tribuída em caixinhas P, que recebem 300 mililitros de suco cada (B) 1620
uma. Nessas condições, é correto afirmar que a cada cinco dias a (C) 1780
indústria utiliza uma quantidade de caixinhas P igual a (D) 2120
(A) 25000.
(B) 24500. 19. No sistema monetário brasileiro, há moedas de 1, 5, 10, 25
(C) 23000. e 50 centavos de real, além da moeda de 1 real. De quantas formas
(D) 22000. diferentes podemos juntar 40 centavos de real com apenas 4 mo-
(E) 20500. edas?
(A) 1
14. (UNIRV/GO – AUXILIAR DE LABORATÓRIO – UNIRV- (B) 2
GO/2017) Uma empresa farmacêutica distribuiu 14400 litros de (C) 3
uma substância líquida em recipientes de 72 cm3 cada um. Sabe-se (D) 4
que cada recipiente, depois de cheio, tem 80 gramas. A quantidade (E) 5
de toneladas que representa todos os recipientes cheios com essa
substância é de
(A) 16
(B) 160
(C) 1600
(D) 16000
46
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
20. No Brasil, o sistema monetário adotado é o decimal. Por 24. (UPE – TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO – UPENET/2017)
exemplo: Uma pesquisa feita com 200 frequentadores de um parque, em que
205,42 reais = (2 × 102 + 0 × 101 + 5 × 100 + 4 × 10-1 + 2 × 50 não praticavam corrida nem caminhada, 30 faziam caminhada e
10-2) reais Suponha que em certo país, em que a moeda vigente corrida, e 80 exercitavam corrida, qual a probabilidade de encontrar
é o “mumu”, o sistema monetário seja binário. O exemplo seguin- no parque um entrevistado que pratique apenas caminhada?
te mostra como converter certa quantia, dada em “mumus”, para (A) 7/20
reais: 110,01 mumus = (1 × 22 + 1 × 21 + 0 × 20 + 0 × 2-1 + 1 × 2-2) (B) 1/2
reais = = 6,25 reais Com base nessas informações, se um brasileiro (C)1/4
em viagem a esse país quiser converter 385,50 reais para a moeda (D) 3/20
local, a quantia que ele receberá, em “mumus”, é: (E) 1/5
(A) 10 100 001,11.
(B) 110 000 001,1. 25. (POLÍCIA CIENTÍFICA/PR – PERITO CRIMINAL –
(C) 110 000 011,11. IBFC/2017) A probabilidade de se sortear um número múltiplo de 5
(D) 110 000 111,1. de uma urna que contém 40 bolas numeradas de 1 a 40, é:
(E) 111 000 001,11. (A) 0,2
(B) 0,4
21. (CRBIO – AUXILIAR ADMINISTRATIVO – VUNESP/2017) (C) 0,6
Uma empresa tem 120 funcionários no total: 70 possuem curso (D) 0,7
superior e 50 não possuem curso superior. Sabe-se que a média (E) 0,8
salarial de toda a empresa é de R$ 5.000,00, e que a média sala-
rial somente dos funcionários que possuem curso superior é de R$
6.000,00. Desse modo, é correto afirmar que a média salarial dos GABARITO
funcionários dessa empresa que não possuem curso superior é de
(A) R$ 4.000,00.
(B) R$ 3.900,00. 1. Resposta: B.
(C) R$ 3.800,00. 150-82=68 mulheres
(D) R$ 3.700,00. Como 31 mulheres são candidatas de nível superior, 37 são de
(E) R$ 3.600,00. nível médio.
Portanto, há 37 homens de nível superior.
22. (TJM/SP – ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VU- 82-37=45 homens de nível médio.
NESP/2017) Leia o enunciado a seguir para responder a questão.
A tabela apresenta o número de acertos dos 600 candidatos 2. Resposta: D.
que realizaram a prova da segunda fase de um concurso, que conti- Como o tempo de Raoni foi 1´10” sem faltas, ele foi o vencedor.
nha 5 questões de múltipla escolha
3. Resposta: D.
NÚMERO DE ACERTOS NÚMERO DE CANDIDATOS Mmc(3, 4, 5)=60
60/24=2 dias e 12horas
5 204 Como foi no domingo às 8h d amanhã, a próxima alimentação
4 132 será na terça às 20h.
3 96 4. Resposta: B.
2 78
1 66 140 2 245 5
0 24 70 2 49 7
35 5 7 7
A média de acertos por prova foi de
7 7 1
(A) 3,57.
(B) 3,43 1
(C) 3,32.
(D) 3,25. Mdc=5.7=35
(E) 3,19. 140/35=4
245/35=7
23. (UPE – TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO – UPENET/2017) Portanto, serão 11 pedaços.
Qual a probabilidade de, lançados simultaneamente dois dados ho-
nestos, a soma dos resultados ser igual ou maior que 10? 5. Resposta: C
(A) 1/18 CQ é hipotenusa do triângulo GQC.
(B) 1/36 CQ²=10²+5²
(C) 1/6 CQ²=100+25
(D) 1/12 CQ²=125
(E) ¼ CQ=5√5
A área do quadrilátero seria CQ⋅BC
A=5√5⋅10=50√5
47
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
6. Resposta: C 13. Resposta: A.
Para saber a área, primeiro precisamos descobrir o x. 4500/3=1500 litros para as caixinhas
1500litros=1500000ml
17²=x²+8² 1500000/300=5000 caixinhas por dia
289=x²+64 5000.5=25000 caixinhas em 5 dias
X²=225
X=15 14. Resposta: A.
14400litros=14400000 ml
7. Resposta: C
V=10.10.25=2500 cm³
2500.0,2=500cm³ preenchidos.
Para terminar de completar o volume:
2500-500=2000 cm³
2000/200=10 copos 200000⋅80=16000000 gramas=16 toneladas
15. Resposta: B.
8. Resposta: A 5⋅45=225 minutos de aula
A base é um triângulo de base a e altura a 225/60=3 horas 45 minutos nas aulas mais 15 minutos de in-
tervalo=4horas
18:40+4h=22h:40
16. Resposta: D.
1h45min=60+45=105 minutos
15km-------105
1--------------x
X=7 minutos
1h20min=60+20=80min
8km----80
9. Resposta: B. 1-------x
1m³=1000litros X=10minutos
36000/1000=36 m³ A diferença é de 3 minutos
36-12,5-15,3=8,2 m³x1000=8200 litros
17. Resposta: B.
[Link]: E. V------80min
1,7m=170cm V+20----48
1,45m=145 cm Quanto maior a velocidade, menor o tempo(inversamente)
170/40=4 resta 10
145/40=3 resta 25
4+3=7
80v=48V+960
11. Resposta: E. 32V=960
3h 20 minutos-200 minutos V=30km/h
5000-----40 30km----60 min
x----------200 x-----------80
x=1000000/40=25000
19. B
20. B
21. Resposta: E
S=cursam superior
12. Resposta: C. M=não tem curso superior
Como ela ficou 1hora e meia na clínica o trajeto de ida e volta
demorou 1 hora.
48
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
S+M=600000 ANOTAÇÕES
______________________________________________________
______________________________________________________
S=420000
M=600000-420000=180000 ______________________________________________________
______________________________________________________
______________________________________________________
22. Resposta: B ______________________________________________________
______________________________________________________
______________________________________________________
23. Resposta: C.
P=6x6=36 ______________________________________________________
Pra ser maior ou igual a 10:
______________________________________________________
4+6
5+5 ______________________________________________________
5+6
6+4 ______________________________________________________
6+5
6+6 ______________________________________________________
______________________________________________________
______________________________________________________
24. Resposta: A.
______________________________________________________
Praticam apenas corrida: 80-30=50
Apenas caminhada: x ______________________________________________________
X+50+30+50=200
70 ______________________________________________________
P=70/200=7/20
______________________________________________________
25. Resposta: A.
M5={5,10,15,20,25,30,35,40} ______________________________________________________
P=8/40=1/5=0.2
______________________________________________________
______________________________________________________
______________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________
______________________________________________________
______________________________________________________
______________________________________________________
______________________________________________________
______________________________________________________
______________________________________________________
______________________________________________________
______________________________________________________
______________________________________________________
49
RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO
______________________________________________________ ______________________________________________________
______________________________________________________ ______________________________________________________
______________________________________________________ ______________________________________________________
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50
INFORMÁTICA
1. Conceitos básicos de computação; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01
2. Componentes de hardware e software de computadores; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 03
3. Operação, configuração de sistemas operacionais Windows; . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 06
4. Uso de editores de texto (Word e Writer); . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
5. Uso de planilhas eletrônicas (Excel e Calc); Uso de Internet (navegação web, correio eletrônico); . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
6. Noções de segurança (proteção de informação, vírus e assemelhados); . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
7. Alternativas e software livre para sistemas operacionais, editores de texto, planilhas e navegadores. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
INFORMÁTICA
Pasta
São estruturas que dividem o disco em várias partes de tamanhos variados as quais podem pode armazenar arquivos e outras pastas
(subpastas)1.
Arquivo
É a representação de dados/informações no computador os quais ficam dentro das pastas e possuem uma extensão que identifica o
tipo de dado que ele representa.
Extensões de arquivos
EXTENSÃO TIPO
.jpg, .jpeg, .png, .bpm, .gif, ... Imagem
.xls, .xlsx, .xlsm, ... Planilha
.doc, .docx, .docm, ... Texto formatado
.txt Texto sem formatação
.mp3, .wma, .aac, .wav, ... Áudio
.mp4, .avi, rmvb, .mov, ... Vídeo
.zip, .rar, .7z, ... Compactadores
.ppt, .pptx, .pptm, ... Apresentação
.exe Executável
.msl, ... Instalador
Existem vários tipos de arquivos como arquivos de textos, arquivos de som, imagem, planilhas, etc. Alguns arquivos são universais
podendo ser aberto em qualquer sistema. Mas temos outros que dependem de um programa específico como os arquivos do Corel Draw
que necessita o programa para visualizar. Nós identificamos um arquivo através de sua extensão. A extensão são aquelas letras que ficam
no final do nome do arquivo.
Exemplos:
.txt: arquivo de texto sem formatação.
.html: texto da internet.
.rtf: arquivo do WordPad.
.doc e .docx: arquivo do editor de texto Word com formatação.
É possível alterar vários tipos de arquivos, como um documento do Word (.docx) para o PDF (.pdf) como para o editor de texto do
LibreOffice (.odt). Mas atenção, tem algumas extensões que não são possíveis e caso você tente poderá deixar o arquivo inutilizável.
1
INFORMÁTICA
Windows Explorer
O Windows Explorer é um gerenciador de informações, arquivos, pastas e programas do sistema operacional Windows da Microsoft2.
Todo e qualquer arquivo que esteja gravado no seu computador e toda pasta que exista nele pode ser vista pelo Windows Explorer.
Possui uma interface fácil e intuitiva.
Na versão em português ele é chamado de Gerenciador de arquivo ou Explorador de arquivos.
O seu arquivo é chamado de [Link]
Normalmente você o encontra na barra de tarefas ou no botão Iniciar > Programas > Acessórios.
Na parte de cima do Windows Explorer você terá acesso a muitas funções de gerenciamento como criar pastas, excluir, renomear, ex-
cluir históricos, ter acesso ao prompt de comando entre outras funcionalidades que aparecem sempre que você selecionar algum arquivo.
A coluna do lado esquerdo te dá acesso direto para tudo que você quer encontrar no computador. As pastas mais utilizadas são as de
Download, documentos e imagens.
Operações básicas com arquivos do Windows Explorer
• Criar pasta: clicar no local que quer criar a pasta e clicar com o botão direito do mouse e ir em novo > criar pasta e nomear ela. Você
pode criar uma pasta dentro de outra pasta para organizar melhor seus arquivos. Caso você queira salvar dentro de uma mesma pasta um
arquivo com o mesmo nome, só será possível se tiver extensão diferente. Ex.: [Link] e [Link]
Independente de uma pasta estar vazia ou não, ela permanecerá no sistema mesmo que o computador seja reiniciado
• Copiar: selecione o arquivo com o mouse e clique Ctrl + C e vá para a pasta que quer colar a cópia e clique Ctrl +V. Pode também
clicar com o botão direito do mouse selecionar copiar e ir para o local que quer copiar e clicar novamente como o botão direito do mouse
e selecionar colar.
• Excluir: pode selecionar o arquivo e apertar a tecla delete ou clicar no botão direito do mouse e selecionar excluir
• Organizar: você pode organizar do jeito que quiser como, por exemplo, ícones grandes, ícones pequenos, listas, conteúdos, lista com
detalhes. Estas funções estão na barra de cima em exibir ou na mesma barra do lado direito.
• Movimentar: você pode movimentar arquivos e pastas clicando Ctrl + X no arquivo ou pasta e ir para onde você quer colar o arquivo
e Clicar Ctrl + V ou clicar com o botão direito do mouse e selecionar recortar e ir para o local de destino e clicar novamente no botão direito
do mouse e selecionar colar.
2 [Link]
2
INFORMÁTICA
Localizando Arquivos e Pastas
No Windows Explorer tem duas:
Tem uma barra de pesquisa acima na qual você digita o arquivo ou pasta que procura ou na mesma barra tem uma opção de Pesquisar.
Clicando nesta opção terão mais opções para você refinar a sua busca.
Arquivos ocultos
São arquivos que normalmente são relacionados ao sistema. Eles ficam ocultos (invisíveis) por que se o usuário fizer alguma alteração,
poderá danificar o Sistema Operacional.
Apesar de estarem ocultos e não serem exibido pelo Windows Explorer na sua configuração padrão, eles ocupam espaço no disco.
Hardware
O hardware são as partes físicas de um computador. Isso inclui a Unidade Central de Processamento (CPU), unidades de armazena-
mento, placas mãe, placas de vídeo, memória, etc.3. Outras partes extras chamados componentes ou dispositivos periféricos incluem o
mouse, impressoras, modems, scanners, câmeras, etc.
Para que todos esses componentes sejam usados apropriadamente dentro de um computador, é necessário que a funcionalidade de
cada um dos componentes seja traduzida para algo prático. Surge então a função do sistema operacional, que faz o intermédio desses
componentes até sua função final, como, por exemplo, processar os cálculos na CPU que resultam em uma imagem no monitor, processar
os sons de um arquivo MP3 e mandar para a placa de som do seu computador, etc. Dentro do sistema operacional você ainda terá os pro-
gramas, que dão funcionalidades diferentes ao computador.
Gabinete
O gabinete abriga os componentes internos de um computador, incluindo a placa mãe, processador, fonte, discos de armazenamento,
leitores de discos, etc. Um gabinete pode ter diversos tamanhos e designs.
Gabinete.4
3 [Link]
C3%A3o%20as%20partes,%2C%20scanners%2C%20c%C3%A2meras%2C%20etc.
4 [Link]
3
INFORMÁTICA
Placa-mãe
Processador ou CPU (Unidade de Processamento Central) Se o CPU é o cérebro de um computador, a placa-mãe é o es-
É o cérebro de um computador. É a base sobre a qual é cons- queleto. A placa mãe é responsável por organizar a distribuição dos
truída a estrutura de um computador. Uma CPU funciona, basica- cálculos para o CPU, conectando todos os outros componentes ex-
mente, como uma calculadora. Os programas enviam cálculos para ternos e internos ao processador. Ela também é responsável por
o CPU, que tem um sistema próprio de “fila” para fazer os cálcu- enviar os resultados dos cálculos para seus devidos destinos. Uma
los mais importantes primeiro, e separar também os cálculos en- placa mãe pode ser on-board, ou seja, com componentes como pla-
tre os núcleos de um computador. O resultado desses cálculos é cas de som e placas de vídeo fazendo parte da própria placa mãe,
traduzido em uma ação concreta, como por exemplo, aplicar uma ou off-board, com todos os
edição em uma imagem, escrever um texto e as letras aparecerem
no monitor do PC, etc. A velocidade de um processador está rela-
cionada à velocidade com que a CPU é capaz de fazer os cálculos.
CPU.5
Coolers
Quando cada parte de um computador realiza uma tarefa, elas
usam eletricidade. Essa eletricidade usada tem como uma consequ-
ência a geração de calor, que deve ser dissipado para que o compu-
tador continue funcionando sem problemas e sem engasgos no de-
sempenho. Os coolers e ventoinhas são responsáveis por promover
uma circulação de ar dentro da case do CPU. Essa circulação de ar
provoca uma troca de temperatura entre o processador e o ar que
ali está passando. Essa troca de temperatura provoca o resfriamen-
to dos componentes do computador, mantendo seu funcionamento
intacto e prolongando a vida útil das peças.
Placa-mãe.7
Fonte
É responsável por fornecer energia às partes que compõe um
computador, de forma eficiente e protegendo as peças de surtos
de energia.
Cooler.6
Fonte 8
5 [Link] 7 [Link]
ca-importante -b360mhd-pro-ddr4-lga-1151
6 [Link] 8 [Link]
-gammaxx-c40-dp-mch4-gmx-c40p-intelam4-ryzen -01001-xway/p/dh97g572hc/in/ftpc
4
INFORMÁTICA
Placas de vídeo
Permitem que os resultados numéricos dos cálculos de um pro-
cessador sejam traduzidos em imagens e gráficos para aparecer em
um monitor.
Periféricos de saída.11
Periféricos de entrada.10
Periféricos de armazenamento.13
11 [Link]
9[Link] -que-servem-e-que-tipos-existem
-[Link] 12 [Link]
10[Link] trada-e-saida
35c51e1e7 13 [Link]
5
INFORMÁTICA
Software
Software é um agrupamento de comandos escritos em uma linguagem de programação14. Estes comandos, ou instruções, criam as
ações dentro do programa, e permitem seu funcionamento.
Um software, ou programa, consiste em informações que podem ser lidas pelo computador, assim como seu conteúdo audiovisual,
dados e componentes em geral. Para proteger os direitos do criador do programa, foi criada a licença de uso. Todos estes componentes
do programa fazem parte da licença.
A licença é o que garante o direito autoral do criador ou distribuidor do programa. A licença é um grupo de regras estipuladas pelo
criador/distribuidor do programa, definindo tudo que é ou não é permitido no uso do software em questão.
Os softwares podem ser classificados em:
– Software de Sistema: o software de sistema é constituído pelos sistemas operacionais (S.O). Estes S.O que auxiliam o usuário, para
passar os comandos para o computador. Ele interpreta nossas ações e transforma os dados em códigos binários, que podem ser proces-
sados
– Software Aplicativo: este tipo de software é, basicamente, os programas utilizados para aplicações dentro do S.O., que não estejam
ligados com o funcionamento do mesmo. Exemplos: Word, Excel, Paint, Bloco de notas, Calculadora.
– Software de Programação: são softwares usados para criar outros programas, a parir de uma linguagem de programação, como
Java, PHP, Pascal, C+, C++, entre outras.
– Software de Tutorial: são programas que auxiliam o usuário de outro programa, ou ensine a fazer algo sobre determinado assunto.
– Software de Jogos: são softwares usados para o lazer, com vários tipos de recursos.
– Software Aberto: é qualquer dos softwares acima, que tenha o código fonte disponível para qualquer pessoa.
Todos estes tipos de software evoluem muito todos os dias. Sempre estão sendo lançados novos sistemas operacionais, novos games,
e novos aplicativos para facilitar ou entreter a vida das pessoas que utilizam o computador.
Lançado em 2015, O Windows 10 chega ao mercado com a proposta ousada, juntar todos os produtos da Microsoft em uma única
plataforma. Além de desktops e notebooks, essa nova versão equipará smartphones, tablets, sistemas embarcados, o console Xbox One e
produtos exclusivos, como o Surface Hub e os óculos de realidade aumentada HoloLens15.
Versões do Windows 10
– Windows 10 Home: edição do sistema operacional voltada para os consumidores domésticos que utilizam PCs (desktop e note-
book), tablets e os dispositivos “2 em 1”.
– Windows 10 Pro: o Windows 10 Pro também é voltado para PCs (desktop e notebook), tablets e dispositivos “2 em 1”, mas traz
algumas funcionalidades extras em relação ao Windows 10 Home, os quais fazem com que essa edição seja ideal para uso em pequenas
empresas, apresentando recursos para segurança digital, suporte remoto, produtividade e uso de sistemas baseados na nuvem.
– Windows 10 Enterprise: construído sobre o Windows 10 Pro, o Windows 10 Enterprise é voltado para o mercado corporativo. Os
alvos dessa edição são as empresas de médio e grande porte, e o Sistema apresenta capacidades que focam especialmente em tecnologias
desenvolvidas no campo da segurança digital e produtividade.
– Windows 10 Education: Construída a partir do Windows 10 Enterprise, essa edição foi desenvolvida para atender as necessidades
do meio escolar.
– Windows 10 Mobile: o Windows 10 Mobile é voltado para os dispositivos de tela pequena cujo uso é centrado no touchscreen,
como smartphones e tablets
– Windows 10 Mobile Enterprise: também voltado para smartphones e pequenos tablets, o Windows 10 Mobile Enterprise tem como
objetivo entregar a melhor experiência para os consumidores que usam esses dispositivos para trabalho.
– Windows 10 IoT: edição para dispositivos como caixas eletrônicos, terminais de autoatendimento, máquinas de atendimento para
o varejo e robôs industriais – todas baseadas no Windows 10 Enterprise e Windows 10 Mobile Enterprise.
– Windows 10 S: edição otimizada em termos de segurança e desempenho, funcionando exclusivamente com aplicações da Loja
Microsoft.
– Windows 10 Pro – Workstation: como o nome sugere, o Windows 10 Pro for Workstations é voltado principalmente para uso pro-
fissional mais avançado em máquinas poderosas com vários processadores e grande quantidade de RAM.
14 [Link]
15 [Link]
6
INFORMÁTICA
Área de Trabalho (pacote aero)
Aero é o nome dado a recursos e efeitos visuais introduzidos no Windows a partir da versão 7.
16 [Link]
17 [Link]
7
INFORMÁTICA
Aero Flip (Alt+Tab)
Permite a alternância das janelas na área de trabalho, organizando-as de acordo com a preferência de uso.
8
INFORMÁTICA
Aero Snap (Win + Setas de direção do teclado)
Recurso que permite melhor gerenciamento e organização das janelas abertas.
Basta arrastar uma janela para o topo da tela e a mesma é maximizada, ou arrastando para uma das laterais a janela é dividida de
modo a ocupar metade do monitor.
9
INFORMÁTICA
Menu Iniciar
Algo que deixou descontente grande parte dos usuários do Windows 8 foi o sumiço do Menu Iniciar.
O novo Windows veio com a missão de retornar com o Menu Iniciar, o que aconteceu de fato. Ele é dividido em duas partes: na direita,
temos o padrão já visto nos Windows anteriores, como XP, Vista e 7, com a organização em lista dos programas. Já na direita temos uma
versão compacta da Modern UI, lembrando muito os azulejos do Windows Phone 8.
18 [Link]
19 Fonte: [Link]
10
INFORMÁTICA
Paint 3D
O novo App de desenhos tem recursos mais avançados, especialmente para criar objetos em três dimensões. As ferramentas antigas
de formas, linhas e pintura ainda estão lá, mas o design mudou e há uma seleção extensa de funções que prometem deixar o programa
mais versátil.
Para abrir o Paint 3D clique no botão Iniciar ou procure por Paint 3D na caixa de pesquisa na barra de tarefas.
Paint 3D.
Cortana
Cortana é um/a assistente virtual inteligente do sistema operacional Windows 10.
Além de estar integrada com o próprio sistema operacional, a Cortana poderá atuar em alguns aplicativos específicos. Esse é o caso
do Microsoft Edge, o navegador padrão do Windows 10, que vai trazer a assistente pessoal como uma de suas funcionalidades nativas. O
assistente pessoal inteligente que entende quem você é, onde você está e o que está fazendo. O Cortana pode ajudar quando for solicita-
do, por meio de informações-chave, sugestões e até mesmo executá-las para você com as devidas permissões.
Para abrir a Cortana selecionando a opção na Barra de Tarefas. Podendo teclar ou falar o
tema que deseja.
20 [Link]
11
INFORMÁTICA
Microsot Edge
O novo navegador do Windows 10 veio para substituir o Internet Explorer como o browser-padrão do sistema operacional da Mi-
crosoft. O programa tem como características a leveza, a rapidez e o layout baseado em padrões da web, além da remoção de suporte a
tecnologias antigas, como o ActiveX e o Browser Helper Objects.
Dos destaques, podemos mencionar a integração com serviços da Microsoft, como a assistente de voz Cortana e o serviço de armaze-
namento na nuvem OneDrive, além do suporte a ferramentas de anotação e modo de leitura.
O Microsoft Edge é o primeiro navegador que permite fazer anotações, escrever, rabiscar e realçar diretamente em páginas da Web.
Use a lista de leitura para salvar seus artigos favoritos para mais tarde e lê-los no modo de leitura . Focalize guias abertas para visu-
alizá-las e leve seus favoritos e sua lista de leitura com você quando usar o Microsoft Edge em outro dispositivo.
O Internet Explorer 11, ainda vem como acessório do Windows 10. Devendo ser descontinuado nas próximas atualizações.
Para abrir o Edge clique no botão Iniciar , Microsoft Edge ou clique no ícone na barra de tarefas.
Windows Hello
O Windows Hello funciona com uma tecnologia de credencial chamada Microsoft Passport, mais fácil, mais prática e mais segura do
que usar uma senha, porque ela usa autenticação biométrica. O usuário faz logon usando face, íris, impressão digital, PIN, bluetooth do
celular e senha com imagem.
Para acessar o Windows Hello, clique no botão , selecione Configurações > Contas > Opções de entrada. Ou procure por
Hello ou Configurações de entrada na barra de pesquisa.
Windows Hello.
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INFORMÁTICA
BibliotecasAs Bibliotecas são um recurso do Windows 10 que permite a exibição consolidada de arquivos relacionados em um só local.
Você pode pesquisar nas Bibliotecas para localizar os arquivos certos rapidamente, até mesmo quando esses arquivos estão em pastas,
unidades ou em sistemas diferentes (quando as pastas são indexadas nos sistemas remotos ou armazenadas em cache localmente com
Arquivos Offline).
One Drive
O OneDrive é serviço um de armazenamento e compartilhamento de arquivos da Microsoft. Com o Microsoft OneDrive você pode
acessar seus arquivos em qualquer lugar e em qualquer dispositivo.
O OneDrive é um armazenamento on-line gratuito que vem com a sua conta da Microsoft. É como um disco rígido extra que está
disponível para todos os dispositivos que você usar.
OneDivre.22
21 [Link]
22 Fonte: [Link]
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INFORMÁTICA
Manipulação de Arquivos
É um conjunto de informações nomeadas, armazenadas e organizadas em uma mídia de armazenamento de dados. O arquivo está
disponível para um ou mais programas de computador, sendo essa relação estabelecida pelo tipo de arquivo, identificado pela extensão
recebida no ato de sua criação ou alteração.
Há arquivos de vários tipos, identificáveis por um nome, seguido de um ponto e um sufixo com três (DOC, XLS, PPT) ou quatro letras
(DOCX, XLSX), denominado extensão. Assim, cada arquivo recebe uma denominação do tipo [Link]ão. Os tipos mais comuns são
arquivos de programas ([Link]), de texto ([Link]), de imagens ([Link], [Link]), planilhas eletrônicas ([Link]) e
apresentações ([Link]).
Pasta
As pastas ou diretórios: não contém informação propriamente dita e sim arquivos ou mais pastas. A função de uma pasta é organizar
tudo o que está dentro das unidades.
O Windows utiliza as pastas do computador para agrupar documentos, imagens, músicas, aplicações, e todos os demais tipos de
arquivos existentes.
Para visualizar a estrutura de pastas do disco rígido, bem como os arquivos nela armazenados, utiliza-se o Explorador de Arquivos.
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INFORMÁTICA
Central de Segurança do Windows Defender
A Central de Segurança do Windows Defender fornece a área de proteção contra vírus e ameaças.
Para acessar a Central de Segurança do Windows Defender, clique no botão , selecione Configurações > Atualização e seguran-
ça > Windows Defender. Ou procure por Windows Defender na barra de pesquisa.
Windows Defender.23
Lixeira
A Lixeira armazena temporariamente arquivos e/ou pastas excluídos das unidades internas do computador (c:\).
Para enviar arquivo para a lixeira:
- Seleciona-lo e pressionar a tecla DEL.
- Arrasta-lo para a lixeira.
- Botão direito do mouse sobre o arquivo, opção excluir.
- Seleciona-lo e pressionar CTRL+D.
Para acessar a Lixeira, clique no ícone correspondente na área de trabalho do Windows 10.
Existem outros, outros poderão ser lançados e incrementados, mas os relacionados a seguir são os mais populares:
– Alarmes e relógio.
– Assistência Rápida.
– Bloco de Notas.
– Calculadora.
– Calendário.
– Clima.
– E-mail.
– Facilidade de acesso (ferramenta destinada a deficientes físicos).
– Ferramenta de Captura.
– Gravador de passos.
– Internet Explorer.
– Mapas.
23 Fonte: [Link]
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INFORMÁTICA
– Mapa de Caracteres.
– Paint.
– Windows Explorer.
– WordPad.
– Xbox.
24 [Link]
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INFORMÁTICA
– Pesquisa inteligente: integra o Bing, serviço de buscas da Microsoft, ao Word 2016. Ao clicar com o botão do mouse sobre qualquer
palavra do texto e no menu exibido, clique sobre a função Pesquisa Inteligente, um painel é exibido ao lado esquerdo da tela do programa
e lista todas as entradas na internet relacionadas com a palavra digitada.
– Equações à tinta: se utilizar um dispositivo com tela sensível ao toque é possível desenhar equações matemáticas, utilizando o dedo
ou uma caneta de toque, e o programa será capaz de reconhecer e incluir a fórmula ou equação ao documento.
– Histórico de versões melhorado: vá até Arquivo > Histórico para conferir uma lista completa de alterações feitas a um documento
e para acessar versões anteriores.
– Compartilhamento mais simples: clique em Compartilhar para compartilhar seu documento com outras pessoas no SharePoint, no
OneDrive ou no OneDrive for Business ou para enviar um PDF ou uma cópia como um anexo de e-mail diretamente do Word.
– Formatação de formas mais rápida: quando você insere formas da Galeria de Formas, é possível escolher entre uma coleção de
preenchimentos predefinidos e cores de tema para aplicar rapidamente o visual desejado.
– Guia Layout: o nome da Guia Layout da Página na versão 2010/2013 do Microsoft Word mudou para apenas Layout25.
Interface Gráfica
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INFORMÁTICA
Ao clicar em Documento em branco surgirá a tela principal do Word 201627.
Faixa de Opções
Faixa de Opções é o local onde estão os principais comandos do Word, todas organizadas em grupos e distribuídas por meio de guias,
que permitem fácil localização e acesso. As faixas de Opções são separadas por nove guias: Arquivos; Página Inicial, Inserir, Design, Layout,
Referências, Correspondências, Revisão e Exibir.
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INFORMÁTICA
– Página Inicial: possui ferramentas básicas para formatação de texto, como tamanho e cor da fonte, estilos de marcador, alinhamento
de texto, entre outras.